Indonésia inicia luta contra pornografia


A Indonésia, um dos dez países onde mais se busca a palavra ''sexo'' na internet, criou um organismo especial para cumprir com todo rigor a lei contra a pornografia. Com a lei, a justiça indonésia obrigou a revista Playboy a fechar sua edição local após pôr em circulação o sexto número sem que fosse publicada uma só foto de nudez.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, enfatizou que a lei é para ser cumprida e, na semana passada, anunciou a formação deste organismo, que conta com uma equipe especial para apurar a publicação impressa ou virtual de textos e imagens e investigar denúncias sobre comportamentos supostamente obscenos.

Em breve, em cada uma das 33 províncias da Indonésia haverá um escritório deste organismo, que fará cumprir a legislação aprovada em 2008 e estabelece penas de até 15 anos de prisão e multas de US$ 218 mil.

A porta-voz da Coalizão de Mulheres Indonésias, Dian Kartika, disse na última quarta-feira à agência Efe que "não é plausível este corpo especial trabalhar para implementar uma lei que muitos grupos criticam por não ser específica e ter múltiplas interpretações".

Dian assinalou que o país "tem preocupações mais importantes a atender, como a corrupção e o aumento nos preços de combustível".

Importantes funcionários de departamentos da Administração do Estado e também alguns ministros do governo farão parte do grupo que assessorará o organismo, indicou a porta-voz em declarações à imprensa local.

Na semana passada, em uma evidente demonstração da suposta necessidade de contar com esta medida especial contra a pornografia, a polícia anunciou a detenção de uma mulher e três homens que filmavam cenas de sexo com uma câmera de telefone celular.

Esta iniciativa gerou uma onda de críticas a Yudhoyono por parte de grupos da oposição e de cidadãos, que consideram que o chefe de Estado está equivocado em suas prioridades e que o que pretende conseguir com esta ação é desviar a atenção de outros problemas mais urgentes.

Na opinião da deputada do Partido da Luta Democrática Indonésia, Eva Kusuma Sundari, além de desnecessário e "não ter objetivos de atuação claros", o organismo especial foi criado pelo governo para atrair a simpatia dos setores muçulmanos mais conservadores, depois do mal-estar gerado na população pelo anúncio do aumento no preço dos combustíveis a partir de abril.

Com 240 milhões de habitantes, 85% deles islâmicos, a Indonésia é o país muçulmano mais populoso do mundo.

A última enquete realizada pela Google sobre os hábitos dos internautas colocou os indonésios na sexta posição da lista dos que mais fazem buscas de conteúdos relacionados ao sexo.

Esta medida é outro exemplo de que no país há uma sociedade muçulmana moderada que tolera a pornografia, ainda que passível de punição, mesmo defendendo que deva ser perseguida por ser imoral.

Para Habib Umar Salim, chefe do conselho assessor da Frente de Defensores do Islã, grupo que promove a implantação da lei em todo o território indonésio, "a pornografia que destrói a moral é tudo o que envolve cenas de beijos, atores com pouca roupa e mulheres com saia acima do joelho".


MASSAGISTAS SÃO OBRIGADAS A USAR CADEADOS NA ROUPA PARA EVITAR PRÁTICA DE SEXO.



Salões de massagem de uma cidade indonésia estão obrigando que as funcionárias trabalhem com um cadeado as suas saias e calças, para que fique bem claro que o sexo não está em oferta.

Segundo o Daily Mail, a polêmica mudança despertou o protesto do ministro para assuntos da mulher na Indonésia, onde massagens são freqüentemente uma frente para a prostituição. "Não é a melhor forma de evitar promiscuidade", disse Meutia Swasono. "É um insulto às mulheres ... como se elas fossem as únicas erradas".

Um salão na cidade turística de Batu na Ilha de Java foi o pioneiro. Segundo a direção, o cadeado nas roupas das moças deixou claro que a instituição não tolera prostituição.

O Jakarta Post, que citou a opinião do ministro, também mostrou uma fotografia de uma massagista com um cadeado na cintura da calça e disse que a administração local pretende barrar a prostituição e mostrar a imagem de uma cidade turística.

Batu, é a segunda maior cidade de Surabaya, e um dos destinos turísticos mais populares, por conta do seu clima, das fontes termais e da paisagem montanhosa.

A Indonésia é uma verdadeira indústria do sexo. As massagens são freqüentemente usadas como meio de prostituição. Mas, recentemente tem havidos vários debates sobre a moralidade, expondo profundas divisões no Sudeste Asiático, maioria muçulmana.

No mês passado, a Indonésia aprovou uma lei para restringir o acesso a sites pornográficos e violentos na internet, enquanto que o seu parlamento ainda tem que aprovar uma lei que visa proteger os jovens de material pornográfico.

Um projeto anterior continha disposições que poderiam levar à prisão pessoas que se beijavam em público e criminalizar muitas formas de arte ou cultura tradicional que abordar sensualidade.

Aviso: Fazer exercícios pode causar orgasmos

Segundo um novo estudo, as mulheres podem não precisar de um cara, de um vibrador ou sequer de qualquer outra estimulação sexual direta para ter um orgasmo – basta fazer exercícios físicos.

A pesquisadora Debby Herbenick, codiretora do Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana, EUA, diz que os cientistas já relataram o fenômeno do prazer sexual induzido pelo exercício físico em 1953, com cerca de 5% das mulheres entrevistadas dizendo que tinham orgasmos ligados ao exercício físico.

No entanto, naquela época foi difícil saber qual a prevalência real desse fenômeno porque a maioria das mulheres ofereceu a informação sem que os pesquisadores fizessem essa pergunta diretamente (ou seja, eles não perguntaram “você tem orgasmos quando faz exercícios físicos?”).

Desde então, os relatórios desse tipo de orgasmo, chamado em inglês de “coregasms”, por causa de sua ligação aparente com exercícios para músculos abdominais centrais, têm circulado na mídia há anos.

Apesar da atenção na mídia popular, pouco se sabe cientificamente sobre o orgasmo induzido por exercício. Então, Herbenick e seus colegas usaram pesquisas online para coletar os dados de 124 mulheres que tiveram orgasmos induzidos pelo exercício e 246 mulheres que relataram prazer sexual induzido pelo exercício.

A maioria das mulheres, com idades entre 18 a 63 anos e uma idade média de 30 anos, estava em um relacionamento sério ou casamento e 69% disseram ser heterossexuais.

