É uma doméstica? Não, é uma prostituta

Descubra as diferenças entre estas mulheres e as «outras». Campanha irlandesa quer lutar contra o preconceito.


Quem olha para os cartazes vê, acima de tudo, mulheres comuns. Os posters mostram modelos sorridentes com a frase «I chose the job that suits my needs», que, traduzido, quer dizer «escolhi o emprego que se adapta às minhas necessidades».


Até podiam estar a fazer anúncios a detergentes da loiça ou da roupa, mas não. Esta campanha só vende uma coisa: quem aluga o corpo não merece ser discriminado. Na verdade, todos os cartazes têm textos que descrevem actividades quotidianas realizadas por uma mulher que, no final, se revela como prostituta. «Preciso deixar meu filho no treino de futebol, levar a minha filha na aula de dança irlandesa, pagar a renda e as contas, e sou uma profissional do sexo».

Conheça aqui essas mulheres.


A campanha «Turn Off the Blue Light ou «Apague a Luz Azul» surge em reacção a uma outra, intitulada a «Turn Off the Red Light» ou «Apague a Luz Vermelha», que pedia a criminalização para acabar com o tráfico de mulheres no país.

Os organizadores da campanha querem mostrar versão equilibrada e realista da profissão, sem vitimizar ou vangloriar os homens e mulheres que optam pela atividade.
Segundo estes, tanto as representações negativas da prostituição quanto as positivas são nocivas.

Segundo a BBC, a prostituição é uma actividade legal na Grã-Bretanha e República da Irlanda, desde que praticada por pessoas maiores de 18 anos.No entanto, algumas actividades associadas à prostituição são proibidas, como oferecer serviços sexuais nas ruas.

Deseducação Sexual: Boneca vs. Sapo

"Vamos tirar o sexo brejo e o casamento do pântano!"
No meu tempo de adolescente não se falava em sexo ― o que já é lamentável ―, salvo em algumas aulas de educação sexual, na escola. Nelas, era ensinado como não engravidar nem contrair DSTs. E só.


Hoje em dia, em vez de não ter educação sexual, a garotada recebe deseducação sexual nos lugares mais impróprios ― como nos vídeos pornográficos da internet, e nas novelas e em filmes que assistem com a família. Ainda hoje, com tanta informação circulando, ninguém fica sabendo que uma energia sexual saudável é importante para a saúde do corpo, para a autoestima, a beleza e a longevidade. Aliás, feliz do casal que realmente sabe o que é um sexo gostoso, e que tem energia para praticá-lo...


Em geral, as mulheres até querem, mas não sabem como curtir de verdade. Tudo bem que, às vezes, o problema está nelas mesmas, que simplesmente não aprenderam a se entregar ― de verdade ― ao marido. Aí caem no truque do prazer fingido, e isso é péssimo para ambos, pois a mulher pode começar a cobrar do marido de outras formas: por exemplo, se irritando com ele e criticando-o em situações que nada tem a ver com a cama.


Por outro lado, o marido ― que antes parecia ter uma dúzia de mãos cheias de desejo, passa a concentrar tudo na "etapa final", deixando a esposa meio frustrada. A pressa, a falta de cumplicidade, de companheirismo e de carinho transformam o que poderia ser puro amor em uma cena daquelas de filme erótico da pior qualidade... Com um agravante: mulher nenhuma sente o que as atrizes do gênero "interpretam" nesse tipo de filme. Sem conseguir dar prazer à esposa, o sujeito começa a achar que ela é "fria". Mas é ele quem traz o freezer para sua própria cama...



E qual é a mulher que tem coragem de dizer ao marido, com todas as letras, que ela não tem vocação para atriz de filme pornô? Isso significaria, para a grande maioria dos homens, um tiro no ego. Descobrir que o príncipe virou sapo não é pra qualquer um, não. Tem que ser muito macho para reverter a situação!



