Marta Crawford: “Vão precisar de mais afrodisíacos”

Marta Crawford
No seu tempo não se falava de sexo como hoje ela fala. E quem lhe dera que tivesse sido diferente. Mas porquê tantos tabus se “o público é mais afoito a ouvir falar de sexo do que a ir ao teatro”?

Psicóloga e sexóloga, mãe de dois filhos, poderia ter sido actriz. Mas a verdade é que se tornou conhecida do grande público quando apresentou, na televisão, o programa ‘AB... Sexo’. Na rua passaram a fazer-lhe perguntas sobre o tema. Defende acerrimamente que "sexo é mais do que uma relação entre pénis e vagina".

Pergunta a sexóloga: "Haverá ainda estações [de televisão] que queiram ter programas sobre sexualidade?". É que Marta Crawford tem ideias para voltar a pôr os portugueses a falar de sexo como se estivessem a falar dos golos da selecção nacional (umas vezes felizes e outras não).

Nos seus livros, como ‘Sexo sem Tabus’ e ‘Viver o Sexo com Prazer, um guia da sexualidade feminina’, fala de tudo, com detalhes e até desenhos. Na televisão – em programas como o ‘Aqui Há Sexo’, na TVI 24 – ficou também conhecida por usar palavras como fellatio, cunnilingus ou sexo anal.

Será que volta à televisão?

A resposta escolhida surge a sublinhado
- Gostaria de conhecer a vida sexual de qual das seguintes figuras?
a) Dominique Strauss-Kahn, ex-director-geral do Fundo Monetário Internacional
b) Henrique Sotero, conhecido por ‘violador de Telheiras’
c) José Pedro Guedes, que disse ser o ‘estripador de Lisboa’
- Pela sua experiência, que liberdade sexual ainda falta aos portugueses?
a) Vibradores e outros objectos de prazer
b) Inspiração no ‘Kamasutra’ ou em filmes pornográficos
c) Falar de sexo como dos golos da selecção nacional
- Olha para trás e lembra-se das coisas que fez. O que gostava que tivesse sido diferente?
a) Que na minha adolescência eu soubesse falar de sexo como hoje
b) A minha primeira vez
c) O meu primeiro namorado
- Na relação com a sua mãe, como falavam da sua sexualidade?
a) Escondi muita coisa da minha mãe
b) No meu tempo não se falava de sexo como hoje
c) Eu e a minha mãe falávamos de sexo sem complexos
- Actualmente, o que é mais difícil para si?
a) Fazer contas aos gastos do dia-a-dia
b) Procurar a ajuda de um psicólogo
c) Ser reconhecida com fama
d) Outra hipótese: deixar de roer as unhas
- Durante o seu casamento, quem procurou para lhe dar conselhos nos momentos de crise?
a) Com os/as amigos/as sempre falei de tudo
b) Nos livros encontro solução para todos os problemas
c) Já fiz terapia
- A sua primeira paixão foi pelo Teatro. Chegou a actuar nos palcos da Barraca. Que acha disso hoje?
a) O público é mais afoito a ouvir falar de sexo do que a ir ao teatro
b) Foi no teatro que me desinibi
c) Eu numa telenovela faria hoje de sexóloga – aproveitava para ajudar muita gente
- Que programa gostaria de fazer na TV?
a) Uma escola de sexo
b) Um reality show muito quente
c) Um talk show com entrevistas a famosos sobre sexologia
d) Outra hipótese: um dos programas que criei e que estão à espera de ir para o ar numa das estações portuguesas. Haverá ainda estações que queiram ter programas sobre sexualidade? Afinal, o sexo continua a ser a palavra mais procurada na internet e nos meios de comunicação social
- Que solução daria a uma mulher, conservadora, sem marido ou namorado, que quer muito ser mãe?
a) Um relacionamento casual com um amigo
b) Recorrer a um banco de esperma
c) Se não encontrar a pessoa certa, fazer voluntariado numa instituição de solidariedade social com crianças
- Face aos tabus dos portugueses nas questões relacionadas com sexo, qual é a explicação que mais vezes dá?
a) Sexo é mais do que uma relação entre pénis e vagina
b) Também se faz sexo na terceira idade
c) As mulheres não precisam de fingir o orgasmo
- Peço-lhe para fazer futurologia. O que acha que vai acontecer em 2012 perante a crise que se vive?
a) Este será o ano do baby-boom
b) Os portugueses vão precisar de mais afrodisíacos do que nunca
c) Prevejo o fim de muitos casamentos

6 ótimas coisas que o sexo pode fazer por você

Uma vida sexualmente ativa pode trazer
muitos benefícios para a saúde
Descubra 6 benefícios que o sexo traz além de todos aqueles conhecidos por todos.

O que as pessoas sabem sobre o sexo é aquela história de sempre: “serve para se reproduzir e os seres humanos são os únicos que praticam com outras finalidades além dessa”. Mas existe uma série de outras coisas que o sexo pode fazer por você e que você, provavelmente, não sabia.

Veja uma lista com 6 coisas que o sexo pode fazer por você:

1. Reduzir a ansiedade

Um estudo publicado no jornal PLoS ONE mostrou que a atividade sexual pode ser útil para reduzir a ansiedade em roedores e humanos. O estudo comparou o comportamento de ratos sexualmente ativos com o de ratos que estavam proibidos de se relacionar sexualmente. A conclusão do estudo foi que o sexo protege o cérebro dos ratos dos efeitos negativos dos hormônios de stress.

2. Te fazer feliz

Não é nenhuma grande surpresa, mas sexo e felicidade andam lado a lado. Um estudo publicado em 2004 no jornal The American Economic Review entrevistou 900 mulheres e a conclusão foi que as “relações íntimas” estavam no topo dos motivos de felicidade. Outro estudo, publicado pelo National Bureau of Economic apontou que as pessoas mais felizes são aquelas que têm vida sexual mais ativa.

3. Aumentar a imunidade

Sexo praticado de forma regular pode melhorar o sistema imunológico. Estudo realizado pela Eastern Psychological Association apontou que as pessoas que praticam mais sexo têm o sistema imunológico mais protegido. Isso acontece porque ao fazer sexo você fica exposto às bactérias de outras pessoas, o que aumenta os seus anticorpos. Mas não fique muito animado. De acordo com o mesmo estudo, as pessoas que fazem sexo demais têm a mesma quantidade de anticorpos do que os que não fazem sexo.

4. Aliviar a dor

Orgasmos não trazem apenas uma sensação boa, eles aliviam a dor. Uma pesquisa conduzida na Rutger University, nos Estados Unidos, apontou que as mulheres apresentam maior tolerância a dor durante o sexo. Agora os cientistas tentam isolar o componente químico que causa a resposta cerebral imune a dor.

5. Diminui as mudanças de humor

Uma vida sexual regular ajuda a diminuir as mudanças de humor e preocupações. Essas características tendem a transformar a vida das pessoas em um problema, mas a prática do sexo afasta as preocupações e neuroses, além de satisfazer e relaxar.

