Pastores recomendam intensivo de sexo para superar crise conjugal

Pastores Ed e Lisa Young
Autor do livro “7 Dias de Intimidade”, o casal Ed e Lisa Young acredita que a cama pode revolucionar o casamento.

Sete dias de sexo. Seria esta a solução para uma crise conjugal? O casal norte-americano de pastores Ed e Lisa Young, da Igreja Fellowship, acredita que sim. É a chamada “sexperiência”. Durante uma semana, marido e mulher devem fazer sexo para recuperar a conexão e revigorar a relação.

No livro recém-lançado no Brasil, “7 Dias de Intimidade” (Thomas Nelson Brasil), eles apontam passos para melhorar a vida a dois. Estabelecer metas, ter mais diálogo, dividir sentimentos e explorar o corpo do cônjuge são algumas dicas práticas propostas pelo casal de pastores para atingir o apce da união.

“Quando olhamos para trás, vemos que a revolução sexual na década de 1960 era uma ilusão enorme. Eu acho que quando as pessoas entenderem que Deus é o Deus do relacionamento e que Ele comanda todos os aspectos do casamento, bem como a intimidade, é que revolucionaremos nossos casamentos”, diz Ed, também consultor matrimonial, em entrevista ao Delas.

O ato sexual é a “supercola” do casamento, define Lisa. “A Bíblia Sagrada fala sobre um homem e uma mulher se tornarem uma só carne. É a conectividade, a mistura dos dois”.

Mas para atingir esta comunhão, os pastores aconselham o casal a “pensar fora da cama”, que significa que o sexo começa fora do quarto e deve se mover em direção ao mesmo.

A maioria das pessoas não relaciona Deus com o sexo e esta é a primeira barreira para um casamento saudável, na opinião do pastor. Young prega que temos a honra de satisfazer o nosso cônjuge sexualmente: “Deve haver um acordo, entusiasmo e alegria no leito conjugal”.

Além disso, a vida profissional e os filhos podem atrapalhar a vida matrimonial. Por isso, eles sugerem que ao menos uma vez por semana -- e duas vezes ao ano por um período mais estendido -- o casal tenha tempo para ficar sozinho e recuperar o clima de romance.

Para o casamento ser bem-sucedido, deve-se negociar as dificuldades, comuns a todos os casamentos. Poder, dinhero e sexo são a tríade do desentendimento, Lisa atesta. “Um pode achar que manda mais. O outro que tem mais desejo sexual”.

Os filhos também pesam na balança. Mas os pastores recomendam deixar cada coisa em seu lugar, deixando os problemas com as crianças fora da cama, pois o casamento tem precedência sobre todas as outras relações na família. “Lembre-se: os cônjuges ficam, as crianças saem. Assim, o casamento se torna a coisa principal”.

“Lisa e eu estamos casados há mais de três décadas. E eu sempre digo que o casamento não é a coisa mais fácil. Mas pode ser a melhor coisa do mundo se você estiver disposto a trabalhar”, diz Young, acrescentando que casamentos vitoriosos têm a ética do trabalho conjugal operante.


Sexo e Bíblia

Nesta dinâmica, brinquedos sexuais ou produtos eróticos devem ser negociados, algo com que ambos concordem. “Isso é entre você, seu cônjuge e Deus”, concede Lisa. Para a dupla, fantasiar também faz parte do jogo da sedução, desde que a fantasia sexual seja com o cônjuge.

“Se você achar que um pensamento é ilícito ou não honra a Deus, redirecione esse pensamento para o seu parceiro. A Bíblia diz que podemos ser transformados pela renovação de nossas mentes. Ou seja, tornar o pensamento cativo para o Espírito Santo de Deus”.

Já os filmes pornôs são expressamente proibidos, porque fazem menção à luxúria. “Quando você olha para a pornografia, o jogo da comparação é inevitável. E ninguém pode se comparar aos atletas sexuais em ação na tela. Então, a pornografia é viciante e ele irá levá-lo onde você não quer ir”.

Amor é prosa. Sexo é poesia


Sabe a música que Rita Lee canta, Amor é Prosa, Sexo é Poesia? Aquela que foi inspirada pela crônica de Arnaldo Jabor que também se chama Amor é Prosa, Sexo é Poesia? Folheando um livro de crônicas noite destas, dei com a crônica, justamente quando também tive oportunidade de participar de conversas em que as pessoas falavam desse tema. Uma das conversas foi com amigos, adultos. Outra com adolescentes, recém-saídos da infância.

Parece que o interesse é sem fim. A história dos comportamentos andou muito, a humanidade conseguiu liberdades fundamentais, sobretudo as mulheres. E a tentativa de delimitar os campos, onde o amor , onde o sexo avançou um bocado.

Certamente todos nós temos alguma consciência de que os dois campos não são necessariamente equivalentes. Embora o assunto continue a provocar muitas polêmicas em rodas de conversa.... E mais ainda, em conversas mais intimas. Eis a conversa que ouvi entre adolescentes: “Ele está querendo namorar, ela é que só quer ficar...” Outro ainda, dizia: “Não meu, pra mim, por enquanto, só pegar... Ficar? Pode até ser... Mas namorar, quero não. Compromisso demais. dá pra mim, não.

Ficar, pegar, namorar, transar, amar... Seriam questão de gradação? Ou seriam modos de nós humanos lidarmos com o espaço possível a dar ao outro, que uma vez escolhido, já não será qualquer em nossas vidas? 

Nós que somos seres sexuados, marcados pela incompletude nossa de cada dia, pelas forças e pelas fragilidades e pela radical singularidade que nos define. Alias, qualquer que seja o nível do compromisso, de certo modo não estamos sempre em torno de pegar, ficar, transar, amar?

Então, parece mesmo que todo mundo sabe bem que amor e sexo são assuntos distintos, tanto que existem palavras distintas para falar dos dois. Distintos e .... misturados. Eis o eterno retorno da questão. Como é verão, tempo de sol em que a gente acaba mais exposto do ponto de vista do corpo, é justamente a pele que fica mais vulnerável, não é? Os dermatologistas avisam: proteja a pele, use protetor solar.

Vou tomar nossa tema pela questão da pele, ok? 

Quando duas pessoas sentem-se atraídas, elas dizem: é uma questão de pele... Encostou... Pronto. Não tem mais jeito!

Gilberto Gil cantou: Sentir é questão de pele, amor é tudo que move... e Zelia Ducan cantou assim: “Alma, deixe eu tocar tua alma com a superfície da palma da minha mão”

A clinica não para de reatualizar essa antiga questão. Esse é um ponto na vida que provoca muitas inquietações. 

Mais liberadas do ponto de vista do exercício da sexualidade., as pessoas entendem que podem demarcar bem as fronteiras. Inclusive, certamente muitos acrescentariam uma outra modalidade de encontro que nem Rita Lee, nem Jabor listaram: a amizade com sexo.

Tudo vai muito bem quando as duas partes estão em comum acordo. O problemas, às vezes, começa por ali, onde na verdade, ele sempre encontra espaço. A pele. 

Como a gente toca a alma quando toca a pele, Zélia, falou bem, o que era só sexo muito bem combinado, escorrega e vai para outra prateleira... Outra pasta do arquivo dessa nossa mente sedenta de categorias, classificações, demarcações, assepsias. E aí, fora de lugar, contaminado, desorganizado, muitas vezes a gente não sabe o que fazer com isso. Com o (im)previsto. Tem protetor para proteger a pele das quenturas do sol. Mas e para proteger do que queima nas artimanhas da paixão, nos labirintos do amor? E aí, o que se faz leitor?

