Primeiro sex shop ecológico da Alemanha tem produtos politicamente corretos

A maior parte do público do sex shop são mulheres

Será que o uso de couro nas práticas sadomasoquistas é compatível com o respeito aos direitos dos animais? Agora sim, depois da abertura do primeiro sex shop ecológico da Alemanha, onde chicotes, algemas e consolos são politicamente corretos.

Na loja alternativa de sexo, chamada Other Nature, pode-se encontrar almofadas, preservativos e vibradores ecológicos, além de peças eróticas feitas de "couro vegano" - uma imitação da pele animal fabricada a partir de câmaras de bicicleta. "A princípio, o objetivo da loja era facilitar a prática do sexo exclusivamente através de produtos ecológicos, e depois decidimos fazer um sex shop puramente vegano", explica à Agência Efe a sócia do negócio, Anne Bonnie Schindler.

Segundo Anne, o veganismo - uma ideologia que rejeita o consumo de produtos de origem animal -, a ecologia, o desenvolvimento sustentável, o consumo responsável, o feminismo e a curiosidade de explorar todos os cantos da sexualidade não são ideias independentes e estanques. "Não vejo nenhuma diferença entre elas. De forma alguma, são todas iguais", assinala.

A jovem afirma, além disso, que a loja tem um caráter "feminista" e é "orientada para as mulheres, embora aberta aos homens", já que os brinquedos eróticos que oferece "podem ser utilizados por quem quiser e da forma que mais agradar".

Anne também reconhece que o público alvo são as mulheres jovens e homossexuais, mas assegura que na loja entram clientes "de todas as classes sociais e de todas as opções sexuais". "Aqui vem gente de todo tipo. Desde um casal de lésbicas de 18 anos que veio comprar seu primeiro brinquedo a uma mulher de cerca de 60 anos que se sentia sozinha e buscava algo novo", explica.

Os artigos mais procurados são as almofadas de silicone para a menstruação e diferentes exemplares de sua ampla e colorida seleção de vibradores. Mas o que talvez chame mais atenção seja o aspecto do lugar, "com cara de quarto de dormir", segundo descreve a proprietária, que assegura ter estudado durante muito tempo para desenhá-lo. "Queria acabar com o tabu (que rodeia estes estabelecimentos), convidar as pessoas para falar. Queria um lugar aberto e luminoso para que as pessoas se sentissem em casa", assinala.

Trata-se de um espaço formado por duas salas bem iluminadas, com amplas janelas, sofás e decorações que o fazem parecer mais com as cafeterias da cena alternativa de Kreuzberg, bairro onde fica a loja.

O projeto, no qual Anne e sua colega canadense Sara Rodenhizer trabalharam durante mais de dois anos e meio, abriu definitivamente as portas em outubro do ano passado. Além dos artigos "clássicos", o sex shop também oferece uma seleção de livros e índices que tratam de diversos aspectos sobre o sexo e a sexualidade, e deve incorporar em breve uma seção de aluguel de vídeos pornográficos destinados a mulheres.

A iniciativa deve realizar nos próximos meses cursos de divulgação sobre o sadomasoquismo, o uso de brinquedos eróticos e o ponto G.

Sexo e sedução na mulher madura

A mulher em pré-menopausa pode ter vida sexual normal e com vantagens que mulheres mais novas não têm, confira.
 
Há quem pense que a mulher perde a sexualidade com o passar dos anos. Isso não é verdade. A mulher madura ou em pré-menopausa que fizer as suas devidas reposições hormonais, dosagens dos sais minerais, entre outros cuidados, terá sua vida sexual normal. Para essas mulheres, não ocorrerão as dificuldades sexuais como dores vaginais durante a relação sexual, depressão, dificuldade para atingir o orgasmo, ''calorões'', apatia, irritabilidade, flacidez de musculatura vaginal, entre outras.

Com os avanços da Medicina e a descoberta de novos medicamentos, a solução para muitas doenças graves, como a infecção puerperal, que na Idade Média matava mulheres logo depois do parto, ou seja, em plena juventude, deixou de ser problema com a descoberta da assepsia anos mais tarde. A mulher até o século 17 era tida como uma incubadora, sem participação na geração dos filhos. Já no final do século 20, passou, de verdade, a ser mãe, com carga genética igual à do pai.

A luta da mulher para atingir um lugar as sol é antiga. Até a Igreja, com as suas guerras e cruzadas no Oriente Médio, auxiliou esta transformação das mulheres em grandes administradoras. Na época, os maridos chocaram-se duas vezes neste período de guerra. Primeiro, ao encontrarem opositores refinados como os árabes muçulmanos do Islã e segundo, quando, ao retornarem com os ensinamentos científicos importantes aprendidos com os inimigos, verificaram que as suas esposas, a maioria delas usuárias de cinturões de castidade no período de guerra, haviam administrado propriedades rurais e pequenos comércios habilmente, aumentando o patrimônio do marido e, com isso, promovendo sua evolução na escala social.

Caminhava a mulher para ser a companheira do homem e não a pecadora, o ser inferior. Caminho que ainda hoje faz parte da busca de muitas delas. Em um passado não muito distante, na década de 40, por exemplo, mulheres maduras e idosas eram culturalmente consideradas assexuadas. Hoje, elas sabem que isso não é verdade.

Marilene Cristina Vargas, médica pós-graduada em disfunção sexual e membro do Comitê Científico da Sociedade Internacional de Orgasmologia.

Livro descreve comportamento sexual brasileiro ao longo da história

"Não existe pecado abaixo do Equador". A frase dos viajantes europeus data de 1500 e entrou para o folclore popular. O sociólogo Paulo Sérgio do Carmo dedicou os últimos quinze anos a montar um mosaico para provar que esta história era real. E conseguiu. O resultado é o livro Entre a luxúria e o pudor: a história do sexo no Brasil (editora Octavo).

A publicação descreve o comportamento sexual brasileiro ao longo da história, começando com a chegada dos portugueses que encontraram uma multidão de mulheres peladas e acessíveis. Os maridos não se importavam se elas se divertissem e ainda ofereciam ninfetas da tribo para quem era bom de bico. Com tanta fartura, o resto foi consequência. A sacanagem está em nossa origem social.



