"Sexo seguro é ainda a melhor prevenção a Aids", diz médico

O medicamento para prevenir a Aids aprovado pelo órgão regulatório dos Estados Unidos não é totalmente seguro e ainda pode ter efeitos colaterais de longo prazo. Além disso, o infectologista José Valdez Madruga, responsável pela área de pesquisa clínica de novos medicamentos do Programa Estadual de DST/ Aids de São Paulo, não acredita na popularização do Truvada para este fim.

O médico ressalta que o medicamento não é vendido no Brasil. "O Truvada é um composto de emtricitabina e tenofovir, e o laboratório não pediu a aprovação no Brasil de um dos remédios presentes. Temos aqui só um primo consanguíneo da emtricitabina, o lamivudina, que poderia ser usado na prevenção", explica.

"É importante deixar claro que a pesquisa, na qual foi baseada a aprovação do remédio para prevenção, não mostra 100% de eficácia. A principal prevenção ainda é o sexo seguro com preservativo. O medicamento diminuiu as infecções, mas também houve infecção", destacou Madruga. Assim, para ele, o medicamento não deve ser usado em larga escala como prevenção.

O infectologista lembra que o Truvada possui efeitos colaterais de longo prazo como a perda óssea, com osteopenia e osteoporose, e alteração da função renal. Também por isso, seu uso é indicado apenas para pessoas com comportamento de risco.

Para ter acesso ao remédio no Brasil é preciso importá-lo, com receita, e, segundo o médico, o preço passa de 1 mil dólares por mês. "Para funcionar, o remédio deve ser usado pelo parceiro ou parceira da pessoa contaminada com o HIV diariamente, e ainda assim não é 100% de sucesso. É a chamada profilaxia pré-exposição".

O remédio, um antirretroviral, age na enzima transcriptase reversa, que combate o vírus circulante e evita que ele entre na célula do indivíduo em caso de contaminação.

Madruga lembra de um recente estudo da Suíça em que homens tinham carga viral zerada no sangue, mas que apresentavam um percentual de 10% de vírus no líquido seminal. "Este é mais um fator preocupante para a liberação do sexo só com o antirretroviral".

Pesquisas de prevenção da Aids com antirretrovirais usados no tratamento da doença são comuns na área. Esta foi a primeira vez que a Agência Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, aprovou um medicamento para prevenção da Aids.

Um em cada três solteiros trocaria sexo por comida

Dá para imaginar um ano inteiro sem sexo? E sem aquela torta de chocolate sensacional? Segundo o site Match.com, se fosse preciso escolher, um a cada três solteiros acharia melhor passar um ano sem sexo a dispensar o prato de comida preferido.

E as mulheres aparecem como as mais propensas a dar preferência à comida. Entre as entrevistadas, 39% dispensariam o sexo – entre os homens, apenas 16% tinham a mesma opinião.

Entre os 3,5 mil participantes que diziam estar em um relacionamento sério, 28% sofreriam menos com a ausência de sexo do que se fossem obrigados a não comer o prato preferido, durante um ano.

No topo da lista, o chocolate é a comida mais votada para substituir o sexo (26%). Em seguida, aparecem bifes, pizza, bolachas, sorvete – até as frutas e saladas (!) foram citadas.

Conheça as vantagens de um sexo sem orgasmo

Está na Wikipédia: Coitus reservatus, ou “karezza”, é a relação sexual na qual o homem evita a ejaculação propositalmente, interrompendo a penetração sempre que sente que está quase lá, para então recomeçar do zero. Esta orientação, que vai pela contramão do que a maioria das culturas pelo mundo define como o auge do prazer masculino durante o ato, tem sido mais defendida nos últimos tempos.

O conceito foi criado ainda no final do século XIX, por uma médica americana chamada Alice Stockham. À frente de seu tempo, Alice já externava sua preocupação quanto ao controle de natalidade, e sugeriu pela primeira vez que poderia haver benefícios em uma relação carnal sem o clímax (embora este não seja exatamente o conceito de “coito interrompido”, no qual o homem ejacula fora da vagina para evitar gravidez). Ela chegou a ser processada pela justiça americana por tentar ensinar esta prática para a população!

Karezza?

Se você imaginou que este é mais um vocabulário de um daqueles manuais de Kama Sutra, enganou-se. A palavra não tem origem oriental, mas sim italiana. “Carezza”, na língua da velha bota, significa “carícia”.

Esta é a ideia principal da, digamos, técnica: valorizar o carinho e afeição entre homem e mulher. Os especialistas afirmam que é possível condicionar o corpo para que haja mais prazer no “antes” e no “durante” no sexo, ao invés de deixar os sentidos esperando apenas o orgasmo como ponto final.
Além do prazer propriamente dito

As vantagens desse tipo de coito, de acordo com os médicos, não se restringem à sensação momentânea. Os hindus, por exemplo, o consideram como um aproveitamento espiritual e meditativo do sexo.

Por esta razão, existem correntes culturais, na Índia, na qual se valorizam posições e movimentos que dificultem a ejaculação, que chega a ser vista como sinal de fraqueza: o homem não consegue se controlar.

A técnica da “Karezza” também é vista, por alguns médicos, como possível cura para disfunção erétil nos homens e falta de desejo nas mulheres. Segundo esta linha de raciocínio, os problemas na cama de um casal já não tão jovem começam em uma limitação física, mas são agravados pelo lado emocional.

Em outras palavras, o casal não está acostumado a extrair prazer do sexo senão pela via do orgasmo. Eles desprezam o amor e envolvimento que existem durante o processo, e enxergam essa etapa apenas como um caminho até o clímax. Quando ele passa a não ser atingido tão facilmente, homem e mulher se frustram por não chegar lá. E tudo o que vem antes fica automaticamente comprometido.

