Personal Sex Trainers e cursos prometem ensinar como ter uma vida sexual melhor

'Sex trainers' e outras profissionais que se dizem 
especialistas em paixão acreditam que a emancipação 
feminina levou ao aumento da oferta dos cursos.
Antes ouvia-se falar aqui e ali de curso de pompoarismo e danças sensuais, mas tudo era meio tímido, escondido, quase exótico. O cenário atual é diferente: há até 'personal sex trainer', o antigo chá de panela virou chá de lingerie e as mulheres interessadas têm à sua disposição um curso específico de sexo oral (saiba mais no fim da matéria).

O aumento da oferta de profissionais especializados em melhorar a vida sexual dos brasileiros chama a atenção por algumas características: é essencialmente feminino e atende principalmente pessoas em um relacionamento estável. A mulher está se responsabilizando mais pelo próprio prazer ou permanece como a única responsável por ‘salvar’ o casamento?

O coordenador do Departamento de Sexologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Ramon Luiz Moreira, pondera que o aumento da oferta, em si, acompanha um comportamento já velho conhecido: o assunto “sexo” é o que mais vende no mundo. “O Brasil não é nem um pouco diferente em relação a isso. Com o processo de liberalização dos costumes nas últimas décadas, ficou mais fácil e acessível falar sobre sexo, produzir filmes e lançar livros sobre o tema”, define o sexólogo e ginecologista.

Ramon lembra, no entanto, uma reflexão do filósofo francês Michel Foucault, que desenvolveu em seis volumes a obra “História da Sexualidade”: a literatura, a medicina e a psicologia da sexualidade na sociedade ocidental nunca serviram muito à liberdade do sexo; e sim à repressão - seja para um lado, seja para o outro. “Se antes não era permitido o prazer às mulheres, agora o discurso virou: toda mulher é obrigada a ter prazer e ser ‘boa de cama’. Se ela tem qualquer dificuldade, vai se sentir a pior das pessoas”, explica ele, lembrando que no oriente a situação é bem diversa - a arte erótica é focada na prática, não no discurso. “As obras orientais, como o Kama Sutra, orientam sobre o clima, a massagem, as posições, vão muito além da penetração, mas quase sem discurso teórico”, relata o especialista.

Em um cenário em que alguns cursos no mercado ensinam as moças a se tornarem uma ‘mulher diamante’, ou seja, uma mulher que sabe tudo sobre sexo, cabe o questionamento: porque sempre a mulher como foco desses novos produtos eróticos? “Em pleno século 21, ainda há mulheres que se sentem na responsabilidade de fazer coisas diferentes para não perder o príncipe encantado, sem lembrar da responsabilidade que ELE tem”, reflete o sexólogo.

Vejamos, então, alguns exemplos do que seriam essas ‘coisas diferentes’.

Iniciativa feminina

Casada e com uma filha adolescente, há nove anos Lú Brandão se tornou personal sex trainer, abandonando a carreira de bancária: "trabalho muito com mulheres acima dos 60 anos, elas estão bem mais corajosas que as novinhas"
No consultório, Ramon Moreira ouve com muita frequência a queixa: “eu me sinto culpada, porque não estou indo bem na cama, meu companheiro vai procurar na rua o que ele não tem em casa”. Pior: se a traição acontecer, essa mulher sente que não poderá falar nada. Ela mesma justifica o fato. E é aí que entram as sex trainers e afins.

Lú Brandão é uma das profissionais que exploram esse nicho de mercado em Minas Gerais. Graduada em administração e turismo, Lú também tem formação artística: é bailarina de dança do ventre certificada pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Sated-MG). Casada e com uma filha de adolescente, há nove anos ela se tornou personal sex trainer, abandonando a carreira de bancária. Hoje, Lú se apresenta também como consultora comportamental. “Vi uma entrevista na TV e fiquei encantada com a profissão, porque sempre gostei de trabalhar com autoestima e sensualidade. Sempre tive facilidade para conversar sobre isso”, explica.

Ela garante que seu foco está em autoestima, estética, comportamento feminino, repressão sexual, comunicação entre os casais, rotinas dos relacionamentos, intimidade e sensualidade. A personal ministra cursos de danças sensuais, pompoarismo, massagem sensual e erótica, além de palestras em eventos empresariais sobre tabus e dicas para apimentar a relação. Ela mantém ainda uma empresa que realiza eventos em Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais, como chá de lingerie, despedida de solteiro, aniversário sensual e chá de vida nova - uma festa que marca a separação de um casal.

Lú confirma que sua clientela é essencialmente feminina. “Já atendi alguns casais, mas poucos. Meu foco é nas mulheres, para que elas sejam mais ousadas e decididas em todos os aspectos, principalmente com seu companheiro. A maioria acha que tem algum problema fisiológico, mas não passa de invenção da cabeça delas”, define a personal. “Depois elas se soltam, sem medo de serem felizes. E um detalhe importante: trabalho muito com mulheres acima dos 60 anos, elas estão bem mais corajosas que as novinhas”, comemora.

O sexólogo Ramon Moreira faz aqui dois alertas. A mulher que busca esse tipo de serviço não coloca, entre as causas dos seus problemas, algo muito simples: é o companheiro que não está ajudando ou se esforçando. A culpa sempre parte dela mesma. “Isso se repete na terapia sexual. Os homens raramente vêm ao consultório, alegando que o problema não é deles”, revela.

O sexólogo aposta muito mais nas motivações ligadas à submissão feminina do que em objetivos individuais para justificar a procura pelas sex trainers. “Prova disso é que o público desses cursos e palestras é formado por mulheres em relações estáveis. Se fosse procurado por mulheres que desejam apenas aumentar o próprio prazer, os auditórios estariam cheios de moças solteiras também”, define. Pela experiência do médico, portanto, não são as mulheres emancipadas, independentes financeiramente e que buscam viver de forma mais autêntica que buscam essas alternativas.

O segundo alerta refere-se à possibilidade, sim, de um problema fisiológico. “Em muitos casos, os problemas podem estar relacionados a uma vivência precária do próprio corpo. Mas outras pessoas podem, sim, ter uma problema físico. Apenas o médico pode descartar essa possibilidade”, aponta. “Após o parto, por exemplo, a mulher pode passar por alterações hormonais importantes. Cada caso deve ser avaliado com muito cuidado, para evitar sofrimento desnecessário”, completa Ramon.

Artes da paixão

A curitibana Fernanda Pauliv foi publicitária durante 11 anos e também deixou a profissão anterior para atuar como 'especialista nas artes da paixão': "as mulheres sentiam falta de conteúdo e informação voltados para sua sexualidade e sensualidade, tudo o que existia era muito formal"

A curitibana Fernanda Pauliv foi publicitária durante 11 anos e também deixou a profissão anterior para se dedicar ao “universo feminino”, com o título de 'especialista nas artes da paixão'. “Não gosto do nome ‘sex trainer’, pois não falo somente sobre sexo e, muito menos treino alguém para isso. Falo de amor, de relacionamentos, das motivações para viver melhor a sexualidade, sobre como descobrir e desfrutar da sensualidade, enfim: é muito mais amplo”, defende. Agora em novembro, Fernanda vai completar uma década na nova profissão, contabilizando mais de 30 mil mulheres, com idade média de 25 a 45 anos, em suas palestras e cursos.

Quando começou, a consultora constatou que as mulheres sentiam falta de conteúdo e informação voltados para sua sexualidade e sensualidade. “Tudo o que existia era muito formal e com foco apenas em saúde. Por isso me preparei para oferecer dicas de sedução, maneiras de utilizar produtos e acessórios, como fazer danças sensuais. Acredito que a energia que move o mundo é a paixão.... e quando eu consigo fazer com que uma mulher viva melhor as suas paixões, estou ajudando o mundo dela a girar melhor”, completa Fernanda.

O sexólogo mineiro concorda que o acesso à informação ampliou-se bastante. “Mas problemas de autoestima não se resolvem em oito horas. A reconstrução da autoimagem é um processo, ou seja, não se dá de uma hora para outra. Ninguém sai de uma palestra se sentindo a mulher mais bonita da Terra”, pondera Ramon.

Preconceito e emancipação

Para se preparar, Fernanda fez cursos com outras profissionais da área, participou de feiras e workshops e agregou a vivência diária do contato com outras mulheres. “Quando se trata de falar sobre uma temática tão íntima, não cabem 'achismos'. É fundamental ter conhecimento em múltiplas áreas, inclusive sobre anatomia e fisiologia, para poder ensinar com propriedade. Vejo meu trabalho como uma porta de acesso a uma vida sexual mais plena e feliz da mulher com ela mesma e também no seu relacionamento. Para falar com meu público, preciso ter muito respeito e cuidado”, ressalta.

A especialista dá exemplos práticos de como esse cuidado é importante. “Já vi outras palestrantes cometerem gafes absurdas, pois dependendo de como uma coisa é dita, você pode acabar com a autoestima de alguém que está na plateia, ou fazer com que uma mulher se sinta inferior à outra por não conseguir realizar ou não gostar de determinada coisa. Por isso busco sempre me atualizar e desenvolvi um estilo próprio de me comunicar, em que uso o bom humor e diversão o tempo todo, mas cuidando para não cair na vulgaridade”, defende.

