Saiba como falar sobre sexo com seus filhos

"De onde eu nasci?". Se o seu filho alguma vez já lhe fez esta pergunta, saiba que, sim, mais cedo ou mais tarde as crianças começarão a fazer perguntas sobre sexo. Será que você realmente sabe conversar com o pequeno sobre um assunto tão delicado? O NE10 foi atrás de profissionais e preparou algumas dicas bem simples de como ter a resposta na ponta da língua e não deixar o filho com aquela questão não resolvida. 

O criador do portal Pediatria em Foco, dr. Marcelo Reibscheid, afirma que as perguntas não têm muito a ver com a sexualidade, e sim com a própria anatomia, geralmente a partir dos quatro anos. "Os questionamentos, na maioria das vezes, só aparecem quando a criança começa a tomar conhecimento sobre o seu corpo", explica. 

Para começar, não puxe assunto. Deixe que a criança chegue com seus próprios questionamentos. "São questões básicas. Devemos respondê-las de forma simples e nunca se antecipar, porque, às vezes terminamos explicando coisas que eles nem querem saber", complementa o especialista.

Segundo o terapeuta infantil e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Carlos Brito, o tratamento do tema nas escolas é essencial, mas o assunto ainda não é tão mencionado como deveria ser. "As escolas trabalham muito no sentido informativo. Resume muito a sexualidade apenas à questão biológica", lamenta. De acordo com o especialista, as instituições de ensino seriam de grande importância para a assimilação da sexualidade nas crianças, alem das respostas embaraçadas dos pais. Como muitas das perguntas surgem de situações vividas no ambiente escolar, não mude de assunto quando seu filho chegar perguntando sobre algo que ficou sabendo com os coleguinhas. 

Ainda de acordo com Brito, a curiosidade nunca deve ser castrada. "Quando interrompemos a curiosidade de algo que ainda não foi explicado, a criança continua sem entender e segue fazendo perguntas complicadas", afirma. A dica é: se tem dificuldade de falar abertamente com o filho sobre o tema, não deixe que ele pense no sexo como algo feio, pecaminoso. Invista em outras iniciativas, como a literatura infantil, os filmes e até mesmo uma terapia coletiva. Ou então, tente encontrar uma resposta simples, adequada, sem entrar em maiores detalhes, mas também estabeleça limites nas respostas.

EXPERIÊNCIAS - A supervisora de serviços Suzelaine Alves, 42 anos, mãe de uma pré-adolescente de 11 anos, acredita que atropelar a fase das primeiras perguntas é inaceitável. "Se você deixa passar essa fase de pequenas explicações, eles terminam procurando a resposta em outro lugar", afirma. Desde os quatro anos da filha que tenta sempre tirar as dúvidas através de exemplos. "De um modo bem simples, passei as informações através de exemplos do cotidiano sobre o porque de cada um ser de certa forma e nunca ultrapassei limites", complementa.

No fim das contas, o mais importante é manter o canal de comunicação aberto a saber que seu filho crescerá escondendo suas principais dúvidas.http://www.unitedphotopress.com/#/contactos5

Hormona sexual regula peso corporal, apetite e gasto energético nas mulheres


Investigadores da University of Texas Southwestern Medical Center, nos EUA, descobriram que a hormona estrogénio regula o gasto de energia, o apetite e o peso corporal nas mulheres. Os resultados podem levar a novas terapias de reposição hormonal com a entrega da hormona sexual a partes específicas do cérebro que regulam o peso corporal, evitando assim os riscos associados com o tratamento como cancro da mama e AVC, avança o portal ISaúde.

O estudo com ratos é o primeiro a mostrar que o estrogénio, actuando através de dois centros neurais do hipotálamo no cérebro, regula o peso corporal do sexo feminino através do controlo da fome e do gasto energético.

No entanto, ratos do sexo feminino em falta do receptor de estrogénio alfa, molécula que envia sinais da hormona para os neurónios, em determinadas partes do cérebro tornaram-se obesos e desenvolveram doenças como diabetes e doenças cardíacas.

Resultados similares não foram observados em ratos machos, embora os investigadores suspeitem que receptores da hormona noutros locais do cérebro possam actuar da mesma forma no metabolismo dos homens.

Segundo os cientistas, os resultados são potencialmente importantes para milhões de mulheres na pós-menopausa, muitas das quais decidiram não receber a terapia de reposição hormonal devido aos efeitos secundários.

Os médicos pararam de recomendar rotineiramente a terapia com estrogénio a longo prazo para mulheres na menopausa em 2002, quando um estudo mostrou que a hormona sexual levou ao aumento do risco de doença cardiovascular.

Segundo a autora da pesquisa, Deborah Clegg, o papel do estrogénio nas mulheres na pós-menopausa continua a ser incerto. "As nossas descobertas continuam a apoiar um papel do estrogénio na regulação do peso corporal e do gasto energético, sugerindo um benefício da terapia para mulheres na pós-menopausa", conclui.http://www.unitedphotopress.com/#/contactos5

Sexsomnia: sexo noturno pode ser problema



Se você também já acordou com os braços de seu marido - ou namorado - te agarrando durante a noite para uma remota relação sexual, acredite, isto pode não ser intencional.

De acordo com um estudo publicado pelo "Daily Mail", o fenômeno é chamado de "Sexsomnia" e trata-se de uma síndrome em que o homem tenta fazer sexo durante o sono.

Relatos dizem que a pessoa que sofre do problema pode acariciar a parceira e até mesmo fazer sexo total e ao acordar não se lembra de nada do que aconteceu.