Padre Anchieta foi um dos primeiros a perceber a sacanagem em terras brasileiras. Ele observou que não existia prostituição e nem precisava. A liberdade sexual era de fazer inveja a qualquer hippie. O padre notou que o índio quando estava com vontade de fazer sexo, não se apertava. Pegava a primeira dona pela frente, "podendo ser velha ou nova, ainda que não muito a seu gosto", pois ele tinha "quase por certo que teria depois outras". O senhor de engenho Gabriel Sorares de Souza registrou em 1569 que "os tupinambás são tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam, chegando em alguns casos a não respeitar as irmãs e tias, dormindo com elas pelos matos". Coisa de louco!



Índios sem pudor


Para povoar um país vasto como o Brasil, Portugal mandou para cá os renegados. Todo tipo de criminoso. Os caras chegavam aqui para cumprir pena e tinham como punição se divertir com centenas de mulheres, comida farta e praias paradisíacas. Quase ninguém reclamava. Sem contar os que deixavam as famílias em Portugal e descobriam nas índias uma fonte inesgotável de prazeres sexuais. Estes homens viraram uma fábrica de mamelucos - filhos de brancos com índias. Os portugueses viam semelhança da índia com a moura, com a vantagem de a índia não ser arisca. "Por qualquer bugiganga ou caco de espelho estavam se entregando aos caraíbas gulosos de mulher", relata um observador da época. O contato com as índias era facilitado pelos próprios pais, que ofereciam as filhas aos brancos "a troco de qualquer ninharia", arremata o mesmo narrador.



Fúria das chifrudas


Com a vinda dos escravos negros, os senhores passaram a usar e abusar das negrinhas bonitas. O que poucos sabem é que além de ser abusadas pelos senhores, as negrinhas de "rijos peitos e belos dentes" sofriam verdadeiras atrocidades por ciúme praticadas pelas mulheres destes senhores, quase sempre portuguesas feias, porque as bonitas ficavam em Portugal. Eram comuns os casos de mutilações, extirpações, deformações nas regiões com poder de sedução como as nádegas, dentes, orelhas e faces. José Alípio Goulart relata o caso de um senhor que elogiou os olhos de sua escrava e a mulher, furiosa de ciúme, mandou arrancá-los à ponta de faca para oferecer ao marido numa bandeja de prata no jantar. Outra quebrou os dentes de uma escrava com o salto das botas, queimou a cara e as orelhas por ela ser elogiada pelo marido. Apesar desta fúria doméstica, os maridos não queriam nem saber.



As relações ilícitas entre homens casados e suas cativas é um longo capítulo da história do Brasil que pode ser conferido pela grande população mulata na colônia e mesmo no império, com um resultado cromático que pode ser observado ainda hoje.

O lado pornô da Feira de Eletrônica de Las Vegas

LAS VEGAS, EUA — Paralelamente à Feira Internacional de Eletrônica de Consumo (CES), o grande evento anual do setor, em Las Vegas, estrelas do cinema pornô mostraram o lado erótico da tecnologia na internet, com novidades como um "teleconsolo", que permite fazer sexo pela web, e um software destinado a realizar fantasias em 3D.

O estúdio pornô Pink Visual exibiu na noite de terça-feira sua proposta futurista num clube noturno, a poucos passos da Feira Eletrônica de Las Vegas (Nevada, oeste dos Estados Unidos), da qual não pôde participar depois de sido rejeitado pelos organizadores.

"Queremos acabar com o estigma", declarou à AFP a presidente da Pink Visual, Allison Vivas.

"Não há nenhum motivo pelo qual o entretenimento para adultos não possa ser apresentado profissionalmente a consumidores mais velhos", disse.

Perto dela, a atriz pornô americana Lexi Belle levava um iPad pendurado no pescoço como um colar e desafiava os convidados a tocar em seu peito.

"A tecnologa avançou tanto nestes dias que agora mesmo pode-se ver minhas cenas on-line, num smartphone ou no peito da Lexi", afirmou, por sua vez, a também atriz pornô Alexis Texas, apontando para a colega.

"Esta é a nova onda do mercado e é para onde vamos", acrescentou.

O Real Touch, um dispositivo tátil para homens, que simula a sensação de manter relações sexuais, foi uma das inovações mais destacadas.

Glenn Chapman 


"Real Touch é o primeiro dispositivo que faz todo o trabalho para a rapaziada", disse Scott Rinaldo, diretor de produção na empresa da Carolina do Norte (leste).

"Acaricia, aperta, aquece e lubrifica sozinho", explicou.

Os dispositivos eram sincronizados a vídeos para adultos quando foram lançados os primeiros modelos há três anos, mas nas próximas semanas suas ações serão explicadas por atrizes pornô ao vivo, através do site da Real Touch.

A estrela pornô Kirsten Price acariciava um falo especialmente desenhado num estande numa esquina do clube, e seus gestos eram imitados por um dispositivo Real Touch, numa mesa em frente a Rinaldo.

"Passamos os últimos dois anos aperfeiçoando o consolo", disse Rinaldo, referindo-se ao novo "teleconsolo".

"Você pode fazer sexo pela internet com sua esposa, parceira, ou uma modelo, ou com quem quer que seja, através de uma câmara ao vivo", explicou.

As modelos da Real Touch poderão negociar seus próprios preços para os encontros virtuais, repartindo o dinheiro ganho com a empresa.

Atualmente, a rede está testando com aproximadamente 10.000 pessoas os 'gadgets' Real Touch, que custam 249 dólares.

"Poder sentir realmente o que está fazendo a pessoa do outro lado da câmara, através da internet, é algo que nunca foi feito antes, e acho que será impressionante", disse Price.

Desta forma, "pode-se ter uma experiência mais íntima, e é, sem dúvida, o sexo mais seguro que pode haver", acrescentou a atriz.

A Pink Visual também presenteia os amantes dos videogames com um programa informatizado que simula relações sexuais e permite aos usuários realizar suas fantasias em 3D, tanto as mulheres como os homens.

"Visamos os que amam os videogames e a pornografia", disse o diretor de marketing da Pink Visual, Lee Busick. "Uma pessoa pode dirigir as próprias cenas de sexo".

Este software é gratuito: a empresa ganha com a venda de bens virtuais, como artefatos, poses pervertidas ou aparelhos para ajudar no desempenho sexual.

A indústria pornô procura, assim, estar em sintonia com as tendências atuais da tecnologia, pelo que aposta nos smartphones, nos tablets, nos 'chats' ao vivo e na luta contra a pirataria, de acordo com Vivas.

Segundo ela, "para nós é interessante ver o que está acontecendo na CES".

