Miss Universo passa a aceitar candidatas transexuais


Jenna Talackova

O concurso Miss Universo, promovido pelo magnata Donald Trump, abriu as portas às modelos transexuais. A justificação é que os homens que mudaram de sexo merecem o mesmo tratamento do que qualquer outra mulher.

Transexuais poderão mostrar os seus atributos nos campeonatos internacionais de beleza, e a primeira será a canadiana Jenna Talackova, que finalmente poderá participar do concurso este ano.

A Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD, sigla em inglês), que lutou pela igualdade de direitos em nome de Talackova, saudou a notícia. «A Organização Miss Universo segue as instituições que têm adoptado uma postura contra a discriminação das mulheres transexuais», afirmou o porta-voz da GLAAD, Herndon Graddick.

«Os transexuais ainda têm negado a igualdade de oportunidades em termos de habitação, emprego e saúde. A decisão de hoje está em consonância com o crescente apoio público aos transexuais de todo o país», acrescentou.

Paula Shugart, presidente da Organização Miss Universo, disse no site da GLAAD: «Temos uma longa história de apoio à igualdade para todas as mulheres, e isso é algo que levamos muito a sério».

O revés nesta política de longa data veio após uma campanha de Talackova, de 23 anos, que afirma ter passado pela cirurgia de troca de sexo porque nasceu no «corpo errado».

Com cabelos loiros, pernas longas e feições delicadas, Talackova tinha sido seleccionada para participar do concurso Miss Universo Canadá, realizado a 19 de Maio, mas foi desclassificada no mês passado quando se descobriu que era transexual.

Sexo tântrico: sem ejaculação, relação pode durar o dia todo

Orgasmos múltiplos para o homem e para a mulher, sexo que dura horas sem que os parceiros sintam cansaço ou vontade de parar e troca de energias e carinho como principais objetivos. Parece a descrição da relação sexual perfeita e, graças ao tantrismo, é completamente possível. "Com o sexo tântrico a relação pode durar 30 minutos, duas horas ou o dia todo, não existe regra", disse o mestre Victor Lino, diretor da Prakriti Ioga e professor de sexo tântrico há oito anos.

"No sexo normal você tem um gasto de energia que, no caso do homem, é a ejaculação", disse. Na prática tântrica o homem não ejacula e, por isso, tem energia para manter o ato sexual por quanto tempo quiser. A pergunta que pode surgir é: "mas, então, o home não tem orgasmo?" A resposta é: "sim, ele tem. Mais de um por relação e mais intensos", segundo Lino. "A ejaculação não tem nada a ver com o orgasmo, ejaculação é eliminação de sêmen, o orgasmo acontece momentos antes. Quando ele não ejacula, tem mais orgasmos e proporciona mais para a mulher também, pois ele não precisa para pelo desperdício de energia", explicou o mestre.

Segundo Lino, os homens demoram, por vezes, mais de seis meses para conseguir controlar a ejaculação. "É uma coisa cultural. A dificuldade toda acontece pela cultura, a ligação que ele tem hoje com o sexo e ter que começar a ver diferente", disse. A nova visão consiste em interpretar o sexo com o objetivo de autoconhecimento, expansão da consciência, produção de energia, conhecimento do parceiro e evolução. "Quando existe o foco em valorizar a mulher, fazer com que a relação seja harmonizada, os dois caminham juntos, se chega ao sexo tântrico", disse ele.

Na intenção de poupar energia, as mulheres param de menstruar, segundo Lino. "Com tempo, elas conseguem até parar de ovular. Isso tudo sem qualquer remédio, apenas com as técnicas tântricas", disse o mestre. Porém, ele garantiu que quando decidir ela pode voltar a ter ovulação. "O sangue que ela perde causa um estresse no corpo que precisa arrumar formas para supri-lo", justificou.

O prazer
O criador de uma ideologia de sexo tântrico e coordenador do Centro Metamorfose, Deva Nishok, acredita na mudança de comportamento e aprendizado em relação a ejacular. "Trabalho sobre o ponto de vista de transcendência da energia sexual', disse ele. Nishok explicou que existe o sexo primitivo em que a partir de um estímulo o homem tem ereção e a mulher a lubrificação. "Ele vem instalado na máquina orgânica, é de fábrica. Então o homem sente compulsão por penetrar e a mulher por ser penetrada", descreveu.

Na visão tântrica, existe um estado de consciência capaz de sobrepor a esta força primitiva. "Quando o homem e a mulher conseguem, o ganho sensorial e da qualidade do prazer é astronômico. O orgasmo é muito maior, a qualidade e intensidade são superiores", disse. Segundo Nishok, o homem é capaz de obter orgasmos múltiplos ejaculatórios ou não, sem perder a energia.

"Os homens têm capacidade de ejacular até oito vezes. Através de alguns exercícios, o homem aprende a controlar o reflexo sobre os músculos ejaculadores e dominar o processo primitivo. Ele também aprende a ejacular, várias vezes na mesma relação, sem perder a energia", explicou. "Ele fica 2h com o pênis ereto, pois o fortalecemos com exercícios", completou.

Com o tantrismo, a mulher conhece o verdadeiro orgasmo. O prazer descrito pela mulher é, antes do conhecimento tantra, alimentado pela fantasia. "É um resultado da falta de educação sensorial. Damos início à sexualidade através da masturbação que exige fantasia para acontecer. Com isso o sexo fica atrelado à fantasia", afirmou. As técnicas de meditação mudam este conceito, no entanto, é preciso que os dois parceiros tenham conhecimento da filosofia tântrica.

Sexo tântrico: o passo a passo
A técnica nasceu no norte da Índia há mais de 5 mil anos, segundo Lino. Ao longo dos anos se desenvolveram várias vertentes para a filosofia. Nishok explicou que enquanto uma escola é baseada na aplicação psicológica, cheia de representação simbólica e aspectos mitológicos; outra se fundamenta no controle ejaculatório; uma tem um conceito mais filosófico que estuda vida, morte e renascimento; e a neotantra que é liberal.

