Mulheres se arrependem do que fazem e homens do que não fazem

Estudo mostra que 24% das mulheres se arrependem de ter perdido virgindade com parceiro errado.

Mulheres e homens têm arrependimentos sexuais muito diferentes. De acordo com estudo da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, elas se arrependem do que fizeram, enquanto eles do que deixaram de fazer. Os dados são do jornal Huffington Post.

O levantamento contou com dados de três pesquisas, sendo que uma delas incluía mais de 24 mil participantes. Constatou-se que 24% delas lamentam ter perdido a virgindade com parceiro errado, 23% de terem traído parceiro atual ou anterior e 20% de se envolverem sexualmente muito rápido.

No caso deles, 27% reclamam por deixar passar parceira sexual em potencial, 23% por não terem sido mais sexualmente aventureiros na juventude e 19% de não terem sido mais sexualmente aventureiros quando solteiros.

“Não duvidamos de que as normas sociais desempenham um papel importante no arrependimento sexual”, disse o autor do estudo, Andrew Galperin. Segundo ele, padrões culturais esperam mais atividade sexual dos homens e menos sexo casual das mulheres.

Sexo ainda é tabu no cinema

“Ninfomaníca” mostra o sexo sem limites
Filmes com cenas de sexo geram debate antes de chegar às salas, especialmente quando desafiam conservadores.

Uma safra de filmes com discussões abertas ou sugestões acerca do desejo vem tomando conta das telas de cinema. Mas antes mesmo de um longa-metragem com cenas de sexo fazer a estreia, é comum ler informações que dão conta de seu caráter “polêmico”. A palavra, utilizada à exaustão, parece ganhar letras maiúsculas se o centro das ações envolver relações homoafetivas e a libertação da mulher na cama.

“Historicamente, tanto no cinema brasileiro quanto no cinema mundial há essa premissa de que o básico é permitido, o bom e velho ‘papai e mamãe’. O resto tem que ser velado para não contrariar o moralismo”, explica o professor de cinema Ataídes Braga.

Ele aponta que os “vetos” começam nos estúdios. “Até os pequenos se policiam quanto às cenas mais explícitas”, diz. “Charlie Countryman”, sem título em português, é um desses exemplos. Depois de ser exibido em Sundance, ele voltou à sala de edição para eliminar a cena que Shia LaBeouf faz sexo oral em Evan Rachel Wood por considerá-la “incômoda”. O contrário não é tão comum, basta lembrar da sequência de Vincent Gallo e Chloë Sevigny em “Brown Bunny” (2003).

“Isso é uma censura clara. A mulher não pode ter o controle do seu corpo? Não pode gostar de sexo? Mesmo em produções dirigidas por mulheres, o que vemos ainda é muito conservador. Nas artes plásticas, por exemplo, muitas dão vazão à sexualidade, mas no cinema nos prendemos a esse modelo hollywoodiano do amor consentido, da comédia romântica”, opina.

Ataídes Braga acredita que a sétima arte precisa quebrar mais as convenções, ter uma pitada mais Pasolini (diretor italiano à frente de produções como “Salò ou os 120 Dias de Sodoma”). “Eu vejo com muito bons olhos o cinema pernambucano, o trabalho que Cláudio Assis realiza, que Hilton Lacerda fez em ‘Tatuagem’. Esse filme é um retrato importante da década de 1970: o amor livre, a quebra de convenções por meio da arte”, sintetiza.

Com canais televisivos sendo copatrocinadores de boa parte das produções, a “repulsa ao sexo” tão comum entre novelas – que há anos se debatem sobre a questão do beijo entre gays – respinga nos resultados. “Cada filme vira, assim, uma concessão”, opina o professor.

Para Ataídes, se cinema é desejo, é preciso dar vazão. “Lars Von Trier é um cineasta que tem uma coragem que poucos têm. Aposta que vai horrorizar muita gente com o ‘Ninfomaníaca’ (com Charlotte Gainsbourg no papel principal e previsão de estreia em janeiro de 2014). Irão chamá-lo de louco, de pornográfico, porém, ele aposta no desejo dessa personagem e vai romper paradigmas”, acredita.

Organizador do festival Mix Brasil, que teve neste ano sua 21ª edição em São Paulo e no Rio de Janeiro, André Fischer se depara com o rótulo “polêmico” com frequência, especialmente porque o evento é voltado ao público LGBT, e, evidentemente, ultrapassa essas fronteiras.

“Engraçado é que a gente passou por isso no festival, com o filme de abertura, o ‘Interior. Leather Bar’, com James Franco. A primeira palavra que a nossa própria assessoria utilizou para descrevê-lo foi ‘polêmico’. Eu acho que acaba sendo um vício de linguagem do jornalismo, que naturalmente gera leitura e acesso”, comenta.

Fischer, que é jornalista, acredita que essa forma de chamar atenção pode acabar sendo positiva. “Muita gente acaba indo ver o filme para ter a própria avaliação”, diz. Para ele, porém, há que se separar polêmico de transgressor, elemento fundamental, a tônica de “Tatuagem”, por exemplo, que venceu o Mix Brasil na categoria de melhor longa nacional.

“Ali era um outro arranjo das relações, era a época da ditadura. O fato de ser gay é um detalhe. São pessoas indo contra o sistema”, afirma o organizador do Mix Brasil, que se mostra otimista com relação ao espectador, ao menos – 45 mil estiveram no evento. “Nem sempre as pessoas buscam a temática, o cinema precisa ter algo que as desafie”.

Para André Fischer, organizador do Mix Brasil, filmes que saiam das fórmulas para agradar ao grande público e fujam dos trilhos são alternativos em sua maioria. “Mas eles estão sendo muito produzidos. Neste ano recebemos 20 inscrições de longas-metragens brasileiros e selecionamos oito. São produções que muitas vezes nem pensam em chegar ao grande circuito das salas de cinema, só que existe a urgência da mensagem. E mesmo quando seja pensado para um nicho, ele pode cair nas graças do público e da crítica. A visibilidade ainda é o grande problema”, analisa.

Tendo o sexo como parte ou centro da trama, o importante é romper tabus. “Virou uma espécie de cinema de resistência”, diz Fischer que acredita ser pertinente, por exemplo, o debate acerca de “Azul É a Cor Mais Quente”, de Abdellatif Kechiche. O filme estreia em circuito nacional na próxima sexta-feira, dia 6 de dezembro, e traz sequencias caprichadas de sexo entre as atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seyodux . “Alguns irão ver porque foi o grande vencedor do festival de Cannes deste ano, outros para ver as duas mulheres. Podem concordar, podem discordar. O fundamental é que produções assim tenham seu espaço garantido”, conclui.

Adèle Exarchopoulos: 'Para mim o sexo é uma forma de liberdade'

Do que falamos quando falamos de sexo? A pergunta recebe um significado especial quando se abordam as
três horas de A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2, o magnífico filme do franco-tunisino Abdellatif Kechiche, adaptado da novela gráfica de Julie Maroh.

A Vida de Adèle, que passou pelo Lisbon & Estoril Film Festival, foi premiado em Cannes com a Palma de Ouro e é um dos mais fortes candidatos a filme europeu do ano. Não só pelas longas sequências de sexo explícito entre a experiente Léa Seydoux e a estreante Adèle Exarchopoulos, mas sobretudo pela forma subtil como Kechiche envolve o espectador no carrossel de emoções que acompanha a relação de dez anos entre a estudante adolescente (Adèle) e a artista plástica lésbica de cabelo azul (Léa). 

O que começa por ser uma disponibilidade emocional, abre as portas da descoberta do amor e a posterior entrega a uma tórrida exploração sexual, até que a razão se sobreporá a esse império dos sentidos.


Descendente de um avô grego, a actriz-revelação do festival, a alegre e descontraída Adèle Exarchopoulos, fala sobre o filme com a mesma naturalidade com que se expôs no ecrã. Algo surpreendente para alguém que recebeu aulas de representação para curar a timidez... E que atingiu a maioridade pouco antes de fazer o filme.

Esta foi seguramente uma experiência marcante. O que representa para si este filme?

Sim, esta experiência marcou-me enormemente. Acho que representará a liberdade, a tolerância. É a história de amor de uma mulher que descobre a sua sexualidade e que a quer partilhar. Nesse sentido, é um filme muito carnal.

Até que ponto mudou a sua vida enquanto mulher e actriz?

Não sei se me mudou, mas permitiu-me evoluir e absorver todas as emoções. Seguir esta história de amor permitiu-me crescer e melhorar.

O filme tem cenas de sexo lésbico muito fortes. O que lhe pediu o realizador, e como conseguiu que se sentisse à vontade?