Glenn Chapman 

Intimidade estraga relacionamento e esfria o sexo; conheça os limites

Usar o banheiro de porta aberta não é necessário,
mas revelar algumas intimidades não faz mal
Dividir a rotina com alguém vai além das delícias de assistir a um DVD juntinhos no sofá ou uma sessão de sexo quente.

Há missões inglórias, como pagar contas, lidar com afazeres domésticos e, claro, conhecer intimamente –e a fundo– o outro. Isso inclui odores, sons e visões pouco atraentes. Para explicar com mais clareza: gases, depilação vencida, unha do pé comprida, calcinhas ou cuecas esgarçadas.

E quem nunca se descuidou um pouco? O problema é que, com o passar dos anos, os casais tendem a se sentir cada vez mais próximos, deixando de lado certas regrinhas de educação (e de até higiene).

Para Maria Cláudia Lordello, uma das coordenadoras do Projeto Afrodite de sexualidade, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é óbvio que a intimidade é importante, pois aproxima as pessoas. "Conhecer bem quem você ama, e saber dos seus segredos e hábitos pessoais, faz parte de qualquer relacionamento. Porém, certos costumes íntimos não devem ser parte da rotina do casal, pois podem acabar prejudicando a relação", afirma a especialista. "Precisamos tomar o dobro do cuidado com as atitudes que envolvem a outra pessoa."

Todo mundo acorda com a cara amarrotada, o cabelo amarfanhado e um hálito nem um pouco refrescante. A noite pode ter sido ótima, mas a realidade das manhãs a dois é essa –e completamente aceitável. Todo mundo elimina gases, porém, ninguém precisa presenciar algo tão íntimo. "Claro que, eventualmente, algumas dessas situações podem ocorrer, pois são fisiológicas. Mas não devem ser um hábito, o que é bem diferente", diz Maria Cláudia. Fazer as necessidades de porta aberta pode e deve ser evitado, assim como ficar com a depilação vencida e usar roupas íntimas velhas e puídas.

Muitas vezes, aquilo que une o casal no início do relacionamento será o que vai separá-los no final. Falando de intimidade, isso costuma acontecer bastante, já que aquela pessoa passa a ser conhecida demais e não oferece mais surpresas ou novidades –como admirar o capricho em se arrumar para uma festa, por exemplo, se a mulher se vestiu, se maquiou, passou fio dental e fez escova na sua frente? Para o romance durar, é preciso surpreender e mostrar que sempre há algo novo para ser descoberto.

"A familiaridade proporciona segurança, mas descarta o entusiasmo e a emoção", diz a terapeuta sexual e de família Sylvia Faria Marzano, diretora do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), com sede em São Caetano do Sul (SP).

"Casais que já se relacionam há mais de dez anos têm tendência a dar muito valor para o que sabem um do outro e costumam fazer uma previsão do que a outra pessoa vai pensar ou fazer, justamente por conhecê-la tão bem. Mas o erotismo gosta do imprevisível. Como desejar algo que já podemos prever? O grande trunfo para que o desejo não diminua ou termine é o mistério, a novidade, a incerteza.”

A dica de Sylvia vale para rituais de higiene e de beleza. "O quanto erótico é soltar gases e outras coisas que só se faria com um amigo nos tempos de escola? Dormir com um certo preparo –de banho tomado, com um pijama bonito, tanto da parte da mulher quanto do homem– é um cuidado que todos devemos ter, por nós mesmos", diz Sylvia Marzano.

Mas ela comenta, ainda, que os casais não precisam "ser de mentira", fingindo que a fisiologia não existe. Porém, é preciso ter bom senso quando algum mico acontece, para que isso não seja motivo de diversão imatura e nem de constrangimento.

Em defesa do 'sexo inteligente'



O psicoterapeuta Stanley Siegel, consagrado especialista americano, defende que sentimentos dolorosos podem ser transformados em fontes de prazer - erotizando-os. 

Psicoterapeuta de celebridades e colunista da revista Psychology Today, Stanley Siegel acaba de lançar, em conjunto com a filha, o livro Your Brain on Sex, onde explica como o "sexo inteligente" pode mudar a nossa vida. Aos 62 anos, o especialista, também conhecido por assumir a sua homossexualidade e não abdicar de uma visão liberal da intimidade, defende que o sexo e o erotismo podem ser uma terapia, até para os maiores traumas, e um motor de liberdade e expansão pessoal. 

O que é o prazer inteligente?

É compreender os nossos desejos sexuais e o que significam na nossa vida psicológica. Se usarmos estes desejos para nos guiarem na escolha de parceiros sexualmente compatíveis, podemos curar conflitos passados e satisfazer as nossas necessidades.

De que forma?

É um processo por etapas. Primeiro, há que imergir no espírito de descoberta, sem juízos de certo ou errado. Depois, identificar os nossos desejos e fantasias, em torno de um tema, uma história com ligação ao nosso passado. Podem, até, ser de dominação e submissão. 

E porque é isso relevante?

Cada encontro sexual pressupõe uma escolha e uma história, com fantasias que remetem para temas centrais da nossa vida. Por exemplo: quem se imagina a ser humilhado e a fazer coisas vergonhosas viveu, no seu passado familiar, uma experiência traumática. E a forma de lidar com isso pode ser erotizar essa experiência dolorosa, através da sexualidade, convertendo esse conflito numa fonte de prazer.

Como no filme de Cronenberg, sobre Freud, Jung e a paciente Sabine, que se excitava com a ideia de ser batida...

A base da histeria dela era um pai dominador, que a castigava fisicamente. Ela erotizou essa dor e, já adulta, tinha fantasias de ser batida pelo parceiro sexual, transformando isso numa coisa agradável.

Como se ultrapassa esse conflito, inicialmente erotizado?

Honrar tais fantasias sem reprimi-las é o primeiro passo; concretizá-las com alguém de confiança, para ver até onde nos levam, seguindo-se o processo de cura.

Mas a generalidade dos terapeutas acha que concretizar fantasias é contraproducente e perigoso...

Sim, é verdade. Muitas escolas defendem que este é um método perigoso, que as fantasias devem ser vividas no plano puramente mental, simbólico. Contraponho que, quanto mais silenciosas estiverem, mais tomarão conta de nós. As fantasias não morrem, mas mudam, podem ser transformadas. Se postas em prática, o seu poder diminui, porque pensamos menos nelas. 

E pode ficar-se viciado?

Há casos em que isso acontece. Mas é quem reprime o sexo que tem mais propensão para ficar dependente. Agir as fantasias implica superar a vergonha e o medo. Nessa perspetiva, é libertador e reparador.

