20 frases memoráveis sobre sexo


O sexo, indubitavelmente, é um dos pulsos primários que detonam o funcionamento da engrenagem universal. 

Um portal para planos ou estados que nos sugerem a presença do amor total no interior da cada um de nós. E para comemorar esta atividade que ao longo da história provocou milhões de sorrisos, e talvez também de lagrimas, compilamos vinte frases memoráveis sobre o sexo. 

Convidamos a que compartilhem mais frases, próprias ou de alguém mais, que permitam completar este interessante exercício.

"O sexo é parte da natureza. E eu estou em harmonia com ela."
Marilyn Monroe.
"Um intelectual é uma pessoa que encontrou algo que é mais interessante que o sexo"
Aldous Huxley.
"Sexo é emoção em moção."
Mae West.
"A resposta está no amor, mas enquanto espera a resposta, o sexo detona algumas boas perguntas."
Woody Allen.
"Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa. Sexo é poesia..."
Rita Lee.
"O sexo é mais excitante na tela e entre as páginas, que entre os lençóis."
Andy Warhol.
"O sexo nos Estados Unidos é uma obsessão, em outras partes do mundo, um fato"
Marlene Dietrich.
"Recordo a primeira vez que fiz sexo. E ainda conservo a receita."
Groucho Marx.
"Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.
Nelson Rodrigues.
"Ainda sou da opinião que só há dois assuntos que serão de menor interesse para um estado de ânimo sério: o sexo e a morte."
William B. Yeats.
"Uma vez que observa sua natureza, o sexo é basicamente imaterial".
Bodhidharma.
"Software é como o sexo. É melhor quando é gratuito."
Linus Torvalds.
"Meu negócio agora é sexo e amizade. Acho esse negócio de amor uma coisa muito chata."
Caetano Veloso.
"Não sei nada de sexo por que sempre fui casada."
Zsa Zsa Garbor.
"Para ter sucesso com o sexo oposto, diga que é impotente. Ela não poderá esperar para comprovar o contrário"
Cary Grant.
"O sexo é a porta par algo tão poderoso e místico, mas o cinema geralmente o apresenta de um modo muito seco."
David Lynch.
"Quando duas pessoas fazem amor não estão apenas fazendo amor, senão que dando corda no relógio do mundo."
Mário Quintana.
"O sexo dificilmente trata-se só de sexo."
Shirley MacLaine.
"O sexo é uma ameaça em ambos sentidos."
Franklin P. Jones.
"Tenho a libido de um adolescente de 15 anos. Meu impulso sexual é tão alto que prefiro ficar em casa com meu namorado do que sair para passear. Ele não reclama."
Megan Fox .
"Sexo e morte: as portas da frente e de trás do mundo."
William Faulkner.


Sexo ajuda a aliviar dor da artrite


Carinho e contato do esposo podem aumentar a produção de endorfinas e outras enzimas que aliviam o sintoma.

Estima-se que no Brasil a artrite reumatoide atinja 1% da população, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas. A doença caracteriza-se por um quadro infamatório das articulações e complicações que se estendem aos tendões e ossos, provocando dor.

As mulheres sofrem muito com a doença. Independentemente da idade, elas sentem que, com o desenvolvimento da artrite reumatoide, tornam-se menos atraentes aos olhos do esposo, uma vez que, entre os sintomas da doença estão rigidez (matinal), inchaço e perda de movimento nas articulações.As dores, a fraqueza ou a rigidez podem tornar mais difícil o ato sexual. “As preocupações físicas e emocionais são bem reais quando se trata de relacionar sexualidade e artrite. Por isso, aconselhamos que o casal converse sobre a doença. Com amor e afeto, muitos destes problemas podem ser superados”, destaca o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti.


Aprenda a lidar com a situação

Um desafio ao lidar com pacientes com artrite é tentar fazer com que elas apreciem ser quem são, que se sintam bonitas, sedutoras, e aprendam a lidar com a situação. “Por exemplo, antes da relação sexual, você pode fazer um alongamento e massagear as articulações com um creme para dor. Durante o ato, você pode encontrar uma posição mais confortável”, orienta Sergio.

Existem diversos estudos que mostram que o sexo pode ser muito útil na medida em que diminui algum desconforto físico. “É muito importante que a paciente com artrite saiba que o carinho e o contato do esposo podem aumentar a produção de endorfina e outras enzimas que ajudam no alívio da dor”, conclui o reumatologista.

Maroni defende regulamentação da prostituição: “Sou a favor do sexo pago”


Oscar Maroni, o ex-rei da noite paulistana

Idealizador da famosa boate Bahamas, na zona sul de São Paulo, o empresário de 61 anos, Oscar Maroni, defende proposta da Comissão do Senado para legalizar as casas de prostituição no Brasil e, ainda, regulamentar a profissão das garotas e garotos de programa no País. Segundo ele, a proibição dos prostíbulos serve apenas para estimular a "corrupção de policiais e dos agentes da Prefeitura". "Sei do que estou falando, tenho 20 anos de noite", afirma.
 
Condenado em primeira instância pelos crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos – Maroni entrou com recurso para anular a condenação e espera resultado-, o empresário explica que, regulamentada e com direito a carteira assinada, férias remuneradas e décimo terceiro salário, a prostituição daria "dignidade" às mulheres e evitaria que elas fossem "marginalizadas". "Sexo pago também é bom, desde que seja respeitada a dignidade da mulher, e isso acontece quando ela se prostitui por livre arbítrio", defende.
 
Proposta da Comissão do Senado, que deve ser apreciada até o fim de maio no Congresso, prevê o fim de punições para donos de prostíbulos. Segundo a legislação atual, está sujeito a pena de dois a cinco anos de prisão mais multa quem mantém casas de prostituição, sendo que a profissão de garotas e garotos de programa não é criminalizada nem regulamentada no Brasil.
 
Se aprovada no Congresso, a mudança pode abrir caminho para a regulamentação prostituição, já que será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador.
 
Confira os principais trechos da entrevista
 
Terra Magazine: O que o senhor pensa sobre a proposta da Comissão do Senado de colocar fim à punição aos donos de prostíbulos e regulamentar as casas de prostituição no Brasil?
 
Oscar Maroni: Concordo plenamente com essa medida. É uma evolução do sistema jurídico do País, que é datado de 1940, e que considero um atraso. A lei, do jeito que está, incentiva a corrupção dos policiais e dos agentes da Prefeitura. Sei do que estou falando, porque já fui vítima disso. Considero que a lei evolui dessa forma porque pune quem explorar sexualmente a mulher ou menores de idade. Tenho 20 anos de noite e bastante experiência sobre a boemia em São Paulo. E é por isso que eu digo: essa lei, como está, só beneficia corruptos e precisa ser mudada.
 
Terra Magazine: O senhor concorda que a prostituição seja regulamentada, com carteira assinada, férias remuneradas, décimo terceiro salário e todos os direitos do trabalhador?
 
