Andropausa: o mal que atinge os homens

Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), Síndrome de Deficiência da Testosterona (SDT) ou Climatério Masculino. Esses são alguns dos nomes usados para definir a andropausa, versão masculina da menopausa.

Assim como acontece com as mulheres, a doença faz parte de um processo natural do envelhecimento. Dentre os sintomas estão desânimo, irritabilidade, perda da libido e ejaculação precoce.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre esse mal que atinge os homens, o Portal da Band conversou com o médico Luis Henrique Leonardo Pereira, especializado em tratamentos para as disfunções sexuais masculinas, femininas e do casal e coordenador do Grupo de Andrologia de Florianópolis, em Santa Catarina.

Segundo ele, o declínio da produção hormonal se inicia a partir dos 30 anos, porém os sintomas, geralmente, só começam a aflorar depois dos 50. E não há como escapar. "Todos os homens passam por esse processo de queda na produção de hormônios como parte do envelhecimento natural, mas os sintomas de andropausa variam amplamente entre os indivíduos", explica.

Apesar de todo o desconforto, o entendimento sobre a doença, suas causas e tratamentos podem contribuir para que os homens enfrentem essa fase da melhor forma possível.

O que é a andropausa?
Andropausa é termo conferido ao estado clínico que ocorre no homem devido ao declínio da produção de hormônios masculinos como a testosterona, assim como de outros hormônios como os da tiróide, hipófise, melatonina, GH, entre outros. Essa queda produtiva ocorre gradativamente a partir da terceira década de vida e começa a dar sintomas, geralmente, após 50 anos de idade, quando estes mensageiros químicos que controlam nosso organismo estão bem reduzidos (menos de 30 a 40% do normal).

Em que ela se assemelha à menopausa?
Tanto a menopausa quanto a andropausa se originam da queda da produção e da atividade de hormônios no nosso organismo. O quadro clínico se assemelha bastante, até porque esses mensageiros químicos que causam o quadro são semelhantes, como os da tiróide, hipofisários e sexuais. No homem o hormônio predominante é a testosterona e na mulher o estradiol, estriol e a progesterona, mas tanto homens e mulheres têm todos esses hormônios, sendo que a diferença se dá na quantidade destes no organismo de cada sexo. Cada vez se sabe mais que os quadros de andropausa e menopausa são causados por diversos hormônios e não apenas o estrogênio na mulher e testosterona no homem, como se pensava no passado.

Quais são os principais sintomas?
Fraqueza e perda de massa muscular, cansaço, desânimo, estresse, irritabilidade, insônia, falta de desejo sexual, perda de potência sexual, ejaculação precoce, flacidez de pele, entre outros. Isso ocorre em maior ou menor grau, em cada indivíduo.

É possível diagnosticar a andropausa por meio de exames?
Os exames ajudam, mas o diagnóstico é eminentemente clínico. Não adianta dizer para o paciente que está tudo bem, que os exames estão bons, se ele se sente mal. Na Medicina temos que sempre focar na queixa clínica, no estado de saúde que o paciente apresenta e não apenas em exames, muitas vezes caros e desnecessários. Porém, logicamente, eles nos ajudam e são os exames que medem a função da tiróide, das gônadas (testículos e ovários), hipófise, entre outros. Seus nomes técnicos são T3, T4, testosterona total e livre, estriol, estradiol, DHEA, SHBG, cortisol.

Que especialista deve ser procurado pelo paciente?
Aqui no Brasil a andrologia ainda é vinculada à cirurgia geral e ao cirurgião urologista, mas em diversos países desenvolvidos esta já é uma especialidade autônoma, independente das outras, até porque não se trata de uma especialidade cirúrgica e sim clínica. Essa autonomia e independência será nosso pedido perante os órgãos responsáveis, como Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. Por não existir ainda uma residência de andrologia, os profissionais que cuidam da saúde sexual masculina são de diversas especialidades, a exemplo do nosso grupo médico, onde temos cardiologistas, urologistas, clínicos, endocrinologistas, entre outros. Até surgir uma residência médica específica de andrologia, o médico a ser consultado tem que ser um médico atuante na área e que seja reconhecido pela comunidade médica. Esse fato ainda dificulta o acesso a esse especialista pelos pacientes em geral.

De que forma o prazer sexual, uma das principais preocupações do homem, pode ser estimulado durante essa fase?
Fazendo reposição dos hormônios (bioidênticos) que estiverem baixos, associando suplementos que combatem o envelhecimento (anti-oxidantes, anti-radicais livres), repondo vitaminas e oligoelementos como o zinco, manganês, selênio. Também associando medicamentos, aminoácidos e fitoterápicos para queixas específicas como distúrbios do sono, fraqueza muscular, perda de desejo sexual, dificuldade de ereção. Logicamente que o estilo de vida é importante, pois atividades físicas, boa alimentação, lazer, esportes, tomar sol, dormir bem e atividade sexual frequente melhoram a saúde global. A combinação destas medidas devolverá por tempo indeterminado o prazer sexual e a qualidade de vida para os pacientes.

Quais são as formas de tratamento da andropausa?
As formas de tratamento são baseadas em condutas para melhorar o estilo de vida e também são usados medicamentos em comprimidos via oral, sprays sublinguais (que contém vasodilatadores e hormônios bioidênticos que promovem mais qualidade, desejo, prazer e vigor nas relações sexuais, assim como melhora o desempenho muscular, cognitivo e cardiorrespiratório), injeções intramusculares e penianas, géis transdérmicos e uretrais, entre outros. Naturalmente o médico habilitado avaliará cada caso e irá a tratar a andropausa com a melhor combinação a ser utilizada. É importante que o tratamento, seja ele qual for, contínuo e diário, com acompanhamento multidisciplinar, para que ao longo do tempo a qualidade de vida sexual vá melhorando.

A andropausa tem cura?
Infelizmente o declínio hormonal é progressivo, portanto o tratamento geralmente será contínuo, mas isso é muito bem aceito pelo paciente, pois cada vez mais ele vai se sentindo melhor, mais confiante e mais feliz. Ele mesmo não quer parar o tratamento, tamanha a satisfação clínica que geralmente é atingida.

Há trabalhos científicos a respeito da reposição de testosterona para os homens?Sim, há inúmeros trabalhos publicados e a maioria indica benefícios da reposição hormonal com testosterona para homens e mulheres também. Naturalmente respeitando suas indicações e contraindicações.

Sexo entre ex-namorados pode ser prazeroso, mas cuidado com as falsas expectativas

Sábado à noite, sem nada para fazer e o telefone toca. Os temidos "ex", quando ligam, certamente estão querendo uma noite para relembrar os velhos tempos. Os sentimentos são conflitantes: se por um lado transar com uma pessoa com quem você já se relacionou pode ser uma experiência prazerosa, no dia seguinte você poderá lidar com uma dose de culpa ou com a incerteza sobre seus sentimentos.



