Empresa de fiscalização procura candidato para fazer sexo

A ideia é simples e realmente inovadora. O escolhido terá de se descolar a inúmeras casas de alterne, ter relações sexuais com as prostitutas, e fazer um relatório no final. O objetivo passar por fechar as portas ao negócio ilegal do sexo.
Trata-se provavelmente de um dos mais insólitos anúncios de emprego desde que as pessoas trabalham, ou seja, desde sempre. Uma companhia australiana, sediada em Nova Gales do Sul, o estado daquele país com maior densidade populacional, anda à procura de uma pessoa para um cargo específico, muito específico, e estranho, no mínimo.

O sortudo (ou não) que conseguir o lugar, fará trabalho de fiscal, mas não será daqueles que inspeciona as contas das empresas, nada disso. Ser homem, é requisito principal.

O trabalho é visitar várias casas de alterne, ter relações sexuais com as prostitutas, e no final apresentar o relatório. A Lyonswood, a empresa de investigação privada que está à procura da pessoa certa, tratará depois de fechar a casa, em colaboração com as autoridades australianas, isto claro se a mesma estiver a funcionar de forma ilegal.

O salário não é referido, para já, mas a companhia do país dos cangurus informa ainda que, além das fiscalizações nas casas de alterne, o candidato deverá estar também apto para outras funções, também nos mesmos locais, como a higiene de funcionárias e clientes dentro da casa, por exemplo.

Cientistas descobrem o lado negro do amor

O amor machuca… outras pessoas, não apenas os parceiros românticos ou os amantes não correspondidos. Um novo estudo sugere que o amor também pode machucar terceiros que não estão envolvidos em um relacionamento.

Na pesquisa, pessoas que foram preparadas para pensar no quão loucamente elas são apaixonadas pelos seus parceiros desvalorizaram outros membros atraentes do próprio sexo, e são foram mais agressivas em relação a eles, em comparação com as pessoas que foram estimuladas a refletir sobre o sexo com outros significados.

“O amor é sem dúvida a mais positiva de todas as emoções humanas, mas também vem com um lado negro”, disse o pesquisador do estudo Jon Maner, psicólogo da Universidade Estadual da Flórida.

Em três estudos que envolveram 130 pessoas em relacionamentos longos, Maner e seus colegas descobriram que, para proteger seu próprio compromisso com o parceiro, as pessoas atacam possíveis ameaças – representadas por pessoas atraentes.

No primeiro estudo, pesquisadores pediram que estudantes em relacionamentos longos escrevessem sobre um tempo em que eles sentiram um intenso amor por seu parceiro ou um momento em que sentiram desejo sexual intenso por alguma pessoa. Em seguida, os estudantes olharam fotos de homens ou mulheres atraentes ou não. Eles tiveram que classificar o apelo do personagem, pergunta feita para avaliar os sentimentos dos participantes sobre o verdadeiro alvo do estudo – as imagens dos homens e mulheres.

Os estudantes também preencheram questionários sobre os seus níveis básicos de ciúme, respondendo perguntas como: “Qual é a probabilidade de você fazer uma visita surpresa ao seu namorado para descobrir quem está com ele?”

Os resultados mostraram que tanto os tipos ciumentos quanto os mais descontraídos avaliaram os personagens como igualmente atraentes quando pensavam no desejo sexual intenso pelo parceiro. Mas quando eles pensavam sobre o amor intenso que sentiam pelo parceiro, o tipo ciumento de repente se tornou muito mais negativo sobre outras pessoas atraentes, classificando-as como muito menos sedutoras.

Em um segundo estudo, as pessoas em relacionamentos de longo prazo refletiram sobre o seu amor ou desejo sexual por seus parceiros românticos. Mas desta vez, os participantes foram informados que iam jogar um jogo de computador com um outro participante do estudo em outra sala. Quem perdesse o jogo seria atingido com ruídos dolorosos, mas não prejudiciais, através de fones de ouvido. O vencedor teria que escolher quanto tempo e quão alto esses sons seriam.

Os pesquisadores então mostraram as fotos dos supostos parceiros de jogo dos participantes, que sempre eram atraentes e do mesmo sexo que a pessoa que participaria do experimento. Mais uma vez, pessoas ciumentas que foram lembradas de seu amor pelo seu companheiro amoroso trataram os adversários de jogo duramente, desejando explodir os seus tímpanos com passagens mais altas e mais longas de ruído.

Em um terceiro estudo, estudantes foram informados que os pesquisadores precisavam de sua ajuda para avaliar pessoas em um novo site de encontros, somente com pessoas de suas universidades. Em seguida, eles viram uma séria de perfis de pessoas “atraentes, interessantes, extrovertidas, divertidas, carinhosas” do mesmo sexo.

Estas fotos foram projetadas para serem as mais ameaçadoras possíveis. Afinal, as pessoas não só eram muito atraentes e interessantes, mas estavam à espreita de um companheiro e estudavam na mesma universidade que elas.

Desta vez, os estudantes que foram lembrados de seu amor criticaram pesadamente as pessoas cadastradas no site, as classificando como pouco atraentes, antipáticas e outros adjetivos insultuosos. Os resultados se mantiveram independentemente dos níveis de ciúme.

As pessoas apaixonadas podem colocar pessoas sedutoras em um patamar inferior. No estudo, quanto mais amor uma pessoa sentia por seu parceiro, mais negativamente ela tendia a julgar outros membros atraentes do mesmo sexo.

Mesmo quando as pessoas não eram lembradas de seu amor pelo parceiro, elas julgavam as outras de maneira negativa, sugerindo que o sentimento de ameaça provocado pelo lado negro do amor é realmente muito forte.

Os pesquisadores afirmam que pode não haver grandes diferenças entre pessoas muito ou pouco ciumentas. O que importa é o nível de ameaça. Em última análise, eles concluíram que o amor pode funcionar com um serviço de proteção das relações, para mantê-las por muito tempo.

