Confira aqui os 10 mandamentos para o sexo ecológico

Você deixa o carro em casa sempre que pode? Dá preferência aos produtos biodegradáveis? Trocou todas as lâmpadas de casa pelas fluorescentes? Se você se preocupa com o meio ambiente, deve ter esse cuidado em todos os aspectos de sua vida, incluindo… o sexual!

O Greenpeace do México disponibiliza uma cartilha para aqueles que querem preservar a natureza até nessa hora. Confira as dez dicas que eles dão:

1. Apague as luzes
“Toda vez que usamos energia produzida pela queima de combustíveis fósseis, contribuímos para o aquecimento global. Se você reduz o consumo de energia, então a resposta é óbvia: diminuirá o envio de gases de efeito estufa à atmosfera”, diz o texto. Portanto, não pense duas vezes: apague as luzes sempre. A ONG ainda indica velas de cera de abelha e parafina (e não as que são feitas à base de petróleo) para criar um clima romântico. E se você é daquelas que não resiste olhar para o companheiro durante o sexo, simples: faça amor durante o dia.

2. Frutas da paixão… livres de hormônios
Segundo a cartilha, frutas como o guaraná, morango, amora, mirtilo, fambroesa, cereja e outras são afrodisíacas. “Por que não consumi-las orgânicas? Se quer usar algum produto para esquentar o clima, assegure-se de que são livres de transgênicos ou pesticidas”, orienta a ONG. Além disso, a organização faz um apelo para que os alimentos sejam comprados em pequenos comércios dedicados especificamente a esse tipo de produto.

3. Amor a todo custo?
“Ostras e outros mariscos, como os camarões, por exemplo, podem ser afrodisíacos poderosos, mas nossos oceanos estão sendo destruídos em uma escala sem precedentes devido à pesca excessiva para obtê-los. Precisamos parar a destruição por prazer. Em vez disso, você pode apoiar projetos sustentáveis de comunidades onde você pode encontrar produtos, óleos e sabonetes biodegradáveis com aromas que inflamam a paixão. Por outro lado, as ostras são bioindicadores e biomonitores da contaminação que existe ao redor do lugar onde são pescadas, pois acumulam a contaminação. Uma ostra limpa é uma boa ostra, mas, se tem de consumi-las, procure ingerir as que são provenientes de lugares não contaminados ou de grandes cidades costeiras”, diz a cartilha.

4. Amor reciclado
Use embalagens de produtos que tem em casa e decore-as de maneira bonita e sexy para guardar os itens mais utilizados no quarto, como preservativos, lubrificantes, brinquedos, etc.

5. Use ecolubrificantes
Caso você precise – ou goste – de uma ajudinha para aumentar a lubrificação, a recomendação do Greenpeace é usar produtos à base de água ou silicone, que são oferecidos por diversas marcas. Nunca use lubrificantes à base de petróleo, como óleo ou vaselina, por exemplo.

6. Escravo da paixão, não do petróleo
Se você gosta de usar roupas, brinquedos ou objetos de fetiche na cama, opte por aqueles feitos com substâncias naturais, tais como borracha, látex ou pele, e não os de PVC ou vinil, que são bastante comuns. Segundo explica a ONG, o policloreto de vinila, ou PVC, gera uns dos produtos químicos mais tóxicos que existem: dioxinas e furanos. O material já foi proibido na fabricação de brinquedos infantis em diversos países e, segundo defende o Greenpeace, deveria também ser vetade das roupas e brinquedos sexuais, uma vez que é considerado um provável cancerígeno, além de ser derivado do petróleo.

7. Economize água junto com seu parceiro
“Cuidar do planeta nunca foi tão erótico”, diz o texto. Tomando banho juntos, você e seu parceiro economizarão água e sabonete. “Lembre-se que mais de 500 milhões de pessoas não têm acesso a água limpa e corrente. Para elas, o que você faz todos os dias é um luxo. Então, se é um luxo, definitivamente você deve compartilhá-lo com seu companheiro de cama. Estes pequenos grandes prazeres são sempre melhores compartilhados.”

8. Cama sustentável
Você sabe de onde vem a madeira da sua cama? Certifique-se de que o material seja certificado e reconhecido pelo Conselho de Manejo Florestal (Forest Stewardship Council, ou FSC, em inglês), organização internacional que reconhece o manejo sustentável da madeira.

9. Sexo verde
Se você curte “spanking” (palmadas dadas com objetos como varas, palmatórias, etc.), certifique-se de que o objeto utilizado também seja feito de madeira sustentável. Além disso, use óleo de massagem orgânico, bem como roupas íntimas e pijamas orgânicos. “Lembre-se que o processo de produção e branqueamento do algodão convencional é um dos mais poluentes que existem”, alerta o Greenpeace.

10. Faça amor, não faça guerra!

Mark Zuckerberg dono do Facebook tem contrato de sexo

Casal, de 29 anos, oficializou a relação a 19 de maio de 2012
Mark Zuckerberg tem compromissos afetivos e sexuais e com a mulher com quem casou, há pouco mais de um ano. O fundador e presidente da rede social Facebook está obrigado a passar com ela pelo menos uma noite por semana e a dar-lhe no mínimo 100 minutos de ‘quality time’ (tempo de qualidade), no mesmo período de domingo a domingo.

Os pormenores não são conhecidos, embora o assunto faça lembrar o contrato de submissa e dominador esmiuçado no êxito livreiro de ‘As Cinquenta Sombras de Grey’. Os ‘contratos de amor’ pós-nupciais tornaram-se mais importantes do que os acordos financeiros pré-nupciais, segundo disse há dias o advogado matrimonial Robert Wallack numa reportagem do jornal ‘New York Daily News’. "As pessoas querem ditar como o casal viverá o casamento", destacou. Onde antes dominavam aspetos relacionados com a partilha de bens e direitos de herança, os casais dão agora ênfase ao estilo de vida. Antecipam-se com especial atenção os comportamentos entre mulher e marido, as penalizações financeiras por casos de infidelidade e a frequência das relações sexuais.

O caso de Mark Zuckerberg, de 29 anos, feitos a 14 de maio, e da sua discreta mulher, Priscilla Chan, também de 29, é curioso não apenas pelo mediatismo do criador do Facebook, que se tornou um importante instrumento de relacionamento e sexo, como ainda pelo facto da fixação de compromissos entre os dois datar de 2007. Nessa altura, ela acordou deixar a costa leste dos EUA onde estudava biologia para ir viver próximo dele em Silicon Valley, na costa oeste, à beira do Pacífico.

O primeiro contrato de Priscilla e Mark estabelecia a frequência de encontros entre a ainda estudante, que prosseguiu um curso de Medicina na Universidade da Califórnia em San Francisco, e o Midas da internet. Fixou também logo à partida como se poderia chegar ao casamento , que se realizou a 19 de maio de 2012, e foi delineado ao pormenor num acordo de casal. As aulas de mandarim (chinês) que Zuckerberg teve como preparação para uma lua de mel passada na China também terão estado relacionadas com o compromisso do bilionário com a chino-vietnamita.

"A penalização de atos de infidelidade é o que os casais mais se preocupam em estabelecer", conta no ‘New York Daily News’ a especialista de contratos Ann--Margaret Carrozza. Para ela, "as cláusulas de estilo de vida têm mais importância psicológica do que peso legal", mas isso não impede que esses pontos sejam devidamente provisionados nos recursos financeiros. A nova lei do amor é que quem trai tem de pagar por isso.

Um ensaio sobre o sexo e o patriarcalismo

Sóbria e bela adaptação do romance de Marcel Pagnol, "A Filha do Pai" retrata a família sob o jugo patriarcal

O ator francês Daniel Auteuil estreia na direção com o longa-metragem "A Filha do Pai". É uma adaptação do romance homônimo que o próprio autor, Marcel Pagnol (1895-1964), levou ao cinema em 1940. Pagnol, um dos dramaturgos mais importantes da França, teve várias de suas criações adaptadas para a tela grande, entre elas "Jean de Florette" e "A Vingança de Manon" (1986), de Claude Berri; "A Glória de Minha Mãe" e "O Castelo de Meu Pai" (1990), de Yves Robert.