Hormônio do amor

A oxitocina, o mesmíssimo hormônio responsável pelas contrações uterinas da mulher na hora de ganhar um nenê, desempenha na relação sexual um papel mais decisivo do que os cientistas julgavam há até alguns anos. Pode-se liberar, com a técnica do “Karezza”, altas doses de oxitocina pelo corpo, tanto no homem quanto na mulher. Dá tanto ou mais prazer que a ejaculação das partes.

E qual o segredo para fazer um sexo regado a oxitocina? Basta seguir a cartilha do “karezza”: valorizar no parceiro o beijo, o olhar, a respiração, fazer massagens, sentir os batimentos, acariciar as partes íntimas sem pressa e sentir o corpo do parceiro por completo.

Que a penetração não seja a protagonista, mas apenas um elemento a mais no repertório do casal. Sem ejaculação, o sexo pode ser retomado e retomado, por várias vezes. A “fronteira final”, representada pelo orgasmo, se perde, e o ato de fazer amor passa a ser uma cadeia contínua de prazer por quanto tempo o casal desejar.

A sensibilização começa nas salas de aula


De mãos dadas; o caminho para a aceitação da 
homossexualidade ainda é longo (Keystone)
A sensibilização já começa nas salas de aula. O tema da orientação sexual e da homofobia é ainda um tabu nas escolas suíças. Mesmo assim, trata-se de um problema sério: os rapazes e as moças homossexuais, por exemplo, tentam o suicídio muito mais do que os conterrâneos heterossexuais.


“Eu era pequena quando ouvi falar de homossexualidade pela primeira vez. Foi quando um tio chegou a uma festa de família acompanhado de outro homem", explica uma jovem aos seus companheiros de classe. “Eu tinha dez anos e foi com um amigo de sala", observa outro estudante. O relato de um jovem crescido em um país africano ganha contornos dramáticos: “Eu tinha 13 anos e assisti ao linchamento de uma pessoa que, segundo diziam, estava com o diabo no corpo."

Nesta tarde de fim de maio, em uma classe do centro de formação profissional em St. Imier, no cantão Berna, fala-se de sexualidade e de homossexualidade. Os debates e as discussões com os jovens são coordenados por Pascal Morier-Genoud. Ele trata desse tema já faz dez anos. Para melhorar a compreensão da plateia, com idades entre 17 e 18 anos, Pascal Morier-Genoud trouxe um jovem homossexual (leia o artigo relacionado).

"Os estereótipos homófobos se reproduzem desde a tenra idade, inconscientemente, claro. A questão da orientação sexual é algo com a qual nos deparamos durante toda a vida. Então, é uma temática essencial que ela seja apresentada na escola", explica Pascal Morier-Genoud.

A sensibilização é tão necessária quanto à descoberta que, por exemplo, em cada quatro jovens homossexuais, um(a) tenta o suicídio. Esta estatística é do ano de 2000, segundo uma pesquisa realizada pela Suíça francófona. E os dados são confirmados por outros estudos semelhantes e conduzidos em outros países.

Quando diversidade rima com discriminação 

O ambiente escolar exerce um papel importante. “Na escola, o fato de serem percebidos como diferentes conduz, quase sempre, à violência física ou verbal. Isso envolve não apenas os homossexuais, mas também os heterossexuais. Basta ser visto como diferente. Essa rejeição provoca estresse e a angústia. Como adultos, osso papel é de proteger as crianças", realça Alicia Parel, futura secretária nacional de Pink Cross, a organização suíça dos homossexuais.

Interferindo nas classes, o objetivo de Pascal Morier- Genoud é de combater os estereótipos e de abordar um tema que ainda é tabu. Sem esquecer que em cada classe pode existir um(a) jovem atraído(a) pelos companheiros do mesmo sexo e que coloca questões sobre a orientação sexual. E estas perguntas poderão ficar sem resposta.

“É verdade que os homossexuais têm uma sexualidade sem freios? Homossexualidade = pedofilia? Em uma casal homossexual tem sempre um que faz o papel de homem e outro de mulher?...". Pascal Morier-Genoud sempre responde perguntas deste tipo. 

“Não, as práticas ligadas ao homossexualismo não tem nada a ver com a orientação sexual; não, homossexualidade e pedofilia não devem ser confundidas e, além do mais, você sabe que de cada dez pedófilos nove são heterossexuais?”. Estas são as suas respostas, em geral.

Pascal Morier-Genoud tenta ainda explicar quais são os desafios de uma pessoa com a orientação sexual diferente. “Tente pensar o significado de trabalhar numa empresa, ser convidado para festas com os amigos do escritório que lhes dizem "Ah, na próxima vez traga a sua namorada". E depois de quatro ou cinco vezes que você não leva ninguém te perguntam, com o tom irônico, “mas você é uma bicha ou o quê”?". O "coming out" já é difícil e a repetição é tanto mais difícil, pois se trata de um eterno recomeço. Basta trocar de emprego. O que você deveria dizer se a cada vez tivesse que anunciar aos novos colegas de trabalho ser heterossexual?"

Medo do proselitismo 

Falar desses temas nas escolas é ainda mais complicado. “Eu interfiro apenas nos dois últimos anos da escola obrigatória (15-16 anos, ndr) e somente a pedido do professor", observa Pascal Morier- Genoud.

Algumas vezes, as autoridades escolares temem ser acusadas de proselitismo por parte dos pais. Além disso, existe o consenso geral de que as questões sexuais devam ser abordadas no contexto familiar. Nos últimos anos, existe até uma uma ofensiva contra um projeto de educação sexual que deveria ser aplicado a partir de 2014 em todas as escolas dos cantões da Suíça alemã.