Oscar Maroni: Sim. O intelectual aluga o cérebro, o trabalhador braçal aluga os músculos, e a garota de programa, desde que faça de livre e espontânea vontade, aluga as fantasias sexuais, aluga o companheirismo, tira o homem da solidão e, algumas vezes, até atua de psicóloga. Considero a prostituição uma profissão que deve ser regulamentada, porque se não for, ela é criminalizada, a prostituta é marginalizada, e acaba trabalhando no submundo, o que traz coisas drásticas para a vida dela…
 
Terra Magazine: O senhor acha que o Brasil está preparado para medidas desse tipo?
 
Oscar Maroni: Para a liberdade, não existe tempo. Os moralistas usam essas coisas para tentar se provover com opiniões hipócritas, mas não existe tempo para a liberdade…
 
Terra Magazine: Mas isso concretiza o famoso lema: "viva a p…"
 
Oscar Maroni: Não, acho que não. Sou a favor de pênis ereto, vagina molhada, e que cada um coloque a boca onde bem entender. Sexo pago também é bom, desde que seja respeitada a dignidade da mulher e isso acontece quando ela se prostitui por livre arbítrio.
 

Entenda por que sexo pela manhã é mais prazeroso

Normalmente, por conta da correria do dia a dia, a hora do sexo sempre fica para a noite. O dia é corrido, e é então, na hora de dormir que tudo pode rolar.

O que muitos não sabem é que fazer sexo pela manhã pode ser uma boa maneira para inovar e dar mais prazer. A urologista e terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano explica que a agitação proporcionada por um dia agitado aumenta a produção de adrenalina no corpo, o que pode prejudicar o sexo. "Esse hormônio está ligado à excitação, mas não ao prazer", afirma. Por isso, o sexo fica mais gostoso quando o corpo e mente estão relaxadas.

Livre de preocupações, é mais fácil manter o foco na relação, na parceira e aproveitar mais. "Além disso, há o cansaço muscular. Depois do sono, o corpo está refeito e mais apto ao sexo", explica a especialista.

No entanto, essa questão é mais psicológica do que física, de acordo com a observação do professor do departamento de ginecologia da Unifesp Ivaldo Silva. "Sem estresse, o sexo funciona melhor por causa da atenção que os parceiros dispensam um ao outro. Hormonalmente, o que acontece é que, quando a pessoa está relaxada e faz sexo de qualidade, consegue produzir mais endorfina, hormônio relacionado ao prazer".

As consequências do sexo são as mais benéficas possíveis. Aquele ditado "ele não dormiu de calça jeans" ressalta essas melhorias, que pode ser na autoestima, bom humor e até no sistema imunológico."O estresse afeta a imunidade. Pessoas que se satisfazem nas relações são mais felizes e mais saudáveis", pontua Silva.

Sexo sem idade e sem preconceitos

Mudam-se os tempos e as vontades, só não varia uma coisa: o desejo sexual, que se mantém em diferentes tempos e relações.

Daniel namora com Sofia. E também com Inês. Elas sabem e até são amigas. Os três são poliamorosos, ou seja, mantêm uma relação afectiva e sexual de cariz não-monogâmico.

Defendem o amor livre em teoria e, na prática, não são muito diferentes de outros trios que andam por aí, mas fora da clandestinidade e sem arriscar o poder destruidor da traição e da mentira. Uma relação que são várias ao mesmo tempo e onde há lugar para a experimentação e a satisfação das mais recônditas fantasias e fetiches.

"O meu primeiro contacto com a ideia de não-monogamia foi através do livro ‘Um Estranho numa Terra Estranha", de Robert Heinlein. Li-o aos 17 anos e, desde logo, fez-me questionar o sentido de obrigar alguém a fazer apenas sexo comigo, a apaixonar-se apenas por mim. Não me tornei poliamoroso por querer sexo com várias pessoas, mas pela ideia de não trair, não mentir", refere o jornalista e professor universitário Daniel Cardoso, 25 anos.

Foi nesta fase ainda imberbe que conheceu Sofia C., psicóloga, 26 anos. Andavam na mesma escola secundária e em comum pouco mais tinham do que a coincidência dela também ter lido o mesmo livro. "Inicialmente odiava o Daniel. Ele tinha um feitio complicado, destoava. Quando o conheci pôs-me ao corrente dos seus ideais. Assim, de chofre, cara-a-cara. Nunca tinha pensado isso para mim... até que me apaixonei por ele. Como ele tinha deixado bem claro o que queria, não era eu que ia tentar impor outra coisa." Sofia percebeu depois que se identificava com o modelo de vida, ao qual chegou pela teoria e agora vive na prática.

No poliamor não se fala em casais, mas de constelações, pelos múltiplos formatos que permite. "Neste momento somos uma constelação em V, que contempla três relações diferentes (dois pares e a relação total). Acontecem dinâmicas diádicas (entre dois indivíduos), que convivem com a dinâmica global", explica Daniel.

Sofia esclarece a questão que desde logo se insinua: "Eu e a Inês não somos namoradas. Podíamos ser, mas não houve faísca. Mas no anterior relacionamento eu era também namorada da namorada do Daniel."

A geometria não é a única coisa difícil de entender. Inês, o outro elemento do trio, assume-se como lésbica, por gosto mas também por questões políticas. "É assim que me vejo. Tive várias paixonetas por mulheres na faculdade, mas isso não invalida que não haja um envolvimento com um homem. Apaixonamo-nos por pessoas, não por anatomias. Ao contrário da Sofia, acho as mulheres mais interessantes, mais atraentes, ligo--me melhor a elas."

Mesmo sabendo disso, ele foi--se chegando, até ao dia em que se declarou, e colocou a Inês a escolha entre cinco hipóteses: "Podemos ter um relacionamento romântico, afectivo e sexual; uma amizade com componente sexual regular; uma amizade com sexo pontual; apenas uma amizade; ou ainda qualquer outra configuração que te ocorra", disse-lhe o rapaz, que conheceu na faculdade.

Inês ficou "congelada". Respondeu "ai que horror!", a um Daniel rendido a seus pés. E talvez por isso, Inês disse-lhe que ‘sim'. Gosta-se mais de quem gosta de nós.

Para Sofia, que está ao lado de Daniel há oito anos, "foi confuso" vê-lo apaixonado. Mas sabia as regras da relação e incentivou-o a concretizá-la. Já antes também ela (e ele) tinham tido relacionamentos paralelos.

"Há pessoas que acham que por gostarem de um de nós terão de ficar com os outros. Isso não é verdade. Os sentimentos não vêm em pacote. Nós não somos um pacote", acrescenta Inês, 24 anos, investigadora no âmbito das Ciências da Comunicação, na área do feminismo em particular, além de activista pelos direitos da mulher.

Sofia e Inês são diferentes, muito diferentes aos olhos do seu amor comum. Uma não gosta de queijo, a outra odeia chocolate. Sofia é nocturna, Inês diurna. A Sofia é calma, Inês faz primeiro e pensa depois. "Ambas são sobredotadas, muito intensas, com uma força de carácter enorme. Ambas desafiam-me. Quando alguém não me desafia eu aborreço-me de morte", proclama Daniel.