Fernanda acha que as mulheres têm mais dúvidas e são mais abertas a buscar ajuda externa. A maioria das clientes está em um relacionamento estável e quer aprender novidades para driblar a rotina. “Mas também oriento alguns homens, que me procuram por e-mail. Acho muito bacana vê-los buscando formas de se relacionar melhor e dar mais prazer à parceira”, relata.

Na visão de Lú, a procura também é sempre da mulher. É ela quem busca 'salvar a relação'. “Os homens ainda ficam travados, acomodados. Já as mulheres querem, cada vez mais, sensualidade sem vulgaridade. Já atendi noivas de 18 e senhoras de 70 anos; e as dúvidas vão do medo do sexo anal à vergonha do próprio corpo”, descreve. Segundo Lú, esse tipo de profissional ainda sofre preconceito. “No início, havia confusão com garota de programa e insinuações desrespeitosas. Mas esse respeito é conquistado e adoro meu trabalho. Meu lema é ajudar mulheres a serem mais felizes com sua sensualidade e naturalidade. Quando vejo uma mulher sair feliz e poderosa dos meus cursos, fico realizada”, resume.


O sexólogo Ramon Luiz Vieira: na nossa sociedade, sempre se parte do princípio de que o problema é da mulher Nenhuma das duas profissionais cita, no entanto, um fator levantado por Ramon: a visão do homem sobre o sexo. “Ao contrário do que se pensa, o homem nunca teve sua sexualidade estimulada na nossa sociedade. Sempre se parte do princípio de que, se existe um problema, ele é da mulher. Mas não: boa parte dos homens é muito primária sexualmente e não tem qualquer conhecimento sobre o contexto em que o sexo se desenvolve. Associam o ato sexual a um sistema de recompensas e esquecem que a recompensa feminina nem sempre é o orgasmo. Passa pelo envolvimento, pela troca amorosa e afetiva, pelos interesse compartilhados. O homem também sofre uma repressão – a repressão do desconhecimento em torno do que possa ser um prazer sexual mais amplo e completo, muito além da penetração”, destaca.

50 tons de...

A explicação que Fernanda Pauliv dá para o aumento da demanda pelos cursos e palestras é clara: antigamente, as mulheres não tinham ‘direito’ ao prazer. “O sexo no casamento era visto apenas como reprodutivo e o prazer delas estava associado à vulgaridade. Existia um conceito de que uma ‘mulher direita’ não fazia determinadas coisas e que isso deveria ficar restrito às ‘profissionais do sexo’. Desta forma os homens buscavam fora o que não tinham dentro de casa e as esposas se sujeitavam às traições porque não tinham condições de manter a casa e os filhos sozinhas”, reflete.

A especialista nas artes da paixão aponta vários benefícios que vieram com as mudanças das últimas décadas. “A realidade mudou, as mulheres podem se bancar muito bem sem um homem. Isso contribuiu para que elas começassem a perceber seus direitos em vários aspectos, inclusive o sexual. Atualmente elas querem sim experimentar o prazer e a realização sexual, e para isso, estão buscando conhecimento. Nos relacionamentos elas querem se sentir iguais, querem satisfação e um companheiro que lhes dê isso”, aponta. Para a consultora, é por isso que muitas moças adiam o casamento. “Afinal, se é para ter alguém com quem dividir a vida, que seja com alguém que as complete por inteiro, ao contrário de suas avós e até mães, que se casavam porque precisavam de um homem para bancar sua sobrevivência”, defende.

Já Ramon Moreira acredita que ainda há um longo caminho a percorrer. “Se as mulheres estivessem realmente evoluídas, descoladas da visão machista, elas teriam fechado a trilogia ‘50 tons de cinza’ na primeira página. Mas não: os livros foram um sucesso, mostrando algo que até me surpreendeu: ainda existe, e de forma muito forte, a espera pelo príncipe encantado e a submissão que ele representa, para muito além da fantasia sadomasoquista”, destaca.

Dicas

Entre as dicas de Lú Brandão para suas clientes estão:

-praticar sempre o erotismo do beijo, nunca deixar de beijar. É do beijo que começam ‘as borboletas na barriga’ e é a falta dele que indica problemas em uma relação. O beijo pode ser até mais importante que o sexo em si, junto com o carinho e o dialógo;

-experimentar tudo que for bom pra você e pra ele, com dialógo, humor e tesão;

-por mais simples que seja, sempre que puder, faça algo diferente, inove no jantar, na lingerie, no bate-papo, um mensagem picante no meio do dia....E invista em uma massagem sensual - o toque tem muito poder - ou na dança - qual o homem não tem vontade de ver sua amada dançando somente para ele?

A personal prega que é preciso disposição. “Sabemos que o dia a dia é cansativo, com trabalho, filhos, estudo. Mas devemos tirar um tempo para nós, porque também somos amantes. Um pequeno gesto ou atitude poder mudar tudo na relação!”, resume a personal.

Fernanda, por sua vez, prefere não dar dicas específicas. “Acredito que quando uma pessoa está feliz consigo mesma e no relacionamento, ela é uma pessoa melhor para o mundo. Meu trabalho ajuda as mulheres a enxergarem o caminho para o amor próprio através do resgate da feminilidade e da sensualidade, fazendo assim com que elas se empoderem e se tornam realmente donas de suas vidas”, conclui.

Será que essas dicas são suficientes?

O que fazer, então?

Autor dos livros ‘Medicina e Sexualidade’ e ‘Os Sete Pilares da Qualidade de Vida’ (que tem um capítulo inteiramente dedicado ao sexo), Ramon Luiz Moreira acredita que saber procurar o profissional certo para tudo que precisamos é um exercício de cidadania. “Se eu estiver precisando de uma consulta médica, por exemplo, não vou atrás de um anúncio de jornal. Vou buscar profissionais com referências na área. Diante do poder do marketing e da propaganda, as pessoas deveriam ficar mais atentas a isso”, reflete o ginecologista.

Outro aspecto apontado por ele é que a procura pelo consultório do especialista quase nunca acontece espontaneamente. “Meus pacientes sempre vêm indicados pelo analista ou pelo ginecologista. Por outro lado, a procura por um sex trainer geralmente é espontânea”, observa. “Todo cuidado é pouco. Um curso rápido pode ajudar uma mulher que já está bem com seu parceiro e quer só aprender coisas novas. Mas se a razão de procurar o tal curso for a infelicidade na relação, o efeito pode ser contrário e gerar frustração”, completa o médico.

A sugestão dele é buscar informação de qualidade antes de decidir qual estratégia usar. “Nas boas livrarias, sempre há uma estante de sexualidade ou sexologia, com livros de autores conceituados. Mesmo que ela esteja no segundo andar da loja, vale a pena”, brinca. “Consultar um psicólogo, sexólogo ou psicanalista pode ser o primeiro passo para o autoconhecimento. É preciso vencer a cultura de procurar um especialista apenas quando há um problema. Se você procurar mesmo quando estiver bem, os resultados podem ser bem mais duradouros. Nenhum de nós está 100%, todos podemos melhorar”, aconselha.

O especialista defende que, para tratar de um assunto tão importante, os profissionais deveriam ser regulamentados. “Quase todas as profissões têm um conselho que fixa normas e fiscaliza a postura dos profissionais, para garantir a qualidade dos serviços prestados. Do sex trainer ao professor de yoga tântrica, todos os profissionais que lidam com a sexualidade deveriam ter essa referência também”, pontua.

Falta de desejo sexual pode gerar crise no casamento








A falta de sexo entre você e seu marido está cada vez mais frequente? 

E você coloca a culpa no estresse, dor de cabeça, preocupação com a carreira e problemas do dia-a-dia para não fazer mais sexo com o seu marido?

Essa falta de desejo pode ser um risco para o seu casamento. Uma pesquisa divulgada no Journal of Sexual Medicine, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, apontou que 25% dos divórcios ocorrem devido à falta de desejo sexual.

Problemas no relacionamento não resolvidos são um dos principais desencadeadores da falta de interesse por sexo. Para muitas mulheres, a má comunicação com o marido, traição, falta de confiança e outras barreiras que colocam a intimidade em jogo são fatores que interferem no desejo sexual.

Os problemas de comunicação, por exemplo, são uma das principais causas para a ausência de intimidade, provocando em alguns casos menos sexo ou nos casos mais extremos a ausência completa de intimidade sexual. A infidelidade também é importante e é algo que acontece em muitos casamentos onde não existe sexo. A ocorrência de uma infidelidade pode acabar com a confiança no cônjuge, afetando toda a comunicação e a intimidade sexual do casal. É muito difícil para qualquer pessoa voltar a entregar-se e usufruir de pleno prazer da relação sexual depois de ter sido traída. Na maioria dos casos, para superar essa dor é aconselhável se consultar com um psicólogo

Por que o desejo acaba no casamento?

As causas emocionais ainda são as principais responsáveis pela falta de interesse por sexo no casamento. No decorrer do tempo as mulheres podem sofrer uma diminuição no apetite sexual devido a problemas que estão atrelados à vida a dois ou por causa de alterações hormonais. Mas essa perda está ligada, na maioria das vezes, a fatores como cansaço, estresse, problemas do cotidiano e até mesmo ao uso de algumas medicações que podem interferir negativamente na libido feminina.