Na Grã-Bretanha, acredita-se que cerca de 4% dos adultos possuem algum grau de sexsominia durante a sua vida.

Sexsomnia foi identificado pela primeira vez como uma condição nos anos 90 e levados à atenção do público na edição de 2003 do "The Canadian Journal of Psychiatry", onde foi classificado como um parassonia, que se refere a qualquer comportamento indesejado - como o sonambulismo, falar, bruxismo, entre outros -, enquanto está adormecido.

Matthew Walker, professor de neurologia do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia de Londres, afirma que os episódios acontecem com mais frequencia nas primeiras horas da noite, durante o estado de sono profundo.

Isto ocorre da mesma forma como com as crianças que acordam confusas com terrores noturnos, mas "somente os adultos podem ficar sexualmente estimulados por um sonho ou ativada pelo simples toque de um parceiro na cama. Neste momento, o córtex - o pensamento, planejamento, conscientização parte do cérebro - fica desligado. Mas o tronco cerebral, a parte responsável pelos instinstos básicos como a vontade de comer ou fazer sexo, ainda está trabalhando. 

Nesta fase, o sexsomniac está agindo completamente sem inibição. E porque o nível inferior do cérebro é amnésico, ele ou ela não terá nenhuma lembrança do que eles fizeram", explica o especialista.

Sexo duradouro: aprenda como retardar a ejaculação

Manter o desejo vivo e retardar a hora do gozo é a vontade de muitos homens na hora do sexo. O SRZD separou dicas para que isso seja possível e trouxe algumas explicações sobre a tão temida ejaculação precoce. 

Técnicas para retardar a ejaculação

1- Quando perceber que está perto de gozar, o homem deve pensar em situações que desliguem o seu pensamento do sexo, como uma mulher que não o atrai ou uma situação chata. Assim que perceber que a vontade de gozar está passando, ele volta a se concentrar completamente no sexo.
2- Após a primeira sensação de excitação, o homem deve comprimir a cabeça do pênis por um período de 5 segundos, mais ou menos. Isso vai tornar a entrada de sangue no pênis mais difícil e pode retardar o gozo.
3- Para o homem ter controle sobre os movimentos no ato sexual, o casal pode ficar numa posição que permita isso. Assim, quando sentir que vai ejacular, ele pode diminuir ou parar completamente os movimentos por um tempo.


Ejaculação precoce

A ejaculação precoce não é um bixo de sete cabeças e não acontece com poucas pessoas. Na verdade, esse problema ocorre com muito mais frequência do que se imagina. A questão é que quase nenhum homem sai falando por aí que não consegue se segurar.

De acordo com urologistas e sexólogos, a ejaculação precoce é entendida como o atingimento do orgasmo antes ou logo após a penetração, sem que a pessoa consiga controlar isso. Mas, antes que você pense que está com essa dificuldade, é preciso saber de alguns esclarecimentos, pois a ejaculação precoce pode ser confundida com uma perda de controle ejaculatório normal em certas situações.

Quando se é jovem, o homem ainda não conhece seu próprio corpo e não tem noção de como controlar o gozo, visto que até então só se satisfazia com masturbação. Desta forma, ele pode sentir dificuldade para controlar a ejaculação nas primeiras relações. Se as preliminares forem muito intensas, também existe probabilidade de o homem gozar antes do previsto. A terceira situação muito comum em que se pode confundir o gozo rápido com ejaculação precoce é quando existe um espaçamento muito grande entre as relações sexuais, pois ele volta a um estado de sensibilidade maior.

Podemos começar realmente a pensar em ejaculação precoce quando o momento em que o homem ejacula começa a prejudicar a vida do casal, fazendo com que o sexo não seja aproveitado ou a parceira "fique na mão" com frequência. Quando essa situação começa a acontecer em mais da metade das relações sexuais, é hora de pensar mais sério no assunto e procurar alternativas. Mas, nada impede que o casal o faça antes, se achar necessário.

Guia para muçulmanas propõe sexo em grupo para poligâmicos

Segundo o livro, problemas domésticos podem ser
resolvidos com obediência e satisfação do marido.
Uma associação de esposas muçulmanas, que propõe a submissão da mulher para combater o divórcio e a violência doméstica, editou um guia que estimula o sexo em grupo para fortalecer os casamentos polígamos, assunto que gerou rejeição de entidades muçulmanas e de direitos humanos. 

"Islamic sex, fighting Jews to return Islamic sex to the world" (Sexo islâmico, combatendo os judeus para devolver o sexo islâmico ao mundo, em livre tradução) é o título do manual de 115 páginas que foi distribuído entre as mais de 1 mil fãs na Indonésia, Malásia e Cingapura pelo "Obedient Wives Club" - Clube da Esposas Obedientes. 

A organização alcançou notoriedade ao defender que as mulheres devem se comportar como prostitutas especialistas na cama para atender aos desejos dos maridos e manter a união familiar. 

A espécie de "Kama Sutra" para preservação do casamento oferece, sem conter nenhuma fotografia ou desenho, instruções sobre como entreter, obedecer e dar prazer aos maridos. 

Com este intuito pedagógico, a associação pretende melhorar o desempenho das mulheres que só oferecem 10% do desejo de seus cônjuges, segundo o texto. 

A imprensa local divulgou trechos do manual, apesar de "a leitura ser restrita as integrantes do clube", disse à Agência Efe a diretora da associação na Indonésia, Gina Puspita. 

"Alá garantiu ao homem a possibilidade de ter sexo simultâneo com todas suas esposas. Se a mulher assim agir, o sexo será melhor", diz um dos capítulos do guia, que estimula as mulheres a manter relações com seus maridos e com suas demais esposas. 