Conversar depois é tão importante quanto o sexo

Conversar depois é tão importante quanto o sexo
Psicólogos de uma universidade na Pensilvânia, nos EUA, garantem que um relacionamento saudável não consiste apenas de sexo. Homens que caem no sono ou saem da cama logo após o ato sexual tendem a deixar suas companheiras mais inseguras e emocionalmente abandonadas do que estariam se nem tivessem feito sexo.

A importância da conversa pós-ato sexual, segundo os pesquisadores, está ligada a questões de segurança conjugal: 456 pessoas heterossexuais foram consultadas, e as mais carentes de afeição eram justamente aquelas cujo parceiro era de poucas palavras logo após a interação carnal.

Segundo os psicólogos, os homens tendem a dormir antes para evitar diálogos sobre comprometimento na relação. As mulheres, automaticamente, se sentem oprimidas quando isso acontece. É importante, de acordo com os especialistas, que o homem e a mulher fortaleçam seus laços amorosos com palavras, para dizer a si mesmos que seus relacionamentos são mais profundos do que o simples ato sexual.

Sexo casual: mulheres também gostam

A velha ideia de que as mulheres não gostam de sexo casual cada vez mais pede força. Muitas pesquisas sobre a sexualidade feminina revelam que o comportamento sexual de homens e mulheres está se aproximando.

De acordo com um artigo publicado na revista americana "Archives os Sexual Behavior", no que diz respeito a sexo, tanto homens como mulheres buscam incondicionalmente o prazer e a satisfação pessoal.

O que ainda acontece é que a probabilidade de uma mulher se satisfazer com uma relação casual ainda é menor que a do homem. Isto se deve ao fato de que as mulheres ainda se vêem um pouco atreladas a costumes e tradições nas quais elas só deveriam procurar parceiros que oferecessem estabilidade, segurança e uma vida calma para que elas pudessem criar os filhos.

A cultura do prazer toma corpo

Ao que tudo indica, a cultura do prazer aumenta a cada dia. Consciente ou inconscientemente, a liberdade para que os desejos sexuais sejam realizados cresce e se materializa.

A pesquisa revela também que a mulher é mais receptiva ao sexo casual quando está numa situação em que se sente longe de possíveis riscos e sem medo.

Peluda, peludinha ou careca. Como os pelos influenciam o sexo?

Em tempos de semanas de moda pelo mundo, nada mais justo do que falar sobre tendências, certo? Mas é claro que, por aqui, as tendências tem tudo a ver com sexo!

O Instituto Kinsey para Estudos sobre Sexo, Gênero e Reprodução, dos EUA, em parceria com a Universidade de Indiana, também na "América", realizou um estudo bem interessante sobre a influência brasileira sobre as mulheres americanas. Mais especificamente sobre a depilação de suas vaginas.

Os estudiosos — bem espertinhos na escolha do tema, né? — falaram com 2.451 mulheres sobre seus hábitos de depilação. E se você acha que a "depilação brasileira" é o sucesso do momento, está muito enganada!

Na tipo de procedimento que nossas depiladoras levaram aos EUA, um pouquinho de pelo é deixado na parte que o biquíni cobre, certo? Pois é, agora a onda é tirar tudo, não deixar nada. Ficar peladinha mesmo.

E olha só, entre 18 a 24 anos, 87,7% das entrevistadas tira tudo ou quase tudo. Foi constatado que essas mesmas mulheres tiveram maior probabilidade de observar seu próprio corpo por conta da técnica. E ainda são as que se dizem mais contentes com a vida sexual. E isso não fica apenas com as héteros, 86% das bissexuais e 74% das lésbicas fazem a mesma coisa!

A pesquisa ainda traça uma relação direta entre depilação e sexo oral. Das totalmente depiladas, 81,6% dizem ter recebido sexo oral nas quatro semanas anteriores à pesquisa, seguido por 70,8% das que deixaram apenas uma faixinha de pelos.

No Brasil a moda também pegou. Em conversa com as amigas, leitura de revistas e sites femininos, vemos que as opções são diversas. Desde tirar tudo até fazer um desenho engraçadinho, colocar glitter e até tingir os pelos.


Moldes de depilação artística

Mas o que isso tem a ver com a qualidade do sexo? Dizem que a mulher se sente mais segura sem os pelos, que sente-se mais limpa e cheirosa. Alguns médicos acham prejudicial esse tipo de depilação e alegam que o pelo é uma proteção da mulher. Outros acreditam que, com o advento dos sabonetes íntimos, não há mais problema, desde que a higiene seja feita cuidadosamente, segundo uma reportagem do jornal Folha de São Paulo.

Há ainda uma discussão de que a depilação total deixa a vagina da mulher parecida com a de uma garotinha. É, isso é bastante nojento, afinal, estamos falando de fantasia sexual ligada a pedofilia. E preferimos, nesse momento, nem aprofundar nesse assunto.

Por aqui, acreditamos que o sexo é uma das realizações pessoais de cada um, que a mulher deve se sentir a vontade e se depilar como tem vontade — e não apenas porque o parceiro prefere de um certo jeito.

Agradar a pessoa com quem você faz sexo fazendo de vez em quando uma depilação diferente, do jeito que ele sonha, pode ser muito legal. Desde que isso não a agrida.

Muitas mulheres não se sentem bem depilando-se completamente — principalmente aquelas acima dos 30 anos, aponta o estudo — e não é necessário se render à moda.

Como todas as tendências, pode ser que em pouco tempo tudo mude e a falta de depilação passe a ser um sucesso. Nunca se sabe. O importante é, com ou sem pelos, que a mulher conheça seu corpo, observe sua genitália, tenha um espelhinho para ver onde não conseguiria. Só assim a mulher conseguirá ter prazer pleno. Conhecendo-se.