"Enquanto existir o medo do proselitismo, até quando valer o pensamento segundo o qual a homossexualidade é uma doença transmitida por um vírus misterioso, não resolveremos nenhum problema”, observa Alicia Parel. “A orientação sexual e, ainda menos, a identidade de gênero não se pode escolher, assim como não se escolhe a cor dos olhos ou da própria pele. São características da personalidade de cada um e não são adquiridas", acrescenta.

Diversidade em todas as suas formas 

Para evitar polêmicas estéreis, uma das pistas é a de não concentrar a atenção, exclusivamente, sobre as questões da homofobia.

“Os cantões de Genebra e Vaud (oeste) contrataram uma responsável para as questões de diversidade e de homofobia. A sua missão é, entre outras coisas, a elaboração de módulos de formação destinados aos professores, observa a futura diretora do Pink Cross. A vantagem é que se pode abordar a diversidade em todas as suas formas: os gordos, os magros e assim por diante. Resumindo: tudo aquilo que rende a experiência escolar mais difícil para certas categorias de pessoas."

"Concentrar-se apenas sobre as questões de homofobia não faz sentido, acrescenta Alicia Parel. É preciso abordar a diversidade de um ponto de vista muito mais amplo. Por que deixar de lado certas crianças que, de um modo ou de outro, são diferentes? Elas também precisam de apoio."


Daniele Mariani

Mick Jagger fez sexo com David Bowie e Eric Clapton, revela nova biografia

O jornalista norte-americano Christopher Anderson lançou hoje a biografia “Mick: The Wild Life and Mad Genious of Jagger” (em português, Mick: A Vida Selvagem e Geniosamente Louca de Jagger) que revela detalhes inéditos da vida do roqueiro Mick Jagger. O autor é famoso por publicar outras biografias polêmicas como as de Madonna, Michael Jackson, Jacqueline Kennedy e da Princesa Diana.

Segundo o site da revista Entertainment Weekly, o livro que acompanha os 68 anos de Jagger e conta com histórias inusitadas, como um suposto envolvimento sexual com David Bowie, em que além de dormir juntos, dividiam a mulher de Bowie, Angie Bowie. De acordo com o livro, Bowie e Angie não escondiam que eram bissexuais e compartilhavam namorados.


Outra revelação da biografia afirma que o cantor foi flagrado na cama com Eric Clapton e se envolveu com a modelo Carla Bruni, casada atualmente com Nicolas Sarcozy, presidente da França.


A biografia aborda histórias da infância de Jagger, como quando ele se divertia destruindo castelos de areia de outra crianças com apenas 4 anos, as rebeldias no colégio e já na adolescência quando era repreendido pelo cabelo longo e o jeans apertado.


Entre as aventuras sexuais de Jagger, o livro afirma que ele seduziu o companheiro de banda Brian Jones para usá-lo contra Keith Richards, perseguiu a atriz Angelina Jolie, enquanto ela era casada com Johny Lee Miller e segurou os seios da cantora Marianne Faithfull no primeiro encontro, além de um estranho fetiche por sapatos.

Terapia sexual

Muita gente pensa na terapia sexual com um bicho de sete cabeças, como uma invasão na privacidade e não como a solução de disfunções sexuais e problemas psicológicos que interferem negativamente na nossa sexualidade.

Terapia sexual é necessário para quem tem ejaculação precoce ou retardada, dores na relação sexual, medo ou nojo de sexo, anorgasmia (ausência de orgasmo) – infelizmente, um número alarmante de mulheres, muito triste, hoje em dia, ver um quadro assim. Homens impotentes, pessoas que sofreram abuso sexual, pessoas que não gostam de sexo, quem tem dificuldade de penetração, enfim… Quem não vive sua sexualidade de forma plena e feliz precisa buscar ajuda, pois sexualidade saudável é qualidade de vida e eu acredito que todos nós queremos qualidade, na cama e fora dela.

Claro que um urologista e ginecologista devem ser consultados para se descartar qualquer problema físico. Feito isto, se parte para a terapia, que em três meses cura problemas que podem prejudicar toda uma vida e todos os relacionamentos.
Você não quer uma vida sexual maravilhosas, sentir prazer, gostar do seu corpo, amar, desejar, gozar? Bom, eu quero. Ou melhor, eu tenho… pois não tenho vergonha de ser feliz!

Queima calorias e afasta o câncer: veja 5 benefícios do sexo

Por que fazer exercícios apenas na academia enquanto você pode malhar na cama? O site Your Tango aponta cinco bons motivos para que você pratique mais sexo. Os benefícios vão além do simples bem-estar físico, chegam à mente e mandam pra longe o risco de doenças como câncer.

1. Sexo acaba com o stress: fazer sexo regularmente diminui a pressão sanguínea e isso é responsável por diminuir os níveis de stress. As substâncias químicas envolvidas no ato são a dopamina, a prolactina e a oxitocina. Todos elas beneficiam a mente e causam sensação de recompensa, felicidade, saciedade.

2. Sexo queima calorias: se você vive à procura de um bom motivo para fugir da esteira, acabou de encontrá-lo. Fazer sexo, além de manter a saúde cardiovascular em dia, oferece flexibilidade e tônus muscular. Dependendo do tipo de sexo praticado pelo casal, é possível eliminar até 700 calorias. A queima começa já nas preliminares. Cerca de quinze minutos de amassos podem torrar em média de 25 calorias. Se você quer queimar 100 em meia hora, parta já para o sexo oral. E quando chegar ao orgasmo, saiba que você se livrou de quase 100 calorias.