Os sintomas começam a surgir, mais frequentemente, após três ou quatro anos de relacionamento, mas isso pode variar muito de casal para casal. O fato do casal não manter relações sexuais frequentemente pode aumentar as brigas e acabar afetando os vínculos afetivos entre eles e com os filhos, comprometendo a qualidade de vida da família como um todo.

Mas se o casal ainda sente que há atração, poderá tentar algumas mudanças na rotina e no relacionamento. Uma terapia de casal pode ser muito benéfica para implementar um novo tipo de comunicação e entrosamento, bem como ter uma conversa franca e experimentar ajustes que possam incentivar a libido.

A chegada do filho

A chegada de um bebê não cessa o desejo sexual do casal, mas pode ser difícil encontrar tempo para a intimidade, principalmente quando o bebê necessita da atenção e cuidados da mãe. Nesses casos, o casal precisa ter paciência, mas não deve deixar a relação marido e mulher de lado. Aproveite as horas de sono do bebê para ficar junto e cuidar do relacionamento. 

Como recuperar o apetite sexual

Para reverter a situação, a mulher deve parar de falar mal do companheiro e voltar a admirá-lo. Geralmente as mulheres têm o desejo de fazer sexo com o homem que admiram. Por isso é importante fazer uma ‘limpeza emocional’ para buscar o carinho e admiração pelo marido.

Em alguns casos a mulher também perde a vontade de fazer sexo por não se cuidar. É importante trabalhar a autoestima para aumentar a libido. Invista no seu visual, cuide-se tanto física como psicologicamente.

Não deixe que a rotina e a falta de interesse por sexo atrapalhe o seu casamento, invista na sua relação com seu marido, converse sobre o seu problema e, se precisar, peça ajuda de um terapeuta para encontrar soluções para apimentar novamente a sua relação.

Centro de formação em Moscovo ensina a fazer sexo

O negócio nasceu na Rússia, mas a dona do centro quer exportar a ideia para outros países.

Num centro de formação de Moscovo aprende-se a fazer sexo. Discreto por fora, descrito como uma espécie de ginásio, mas onde não é preciso trazer sapatilhas nem toalha. E onde homem não entra.

O jornal espanhol «El Mundo» foi conhecer este centro de formação que quer expandir a atividade para Espanha e encontrou duas dezenas de mulheres numa sala, sem telemóveis e sem câmaras na sala. Tudo para que estas mulheres não se desconcentrem e concentrem naquilo que ali foram fazer: melhorar a sua performance sexual. 

As mulheres «treinam» com bonecas, formas de órgãos sexuais masculinos e entre si, fazendo pares. Há 12 cursos disponíveis e seis professores. Cada três aulas custa, em média, 100 euros. O lema da escola é «tudo é prática».

As formações mais concorridas são as relacionadas com o sexo oral, o curso chamado «garganta funda». 

Ekaternina Liubimova é a mentora do projeto. Apesar da licenciatura em cinema, há anos que está dedicada à formação sexual.

Conhece a cidade dos pelados?

Conheça Cap d'Agde, capital mundial do nudismo e paraíso dos libertinos. Sexo ao ar livre e ausência de trajes é só o começo.

No Brasil, quem se atrever a sair como veio ao mundo para fazer atividades cotidianas como ir ao banco, tomar uma com os camaradas, e bater um rango num restaurante bacana pode amargar as partes ao ar livre numa cadeia gelada! Mas, como o mundo é imenso e a diversidade é um fato, existe uma cidade fora da curva que permite toda essa liberdade e que ainda concentra dezenas de casas de suíngue e mulheres maravilhosas a fim de dividir a nudez. O nome do paraíso é Cap d'Agde, a capital mundial do nudismo.

O complexo turístico fica na costa mediterrânea da França e conta com um resort nudista com uma praia de três quilômetros, bem como os seus próprios médicos, bancos, lojas e restaurantes, apenas para os nudistas. A França é, como sabemos, conhecida por sua atitude descontraída sobre nudez. As visitantes podem livremente fazer topless em praticamente qualquer praia do Mediterrâneo. Mas Cap d'Agde leva tudo a um novo nível de hedonismo e vida livre.

Para além do naturismo, a cidade é o “Éden” dos libertinos. Uma das razões que atrai a grande quantidade de pessoas até lá é a quantidade de locais especialmente destinados aos swingers. Na alta temporada, durante o dia, o “Glamour”, mais famoso clube de swing da cidade, organiza a festa da espuma que conta com algumas regras: só entram casais, nada de roupas, nada de pudores e no meio da espuma, a pegação rola solta.

O clube conta com outras instalações, como piscina aquecida, sala de estar e bar. A única coisa que o diferencia de um clube comum é que lá o sexo é permitido em todos os lugares. Se você é do tipo tímido, relaxe. O sexo em público é tão comum que ninguém vai prestar muita atenção no que você está fazendo.

Além do “Glamour”, outros pontos são igualmente liberais e se você busca um ambiente de total descontração e liberdade sexual, vai gostar de conhecer:

# Bar Melrose - Um bar cheio de swingers envolto em uma atmosfera erótica.

#Swingers Hotels - Nestes hotéis só casais podem se hospedar. O sexo é permitido em quase todos os lugares, inclusive nas áreas ao ar livre.

# Pool Party - Uma das festas mais concorridas da temporada, rola muita música, bebidas e claro, sexo em volta da piscina.

# Praia Swingers - Em algumas praias é possível presenciar ou fazer sexo em plena luz do dia.


Se o nudismo é algo novo para você, Cap d'Agde é sem dúvida o melhor lugar para começar. Poucos lugares no mundo levam a questão da nudez tão a sério. Além disso, a cidade oferece opções de como vivenciar esta nudez que atende aos mais variados gostos. Se esta é sua praia, então faça as malas, embora você não vá precisar de roupa nenhuma!

"Não posso mais paquerar mulheres em público", diz Jack Nicholson

O ator afirmou que impressionar as mulheres
foi um dos motivos que o levou à carreira artística
Aos 76 anos, Jack Nicholson foi taxado de "lenda do sexo" depois de se deitar com inúmeras mulheres durante seu auge, mas admitiu - apesar de continuar se sentindo jovem - que o sexo oposto não está mais interessado nele por conta de seu aparente envelhecimento.

"Eu ainda me sinto selvagem, mas fui atingido pela biogravidade. Não posso mais paquerar uma mulher em público. Não decidi isso, isso apenas não parece certo na minha idade", disse o ator ao jornal The Sun.

Nicholson, que teve relacionamentos com a atriz Angelica Huston, a cantora Michelle Phillips e a modelo Janice Dickinson, destacou que sua escolha pela carreira de ator foi, em grande parte, regida por tentar impressionar as mulheres e que sua confiança atingiu o ponto máximo quando elas o achavam "irresistível".

"Se os homens são honestos, tudo o que eles fazem e todos os lugares que já foram foi por conta da chance de ver mulheres. Muito do fato de eu ser ator foi sobre isso, e sobre mim. Houve momentos em minha vida em que me senti estranhamente irresistível para as mulheres. Não estou assim agora, o que me deixa triste", declarou.

O astro de Hollywood, no entanto, acredita que existem pontos positivos no fato de envelhecer, já que afirmou ter notado mudanças nas suas características. "Mas eu acredito que muitas das minhas melhorias vieram com o envelhecimento e a diminuição dos poderes. Algumas delas não são tão maravilhosas, como o cabelo que vem e o cabelo que vai", brincou.

Há poucos dias, rumores apontaram para uma suposta aposentadoria do ator por conta de problemas de memória. "Jack está, sem alarde, aposentado. Há uma razão simples por trás desta decisão: sua perda de memória. Para ser bem honesto, aos 76 anos, Jack tem problemas de memória e não consegue mais lembrar as linhas que pedem dele. Sua memória não é mais como antes'', disse uma fonte.

Conversas privadas de mulheres sobre sexo


Liana Pinto
Consultora de comunicação e marketing, divorciada. Tem um blogue onde conta as aventuras amorosas de uma rapariga solteira em Lisboa, o ‘Sex and the Silly’. Diz que é tudo ficção.
Rita Viegas
Vive com o namorado. Durante o dia trabalha para uma companhia aérea mas também é cantora e actriz. Participou na série ‘Morangos com Açúcar’ e tem uma banda, os Chronicle News.
Cláudia Caseira
Solteira. Já foi modelo fotográfico e designer, agora trabalha na loja Amélie au Théâtre, em Lisboa, como uma espécie de relações-públicas que também promove eventos culturais.
Paula Bollinger
Fotógrafa, divorciada. Tem um blogue, ‘A Vaidosa Costela de Adão’, onde revela “o que passa pela mente feminina antes de abrirmos a boca e o que fazemos quando nenhum homem está por perto.”
Inês Pando
Professora. Além de dar aulas de Biologia e de Educação Sexual no ensino básico, trabalha como consultora e vendedora de artigos eróticos, na Mala d’Eros. Acabou de ficar noiva.
Rita Fazenda
Responsável de comunicação e marketing na Marcador Editora. Diz que respira livros e que, apesar de alentejana, é uma mulher do mundo e uma apaixonada pela boa vida. É solteira.