Fiz ainda uma pesquisa informal, no Facebook, com alguns amigos e leitores de ambos os sexos, e o resultado foi o seguinte:




A preferência bate com a apontada pelas pesquisas, mas não deixa de mostrar que um bom número não se importa com a existência de pelos.

Se você não gosta de depilação, apare os pelos. Não precisa sofrer com a dor da cera ou a alergia da lâmina, mas também não precisa ser totalmente selvagem — se bem que há muita gente por aí que gosta das coisas ao natural.

Se você gosta de depilação, aproveite a onda. Tire tudo que quiser, mas lembre-se de reforçar a higiene. Na hora de apostar em desenhos divertidos, tome cuidado para que seu parceiro não ache tudo hilário e acabe com o clima.

E lembre-se que pelos não são sujos, não são fedidos, não são um problema. Pelos são parte do nosso corpo e se render a todas as tendências da moda pode nos deixar sem personalidade. E tem coisa mais broxante do que sexo sem personalidade?

A dica final que posso dar, por aqui, é: cuide da sua higiene. Não importa quanto pelo você tem ou qual o tipo de sexo que você curte: uma vagina limpa e cheirosa é o melhor que você pode oferecer. A você mesma!

Cérebro, o grande culpado pelo amor e sexo

Sempre que a gente fala sobre amor ou sexo todo mundo liga isso a sentimentos e esquece de pensar na parte física da coisa. O cérebro é o maior responsável por todos os nossos sentimentos, é ali que impulsos são traduzidos e nos fazem ter essas sensações loucas de frio na barriga, mãos suando ou pernas bambas.

Lendo o blog de Kayt Sukel, a autora do livro "Dirty Minds: How Our Brains Influence Love, Sex, and Relationships" ("Mentes sujas: como nosso cérebro influencia amor, sexo e relaciomentos", em tradução livre e ainda sem versão em português), encontrei alguns mitos desvendados sobre o papel do cérebro na nossa vida amorosa e sentimental.

Achei que vocês fossem gostar. Olha a listinha aí em baixo:
Amor é emoção
Pra começar, vamos acabar com esse mito. Amor não é uma emoção, um sentimento, ele é algo que nos impulsiona, nos direciona a certo comportamento. E isso quem está dizendo não sou eu, mas a cientista Helen Fisher, especializada em evolução.

Para ela, o amor é uma reação que tem uma área específica no cérebro, diferente daquela do sexo ou da que nos liga a pessoas importantes — e pode ser chamada de amor fraternal. O amor romântico, vamos dizer assim, está muito além de existir apenas para a reprodução, ele serve também para fazer com que as pessoas se relacionem entre si.

O impulso que o amor gera nos nossos cérebros pode ser comparado àquele que nos faz beber ou fazer sexo. Pode parecer menos romântico, mas essa é a verdade! Ou você ainda acredita que o coração é onde está o amor e ele tem esse formato ♥?

Homens querem sexo, mulheres querem relacionamentos
Essa é uma daquelas histórias que passam de pai para filho e vão tornando tudo mais complicado do que deveria ser. A diferença do que homens e mulheres querem só existe mesmo nessa lenda.

Cientistas mostram que a área do cérebro usada pelos dois sexos na hora de pensar sobre relacionamentos é a mesma. Sobre sexo também. Não há nenhuma evidência científica que comprove essa diferença. Tudo isso são apenas comportamentos que vão sendo impostos pra gente com o passar dos anos.

Está na nossa mão não seguir esse tipo de caminho que só atrapalha a vida a dois.

Pornografia é coisa de homem
A gente escuta muito por aí que mulheres não se importam com a imagem na hora do sexo, então filmes pornôs não são pra gente. Sabia que não é exatamente assim?

O cérebro do homem e da mulher funcionam da mesma maneira: ao ver pornografia o cérebro dá uma resposta MUITO forte. O neurocientista Thomas James diz que essa resposta é de duas a três vezes mais forte do que para qualquer outro tipo de imagem que já usou.

A diferença é que a pornografia é feita pensando nos homens, mas isso já está mudando. Já existem filmes pornôs feitos por mulheres, pensando em mulheres - vou falar sobre isso em outro post, vocês vão adorar!

Traição, para os homens, é genética
Esse é o tipo de coisa que, quando escuto, tenho dores de estômago misturadas com uma vontade imensa de rir na cara de quem disse a besteira. Se fosse assim, nunca veríamos mulheres traindo. Sabemos que não é assim!

Primeiro de tudo: genes não decidem o que alguém fará. Os genes nos deixam com uma pré-disposição maior a alguns comportamentos, é claro. É como ser filho de alcoólatras, pode ser que você tenha uma inclinação maior à bebida e que suas chances de ter o problema aumentem, mas você consegue controlar seus impulsos.

O cérebro é o responsável por esse controle e está nas mãos de cada um escolher o caminho a seguir. Então, a próxima vez que um cara a trair e explicar dizendo que isso é "coisa de homem" você pode completar com "coisa de homem sem respeito". E pronto, estamos entendidas sobre esse assunto, né?

Viu como até nas coisas mais simples há segredos? Daqui pra frente, chega de achar que as pessoas são assim porque são. Cada um pode até ter suas inclinações, mas quem tem o poder de mudar o rumo das coisas é cada um de nós.

Guru do reality "Project Runway", Tim Gunn diz que não faz sexo há 29 anos

Tim Gunn
O vídeo em que ele faz a declaração foi divulgado pelo site de celebridades E! Online. Gunn, 58 anos, ainda afirmou que, mesmo assim, se sente "perfeitamente feliz e completo".

O guru da moda e estrela do reality show "Project Runway", Tim Gunn, afirmou que não faz sexo há 29 anos. Durante um talk show sobre beleza e saúde, chamado "The Revolution", Tim Gunn revelou: "Eu não faço sexo há 29 anos. Mas eu me sinto diminuído por isso? Não, de jeito nenhum".