A qualidade da extensa filmografia de Auteuil, pontuada com obras relevantes como "A Rainha Margot" e "A Separação" (1994), "A Viúva de Saint Pierre" (2000), "O Closet" (2001), "Cachê" e "Pintar ou Fazer Amor" (2005), e "15 Anos e Meio" (2008), entre outros, o credencia para efetivar uma estreia sóbria e competente. E "A Filha do Pai" é justamente isso, uma auspiciosa obra de iniciação como cineasta.

Aliás, Auiteuil não é um novato em relação à obra de Pagnol, já que atuou nas duas últimas citadas adaptações do escritor. E, consequentemente, por isso, percebe-se que ele tem um extremo cuidado na condução de "A Filha do Pai", desenvolvendo uma história simples e convencional, previsível até, já que o seu alvo aqui é expor como há 70 anos os pais tratavam as filhas que engravidavam fora do casamento, especialmente no meio rural da França às vésperas da invasão nazista.

O enredo, simples e convencional, adquire, através da direção de Auiteuil, uma riqueza exemplar em termos de contar a história de um viúvo, pai de cinco moças, que fica arrasado quando a filha de 18 anos lhe conta que está grávida de um rapaz rico que, convocado para a guerra, foi dado como morto em combate.

No alto, Daniel Auteuil que dirige e atua no filme sobre um viúvo cuja filha solteira engravida

Poder

O filme, brilhante ao explorar temas como a inocência juvenil, a paixão à primeira vista e divisões classes, tem como tema maior a honra familiar. Quanto a isso, o enfoque é o poder patriarcal, como os pais impunham, pela conservação da honra, a intocabilidade sexual de suas filhas. Como o filme expõe, quem quebra a regra ia "para o olho da rua".

Pascal Amoretti (Auteuil) expressa uma linha paternal impositiva da virgindade das filhas, cuja tradição começou a ser derrubada, dizem alguns estudiosos, a partir dos estudos do corpo feminino e da liberação sexual nos estudos de Freud (1856 - 1939), no início do século passado. A ideia da mulher obter o direito sobre o seu próprio corpo ganhou força no pós-Segunda Guerra Mundial e eclodiu de vez com a Revolução Sexual nos anos 60, consolidando-se na década seguinte. A queda do tabu da virgindade após alguns milênios.

O sexo

Quanto ao tema, recomendo a leitura de "História da Sexualidade" (Editora Contexto), de Peter Stearns, especialista em história sexual e professor da Universidade George Mason (EUA), o qual estabelece que o tabu da virgindade teve início quando o homem encontrou a agricultura. Ele vai da mitologia às civilizações antigas, passa pela ascensão do cristianismo (quando quase toda forma de sexo passou a ser "pecado"), passando pela herança, o dote, o homossexualidade, a industrialização, e finalmente o casamento gay.

Marcam, ainda, em "A Filha do Pai", a exuberante fotografia de Jean-François Robin e as interpretações maravilhosas de todo o elenco, com destaque para Auteuil e Astrid Bergés-Frisney, a filha Patrícia, esta, de uma singeleza e simplicidade capaz de pregar os nossos olhos à tela.

Austrália acrescenta categoria "inter sexo" aos documentos de identificação

A Austrália incluirá a categoria "inter sexo" junto às opções "homem" e "mulher" nos documentos oficiais para reconhecer os transexuais ou pessoas de sexo indeterminado, indicaram fontes oficiais.

O Procurador-Geral Mark Dreyfus assinalou em comunicado que a nova norma, que entra em vigor a 01 de julho, permitirá que os transexuais tenham uma opção adequada para se identificarem.

"Estas diretrizes implicam uma melhoria prática na vida diária de pessoas transexuais, inter sexo ou de qualquer sexualidade. É o compromisso de que todos são tratados com respeito pelos departamentos e agências governamentais", assinalou.

Mark Dreyfus explicou que a Austrália reconhece o direito das pessoas se identificarem na sua comunidade com a identidade sexual que possuem ou escolheram.

A escolha terá, contudo, de ser acompanhada de um certificado médico, mas não implica a obrigatoriedade de demonstrar que realizaram uma operação para mudar de sexo.

Desde 2011 que os passaportes australianos possuem uma opção para os transexuais, hermafroditas ou pessoas que se consideram de sexo neutro.

Homens perdem mais tempo olhando para os lábios do que para os seios

"Olá, tenho uma curiosidade. Quando um homem olha para uma mulher, tirando as preferências nacionais (bumbum e seios), tem alguma outra coisa que ele olha mais?" 

Resposta: Sim. Uma pesquisa recente, analisando o movimento dos olhos de pessoas ao olhar para rostos femininos, concluiu que os homens gastam mais tempo olhando os lábios do que qualquer outra característica deste rosto. Ainda mais se as mulheres estão usando batom. 

Depois vem o nariz e, em terceiro lugar, o cabelo. Por outro lado, devemos ter em mente que nem todas as mulheres têm bocas sedutoras. Há lábios muito finos. E sabe-se que há um sentimento geral de que os lábios finos são menos atraentes do que os grossos. Vide Angelina Jolie. A conclusão: os lábios femininos maiores e mais volumosos são os que prendem mais a atenção dos homens. 

Uma curiosidade final: para as mulheres, os lábios viris devem conter uma mistura equilibrada de sensualidade e aspereza, de modo que o mais atraente do sexo masculino são os lábios de tamanho médio.

A primeira vez depois do nascimento do bebê


Depois que seu filho nasceu, muitas coisas mudaram na sua vida, inclusive o sexo. Mas isso não quer dizer que ele tenha que ser deixado de lado. Confira algumas dicas que irão ajudar o casal a aproveitar os momentos intímos.

Fraldas, choro, amamentação, noites em claro e... sexo. Se você pensar em como sua vida mudou depois que o bebê foi para casa com vocês, não parece loucura afirmar que transar se torna um dos últimos itens da lista de prioridade de muitos casais. Enquanto as suas atenções estão todas voltadas para a criança, o homem tende a se sentir de lado nesse começo. Como voltar à ativa? Aqui vai uma dica: ele pode dar o primeiro passo, mas você vai precisar deixar claro – seja objetiva! – que quer tentar. Veja aqui como despertar o prazer, nele e em você, e como lidar com os imprevistos que podem aparecer:

1. Aproveite as brechas enquanto seu bebê está dormindo para ficar com seu companheiro. Vale assistir a uma série de TV juntos (porque ver um filme completo com um recém-nascido em casa é quase missão impossível), trocar cafunés, fazer uma massagem com um óleo gostoso. O importante é criar bons momentos a dois (e a sós, na medida do possível).

2. Divida os cuidados com o bebê. OK, você cuida da amamentação, mas ele pode ajudar você com as demais tarefas, como dar banho, colocar para arrotar, pôr a roupa suja para lavar. Além de deixá-la menos sobrecarregada, e assim, cansada, você vai sentir que ele está nessa nova fase junto com você, e essa cumplicidade é importante para o desejo se restabelecer.

3. Os sutiãs de amamentação não são os mais sensuais, mas você pode ter uma camisola mais picante. Ele também pode comprar roupas íntimas novas. Afinal, é A PRIMEIRA VEZ depois do bebê. Vale o investimento.

4. Tente desencanar das preocupações com o seu corpo. Você acabou de ter um bebê e, como qualquer outra mulher nessa fase (menos as celebridades, elas não contam!), pode levar até um ano para ter o corpo de volta. Está tudo bem. Seu companheiro também sabe disso. O mais importante é ter a liberação do seu ginecologista, o que acontece de 30 a 40 dias depois do parto. O mesmo vale para quem precisou fazer episiotomia, um corte que é feito na região do períneo (entre a vagina e o ânus) para aumentar o canal de parto.