Eu sabia que era uma história que teria sexo entre mulheres. Por isso, quanto ao sexo já estava preparada [risos]. O Abdellatif apenas pediu para sermos nós próprias e não apenas as nossas personagens. Depois de tantas horas de improvisação, com muita intimidade, sexo e até alguma violência, já estava preparada para tudo.

Estava mesmo preparada?

Pode parecer estranho, mas estava. Apesar de não saber que seria tão intenso.

Esta experiência alterou a forma como encara a sexualidade?

Não, porque para mim o sexo é uma forma de liberdade. Durante essas cenas, apenas damos aquilo que queremos dar. Em todo o caso, verifiquei que era difícil assumir a nossa relação na rua, se nos beijávamos durante uma cena no metro ou quando nos despedíamos à porta de casa. Sentíamos que estávamos a provocar uma reacção. Com o decorrer do tempo já não tinha qualquer complexo em estar em bares gay ou a fazer militância pelas causas homossexuais. Não é um mundo novo, mas percebo que eles têm de se defender.

Como encara toda esta controvérsia em redor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo?

Acho que o problema mudou. Não é esse seguramente o problema no mundo. Penso que temos de parar de julgar a forma como as pessoas decidem fazer sexo. Há na vida problemas muito mais importantes.

É curioso que tenha essa opinião, pois é ainda muito jovem. É por ser uma pessoa bastante madura ou fez parte da sua educação?

Os meus pais são pessoas bastante esclarecidas, são muito comunicativos. Sempre me deixaram ver aquilo que queria e ter a minha própria opinião. Apenas discutíamos as nossas ideias. Por outro lado, sempre passei muito tempo com pessoas mais velhas do que eu.

Os seus pais estiveram de acordo com as cenas de sexo que teve de fazer no filme?

Estiveram porque me deram a liberdade de fazer o que me deixava feliz. Sempre tive uma relação muito cool com a minha família. E fiquei muito contente quando vi que o meu pai aplaudiu o filme.

Os seus pais não estão envolvidos na vida artística?

Não. O meu pai tem vários trabalhos, mas nada relacionado com a arte. E a minha mãe é enfermeira. E tenho dois irmãos. Que agora também querem ser actores...

Este filme levou vários meses a filmar. Como desenvolveram as personagens ao longo desse processo?

Fizemo-lo durante a rodagem. Andávamos sempre juntos. Habituámo-nos a estar nuas perto uma da outra, a fazer cenas de sedução. Foi algo muito solidário. Acho que não poderia ter feito o filme sem a Léa.

Sentiu que durante o filme poderia estar a ir longe de mais nessa exploração sexual?

Por vezes, sim. Cheguei a perguntar- me se não estaria a dar demasiado de mim própria, a ser demasiado livre, já que estava a dar a minha pele, o meu pudor, a minha intimidade... Mas acho que o filme merecia isso. O Abdellatif também idealizou um filme em que daríamos tudo.

E acha que deu mesmo tudo o que tinha para dar?

Não sei. Tentei dar tudo o que tinha. O resultado está no filme e cabe aos espectadores decidirem isso.

A ideia era seguir o original da banda desenhada ou assumir uma adaptação livre?

À medida que íamos avançando, íamo-nos distanciando do original. O Abdell tira coisas que só nós sabemos.

É verdade que nem sempre sabia quando as câmaras estavam a filmar?

Sim, é correcto. Por exemplo, uma vez íamos todos numa viagem de comboio e quando acordo percebo que me estão a filmar. O que o Abdell me dizia era para me esquecer da câmara e fazer a minha vida normal. Por vezes, ele escolhia pessoas da rua para participarem na rodagem connosco, para serem figurantes ou fazerem pequenos papéis.

Como foi que começou a sua carreira de actriz?

Foi por acaso. Quando tinha 12 anos estava num grupo de teatro e uma amiga perguntou-me se queria ir a um casting. Depois vieram outras sugestões e fui seguindo. Foi uma espécie de jogo, porque eu não sabia exactamente o que queria.

Além do lado mais erótico da sua personagem, há um lado completamente diferente, em que faz de educadora de infância. Como foi essa transição?

Para mim foi um desafio ficar diante de uma dúzia de crianças que não conhecia e conquistar a sua atenção. Mas depois de passarmos muito tempo juntos já havia essa familiaridade.

Sente que em França os adolescentes encaram o sexo dessa forma tão aberta como vemos no filme?

De certa forma, acho que existe essa libertação. Sobretudo com os amigos mais chegados, a quem contamos todos os detalhes das nossas aventuras amorosas.

E no seu caso, o filme fê-la encarar o sexo no cinema de uma forma diferente?

Cada realizador tem a sua forma particular de filmar o amor e o sexo. Por exemplo, nos Estados Unidos sabemos que mostrar armas é algo muito mais normal do que ter cenas com alguma nudez. Vamos ver como o filme irá ser lá exibido...

Que idade tem a Adèle agora?
19 anos.

Isso significa que teria uns 18 anos quando fez o filme, não?
Sim, tinha 18 anos.

E continua a ir à escola?
Não, deixei a escola. Não era a melhor aluna, contentava-me em ser uma aluna mediana.

Depois de vermos este filme, tornou-se obrigatório falar de prémios. Como encara toda esta expectativa em redor do filme?
É algo incrível. Poder estar aqui a falar do filme já é algo fantástico. Ainda não tive oportunidade de pensar muito nisso, mas todos os prémios serão obviamente bem-vindos...

12 mitos sobre o sexo que vemos nos filmes pornôs

Nem sempre o sexo anal é tão prático, a penetração tão imediata e a transa, tão alta. Sexólogos e a ex-atriz pornô Vivi Fernandez ajudam a desmitificar clichês dos filmes adultos.

Não existe um trabalho consistente de educação sexual nas escolas, o que faz com que muitos adolescentes se baseiem nos filmes adultos para idealizar a vida sexual. "Consequentemente, os homens acham que o sexo deve ser como os filmes pornôs mostram, e as mulheres imaginam que aquilo é o que seus parceiros esperam dela", explica João Luís Borzino, médico sexologista e terapeuta sexual. Mas os filmes pornográficos têm uma linguagem própria, estilizada e feita para o espetáculo, que nem sempre tem a ver com o sexo na vida real. "Ali, o feminino é masculinizado, como se a vagina fosse o centro, e as mulheres não precisassem ser acariciadas, amadas ou conquistadas", explica João.

Felicidade

Entre quatro paredes, na vida real, o sexo é bem diferente do mostrado nos filmes pornôs

Os homens são mais ligados ao visual, tanto que as revistas de nudez feminina são produzidas para eles – e as de nudez masculina também. Essa preferência declarada, no entanto, também pode ser justificada pela educação. "As mulheres são resistentes a esses vídeos, porque nunca tiveram liberdade de assisti-los. Afinal, a maioria pensa: 'Como vou ser considerada decente se eu gostar?' E não tem nada de mais. Qualquer um pode ter vontade de ver, desde que não se torne dependente e só consiga se excitar por meio deles", afirma Carla Cecarello, psicóloga especialista em Sexualidade Humana e mestre em Ciências da Saúde.


A dançarina e ex-atriz pornô Vivi Fernandez diz que, nos filmes pornôs, tudo não passa de uma ilusão muito bem criada. “É diferente do mundo real. As posições são forçadas e todo mundo já chega louco para tirar a roupa. Não é assim: é importante ter um clima antes, conversar, jantar, beijar”, revela.

E, no fim das contas, o que os homens querem é ver a cena completa e se projetar em situações em que nunca estiveram antes. “É comum as mulheres terem ciúme quando seus namorados ou maridos veem esse tipo de conteúdo. Elas ficam incomodadas porque talvez não têm aquele corpo em forma, pensam que não são tão bonitas como as atrizes e que não fazem coisas tão incomuns. Hoje eu sei que não é verdade. Se eles não a amassem, não estariam com elas – eles não se importam com a gordurinha localizada ou a celulite”, explica Vivi.

Abaixo, veja 12 mitos do pornô desmistificados.

1. O sexo anal é sempre simples e prático

Pode ser prazeroso, mas não é tão fácil assim. Os dois precisam querer, se sentirem à vontade, terem o maior cuidado possível para não causar dor e tomarem alguns cuidados. “A mucosa anal absorve vírus e bactérias com facilidade, portanto o uso do preservativo é imprescindível. Do contrário, o pênis pode entrar em contato com restos de fezes e o homem pode ter alguma infecção ou corrimento”, alerta Carla. Além disso, o ânus precisa da ajuda de um lubrificante para a penetração.