O vídeo em que ele faz a declaração foi divulgado pelo site de celebridades E! Online. Gunn, 58 anos, ainda afirmou que, mesmo assim, se sente "perfeitamente feliz e completo".

O consultor de moda, que homoassexual assumido, contou que um ex-namorado fez com que ele não quisesse mais se ter relações sexuais com outras pessoas.

"Eu estava em uma relação muito intensa por vários anos. Até que meu parceiro disse que estava impaciente com a minha performance sexual". Gunn, no entanto, não quer ser taxado como uma pessoa que carrega uma faixa que diz: "Sem sexo". "Eu não sei o que está por vir" declarou.

Apetite sexual masculino é a causa de guerras e outros conflitos humanos

De acordo com cientistas, o apetite sexual masculino é a causa as guerras; ao menos a maioria dos conflitos humanos, dos “hooligans” do futebol até as disputas religiosas.

O instinto “guerreiro” masculino significa que os homens estão programados para serem agressivos contra qualquer um que pareça ser estranho.

Em termos evolucionários, a violência ajudou alguns de nossos antepassados a aumentar seus status e ganhos materiais, mas em termos modernos, esse tipo de comportamento pode levar a conflitos de grande escala.

Em contraste, os pesquisadores afirmam que as mulheres têm uma tendência natural a “compreender e apoiar”, o que implica em tentativas de resolver conflitos de maneira pacífica, para proteger as crianças.

O novo estudo é uma revisão para a hipótese do “homem guerreiro”. Ele tenta mostrar que em todas as culturas, ao longo da história, os homens tiveram mais tendência a usar a violência do que as mulheres.

A atitude “tribal” dos homens teria como finalidade última o aumento das chances de se reproduzir, similar ao comportamento territorial dos chimpanzés.

O novo estudo também examinou evidências que sugerem que o sexo masculino tem um senso maior de identidade de grupo do que o feminino, desenvolvendo laços mais fortes quando confrontados.

Os especialistas dizem que esse tipo de comportamento, contra pessoas de fora, foi importante no passado, “mas pode não ser funcional nos tempos modernos, e até contraprodutivo”.

Algumas vezes, isso resultou em guerras gigantes entre países e impérios, chegando até as lutas constantes entre gangues urbanas e torcedores de futebol.

Mark van Vugt, que liderou o estudo, comenta: “A solução para os conflitos, que são um problema comum em todas as sociedades modernas, continua indefinida. Uma das razões para isso talvez seja a dificuldade em mudar a nossa maneira de pensar, que vem se desenvolvendo por milênios”.

A revisão sugere que a mente humana é formatada de um modo que tende perpetuamente para o conflito contra os ‘diferentes’. “Nós vemos um comportamento similar nos chimpanzés. Por exemplo, os machos ficam monitorando continuamente as fronteiras de seus territórios”, explica. “Se uma fêmea de outro grupo chega perto, ela pode ser persuadida para migrar. Mas se um macho passa muito os limites, ele pode ser brutalmente machucado e até morto”, adiciona.

Uma pesquisa de 2008 mostrou que a evolução da agressividade nos homens é derivada da luta por parceiras e territórios. O estudo mostrou que nossos genes podem ter um impacto significativo em traços como a agressividade, o que significa que no curso de nossa história, os grupos mais agressivos acabaram “selecionados naturalmente”. Por conquistarem mais mulheres e deixarem mais descendentes como sinal de vitória, seus traços genéticos foram passados para frente.

Camas separadas, relacionamento melhor? Fórmula pode melhorar vida sexual, diz terapeuta

Quando duas pessoas moram juntas, a cama costuma ser o lugar da paixão. O quarto é o lugar da intimidade, do sexo e das fantasias a dois. O problema aparece quando, na maioria dos dias, dormir ao lado do namorado se torna um inferno.

Para contornar problemas de sono a dois, como uma insônia turbinada por um parceiro que se mexe muito, alguns casais estão optando por dormir em camas separadas. O resultado, eles dizem, é melhor qualidade de vida e uma melhora significativa na vida sexual.

É o caso do casal inglês Debbie and James Clayden, de 29 anos, que deixaram há pouco de dormir na mesma cama. O motivo foi a incompatibilidade de perfis na hora do sono. Debbie costuma se mexer à noite e James, diagnosticado com um distúrbio, “interpreta” seus sonhos enquanto dorme. Por causa disso era comum que Debbie levasse socos e pontapés, enquanto James sentia-se constamente cansado.

Depois da separação das camas, até o sexo melhorou.

“Para alguns casais, a fórmula das camas separadas pode aumentar o desejo porque lembra os tempos do namoro”, disse ao jornal Daily Mail a terapeuta de relaciomento Denise Knowles. Mais um motivo para adotar a prática, segundo Denise, é evitar confrontos. “Muitos casais começam a falar de seus problemas na hora de dormir, o que pode provocar brigas”, afirma Denise. Além disso, tirar o sexo de dentro do quarto pode ser muito excitante.

Adormecer depois do sexo mostra que a pessoa está apaixonada, diz estudo

Um estudo da Universidade de Michigan e da Faculdade Albright, na Pensilvânia, constatou que dormir logo após o sexo é sinal de que você e seu parceiro estão verdadeiramente apaixonados.

O estudo foi publicado no Jornal de Psicologia Social, Evolutiva e Cultural, (http://shell.newpaltz.edu/jsec/?cat=27) nos Estados Unidos. Segundo o site do Daily Mail, a equipe avaliou 456 pessoas que comentaram de forma anônima uma pesquisa online sobre experiências e desejos com o parceiro depois do sexo.

De acordo com o pesquisador Daniel Kruger, principal autor de estudo, quanto maior a tendência de os parceiros adormecerem, mais forte o desejo de união.

