Sexóloga do Altas Horas escreve livro para adultos

Laura Müller ainda não terminou, mas já tem prazo e data de lançamento.

Laura Müller
Laura Müller não tem a menor timidez em falar sobre sexo com os adolescentes que comparecem semanalmente à plateia do Altas Horas, de Serginho Groismann, na Globo, mas já confessou que não faria um ensaio sensual, nem mesmo sambaria no Sambódromo do Anhembi com o pequeno biquíni como a maioria das musas fazem.




Agora, ela conta para O Fuxico que está com um novo projeto que é um livro direcionado aos adultos, algo bem diferente do que faz no Altas Horas.


“Estou escrevendo um livro sobre sexo para adultos. Este será minha quarta obra! É a primeira vez que escrevo para adultos, os outros eram mais voltados para adolescentes. É muito diferente escrever para adultos. Eles estão focados em problemas sexuais como disfunção erétil e problemas na cama”, comenta.


Acostumada com a cabeça dos adolescentes, Laura já escreveu Altos papos sobre sexo dos 12 aos 80 anos, 500 perguntas sobre sexo do adolescente e 500 perguntas sobre sexo e agora enfrenta o novo desafio.


“Os adolescentes ficam com dúvidas sobre masturbação, primeira vez e por aí vai. O livro para adultos ainda não tem nome, mas tenho de entregá-lo até o final de maio para a editora para que ele seja lançado na Bienal do Livro em São Paulo, que acontece em agosto.”


Já o quadro semanal que tem no programa de Serginho Groismann permanece sem grandes alterações a não ser pelos novos brinquedinhos sexuais que ela tem descoberto e levado à atração.


“O quadro continua este ano no programa e sempre que vou viajar para o exterior, procuro sempre trazer algo de diferente de sex shops para levar.”

Pensar em sexo te deixa mais inteligente


Pelo menos essa é a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade de Amsterdam (Holanda). Como eles chegaram a essa conclusão? Primeiro, eles fizeram parte dos voluntários da pesquisa. Depois, todos os participantes foram convidados a fazer testes de lógica e matemática.

Segundo os resultados obtidos, quem estava com ideias sacanas na cabeça conseguiu resolver os problemas com mais facilidade. Qual a explicação?

De acordo com os cientistas, é uma estratégia de evolução da espécie humana. Quando pensamos em sexo, ativamos uma área "projetada" para ajudar na reprodução. Começamos a reparar no sexo oposto, a prestar atenção nos detalhes. Essas mudanças acabam ajudando no raciocínio e, por isso, melhorando a habilidade numérica.

Mais desporto é igual a melhor sexo, diz estudo

Exercício físico aumenta fluxo sanguíneo do clítoris.

Um novo estudo, recentemente publicado no «Journal of Sexual Medicine» poderá incentivar quem não gosta muito de exercício físico, a praticá-lo. Segundo uma equipa de investigação da Universidade de Faith (Turquia), para além de melhorar o estado físico e psíquico, prevenir doenças cardiovasculares, diabetes e a obesidade, o desporto ajuda a melhorar o sexo.

Nos homens melhora o desempenho sexual e nas mulheres, ajuda o fluxo sanguíneo no clítoris, potenciando igualmente a sua função. Omer Faruk Karatas, autor principal, disse ao diário espanhol «El Mundo» que este “é o primeiro estudo que compara atletas de lite e mulheres sãs relativamente à sua função sexual e fluxo sanguíneo do clítoris”. O objectivo foi avaliar os efeitos da prática de exercício regular em ambos os grupos”.

Na investigação participaram 25 jogadoras de andebol e voleibol, entre os 20 e 45 anos, sexualmente activas, que praticam desporto com frequência (quatro horas por dia) e outras tantas da mesma faixa etária, saudáveis, mas cuja prática não excedia um hora por semana.

Nenhuma das voluntárias usava qualquer tipo de hormonas, nem tinha qualquer tipo de doença vascular, endócrina ou teve filhos nos últimos seis meses. Após serem submetidas a um questionário que avaliou diferentes aspectos, como a lubrificação, o orgasmo, a satisfação, etc., o estudo conseguiu provar que, de facto, todas as atletas tinham uma actividade sexual mais satisfatória do que as restantes.

A prática regular de exercício físico contribui para melhorar a actividade sexual, já que aumenta as endorfinas, que funcionam como neuromodelador e aumentam o fluxo sanguíneo. O resultado é o mesmo em homens e em mulheres.

Sexo, mulher e continência

Sarah Sheeva, a primogênita do casal
Baby Consuelo e Pepeu Gomes
“Sarah resolveu mudar a vida de forma radical, deixou o SNZ para virar missionária e pastora… Hoje ela viaja o Brasil ensinando castidade e contenção sexual para mulheres que, digamos, se atiçam muito”. Com essas palavras a apresentadora Marília Gabriela apresentou Sarah Sheeva como entrevistada em seu último programa, a apresentadora ressaltou ainda que a pastora tem dois livros lançados e “virou cantora gospel”.

Antes de dar as boas vindas à entrevistada Marilia Gabriela apresenta a pastora falando de seu ministério focado na educação sexual das mulheres e ressalta o fato da pastora defender a “abstinência sexual completa antes do casamento”.