2. O sexo oral é sempre feito com maestria

Muitas mulheres não têm sexo oral na sua lista de prioridades e, por isso, não sabem como fazê-lo da melhor forma – não conseguem manusear o pênis, nem encontrar um ritmo certo. Outras nutrem preconceito ou até nojo. “Mas sabe-se que o oral é uma parte importante nas preliminares e este bloqueio deve ser trabalhado”, ressalta Borzino.

3. Os gemidos são altíssimos e desesperados

A gritaria é um clássico do pornô. Gemer e falar é, sim, fundamental durante a relação sexual, mas isso não quer dizer que o som deve ser considerado um termômetro – quanto mais alto for, mais prazer se sente. Cada um tem seu jeito de mostrar que está bom, não é preciso ter a mesma intensidade o tempo inteiro.
Divulgação
Pornô feminista: Erika Lust, cineasta do gênero, diz que faz 'filmes cujo foco é o prazer feminino'

Mulheres que fazem pornô feminista mudam perfil dos filmes eróticos
Negócios de família: mãe e filha fazem filme pornô juntas
Los Angeles obriga atores pornôs a usar camisinha
A indústria pornô: do elenco ao orgasmo
Mulheres estão assistindo mais filmes pornôs

4. Ejaculação no rosto é unanimidade

“Tem gosto para tudo, mas a maioria das mulheres não se sente confortável com ejaculação no rosto”, conta Vivi. Borzino concorda e acrescenta dois motivos: nojo e submissão extrema. Carla ainda compara a atitude ao desejo masculino de marcar o território. Sempre há as que gostam, e não há nada de errado com isso, mas não é uma unanimidade.

5. Lingerie sexy, maquiagem e salto alto estão sempre na cena

Lingerie caprichada não é uma realidade do dia a dia. “É ótimo sair da rotina e fazer uma surpresa para o namorado, mas qual mulher nunca se viu com uma calcinha de algodão lisa e um camisetão em casa? É difícil ser sensual o tempo todo”, conta Vivi. Por isso, invista no visual de vez em quando, mas não se sinta culpada quando estiver à vontade em casa. Afinal, o sexo pode acontecer a qualquer momento e você também pode ser sexy com camiseta antiga.

6. Os seios são gigantes

Os pornôs mostram atrizes invariavelmente voluptuosas. Mas nem todas as mulheres correspondem a este padrão - e se amam exatamente do jeito que são. É importante lembrar que cada uma tem um atributo e não é unanimidade na ala masculina gostar de uma grande comissão de frente.

7. A ejaculação é impressionante

“O homem ejacula de 3 a 5 mililitros a cada relação sexual”, revela Borzino – não aquela quantidade interminável dos filmes. Portanto, é importante que as moças saibam que a quantidade de sêmen não tem ligação com o fato do parceiro ter tido mais ou menos prazer. “Muitas pensam que, por eles ejacularem pouco, o sexo não foi tão bom assim”, acrescenta. Não é verdade.

8. A penetração é direta e reta

Os atores introduzem o dedo diretamente na vagina e as atrizes simplesmente amam – e pedem mais. Não é bem assim. O clitóris, ponto extremamente sensível, é uma chave para as preliminares e também deve ser estimulado durante o sexo. “Algumas pacientes acreditam que têm algo de errado com o clitóris delas, mas o errado, na verdade, são os maridos, que não sabem fazer sexo oral. É preciso praticamente dar um beijo de língua, e não friccionar no mesmo lugar até machucar”, ensina Borzino.

Carla frisa as posições mais fáceis para as mulheres atingirem o orgasmo. “Quando a mulher está por cima do homem ou de lado, com penetração sendo feita por trás, fica mais fácil masturbar ao mesmo tempo”.

9. A transa passa por mil posições

Começa na cozinha, passa pela sala, finaliza no quarto. De frente, em cima, embaixo, de cabeça para baixo, por trás. São tantas as acrobacias em uma cena de sexo que, se continuar nesse ritmo, dá até para cancelar a matrícula na academia. “Isso depende da fantasia de cada um. E não tem necessidade de experimentar tudo de uma vez, pode ir aos poucos”, diz Borzino. Veja na galeria abaixo 69 posições para se inspirar:
1. AGACHAMENTO ERÓTICO: Ela faz um agachamento ritmado sobre o corpo dele, que deve estar deitado e dando apoio com as mãos. Foto: Renato Munhoz (Arte iG)
1/69

10. O sexo tem tempo cênico

Em alguns dias, você está muito excitada, e, em outros, nem tanto. Não existe regras, nem tempo determinado para se ter um orgasmo. “Demora muito para gravar, são muitas pessoas envolvidas. A expressão, o ângulo e a iluminação devem estar perfeitos, e a atriz precisa sensualizar o tempo inteiro”, afirma Vivi. “Quando você está com o namorado, não. O importante ali é aproveitar o momento, ninguém vai reparar se seu rosto não ficou bem daquele jeito, se apareceu uma celulite ou se seria melhor inclinar um pouco mais a perna”.

11. A ejaculação feminina é frequente

De acordo com Carla, a ciência ainda não descobriu por que algumas mulheres conseguem ejacular, secretando um líquido semelhante à urina. Enquanto nos filmes adultos o fenômento acontece com a maioria, apenas a minoria o faz. “Consequentemente, elas querem passar por esse tipo de situação também, porque imaginam que aquilo, sim, é sentir prazer de verdade.”

12. Orgasmos múltiplos são comuns

É possível ter orgasmos múltiplos ou apenas um só. “Não é necessário chegar ao orgasmo várias vezes para se sentir satisfeita”, finaliza Borzino. Não existem leis, o importante é estar confortável com si mesma e aproveitar o momento.

Casais fazem menos sexo por causa de celular e redes sociais; faça o teste

Na era da tecnologia, smartphones, tablets e notebooks estão ganhando status de amantes e formando um triângulo amoroso com os casais. Pelo menos, esta parece ser a situação no Reino Unido, onde um estudo com 15 mil entrevistados concluiu que a frequência média de sexo é de menos de cinco vezes por mês. Os pesquisadores atribuíram a culpa do número baixo à vida moderna: cada vez mais, pessoas levam aparelhos tecnológicos para o quarto para acessar e-mails e redes sociais e deixam de lado o que realmente interessa em um relacionamento.

No Brasil, o dado mais recente sobre média de relações sexuais é de três vezes por semana. Embora não haja estudos no país relacionando tecnologias ao comportamento dos casais, o terapeuta sexual Arnaldo Risman acredita que o fenômeno comprovado no Reino Unido também já ocorre por aqui.

— A necessidade de ficar conectado 24 horas por dia diminui a intimidade entre o casal. Não é nem falta de romantismo, mas uma questão fisiológica, porque existe uma dificuldade de desvinculação mental. Para o cérebro focar na relação sexual, ele precisa se desligar das outras obrigações — opina Risman.

A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto AmbSex, concorda.

— Já recebo alguns pacientes com essa queixa. Facebook é uma praga, a pessoa entra e não quer sair mais. Isso rouba a atenção que poderia ir para o parceiro — diz a especialista, que ouve mais reclamações de homens preteridos em relação às mulheres.

Além da queda da frequência sexual, o exagero no uso de tecnologias implica perda na comunicação entre o casal, o que pode ser um pontapé inicial até para uma separação.

Mais sintoma do que causa de problemas

Para Carla Cecarello, a intromissão de equipamentos tecnológicos e redes sociais na vida a dois é mais um sintoma do que causa de problemas.

— Em geral, a pessoa alega que não tem a atenção do outro e, então, começa a se distrair com este tipo de coisa. Ou seja, o casal já estava em conflito, que passa a ficar em evidência com a situação — diz a psicóloga e sexóloga.

Quando o distanciamento fica explícito, a saída é uma das partes tomar a iniciativa e chamar o parceiro para uma conversa franca. Identificar divergências e tentar encontrar uma proposta diferente para o relacionamento devem estar no roteiro do bate-papo.

— Quando o uso das tecnologias se torna um vício, um precisa ajudar o outro a procurar ajuda profissional em busca de uma solução — orienta Carla Cecarello.

O psicólogo Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos, também acredita que o uso das tecnologias em excesso apenas reflete problemas já existentes na relação.

— Só não acho justo colocar estes mecanismos, que podem nos ser muito úteis, como bode expiatório. Claro que eles demonstram desinteresse, seja do homem ou da mulher, mas isso poderia ser representado por um livro, um filme ou uma novela. A questão é que, hoje, os meios tecnológicos são a bola da vez. Essa culpabilização é absurda — critica Almeida.