E ambas se realizam sexualmente com ele. No quarto, pode acontecer de tudo. "Duas a três vezes por noite ou por semana", afirma Daniel, "consoante as circunstâncias, o stress, o trabalho", acrescenta Sofia. Para não desperdiçarem oportunidades partilham as respectivas agendas através do Google.

"As minhas relações poliamorosas não são todas românticas. Também não são de primeira e segunda categoria, são relações que passam por uma panóplia de experiências e tonalidades que podem misturar várias emoções, práticas eróticas... ".

Entre tais experiências há desde brincadeiras de ‘role playing' (interpretar papéis), a práticas menos normativas como o ménage à trois (sexo entre três pessoas) ou o BDSM.

O acrónimo BDSM serve para denominar Bondage (fetiche que consiste em amarrar e imobilizar o parceiro podendo haver ou não sexo com penetração); Disciplina (contempla a imobilização ou condicionamento mental, através de ordens e controlo); Dominação e Submissão (relação de troca de poder, físico e mental, em que há um mestre e um escravo) e Sadomasoquismo (quando duas pessoas interagem com o objectivo de obter e proporcionar prazer ou satisfação sexual através da dor). A única coisa que "não existe é a posição de missionário, com o único objectivo da reprodução", remata Daniel.

Numa relação que assenta no princípio de ser e deixar ser livre quem se ama, não há segredos para a felicidade: "Há compreensão, respeito e vontade de resolver os problemas que surgem e que podem constituir entraves a essa felicidade." 


Vanessa Fidalgo e Marta Martins Silva

Pesquisa: 90% das mulheres planejam o casamento durante o expediente

Muitos fornecedores de casamento estão abertos apenas
 durante o horário comercial
A indústria do casamento está cada dia mais ganhando espaço. Todo mundo tem uma amiga, um parente ou um colega de trabalho que está preparando o tão esperado dia e que, provavelmente, espera que essa data seja uma experiência ótima tanto para o casal quanto para os convidados.

Segundo o YourTango, depois de um tempo, esse planejamento parece assumir uma vida própria, mas para alguns, pode começar a interferir em absolutamente tudo na vida pessoal e profissional.

Acredite ou não, 90% das mulheres fazem o planejamento do casamento na hora do expediente, de acordo com uma pesquisa recente da TheKnot, WeddingChannel e da ForbesWoman. Isso acontece porque muitos fornecedores de casamento estão abertos apenas durante o horário comercial e algumas transações e conversas devem ser feitas das 8h00 às 17h00.

As mulheres gastam cerca de 10 horas por semana planejando seu casamento, e quase 30% do que é feito acontece durante o expediente. A pesquisa também descobriu que 20% das mulheres admitiram que mais de metade dos seus arranjos de casamento foram feitos no trabalho, mas apenas 15% disseram que alguém no trabalho tinha comentado sobre isso.

Planejar um casamento pode não ser apenas prejudicial para ao trabalho, mas também pode ferir seus relacionamentos com colegas da empresa. Falar desse assunto 24 horas por dia pode cansar que está à sua volta.

Alguns patrões, no entanto, parecem não se importar com um pouco de planejamento do casamento durante o horário de trabalho. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados dizem que os gerentes apoiavam, compreendiam o que estava acontecendo e estavam dispostos a ignorar a distração temporária de uma quase noiva durante os meses que antecederam seu casamento.

Educação Sexual em Saúde Escolar


Falar de sexualidade sem falar de afetos não faria sentido, uma vez que dela são parte integrante e indissociável. Falar de afetos é falar de relação, visto que condicionam as nossas atitudes e comportamentos, são eles que nos aproximam ou afastam dos que nos rodeiam.


Como seres sociais o nosso dia a dia é feito de relações pelas quais somos afetados, porque a relação é dar e receber, torna-nos únicos e especiais, como seres pensantes com sentimentos, necessidade de pertença, sendo assim, os mais vulneráveis à face da terra.


O afeto é algo espontâneo no indivíduo e, ao mesmo tempo, é sinal de extrema sensibilidade da alma humana. As pessoas mais insensíveis ao toque e às trocas afetivas costumam apresentar mais dificuldade em conquistar um amigo. Uma das características das pessoas que não expressam a afetividade é a amargura para com a vida e o mundo.


A noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contacto ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, está diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais.


O desejo sexual evidencia-se com a adolescência, denunciando que o corpo se está a modificar, que cresceu e exige adaptações, mudanças de relações, e de responsabilidade. Conforme vamos crescendo, descobrimos também o prazer provocado pelo contacto sexual, através do estímulo que originamos em nós mesmos ou com outras pessoas.


Assim, a vivência da sexualidade na adolescência, torna-se numa fase de crescimento conflituosa, de grandes dúvidas e incertezas em que a educação sexual deve estar presente, pois caso contrário a falta de informação ou busca de informação de forma desadequada pode levar a atitudes incorretas, que podem por em causa o futuro dos jovens alterando-o e tornando-o difícil e infeliz.


Tendo em conta as ligações da sexualidade às outras dimensões da identidade pessoal e das relações interpessoais e a sua mediatização social, a educação sexual integra um vasto conjunto de áreas de aprendizagem, tais como os valores e os afetos, ou as questões de género, a estrutura de personalidade, ou as competências dos indivíduos para lidarem com a intimidade.


Nesse período, que é quando se inicia a vida sexual, o jovem precisa de se preocupar em prevenir doenças e a gravidez precoce, para que a etapa de adaptação às mudanças não seja ultrapassada.


No âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, o programa de educação sexual tem vindo a ser implementado por profissionais de saúde da UCC Chaves 1, nomeadamente enfermeiros, em sala de aula com sessões interativas, desde o 1º ciclo até ao secundário nas escolas da sua área de abrangência.


Também está disponível a todos os alunos nas diversas escolas, um gabinete de apoio ao aluno (GAA) com o objetivo de transmitir conhecimentos, oferecer ajuda e apoio, na tentativa de os capacitar nesta área, para que cada um tome as suas próprias decisões. Proporciona confidencialidade das informações e respeita o direito e escolhas de cada um, permitindo ao aluno expor as suas dúvidas relativas à saúde em geral.


Estas atividades têm-se revelado pertinentes, uma vez que os alunos apresentam dúvidas e curiosidade num tema de crucial importância do desenvolvimento pessoal e social inerente ao crescimento do indivíduo.


Todo este trabalho não invalida o constante e importante papel dos pais, pois a família é a primeira escola da criança e deve ter como objetivo a busca e a prática do bem-estar físico, psicológico, social, afetivo e moral, da criança.

Ausência de orgasmo durante o sexo é uma disfunção

O orgasmo é o ápice do ato sexual, quando as duas pessoas sentem um prazer incontrolável. No entanto, algumas mulheres não conseguem chegar a este ponto. O problema se chama anorgasmia - uma forma de disfunção sexual, por vezes classificado como distúrbio psiquiátrico. As informações são do site Female First.