3. Sexo prolonga a vida: dizem que uma vida sexual ativa retarda o processo de envelhecimento, diminui os riscos de ter um ataque cardíaco e aumentar a imunidade. Estudos comprovam que quem pratica sexo pode viver em média oito anos a mais que as pessoas que não o fazem.

4. Sexo melhora a autoestima: ouvir seu parceiro dizer o quanto você é incrível, é ótimo para a autoestima. Assim, você se sente bem por horas.

5. Sexo reduz risco de câncer: um estudo comprovou que homens que praticam sexo mais de 20 vezes por mês têm cerca de um terço a menos de chances de desenvolver câncer de próstata. Enquanto isso, as mulheres que fazem menos sexo apresentam maior risco de câncer de mama que as mulheres ativas.

Sexo bom sem segredos – especialista diz o que fazer para ter uma relação sempre gostosa

Vejas dicas e informações para não fazer feio na cama.

O sexo ainda é um assunto cheio de tabus e dúvidas para muita gente. Uma das preocupações entre vários casais é como ter e proporcionar prazer ao parceiro de forma que ambos fiquem satisfeitos.

Atrás de algumas respostas que possam te ajudar a encontrar uma “fórmula para o sexo perfeito”, a Guia Astral conversou com Triana Portal, psicóloga e psicoterapeuta da Clínica Espaço de Saúde Morumbi. Ela esclarece algumas dúvidas e dá dicas do que realmente atrapalha na hora do sexo.

Confira as informações e, bom, o resto é com você…

- Existem muitos tabus sobre a diferença entre o sexo para homens e mulheres. Um deles é de que os homens sempre se satisfazem primeiro. É verdade que o prazer para os homens é mais fácil?

Depende do homem e da situação. De forma geral, o homem se excita e ejacula mais rápido, sim. Eles lidam com sexo de forma mais carnal, material, pouco dependendo da questão afetiva. Já a mulher leva mais tempo para chegar ao orgasmo e muitas vezes nem chega. Sabe-se que muitas mulheres fingem o orgasmo. Toda mulher tem um funcionamento mais complexo e depende de vários fatores para ter desejo e prazer na hora do sexo.

- Como o casal pode estimular uma relação mais prazerosa para os dois?

O prazer está muito ligado ao carinho, intimidade e, em alguns casos, à vivência de fetiches ou fantasias que um ou ambos tenham. O diálogo aberto é a melhor dica: apontar seus gostos e o que te incomoda pode abrir portas para um melhor entrosamento. Estar de bem com seu corpo e consigo mesma também facilita o prazer. Uma pessoa com vergonha do seu corpo ou que tem dificuldades em falar ou vivenciar o sexo fica paralisada e não consegue dar nem obter prazer efetivo. Estar apaixonada é um afrodisíaco natural.

- E o que pode atrapalhar muito na hora H?

- Estar com a cabeça cheia de problemas, magoada com o parceiro ou com algum desconforto físico.

- Estar indisposto, sem vontade de ter relação e fazê-la só para agradar o outro.

- Álcool, drogas e alguns medicamentos que interferem no desejo e/ou ereção, como antidepressivos, contraceptivos, etc.

- A ansiedade também é um fator determinante.


- Existe alguma dica que, de fato, melhora o sexo?

Existem diversas variáveis que compõem um cenário ou clima propício que é ideal para o sexo. Não dá para dizer que existe uma dica específica que garanta uma melhoria. Além disso, cada pessoa e cada casal tem uma necessidade diferente, portanto, a receita sempre vai variar.


Soraia Alves

Sexting adolescente, um convite para o sexo


Pesquisa revela que compartilhar fotos íntimas via celular e praticar sexo são atividades afins para os jovens. Eles, contudo, subestimam riscos envolvidos.

Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos nesta semana revelou que quase 30% dos adolescentes americanos já praticaram alguma vez o sexting – ou seja, usaram seus smartphones para disparar mensagens contendo fotos em que aparecem nus, acompanhadas ou não de texto. 

O número, é claro, assusta. E os estudiosos da Universidade do Texas responsáveis pela pesquisa descobriram ainda outras pistas que ajudam a entender melhor esse fenômeno. A principal delas é que o sexting tem um vínculo com a prática "real" do sexo. De acordo com o levantamento, entre as adeptas do compartilhamento de fotos íntimas, cerca de 80% já praticaram sexo; o número de sexualmente ativas cai pela metade entre aquelas que também não se envolvem com sexting. Entre os garotos, o comportamento é semelhante. "Ainda não sabemos se é o sexting que leva ao sexo ou vice-versa, mas a prática de compartilhar essas imagens íntimas parece ser um bom indício de comportamento sexual", afirma o psicólogo Jeff Temple, principal autor do estudo, em entrevista a VEJA.com. "Se um adolescente está enviando SMS com fotos ousadas, provavelmente já está fazendo sexo." Ou está a caminho de perder a virgindade.

O levantamento da Universidade do Texas também descobriu que as fotos não são enviadas indistintamente. Normalmente, o sexting é direcionado a uma pessoa específica, com quem o adolescente já namora – ou gostaria de namorar. Outra revelação importante traça uma distinção clara entre homens e mulheres. Quase 70% das garotas ouvidas na pesquisa afirmaram que já receberam a solicitação que pode dar início ao sexting, algo no estilo: "Me envie uma foto íntima sua." Entre os rapazes, o índice é bem menor: 42% deles já foram convidados à prática.