A psicóloga Claudia Feliciano explica que é muito natural ter desejo sexual por um ex-namorado, namorada, marido ou mulher, mesmo que o amor já não exista mais. "O casal cria uma intimidade e aprende a conhecer o outro", diz Claudia. "Sexo casual com alguém que já foi seu parceiro é muito excitante, pois um já sabe do que o outro gosta".



As razões para procurar um "ex" para sexo casual são muitas, mas o fato de conhecer a pessoa e ter construído uma intimidade que não se consegue em um primeiro encontro são os motivos mais significativos. A psicóloga Luciana Barros lembra que muitas pessoas afirmam que o sexo pode ser ainda melhor depois do término da relação.



"Os parceiros se sentem mais livres para explorar novidades e é muito mais fácil fazer propostas ousadas para quem você já conhece", diz. As mulheres, por exemplo, costumam ter mais pudor para fazer sexo anal, mas para elas pode ser mais simples topar essa experiência com o "ex" do que com um parceiro eventual. "Ela conseguirá aproveitar muito melhor a sensação e o homem sentirá que ela está à vontade, e estar confortável faz toda a diferença para o sexo", afirma Luciana.

Como descobrir se ele ou ela é homossexual?


Especialista e gays dão dicas para identificar se o parceiro/a gosta de uma pessoa do mesmo sexo.

O namoro não anda lá essas coisas e o parceiro (a) parece não demonstrar mais o mesmo interesse no sexo... Isso pode ser um sinal de que ele (a) esteja em dúvida sobre a própria opção sexual – seja por uma aventura bissexual ou até mesmo de repetir uma experiência homossexual do passado.

Mas será que existe alguma forma de perceber se ele ou ela é gay? De acordo com a psicóloga e especialista em sexualidade humana Carla Cecarello, os sinais nem sempre são claros. "Às vezes são meses de relacionamento para que se perceba ou para que a pessoa conte que ela é homossexual", explica.

Carla afirma que o beijo de um homossexual que se relaciona com um heterossexual não tem o mesmo calor e a mesma “ardência”'. A especialista diz que os beijos costumam ser "chochos" apenas para constar que ainda “gosta da pessoa”, que faz parte do "padrão da sociedade".

A psicóloga ainda conta que o casal – um heterossexual e outro que está “indeciso” ou é homossexual – passa muito mais a se comportar como bons amigos ou irmãos. "Normalmente, eles se dão muito bem fora da cama, são ótimos companheiros, porém, sem aquela história de pegar na mão, andar abraçadinhos, entre outros quesitos de um casal apaixonado e com a mesma química." Carla ainda ressalta que nessa situação, geralmente, o sexo é ruim e precário, por isso a relação fora da cama acaba sendo mais aprimorada.

Você desconfia...

Para uma pessoa heterossexual, existe uma demora grande em acreditar que o parceiro seja gay. "Ela fica pensando na probabilidade de uma pessoa homossexual estar dividindo a cama com ela e como explicar para a família e amigos”, afirma a psicóloga. Além disso, segundo Carla, o “hétero” pensa em como enfrentar a decepção de não ter percebido antes e ter feito a escolha errada. Por conta disso, muitos casais demoram anos para se separar definitivamente.

Será que ele é?

Carla conta que o homossexual dificilmente está disponível para o sexo. A especialista diz ainda que há sempre uma desculpa, um desinteresse excessivo e constante.

Ainda de acordo com Carla, no caso dos homens, eles acabam com dificuldade até de ficar excitado. "As ereções geralmente ocorrem nesse caso quando eles acabam fantasiando sexualmente durante a transa com outro homem", revela.

Além disso, a especialista afirma que propostas para práticas diferentes no sexo não existem.

Dicas dos gays

Segundo a relações públicas Daniela Sanches (nome fictício), de 31 anos, a tática infalível para descobrir se uma mulher é gay é jogar o charme. Se ela entra no clima, pronto. "Se você jogar um olhar fulminante, um bom papo e a pessoa retribuir, começou o jogo", conta.

De acordo com Daniela, uma 'hétero', por mais educada que seja, irá arranjar uma forma de cortar “o clima” ali mesmo. "Se ela for curiosa ou lésbica 'enrustida', certamente vai prolongar o papo. Ela vai te dar a entrada, vai se sentir lisonjeada (mesmo que não haja química com você).”

Daniela ainda conta que no meio gay um reconhece o outro. "Quase sempre o ‘radar’ funciona. Eu bato o olho e sei o que a pessoa é. Também pelo modo de olhar, se expressar e algumas vezes pelo estilo. Você percebe na reação dela. Se ela sorrir então, bingo!".

Questionada se a pessoa já nasce gay, Daniela afirma que apenas com o passar do tempo foi formando sua identidade, vivendo experiências e constituindo a personalidade.

"Alguns se 'descobrem' cedo porque se permitem viver experiências, se conhecer melhor e tem uma estrutura familiar adequada”, conta Daniela. “Outros demoram muito mais porque estão mais fechados e não se conhecem o suficiente. Tem medo de enfrentar os olhares de reprovação, por isso o apoio da família nestas horas é importante e determinante", finaliza.

A fotógrafa Thamy Teixeira (nome fictício), de 22 anos, diz que as chances das mulheres sentirem vontade de ficarem umas com as outras é enorme, pois, segundo ela, o público feminino é parecido e as mulheres estão geralmente envolvidas emocionalmente. "Esses fatores aumentam a oportunidade de termos intimidade, traição e sentimentos românticos."

Thamy diz que todos nascem bissexuais. "A sociedade direciona uma opção sexual para o lado heterossexual e retrai a pessoa quase a vida dela inteira, alienando ser heterossexual, pois homossexualidade não esta escrito da bíblia de uma maneira positiva. Muitas pessoas não aguentam essa pressão."