Os pesquisadores descobriram que cerca de 40% dos dois grupos de mulheres tiveram prazer ou orgasmo induzido pelo exercício físico mais de 11 vezes em suas vidas. A maioria das mulheres do grupo do orgasmo disse que sentia um certo nível de constrangimento ao se exercitar em lugares públicos.

O grupo do orgasmo afirmou majoritariamente que não estava tendo uma fantasia sexual ou pensando em alguém quando tiveram orgasmos durante exercícios.

Das mulheres que tiveram orgasmos durante o exercício, cerca de 45% disseram que sua primeira experiência foi ligada a exercícios abdominais; 19% disseram que foi ligada a bike ou spinning; 9,3% disseram que foi ligada a escalar postes ou cordas; 7% relataram uma conexão com o levantamento de peso; 7% com correr e o resto das experiências incluiu vários exercícios, como ioga, natação, aparelhos elípticos, aeróbica e outros.

O prazer sexual induzido pelo exercício estava ligado a mais tipos de exercícios que o fenômeno do orgasmo.

Respostas às questões abertas da pesquisa revelaram alguns detalhes interessantes. Por exemplo, os exercícios abdominais ligados a orgasmos pareciam estar particularmente associados ao exercício “cadeira do capitão”, em que uma pessoa suporta seu peso sobre os antebraços e, em seguida, levanta os joelhos em direção ao seu peito.

As perguntas abertas também revelaram que os orgasmos tendem a ocorrer depois de vários conjuntos de flexões ou algum outro exercício abdominal em vez de depois de apenas algumas repetições. Também parecia acontecer depois que a mulher realmente tinha se exaurido.

“Muitas dessas mulheres disseram que isso começou a acontecer desde crianças”, disse Herbenick, acrescentando que algumas indicaram uma experiência aos 7 ou 8 anos. “Nós tivemos pelo menos uma mulher no estudo que era virgem, e realmente amava poder ter estas experiências na academia”.

Ligação confusa

Os pesquisadores não sabem ao certo porque certos exercícios levam ao orgasmo ou ao prazer sexual.

“Pode ser que o exercício, que já é conhecido por ter benefícios significativos para a saúde e bem-estar, tem potencial para melhorar a vida sexual das mulheres”, sugere Herbenick. Mas não é certo que os exercícios físicos podem realmente melhorar as experiências sexuais das mulheres.

A pesquisa tem várias implicações em relação à sexualidade das mulheres. O orgasmo e o desejo sexual já encabeçaram a lista de maiores preocupações sexuais das mulheres, com cerca de uma em cada quatro mulheres não atingindo o orgasmo durante o sexo.

Os pesquisadores sugerem que “pode ser que o exercício físico tem sido negligenciado em abordagens clínicas para o orgasmo das mulheres”.

Por outro lado, os cientistas têm debatido por muito tempo o contexto evolutivo do orgasmo feminino e sua ligação com a sexualidade e reprodução. Se muitas mulheres estão experimentando o orgasmo durante exercícios não relacionados com o sexo, então orgasmo induzido pelo exercício pode revelar o que o orgasmo tem ou não tem a ver com sexo ou reprodução.

Além disso, o orgasmo induzido por exercício pode ser um caminho para os cientistas e as próprias mulheres aprenderem mais sobre o processo do orgasmo.

Alguns podem questionar: “Será que isso realmente acontece?”. Herbenick responde: “Eu não tenho nenhuma dúvida de que isso acontece”.

Espanha. Prostitutas de luxo fazem greve de sexo...só para banqueiros

A confirmar-se a notícia avançada por alguns blogs espanhóis, é caso para dizer que a crise e a greve toca a todos: um grupo de prostitutas de luxo espanholas decidiu entrar em greve de sexo, mas só para banqueiros. Esta é uma forma de protesto contra a má condução de dinheiro, que dizem estar a influenciar a economia real.

A ideia da greve partiu de uma conversa que uma prostituta teve com um cliente: o homem num dos habituais encontros explicou-lhe como era a sua tarefa de ir buscar dinheiro ao BCE, a juros de 1%, para depois investir em dívida europeia e em produtos altamente especializados, como fundos especulativos e matérias primas. 

Lucía chateou-se com o banqueiro e pediu para o responsável cumprir com as responsabilidades que tem para com o país.

Na sequência deste episódio, Lucía incentivou várias colegas a fazerem o mesmo, uma greve de sexo, que ajude a chamar os poderosos à razão.

Podem as prostitutas de luxo exercer pressão sobre os banqueiros? Talvez não, talvez seja simplesmente um negócio, mas tal como os banqueiros que escolhem o destino do dinheiro do país, também elas decidiram escolher o destino do corpo.

Falta de dinheiro leva casais ingleses a fazerem mais sexo, diz pesquisa

 sexo é opção barata  para quando não se pode sair de casa 
Em época de crise econômica, a vida sexual ganha força. Pelo menos é o que indica nova pesquisa publicada pelo jornal online Mirror. De acordo com o site, mais de um entre três britânicos têm relações sexuais cinco vezes pro semana, e dois entre três fazem sexo ao menos uma vez por mês.

"É bom saber que algumas coisas boas da vida ainda são de graça", disse ao jornal Tracey Cox, autora de Sex SOS. Para ela, o sexo melhora entre os casais porque eles procuram um entretenimento barato quando o dinheiro aperta. "Não há nada mais barato e mais divertido do que muito sexo", falou.

Mas não é só isso. Mais da metade que respondeu à pesquisa afirmou que tem assistido à mais filmes eróticos e quase o mesmo número admitiu que pratica sexo ao ar livre.

E não só os jovens aproveitam esse passatempo prazeroso. Mais de 80% dos entrevistados falaram que não há idade para o desejo sexual e para ter uma vida sexual ativa, e 67% das mulheres afirmaram que são os parceiros quem têm mais apetite sexual.

Ainda segundo a pesquisa, o lugar mais "sexy" da Grã-Bretanha é a região rural de East Anglia, onde 5,8% dos casais fazem sexo todos os dias.