Na falta de respostas prontas, chamo Luís de Camões, pelos fins dos anos 500, para deixar a fala dele na nossa roda de conversa: “Amor é fogo que arde sem se ver, É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer...É um querer estar-se preso por vontade... É ter com quem nos mata lealdade”

Não existe ainda protetor para esse fogo, não é? Ainda mais que a gente nem o vê... pelo menos a principio.

Feliz Ano Novo, leitor! Que não lhe falte prosa, nem poesia! E talvez dê para bendizer as poesias cheias de prosa. Ou as prosas plenas de poesia... Por que nem sempre as classificações conseguem dar conta do que acontece com a vida da gente, nem o que a gente sente, cabe dentro das pastas dos arquivos criados em velhos anos... E encontrar o que fazer com isso: Eis a arte de viver!

Andréia Clara Galvão - psicóloga

Homens também deveriam usar maquiagem


Quando os caras pensam em maquiagem o que geralmente vem logo à cabeça é algo pesado, fútil e que não é natural. “mas estamos vivendo num novo século”, garante uma especialista e tanto no assunto.

Rose Hill, 60, faz maquiagem parar filmes, televisão, teatro e fotos comerciais desde que era adolescente. Já aperfeiçoou o visual desde Bill Clinton, Barack Obama até o ator Hugh Jackman. “Hoje em dia a maquiagem parece pele”, confessou Hill à revista Slate. “Você simplesmente fica com uma aparência melhor. Faz uma tremenda diferença.”

Segundo ela, hoje em dia os produtos de última geração são feitos para fotografias em close tiradas por câmeras de alta definição; isso significa que eles precisam acrescentar pigmento e ao mesmo tempo deixar os poros visíveis.

A cosmética moderna é uma maravilha. Ela remove manchas, vermelhidão, sinais de envelhecimento e de fadiga, cortes ou arranhões do barbear; enfim, qualquer indício de que você teve uma vida bem vivida. E ela faz isso sem parecer maquiagem. Não é à toa que, desde 2008, o mercado de produtos de cuidado pessoal voltado ao público masculino cresceu 15% e alcançou a casa dos US$ 3.9 bilhões, de acordo com uma pesquisa realizada pela Mintel. Espera-se que este nicho cresça mais 13% até 2018.

Veja a seguir como fazer uma maquiagem leve para homens em apenas três passos:

1º Passo: LIMPE A PELE
Lave o rosto com um esfoliante moderado e faça movimentos circulares sem pressa para remover as células mortas da pele. Depois basta enxaguar e passar um creme hidratante.

2º Passo: APLIQUE CORRETIVO
Usando um pincel pequeno, aplique o corretivo para esconder pontos escuros, manchas e pintas inconvenientes que encontrar, principalmente sob seus cílios inferiores, o canto interno dos olhos e nariz. Deixe secar um pouco e, em seguida, use os dedos para espalhar bem.

3º Passo: DÊ O ACABAMENTO
Se mesmo assim houver um destaque muito forte, passe um pouco de base líquida para deixar a aparência homogênia. Use um pincel maior para aplicar o pó para as áreas de seu rosto que tendem a ficar oleosas, como a testa, nariz e queixo. No verão vale a pena usar um protetor labial de cor neutra, que além de dar um visual mais suave aos lábios ainda evita que eles fiquem rachados.

IMPORTANTE: Não se esqueça de remover a maquiagem antes de dormir, já que isso não faz nada bem para a sua pele. Basta lavar bem o rosto e aplicar um hidratante.

Sexo: site lista 8 bons lugares para uma 'rapidinha'


Carro, escritório e banheiro de avião aparecem na lista feita pelo site da revista Glamour.

‘Dar uma rapidinha’ é como pedir uma pizza pelo telefone: fácil, rápido e todo mundo adora. Se você anda meio sem criatividade, o site da revista Glamour listou 8 bons lugares para colocar esta ideia em prática. Confira.

Na cozinha
Além de servir para cozinhar, as bancadas também são perfeitas para o momento da intimidade.

Na banheira
Deixe o seu banho de lado por cinco minutos e crie uma atmosfera sexy e caliente.​

No seu escritório
Pode ser no local de trabalho dele também. Acredite, ele está sonhando com este momento mais do que você imagina.

No carro
Da próxima vez que ele fizer uma confusão com os caminhos e estiver completamente perdido, apenas pule em cima dele e façam uma pequena parada em um local deserto antes de continuarem.

Na casa dos seus pais
É excitante saber que é preciso ser rápido para não ser pego durante uma visita.

No banheiro de um hotel
Precisando injetar um pouco de paixão ao seu encontro? Então pule a privacidade do quarto de um hotel. No lugar disso, tome alguns drinques no lobby e depois o convide para uma escapadinha.

Em qualquer lugar a céu aberto
Se você vai fazer isso, tem que ser rápido – afinal, vocês estão em público. Dica: leve um lençol, porque a areia queima e o concreto pode ser dolorido.

Banheiro do avião
Espere até meia-noite e, quando todo mundo estiver cochilando e as luzes estiverem apagadas, corra para o banheiro – e, claro, tente ser rápida.

As dúvidas mais frequentes sobre sexo

Durante o ano de 2013, a sexóloga Fátima Protti, colunista do iG, respondeu dezenas de questões sobre amor e sexo.

Nunca tive um orgasmo, o que há de errado?

De acordo com o Estudo sobre a Vida Sexual do Brasileiro (2002), coordenado pela médica psiquiatra Carmita Abdo, fundadora do ProSex – Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas, cerca de um terço das brasileiras relatam dificuldade em atingir o clímax. Isso pode acontecer por falta de conhecimento sobre o próprio corpo, falta de estímulo do parceiro e por motivos psicológicos.

A estimulação do clitóris é fundamental para que a mulher consiga se excitar e ter prazer durante a relação. Inclusive, é possível e muito frequente chegar ao clímax apenas com esse estímulo, o que chamamos de orgasmo clitoriano. Já o orgasmo vaginal, originado pela penetração, é mais raro, mas muitas mulheres acreditam que é o único possível.

A ausência da resposta orgásmica pode ainda ser causada por restrições inconscientes em relação ao sexo: insegurança no relacionamento, questões religiosas e valores morais impedem que a mulher consiga se entregar durante a relação.

Meu parceiro não quer transar comigo

É comum e normal que a excitação sexual diminua com o passar do tempo. No início do namoro, a novidade e a paixão são estimulantes poderosos, o que aumenta o tesão dos dois. Por isso, é impossível resgatar a vida sexual intensa do começo de relacionamento, mas isso não quer dizer que ela vá acabar.

A cumplicidade entre o casal é fundamental para que o sexo seja natural e bom para os dois. Quando os parceiros se conhecem, conseguem ficar à vontade durante a relação e sabem o que agrada aos dois. No entanto, a rotina pode ser desestimulante, assim como problemas financeiros, intrigas profissionais, uso de medicamentos e problemas psicológicos.

Para esquentar a vida sexual, é necessário que haja alguma espontaneidade no dia a dia, não só na cama, mas nas atividades em dupla. A prática de exercícios físicos ajuda a liberar endorfinas, hormônios que nos deixam mais alegres e energizados.