Truques para descobrir se ela é homossexual*:

1 – Mulher que se diz cabeça aberta e que não tem preconceito algum

2 – Mulher que usa com frequência anel no dedão

3 – Mulher que gosta de andar frequentemente com as mãos do bolso, principalmente usando calça jeans

4 – Pergunte para uma mulher que se diz hétero se ela não teria problema em beijar algumas mulheres famosas. Se ela responder, é porque tem desejos


5 – Mulheres que sempre falam ter nojo de outras mulheres abertamente –elas podem ter um desejo oculto dentro

Truques para descobrir se ele é homossexual*:


1 – Homem que tem amigo e frequenta balada GLS

2 – Homem que entende de signo

3 – Homem que tem mania de gostar muito do próprio corpo e dizer que é gostoso, sarado, entre outros elogios

4 – Quando o homem é muito homofóbico, também é um sinal

5 – Se usa cueca Calvin Klein é um indício. Gays adoram marcas

6 – Gosto musical um pouco diferente

7 – O modo que ele trata homens e mulheres na frente dos outros

8 – Homem que mexe muito no cabelo


* informações sugeridas por mulheres homossexuais

Miss Universo passa a aceitar candidatas transexuais


Jenna Talackova

O concurso Miss Universo, promovido pelo magnata Donald Trump, abriu as portas às modelos transexuais. A justificação é que os homens que mudaram de sexo merecem o mesmo tratamento do que qualquer outra mulher.

Transexuais poderão mostrar os seus atributos nos campeonatos internacionais de beleza, e a primeira será a canadiana Jenna Talackova, que finalmente poderá participar do concurso este ano.

A Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD, sigla em inglês), que lutou pela igualdade de direitos em nome de Talackova, saudou a notícia. «A Organização Miss Universo segue as instituições que têm adoptado uma postura contra a discriminação das mulheres transexuais», afirmou o porta-voz da GLAAD, Herndon Graddick.

«Os transexuais ainda têm negado a igualdade de oportunidades em termos de habitação, emprego e saúde. A decisão de hoje está em consonância com o crescente apoio público aos transexuais de todo o país», acrescentou.

Paula Shugart, presidente da Organização Miss Universo, disse no site da GLAAD: «Temos uma longa história de apoio à igualdade para todas as mulheres, e isso é algo que levamos muito a sério».

O revés nesta política de longa data veio após uma campanha de Talackova, de 23 anos, que afirma ter passado pela cirurgia de troca de sexo porque nasceu no «corpo errado».

Com cabelos loiros, pernas longas e feições delicadas, Talackova tinha sido seleccionada para participar do concurso Miss Universo Canadá, realizado a 19 de Maio, mas foi desclassificada no mês passado quando se descobriu que era transexual.

Sexo tântrico: sem ejaculação, relação pode durar o dia todo

Orgasmos múltiplos para o homem e para a mulher, sexo que dura horas sem que os parceiros sintam cansaço ou vontade de parar e troca de energias e carinho como principais objetivos. Parece a descrição da relação sexual perfeita e, graças ao tantrismo, é completamente possível. "Com o sexo tântrico a relação pode durar 30 minutos, duas horas ou o dia todo, não existe regra", disse o mestre Victor Lino, diretor da Prakriti Ioga e professor de sexo tântrico há oito anos.

"No sexo normal você tem um gasto de energia que, no caso do homem, é a ejaculação", disse. Na prática tântrica o homem não ejacula e, por isso, tem energia para manter o ato sexual por quanto tempo quiser. A pergunta que pode surgir é: "mas, então, o home não tem orgasmo?" A resposta é: "sim, ele tem. Mais de um por relação e mais intensos", segundo Lino. "A ejaculação não tem nada a ver com o orgasmo, ejaculação é eliminação de sêmen, o orgasmo acontece momentos antes. Quando ele não ejacula, tem mais orgasmos e proporciona mais para a mulher também, pois ele não precisa para pelo desperdício de energia", explicou o mestre.

Segundo Lino, os homens demoram, por vezes, mais de seis meses para conseguir controlar a ejaculação. "É uma coisa cultural. A dificuldade toda acontece pela cultura, a ligação que ele tem hoje com o sexo e ter que começar a ver diferente", disse. A nova visão consiste em interpretar o sexo com o objetivo de autoconhecimento, expansão da consciência, produção de energia, conhecimento do parceiro e evolução. "Quando existe o foco em valorizar a mulher, fazer com que a relação seja harmonizada, os dois caminham juntos, se chega ao sexo tântrico", disse ele.

Na intenção de poupar energia, as mulheres param de menstruar, segundo Lino. "Com tempo, elas conseguem até parar de ovular. Isso tudo sem qualquer remédio, apenas com as técnicas tântricas", disse o mestre. Porém, ele garantiu que quando decidir ela pode voltar a ter ovulação. "O sangue que ela perde causa um estresse no corpo que precisa arrumar formas para supri-lo", justificou.

O prazer
O criador de uma ideologia de sexo tântrico e coordenador do Centro Metamorfose, Deva Nishok, acredita na mudança de comportamento e aprendizado em relação a ejacular. "Trabalho sobre o ponto de vista de transcendência da energia sexual', disse ele. Nishok explicou que existe o sexo primitivo em que a partir de um estímulo o homem tem ereção e a mulher a lubrificação. "Ele vem instalado na máquina orgânica, é de fábrica. Então o homem sente compulsão por penetrar e a mulher por ser penetrada", descreveu.

Na visão tântrica, existe um estado de consciência capaz de sobrepor a esta força primitiva. "Quando o homem e a mulher conseguem, o ganho sensorial e da qualidade do prazer é astronômico. O orgasmo é muito maior, a qualidade e intensidade são superiores", disse. Segundo Nishok, o homem é capaz de obter orgasmos múltiplos ejaculatórios ou não, sem perder a energia.

"Os homens têm capacidade de ejacular até oito vezes. Através de alguns exercícios, o homem aprende a controlar o reflexo sobre os músculos ejaculadores e dominar o processo primitivo. Ele também aprende a ejacular, várias vezes na mesma relação, sem perder a energia", explicou. "Ele fica 2h com o pênis ereto, pois o fortalecemos com exercícios", completou.

Com o tantrismo, a mulher conhece o verdadeiro orgasmo. O prazer descrito pela mulher é, antes do conhecimento tantra, alimentado pela fantasia. "É um resultado da falta de educação sensorial. Damos início à sexualidade através da masturbação que exige fantasia para acontecer. Com isso o sexo fica atrelado à fantasia", afirmou. As técnicas de meditação mudam este conceito, no entanto, é preciso que os dois parceiros tenham conhecimento da filosofia tântrica.

Sexo tântrico: o passo a passo
A técnica nasceu no norte da Índia há mais de 5 mil anos, segundo Lino. Ao longo dos anos se desenvolveram várias vertentes para a filosofia. Nishok explicou que enquanto uma escola é baseada na aplicação psicológica, cheia de representação simbólica e aspectos mitológicos; outra se fundamenta no controle ejaculatório; uma tem um conceito mais filosófico que estuda vida, morte e renascimento; e a neotantra que é liberal.

Na escola de Lino as técnicas são físicas e de meditação, podem ser feitas em casal, em grupos ou individualmente. O curso tem duração de três meses. "Os alunos não chegam a ter relações sexuais durante as aulas, mas existem exercícios que usam massagens, estímulos e artefatos", contou.