Quando a apresentadora disse que Sarah viaja pelo Brasil pregando castidade, ela fez questão de deixar claro que seu trabalho não é de evangelismo e sim um congresso de santificação: “Esse congresso eu faço pra crente e não pra gente incrédula”. Ela ressaltou também que o Brasil está lotado de programas evangélicos e que o “crentês” está na boca do povo: “Está cheio de gente falando ’glória a deus’, ’aleluia’, ’amém’ e ’tá amarrado’”, afirmou.

Sarah disse que seu trabalho é pra edificar igrejas e afirmou que “Deus está tirando uma igreja de dentro da igreja”. Ela disse ainda que “existe hoje dentro do meio evangélico muita gente hipócrita e fingida”. E ressaltou ainda ser um absurdo o IBGE ter criado o termo “evangélico não praticante”.

Sobre o assunto que mais marca seu trabalho, as palestras sobre sexo, Sarah diz em uma de suas palestras ela fala de “sexo e transferência de espíritos”, definido por ela como “uma palestra muito forte”. Ela disse ainda que não é ensinado que “o sexo tem o poder de unir espiritualmente as pessoas”.

Ex-ninfomaníaca, a pastora disse que Deus adormeceu se desejo por que ela pediu. “Eu não quero ficar passando vontade. Pra que?” completou. Ela disse ainda estar escrevendo um livro chamado “Manual de princezices” para ensinar a mulher a “deixar de ser cachorra e se tornar uma princesa”.
A pastora defendeu também as religiões falando que “a religião, seja ela qual for, contribui com a questão da família e restauração dos relacionamentos familiares”.

No fim da entrevista Sarah afirmou que quer um relacionamento no qual ela sinta prazer em ficarem horas conversando sem se tocar e completou dizendo à apresentadora: “Imagina quando colocar sexo nessa equação?”


 

Sexo a três: perdas, ganhos e relatos de quem já fez

Curiosidade, vontade de sair da rotina, saudade do frio na barriga: os motivos que levam um casal a procurar uma terceira pessoa para uma experiência de sexo em conjunto são os mais diversos. Fantasia sexual recorrente, tanto para homens quanto para mulheres, a prática pode gerar perdas e ganhos no relacionamento. Mas para o ménage à trois dar certo, alguns cuidados têm de ser tomados.

"Minha mulher e eu fizemos sexo a três duas vezes. Na primeira vez tudo deu certo", conta um empresário paulista de 38 anos. “A ideia foi dos dois juntos, conversamos sobre a possibilidade de acontecer e chamamos uma amiga dela”. De acordo com o psicólogo Diego Henrique Viviani, pesquisador do Instituto Paulista de Sexualidade, é fundamental que haja acordo entre as duas partes antes de incluir a terceira pessoa. “Se o casal realmente busca uma nova prática sexual, ambos sentem-se à vontade com isso e a brincadeira será saudável”.

Se não há conversa nem acordo, a aventura fatalmente vai gerar um grande desencontro na cama – e depois fora dela. “Às vezes o homem e a mulher têm ideias diferentes sobre como esta relação vai acontecer. Uma das partes pode apenas observar, sem participar, ou todos podem participar ativamente. Mas se não houver diálogo e acordo antes, alguém pode se sentir deixado de lado”, explica a psicóloga e terapeuta sexual Lucia Pesca.

Foi justamente isso o que aconteceu na segunda experiência relatada pelo empresário. “Estávamos em uma festa e uma conhecida nossa começou a paquerar minha mulher. Tínhamos bebido muito, os três, e fomos para casa juntos. Chegando lá fomos para a cama. Minha mulher saiu do quarto, e quando voltou me viu transando com a outra menina. Ela ficou enciumada, nós brigamos, ninguém mais quis transar com ninguém e acabou por aí. Depois disso nunca mais fizemos sexo a três”.

Quando um não quer
Os problemas do sexo a três aparecem quando uma das partes decide experimentar apenas para atender às necessidades do outro. “Nesse momento a pessoa se sente agredida pela situação, passa a achar que seu companheiro sentiu mais prazer com a terceira pessoa, sente ciúme. No consultório a gente trata isso como um estresse pós-trauma”, explica Lucia.

“Eu nunca quis fazer sexo a três para agradar meu marido, e nunca quis que a outra mulher fizesse só para agradar também”, conta a paulista Patrícia, 44 anos, que tem um casamento aberto há cinco anos. “Só vale quando a outra também me deseja”, completa.

O sexo a três feito só para agradar pode gerar mágoas, ressentimentos, desconfianças e uma série de questionamentos. “‘Eu não sou suficiente’, ‘ele gosta mais de fazer sexo com outras do que comigo’, ‘ele só faz isso para conseguir sexo fora da relação de maneira consentida’”, lista Viviani. Além disso, o psicólogo lembra que a prática não deve ser feita para “salvar” relações ou provar capacidade de performance na cama. “Com certeza isso levará a um desencontro do casal”, alerta.

Pessoa amiga ou desconhecida?
Na hora de escolher quem será a terceira pessoa que vai para a cama é essencial haver muita conversa entre os dois. Não há regras preestabelecidas, a melhor opção varia de acordo com o perfil de cada casal.