Os participantes indicavam ainda “quem adormece depois do sexo?” e “quem adormece primeiro quando vão para a cama, não depois do sexo?”.

O estudo também analisou quem era mais provável - homens ou mulheres - de cair no sono primeiro. Os homens relataram que suas parceiras eram mais propensas a cair no sono em primeiro lugar quando iam para a cama sem haver relação sexual. No entanto não houve diferença entre os sexos nos relatórios de início de sono depois de ter relação sexual.

"Talvez os homens fiquem acordado mais como um artefato de guarda de seu companheiro - certificando-se de que a mulher não vai deixá-lo para outro parceiro", diz o co-autor Susan Hughes, professor associado de psicologia na Faculdade Albrightem. "Homens também podem ficar acordado mais tempo em uma tentativa de seduzir sua parceira a ter relações sexuais”, destaca.

De acordo com o estudo, apesar da extensa literatura sobre estratégias reprodutivas humanas, as pesquisas sobre o comportamento pós-coito são poucas. O intervalo de tempo do pós-coito pode ser particularmente importante para estabelecer a ligação e o compromisso do relacionamento.

Marta Crawford: “Vão precisar de mais afrodisíacos”

Marta Crawford
No seu tempo não se falava de sexo como hoje ela fala. E quem lhe dera que tivesse sido diferente. Mas porquê tantos tabus se “o público é mais afoito a ouvir falar de sexo do que a ir ao teatro”?

Psicóloga e sexóloga, mãe de dois filhos, poderia ter sido actriz. Mas a verdade é que se tornou conhecida do grande público quando apresentou, na televisão, o programa ‘AB... Sexo’. Na rua passaram a fazer-lhe perguntas sobre o tema. Defende acerrimamente que "sexo é mais do que uma relação entre pénis e vagina".

Pergunta a sexóloga: "Haverá ainda estações [de televisão] que queiram ter programas sobre sexualidade?". É que Marta Crawford tem ideias para voltar a pôr os portugueses a falar de sexo como se estivessem a falar dos golos da selecção nacional (umas vezes felizes e outras não).

Nos seus livros, como ‘Sexo sem Tabus’ e ‘Viver o Sexo com Prazer, um guia da sexualidade feminina’, fala de tudo, com detalhes e até desenhos. Na televisão – em programas como o ‘Aqui Há Sexo’, na TVI 24 – ficou também conhecida por usar palavras como fellatio, cunnilingus ou sexo anal.

Será que volta à televisão?

A resposta escolhida surge a sublinhado
- Gostaria de conhecer a vida sexual de qual das seguintes figuras?
a) Dominique Strauss-Kahn, ex-director-geral do Fundo Monetário Internacional
b) Henrique Sotero, conhecido por ‘violador de Telheiras’
c) José Pedro Guedes, que disse ser o ‘estripador de Lisboa’
- Pela sua experiência, que liberdade sexual ainda falta aos portugueses?
a) Vibradores e outros objectos de prazer
b) Inspiração no ‘Kamasutra’ ou em filmes pornográficos
c) Falar de sexo como dos golos da selecção nacional
- Olha para trás e lembra-se das coisas que fez. O que gostava que tivesse sido diferente?
a) Que na minha adolescência eu soubesse falar de sexo como hoje
b) A minha primeira vez
c) O meu primeiro namorado
- Na relação com a sua mãe, como falavam da sua sexualidade?
a) Escondi muita coisa da minha mãe
b) No meu tempo não se falava de sexo como hoje
c) Eu e a minha mãe falávamos de sexo sem complexos
- Actualmente, o que é mais difícil para si?
a) Fazer contas aos gastos do dia-a-dia
b) Procurar a ajuda de um psicólogo
c) Ser reconhecida com fama
d) Outra hipótese: deixar de roer as unhas
- Durante o seu casamento, quem procurou para lhe dar conselhos nos momentos de crise?
a) Com os/as amigos/as sempre falei de tudo
b) Nos livros encontro solução para todos os problemas
c) Já fiz terapia
- A sua primeira paixão foi pelo Teatro. Chegou a actuar nos palcos da Barraca. Que acha disso hoje?
a) O público é mais afoito a ouvir falar de sexo do que a ir ao teatro
b) Foi no teatro que me desinibi
c) Eu numa telenovela faria hoje de sexóloga – aproveitava para ajudar muita gente
- Que programa gostaria de fazer na TV?
a) Uma escola de sexo
b) Um reality show muito quente
c) Um talk show com entrevistas a famosos sobre sexologia
d) Outra hipótese: um dos programas que criei e que estão à espera de ir para o ar numa das estações portuguesas. Haverá ainda estações que queiram ter programas sobre sexualidade? Afinal, o sexo continua a ser a palavra mais procurada na internet e nos meios de comunicação social
- Que solução daria a uma mulher, conservadora, sem marido ou namorado, que quer muito ser mãe?
a) Um relacionamento casual com um amigo
b) Recorrer a um banco de esperma
c) Se não encontrar a pessoa certa, fazer voluntariado numa instituição de solidariedade social com crianças
- Face aos tabus dos portugueses nas questões relacionadas com sexo, qual é a explicação que mais vezes dá?
a) Sexo é mais do que uma relação entre pénis e vagina
b) Também se faz sexo na terceira idade
c) As mulheres não precisam de fingir o orgasmo
- Peço-lhe para fazer futurologia. O que acha que vai acontecer em 2012 perante a crise que se vive?
a) Este será o ano do baby-boom
b) Os portugueses vão precisar de mais afrodisíacos do que nunca
c) Prevejo o fim de muitos casamentos

6 ótimas coisas que o sexo pode fazer por você

Uma vida sexualmente ativa pode trazer
muitos benefícios para a saúde
Descubra 6 benefícios que o sexo traz além de todos aqueles conhecidos por todos.