Uma das atividades visa o trabalho da respiração - uma pessoa senta de frente para outra e se concentram na respiração mútua. "Em um momento levo diversos alimentos diferentes para os alunos, eles experimentam e vivenciam gostos. É uma aula de percepção", disse. Em outro exercício é ensinado uma massagem nos testículos que ativam os hormônios e também a movimentação dos quadris em harmonia com a respiração.

Os alunos de Nishok passam por meditação, trabalho com os genitais para vivências sensoriais e desenvolvimento da região durante dois anos de treinamento. O primeiro passo engloba o olhar e a respiração, segundo ele. "Os olhos têm um poder sexual que não é aproveitado. Usamos como expressão", disse ele. Depois, vem a audição que é trabalhada por meio de palavras e transmissão de sentimentos do orgasmo na forma linguística. O olfato também é estimulado com odores diferentes.

Então, chega a vez do tato, com foco na bioeletricidade do corpo. "O hormônio ocitocina, por exemplo, é produzido com o toque nos mamilos. Imediatamente com o toque é possível sentir uma mudança no corpo todo", disse Nishok. O clitórios é outra região trabalhada na fase do tato, com massagens. "Existem 12 mil fibras nervosas entrelaçadas, é muito sensível. O homem tem 6 mil fibras no tecido da glande peniana", comparou.

Uma técnica importante ensinada por Nishok é o estímulo do clitóris com sucções. "É como se fosse um sexo oral, mas muito distante destas lambidas que os homens acham que as mulheres gostam. É um movimento cirular com a língua e uma leve sucção ao mesmo tempo", descreveu. Segundo ele, neste processo, o homem aprende a encontrar onde está o estímulo do prazer na mulher, pois ele muda de região no clitóris.

"O homem precisa aprender a ler os sinais do corpo da mulher", disse. Antes da penetração, a vulva e o clitóris devem estar inchados e precisa existir lubrificação vaginal, de acordo com Nishok. Na penetração, não tem a compulsão do movimento. "Tudo é lento e espaçado, o ideal é aprender a ter o orgasmo ao mesmo tempo", disse.

As quatro posições
"Existem posições muito indicadas para determinados resultados". Em geral, quatro posições são as mais recomendadas em função do acesso a determinados pontos internos da musculatura vaginal das mulheres, segundo Nishok.

São elas: cachorrinho, em que a mulher fica em quatro apoios de costa para o parceiro; conchinha, em que ambos ficam deitados - o homem atrás da mulher; com o homem deitado de barriga para cima, a mulher sobre ele virada de frente para os pés do parceiro; e sentada sobre o parceiro deitado, mas, desta vez, de frente para a cabeça dele.

Dr. Hollywood diz que pacientes oferecem sexo em troca de cirurgias plásticas

Dr. Rey não atende qualquer paciente. 
'Tem menina que não precisa. 
Ela tem dois metros de altura, 60 quilos, mas quer uma lipo. 
Eu mando embora.'
O cirurgião Robert Rey revelou à Playboy o apelido de seu pênis: Mister Happy (!!!)

Muitas mulheres têm na ponta da língua a resposta para todos os seus problemas: o Dr. Hollywood! A marca do cirurgião brasileiro Robert Rey, que foi adotado por uma família de mórmons americanos e levado para a terra do tio Sam aos 12 anos, onde estudou medicina em Harvard, percorre o mundo, seja no reality que mostra o dia-a-dia de seu consultório ou nos apetrechos estéticos que assina. 

Em entrevista à Playboy deste mês, Robert revelou que muitas clientes chegam a oferecer sexo em troca do sonho da cirurgia plástica realizada. “Mesmo hoje, casado, muita mulher tenta esse truque para estar na televisão, participar dos meus programas, fazer cirurgia de graça”, conta o médico, que jura jamais ter traído sua mulher. 

“Minha esposa sempre reclamou que eu não faço sexo por 15 minutos, como os outros homens. Quando eu faço, é a noite inteira. Começo à meia-noite e vou até as sete da manhã sem parar. Aí a gringa não aguenta”, revela. 

A 'ferramenta de conquista' de Hayley Rey recebe até nome especial: Mister Happy, ou o pênis do Dr. Hollywood, como preferir. Acredita?


20 frases memoráveis sobre sexo


O sexo, indubitavelmente, é um dos pulsos primários que detonam o funcionamento da engrenagem universal. 

Um portal para planos ou estados que nos sugerem a presença do amor total no interior da cada um de nós. E para comemorar esta atividade que ao longo da história provocou milhões de sorrisos, e talvez também de lagrimas, compilamos vinte frases memoráveis sobre o sexo. 

Convidamos a que compartilhem mais frases, próprias ou de alguém mais, que permitam completar este interessante exercício.

"O sexo é parte da natureza. E eu estou em harmonia com ela."
Marilyn Monroe.
"Um intelectual é uma pessoa que encontrou algo que é mais interessante que o sexo"
Aldous Huxley.
"Sexo é emoção em moção."
Mae West.
"A resposta está no amor, mas enquanto espera a resposta, o sexo detona algumas boas perguntas."
Woody Allen.
"Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa. Sexo é poesia..."
Rita Lee.
"O sexo é mais excitante na tela e entre as páginas, que entre os lençóis."
Andy Warhol.
"O sexo nos Estados Unidos é uma obsessão, em outras partes do mundo, um fato"
Marlene Dietrich.
"Recordo a primeira vez que fiz sexo. E ainda conservo a receita."
Groucho Marx.
"Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.
Nelson Rodrigues.
"Ainda sou da opinião que só há dois assuntos que serão de menor interesse para um estado de ânimo sério: o sexo e a morte."
William B. Yeats.
"Uma vez que observa sua natureza, o sexo é basicamente imaterial".
Bodhidharma.
"Software é como o sexo. É melhor quando é gratuito."
Linus Torvalds.
"Meu negócio agora é sexo e amizade. Acho esse negócio de amor uma coisa muito chata."
Caetano Veloso.
"Não sei nada de sexo por que sempre fui casada."
Zsa Zsa Garbor.
"Para ter sucesso com o sexo oposto, diga que é impotente. Ela não poderá esperar para comprovar o contrário"
Cary Grant.
"O sexo é a porta par algo tão poderoso e místico, mas o cinema geralmente o apresenta de um modo muito seco."
David Lynch.
"Quando duas pessoas fazem amor não estão apenas fazendo amor, senão que dando corda no relógio do mundo."
Mário Quintana.
"O sexo dificilmente trata-se só de sexo."
Shirley MacLaine.
"O sexo é uma ameaça em ambos sentidos."
Franklin P. Jones.
"Tenho a libido de um adolescente de 15 anos. Meu impulso sexual é tão alto que prefiro ficar em casa com meu namorado do que sair para passear. Ele não reclama."
Megan Fox .
"Sexo e morte: as portas da frente e de trás do mundo."
William Faulkner.