A pré-orgasmia e anorgasmia são comuns em mulheres; estudos sugerem que 43% do público feminino nunca alcançou um orgasmo. O termo pré-orgasmia é usado quando a mulher nunca teve um orgasmo. Já a anorgasmia secundária acontece quando a mulher já atingiu o ponto alto do sexo em outras ocasiões, mas deixou de conseguir chegar ao ápice.

O segundo problema pode acontecer quando a pessoa é violada ou passa por uma experiência traumática. Qualquer decepção emocional pode desencadear a anorgasmia.

A importância do orgasmo
Um orgasmo é como uma série de contrações musculares uterinas que duram vários segundos e liberam ocitocina - substância que regula o estresse feminino e o ciclo menstrual.

A ausência da ocitocina causa nervosismo, obesidade, comportamento psicótico, funções cognitivas prejudicadas e aumento do risco de câncer de mama.

Andar de bicicleta pode fazer mal à saúde sexual

Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. 

Inocentes passeios de bicicleta podem não ser tão inocentes assim. Ótimos como atividade física e forma de lazer, eles podem ser perigosos para a saúde sexual: estudos indicam que o hábito de passar muito tempo sobre o banco da magrela está relacionado a disfunção erétil, no caso dos homens, e menos prazer, no das mulheres. É o que mostra um estudo da Universidade de Yale publicado na revista on-line “Journal of Sexual Medicine”.

Soou estranho? Nem tanto. Muitas mulheres que costumam andar de bicicleta ao ar livre ou fazer spinning na academia já experimentaram a sensação de entorpecimento que ocorre na área genital depois de algum tempo de exercício.

Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. Nos homens, isso aumenta o risco de disfunção erétil, o que foi documentado em estudos envolvendo policiais que fazem patrulhamento de bicicleta.

As cicilistas ainda não foram estudadas tão minuciosamente. Mas uma pesquisa de Yale, de 2006, mostrou que elas têm menos sensibilidade na região genital do que mulheres que correm. Daí alguns cientistas acreditarem que sua saúde sexual corre tanto risco quanto a dos homens em razão da atividade.

Agora, no novo estudo, os pesquisadores de Yale tentaram determinar se fatores específicos influenciam a dor e o entorpecimento da região genital nas ciclistas.

Quarenta e oito mulheres participaram da pesquisa, e todas elas pedalavam um mínimo de 16 quilômetros por semana, embora a maioria percorresse distâncias maiores.

As mulheres levaram suas próprias bicicletas para o laboratório. Os pesquisadores puseram suas magrelas sobre máquinas estacionárias, e cada participante posicionou o banco e o guidão de acordo com sua preferência.

Enquanto elas pedalavam, relatavam se sentiam alguma dor, torpor ou formigamento como consequência de estarem sentadas sob o assento das bicicletas, e um dispositivo era usado para medir a sensação no soalho pélvico.

Ao longo do trabalho, os pesquisadores perceberam que a posição do guidão é que parece causar os maiores problemas. Mulheres que o posicionam abaixo dos seus assentos experimentam mais pressão na área do períneo, e têm menos sensibilidade no soalho pélvico.

Isso porque, quando o guidão está muito baixo, a mulher precisa se inclinar para frente, fazendo com que grande parte do seu peso fique sobre o períneo.

O problema é particularmente observado quando a mulher se inclina para a frente, mantendo as costas retas, e põe as mãos sobre a barra da bicicleta, para obter uma posição mais aerodinâmica.

— Nós basicamente estamos mostrando que deve haver fatores de risco modificáveis associados com as mulheres ciclistas — disse ao jornal “New York Times” Marsha K. Guess, uma das autoras do estudo e professora assistente de ginecologia, obstetrícia e ciências reprodutivas na Escola de Medicina de Yale. — Isso nos permite educar as ciclistas no sentido de adotarem práticas mais seguras, que possam reduzir a pressão e a perda de sensação no soalho pélvico.

Segundo o cientista Steven M. Schrader, do Instituto de Saúde e Segurança Ocupacional, que participou da pesquisa com policiais do sexo masculino encarregados de fazer patrulhamento sobre bicicletas, ainda é preciso estudar mais os problemas enfrentados pelas mulheres ciclistas.

Ele contou que se convenceu desta necessidade durante palestras que deu abordando o resultado daquele trabalho: mulheres na plateia costumavam se dirigir a ele e revelar: “Isso não acontece apenas com os homens”.

Segundo Schrader, a pesquisa com os policiais mostrou que uma das melhores maneiras de reduzir a pressão sobre a região genital é usar assentos que não sejam mais finos na parte dianteira.

A constatação levou o instituto a recomendar aos agentes e a outras categorias que usam bicicleta no trabalho que os evitassem, o que põe pressão nos ossos da região inferior da pélvis, como o ísquio, mais do que no períneo. Embora não tenha estudado o que acontece com as mulheres, ele acredita que elas também podem se beneficiar de assentos mais largos.

— Se você não põe peso sobre esta área, não há pressão — observa.

Sexo? Não, obrigada!


No sexo existem muitos tabus, mas nenhum é maior do que dizer por aí que você não se interessa por ele. Pode ser difícil de acreditar, mas tem gente que não gosta mesmo de praticar o 'esporte'. E não é porque nunca tentou, viu...


Muita gente diz que ser assexual é uma opção. A pessoa decide que não vai transar e pronto, nada de contato desse tipo. Muitas pessoas com essa decisão namoram e têm relacionamentos normais, só que sem sexo. E a felicidade está ali, vivendo normalmente por perto, às vezes mais, às vezes menos.



Na medicina, existe a "síndrome do desejo sexual hipoativo", que é o nome que especialistas deram para a falta de interesse sexual. Ela é catalogada como um problema, mas não há comprovação de nenhuma patologia relacionada a isso.

Descobrir-se assexual não é fácil, como mostra reportagem da Folha de São Paulo. Ainda mais em uma sociedade como a nossa, que sexualiza tudo o tempo todo. Talvez seja a mesma barra de descobrir-se gay e sentir a cobrança por ser diferente do que alguém decidiu que era "normal".

A assexualidade pode ter raízes em problemas físicos e emocionais, que deixam a libido lááááá embaixo. Quem está deprimido não pensa em sexo. Mulheres com vaginismo — contração involuntária na hora da relação sexual - tentam se afastar a todo custo de algo que gera sofrimento a elas. Problemas com hormônios e mais milhares de outras coisas podem gerar essa preferência, mas o psicológico influencia muito.

Há muitos homens que reclamam que mulheres não gostam de sexo, mas assexualidade é algo que também existe entre os homens. A dificuldade de ter e manter a ereção é um dos motivos para a assexualidade masculina. Um dado interessante do Datafolha é que 5% dos jovens brasileiros não veem graça em sexo. Pode parecer uma porcentagem pequena, mas é um número bastante expressivo.