“Minha primeira vez foi com a amiga da minha mulher, e entre a gente não teve nenhum problema, mas depois ela e a amiga se afastaram. Acho que se eu fosse fazer de novo, não faria com uma pessoa conhecida não. Eu contrataria uma prostituta”, conta o empresário paulista.

Mas a participação de prostitutas pode ser um fator intimidante para a maioria das mulheres, explica Lucia: “Em geral as mulheres têm problemas em se entregar para desconhecidos. Elas evitam beijar quem não conhecem, e o beijo é parte importante do sexo. Geralmente quando a terceira pessoa é contratada, ela entra na relação mais para dar prazer do que para receber. Os relatos que ouço são de que a mulher do casal não fez nada com a prostituta, e a prostituta foi a mais ativa”.

Apesar disso, há mulheres que preferem não levar uma pessoa conhecida para a cama, evitando assim possíveis constrangimentos. “Para mim é difícil imaginar como seria olhar para a outra pessoa depois”, diz a publicitária Rosana, que já contratou uma garota de programa para uma relação a três.

O tabu aumenta quando o terceiro é um homem, seja pelo fato da mulher estar na posição de detentora do seu desejo ou simplesmente pela tradicional competição masculina. “O homem quer ter seu pênis admirado e adorado. Quando entra outro homem na relação, acontece uma comparação, coisa que não ocorre tanto com a mulher”. Mas se essa é a sua fantasia, vale negociar com o companheiro por direitos iguais.

Para dar certo
Depois de alguns anos de relacionamento, o sexo tende a cair na rotina, e uma terceira pessoa pode apresentar novidades. “É cada vez mais comum os casais falarem comigo sobre ménage. A experiência pode dar muito prazer e enriquecer a relação”, diz Lucia.

“Quando meu companheiro propôs um ménage, ele queria que fosse comigo e uma amiga. Eu disse que assim não queria, e procurei uma garota de programa para isso. Ela virou uma espécie de conselheira sexual para mim. Para fazer sexo anal, por exemplo, ela me explicou desde como fazer uma boa higiene, até que posição dá mais prazer”, conta a publicitária Rosana. A terceira pessoa pode ajudar a quebrar constrangimentos entre o casal. “Às vezes há coisas que a mulher não tem coragem de pedir para o companheiro fazer, daí vai a terceira pessoa e faz”, conta Lucia.

Para Patrícia, os ganhos de uma relação a três podem inclusive ir além da cama. “É muito interessante você se ver pelos olhos de outra mulher. Você escuta coisas que não imaginava. Quando a mulher fala, você sabe que não é só conversinha pra te levar pra cama. É uma experiência muito enriquecedora”, conta.

Mas é preciso que ambos estejam seguros e confiantes na parceria. Afinal, essa é só mais uma forma de avivar o sexo, não a única.

Companhia aérea oferece oportunidade de fazer sexo nas alturas

Uma empresa aérea da cidade de Cincinnati, nos EUA, oferece aos seus passageiros a possibilidade de fazer «sexo nas alturas».


A Flamingo Air, que opera voos em jactos, promete no seu site uma experiência que o cliente «nunca esquecerá».

A ideia surgiu de uma aposta entre os pilotos da companhia aérea. Eles apostaram que ninguém conseguiria convencer sequer um casal a pagar por uma viagem de jacto.

Em 1991, passaram a oferecer o serviço «especial». Desde então, segundo a Flamingo Air, milhares de passageiros já passaram pela experiência.

A aposta acabou por transformar-se numa oportunidade de negócios. A empresa cobra 425 dólares pela suite.

Por essa tarifa, um casal tem direito à cama, espumante, chocolate e também à discrição do resto da tripulação, já que a única coisa que separa a suite da cabine do piloto é uma cortina.

No entanto, a companhia aérea afirma que a discrição é total, já que o piloto passa o tempo todo com auscultadores.


O capitão David McDonald, que pilota muitos dos voos, promete discrição total. No entanto, revelou ao site da cadeia de TV de Cincinnati WCPO que já foi atingido por um salto alto e por uma rolha de espumamante.

A empresa afirma que 90% das reservas da companhia são feitas por mulheres, que procuram uma experiência romântica diferente.

O voo dura uma hora e os clientes podem escolher entre alguns itinerários.

O desejo sexual, o amor e o apego segundo os cientistas

A primeira coisa com a qual cientistas e poetas divergem é que amamos com o cérebro e não com o coração. Mas o que acontece em nossa cabeça quando desejamos, amamos e nos apegamos?

A próxima vez que alguém te disser "te amo do fundo do meu coração", você pode desconfiar da veracidade da afirmação. Na verdade, amamos com nosso núcleo accumbens, nosso hipotálamo, nossa área ventral tegmental e outras áreas vitais de nosso cérebro. Segundo a cientista e pesquisadora da Universidade de Rutgers, Doutora Helen Fisher, o amor pode ser dividido em 3 sistemas principais do cérebro: sexo, romance e apego.

Cada sistema cerebral do amor (sexo, romance e apego) envolve uma rede de trabalho distinta; composta de diversos hormônios, neurotransmissores e outros constituintes em diferentes estágios de relacionamento.