Juntámos três pares de mulheres, entre os 33 e os 37 anos, e demos-lhes nove temas de conversa – todos sobre sexo, claro. Depois, deixámo-las falar sem interferências. Saiba o que elas pensam sobre relações de uma noite, ménages à trois ou traições. E descubra qual é o homem ideal para cada uma


Liana Pinto e Rita Viegas
Relações de uma noite
LP – Já tive.
RV – Claro, e acho que é normal ter, agora não é de todo filosofia para mim.
LP – Para mim também não.
RV – Quando há uma one-night stand é uma cena assim muito vazia…
LP – O dia a seguir? Por isso é que eu acho que tem de se ir com um espírito one-night stand. Se for uma one-night stand porque no dia a seguir ele não liga mais é que é uma chatice.
RV – Pois, o problema é que eu fico sempre à espera de mais...
Fantasias
LP – Não tenho muitas fantasias, as minhas fantasias são mais profissionais. De resto, espaços, sítios…
RV – Eu realizei as que tinha, acho que toda a gente tem fantasias e que aqueles momentos em cima da mesa podem ser uma fantasia para uma pessoa, um tédio para outra.
LP – Em cima da máquina de lavar!
RV – A trabalhar, aqueles clichés! Em cima do capô do carro…
LP – Eu acho que uma fantasia é um cliché. Há coisas que sabemos que são quase impraticáveis, como querer passar uma noite com o Brad Pitt, ao resto chamo mais desejos. 
RV – Sim, mas sobretudo nos homens há muitas, aquelas coisas dos três e das gémeas ou das polacas ou das brasileiras. De facto, também não estou no mesmo caminho.
Ménage à trois
RV – Não tenho ideia, nem sequer desejo. Mas nunca digo nunca.
LP – Se estivesse casada há 20 anos e fosse para festejar o aniversário, se fosse muito importante... Mas de resto não. Acho que o ménage à trois, para funcionar, ou é com uma pessoa que não se conhece de lado nenhum – mas depois também é esquisito estar com um estranho – ou com alguém conhecido, que depois no fim ia ter de matar para ninguém saber! Já estive com homens a quem perguntei se já tinham tido. Uns sim, outros não, outros gostavam. Mas nunca ponderei fazê-lo, porque nunca foi uma coisa que desejasse. Estar com dois homens não, e estar com outra mulher também não me seduz.
RV – Quando há três pessoas, há sempre um rejeitado.
LP – No ménage, ou de facto não sentimos nada uns pelos outros e é mais uma experiência ou há sempre receio. O homem tem receio de que o outro tenha uma performance melhor, a mulher tem medo que ele se envolva emocionalmente com a outra…
Orgias
RV – Não! De todo! Acho que a relação sexual é demasiado íntima e a dois. É uma partilha, não é uma necessidade física.
LP – Não concordo. Não sinto que uma relação sexual precise necessariamente de amor ou emoção. Não é verdade, é científico, está provado, o corpo tem determinadas necessidades, e nós por vezes resguardamos esse desejo e fechamo-lo cá dentro porque a sociedade nos ensina determinado tipo de coisas. 
RV – Pois, também tem a ver com a sociedade, que nos julga se a coisa sair do padrão.
LP – Uma desgraçada [Marte Dalelv] no Dubai foi violada e presa por ter tido sexo fora do casamento. É ridículo, as sociedades vão moldando o que é o homem e a mulher, o que é permitido ou não. Uma das coisas que os 30 me deram foi a certeza de que não devo nada a ninguém e que a minha vida é minha. Vivi em Nova Iorque alguns anos e vi muitas coisas, fui a festas de piscina onde calculo que muita gente tenha tido sexo. Gostei de lá estar, mas não me envolvi com ninguém. Também estive noutras festas um bocadinho mais hardcore, entrei e saí com medo de tocar em alguém! Acho que é preciso ser-se muito desprendido e ter uma grande confiança sexual e no corpo. 
Traição
LP – Acho que 99% das pessoas já foram traídas e traíram. Ou pensaram ou quiseram.
RV – Só em pensamento já é traição, não é?
LP – Traição é uma coisa muito pessoal.
RV – Na forma pensada já é uma traição.
LP – Eu já perdoei traições, já não perdoei, já tive um bocadinho de tudo e acho que vou continuar a ter. Conheço pessoas que têm relações duradouras, de 20 anos, e descobrem ao fim desse tempo todo que o marido teve uma noite e acabam por continuar porque existe algo de muito mais valioso. Às vezes as traições até vêm ajudar um bocadinho.
RV – A avivar a coisa.
LP – Pus no Facebook há tempos: “A traição não é um erro, é uma escolha” – é uma escolha errada, no fundo. E errada, depende! A história da LeAnn Rimes, por exemplo. Ainda hoje vi um documentário: era casada há quase 10 anos, foi fazer um filme, apaixonou-se pelo protagonista e ele, também casado e com filhos, apaixonou-se por ela. Os EUA fizeram daquilo um circo. Divorciaram-se, casaram e continuam juntos, mas ainda têm de lutar contra aquilo que a sociedade achou, que destruíram lares. Houve traição, mas provavelmente estavam destinados um ao outro.
RV – Ninguém rouba ninguém de ninguém.
LP – Agora há casos e casos, há homens que têm vidas duplas e que só estão bem quando estão com outras pessoas. E mulheres também. Não acho que haja mais homens do que mulheres a trair, acho é que eles são socialmente mais descarados. Nós também nos tornamos mais exigentes, determinadas, polidas e independentes, enquanto os homens se mantiveram iguais, daí as coisas hoje serem mais difíceis de resultar. É muito difícil manter uma relação sem perder a paciência. Facilmente perde-se o respeito por aquilo que se prometeu num altar. Por isso é que surgem tantas traições.
Homem ideal
LP – Eu tenho o amante ideal, para mim. O amante ideal tem de me descobrir. Os homens que acham que a mulher é um cliché e que o que fazem a umas resulta com todas, não.
RV – E que não perguntam, isso também é muito importante.
LP – Lá está, é um homem e uma mulher, são dois corpos diferentes que se encontram e têm de se conhecer.
RV – Pois, não é um acto de egoísmo.
LP – Como aqueles que gostam de estar a olhar-se ao espelho. Ah, tirem as meias!
RV – E deixem-se de ursinhos nos boxers. Quanto ao tamanho, depende.
LP – Importa, nem que seja para um primeiro impacto!
RV – Mas não é por causa disso que vamos deixar de gostar da pessoa.
LP – Nós também temos peito maior ou mais pequeno, não é? Depois o tamanho ideal não é ideal para todas, não é? Eu sou pequenina!
RV – Depende. Importa, posso dizer que sim. Mas noutras ocasiões posso dizer que não. Acho que isso é mais na cabeça dos homens, acham que a virilidade…
LP – ...se vê no tamanho, não é? Acho que às vezes os preocupa mais a eles do que a nós. Mas não vou dizer que a gente não olha e “Ih, que azar!” E duração? Eh pá, muito, por favor!
RV – Depende.
LP – Aprendam a relaxar e a fazer com que…
RV – ...depende! Depende das situações, de a coisa ser fugaz ou…
LP – ...Sim, fugaz é bom, mas é bom num ambiente fugaz, não num ambiente de relaxamento, em que depois do jantar bebemos um copo de vinho. Aí não pode ser fugaz!
RV – Não há regra, o tempo é o que for no momento. Depende das condições, da luz, dos cheiros. Isso tudo nos dá o tempo.
Sítios mais estranhos
LP – Não sei se tive sítios mirabolantes.
RV – Eu também não.
LP – Carro, praia, casa, nunca tive um sítio mirabolante. Nisso sou um bocadinho mais cuidadosa, gosto de desfrutar e estar à vontade.
RV – Senão a nossa cabeça também não funciona, não é?
LP – Sim, não me sinto à vontade. Já estive em sítios lindos e paradisíacos, nesse aspecto acho que sou um bocado mais romântica. Sou uma pessoa que está muito à vontade entre outras pessoas, mas neste sentido sou mais reservada, não gosto de ser observada. 

Tabus

LP – Não tenho nenhum.
RV – Também não.
LP – Tenho os meus limites estabelecidos, mas falo sobre eles. E, às tantas, o que é um tabu? Há pessoas para quem tudo o que for além da posição de missionário é tabu. Para mim, tabus são coisas como sadomasoquismo, pessoas que têm prazer quando se cortam ou se estrafegam.
RV – Ou outras coisas piores.
LP – Porque não me excita, atenção. Acho que um homem e uma mulher juntos devem poder fazer o que quiserem, mas eu tenho os meus limites, vestida de látex com uma coleira e uma bola na boca, desculpem, mas não. Na parte de trás de um táxi – lamento, mas também não; deve ser muito giro, mas não quero.

Acessórios

LP – Sozinha ou acompanhada? Acho que todas as mulheres deviam investir em lingerie.
RV – Acho que isso não é bem um acessório. Se ajudarem, os brinquedos são bem-vindos, mas, se complicarem, são para esquecer.
LP – Não são todos os casais que têm a coragem de usar acessórios.
RV – Depende, há coisas simples. 
LP – Acho que é saudável, acho que tudo dentro de uma relação é aceitável. Mas vou ser honesta, nunca se me colocou essa situação. Acredito que se uma mulher disser a um homem que vai trazer um vibrador para dentro da equação, ele deve questionar a sua masculinidade. Eles preocupam-se muito com a performance e com a satisfação sexual da mulher, porque se não atingiu o orgasmo ou é porque ela não sabe fazer ou porque ele fez algo errado. Não tem nada a ver, umas vezes atinge-se, outras não.