Há, ainda, pessoas que têm bloqueios em relação ao sexo oriundos de traumas e de valores morais muito rígidos. Nesse caso, é importante o acompanhamento psicológico profissional.
Quero realizar as minhas fantasias e as do meu parceiro, como falar sobre isso?
Tanto homens quanto mulheres usam as fantasias sexuais para aumentar a exitação na hora da relação sexual. Mas isso é só imaginação, concretizar essas vontades pode ser mais complicado, principalmente se a fantasia envolve outras pessoas.

O ménage à trois e o voyeurismo estão entre as fantasias sexuais mais comuns e são também as que exigem maior cumplicidade e intimidade do casal. É provável que o ciúme transforme uma situação prazerosa, que iria aproximar o casal, em uma tragédia emocional que pode resultar no fim de um relacionamento.

Se a vontade de realizar esse desejo é muito grande, conversar aos poucos com o parceiro é fundamental. Mencionar a título de curiosidade e ver a reação da pessoa ajuda a saber se será possível ou não continuar com a ideia. A proposta deve ser feita com cuidado e nunca forçada sobre o outro: a fantasia deve ser de comum acordo e nada impede que um dos lados desista no meio do caminho. Também é importante não se submeter à vontade do outro só para agradá-lo, pois isso resulta em machucados emocionais.

Com as devidas preparações, a realização de fantasias sexuais pode ser um ótimo jeito de apimentar o relacionamento, fugir da rotina e aumentar a cumplicidade do casal.

Sexo gasta metade das calorias de uma corrida

Para a pesquisa, o professor utilizou 21 casais canadenses, que foram monitorados em uma corrida de 30 minutos e também instruídos a ter uma relação sexual por semana.

Não é de hoje que o sexo intriga a ciência, e mais uma pergunta acerca do assunto acaba de ser respondida. Uma pesquisa recente conduzida na Universidade de Québec, no Canadá, descobriu que uma “rodada” de sexo gasta aproximadamente metade das calorias de uma corrida de intensidade moderada.

O estudo foi realizado pelo professor de ciência do exercício Antony Karelis. “Me preparando para o curso de fisiologia do exercício que ministro, notei alguns artigos científicos sobre a atividade sexual e gasto energético, mas eles não falavam em quantas calorias. Por isso, decidi fazer o estudo”, contou à reportagem de O Tempo. 

Para a pesquisa, o professor utilizou 21 casais canadenses com idade média de 23 anos. Eles foram submetidos a uma corrida de 30 minutos em esteira ergométrica, e foram monitorados quanto ao gasto calórico e à sensação de esforço. Depois, foram para casa, instruídos a ter pelo menos uma relação sexual por semana pelo período de um mês e a registrar suas impressões em um questionário previamente fornecido. Durante o ato, eles também deveriam usar uma braçadeira que mede o gasto calórico de uma atividade física em comparação a outra.

O resultado foi que o sexo pode ser considerado como atividade física moderada, ainda mais para os homens. Em uma relação com tempo médio de 25 minutos, os homens gastaram cerca de 101 kcal, contra aproximadamente 69 kcal das mulheres. “De uma forma geral, os resultados não me surpreenderam”, revela Karelis.

Além do gasto calórico, o sexo ainda traz outros benefícios. “Para pessoas que se gostam e se sentem bem com a prática, o sexo faz bem para a pele, para o coração, além de satisfazer necessidades fisiológicas e afetivas”, afirma a educadora sexual Sílvia Eugênia do Amaral, membro do Grupo de Estudo de Metáforas, Modelos e Analogias na Tecnologia na Educação e na Ciência (Gematec), do Cefet/MG. A especialista explica que o ser humano tem necessidade de contato físico e de demonstrações de afeto. “Esse contato erótico é uma de monstração de afeto. Mesmo que seja ocasional, você se sente desejado, capaz de dar e receber prazer, e se completa”, esclarece.

Mas, para quem já está pensando em substituir a academia por sessões extras de sexo, um alerta: uma coisa não elimina a outra. “Eu sugeriria que a atividade sexual e um exercício regular - como corrida - sejam ambos considerados parte de um estilo de vida saudável”, recomenda Karelis.

Apenas 12% dos jovens recebe informação sexual dos pais

Apenas 12% dos jovens recebe informação sexual a partir dos pais, cerca de 7% cita experiências próprias como a forma mais recorrente de informação, enquanto 17% dos jovens do sexo masculino dizem tirar conhecimento a partir de vídeos pornográficos. Os números pertencem a um estudo realizado em Espanha, avança o SAPO Saúde.

Quase 60% dos jovens justifica a primeira relação sexual com o facto de estar apaixonado. Quatro em cada dez adolescentes mencionam a curiosidade, o desejo de experimentar e a diversão entre os motivos para ter a primeira relação sexual, embora as diferenças oscilem consoante o género.

Os números fazem parte do estudo “Relações afectivas e sexualidade na adolescência” da Liga Espanhola da Educação, apresentado esta quarta-feira em Madrid, Espanha.

O estudo refere que os jovens são vítimas de uma sociedade “marcada pelo sexo”, com pais que não estão a incorporar a saúde sexual e reprodutiva no seio da formação educativa.

Gravidez como preocupação

Quase metade – 47% – dos jovens revela que a gravidez é a primeira preocupação antes da primeira relação sexual. A segunda (37%) é o medo de falhar, neste caso com cifras bem diferentes: 51,5% para os rapazes, 23% para as raparigas.

Contrair uma doença aparece depois, com 15% dos 657 adolescentes de 14 a 18 anos a mencionar este motivo em primeiro lugar.

O estudo foi desenvolvido em diferentes regiões de Espanha: Madrid, Salamanca, Almería, Jaén e Zamora.

Neandertais praticavam incesto e sexo com outros hominídeos

Mapeamento completo do DNA do osso de uma mulher que viveu há 50 mil anos revela detalhes sobre a vida dos hominídeos.

Cientistas e antropólogos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, concluíram o mais completo e detalhado sequenciamento de DNA do Homem de Neandertal e descobriram que os primeiros Homo Sapiens, os Neandertais, os Denisovans (um terceiro grupo, uma subespécie do humano que conhecemos hoje) e um quarto grupo de hominídeos costumavam se reproduzir entre si - ou seja, a reprodução interespécies era bem comum. Além disso, a análise revelou que os Neandertais costumavam se reproduzir com familiares.

A sequência de DNA analisada vem do osso do dedão do pé de uma mulher Neandertal que viveu há cerca de 50 mil anos. Ela, inclusive, era filha de um homem e uma mulher que eram parentes - possivelmente meio irmãos que dividiam a mesma mãe, ou eram tio e sobrinha, avô e neta.

O genoma foi comparado com o DNA dos humanos modernos, dos Denisovans e de uma quarta espécie hominídea, ainda misteriosa, descoberta recentemente por cientistas. A pesquisa estima que entre 1,5% e 2% dos DNA modernos de humanos não-Africanos possam ser conectados aos Neandertais.

Com a comparação, os cientistas descobriram que os Neandertais e os Denisovans eram bem próximos geneticamente, e que seu ancestral comum se separou do dos ancestrais dos humanos modernos cerca de 400 mil anos atrás. O estudo constatou que pelo menos 87 genes específicos dos humanos hoje são bem diferentes dos genes correspondentes nos Neandertais e Denisovans - e aí pode residir a explicação sobre o fato de nós termos permanecido no planeta e eles terem sido extintos.