Detone suas dúvidas sobre sexo de uma vez


É mais do que normal ter milhões de dúvidas antes da primeira transa. No entanto, é importante descobrir as respostas não só para matar a curiosidade, mas para se proteger de doenças e evitar gravidez indesejada. Para entender de uma vez por todas tudo o que pode ou não rolar em relação ao sexo, o D+ conversou com Carolina Ambrogini, ginecologista e sexóloga da Unifesp, e com a professora de Biologia e Educação Sexual Silvana Battestin. Confira:

É mesmo perigoso transar sem camisinha?
Com certeza. Camisinha evita gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis. Não apenas a Aids. O HPV, vírus que provoca lesões (inclusive cancerígenas), é mais comum do que se pensa, bem como os vírus das hepatites B e C. Sexo oral e anal também deve ser feito com preservativo.

HPV tem cura?
Ainda não, mas há tratamento para as lesões causadas pela doença. Para prevenir, existe vacina contra alguns tipos de vírus.

Tomar pílula anticoncepcional por muito tempo pode fazer mal?
Não, desde que seja o remédio certo para você. Por isso, é tão importante ter acompanhamento de um ginecologista, que deve ser consultado anualmente. O que não pode é esquecer de tomar um único dia e na hora certa.

O exame ginecológico de papanicolau tem de ser feito logo após a primeira transa?
O ideal é que seja feito até um ano após o início da atividade sexual. O exame é essencial, pois ajuda a diagnosticar lesões no colo de útero, entre outras possíveis alterações.

Pode tomar pílula do dia seguinte sempre?
Não, só em casos de emergência, como quando a camisinha estoura. Ela tem até 20% a mais de hormônio do que a pílula comum. Se tomada de forma exagerada pode desregular a menstruação, provocar dor de cabeça, retenção de líquido, sensibilidade nos seios, náusea, vômito e até trombose.

O corpo muda após a primeira relação sexual?
A mudança não tem a ver com perder a virgindade, mas com o período da adolescência em que cada um está.

A camisinha comum é mais eficaz do que a com aroma e gosto?
As duas são igualmente eficazes.

O nervosismo atrapalha e faz doer na hora de transar?
Pode acontecer. Se a mulher está tensa, ela contrai a musculatura da vagina e fica difícil ter lubrificação no local. A ansiedade também pode atrapalhar a ereção e ejaculação do homem.

A mulher demora mais para ter prazer?
Os mecanismos de excitação da mulher são diferentes do homem. Ela precisa de mais carinho, beijo e amasso para ficar excitada, mas tudo depende do casal e do momento.

Adolescente pode tomar viagra?
Não é recomendado e pode provocar dependência psicológica.

Na hora do sexo dá para perceber se o parceiro tem alguma doença?
Nem todas as doenças são visíveis, por isso, camisinha é importante.

Homem e mulher podem usar camisinha ao mesmo tempo?
Não é recomendado. Corre-se o risco de as duas estourarem, além de diminuir muito a sensibilidade.

É errado se masturbar?
Pelo contrário. Tanto meninos quanto meninas descobrem o próprio corpo e onde e como sentem prazer por meio da masturbação.

Gritos de prazer são muitas vezes usados para incentivar os homens e não são sinal de orgasmo


Os gemidos das mulheres durante o sexo podem não ser falsos, mas também não quer dizer que sejam sinonimo de orgasmo. Os segredos dos gemidos nos orgasmos femininos foram alvo de um estudo e a principal conclusão é que os gritos de prazer, são, na maioria dos casos, intencionados e não explosões sensoriais. 

O trabalho realizado por Gayle Brewer da Universidade de Lancashire revela que «no momento sexual os gemidos e o orgasmos estão desassociados, o que indica um controlo consciente que é utilizado para controlar o comportamento masculino em beneficio das mulheres», disse o autor ao El Mundo. 

Segundo o autor, esta é uma realidade reconhecida pelas mulheres. «Elas assumem que procuram, entre outras coisas, com os gemidos acelerar os orgasmos dos parceiros (66%) e aumentar a auto-estima (87%)». 


«Os orgasmos femininos são mais comuns durante os preliminares. Os gemidos são feitos mais vezes antes e ao mesmo tempo que o orgasmo masculino», diz o estudo, que vai ainda mais longe. Alguns dos gritos femininos podem não ser de prazer, mas sim de cansaço, frustração e até dor.

Assédio sexual e a vulnerabilidade da mulher no ambiente de trabalho

Apesar de muitas conquistas ao longo do século XX e da primeira década do século XXI, a mulher continua alvo de abusos e violências, inferiorizada e objetificada, vítima da mentalidade de superioridade e posse do homem sobre seu corpo e mente.

Com a solidificação da mulher no mercado de trabalho, a discriminação entre sexos passou a ser refletida também no espaço produtivo. As trabalhadoras, apesar de seu maior grau de escolaridade, recebem salários mais baixos que os homens (28% a menos, segundo pesquisa de 2011 do IBGE), têm menores oportunidades de conseguir emprego (pesquisa do IPEA de 2009 revela que o índice de desemprego entre homens brancos é de 5,3%, enquanto de mulheres negras é de 12,3%) e são preteridas em relação a homens no momento das promoções. Além disso, são as maiores vítimas do assédio moral e sexual dentro das empresas.

O assédio sexual, de maneira específica, é uma das grandes aflições que atingem mulheres de todas as idades, classes e etnias, restringindo sua liberdade, seja de ocupar determinados espaços públicos ou de andar sozinha em certo horário, seja de escolher o que vestir. No caso do assédio sexual no ambiente de trabalho, há o agravante de, na maioria das vezes, envolver não apenas a relação de opressão de gênero, mas também a opressão de classe. 

Pode ser conceituado como toda a conduta de natureza sexual não desejada que, mesmo repelida, é reiterada continuamente, gerando constrangimento à intimidade do assediado. Assim, não apenas o ato sexual em si, mas atitudes como cantadas rejeitadas, piadinhas e comentários constrangedores, que colocam a vítima em situação de coação psicológica, podem ser enquadrados como assédio sexual.

No ambiente de trabalho, segundo cartilha de 2008 do Ministério da Saúde, o assédio sexual caracteriza-se por quaisquer manifestações agressivas de índole sexual com o intuito de prejudicar a atividade laboral da vitima vindas de qualquer pessoa que integre o quadro funcional da empresa enquadra-se nesse conceito. Predominantemente, ocorre por meio de promessas de tratamento diferenciado ou ameaças de represálias, como a perda do emprego, por parte do superior hierárquico ou sócio da empresa, exigindo que a empregada ceda às suas investidas.

Pesquisa divulgada, em 2011, pelo grupo ABC revelou que, nos EUA, uma em cada quatro mulheres sofreu assédio sexual no trabalho. Destas, 59% não denunciaram o agressor, principalmente por temerem retaliações e por acreditarem que a denúncia não surtiria efeito.