6. Reduz o risco de câncer de próstata

Ejacular pode reduzir o risco de câncer de próstata. Estudo publicado no Journal of the American Medical Association concluiu que os homens que têm uma vida sexual ativa apresentam menos chances de câncer de próstata do que os fazem sexo poucas vezes ao mês.

“SEXO É UMA COISA QUE TODO MUNDO TEM”

Na última parte da entrevista, o poeta explica como surgiu seu interesse pela literatura erótica e clareia vários aspectos relacionados a essa produção ao longo da história.

Cantata Sáfica é o segundo volume de uma trilogia iniciada com A Comédia de Eros. O último volume já está em gestação?

Marcos de Farias Costa. Não. Tenho poucos poemas, mas já tenho uma temática definida. Costumo dizer que o primeiro livro seria o paraíso, Cantata seria o purgatório – e não quero com isso me comparar a Dante, Deus me livre! – e o terceiro será A Carne Hedionda, uma espécie de nomenclatura das perversões teratológicas humanas, mas tratada não como se fosse por um psiquiatra ou um delegado, e sim por meio da poesia, da metáfora, do mundo lúdico e onírico. Aí fecha o ciclo e eu vou cuidar da minha vida e de outras coisas.

Como o interesse por esse universo começou? Quando você viu que a temática sensual lhe falava de uma forma peculiar?

É difícil dizer assim o dia exato. É um processo lento que a gente nem sabe onde vai dar. Sempre li muita literatura, e tive uma época em que me dediquei muito à literatura erótica. Comecei a comprar livros do gênero, os clássicos. Lembro do volume História da Literatura Erótica, do francês Alexandrian; me deu uma visão complexa da literatura erótica em todo o mundo. Ele começa com os gregos e vem até a época contemporânea, embora não cite os brasileiros. Depois desse livro fiquei entusiasmado e parti para outras coisas. Mas como cito no prefácio, já tinha um interesse por esse universo desde antes. Já tinha a edição francesa das obras completas de Safo, que há muitos anos vinha tentando ler, depois adquiri em português. De repente, os poemas foram se gerando, foram saindo com essa conotação lesbio-amorosa. Não foi automático. Foi um estalo ao longo do tempo, algo que foi se acumulando.

Na sua opinião, por que as pessoas gostam de ler ‘libidinagens’?

Nem sei se todas gostam. Algumas detestam, não suportam. Mas, queiram ou não queiram, o sexo é a força irracional mais poderosa da vida do ser humano, não existe outra. Depois de Freud isso ficou mais fácil de ser aceito. Observe que um homem de 90 anos ainda olha para uma mulher de forma heroica e interessada. Há uma cena, acho que é na Ilíada, de Homero, que considero uma das mais belas da literatura universal. Ele diz que quando Helena de Troia passou, os anciões se levantaram. Quer dizer, mesmo numa idade madura, os idosos se levantaram para contemplar a beleza de pé. O interesse pela beleza da mulher é uma coisa muito antiga. Acredito que haja o interesse de muitas pessoas pela literatura erótica porque trata-se de sexo. E sexo é uma coisa que todo mundo tem.

Proibido é mais gostoso?

Psicóloga e terapeuta sexual explica por que alguns casais gostam de fazer sexo em lugares públicos.

O ditado popular "o que é proibido é mais gostoso" é utilizado pela maioria dos casais que gostam de inovar a relação sexual, passar por aventuras ou até mesmo acreditam que não conseguem segurar o tesão. Porém, até que ponto fazer sexo em lugares públicos é saudável?
Tem quem ache que transar na cama é melhor, por outro lado, outros se sentem excitados por saber que podem ser descobertos a qualquer momento. Segundo a psicóloga e terapeuta sexual Adriana Visioli, muitos consideram o sexo em locais públicos mais prazeroso por conta da adrenalina, pela possibilidade de serem flagrados ou até mesmo correrem risco.
"Outro motivo também muito comum nesses casos é pelo momento em que o casal se encontra, quando o desejo sexual e a excitação tomam conta, e pelo impulso acabam tendo relação sexual ali mesmo, seja no carro, no banheiro de uma festa, ou em qualquer outro lugar", explica.
A favor
O programador Adriano Ribeiro, de 26 anos, revela que já transou na escada de um prédio, ônibus de viagem, piscina, praia, estacionamento de shopping, mas que a sua vontade é de experimentar no vagão do metrô. “Todos os lugares que fiz foi porque tive vontade e no momento não tinha outro lugar”.
Entretanto, para a especialista, o perfil psicológico do casal que se submete a fazer sexo podendo ser flagrado por alguém é, geralmente, formado por aqueles que são exibicionistas ou até mesmo que sentem mais prazer com outras pessoas assistindo.
A analista de Recursos Humanos Janine Alves, de 24 anos, confirma a afirmação da especialista. “A primeira vez que transei em lugar público foi dentro de um ônibus na volta de um parque de diversões, justamente pela sensação de poder ser descoberta e ouvida”, revela.
Obsessão
Para a advogada Larissa Rodrigues, de 23 anos, a adrenalina e a possibilidade do flagra deixam o sexo mais divertido.
Entretanto, de acordo com a terapeuta é preciso avaliar até que ponto essa vontade influencia o sexo do casal. Se a vontade de fazer sexo só acontecer quando estiverem em local público, isso pode significar que algo deve estar errado.
O comportamento pode se tornar uma obsessão. “Um exemplo é quando começa a ser prejudicial para a vida do casal, pode ser desde socialmente como também no próprio relacionamento, e mesmo assim não conseguem parar com este comportamento sexual", esclarece.
Contra sexo em locais públicos
Mas há quem seja contra. Para a estudante Marília Casari, de 19 anos, sexo deve ser feito somente com privacidade “Ninguém precisa ver o que rola entre ambos. É uma ‘entregação’ do casal, um momento especial. Não vejo sentido algum em fazer em lugares públicos, pois é uma coisa íntima”, defende.
Já Juliana Gama, de 23 anos, considera a atitude uma falta de respeito com a população. “Acima de tudo, acredito que a penalidade de atentado ao pudor deveria ser mais rigorosa”.
O jovem Gustavo Mendonça engrossa o coro. Ele acredita que transar em público é ‘coisa’ de quem quer aparecer. “A pessoa torna o ato público e tira o momento especial do casal”.
Casal
A psicóloga Adriana diz que é primordial para a intimidade de um relacionamento que o casal compartilhe fantasias. Seja em lugares diferentes ou maneiras diferentes. O importante é não se acomodar e não cair na rotina.
Porém, é preciso respeitar os desejos do parceiro. Segundo a terapeuta, o que pode ser prazeroso para alguns, pode ser um experiência desconfortável para outros. "É importante compartilhar fantasias entre o casal, mas também é necessário respeitar os limites de cada um", finaliza.
Crime
Os casais mais animados, que gostam de ter experiências sexuais em lugares públicos, devem se lembrar que a atitude é crime. O advogado Mauro César Bullara Arjona diz que a pessoa que flagar um casal praticando ato obsceno pode chamar a polícia. "Quem faz sexo em local público pode responder por ato obsceno, artigo 233 do Código Penal, e serem condenados de três meses a um ano".
Mauro diz ainda que "a vítima, deve chamar a polícia e, se houver detenção em flagrante, deve acompanhar os policiais a delegacia para também prestar seu depoimento”.
“A pessoa poderá responder pelo crime de ato obsceno, mas por se tratar de crime de pequeno potencial ofensivo não será preso e aguardará o julgamento em liberdade, o qual pode não ocorrer caso o Ministério Público faça acordo com os acusados para a aplicação antecipada de pena não privativa de liberdade, ou seja, prisão”, conclui o advogado.