O desejo sexual

A luxúria provém predominantemente do hipotálamo, região do cérebro que também controla necessidades básicas como comer e beber. O hipotálamo está conectado com o Sistema Nervoso Autônomo, o qual controla nossa frequência cardíaca e o quão rápido respiramos. Receptores específicos no hipotálamo para hormônios como testosterona - também presente nas mulheres - potencializa conexões a todos os tipos de reações físicas. O resultado disso é uma forte e familiar inclinação para a reprodução.

O sistema romântico

Este sistema é o culpado por todas as loucuras de amor. Estudos imagéticos do cérebro comprovam que quem recém-amantes têm alta atividade na área ventral tegmental e no núcleo accumbens, os mesmos sistemas de recompensa que são estimulados quando se usa cocaína. Cientistas também chegaram à conclusão de que a substância serotonina é baixa neste tipo de amor; assim como em situações de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC's), depressão e ansiedade. O resultado é uma perseguição obsessiva da pessoa desejada, um otimismo implacável e até um tipo de vício.

O sistema de apego

É devido a este sistema que as pessoas continuam juntas quando acaba a dose de dopamina (ou seja, quando o romance acaba). As substâncias reponsáveis pelo apego são a oxitocina e vasopressina. Estranhamente, estes hormônios calmantes são secretados pelo hitpotálamo, região que alimenta nossa luxúria.
Alguns enxergam esses 3 sistemas acima como uma progressão dos relacionamentos. Primeiramente, a luxúria, depois o romance, e então o casamento. No entanto, é importante lembrar que nenhum deles, em nenhum momento, inexiste. Por exemplo, não é porque você está com alguém há 8 anos que você não queira mais ter relações sexuais com essa pessoa.

E quando terminamos um relacionamento?

Neste caso, os cientistas também divergem dos poetas. Imagens do cérebro de alguém que acabou de passar por um rompimento, mostram que as áreas mais afetadas são aquelas relacionadas à incerteza da recompensa (áreas ventral tegmental, ventral pallidum e putamen). Este sentimento está normalmente presente após um término. Áreas do cérebro responsáveis pela raiva e comportamentos obessivos-compulsivos (córtex órbitofrontal) também são estimuladas, embora esta atividade diminua com o tempo.
É importante lembrar quão complicado é o assunto amor e afeição para nós. Nossa cultura, nossa educação e nossas vidas interferem nessas substâncias. A complexidade do amor mostra que as questões acerca da natureza do amor continuarão não somente fascinando poetas, filósofos e escritores; assim como cientistas por muitos e muitos anos.

Fazer sexo faz bem à saúde



A atividade sexual combate alguns tipos de câncer e consegue até rejuvenescer a mulher. Veja 7 razões para praticar sexo regularmente com seu parceiro.

Quem não gosta de sexo bom sujeito não é. Ok, a frase não é bem essa, mas o sentido permanece o mesmo. Fazer sexo é realmente uma atividade prazerosa. Quem não se lembra quando o ex-ministro da saúde José Gomes Temporão recomendou aos brasileiros para que fizessem sexo pelo menos cinco dias da semana? Mal sabia ele que fazer sexo é sinônimo de saúde em dia.

Segundo uma recente pesquisa realizada no Hospital Real de Edimburgo, na Escócia, mulheres que aparentavam cerca de 10 anos a menos do que sua idade verdadeira mantinham relações sexuais pelo menos três vezes na semana. Isso sem contar que o sexo também pode combater câncer de mama, conforme um estudo francês: mulheres que praticam sexo mais de uma vez por semana têm menos chance de desenvolver a doença.

Confira oito novidades que você não sabe sobre sexo


Reprodução
Quase todo mundo se acha especialista em sexo,mas não é bem assim. As pesquisas neste campo avançam dia a dia e muita informação pode passar despercebida. Se você pensa que sabe tudo sobre o assunto, confira antes uma seleção de estudos recentes - elaborada pelo pessoal da Revista Galileu - que apresentam novas perspectivas sobre o sexo. 



1) Genética pode afetar quando a pessoa irá perder a virgindade 

O melhor momento pela primeira vez é uma decisão individual. Porém, estudos recentes mostram que genética pode influenciar em quão cedo você toma essa decisão. Uma pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia acompanhou alguns gêmeos, separados ao nascer, ao longo de suas vidas e descobriu que há uma forte ligação genética envolvendo a decisão de perder a virgindade. 

"Não há um gene que manda ter relações sexuais em determinadas épocas, mas alguns traços genéticos, como impulsividade, afetam na decisão. Embora, é claro, os costumes sociais também desempenhem papel importante", diz uma das autoras do estudo, Nancy Segal. 

2) O clitóris é órgão mais interno do que externo 

Ao contrário do que todos pensam, o famoso órgão sexual feminino é como um iceberg: embora tenha uma parte visível, a maioria do clitóris está localizada dentro da pélvis. Quando a mulher está excitada, o clitóris envolve toda a vagina, tornando o sexo mais agradável. 

Essa descoberta é relativamente recente na comunidade médica. Apenas na década de 90, os pesquisadores puderam ver o órgão completo num aparelho de ressonância magnética e, em 2009, o mundo foi apresentado pela primeira vez a uma imagem de ultrassom 3D completa do órgão. 