O estudo americano considerou apenas imagens de nudez enviadas pelo celular, descartando casos em que jovens usam o computador ou outro meio digital para mandar autorretratos picantes. É o que a própria expressão "sexting" sugere. A palavra, que já entrou para o dicionário Oxford da língua inglesa, é a junção de outras duas: "sex", sexo, e "texting", que designa a troca de mensagens de texto via celular. Pesquisas que levam em conta também o computador costumam encontrar taxas de adesão menores à prática – daí o susto com os 30% revelados pelo novo estudo. Isso serve de alerta aos brasileiros. A pesquisa que se tornou referência sobre o assunto no país, feita em 2009 pela SaferNet, associação que zela pelos direitos humanos na internet, apontou que 12,1% das 2.525 crianças e adolescentes ouvidos já haviam praticado o sexting usando algum dispositivo eletrônico. É possível, portanto, que a participação seja maior, se forem considerados os celulares exclusivamente.

A lógica e os especialistas têm argumentos razoáveis para explicar por que os telefones móveis concentram – e estimulam – o sexting. Em primeiro lugar, porque o celular é um dispositivo para uso e porte pessoal por excelência, o que garante privacidade a seu proprietário. No caso do computador, dá-se o inverso, e não raro a máquina é compartilhada por várias pessoas da família. Temple acrescenta ainda outra razão: "No celular, é muito fácil tirar uma fotografia e mandá-la em seguida para um amigo ou pretendente. Já no computador, é preciso salvar a foto e anexá-la a um e-mail, por exemplo. Esse percurso maior faz com que o adolescente tenha mais oportunidade de refletir sobre o que está fazendo."

Refletir sobre o sexting é uma etapa oportuna – obrigatória, na verdade –, diante dos riscos a que estão sujeitos seus praticantes. Uma das mais frequentes ameaças é o vazamento indiscriminado das fotos, originalmente enviadas para destinatários (e com propósitos) bem definidos. Seja nos Estados Unidos ou no Brasil, as ocorrências mais alarmantes parecem seguir um roteiro: a garota manda suas fotos para o namorado, que, após o término do relacionamento, as repassa a amigos e inimigos, preferencialmente os colegas de escola. A protagonista da trama, é claro, é esmagada pelo constrangimento. Em 2008, a história teve desfecho trágico: a americana Jessica Logan se enforcou aos 18 anos após sua foto, feita na intimidade, passar pelos olhos de todos.

No Brasil, o caso mais recente acabou em prisão. Aluna do primeiro ano do ensino médio do Colégio Maxi de Cuiabá – primeiro colocada no ranking do Enem entre as escolas do Mato Grosso –, uma garota de 14 anos fotografou-se nua. As imagens circularam entre os colegas até que, há três semanas, um jovem de 18 anos foi preso em flagrante, acusado de armazenar as tais fotos em seu celular. É crime produzir, divulgar, compartilhar ou até mesmo possuir pornografia infantil. Imagens de outras estudantes também circularam, mas não continham nudez, apenas insinuações sensuais.

"Nós denunciamos o caso à Polícia, embora as fotos tenham sido feitas fora dos domínios da escola", diz o pedagogo Virgílio Tomasetti Júnior, diretor geral dos Colégios Maxi de Londrina e de Cuiabá. "Recomendamos aos pais de todas as envolvidas que as estudantes fossem transferidas para outra escola, evitando constrangimentos, mas eles optaram por mantê-las aqui. Agora, nosso desafio é protegê-las de um eventual bullying." O pedagogo tem uma opinião bem definida sobre a prática do sexting: "Deve que ser coibido: não leva a nada e não ajuda em nada esses jovens. Erram os pais que permitem que isso aconteça."

De acordo com a delegada que cuida do caso, Alexandra Fachone, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), o jovem que acabou preso era um "paquera" da vítima. Após pagar pouco mais de 3.000 reais de fiança, foi colocado em liberdade. Além da posse das imagens, ele também pode ser responsabilizado pela transmissão das fotos, caso fique comprovado, através da perícia, que ele as divulgou. "Qualquer pessoa, maior de idade ou até mesmo adolescente, que recebe imagens pornográficas de crianças e adolescentes comete um crime ao armazená-las ou divulgá-las."

O castigo é certo, previsto em lei. Mas seu potencial pedagógico é colocado em xeque pela SaferNet, entidade que continua a se dedicar à questão. "Penalizar ações individuais nesse caso é como enxugar gelo. Seria mais produtivo nos antecipar ao problema, tentando ensinar os adolescentes a fazer boas escolhas na internet", diz o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet e estudioso do assunto. "A sexualidade da criança e do adolescente ainda é um tabu para muitos pais e educadores. É preciso conversar com eles e ensiná-los a usar a tecnologia com consciência."


Paula Reverbel

Paris: Prostitutas e profissionais do sexo manifestam-se

Prostitutas e profissionais do sexo protestaram este sábado em Paris contra o projeto de lei que prevê a abolição da prostituição e a penalização de clientes.

A ministra dos Direitos das Mulheres, Najat Vallaud-Belkacem, afirmou que esta legislação tem por objetivo proteger as mulheres do comércio sexual.

O sindicato das trabalhadoras do sexo discorda.

“Antes de fazer declarações públicas, devia estudar a matéria e informar-se para saber qual é a realidade da prostituição. Que não há só uma prostituição, mas diferentes formas de exercer esta atividade. Que cada situação merece uma resposta adaptada. A luta contra o trabalho forçado não é incompatível com os direitos das pessoas que exercem esta atividade de forma consentida”, disse a secretária geral do STRASS.

A polémica surgiu após declarações da ministra à comunicação social francesa.

Um projeto que visa criminalizar pagar por sexo foi aprovado pela câmara baixa do parlamento em dezembro de 2011.