Vários países muçulmanos mantêm a poligamia, prática pela qual os homens muçulmanos podem se casar com mais de uma mulher sempre que possuam meios para sustentá-las. 

O livro mostra em outros capítulos como as mulheres podem satisfazer seus maridos descrevendo atos sexuais e defendendo que o sexo é uma forma de prece. 

A fundadora do grupo, Maznah Taufik, considera que as separações são resultado do fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos. "O abuso doméstico acontece porque as esposas não obedecem aos maridos. O homem é o responsável pelo bem-estar da mulher, mas ela deve escutá-lo e obedecê-lo", disse Taufik à imprensa. 

O manual recebeu duras críticas de inúmeros grupos muçulmanos, organizações de direitos humanos e até mesmo de ministros. 

A responsável pela associação feminista Empower criticou a visão "atrasada e estreita" do papel da mulher no guia. "É realmente um insulto ao movimento de defesa dos direitos da mulher. Avançamos o suficiente para que as mulheres não sejam mais tratadas como meros objetos sexuais", defendeu. 

Ratna Osnan, líder do grupo muçulmano Irmãs no Islã, denunciou que "os homens que abusam costumam utilizar o comportamento de suas esposas como justificativa de seus atos embora sejam sua responsabilidade". 

O ministro de Assuntos Islâmicos da Malásia, Jamil Khir Baharom, anunciou que irá analisar o conteúdo do livro para determinar se é pornográfico ou ofensivo ao islã. 

Na Indonésia - o país com mais muçulmanos do mundo onde 80% de seus 240 milhões de habitantes praticam esta religião - o clube se nega a fornecer mais detalhes sobre um guia de "uso privado e exclusivo".

Até as "sex-shop" são abastecidas pela China


Mais de dois terços dos vibradores e outros "brinquedos sexuais" vendidos em todo o mundo são fabricados na China, país onde há menos de vinte anos não havia sequer uma "sex-shop" .

Só em Pequim, onde em 1993 abriu a primeira "sex shop" da China, há hoje mais de duas mil lojas do género, noticia esta terça-feira o o jornal China Daily, a propósito do filme "Red Light Revolution", realizado pelo austrialiano Sam Voutas e cuja ação decorre na capital chinesa.


Apelidada "fábrica do mundo", a China tem "10.000 empresas de brinquedos sexuais" e produz anualmente "centenas de milhões de preservativos", refere o China Daily.

O filme - com Tess Liu, Vivid Wang, Tian Huimin e Ji Qing nos principais papéis - estreou a semana passada em Nova York.

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Francês acionou judicialmente o Facebook, em tribunal de Paris


origem mundo
“A Origem do Mundo”, do pintor francês Gustave Coubert
Um usuário francês acionou judicialmente o Facebook, em um tribunal de Paris, exigindo que a empresa se justifique pela exclusão de seu perfil.


O homem teve sua conta apagada, no último dia 27 de fevereiro, após usar a pintura “A Origem do Mundo”, do pintor francês Gustave Coubert, como imagem de seu avatar. O quadro de Coubert reproduz a vagina de uma mulher de pernas abertas.

Na época, o advogado do francês exigiu que o Facebook indenizasse seu cliente e reativasse a conta. Porém, não obteve resposta da empresa.


O incidente aconteceu às vésperas do aniversário do usuário, o que impediu que os seus cerca de 800 contatos lhe enviassem felicitações. O advogado pede, pelo menos, 20 mil euros de indenização pelo transtorno provocado.


Essa não é a primeira vez que o Facebook remove uma página ou suspende um perfil por infração de seus termos de uso.

Em julho do ano passado, o Facebook censurou a capa do disco “Night Work”, da banda Scissor Sisters, por considerá-la “inapropriada e demasiado explícita".

Em fevereiro deste ano, foi a vez de uma psicóloga chilena ter sua conta encerrada após publicar uma foto amamentando seu filho. O episódio gerou um “mamaço”, promovido por mulheres de diversas partes do mundo para protestar contra o Facebook.



O sexo está condicionado a fatores sociais, e não só biológicos

Acabei de ler o resumo de um artigo científico que destrói alguns estereótipos do comportamento sexual construídos a partir das diferenças físicas entre o homem e a mulher. Ele casa bem com o que eu falei na semana passada, sobre a geração de mulheres que, dizem, está avançando sobre os homens. A conclusão é que o comportamento sexual depende muito mais de fatores sociais (ambiente, educação, ideologias, status social) do que biológicos (ex: o homem é mais forte que a mulher, portanto deve dominá-la sexualmente).

O estudo, publicado na última edição do Current Directions in Psychological Science, da Association for Psychological Science, lembra que a literatura científica mais que destrinchou as diferenças entre os gêneros. No entanto, poucos trabalhos examinaram, na prática, em quais condições essas diferenças podem ser eliminadas. A pesquisa liderada por Terri D. Conley, da Universidade de Michigan, diz que o sexo é uma delas. Terri desafia os mitos mais comuns sobre os papéis de homens e mulheres na cama.

A ideia que a motivou é velha, mas ainda vigora: “os homens são loucos por sexo e as mulheres são sexualmente pudicas”. “Acreditamos que essas descrições não retratam fielmente como os homens e as mulheres normalmente se comportam”, ela disse em entrevista a uma publicação de divulgação científica.

A relação, os desejos e o pensamento sexuais seguem os estereótipos de gênero? Nem sempre. A mulher gentil e delicada como uma flor, tímida na cama e controlada pelo homem existe. Mas não pode servir de exemplo – nem a mulher devoradora de homens. Para mim, isso significa diversidade; ainda bem.