'Apollonide – Memórias de um Bordel' (Trailer)

No amanhecer do século XX, o bordel parisiense Apollonide vive os seus últimos dias. Neste mundo quase secreto, onde alguns homens se apaixonam e outros se tornam viciosamente perigosos, as raparigas partilham entre si os seus segredos e as suas rivalidades, as suas tristezas e alegrias.

Do mundo exterior nada se sabe mas dentro das suas paredes tudo é possível...

O sexo fraco

As prostitutas de Macau estão maior parte das vezes vulneráveis perante os clientes. São eles que recusam usar preservativo e que, nalguns casos, exercem sobre elas violência. Um terço dos serviços sexuais ocorre sem protecção.

Os clientes não querem, muitas vezes, usar preservativo. E, por vezes, não usam. Apenas 70 por cento das trabalhadoras da indústria do sexo utiliza recorrentemente o preservativo nas relações com os seus clientes. Ora porque acedem a uma oferta de pagamento suplementar para que tal aconteça ou temem perder o serviço num mercado muito competitivo, ora porque são coagidas com violência.

Não são raros os casos de agressões e violações que, na sua maioria, não são punidos por falta de denúncia – não há confiança nas polícias locais, diz um estudo apresentado ontem pelos Serviços de Saúde de Macau (SSM).

O retrato é incompleto, com algumas limitações metodológicas, e datado. As conclusões foram divulgadas ontem, mas partem de um estudo realizado em 2007 por duas investigadoras ao serviço do Centro de Prevenção e Controlo da Doença (CPCD) dos SSM. Susanne Choi, da Universidade Chinesa de Hong Kong, e Vicky Lei, dos SSM, são as autoras do relatório de avaliação das condições de trabalho e riscos de saúde das trabalhadoras do sexo em Macau.

O inquérito, conduzido em duas fases, recolheu informações sobre 113 prostitutas oriundas do Continente, 47 da Rússia, 59 da Tailândia e 272 do Vietname – ao todo, perto de 500 mulheres. A estes dados juntaram-se 100 horas de observação de campo e informações recolhidas em entrevistas longas a 18 mulheres chinesas.

O trabalho incluiu ainda a realização de testes de despiste do vírus da SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), com os resultados a indicarem apenas nove casos de sífilis e nenhum de seropositividade. “Felizmente, não se verificou qualquer caso”, relatou Susanne Choi. As investigadoras também não se depararam com nenhum caso de tráfico humano, como é sublinhado no relatório.

A ausência de resultados positivos de VIH ou de casos de tráfico não surpreende as autoras do estudo. Choi lembra que a equipa de investigação não lidou, por exemplo, com situações de mulheres ligadas a redes organizadas de lenocínio. Por outro lado, a maioria dos casos de infecção com VIH acontece entre as trabalhadoras ligadas à indústria do entretenimento, com visto de permanência no território dependente da realização de análises clínicas. Se o resultado for positivo, o visto não será provavelmente renovado, admite Choi.

Até aqui, eram escassos os dados demográficos respeitantes ao universo das mulheres associadas à prostituição. Este relatório, aliás, não tinha sido preparado para publicação: foi apresentado na última reunião da Comissão de Luta contra a Sida, tendo então sido decidida a sua divulgação.

Os dados relevam diferenças entre as trabalhadoras de diferentes nacionalidades. Por exemplo, as cidadãs russas e as oriundas do Continente demonstram ter o maior nível de conhecimentos sobre DST, com uma média de seis respostas correctas num total de oito colocadas pelas investigadoras sobre a doença. As mulheres vietnamitas tiveram uma pontuação média de 4.9, as tailandesas de 5.2.

De acordo com as autoras do estudo, o menor grau de informação entre as trabalhadoras da Tailândia e do Vietname deve-se ao facto de a maioria das mulheres ser proveniente de meios rurais.

A falta de informação é um dos obstáculos o uso do preservativo, mas não o principal. “Os clientes recusam-se a usar preservativo. Isso acontece por duas razões: estão sob influência do álcool ou consideram que já estão suficientemente familiarizados com as prostitutas.”

A maior parte das trabalhadoras inquiridas angaria clientes na rua e nas pensões, cobrando valores por serviço que oscilam entre as 50 e as 80 patacas, de acordo com o relatório, havendo uma grande pressão para que rentabilizem o valor investido num visto de curta duração para Macau no prazo mais curto possível.

“Há uma imagem distorcida das trabalhadoras do sexo”, sublinham Choi e Lei, fazendo notar que 90 por cento das entrevistadas envia o resultado do seu trabalho para casa – uma parte significativa é constituída por mulheres divorciadas e com filhos menores para criar.

“Têm um fardo familiar para suportar. Não entram na indústria porque esta lhes dá dinheiro fácil, mas porque estão sob uma grande pressão”, explica Choi, lembrando que se trata de “uma ocupação muito perigosa”.

Um dos principais riscos assumidos pelas prostitutas, além do de infecção com DST, é o de serem sujeitas a violência pelos clientes. Entre as inquiridas chinesas, 17 por cento admitiram ter sido alvo de agressões graves e 42 por cento disseram ter sido alvo de violação. Os valores são mais baixos entre mulheres de outras nacionalidades, com entre sete a 8,8 por cento a darem conta de agressões graves e 15,8 a 18,6 por cento a relatarem violações.

Segundo as autoras do estudo, tal deve-se ao facto de as trabalhadoras não-chinesas prestarem serviço num ambiente de trabalho mais protegido – habitualmente, estabelecimentos de entretenimento do território.



Recomendações do relatório
1 – Promover campanhas públicas de educação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e VIH destinadas à população e aos visitantes de Macau – com programas específicos também dirigidos aos potenciais clientes da indústria do sexo (por exemplo, parcerias entre os Serviços de Saúde e organizações com profissionais predominantemente do sexo masculino).

2 – Disponibilização de materiais educativos traduzidos para chinês, inglês e japonês nas fronteiras de Macau.