O que as pessoas sabem sobre o sexo é aquela história de sempre: “serve para se reproduzir e os seres humanos são os únicos que praticam com outras finalidades além dessa”. Mas existe uma série de outras coisas que o sexo pode fazer por você e que você, provavelmente, não sabia.

Veja uma lista com 6 coisas que o sexo pode fazer por você:

1. Reduzir a ansiedade

Um estudo publicado no jornal PLoS ONE mostrou que a atividade sexual pode ser útil para reduzir a ansiedade em roedores e humanos. O estudo comparou o comportamento de ratos sexualmente ativos com o de ratos que estavam proibidos de se relacionar sexualmente. A conclusão do estudo foi que o sexo protege o cérebro dos ratos dos efeitos negativos dos hormônios de stress.

2. Te fazer feliz

Não é nenhuma grande surpresa, mas sexo e felicidade andam lado a lado. Um estudo publicado em 2004 no jornal The American Economic Review entrevistou 900 mulheres e a conclusão foi que as “relações íntimas” estavam no topo dos motivos de felicidade. Outro estudo, publicado pelo National Bureau of Economic apontou que as pessoas mais felizes são aquelas que têm vida sexual mais ativa.

3. Aumentar a imunidade

Sexo praticado de forma regular pode melhorar o sistema imunológico. Estudo realizado pela Eastern Psychological Association apontou que as pessoas que praticam mais sexo têm o sistema imunológico mais protegido. Isso acontece porque ao fazer sexo você fica exposto às bactérias de outras pessoas, o que aumenta os seus anticorpos. Mas não fique muito animado. De acordo com o mesmo estudo, as pessoas que fazem sexo demais têm a mesma quantidade de anticorpos do que os que não fazem sexo.

4. Aliviar a dor

Orgasmos não trazem apenas uma sensação boa, eles aliviam a dor. Uma pesquisa conduzida na Rutger University, nos Estados Unidos, apontou que as mulheres apresentam maior tolerância a dor durante o sexo. Agora os cientistas tentam isolar o componente químico que causa a resposta cerebral imune a dor.

5. Diminui as mudanças de humor

Uma vida sexual regular ajuda a diminuir as mudanças de humor e preocupações. Essas características tendem a transformar a vida das pessoas em um problema, mas a prática do sexo afasta as preocupações e neuroses, além de satisfazer e relaxar.

6. Reduz o risco de câncer de próstata

Ejacular pode reduzir o risco de câncer de próstata. Estudo publicado no Journal of the American Medical Association concluiu que os homens que têm uma vida sexual ativa apresentam menos chances de câncer de próstata do que os fazem sexo poucas vezes ao mês.

“SEXO É UMA COISA QUE TODO MUNDO TEM”

Na última parte da entrevista, o poeta explica como surgiu seu interesse pela literatura erótica e clareia vários aspectos relacionados a essa produção ao longo da história.

Cantata Sáfica é o segundo volume de uma trilogia iniciada com A Comédia de Eros. O último volume já está em gestação?

Marcos de Farias Costa. Não. Tenho poucos poemas, mas já tenho uma temática definida. Costumo dizer que o primeiro livro seria o paraíso, Cantata seria o purgatório – e não quero com isso me comparar a Dante, Deus me livre! – e o terceiro será A Carne Hedionda, uma espécie de nomenclatura das perversões teratológicas humanas, mas tratada não como se fosse por um psiquiatra ou um delegado, e sim por meio da poesia, da metáfora, do mundo lúdico e onírico. Aí fecha o ciclo e eu vou cuidar da minha vida e de outras coisas.

Como o interesse por esse universo começou? Quando você viu que a temática sensual lhe falava de uma forma peculiar?

É difícil dizer assim o dia exato. É um processo lento que a gente nem sabe onde vai dar. Sempre li muita literatura, e tive uma época em que me dediquei muito à literatura erótica. Comecei a comprar livros do gênero, os clássicos. Lembro do volume História da Literatura Erótica, do francês Alexandrian; me deu uma visão complexa da literatura erótica em todo o mundo. Ele começa com os gregos e vem até a época contemporânea, embora não cite os brasileiros. Depois desse livro fiquei entusiasmado e parti para outras coisas. Mas como cito no prefácio, já tinha um interesse por esse universo desde antes. Já tinha a edição francesa das obras completas de Safo, que há muitos anos vinha tentando ler, depois adquiri em português. De repente, os poemas foram se gerando, foram saindo com essa conotação lesbio-amorosa. Não foi automático. Foi um estalo ao longo do tempo, algo que foi se acumulando.

Na sua opinião, por que as pessoas gostam de ler ‘libidinagens’?

Nem sei se todas gostam. Algumas detestam, não suportam. Mas, queiram ou não queiram, o sexo é a força irracional mais poderosa da vida do ser humano, não existe outra. Depois de Freud isso ficou mais fácil de ser aceito. Observe que um homem de 90 anos ainda olha para uma mulher de forma heroica e interessada. Há uma cena, acho que é na Ilíada, de Homero, que considero uma das mais belas da literatura universal. Ele diz que quando Helena de Troia passou, os anciões se levantaram. Quer dizer, mesmo numa idade madura, os idosos se levantaram para contemplar a beleza de pé. O interesse pela beleza da mulher é uma coisa muito antiga. Acredito que haja o interesse de muitas pessoas pela literatura erótica porque trata-se de sexo. E sexo é uma coisa que todo mundo tem.

Proibido é mais gostoso?

Psicóloga e terapeuta sexual explica por que alguns casais gostam de fazer sexo em lugares públicos.