Na escola de Lino as técnicas são físicas e de meditação, podem ser feitas em casal, em grupos ou individualmente. O curso tem duração de três meses. "Os alunos não chegam a ter relações sexuais durante as aulas, mas existem exercícios que usam massagens, estímulos e artefatos", contou.

Uma das atividades visa o trabalho da respiração - uma pessoa senta de frente para outra e se concentram na respiração mútua. "Em um momento levo diversos alimentos diferentes para os alunos, eles experimentam e vivenciam gostos. É uma aula de percepção", disse. Em outro exercício é ensinado uma massagem nos testículos que ativam os hormônios e também a movimentação dos quadris em harmonia com a respiração.

Os alunos de Nishok passam por meditação, trabalho com os genitais para vivências sensoriais e desenvolvimento da região durante dois anos de treinamento. O primeiro passo engloba o olhar e a respiração, segundo ele. "Os olhos têm um poder sexual que não é aproveitado. Usamos como expressão", disse ele. Depois, vem a audição que é trabalhada por meio de palavras e transmissão de sentimentos do orgasmo na forma linguística. O olfato também é estimulado com odores diferentes.

Então, chega a vez do tato, com foco na bioeletricidade do corpo. "O hormônio ocitocina, por exemplo, é produzido com o toque nos mamilos. Imediatamente com o toque é possível sentir uma mudança no corpo todo", disse Nishok. O clitórios é outra região trabalhada na fase do tato, com massagens. "Existem 12 mil fibras nervosas entrelaçadas, é muito sensível. O homem tem 6 mil fibras no tecido da glande peniana", comparou.

Uma técnica importante ensinada por Nishok é o estímulo do clitóris com sucções. "É como se fosse um sexo oral, mas muito distante destas lambidas que os homens acham que as mulheres gostam. É um movimento cirular com a língua e uma leve sucção ao mesmo tempo", descreveu. Segundo ele, neste processo, o homem aprende a encontrar onde está o estímulo do prazer na mulher, pois ele muda de região no clitóris.

"O homem precisa aprender a ler os sinais do corpo da mulher", disse. Antes da penetração, a vulva e o clitóris devem estar inchados e precisa existir lubrificação vaginal, de acordo com Nishok. Na penetração, não tem a compulsão do movimento. "Tudo é lento e espaçado, o ideal é aprender a ter o orgasmo ao mesmo tempo", disse.

As quatro posições
"Existem posições muito indicadas para determinados resultados". Em geral, quatro posições são as mais recomendadas em função do acesso a determinados pontos internos da musculatura vaginal das mulheres, segundo Nishok.

São elas: cachorrinho, em que a mulher fica em quatro apoios de costa para o parceiro; conchinha, em que ambos ficam deitados - o homem atrás da mulher; com o homem deitado de barriga para cima, a mulher sobre ele virada de frente para os pés do parceiro; e sentada sobre o parceiro deitado, mas, desta vez, de frente para a cabeça dele.

Dr. Hollywood diz que pacientes oferecem sexo em troca de cirurgias plásticas

Dr. Rey não atende qualquer paciente. 
'Tem menina que não precisa. 
Ela tem dois metros de altura, 60 quilos, mas quer uma lipo. 
Eu mando embora.'
O cirurgião Robert Rey revelou à Playboy o apelido de seu pênis: Mister Happy (!!!)

Muitas mulheres têm na ponta da língua a resposta para todos os seus problemas: o Dr. Hollywood! A marca do cirurgião brasileiro Robert Rey, que foi adotado por uma família de mórmons americanos e levado para a terra do tio Sam aos 12 anos, onde estudou medicina em Harvard, percorre o mundo, seja no reality que mostra o dia-a-dia de seu consultório ou nos apetrechos estéticos que assina. 

Em entrevista à Playboy deste mês, Robert revelou que muitas clientes chegam a oferecer sexo em troca do sonho da cirurgia plástica realizada. “Mesmo hoje, casado, muita mulher tenta esse truque para estar na televisão, participar dos meus programas, fazer cirurgia de graça”, conta o médico, que jura jamais ter traído sua mulher. 

“Minha esposa sempre reclamou que eu não faço sexo por 15 minutos, como os outros homens. Quando eu faço, é a noite inteira. Começo à meia-noite e vou até as sete da manhã sem parar. Aí a gringa não aguenta”, revela. 

A 'ferramenta de conquista' de Hayley Rey recebe até nome especial: Mister Happy, ou o pênis do Dr. Hollywood, como preferir. Acredita?


20 frases memoráveis sobre sexo


O sexo, indubitavelmente, é um dos pulsos primários que detonam o funcionamento da engrenagem universal. 

Um portal para planos ou estados que nos sugerem a presença do amor total no interior da cada um de nós. E para comemorar esta atividade que ao longo da história provocou milhões de sorrisos, e talvez também de lagrimas, compilamos vinte frases memoráveis sobre o sexo. 

Convidamos a que compartilhem mais frases, próprias ou de alguém mais, que permitam completar este interessante exercício.