Sexo ajuda a aliviar dor da artrite


Carinho e contato do esposo podem aumentar a produção de endorfinas e outras enzimas que aliviam o sintoma.

Estima-se que no Brasil a artrite reumatoide atinja 1% da população, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas. A doença caracteriza-se por um quadro infamatório das articulações e complicações que se estendem aos tendões e ossos, provocando dor.

As mulheres sofrem muito com a doença. Independentemente da idade, elas sentem que, com o desenvolvimento da artrite reumatoide, tornam-se menos atraentes aos olhos do esposo, uma vez que, entre os sintomas da doença estão rigidez (matinal), inchaço e perda de movimento nas articulações.As dores, a fraqueza ou a rigidez podem tornar mais difícil o ato sexual. “As preocupações físicas e emocionais são bem reais quando se trata de relacionar sexualidade e artrite. Por isso, aconselhamos que o casal converse sobre a doença. Com amor e afeto, muitos destes problemas podem ser superados”, destaca o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti.


Aprenda a lidar com a situação

Um desafio ao lidar com pacientes com artrite é tentar fazer com que elas apreciem ser quem são, que se sintam bonitas, sedutoras, e aprendam a lidar com a situação. “Por exemplo, antes da relação sexual, você pode fazer um alongamento e massagear as articulações com um creme para dor. Durante o ato, você pode encontrar uma posição mais confortável”, orienta Sergio.

Existem diversos estudos que mostram que o sexo pode ser muito útil na medida em que diminui algum desconforto físico. “É muito importante que a paciente com artrite saiba que o carinho e o contato do esposo podem aumentar a produção de endorfina e outras enzimas que ajudam no alívio da dor”, conclui o reumatologista.

Maroni defende regulamentação da prostituição: “Sou a favor do sexo pago”


Oscar Maroni, o ex-rei da noite paulistana

Idealizador da famosa boate Bahamas, na zona sul de São Paulo, o empresário de 61 anos, Oscar Maroni, defende proposta da Comissão do Senado para legalizar as casas de prostituição no Brasil e, ainda, regulamentar a profissão das garotas e garotos de programa no País. Segundo ele, a proibição dos prostíbulos serve apenas para estimular a "corrupção de policiais e dos agentes da Prefeitura". "Sei do que estou falando, tenho 20 anos de noite", afirma.
 
Condenado em primeira instância pelos crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos – Maroni entrou com recurso para anular a condenação e espera resultado-, o empresário explica que, regulamentada e com direito a carteira assinada, férias remuneradas e décimo terceiro salário, a prostituição daria "dignidade" às mulheres e evitaria que elas fossem "marginalizadas". "Sexo pago também é bom, desde que seja respeitada a dignidade da mulher, e isso acontece quando ela se prostitui por livre arbítrio", defende.
 
Proposta da Comissão do Senado, que deve ser apreciada até o fim de maio no Congresso, prevê o fim de punições para donos de prostíbulos. Segundo a legislação atual, está sujeito a pena de dois a cinco anos de prisão mais multa quem mantém casas de prostituição, sendo que a profissão de garotas e garotos de programa não é criminalizada nem regulamentada no Brasil.
 
Se aprovada no Congresso, a mudança pode abrir caminho para a regulamentação prostituição, já que será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador.
 
Confira os principais trechos da entrevista
 
Terra Magazine: O que o senhor pensa sobre a proposta da Comissão do Senado de colocar fim à punição aos donos de prostíbulos e regulamentar as casas de prostituição no Brasil?
 
Oscar Maroni: Concordo plenamente com essa medida. É uma evolução do sistema jurídico do País, que é datado de 1940, e que considero um atraso. A lei, do jeito que está, incentiva a corrupção dos policiais e dos agentes da Prefeitura. Sei do que estou falando, porque já fui vítima disso. Considero que a lei evolui dessa forma porque pune quem explorar sexualmente a mulher ou menores de idade. Tenho 20 anos de noite e bastante experiência sobre a boemia em São Paulo. E é por isso que eu digo: essa lei, como está, só beneficia corruptos e precisa ser mudada.
 
Terra Magazine: O senhor concorda que a prostituição seja regulamentada, com carteira assinada, férias remuneradas, décimo terceiro salário e todos os direitos do trabalhador?
 
Oscar Maroni: Sim. O intelectual aluga o cérebro, o trabalhador braçal aluga os músculos, e a garota de programa, desde que faça de livre e espontânea vontade, aluga as fantasias sexuais, aluga o companheirismo, tira o homem da solidão e, algumas vezes, até atua de psicóloga. Considero a prostituição uma profissão que deve ser regulamentada, porque se não for, ela é criminalizada, a prostituta é marginalizada, e acaba trabalhando no submundo, o que traz coisas drásticas para a vida dela…
 
Terra Magazine: O senhor acha que o Brasil está preparado para medidas desse tipo?
 
Oscar Maroni: Para a liberdade, não existe tempo. Os moralistas usam essas coisas para tentar se provover com opiniões hipócritas, mas não existe tempo para a liberdade…
 
Terra Magazine: Mas isso concretiza o famoso lema: "viva a p…"
 
Oscar Maroni: Não, acho que não. Sou a favor de pênis ereto, vagina molhada, e que cada um coloque a boca onde bem entender. Sexo pago também é bom, desde que seja respeitada a dignidade da mulher e isso acontece quando ela se prostitui por livre arbítrio.
 

Entenda por que sexo pela manhã é mais prazeroso

Normalmente, por conta da correria do dia a dia, a hora do sexo sempre fica para a noite. O dia é corrido, e é então, na hora de dormir que tudo pode rolar.

O que muitos não sabem é que fazer sexo pela manhã pode ser uma boa maneira para inovar e dar mais prazer. A urologista e terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano explica que a agitação proporcionada por um dia agitado aumenta a produção de adrenalina no corpo, o que pode prejudicar o sexo. "Esse hormônio está ligado à excitação, mas não ao prazer", afirma. Por isso, o sexo fica mais gostoso quando o corpo e mente estão relaxadas.

Livre de preocupações, é mais fácil manter o foco na relação, na parceira e aproveitar mais. "Além disso, há o cansaço muscular. Depois do sono, o corpo está refeito e mais apto ao sexo", explica a especialista.