Os fatores sociais – financeiros, profissionais, afetivos, psicológicos, de relações de poder, de identidade… – são mais importantes que diferenças simplistas de gênero quando se fala em sexo. Se as pessoas já fazem isso na prática, deveriam parar de disseminar mitos conservadores. Afinal, a gente não é bicho. Não é mesmo?

Orgias sexuais repletas de sexo, cópulas, coitos e fornicações

Admito que um jornalista não saiba muito sobre economia, fraqueje na história, hesite na ciência política. Mas recuso ser posto ao corrente da actualidade por pessoas que não sabem o que se faz numa orgia. Há um mínimo de cultura geral de que uma sociedade civilizada não pode abdicar.


O caso das orgias promete ser ainda mais orgiástico do que parecia. Ora ainda bem. Não há nada como uma boa orgia para animar um povo, e o nosso bem precisa que o animem. Uma rápida pesquisa na internet revela que os jornais Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Sol e a revista Lux noticiaram o caso, fazendo referência, não a orgias, mas a "orgias sexuais". Preocupados com a confusão que sempre se estabelece quando se fala de orgias, vários meios de comunicação puseram um rigor especial nas notícias: as orgias de que se fala são mesmo de carácter sexual. Uma confirmação para aquela gente de horizontes limitados, que não conhece orgias de outro tipo; uma desilusão para todos os que esperam há anos uma boa orgia contabilística: uma dessas festas de que tanto se ouve falar, em que os convivas comparecem com dossiês e facturas e desatam libidinosamente a calcular o IRS uns dos outros.

Chamar "orgia sexual" a uma orgia constitui uma orgia lexical reveladora de uma orgia de significados. Por um lado, talvez os jornalistas sintam a necessidade de esclarecer que aquilo que se vê no vídeo é mesmo sexo. É possível que se trate de uma orgia tão canhestra que não cumpra os requisitos das orgias a que os jornalistas estão habituados. Por outro lado, pode dar-se o fenómeno inverso. Esta, sim, é a verdadeira orgia, com sexo a sério, que se distingue das pífias orgias do costume a ponto de requerer o qualificativo de orgia sexual. A terceira hipótese, e mais preocupante, é a que aponta para o facto de os jornalistas desconhecerem que uma orgia é, por natureza, sexual. Analisemos cada uma das hipóteses, que o caso merece estudo amiudado.

A primeira hipótese é provável, até porque não há, até hoje, notícia de um vídeo caseiro de orgias que seja satisfatório. Por azar, são quase sempre filmes protagonizados por gente que não fazemos questão de ver vestida, quanto mais nua. As figuras públicas que realmente gostaríamos de ver num vídeo deste tipo, por descuido ou maldade nunca filmam a sua participação em orgias - sexuais ou outras.

A segunda hipótese parece inverosímil. Ficaria muito surpreendido se empresários do Norte e figuras do jet-set soubessem protagonizar uma orgia decente. Não duvido da sua capacidade de deboche, atenção. A minha intenção não é ofender. Limito-me a não acreditar que sejam capazes de deboche de qualidade.

Finalmente, a hipótese da ignorância dos jornalistas, que é intolerável. Aceito que um jornalista, no âmbito do seu trabalho, por ter de se debruçar sobre vários assuntos, não possa ser especialista em todos. Admito que um jornalista não saiba muito sobre economia, fraqueje na história, hesite na ciência política. Mas recuso ser posto ao corrente da actualidade por pessoas que não sabem o que se faz numa orgia. Há um mínimo de cultura geral de que uma sociedade civilizada não pode abdicar.

Ricardo Araújo Pereira
Boca do Inferno
VISÃO

8 coisas básicas no sexo a 2

Lingerie bege é super prática, mas para uma noite mais
sensual, melhor deixá-la no armário
Sexo é um dos maiores prazeres que um homem e uma mulher podem sentir juntos. Além de agregar diversas conquistas para o relacionamento, o sexo relaxa, acalma e deixa nós, mulheres, muito mais bonitas também!


Porém, existem regras e limites para tudo, e na hora da relação sexual não é diferente.


Para a administradora de empresas e colunista de futebol do site "Donas da Bola", Priscila Vieira, 33 anos: "Não aceito de jeito nenhum violência, nem aquelas práticas bizarras sadomasoquistas". E não pára por aí não, listamos para vocês alguns cuidados e regrinhas básicas para não fazer durante o sexo. Anota aí:


Calcinha bege - Uma das coisas mais instigantes para o homem é descobrir como é a lingerie que a mulher está usando. Se deparar com uma calcinha bege vai ser, no mínimo, broxante.

Depilação - Por favor, meninas, as pernas, virilha e axilas têm que estar depiladas! Seja cera quente, fria ou gilete. A mulher é delicada e higiênica.

Mentir orgasmos - Se você mentir, o homem vai pensar que está fazendo a coisa certa!

Ignorar as preliminares - O tesão não vem de pronto e muitas vezes se já tem uma faísca deve ser transformado em uma labareda antes da relação acontecer de fato. Pode usar e abusar da língua, de carícias e mordidinhas nas zonas erógenas. E lembrem-se: é dando que se recebe!

Chamar a pessoa de outro nome - Esse é, talvez, o maior erro que se pode cometer na cama, pois não tem como arrumar ou voltar atrás. Fazer algo do tipo é provar que seu corpo está com o parceiro, porém sua mente em outra pessoa e geralmente não tem perdão.