Mesmo sem dados nacionais, não é difícil saber que a situação em nosso país é bastante próxima da norte-americana, se não pior. A grande maioria das trabalhadoras brasileiras, independente da área de atuação e do cargo que ocupam, já sofreu algum tipo de constrangimento desse tipo no trabalho. As que não passaram por isso pessoalmente têm notícias de colegas que passaram.

Nossa legislação sobre o tema, apesar de um pouco tardia, prevê sanções tanto para o assediador, quanto para o empregador que for conivente ou omisso a esse tipo de conduta. Na esfera penal, o assédio sexual vem regulado no artigo 216-A do Código Penal, prevendo pena para o assediador de um a dois anos de detenção. Já na esfera trabalhista, o assediado tem direito à rescisão indireta de contrato, tendo também o empregador responsabilidade objetiva e subsidiária em caso de indenização por dano moral por assédio cometido por seu preposto.

No entanto, embora de extrema importância, a mera conduta punitiva do agressor e do empregador omisso ou conivente não é suficiente.

O assédio sexual no trabalho precisa ser entendido como uma forma de discriminação no emprego, que viola o direito das trabalhadoras de segurança no trabalho e igualdade de oportunidades, sem contar os prejuízos a sua saúde e bem-estar físico e psicológico. Partindo dessa noção, pode-se compreender que o combate efetivo ao assédio sexual no trabalho só é possível por meio da luta pela igualdade entre os sexos em todas as esferas sociais.

Apenas a igualdade material entre homens e mulheres extirpa quaisquer tipos de crença na superioridade ou submissão de um sexo ao outro, acabando com as diferenças tidas como "naturais". É com o respeito à autonomia da mulher sobre seu corpo e sua mente que se afasta qualquer tipo de violência de gênero.



Sônia Mascaro Nascimento é mestre e doutora em Direito do Trabalho pela USP, consultora-sócia de Amauri Mascaro Nascimento & Sônia Mascaro Advogados; diretora do Núcleo Mascaro de Cursos, membro do Instituto Ítalo-Brasileiro de Direito do Trabalho, autora dos livros "Assédio Moral", "Horário de Trabalho" e "Trabalho da Mulher e Direitos Humanos".

O coração e o ato sexual

Os homens com problemas cardiovasculares ( pressão alta, com cirurgias de revascularização, colocação de stents, que já tiveram infartos, acidentes vasculares cerebrais, isquemias ) tem muito medo de terem novos eventos cardiovasculares durante o ato sexual . 

Sabe-se que a ereção em si é um é um fenômeno vascular. Só acontece quando as artérias que irrigam o pênis se dilatam e as válvulas das veias se fecham, de modo que o sangue fique aprisionado sob pressão nos corpos cavernosos, tecido esponjoso do pênis.O uso do viagra e pílulas similares liberam uma substancia que dilata as artérias do pênis que favorece a ereção.Na mulher o mecanismo é hormonal por isso que essas pílulas não funcionam.Na fase de excitação, nos dois sexos há uma elevação da pressão arterial e aumento da frequência cardíaca. 

Em mulheres e homens, o maior aumento ocorre nos dez a 15 segundos que precedem o orgasmo, depois do qual a pressão e os batimentos cardíacos voltam aos níveis anteriores.

Uma metanálise de quatro estudos realizados com mulheres e homens de 50 a 70 anos mostrou que, durante o ato sexual, o risco de infarto do miocárdio aumenta 2,7 vezes. Os que já tiveram infarto ou outra doença cardiovascular não correm risco mais alto. Nos sedentários, a probabilidade é três vezes maior; naqueles fisicamente ativos, ela não aumenta.

Ainda assim, o número absoluto de eventos cardiovasculares durante o ato sexual é mínimo: correspondem a menos de 1% do total de infartos. Quanto mais sexo houver, mais baixo será esse risco. Em mulheres e homens que já sofreram infarto, a probabilidade de ocorrer outro é insignificante: de uma a duas chances para cada 100 mil horas de prática sexual.

Em 5.559 autópsias realizadas após morte súbita, apenas 34 (0,6%) haviam acontecido durante o ato sexual. Cerca de 85% eram homens; a maioria deles ao manter relações extramaritais com mulheres mais jovens em ambientes estranhos e/ou depois de consumo excessivo de alimentos ou álcool.

Alguns medicamentos usados no tratamento da hipertensão e das doenças cardiovasculares podem ter impacto negativo nos mecanismos de ereção e lubrificação vaginal.

Nos homens a única contraindicação são os nitratos orgânicos, vasodilatadores coronarianos usados por via oral, sublingual ou na forma de adesivos que não devem ser tomados em associação com as pílulas estimulantes da ereção pois pode causar queda imprevisível da pressão arterial.

Bissexualidade praticada

Homens, vocês não são mais os mesmos, e muito menos vocês, mulheres. Cada vez mais percebo mudanças significativas nos comportamentos entre os sexos. O que sempre foi justificado como uma guerra entre homens e mulheres tornou-se uma exacerbação e predominância do sexo frágil, se ainda podemos dizer isso. E, querem saber, de fato, sempre foi assim.

“Por trás de um grande homem existe uma grande mulher”. Esta antiga frase é muito apropriada se pensarmos que decisões foram e são tomadas pelas mulheres. Os homens acreditam que suas vontades são prioritárias, mas na verdade executam as delas. É difícil pensar, por exemplo, que os reis possuíam uma autonomia e não consultavam suas rainhas antes de uma tomada importante de decisão. Inclusive, as mulheres possuem papel central em muitos momentos históricos, e seu poder de decisão foi fundamental. Cleópatra, soberana no Egito; Joana d'Arc, combatente francesa que liderou o exército em vários momentos; Anita Garibaldi, a heroína dos dois mundos; Evita Peron, política argentina; Margareth Tatcher, a Dama de Ferro inglesa; e a nossa primeira presidente mulher, Dilma Rousseff. Ficaria um bom tempo aqui lembrando de tantos outros nomes.

Só que não é das mulheres em si que gostaria de discutir, mas sobre o efeito feminino nos homens e as consequências dessa influência. O lado feminino nos homens, enfim, passa a ser admitido, e, se não o é, nitidamente o comportamento, hábitos e costumes masculinos se metamorfosearam por conta dessa releitura.