Conheça os tipos de assexuado:

Tampa da panela
Ter alguém para dividir a vida faz parte dos planos dessas pessoas, mas o sexo não está na lista. Em alguns casos a pessoa até faz sexo, mas sem vontade. Outras vezes há vontade, mas na hora 'H' a pessoa não sente prazer, o que acaba aumentando a frustração.

Eu me amo
Alguns assexuais se bastam. O amor por si mesmo é suficiente e a masturbação já resolve as necessidades sexuais da pessoa. Ela sente prazer e quer sentí-lo, mas não sente interesse em ter alguém para compartilhar a sensação.

Nada de sexo
Nesse grupo o sexo não é bem-vindo, nem beijos, nem mãos-dadas. Viver com outra pessoa não é uma opção e o relacionamento romântico soa impossível para quem é assim.

De vez em quando
Nesse caso é bem comum que a pessoa não se identifique como assexual, já que o interesse sexual aparece de vez em quando. Pessoas assim ficam por alguns períodos longos sem vontade de fazer sexo, mas ela aparece e volta a desaparecer em seguida.

A verdade é que ser assexual é como ser hétero, gay ou bi: não interessa a ninguém o que você quer — ou não — fazer entre quatro paredes. ;)

Carol Patrocínio

Pílula anticoncepcional piora o sexo, mas pode aumentar relacionamentos em até dois anos

Estudo mostra que percepção em relação ao amor e o sexo muda com o medicamento.

A pílula anticoncepcional piora o sexo, mas pode aumentar os relacionamentos em até dois anos, de acordo com um estudo da Universidade Stirling, na Inglaterra. A informação foi publicada no jornal britânico Daily Mail nesta quarta-feira (28). 

De acordo com a pesquisa, o uso deste medicamento pode alterar as percepções da mulher em relação ao amor e também ao sexo. O médico autor do estudo Craig Roberts disse que as mulheres deveriam optar um método preventivo de contracepção não hormonal meses antes do casamento. 

- Pode ser uma maneira para a mulher se assegurar ou verificar se realmente está atraída por seu parceiro. 

Ainda segundo Roberts, as mulheres que conheceram seus maridos tomando a pílula tiveram relacionamentos mais longos – dois anos a mais em média, e eram menos propensas a se separar. 

- Portanto, não é uma notícia boa e uma má notícia para as mulheres que tomam o medicamento. Um efeito parece compensar para o outro.

Sexo tântrico: horas de relação, com orgasmos e sem ejacular

No meu chá de lingerie, uma amiga trouxe um presente que causou burburinho: um ovinho de um material que parece mármore, pesado e com um furo no meio. Diante da curiosidade geral, foi obrigada a explicar que servia para treinar os músculos da vagina e propiciar orgasmos mais intensos. Contou também que seu marido, o mestre de yoga Victor Lino, é especialista em sexo tântrico. Pronto: a inveja foi coletiva. Aos 35 anos, dos quais seis como professor de tantra, Victor pesquisou muito sobre o assunto e fez cursos na Tailândia para se aprofundar. Ele conta que a filosofia do tantra surgiu há mais de cinco mil anos, na região em que hoje se situa o Paquistão – a sociedade surgida ali teve seu comportamento estudado por muitos séculos. Aqui, o mestre conta sobre as lições que mais interessam aos leitores do Sexpedia.

- Por que é prejudicial não ter esse controle?- Qual a principal diferença entre o sexo comum e o sexo tântrico?
A mulher é personagem central no sexo, a deusa personificada. Ela não é submissa ao homem, como na nossa sociedade, mas adorada e reverenciada. Por isso, consideramos que a ejaculação precoce não tem a ver com o tempo em que o homem demora a gozar, mas quando ele chega ao clímax antes de ter proporcionado orgasmo para a mulher.

- Ou seja, ele precisa aprender a segurar a ejaculação sempre?
Sim. E ele nem precisa ejacular de fato, assim pode ter vários orgasmos na mesma relação. Nos últimos anos, por exemplo, ejaculei duas vezes: ambas para engravidar minha mulher (hoje, o casal tem um filho de 1 ano e meio e estão grávidos de uma menina).

- E não doi acumular sêmen por tanto tempo?
No início do treinamento, doi. Depois, com as técnicas do tantra, o corpo acostuma. Ejacular significa perder energia, assim como menstruar. Meu organismo só precisa produzir semen quando gasto, o que é raro. Mulheres com anemia e depressão poderiam se sentir melhor se praticassem para interromper o ciclo menstrual com exercícios práticos e meditação. É importante ter a consciência e o controle do próprio corpo.

No sexo tântrico, a mulher deve ser reverenciada. Ejacular antes de proporcionar orgasmo a ela é proibido.

Por exemplo, na mulher, o orgasmo está muito ligado à contração do períneo. Os músculos dessa região se contraem e dão impulsos elétricos que sobem pela coluna até o cérebro. Se essa musculatura não está forte, ela não gera uma quantidade de energia suficiente para alcançar a mente e despertar a sensação de prazer.

- O orgasmo é mais intenso com essa prática?
Totalmente. Quando o homem ejacula, acabou o ato sexual. Ele fica cansado, “desmaia”. Se aprende a controlar a ejaculação, não se limita a ter um orgasmo por relação. No tantra, o parceiro se excita até chegar ao orgasmo. Então controla a diminuição da excitação, sem parar a transa, e depois a desperta de novo para outros orgasmos. Em vez de durar minutos, o sexo pode levar até seis horas consecutivas. Só depende do preparo físico. E os dois gozam juntos porque, quando o primeiro alcança o clímax, gera uma energia sexual que impulsiona outro a gozar também.

- Caramba: seis horas! Nunca rola uma rapidinha?
Eu tenho filho pequeno, então precisa rolar umas rapidinhas. Não dá para toda vez transar por quatro horas.

- No sexo tântrico a penetração é o de menos, certo? Ele começa beeeem antes de ficarem nus.
Sim. O sexo começa com o preparo do ambiente, como deixar a luz mais agradável, acender um incenso. Depois, com o cuidado com o corpo: os dois precisam estar limpos e cheirosos. Daí partimos para o carinho, para exercícios de respiração com troca de energias, falamos coisas legais um para o outro, nos preocupamos em nos conectar. Só então passa para a fase de carícias e estimulação sexual, como beijos pelo corpo. Quando a mulher estiver bem excitada e lubrificada, inicia a penetração. Algumas posições são preferenciais, como a mulher por cima. Isso porque ela é considerada a deusa, deve controlar a situação.  Pode até ser que não chegue à penetração, a grande ansiedade das pessoas.

Nas aulas, o mestre ensina a aguçar os cinco sentidos para o sexo - que pode durar até cinco horas
- Como assim?
Pode ser apenas um tempo para o casal, um clima para namorar e ficar juntos. Tirar a ideia do sexo com penetração também tira a pressão sobre as pessoas. A cobrança de cumprir o papel de macho e não brochar, por exemplo. Os problemas e as disfunções sexuais, na maioria das vezes, são emocionais, não orgânicos. Quando passa a encarar o sexo como prazer sem necessariamente penetração, a pessoa fica mais tranquila e relaxada para aproveitar.