Cláudia Caseira e Paula Bollinger
Relações de uma noite
CC – Acho que todas já passámos por isso.
PB – Claro. Fala-me da tua melhor experiência.
CC – Ai, tenho de pensar. Porque para mim one-night stands foram mais nos vintes. Tive uma vez uma com um rapaz que me abordou com uma das melhores saídas: disse-me que eu era a rapariga mais linda que já tinha visto. Conquistou-me, era um óptimo beijoqueiro. Foi no Lux. Nunca mais o vi. Até cerca de um mês depois, numa revista, portanto não posso dizer quem é...
PB – One-nights stands têm de ser com sexo ou sem sexo?
CC – Ah, com sexo!
PB – Tive uma maravilhosa, mas não houve sexo nem beijos.
CC – Pode ser com uma rapariga também?
PB – Com sexo foi logo depois de me divorciar (estive casada 10 anos, divorciei-me há dois e meio). Um rapaz convidou-me para beber umas caipirinhas. Íamos ao Parque das Nações, mas de repente estamos na Ponte Vasco da Gama. Perguntei-lhe porquê e ele: “Ah, desculpa, enganei-me.” Fomos para a casa dele, em Azeitão, e aconteceu tudo. Depois não conseguimos encontrar-nos mais. 
CC – Mas isso é diferente, já o conhecias.
PB – Não! Conhecemo-nos pelo Facebook. 
CC – Há muitos anos, acho que nem 20 tinha, aconteceu-me estar a olhar para a cara de um rapaz e demorar meia hora até o reconhecer – já tinha ido para a cama com ele, imagina! Isto é o one-night stand perfeito, não é? Não te lembrares sequer!
PB – Também me aconteceu! Uma vez estava a jantar e estava um casal na mesa ao lado, a mulher reconheceu-me. Depois apresentou-me o marido, que estava a olhar para mim com ar esquisito. Recebi uma mensagem dele no dia seguinte: “Não te lembras, pois não? Fomos para a cama há um ano.”
Ménage à trois
PB – Nunca fiz. 
CC – Também não, mas não digo que nunca faria. Talvez.
PB – Estou fora, nunca fiz nem pretendo fazer. Quer dizer... Já beijei dois homens ao mesmo tempo, mas eram os dois gays!
CC – Eu, ménage, não, mas já estivemos quatro num quarto. No mesmo espaço, mas não a trocar nem a misturar, cada um com o seu. Foi uma noite. Sabes quando estás fora e te sentes livre? Houve muito álcool e depois foi go with the flow. 
Orgias
CC – Nada contra, mas não, acho que não me iria sentir à vontade. Nunca estive num ambiente assim.
PB – Não, eu também não.
CC – Aquele cenário do Eyes Wide Shut é muito giro, mas para isso tínhamos de ser nós, as mulheres, nuas e de máscara. Acho que nem de máscara ia estar confortável.
PB – Eu de máscara não sei, talvez.
Fantasias
PB – Já realizei todas as que quis.
CC – Eu também. Mas acho que depois vão aparecendo outras.
PB – Sim. Depende da pessoa, com cada uma surgem novas vontades. 
CC – Sim, e depois há outra parte também, que é continuar a inovar.
PB – Gosto de casas de banho públicas.
CC –Também gosto, acho que as mulheres todas gostam.
PB – Desde os 21. Lembro-me de que, quando vivia no Rio de Janeiro, tive um namorado com quem estreava todas as casas de banho. Podiam ser públicas, de discotecas, de bares. Mas a mais louca em lugares públicos foi no estacionamento de um centro comercial. Eram umas 18h, o movimento era grande e nós no carro. 
CC – Eu realizei desde aquelas fantasias mais teenagers, de ter sexo numa praia ou numa casa de banho pública, passando por elevadores, bares... Carros também, mas acho que isso não é uma fantasia, vem com a praxe.
Sítios mais estranhos
PB – O estacionamento público! De resto, discotecas, no meio da rua.
CC – Mas isso não é estranho.
PB – Uma vez estacionámos no meio de um túnel e foi fora do carro, de madrugada.
CC – Comigo foi no meio da auto-estrada. Que horror, ainda aparecia a Brigada de Trânsito. Fomos rápidos!
Traição
CC – Prefiro não saber, mas acho que quando acontece nós sentimos. Eu até consigo entender, mas não perdoar. Como também já fiz, percebo porque é que acontece, mas não consigo ultrapassar, fico com um bichinho de querer retribuir e isso desenvolve sentimentos podres, vingança, raiva... 
PB – Acho que é um acto de cobardia, a única coisa que posso dizer é que dói mais ser a outra do que trair.
CC – Acredito, não duvido nada. Tive um namorado, que foi o meu segundo (tive um namoro dos 14 aos 18, depois dos 18 aos 21), tanto eu como ele nos traímos um ao outro, mas nunca nos confrontámos com isso. Eu sabia que ele sabia e ele sabia que eu sabia, sabes? Era aquele tipo de namoro em que ambos éramos muito giros, era a fase do início da faculdade. Eu trabalhava como modelo e ele era o giraço da faculdade. Foi aquela relação em que não tens paz, há sempre ciúmes. 
PB – Na minha família houve uma traição e isso marcou muito o meu crescimento e o moldar da minha personalidade. Custou-me muito ultrapassar, portanto prometi a mim mesma que nunca iria trair ninguém.
O homem ideal
PB – É fiel, atencioso, inesperado e intenso.
CC – Eu não diria melhor.
PB – O meu amante ideal tem de viver, ser inesperado. Mas isso tem de vir com o facto de ser atencioso, carinhoso, meigo e fiel. 
CC – O tamanho importa também.
PB – Tem de ser médio, no mínimo! Mas a performance é essencial. 
CC – A duração só é problema se durar sempre pouco.
Tabus
CC – Acho que sou liberal, mas não sou radical, há um género de coisas que é demasiado para mim. 
PB – Eu não tenho tabus, mas há coisas que não me dão prazer, por isso não faço. Essas coisas de amarrar e puxar e sadomasoquismo não são para mim. Esses jogos do dominante e do submisso não me iriam dar prazer. 
Acessórios
PB – Vibrador! E algemas! E velas! Velas!
CC – O meu primeiro vibrador foi-me oferecido por uma amiga mais velha, deu-me um igual ao dela. Demorei a experimentar, não por preconceito, tinha uns 27 ou 28 anos, é a tal idade dos one-night stands, na altura tinha uma vida sexual muito activa. Como a maior parte dos homens não aceita bem brinquedos na cama, até estar sozinha demorou.
PB – Só uso o meu vibrador acompanhada! 
CC – É?! A sério?! Tens-te cruzado com nice guys, a minha percepção é contrária. 
PB – Nunca usei sozinha. E há outra coisa a que acho piada, vi uma vez um filme com o Gerard Butler em que ele oferece à rapariga umas cuecas vibratórias com controlo remoto. Gostei tanto que comprei umas. Fui para um jantar e entreguei o comando à pessoa que estava comigo. O homem ficou maluco – e eu também! É óptimo, é um microvibrador que tem várias intensidades e a pessoa pode brincar: liga, desliga, liga, desliga.
CC – Também gosto de algemas e daquelas bolinhas chinesas.
PB – Gosto de velas. Há dois tipos, as normais, que queimam mas dão uma dor prazerosa, e as que transformam a cera em óleo. É bom, podes massajar a pessoa depois, mas prefiro a que dói! Isto não é sado, pois não?
CC – Não! Achas?! Isso são anzóis nos mamilos – que horror! Agora há aqueles autocolantes, com uma franjinha, tipo burlesco, para pôr nos mamilos, isso também é giro. Adoro tudo o que seja lingerie.
PB – Tive umas cuecas que se transformavam em algodão-doce. Mas não ligo nada a lingerie.