Empresária tira algumas das dúvidas mais recorrentes sobre as transas entre mulheres

As pessoas muitas vezes se sentem à vontade para me fazer perguntas sobre sexo entre lésbicas. Acontece
por todas as partes, em festa, dentro de cabines de táxi…

Como uma pessoa com atitude positiva quanto ao sexo e empresária, eu acho que falar sobre sexo entre lésbicas é algo importante.

Algumas lésbicas ficam muito incomodadas por ter que lidar com esse tipo de pergunta, mas eu acho que manter a mente aberta e os ouvidos a postos faz com que as pessoas de fora da comunidade gay nos entendam melhor.

Então, pronto para aprender algumas coisas? Eu prometo que vai ser a aula mais divertida que você vai ter hoje.

O que é que vocês fazem exatamente? 
As maneiras em que nós fazemos sexo são tão variadas quanto as maneiras dos casais héteros. Na minha opinião, inclusive, é até melhor, porque não há o fantasma da ereção nem a necessidade de se satisfazer a ereção. Além disso, as mulheres são capazes de ter orgasmos múltiplos, então o tempo de recuperação é pouco ou quase zero. Nós fazemos sexo oral, sexo anal, sexo com penetração, e todas as variantes intermediárias.

Uma de vocês é “o homem” ? 
Eu morro de rir com essa pergunta, porque ela demonstra como os padrões de gênero inflexíveis estão gravados profundamente nas pessoas. Às vezes há mulheres mais masculinas que gostam de estar no comando, mas nem sempre. Isso é sempre uma questão de preferência pessoal, sério. E não chega nem a ser que uma de nós é “ativa” e outra “passiva”… muitas vezes a gente inverte os papéis, às vezes até no meio de uma mesma transa.

É mais fácil para vocês, já que vocês duas são mulheres e sabem por instinto do que a outra gosta? Deus do céu, quem dera. Não, não e não. Assim como acontece com os héteros, nós sapatas levamos um tempinho para descobrir do que a gente gosta. Eu não fazia a menor ideia do que estava fazendo por mais ou menos um ano depois que eu comecei a dormir com mulheres. E não foi até eu encontrar minha primeira namorada que eu realmente comecei a entender que coisa de outro mundo o sexo com uma mulher pode ser.

Vocês sempre usam uma cinta-caralha? 
Não. Mais uma vez, depende do casal, mas para mim, é algo que eu guardo para “ocasiões especiais”. E eu também adoro ser penetrada em sexo anal, então eu gosto de ter por perto uma cinta que me penetre lá, porque é bom. Algumas mulheres ou outros gays gostam de utilizar a cinta-caralha com regularidade. Às vezes a gente encarna uma fantasia e interpreta um personagem mais masculino, e, para outras pessoas, esse papel masculino é o que sempre as deixa mais confortáveis.
Se você gosta de mulheres, por que você vai para a cama com uma menina que tem cara de menino? Porque não sai com um homem de vez? Porque homens são homens. Como eu sou lésbica, eu sinto atração por partes do corpo e pela cabeça de mulheres. Homens não têm peitos (bem, eles têm, mas não desenvolvidos). Eu tenho muita dificuldade em fazer uma conexão com homens num nível emocional. Eu tenho amigos homens, mas me apaixonar por eles é dureza, porque eu não consigo me relacionar com os homens da mesma maneira. Simplesmente não rola. Além disso, mesmo quando a mulher tem uma aparência mais masculina, ainda há uma sensação de estar fugindo dos padrões, e essa sensação é algo que agrada muitas de nós.

Se eu tenho vontade de beijar uma menina, eu sou lésbica? 
Não necessariamente. Nossa cultura dá muita importância para os rótulos. Talvez você seja lésbica, talvez não. Eu torço para que a gente chegue logo num ponto na história em que isso não tenha mais importância. Mais ou menos 80% das mulheres têm fantasias lésbicas, então você está bem acompanhada.

Eu assisti o filme Azul É A Cor Mais Quente. Vocês meninas fazem sexo daquele jeito mesmo? Muita gente vem me perguntando isso nos últimos tempos. A resposta é sim e não. Muitas lésbicas estão putas da vida por conta de como o sexo lésbico foi retratado no filme. Algumas dizem que o sexo é “pornográfico” demais e um exemplo da “fantasia masculina sobre o sexo lésbico”. Eu achei um tesão. Para mim, foi uma representação acurada. Eu gosto de sexo com pegada. Eu gosto de sexo anal. Eu consigo trepar por muito, muito tempo. Eu não entendi o bafafá sobre ele ser fake. Parece que tem muita mulher fazendo sexo de um jeito diferente do meu.

O que é tesoura? 
Tesoura é uma posição em que duas mulheres encostam as vaginas, estando viradas cada uma para um lado, entrelaçando-se as coxas. Não é invenção de filmes pornôs, é sim possível, e é uma posição extremamente gostosa, intensa, e íntima.

O que é fistar? 
Não entre em pânico. Ninguém vai sair socando suas partes íntimas. Fistar uma menina é simplesmente inserir quatro dedos, depois o polegar, dentro da vagina de uma outra mulher. É sexo lento, carinhoso, e de uma conexão extrema. É uma das minhas principais fontes de orgasmo.

Você está me cantando? 
Depende. Você é gostosa? Se você tá gostando, provavelmente é uma cantada mesmo.

Eu tenho uma “amiga” que tem vontade de sair com uma menina… hmmm… o que ela deveria fazer para que isso aconteça?
As mulheres procuram-se umas às outras no mundo real – e pela internet – como todo mundo. Meu maior conselho para as mulheres que querem “dar um mergulhinho na piscina das mulheres” é: seja honesta. Ninguém quer ser um experimento científico, mas muitas lésbicas não se importam com a identidade sexual das outras mulheres. Divirta-se, menina!

Traduzido de post original descrito por Jincey Lumpkin

16 razões para fazer sexo diariamente

Você já deve ter escutado mais de uma vez essa famosa recomendação para o bem-estar físico e mental: fazer sexo. Aparentemente, o sexo pode ser a resposta para a longevidade, felicidade e um corpo saudável. Confira uma lista com os benefícios de saúde do sexo:

16. Desestressa

Sexo ajuda a reduzir o estresse. Quando exercícios de respiração profunda não funcionarem mais, parta para o sexo. Durante o sexo, seu corpo produz dopamina, uma substância que combate os hormônios do estresse, e endorfinas, ambos “hormônios da felicidade”, além de oxitocina, chamado de “hormônio do amor”, um hormônio secretado pela glândula pituitária que aumenta o desejo.

Em um estudo publicado na Public Library of Science, três pesquisadores de neurociência realizaram um teste em ratos machos e verificaram que os sexualmente ativos eram menos ansiosos do que os animais que não acasalavam.

15. É uma ótima forma de exercício

Fazer amor é uma forma de atividade física. Durante a relação sexual, as mudanças fisiológicas em seu corpo são as mesmas de um treino físico. Você já deve ter notado que sua respiração fica ofegante, o que significa que você se cansa. Por isso, você queima calorias. Se você faz sexo três vezes por semana durante 15 minutos, queima cerca de 7.500 calorias em um ano. Isso é o equivalente a correr 120 quilômetros! Respiração pesada aumenta a quantidade de oxigênio em suas células, e a testosterona produzida durante o sexo mantém seus ossos e músculos fortes.

Aviso: Fazer exercícios pode causar orgasmos

14. Reduz pressão arterial alta

Tanto abraços quanto sexo podem melhorar sua pressão arterial. Sexo comprovadamente reduz a pressão sanguínea diastólica, conforme descobriram pesquisadores da Universidade de Paisley.