3 – Aumentar o acesso à informação das prostitutas de rua provenientes de meios rurais, com uma baixa educação sobre os meios de transmissão das DST e do HIV. Os materiais de informação devem ser traduzidos para chinês simplificado, tailandês, vietnamita, russo, entre outros idiomas escritos, e disponibilizados nas fronteiras do território, nos hotéis onde por norma as trabalhadoras prestam serviços sexuais, e nos laboratórios de saúde onde as trabalhadoras com visto para a indústria de entretenimento realizam análises periódicas. Garantir testes gratuitos de despiste de DST e VIH.

4 – Criar equipas de intervenção em colaboração com organizações não-governamentais que treinem as trabalhadoras da indústria do sexo para a negociação com clientes alcoolizados e que se recusam a utilizar preservativo durante as relações sexuais. A formação deve também apoiar as prostitutas para que saibam utilizar eficientemente os preservativos, dado o elevado número de casos de fracasso no uso dos meios de protecção contra DST.

5 – As forças de segurança devem rever a forma de comunicação e as actividades dirigidas às trabalhadoras da indústria do sexo, em particular, em relação às prostitutas de rua. O relatório sublinha que a falta de confiança das prostitutas em relação às polícias é a causa para a ausência de denúncias de violência perpetrada contra as trabalhadoras e para um sentimento de impunidade por parte dos agressores. O documento sublinha que a atitude da sociedade em relação a estas mulheres deve mudar, para que haja o reconhecimento de que estas gozam dos mesmos direitos que qualquer outro cidadão de Macau.

Maria Caetano

Mais de 40 milhões se prostituem no mundo, diz estudo

Quase a metade das vítimas de redes de tráfico humano
são crianças e jovens com menos de 18 anos
Mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem atualmente, segundo um estudo da fundação francesa Scelles, que luta contra a exploração sexual. A grande maioria (75%) são mulheres com idades entre 13 e 25 anos.

O relatório analisa o fenômeno em 24 países, entre eles França, Estados Unidos, Índia, China e México, e diz que o número de pessoas que se prostituem pode chegar a 42 milhões no mundo. O estudo revela ainda que 90% delas estão ligadas a cafetões.

O documento também analisa a questão da exploração sexual por redes de tráfico de seres humanos. De acordo com o relatório, o maior número de vítimas está concentrado na Ásia, que representa 56% dos casos.

Exploração de crianças
A América Latina e os países ricos registram, respectivamente, 10% e 10,8% do tráfico de pessoas para atividades ligadas ao sexo, afirma o "Relatório Mundial sobre a Exploração Sexual - A prostituição no coração do crime organizado", publicado em um livro.

Quase a metade das vítimas de redes de tráfico humano são crianças e jovens com menos de 18 anos. "Essa é uma das características da prostituição nos dias de hoje: um grande número de crianças é explorada sexualmente", diz o documento. Estima-se que 2 milhões de crianças se prostituam no mundo.

Tráfico de mulheres 
O juiz Yves Charpenel, presidente da Fundação Scelles, diz que não há dados suficientes para avaliar o aumento da prostituição no mundo. "O elemento marcante, na Europa, é a multiplicação de prostitutas vindas de países diversos, normalmente controladas por quadrilhas que as fazem circular por todo o continente", afirma.

O estudo da fundação francesa afirma, com base em dados da agência da ONU contra as drogas e o crime, que o tráfico de mulheres brasileiras na Europa estaria aumentando. O documento não revela, no entanto, números em relação a esse crescimento. "Essas vítimas são originárias de comunidades pobres do norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá."

"Se a maioria das prostitutas na Europa são de países do leste europeu e de ex-repúblicas soviéticas, a predominância desses grupos parece estar diminuindo no continente", diz o relatório, acrescentando que paralelamente a isso o número de brasileiras estaria aumentando.

Em dezembro passado, a polícia espanhola desmantelou uma quadrilha internacional de prostituição que mantinha dezenas de menores brasileiras sob cárcere privado.

Eventos esportivos e prostituição
O estudo também afirma que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, contribuem para agravar o fenômeno da prostituição. "Futebol e Olimpíadas são identificados como os cenários mais comuns da exploração sexual", afirma o relatório. Segundo o texto, essas grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas "aumentem a oferta" de prostitutas.

Na África do Sul, por exemplo, 1 bilhão de camisinhas foram encomendadas pelas autoridades para enfrentar eventuais riscos sanitários durante a Copa do Mundo em 2010. O número de prostitutas no país, estimado em 100 mil, aumentou em 40 mil pessoas durante o evento.

Internet Segundo a Fundação Scelles, a internet também contribui para ampliar a prostituição no mundo. "As redes de cafetões agora recrutam pessoas em redes sociais como Facebook e Twitter", diz o estudo, citando um caso na Indonésia em que as autoridades prenderam suspeitos de aliciar jovens estudantes no Facebook e no Yahoo Messenger.

Nos Estados Unidos, a maioria das menores prostitutas são recrutadas por cafetões no site de anúncios Craiglist, diz o estudo. "Os cafetões fazem falsas propostas de trabalho como manequim e utilizam as vítimas para recrutar outras jovens."

"Sexo oral só é pecado caso o orgasmo seja alcançado" - segundo explicação do portal Arca Universal.

Todas as coisas me são licitas, mas nem todas as coisas me convêm. Este é sem dúvida um dos trechos bíblicos que deve ser muito bem entendido e após muita reflexão. Quando assunto envolve sexo as coisas hoje parecem ser bem mais liberais.


Penso que as pessoas precisam discutir mais sobre o tema mesmo – por isso escrevi o livro: "A Vida Sexual do Cristão Contemporâneo."” O sexo já é um dos assuntos mais tratados por algumas igrejas nos últimos dias.

Em sua sessão de perguntas e respostas, o site da Arca Universal publicou um artigo em que explica se a praticar sexo oral é pecado ou não. Vejamos como o site explica o assunto - “É pecado caso o orgasmo seja alcançado por meio dessa prática. Isso porque, semelhantemente ao que ocorre no sexo anal – quando o reto recebe uma introdução estranha à sua natureza – a boca foi feita exclusivamente para falar e receber o alimento”. Para o caso de a carícia não provocar orgasmo, não há problema algum, segundo o texto: “Isso não impede, no entanto, que, durante o início da relação – mais conhecido como preliminares – o casal realize a prática como um carinho, para que ambos sejam estimulados a alcançar o ápice.

Não faz diferença se for introduzido na boca um órgão genital, um dedo da mão ou do pé, desde que o momento de maior prazer sexual aconteça por meio do método reprodutivo básico dos seres humanos”.


Certa ocasião o bispo Edir Macedo explicou que o sexo oral não é regulamentado pela Bíblia: “A Palavra de Deus não fala nesse assunto em detalhes, mas como já escrevi num blog passado, tudo depende da sua fé. Se a sua consciência dói, é porque é pecado para você. Se não, é porque não é”.

Primeiro sex shop ecológico da Alemanha tem produtos politicamente corretos

A maior parte do público do sex shop são mulheres

Será que o uso de couro nas práticas sadomasoquistas é compatível com o respeito aos direitos dos animais? Agora sim, depois da abertura do primeiro sex shop ecológico da Alemanha, onde chicotes, algemas e consolos são politicamente corretos.