Jogos de amor e sexo

Quem já testou o aplicativo Tinder ou outros afins para encontrar parceiras ou parceiros deve ter sentido uma espécie de "adrenalina" parecida com a que se tem quando se joga algum game no celular. 

E essa sensação deve ser mesmo muito boa, já que, só nos últimos dois meses, mais de um milhão de brasileiros criaram perfis para encontrar caras-metades no aplicativo. 

Depois dos EUA (onde foi criado), Brasil e Reino Unido são os campeões, com quase 2% de crescimento ao dia.

Para quem não conhece, segue uma explicação resumida do que são esses aplicativos. Eles são instalados em um smartphone (celular inteligente, multitarefas) e funcionam como uma espécie de "catálogo de gente". Cada usuário cria seu perfil, onde coloca sua foto e dados como idade, peso, altura, orientação sexual e o que procura encontrar (relacionamento, sexo casual, amigos, papo, etc). 

Quando você se conecta, ele avisa os demais usuários que você está online, disponível, ou qualquer status desse gênero. Graças ao GPS (sistema de localização disponível no celular), os aplicativos conseguem calcular a distância e mostrar quem está pelas redondezas. Assim, em poucos segundos, você tem à sua disposição um mapa das "minas" ou dos "minos". Simples, bem simples, assim!

Sem fazer uma crítica de valores, já que o sistema tem mesmo aproximado pessoas em todo o mundo, valem algumas reflexões e análises de outros dados divulgados nos últimos dias sobre o impacto que essas tecnologias estão tendo em nossas vidas.

Para começar, um dado de mercado no Brasil. A venda dos smartphones cresceu 150% entre os terceiros trimestres de 2012 e de 2013. Mais de 10 milhões de unidades entre julho e setembro deste ano, ou seja, cerca de 60% dos celulares vendidos no período. Além da queda no seu preço, é óbvio que eles são muito mais atraentes (ainda mais para os mais jovens) do que os celulares convencionais.

Outro dado interessante é que os mais jovens estão fugindo das plataformas de redes sociais mais conhecidas (como Facebook) e preferindo sistemas de trocas de informação instantânea e até aplicativos de paquera, para fugir da vista dos mais velhos.

Se no mundo da internet as águas muitas vezes são turvas para os pais que querem acompanhar seus filhos, no universo das conexões pelos celulares, elas são ainda mais obscuras e abissais. É muito mais fácil despistar! Mais da metade dos usuários do Tinder tem entre 18 e 24 anos.

Claro que muita gente tem usado os aplicativos de paquera para, de fato, conhecer pessoas e tentar estabelecer um relacionamento. Mas, para a esmagadora maioria dos usuários (comportamento talvez ainda mais frequente entre os mais jovens e os homens), o principal objetivo é mesmo um encontro casual. E, para esses encontros, o que vale é o calor do momento. A impulsividade para marcar e efetuar um encontro é típica de alguns momentos da vida do jovem. Deu vontade, conectou, encontrou alguém disponível ali pertinho, por que não?

Nesse sentido, vale voltar à comparação com os jogos virtuais. Cada fase que passo, me coloca frente a obstáculos ou oponentes mais difíceis. E quanto mais difícil, mais adrenalina. Nos aplicativos, cada fase que passo, me aproxima mais do objetivo desejado, que é encontrar ou ficar com alguém. Nesse caso, o bônus não vem em forma de pontos ou recordes, mas na possibilidade concreta de sexo e prazer, que pode ser obtido de forma quase imediata.

Lógico que um namoro pode até nascer de um momento inesperado de sexo que acontece no meio da tarde, na sala da casa dos pais, na hora que a mãe foi ao supermercado. Mas, na esmagadora maioria das vezes, é só sexo mesmo. Ou ainda, para muitos, não é preciso nem concretizar o encontro, mas só criar a oportunidade de deixar alguém à espera já valeu o tempo perdido na troca de mensagens e galanteios.

Consequências? Talvez seja cedo para dizer, mas já tem muita gente reclamando de tempo demais passado nos aplicativos e desejo de voltar cada vez mais a eles (dependência?), sensação frequente de solidão e frustração, quando não se consegue o objetivo pretendido (o que é bem comum) ou, ainda, quando relacionamentos "vingam", existe a apreensão de que o parceiro ou parceira volte, em breve, a buscar mais diversão no aplicativo. Como em qualquer jogo, há vencedores e perdedores.

Estudo: Feromonas do sexo oposto podem envelhecer e até matar

Há quem diga que o sexo só faz bem à saúde. Se for no caso de vermes e moscas essa afirmação até pode ser válida. Espécies desses dois animais foram tema de estudos recentes, compilados na mais nova edição da revista científica Science.

As pesquisas mostram que a actividade sexual (seja consumada, apenas insinuada ou simplesmente ausente) faz mal às espécies, chegando a encurtar o seu tempo de vida.

No primeiro estudo, o alvo da pesquisa foram vermes da espécie Caenorhabditis elegans. De acordo com os investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, a fêmea de espécie vive menos na presença de machos com impulsos reprodutores — mesmo que a cópula nem chegue a ocorrer.

Para chegar à afirmação, cientistas dispuseram fêmeas do verme em recipientes com altas concentrações de machos do animal.

O estudo aponta que uma substância produzida pelos machos (possivelmente uma feromona) fez com que as fêmeas envelhecessem e morressem mais rápido do que outras fêmeas habitando um recipiente sem a presença de tantos machos.

Os autores da pesquisa sugerem que os machos do verme façam isso de forma consciente, para eliminar as fêmeas mais velhas e garantir a sua reprodução com fêmeas de uma nova ninhada (ou, nota o estudo, simplesmente para impedir que outros machos realizem mais cópulas e reproduzam-se mais).

Já o segundo estudo abordou a questão sexual no universo das moscas de fruta do grupo das Drosophilas.

A experiência mostrou que os machos desse tipo de mosca envelhecem mais rapidamente se não fizerem sexo e ficam apenas pela «vontade», sentindo as feromonas das fêmeas sem consumar o acto.

Para afirmar isso, os cientistas da Universidade do Michigan (EUA) juntaram machos de Drosophila com outros machos que produziam feromonas normais ou de fêmeas (alterados geneticamente). Assim, os machos não se reproduziam mas estavam sempre expostos a feromonas.

Isso permitiu aos investigadores observarem que machos de Drosophila exibiam prejuízos para a saúde (como perda de gorduras essenciais e encurtamento de tempo de vida) quando experimentavam feromonas femininas sem se reproduzir.

De acordo com os cientistas, o estudo sugere que as feromonas femininas activem áreas relacionadas com a recepção de recompensas nos cérebros dos machos e que, como a recompensa sexual não é obtida, isso reflecte-se em prejuízos para a saúde dos insectos.

Homem: o sexo frágil?


Se buscarmos a verdade, aos poucos construiremos convicções e elas serão a força motriz do nosso movimento em direção ao novo.

Fiz a leitura do livro com esse título: “Homem, sexo frágil?, de autoria do grande médico psicoterapeuta Flávio Gikovate, já na sua 4ª edição, nos idos de 1991. As suas assertivas caíram como bombas no seio de uma sociedade preconceituosa e sem conhecimento de si. Pela primeira vez, uma abordagem psicológica do homem por inteiro, como ele realmente é. E por que é como é. Ainda hoje, as suas palavras causam verdadeiros espantos, posto que deixam os homens nus em todos os sentidos. Vamos a elas? 

“A supervalorização da agressividade como parte da masculinidade determina uma associação da raiva ao desejo sexual, que, em muitos homens, jamais se desfaz. Os machões tem raiva das mulheres e as desejam; mas gostam mesmo é dos homens, seus amigos. Os homossexuais tem raiva dos homens e os desejam; gostam e são amigos das mulheres. 

Se vocês quiserem ir se familiarizando com a forma como conduzo os tratamentos de todos os tipos de impotência sexual, me baseio na ideia de que o pênis tem sempre razão! Ele só participa de festas para as quais foi convidado e nas quais se sente absolutamente à vontade. E de nada adianta tentar impor alguma coisa ao pênis, pois ele é anarquista por vocação e se rebela contra qualquer tipo de ordem. 

As mulheres se queixam quando os homens as tratam como objeto sexual. Os homens dariam o braço esquerdo para se sentirem objeto do desejo sexual das mulheres. 

O que é o sonho mais agradável para um sexo poderá ser pesadelo para o outro. 