"O sexo é parte da natureza. E eu estou em harmonia com ela."
Marilyn Monroe.
"Um intelectual é uma pessoa que encontrou algo que é mais interessante que o sexo"
Aldous Huxley.
"Sexo é emoção em moção."
Mae West.
"A resposta está no amor, mas enquanto espera a resposta, o sexo detona algumas boas perguntas."
Woody Allen.
"Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa. Sexo é poesia..."
Rita Lee.
"O sexo é mais excitante na tela e entre as páginas, que entre os lençóis."
Andy Warhol.
"O sexo nos Estados Unidos é uma obsessão, em outras partes do mundo, um fato"
Marlene Dietrich.
"Recordo a primeira vez que fiz sexo. E ainda conservo a receita."
Groucho Marx.
"Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.
Nelson Rodrigues.
"Ainda sou da opinião que só há dois assuntos que serão de menor interesse para um estado de ânimo sério: o sexo e a morte."
William B. Yeats.
"Uma vez que observa sua natureza, o sexo é basicamente imaterial".
Bodhidharma.
"Software é como o sexo. É melhor quando é gratuito."
Linus Torvalds.
"Meu negócio agora é sexo e amizade. Acho esse negócio de amor uma coisa muito chata."
Caetano Veloso.
"Não sei nada de sexo por que sempre fui casada."
Zsa Zsa Garbor.
"Para ter sucesso com o sexo oposto, diga que é impotente. Ela não poderá esperar para comprovar o contrário"
Cary Grant.
"O sexo é a porta par algo tão poderoso e místico, mas o cinema geralmente o apresenta de um modo muito seco."
David Lynch.
"Quando duas pessoas fazem amor não estão apenas fazendo amor, senão que dando corda no relógio do mundo."
Mário Quintana.
"O sexo dificilmente trata-se só de sexo."
Shirley MacLaine.
"O sexo é uma ameaça em ambos sentidos."
Franklin P. Jones.
"Tenho a libido de um adolescente de 15 anos. Meu impulso sexual é tão alto que prefiro ficar em casa com meu namorado do que sair para passear. Ele não reclama."
Megan Fox .
"Sexo e morte: as portas da frente e de trás do mundo."
William Faulkner.


Sexo ajuda a aliviar dor da artrite


Carinho e contato do esposo podem aumentar a produção de endorfinas e outras enzimas que aliviam o sintoma.

Estima-se que no Brasil a artrite reumatoide atinja 1% da população, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas. A doença caracteriza-se por um quadro infamatório das articulações e complicações que se estendem aos tendões e ossos, provocando dor.

As mulheres sofrem muito com a doença. Independentemente da idade, elas sentem que, com o desenvolvimento da artrite reumatoide, tornam-se menos atraentes aos olhos do esposo, uma vez que, entre os sintomas da doença estão rigidez (matinal), inchaço e perda de movimento nas articulações.As dores, a fraqueza ou a rigidez podem tornar mais difícil o ato sexual. “As preocupações físicas e emocionais são bem reais quando se trata de relacionar sexualidade e artrite. Por isso, aconselhamos que o casal converse sobre a doença. Com amor e afeto, muitos destes problemas podem ser superados”, destaca o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti.


Aprenda a lidar com a situação

Um desafio ao lidar com pacientes com artrite é tentar fazer com que elas apreciem ser quem são, que se sintam bonitas, sedutoras, e aprendam a lidar com a situação. “Por exemplo, antes da relação sexual, você pode fazer um alongamento e massagear as articulações com um creme para dor. Durante o ato, você pode encontrar uma posição mais confortável”, orienta Sergio.

Existem diversos estudos que mostram que o sexo pode ser muito útil na medida em que diminui algum desconforto físico. “É muito importante que a paciente com artrite saiba que o carinho e o contato do esposo podem aumentar a produção de endorfina e outras enzimas que ajudam no alívio da dor”, conclui o reumatologista.

Maroni defende regulamentação da prostituição: “Sou a favor do sexo pago”


Oscar Maroni, o ex-rei da noite paulistana

Idealizador da famosa boate Bahamas, na zona sul de São Paulo, o empresário de 61 anos, Oscar Maroni, defende proposta da Comissão do Senado para legalizar as casas de prostituição no Brasil e, ainda, regulamentar a profissão das garotas e garotos de programa no País. Segundo ele, a proibição dos prostíbulos serve apenas para estimular a "corrupção de policiais e dos agentes da Prefeitura". "Sei do que estou falando, tenho 20 anos de noite", afirma.
 
Condenado em primeira instância pelos crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos – Maroni entrou com recurso para anular a condenação e espera resultado-, o empresário explica que, regulamentada e com direito a carteira assinada, férias remuneradas e décimo terceiro salário, a prostituição daria "dignidade" às mulheres e evitaria que elas fossem "marginalizadas". "Sexo pago também é bom, desde que seja respeitada a dignidade da mulher, e isso acontece quando ela se prostitui por livre arbítrio", defende.
 
Proposta da Comissão do Senado, que deve ser apreciada até o fim de maio no Congresso, prevê o fim de punições para donos de prostíbulos. Segundo a legislação atual, está sujeito a pena de dois a cinco anos de prisão mais multa quem mantém casas de prostituição, sendo que a profissão de garotas e garotos de programa não é criminalizada nem regulamentada no Brasil.
 
Se aprovada no Congresso, a mudança pode abrir caminho para a regulamentação prostituição, já que será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador.
 
Confira os principais trechos da entrevista
 
Terra Magazine: O que o senhor pensa sobre a proposta da Comissão do Senado de colocar fim à punição aos donos de prostíbulos e regulamentar as casas de prostituição no Brasil?
 
Oscar Maroni: Concordo plenamente com essa medida. É uma evolução do sistema jurídico do País, que é datado de 1940, e que considero um atraso. A lei, do jeito que está, incentiva a corrupção dos policiais e dos agentes da Prefeitura. Sei do que estou falando, porque já fui vítima disso. Considero que a lei evolui dessa forma porque pune quem explorar sexualmente a mulher ou menores de idade. Tenho 20 anos de noite e bastante experiência sobre a boemia em São Paulo. E é por isso que eu digo: essa lei, como está, só beneficia corruptos e precisa ser mudada.
 
Terra Magazine: O senhor concorda que a prostituição seja regulamentada, com carteira assinada, férias remuneradas, décimo terceiro salário e todos os direitos do trabalhador?
 
Oscar Maroni: Sim. O intelectual aluga o cérebro, o trabalhador braçal aluga os músculos, e a garota de programa, desde que faça de livre e espontânea vontade, aluga as fantasias sexuais, aluga o companheirismo, tira o homem da solidão e, algumas vezes, até atua de psicóloga. Considero a prostituição uma profissão que deve ser regulamentada, porque se não for, ela é criminalizada, a prostituta é marginalizada, e acaba trabalhando no submundo, o que traz coisas drásticas para a vida dela…
 
Terra Magazine: O senhor acha que o Brasil está preparado para medidas desse tipo?
 