Na loja alternativa de sexo, chamada Other Nature, pode-se encontrar almofadas, preservativos e vibradores ecológicos, além de peças eróticas feitas de "couro vegano" - uma imitação da pele animal fabricada a partir de câmaras de bicicleta. "A princípio, o objetivo da loja era facilitar a prática do sexo exclusivamente através de produtos ecológicos, e depois decidimos fazer um sex shop puramente vegano", explica à Agência Efe a sócia do negócio, Anne Bonnie Schindler.

Segundo Anne, o veganismo - uma ideologia que rejeita o consumo de produtos de origem animal -, a ecologia, o desenvolvimento sustentável, o consumo responsável, o feminismo e a curiosidade de explorar todos os cantos da sexualidade não são ideias independentes e estanques. "Não vejo nenhuma diferença entre elas. De forma alguma, são todas iguais", assinala.

A jovem afirma, além disso, que a loja tem um caráter "feminista" e é "orientada para as mulheres, embora aberta aos homens", já que os brinquedos eróticos que oferece "podem ser utilizados por quem quiser e da forma que mais agradar".

Anne também reconhece que o público alvo são as mulheres jovens e homossexuais, mas assegura que na loja entram clientes "de todas as classes sociais e de todas as opções sexuais". "Aqui vem gente de todo tipo. Desde um casal de lésbicas de 18 anos que veio comprar seu primeiro brinquedo a uma mulher de cerca de 60 anos que se sentia sozinha e buscava algo novo", explica.

Os artigos mais procurados são as almofadas de silicone para a menstruação e diferentes exemplares de sua ampla e colorida seleção de vibradores. Mas o que talvez chame mais atenção seja o aspecto do lugar, "com cara de quarto de dormir", segundo descreve a proprietária, que assegura ter estudado durante muito tempo para desenhá-lo. "Queria acabar com o tabu (que rodeia estes estabelecimentos), convidar as pessoas para falar. Queria um lugar aberto e luminoso para que as pessoas se sentissem em casa", assinala.

Trata-se de um espaço formado por duas salas bem iluminadas, com amplas janelas, sofás e decorações que o fazem parecer mais com as cafeterias da cena alternativa de Kreuzberg, bairro onde fica a loja.

O projeto, no qual Anne e sua colega canadense Sara Rodenhizer trabalharam durante mais de dois anos e meio, abriu definitivamente as portas em outubro do ano passado. Além dos artigos "clássicos", o sex shop também oferece uma seleção de livros e índices que tratam de diversos aspectos sobre o sexo e a sexualidade, e deve incorporar em breve uma seção de aluguel de vídeos pornográficos destinados a mulheres.

A iniciativa deve realizar nos próximos meses cursos de divulgação sobre o sadomasoquismo, o uso de brinquedos eróticos e o ponto G.

Sexo e sedução na mulher madura

A mulher em pré-menopausa pode ter vida sexual normal e com vantagens que mulheres mais novas não têm, confira.
 
Há quem pense que a mulher perde a sexualidade com o passar dos anos. Isso não é verdade. A mulher madura ou em pré-menopausa que fizer as suas devidas reposições hormonais, dosagens dos sais minerais, entre outros cuidados, terá sua vida sexual normal. Para essas mulheres, não ocorrerão as dificuldades sexuais como dores vaginais durante a relação sexual, depressão, dificuldade para atingir o orgasmo, ''calorões'', apatia, irritabilidade, flacidez de musculatura vaginal, entre outras.

Com os avanços da Medicina e a descoberta de novos medicamentos, a solução para muitas doenças graves, como a infecção puerperal, que na Idade Média matava mulheres logo depois do parto, ou seja, em plena juventude, deixou de ser problema com a descoberta da assepsia anos mais tarde. A mulher até o século 17 era tida como uma incubadora, sem participação na geração dos filhos. Já no final do século 20, passou, de verdade, a ser mãe, com carga genética igual à do pai.

A luta da mulher para atingir um lugar as sol é antiga. Até a Igreja, com as suas guerras e cruzadas no Oriente Médio, auxiliou esta transformação das mulheres em grandes administradoras. Na época, os maridos chocaram-se duas vezes neste período de guerra. Primeiro, ao encontrarem opositores refinados como os árabes muçulmanos do Islã e segundo, quando, ao retornarem com os ensinamentos científicos importantes aprendidos com os inimigos, verificaram que as suas esposas, a maioria delas usuárias de cinturões de castidade no período de guerra, haviam administrado propriedades rurais e pequenos comércios habilmente, aumentando o patrimônio do marido e, com isso, promovendo sua evolução na escala social.

Caminhava a mulher para ser a companheira do homem e não a pecadora, o ser inferior. Caminho que ainda hoje faz parte da busca de muitas delas. Em um passado não muito distante, na década de 40, por exemplo, mulheres maduras e idosas eram culturalmente consideradas assexuadas. Hoje, elas sabem que isso não é verdade.

Marilene Cristina Vargas, médica pós-graduada em disfunção sexual e membro do Comitê Científico da Sociedade Internacional de Orgasmologia.

Livro descreve comportamento sexual brasileiro ao longo da história

"Não existe pecado abaixo do Equador". A frase dos viajantes europeus data de 1500 e entrou para o folclore popular. O sociólogo Paulo Sérgio do Carmo dedicou os últimos quinze anos a montar um mosaico para provar que esta história era real. E conseguiu. O resultado é o livro Entre a luxúria e o pudor: a história do sexo no Brasil (editora Octavo).

A publicação descreve o comportamento sexual brasileiro ao longo da história, começando com a chegada dos portugueses que encontraram uma multidão de mulheres peladas e acessíveis. Os maridos não se importavam se elas se divertissem e ainda ofereciam ninfetas da tribo para quem era bom de bico. Com tanta fartura, o resto foi consequência. A sacanagem está em nossa origem social.



Padre Anchieta foi um dos primeiros a perceber a sacanagem em terras brasileiras. Ele observou que não existia prostituição e nem precisava. A liberdade sexual era de fazer inveja a qualquer hippie. O padre notou que o índio quando estava com vontade de fazer sexo, não se apertava. Pegava a primeira dona pela frente, "podendo ser velha ou nova, ainda que não muito a seu gosto", pois ele tinha "quase por certo que teria depois outras". O senhor de engenho Gabriel Sorares de Souza registrou em 1569 que "os tupinambás são tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam, chegando em alguns casos a não respeitar as irmãs e tias, dormindo com elas pelos matos". Coisa de louco!