O que entende por sexo reparador?

Se compreendermos as nossas fantasias e as concretizarmos num ambiente seguro, podemos falar abertamente sobre o assunto com o parceiro, e perceber que o que nos excita baseia-se, quase sempre, num conflito relacional. Só isso pode ser redentor e ajudar-nos a ultrapassar os conflitos em causa. 

É esse o prazer inteligente de que fala?

Sim. A sexualidade não é para ser vivida ao acaso. É importante ter consciência do que as experiências sexuais nos evocam, da sua intencionalidade oculta, no plano emocional. Quando estamos profundamente ligados a alguém, expressamo-nos de modo autêntico, da forma como realmente somos, além da dimensão física. 

O sadomasoquismo, o swing e o poliamor são práticas recomendáveis? 

Começaram por ser movimentos indiferenciados de libertação, numa altura em que o sexo era silenciado. No caso das mulheres, libertaram-nas da vergonha e da culpa, por terem prazer. Hoje, o sexo casual é um direito, também para elas. E os movimentos libertários converteram-se em estilos de vida.

É sustentável viver com alguém sem ter sexo? 

Se a escolha do parceiro for feita em função de interesses comuns, como salário, educação, religião e estatuto socioeconómico, pode funcionar - mas nada tem a ver com sexo inteligente. Ele fica em segundo plano, desde o início, e não admira que a situação se torne chata, logo após um ou dois anos de casamento. 

E quanto à falta de compatibilidade e diferenças de registo sexual no casal? 

Há várias opções possíveis; costumo negociar com os casais qual a via mais adequada. Uns decidem suspender o sexo nas suas vidas. Outros optam por satisfazer as necessidades do(a) parceiro(a), abdicando das próprias. E há os que não concebem nenhuma destas possibilidades e preferem terminar o relacionamento. Por fim, existe quem entenda que a decisão razoável é manter um casamento aberto, com respeito pelo parceiro que escolheu para viver em comum. 

A orientação sexual pesa, nestas escolhas?

Sim. Os homens, mais do que as mulheres, têm a vida mais facilitada, porque sempre entenderam a finalidade recreativa do sexo. Até recentemente, se elas faziam o mesmo, eram chamadas prostitutas ou promíscuas. Mas as mais jovens já se sentem com outro à vontade para negociar a sexualidade dentro da relação.

Os assexuais existem, ou trata-se de uma abstração?

Estou convencido de que os europeus são mais descontraídos do que os americanos. Nós sempre vivemos mergulhados numa onda de puritanismo; basta pensar que os EUA foram fundados por peregrinos. Admito que o movimento assexual seja uma reação à visibilidade e aceitação das diferentes expressões da sexualidade - o sexo casual, a homossexualidade, os estilos de vida ditos alternativos. Assiste-se a uma espécie de retrocesso ou movimento oposto, em defesa de valores religiosos.

Como reage ao rótulo "terapeuta das celebridades e que também é gay"?

Não considero que seja problemático, uma vez que, do ponto de vista clínico, até pode representar uma vantagem. Os homossexuais tiveram, desde cedo, de conviver com a falta de aceitação, sem figuras de referência nem mapas orientadores. Tiveram de inventar as suas vidas e sobreviver, dependendo do seu próprio pensamento e da sua criatividade. 

Como foi para si - e, já agora, para a sua filha - lidar com a sua saída do armário?

Revelei-me quando ela tinha 13 anos. Lidou precocemente com a ideia de que o pai tinha sexo. Decidi que não queria mais silenciar a minha sexualidade como o fizera antes. Desenvolvemos um diálogo aberto e livre, e, neste livro, em que ela, também terapeuta, participou, até descobrimos coisas novas acerca de cada um.

Quer falar sobre isso?

Temos diferentes pontos de vista, por exemplo, sobre a monogamia. Para mim, é uma escolha, tal como as relações abertas o são. A minha filha atribui mais importância à estabilidade num relacionamento, valorizando a exclusividade conjugal. 

Como é viver em família com essas diferenças?

Ela vive em Portland, eu em Nova Iorque. Estamos afastados geograficamente, mas somos próximos e damo-nos muito bem. Em datas importantes, reunimo-nos todos - a minha ex-mulher, o meu neto e os meus antigos namorados, que também fazem parte da família.


Estudo defende a traição como algo natural do homem; entenda


Muitas pesquisas de comportamento tentam explicar a razão para uma traição, seja por parte dos homens ou das mulheres. Outras querem saber quem trai mais. Mas um estudo recente chegou a uma conclusão mais simples: os homens sempre irão trair. As informações são do site Daily Mail. 

O sociólogo americano Eric Anderson explica que o homem que não tem relações sexuais fora do relacionamento apenas se adaptou a um "cárcere sexual imposto pela sociedade". E a traição não quer dizer que ele não esteja feliz com a namorada - é somente uma vontade física. 

Anderson vai mais além na polêmica e defende que a traição na verdade é a regra, e a monogamia é a exceção, e por isso está na hora de encarar as relações "abertas" que podem coexistir sem hierarquia ou predominância de uma em relação à outra. 

O estudo foi feito com 120 rapazes, tanto gays quanto heterossexuais. Do grupo, 78% traía, apesar de amarem sua companheira ou companheiro, e terem a intenção de manter a relação. 

Em entrevista para o Huffington Post, o sociologista defende a ideia da monogamia emocional, mas não física. Por exemplo, para criar a família o importante seria a relação emocional do casal, e não o sexo entre eles. "Nosso desejo físico não morre, apenas muda de pessoa para pessoa. Quando o sexo acaba, a relação está só começando", disse. "Homens procuram sexo para se divertir, mas realmente amam seus companheiros. Se não amassem, não estariam junto com eles." 

No estudo, entretanto, os homens que traíam deixaram claro que não gostariam que seus parceiros fizessem o mesmo.

Nos EUA, educação sexual chega ao mundo digital

Grupos de educação sexual usam tecnologia
para se aproximar dos alunos
Programas permitem que alunos mandem perguntas por mensagem do celular e evita constrangimentos.

Enquanto se dirigiam para a escola no ano passado, Stephanie Cisneros, uma caloura do ensino médio nos Estados Unidos, e algumas amigas discutiam como Doenças Sexualmente Transmissíveis podem ser passadas adiante.