Oscar Maroni: Para a liberdade, não existe tempo. Os moralistas usam essas coisas para tentar se provover com opiniões hipócritas, mas não existe tempo para a liberdade…
 
Terra Magazine: Mas isso concretiza o famoso lema: "viva a p…"
 
Oscar Maroni: Não, acho que não. Sou a favor de pênis ereto, vagina molhada, e que cada um coloque a boca onde bem entender. Sexo pago também é bom, desde que seja respeitada a dignidade da mulher e isso acontece quando ela se prostitui por livre arbítrio.
 

Entenda por que sexo pela manhã é mais prazeroso

Normalmente, por conta da correria do dia a dia, a hora do sexo sempre fica para a noite. O dia é corrido, e é então, na hora de dormir que tudo pode rolar.

O que muitos não sabem é que fazer sexo pela manhã pode ser uma boa maneira para inovar e dar mais prazer. A urologista e terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano explica que a agitação proporcionada por um dia agitado aumenta a produção de adrenalina no corpo, o que pode prejudicar o sexo. "Esse hormônio está ligado à excitação, mas não ao prazer", afirma. Por isso, o sexo fica mais gostoso quando o corpo e mente estão relaxadas.

Livre de preocupações, é mais fácil manter o foco na relação, na parceira e aproveitar mais. "Além disso, há o cansaço muscular. Depois do sono, o corpo está refeito e mais apto ao sexo", explica a especialista.

No entanto, essa questão é mais psicológica do que física, de acordo com a observação do professor do departamento de ginecologia da Unifesp Ivaldo Silva. "Sem estresse, o sexo funciona melhor por causa da atenção que os parceiros dispensam um ao outro. Hormonalmente, o que acontece é que, quando a pessoa está relaxada e faz sexo de qualidade, consegue produzir mais endorfina, hormônio relacionado ao prazer".

As consequências do sexo são as mais benéficas possíveis. Aquele ditado "ele não dormiu de calça jeans" ressalta essas melhorias, que pode ser na autoestima, bom humor e até no sistema imunológico."O estresse afeta a imunidade. Pessoas que se satisfazem nas relações são mais felizes e mais saudáveis", pontua Silva.

Sexo sem idade e sem preconceitos

Mudam-se os tempos e as vontades, só não varia uma coisa: o desejo sexual, que se mantém em diferentes tempos e relações.

Daniel namora com Sofia. E também com Inês. Elas sabem e até são amigas. Os três são poliamorosos, ou seja, mantêm uma relação afectiva e sexual de cariz não-monogâmico.

Defendem o amor livre em teoria e, na prática, não são muito diferentes de outros trios que andam por aí, mas fora da clandestinidade e sem arriscar o poder destruidor da traição e da mentira. Uma relação que são várias ao mesmo tempo e onde há lugar para a experimentação e a satisfação das mais recônditas fantasias e fetiches.

"O meu primeiro contacto com a ideia de não-monogamia foi através do livro ‘Um Estranho numa Terra Estranha", de Robert Heinlein. Li-o aos 17 anos e, desde logo, fez-me questionar o sentido de obrigar alguém a fazer apenas sexo comigo, a apaixonar-se apenas por mim. Não me tornei poliamoroso por querer sexo com várias pessoas, mas pela ideia de não trair, não mentir", refere o jornalista e professor universitário Daniel Cardoso, 25 anos.

Foi nesta fase ainda imberbe que conheceu Sofia C., psicóloga, 26 anos. Andavam na mesma escola secundária e em comum pouco mais tinham do que a coincidência dela também ter lido o mesmo livro. "Inicialmente odiava o Daniel. Ele tinha um feitio complicado, destoava. Quando o conheci pôs-me ao corrente dos seus ideais. Assim, de chofre, cara-a-cara. Nunca tinha pensado isso para mim... até que me apaixonei por ele. Como ele tinha deixado bem claro o que queria, não era eu que ia tentar impor outra coisa." Sofia percebeu depois que se identificava com o modelo de vida, ao qual chegou pela teoria e agora vive na prática.

No poliamor não se fala em casais, mas de constelações, pelos múltiplos formatos que permite. "Neste momento somos uma constelação em V, que contempla três relações diferentes (dois pares e a relação total). Acontecem dinâmicas diádicas (entre dois indivíduos), que convivem com a dinâmica global", explica Daniel.

Sofia esclarece a questão que desde logo se insinua: "Eu e a Inês não somos namoradas. Podíamos ser, mas não houve faísca. Mas no anterior relacionamento eu era também namorada da namorada do Daniel."

A geometria não é a única coisa difícil de entender. Inês, o outro elemento do trio, assume-se como lésbica, por gosto mas também por questões políticas. "É assim que me vejo. Tive várias paixonetas por mulheres na faculdade, mas isso não invalida que não haja um envolvimento com um homem. Apaixonamo-nos por pessoas, não por anatomias. Ao contrário da Sofia, acho as mulheres mais interessantes, mais atraentes, ligo--me melhor a elas."

Mesmo sabendo disso, ele foi--se chegando, até ao dia em que se declarou, e colocou a Inês a escolha entre cinco hipóteses: "Podemos ter um relacionamento romântico, afectivo e sexual; uma amizade com componente sexual regular; uma amizade com sexo pontual; apenas uma amizade; ou ainda qualquer outra configuração que te ocorra", disse-lhe o rapaz, que conheceu na faculdade.

Inês ficou "congelada". Respondeu "ai que horror!", a um Daniel rendido a seus pés. E talvez por isso, Inês disse-lhe que ‘sim'. Gosta-se mais de quem gosta de nós.

Para Sofia, que está ao lado de Daniel há oito anos, "foi confuso" vê-lo apaixonado. Mas sabia as regras da relação e incentivou-o a concretizá-la. Já antes também ela (e ele) tinham tido relacionamentos paralelos.

"Há pessoas que acham que por gostarem de um de nós terão de ficar com os outros. Isso não é verdade. Os sentimentos não vêm em pacote. Nós não somos um pacote", acrescenta Inês, 24 anos, investigadora no âmbito das Ciências da Comunicação, na área do feminismo em particular, além de activista pelos direitos da mulher.