- Qual o perfil dos alunos do seu curso?
Qualquer um pode fazer o curso, independente de idade, forma física, se tem parceiro ou não. Veto apenas quem tem uma visão deturpada do tantra – como garotos que querem segurar a ejaculação só para se mostrar para as meninas, de forma egocêntrica.

- O que eles aprendem?
As aulas duram três meses, uma vez por semana. No início, exploro com eles os órgãos do sentido. Mostro como deixá-los mais aguçados e preparados para o sexo. Falo sobre olfato e peço para prestarem atenção se o cheiro do parceiro se altera quando ele fica excitado. Ou sobre como o toque pode ser usado de diferentes formas: que regiões do corpo pedem toques mais leves ou fortes. Depois ensino técnicas como controlar a ejaculação, aumentar a energia sexual e movimentá-la no corpo, trabalhar a musculatura do canal vaginal. Passo exercícios para treinar em casa e ampliar a intensidade do prazer no sexo.

Nathalia Ziemkiewicz


Vida sexual ativa é permitida até para os infartados

O cardiologista explica que a maior probabilidade de infarto é pela manhã.
Em recente nota científica lançada pela Associação Americana do Coração, foi divulgado que pacientes que sofreram com doenças do coração como infarto e derrame podem ter relações sexuais normalmente. Segundo o estudo, essas atividades não representam risco de vida aos infartados e outros doentes do coração.

A notícia, animadora para os principais envolvidos que são os cardíacos, vai de encontro com outros estudos anteriormente realizados que apontam a prática de atividades sexuais para pessoas que sofreram ou sofrem doenças do coração como representação de risco de vida. Esses estudos comparam relações sexuais a atividades físicas intensas, o que configuram risco de morte súbita e infarto.

Já o texto divulgado pela Associação Americana do Coração explica que a relação sexual, por sua breve duração, não pode provocar infartos. O infartado deve ter cuidados médicos e consultas regulares para que retome sua vida sexual com naturalidade e segurança.

O receio de voltar à vida sexual que tinha antes do infarto, faz com que muitos infartados adquiram medo de praticar sexo com seus parceiros que, por sua vez, também se retraem com dúvidas sobre um possível desencadeamento de problemas.

A falta de orientação adequada e esclarecimento de um especialista sobre o assunto pode agravar a situação conforme o tempo.

O cardiologista explica que a maior probabilidade de infarto é pela manhã, mas que com os devidos cuidados é possível diminuir esse risco, assim como iniciar um atividade sexual de forma mais segura.

GRANDE REPORTAGEM: A crise chegou ao sexo


Contas para pagar, desemprego, falta de clientes, filhos a pedir brinquedos... A crise instalou-se nos lares portugueses e chegou ao quarto - e à cama. Falámos com casais, consultámos sexólogos, terapeutas e médicos e tentámos traçar o diagnóstico: afinal, como é que a austeridade está a afetar a nossa vida sexual? E como é que estamos a lidar com isso?

Quando decidiu pedir alteração do horário, a enfermeira Sandra queria mais tempo para investir na relação com o namorado. Cansada de sair sempre às 23h00 do centro de saúde madeirense onde trabalha, farta de não ter vida social e de perder sucessivamente concertos e peças de teatro, colocou a vida pessoal acima das exigências profissionais e aceitou perder quase duzentos euros no fim do mês - garantidos pelas horas de trabalho noturno - para ter tempo para Pedro, professor do ensino primário, que entra às nove e sai às seis. Arrependeu-se. O corte nos subsídios, o aumento da taxa de IRS e a prestação do carro baralharam-lhe as contas do final do mês.

Passou a sair mais cedo mas está longe de andar feliz. E o objetivo não foi alcançado: planeia cada vez menos programas a dois e o desaire financeiro fá-la ter cada vez menos vontade de se entregar à intimidade com o namorado. Rondam ambos os 30 anos, são funcionários públicos, não correm o risco de perder os empregos repentinamente e têm a vida pela frente. Mas pensar no futuro tornou-se doloroso. Sobretudo quando o presente não facilita a vida a dois. Pedro tem a matemática em dia e os cálculos feitos: sem subsídios de férias e de Natal, este ano vai perder cerca de quatro mil euros, úteis para pagar o mestrado em que se tinha inscrito e de que entretanto já desistiu. A relação tem quase dois anos, mas tem ultrapassado obstáculos e provações. Resistirá também à crise? «Sem dúvida», diz ele. «Agora damos mais valor ao tempo que passamos juntos.»

No entanto, o sexo é mesmo menos frequente. «A Sandra levanta-se às oito da manhã e trabalha o dia inteiro. À meia-noite quer dormir», diz ele. Não se veem todos os dias, mas não desistiram das saídas mesmo que os programas sejam cada vez mais low cost: desde jantar no hipermercado com happy houra partir das 22h30 - «é a única hipótese de continuarmos a jantar fora» até aproveitar as promoções para comprar presentes um ao outro, tudo tem de ser orçamentado e esquematizado. Sandra deixou de viajar e Pedro, natural de Mirandela, pela primeira vez não passou o Natal com os pais e decidiu ficar na ilha. Uma avaria no carro levou-lhe o dinheiro dos bilhetes. As contrariedades da vida diária deixam-nos sem vontade para se entregarem ao prazer, um peso comum a tantos casais nacionais que, sem conseguirem fugir à crise, se deixam afetar e acabam por cortar numa das poucas atividades sem custos, que pode até diminuir níveis de stress e ajudar ao controlo da ansiedade: o sexo.

«Quando a vida funcional deixa de ser estável, obviamente vai atrapalhar a vida emocional», confirma a psicóloga e terapeuta de casais Celina Coelho de Almeida. «Quando os casais percebem que não têm dinheiro para pagar as despesas têm de cortar numa série de coisas importantes para a sua dinâmica. As pessoas podem ficar mais fechadas, mais pessimistas e, portanto, menos disponíveis para a relação. E isto provoca um choque e uma readaptação.» Ou seja: um casal com uma boa estrutura, feita de cumplicidade e intimidade, será capaz de resistir a esta turbulência, ainda que momentaneamente possa tirar menos prazer da relação. Se não houver suporte emocional de parte a parte, será difícil para a relação «aguentar estes impactes». «A crise não é motivadora da separação», diz Celina Coelho de Almeida, «mas pode ter um efeito catastrófico».

Mas nem todos os casais enfrentam a crise da mesma forma. E se, para uns, o momento económico parece ter erguido barreiras que ainda não se sabe quão intransponíveis se tornarão, para outros a ausência do stress do trabalho parece ter revitalizado a vida a dois. É esse o caso de Maria e de Francisco. Vivem em Lisboa, ela é Relações Públicas, ele piloto de aviação. Quando começaram a namorar, há dois anos e meio, Maria, 33 anos, tinha ficado desempregada há poucos dias. «O tempo foi aproveitado para o romance. Não faltaram dias de praia, jantares à luz de velas na varanda, conversas até às seis da manhã. Sentia-me de férias, não estava desesperada porque sempre juntei dinheiro e tinha noção que durante o verão era improvável arranjar trabalho. E não me enganei: aproveitei o verão todo e só encontrei emprego no outono.»