O ditado popular "o que é proibido é mais gostoso" é utilizado pela maioria dos casais que gostam de inovar a relação sexual, passar por aventuras ou até mesmo acreditam que não conseguem segurar o tesão. Porém, até que ponto fazer sexo em lugares públicos é saudável?
Tem quem ache que transar na cama é melhor, por outro lado, outros se sentem excitados por saber que podem ser descobertos a qualquer momento. Segundo a psicóloga e terapeuta sexual Adriana Visioli, muitos consideram o sexo em locais públicos mais prazeroso por conta da adrenalina, pela possibilidade de serem flagrados ou até mesmo correrem risco.
"Outro motivo também muito comum nesses casos é pelo momento em que o casal se encontra, quando o desejo sexual e a excitação tomam conta, e pelo impulso acabam tendo relação sexual ali mesmo, seja no carro, no banheiro de uma festa, ou em qualquer outro lugar", explica.
A favor
O programador Adriano Ribeiro, de 26 anos, revela que já transou na escada de um prédio, ônibus de viagem, piscina, praia, estacionamento de shopping, mas que a sua vontade é de experimentar no vagão do metrô. “Todos os lugares que fiz foi porque tive vontade e no momento não tinha outro lugar”.
Entretanto, para a especialista, o perfil psicológico do casal que se submete a fazer sexo podendo ser flagrado por alguém é, geralmente, formado por aqueles que são exibicionistas ou até mesmo que sentem mais prazer com outras pessoas assistindo.
A analista de Recursos Humanos Janine Alves, de 24 anos, confirma a afirmação da especialista. “A primeira vez que transei em lugar público foi dentro de um ônibus na volta de um parque de diversões, justamente pela sensação de poder ser descoberta e ouvida”, revela.
Obsessão
Para a advogada Larissa Rodrigues, de 23 anos, a adrenalina e a possibilidade do flagra deixam o sexo mais divertido.
Entretanto, de acordo com a terapeuta é preciso avaliar até que ponto essa vontade influencia o sexo do casal. Se a vontade de fazer sexo só acontecer quando estiverem em local público, isso pode significar que algo deve estar errado.
O comportamento pode se tornar uma obsessão. “Um exemplo é quando começa a ser prejudicial para a vida do casal, pode ser desde socialmente como também no próprio relacionamento, e mesmo assim não conseguem parar com este comportamento sexual", esclarece.
Contra sexo em locais públicos
Mas há quem seja contra. Para a estudante Marília Casari, de 19 anos, sexo deve ser feito somente com privacidade “Ninguém precisa ver o que rola entre ambos. É uma ‘entregação’ do casal, um momento especial. Não vejo sentido algum em fazer em lugares públicos, pois é uma coisa íntima”, defende.
Já Juliana Gama, de 23 anos, considera a atitude uma falta de respeito com a população. “Acima de tudo, acredito que a penalidade de atentado ao pudor deveria ser mais rigorosa”.
O jovem Gustavo Mendonça engrossa o coro. Ele acredita que transar em público é ‘coisa’ de quem quer aparecer. “A pessoa torna o ato público e tira o momento especial do casal”.
Casal
A psicóloga Adriana diz que é primordial para a intimidade de um relacionamento que o casal compartilhe fantasias. Seja em lugares diferentes ou maneiras diferentes. O importante é não se acomodar e não cair na rotina.
Porém, é preciso respeitar os desejos do parceiro. Segundo a terapeuta, o que pode ser prazeroso para alguns, pode ser um experiência desconfortável para outros. "É importante compartilhar fantasias entre o casal, mas também é necessário respeitar os limites de cada um", finaliza.
Crime
Os casais mais animados, que gostam de ter experiências sexuais em lugares públicos, devem se lembrar que a atitude é crime. O advogado Mauro César Bullara Arjona diz que a pessoa que flagar um casal praticando ato obsceno pode chamar a polícia. "Quem faz sexo em local público pode responder por ato obsceno, artigo 233 do Código Penal, e serem condenados de três meses a um ano".
Mauro diz ainda que "a vítima, deve chamar a polícia e, se houver detenção em flagrante, deve acompanhar os policiais a delegacia para também prestar seu depoimento”.
“A pessoa poderá responder pelo crime de ato obsceno, mas por se tratar de crime de pequeno potencial ofensivo não será preso e aguardará o julgamento em liberdade, o qual pode não ocorrer caso o Ministério Público faça acordo com os acusados para a aplicação antecipada de pena não privativa de liberdade, ou seja, prisão”, conclui o advogado.

'Apollonide – Memórias de um Bordel' (Trailer)

No amanhecer do século XX, o bordel parisiense Apollonide vive os seus últimos dias. Neste mundo quase secreto, onde alguns homens se apaixonam e outros se tornam viciosamente perigosos, as raparigas partilham entre si os seus segredos e as suas rivalidades, as suas tristezas e alegrias.

Do mundo exterior nada se sabe mas dentro das suas paredes tudo é possível...

O sexo fraco

As prostitutas de Macau estão maior parte das vezes vulneráveis perante os clientes. São eles que recusam usar preservativo e que, nalguns casos, exercem sobre elas violência. Um terço dos serviços sexuais ocorre sem protecção.

Os clientes não querem, muitas vezes, usar preservativo. E, por vezes, não usam. Apenas 70 por cento das trabalhadoras da indústria do sexo utiliza recorrentemente o preservativo nas relações com os seus clientes. Ora porque acedem a uma oferta de pagamento suplementar para que tal aconteça ou temem perder o serviço num mercado muito competitivo, ora porque são coagidas com violência.

Não são raros os casos de agressões e violações que, na sua maioria, não são punidos por falta de denúncia – não há confiança nas polícias locais, diz um estudo apresentado ontem pelos Serviços de Saúde de Macau (SSM).

O retrato é incompleto, com algumas limitações metodológicas, e datado. As conclusões foram divulgadas ontem, mas partem de um estudo realizado em 2007 por duas investigadoras ao serviço do Centro de Prevenção e Controlo da Doença (CPCD) dos SSM. Susanne Choi, da Universidade Chinesa de Hong Kong, e Vicky Lei, dos SSM, são as autoras do relatório de avaliação das condições de trabalho e riscos de saúde das trabalhadoras do sexo em Macau.