Sofia e Inês são diferentes, muito diferentes aos olhos do seu amor comum. Uma não gosta de queijo, a outra odeia chocolate. Sofia é nocturna, Inês diurna. A Sofia é calma, Inês faz primeiro e pensa depois. "Ambas são sobredotadas, muito intensas, com uma força de carácter enorme. Ambas desafiam-me. Quando alguém não me desafia eu aborreço-me de morte", proclama Daniel.

E ambas se realizam sexualmente com ele. No quarto, pode acontecer de tudo. "Duas a três vezes por noite ou por semana", afirma Daniel, "consoante as circunstâncias, o stress, o trabalho", acrescenta Sofia. Para não desperdiçarem oportunidades partilham as respectivas agendas através do Google.

"As minhas relações poliamorosas não são todas românticas. Também não são de primeira e segunda categoria, são relações que passam por uma panóplia de experiências e tonalidades que podem misturar várias emoções, práticas eróticas... ".

Entre tais experiências há desde brincadeiras de ‘role playing' (interpretar papéis), a práticas menos normativas como o ménage à trois (sexo entre três pessoas) ou o BDSM.

O acrónimo BDSM serve para denominar Bondage (fetiche que consiste em amarrar e imobilizar o parceiro podendo haver ou não sexo com penetração); Disciplina (contempla a imobilização ou condicionamento mental, através de ordens e controlo); Dominação e Submissão (relação de troca de poder, físico e mental, em que há um mestre e um escravo) e Sadomasoquismo (quando duas pessoas interagem com o objectivo de obter e proporcionar prazer ou satisfação sexual através da dor). A única coisa que "não existe é a posição de missionário, com o único objectivo da reprodução", remata Daniel.

Numa relação que assenta no princípio de ser e deixar ser livre quem se ama, não há segredos para a felicidade: "Há compreensão, respeito e vontade de resolver os problemas que surgem e que podem constituir entraves a essa felicidade." 


Vanessa Fidalgo e Marta Martins Silva

Pesquisa: 90% das mulheres planejam o casamento durante o expediente

Muitos fornecedores de casamento estão abertos apenas
 durante o horário comercial
A indústria do casamento está cada dia mais ganhando espaço. Todo mundo tem uma amiga, um parente ou um colega de trabalho que está preparando o tão esperado dia e que, provavelmente, espera que essa data seja uma experiência ótima tanto para o casal quanto para os convidados.

Segundo o YourTango, depois de um tempo, esse planejamento parece assumir uma vida própria, mas para alguns, pode começar a interferir em absolutamente tudo na vida pessoal e profissional.

Acredite ou não, 90% das mulheres fazem o planejamento do casamento na hora do expediente, de acordo com uma pesquisa recente da TheKnot, WeddingChannel e da ForbesWoman. Isso acontece porque muitos fornecedores de casamento estão abertos apenas durante o horário comercial e algumas transações e conversas devem ser feitas das 8h00 às 17h00.

As mulheres gastam cerca de 10 horas por semana planejando seu casamento, e quase 30% do que é feito acontece durante o expediente. A pesquisa também descobriu que 20% das mulheres admitiram que mais de metade dos seus arranjos de casamento foram feitos no trabalho, mas apenas 15% disseram que alguém no trabalho tinha comentado sobre isso.

Planejar um casamento pode não ser apenas prejudicial para ao trabalho, mas também pode ferir seus relacionamentos com colegas da empresa. Falar desse assunto 24 horas por dia pode cansar que está à sua volta.

Alguns patrões, no entanto, parecem não se importar com um pouco de planejamento do casamento durante o horário de trabalho. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados dizem que os gerentes apoiavam, compreendiam o que estava acontecendo e estavam dispostos a ignorar a distração temporária de uma quase noiva durante os meses que antecederam seu casamento.

Educação Sexual em Saúde Escolar


Falar de sexualidade sem falar de afetos não faria sentido, uma vez que dela são parte integrante e indissociável. Falar de afetos é falar de relação, visto que condicionam as nossas atitudes e comportamentos, são eles que nos aproximam ou afastam dos que nos rodeiam.


Como seres sociais o nosso dia a dia é feito de relações pelas quais somos afetados, porque a relação é dar e receber, torna-nos únicos e especiais, como seres pensantes com sentimentos, necessidade de pertença, sendo assim, os mais vulneráveis à face da terra.


O afeto é algo espontâneo no indivíduo e, ao mesmo tempo, é sinal de extrema sensibilidade da alma humana. As pessoas mais insensíveis ao toque e às trocas afetivas costumam apresentar mais dificuldade em conquistar um amigo. Uma das características das pessoas que não expressam a afetividade é a amargura para com a vida e o mundo.


A noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contacto ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, está diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais.


O desejo sexual evidencia-se com a adolescência, denunciando que o corpo se está a modificar, que cresceu e exige adaptações, mudanças de relações, e de responsabilidade. Conforme vamos crescendo, descobrimos também o prazer provocado pelo contacto sexual, através do estímulo que originamos em nós mesmos ou com outras pessoas.


Assim, a vivência da sexualidade na adolescência, torna-se numa fase de crescimento conflituosa, de grandes dúvidas e incertezas em que a educação sexual deve estar presente, pois caso contrário a falta de informação ou busca de informação de forma desadequada pode levar a atitudes incorretas, que podem por em causa o futuro dos jovens alterando-o e tornando-o difícil e infeliz.


Tendo em conta as ligações da sexualidade às outras dimensões da identidade pessoal e das relações interpessoais e a sua mediatização social, a educação sexual integra um vasto conjunto de áreas de aprendizagem, tais como os valores e os afetos, ou as questões de género, a estrutura de personalidade, ou as competências dos indivíduos para lidarem com a intimidade.


Nesse período, que é quando se inicia a vida sexual, o jovem precisa de se preocupar em prevenir doenças e a gravidez precoce, para que a etapa de adaptação às mudanças não seja ultrapassada.


No âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, o programa de educação sexual tem vindo a ser implementado por profissionais de saúde da UCC Chaves 1, nomeadamente enfermeiros, em sala de aula com sessões interativas, desde o 1º ciclo até ao secundário nas escolas da sua área de abrangência.


Também está disponível a todos os alunos nas diversas escolas, um gabinete de apoio ao aluno (GAA) com o objetivo de transmitir conhecimentos, oferecer ajuda e apoio, na tentativa de os capacitar nesta área, para que cada um tome as suas próprias decisões. Proporciona confidencialidade das informações e respeita o direito e escolhas de cada um, permitindo ao aluno expor as suas dúvidas relativas à saúde em geral.


Estas atividades têm-se revelado pertinentes, uma vez que os alunos apresentam dúvidas e curiosidade num tema de crucial importância do desenvolvimento pessoal e social inerente ao crescimento do indivíduo.


Todo este trabalho não invalida o constante e importante papel dos pais, pois a família é a primeira escola da criança e deve ter como objetivo a busca e a prática do bem-estar físico, psicológico, social, afetivo e moral, da criança.

Ausência de orgasmo durante o sexo é uma disfunção

O orgasmo é o ápice do ato sexual, quando as duas pessoas sentem um prazer incontrolável. No entanto, algumas mulheres não conseguem chegar a este ponto. O problema se chama anorgasmia - uma forma de disfunção sexual, por vezes classificado como distúrbio psiquiátrico. As informações são do site Female First.

A pré-orgasmia e anorgasmia são comuns em mulheres; estudos sugerem que 43% do público feminino nunca alcançou um orgasmo. O termo pré-orgasmia é usado quando a mulher nunca teve um orgasmo. Já a anorgasmia secundária acontece quando a mulher já atingiu o ponto alto do sexo em outras ocasiões, mas deixou de conseguir chegar ao ápice.

O segundo problema pode acontecer quando a pessoa é violada ou passa por uma experiência traumática. Qualquer decepção emocional pode desencadear a anorgasmia.

A importância do orgasmo
Um orgasmo é como uma série de contrações musculares uterinas que duram vários segundos e liberam ocitocina - substância que regula o estresse feminino e o ciclo menstrual.

A ausência da ocitocina causa nervosismo, obesidade, comportamento psicótico, funções cognitivas prejudicadas e aumento do risco de câncer de mama.

Andar de bicicleta pode fazer mal à saúde sexual

Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. 

Inocentes passeios de bicicleta podem não ser tão inocentes assim. Ótimos como atividade física e forma de lazer, eles podem ser perigosos para a saúde sexual: estudos indicam que o hábito de passar muito tempo sobre o banco da magrela está relacionado a disfunção erétil, no caso dos homens, e menos prazer, no das mulheres. É o que mostra um estudo da Universidade de Yale publicado na revista on-line “Journal of Sexual Medicine”.

Soou estranho? Nem tanto. Muitas mulheres que costumam andar de bicicleta ao ar livre ou fazer spinning na academia já experimentaram a sensação de entorpecimento que ocorre na área genital depois de algum tempo de exercício.

Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. Nos homens, isso aumenta o risco de disfunção erétil, o que foi documentado em estudos envolvendo policiais que fazem patrulhamento de bicicleta.

As cicilistas ainda não foram estudadas tão minuciosamente. Mas uma pesquisa de Yale, de 2006, mostrou que elas têm menos sensibilidade na região genital do que mulheres que correm. Daí alguns cientistas acreditarem que sua saúde sexual corre tanto risco quanto a dos homens em razão da atividade.

Agora, no novo estudo, os pesquisadores de Yale tentaram determinar se fatores específicos influenciam a dor e o entorpecimento da região genital nas ciclistas.

Quarenta e oito mulheres participaram da pesquisa, e todas elas pedalavam um mínimo de 16 quilômetros por semana, embora a maioria percorresse distâncias maiores.

As mulheres levaram suas próprias bicicletas para o laboratório. Os pesquisadores puseram suas magrelas sobre máquinas estacionárias, e cada participante posicionou o banco e o guidão de acordo com sua preferência.

Enquanto elas pedalavam, relatavam se sentiam alguma dor, torpor ou formigamento como consequência de estarem sentadas sob o assento das bicicletas, e um dispositivo era usado para medir a sensação no soalho pélvico.

Ao longo do trabalho, os pesquisadores perceberam que a posição do guidão é que parece causar os maiores problemas. Mulheres que o posicionam abaixo dos seus assentos experimentam mais pressão na área do períneo, e têm menos sensibilidade no soalho pélvico.

Isso porque, quando o guidão está muito baixo, a mulher precisa se inclinar para frente, fazendo com que grande parte do seu peso fique sobre o períneo.

O problema é particularmente observado quando a mulher se inclina para a frente, mantendo as costas retas, e põe as mãos sobre a barra da bicicleta, para obter uma posição mais aerodinâmica.

— Nós basicamente estamos mostrando que deve haver fatores de risco modificáveis associados com as mulheres ciclistas — disse ao jornal “New York Times” Marsha K. Guess, uma das autoras do estudo e professora assistente de ginecologia, obstetrícia e ciências reprodutivas na Escola de Medicina de Yale. — Isso nos permite educar as ciclistas no sentido de adotarem práticas mais seguras, que possam reduzir a pressão e a perda de sensação no soalho pélvico.

Segundo o cientista Steven M. Schrader, do Instituto de Saúde e Segurança Ocupacional, que participou da pesquisa com policiais do sexo masculino encarregados de fazer patrulhamento sobre bicicletas, ainda é preciso estudar mais os problemas enfrentados pelas mulheres ciclistas.

Ele contou que se convenceu desta necessidade durante palestras que deu abordando o resultado daquele trabalho: mulheres na plateia costumavam se dirigir a ele e revelar: “Isso não acontece apenas com os homens”.

Segundo Schrader, a pesquisa com os policiais mostrou que uma das melhores maneiras de reduzir a pressão sobre a região genital é usar assentos que não sejam mais finos na parte dianteira.