No seu caso, a atividade sexual até melhorou. «Sobretudo a frequência. Preciso de muitas horas de sono, detesto acordar cedo, e às oito da noite já me sinto estoirada, só quero jantar e ir para a cama. Ou seja, durante a semana, quando estava a trabalhar, o sexo não era inexistente, mas era raro. Às vezes parece que tínhamos de combinar quando íamos ter sexo: "No sábado, porque não há energia para mais". Eu pelo menos não aguento o cansaço.» Seis meses depois, Maria voltava ao desemprego. «Nesta época, a frequência sexual era capaz de ser maior. Mais do que o número de vezes que tínhamos sexo, a disponibilidade era outra por não me sentir cansada. Nestas épocas, era quase sempre à luz do dia, altura em que ainda não tínhamos as baterias gastas. Foi uma época ótima, porque passámos muito tempo juntos.»

Cada pessoa - e cada casal - encontra uma forma de lidar com a crise. Mas há outros fatores a interferir no estado de espírito. A sensação de projetos adiados, nomeadamente a maternidade, também pode influenciar o desmoronar da vida íntima: as mulheres têm mais dificuldade em lidar com a frustração do desejo de serem mães, ainda que neste campo o cérebro, mais do que a emoção, pareça ditar as escolhas das portuguesas. Já em tempo de crise - e muito associado ao adiamento do casamento e ao prolongamento dos estudos, que favorece uma entrada mais tardia na vida ativa - o declínio da fecundidade é a nota dominante nos estudos mais recentes sobre a situação demográfica em Portugal. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009, a média de idades das portuguesas que tiveram o primeiro filho foi de 28,6 anos. E o nível da taxa de fecundidade entre os 35 e os 39 anos tem vindo a aproximar-se da do grupo dos 20 aos 24. Por outras palavras, os portugueses têm filhos cada vez mais tarde. E cada vez menos filhos.

Graças à contraceção, a redução do número de nascimentos pode não estar diretamente relacionada com a frequência sexual dos portugueses, mas não deixa de ser um barómetro a considerar. E se, em tempos antigos, a crise motivou um baby boom pela falta de distrações e ausência de tecnologias que hoje absorvem grande parte da nossa atenção, atualmente a situação é bem diferente: o risco calculado e o planeamento familiar impedem gravidezes que, em épocas de contenção forçada, podem ser fonte de despesas a evitar. Os únicos dados disponíveis até à data sobre 2011 referem-se aos testes de diagnóstico precoce de doenças metabólicas, o vulgar «teste do pezinho». Os números divulgados pelo INE confirmam as expetativas: apenas 97 112. Desde 1960, quando se iniciou a contabilização rigorosa de nados-vivos em Portugal, apenas dois anos tiveram menos de cem mil nascimentos: 2009 e 2011.

Ainda assim, o ideal é não desesperar e acreditar que a pirâmide etária nacional ainda tem salvação. Porque 2012 ainda tem uns quantos bebés para registar. Que o digam João e Teresa, empresários na casa dos 40, a viver em Cascais, que foram surpreendidos com mais uma gravidez. Teresa está à espera do terceiro filho do casal, numa altura em que o trabalho aumenta e a atividade sexual diminui. «Como empresários, e com um negócio e colaboradores para pagar, a dedicação é cada vez maior», diz João. «A crise tem-nos obrigado a trabalhar mais para manter os negócios em crescimento, o que não é fácil. A falta de tempo é o maior fator, mas também o cansaço. Logo, o clima de romance por vezes não é o mais propício e a atividade sexual diminui», lamenta, embora garanta que, apesar do cansaço, parte também do casal fazer um esforço adicional. «É obrigatório que o casal se reinvente, largue as crianças num fim de semana e passeie. As tarefas diárias dão cabo do estofo de qualquer um e o apetite sexual é obviamente afetado. Às vezes estamos os dois em casa, com os portáteis no colo, a trabalhar às 23h30 com os miúdos a dormir, em vez de nos deitarmos cedo, namorarmos e podermos dormir umas boas horas. O que nos safa é que temos consciência disso e combatemo-lo de uma forma positiva. Com umas aventuras esforçadas, umas saídas de fim de semana, um jantar romântico.» como o último que tiveram, que deu origem ao terceiro filho, que deverá nascer em abril.

Mas nem todos se podem dar ao luxo de ter três filhos. Ou dois, sequer. O dinheiro a menos obriga a muitas contenções de despesas. E quando os fundos faltam, dificilmente sobram recursos para consultar um especialista e iniciar a terapia de casal que pode dar uma ajuda. «Pontualmente, tenho um caso ou outro que acaba por não ter capacidade para levar até ao fim o processo terapêutico», diz Celina Coelho de Almeida. A sexóloga Marta Crawford sente o mesmo problema: «Muitos casais começam a espaçar as sessões, dizem que não têm capacidade para vir com tanta regularidade.» A preocupação sobre os problemas financeiros veio influenciar a disponibilidade para o sexo, e apesar de procurarem soluções para a quebra na intimidade, «há quem chegue e diga logo à partida que está desempregado, mas precisa imenso de vir», acrescenta Marta Crawford. «E perguntam se eu faço um desconto.»

Nem sempre a terapia acaba por salvar o casamento, porém. Possivelmente porque já não havia grande volta a dar. E a crise acaba por ser pretexto para pôr fim a uma relação que já não funcionava: as preocupações com o lado mais prosaico da vida servem muitas vezes de desculpa para o afastamento do casal. Mas, se não for esse o caso, «há sempre alternativas», diz Marta Crawford, mesmo que seja preciso inventar programas para substituir as escapadelas de fim de semana ou os jantares a dois no restaurante favorito. «Há pouco tempo um casal dizia-me: "Não temos dinheiro para viajar, para jantar fora, para ir ao cinema, estamos amorfos em casa a olhar para a televisão." É este espírito depressivo que temos de tentar combater.» Até porque o sexo pode ser terapêutico: «Durante a atividade sexual libertamos uma série de neurotransmissores que nos fazem sentir bem, que fazem que as pessoas se sintam mais próximas, logo, mais capazes de vencer os obstáculos», explica a especialista.

Isabel e Duarte, residentes em Almada, viveram alguns destes constrangimentos na pele. «Em sete anos o meu marido esteve cinco anos desempregado», diz Isabel, 45 anos. «O facto de não haver disponibilidade monetária para fazer coisas de que se gosta ou para nos cuidarmos faz que tenhamos menos vontade de socializar, seja a que nível for. Num primeiro momento, há tanta coisa que preocupa que nem nos lembramos que era bom ter vida sexual», admite. Ainda assim, Isabel acredita que é possível remar contra a maré, embora tenha noção da dificuldade de manter a libido a funcionar.