Cisneros sabia que poderia resolver suas dúvidas em sala de aula, mas não levantando sua mão. Enquanto seu professor de biologia falava sobre moscas, Cisneros colocou seu celular embaixo da mesa de laboratório e digitou uma mensagem para ICYC (In Case You're Curious, ou Caso Esteja Curiouso), um programa de chat de texto dirigido pelo grupo de Planejamento Familiar das Montanhas Rochosas.

Cisneros disse que gosta do imediatismo e confidencialidade do programa. "Você pode fazer uma pergunta aleatória sobre sexo e não se sente estúpida", disse Cisneros. "Mesmo que seja uma pergunta tola, eles não podem julgá-la já que não sabem quem você é. E seria nojento perguntar sobre essas coisas aos meus pais."

Educação sexual é um assunto delicado para a maioria dos sistemas escolares, apenas 13 Estados especificam quais componentes devem ser incluídos nos programas.

Orçamentos reduzidos e assuntos acadêmicos concorrentes têm ajudado a minimizar a pioridade da educação sexual no currículo escolar americano. Em reação, algumas organizações de saúde e distritos escolares estão desenvolvendo sites e serviços de mensagens de texto como formas de educar os adolescentes em um lugar onde faltar não é um problema: a Internet.

Muitos serviços, como Sexetc.org, um site nacional dirigido por e para adolescentes, oferecem privacidade e comunidades onde os adolescentes aprendem sobre sexualidade e relacionamentos, especialmente em dispositivos móveis, fugindo do controle dos pais.

"Quando perguntamos aos jovens qual é a sua fonte No. 1 de aprendizado sobre sexo, eles dizem: 'Google'", disse Deb Levine, diretora executiva do ISIS Inc., uma organização sem fins lucrativos que administra serviços de mensagens de texto e conteúdo médico. "Mas na maioria das vezes a melhor informação não é obtida através destas pesquisas."

Os responsáveis por tais programas digitais simplesmente querem que os adolescentes tenham informações precisas para ajudá-los a tomar boas decisões. Mesmo que a cultura popular esteja saturada com o sexo, fatos e aconselhamento podem ser difíceis de encontrar.

Leslie Kantor, vice-presidente para a educação da Federação de Planejamento Familiar da América, anunciou que o programa de chat será ampliado para que os adolescentes possam acessá-lo através de dispositivos portáteis. A organização está tentando incorporar conteúdos com termos de pesquisa usados por adolescentes, ela explicou.

Confira 9 estudos estranhos sobre sexo feitos em 2011

Sexo e relacionamento são temas sempre comentados e noticiados na mídia. Pesquisas são feitas com o intuito de descobrir como acontece a relação humana e, por vezes, ajudar a melhorar a situação. Alguns estudos, porém, são um tanto quanto excêntricos e são estes que fazem parte da lista feita pelo Your Tango.

Veja a seguir dez pesquisas estranhas sobre sexo feitas em 2011.

Mulheres pensam mais em comida do que em sexo: uma pesquisa com 5 mil pessoas mostrou que as mulheres são mais preocupadas com o que estão comento do que com a vida sexual. O estudo descobriu que 25% delas pensam sobre comida a cada 30 minutos, contra apenas 10% que pensam sobre sexo. Quatro em cada 10 mulheres dizem que estão sempre em busca de dietas e/ou preocupadas com o peso.

25% das pessoas atendem o telefone durante o sexo: uma pesquisa feita pela empresa My Phone Deals questionou diversos itens aos voluntários, entre as perguntas estava se alguma vez a pessoa havia atendido o telefone durante o sexo. O resultado foi de que 25% dos entrevistados faziam a interrupção para atender chamadas.

Universitários preferem ouvir elogios do que fazer sexo: as pessoas podem ligar a vida na faculdade à promiscuidade, mas de acordo com um artigo publicado no Journal of Personality, os alunos preferem receber elogios e boas notas do que ter relações sexuais.

Orgasmo da mulher depende de forma vaginal: o professor de psicologia Stuart Brody, da Universidade do Oeste da Escócia, disse que pode discernir a capacidade da mulher para atingir o orgasmo só de olhar para os lábios das partes íntimas dela. Segundo ele, o orgasmo é mais prevalente entre as mulheres com um tubérculo proeminente no lábio superior, ao contrário das que têm os lábios finos.

Universitários prefere livros do que sexo: os estudantes podem fazer festas e bagunça quando estão na universidade, no entanto, todos têm o objetivo de estudar. Uma pesquisa divulgada pela empresa de software Kno, Inc., informou que um em cada quatro estudantes universitários desistiria do sexo por um ano de concessão de livros. Apenas 506 alunos participaram do estudo.

Uma em cada cinco mulheres gostam mais do Facebook do que de sexo: de acordo com um levantamento entre 2 mil mulheres, feito pela revista Cosmopolitan, uma em cada cinco mulheres preferem atualizar o status, postar vídeos engraçados, perseguir ex-parceiros na rede social à começar uma relação sexual.

Mulheres ficam mais bissexuais conforme envelhecem: um estudo mostrou que as preferências sexuais femininas rendem a sofrer um período confuso. Pesquisadores da Boise State University descobriram que em um grupo de mulheres heterossexuais, 60% eram fisicamente interessadas em outras mulheres; 45% já havia se relacionado com o mesmo sexo no passo; e 50% tinham fantasias de relacionamentos homossexuais.

Laptops podem prejudicar esperma: uma pesquisa da revista Fertility and Sterility descobriu que homens que colocam os laptops no colo têm a qualidade dos espermatozoides afetadas. Os pesquisadores chegaram ao resultado testando amostras de sêmen de 29 homens saudáveis. Colocaram gotas de esperma sob um laptop que foi conectado à Internet via Wi-Fi. Em seguida, eles baixaram alguma coisa. Dentro de quatro horas, um quarto das amostras já não estavam nadando ao redor.

Mulheres "nerds" fazem mais sexo: as mulheres que passam horas jogando videogames, no computador ou smartphones têm relações sexuais mais frequentes do que as demais mulheres, de acordo com uma pesquisa feita pela Harris Interactive. Este perfil de mulheres também é mais feliz em um relacionamento sério.

Depois da Revolução Sexual, jovens optam pela castidade no namoro

O final do século XX foi marcado pela vontade da juventude de se libertar sexualmente e ter domínio do próprio corpo. A onda da "Revolução Sexual" envolvia o desnudamento dos corpos, principalmente os femininos, e a vontade de transformar os costumes tendo como base a efervescência cultural, ideológica e política. Hoje, na segunda década do século XXI, já é visto um movimento inverso.