Os homens têm se cuidado mais. Idas frequentes ao cabeleireiro, depilações, cremes para as mãos, pés, rosto. Produtos de cosméticos e de higiene próprios para o público masculino. Os pelos já não são mais uma marca da virilidade e da masculinidade. Virilidade essa que já é rediscutida nas clínicas sobre fertilidade. Os homens estão admitindo seu grande pesadelo: a impotência sexual. E, o mais significativo: buscam ajuda. Deixam o constrangimento de lado e reconhecem que precisam de orientação. As clínicas de cirurgia plástica são outro exemplo. Constatamos que os homens também se sacrificam em busca de um modelo de beleza. Ora, isso é admitir que outros homens são bonitos. E, o melhor, podemos dizer isso e não ter nossa orientação sexual questionada.

A nova condição masculina vem sendo recriada pela feminilidade, e, com isso, os homens evidenciam suas fragilidades, suas dores e anseios. Estamos emocionalmente transformados, a ponto de não precisarmos reprimir essa afetividade, que ainda é escravizada pela cultura e a educação do macho. Já repararam que falamos e discutimos a homossexualidadecada vez mais? Um dos alicerces para tal emancipação da verdade é a atmosfera feminina.

Os homens estão explorando mais sua sexualidade, experimentando novos prazeres e se permitindo mais uma subjetividade e desejos adormecidos. Sensíveis, choram por um amor, sofrem por ciúmes e temem a rejeição. Precisam de aprovações. Eles querem ser bonitos, desejados, são vaidosos, deixam de ser egoístas no sexo. Estão aprendendo, enfim, a escutar os benefícios do diálogo. Intervenção das mulheres.

Muito se fala das mudanças masculinas, mas a metamorfose feminina acompanha esse momento entre os sexos. É nítida a emancipação e a autonomia delas. Homens, admitam, elas são guerreiras. Trabalham, cuidam de casa, dos filhos, dos maridos com maestria. Independentes e bem resolvidas, elas fazem acontecer. Talvez esta mesma autonomia, cada vez mais em evidência, seja o motivo de tantos crimes cometidos contra as mulheres, pois a sociedade ainda apresenta uma dificuldade muito grande em aceitar e se adaptar ao novo e já consolidado momento sociocultural.

Homens e mulheres apresentarão sempre diferenças, algumas imutáveis, mas a essência masculina e feminina são muito parecidas, porque experimentamos o fenômeno da igualdade. Neste sentido, somos bissexuais, e o melhor de refletirmos sobre tudo isso é que essa simbiose provoca uma constante aprendizagem, que tende a se ramificar, originando muitas outras vertentes sociais e metamorfoseando as relações interpessoais.

Proponho, inicialmente, pensar na bissexualidade, não na perspectiva do desejo sexual mas na maneira como cada um integra em seu caráter características masculinas e femininas e, num segundo momento, a questão mais importante: enaltecer esses fenômenos sociais e culturais como oriundos e proporcionados pelo universo feminino.

É notório que as diferenciações de gênero não têm a ver apenas com posicionamentos sexuais mas com aspectos construídos e perpetuados na história da humanidade. Paradigmas e tabus que, hoje, caem por terra. É preciso compreender que os opostos se completam. Atenuar as diferenças e aceitar cada vez mais as semelhanças é a realidade inevitável entre mulheres e homens. O respeito e o crescimento individual acontecem à medida que colocamos essa nova percepção em prática.

Breno Rosostolato é professor de psicologia da Faculdade Santa Marcelina (SP)

ÍNDIA: Escândalo em Kerala - cerca de 10% dos rapazes são homossexuais.

O estado de Kerala, no sul da Índia, está chocado com os resultados de um estudo sobre sexualidade na adolescência: cerca de 10% dos rapazes são "ativamente homossexuais".

Embora o sexo entre pessoas do mesmo sexo tenha sido descriminalizado no país em 2009 pelos vistos o "pequeno" estado de Kerala com mais de 30 milhões de habitantes parece não querer acompanhar a visão moderna da sexualidade que o poder judicial defende.

Um estudo relizado junto de mais de 5000 estudantes do ensino secundário chegou à conclusão que 1 em cada 10 dos rapazes é "ativamente homossexual".

A conclusão é vista pelos média locais como "pertubadora" e teve direito a explicações pela Dra Gracy Thomas. Segundo a diretora do programa Adolescence Reproductive Sexual Health a situação deve-se à exposição dos rapazes a mensagens de caráter sexual pelos média, e como não têm raparigas disponíveis, viram-se para os rapazes... também aponta o abuso sexual por adultos das crianças como a causa: "eles não nascem homossexuais, são abusados por adultos", conclui.

Em Julho de 2009 o Supremo Tribunal de Nova Deli anulou a lei que criminalizava o sexo consensual entre homens neste país asiático com mais de mil e duzentos milhões de habitantes. No entanto a sociedade indiana ainda é marcada por fortes preconceitos sociais relativamente às pessoas LGBT em geral, e a prática de crimes de honra em particular, ainda são demasiado frequentes. Em Abril de 2011 o mesmo poder judicial recomendou medidas "implacáveis" para ultrapassar a situação.

Como fazer o seu namorado melhorar no sexo oral?