3) Sêmen é nutritivo 

Um homem de meia idade ejacula o equivalente a uma colher de chá. Cada "porção" dessa contém cerca de 15 calorias, proteínas semelhantes às do ovo, vitamina C, cálcio, magnésio, potássio, vitamina B12 e zinco. 

4) Sexo ajuda melhorar a imunidade 

Uma pesquisa conduzida pela Universidade da Pensilvânia descobriu que ter relações sexuais duas vezes por semana pode fortalecer o sistema imunológico, uma vez que aumenta os níveis de imunoglobina A, cuja função é proteger o organismo de células destrutivas que queiram entrar pelo nariz e pela boca. 

Outro estudo publicado na revista Biological Psychology mostrou que atividades sexuais frequentes diminuem os níveis de cortisol no corpo e, por isso, deixa a pessoa menos estressada e com melhor equilíbrio emocional. 

5) Sexo deixa mulheres mais atraentes 

Quando as mulheres fazem sexo frequentemente, seus níveis de estrogênio aumentam e, consequentemente, o cabelo fica mais brilhante e a pele mais suave. Além disso, o aumento do fluxo sanguíneo de um orgasmo faz com que as bochechas fiquem mais rosadas e os lábios mais vermelhos. 

6) Não tem como escapar da DST 

A Associação Americana de Saúde Sexual alertou que mais de 80% dos adultos sexualmente ativos irão contrair algum tipo de DST (Doença Sexualmente Trasmissível) em algum momento da vida. 

Embora os números pareçam assustadores, a maioria das pessoas não sofrerá qualquer efeito negativo e não vão nem notar que contraíram doença sexualmente transmissível. Isso porque mais de 25 tipos de DST são assintomáticas. De qualquer forma, a prevenção é sempre indispensável. 

7) Anticoncepcionais afetam o relacionamento 

Um estudo escocês analisou o relacionamento sexual e afetivo de mais de mil mulheres do mundo inteiro. As conclusões foram que grande parte delas estão com parceiros sexualmente incompatíveis. Para conservar o bom relacionamento, as mulheres estão abdicando de suas vontades em relação ao sexo. 

Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque a pílula anticoncepcional afeta a química do cérebro da mulher, deixando-a mais interessada em um relacionamento de longo prazo do que encontrar melhores parceiros sexuais. 

8) Alimentação pode modificar o gosto do sêmen 

Cientistas advertem: rapazes, se quiserem agradar suas parceiras sexuais, cuidem da alimentação! Isso porque estudos mostraram que frutas, especialmente melancia, kiwi e abacaxi, deixam o gosto do sêmen mais leve, enquanto cerveja e café provocam um sabor mais forte e amargo. 

Já carnes e peixes deixam o sêmen com gosto amanteigado, enquanto frutas mais ácidas e licores podem deixa-lo com sabor mais adocicado. O leite, por sua vez, contém altos níveis de bactérias e, por isso, pode deixar o sêmen com gosto ruim.

Cinco motivos explicam por que fazemos sexo



Para quem só pensa no prazer, fazer sexo parece ser a opção mais óbvia. Mas do ponto de vista científico, o sexo não se resume apenas a realização de desejos e obtenção de prazer. Segundo matéria publicada pela Revista Galileu, para a ciência, gemidos, beijos e até o formato dos seios de uma mulher são ferramentas que permitiram a evolução da raça humana. A seguir você confere cinco motivos encontrados pela ciência para explicar por que o sexo ajuda a continuar a espécie – de uma maneira além da óbvia: 

1. Beijos funcionam como proteção contra vírus 

Você já parou para pensar por que os humanos se beijam? Segundo uma pesquisa feita na Universidade de Leeds, mulheres passaram a beijar para se expor aos vírus da família do herpes. 

Se a mulher desenvolve essa doença enquanto está grávida, pode perder o bebê. Mas, se for exposta ao vírus em pequenas doses nos meses que antecedem sua gravidez, ela não irá contrair uma grande infecção. Então, beijar funciona quase como uma vacina. 

2. Seios maiores compensam rostos achatados 

A fêmea humana é a única do reino animal que não tem seios "evidentes" apenas quando está amamentando. Já as outras mamíferas têm os seios aparentes só quando estão em período de lactação. Qual a explicação científica? É que os outros bichos têm a mandíbula mais "para a frente" do que o resto da face, ao contrário dos humanos. Logo, se o seio não fosse mais "avantajado", os bebês não conseguiriam se alimentar. 

3. Gemidos são um convite ao sexo grupal 

Segundo a ciência, os gemidos de uma mulher durante o sexo não tem nada a ver com o orgasmo. Ao analisarem bonobos (um tipo de chimpanzé), cientistas perceberam que as fêmeas também gritam e produzem ruídos enquanto fazem sexo – mas que esses barulhos servem apenas para chamar a atenção de outros machos que possam estar ouvindo. Como esses primatas são um de nossos parentes mais próximos do reino animal, os pesquisadores acreditam que a comparação é válida. 

4. Sexo combate doenças 

O sexo é complicado – demanda tempo, dinheiro e é fonte de várias preocupações. Além disso, há formas muito mais simples de se reproduzir. Estrelas-vivas, por exemplo, perdem um "braço" que logo vira outra estrela viva. Então, sem questionar o prazer proporcionado pelo sexo, por que nos reproduzimos desta forma? 