Índios sem pudor


Para povoar um país vasto como o Brasil, Portugal mandou para cá os renegados. Todo tipo de criminoso. Os caras chegavam aqui para cumprir pena e tinham como punição se divertir com centenas de mulheres, comida farta e praias paradisíacas. Quase ninguém reclamava. Sem contar os que deixavam as famílias em Portugal e descobriam nas índias uma fonte inesgotável de prazeres sexuais. Estes homens viraram uma fábrica de mamelucos - filhos de brancos com índias. Os portugueses viam semelhança da índia com a moura, com a vantagem de a índia não ser arisca. "Por qualquer bugiganga ou caco de espelho estavam se entregando aos caraíbas gulosos de mulher", relata um observador da época. O contato com as índias era facilitado pelos próprios pais, que ofereciam as filhas aos brancos "a troco de qualquer ninharia", arremata o mesmo narrador.



Fúria das chifrudas


Com a vinda dos escravos negros, os senhores passaram a usar e abusar das negrinhas bonitas. O que poucos sabem é que além de ser abusadas pelos senhores, as negrinhas de "rijos peitos e belos dentes" sofriam verdadeiras atrocidades por ciúme praticadas pelas mulheres destes senhores, quase sempre portuguesas feias, porque as bonitas ficavam em Portugal. Eram comuns os casos de mutilações, extirpações, deformações nas regiões com poder de sedução como as nádegas, dentes, orelhas e faces. José Alípio Goulart relata o caso de um senhor que elogiou os olhos de sua escrava e a mulher, furiosa de ciúme, mandou arrancá-los à ponta de faca para oferecer ao marido numa bandeja de prata no jantar. Outra quebrou os dentes de uma escrava com o salto das botas, queimou a cara e as orelhas por ela ser elogiada pelo marido. Apesar desta fúria doméstica, os maridos não queriam nem saber.



As relações ilícitas entre homens casados e suas cativas é um longo capítulo da história do Brasil que pode ser conferido pela grande população mulata na colônia e mesmo no império, com um resultado cromático que pode ser observado ainda hoje.

O lado pornô da Feira de Eletrônica de Las Vegas

LAS VEGAS, EUA — Paralelamente à Feira Internacional de Eletrônica de Consumo (CES), o grande evento anual do setor, em Las Vegas, estrelas do cinema pornô mostraram o lado erótico da tecnologia na internet, com novidades como um "teleconsolo", que permite fazer sexo pela web, e um software destinado a realizar fantasias em 3D.

O estúdio pornô Pink Visual exibiu na noite de terça-feira sua proposta futurista num clube noturno, a poucos passos da Feira Eletrônica de Las Vegas (Nevada, oeste dos Estados Unidos), da qual não pôde participar depois de sido rejeitado pelos organizadores.

"Queremos acabar com o estigma", declarou à AFP a presidente da Pink Visual, Allison Vivas.

"Não há nenhum motivo pelo qual o entretenimento para adultos não possa ser apresentado profissionalmente a consumidores mais velhos", disse.

Perto dela, a atriz pornô americana Lexi Belle levava um iPad pendurado no pescoço como um colar e desafiava os convidados a tocar em seu peito.

"A tecnologa avançou tanto nestes dias que agora mesmo pode-se ver minhas cenas on-line, num smartphone ou no peito da Lexi", afirmou, por sua vez, a também atriz pornô Alexis Texas, apontando para a colega.

"Esta é a nova onda do mercado e é para onde vamos", acrescentou.

O Real Touch, um dispositivo tátil para homens, que simula a sensação de manter relações sexuais, foi uma das inovações mais destacadas.

Glenn Chapman 


"Real Touch é o primeiro dispositivo que faz todo o trabalho para a rapaziada", disse Scott Rinaldo, diretor de produção na empresa da Carolina do Norte (leste).

"Acaricia, aperta, aquece e lubrifica sozinho", explicou.

Os dispositivos eram sincronizados a vídeos para adultos quando foram lançados os primeiros modelos há três anos, mas nas próximas semanas suas ações serão explicadas por atrizes pornô ao vivo, através do site da Real Touch.

A estrela pornô Kirsten Price acariciava um falo especialmente desenhado num estande numa esquina do clube, e seus gestos eram imitados por um dispositivo Real Touch, numa mesa em frente a Rinaldo.

"Passamos os últimos dois anos aperfeiçoando o consolo", disse Rinaldo, referindo-se ao novo "teleconsolo".

"Você pode fazer sexo pela internet com sua esposa, parceira, ou uma modelo, ou com quem quer que seja, através de uma câmara ao vivo", explicou.

As modelos da Real Touch poderão negociar seus próprios preços para os encontros virtuais, repartindo o dinheiro ganho com a empresa.

Atualmente, a rede está testando com aproximadamente 10.000 pessoas os 'gadgets' Real Touch, que custam 249 dólares.

"Poder sentir realmente o que está fazendo a pessoa do outro lado da câmara, através da internet, é algo que nunca foi feito antes, e acho que será impressionante", disse Price.

Desta forma, "pode-se ter uma experiência mais íntima, e é, sem dúvida, o sexo mais seguro que pode haver", acrescentou a atriz.

A Pink Visual também presenteia os amantes dos videogames com um programa informatizado que simula relações sexuais e permite aos usuários realizar suas fantasias em 3D, tanto as mulheres como os homens.

"Visamos os que amam os videogames e a pornografia", disse o diretor de marketing da Pink Visual, Lee Busick. "Uma pessoa pode dirigir as próprias cenas de sexo".

Este software é gratuito: a empresa ganha com a venda de bens virtuais, como artefatos, poses pervertidas ou aparelhos para ajudar no desempenho sexual.

A indústria pornô procura, assim, estar em sintonia com as tendências atuais da tecnologia, pelo que aposta nos smartphones, nos tablets, nos 'chats' ao vivo e na luta contra a pirataria, de acordo com Vivas.

Segundo ela, "para nós é interessante ver o que está acontecendo na CES".

Glenn Chapman 

Intimidade estraga relacionamento e esfria o sexo; conheça os limites

Usar o banheiro de porta aberta não é necessário,
mas revelar algumas intimidades não faz mal
Dividir a rotina com alguém vai além das delícias de assistir a um DVD juntinhos no sofá ou uma sessão de sexo quente.

Há missões inglórias, como pagar contas, lidar com afazeres domésticos e, claro, conhecer intimamente –e a fundo– o outro. Isso inclui odores, sons e visões pouco atraentes. Para explicar com mais clareza: gases, depilação vencida, unha do pé comprida, calcinhas ou cuecas esgarçadas.

E quem nunca se descuidou um pouco? O problema é que, com o passar dos anos, os casais tendem a se sentir cada vez mais próximos, deixando de lado certas regrinhas de educação (e de até higiene).

Para Maria Cláudia Lordello, uma das coordenadoras do Projeto Afrodite de sexualidade, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é óbvio que a intimidade é importante, pois aproxima as pessoas. "Conhecer bem quem você ama, e saber dos seus segredos e hábitos pessoais, faz parte de qualquer relacionamento. Porém, certos costumes íntimos não devem ser parte da rotina do casal, pois podem acabar prejudicando a relação", afirma a especialista. "Precisamos tomar o dobro do cuidado com as atitudes que envolvem a outra pessoa."