Inês Pando e Rita Fazenda
Relações de uma noite
IP – Nunca vivi, mas compreendo, tenho imensas amigas que vibram, não há compromisso, não têm de dar nada.
RF – É um conceito um bocado estranho, pois.
IP – O facto de estar numa noite em busca de alguém que não conheço pode preencher uma fantasia. Mas nós somos mulheres, temos sempre um lado de princesuchas, portanto o depois de...
RF – ...Hum...
IP – ...o ficar à espera de um telefonema...
RF – ...Hum...
IP – ...ficar à espera de saber se correu bem, se gostaram tanto como nós...
RF – Pois, eu tenho uma opinião diferente. As gerações anteriores tinham muito essa coisa de um homem para toda a vida. O que acontece agora é quase o colmatar de uma necessidade fisiológica: o one-night stand passa por aí. E depois cada um vai para o seu lado. E essa coisa de que a mulher fica à espera, até já está a inverter-se. Conheço casos em que é o contrário, de homens com uma falta de auto-estima tal que acham que, como as mulheres não dizem nada, é porque foi horrível, uma porcaria. Em Portugal, há uns anos, os one-night stands eram supermalvistos, enquanto lá fora eram usuais. Se calhar por isso é que, para mim, sempre foi um conceito muito normal: a pessoa viaja, conhece uma pessoa numa noite, no dia a seguir está a apanhar um avião para vir embora, portanto não há muito mais a dizer. 
IP – O tal não envolvimento para além da parte física é verdade nas mulheres modernas, a quem se calhar até interessa um homem que não vai ligar no dia a seguir, não vai pedir nem exigir nada. Muitas até são casadas ou têm companheiros...
RF – ...Nessa parte já não sou assim tão liberal.
IP – ... e não querem propriamente um homem que queira um compromisso. 
Acessórios
RF – A oferta é enorme e cada vez mais online. Antigamente eram coisas de muito mau gosto, fluorescentes, horrorosas, kinky.
IP – Muito viradas para o homem.
RF – Hoje isso mudou. Não só porque são coisas para a própria mulher e estão adaptadas fisiologicamente, mas porque também são apelativas visualmente. Já não é aquela coisa tonta, das mulheres que iam para as despedidas de solteira e só aí é que compravam coisas. Num casal também acho que faz todo o sentido. Especialmente para pessoas que estão há imenso tempo juntas.
IP – Não só para essas, mesmo para casais no início, para se tornarem mais cúmplices e viverem experiências que nunca tiveram antes. Há jogos, acessórios, óleos, massajadores…
RF – Até marcas de preservativos já apostaram nesse segmento – assim se vê a banalização. Duvido é que a maior parte dos homens esteja assim tão disponível para esse tipo de coisas, pensam que lhes diminui a virilidade.
Fantasias
RF – Acho que há dois conceitos diferentes: o de sexo por si só – físico, robótico, fisiológico – e o de fazer amor. O segundo conceito, para mulheres menos ligadas a relacionamentos, é já quase uma fantasia. Conseguir encontrar o amor verdadeiro é uma fantasia, uma coisa muito difícil de conseguir nos tempos que correm. E depois há aquelas coisas mais básicas, todos os meus amigos gozam comigo porque desde miúda que a minha cena é velocidade, motas e homens vestidos com fatos de motocrosse. 
IP – As minhas fantasias são mais viradas para um relacionamento sério. Implicam romance, conquista, paixão. Aí é o que nos passar pela cabeça, pode ser com brinquedos, num local diferente... O sadomasoquismo não me preenche, mas acho que tem muito a ver com controlo e mesmo que não sejamos adeptas de sadomaso podemos brincar com o controlo. Ser vendado ou amarrado pelo outro é deixar de ter o controlo, ficar à mercê dele.
RF – É a questão da adrenalina, de criar momentos de expectativa. Agora sadomasoquismo puro e duro, não. Há uma coisa que acho muito gira, nem sei se é uma fantasia, gosto da maneira de vestir e de tudo o que tem a ver com o burlesco. Para mim, uma das mulheres mais fabulosas é a Dita von Teese. 
Sítios mais estranhos
RF – Acho que toda a gente já esteve numa praia, no campo...
IP – ...Num jardim público!
RF – …No cinema... Não sei se há algum sítio assim tão esquisito...
IP – Qualquer sítio que seja proibido, onde haja uma situação de aparecimento repentino de público, só por si já é excitante. Pode ser um elevador, um provador, uma loja.
RF – Acho que o mais estranho foi uma cena de minutos, na casa de banho de um bar de uma cidade – era o que estava mais perto.
Tabus
RF – Acho que o maior tabu que qualquer pessoa pode ter são os pais. Aquela coisa de pensares que os teus pais tiveram de fazer isso para tu estares aqui. Para mim é a coisa mais bizarra à face da Terra! De resto, não tenho tabus nenhuns.
IP – Eu não tenho mesmo, nem relativamente aos meus pais, vejo-os como pessoas sexuadas que são, conversamos sobre sexualidade, partilho com eles, sei o momento de vida de casal em que eles estão e inclusivamente posso sugerir-lhes uma ou outra brincadeira. São vivências diferentes.
Traição
RF – Se for uma coisa altamente premeditada e doentia e repetida, não, nem pensar! Agora acontecer uma vez, sem exemplo, porque alguém bebeu demais, não me choca. Acho que o essencial continua lá. Aconteceu e é preciso é que as pessoas resolvam as coisas e continuem para a frente. E quando falo em coisas repetidas não é só fisicamente, falo em redes sociais, conversas paralelas, mensagens, em todos os tipos de traição.
IP – Mesmo em pensamento, em vontade.
RF – Não, não, absolutamente imperdoável.
IP – Eu nesse aspecto sou muito mais conservadora. Para mim, a base de um relacionamento é o respeito. E se aconteceu alguma coisa ele não está lá. Nós somos assediados diariamente, o apelo de terceiros é muito fácil. Mas se estivermos numa fase do relacionamento em que estamos em baixo e facilmente cedemos, então é altura de repensarmos aquilo que queremos.
RF – Errar é humano.
IP – Não concebo envolver-me numa situação dessas e se o outro se envolve será uma situação muito difícil de ultrapassar porque readquirir a confiança leva muito tempo e às vezes não é de todo possível. Depois é um relacionamento desconfiado: “Quem será que ligou?” “Está no computador tantas horas porquê?” “Porque é que chegou tão tarde?”
RF – Não sei se isso é assim tão simples, era bom que fosse, mas acho que não...
IP – Acho que é fácil caíres na tentação de trair, daí dar tanto valor a quem consegue não trair. Mas a gente não sabe o futuro, não é?
Ménage à trois
RF – Não.
IP – Não faz parte de fantasia nenhuma. É terreno escorregadio.
RF – Acho que uma relação a dois já é uma coisa tão difícil, bonita, trabalhosa e intensa que nem sequer faz sentido uma terceira pessoa.
IP – Acho que o ménage à trois tem muito a ver com a tal auto-estima e acho que não há nada que te possa fazer sentir melhor e mais sexy do que estares bem no teu próprio papel – sozinha. A vivência de experiências que podem ser alucinantes por si não traz nada quando já estamos bem.
Orgias
RF – Não. Eyes Wide Shut não é de todo o meu género. Muito pelo contrário, tenho de olhar nos olhos das pessoas e ver o que é que há ali.
IP – Quando estás bem contigo, tudo à volta flui no sentido de encontrares alguém que acrescenta à tua pessoa, que partilha experiências, interesses e objectivos contigo, portanto para quê esta multiplicidade de parceiros e loucuras que às vezes só te fazem é dispersar do teu objectivo geral?
RF – Acho que as pessoas que ainda não perceberam aquilo que querem ou que andam sempre à procura dessa aventura, da adrenalina, da maluquice é que têm necessidade de procurar este tipo de coisas. Se têm essa hipótese, tudo bem, agora para quem percebe perfeitamente aquilo que lhe enche as medidas acho que não.
IP – A sexualidade é uma coisa vivida de forma muito individual, tal como há várias orientações sexuais, há várias formas de viver a sexualidade. No prazer tudo é válido.
Homem ideal
IP – O meu é o que tenho agora, um homem profissionalmente bem-sucedido, romântico, atencioso, que faz surpresas, que me deixa na expectativa. Em termos físicos, que me preenche. O tamanho é um mito, mais entre eles, porque nós, mulheres, sabemos que não importa. Aliás, muito grande até pode ser desconfortável.
RF – Pois… para mim…
IP – Desculpa, é que tu não sabes, mas eu estou noiva!
RF – Eu se calhar já encontrei o meu amante ideal mais do que uma vez. Não gosto de pensar nas coisas como se houvesse apenas um, acho que tem a ver com fases da vida, com pessoas, com formas de estar, com timings. Fisicamente dou muita importância à pessoa, que tem de me atrair também em termos de inteligência, não consigo lidar com pessoas incapazes de me acompanhar naquilo de que gosto e acho bonito – livros, arte, música. Quanto à questão do tamanho, também acho que é muito relativo, as pessoas acabam por encontrar um encaixe próprio.
 
Por Tânia Pereirinha, fotos Alexandre Azevedo


Ex-editor de fotografia da Playboy revela segredos e manda mensagem às mulheres


Sérgio Picciarelli, de 58 anos, alterava detalhes para criar o corpo "perfeito" e constata o que nem todos gostariam de saber: ninguém é perfeito.

O ex-editor de fotografia da Playboy, Sérgio Picciarelli, de 58 anos, comentou o trabalho que desenvolveu na publicação nos últimos 13 anos promovendo alterações no corpo de dezenas de artistas brasileiras através de programas de computador. Em entrevista concedida à Folha de S. Paulo, ele diz que o trabalho é bem menos glamouroso do que parece e afirma: "Nunca tive ereção vendo a 'Playboy'. As fotos, pra mim, são sinônimo de muita pressão e atenção".

Já passaram pelo olhar atento e pelas mãos de Sérgio beldades como Grazi Massafera, Juliana Paes e Adriane Galisteu, além de Vera Fischer e Maitê Proença. Acostumado a corrigir detalhes, alterar o tamanho dos seios (e padronizar o seu volume) e retirar todas as gordurinhas para garantir a foto "perfeita", Sérgio está familiarizado com as imperfeições de diversas musas e manda uma mensagem às mulheres: "Fiquem tranquilas, todo mundo tem espinha, celulite, os clitóris nem sempre são de Barbie. Assim como a mulher escolhe um vestido que deixa o corpo mais bonito para uma festa, trato as fotos para que elas fiquem mais bacanas numa situação especial".

Ele revela ainda que tem trabalho para remover as cicatrizes da maioria das mulheres que adicionaram silicone aos seios e tem pesadelos com as peles exageradamente queimadas de sol. Das musas que já passaram pela sua edição, ele destaca a atriz Flávia Alessandra e a ex-BBB Cacau: "Quase não tive trabalho com elas", afirma à publicação.