Segundo a ciência, quando o óvulo e o espermatozóide se encontram, o material genético dos pais do futuro bebê se mistura, fazendo com que a criança tenha maiores defesas contra doenças. Animais que não têm um mecanismo parecido não apresentam diversidade genética, o que os torna alvos mais fáceis para vírus e bactérias. 

5. O orgasmo feminino é um acidente 

O orgasmo masculino faz sentido – ele causa a ejaculação, necessária para que o espermatozóide chegue ao óvulo e ocorra a fecundação. Mas por que mulheres tem orgasmos se elas não precisam deles para se reproduzir? 

Primeiro é importante lembrar que existem dois tipos de orgasmo feminino: o clitoriano e o vaginal. E o clitoriano é o mais comum, responsável por cerca de 80% dos orgasmos delas. Mas se o prazer feminino não é necessário para a procriação, por que as mulheres têm clitóris? 

Segundo pesquisadores, o clitóris existe pelo mesmo motivo que os mamilos aparecem nos homens: "sobras" evolutivas. Antes que o sexo do feto seja desenvolvido ainda dentro do útero, os bebês formam as mesmas estruturas, principalmente os nervos. Depois de um certo tempo, as mudanças que definem o sexo do bebê começam e o desenvolvimento ou dos seios ou do pênis é interrompido. 

Simplificando, o clitóris seria um pênis que não se desenvolveu, mas que tem terminações nervosas que, como o órgão masculino, podem causar prazer e são programadas para fazer o indivíduo chegar ao orgasmo. (Fonte: Revista Galileu)

“Estou usando o menor tapa-sexo da história do Carnaval”, garante a Mulher Pêra

Suellen Rocha, mais conhecida como a Mulher Pêra, foi um dos destaques da escola de samba Águias de Ouro, na madrugada deste domingo (19).

A beldade desfilou pela agremiação que homenageou a Tropicália usando uma fantasia chamada Borboleta da Liberdade.

A fantasia era baseada apenas em pintura corporal. A mulher-fruta comemorou o fato.
- Eu estou usando o menor tapa-sexo da história do Carnaval! E essa é a minha primeira vez na Águias de Ouro.

Suellen passou pela avenida ao lado de figurões da música popular brasileira – como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e Ângela Maria. Questionada pela reportagem sobre qual seria a sua relação com a o movimento da Tropicália, Suellen não teve muita certeza da resposta.

Depois de pensar um pouquinho, ela soltou sua conclusão.

- Eu acho que tem tudo a ver com os meus pais.

Até a manhã de domingo (19), passam pelo sambódromo do Anhembi a segunda metade das escolas de samba do grupo especial de São Paulo. O resultado do Carnaval paulistano desse ano será divulgado na manhã de terça-feira (21).

Sexo no carro vai ter parque especial em Nápoles

"Love Park", próximo da cidade de Nápoles, em Itália


Um parque de estacionamento destinado à prática de sexo dentro dos veículos vai ser criado no distrito de Barra, próximo da cidade de Nápoles, em Itália. Será conhecido por "Love Park" e será um local seguro para fazer amor, como assegurou a edil local, Anna Cozino.






O "parque do amor" será um local de estacionamento pago e vigiado, destinado àqueles que procuram um local seguro para a prática sexual dentro do veículo. A criação do novo espaço já foi aprovada pelo distrito de Barra, uma localidade com 120 mil habitantes.



"Aos fins-de-semana, vêem-se os jovens a fazer amor nas motas e nos carros estacionados na cidade, tapados com jornais, imersos na degradação, sem iluminação, nos bairros mais pobres e sujeitos a actos de violência,roubos, lesões, violações e, inclusive, a morte", referiu Anna Cozino.



Assim, no "Love Park" poderão contar com vigilância e, também, privacidade, já que os carros ficarão separados dos restantes por painéis divisórios. Além disso, os utentes poderão contar com a distribuição de preservativos.



O projecto conheceu as críticas dos opositores políticos de Anna Cozino, por considerarem que se trata de uma forma de incitar ao sexo e por haver situações graves a tratar na região.



"Penso que entre a emergência em que vive o nosso território, gastar ainda que seja apenas um euro para a construção do parque do amor é uma bofetada para os que vivem nas zonas baixas que se inundam de água cada vez que chove e para os que não têm trabalho e não sabem como chegar ao fim do mês", referiu Massimo Morga, conselheiro do distrito de Barra.

Portugueses fazem sexo acima da média

Um estudo internacional revela que a maioria dos portugueses diz fazer sexo pelo menos duas vezes por semana, números acima da média mundial.

Dos 1001 portugueses inquiridos no Inquérito Global sobre Disfunção Eréctil, 54 por cento admite praticar sexo no mínimo duas vezes por semana.

O estudo, citado pelo Expresso, mostra alguns dados curiosos. Para 74 por cento das pessoas que responderam ao inquérito, sábado é o dia preferido para fazer sexo, enquanto a segunda-feira é dia que menos apetecível para ter relações sexuais.

As hipóteses de consumar o ato aumentam a partir das 22 horas, para 29 por cento dos inquiridos, e 30 por cento defende que no verão...sabe melhor.