A leitora Garota Fogosa me escreve um e-mail.
Este:
“João, tudo bem? Seguinte: curto, grosso e delicioso: meu namorado é o máximo! Tem pegada, é gente fina, lindo, muito tesão e ousadia na cama. Ele é quase perfeito… Mas tem esse quase. E o quase em questão é o sexo oral. Nossa, eu não sei onde ele aprendeu, mas sei que ensinaram errado. Muito afobado, não dá tempo de eu começar a sentir e daí já muda completamente o ritmo, o local, o estilo. Às vezes, na afobação, até me machuca um pouco. O que eu faço? Acho estranho tocar no assunto numa conversa. Tenho receio de que ele vá se ofender e deixe de fazer. E eu simplesmente amo uma boca na botija. Ele vai se ofender, João? O que fazer?”
Meninas, a Garota Fogosa, sendo fogosa, tem na boquinha e à mão, a solução. Já escrevi algumas vezes e cheguei até a batucar um Pequeno Manual do Sexo Oral. O segredo do dilema da Garota Fogosa não é segredo algum.
Como fazer seu homem entender os complicados caminhos da zona do agrião feminina?
Falar ou não falar?
Eu direi:
Depende. Falar ou não falar vai de cada caso, de cada um, de cada dois. Há casais completamente desabotoados de frescurinhas e vergonhinhas. Uma dupla que fala de tudo, pede de tudo, acerta em tudo. Esse casal é um casal feliz. Mas não é a regra. A Garota Fogosa desconfia, e desconfia bem, quando pensa que seu rapaz pode se ofender com a sugestão do seu desastre lingual. Capaz que ele se ofenda. Pode ser que não. Não sei. Só a Garota Fogosa sabe. O que eu sei é que não precisa de nada disso.
UM MAPA DOS PAÍSES BAIXOS
Homens são mesmo sensíveis a críticas na cama. Antes de apelar para a DR sexual, há um macete que é batata. Batata, não… Há um macete que é batata frita na orientação da cegueira masculina. Porque saibam, meninas, dar prazer a vocês, com beijinhos e lambidinhas íntimas, taí um baita troço complicado.
Vocês não sabem, mas eu sei o quanto os homens suplicam por uma migalha, por um farelo de orientação. Qualquer sujeito que surgir com um farolete e, numa taboa, os 10 mandamentos de como fazer um bom sexo oral numa mulher, esse sujeito dividirá o ribeirão preto.
Porque, eu repito: moços costumam iniciar um relacionamento completamente ceguetas. Ele não faz ideia do que você gosta, de como funciona a sua Holanda. Nos Países Baixos de vocês, tudo émistério, tudo é desafio. Cada uma prefere de um jeito. Algumas são sensíveis, gostam de bitoquinhas. Outras curtem o estilo serrote. Sei daquelas que apreciam o método picolé, e já ouvi, numa rara conversa de bar, um amigo contar que, um dia, foi orientado a utilizar o estilo Mentex – a moça curtia umas sopradinhas e depois umas sopradonas na hora do prazer.
No desespero, existem caras que partem pro pot-pourri. Tentam todas as técnicas que alguma vez deram certo. Tudo ao mesmo tempo, sem pausa, com todo o medo de ser feliz. Perdoai esse rapaz, meninas. Ele não sabe o que faz.
SINAIS ERRADOS
No sexo oral, um homem teme aquele tapinha no cocuruto. Sabe? Aquele suave croque dado pela menina na nossa cuca. Um cascudinho que significa “Ô, tio. Já deu! Chega!”.
Ah, a dor e a reprovação ao receber esse sopapo…
Saibam: toda primeira noite de um homem com você é um pesadelo de indecisões. Ele precisa apostar num dos estilos, qualquer estilo, acreditar e depois rezar que acertou. E como vocês em geral são doçurinhas educadas; como vocês em geral têm os mesmos freios que a nossa amiga Garota Fogosa tem de corrigir o rapaz; como tudo isso acontece, seguimos todos assim: eu finjo que acertei, você finge que gostou.
Não precisa.
E PRECISA DO QUÊ?
Moças, se falar abertamente está fora de questão, existe o método infalível, a suprema esperança, a única tática conhecida pelo universo masculino: a sua gemida!
Nossa, vocês não imaginam como a gente sonha, como a gente espera a abençoada orientação de uma gemida! Sim! Você gemendo é você vestida de orientadora de trânsito, é você vestida de dourado, é você com fone de ouvido, com colete e bandeirolas comandando o nosso pouso destrambelhado nesse seu lindo lago de amor.
Meninas, gemam. É na gemida que a gente se orienta. Sabe, nós somos meio morcegos. Precisamos do barulho que esclarece e ilumina.
O cara tá errando, tá um desastre? Silêncio.
Opa! Ele acertou, ele tá acertando? Gemam.
A gente, garanto, vai pescar a deixa (NOTA: se o cara não pescar, se fizer ouvidos moucos, se for desses que desprezam deixas, daí, minhas doçuras, esse aí, você insistindo, vale uma conversa sim. Sem medo. Se não melhorar, é preguiça dele. E aí, é roubada. Fuja).
Ah, sim! Lembrei. Meninas e Garota Fogosa, não esqueçam! Uns movimentinhos rítmicos da cintura também auxiliam no nosso entendimento da velocidade de que você gosta. Uma leve orientação manual na nossa cabeça ajuda a gente a saber o local correto. E pronto. O resto é barulho.
Com suspiros e vogais uma mulher faz no seu garoto todo um alfabetizado sexual.
Gemam.

Site permite que jovens ofereçam sexo em troca do financiamento para a faculdade

Estudantes que desejam ter sua faculdade financiada estão encontrando sucesso em um site chamado Seeking Arrangement (ou Dando um Jeitinho, em português). O site consiste em criar uma "relação de troca" entre seus usuários. 

Homens e mulheres que acessam o Seeking Arrangement procuram uma "relação mutuamente benéfica", isto é, ganhar dinheiro em troca de sexo. Muitos estudantes que não tem mais o apoio dos pais estão procurando o site para encontrar homens e mulheres mais velhos, que estejam dispostos a financiar a faculdade e seus gastos, em troca de relações sexuais.

Em entrevista, uma aluna de 22 anos que não quis ser identificada, membro do site, disse que pede de 10 a 20 mil dólares por mês. "Já deram carros, viagens, joias. Esses caras me levam para sair e me apoiam financeiramente. Meus sonhos se tornaram realidade depois que meus pais deixaram de me apoiar quando eu tinha 18 anos. Eles têm dinheiro e querem me ajudar", disse.

O site começou em 2006 e seu fundador Brandon Lee insiste que não é um tipo de prostituição. “Nós não permitimos acompanhantes ou prostitutas para usar o site. Não é disso que se trata. Devido à forma como nossa sociedade funciona, é estranho alguém perguntar para outra pessoa se ela gostaria de se envolver em um relacionamento de troca. É aí que entra o SeekingArrangement.com”, diz o fundador.

Ele também afirma que os termos da relação são estabelecidos pelos dois adultos em um acordo e as trocas são monitoradas de perto pelos administradores do site.

Cinco preliminares aumentam o prazer do sexo rápido

Em um mundo idealizado, a grande maioria das mulheres prefere uma noite romântica, com direito a jantar, luz de velas, um homem carinhoso e que tudo termine com horas de prazer. Aí elas acordam e percebem que na vida real uma relação sexual se resume a alguns minutos e que, muitas vezes, as preliminares nem existem. Diversas pesquisas, inclusive, já mostraram que a maior parte dos casais prefere que o sexo dure não mais do que 15 minutos. 