Mesmo nos ambientes familiares mais “sofisticados” existe a tendência para impor aos meninos o padrão oficial de masculinidade... Não tenho notícia de nenhum caso em que um menino de 8 anos de idade tenha chegado em casa chorando porque algum outro bateu nele e seu pai ou mãe tenha dito: “meu filho, faça como Cristo: ofereça a outra face”. Quem oferece a outra face é “bicha”! 

A exigência familiar e social no sentido de o homem ser um profissional destacado é brutal. Mais importante do que ser feliz, é ter sucesso profissional, é ser motivo de orgulho para a família. 

Os homens não poderiam ter pensado de modo diferente, pois é antigo o seu orgulho com relação à condição de suposta superioridade. Este orgulho é antigo e suspeito pois, como regra, tudo o que é exaltado e louvado aos quatro ventos não corresponde à verdade. Reais superioridades costumam se manifestar de modo discreto, que não seja por outra razão para não provocar demais a inveja das outras pessoas. 

A chamada vida sexual promíscua, tão comum entre os homossexuais masculinos até há poucos anos, também estava em sintonia com estes desejos pré-civilizados presentes até hoje em todos nós. O estuprador é o indivíduo que não se conforma com o fato de, ao longo dos milênios, termos perdido o direito de abordagem sexual feminina sem necessitarmos do seu consentimento. Se sente brutalmente ofendido e humilhado com a recusa e, com freqüência, agride a mulher até matá-la; e isto não impede que o desejo sexual se realize. 

O amor é uma espécie de nostalgia da simbiose uterina e do aconchego que sentimos nos primeiros tempos de convívio com a figura da mãe. A importância deste impulso na nossa vida adulta é variável e depende muito da nossa história pessoal. A importância da sexualidade é mais constante e mais independente de nossas vivências infantis. 

Tudo o que nos provoca a sensação de aconchego tem a ver com o amor. Desta forma se cria uma outra manifestação de amor, antes inexistente: o amor ao grupo, o amor à pátria. 

O aconchego é sensação forte e prazerosa. Sua falta provoca grande dor, a dor de nos sentirmos desamparados, desprotegidos. Se percebemos que perdemos em aconchego quando desapontamos a figura materna, obedecê-la passa a ser um procedimento necessário. 

A partir de uma certa idade a preocupação de agradar se estende ao grupo todo, sempre a pretexto do mesmo medo: perda do aconchego, rejeição. 

Represálias físicas e materiais são modestas perto da dor que a rejeição e o desamparo podem provocar em nós. 

Acredito que exista um prazer erótico forte em todos nós ligado ao exibir-se, ao chamar a atenção a atrair olhares. A este tipo de prazer sensual podemos chamar de vaidade. 

Admiramos mais as propriedade que não temos. 

De todo o modo, o homem deverá sempre evoluir numa direção radical, pois quem fica no “meio-termo” não chama a atenção e não se destaca. 

A vaidade masculina se dirigiu cada vez mais para a intelectualidade, para sua razão. A vaidade feminina era essencialmente física. 

A inveja é o sentimento que surge quando uma pessoa admira determinadas propriedades na outra e não se percebe em condições de também chegar aos mesmos resultados. É uma sensação de humilhação, de inferioridade que se transforma em desejo agressivo. 

Somos animais de hábitos e parece que os hábitos se transferem de uma geração à outra mais do que podíamos imaginar. 

Nossa capacidade para nos bastarmos é muito baixa. E eu ousaria dizer que a incompetência masculina para a vida solitária é bastante maior do que a feminina. É claro que em psicologia há muitas exceções, mas parece que os homens ficaram mais dependentes emocionalmente das mulheres do que elas deles. 

Para os homens a situação está bastante mais difícil do que para as mulheres, porque nesta nova “selva” uma das variáveis fundamentais está invertida m relação à original: antes os homens tinham acesso sexual a todas as mulheres que lhes despertavam o desejo, ao passo que hoje cabe à mulher o direito de decidir sobre este assunto. 

Se considerarmos a recente revolução de costumes como o verdadeiro inicio da nossa história, somos ainda animais pré-históricos. Somos fósseis. 

Nós fomos mais “rebeldes” do que nossos filhos são. 

E quais são as razões para a tristeza ao se saber que vai ser pai? Qual a razão daquele horrível “frio na espinha” tão típico das péssimas notícias quando somos informados da gravidez de nossas esposas? São várias. A primeira delas, especialmente no caso do primeiro filho, é a imediata sensação de perda da liberdade. As crianças são muito exigentes de atenção e cuidados. 

Não é sem sentido pois, a afirmação de Platão feita há quase 25 séculos de que existe um certo antagonismo entre amor e reprodução. Os Gregos resolveram o problema tendo as esposas para fins reprodutivos e desenvolvendo fortes relacionamentos amorosos entre homens! Tem sua lógica, não podemos negar. Porém, se quisermos resolver os dois anseios com o mesmo parceiro, teremos de buscar um caminho mais sofisticado. Penso que o melhor seria que os casais apaixonados deixassem passar um tempo antes de pensarem em ter filhos. 

Apesar de toda a propaganda que se faz em torno da preferência do pai por um filho especialmente quando se trata do primogênito a verdade é que isto não corresponde aos seus desejos mais íntimos. 

Não há nenhuma relação entre maturidade emocional e capacidade de brincar com os filhos; também acho que o inverso não é verdadeiro; não são os mais imaturos os que mais gostam de crianças. 

Nossa forma adulta de amar é absolutamente infantil. 

A verdadeira razão para uma educação mais rigorosa do menino tenha sido sempre o ciúme e o pavor de sua homossexualidade e que, no final das contas, os homens tenham sido criados de um modo mais duro e por isso mesmo tenham se tornado tão competitivos. 

Ser menino é também uma condição mais exigente e significa principalmente não poder desviar do seu padrão sexual; significa não titubear e aprender desde cedo que os meninos não devem achar graça nenhuma em “coisa de menina”. 

Quando o marido é grosseiro e agressivo com ela, assim também se tornam muitos dos filhos. Imitam o pai em tudo, mesmo nos seus comportamentos inadequados e inconvenientes. Apesar da dor as mulheres preferem assim, porque significa que o menino está no caminho da normalidade, ou seja, no caminho da heterossexualidade. 

É evidente que certas trocas de carícias entre dois meninos pode ser também gerador de sensações eróticas agradáveis. Pode surgir uma tendência para se perpetuarem as buscas deste prazer, inclusive no que antigamente se chamava de “troca-troca”: numa primeira fase um menino ficava por cima e o outro por baixo e no momento seguinte a situação se invertia. Ambos experimentavam os dois tipos de prazer. Ambos cresciam com dúvidas acerca de sua virilidade, pois quem gosta destes tipos de carícias, muito macho não deve ser! O mais curioso é que todo o pavor dos pais e depois dos meninos ligado à homossexualidade não foi suficiente para impedir estas práticas na grande maioria dos meninos, ao menos até há algumas poucas gerações. 

Existe prazer em ser aquele que humilha, pois este é o que roça o seu pênis no outro menino. Existe prazer também em ser humilhado, pois sua bunda é acariciada e isto também provoca sensações agradáveis. Prazer erótico associado à humilhação e à dor persiste, em grau variado, durante nossa vida adulta e corresponde ao que chamamos de masoquismo. Prazer erótico associado a humilhar e agredir também persiste como resíduo em todos nós, em alguns não apenas como resíduo e corresponde ao sadismo. 

Todo o machismo é expressão da inveja, é a parte do desejo de oprimir a mulher para subtrair dela sua condição de superior. 

Os homens são encantados pelas mulheres e tem também bastante raiva delas! 

A intimidade sexual não gera aconchego, não atenua o desamparo. Ao contrário, dá a nítida dimensão de como se está sozinho. Isto, é claro, quando se está com alguém que não desperta outros sentimentos além do desejo erótico. 

As pessoas buscam novas soluções quando as antigas se tornam muito insatisfatórias. 

O desejo sexual não acompanha as afinidades intelectuais e o bom entendimento com o sexo oposto. 

Quando o homem não se sente em superioridade em relação à mulher, existe uma tendência para a inibição de seu desejo sexual. 

Todo tirano é fraco. 

Todos tem muito medo de se testarem sexualmente e de fracassar. 

O prazer masculino raramente se esgota aí, nesta caça à mulher que termina com o êxtase sexual e com a deliciosa sensação de se sentir procurado, quando não perseguido de modo insistente. Para que o ciclo se feche é absolutamente necessário que seus amigos saibam de todos os detalhes deste processo. 