5. Prepare-se para os imprevistos – e não, não é com o bebê. Dificuldade para conseguir a lubrificação ideal é comum. Invista nas preliminares: sexo oral e masturbação. Tenha um gel lubrificante à base de água por perto para contornar essa dificuldade e para driblar a sensibilidade na área. A posição tradicional, com você por baixo, não é boa para quem fez cesárea porque o peso pode incomodar a cicatriz. Acredite, pode vazar um pouco de leite dos seios. Como essa região é uma superfonte de prazer, não desista deles. É só deixar avisado que isso pode acontecer.

6. E se o bebê chorar? Aí... precisa ter paciência para recomeçar. Um dos dois corre para acalmar o bebê enquanto o outro troca de música e acende algumas velas.

Fontes: Carolina Fernandes, psicológa do Instituto Paulista de Sexualidade (SP) e Cássio Cartório, ginecologista e obstetra do Centro de Fertilidade de Rede D'or (RJ)

Quem tem medo do sexo oral?

As polémicas declarações do ator americano Michael Douglas lançaram o debate sobre como lidar com as pistas científicas que relacionam o vírus HPV com certos tipos de cancro

Não há duas sem três. Ao jornal britânico The Guardian, o protagonista de Atração Fatal afirmou que, quase fatal mesmo foi o tumor na garganta que lhe diagnosticaram há três anos (estádio 4, o mais grave). Aos 68 anos, e já restabelecido do susto, o marido de Catherine Zeta-Jones surpreendeu o mundo com uma simples declaração: "Este cancro é causado pelo papilomavírus humano (HPV), que provém da prática de cunnilingus." Não pelo consumo excessivo de álcool nem pelo tabagismo - imagens de marca de Douglas, a juntar ao episódio do seu internamento, há uma década, para tratar uma adição sexual - mas por uma doença sexualmente transmissível (DST).

O porta-voz da celebridade veio, entretanto, desmentir que o ator tivesse declarado que o seu cancro se devia ao HPV, tendo "apenas" referido esse perigo. O certo é que logo se foram desempoeirar os estudos disponíveis, realizados na Suécia e publicados no The New England Journal of Medicine, sugerindo que o HPV é o agente causador dos tumores orais (boca, garganta, amígdalas) em 25% dos casos (numa proporção de uma mulher para cinco homens). Um estudo internacional efetuado em 26 países, indica, entre as mais de cem variantes do vírus, os tipos 16 e 18 como os mais críticos. Os homens correm perigo, ao praticarem o sexo oral?

Fazer sexo oral é bom para a saúde e deixa a mulher mais feliz, diz estudo

Eles concluíram que praticar sexo oral é bom para a saúde das mulheres e as deixa mais felizes.

Após entrevistar 293 mulheres, um estudo feito pela State University of New York (EUA) concluiu que sexo oral faz bem para saúde feminina e ainda deixa a mulher mais feliz. Os cientistas fizeram uma comparação entre a vida sexual e saúde mental das pesquisadas. 

O estudo analisou a composição do esperma, que apresentou índices de cortisol, que nas medidas certas, é uma substância que aumenta o sentimento de afeição e regula o sistema nervoso.

O estrogênio e a oxitocina, que age na estimulação da contração uterina no parto e memória de experiências prazerosas, também foram detectados. Eles melhoram o humor.

A serotonina, como neurotransmissor e antidepressivo, e melatonina, responsável por estimular o sono depois do sexo, também está no sêmen.
O problema da insatisfação na arquibancada é a falta de sexo. Eis o diagnóstico do coronel Pimenta.

Amigo torcedor, amigo secador, esqueça o escrete canarinho que joga amanhã com a França, esqueça a transação milionária do Neymar para o Barça, esqueça a queda do segundo técnico do Flamengo neste ano, esqueça a demissão de Muricy no Santos, esqueça o coro da torcida tricolor pelo seu ex e eterno técnico, esqueça, nada disso tem importância diante do desabafo do mais freudiano dos nossos coronéis, o Edson Pimenta, técnico da Portuguesa.

O problema da insatisfação na arquibancada é a falta de sexo. Eis o diagnóstico do coronel Pimenta diante de protestos de fanáticos lusitanos no empate de 1 x 1 contra o Inter de Dunga.

Freudiano é pouco. Diria que um autêntico discípulo de Wilhelm Reich, o homem que rompeu com Freud porque pensava ainda mais naquilo do que o mestre. Isso: um militar reichiano. Talvez o único. Das exclusividades terrenas da Lusa.

Sem tesão não há solução, como diria o escritor e terapeuta Roberto Freire da corrente somaterapia.

O coronel parece acreditar nesse princípio. Aspas: "Não estou falando de toda torcida da Portuguesa, mas sim de uma meia dúzia de... Eles não têm ambiente e não gostam de fazer sexo".

No que fiquei refletindo com a Bic na orelha: talvez não façam sexo por causa da situação da Lusa, na brochante (ou broxante, os dicionários permitem os dois) situação na tabela. Sim, existe relação direta, aí volto à minha psicologia de boteco, entre a performance do time e o comportamento sexual da torcida.

Tem até uma daquelas malucas pesquisas americanas para sustentar a parada. Segundo estudos da Universidade da Georgia, quando o clube do macho vai bem no campeonato, ele vira o rei do kama-sutra, vira o Pelé do tantra, o rei do sexo, mesmo com a sua legítima esposa de 20 anos de casamento.

Diante de uma vitória em campo, a libido masculina aumentaria em até 27%. Ô glória.

É bom para o moral, amigo. Nada como um Brasileirão atrás do outro para comprovarmos, na prática, rodada a rodada, o que diz a psicologia barata. Como estou na zona de rebaixamento e sem perspectiva, imagina como andam as coisas lá em casa. Um miserável 0 x 0.

Melancólicos domingos sem ousadia nem alegria, para lembrar o mantra da chuteira do menino que se foi da Vila mais famosa do mundo.

Homem que é homem gosta mesmo é do seu time do peito, mas transferindo a tese para os torcedores amadores que curtem a canarinha, imagina como anda a moral sexual dos brasileiros. Lá embaixo, obviamente, como a seleção da CBF no ranking da Fifa.

Tudo pode começar a mudar amanhã, quem sabe. Meu corvo Edgar, o maior agourento do futebol, duvida: "Além de vira-lata, hoje em dia também somos brochas".

Não exagera, não se reprima, minha estimada avezinha, sinto que neste domingo o Brasil se livra da maldição francesa que há tempos nos domina.

Estudo indica que entusiastas do sadomasoquismo são psicologicamente mais saudáveis!


Os praticantes do sadomasoquismo (BDSM) são pessoas psicologicamente mais saudáveis e mais extrovertidas do que aqueles os que preferem uma vida sexual mais 'calma'.

Para a maioria das pessoas, pensar sequer nesta questão está totalmente fora de causa, mas, por vezes, os preconceitos toldam uma leitura objetiva da realidade. E agora surge a questão: será que as pessoas que apreciam um estilo sexual menos convencional são mais saudáveis?

Um estudo elaborado pelo Dr. Andreas Wismeijer, psicólogo da Universidade de Tilburg, revela que aqueles que gostam dos estalos dos chicotes e do tilintar das correntes sobre a pele são mais saudáveis psicologicamente do que quem aprecia uma vida sexual mais convencional.

Os entusiastas do sadomasoquismo (BDSM) – que implica conceitos como escravidão, disciplina, sadismo e masoquismo – pontuaram melhor numa variedade de testes de personalidade e psicológicos em comparação com aqueles que não possuem fetiches sexuais. Os que apreciam este tipo de prática sexual revelam-se mais extrovertidos, abertos a novas experiências e menos neuróticos.