Preocupados com a banalização da sexualidade, movimentos, em especial os religiosos, tentam retomar a vivência da castidade e preservação do ser virgem até o casamento. Em Londrina, estão sendo distribuídas nas paróquias a cartilha "O verdadeiro Amor espera" da Comissão de Defesa da Vida da arquidiocese.

Membro do grupo desde 2004, o advogado Carlos Augusto Costa, conta que a iniciativa surgiu depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, concedeu uma liminar dando a uma mulher o direito de abortar um bebê anencéfalo. Em Londrina, seis mil pessoas apoiaram um abaixo-assinado contra a decisão, que foi enviado ao STF, mostrando a desaprovação.

Em uma reflexão contínua de sete anos, a comissão sabe que o aborto deve ser prevenido e crê na castidade como resposta. "O sexo é a coisa mais linda e maravilhosa que Deus criou, mas houve uma desestruturação. Aquilo que foi criado para unir o homem e a mulher e transformá-los em família, acabou sendo utilizado para o simples gozo", comentou.

Costa acredita que os jovens precisam ser informados da opção pela castidade. "Eles estão sendo vítimas de desinformação, pois ninguém fala a eles sobre o benefício de ser casto. Eles vêem apenas que se pode fazer sexo com camisinha. Eu já dei mais de dez palestras na Escola Estadual Nilo Peçanha e sempre pergunto aos meninos se eles gostariam de casar com uma menina que já esteve com dois, três homens e a resposta é unânime. Aí eu digo para as meninas: eles querem brincar com vocês, mas para casar eles querem uma virgem", contou.

E no namoro?

Em uma época de hormônios explodindo e da maturação do corpo, viver a castidade em um namoro pode ser difícil, como confirma o casal de namorados, Júlia Martins, 20 anos, e Rodolfo Carvalho, 19. Participantes da Juventude Apostólica de Schoenstatt e juntos há um ano e cinco meses, escolheram se casar virgens.

"A minha decisão surgiu da vontade de se guardar para aquela pessoa que realmente me merece, que vai me amar e ficar comigo para o resto da vida. O sexo não pode ser banalizado, pois não é como beber água, mas é um ato de amor", disse Júlia.

Para Rodolfo, a castidade vinha como um desejo interno de dar um presente à futura esposa. "Eu me imaginava com a pessoa certa e sabia que poderia ser uma ofensa à companheira, caso tivesse uma outra experiência sexual", contou.

Para os jovens, a castidade só poder ser vivida com muito diálogo. "Tem que ter cumplicidade, companheirismo e amizade", colocou Júlia. "Você não pode manter a sexualidade como um assunto fechado porque pode virar uma bomba. Mas tem que conversar e crescer junto, porque apesar das dificuldades, o namoro se aprofunda", defendeu Rodolfo.

A banalização do sexo no Twitter

Começo este artigo com receio de ser rotulada de hipócrita ou falso moralista, mas vou arriscar conseguir algumas aprovações pela minha opinião sobre como o sexo tem se tornado tão banal para as novas gerações. Hoje, quarta-feira, 21 de dezembro, estava procurando no Twitter um dos assuntos mais comentados para tentar produzir um texto, já que o dia está sem muitas pautas, e vejo a hashtag #20pessoasquequerotransar, isso mesmo, as vinte pessoas que você quer transar!

Bom, não que as pessoas não devam transar com 20 pessoas durante sua vida, eu acho um exagero, mas há quem goste de somar. Porém, você ter em mente 20 pessoas com quem você transaria por esses dias... como assim? Quem é que sabe as 20 pessoas, possíveis, com quem quer transar? Soa promiscuo demais.

E, olhando as pessoas que aderiram a brincadeira, percebi que não sou a única a não concordar com tamanha “falta do que fazer”. Um dos usuários da rede social escreveu um comentário interessante: “colocam #20pessoasquequerotransar nos trends brasil e depois reclama [sic] que gringo so vem pra ca pela putaria”. Pois é. Se nosso país já tem fama de local propício para a prostituição, muita bunda e mulher pelada, ainda inventam mais besteiras para que façamos por merecer a fama.

Certamente um monte de gente vai me perguntar: Mas tia, você não anda em balada, você não transa, você não tem vontade de transar com ninguém? Sim para todas as respostas. Porém, tornar o assunto totalmente banal só me responde algumas questões que as vezes me pego indagando, tais como: Porque os meninos não levam mais as meninas a sério? Porque tem tanta gente com AIDS, com tantas formas de prevenção?

A questão não é não falar em sexo, não é não ter vontade ou nunca ter cometido uma “doideira” vez ou outra na vida. A questão é a forma como o assunto tem sido tratado em redes sociais, onde pessoas muito jovens, que ainda estão formando suas opiniões e caráter têm livre acesso e podem acabar achando que transar com 20 pessoas seja algo normal. Não, não é. Assim, premeditado, tendo vontade de simplesmente transar com um monte de gente, uma por dia, por semana talvez? Como assim?

Além das doenças, existe a gravidez indesejada, abortos, pílulas do dia seguinte, que deveriam ser tomadas em caso apenas de estupro – na minha opinião – são tomadas como remédio para dor de cabeça. Uma bomba de hormônios equivalente a meia cartela de pílula anticoncepcional.

Enfim, o sexo é bom, quem diria o contrário? Mas, para as meninas que querem ser amadas pelo seu caráter, revejam seus conceitos, principalmente na balada, quando a chave do carro na cintura do cara e uma bebida importada são suficientes para tirar a roupa pra ele. E aos meninos, reparem que quando vocês transam com "20 pessoas" no fim de semana, como você acorda com uma sensação de que está sempre sozinho. Pelo menos é o que alguns amigos meus dizem quando estão sóbrios.

E às pessoas do Twitter, que antes era uma rede tão culta e divertida, vamos parar com a futilidade um instante ou será que outra rede social apenas para selecionados terá que ser inventada novamente?
 

Sexo na história

Por séculos, a relação sexual serviu só para procriação, por isso, era reservada para depois do casamento.

A virgindade representava pureza e a fidelidade era primordial. Para ter certeza de que não haveria traição, as mulheres durante a Idade Média usavam cinto de castidade - acessório metálico ajustado na cintura para cobrir a vagina - enquanto os maridos iam para as Cruzadas (batalhas cristãs). O objeto era trancado com chave, que ficava com ele.