13. Melhora a imunidade

Lutando contra resfriados? Sexo é o remédio. Segundo estudos, ele pode aumentar a sua imunidade. Imunoglobulina A, um antígeno que combate a gripe, por exemplo, aumenta quando a frequência de sexo também aumenta.

12. Faz você parecer mais jovem

Fazer sexo três vezes por semana pode fazer você parecer 10 anos mais jovem. “É bom para as pessoas fazer sexo”, diz David Weeks, neuropsicólogo clínico no Hospital Royal Edinburgh, cujo estudo sobre os efeitos do sexo sobre o envelhecimento aparece em seu livro, “Secrets of the Superyoung” (em português, “Segredos dos Superjovens).

11. Deixa seu coração saudável

Sexo ajuda a queimar calorias, e também pode melhorar sua saúde cardíaca. Cientistas do Instituto de Pesquisa de New England examinaram o efeito do sexo sobre o coração. O estudo concluiu que os homens são 45% menos propensos a sofrer doenças cardiovasculares quando fazem sexo regularmente. O efeito sobre o coração de uma mulher não é conhecido.

10. Alivia a dor

O prazer é a medida para vencer a dor. Você experimenta enxaquecas e dores no corpo? Sexo pode ser a resposta. O Dr. George E. Erlich, um especialista em artrite da Filadélfia (EUA), realizou um estudo sobre a ligação entre artrite e sexo. Os pacientes da pesquisa que se envolveram em sexo relataram sentir menos dor.

9. Constrói confiança e intimidade

O ato de fazer sexo libera o hormônio oxitocina, o hormônio responsável pela sua felicidade e amor. Por conta disso, pesquisadores especulam que sexo pode aproximar os casais. É bem documentado que o hormônio oxitocina aumenta a confiança e os laços íntimos.

8. Diminui suas chances de câncer

Ejaculação regular reduz as chances dos homens de desenvolver câncer de próstata. Em um estudo, homens australianos que ejacularam 21 vezes por mês foram menos propensos a desenvolver o câncer. Outras pesquisas também indicam que a relação sexual reduz o risco de câncer de próstata.

7. Fortalece os músculos pélvicos

Sexo envolve o uso de vários músculos. Por isso, relações sexuais regulares podem ajudar a desenvolver músculos pélvicos mais fortes. Também ajuda a fortalecer quadris, costas, etc. Através do sexo regular, você ainda pode manter uma bexiga forte e boa função intestinal.
6. Protege a próstata

A maior parte do fluido da ejaculação é secretada pela próstata. Sem ejaculação, o fluido permanece na glândula, que tende a inchar, causando muitos problemas. Ejaculação normal “lava” esses fluidos e garante o bem estar da próstata até a velhice. Problemas também podem ocorrer quando os homens mudam de repente a frequência de ejaculações.

5. Induz o sono

Sexo funciona da mesma maneira como o exercício: você dorme melhor quando pratica. O aumento da frequência cardíaca leva ao aumento de relaxamento pós-coito. Sexo pode ser um remédio para insônia. Além disso, quando os homens ejaculam, se tornam letárgicos, e isso pode torná-los sonolentos.

4. Regula o ciclo menstrual

Aparentemente, o sexo pode melhorar o ciclo menstrual feminino. Sexo regula hormônios, que por sua vez regulam o ciclo menstrual. Sexo também reduz o estresse, que é uma das razões para as mulheres desregularem sua menstruação.

3. Previne a disfunção erétil

50% dos homens com mais de 40 anos sofrem de disfunção erétil – e todos os homens jovens temem esse momento. O melhor remédio contra a impotência é… Sexo. Ereções mantêm o sangue fluindo através das artérias do pênis, de modo que o tecido permanece saudável. Além disso, os médicos comparam uma ereção a um reflexo atlético: quanto mais você treina, melhor é sua performance.

2. Alonga a vida

Coração saudável, músculos mais fortes, aumento da circulação de oxigênio e aumento da felicidade são alguns dos fatores que contribuem para o aumento da expectativa de vidacomo resultado de sexo regular. Um estudo publicado no British Medical Journal revela que os homens que fazem sexo com frequência vivem duas vezes mais do que os que raramente entram em ação.

1. Deixa o sêmen saudável

Se o casal está tentando engravidar, fazer sexo com frequência ajuda não só aumentando as probabilidades, mas melhorando a qualidade e o volume de sêmen. O sexo regular substitui espermatozoides velhos dos testículos. Se eles se acumulam, pode haver danos ao DNA. 

A verdade sobre a masturbação


Muitos mitos envolvem a masturbação, tanto a masculina quanto a feminina. Por esse ato ainda ser, até hoje, um tabu social e religioso, não verdades são passadas adiante, e muita gente acredita.

Masturbação faz mal ou faz bem? Devemos nos masturbar? A masturbação causa doenças? Diminui o desejo sexual?
A maioria dos especialistas concorda que masturbação é uma coisa natural. Muitos estudos, inclusive, apontam que nós nos masturbamos já no útero. Imagens de ultrassom mostram fetos tocando o que seriam seus genitais, em um movimento que os cientistas consideram similar à masturbação.

E, apesar de os pesquisadores ainda não terem conseguido explicar a masturbação do ponto de vista evolutivo, ela deve ter alguma utilidade, pois até os animais a praticam. Quem nunca teve um cachorro pendurado em sua perna?

Cães, gatos, elefantes, esquilos, tartarugas, cavalos, macacos… Muitos animais se masturbam. Mas de forma diferente do homem. Alguns não se masturbam até o orgasmo, enquanto esse parece ser o nosso objetivo na masturbação.

Um estudo com esquilos da África tentou investigar os possíveis benefícios adaptativos da masturbação. Em 2010, os cientistas da Universidade Central da Flórida, nos EUA, descobriram que todos os 20 esquilos machos observados se masturbavam e consumiam o que ejaculavam.

Uma análise dos resultados sugere que a masturbação do esquilo “poderia funcionar como uma forma de aliciamento genital”, porque a saliva tem propriedades antibacterianas, e o ato também poderia reduzir seu risco de pegar uma doença sexualmente transmissível.

A ejaculação também pode servir como um mecanismo mais completo de limpar tratos reprodutivos após o acasalamento. Consumir a ejaculação pode evitar a perda de umidade.

Nos homens, estudos descobriram que a masturbação pode aumentar a contagem de esperma, ao se livrar de sêmen que perdeu a sua vitalidade e, portanto, aumentando as chances de que esperma jovem seja ejaculado durante a relação sexual.

Além disso, especialistas concordam que a masturbação pode ser saudável. O ato pode ser uma maneira de conhecer seu corpo e sentir-se bem, sem correr riscos.

Lendas urbanas

Masturbação faz mal para a saúde? 
Especialistas afirmam que, do ponto de vista médico, não existe qualquer problema na masturbação masculina ou feminina. A masturbação não causa mal nenhum, desde que não seja algo compulsivo. Se a pessoa interrompe sua vida social para se masturbar, ou só consegue pensar nisso, pode ser importante procurar um médico. Caso contrário, não há nada de errado em se masturbar.

Masturbação causa espinha, pelos nas mãos, etc? 
Não existe nenhuma evidência científica de que masturbação cause espinha, ganho de peso, impotência sexual, faça crescer pelos nas mãos, cause infertilidade, entre muitos outros mitos que rolam por aí. Bote na cabeça de uma vez por todas: a masturbação não tem consequências físicas comprovadas. E, não, ninguém vai saber que você acabou de se masturbar através de algum sinal físico.