Os inquiridos responderam às questões através duma plataforma online sem saberem que este era o principal tema, visto que é considerado como ‘comportamentos preocupantes’.

O motivo porque os adeptos das práticas fetichistas obtiveram melhores resultados pode prender-se com o facto de serem mais conscientes e comunicativos sobre seus desejos sexuais. Outra razão seria terem de realizar um difícil trabalho psicológico para aceitar e conviver com as suas necessidades sexuais, que se afastam do que é considerado socialmente aceitável.

Os resultados foram publicados no Journal of Sexual Medicine.

"As sessões" e a função da terapeuta sexual substituta

Um assunto polêmico é levantado através do filme As sessões, protagonizado pela atriz Helen Hunt, em que a função de terapeuta sexual substituta. Cheryl Cohen Greene, 68 anos, inspirou o papel principal. Como terapeuta do sexo, atende clientes com impotência, ejaculação precoce ou limitações que dificultam a relação sexual. O atendimento consiste em ajudar o cliente a relaxar o corpo e a mente e aprender a reconhecer este corpo retraído, estimulando-o ao prazer.

A pessoa trabalha questões emocionais e se abre para o sexo, que até então é motivo de inibição e impedimentos. É quando o cliente apropria-se do prazer e do próprio desejo que atinge a felicidade e desenvolve características e potencialidades. Para isso, a terapeuta do sexo trabalha desde questões de relaxamento, massagens, atividades de visualização com espelho, carícias íntimas e a prática do ato sexual. 

Cheryl é casada hoje com um ex-cliente e afirma que já transou com 900 pessoas defendendo o procedimento como uma terapia que beneficia muitos que buscam este serviço, conseguindo atingir uma vida sexual satisfatória depois das sessões.

Essa modalidade terapêutica foi criada nos anos 1960/1970 pelo casal de sexólogos americanos William Master e Virgínia Johnson, os primeiros a preconizar um tratamento exclusivamente sexual. O trabalho embasado na psicologia comportamental e em dados laboratoriais de observação dos estímulos durante o ato sexual teve uma importante contribuição científica sobre sexualidade humana, bem como no tratamento de dificuldades e disfunções sexuais.

Para quem se surpreendeu com este tratamento é importante salientar que já existem terapias que dão ênfase ao corpo e que evidenciam aspectos de sexualidade para a promoção do bem-estar e da saúde psíquica do cliente, mas que na prática se diferenciam da técnica da terapia sexual substituta, pois não envolve relacionamento sexual entre terapeuta e cliente. O terapeuta alemão Wilhem Reich (1896-1957) argumentava em sua teoria a ideia de que é importante expressar sentimentos sexuais dentro do relacionamento amoroso maduro. Enfatizou que as energias sexuais são reprimidas e precisam ser desbloqueadas. Estes desbloqueios favorecem o corpo e aumentariam assim a capacidade de se obter o orgasmo, potencialidade essencial para a saúde emocional do indivíduo. Outra terapia que também enfatiza o trabalho corporal, a Análise Bioenergética criada por Alexander Lowen (1910-2008), defende que corpo e mente não estão separados. Para esta integração acontecer Lowen desenvolveu uma série de exercícios físicos e de respiração.

As questões implicadas à função da terapeuta sexual substituta dividem opiniões e levantam discussões éticas. De acordo com o psicólogo carioca João da Mata, da Universidade Federal Fluminense, o ato sexual praticado entre terapeuta e cliente não seria uma terapia, mas pode ter efeitos terapêuticos. E acrescenta: "Tem capacidade de transformar, mobilizar a energia vital.

Podemos trazer essa experiência com o contato corporal, a troca emocional". Para Araceli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, o "sexo entre terapeuta e paciente ocorre mais do que imaginamos. É danoso. A pessoa depositou confiança no profissional e fica à mercê dele. É quebra de contrato". O Conselho Federal de Psicologia (CFP) veda qualquer tipo de envolvimento sexual entre cliente e terapeuta. Todavia, nos EUA, o trabalho do substituto sexual é legal, desde que indicado e supervisionado pelo profissional de psicologia que conduz a terapia verbal com o cliente.

No livro As sessões, lançado recentemente e que deu origem ao filme, Cheryl não só relata as experiências de clínica como terapeuta sexual substituta como demonstra através de seus relatos um trabalho de entrega e doação, na qual busca a melhora do cliente partindo da premissa de que o prazer deve ser vivido com liberdade e com intensidade. A terapeuta enfatiza que o trabalho dela em nada se compara com o de uma prostituta, pois cliente e terapeuta procuram aprender mais sobre sexualidade, manifestações do desejo, sensações e o conhecimento sobre o corpo, com o fim de desimpedi-lo e assim permitindo-se as vontades pessoais.

As expressões do corpo físico se expressam através do corpo psíquico, que é emocional e inconsciente. A mente não deve ser compreendida desagregada do corpo. É esta fusão que favorece a percepção e o autoconhecimento. Cada vez mais terapias corporais surgem com a proposta de integrar estes aspectos, ampliando nossas potencialidades e características. Em um momento em que a sociedade discute sexualidade, as pessoas precisam se emancipar das repressões de um passado de coerções e censura em que o corpo afetivo foi atrofiado, mas busca constantemente se reconstruir.

* Breno Rosostolato, psicólogo, é professor da Faculdade Santa Marcelina.

Uma análise psicológica sobre homem, sexo e casamento


O assunto sexo continua sendo prioridade nas conversas tanto entre os homens quanto entre as mulheres. 

Mas será que o homem entende realmente de sexo como ele diz?

Um grande número de pessoas se casa, pouco sabendo a respeito de sexo ou como “fazer amor”. Embora as relações sexuais antes do casamento sejam cada vez mais frequentes, espera-se assim que, depois do casamento, as relações sexuais, quando já existentes, vão ganhar novos rumos. Entretanto, a frustração aparece e nada de novo acontece, vem então a decepção e, pior, o sentimento de culpa. O homem, na maioria das vezes, culpa a mulher pelo fracasso sexual; a mulher, por sua vez, sente-se incompreendida, mal amada e, em grande maioria, se pune pelo fracasso de ambos. Começam as primeiras divergências no relacionamento.


Importante mencionar que muitos casamentos que iniciaram com o sexo, correm maior risco de dissolver pelo mesmo motivo: sexo. 


Sabemos que existem fatores orgânicos que interferem no prazer sexual. Na mulher os dois mais comuns provocam dores durante o ato sexual: vaginismo – fechamento muscular ao redor da vagina e “vaginitis menopáusica” – ressecamento dos tecidos da vagina. Ambos podem ser tratados à base de estrógeno, sob supervisão médica. No homem dois “fantasmas” o persegue desde a adolescência: ejaculação precoce e impotência. O segundo agravando após os quarenta; embora se saiba que ambos são mais desencadeados por fatores psicoemocionais e culturais do que por fatores orgânicos. Sendo o primeiro estimulado por ansiedade e o segundo pelo uso de fumo, álcool ou doenças, como diabetes. 

Mas é salutar compreender que “todos” os homens já experimentaram, uma vez ou outra alguma forma de “impotência” e “ejaculação precoce” antes de completar os quarenta. Mas não falam e persiste o mito que esse “problema” é motivo de vergonha. Para um casal que enfrenta um “problema” de ordem sexual, as conversas, as discussões claras e positivas são essenciais e, caso os sintomas persistam, melhor procurar orientação profissional; do que esperar que o casamento termine, como tenho vivenciado no meu consultório: casais que mantiveram um pseudocasamento por mais de 15 anos, sem nenhum contato sexual e mantiveram em silêncio por diversos motivos mas, principalmente, pela criação e religião. 