O que é preciso para se ter uma cama sempre quente?


Segundo a diretora da Escola do Feminino no Brasil, é muito importante a correta escolha do parceiro, pois a mulher precisa de segurança ― mesmo dentro do casamento. Para a diretora, a mulher precisa aprender a ser seletiva, reconhecer o bom parceiro e dele não ter medo, se entregar, e ter confiança. "Se a mulher não souber escolher o parceiro adequado sempre estará em estado de alerta, esperando alguma traição ou abandono, e neste estado não pode haver sexo bom", diz a especialista.



Alguns maridos não entendem essa necessidade feminina. Depois de alguns anos de casamento, não percebem que atitudes como indiferença, grosseria gratuita (que pode ser gerada por fatores externos ao ambiente familiar), falta de carinho e atenção, como nos tempos de namoro ou primeiros meses depois da lua-de-mel, afetam a capacidade de entrega das suas esposas. E só enxergam o que fica faltando: um jantar especial, mais visitas ao salão de beleza, renovação das roupas íntimas, casa arrumadinha... Voz doce e o mínimo possível de reclamação! (Tudo isso se reflete na, e é reflexo da, cama.)


Na cama do casal, os sentidos (audição, paladar, olfato, visão, tato) precisam estar aguçados. Marido e mulher devem estar presentes de corpo e alma, e não mergulhados nas suas preocupações ou em sonhos particulares. Só que, em situações de estresse e de insegurança, quando a mulher sente que passou a ser vista como uma "boneca inflável", é exatamente isso que o esposo vai encontrar na cama: o corpo dela estará sob os lençóis - mas seus pensamentos estarão muito, muito distantes...


Toda esta informação já é um grande diferencial, tanto para os homens como para as mulheres ― já que nos tempos da minha avó, como dizem, as mulheres aprendiam a ter medo do sexo oposto, o que tornava a cama um local de sacrifício para a mulher, e um prazer medíocre para o homem.


Hoje não precisa ser assim. Vivemos em tempos de comunicação aberta, informação gratuita e à disposição de todos. Resta decidir ter uma boa educação sexual, ou continuar aprendendo a fazer tudo errado ― o que pode colocar em cheque um casamento que poderia ser feliz...


Rituais de sedução


Segundo especialistas, o ato sexual, quando bem preparado, bem intencionado e com um parceiro compatível, acende a chama da energia vital, tornando a mulher mais radiante, mais bela, magnética e jovial.


A troca de energia sexual entre marido e mulher vai além do sexo em si. A sintonia pode ocorrer em uma simples conversa, compartilhando atividades, troca de olhares... Toques de carinho, massagens...


Não é porque se está casado há mais de cinco anos que os rituais de paquera, encanto e sedução estão dispensados. Muito pelo contrário. Sem aquela adrenalina da paixão ― que não dura a vida toda ― esses rituais tornam-se mais necessários do que nunca. Para o casal, é muito importante intimidade e confiança, mas ao mesmo tempo não deve haver uma rotina que acabe transformando o sexo em algo mecânico, e até entediante. (Também se recomenda um certo mistério e renovação contínua.)


A mulher necessita ter admiração pelo seu parceiro, pois sem essa não há desejo. E como admirar alguém que a trata com grosseria ou que não toca em seu corpo com carinho? (Ninguém gosta de se sentir uma boneca-inflável...)


Para o homem, é muito importante que a mulher saiba recebê-lo, com paixão e ternura, sem competição, nem exigências. Como ter ternura por uma mulher que só sabe reclamar e gritar? E ambos devem pensar no bem estar do outro, saindo do próprio egoísmo...


Segundo o terapeuta americano
Wilhelm Reich, "energia sexual é a vida em sua melhor expressão, é fonte de beleza, juventude, vigor e longevidade". Quando essa energia está em baixa, a pessoa acaba se tornando apática, cansada, sem vigor, mal humorada, cheia de dores, desinteressada pela vida e desinteressante para o outro.