Alcoolizada - O álcool pode desinibir sim, porém, não é necessário encher a cara. Bêbada você pode piorar seu desempenho sexual, se esquecer dos preservativos e ainda acordar no dia seguinte sem se lembrar de nada.

Posições - Cuidado com as posições meninas, vocês estão fazendo sexo e não aula de yoga! Tanto para o homem quanto para a mulher algumas poses podem machucar e ser até constrangedoras.

Contar para todo mundo - É claro que para a rodinha de amigas íntimas vai ser normal e até saudável alguns comentários sobre a noite anterior. Porém, sair contando para meio mundo é indiscreto e mostra insegurança tanto por parte do homem quanto por parte da mulher.

Tudo sobre etiqueta sexual (sim, isso existe!)



Já á quase toda a gente cometeu alguma gafe entre os lençóis Ou antes dos lençóis, ou mesmo depois dos lençóis. Mas também é certo que é daquelas situações em que queremos que tudo seja perfeito.


"Perguntaram-me se o sexo é sujo. Respondi: só se for bem feito." A célebre piada de Woody Allen pode ser pretexto para falar de sexo e etiqueta. Sexo selvagem e boa educação combinam? Ou, em linguagem mais básica, será possível conciliar uma lady na mesa com uma louca na cama? E se for ao contrário? Mas mesmo quando nem tudo é perfeito, há sempre forma de ultrapassar as situações da melhor maneira.


- O dia da cueca sem elásticos


Pois. Aquelas cuecas velhinhas que vestimos sempre que queremos estar confortáveis. Ou aquelas com a cara da Cinderela que comprou porque a sua sobrinha de 7 anos insistiu imenso. Ou as tamanho XL. É precisamente nesses dias que o nosso príncipe resolve bater à porta. Metade da nossa alma está na emoção do momento, a outra metade está nos elásticos que faltam às cuecas. Como resolver: ou tem tempo para ir à casa de banho trocar de indumentária ou nem sequer fale nisso. Os homens são seres básicos, e quando não se fala nisso, eles geralmente nem reparam. 


De qualquer maneira, o objectivo é mesmo despir. Empurre-as subtilmente para baixo da cama.- O dia mesmo mesmo antes da depilaçãoEle a achar que tem uma princesa nos braços e nós só pensamos que parecemos um clone do Abominável Homem das Neves. Solução: Nem pense em dizer que não teve tempo para ir à depilação. Como foi dito atrás, faça como se não fosse nada consigo.

Baianas descobrem os segredos dos cursos eróticos

A atriz Luiza Vianna enfatiza a autodescoberta das
leituras e cursos eróticos. (Marco Aurélio Martins / AG. A TARDE)

Homens, vamos aprender algumas regrinhas básicas sobre a mulher, ok?

Primeiro, para elas o orgasmo nem sempre é o objetivo central do sexo, por isso foco no processo e não no resultado. Segundo, é completamente comum mulheres precisarem de estímulos físicos para terem desejo sexual. E por fim, não esqueça: homens e mulheres são bem diferentes. Se tudo isso lhe pareceu meio óbvio, parabéns, você está no caminho certo.

Se não, tudo bem: ainda há tempo. Saiba que essas são verdades ecentes até mesmo para a Ciência. Foi preciso que uma mulher resolvesse pesquisar sobre o assunto para que a comunidade médica descobrisse que o caminho do prazer sexual para homens e mulheres é diferente. Uma revolução que só aconteceu há pouco mais de dez anos com a publicação de artigos pela psiquiatra canadense Rosemary Basson.

Agora, atenção, se por um lado cientistas ainda engatinham nas descobertas sobre o prazer feminino, as interessadas no assunto não estão nem um pouco dispostas a esperar: na Bahia, é cada vez maior a procura feminina por cursos, palestras e workshops com temática erótica. “De quatro meses para cá, a população em Salvador começou a aderir a esse serviços. Temos alunas fiéis que estão presentes em todos os eventos e quando acaba um já buscam se inscrever em outros”, comentou a diretora comercial Guiomar Santos da empresa M & Fersan, especializada no ramo.

Na lista de serviços oferecidos estão aulas de strip-tease, danças sensuais, massagem erótica, pompoarismo e técnicas de sedução. No público, o perfil é de mulheres casadas e solteiras, com idades entre 20 e 60 anos.

Depoimento - “Se a mulherada tivesse conhecimento do próprio poder o mundo seria diferente”. O depoimento é da atriz e escritora Luiza Vianna, 57 anos, que já participou de aulas de strip tease, pompoarismo e lap dance (performance em que a mulher interage com o parceiro sentado em uma cadeira). Entusiasta do assunto, Luiza indica o auto-conhecimento e a leitura para quem também quer investir na sensualidade.

“Tive uma educação bastante rígida, mas ainda assim podia me esconder em qualquer cantinho para ler sobre o assunto. Hoje, com o pompoarismo por exemplo, aprendi a ter independência sexual. A mulher com ou sem parceiro pode preparar seu corpo para o amor”.

A técnica que ensina a mulher a contrair voluntariamente os músculos da pélvis por meio de exercícios físicos - o pompoarismo - está entre os queridinhos das soteropolitanas. “Em média são 50 pessoas a cada curso oferecido geralmente de três em três meses. Já tivemos mulheres de 15 a 80 anos”, contabiliza a ginecologista Rita Oliveira, que ministra as aulas de pompoar pela Hífen Maison há cinco anos.