É importante compreender que a maioria (90%) das disfunções sexual é construídas na alma (psiquê). Desde nossa infância elaboramos nossas interpretações sexuais a partir do conhecimento que temos de nós mesmos e as influências do mundo externo: família, religião, televisão, escola, etc, tornando as relações sexuais cada vez mais precoces. 

É incompreensível e ainda nos “choca” sabermos que algumas mulheres ainda sentem culpa quando fazem amor, ou mesmo, apenas pelo desejo de faze-lo. É também fato que muitos homens são infelizes sexualmente, em virtude de um machismo crônico, enraizado em seu inconsciente no conceito ultrapassado de que o ato sexual se resume em: “ereção, penetração e gozo”.


O ato sexual deve ser, e é, uma doação recíproca.


De acordo com minha experiência profissional e de colegas – Médicos, Psicólogos e Psicoterapeutas, um relacionamento sexual que possa ser considerado - pelos “praticantes” – satisfatório ou pleno, deve estar alicerçado no entrelaçamento dos três corpos básicos de que o Ser é constituído – corpo mental, corpo físico e corpo espiritual.

Como “tudo” na vida, a relação sexual também percorre caminhos que estimula a libido – fonte de energia criadora, para que a relação sexual passe no mínimo por “sete” etapas: conquista recíproca; afetos e olhares; carícias que estimulem os três corpos; desnudar-se não apenas o corpo físico, mas principalmente, a mente e a alma; contatos sexuais e zonas erógenas, sem pressa, sem ansiedade; orgasmo, ligação cósmica entre dois seres que se transcendem físico , psíquico e espiritualmente. Finalmente, a sétima etapa, um dos pontos mais importantes da relação sexual, embora a maioria dos casais não o experimente. É o tempo em que se deve dar um ao outro para o relaxamento, com trocas de pequenas carícias, beijos e olhares que dispensam, muitas vezes, as palavras.

Muitos homens persistem na quantidade e esquecem a qualidade, fazem das mulheres depósitos de espermas, onde procuram satisfazer apenas seu corpo físico, quase que, obrigando suas parceiras a transar toda noite ou sempre que ele sente “vontade”, ou para descarregar as tensões de suas frustrações, quase sempre, profissionais, buscando no “gozo ejaculatório” uma compensação de seu desprazer do dia-a-dia.

Finalizando, gostaria de mencionar que muitos problemas sexuais são devidos aos exageros de relações sexuais, tamanho do pênis, gritos durante o pseudo-orgasmo, fornecidos pelos filmes pornôs. Pois, como se vê nos filmes, não existe nada mais mecânico e enfadonho nas relações sexuais, feito de forma tão primitiva, onde ereção e orgasmo excitam a inveja em qualquer mortal. Conseqüentemente, isto, mais cedo ou mais tarde, irá afetar seu relacionamento com sua/seu parceira(o) 

Os homens, atualmente, parecem desejar mulheres que sejam, ao mesmo tempo, inocentes e experientes. Motivo que leva, muitas mulheres, temer dizer-lhes o que desejam sexualmente, com receio de que eles perguntem onde elas aprenderam. Assim, busca transmitir, subconscientemente, a mensagem: “Descubra o que eu gosto e faça.”


José Geraldo Rabelo, psicólogo, psicoterapeuta holístico, parapsicólogo, filósofo clínico. 

Escritor e palestrante.

O casamento gay e os vários países que vem reconhecendo a união entre pessoas do mesmo sexo.

"Os cães ladram e a caravana passa", este antigo ditado Árabe calça como uma luva nos pensamentos daqueles que não entendem que as sociedades são metamorfoses culturais, e que elas tornam o mundo uma constante de revoluções.Publicas ou silenciosas, cada um a seu ritmo , moldam a sociedade conforme a exigências de adaptação dos povos .

Na atualidade podemos citar a área de inovação tecnológica, com a confirmação da existência do Bóson de Rigs ou mesmo a proliferação de redes sociais na internet, estás por sua vez, mostraram se fundamentais para a grandes mobilizações populares, como a PRIMAVERA ÁRABE.

Este possui características únicas na história, não possuiu lideres além do provo povo, que ansiava por direitos humanos e sociais tidos como básicos em países que não possuem ditaduras declaradas ou reconhecidas.Seus frutos, foram a derrubada de ditaduras que perduravam por décadas, e conquistas de jamais imaginados para aquelas populações, além da diminuição do radicalismo religioso, que na maioria das vezes não possui nenhuma distinção no campo político.

Os povos Ocidentais, também vivem grandes mudanças, principalmente no campo da conquista de direitos sociais, onde destacam se, os homossexuais que almejavam ter reconhecidas suas relações afetivas.

Os casais gays no mundo, vem tendo várias vitórias, como exemplo temos os Estados Unidos, onde o casamento homossexual foi legalizado em 12 estados (Connecticut, Iowa, Maine, Maryland, Massachusetts, New Hampshire, Nova York, Vermont, Washington, Rhode Island, Delaware e Minnesota) e no distrito de Columbia.

Sete estados (Colorado, Havaí, Ilinois, Nevada, New Jersey, Wisconsin e Oregon) admitem uma forma de união civil que confere os mesmos direitos assegurados pelo casamento. O restante dos estados americanos restringe o casamento a heterossexuais.

Outras nações vêm reconhecendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, caso de Argentina, França e Uruguai, o assunto está ainda na pauta de Grã-Bretanha e de vários estados americanos. O tema também avançou no Brasil. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável homossexual. Em maio de 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução que obriga os cartórios a realizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, a medida ainda pode ser contestada no STF. Até então, os cartórios podiam se recusar a reconhecer tais uniões, e os casais precisavam recorrer à Justiça.

O assunto pode motivar abordagens como a igualdade de todos perante a lei ou ainda os novos arranjos familiares.

A questão da igualdade de direitos é de fato o primeiro ponto a ser avaliado, casais homossexuais passam a ter as mesmas garantias e obrigações dos demais perante a lei.

Mudanças na estrutura familiar estão em curso, além do núcleo tradicional, formado por pai, mãe e filhos, estabelecem-se outros arranjos, a partir dos casais formados por parceiros do mesmo sexo.

O Senado Frances, aprovou o projeto de lei para o casamento gay, o texto, que já foi aprovado na Assembléia Nacional, deve ser submetido a uma segunda leitura dos deputados após pequenas modificações dos senadores

O projeto voltará à Assembléia Nacional , para ser submetido a uma segunda leitura, após modificações feitas pelos senadores. Na Câmara Baixa, a adoção do projeto de lei é considerada certa, pois o texto já havia sido aprovado na casa em fevereiro deste ano, por ampla maioria: 329 votos a favor e 229 contra.

O primeiro artigo do texto, o mais importante, que autoriza o casamento e a adoção para os casais homossexuais, foi adotado "em conformidade", ou seja, nos mesmos termos em que foi aprovado em primeira leitura na Assembleia, razão pela qual pode ser considerado definitivamente adotado. Mas outros artigos, modificados pelos senadores, deverão ser votados novamente pelos deputados na Assembleia Nacional.

O Senado modificou levemente a lei ao precisar juridicamente um artigo sobre a igualdade de tratamentos entre cônjuges e entre pais, sejam eles homossexuais ou heterossexuais, introduzindo simplificações no dispositivo de celebração de matrimônios e estabelecendo regras sobre a transmissão dos sobrenomes.

Em geral, o texto foi aprovado pelo Senado com menos dificuldade do que o previsto, apesar de uma guerra parlamentar da direita e de muitas manifestações dos opositores ao casamento gay. Após uma semana de tensos debates, os senadores aprovaram o texto em votação com as mãos erguidas. A lei teria ficado definitivamente adotada em seu conjunto nesta sexta-feira se os senadores não tivessem modificado alguns artigos.