As desculpas

A estatística final mostra que 40 por cento desconfia que o parceiro usa desculpas para não ter relações. Os homens suspeitam duas vezes mais (52%) do que as mulheres (25%).

Mas o inquérito não se ficou pelas suspeitas, procurou mesmo saber quem usa mais desculpas. De facto, um terço admitiu usar desculpas para evitar relações sexuais, sendo a razão mais frequente o cansaço e a fadiga. Quase metade (44%) das mulheres assume usar desculpas enquanto entre os homens apenas um quarto apresenta justificações. À cabeça surgem como desculpas mais usuais o cansaço e fadiga (83%), seguida das dores de cabeça (24%).

Dos 1001 portugueses 60 por cento eram homens e 40 por cento mulheres. Os resultados foram revelados esta terça-feira, Dia Europeu da Saúde Sexual.

Calculadora sexual


"Se você já dormiu com mais de 20,
perdeu a chance de encontrar o amor da sua vida"
“Prefiro carne bem passada”, me escreve uma amiga sobre suas preferências sexuais e as aventuras anteriores do namorado (ex-garanhão inveterado). “Mas confesso que me incomoda saber que ele transou tanto assim”. Pergunto a ela se, em vez desse cara incrível na cama, preferia um rapaz semi-virgem. Desses que procurariam o clitóris dela na região entre o joelho e o calcanhar. E concluo: se tivesse de escolher entre um homem que invadiu mais de cem latifúndios e outro que conhece apenas um território… ficaria com o desbravador. Assim, sem dúvida.

Mas desconfio que os homens não pensam como eu. Na hora de escolher que mulher querem ao seu lado, preferem um currículo zerado à vasta experiência. Mais de um amigo já me contou ter perdido a ereção e o rebolado diante de uma moça mais desinibida. Você, querido leitor, como reagiria se descobrisse que a sua ficante já transou com um número maior de pessoas que você? Qual o limite para assumi-la como namorada? Dois, dez, vinte?

Na semana passada, a FOX lançou em dvd o filme “What’s Your Number?” (em tradução livre, “Qual Seu Número?”). A comédia traz a atriz Anna Ferris no papel de Ally, uma garota inteligente, moderna e divertida que vive uma fase de desencanto – não tem o emprego, o amor ou a vida com que sempre sonhou. Até que ela lê um artigo de revista com o alerta: “pessoas que já transaram com mais de 20 perderam a chance de encontrar o amor verdadeiro”. Ally faz as próprias contas e chega ao número 19.

Não assisti o longa-metragem, mas fiquei bastante interessada por uma pesquisa realizada pela FOX durante a produção dele. Mil pessoas foram entrevistadas, em 23 países, sobre o assunto. A média mundial é de 12 parceiros sexuais: os homens declararam ter feito sexo com 15 pessoas e as mulheres, com 8. As dinamarquesas se mostraram as mais experientes, tendo dormido, em média, com 16. E os homens brasileiros (adivinhem!) responderam que já transaram com 27. Como a grande maioria deles adora contar vantagem, olho com certa descrença para esses números. E lanço um desafio: sem mentir nem arredondar para cima, você me diria com quantas pessoas já transou?

Pare de procurar o ponto G

Se em 60 anos de estudos nem os cientistas o encontraram, por que você ainda está pensando nisso?
Desde 1950, quando o médico alemão Ernst Gräfenberg descreveu o ponto G pela primeira vez, cientistas, médicos e mulheres tentam encontrar esta área da vagina que, uma vez estimulada, seria responsável por altos níveis de excitação sexual e levaria ao orgasmo com facilidade.

Um grupo de pesquisa da Universidade de Yale, nos EUA, liderado pelo urologista Amichai Kilchevisky, se propôs a analisar artigos científicos publicados entre 1950 e 2011 em busca de evidências do ponto G. Revisaram então todos os estudos que destacassem algum dos seguintes termos: "ponto G", "ponto de Gräfenberg", "inervação vaginal", "orgasmo feminino", "zona erógena feminina" e "ejaculação feminina". A conclusão não poderia ser mais clara: após 60 anos de estudos, ainda não há evidências científicas sobre a existência do ponto G. "Anatomicamente ele não existe. A gente faz cirurgias, dissecções, e esse ponto não existe", afirma a ginecologista e terapeuta sexual Junia Dias de Lima.

Apesar disso, pesquisas indicam que a maioria das mulheres acredita no ponto G, mesmo as que nunca conseguiram localizar a tal área mágica em suas próprias vaginas. "Algumas mulheres vêem no ponto G uma espécie de tábua de salvação. Quando não conseguem ter prazer com seus parceiros, querem uma justificativa biológica, querem saber como achar o ponto G. Mas o sexo não é apenas biológico, é biopsicossocial. Costumo dizer que o ponto G está entre os ouvidos da mulher, fica no cérebro", diz o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Júnior, professor e médico do ambulatório de sexologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A busca pelo ponto G, em vez de resultar em prazer, pode causar frustração. "A mulher passa a achar que ela é a errada e diferente das demais. As pessoas são exibicionistas, gostam de falar que têm muitos orgasmos, mas não falam de seus problemas sexuais. Falamos de problemas de saúde diversos, dizer 'tenho enxaqueca' é até chique, mas dos problemas sexuais ninguém fala abertamente. A mulher que não consegue sentir prazer se sente muito frustrada", explica Junia.