Apesar de poder ver em primeira mão as fotografias, ele garante que o trabalho não é assim tão bom: "O pessoal acha que eu vivo rodeado por mulheres peladas. Mas, no fim, você aguenta uma pressão enorme, passa madrugadas acordado e não recebe nem um obrigado. Mentira a Cleo Pires uma vez me mandou um beijo durante uma entrevista na televisão", brinca.

O beabá do sexo anal: dicas básicas para tirar todas as dúvidas sobre a prática


Não precisamos nem falar que a camisinha é indispensável todas as vezes. 
Mas o que mais é necessário na hora de encarar o sexo pela porta dos fundos?

Use camisinha isso é básico em todas as relações sexuais, mas especialmente importante para explorar o outro lado. Tanto o pênis quanto o reto podem ter feridas quase microscópicas, mas que transmitem diversas doenças, desde infecções até HIV.

Só lá
o que tocou na parte de trás não deve jamais ir para a da frente. Não importa se é o dedo, a língua, a camisinha ou o pênis. O risco de infecção é quase certeiro.

Anestésicos: 
passe longe deles! Sexo anal, feito corretamente, não dói. Por isso, é essencial você perceber o que está sentindo em cada momento. Se tiver dor, significa que algo errado está acontecendo e a penetração deve parar imediatamente.

Lubrificante: 
opte pelos à base de água, que são os mais seguros em praticamente todas as situações. Os com silicone na fórmula podem danificar sex toys feitos do mesmo material, e os feitos de óleo estragam o preservativo. Furada!

E a higiene?
Se você tem intestino regulado ,dificilmente vai precisar de mais do que uma limpeza com água ou soro fisiológico na área, uma hora antes do sexo. Cuidado se preferir fazer enema (também chamado de limpeza do cólon ou "chuca"). Quando malfeito, o acúmulo de água no reto e no intestino pode levar a complicações sérias e até à morte.

Aplicativo de sexo casual Bang with Friends volta ao iPhone com outro nome

Após ser banido pela Apple, o polêmico serviço Bang With Friends voltou para a App Store, mas com outro nome. Agora chamado apenas de Down no iPhone, o app mantém o nome original nas outras plataformas, como Android e Facebook.

Como aponta o The Verge, para escolher com qual amigo(a) quer ficar, o usuário precisa pressionar um botão vermelho com os dizeres “Down to Bang”.

Para quem não lembra, o aplicativo ficou conhecido por permitir que usuários do Facebook escolhessem com quais amigos gostariam de namorar e até marcar encontros secretos.

Anteriormente, a Apple já removeu aplicativos da App Store que traziam nudez ou referência explícita a sexo. No entanto, a empresa não se pronunciou sobre a retirada do Bang With Friends na época nem sobre o retorno com o nome título.


Laser é nova opção para estimular sexo na terceira idade

Cerca de 70% das mulheres continuam com uma vida sexual ativa após os 60 anos, de acordo com pesquisa publicada no Journal of the American Geriatric Society, feita nos Estados Unidos, com mais de mil voluntárias. Para tornar esse cenário mais proveitoso ao casal, já que o sexo traz uma série de benefícios à saúde física e mental (reduz risco de infarto, atenua dor, provoca relaxamento muscular, melhora auto-estima, o estresse e a ansiedade), chega ao país tratamento que restaura a funcionalidade vaginal na menopausa, condição que acomete 13,5 milhões de brasileiras, segundo estimativa do IBGE.

A técnica Monalisa Touch usa um tipo de laser de CO2 fracionado (Smartxide²), que recupera a elasticidade, a espessura e a umidade da vagina, sintomas da atrofia vaginal. Tal distúrbio causa o afinamento da mucosa da vagina e a diminui a lubrificação, o que torna a atividade sexual insatisfatória.

Desenvolvido pela Deka, empresa italiana líder mundial em laser nas áreas médica e odontológica, o Monalisa Touch (não hormonal) se destaca como terapia alternativa eficaz, além do tratamento à base de hormônios, disponível hoje para atenuar as consequências trazidas pelo climatério. "Infelizmente a atrofia vaginal é uma condição subestimada e um tabu que pode trazer sofrimento. É fundamental que as mulheres procurem orientação médica para se informar a respeito das opções de tratamento", opina a ginecologista Vera Lucia da Cruz, professora da Faculdade de Medicina do ABC, que está coordenando o estudo do Monalisa Touch no Brasil.

Diferente da terapia hormonal, com restrições em alguns casos; devido ao aumento do risco em câncer ginecológico, o novo laser requer poucas aplicações que podem ser realizadas após avaliação e indicação do ginecologista.

Dúvidas

1 - A partir de que idade a paciente pode utilizar o MT? A partir do momento que sentir os sintomas da atrofia vaginal, da menopausa. Antes, porém, são necessárias avaliação e indicação do ginecologista.

2 - Como é a aplicação, pode doer? Não dura mais que 15 minutos, é feita no consultório do ginecologista. É indolor, mas se a paciente preferir pode ser usado um anestésico tópico. Ocorre uma leve sensação de calor somente.

3 - Em média, quantas sessões são necessárias? De 1 a 3, dependendo de cada caso.

4 - Como é o pós-aplicação? A paciente não deve ter relações por 15 dias.

5 - Quem não pode fazer? Mulheres grávidas, que tenham doenças contagiosas (DSTs, HPV), mudanças de citologia no último Papa Nicolau, inflamações da vulva ou doenças relacionadas à coagulação sanguínea.

6 - Foi aprovado pela Anvisa? Sim. O equipamento já tem seu uso legalizado no Brasil.

7 - Onde as pessoas encontram o tratamento? www.monalisatouch.com.br



Dados menopausa

13,5 milhões de brasileiras estão na menopausa, segundo estimativa do IBGE.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, 1 bilhão de mulheres estarão no climatério.

A média de início da menopausa gira em torno de 50 anos em decorrência da exaustão da reserva de folículos ovarianos.

Sintomas: irregularidade menstrual até interrupção da menstruação, ondas de calor, sudorese, palpitações, insônia, irritabilidade, depressão, atrofia vaginal.

Casais do mesmo sexo disputam mundial de tango

O Campeonato mundial de tango, realizado todos os anos em Buenos Aires Argentina, viu pela primeira vez casais formados por dançarinos do mesmo sexo.

Sinônimo de sedução, e sensualidade, otango, principalmente argentino é mais do que uma dança. Logo que se fala nesta dança a imagem mental que se forma em nossa cabeça é a de uma mulher vestida elegantemente com uma saia lascada e um homem com a postura bem armada.

As coisas eram assim... Mas neste ano, oCampeonato Mundial de tango, realizado todos os anos em Buenos Aires Argentina, viu pela primeira vez casais formados por dançarinos do mesmo sexo.

Quebra de paradigmas

De acordo com o blog Pagenotfound, este ano foram três pares formados por homens e um par feminino.

As duplas vencedoras foram formadas pelos argentinos Jesica Arfenoni e Maximiliano Cristiani vencedores da categoria salão e Guido Palacios e Florencia Castilla categoria palco.

Os vencedores derrotaram mais de 500 pares de 37 países, em duas semanas de competição.

Sasha Grey traz sexo para a Cultura


Sasha Grey não é mais aquela garota que grita – e faz – sacanagens. Entre 2006 e 2011, emplacou 271 filmes pornôs e ganhou o status como uma das atrizes mais audaciosas da indústria e lotou sua prateleira de prêmios, como o de melhor cena de sexo grupal, oral e outros ainda mais hardcore. Aos 25 anos, com o cabelo curto e roupas mais comportadas, a norte-americana deixou tudo isso de lado para se dedicar ao que jovens com certo talento querem fazer pelo resto da vida: projetos artísticos. O mais recente deles é o romance Juliette Society, seu primeiro livro erótico, que a trouxe ao Brasil para uma bateria de eventos e entrevistas com diversos veículos brasileiros nesta semana.

A ex-atriz pornô Sasha Grey esteve em São Paulo no Brasil para lançar seu primeiro romance, o livro erótico “Juliette Society”, que será adaptado para o cinema. Mais famosa porn star do século 21, mesmo não tendo os peitões das rivais, ela largou o cinema adulto há dois anos, mas não a pornografia, escrevendo sobre ménage à trois, sadomasoquismo e sexo sujo.

Todo cheia de digressões e referências a diretores como Alfred Hitchcock (“Psicose”), Luis Buñuel (“Viridiana”) e Jean-Luc Godard (“Viver a Vida”), a narrativa do livro acompanha a história de Catherine, uma jovem estudante de cinema que entra para uma sociedade secreta de sexo, formada por gente milionária e poderosa.

Sasha diz ter baseado sua história em coisas que leu, ouviu de pessoas ou que testemunhou. Ela admite que tem muitos pontos em comum com a protagonista. “Eu baseei Catherine em mim mesma quando tinha 18 anos”, admitiu durante o lançamento do livro, numa concorrida tarde de autógrafos que rendeu uma fila recorde na Livraria Cultura, em plena Avenida Paulista.