No entanto, essa questão é mais psicológica do que física, de acordo com a observação do professor do departamento de ginecologia da Unifesp Ivaldo Silva. "Sem estresse, o sexo funciona melhor por causa da atenção que os parceiros dispensam um ao outro. Hormonalmente, o que acontece é que, quando a pessoa está relaxada e faz sexo de qualidade, consegue produzir mais endorfina, hormônio relacionado ao prazer".

As consequências do sexo são as mais benéficas possíveis. Aquele ditado "ele não dormiu de calça jeans" ressalta essas melhorias, que pode ser na autoestima, bom humor e até no sistema imunológico."O estresse afeta a imunidade. Pessoas que se satisfazem nas relações são mais felizes e mais saudáveis", pontua Silva.

Sexo sem idade e sem preconceitos

Mudam-se os tempos e as vontades, só não varia uma coisa: o desejo sexual, que se mantém em diferentes tempos e relações.

Daniel namora com Sofia. E também com Inês. Elas sabem e até são amigas. Os três são poliamorosos, ou seja, mantêm uma relação afectiva e sexual de cariz não-monogâmico.

Defendem o amor livre em teoria e, na prática, não são muito diferentes de outros trios que andam por aí, mas fora da clandestinidade e sem arriscar o poder destruidor da traição e da mentira. Uma relação que são várias ao mesmo tempo e onde há lugar para a experimentação e a satisfação das mais recônditas fantasias e fetiches.

"O meu primeiro contacto com a ideia de não-monogamia foi através do livro ‘Um Estranho numa Terra Estranha", de Robert Heinlein. Li-o aos 17 anos e, desde logo, fez-me questionar o sentido de obrigar alguém a fazer apenas sexo comigo, a apaixonar-se apenas por mim. Não me tornei poliamoroso por querer sexo com várias pessoas, mas pela ideia de não trair, não mentir", refere o jornalista e professor universitário Daniel Cardoso, 25 anos.

Foi nesta fase ainda imberbe que conheceu Sofia C., psicóloga, 26 anos. Andavam na mesma escola secundária e em comum pouco mais tinham do que a coincidência dela também ter lido o mesmo livro. "Inicialmente odiava o Daniel. Ele tinha um feitio complicado, destoava. Quando o conheci pôs-me ao corrente dos seus ideais. Assim, de chofre, cara-a-cara. Nunca tinha pensado isso para mim... até que me apaixonei por ele. Como ele tinha deixado bem claro o que queria, não era eu que ia tentar impor outra coisa." Sofia percebeu depois que se identificava com o modelo de vida, ao qual chegou pela teoria e agora vive na prática.

No poliamor não se fala em casais, mas de constelações, pelos múltiplos formatos que permite. "Neste momento somos uma constelação em V, que contempla três relações diferentes (dois pares e a relação total). Acontecem dinâmicas diádicas (entre dois indivíduos), que convivem com a dinâmica global", explica Daniel.

Sofia esclarece a questão que desde logo se insinua: "Eu e a Inês não somos namoradas. Podíamos ser, mas não houve faísca. Mas no anterior relacionamento eu era também namorada da namorada do Daniel."

A geometria não é a única coisa difícil de entender. Inês, o outro elemento do trio, assume-se como lésbica, por gosto mas também por questões políticas. "É assim que me vejo. Tive várias paixonetas por mulheres na faculdade, mas isso não invalida que não haja um envolvimento com um homem. Apaixonamo-nos por pessoas, não por anatomias. Ao contrário da Sofia, acho as mulheres mais interessantes, mais atraentes, ligo--me melhor a elas."

Mesmo sabendo disso, ele foi--se chegando, até ao dia em que se declarou, e colocou a Inês a escolha entre cinco hipóteses: "Podemos ter um relacionamento romântico, afectivo e sexual; uma amizade com componente sexual regular; uma amizade com sexo pontual; apenas uma amizade; ou ainda qualquer outra configuração que te ocorra", disse-lhe o rapaz, que conheceu na faculdade.

Inês ficou "congelada". Respondeu "ai que horror!", a um Daniel rendido a seus pés. E talvez por isso, Inês disse-lhe que ‘sim'. Gosta-se mais de quem gosta de nós.

Para Sofia, que está ao lado de Daniel há oito anos, "foi confuso" vê-lo apaixonado. Mas sabia as regras da relação e incentivou-o a concretizá-la. Já antes também ela (e ele) tinham tido relacionamentos paralelos.

"Há pessoas que acham que por gostarem de um de nós terão de ficar com os outros. Isso não é verdade. Os sentimentos não vêm em pacote. Nós não somos um pacote", acrescenta Inês, 24 anos, investigadora no âmbito das Ciências da Comunicação, na área do feminismo em particular, além de activista pelos direitos da mulher.

Sofia e Inês são diferentes, muito diferentes aos olhos do seu amor comum. Uma não gosta de queijo, a outra odeia chocolate. Sofia é nocturna, Inês diurna. A Sofia é calma, Inês faz primeiro e pensa depois. "Ambas são sobredotadas, muito intensas, com uma força de carácter enorme. Ambas desafiam-me. Quando alguém não me desafia eu aborreço-me de morte", proclama Daniel.

E ambas se realizam sexualmente com ele. No quarto, pode acontecer de tudo. "Duas a três vezes por noite ou por semana", afirma Daniel, "consoante as circunstâncias, o stress, o trabalho", acrescenta Sofia. Para não desperdiçarem oportunidades partilham as respectivas agendas através do Google.

"As minhas relações poliamorosas não são todas românticas. Também não são de primeira e segunda categoria, são relações que passam por uma panóplia de experiências e tonalidades que podem misturar várias emoções, práticas eróticas... ".

Entre tais experiências há desde brincadeiras de ‘role playing' (interpretar papéis), a práticas menos normativas como o ménage à trois (sexo entre três pessoas) ou o BDSM.

O acrónimo BDSM serve para denominar Bondage (fetiche que consiste em amarrar e imobilizar o parceiro podendo haver ou não sexo com penetração); Disciplina (contempla a imobilização ou condicionamento mental, através de ordens e controlo); Dominação e Submissão (relação de troca de poder, físico e mental, em que há um mestre e um escravo) e Sadomasoquismo (quando duas pessoas interagem com o objectivo de obter e proporcionar prazer ou satisfação sexual através da dor). A única coisa que "não existe é a posição de missionário, com o único objectivo da reprodução", remata Daniel.

Numa relação que assenta no princípio de ser e deixar ser livre quem se ama, não há segredos para a felicidade: "Há compreensão, respeito e vontade de resolver os problemas que surgem e que podem constituir entraves a essa felicidade." 