A constatação levou o instituto a recomendar aos agentes e a outras categorias que usam bicicleta no trabalho que os evitassem, o que põe pressão nos ossos da região inferior da pélvis, como o ísquio, mais do que no períneo. Embora não tenha estudado o que acontece com as mulheres, ele acredita que elas também podem se beneficiar de assentos mais largos.

— Se você não põe peso sobre esta área, não há pressão — observa.

Sexo? Não, obrigada!


No sexo existem muitos tabus, mas nenhum é maior do que dizer por aí que você não se interessa por ele. Pode ser difícil de acreditar, mas tem gente que não gosta mesmo de praticar o 'esporte'. E não é porque nunca tentou, viu...


Muita gente diz que ser assexual é uma opção. A pessoa decide que não vai transar e pronto, nada de contato desse tipo. Muitas pessoas com essa decisão namoram e têm relacionamentos normais, só que sem sexo. E a felicidade está ali, vivendo normalmente por perto, às vezes mais, às vezes menos.



Na medicina, existe a "síndrome do desejo sexual hipoativo", que é o nome que especialistas deram para a falta de interesse sexual. Ela é catalogada como um problema, mas não há comprovação de nenhuma patologia relacionada a isso.

Descobrir-se assexual não é fácil, como mostra reportagem da Folha de São Paulo. Ainda mais em uma sociedade como a nossa, que sexualiza tudo o tempo todo. Talvez seja a mesma barra de descobrir-se gay e sentir a cobrança por ser diferente do que alguém decidiu que era "normal".

A assexualidade pode ter raízes em problemas físicos e emocionais, que deixam a libido lááááá embaixo. Quem está deprimido não pensa em sexo. Mulheres com vaginismo — contração involuntária na hora da relação sexual - tentam se afastar a todo custo de algo que gera sofrimento a elas. Problemas com hormônios e mais milhares de outras coisas podem gerar essa preferência, mas o psicológico influencia muito.

Há muitos homens que reclamam que mulheres não gostam de sexo, mas assexualidade é algo que também existe entre os homens. A dificuldade de ter e manter a ereção é um dos motivos para a assexualidade masculina. Um dado interessante do Datafolha é que 5% dos jovens brasileiros não veem graça em sexo. Pode parecer uma porcentagem pequena, mas é um número bastante expressivo.

Conheça os tipos de assexuado:

Tampa da panela
Ter alguém para dividir a vida faz parte dos planos dessas pessoas, mas o sexo não está na lista. Em alguns casos a pessoa até faz sexo, mas sem vontade. Outras vezes há vontade, mas na hora 'H' a pessoa não sente prazer, o que acaba aumentando a frustração.

Eu me amo
Alguns assexuais se bastam. O amor por si mesmo é suficiente e a masturbação já resolve as necessidades sexuais da pessoa. Ela sente prazer e quer sentí-lo, mas não sente interesse em ter alguém para compartilhar a sensação.

Nada de sexo
Nesse grupo o sexo não é bem-vindo, nem beijos, nem mãos-dadas. Viver com outra pessoa não é uma opção e o relacionamento romântico soa impossível para quem é assim.

De vez em quando
Nesse caso é bem comum que a pessoa não se identifique como assexual, já que o interesse sexual aparece de vez em quando. Pessoas assim ficam por alguns períodos longos sem vontade de fazer sexo, mas ela aparece e volta a desaparecer em seguida.

A verdade é que ser assexual é como ser hétero, gay ou bi: não interessa a ninguém o que você quer — ou não — fazer entre quatro paredes. ;)

Carol Patrocínio

Pílula anticoncepcional piora o sexo, mas pode aumentar relacionamentos em até dois anos

Estudo mostra que percepção em relação ao amor e o sexo muda com o medicamento.

A pílula anticoncepcional piora o sexo, mas pode aumentar os relacionamentos em até dois anos, de acordo com um estudo da Universidade Stirling, na Inglaterra. A informação foi publicada no jornal britânico Daily Mail nesta quarta-feira (28). 

De acordo com a pesquisa, o uso deste medicamento pode alterar as percepções da mulher em relação ao amor e também ao sexo. O médico autor do estudo Craig Roberts disse que as mulheres deveriam optar um método preventivo de contracepção não hormonal meses antes do casamento. 

- Pode ser uma maneira para a mulher se assegurar ou verificar se realmente está atraída por seu parceiro. 

Ainda segundo Roberts, as mulheres que conheceram seus maridos tomando a pílula tiveram relacionamentos mais longos – dois anos a mais em média, e eram menos propensas a se separar. 

- Portanto, não é uma notícia boa e uma má notícia para as mulheres que tomam o medicamento. Um efeito parece compensar para o outro.

Sexo tântrico: horas de relação, com orgasmos e sem ejacular

No meu chá de lingerie, uma amiga trouxe um presente que causou burburinho: um ovinho de um material que parece mármore, pesado e com um furo no meio. Diante da curiosidade geral, foi obrigada a explicar que servia para treinar os músculos da vagina e propiciar orgasmos mais intensos. Contou também que seu marido, o mestre de yoga Victor Lino, é especialista em sexo tântrico. Pronto: a inveja foi coletiva. Aos 35 anos, dos quais seis como professor de tantra, Victor pesquisou muito sobre o assunto e fez cursos na Tailândia para se aprofundar. Ele conta que a filosofia do tantra surgiu há mais de cinco mil anos, na região em que hoje se situa o Paquistão – a sociedade surgida ali teve seu comportamento estudado por muitos séculos. Aqui, o mestre conta sobre as lições que mais interessam aos leitores do Sexpedia.

- Por que é prejudicial não ter esse controle?- Qual a principal diferença entre o sexo comum e o sexo tântrico?
A mulher é personagem central no sexo, a deusa personificada. Ela não é submissa ao homem, como na nossa sociedade, mas adorada e reverenciada. Por isso, consideramos que a ejaculação precoce não tem a ver com o tempo em que o homem demora a gozar, mas quando ele chega ao clímax antes de ter proporcionado orgasmo para a mulher.