Para as prostitutas isso significaria a passagem a um negócio clandestino e ao consequente aumento de riscos.

Promessa de sexo oral de atrizes pornô em fãs do Miami Heat gera polêmica com direção da NBA

Há quase um mês, o Miami Heat foi campeão da NBA e duas atrizes pornôs, Sara Jay e Angelina Castro, criaram polêmica no Twitter. As gatas prometeram que fariam sexo oral coletivo e gratuito para todos os fãs do time em caso de conquista da franquia de Miami.


O que parecia diversão para as duas e para os fãs do Miami Heat virou confusão. A direção da NBA acionou a Justiça, de acordo com o site “BSO”, para proibir que a dívida seja cumprida.


Apesar disso, as duas estão dispostas a pagar a promessa. Elas até criaram uma página na internet que mostra o regulamento da promessa. O fã precisa ser seguidor delas no Twitter, exibir a camisa do time e passar por uma inspeção de higiene. Além disso, está proibido filmar a “festa”.

Sexo na gravidez: o que pode e o que não pode?

Quando descobrem que terão um bebê, mais da metade dos casais que procuram o médico quer saber se sexo e gravidez combinam. 

A orientação geral é que, caso não existam problemas diagnosticados, como sangramentos e risco de parto prematuro, os momentos de intimidade só fazem bem. “Não há limites estabelecidos ou práticas não aceitas. 

Aconselha-se, apenas, que ambos mantenham a mesma sintonia em relação aos seus desejos e que respeitem o corpo e a mente um do outro, sempre prevalecendo o bom-senso”, explica Mariano Tamura, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. “A mulher está passando por mudanças físicas, emocionais e hormonais e espera-se que o parceiro tente compreendê-las, sendo cúmplice.”

Bebê protegido

Durante a gravidez, o bebê fica isolado dentro das membranas da placenta e da bolsa, além de estar entre as paredes do útero, que são formadas por músculo. “E o colo do útero, que é a parte mais baixa do órgão e está em contato com a vagina, permanece fechado, como um estreito canal que deve se abrir apenas no momento do parto”, esclarece.

No fim da gestação

Em condições normais, as mudanças do corpo nesse período preparam o útero para iniciar as contrações. No fim da gestação, o sexo pode até ser benéfico. “O sêmen possui prostaglandina, substância que, quando a mãe e o bebê estão prontos para o parto, favorece o começo das contrações e o relaxamento do colo uterino”, diz o médico.

As 3 melhores posições

No início da gravidez, não existem restrições. Mas, conforme a gestação vai evoluindo, o crescimento do útero e o aumento do peso pedem posições mais confortáveis e seguras. “São aquelas que não forçam a barriga nem a coluna da mulher”, detalha Tamura. Veja algumas ideias de posições:

1. Você fica por cima, controlando a profundidade da penetração.
2. Ele se coloca por cima, na clássica papai e mamãe, mas não deixa cair o peso sobre você.
3. Você se deita de lado, na posição “conchinha”, e ele fica atrás, de lado também.

Como os filhos mudam a vida de um casal gay

Quando se discute a união entre pessoas do mesmo sexo, a criação de filhos é uma das questões centrais. Ao invés de investigar o que o fato de ter dois pais (ou duas mães) pode mudar na vida da criança, como geralmente se faz, um grupo de pesquisadores fez o caminho inverso: analisou o impacto dos filhos na vida do casal.

“Quando parceiros do mesmo sexo se tornam pais, eles passam a focar bastante nas crianças e têm menos tempo para conversar e menos desejo sexual”, conta o professor de estudos sexuais Colleen Hoff, da Universidade Estadual de São Francisco (EUA). “Eles passam por mudanças muito parecidas com aquelas vividas por casais heterossexuais”.

O estudo mostrou que, embora a paternidade tenha diminuido a satisfação sexual, a maioria dos casais não deixou que isso prejudicasse o relacionamento como um todo. Outra conclusão foi a de que a chegada de filhos não alterou o “acordo” feito previamente: relacionamentos abertos continuaram abertos, e relacionamentos monogâmicos também não mudaram.
Com a palavra, os pais

A equipe liderada por Hoff entrevistou 48 casais homossexuais masculinos que tinham filhos. De acordo com os depoimentos, a paternidade pode reforçar o relacionamento.

“Isso nos aproximou. Temos um objetivo em comum, e agora temos essas duas ‘pequenas pessoas’ que são mais importantes para nós do que nós mesmos. Isso reforçou nosso vínculo”, disse um participante de 46 anos.

Outro pai que participou do estudo, de 54 anos, contou que passou a respeitar ainda mais seu parceiro depois que os filhos chegaram. “Eu acredito que a experiência de ter filhos nos leva a desenvolver partes de nós que, de outra forma, nós sequer veríamos”, contou.

Esse reforço emocional veio com uma ressalva, pois as exigências da paternidade em geral diminuíram a intensidade da vida sexual dos casais.

“É quase como se tivéssemos que agendar”, relata um participante de 30 anos. “Já não é espontâneo como costumava ser. Parece ‘estruturado’ e se tornou muito infrequente”.

Tal situação foi relatada tanto por casais monogâmicos quanto por aqueles que têm um “relacionamento aberto”.

Guilherme Sousa

Veja 8 motivos para dar uma chance ao sexo casual

O sexo casual ainda divide opiniões entre as mulheres. No entanto, pode ser uma boa saída para quem ainda não encontrou o par perfeito, mas sente a necessidade de se satisfazer. Se você ainda está em dúvida, confira 8 boas razões, listadas pelo Huffington Post, para dar uma chance ao sexo casual.