Durante o curso, há exposição de vídeos e orientações, mas a prática mesmo fica por conta das mulheres em casa. Com exercícios diários de quinze minutos, que podem ser feitos até enquanto se dirige ou assiste tv, os primeiros resultados aparecem com um mês de prática, segundo informações da ginecologista. Algum dos movimentos são feitos com ajuda de objetos como bolinhas e pesinhos que são introduzidos na vagina para facilitar o controle das contrações.

Para saber mais, conhecer acessórios e manuais, além de dicas de exercícios sobre pompoarismo, acesse: www.pompoarte.com.br.

Saiba tudo sobre os lubrificantes

O produto ajuda na penetração e facilita a chegada do orgasmo.

Muitas mulheres têm pesadelos quando pensam em sexo. Isso porque elas sentem dores no momento da penetração e o ato sexual se transforma em um verdadeiro tormento. Pensando nisso, o mercado disponibiliza uma solução simples para facilitar o ato: trata-se do lubrificante.

O Portal Band procurou uma especialista para tirar dúvidas sobre o uso correto desses produtos, que são recomendados a partir do momento que a mulher ou homem inicia a vida sexual. Eles auxiliam na diminuição do hormônio chamado esterogênio, responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa.

Segundo a ginecologista e obstetra do hospital e maternidade São Luiz e membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo) Luciana Taliberti, é extremamente importante que a mulher que sente dificuldade em sentir orgasmo utilize o lubrificante durante o sexo e também para romper o hímem, pois vai ajudar na penetração e diminuição das dores. Além disso, é recomendado para as senhoras que possuem vaginas ressecadas e sofrem de sangramento no órgão genital.

Janaína Bressan, que utiliza o produto há cerca de cinco anos, revela que o lubrificante ajuda mais no sexo anal, pois ela tem menos lubrificação nessa região .A jovem prefere aqueles que possuem cheiro e gosto.

Luciana também fala sobre a importância de utilizar o lubrificante durante o sexo anal por ser uma região bem mais sensível,porém, não deve esquecer-se do essencial: utilizar também a camisinha, já que o ânus possui diversas bactérias. Luciana recomenda somente os lubrificantes à base de água e alerta os pacientes à evitarem usar outros tipos do produto, pois pode causar reação alérgica ou desconforto.

Rachel Azevedo usa com frequência o produto nas relações sexuais e, aliás, vendeu por muito tempo produtos eróticos e lingeries femininas. Questionada se já teve algum problema causado pelo lubrificante, ela afirma que já sentiu coceira, mas não procurou um médico, passou somente uma pomada.

Os riscos daqueles que utilizam os “tipos” que esquentam, com gosto, entre outros, é a reação alérgica ou desconforto nos membros, por exemplo, ardor, vermelhidão e coceira. Por isso, a ginecologista pede que, nesses casos, a pessoa lave com água e sabonete líquido e procure o pronto socorro imediatamente. Em seguida, marque uma consulta com o especialista.

Homens x Mulheres: 6 principais diferenças físicas explicadas


“Dimorfismo sexual” é o termo científico para as diferenças físicas secundárias na reprodução entre os machos e fêmeas de uma espécie. Existem alguns exemplos extremos de dimorfismo, como o macho pavão, que tem caudas coloridas que são ausentes nas fêmeas – que por sua vez são atraídas pelas mais belas plumagens.

Ao contrário desses animais completamente desiguais de acordo com o sexo, os homens e mulheres são fisicamente mais semelhantes do que diferentes. No entanto, existem algumas distinções fundamentais em nossos corpos.

Algumas delas são projetadas para atender as necessidades de cada sexo no papel que desempenham na reprodução, enquanto outras servem para nos ajudar na atração mútua. Descubra abaixo o motivo das principais diferenças entre o corpo dos homens e das mulheres.


1 – Seio x Peito





As mulheres são as únicas primatas que ficam “peitudas” o tempo todo, mesmo quando não estão amamentando. A maioria dos cientistas acredita que os seios são um truque evolucionário para atrair os homens – embora eles estejam cheios de gordura, e não de leite, eles sinalizam a capacidade de uma mulher de alimentar seus filhos.

Seios também ajudam os homens a descobrir com quem podem alcançar sucesso na reprodução. Meninas que ainda não passaram pela puberdade não desenvolveram os seios, e os seios das mulheres pós-menopausicas muitas vezes são encolhidos ou caídos. Seios fartos podem, portanto, demonstrar fertilidade.

Os homens não precisam tentar enganar as mulheres fazendo com que elas acreditem que eles vão amamentar seus filhos, por isso não tem mamas. Mas então, por que é que eles têm mamilos?

Isso acontece porque os genes que codificam o desenvolvimento dos mamilos no útero fazem isso em um estágio embrionário muito precoce – antes mesmo dos genes que nos transformam em homens ou mulheres entrarem em ação.


2 – Vozes finas x grossas





Homens e mulheres têm cartilagem ao redor da laringe, mas como os homens têm a laringe maior (por isso tem a voz mais grossa), os pedaços de cartilagem se projetam mais. Com isso surge uma saliência no pescoço, conhecida como pomo-de-adão.

Mas por que os homens têm a voz mais grossa? O tom de voz de um homem se relaciona com a quantidade do hormônio masculino testosterona que ele tem, e seu nível de testosterona por si só indica a sua qualidade genética e sua aptidão sexual.

Como as mulheres evoluíram para procurar homens com todos os indicadores de aptidão sexual e de saúde, para poder produzir filhos saudáveis, vários estudos demonstram que elas tendem a ser mais atraídas por homens que não tem voz fina.