Quantas vezes é normal se masturbar? 
Não existe uma quantidade “normal”. Cada pessoa é única e tem que descobrir o que funciona melhor para ela. Vale a regra já mencionada: se estiver atrapalhando a sua vida, se você se sentir mal ou culpado, ou se a masturbação estiver ocupando lugar de relacionamentos sociais, pode ser o caso de procurar ajuda médica. De resto, masturbe-se o quanto você quiser.

Posso usar acessórios para me masturbar? 
Poder, pode. Mas médicos e especialistas recomendam que você use somente mãos e dedos. Assim você se explora sem maiores riscos. As pessoas podem se ferir ao usar objetos durante a masturbação. É preciso ter muito cuidado.

Masturbação acaba com desejo sexual e com vontade de fazer sexo a dois? 
De forma alguma. A masturbação não acaba com o desejo na hora do sexo com o parceiro ou parceira. Pelo contrário, a tendência é aumentar a libido com o tempo. Para os homens, pode ser difícil se masturbar e querer ter uma relação sexual minutos depois. Eles precisam esperar um pouco para ter outro orgasmo. Para as meninas, no entanto, não há limites. O organismo feminino não precisa do tempo de espera que o masculino exige. Isso por que mulheres não ejaculam. No geral, a masturbação não só não diminui o desejo, como pode aumentá-lo.

Masturbação estimula o desejo sexual? 
O ato de se masturbar pode sim ajudar na liberação de fantasias sexuais. A pessoa pode vivenciar as coisas que gosta em sua cabeça, e assim ir se descobrindo e não ficar reprimida na hora do sexo com um parceiro. Isso é bom para estimular o desejo. Quem se masturba conhece melhor o próprio corpo e os seus desejos, logo, é mais confiante sobre o sexo e fica mais relaxado e menos ansioso na hora da relação. Isso vale tanto para a mulher quanto para o homem.
É feio ou errado mulher se masturbar? Claro que não. O preconceito das mulheres com a masturbação é o que leva muitas delas a crescer sem conhecer o próprio corpo e ter mais dificuldade para atingir o orgasmo. A mulher poderia orientar o parceiro se ela soubesse como alcançar seu prazer máximo. Especialistas recomendam: olhe-se, toque-se. Use um espelho para ver como é seu corpo, como ele funciona, como você reage aos estímulos, etc. Sem medo!

Masturbação e saúde: evidências científicas

Um estudo afirmou que é possível que ejaculações frequentes durante a vida adulta diminuam a chance de risco de câncer de próstata na “melhor idade”, mas até hoje não se achou uma comprovação disso.

Já outro apontou exatamente o contrário: que homens com vida sexual ativa entre seus 20 e 30 anos têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata no futuro. As chances de desenvolver a doença aumentam se a masturbação for um ato frequente.

Ou seja, quem se masturba muito quando jovem, aos 50 ou 60 anos, tem mais chance de ter câncer de próstata. Os pesquisadores acreditam que isso tem a ver com os hormônios masculinos. Porém, como não é possível afirmar uma coisa ou outra com certeza, a relação entre masturbação e câncer de próstata permanece um mistério.

Mas tem outro caso clínico no qual a masturbação tem um benefício real: no alívio para quem sofre da síndrome das pernas inquietas (SPI). Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que a masturbação alivia cerca de 7% a 10% das pessoas que sofrem da condição. Isso pode ser devido a liberação de dopamina após o orgasmo, que pode ser determinante no alívio dos sintomas da doença.

Casamento 'gay' marca missas de Natal

Bispo de Viseu voltou a criticar abertamente o Governo por ter aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, sobretudo "nesta época", enquanto o do Porto pediu menos pressa na resposta às questões essenciais.

"Infeliz, despropositada e injusta." Foi assim que o bispo de Viseu classificou ontem, na missa de Natal, a tomada de posição do Governo relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um tema que acabou por marcar as mensagens de Natal - mesmo quando as referências foram laterais ou encriptadas, como no caso do bispo do Porto, que desaconselhou a pressa na resposta "a questões fundamentais". Quem preferiu passar ao lado da questão foi o Cardeal Patriarca, que dirigiu a homilia para agnósticos e ateus.

Não foi o caso do bispo de Viseu. Num discurso carregado de emoção, D. Ilídio Leandro foi fértil em alegorias, aproveitando a Missa do Galo para "reforçar o papel da família, tantas vezes maltratada, na sociedade". De véspera, o bispo tinha difundido, através da internet, uma mensagem onde lembrava que "o governo de Portugal brindou o Povo Português, nesta quadra natalícia, com uma decisão que é, no conteúdo, na forma e no tempo, um atentado à Família - instituição fundamental, sustento e referência do Natal".

Discurso retomado na homilia do dia de Natal: "Como cristão e como bispo, eu e tantos homens e mulheres, (fomos) confrontados com esta infeliz despropositada e injusta tomada de posição, precisamente nesta quadra de Natal". Por isso, manifestou " veemente repúdio por esta tão negativa decisão política".

Ilídio Leandro pediu ainda, "em nome de todos os leigos que se têm esforçado por esta causa, àqueles que representam o Povo Português pela legitimidade do voto" - que sejam representantes autênticos e defensores corajosos dos valores que constituem a essência da nossa cultura e das nossas tradições".

No Porto, numa catedral com pouca gente, na manhã de Natal, D. Manuel Clemente não falou na importância da família, muito menos em casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas das perguntas que é necessário fazer e explorar, acrescentando que o progresso não se faz sem perguntas. "Mal seria se desistíssemos de o fazer, resolvendo mal e depressa as questões fundamentais, da vida à família, da sociedade à cultura", concluiu o bispo do Porto.

Mais tarde, Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal, também referiu que lhe parece apressado o ritmo com que se está a implementar "a agenda" do casamento entre pessoas do mesmo sexo e defendeu a importância do referendo.

Já o cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, elegeu como principal preocupação nas suas homilias de Natal a visibilidade dos que não procuram ou não acreditam em Deus: agnósticos e ateus. Uma ideia que já tinha sido sublinhada na mensagem de Natal : "Nos últimos tempos, entre nós, falou-se muito de ateísmo; exprimiram-se ateus, pessoas e organizações, defendeu-se o direito de ser ateu e de exprimir a negação de Deus", lamentou, acrescentando que "não é o facto de alguém não acreditar em Deus que faz com que Ele não exista".

Por outro lado, D. José Policarpo lamentou também que "um povo cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo", como o português, e em que a grande maioria das pessoas são baptizadas celebre o Natal de forma cultural e não religiosa, não reconhecendo "em Jesus o Deus que o visita".

Sexo conta como exercício físico?


Apesar do farto material científico sobre os benefícios que o sexo pode trazer à saúde, ainda há um aspecto pouco explorado: será que o ato sexual equivale a um exercício físico propriamente dito (como, digamos, uma partida de tênis)? Quanta energia é gasta, em média? Qual o efeito sobre a frequência cardíaca?

Essas e outras perguntas nortearam uma equipe de pesquisadores do Canadá, que recrutou 21 casais (todos heterossexuais e “jovens”) para comparar os efeitos do ato sexual com os de exercícios físicos.