Nem todos concordam, e as reações contrárias foram diversas, em contrapartidas as palavras e ações favoráveis foram muitas."Há em cada um de nós uma emoção profunda e com esta decisão reconhecemos simplesmente a plena cidadania dos casais homossexuais", declarou a ministra da Justiça, Christiane Taubira, ao fim da votação. "Ficamos orgulhosos com esta votação que faz a sociedade avançar", disse o chefe da bancada socialista, François Rebsamen.

O grupo ecologista saudou "o primeiro avanço de sociedade deste mandato", enquanto o chefe da bancada, Jean-Vincent Placé, se referiu a sua experiência de filho adotado para garantir que os casais homossexuais adotarão "não para satisfazer um desejo, mas para dar amor". "Esta é uma nova etapa no caminho em direção ao respeito da igualdade, fundamento de nossa República", declarou o presidente do Senado, o socialista Jean-Pierre Bel.

Já o senador e ex-primeiro-ministro de direita Jean-Pierre Raffarin considerou que o texto acrescenta "uma ruptura de sociedade a uma crise econômica". "Não acreditem que a votação da lei apagará esta ruptura", acrescentou. "Essa lei é uma injustiça para as crianças que não conhecerão nem papai nem mamãe, essa dupla face da humanidade", afirmou outro senador da UMP, Bruno Retailleau.

A batalha dos opositores franceses ao casamento homossexual continua nas ruas. Depois de ter organizado manifestações com multidões, o movimento se radicalizou nos últimos dias, multiplicando as ações agressivas, impedindo debates, perseguindo parlamentares ou atacando organizações de defesa dos homossexuais.

Na América latina, a Câmara dos Deputados uruguaia aprova casamento gay, espera-se que, em até duas semanas, o presidente José Mujica sancione o texto

A Câmara dos Deputados uruguaia aprovou a legalização do casamento gay. O texto, aprovado por 71 votos contra 21, deverá ser assinado pelo presidente José Mujica, um defensor da proposta, em até duas semanas. Desta forma, o Uruguai se tornará o segundo país da América Latina a aceitar o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, depois da Argentina, que já aceita esse tipo de união desde 2010.

O projeto já havia passado pela Câmara no final de 2012 e foi aprovado pelo Senado, como houve mudanças no texto, voltou à Câmara para nova apreciação. Um ponto controverso da votação foi a existência de erros de redação no texto enviado pelo Senado. Para evitar que fossem realizadas novas mudanças, o que obrigaria a realização de uma votação em sessão conjunta, a Frente Ampla, partido governista, propôs a redação de um termo modificativo, que deverá ser aprovado posteriormente.

De acordo com o jornal uruguaio El País, espera-se que os casais do mesmo sexo que querem oficializar a união possam fazê-lo a partir do final de julho, segundo os prazos fixados pelo projeto.

Debate – Durante a sessão, os deputados divergiram em suas posições sobre a composição da família e os efeitos que a lei pode trazer para a sociedade uruguaia, informou o jornal local El Observador. O deputado Gerardo Amarilla, do Partido Nacional (de oposição), votou contra a proposta, argumentando que o projeto “desvirtua o matrimônio e a família” e “perturba os direitos da criança”.

Por outro lado, o deputado Fernando Amado, do Partido Colorado, defendeu que a família se baseia em amor. “A base da sociedade é a família, não a família pré-fabricada, mas aquela que se baseia no amor e o amor não é homossexual nem heterossexual”, disse.

Sobre o Casamento gay, a pauta é diferente nos EUA e no Brasil, a Suprema Corte Americana analisa lei que barra benefícios aos casais gays.

No primeiro artigo da lei, o casamento passa a ser definido como “a união de dois contratantes qualquer seja a identidade de gênero ou a orientação sexual destes, nos mesmos termos, com iguais efeitos e formas de dissolução” que estabelece o Código Civil. Além do casamento, está prevista a autorização de adoção de filhos por casais homossexuais e a opção de escolher a ordem dos sobrenomes das crianças, este direito previsto também para casais heterossexuais.

Produtor musical conta que negou sexo com Madonna

Madonna e Nile - cantora não se conformou com produtor
Nile Rodgers, que gravou duas faixas com a banda mineira Jota Quest para o próximo álbum do grupo – ainda sem data de lançamento – é o centro das atenções da imprensa internacional no início desta semana. 

O criador da banda Chic, sucesso na década de 70, disse ao tabloide inglês The Sun que recusou uma oferta de sexo de Madonna, no início da década de 80, quando ele a ajudou a produzir o álbum Like a Virgin, que teve mais de 20 milhões em venda. 

O lendário guitarrista, que colocou o Daft Punk no topo da lista recentemente, revelou: “Estava parado esperando o elevador quando ela veio e disse ‘Por que você não quer me f***?’. E eu fiquei surpreso com a pergunta, mas ela se perguntou porque eu nunca tinha feito a proposta e não entendia aquilo. Era como se ela dissesse ‘todo mundo me quer’”, disse o músico, explicando o motivo da recusa: “Uma vez dormi com uma artista que estava trabalhando e deu tudo muito errado. Desde então não funciono assim”. O episódio ficou para trás e os dois se tornaram grandes amigos. “Cresci com Madonna do lado e é como se eu já tivesse um relacionamento sem romance. 

Ela sempre foi muito focada e no dia que a conheci ela disse que seria uma grande estrela”, disse Nile, afirmando que Madge foi a inspiração para ele deixar a bebida e as drogas depois que ele desmaiou no aniversário de 38 anos da loura .

“Não me lembro de nada e foi a noite mais vergonhosa da minha vida. Nunca mais toquei em álcool ou drogas”. Voltando ao Jota Quest, o primeiro encontro dos músicos com Rodgers aconteceu há dois anos, quando tocaram juntos em São Paulo.

15 Boas razões para ter sexo!


A verdadeira revolução sexual passa-se no nosso corpo, no nosso cérebro. A tal química do amor não é só metáfora: ela existe. De cada vez que fazemos sexo, sobretudo com alguém que é afectivamente muito importante para nós, ficamos mais felizes, os nossos ciclos corporais equilibram-se, os músculos tonificam-se e até ficamos mais bonitas!

Há lá exercício físico melhor ou antidepressivo mais eficaz?! Confira, já a seguir, aquilo que o sexo pode fazer por si.

1 Torna-nos mais bonitas

Já ouviu com certeza alguém dizer--lhe: 'Estás com uma pele óptima! Tens namorado novo?' Diz-se que quando as pessoas estão apaixonadas e a vida sexual fica mais quente também a pele fica mais lisa e suave, mais bonita. Parece que a ciência o confirma.

A razão prende-se com o aumento dos níveis de estrogénio, hormona que contribui para a produção de colagénio, que, por sua vez, melhora a saúde da pele. O aumento da circulação sanguínea durante o acto sexual também aumenta a irrigação na pele e no cabelo - que, como não são órgãos vitais, vão para o fundo da lista na hora de receber nutrientes essenciais.

2 Queima calorias

Dizem os pesquisadores do Hospital das Clínicas de São Paulo, Brasil, que uma relação sexual queima, em média, entre 100 e 150 calorias, o equivalente a 20 minutos de caminhada vigorosa. Mas os mais resistentes e fogosos podem queimar 300 em sessões longas de sexo selvagem (ou seja, mudem de posição, não se fiquem pelas mais cómodas, como a do missionário). Quer melhor maneira de perder uns quilos?

3 Tonifica o corpo

A prática regular (e vigorosa) de sexo é um exercício tão bom como uma aula de aeróbica ou de GAP (glúteos, abdominais e pernas) para fortalecer os músculos das nádegas, coxas e barriga. Pelo menos é o que a Dr.ª Claire Bailey, da Universidade de Bristol, diz. Além disto, ainda pode melhorar-nos a postura. E, diz a boa doutora, não há perigo de sobredosagem. Ufa! Ainda bem...

4 Combate a celulite

Se está preocupada com o facto de, durante os momentos de intimidade, ele lhe olhar para as coxas e dizer: 'Querida, estás crivadinha de celulite!', pense que a maioria dos homens não repara nisso: estão mais concentrados na 'grande Cruzada pelo orgasmo'.