Todo mundo acorda com a cara amarrotada, o cabelo amarfanhado e um hálito nem um pouco refrescante. A noite pode ter sido ótima, mas a realidade das manhãs a dois é essa –e completamente aceitável. Todo mundo elimina gases, porém, ninguém precisa presenciar algo tão íntimo. "Claro que, eventualmente, algumas dessas situações podem ocorrer, pois são fisiológicas. Mas não devem ser um hábito, o que é bem diferente", diz Maria Cláudia. Fazer as necessidades de porta aberta pode e deve ser evitado, assim como ficar com a depilação vencida e usar roupas íntimas velhas e puídas.

Muitas vezes, aquilo que une o casal no início do relacionamento será o que vai separá-los no final. Falando de intimidade, isso costuma acontecer bastante, já que aquela pessoa passa a ser conhecida demais e não oferece mais surpresas ou novidades –como admirar o capricho em se arrumar para uma festa, por exemplo, se a mulher se vestiu, se maquiou, passou fio dental e fez escova na sua frente? Para o romance durar, é preciso surpreender e mostrar que sempre há algo novo para ser descoberto.

"A familiaridade proporciona segurança, mas descarta o entusiasmo e a emoção", diz a terapeuta sexual e de família Sylvia Faria Marzano, diretora do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), com sede em São Caetano do Sul (SP).

"Casais que já se relacionam há mais de dez anos têm tendência a dar muito valor para o que sabem um do outro e costumam fazer uma previsão do que a outra pessoa vai pensar ou fazer, justamente por conhecê-la tão bem. Mas o erotismo gosta do imprevisível. Como desejar algo que já podemos prever? O grande trunfo para que o desejo não diminua ou termine é o mistério, a novidade, a incerteza.”

A dica de Sylvia vale para rituais de higiene e de beleza. "O quanto erótico é soltar gases e outras coisas que só se faria com um amigo nos tempos de escola? Dormir com um certo preparo –de banho tomado, com um pijama bonito, tanto da parte da mulher quanto do homem– é um cuidado que todos devemos ter, por nós mesmos", diz Sylvia Marzano.

Mas ela comenta, ainda, que os casais não precisam "ser de mentira", fingindo que a fisiologia não existe. Porém, é preciso ter bom senso quando algum mico acontece, para que isso não seja motivo de diversão imatura e nem de constrangimento.

Em defesa do 'sexo inteligente'



O psicoterapeuta Stanley Siegel, consagrado especialista americano, defende que sentimentos dolorosos podem ser transformados em fontes de prazer - erotizando-os. 

Psicoterapeuta de celebridades e colunista da revista Psychology Today, Stanley Siegel acaba de lançar, em conjunto com a filha, o livro Your Brain on Sex, onde explica como o "sexo inteligente" pode mudar a nossa vida. Aos 62 anos, o especialista, também conhecido por assumir a sua homossexualidade e não abdicar de uma visão liberal da intimidade, defende que o sexo e o erotismo podem ser uma terapia, até para os maiores traumas, e um motor de liberdade e expansão pessoal. 

O que é o prazer inteligente?

É compreender os nossos desejos sexuais e o que significam na nossa vida psicológica. Se usarmos estes desejos para nos guiarem na escolha de parceiros sexualmente compatíveis, podemos curar conflitos passados e satisfazer as nossas necessidades.

De que forma?

É um processo por etapas. Primeiro, há que imergir no espírito de descoberta, sem juízos de certo ou errado. Depois, identificar os nossos desejos e fantasias, em torno de um tema, uma história com ligação ao nosso passado. Podem, até, ser de dominação e submissão. 

E porque é isso relevante?

Cada encontro sexual pressupõe uma escolha e uma história, com fantasias que remetem para temas centrais da nossa vida. Por exemplo: quem se imagina a ser humilhado e a fazer coisas vergonhosas viveu, no seu passado familiar, uma experiência traumática. E a forma de lidar com isso pode ser erotizar essa experiência dolorosa, através da sexualidade, convertendo esse conflito numa fonte de prazer.

Como no filme de Cronenberg, sobre Freud, Jung e a paciente Sabine, que se excitava com a ideia de ser batida...

A base da histeria dela era um pai dominador, que a castigava fisicamente. Ela erotizou essa dor e, já adulta, tinha fantasias de ser batida pelo parceiro sexual, transformando isso numa coisa agradável.

Como se ultrapassa esse conflito, inicialmente erotizado?

Honrar tais fantasias sem reprimi-las é o primeiro passo; concretizá-las com alguém de confiança, para ver até onde nos levam, seguindo-se o processo de cura.

Mas a generalidade dos terapeutas acha que concretizar fantasias é contraproducente e perigoso...

Sim, é verdade. Muitas escolas defendem que este é um método perigoso, que as fantasias devem ser vividas no plano puramente mental, simbólico. Contraponho que, quanto mais silenciosas estiverem, mais tomarão conta de nós. As fantasias não morrem, mas mudam, podem ser transformadas. Se postas em prática, o seu poder diminui, porque pensamos menos nelas. 

E pode ficar-se viciado?

Há casos em que isso acontece. Mas é quem reprime o sexo que tem mais propensão para ficar dependente. Agir as fantasias implica superar a vergonha e o medo. Nessa perspetiva, é libertador e reparador.

O que entende por sexo reparador?

Se compreendermos as nossas fantasias e as concretizarmos num ambiente seguro, podemos falar abertamente sobre o assunto com o parceiro, e perceber que o que nos excita baseia-se, quase sempre, num conflito relacional. Só isso pode ser redentor e ajudar-nos a ultrapassar os conflitos em causa. 

É esse o prazer inteligente de que fala?

Sim. A sexualidade não é para ser vivida ao acaso. É importante ter consciência do que as experiências sexuais nos evocam, da sua intencionalidade oculta, no plano emocional. Quando estamos profundamente ligados a alguém, expressamo-nos de modo autêntico, da forma como realmente somos, além da dimensão física. 

O sadomasoquismo, o swing e o poliamor são práticas recomendáveis? 

Começaram por ser movimentos indiferenciados de libertação, numa altura em que o sexo era silenciado. No caso das mulheres, libertaram-nas da vergonha e da culpa, por terem prazer. Hoje, o sexo casual é um direito, também para elas. E os movimentos libertários converteram-se em estilos de vida.

É sustentável viver com alguém sem ter sexo? 

Se a escolha do parceiro for feita em função de interesses comuns, como salário, educação, religião e estatuto socioeconómico, pode funcionar - mas nada tem a ver com sexo inteligente. Ele fica em segundo plano, desde o início, e não admira que a situação se torne chata, logo após um ou dois anos de casamento. 

E quanto à falta de compatibilidade e diferenças de registo sexual no casal? 

Há várias opções possíveis; costumo negociar com os casais qual a via mais adequada. Uns decidem suspender o sexo nas suas vidas. Outros optam por satisfazer as necessidades do(a) parceiro(a), abdicando das próprias. E há os que não concebem nenhuma destas possibilidades e preferem terminar o relacionamento. Por fim, existe quem entenda que a decisão razoável é manter um casamento aberto, com respeito pelo parceiro que escolheu para viver em comum. 