O homem fará de tudo para que a mulher se envolva sentimentalmente com ele, pois isto a deixa totalmente dependente e nas suas mãos. Poderá humilhá-la por várias ocasiões uma vez que costumamos achar que por amor é legítimo suportar humilhações. 

Se o conquistador subestima as mulheres, os tímidos as superestimam. 

Do ponto de vista sexual, o sexo frágil é o masculino! 

O homem ama, se casa e é pai. Com freqüência se divorcia... Cito Schopenhauer que disse que “o casamento é uma instituição que interessa a duas classes de pessoas: às mulheres e aos padres”! Isto, é claro, foi dito no século retrasado. 

E é bem possível que hoje o casamento seja até pior para as mulheres do que para os homens e, apesar disto, ainda são elas as que mais se apressam em transformar o amor em sociedade civil. 

Quem tem valor não precisa se submeter à tirania de ninguém. 

A grande maioria dos homens divorciados, e que vivem da forma típica para esta condição, é do tipo egoísta, é o macho conquistador que não tem interesse em se envolver emocionalmente. 

O amante existe porque existe o marido. Se este a deixar, o amante não lhe interessará mais. Terá que procurar um outro marido protetor. 

O amante é um tipo peculiar de homem egoísta, que assume o papel de fraco e necessitado de proteção. É uma estratégia curiosa e bastante bem sucedida, especialmente se ele for bonito e cativante. Nunca poderá ser o marido, pois não tem qualidades para isto, no sentido de não ser competente para sustentar a mulher em nenhum sentido da palavra. Mas a sua fragilidade e impotência desperta o anseio generoso, especialmente naquelas mulheres que estão recebendo muito de seus maridos e não conseguem retribuir a eles por causa da inveja que eles lhes despertam. Algumas mulheres generosas também se apaixonam, quando jovens, por estes “menestréis” de segunda categoria e que, numa análise mais acurada, são um tipo bem educado de “gigolô”. 

Se buscarmos a verdade, aos poucos construiremos convicções e elas serão a força motriz do nosso movimento em direção ao novo. Surgirão os novos homens e, estes sim, juntamente e em igualdades de condições com as novas mulheres, serão capazes de construir o novo mundo. 



*Antônio Padilha de Carvalho é palestrante; Especialista em Educação e Filosofia; Membro da Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes(AMCLA) da COMAB(Confederação Maçônica do Brasil)e colaborador do DC. 

Franceses querem criminalizar clientes de prostitutas


Futuramente a compra de sexo poderá sair caro na França, com multas a partir de 1.500 euros para os clientes. Mas projeto de lei que está em discussão na Assembleia Nacional esbarra em muitas críticas.

Na França, há muito se discute qual é a forma correta de lidar com a prostituição. O lenocínio e os bordéis já estão proibidos há décadas, da mesma forma que a prostituição forçada. Assim, tão maior é o número das mulheres que trabalham nas ruas do país.

A novidade no projeto de lei em discussão na Assembleia Nacional da França desde a última sexta-feira (29/11) é que, futuramente, o cliente deverá ser penalizado. Quem for apanhado usando os serviços de profissionais do sexo, fica sujeito a uma multa de 1.500 euros que é duplicada, em caso de reincidência.

O atual projeto de lei foi bem-recebido pelos deputados da Assembleia Nacional e marca uma mudança de rumo radical, em relação à política para o tema até então praticada pelo governo francês.

Prós e contras

Com o apoio da ministra francesa dos Direitos da Mulher, Najat Vallaud-Belkacem, o projeto de lei foi apresentado conjuntamente por dois deputados, o socialista Maud Olivier e o conservador Guy Geoffroy. "As prostitutas são vítimas", enfatiza Olivier, principal responsável pela iniciativa.

O bloco do governo está dividido. A ministra socialista Vallaud-Belkacem foi alvo de críticas ao propor, como meta a proibição total da prostituição. Em sua maioria, o partido conservador de oposição União por um Movimento Popular (UMP) aprova o texto, enquanto os verdes são contrários.

Em primeira votação do braço no ar, na noite desta sexta-feira, o projeto de lei recebeu a aprovação da maioria da Assembleia Nacional. Na próxima quarta-feira será votado o conjunto do texto, que em seguida ainda passará pelo crivo do Senado francês.

Os opositores da lei apontam que, de qualquer maneira, não se pode abolir o comércio do sexo e que a ameaça de multa aos clientes deverá forçar as mulheres a trabalhar na clandestinidade, onde estariam à mercê da falta de escrúpulos de exploradores.

O deputado socialista Thomas Thévenoud criticou: "Os legisladores não devem se intrometer na sexualidade dos franceses."

Exemplo sueco

O Ministério do Interior em Paris estima que pelo menos 20 mil mulheres trabalhem em tempo integral como prostitutas. Em contrapartida, o sindicato francês de profissionais do sexo Strass afirma que a prostituição ocupa cerca de 400 mil pessoas no país. Segundo a associação, ao contrário de 20 anos atrás, a maioria é estrangeira: 80% a 90% vêm da Europa Oriental, África, China e América Latina, muitas como vítimas do tráfico humano e da prostituição forçada.

Com o novo projeto de lei, os franceses seguem o modelo da Suécia, onde desde 1993 os clientes podem ser processados judicialmente. Para os franceses, a elevação do "trabalho com o sexo" à categoria de profissão, como é o caso na Alemanha, seria, antes, um exemplo negativo.

A partir de 2002, a prostituição passou a ser reconhecida como uma profissão regular na Alemanha. Desde então, profissionais do sexo podem abrir firma e se inscrever na seguridade social.

Sexo explícito e cinema

Cena do filme "Azul é a cor mais quente" 
Por que obras como o filme "Azul é a cor mais quente", com suas cenas de lesbianismo, ainda chocam o público - e os atores.

O sexo continua a fazer sucesso de escândalo no cinema – e, pelo jeito, nunca irá sair de cena. Os exemplos recentes são dois. Circula pelas redes sociais o trailer oficial do filme Ninfomaníaca, do cineasta dinamarquês Lars von Trier, protagonizado por Charlotte Gainsbourgh. Mostra cenas de sexo da protagonista, uma ninfomaníaca que narra suas aventuras com parceiros negros e brancos, masculinos e femininos, em dupla ou em grupo. O vídeo foi banido do Youtube por conter, segundo o site, “cenas de sexo explícito”. Na verdade, Lars von Trier usou atores dublês pornôs para fazer as cenas - o que é, de certa forma, um recurso puritano para salvar a reputação dos atores "sérios". O filme não precisava de melhor promoção. Estreia no Brasil em 10 de janeiro e posso garantir que o público irá comparecer às salas de cinema, fazendo ar sério e intelectual para ver Charlotte fazer o diabo.

O segundo exemplo é o longa-metragem Azul é a cor mais quente (versão idiota macaqueada dos Estados Unidos que desconsidera o título original francês, La vie d’Adèle), dirigido pelo franco-tunisiano Abdellatif Kechiche e estrelado por Adèle Exarchopoulos no papel-título e Léa Seydoux como Emma. O filme ganhou em maio a Palma de Ouro de Cannes e causou escândalo tanto por uma cena de sexo de seis minutos entre as duas protagonistas (uma delas, Adèle, menor de idade, na vida real e no filme) como pela reclamação que as atrizes fizeram do diretor durante o festival. Segundo elas, Abdel, como é conhecido, tratou-as como “prostitutas” e impôs que elas repetissem a cena de sexo incessantemente. “Ele é genial, mas é um sádico”, disse Léa Seydoux. A reclamação não parece ser um golpe publicitário, até porque Adèle recuou depois que o filme se consagrou – e agora chama o diretor de gênio. O filme, que entrou em cartaz na Europa em outubro e estreia no Brasil dia 6 de dezembro, já está fazendo furor. Traz de fato cenas fortes de lesbianismo, embora a intenção do diretor seja mais “nobre”: seguir os passos de uma menina na França contemporânea que descobre a sexualidade e precisa lidar com o mundo real, ainda feito de tabus, disfarces e abismos entre classes.

Por que os chamados filmes de arte continuam a causar sensação, se o ato sexual aparentemente se banalizou? Afinal, clicar em um site pornográfico e assistir a cenas de sexo é um ato que já se tornou cotidiano. Quem nunca? É a coisa mais fácil e mais disponível do mundo. Milhões de sites desse tipo enxameiam na internet. Qual a razão da força maior que o sexo tem na obra de arte?

Não vou entrar no debate moralista, porque estamos em pleno século XXI. É ocioso abordar a intolerância do espectador. Ou mesmo a intolerância dos atores. Lamento que Léa Seydoux tenha se chocado ao ver as cenas de sexo de que participa, sendo ela uma atriz, talvez imatura para ter entrado na proposta de Abdel. Vou me cingir apenas à questão da arte e do sexo explícito.