- Ou seja, ele precisa aprender a segurar a ejaculação sempre?
Sim. E ele nem precisa ejacular de fato, assim pode ter vários orgasmos na mesma relação. Nos últimos anos, por exemplo, ejaculei duas vezes: ambas para engravidar minha mulher (hoje, o casal tem um filho de 1 ano e meio e estão grávidos de uma menina).

- E não doi acumular sêmen por tanto tempo?
No início do treinamento, doi. Depois, com as técnicas do tantra, o corpo acostuma. Ejacular significa perder energia, assim como menstruar. Meu organismo só precisa produzir semen quando gasto, o que é raro. Mulheres com anemia e depressão poderiam se sentir melhor se praticassem para interromper o ciclo menstrual com exercícios práticos e meditação. É importante ter a consciência e o controle do próprio corpo.

No sexo tântrico, a mulher deve ser reverenciada. Ejacular antes de proporcionar orgasmo a ela é proibido.

Por exemplo, na mulher, o orgasmo está muito ligado à contração do períneo. Os músculos dessa região se contraem e dão impulsos elétricos que sobem pela coluna até o cérebro. Se essa musculatura não está forte, ela não gera uma quantidade de energia suficiente para alcançar a mente e despertar a sensação de prazer.

- O orgasmo é mais intenso com essa prática?
Totalmente. Quando o homem ejacula, acabou o ato sexual. Ele fica cansado, “desmaia”. Se aprende a controlar a ejaculação, não se limita a ter um orgasmo por relação. No tantra, o parceiro se excita até chegar ao orgasmo. Então controla a diminuição da excitação, sem parar a transa, e depois a desperta de novo para outros orgasmos. Em vez de durar minutos, o sexo pode levar até seis horas consecutivas. Só depende do preparo físico. E os dois gozam juntos porque, quando o primeiro alcança o clímax, gera uma energia sexual que impulsiona outro a gozar também.

- Caramba: seis horas! Nunca rola uma rapidinha?
Eu tenho filho pequeno, então precisa rolar umas rapidinhas. Não dá para toda vez transar por quatro horas.

- No sexo tântrico a penetração é o de menos, certo? Ele começa beeeem antes de ficarem nus.
Sim. O sexo começa com o preparo do ambiente, como deixar a luz mais agradável, acender um incenso. Depois, com o cuidado com o corpo: os dois precisam estar limpos e cheirosos. Daí partimos para o carinho, para exercícios de respiração com troca de energias, falamos coisas legais um para o outro, nos preocupamos em nos conectar. Só então passa para a fase de carícias e estimulação sexual, como beijos pelo corpo. Quando a mulher estiver bem excitada e lubrificada, inicia a penetração. Algumas posições são preferenciais, como a mulher por cima. Isso porque ela é considerada a deusa, deve controlar a situação.  Pode até ser que não chegue à penetração, a grande ansiedade das pessoas.

Nas aulas, o mestre ensina a aguçar os cinco sentidos para o sexo - que pode durar até cinco horas
- Como assim?
Pode ser apenas um tempo para o casal, um clima para namorar e ficar juntos. Tirar a ideia do sexo com penetração também tira a pressão sobre as pessoas. A cobrança de cumprir o papel de macho e não brochar, por exemplo. Os problemas e as disfunções sexuais, na maioria das vezes, são emocionais, não orgânicos. Quando passa a encarar o sexo como prazer sem necessariamente penetração, a pessoa fica mais tranquila e relaxada para aproveitar.

- Qual o perfil dos alunos do seu curso?
Qualquer um pode fazer o curso, independente de idade, forma física, se tem parceiro ou não. Veto apenas quem tem uma visão deturpada do tantra – como garotos que querem segurar a ejaculação só para se mostrar para as meninas, de forma egocêntrica.

- O que eles aprendem?
As aulas duram três meses, uma vez por semana. No início, exploro com eles os órgãos do sentido. Mostro como deixá-los mais aguçados e preparados para o sexo. Falo sobre olfato e peço para prestarem atenção se o cheiro do parceiro se altera quando ele fica excitado. Ou sobre como o toque pode ser usado de diferentes formas: que regiões do corpo pedem toques mais leves ou fortes. Depois ensino técnicas como controlar a ejaculação, aumentar a energia sexual e movimentá-la no corpo, trabalhar a musculatura do canal vaginal. Passo exercícios para treinar em casa e ampliar a intensidade do prazer no sexo.

Nathalia Ziemkiewicz


Vida sexual ativa é permitida até para os infartados

O cardiologista explica que a maior probabilidade de infarto é pela manhã.
Em recente nota científica lançada pela Associação Americana do Coração, foi divulgado que pacientes que sofreram com doenças do coração como infarto e derrame podem ter relações sexuais normalmente. Segundo o estudo, essas atividades não representam risco de vida aos infartados e outros doentes do coração.

A notícia, animadora para os principais envolvidos que são os cardíacos, vai de encontro com outros estudos anteriormente realizados que apontam a prática de atividades sexuais para pessoas que sofreram ou sofrem doenças do coração como representação de risco de vida. Esses estudos comparam relações sexuais a atividades físicas intensas, o que configuram risco de morte súbita e infarto.

Já o texto divulgado pela Associação Americana do Coração explica que a relação sexual, por sua breve duração, não pode provocar infartos. O infartado deve ter cuidados médicos e consultas regulares para que retome sua vida sexual com naturalidade e segurança.

O receio de voltar à vida sexual que tinha antes do infarto, faz com que muitos infartados adquiram medo de praticar sexo com seus parceiros que, por sua vez, também se retraem com dúvidas sobre um possível desencadeamento de problemas.

A falta de orientação adequada e esclarecimento de um especialista sobre o assunto pode agravar a situação conforme o tempo.

O cardiologista explica que a maior probabilidade de infarto é pela manhã, mas que com os devidos cuidados é possível diminuir esse risco, assim como iniciar um atividade sexual de forma mais segura.