Vanessa Fidalgo e Marta Martins Silva

Pesquisa: 90% das mulheres planejam o casamento durante o expediente

Muitos fornecedores de casamento estão abertos apenas
 durante o horário comercial
A indústria do casamento está cada dia mais ganhando espaço. Todo mundo tem uma amiga, um parente ou um colega de trabalho que está preparando o tão esperado dia e que, provavelmente, espera que essa data seja uma experiência ótima tanto para o casal quanto para os convidados.

Segundo o YourTango, depois de um tempo, esse planejamento parece assumir uma vida própria, mas para alguns, pode começar a interferir em absolutamente tudo na vida pessoal e profissional.

Acredite ou não, 90% das mulheres fazem o planejamento do casamento na hora do expediente, de acordo com uma pesquisa recente da TheKnot, WeddingChannel e da ForbesWoman. Isso acontece porque muitos fornecedores de casamento estão abertos apenas durante o horário comercial e algumas transações e conversas devem ser feitas das 8h00 às 17h00.

As mulheres gastam cerca de 10 horas por semana planejando seu casamento, e quase 30% do que é feito acontece durante o expediente. A pesquisa também descobriu que 20% das mulheres admitiram que mais de metade dos seus arranjos de casamento foram feitos no trabalho, mas apenas 15% disseram que alguém no trabalho tinha comentado sobre isso.

Planejar um casamento pode não ser apenas prejudicial para ao trabalho, mas também pode ferir seus relacionamentos com colegas da empresa. Falar desse assunto 24 horas por dia pode cansar que está à sua volta.

Alguns patrões, no entanto, parecem não se importar com um pouco de planejamento do casamento durante o horário de trabalho. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados dizem que os gerentes apoiavam, compreendiam o que estava acontecendo e estavam dispostos a ignorar a distração temporária de uma quase noiva durante os meses que antecederam seu casamento.

Educação Sexual em Saúde Escolar


Falar de sexualidade sem falar de afetos não faria sentido, uma vez que dela são parte integrante e indissociável. Falar de afetos é falar de relação, visto que condicionam as nossas atitudes e comportamentos, são eles que nos aproximam ou afastam dos que nos rodeiam.


Como seres sociais o nosso dia a dia é feito de relações pelas quais somos afetados, porque a relação é dar e receber, torna-nos únicos e especiais, como seres pensantes com sentimentos, necessidade de pertença, sendo assim, os mais vulneráveis à face da terra.


O afeto é algo espontâneo no indivíduo e, ao mesmo tempo, é sinal de extrema sensibilidade da alma humana. As pessoas mais insensíveis ao toque e às trocas afetivas costumam apresentar mais dificuldade em conquistar um amigo. Uma das características das pessoas que não expressam a afetividade é a amargura para com a vida e o mundo.


A noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contacto ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, está diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais.


O desejo sexual evidencia-se com a adolescência, denunciando que o corpo se está a modificar, que cresceu e exige adaptações, mudanças de relações, e de responsabilidade. Conforme vamos crescendo, descobrimos também o prazer provocado pelo contacto sexual, através do estímulo que originamos em nós mesmos ou com outras pessoas.


Assim, a vivência da sexualidade na adolescência, torna-se numa fase de crescimento conflituosa, de grandes dúvidas e incertezas em que a educação sexual deve estar presente, pois caso contrário a falta de informação ou busca de informação de forma desadequada pode levar a atitudes incorretas, que podem por em causa o futuro dos jovens alterando-o e tornando-o difícil e infeliz.


Tendo em conta as ligações da sexualidade às outras dimensões da identidade pessoal e das relações interpessoais e a sua mediatização social, a educação sexual integra um vasto conjunto de áreas de aprendizagem, tais como os valores e os afetos, ou as questões de género, a estrutura de personalidade, ou as competências dos indivíduos para lidarem com a intimidade.


Nesse período, que é quando se inicia a vida sexual, o jovem precisa de se preocupar em prevenir doenças e a gravidez precoce, para que a etapa de adaptação às mudanças não seja ultrapassada.


No âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, o programa de educação sexual tem vindo a ser implementado por profissionais de saúde da UCC Chaves 1, nomeadamente enfermeiros, em sala de aula com sessões interativas, desde o 1º ciclo até ao secundário nas escolas da sua área de abrangência.


Também está disponível a todos os alunos nas diversas escolas, um gabinete de apoio ao aluno (GAA) com o objetivo de transmitir conhecimentos, oferecer ajuda e apoio, na tentativa de os capacitar nesta área, para que cada um tome as suas próprias decisões. Proporciona confidencialidade das informações e respeita o direito e escolhas de cada um, permitindo ao aluno expor as suas dúvidas relativas à saúde em geral.


Estas atividades têm-se revelado pertinentes, uma vez que os alunos apresentam dúvidas e curiosidade num tema de crucial importância do desenvolvimento pessoal e social inerente ao crescimento do indivíduo.


Todo este trabalho não invalida o constante e importante papel dos pais, pois a família é a primeira escola da criança e deve ter como objetivo a busca e a prática do bem-estar físico, psicológico, social, afetivo e moral, da criança.

Ausência de orgasmo durante o sexo é uma disfunção

O orgasmo é o ápice do ato sexual, quando as duas pessoas sentem um prazer incontrolável. No entanto, algumas mulheres não conseguem chegar a este ponto. O problema se chama anorgasmia - uma forma de disfunção sexual, por vezes classificado como distúrbio psiquiátrico. As informações são do site Female First.

A pré-orgasmia e anorgasmia são comuns em mulheres; estudos sugerem que 43% do público feminino nunca alcançou um orgasmo. O termo pré-orgasmia é usado quando a mulher nunca teve um orgasmo. Já a anorgasmia secundária acontece quando a mulher já atingiu o ponto alto do sexo em outras ocasiões, mas deixou de conseguir chegar ao ápice.

O segundo problema pode acontecer quando a pessoa é violada ou passa por uma experiência traumática. Qualquer decepção emocional pode desencadear a anorgasmia.

A importância do orgasmo
Um orgasmo é como uma série de contrações musculares uterinas que duram vários segundos e liberam ocitocina - substância que regula o estresse feminino e o ciclo menstrual.

A ausência da ocitocina causa nervosismo, obesidade, comportamento psicótico, funções cognitivas prejudicadas e aumento do risco de câncer de mama.

Andar de bicicleta pode fazer mal à saúde sexual

Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. 

Inocentes passeios de bicicleta podem não ser tão inocentes assim. Ótimos como atividade física e forma de lazer, eles podem ser perigosos para a saúde sexual: estudos indicam que o hábito de passar muito tempo sobre o banco da magrela está relacionado a disfunção erétil, no caso dos homens, e menos prazer, no das mulheres. É o que mostra um estudo da Universidade de Yale publicado na revista on-line “Journal of Sexual Medicine”.