Cercada de jornalista, blogueiros, fãs, homens, mulheres e simpatizantes, Sasha conversou com todos que lhe apontaram gravadores, papel e caneta ou simples sorrisos, feliz com a recepção recebida. Falante, explicou para Globo, blogs e fãs que a personagem de seu livro é mais careta que ela mesmo. “Nós divergimos, porque eu encontrei a pornografia e ela não tem nenhuma saída para expressar esses novos desejos que sente. E nós temos opiniões diferentes sobre o amor. Eu sou mais positiva, e ela é mais cínica”, comparou.

Questionada se esperava que seu livro agradasse também às mulheres, uma vez que sua base de fãs é majoritariamente masculina, respondeu com um sorriso. “Eu tenho mais fãs mulheres do que você imagina”, comemorou. “As mulheres em geral, hoje, gostam mais de conteúdo erótico. Mas quando escrevi o livro, quis homenagear alguns atores clássicos de literatura erótica, como Marquês de Sade e Voltaire. Eram obras satíricas, divertidas e que refletiam a sociedade e a cultura de seus tempos. Eu quis fazer o mesmo com esse livro. Não importa quem leia, pode ficar excitado ou enojado, mas sempre pode dar uma boa risada”, contou.

Após saber do blog, do livro e do filme de Bruna Surfistinha, Sasha se mostrou interessada em conhecer mais sobre a história da mais famosa garota de programa brasileira. “Eu acho ótimo que ela tenha pegado algo que fazia e transformado em uma coisa maior. Com ‘Juliette Society’ é assim. Mas não é uma autobiografia, de jeito nenhum. Embora ter usado minhas experiências para desenvolver a história também traga autenticidade para a obra”, comparou. “Eu gostaria de ler o livro dela”, assumiu, curiosa.


A atriz, que já está preparando um segundo romance, ainda sem título, diz que tinha planos de estrear na literatura há pelo menos cinco anos. O grande responsável por sua estreia como escritora, porém, foi o sucesso de “50 Tons de Cinza”. “Quando ’50 Tons’ saiu, muita gente me associou com o livro por causa do nome (o título original é “50 Shades of Grey”), então achei que era uma boa hora para tentar escrever, algo que minhas fãs mulheres me pediam para fazer”, contou, destacando que ’50 Tons’ é fantasia, enquanto seu livro nasce de experiências reais.

Por sinal, ela diz que prefere a literatura erótica clássica ao best-seller de E.L. James. “’50 Tons’ não é o tipo de livro que eu goste de ler, mas achei ótimo que ele possibilitou que as pessoas falassem sobre dominação e sadomasoquismo num nível que nunca tinha acontecido antes na cultura pop. Ele chamou a atenção para algo que até então era considerado tabu”, exaltou.

Sasha diz que não faz mais vídeos adultos porque não precisa. Ficou rica, já que a fama lhe permitiu cobrar cachês cada vez mais altos no final da carreira. A fama foi conquistada por sua disposição de encarar fetiches de frente – de todos os lados, na verdade – , e sempre demonstrando muita vontade, enquanto a maioria das estrelas do ramo não passa das posições convencionais.


Ela assume ter decidido calculadamente filmar cenas de sadomasoquismo geralmente recusadas pelas atrizes mais famosas da indústria pornô. “Foi uma decisão bem direta, mas nunca pensei que minhas escolhas alcançariam esse nível. Sadomasoquismo não era parte da cultura em geral, era uma subcultura, e eu queria fazer alguma diferença dentro dessa subcultura quando eu entrei para o pornô”, explicou.

Ainda que houvesse essa lacuna no mercado, ela conta que se dedicou aos filmes de dominação por gosto pessoal, algo que passou a explorar logo após perder a virgindade, pouco antes de rodar seus primeiros filmes. “Definitivamente foi uma escolha pessoal. Eu sentia vergonha da minha sexualidade e dos meus desejos enquanto estava crescendo. Eu tinha essas fantasias e desejos e não sabia explicar porque, não tinha ninguém com quem conversar a respeito. Mas sabia que devia ter mais pessoas como eu. Existem tantos estereótipos negativos cercando tudo o que envolve sexualidade, nas coisas que vão além do papai-e-mamãe…”, filosofou.

Aos 25 anos, Grey continua longe do ela mesma chama de “padrão Jenna Jameson”, ícone pornô de cabelos loiros e seios grandes, que marcou a pornografia nos anos 1990. Sasha não tem as curvas de “mulher-fruta” que tanto agradam ao brasileiro médio. “É um estereótipo porque vende. As pessoas sabem que se colocarem uma estrela ‘padrão Jenna Jameson’ em um filme, vão criar burburinho, mesmo que ela faça um strip por 30 segundos”, disse.


Mas ela fez sucesso fugindo do padrão do mercado, tanto de medidas corporais quanto de ousadia na atuação. Seu corpo de ninfeta apareceu em mais de 270 filmes eróticos, num contraste gritante com as turbinadas por silicone com quem contracenou. E decidiu encerrar a carreira nos seus próprios termos, ao decidir que o ciclo tinha acabado. Tudo graças a Steven Soderbergh.

Em 2009, ela estrelou “Confissões de uma Garota de Programa”, drama indie dirigido por Soderbergh, recebendo menos do que ganhava no início da carreira erótica. “Tive sorte de ter tido esta experiência diferente”, ela pondera. Mesmo que o papel não fosse muito distante de sua realidade. “Sim, interpretei uma prostituta. Mas foi em filme de Steven Soderbergh”, aponta.

A atriz, fã declarada de filmes de arte, conta que é obcecada por cinema desde criança. Após filmar com Soderbergh , que ela considera um “gênio”, e participar de uma temporada do seriado “Entourage”, ela fez alguns filmes de horror e terminou recentemente o longa “Open Windows”, dirigido pelo cultuado cineasta espanhol Nacho Vigalongo (“Extraterrestre”).


Filmado na Espanha e com Elijah Wood (trilogia “Senhor dos Anéis”) no elenco, “Open Windows” conta a historia de uma atriz que é sequestrada por um fã obsessivo. “Eles estão editando o filme, é algo insano. Os efeitos especiais compõe boa parte da história, e sem eles você não tem realmente algo completo”, contou ela.

Seu livro também está prestes a virar um filme. “Espero que aconteça. Estamos negociando a produção”, revelou. Os direitos do livro estão sendo adquiridos pela 20th Century Fox para um filme que será produzido pela Anonymous Content (mesma produtora de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”) e adaptado pelo roteirista Scott Z. Burns (“Terapia de Risco”). Mas ela ressalta que não pretende aparecer no longa. E se pudesse escolher a protagonista, já tem sua favorita. “Eu adoraria que a atriz principal fosse a Mia Wasikowska (‘Segredos de Sangue’). Ela parece inocente, mas também pode ser forte, você pode ver isso nos olhos dela”, explicou.

Agora que abandonou a antiga carreira, Sasha quer atuar em outras áreas. “Eu tenho outros interesses. Nem todos os projetos nos quais eu irei trabalhar vão lidar com temas de sexualidade. Talvez eu me envolva em projetos de música ou cinema que não tenham nada a ver com sexo”, disse, lembrando que também é vocalista de uma banda de rock industrial, aTelecine.


Ela já planeja escrever uma sequência para “Juliette Society” e sonha em colaborar com alguns de seus diretores preferidos. “Eu adoraria trabalhar com Todd Solondz, cujos filmes eu adoro. Acho que é um dos melhores cineastas que estão na ativa hoje. Eu adoraria trabalhar com Jeff Nichols também. E Michael Mann é um dos meus diretores preferidos. Eu adoro o poder que ele dá às mulheres no cinema”, listou.

Entretanto, seus próximos projetos são dois filmes B de Frank Latina, um produtor do Winsconsin que em 2009 escreveu e dirigiu o trash “Modus Operandi”. Sasha está no elenco de “Snap Shot” e “Skinny Dip”, nos quais vai contracenar com Danny Trejo (“Machete”), Pam Grier (“Jackie Brown”), Doug Jones (“Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”) e Kumar Pallana (“Viagem a Darjeeling”).

Mesmo sem ter nenhuma vergonha do seu passado, ela tem um entendimento claro de que é difícil se livrar dos estereótipos. “Pornô é o último reduto da mídia que ainda é um tabu, as pessoas tratam como se fosse algo completamente alienígena. Mas elas têm a necessidade de que seja um tabu para que possam fantasiar com isso. Acham que esses ‘super-heróis’ da indústria pornô são algo diferente de tudo o que elas possam vir a ser. Se a sociedade aceitasse o pornô, todos iriam perder o interesse, porque ele deixaria de ser perigoso”, explicou.


“Eu achava que faria pornô por sete ou oito anos e depois criaria minha própria companhia e seguiria no ramo. Mas acabei atuando apenas por três anos”, recorda.

Antecipando o projeto de vida, em 2009 ela abriu sua sonhada produtora de filmes pornôs. “Foi meu primeiro fracasso”, conta. O sonho durou apenas três meses. Segundo ela, o insucesso foi motivado principalmente porque a produtora não se adequava à “caretice” do público médio americano.

Mas o que poderia desanimá-la abriu as portas para outras possibilidades. Cinema, séries, literatura, música. “Eu tinha planos, mas tantas outras coisas aconteceram. Sinto orgulho, às vezes, mas sinto também que tenho muita responsabilidade em não decepcionar”, concluiu, deixando clara sua inteligência, mais um de seus contrastes aos clichês de porn star.