Alguns dirão que o sexo na arte é explícito para elevar a sensibilidade do espectador e não para excitar o seu baixo-ventre. Acho essa afirmação duvidosa. Até mesmo a expressão “sexo explícito” é um eufemismo que dá nobreza à utilização da pornografia em obras de arte. O sexo não é explícito, o sexo é sexo. Pode ser para valer ou simulado, mas é sexo. Abdel, Léa e Adèle juram que as cenas foram simuladas. Não consegui descobrir, pois existe um limite tênue entre fingir e fazer, especialmente em cenas de amor. Sexo não se resume no ato propriamente dito, ele começa antes e termina depois. Há duas diferenças entre um filme pornográfico e um de arte: os pornográficos não tem arte, são realizados com o objetivo único de excitar o espectador; os filmes de arte também querem excitar o espectador, mas o fazem com beleza, encanto e ambiguidade. É difícil distinguir verdade e simulação em um filme artístico – e este é o jogo que potencializa os sentidos e excita tanto o corpo como principalmente a imaginação. Daí os filmes artísticos serem chamados de eróticos em vez de pornográficos. Erotismo não é um termo nobre nem um eufemismo. Em arte, o erotismo não atenua o tal sexo explícito, que é o sexo. Na verdade, potencializa-o.

Artistas lançam mão de todo os recursos que tem a seu dispor. Sexo, explícito ou não, é um desses elementos encontráveis no mundo. A arte trabalha com a matéria bruta. O que importa não é o tema abordado nem o material disponível, e sim no produto resultante. Lembro do impacto que o público sentiu ao ver Império dos sentidos (1976), do cineasta japonês Nagisa Oshima, também ele vencedor de Cannes. Os casal de atores, Tatsuya Fuji e Eiko Matsuda, passa quase o filme inteiro fazendo sexo de verdade, com vparuas cenas de perversão. Mas até nesse filme radical – e maravilhoso – a simulação se faz presente. Oshima mostrou que atores podem atuar quando estão fazendo sexo. Porque o sexo é apenas uma parte do espetáculo. A atuação, a simulação, a máscara, tudo isso se sobrepõe à crueza de um ato sexual. O cinema de arte usa o 'pornô' (melhor dizendo, o sexo propriamente dito) para amplificar o efeito. É uma maneira de aumentar o poder da imagem.

Se, como afirmam os psicanalistas, o cérebro é o mais poderoso órgão sexual humano, então a arte sempre parecerá pornográfica aos preconceituosos. Arte e erotismo, arte e sexo são sinônimos.

"Império dos sentidos" (Foto: Divulgação)
"Ninfomaníaca" (Foto: Divulgação)

Comportamento: Sexo na maturidade

Viver um amor ao longo da vida faz bem e dá prazer. Mas quando chega a terceira idade, nem sempre a coisa é vista com tanta naturalidade. Walcyr Carrasco (61) resolveu botar o dedo na ferida e levar o tema ao ar em Amor à Vida, com os personagens Lutero (Ary Fontoura, 80) e Bernarda (Nathália Timberg, 84), que já tiveram sua primeira noite de amor na novela.

O assunto tomou conta das redes sociais, recebendo elogios de alguns e piadinhas de outros. E a questão é oportuna para derrubar barreiras em uma sociedade em que cada vez mais idosos se redescobrem. Para a sexóloga Larissa Pimentel, a vida sexual deve ser estimulada em qualquer idade. “O amor e o sexo na terceira idade devem ser vistos com naturalidade”, diz a especialista, que lembra que os casais não devem ficar com vergonha de falar sobre o assunto. “É comum que pessoas fiquem constrangidas com o assunto. Mas o sexo faz parte da vida. É muito importante para a autoestima e para diminuir a ansiedade dos idosos”, diz.

SEM TRAVAS

A redução da atividade sexual é comum entre os idosos. Para a psicóloga Lígia Farias, isso tem vários motivos. “Muitos não param de fazer sexo porque desistem, mas porque enviúvam ou se separam e não voltam a casar. E ainda há quem desiste de transar com o parceiro”, diz a psicóloga. Para Lígia, a própria sociedade ainda vê a sexualidade na velhice como um tabu, algo reservado aos mais jovens. “Muitas vezes há o problema psicológico. Os homens ficam preocupados em falhar e as mulheres acham que já passaram da idade. Tudo isso causa a diminuição do sexo”, afirma a psicóloga, que defende, porém, que as travas devam ser deixadas de lado. “O importante é tentar superá-las ou minimizá-las”.

AME LIVREMENTE!

- Esqueça o constrangimento e assuma o desejo de achar um(a) namorado(a).

- Não se tranque em casa. O ideal é viajar, participar de clubes, frequentar centros culturais, ir a serestas, ao cinema e ao barzinho com amigos.

- Abra-se e procure conhecer mais pessoas. O segredo para fazer bonito nessas horas é ser autêntico(a).

- Invista nas paqueras, procurando identificar as pessoas pelas quais sente atração, sem medo de ser feliz!

O “arrependimento sexual” e a sobrevivência humana

Uma equipe de pesquisadores da área de psicologia descobriu um grande contraste no remorso entre
homens e mulheres em relação à atividade sexual, potencialmente lançando luz sobre a história evolutiva da natureza humana.

Entre os cientistas do estudo, estavam o psicólogo evolucionista David Buss da Universidade do Texas em Austin (EUA), Andrew Galperin, estudante de doutorado em psicologia social da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) e Martie Haselton, professor de psicologia social também da Universidade da Califórnia em Los Angeles. O artigo foi publicado na revista Archives of Sexual Behavior.

Os pesquisadores queriam entender como as emoções humanas, tais como o arrependimento, podiam desempenhar um papel importante na sobrevivência e reprodução.

Em três estudos, eles perguntaram aos participantes sobre seus arrependimentos sexuais. No primeiro, 200 respondentes avaliaram cenários hipotéticos em que alguém se arrependia de perseguir ou não perseguir uma oportunidade de fazer sexo. Eles foram, então, convidados a avaliar o seu remorso em uma escala de cinco pontos. No segundo estudo, 395 participantes receberam uma lista de arrependimentos sexuais comuns e foram convidados a indicar quais experimentaram pessoalmente. O último estudo replicou o segundo com uma amostra maior de 24.230 indivíduos, que incluíam entrevistados gays, lésbicas e bissexuais.

Os três principais arrependimentos mais comuns para as mulheres foram perda de virgindade com o parceiro errado (24%), trair um ex ou atual parceiro (23%) e tomar decisões sexuais muito rápidas (20%).

Para os homens, os três principais arrependimentos foram ser muito tímido para abordar um parceiro sexual em potencial (27%), não ter sido mais sexualmente aventureiro quando jovem (23%) e não ter sido mais sexualmente aventureiro durante seus dias de solteiro (19%).

Mais mulheres (17%) do que os homens (10%) incluíram “ter relações sexuais com um parceiro fisicamente pouco atraente” como um arrependimento principal.

Embora as taxas de realmente se envolver em sexo casual foram semelhantes entre os participantes de ambos os sexos (56%), as mulheres relataram arrependimentos mais frequentes e mais intensos sobre o assunto.

Comparando gays e lésbicas e homens bissexuais e mulheres bissexuais, um padrão semelhante foi visto. As mulheres tinham mais arrependimentos de atividade sexual ocasional do que os homens.

Os pesquisadores concluíram que os homens são mais propensos a se arrepender de não tomar medidas sobre uma ligação potencial, enquanto as mulheres são mais arrependidas de engajar-se em casos de uma só vez.

“Pressões evolutivas podem explicar essa diferença”, disse Haselton. “Para os homens, cada oportunidade perdida de fazer sexo com uma nova parceira é potencialmente uma oportunidade perdida de reproduzir – uma perda cara do ponto de vista evolutivo. Mas, para as mulheres, a reprodução significa muito mais investimento em cada prole, incluindo nove meses de gravidez e, potencialmente, mais dois anos de amamentação. As consequências do sexo casual são muito maiores para elas”.

O arrependimento vem depois do fato, portanto, não é protetivo, mas pode ajudar as mulheres a evitar uma ação potencialmente custosa para ela novamente.

Tendo em vista essa função “biológica” do arrependimento, é provável que os seres humanos continuem a moldar suas reações emocionais às relações sexuais da mesma maneira até hoje.