Primeiramente, os voluntários correram por 30 minutos em esteiras, enquanto eram monitorados. Em seguida, foi pedido que eles usassem um sensor de monitoramento em um dos braços e tivessem relações com seus parceiros pelo menos uma vez por semana ao longo de um mês, além de responder a um pequeno questionário sobre cada uma das “sessões”.

Considerando as diversas variáveis, o sexo foi classificado como “exercício moderado”, equivalente a jogar uma partida de tênis em dupla ou fazer uma caminhada morro acima.

Em termos de gasto de energia, ele atingiu o nível 6 para homens e 5,6 para mulheres, em média – sendo que a corrida na esteira é de 8,5 e 8,4, respectivamente. Os homens gastaram cerca de 4 quilocalorias por minuto, e as mulheres gastaram 2, em “sessões” que duraram entre 10 e 57 minutos (!) – incluindo as preliminares. [NY Times]

Mulheres se arrependem do que fazem e homens do que não fazem

Estudo mostra que 24% das mulheres se arrependem de ter perdido virgindade com parceiro errado.

Mulheres e homens têm arrependimentos sexuais muito diferentes. De acordo com estudo da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, elas se arrependem do que fizeram, enquanto eles do que deixaram de fazer. Os dados são do jornal Huffington Post.

O levantamento contou com dados de três pesquisas, sendo que uma delas incluía mais de 24 mil participantes. Constatou-se que 24% delas lamentam ter perdido a virgindade com parceiro errado, 23% de terem traído parceiro atual ou anterior e 20% de se envolverem sexualmente muito rápido.

No caso deles, 27% reclamam por deixar passar parceira sexual em potencial, 23% por não terem sido mais sexualmente aventureiros na juventude e 19% de não terem sido mais sexualmente aventureiros quando solteiros.

“Não duvidamos de que as normas sociais desempenham um papel importante no arrependimento sexual”, disse o autor do estudo, Andrew Galperin. Segundo ele, padrões culturais esperam mais atividade sexual dos homens e menos sexo casual das mulheres.

Sexo ainda é tabu no cinema

“Ninfomaníca” mostra o sexo sem limites
Filmes com cenas de sexo geram debate antes de chegar às salas, especialmente quando desafiam conservadores.

Uma safra de filmes com discussões abertas ou sugestões acerca do desejo vem tomando conta das telas de cinema. Mas antes mesmo de um longa-metragem com cenas de sexo fazer a estreia, é comum ler informações que dão conta de seu caráter “polêmico”. A palavra, utilizada à exaustão, parece ganhar letras maiúsculas se o centro das ações envolver relações homoafetivas e a libertação da mulher na cama.

“Historicamente, tanto no cinema brasileiro quanto no cinema mundial há essa premissa de que o básico é permitido, o bom e velho ‘papai e mamãe’. O resto tem que ser velado para não contrariar o moralismo”, explica o professor de cinema Ataídes Braga.

Ele aponta que os “vetos” começam nos estúdios. “Até os pequenos se policiam quanto às cenas mais explícitas”, diz. “Charlie Countryman”, sem título em português, é um desses exemplos. Depois de ser exibido em Sundance, ele voltou à sala de edição para eliminar a cena que Shia LaBeouf faz sexo oral em Evan Rachel Wood por considerá-la “incômoda”. O contrário não é tão comum, basta lembrar da sequência de Vincent Gallo e Chloë Sevigny em “Brown Bunny” (2003).

“Isso é uma censura clara. A mulher não pode ter o controle do seu corpo? Não pode gostar de sexo? Mesmo em produções dirigidas por mulheres, o que vemos ainda é muito conservador. Nas artes plásticas, por exemplo, muitas dão vazão à sexualidade, mas no cinema nos prendemos a esse modelo hollywoodiano do amor consentido, da comédia romântica”, opina.

Ataídes Braga acredita que a sétima arte precisa quebrar mais as convenções, ter uma pitada mais Pasolini (diretor italiano à frente de produções como “Salò ou os 120 Dias de Sodoma”). “Eu vejo com muito bons olhos o cinema pernambucano, o trabalho que Cláudio Assis realiza, que Hilton Lacerda fez em ‘Tatuagem’. Esse filme é um retrato importante da década de 1970: o amor livre, a quebra de convenções por meio da arte”, sintetiza.

Com canais televisivos sendo copatrocinadores de boa parte das produções, a “repulsa ao sexo” tão comum entre novelas – que há anos se debatem sobre a questão do beijo entre gays – respinga nos resultados. “Cada filme vira, assim, uma concessão”, opina o professor.

Para Ataídes, se cinema é desejo, é preciso dar vazão. “Lars Von Trier é um cineasta que tem uma coragem que poucos têm. Aposta que vai horrorizar muita gente com o ‘Ninfomaníaca’ (com Charlotte Gainsbourg no papel principal e previsão de estreia em janeiro de 2014). Irão chamá-lo de louco, de pornográfico, porém, ele aposta no desejo dessa personagem e vai romper paradigmas”, acredita.

Organizador do festival Mix Brasil, que teve neste ano sua 21ª edição em São Paulo e no Rio de Janeiro, André Fischer se depara com o rótulo “polêmico” com frequência, especialmente porque o evento é voltado ao público LGBT, e, evidentemente, ultrapassa essas fronteiras.

“Engraçado é que a gente passou por isso no festival, com o filme de abertura, o ‘Interior. Leather Bar’, com James Franco. A primeira palavra que a nossa própria assessoria utilizou para descrevê-lo foi ‘polêmico’. Eu acho que acaba sendo um vício de linguagem do jornalismo, que naturalmente gera leitura e acesso”, comenta.

Fischer, que é jornalista, acredita que essa forma de chamar atenção pode acabar sendo positiva. “Muita gente acaba indo ver o filme para ter a própria avaliação”, diz. Para ele, porém, há que se separar polêmico de transgressor, elemento fundamental, a tônica de “Tatuagem”, por exemplo, que venceu o Mix Brasil na categoria de melhor longa nacional.

“Ali era um outro arranjo das relações, era a época da ditadura. O fato de ser gay é um detalhe. São pessoas indo contra o sistema”, afirma o organizador do Mix Brasil, que se mostra otimista com relação ao espectador, ao menos – 45 mil estiveram no evento. “Nem sempre as pessoas buscam a temática, o cinema precisa ter algo que as desafie”.

Para André Fischer, organizador do Mix Brasil, filmes que saiam das fórmulas para agradar ao grande público e fujam dos trilhos são alternativos em sua maioria. “Mas eles estão sendo muito produzidos. Neste ano recebemos 20 inscrições de longas-metragens brasileiros e selecionamos oito. São produções que muitas vezes nem pensam em chegar ao grande circuito das salas de cinema, só que existe a urgência da mensagem. E mesmo quando seja pensado para um nicho, ele pode cair nas graças do público e da crítica. A visibilidade ainda é o grande problema”, analisa.

Tendo o sexo como parte ou centro da trama, o importante é romper tabus. “Virou uma espécie de cinema de resistência”, diz Fischer que acredita ser pertinente, por exemplo, o debate acerca de “Azul É a Cor Mais Quente”, de Abdellatif Kechiche. O filme estreia em circuito nacional na próxima sexta-feira, dia 6 de dezembro, e traz sequencias caprichadas de sexo entre as atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seyodux . “Alguns irão ver porque foi o grande vencedor do festival de Cannes deste ano, outros para ver as duas mulheres. Podem concordar, podem discordar. O fundamental é que produções assim tenham seu espaço garantido”, conclui.