Com o tempo, a forma de tratar a sexualidade mudou, principalmente após a década de 1960. A época foi marcada por lutas pelos direitos das mulheres, dos homossexuais, entre outros. É quando surge a pílula anticoncepcional, que dá mais controle do corpo à mulher.

A partir de então novos questionamentos aparecem: por que o homem pode mais?
Por que precisa reprimir os sentimentos?
Por que homossexuais são perseguidos?

"Na tentativa de responder se fez muito barulho e mobilizaram-se multidões", explica Larissa Pelúcio, antropóloga da Unesp. As mudanças continuaram nos anos 1980, com o surgimento da Aids. "Cria-se verdadeiro pânico moral em torno das sexualidades e do uso dos corpos, culpando e perseguindo grupos, sobretudo os que não atendiam à moral conservadora."

Os jovens também sofreram com isso, principalmente porque a relação deles com o sexo sempre foi tratada como algo perigoso.

Em geral os alertas giram em torno dos cuidados com as Doenças Sexualmente Transmissíveis e gravidez indesejada. "Dizer que hoje se fala sobre sexo abertamente é ingênuo. Em geral, é abordado de maneira muito superficial e não como algo que dá prazer e permite conhecer melhor a si mesmo", afirma Larissa.

ONU pede proteção mundial a direitos dos homossexuais

Homossexuais e transexuais enfrentam discriminação e violência por causa da sua orientação sexual em todas as regiões do mundo, o que inclui assassinatos, estupros e torturas - além do risco de pena de morte em pelo menos cinco países -, disse a ONU na quinta-feira.

O primeiro relatório oficial da entidade sobre o tema pede aos governos que protejam gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBTs), que punam as violações graves e revoguem leis discriminatórias.

"A violência homofóbica e transfóbica já foi registrada em todas as regiões. Tal violência pode ser física (incluindo assassinatos, agressões, sequestros, estupros e violência sexual) ou psicológica (incluindo ameaças, coerção e privações arbitrárias da liberdade)", diz o relatório de 25 páginas assinado pela alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.

O texto foi encomendado em junho pelo Conselho de Direitos Humanos, que na época reconheceu os direitos iguais de LGBTs, e condenou toda forma de violência ou discriminação com base na orientação sexual. Países ocidentais consideraram a decisão histórica, ao passo que governos islâmicos a rejeitaram firmemente.

No último dia 6, em discurso no Conselho de Direitos Humanos, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que "nunca deveria ser crime ser gay".

O relatório de Pillay diz que pessoas vistas como homossexuais podem sofrer violência espontânea "nas ruas", ou então abusos mais organizados, "inclusive por extremistas religiosos, grupos paramilitares, neonazistas e nacionalistas extremistas".

A violência contra LGBTs tende a revelar "um alto grau de crueldade", com mutilações e castração, segundo o relatório, que critica também os "assassinatos por honra" cometidos por parentes e membros de comunidades onde vivem os homossexuais.

O texto cita casos de assassinatos de gays na Suécia e na Holanda, a morte de uma transexual em Portugal, e crimes contra mulheres lésbicas, bissexuais ou transexuais em El Salvador, Quirguistão e África do Sul.

Outro caso destacado no relatório aconteceu no Brasil, onde um casal de lésbicas teria sofrido agressões em uma delegacia e sido obrigado a fazer sexo oral.

Atualmente, acrescenta o relatório, há 76 países com leis usadas para criminalizar comportamentos com base na orientação sexual e identidade de gênero. O texto não cita os países que impõem a pena de morte, mas ativistas dizem que são eles: Irã, Mauritânia, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen, além de algumas regiões da Nigéria e Somália.

A vagina envelhece? Entenda causas e consequências do problema

Atrofia, ressecamento e afinamento da mucosa
são consequências do envelhecimento vaginal.
Dizem que o tempo é cruel. Afinal de contas, ele passa para todas as pessoas e traz consequências que são sentidas no físico e até no emocional. A passagem dos anos marca o corpo de maneira singular, vincando a pele que era viçosa e transformando os cabelos negros em fios grisalhos. Mas outras partes do nosso organismo também sofrem com o envelhecimento e nem todo mundo se dá conta disso. A vagina, por exemplo, sofre diversas alterações físicas e fisiológicas que interferem nas saúdes sexual e urológica.

Vagina atrofiadaUma das principais ocorrências que o tempo traz para as mulheres é a menopausa, época em que cessa a produção de hormônios no organismo. E é justamente a falta do hormônio estrógeno que causa diversas mudanças na vida sexual e na vagina. Débora Pádua, fisioterapeuta uroginecológica da Clínica Dr. José Bento, da capital paulista, contou que a queda hormonal altera a espessura do canal vaginal, tornando-o mais fino e causando fissuras durante a penetração, o que causa muito incômodo durante o ato sexual. "O desconforto é sentido pelo casal, tanto pelo homem quanto pela mulher e muitas têm preconceito em usar lubrificantes e querem até desistir do sexo por causa da dor", contou.

Maria Luiza Mendes Nazar, ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, da capital paulista, disse que o ressecamento e a perda da capacidade de se contrair também são consequências que surgem da redução hormonal. "Assim como a pele envelhece, por falta dos hormônios a vagina sofre uma atrofia. O ressecamento é mais sentido durante o ato sexual, mas mulheres que não tem uma vida sexual ativa reclamam de uma coceirinha, como se a pele estivesse ressecada mesmo", contou.

Embora a palavra atrofia seja bastante forte, o problema pode ser tratado e as mulheres que têm dúvidas se a vagina está atrofiada ou não pode consultar o ginecologista para conferir o problema. Segundo Maria Luiza, o exame de Papanicolau, que é recomendado uma vez ao ano para todas as mulheres, em idade fértil ou não, costuma acusar o problema. "Muitas mulheres sentem também que a vagina está mais curta", contou a ginecologista.

Perda urináriaO envelhecimento vaginal prejudica consideravelmente a vida sexual, mas não apenas ela. Outra consequência da passagem dos anos nas partes íntimas é o afinamento da mucosa, que fica menos resistente, e o encurtamento da uretra. "Muitas pacientes chegam ao consultório se queixando de perda de urina em atividades simples, como espirrar ou tossir", contou Maria Luiza. Essa perda urinária não está relacionada às perdas anatômicas ou à quantidade de partos normais pela qual passou a paciente. É, sim, um distúrbio fisiológico e que tem tratamento.