3 – Rostos de todas as formas





Os hormônios sexuais controlam as divergências de nossas características faciais. Quanto mais testosterona um homem tem, mais robusta é sua testa, maçãs do rosto e o queixo. Enquanto isso, quanto mais estrogênio uma mulher tem, maior é seu rosto, mais cheios são seus lábios e maior sua sobrancelha.

Níveis elevados de testosterona também são relacionados com força muscular e agressividade, assim como vigor energético. Talvez por isso, estudos mostrem que as mulheres julgam os homens com rostos mais angulares mais dominantes do que os homens com rostos mais redondos e afeminados.

Elas também tendem a taxar homens com traços mais brutos como mais atraentes, especialmente quando estão ovulando e (inconscientemente pelo menos) procuram um parceiro sexual que vai produzir bons filhos.

Quando elas estão à procura de um parceiro de longo prazo, por outro lado, estudos mostram que as mulheres preferem homens com características mais efeminadas, que tem menos testosterona e são mais susceptíveis a ser parceiros leais e pais dedicados.


4 – Questão cabeluda





Enquanto a maioria das mulheres odeia pelos em excesso pelo corpo e faz o máximo para acabar com eles, nos homens esse fator pode atrair parceiras e indicar masculinidade.

A partir da puberdade, os pelos começam a aparecer nos corpos dos meninos em uma quantidade realmente grande, ainda mais do que nas mulheres. Isso acontece porque o hormônio sexual chamado andrógeno, que estimula o crescimento dos cabelos, está presente em maior quantidade nos homens.

Mas quando o assunto é pelo e cabelos pelo corpo, o que mais diferencia os homens sem dúvida é a barba. A maioria dos evolucionistas acredita que a barba se tornou predominante porque, no passado, as mulheres achavam os homens com pelos faciais mais atraentes. Os barbudos tinham mais chances de se acasalar dos que os homens de rosto liso.

Essa atração pode surgir por dois fatores: primeiro porque barbas significam altos níveis de testosterona, e segundo porque elas significam maturidade sexual – da mesma forma que os seios nas mulheres. Barbas encorpadas também podem dar a impressão de que a mandíbula de um homem é maior.

Mas nem tudo são flores para os barbudos. A mesma testosterona que faz surgir cabelo e pelos por todo corpo também os leva a ficar careca um dia.


5 – Eles preferem as loiras, elas os negros. Será?





Já ouviu a história de que homens bonitos são negros e que o estereotipo de mulher perfeita é aquela loira de pele clara? Parece que esse é o gosto das culturas anglo-europeias, mas esses estereótipos não estão limitados a esses locais.

Essas preferências podem refletir do fato que, a partir da puberdade, as mulheres tendem a ter a pele, cabelo e olhos mais claros que os homens. Assim, os ideais que surgem sobre como deveria ser cada gênero podem decorrer das pigmentações mais comuns em cada um deles.

A clareza da pele de uma mulher está relacionada também com a quantidade de estrogênio a qual era foi exposta no útero. Estudos sugerem que esse hormônio também pode clarear o cabelo.


6 – Músculos x Curvas



Existem mulheres incrivelmente musculosas, mas em geral, os homens são mais musculosos que as mulheres. As mulheres costumam ter apenas pouco mais da metade da força dos homens na parte superior do corpo, e cerca de dois terços de força nos membros inferiores.

Enquanto o metabolismo masculino queima calorias mais rápido, o metabolismo feminino tende a converter mais alimento em gordura. Elas armazenam a gordura extra em seus seios, coxas, nádegas e na camada inferior da pele – dando a pele feminina uma sensação de maciez.

Os corpos de homens e mulheres representam bem o papel de cada sexo nas sociedades primitivas. Mulheres têm seus corpos preparados para transportar uma criança e para seu nascimento, e tem os quadris mais largos para manter gordura extra para a gravidez. Homens, livres das exigências do parto, têm o benefício de serem tão fortes e ágeis quanto possível, pois precisavam ir em busca de alimento e competir por ele com outros homens. [Life'sLittleMysteries]

Mulheres são mais aventureiras na cama, diz pesquisa


Uma nova pesquisa mostra que as mulheres são mais aventureiras e experimentais quando o assunto é sexo. No estudo feito pelo site K-Y's Good in Bed sex, elas apareceram não só como mais inclinadas a experimentar, mas também donas de fantasias mais sujas do que as presentes nos homens. As informações são do Daily Mail .

Enquanto os entrevistados - todos que estavam em relacionamento - disseram que gostavam de sexo com a luz acesa, lingerie e de fazer sexo em diferentes áreas da casa, mais mulheres do que homens se mostraram mais dispostas a ir mais longe do quarto.

O resultado muda o conceito puritano representado pela mulher, segundo o diretor da pesquisa, Kristen Mark MS.

Ser sexualmente aventureira está, talvez, ligado à satisfação sexual de ambos os parceiros. Em uma pesquisa anterior, o site revelou que as mulheres são mais entediadas nos relacionamentos do que os homens, apesar de serem sexualmente mais satisfeitas.

Sexo com animais: por que fingir que isso não existe?

Cristiane Segato
O câncer, felizmente, deixou de ser tabu. Raramente ouvimos alguém dizer que tem “aquela doença” ou uma “coisa ruim”. No caso do câncer de pênis, porém, a regra ainda é o silêncio. Quem teve não conta. Quem tem se desespera. Quem procura um posto de saúde raramente recebe orientação adequada.



Apesar de raro (2,9 a 6,8 casos por 100 mil habitantes), ele costuma provocar mutilações terríveis. Quando células cancerosas atingem a virilha e o abdome, a amputação parcial ou total do pênis é quase inevitável.