1. A vida não precisa ter um roteiro: uma das vantagens de ser solteira é poder adotar um "alter-ego" para se divertir de vez em quando. Afinal, todo mundo precisa de uma pausa da rotina cansativa do dia a dia. E o sexo casual é uma das maneiras de deixar de ser a mulher que você é para assumir outra personagem. Mas não confunda a brincadeira com uma vida dupla. É apenas para se divertir por uma noite.

2. Quanto melhor você se conhece, melhor será o sexo: o sexo casual não deve ser feito com a intenção de preencher um vazio. Se fizer isso, é provável que acorde se sentindo ainda pior no dia seguinte. Por isso, se você não se sentir 100% segura de que quer viver essa experiência, deixe para outro dia. No entanto, se você souber que é isso o que quer e que será capaz de se concentrar no momento, experimente. O resultado promete ser bom.

3. Sexo saudável ajuda a reafirmar princípios: ter razões que fazem você se sentir bem devem ser o primeiro passo para você fazer sexo - não importa em que situação. Então, se o que você quer é diversão e uma relação sem compromissos, em que o único objetivo é ter prazer, não há motivos para não experimentar o sexo casual.

4. Sentir culpa é desperdício de tempo: não há porque se sentir mal por causa do sexo casual. Se você usou camisinha, se sentiu segura e gostou da experiência em si, não existem motivos para arrependimento. Uma pequena aventura sexual não diz absolutamente nada sobre você. Mas, se mesmo assim, você continuar se sentindo culpada, pergunte-se se esse tipo de experiência foi feita para você. A decisão é sua.

5. Sexo com estranhos é sincero: segundo Erica Jong, autora do romance "Fear of Flying", medo de voar, em tradução livre, o sexo com pessoas estranhas é livre da disputa de poder, ou seja, ninguém está tentando provar nada para ninguém. Por isso, para que seja uma experiência legal, ambos os lados devem estar de acordo de que não passa de sexo casual.

6. Sexo casual pode ser menos desgastante: fazer sexo com pessoas sem que envolva sentimento, geralmente, não cria expectativas. Por isso, essa experiência tende a ser menos desgastante do que manter uma relação estável, ainda que não-oficial, com apenas uma pessoa.

7. Você se satisfaz sem perder tempo: uma das maiores vantagens do sexo casual é que o seu parceiro pode não ser o seu par perfeito, no entanto, enquanto você não encontra sua carametade, ele pode ajudá-la a se satisfazer. Assim, você não desperdiça tempo namorando os homens errados apenas porque tem necessidades a serem sanadas.

8. Sexo casual ajuda você a se vingar: se você foi traída de alguma forma, o sexo casual pode ser sua vingança perfeita. Em situações como essa, é normal você se sentir mal e se perguntar onde foi que errou. No entanto, em vez disso, que tal descontar sua raiva no sexo? Além de ser uma forma saudável de aliviar a tensão, a endorfina liberada durante o ato ajuda a melhorar o seu humor - isso sem contar os momentos de prazer.

Existe vida sexual pós-gravidez?

Segundo as mães suecas, sim: 38% dizem ter relações semanalmente.

O bebê chora, o bebê quer mamar, o bebê precisa de alguém para trocar a fralda. Ser mãe não é fácil. Mas não significa que o resto da vida está perdido, nem mesmo a vida sexual. Em uma pesquisa realizada pela revista especializada “mama”, publicação da Suécia, 38% das mães do país afirmaram manter relações sexuais uma ou duas vezes por semana. 

Os dados repercutiram na imprensa dos Estados Unidos, fazendo muitas mães se perguntarem como as suecas estão conseguindo.
É possível que elas levem uma vida menos atribulada, mas se elas têm você também pode ter. Se estiver interessada, claro.

A pesquisa da “mama” mostrou ainda que 36% das mulheres voltaram a ter relações sexuais um ou dois meses após o parto, enquanto 26% delas retomaram a vida sexual três ou quatro meses depois. Essas variações dependem de como é relação do casal e o cotidiano de cada um. Mas de maneira geral, de acordo com o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Júnior, professor e médico do Ambulatório de Sexologia da UFRJ, é realmente difícil retomar a frequência sexual antes de seis meses de pós-parto.

Quem mexeu no meu desejo?

Há várias razões para a diminuição da libido, de ter ou não ajuda para cuidar do filho a um marido mais ou menos atencioso. Além disso, a prolactina (hormônio liberado pela mulher para estimular a produção de leite) inibe o desejo sexual e, por mais que ela ame e queira o marido, o tesão tende a diminuir. “Dificilmente você verá uma mulher nessa fase da vida cheia de vontade de transar”, afirma a obstetra e terapeuta sexual Junia Dias de Lima, também membro da Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Mas não quer dizer que não possa acontecer.

Por causa do resguardo pós-parto, um casal usualmente pode voltar a fazer sexo por volta de 30 a 40 dias após a chegada do bebê. E, depois disso, o foco já não é mais o casal, mas o bebê. Por isso, de acordo com a ginecologista e sexóloga Elsa Gay, da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo), é natural que a mulher dê mais ênfase ao novo papel, o maternal, enquanto o erótico fica um pouco apagado. O casal, portanto, deve conversar sobre estes fatores sempre que se sentir fora de sintonia.

Machismo em xeque

A realidade sueca é bem diferente da brasileira e o debate sobre a igualdade entre os sexos é bem adiantado por lá. A vida sexual dos brasileiros também pode sair perdendo com o machismo nessas horas.