Soou estranho? Nem tanto. Muitas mulheres que costumam andar de bicicleta ao ar livre ou fazer spinning na academia já experimentaram a sensação de entorpecimento que ocorre na área genital depois de algum tempo de exercício.

Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. Nos homens, isso aumenta o risco de disfunção erétil, o que foi documentado em estudos envolvendo policiais que fazem patrulhamento de bicicleta.

As cicilistas ainda não foram estudadas tão minuciosamente. Mas uma pesquisa de Yale, de 2006, mostrou que elas têm menos sensibilidade na região genital do que mulheres que correm. Daí alguns cientistas acreditarem que sua saúde sexual corre tanto risco quanto a dos homens em razão da atividade.

Agora, no novo estudo, os pesquisadores de Yale tentaram determinar se fatores específicos influenciam a dor e o entorpecimento da região genital nas ciclistas.

Quarenta e oito mulheres participaram da pesquisa, e todas elas pedalavam um mínimo de 16 quilômetros por semana, embora a maioria percorresse distâncias maiores.

As mulheres levaram suas próprias bicicletas para o laboratório. Os pesquisadores puseram suas magrelas sobre máquinas estacionárias, e cada participante posicionou o banco e o guidão de acordo com sua preferência.

Enquanto elas pedalavam, relatavam se sentiam alguma dor, torpor ou formigamento como consequência de estarem sentadas sob o assento das bicicletas, e um dispositivo era usado para medir a sensação no soalho pélvico.

Ao longo do trabalho, os pesquisadores perceberam que a posição do guidão é que parece causar os maiores problemas. Mulheres que o posicionam abaixo dos seus assentos experimentam mais pressão na área do períneo, e têm menos sensibilidade no soalho pélvico.

Isso porque, quando o guidão está muito baixo, a mulher precisa se inclinar para frente, fazendo com que grande parte do seu peso fique sobre o períneo.

O problema é particularmente observado quando a mulher se inclina para a frente, mantendo as costas retas, e põe as mãos sobre a barra da bicicleta, para obter uma posição mais aerodinâmica.

— Nós basicamente estamos mostrando que deve haver fatores de risco modificáveis associados com as mulheres ciclistas — disse ao jornal “New York Times” Marsha K. Guess, uma das autoras do estudo e professora assistente de ginecologia, obstetrícia e ciências reprodutivas na Escola de Medicina de Yale. — Isso nos permite educar as ciclistas no sentido de adotarem práticas mais seguras, que possam reduzir a pressão e a perda de sensação no soalho pélvico.

Segundo o cientista Steven M. Schrader, do Instituto de Saúde e Segurança Ocupacional, que participou da pesquisa com policiais do sexo masculino encarregados de fazer patrulhamento sobre bicicletas, ainda é preciso estudar mais os problemas enfrentados pelas mulheres ciclistas.

Ele contou que se convenceu desta necessidade durante palestras que deu abordando o resultado daquele trabalho: mulheres na plateia costumavam se dirigir a ele e revelar: “Isso não acontece apenas com os homens”.

Segundo Schrader, a pesquisa com os policiais mostrou que uma das melhores maneiras de reduzir a pressão sobre a região genital é usar assentos que não sejam mais finos na parte dianteira.

A constatação levou o instituto a recomendar aos agentes e a outras categorias que usam bicicleta no trabalho que os evitassem, o que põe pressão nos ossos da região inferior da pélvis, como o ísquio, mais do que no períneo. Embora não tenha estudado o que acontece com as mulheres, ele acredita que elas também podem se beneficiar de assentos mais largos.

— Se você não põe peso sobre esta área, não há pressão — observa.

Sexo? Não, obrigada!


No sexo existem muitos tabus, mas nenhum é maior do que dizer por aí que você não se interessa por ele. Pode ser difícil de acreditar, mas tem gente que não gosta mesmo de praticar o 'esporte'. E não é porque nunca tentou, viu...


Muita gente diz que ser assexual é uma opção. A pessoa decide que não vai transar e pronto, nada de contato desse tipo. Muitas pessoas com essa decisão namoram e têm relacionamentos normais, só que sem sexo. E a felicidade está ali, vivendo normalmente por perto, às vezes mais, às vezes menos.



Na medicina, existe a "síndrome do desejo sexual hipoativo", que é o nome que especialistas deram para a falta de interesse sexual. Ela é catalogada como um problema, mas não há comprovação de nenhuma patologia relacionada a isso.

Descobrir-se assexual não é fácil, como mostra reportagem da Folha de São Paulo. Ainda mais em uma sociedade como a nossa, que sexualiza tudo o tempo todo. Talvez seja a mesma barra de descobrir-se gay e sentir a cobrança por ser diferente do que alguém decidiu que era "normal".

A assexualidade pode ter raízes em problemas físicos e emocionais, que deixam a libido lááááá embaixo. Quem está deprimido não pensa em sexo. Mulheres com vaginismo — contração involuntária na hora da relação sexual - tentam se afastar a todo custo de algo que gera sofrimento a elas. Problemas com hormônios e mais milhares de outras coisas podem gerar essa preferência, mas o psicológico influencia muito.

Há muitos homens que reclamam que mulheres não gostam de sexo, mas assexualidade é algo que também existe entre os homens. A dificuldade de ter e manter a ereção é um dos motivos para a assexualidade masculina. Um dado interessante do Datafolha é que 5% dos jovens brasileiros não veem graça em sexo. Pode parecer uma porcentagem pequena, mas é um número bastante expressivo.

Conheça os tipos de assexuado:

Tampa da panela
Ter alguém para dividir a vida faz parte dos planos dessas pessoas, mas o sexo não está na lista. Em alguns casos a pessoa até faz sexo, mas sem vontade. Outras vezes há vontade, mas na hora 'H' a pessoa não sente prazer, o que acaba aumentando a frustração.

Eu me amo
Alguns assexuais se bastam. O amor por si mesmo é suficiente e a masturbação já resolve as necessidades sexuais da pessoa. Ela sente prazer e quer sentí-lo, mas não sente interesse em ter alguém para compartilhar a sensação.

Nada de sexo
Nesse grupo o sexo não é bem-vindo, nem beijos, nem mãos-dadas. Viver com outra pessoa não é uma opção e o relacionamento romântico soa impossível para quem é assim.

De vez em quando
Nesse caso é bem comum que a pessoa não se identifique como assexual, já que o interesse sexual aparece de vez em quando. Pessoas assim ficam por alguns períodos longos sem vontade de fazer sexo, mas ela aparece e volta a desaparecer em seguida.

A verdade é que ser assexual é como ser hétero, gay ou bi: não interessa a ninguém o que você quer — ou não — fazer entre quatro paredes. ;)

Carol Patrocínio