Adèle Exarchopoulos: 'Para mim o sexo é uma forma de liberdade'

Do que falamos quando falamos de sexo? A pergunta recebe um significado especial quando se abordam as
três horas de A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2, o magnífico filme do franco-tunisino Abdellatif Kechiche, adaptado da novela gráfica de Julie Maroh.

A Vida de Adèle, que passou pelo Lisbon & Estoril Film Festival, foi premiado em Cannes com a Palma de Ouro e é um dos mais fortes candidatos a filme europeu do ano. Não só pelas longas sequências de sexo explícito entre a experiente Léa Seydoux e a estreante Adèle Exarchopoulos, mas sobretudo pela forma subtil como Kechiche envolve o espectador no carrossel de emoções que acompanha a relação de dez anos entre a estudante adolescente (Adèle) e a artista plástica lésbica de cabelo azul (Léa). 

O que começa por ser uma disponibilidade emocional, abre as portas da descoberta do amor e a posterior entrega a uma tórrida exploração sexual, até que a razão se sobreporá a esse império dos sentidos.


Descendente de um avô grego, a actriz-revelação do festival, a alegre e descontraída Adèle Exarchopoulos, fala sobre o filme com a mesma naturalidade com que se expôs no ecrã. Algo surpreendente para alguém que recebeu aulas de representação para curar a timidez... E que atingiu a maioridade pouco antes de fazer o filme.

Esta foi seguramente uma experiência marcante. O que representa para si este filme?

Sim, esta experiência marcou-me enormemente. Acho que representará a liberdade, a tolerância. É a história de amor de uma mulher que descobre a sua sexualidade e que a quer partilhar. Nesse sentido, é um filme muito carnal.

Até que ponto mudou a sua vida enquanto mulher e actriz?

Não sei se me mudou, mas permitiu-me evoluir e absorver todas as emoções. Seguir esta história de amor permitiu-me crescer e melhorar.

O filme tem cenas de sexo lésbico muito fortes. O que lhe pediu o realizador, e como conseguiu que se sentisse à vontade?

Eu sabia que era uma história que teria sexo entre mulheres. Por isso, quanto ao sexo já estava preparada [risos]. O Abdellatif apenas pediu para sermos nós próprias e não apenas as nossas personagens. Depois de tantas horas de improvisação, com muita intimidade, sexo e até alguma violência, já estava preparada para tudo.

Estava mesmo preparada?

Pode parecer estranho, mas estava. Apesar de não saber que seria tão intenso.

Esta experiência alterou a forma como encara a sexualidade?

Não, porque para mim o sexo é uma forma de liberdade. Durante essas cenas, apenas damos aquilo que queremos dar. Em todo o caso, verifiquei que era difícil assumir a nossa relação na rua, se nos beijávamos durante uma cena no metro ou quando nos despedíamos à porta de casa. Sentíamos que estávamos a provocar uma reacção. Com o decorrer do tempo já não tinha qualquer complexo em estar em bares gay ou a fazer militância pelas causas homossexuais. Não é um mundo novo, mas percebo que eles têm de se defender.

Como encara toda esta controvérsia em redor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo?

Acho que o problema mudou. Não é esse seguramente o problema no mundo. Penso que temos de parar de julgar a forma como as pessoas decidem fazer sexo. Há na vida problemas muito mais importantes.

É curioso que tenha essa opinião, pois é ainda muito jovem. É por ser uma pessoa bastante madura ou fez parte da sua educação?

Os meus pais são pessoas bastante esclarecidas, são muito comunicativos. Sempre me deixaram ver aquilo que queria e ter a minha própria opinião. Apenas discutíamos as nossas ideias. Por outro lado, sempre passei muito tempo com pessoas mais velhas do que eu.

Os seus pais estiveram de acordo com as cenas de sexo que teve de fazer no filme?

Estiveram porque me deram a liberdade de fazer o que me deixava feliz. Sempre tive uma relação muito cool com a minha família. E fiquei muito contente quando vi que o meu pai aplaudiu o filme.

Os seus pais não estão envolvidos na vida artística?

Não. O meu pai tem vários trabalhos, mas nada relacionado com a arte. E a minha mãe é enfermeira. E tenho dois irmãos. Que agora também querem ser actores...

Este filme levou vários meses a filmar. Como desenvolveram as personagens ao longo desse processo?

Fizemo-lo durante a rodagem. Andávamos sempre juntos. Habituámo-nos a estar nuas perto uma da outra, a fazer cenas de sedução. Foi algo muito solidário. Acho que não poderia ter feito o filme sem a Léa.

Sentiu que durante o filme poderia estar a ir longe de mais nessa exploração sexual?

Por vezes, sim. Cheguei a perguntar- me se não estaria a dar demasiado de mim própria, a ser demasiado livre, já que estava a dar a minha pele, o meu pudor, a minha intimidade... Mas acho que o filme merecia isso. O Abdellatif também idealizou um filme em que daríamos tudo.

E acha que deu mesmo tudo o que tinha para dar?

Não sei. Tentei dar tudo o que tinha. O resultado está no filme e cabe aos espectadores decidirem isso.

A ideia era seguir o original da banda desenhada ou assumir uma adaptação livre?

À medida que íamos avançando, íamo-nos distanciando do original. O Abdell tira coisas que só nós sabemos.

É verdade que nem sempre sabia quando as câmaras estavam a filmar?

Sim, é correcto. Por exemplo, uma vez íamos todos numa viagem de comboio e quando acordo percebo que me estão a filmar. O que o Abdell me dizia era para me esquecer da câmara e fazer a minha vida normal. Por vezes, ele escolhia pessoas da rua para participarem na rodagem connosco, para serem figurantes ou fazerem pequenos papéis.

Como foi que começou a sua carreira de actriz?

Foi por acaso. Quando tinha 12 anos estava num grupo de teatro e uma amiga perguntou-me se queria ir a um casting. Depois vieram outras sugestões e fui seguindo. Foi uma espécie de jogo, porque eu não sabia exactamente o que queria.

Além do lado mais erótico da sua personagem, há um lado completamente diferente, em que faz de educadora de infância. Como foi essa transição?

Para mim foi um desafio ficar diante de uma dúzia de crianças que não conhecia e conquistar a sua atenção. Mas depois de passarmos muito tempo juntos já havia essa familiaridade.

Sente que em França os adolescentes encaram o sexo dessa forma tão aberta como vemos no filme?

De certa forma, acho que existe essa libertação. Sobretudo com os amigos mais chegados, a quem contamos todos os detalhes das nossas aventuras amorosas.

E no seu caso, o filme fê-la encarar o sexo no cinema de uma forma diferente?

Cada realizador tem a sua forma particular de filmar o amor e o sexo. Por exemplo, nos Estados Unidos sabemos que mostrar armas é algo muito mais normal do que ter cenas com alguma nudez. Vamos ver como o filme irá ser lá exibido...

Que idade tem a Adèle agora?
19 anos.

Isso significa que teria uns 18 anos quando fez o filme, não?
Sim, tinha 18 anos.

E continua a ir à escola?
Não, deixei a escola. Não era a melhor aluna, contentava-me em ser uma aluna mediana.

Depois de vermos este filme, tornou-se obrigatório falar de prémios. Como encara toda esta expectativa em redor do filme?
É algo incrível. Poder estar aqui a falar do filme já é algo fantástico. Ainda não tive oportunidade de pensar muito nisso, mas todos os prémios serão obviamente bem-vindos...