Entretanto, sexo rápido não precisa ser sinônimo de sexo sem prazer. A revista Health Magazine elaborou uma listinha de cinco preliminares que podem fazer desses poucos minutos momentos de pura excitação para você e seu parceiro. 

Confira: 

Não pare de beijar: Beijinhos e beijões durante as tarefas comuns aumentam a velocidade com que você e o parceiro ficam excitados, pois o organismo já começa a se preparar para o sexo. Além disso, o gesto fará com que vocês se sintam mais íntimos, sem que a rapidez deixe uma sensação de vazio depois. 

Mantenha-se vestida: Por que perder minutos preciosos tirando a roupa? Além disso, deixar uma peça aqui e ali é uma poderosa forma de excitar o parceiro. É como se ambos não pudessem esperar em segundo para curtirem o sexo. 

Mudem de lugar: Cinco minutos de sexo na cama provavelmente não a deixará tão feliz. Mas cinco minutos durante o banho? Ou na mesa da cozinha? A novidade é sempre um poderoso aliado para aumentar a excitação, especialmente quando há o risco de serem flagrados por alguém. 

Fantasie: Quando você está tentando entrar no clima o mais rápido possível, fantasiar com cenas excitantes pode ajudar - e muito! - no processo. Isso porque o cérebro irá reagir às imagens e preparar o corpo para o sexo. Além disso, você irá ficar mais concentrada no parceiro, o que já é por si só uma excelente preliminar. 

Converse: Não, não estamos falando de discutir a relação em pleno sexo. Fale com seu parceiro durante o ato. Sussurre, grite, fale coisas doces ou apimentadas. Isso ajuda ambos a manter o foco um no outro e a lembrar do que os dois têm de especial que os mantém atraídos.

Entenda o que as fantasias sexuais dizem sobre a sua personalidade

Você já pensou em fazer uma surpresa para o seu parceiro ou parceira? As fantasias eróticas quebram a rotina e podem esquentar a sua transa. 

Fantasias todo mundo tem. Colocar em prática depende de vários fatores: local, oportunidade, disposição e até a sorte de encontrar alguém que tope participar. Mesmo que fiquem restritas à imaginação, as fantasias são inerentes à sexualidade e é saudável tê-las. "Elas exprimem algo reprimido ou remetem a algum desejo que, por várias circunstâncias, não pode ser declarado", diz a terapeuta sexual Isabel Cabral Delgado, do Rio de Janeiro.

Há algumas fantasias que são comuns –transar com um desconhecido, por exemplo– mas a história de vida e os planos de cada um é que podem revelar, com precisão, o que há por trás delas. "As fantasias sexuais podem dizer não só o que desejamos, mas que estamos lutando contra determinado anseio", diz a psicóloga Arlete Gavranic, do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática. As fantasias triviais, porém, funcionam como um exercício de autoconhecimento. Por isso, confira a análise de especialistas* e entenda melhor os seus desejos:

Transar com "ex" e atual ao mesmo tempo
Há a hipótese de que o término esteja mal resolvido. Mais provável é que quem tem essa fantasia sonha em mostrar que pode se dar bem com outro parceiro na cama, como uma espécie de exibicionismo ou vingança. A fantasia também pode indicar necessidade de controle e sentimento de posse, além de uma vontade de demonstrar que faz sexo muito bem e que é capaz de dar prazer a quem quiser.

Sexo à força
Costuma ser mais comum entre as mulheres. Aquelas que se excitam ao se imaginar sendo forçadas a fazer sexo certamente querem se isentar de qualquer tipo de responsabilidade ou culpa em relação ao sexo. Não podendo recusar, o sexo não macularia a imagem de boa moça. Muitas garotas tiveram uma educação sexual rígida, assimilando, assim, o conceito de que o desejo é vulgar, feio ou indecente.

Dominar alguém na cama
Esse tipo de fantasia remete a uma associação equivocada de afeto e violência. Essa vontade se instala na infância e, muitas vezes, pauta o comportamento sexual do adulto, que se excita com o uso da força, porque não consegue suportar a manifestação de carinho baseada na carícia. Ela ainda pode denunciar baixa autoestima --a pessoa pode necessitar que o outro se submeta para se sentir segura. Mas essa é frequente e muito saudável, pois mostra o desejo de sentir-se importante, forte e demonstra autoconfiança ou o desejo de fortalecê-la.

Apanhar
Há diversas explicações possíveis: autopunição por achar que os desejos sexuais são impuros ou errados, fetiche masoquista de sentir prazer na dor, rebeldia e até história de rejeição familiar ou amorosa –a pessoa se sente cuidada mesmo ao levar um tapa, uma palmada ou sentir o estalo de um chicote. Se não houver um nível que caracterize violência física nem psíquica, cada um pode combinar até onde o tapinha pode chegar e brincar com a dor e o prazer com quem quiser e confiar.

Fingir que é prostituta
O fato de fingir que é prostituta permite à mulher se sentir mais livre e sedutora. Como uma profissional, ela pode sair do papel da boa moça e demonstrar interesse e prazer ao transar. Existe ainda a possibilidade da fantasia de que, encarnando uma prostituta, tudo é possível. A mulher também pode encarar o papel de que se submete ao mando e à agressividade do parceiro. Há, embutida, a vontade de investir na submissão. Apesar de mais comum em mulheres, o papel pode ser assumido por um homem, seguindo a mesma lógica.

Tratar a parceira como prostituta
Essa fantasia dá ao homem o prazer do poder oriundo da desigualdade que se estabelece entre os parceiros na relação. É a necessidade de se sentir superior. A parceira seria obrigada a fazer tudo que ele quer, pois ele está pagando. Para alguns homens, é uma autorização interna para práticas e prazeres diferentes com a mulher "de família", como sexo anal, sexo oral com ejaculação, entre outras. Mulheres também podem assumir o papel de clientes para seus homens, fantasiando que eles são garotos de programa. Os sentimentos, nesse caso, também são parecidos com os deles.

Imaginar que está com alguma celebridade enquanto transa
É uma fantasia corriqueira e inofensiva, que levanta a autoestima e faz a pessoa se sentir especial para uma pessoa famosa, que, ainda na imaginação, tem uma vida interessante e emocionante e, mesmo assim, está valorizando alguém comum --e que, no fundo, adoraria estar se sentindo assim tão especial para o companheiro ou companheira. Outra explicação é a fuga da rotina, de um parceiro convencional ou do romantismo associado ao sexo –um bom exemplo é imaginar que está transando com a vilã ou o bandido de um filme.