Na Suécia, a emancipação feminina já ocorre há mais tempo e as mulheres, segundo Amaury, são mais independentes em relação aos próprios desejos. Aqui, por outro lado, a chegada do bebê ainda mexe com muitos valores sociais – a mulher pode questionar a garantia desse bebê, por exemplo –, o que pode também dificultar o retorno da vida sexual.Sexo em uma cama, bebê em outra

A obstetra e sexóloga clínica Franciele Minotto levanta outro ponto capaz de dificultar a vida sexual pós-filhos: a falta de privacidade do casal, que está com o bebê 24 horas por dia.
Na Suécia, isso não é um problema: três a cada 10 mães, segundo a pesquisa realizada pela “mama”, disseram ter relações sexuais mesmo com o bebê ali, na mesma cama. Segundo Amaury, isso também acontece com frequência nas casas brasileiras. “Mas é uma atitude absolutamente irresponsável e inadequada”, diz o médico.

A atitude não é boa nem para o bebê, nem para os pais. “Se os filhos continuam a dormir sempre no quarto do casal, as situações sexuais começam a se tornar cada vez mais rápidas, silenciosas e monótonas, o que leva a insatisfação e perda da intimidade”, acrescenta Franciele

'Há sexo para fazer bebés e sexo para fazer amor'

Jacky Boivin
by José Carlos Carvalho
Em mais de 20 anos de investigação, a psicóloga Jacky Boivin tem destruído mitos sobre a fertilidade. Mas a mensagem que insiste em deixar é: não atrase a maternidade

A especialista não se cansa de falar da necessidade urgente de reverter a tendência atual de adiar a maternidade. Esqueça-se a casa, o emprego estável ou o carro familiar. Há que procriar em tempo, já que o resto vem por acréscimo. Além de todos os dados científicos que tem recolhido em trabalhos de investigação, Jacky sofre, na pele, o peso do adiamento. 

Não há muito consenso quanto à altura certa para procurar um especialista em infertilidade. Qual é a sua opinião?

É verdade que as orientações variam bastante e dependem do facto de o médico ser um ginecologista, um clínico geral ou um especialista em infertilidade.

Mas os protocolos são claros: se, ao fim de 12 meses a tentar engravidar, não se consegue, então deve procurar-se aconselhamento. Não quer isto dizer que se vá iniciar logo um tratamento.

Nesta fase inicial, serão despistados eventuais problemas, como os níveis hormonais. Em pessoas mais velhas, com mais de 34 anos, é melhor procurar um especialista seis meses após ter-se começado a tentar.

Aos 34 anos é-se considerada "velha"?

A fertilidade decresce muito aos 36 anos e a descida é bastante abrupta após os trinta e oito. É preciso dar tempo para se fazer alguma coisa, se for preciso. Há umas décadas, as mulheres tinham os filhos todos, na casa dos 20 anos. Hoje, o primeiro filho nasce quando a mãe já completou 30 anos, quase trinta e um.

E isto tem um custo em termos de fertilidade, que desconhecíamos até há pouco tempo. É preciso assimilar e atualizar a informação.

Há fatores de risco e sintomas de infertilidade?

Sim. Sexo desprotegido, ausência de período ou dores severas durante a menstruação, mais que 30 quilos de excesso de peso, fumar mais de dez cigarros por dia... Tal como tentamos moderar o colesterol ou manter o peso adequado a bem da saúde cardiovascular, ou analisamos os nossos sinais por causa do cancro da pele, é importante conhecer os riscos e sintomas de infertilidade. 

Há efeitos do estado psicológico na capacidade de conceber?

É preciso perceber se estamos a falar do efeito do stresse na saúde física ou na qualidade de vida. Trata-se de uma área importante e muito controversa.

Há empresas interessadas em reforçar a ligação entre o stresse e a fertilidade, para depois poderem vender os seus produtos.

E qual é a verdade?

O que sabemos é que, quando estamos stressados, há efeitos na nossa biologia.

Por exemplo: o stresse pode provocar um atraso na ovulação, por um dia ou dois. E isso transporta-nos para a nossa história evolutiva: se tivéssemos um animal enorme atrás de nós, não seria boa altura para conceber. Há este tipo de interação entre a biologia do stresse e a da fertilidade. Mas a questão é: será que este tipo de interação afeta a fertilidade a longo prazo? Numa perspetiva evolutiva, o objetivo de estarmos aqui é reproduzirmo-nos. Nenhum animal beneficia de uma supressão indefinida da fertilidade. Ou seja, este efeito supressor é temporário. O tal animal continua lá, vai permanecer por muito tempo e, por isso, o melhor é mesmo tentar ter filhos agora. A grande prova de que o efeito é temporário está em África, onde há fome, guerra, falta de água, as piores condições de stresse que se possa imaginar. Mesmo assim, as taxas de fertilidade são das mais elevadas do mundo. O nosso organismo foi desenhado para resistir ao stresse. 

Quer dizer que não há qualquer relação?

O que acontece é que, quando estamos em stresse, comemos pior, ganhamos peso, dormimos mal, fumamos mais, não temos sexo com o nosso parceiro.

Surgem comportamentos que, de facto, influenciam a fertilidade. O tabaco, por exemplo, pode fazer decrescer a produção mensal de óvulos de nove para dois.

O excesso de peso também afeta, e muito negativamente, a taxa de fertilidade. 

E quanto à pressão para conceber? Quando os casais sabem que estão no "dia D" para "fazer um bebé"... 

Um estudo recente mostrou que não há qualquer diferença entre as taxas de fecundação nos casais que usam os aparelhos para prever o dia certo da ovulação e os outros. É o que digo aos casais: há sexo para fazer bebés e sexo para fazer amor. E, por vezes, é diferente.