Como se isso não fosse suficientemente reconfortante, saiba que o acto sexual estimula a circulação linfática e ajuda o corpo a livrar-se das toxinas e a drenar aquelas que provocam a celulite. Toca a adelgaçar!

5 É amigo do coração

Durante a actividade sexual a circulação sanguínea é activada e o coração trabalha mais depressa. As pulsações passam de 75 batimentos por minuto para 150 no momento do orgasmo. Feito com regularidade, o sexo pode mesmo ajudar na luta contra as doenças de coração.

Um estudo da Queens University, em Belfast, Irlanda do Norte, descobriu que os homens que faziam sexo três ou mais vezes por semana reduziam para metade o risco de sofrerem ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Mas atenção, cardíacos: têm de ser mais contidos nos esforços amorosos.

6 Apura o olfacto

O mesmo estudo conclui que depois do orgasmo o corpo produz a hormona prolactina, que induz as células estaminais do cérebro a desenvolverem os neurónios da parte do cérebro que controla as informações olfactivas. Ou seja, ficamos mais sensíveis aos aromas. O que se torna uma pescadinha-de-rabo-na-boca: os cheiros são muito importantes na nossa vida afectiva e até na estimulação do desejo sexual.

7 Aumenta as defesas

O sexo (seguro, claro!) até pode fortalecer o nosso sistema imunitário. A revista americana 'Forbes' cita um estudo da Wilkes University, na Pensilvânia, EUA, onde os investigadores descobriram que as pessoas que faziam sexo pelo menos uma ou duas vezes por semana tinham níveis 30% superiores de imunoglobina A, um anticorpo que protege contra os vírus da gripe e da constipação.

8 Liberta o stresse

Músculos doridos, cérebro cansado, aquela sensação desesperante de que o tempo nos foge... o stresse vai-nos minando por dentro. E a última coisa que apetece é chegar a casa e ainda nos arrastarmos até à cama para uma sessão de sexo selvagem... ou mesmo manso. Convenhamos... a Supermulher não existe.

Mas durante o fim-de-semana aproveite para dormir até mais tarde e começar o sábado com uns beijos e carícias (que rapidamente se podem transformar em mais do que isso), seguidos de um retemperante pequeno-almoço.

Até porque o sexo é mesmo um antídoto natural para o stresse, minimiza a ansiedade e tranquiliza-nos. Durante o orgasmo, o corpo produz substâncias que ajudam a relaxar (aquela sensação boa de languidez que dá depois do sexo). Além disso, é uma óptima maneira de se livrar de todas as tensões negativas e frustrações acumuladas (Freud explica...).

9 É antidepressivo

O sexo promove uma química cerebral propícia à felicidade. Durante o orgasmo libertam-se neurotransmissores, como as endorfinas, famosas pela sensação que nos dão de felicidade e euforia, e a oxitocina, que promove sentimentos de afecto e união. Se elas não ajudarem a combater a depressão, nada mais o fará.

Além disto, o psicólogo norte-americano Gordon Gallup conduziu, em 2002, um estudo com 293 mulheres onde descobriu que aquelas cujos parceiros não usavam preservativos eram mais resistentes à depressão. A explicação pode ter a ver com a presença da hormona prostaglandina no sémen: ela pode ser absorvida pelo nosso sistema reprodutor e mexer com a mecânica hormonal feminina, que nos faz ter altos e baixos de felicidade.

10 Aviva a memória

Quatro investigadores do National Institute of Aging e da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, descobriram que a memorização de palavras é mais fácil às mulheres porque está ligada à produção regular de estrogénio, que é maior no sexo feminino.

Atrás, vimos que a actividade sexual regular aumenta e equilibra a produção desta hormona. Por isso, quando fazemos sexo estamos a aumentar as nossas capacidades de memorização de palavras. Será que é por isso que também dizem que gostamos mais de falar?

11 Ajuda a dormir

Depois do orgasmo, aparece uma sensação de relaxamento e languidez, a diminuição da tensão e até alguma sonolência. Nada melhor para dormir um sono descansado e acordar cheia de energia do que uma noite de amor a todo o gás.

12 Aumenta a fertilidade

A médica norte-americana Winnifred Cutler descobriu que ter sexo pelo menos uma vez por semana, e nunca menos, ajuda a equilibrar o nosso sistema endócrino e a regularizar o ciclo menstrual feminino de uma forma natural, estabelecendo-o em 29,5 dias.

Isto torna a mulher mais fértil e contribui para a sua saúde hormonal. A investigadora diz que isto acontece especialmente em casais monogâmicos, que têm sexo com uma periodicidade mais regular. É preferível ter sexo apenas uma vez por semana do que de uma maneira irregular, pois isso contribui para uma desregulação hormonal nada benéfica.

13 Alivia a dor

Durante um orgasmo, são libertadas endorfinas que agem como analgésicos naturais produzidos pelo corpo e nos dão uma sensação de bem-estar e prazer. Daí que o sexo possa ser uma boa razão para aliviar sintomas de dor, da artrite à vulgar dor de cabeça (acabaram-se as desculpas, meninas...).

14 Melhora a auto-estima

Esta, todas nós sabemos sem precisarmos de estudos elaborados. Quando sabemos que somos desejadas, que alguém nos ama, que conseguimos levar esse alguém ao sétimo céu, sentimo-nos mais atraentes, absolutamente capazes de tudo. As relações duráveis dão-nos uma maior estabilidade emocional e mais confiança. E quando gostamos mais de nós também temos mais para dar aos outros.

15 Fortalece a relação

É certo que o sexo não é tudo numa relação e que os problemas não podem nem devem ser resolvidos na cama... ou acabarão por ficar assim mesmo: por resolver. Mas sexo é, acima de tudo, partilha de vontades e ideias, expressão de emoções, química e alguma ousadia.

Não há casal que resista a uma vida sexual entediante. A norte-americana Lou Paget, conselheira sexual e autora de vários best sellers sobre o assunto, confirma que o sexo pode ser uma experiência em que a sensação de união chega a atingir contornos espirituais.

'Alguma vez sentiu tanta afinidade emocional com a pessoa com quem está, depois de terem feito amor ou durante um orgasmo, que fica com a sensação de que tudo o que a rodeia desaparece?

Muitos de nós têm a recordação de uma experiência como essa quando a sexualidade nos transportou a outro plano.' Está na altura de se teletransportar até essa dimensão, tal como o Capitão Kirk de 'O Caminho das Estrelas'.

Ter sonho erótico com alguém nem sempre indica atração.


A relação sexual pode ter infinitas representações, até mesmo negativas, dependendo do sonhador. Tudo depende da relação de cada um com a própria sexualidade, sensualidade, corpo, sexo, fantasias e relacionamentos. Para alguns, a sexualidade pode ser extremamente problemática, sofrida e associada a um sentimento negativo. Para outros, a sexualidade pode significar energia, vitalidade, prazer, tesão e êxtase.

Para compreender melhor o sonho erótico, escolhi partir da Mitologia, que sempre permeou o inconsciente humano, suscitando seus arquétipos e seus principais conflitos. Abaixo, relatarei brevemente o Mito de Eros e Psique, que nos atenta para a origem do termo "erótico" e também já nos traz algum simbolismo que facilitará o entendimento deste artigo.

O mito de Eros e Psique
Eros é a personificação do amor, estava ligado à luxuria, ao desejo dos sentidos, ao amor ardente e ao deleite. Era um deus perverso, que com suas flechadas brincava com os corações dos humanos, fazendo-os se apaixonar. Enviado por sua mãe Afrodite para estancar a fama de Psique - já que ela, mortal de incrível beleza, estava atraindo seus devotos - machucou a si mesmo em uma de suas flechas, apaixonando-se ele próprio por aquela beldade.