A orientação sexual pesa, nestas escolhas?

Sim. Os homens, mais do que as mulheres, têm a vida mais facilitada, porque sempre entenderam a finalidade recreativa do sexo. Até recentemente, se elas faziam o mesmo, eram chamadas prostitutas ou promíscuas. Mas as mais jovens já se sentem com outro à vontade para negociar a sexualidade dentro da relação.

Os assexuais existem, ou trata-se de uma abstração?

Estou convencido de que os europeus são mais descontraídos do que os americanos. Nós sempre vivemos mergulhados numa onda de puritanismo; basta pensar que os EUA foram fundados por peregrinos. Admito que o movimento assexual seja uma reação à visibilidade e aceitação das diferentes expressões da sexualidade - o sexo casual, a homossexualidade, os estilos de vida ditos alternativos. Assiste-se a uma espécie de retrocesso ou movimento oposto, em defesa de valores religiosos.

Como reage ao rótulo "terapeuta das celebridades e que também é gay"?

Não considero que seja problemático, uma vez que, do ponto de vista clínico, até pode representar uma vantagem. Os homossexuais tiveram, desde cedo, de conviver com a falta de aceitação, sem figuras de referência nem mapas orientadores. Tiveram de inventar as suas vidas e sobreviver, dependendo do seu próprio pensamento e da sua criatividade. 

Como foi para si - e, já agora, para a sua filha - lidar com a sua saída do armário?

Revelei-me quando ela tinha 13 anos. Lidou precocemente com a ideia de que o pai tinha sexo. Decidi que não queria mais silenciar a minha sexualidade como o fizera antes. Desenvolvemos um diálogo aberto e livre, e, neste livro, em que ela, também terapeuta, participou, até descobrimos coisas novas acerca de cada um.

Quer falar sobre isso?

Temos diferentes pontos de vista, por exemplo, sobre a monogamia. Para mim, é uma escolha, tal como as relações abertas o são. A minha filha atribui mais importância à estabilidade num relacionamento, valorizando a exclusividade conjugal. 

Como é viver em família com essas diferenças?

Ela vive em Portland, eu em Nova Iorque. Estamos afastados geograficamente, mas somos próximos e damo-nos muito bem. Em datas importantes, reunimo-nos todos - a minha ex-mulher, o meu neto e os meus antigos namorados, que também fazem parte da família.


Estudo defende a traição como algo natural do homem; entenda


Muitas pesquisas de comportamento tentam explicar a razão para uma traição, seja por parte dos homens ou das mulheres. Outras querem saber quem trai mais. Mas um estudo recente chegou a uma conclusão mais simples: os homens sempre irão trair. As informações são do site Daily Mail. 

O sociólogo americano Eric Anderson explica que o homem que não tem relações sexuais fora do relacionamento apenas se adaptou a um "cárcere sexual imposto pela sociedade". E a traição não quer dizer que ele não esteja feliz com a namorada - é somente uma vontade física. 

Anderson vai mais além na polêmica e defende que a traição na verdade é a regra, e a monogamia é a exceção, e por isso está na hora de encarar as relações "abertas" que podem coexistir sem hierarquia ou predominância de uma em relação à outra. 

O estudo foi feito com 120 rapazes, tanto gays quanto heterossexuais. Do grupo, 78% traía, apesar de amarem sua companheira ou companheiro, e terem a intenção de manter a relação. 

Em entrevista para o Huffington Post, o sociologista defende a ideia da monogamia emocional, mas não física. Por exemplo, para criar a família o importante seria a relação emocional do casal, e não o sexo entre eles. "Nosso desejo físico não morre, apenas muda de pessoa para pessoa. Quando o sexo acaba, a relação está só começando", disse. "Homens procuram sexo para se divertir, mas realmente amam seus companheiros. Se não amassem, não estariam junto com eles." 

No estudo, entretanto, os homens que traíam deixaram claro que não gostariam que seus parceiros fizessem o mesmo.

Nos EUA, educação sexual chega ao mundo digital

Grupos de educação sexual usam tecnologia
para se aproximar dos alunos
Programas permitem que alunos mandem perguntas por mensagem do celular e evita constrangimentos.

Enquanto se dirigiam para a escola no ano passado, Stephanie Cisneros, uma caloura do ensino médio nos Estados Unidos, e algumas amigas discutiam como Doenças Sexualmente Transmissíveis podem ser passadas adiante.

Cisneros sabia que poderia resolver suas dúvidas em sala de aula, mas não levantando sua mão. Enquanto seu professor de biologia falava sobre moscas, Cisneros colocou seu celular embaixo da mesa de laboratório e digitou uma mensagem para ICYC (In Case You're Curious, ou Caso Esteja Curiouso), um programa de chat de texto dirigido pelo grupo de Planejamento Familiar das Montanhas Rochosas.

Cisneros disse que gosta do imediatismo e confidencialidade do programa. "Você pode fazer uma pergunta aleatória sobre sexo e não se sente estúpida", disse Cisneros. "Mesmo que seja uma pergunta tola, eles não podem julgá-la já que não sabem quem você é. E seria nojento perguntar sobre essas coisas aos meus pais."

Educação sexual é um assunto delicado para a maioria dos sistemas escolares, apenas 13 Estados especificam quais componentes devem ser incluídos nos programas.

Orçamentos reduzidos e assuntos acadêmicos concorrentes têm ajudado a minimizar a pioridade da educação sexual no currículo escolar americano. Em reação, algumas organizações de saúde e distritos escolares estão desenvolvendo sites e serviços de mensagens de texto como formas de educar os adolescentes em um lugar onde faltar não é um problema: a Internet.

Muitos serviços, como Sexetc.org, um site nacional dirigido por e para adolescentes, oferecem privacidade e comunidades onde os adolescentes aprendem sobre sexualidade e relacionamentos, especialmente em dispositivos móveis, fugindo do controle dos pais.

"Quando perguntamos aos jovens qual é a sua fonte No. 1 de aprendizado sobre sexo, eles dizem: 'Google'", disse Deb Levine, diretora executiva do ISIS Inc., uma organização sem fins lucrativos que administra serviços de mensagens de texto e conteúdo médico. "Mas na maioria das vezes a melhor informação não é obtida através destas pesquisas."

Os responsáveis por tais programas digitais simplesmente querem que os adolescentes tenham informações precisas para ajudá-los a tomar boas decisões. Mesmo que a cultura popular esteja saturada com o sexo, fatos e aconselhamento podem ser difíceis de encontrar.

Leslie Kantor, vice-presidente para a educação da Federação de Planejamento Familiar da América, anunciou que o programa de chat será ampliado para que os adolescentes possam acessá-lo através de dispositivos portáteis. A organização está tentando incorporar conteúdos com termos de pesquisa usados por adolescentes, ela explicou.