Até hoje, a principal causa conhecida é a falta de higiene. Desleixo no banho ou a presença de fimose aumentam o risco de câncer. O acúmulo de secreções na glande ou em outras regiões do pênis causa uma inflamação crônica que pode desencadear o tumor.



Se falar sobre a doença pode pegar mal, imagine o que é falar sobre a prática de sexo com animais, um hábito que começa a ser relacionado ao câncer de pênis...Aberração? Mau gosto? Ousadia demais?



Como a ciência é feita de ousadia e a defesa da saúde precisa estar acima de julgamentos morais apressados, esta coluna estará sempre aberta aos assuntos proibidos.



Fazer sexo com animais é uma prática bem conhecida nas áreas rurais do Brasil. É uma questão cultural. O menino faz isso por curiosidade, por brincadeira ou para afirmar sua virilidade diante do grupo. O hábito pode ser passageiro ou durar várias décadas - mesmo depois que o homem já está casado ou não tem dificuldades de encontrar parceiras.



Na maior parte dos casos, porém, a prática fica restrita à juventude. Os homens mais velhos se lembram dela como uma travessura adolescente, uma brincadeira divertida e transgressora como matar passarinho com estilingue. Eles não têm, necessariamente, os distúrbios psiquiátricos conhecidos como zoofilia ou bestialismo.




Em 1979, o então sindicalista e hoje Ex-Presidente da Républica Brasileira, Inácio Lula mencionou a prática à revista Playboy. Aqui, um trecho: 


Playboy - Com que idade você teve sua primeira experiência sexual?

Lula - Com 16 anos.

Playboy - Foi com mulher ou com homem?

Lula (surpreso) - Com mulher, claro! Mas, naquele tempo, a sacanagem era muito maior do que hoje. Um moleque, naquele tempo, com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais… A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre…


O sexo com animais é um costume milenar. Condenado pela Bíblia, representado em inúmeras obras de arte e citado pela literatura. Talvez a maioria das pessoas o considere abjeto, mas isso não impede que continue sendo praticado. Mais do que podemos imaginar.


O primeiro estudo completo sobre o assunto, um trabalho inédito no mundo, foi coordenado pelo urologista Stênio de Cássio Zequi, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo.


O artigo científico foi aceito para publicação pelo The Journal of Sexual Medicine, o periódico mais respeitado nessa área. Deve ser divulgado nas próximas semanas.



Aqui você sabe antes.

O estudo reuniu 118 pacientes com câncer de pênis e 374 homens sadios entre 18 e 80 anos. Todos cresceram na zona rural. As entrevistas foram realizadas pessoalmente.


A pesquisa revelou que 31,6% dos homens sadios e 44,9% daqueles com câncer de pênis tiveram uma ou mais relações sexuais com animais a partir da adolescência.


Várias espécies foram citadas: éguas, mulas, vacas, cabras, ovelhas, porcas, cadelas etc. A maior parte (59%) dos homens declarou ter feito sexo com animais por um período de um a cinco anos. A frequência das relações variou:


Uma única vez na vida (14%)
Duas vezes ao mês (17%)
Uma vez por mês (15,2%)
Três vezes por semana (10%)
Duas vezes por semana (9,4%)
Uma vez por semana (10,5%)
Dia sim, dia não (5,3%)
Diariamente (4,1%)
Outras (14,5%)


“As taxas que encontramos nesse estudo são alarmantes, mas verdadeiras”, diz Zequi. “Essa prática ainda é comum nas áreas rurais, mesmo entre a população jovem”.



O trabalho reuniu pesquisadores de 16 centros que tratam câncer em 12 cidades brasileiras (São Paulo, Campinas, Barretos, Itapevi, Carapicuíba, Curitiba, Belo Horizonte, Teresina, São Luís, Natal, João Pessoa, Rio Branco).



“Na nossa amostra, vimos que transar com animais dobra o risco de desenvolver câncer de pênis”, diz Zequi. “Essa é uma novidade mundial, algo que ainda não havia sido demonstrado.”



Os pesquisadores tomaram o cuidado de isolar vários outros fatores que poderiam elevar o risco de câncer (múltiplas parceiras e doenças venéreas, por exemplo) e levá-los a uma conclusão errada.



De que forma as práticas sexuais com animais podem desencadear o câncer de pênis? Uma explicação possível:



A mucosa genital do animal é bastante queratinizada, mais dura que a humana. Pode provocar microtraumas na mucosa do homem e desencadear o câncer. Outra hipótese é a existência de elementos tóxicos na secreção animal ou de microorganismos capazes de infectar o ser humano.



“Por enquanto isso é especulação: o trabalho não nos permite afirmar se há um vírus envolvido nisso, nem se a prática pode causar danos às mulheres com quem esses homens se relacionam”, afirma Zequi.



O câncer de pênis é mais comum e devastador nas regiões mais pobres. O homem passa cinco, seis meses sem diagnóstico. Tem vergonha de falar sobre o assunto. Quando finalmente é examinado por um médico, recebe uma pomada e é mandado de volta para casa.



“Se estamos observando um comportamento cultural que causa danos à saúde das pessoas, as autoridades e os agentes de saúde precisam orientar a população”, diz Zequi. “É preciso dizer a esse público: lave o pênis, não tenha fimose, não transe com animal, use camisinha.”



Transar com animais não é um hábito exclusivo da pobreza. A internet ajudou a disseminar a prática também nos países desenvolvidos. Seja por curiosidade, seja por prazer, seja por doença psiquiátrica. Quebrar o tabu é a melhor forma de reduzir seus danos. Acredito nisso.



CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é: cristianes@edglobo.com.br