Mas se o ponto G não existe e o caminho do prazer não é apenas biológico, o que a mulher deve fazer para ter relações sexuais gostosas e alcançar o orgasmo?

"Tem uma questão filosófica: as mulheres têm que entender que não devem tentar alcançar o orgasmo para agradar o homem. O prazer é individual, o outro não sente as suas sensações. Então a busca do prazer é para ela, não para o outro", diz Junia. "Cada pessoa tem um mapa erógeno, as áreas em que sente mais prazer, mas muita gente não sabe explorar sua individualidade", completa.

A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto Ambsex, afirma que o autoconhecimento e a masturbação são bons aliados. "A mulher precisa conhecer seu corpo, se tocar, fantasiar, ter um tempo só para ela, para descobrir as sensações que pode ter", explica Carla. "É muito eficiente estimular o clitóris, seja por fora da vagina, onde ele fica visível, ou por dentro, em direção à sua base".

E o parceiro, como fica nesta busca pelo prazer? "A mulher deve procurar uma boa pessoa para se relacionar – um homem, outra mulher, como preferir. Deve ser um companheiro interessante e interessado", diz Mendes Júnior. "O outro não deve cobrar, questionar se a mulher gozou ou não gozou. Isso gera ansiedade. O parceiro precisa ajudar a mulher a relaxar e se entregar ao sexo", aconselha Carla. "O sexo tem que ser bom para os dois. Tanto o homem como a mulher devem aceitar o outro como é, compartilhar e buscar juntos os caminhos do prazer", encerra Junia.

Feira do sexo está "mais didática" e quer ser terapia face à crise

A quinta edição do Eros Porto abriu hoje as portas do pavilhão multiusos de Gondomar a um público que, ainda escasso ao longo da tarde, deu de caras com uma edição mais educativa perante o sexo.

Em termos de conteúdos, o festival erótico "até tem crescido", disse à Lusa Júlio Simón, da organização, sobretudo porque acabou por ser "o único evento deste género em Portugal este ano", pelo que "todas as energias que há entre o Porto, Lisboa e Portimão concentraram-se em 2012 em Gondomar".

Mas esta edição prima sobretudo pelo seu cariz "didático" que proporciona verdadeiras aulas práticas de educação sexual no 'stand' da Escola de Sexo, uma empresa espanhola que demonstra vários "truques", segundo Júlio Simón, para uma maior "contenção e controlo durante o sexo", assim como para "coincidir com o parceiro ou parceira, ou simplesmente ter um prazer maior."

"Queremos que se veja esta coisa e não só que a expliquem", prosseguiu o organizador, para concluir que "uma imagem vale mesmo mais que mil palavras", pelo que "o público poderá sair do evento a saber mais uma ou duas coisas sobre a sua sexualidade que desconhecia ao entrar".

"O que fazemos é ensinar um pouco como se roda um filme, mas também posturas sexuais, sexo oral, um pouco de tudo e para toda a gente", explicou Raquel Abril, representante da "Escola de Sexo", para quem "o erotismo ajuda pelo menos a viver a crise de outra maneira, com mais tranquilidade - o sexo sempre relaxa".

Apesar de admitir que a indústria do sexo teve também que se adaptar aos tempos, Esmeralda Rose, prestes a regressar a mais uma sessão de 'strip-tease', garante à Lusa que sobrevive "bastante bem".

A atriz e bailarina exótica espanhola tem que afastar-se um ou dois passos para que o seu peito não atinja o microfone durante a entrevista, mas consegue explicar à Lusa que "desde que deixaram de fazer vídeos para DVD como faziam, agora que toda a gente tem internet, as 'webcams' acabaram por se transformar num recurso muito importante para as atrizes pornográficas".

"As pessoas podem interagir connosco, pedir que façamos coisas, tudo sem sair de casa, incluindo nós", concluiu, para voltar a contorcer-se no varão. "Comecei nesta indústria há cerca de ano e meio e desde então nunca mais parei, entre festivais, espetáculos, tem sido tudo perfeito, na verdade", conta à Lusa Carolina Abril, enquanto ajeita a pequena 'lingerie' em que passeia pelo recinto. "Devo ter uma estrela que me segue, porque não me tocou em nada a crise, menos mal", conclui.

Também para a porta-voz do evento, Erica Fontes, "o sexo não tem crise", até porque o seu objetivo será fazer "com que as pessoas a esqueçam", algo que Júlio Simón corrobora ao considerar que "o papel da indústria do sexo e do erotismo é fundamental em tempos de crise, não porque vá solucionar algo, porque não vai, mas para o bem-estar psicológico das pessoas".

Esmeralda Rose, ainda a debater-se com o tamanho do próprio peito, confirma: "o sexo nunca está em crise. E nunca deveria estar. É certo que a falta de recursos económicos fazem com que as pessoas consumam menos, mas o sexo vai vender sempre."

O Eros Porto prossegue até dia 12 de fevereiro com mais de 700 espetáculos previstos, divididos por dez palcos.

Lusa