«A individualidade de cada um é muito importante porque, apesar de muito unidos, cada um tem as suas coisas e podemos partilhar o que vivemos em comum.» Ao fim de trinta anos de casamento, Isabel garante que «existem mil maneiras de reacender a paixão e colocar a libido a funcionar. Mas tem de ser a dois. «Temos um espírito aberto, mantemos as nossas amizades, saímos juntos e separados, não temos crianças, nunca dormimos separados. E além disso, gostamos de sexo...», diz a rir. «Amar não custa dinheiro, além de que podemos sempre receber muito em troca.»

O princípio faz sentido e as palavras são sábias, mas será que os dois elementos do casal pensam da mesma forma? E os homens, sentem isso de maneira diferente das mulheres? Marta Crawford acha que não. «O homem é mais pragmático na sexualidade e consegue pôr mais rapidamente os problemas de lado, mas nem sempre. As mulheres talvez sejam mais complicadas.». No entanto, segundo o sexólogo Júlio Machado Vaz, um despedimento ou despromoção normalmente faz que seja o homem o mais afetado na sua sexualidade. A razão? Os estereótipos clássicos. «Os homens, sobretudo os mais velhos, sentem a situação como uma ameaça à sua virilidade e estatuto de chefes de família. Acresce que costumam ter mais dificuldades em abrir-se sobre os seus problemas», explica o psiquiatra. «O número de queixas vem subindo e com elas os efeitos sexuais colaterais. Há pessoas que me referem, surpresas, que já não se lembram de pensar em sexo.»

A situação não se vive apenas em Portugal. Já em fevereiro de 2009 a revista brasileira Época dava conta de uma investigação realizada nos EUA, segundo a qual 62 por cento das mulheres norte-americanas apontava a crise como responsável por a vida sexual ter piorado. No ano anterior, no Canadá, 12 por cento dos inquiridos numa sondagem admitiam ter tido um casamento desfeito devido a «motivos financeiros» nos seis meses anteriores. Em Londres, uma pesquisa realizada com operadores e corretores da Bolsa de Valores mostrou que 79 por cento deles acredita que o risco de o seu casamento acabar aumenta durante períodos de recessão. E em Wall Street, o problema atingiu proporções tais que foi criado um Dating a Banker Anonymous - «Namoradas de Financeiros Anónimas», numa tradução literal. Segundo o The New York Times, o grupo pretende levar as chamadas «viúvas de Wall Street» a partilhar o abandono emocional e sexual que sentem.

Apesar de o stress ser mais frequente em pessoas que trabalham no mundo financeiro, devido ao desgaste psicológico, a verdade é que a sombra do desemprego e das reduções salariais tem sido um fator determinante nos últimos tempos, precisamente devido à ligação que muitos homens continuam a teimar fazer entre salário ganho e virilidade.

«As disfunções da libido têm muito que ver com o humor da pessoa», diz José Palma dos Reis, chefe de serviço de Urologia do Hospital Santa Maria. «Mas o conceito de "disfunção sexual" é muito lato e envolve várias situações: disfunção da libido, disfunção erétil e disfunção orgásmica.» No atual contexto de crise, em que o stress pessoal tende a atingir níveis elevados, «será de esperar uma disfunção da libido: «O stress, e sobretudo a depressão, manifestam-se por via desta disfunção.» Mas não é preciso fazer soar os alarmes. Geralmente esta disfunção e a erétil não têm de estar relacionadas - ao contrário do que muita gente pensa. Além disso, «a disfunção erétil pode ser tratada com medicamentos». Nestes casos, no entanto, Palma dos Reis considera «normal e expetável que haja um agravamento dos casos existentes, porque muitas vezes os pacientes não têm capacidade de pagar os medicamentos». Quatro comprimidos custam cerca de quarenta euros, um valor proibitivo para muita gente nos tempos que correm.

Quintino Aires é sexólogo, leva 22 anos de consultas, e não tem dúvidas: «os homens são os mais afetados por estas preocupações. Numa mudança financeira, social e económica, as mulheres começam rapidamente a utilizar a lógica. Os homens sentem-se mais perdidos». Por isso, em terapia, são sobretudo as mulheres quem relata a procura de sexo - nem sempre com o companheiro - para aliviar e esquecer as preocupações. Curiosamente, apesar da crise, no último ano e meio o sexólogo registou um aumento das consultas com queixa de natureza sexual. «Num olhar rápido, o sexo serve para dar prazer, mas não só. Serve para criar intimidade naqueles dois adultos que são diferentes. Se ela existir, então uma despromoção, uma empresa a falir, os bancos que deixam de dar crédito... tudo isso faz o casal esforçar-se e inventar alternativas. Se não, a probabilidade de a relação quebrar é muito maior», explica.

A situação de Eduardo e Rita, com 48 e 39 anos, não é muito diferente. Vivem em Bragança e ainda não pensaram na terapia, talvez por estarem mais longe dos grandes centros urbanos. Mas vivem o dia a dia com a sensação de «quem anda a contar tostões», sobretudo desde que a empresa de venda de material informático de Eduardo desceu abruptamente na faturação. «Tínhamos uma vida sexual normal», diz Rita, administrativa numa instituição de ensino, «mas agora chega-se ao fim do dia e o sexo não apetece». Eduardo, cansado das deslocações entre clientes que as vendas lhe vão exigindo, preocupado com o futuro dos colaboradores da loja, confessa-se «cada vez mais descontente», mas reconhece que é necessário deixar os problemas à porta de casa «antes que a vida familiar desmorone».

Têm dois filhos, uma rapariga de 3 e um rapaz de 9 anos, que também não ajudam a aliviar as tensões. «Todas as tardes, quando vou buscá-la à escola, a conversa é sempre a mesma: "Mãe, compras-me uma coisa?" Já lhe disse que tem de cortar a palavra "compras" do dicionário.» Juntos há cerca de 15 anos, o casal ainda não perdeu a ligação forte que os une, mas o sexo é quase forçado, «como se decidíssemos que temos de sair um bocadinho deste mundo de problemas e de crise», diz Eduardo. Antes, quando levávamos as coisas de forma mais descontraída, não era assim.»

À noite, depois de deitarem as crianças, reconhecem que lhes sobra pouco tempo para porem a conversa em dia e os poucos minutos em que se sentam no sofá servem para ver o noticiário da noite ou a primeira parte de um filme que esteja a começar. Um erro grave que a sexóloga Marta Crawford aponta todos os dias aos casais que recebe: «É preciso desligar a televisão! Primeiro, porque se poupa na conta da eletricidade, e depois porque a TV ocupa demasiado espaço na vida das pessoas. Quem adormece no sofá a fazer zapping não vai dali para a cama ter um momento de intimidade.»

Pelo menos neste quesito, João e Teresa, o casal de Cascais, parece estarem no bom caminho. «Uma vez por semana, religiosamente, vemos um filme e vamos para a cama cedo», diz João. O resto acontece naturalmente.

*Todos os nomes de casais desta reportagem são fictícios, a pedido dos próprios.

Bárbara Cruz e Margarida Vaqueiro Lopes