Desposou Psique com a condição de que ela jamais veria o seu rosto. Morava em um templo magnífico com tudo do melhor. Eros só a visitava à noite e isso fazia com que Psique se sentisse muito solitária. Sob influência maligna das irmãs invejosas, sorrateiramente Psique decide ver a face do noivo e deixa cair uma gota de óleo em seu ombro. Acordado com a dor, nota as intenções da esposa e foge para não mais vê-la, como havia lhe prometido.

Inconsolável e já sem esperanças, Psique procura por Afrodite, para que lhe ajude a ter seu amado marido de volta. Afrodite sugere tarefas árduas e impossíveis na tentativa de intimidar sua decisão, mas Psique já não tem nada a perder. Ao adormecer, as tarefas são realizadas por seres da natureza e também conta com a ajuda do esposo na última das tarefas. Penalizado com todo o sacrifício de Psique, Eros resolve pedir a Zeus que interceda por sua amada.

Zeus, como possui uma dívida com Eros, torna Psique uma deusa e decreta a união eterna dos dois amantes, que assim se tornam completos. Psique é igualmente a personificação da alma, significa "sopro" ou "princípio vital".

Percebemos pelo mito, que Eros só encontra a felicidade ao lado de Psique, ou seja, só pode existir o sentimento verdadeiro quando amor e alma estão presentes, quando se dá a união do corpo de prazer com a mente vital. Eros, antes de Psique, era um deus brincalhão, infantilizado, promíscuo e, às vezes, perverso. Psique, aparentemente frágil quando ainda mortal, era adorada como deusa. Ela enfrenta todos os estágios para merecer subir ao Olimpo junto de seu amado. Ela ama verdadeiramente, ela está comprometida pela alma. Esse mito fala do casamento de corpo e alma, do desejo e do comprometimento.

Interpretando os sonhos eróticos
Neste artigo expliquei que o sonho é uma via simbólica para nos relacionarmos com aspectos de nós mesmos. O ato de sonhar também é uma forma de compensar, equilibrar a psique e realizar desejos inconscientes. Se pegarmos essas três funções do sonho, podemos aplicá-las aos sonhos eróticos.

Uma psique que sonha um sonho erótico é uma psique mais vitalizada, energizada, cheia de intensidade e desejo (que não é necessariamente sexual, mas simboliza como o desejo se manifesta na vida da pessoa). Um dos aspectos que pode ser entendido no contexto de um sonho erótico é o de "transar" com a própria vida. Ou seja, indica que a pessoa está engajada em seu próprio processo de conhecimento e prazer consigo mesma.

Outra possibilidade é que o sonho erótico seja a demanda de atenção e energia direcionadas aos aspectos psíquicos representados em cada sonho.

Para que esse entendimento se torne mais concreto, é imprescindível situar-se em toda uma história de vida, bem como levantar as associações feitas pelo sonhador do que é erótico, de que tipo de contato é esse, qual é o cenário em que isso ocorre, quais os sentimentos que permeiam o sonho, enfim, um conjunto de fatores que completam o entendimento do simbólico trazido do inconsciente deste sonhador.

Exemplos de sonhos eróticos
Por exemplo, uma mulher sonha estar transando com uma figura masculina conhecida, em sua própria casa, e com um profundo sentimento de prazer. É possível afirmar que ela está em busca ou já está se relacionando de maneira mais próxima e intensa com seu Animus (a parte masculina que habita a psique feminina, da mesma maneira que todo homem será habitado por uma Anima). Existe um contato íntimo com esse aspecto. Esse contato é fértil, produtivo, promove equilíbrio entre o feminino e o animus que compõem essa mulher. Ela provavelmente experimentará momentos de receptividade e afeto, em harmonia a momentos de expressão de ideias e posicionamentos fortes na vida.

Outro exemplo: uma mulher heterossexual sonha que transa com uma amiga muito próxima, e o sentimento do sonho é de prazer e afeto. Isso indica que essa mulher é homossexual? Não necessariamente. Lembrem-se que devemos considerar o contexto do sonhador. Um sonho desse tipo pode significar a manifestação simbólica de que essa mulher está bem ligada e se relacionando com o seu próprio feminino, sua sensualidade e seu corpo. Pode ser uma amiga que estimule a criatividade (não necessariamente sexual), que seja mais conectada com o próprio instinto e esse contato seja benéfico para a psique desta sonhadora.

Mais uma situação para ilustrar: um homem homossexual sonha estar transando com uma mulher em um lugar desconhecido, desagradável e sua sensação é de repulsa. Primeiramente, o sonho não está pondo em cheque sua condição sexual. Isso pode simplesmente revelar um contato prejudicado e muito inconsciente com sua anima (o feminino em sua psique). A vida, a criatividade, o afeto e a sensibilidade ficam paralisados ou aparecem de maneira contida e desconfortável. Esse homem, independente de se interessar por outros homens, está falando de sua própria psique, está falando de sua própria incompletude.

É importante entender que ambos, homens e mulheres, possuem sua contraparte psíquica e aqui vale salientar que o fato independe da identidade sexual.

Na função compensatória do sonho, o sonhador pode estar desejando se relacionar mais, tanto sexualmente quanto internamente com aspectos de si mesmo. Isso pode ocorrer em um momento que o sonhador esteja desvitalizado, precisando de mais comprometimento com sua própria vontade, tesão e desejo, o inconsciente vem nutrir essa psique, eliminar parte da tensão que este assunto gera, ainda que temporariamente.

Sonhos eróticos também simbolizam tesão pela vida
De qualquer maneira, os sonhos eróticos em geral mostram uma psique vivificada que está em contato tanto com o feminino quanto com o masculino, tanto com as emoções quanto com a razão. Transar em um sonho mostra todo o potencial de empregar a libido (como energia vital) na própria vida, inclusive fora de um contexto de relacionamento ou sexual. Pode ter relação com um bom projeto profissional ou uma viagem que está gerando certa ansiedade e tensão.

Não temos tesão, desejo e prazer somente com o sexo. Se isso acontece, há algo errado. Nosso tesão, vontade e energia podem ser direcionados para vários setores de nossas vidas. Quem tem tesão está vivo. Quem busca completude está vivo. Transar com a vida é encontrar prazer na integração psíquica.

Eros não é completo até se casar com Psique. Não é possível desenvolvimento de consciência sem unir a vontade do corpo com a vontade da alma. Para isso, às vezes é preciso superar as próprias desconfianças e o próprio medo de estar presente por inteiro na vida, qualquer que seja o rumo que escolhamos dar a ela.

Erotismo e pornografia
O erotismo é hoje amplamente confundido com a pornografia, porém são bem distintos entre si. Na pornografia não há sensualidade. Há o ato sexual em sua forma mais mecânica e banalizada. Tudo é muito óbvio e sem encantamento. A pornografia é a exploração, inclusive comercial, de diversos aspectos mais explícitos do sexo. É o ato sexual sem nenhuma discrição ou limite, se pensarmos na pornografia bizarra que nada tem de erótica. Em geral, a pornografia é mais inacessível e atende a um determinado público, em geral masculino.

Podemos assistir a uma cena erótica em um filme ou novela, em que o sexo fica subentendido, a nudez pode aparecer, mas a mensagem é sempre mais importante do que o ato em si. Está contextualizado, há sensualidade. O erótico está sim ligado ao sexo, ao corpo, mas não podemos esquecer de que está ligado ao amor e ao desejo também. No erotismo existe certo encanto, não há obviedade e nada é tão explícito. Em geral, está conectado ao artístico e não ao concreto. O erotismo pode estar contido numa cena, numa poesia, numa foto, numa escultura e, apesar da exposição do corpo, há uma mensagem que vai além. Há um deleite, algo subentendido e muitas vezes até mesmo caricata. Em sua maior parte, o público feminino prefere o erótico ao pornográfico, sem generalizações.