“Uma coisa que é fascinante sobre essas reações emocionais no momento atual é que eles podem estar longe das consequências reprodutivas do passado ancestral”, argumenta Haselton. “Por exemplo, nós temos métodos seguros de contracepção hoje. Mas isso não parece ter apagado as diferenças sexuais nas respostas de mulheres e homens, o que pode indicar uma história evolutiva de profundidade”.

O estudo não parece ter considerado o peso “social” que o sexo casual tem para as mulheres na sociedade moderna. Muitos podem argumentar que o mundo não anda tão igualitário no quesito gênero, e que mulheres são muito mais mal vistas quando se engajam em “casinhos” do que homens. Será que isso também não desempenha um papel no remorso que as meninas demonstram? Mais, será que esse custo social não está de alguma ligado ao biológico? Difícil saber. O que sabemos é: são elas que acordam arrependidas, quando não dormem com vontade.

Mulheres são mais propensas a experimentar sexo lésbico que em 1990

Pesquisa britânica também constatou que mulheres perdem virgindade mais cedo e têm mais parceiros sexuais que há 20 anos.

As mulheres perdem a virgindade mais cedo, têm mais parceiros sexuais e são quatro vezes mais propensas a experimentar sexo lésbico que há 20 anos. No entanto, ambos os sexos fazem menos sexo por mês, três vezes em comparação com cinco na década de 1990. Essas são as conclusões de um estudo da Universidade College de Londres, Inglaterra. Os dados são do jornal Daily Mail. 

O levantamento contou com dados de 15162 britânicos entre 16 e 74 anos, que responderam questões detalhadas sobre suas vidas sexuais. Estudos similares foram realizados em 2001 e 1991, e os resultados foram comparados.

"Em algumas áreas do comportamento sexual, vimos um estreitamento do hiato entre gêneros, mas temos visto mulheres ultrapassando os homens na diversidade de seu comportamento. Precisamos avaliar essas mudanças no contexto das mudanças radicais no status das mulheres ao longo da última década”, disse a pesquisadora Kaye Wellings.

Confira os números do estudo:

- Dezesseis anos é a idade média que homens e mulheres perdem a virgindade, enquanto as pessoas com cerca de 60 anos esperaram até 19.

- Trinta por cento dos jovens entre 16 e 24 anos transaram antes dos 16 anos.

- Mulheres têm, em média, 7,7 parceiros sexuais na vida (3,7 na década de 1990), em comparação com 11,7 (8,6 na década de 1990) dos homens.

- Dezesseis por cento das mulheres tiveram alguma experiência com pessoa do mesmo sexo (como beijo), sendo que 8% chegaram ao contato genital.

- Sete por cento dos homens tiveram alguma experiência com pessoa do mesmo sexo (como beijo), sendo que 5% chegaram ao contato genital.

- Atualmente, homens e mulheres fazem, em média, sexo três vezes por mês, em comparação com cinco vezes na década de 1990, e a mudança provavelmente se deve ao acúmulo de trabalho.

- Uma em cada 10 mulheres já foram forçadas a ter relações sexuais. A idade média em que isso ocorreu foi aos 18, mas apenas 44% contaram a alguém e só 13% levaram o caso à polícia.

- Uma em cada seis gestações não é planejada, subindo para 21,2% entre os voluntários com 16 a 19 anos.
- Mulheres mais instruídas tendem a ser mais aventureiras quando o assunto é sexo.

Pornografia melhora o sexo? Estudo investiga hábito entre mulheres

Quando se fala em filme pornográfico logo se pensa nos homens – eles gostam, aprovam e consomem sem culpa ou qualquer sinal de vergonha. Mas como as mulheres participam deste cenário? Uma matéria do site do jornal Huffington Post traz dados interessantes sobre o comportamento.

Segundo a publicação, um levantamento recente feito por um centro de pesquisa mostrou que apenas 8% das pessoas do sexo feminino assistem a este tipo de filme. O número baixo pode indicar que algumas mulheres ainda sentem vergonha de falar sobre os seus hábitos pornográficos.

A marca britânica Ann Summers de lingerie e brinquedos eróticos resolveu ir a fundo neste número e conduziu seu próprio estudo para descobrir de que forma as mulheres estão usando – ou não – a pornografia. A empresa compartilhou a pesquisa no Facebook e no Twitter, e 300 mulheres toparam participar.

Os resultados não chegam a ser representativos, partindo do princípio de que as próprias mulheres se inscreveram para participar. No entanto, eles fornecem uma perspectiva interessante sobre com as mulheres enxergam o amor, o sexo e a pornografia. Confiram os 5 principais destaques deste levantamento:

1. Pornografia traz benefícios à vida sexual
Casais que assistem pornografia juntos pelo menos uma vez por semana se sentem mais comprometidos e sexualmente satisfeitos do que aqueles que não alimentam o hábito ou o fazem com pouca frequência. Os dados mostram que 58% das mulheres que apostam na prática com o parceiro acreditam que isto traz efeitos positivos para a vida sexual.

2. Pornografia não é traição
A maioria esmagadora da amostra - 93% - respondeu que não considera seus parceiros infiéis por assistirem filmes pornográficos.

3. Acabando com o estresse
Assistir a material pornográfico foi classificado como uma "fuga para a fantasia" por 85% das mulheres. Além disso, 23% delas disseram que o ato ajuda a aliviar o estresse.

4. Pornô amador
As sex tapes também estiveram em foco no levantamento feito pela Internet, sendo que 40% das respondentes afirmaram que já protagonizaram vídeos caseiros com seus parceiros atuais ou com algum ex.

5. As jovens e os filmes pornôs
A pesquisa mostrou que as mulheres mais jovens são as mais interessadas em material pornográfico; 57% das respondentes que afirmaram gostar de assistir a este tipo de filme estavam na faixa dos 18 aos 24 anos

Sexo explícito no trailer para maiores de ‘Ninfomaníaca’


O polêmico diretor dinamarquês Lars Von Trier sabe chocar como ninguém. Acaba de ser divulgado o primeiro trailer de ‘Ninfomaníaca‘ (Nymphomaniac). Tem violência, esperma, sexo oral e sexo explícito… em uma das obras mais faladas do cinema atual.

Assista:


A California Filmes agendou a estreia do ‘Volume 1‘ no Brasil para o dia 10 de janeiro de 2014. A estreia acontecerá na Dinamarca, país do diretor, dia 25 de Dezembro. Não há previsão de lançamento nos Estados Unidos.

Apesar da vontade de Von Trier de lançar o filme com cinco horas e meia de duração, os produtores realizaram cortes na edição final e lançarão o filme com quatro horas, divido em dois Volumes (cada um com duas horas de duração).

O diretor não aprovou os cortes, e a versão lançada nos cinemas foi editada pelos produtores. Pela primeira vez em sua carreira, Von Trier se afastou do processo de edição.


“A versão curta é contra a vontade de Lars, mas ele aceita porque ele entende os mecanismos de mercado”, afirma o produtor Peter Aalbaek Jensen. “Você não pode fazer um filme que custou mais de 60 milhões de dólares tão interminável. Cinco horas e meia é tão extremo que reduz o valor de mercado de forma tão violenta, que os investidores sentiram que haviam comprado gato por lebre”.

Von Trier usará uma estrutura conhecida da literatura, que consiste em capítulos encapsulados em dois filmes, ’Volume 1‘ e ‘Volume 2‘.

‘Ninfomaníaca‘ é a poética história erótica de uma mulher, desde seu nascimento até seus 50 anos, contada pelo personagem principal, a auto-diagnosticada ninfomaníaca Joe. Numa fria noite de Inverno, Seligman, um velho solteiro, encontra Joe espancada e semi-inconsciente num beco. Após a levar para o seu apartamento ele observa as feridas dela e tenta compreender como é que as coisas podem ter corrido tão mal. Ele escuta atentamente, enquanto em 8 capítulos ela reconta a multifacetada e luxuriante história de sua vida.

Charlotte Gainsbourg (‘Melancolia’) interpreta Joe, enquanto Stellan Skarsgard vive Seligman. Uma Thurman (‘Kill Bill’), Jamie Bell (‘As Aventuras de Tintim’) e Connie Nielsen (‘O Advogado do Diabo’), Willem Dafoe, Udo Kier, Jean-Marc Barr, Caroline Goodall, Kate Ashfield, Saskia Reeves e Omar Shargaw completam o elenco. Christian Slater vive o pai da protagonista Joe.

Nicole Kidman (‘Moulin Rouge’) desistiu de participar da produção, após descobrir que teria que participar das cenas de sexo. A atriz já trabalhou com o diretor no elogiado ‘Dogville‘.
ninfomaniaca_34