O inquérito, conduzido em duas fases, recolheu informações sobre 113 prostitutas oriundas do Continente, 47 da Rússia, 59 da Tailândia e 272 do Vietname – ao todo, perto de 500 mulheres. A estes dados juntaram-se 100 horas de observação de campo e informações recolhidas em entrevistas longas a 18 mulheres chinesas.

O trabalho incluiu ainda a realização de testes de despiste do vírus da SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), com os resultados a indicarem apenas nove casos de sífilis e nenhum de seropositividade. “Felizmente, não se verificou qualquer caso”, relatou Susanne Choi. As investigadoras também não se depararam com nenhum caso de tráfico humano, como é sublinhado no relatório.

A ausência de resultados positivos de VIH ou de casos de tráfico não surpreende as autoras do estudo. Choi lembra que a equipa de investigação não lidou, por exemplo, com situações de mulheres ligadas a redes organizadas de lenocínio. Por outro lado, a maioria dos casos de infecção com VIH acontece entre as trabalhadoras ligadas à indústria do entretenimento, com visto de permanência no território dependente da realização de análises clínicas. Se o resultado for positivo, o visto não será provavelmente renovado, admite Choi.

Até aqui, eram escassos os dados demográficos respeitantes ao universo das mulheres associadas à prostituição. Este relatório, aliás, não tinha sido preparado para publicação: foi apresentado na última reunião da Comissão de Luta contra a Sida, tendo então sido decidida a sua divulgação.

Os dados relevam diferenças entre as trabalhadoras de diferentes nacionalidades. Por exemplo, as cidadãs russas e as oriundas do Continente demonstram ter o maior nível de conhecimentos sobre DST, com uma média de seis respostas correctas num total de oito colocadas pelas investigadoras sobre a doença. As mulheres vietnamitas tiveram uma pontuação média de 4.9, as tailandesas de 5.2.

De acordo com as autoras do estudo, o menor grau de informação entre as trabalhadoras da Tailândia e do Vietname deve-se ao facto de a maioria das mulheres ser proveniente de meios rurais.

A falta de informação é um dos obstáculos o uso do preservativo, mas não o principal. “Os clientes recusam-se a usar preservativo. Isso acontece por duas razões: estão sob influência do álcool ou consideram que já estão suficientemente familiarizados com as prostitutas.”

A maior parte das trabalhadoras inquiridas angaria clientes na rua e nas pensões, cobrando valores por serviço que oscilam entre as 50 e as 80 patacas, de acordo com o relatório, havendo uma grande pressão para que rentabilizem o valor investido num visto de curta duração para Macau no prazo mais curto possível.

“Há uma imagem distorcida das trabalhadoras do sexo”, sublinham Choi e Lei, fazendo notar que 90 por cento das entrevistadas envia o resultado do seu trabalho para casa – uma parte significativa é constituída por mulheres divorciadas e com filhos menores para criar.

“Têm um fardo familiar para suportar. Não entram na indústria porque esta lhes dá dinheiro fácil, mas porque estão sob uma grande pressão”, explica Choi, lembrando que se trata de “uma ocupação muito perigosa”.

Um dos principais riscos assumidos pelas prostitutas, além do de infecção com DST, é o de serem sujeitas a violência pelos clientes. Entre as inquiridas chinesas, 17 por cento admitiram ter sido alvo de agressões graves e 42 por cento disseram ter sido alvo de violação. Os valores são mais baixos entre mulheres de outras nacionalidades, com entre sete a 8,8 por cento a darem conta de agressões graves e 15,8 a 18,6 por cento a relatarem violações.

Segundo as autoras do estudo, tal deve-se ao facto de as trabalhadoras não-chinesas prestarem serviço num ambiente de trabalho mais protegido – habitualmente, estabelecimentos de entretenimento do território.



Recomendações do relatório
1 – Promover campanhas públicas de educação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e VIH destinadas à população e aos visitantes de Macau – com programas específicos também dirigidos aos potenciais clientes da indústria do sexo (por exemplo, parcerias entre os Serviços de Saúde e organizações com profissionais predominantemente do sexo masculino).

2 – Disponibilização de materiais educativos traduzidos para chinês, inglês e japonês nas fronteiras de Macau.

3 – Aumentar o acesso à informação das prostitutas de rua provenientes de meios rurais, com uma baixa educação sobre os meios de transmissão das DST e do HIV. Os materiais de informação devem ser traduzidos para chinês simplificado, tailandês, vietnamita, russo, entre outros idiomas escritos, e disponibilizados nas fronteiras do território, nos hotéis onde por norma as trabalhadoras prestam serviços sexuais, e nos laboratórios de saúde onde as trabalhadoras com visto para a indústria de entretenimento realizam análises periódicas. Garantir testes gratuitos de despiste de DST e VIH.

4 – Criar equipas de intervenção em colaboração com organizações não-governamentais que treinem as trabalhadoras da indústria do sexo para a negociação com clientes alcoolizados e que se recusam a utilizar preservativo durante as relações sexuais. A formação deve também apoiar as prostitutas para que saibam utilizar eficientemente os preservativos, dado o elevado número de casos de fracasso no uso dos meios de protecção contra DST.

5 – As forças de segurança devem rever a forma de comunicação e as actividades dirigidas às trabalhadoras da indústria do sexo, em particular, em relação às prostitutas de rua. O relatório sublinha que a falta de confiança das prostitutas em relação às polícias é a causa para a ausência de denúncias de violência perpetrada contra as trabalhadoras e para um sentimento de impunidade por parte dos agressores. O documento sublinha que a atitude da sociedade em relação a estas mulheres deve mudar, para que haja o reconhecimento de que estas gozam dos mesmos direitos que qualquer outro cidadão de Macau.

Maria Caetano