Transar com alguém desconhecido
Significa desvincular sexo de compromisso. Ao ir para a cama com um desconhecido, a pessoa pode se soltar completamente, sem nenhum tipo de repressão, já que não há cobranças. Essa fantasia permite deixar toda a sua história de vida para trás e reescrevê-la do jeito que achar melhor, sem passado nem culpa. Quem alimenta essa fantasia não quer que haja nenhuma avaliação prévia. Com o desconhecido, a pessoa se solta mais, aposta na bizarrice, na perversão e na vulgaridade.

Pensar em pessoas amigas ao se masturbar
Isso, obviamente, indica interesse sexual, que pode ser camuflado por razões sociais, familiares ou pessoais (dificuldade em aceitar que sente desejo por alguém do mesmo sexo, por exemplo). Há quem não o admita nem para si mesmo, o que acaba gerando angústia. Algumas vezes o simples fato de compreender, assumir e exercitar essa fantasia resolve a questão e permite que a vida siga seu curso normalmente.

GRANDE REPORTAGEM: Freiras propõem casa do sexo

Proposta não é bem recebida pelas trabalhadoras
do sexo que preferem descontar para a reforma
 
A congregação das freiras Oblatas (Obra Social das Irmãs Oblatas) e o Grupo de Activistas sobre o Tratamento de VIH/sida querem criar uma ‘safe house’ (casa segura), na Mouraria, para as trabalhadoras do sexo. 

O espaço destinado à prática de sexo seguro, sem lenocínio, seria gerido por uma cooperativa de prostitutas até que estas definissem o rumo das suas vidas. 


O Espaço iria "garantir a segurança física e psíquica destas mulheres, dando-lhes voz para que se organizem enquanto grupo", esclareceu ao Helena Fidalgo, da Obra Social. "Serão as próprias mulheres a definirem as regras da casa, visto querermos criar um sentimento de comunidade/cooperativo e de mobilização cívica", disse. 

Para as freiras, a "designação de ‘bordel’ é desadequada", pois "indicaria que as Irmãs teriam lucro com o trabalho sexual, o que é completamente irreal", concluiu Helena Fidalgo.

A proposta não está, no entanto, a ser bem recebida. "Nós queremos é receber a nossa reforma e ter os descontos. Como é que vão ali meter tanta mulher? Vai ser uma grande confusão", garantiu Inês, de 40 anos, prostituta no Intendente há 13 anos.


Casa de sexo seguro em Lisboa? Não com esta lei
A presidente da associação O Ninho afirmou esta quinta-feira que o enquadramento legal nacional não permite criar uma safe house na Mouraria, acreditando que a Câmara de Lisboa não avançará com esta proposta, da qual a instituição discorda «frontalmente».

A criação de uma safe house - uma casa para a prática de sexo seguro e sem lenocínio, a ser gerida por uma cooperativa de prostitutas - é uma proposta incluída no Programa de Desenvolvimento Comunitário da Mouraria, apoiado por algumas dezenas de parceiros e entregue em fevereiro à autarquia.

Na quarta-feira, o presidente da câmara, António Costa, afirmou que a sugestão será estudada pelo município, nomeadamente quanto ao seu enquadramento legal. «Não há enquadramento legal para permitir esta proposta. Todas as convenções internacionais que Portugal assinou e o nosso ordenamento jurídico não permitem que isto venha a acontecer, a não ser que se criem leis específicas para isto», afirmou à Agência Lusa Inês Fontinha, presidente da associação, que apoia mulheres prostitutas.

A representante recusou que a Câmara de Lisboa possa avançar com esta proposta. «Acho que o presidente da câmara não concordará com isto, porque, pelo que conheço dele, é contra a violência exercida contra as mulheres. Não o vejo de modo algum a apoiar uma iniciativa como esta», admitiu. 

A responsável mostrou-se «admirada pelo facto de duas organizações [Obra Social das Irmãs Oblatas e o Grupo Português de Ativistas sobre Tratamento do VIH/SIDA] que em princípio conhecem as causas e percursos das mulheres em situação de prostituição defenderem a continuidade da violência». 

Considerando que esta acaba por ser uma «forma camuflada de tentar legalizar a prostituição», a presidente da associação afirmou-se «frontalmente contra» este projeto, afirmando que «não traria vantagem nenhuma» para acabar com a prostituição ou resolver os problemas a ela associados.

«Não podemos pedir às mulheres que imponham o uso do preservativo ao homem. Quem detém o poder é quem paga. Ela põe o preço, naturalmente, mas negoceia. E se o cliente oferece mais dinheiro para não usar, ela não vai usar», defendeu, referindo-se ao objetivo de sexo seguro da safe house.

Quanto à inexistência de lenocínio, Inês Fontinha sustentou que «é necessário perceber que o proxeneta é, muitas vezes, a componente afetiva das mulheres, o companheiro». Por isso, o proxenetismo continuaria mesmo nesta safe house liderada por uma cooperativa, referiu, «uma vez que as prostitutas continuariam a necessitar dos afetos dos companheiros proxenetas».

Além disso, a presidente de O Ninho recordou que «o proxenetismo organizado está muito interessado na legalização da prostituição para deixar de ser visto como organização criminosa».


‘Foursquare do sexo’ é utilizado em campanha para uso de preservativo

Usuários ajudam site a fazer mapeamento de quando e onde fizeram sexo com segurança.

Tenha orgulho de usar proteção! Com esse slogan, Universidades dos Estados Unidos encontraram um jeito curioso de incentivar jovens a praticarem sexo com segurança : distribuíram preservativos marcados com códigos de barras, em que o usuário consegue, com seu smartphone, registrar onde e quando usou a proteção. 

Os usuários são encorajados a fazer a varredura do código antes e depois de fazer sexo, num procedimento semelhante ao Foursquare. Os dados vão diretamente para o site Where did you wear it? (Onde você usou isso?, em tradução livre) e automaticamente são utilizados para compor um ‘mapa do sexo seguro’. 

A iniciativa já está virando mania e é patrocinada pela empresa Planned Parenthood, que, em comunicado oficial, esclarece a intenção da campanha: “Claro, a abstinência da atividade sexual é a única forma realmente segura de evitar a gravidez e a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Mas, lembre-se: sexo acontece. Por isso, estamos encorajando as pessoas a se protegerem mais.”