"Elas não precisam sofrer com o problema. Se houver a queixa da perda urinária e o Papanicolau acusar a atrofia vaginal, a primeira coisa a ser feita é contestar seu médico sobre a possibilidade de usar cremes vaginais com hormônios, que costumam solucionar o problema", falou Maria Luiza.

Malhação "nas partes"Além dos cremes hormonais e o uso de lubrificantes aquosos durante o ato sexual, um dos tratamentos que podem ajudar significativamente o tratamento do envelhecimento vaginal é a fisioterapia uroginecológica. "Por meio de exercícios perineais, conseguimos estimular as glândulas de Bartholin, que são responsáveis pela lubrificação vaginal, para melhorar o ressecamento e exercícios para evitar a atrofia", contou Débora, que é também autora do livro Prazer em conhecer: você acha que sabe tudo sobre sexo?.



Os exercícios praticados durante a fisioterapia não têm contraindicação e podem ser praticados por mulheres de todas as idades, em especial aquelas com vida sexual ativa. Segundo a fisioterapeuta da Clínica Dr. José Bento, tais exercícios seriam os mesmos do pompoarismo, sendo que este é aplicado durante o ato sexual. "A partir dos 40 anos, as mulheres perdem fibras musculares e, com isso, há a queixa de frouxidão vaginal por causa da musculatura que fica flácida, comprometendo o prazer", contou a fisioterapeuta, que explicou que os prolapsos, que são relatados como "quedas" da bexiga, útero e intestino também podem se tornar mais frequentes por causa da flacidez dos músculos vaginais. "Não dói. Muitas mulheres reclamam de um peso no pé da barriga e se ela não se olha, só descobre o problema quando o órgão está visível, quando sai e aí precisa fazer cirurgia para corrigir o problema."

A resposta ao exercício físico varia de acordo com a idade e as atividades são feitas especificamente para o períneo e o canal vaginal. "Ninguém vai saber que ela está fazendo o exercício. Para quem nunca tentou, pode aprender prendendo o jato de urina, mas depois que estiver craque, não deve mais interromper a urina, apenas fazer a contração. Com isso, melhora-se muito a atrofia vaginal, a musculatura do canal vaginal e até a lubrificação", concluiu Débora.

Conheça os 10 melhores exercícios para a sua vida sexual

Alguns exercícios aumentam o humor, o desejo sexual, e melhoram a saúde geral.

Alguns deles tiram seu pensamento de que você está trabalhando duro para queimar algumas calorias. Segundo o site Health, esses exercícios ajudam a sintonizar o corpo de forma sensual e, por isso, faz com que as pessoas se sintam mais interessadas ​​em sexo.

Veja uma lista com 10 exercícios que melhoram a vida sexual:

Pole dancePole dance deixou de ser apenas para dançarinas exóticas. Estúdios particulares oferecem aulas e você não precisa ter nenhuma experiência. O exercício pode agir como tratamento e as sessões podem envolver horas de trabalho de força.

Aulas de salsaAs aulas de salsa podem queimar até 200 calorias em meia hora. Você não precisa ser um grande dançarino para começar a ter aulas. Para realmente atiçar, tenha aula com o seu marido ou namorado. Estudos mostram parceiros que tentam algo novo juntos têm grandes benefícios tanto dentro como fora da cama.

StripteaseVocê não precisa tirar todas as peças de roupa. Apesar de parecer algo intimidador, isto pode ser sexy e você pode tirar tudo se estiver a vontade. Participar de uma aula com um coreógrafo pode ajudar a aprender alguns passos.

Dança na cadeiraMuitos DVDs ensinam coreografias para serem feitas na cadeira. Além disso, há um benefício para o corpo durante os exercícios. As atividades incentivam um bom resultado para as pernas, glúteos e barriga.

Dança do ventre
Muitas academias de dança oferecem aulas que fazem você queimar até 350 calorias em uma hora. Além disso, para alguém que ainda não está muito confortável com algo mais sensual, esta pode ser uma maneira mais modesta de fazer um exercício sexy.

Yoga nuaFãs de yoga dizem que tirar a roupa torna a prática relaxante e ainda mais calmante. Além disso, muitas posições da yoga usam os quadris as pernas e fortalecem o músculo pélvico.

ZumbaA palavra zumba significa mover-se rapidamente. Esta dança colombiana se espalhou para as academias do mundo inteiro. É uma mistura de movimentos aeróbicos e hip-hop. Você não tem que ser um profissional para dançar. Novos participantes são encorajados a dançarem no seu próprio ritmo, pegando os movimentos à medida que avançam.

Dança BollywoodBollywood, dança de inspiração indiana, também tem um "quê" sexy. Em meia hora de dança dá para queimar cerca de 200 calorias. Muitas das danças contam histórias de romance ou amor perdido.

Acrobacia aéreaPopularizado por acrobatas de circo, este treino é indicado para quem já tem alguma prática. Aprender exercícios entre os tecido pendurado no teto favorecem o alongamento e fortalecimento dos membros. Alguns estúdios estão incorporando diferentes tipos de aulas antigravitacionais.

BambolêEste esporte não é só para crianças. Além de divertido, o babolê fortalece a barriga e afina a cintura. Em um treino de 30 minutos é possível queimar até 250 calorias. O exercício faz as pessoas se interessarem em atividades físicas e sensuais.

Novo preservativo promete melhorar vida sexual

Embora não combata a disfunção erétil, um novo preservativo promete melhorar a vida sexual dos homens que tenham problemas em manter a ereção. O novo produto contém uma substância vasodilatadora que prolonga e melhora a ereção. O lançamento na Europa está previsto para o final do ano.

No seu site oficial, o laboratório britânico Futura Medical, que desenvolveu o novo preservativo, afirma que já obteve licença das autoridades europeias para o comercializar em 29 países da Europa.

Neste novo preservativo, o pénis entra em contacto com o gel vasodilatador depositado na extremidade do produto, o que leva a que haja um aumento do fluxo sanguíneo para o órgão sexual. Assim, o pénis aumenta a sua firmeza e a ereção é prolongada por mais tempo.

A Futura Medical explica que os resultados foram avaliados através de um estudo que comparou o novo preservativo com o preservativo tradicional. A maioria dos homens afirmou que conseguiu uma maior duração da ereção. As mulheres, que também foram envolvidas no teste, confirmaram o resultado.

A empresa britânica que desenvolveu o produto espera que o novo preservativo ajude também a promover o sexo seguro. O preservativo vai ser comercializado pelo grupo Reckitt Benckiser, responsável também pela marca Durex.

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