Ao contrário disso, sexo feito casualmente, sem intenção ou admiração pelo parceiro, pode se tornar mecânico e ser um desperdício de vitalidade, além de perder a graça rapidamente...


Sexo bom não tem necessariamente a ver com muitas experiências, nem com diferentes parceiros (e nem de reproduzir o que se vê em vídeos...). Trata-se de conhecer-se a si mesmo e ao outro, respeitar e superar as diferenças.


Casamento deveria ser sinônimo de sexo bom e seguro, e melhor a cada ano que passa ― e não o contrário. Tem até uma campanha no exterior que fala sobre isso. Lembre-se sempre: "Faça amor, e não faça pornô!".

 
Débora Carvalho

Seu marido não quer mais fazer sexo? saiba como reagir

Dor de cabeça. A velha desculpa usada pelas mulheres para evitar o sexo indesejado já virou piada. Estranho mesmo é quando eles usam a enxaqueca ou qualquer outro motivo para fugir da relação sexual. Recentemente, na França, um homem foi condenado a pagar a sua mulher uma indenização de 10 mil euros (o equivalente a R$ 23 mil) por não manter relações sexuais com ela durante anos.



Polêmicas a parte, para o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Junior, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), tendemos a acreditar que os homens estão sempre prontos para o sexo, e isso é cultural. “As mulheres estranham quando eles não desejam sexo”, diz.


Médico especializado em sexualidade humana e diretor do Instituto Brasileiro para Saúde Sexual (Ibrasexo), Alfredo Donis Romero conta que a negativa para o sexo por parte do homem fatalmente dispara um pensamento aparentemente óbvio na cabeça de suas parceiras: “ele tem outra”. Mas nem sempre as suspeitas de traição têm fundamento. Romero diz que em pelo menos em 70% dos casos o problema pode ser de ordem psicológica ou refletir questões de saúde. “Os genitais não respondem de modo direto às ordens mentais, mas atuam por meio do sistema nervoso autônomo e, com isso, são extremamente suscetíveis às emoções", aponta Rodrigues Junior.


“Alguns homens começam a não ter mais aquela performance sexual que tinham antes, então eles ficam envergonhados e começam a evitar o sexo, mas não dizem claramente que não estão tendo uma boa ereção”, alerta o especialista. Homens com ejaculação precoce, por exemplo, começam a evitar o sexo porque sabem que a mulher vai ficar irritada por ele chegar ao clímax rápido demais.



Doenças como diabetes e arteriosclerose podem atrapalhar a ereção. Drogas, álcool, cigarro e alguns medicamentos também atuam como sabotadores do desempenho sexual. Em casos de enfermidades como essas, o melhor a fazer é procurar a ajuda de um médico especializado no assunto. Outros fatores como rotina, estresse e falta de novidade na cama também podem desencadear desinteresse sexual. Afinal, não só as mulheres têm esses conflitos internos.


Dividir problemas e encontrar soluções

Partir para acusações sobre uma possível traição é desaconselhável e, muitas vezes, injusto. Romero sugere uma possibilidade de abordagem suave e assertiva, de forma que o parceiro não fique acuado. “Eu estou percebendo que está aumentando o tempo entre as nossas relações”, exemplifica o médico, indicando um bom começo de conversa. “Quando a mulher toma essa atitude, ela passa a ser uma aliada fundamental do homem, e ele dela. Seja o problema de ordem biológica, genital ou anatômica”, analisa Romero.


Dividir os problemas com alguém pode torná-los menos pesados. “Tem que conversar de forma franca e aberta”, recomenda Romero. “Casal que não conversa é casal que se separa, é casamento que acaba”, sentencia.

Regulamentação deve garantir segurança de prostitutas

Se na Suíça a prostituição é considerada uma profissão como as outras, muitos dos problemas associados a ela, principalmente a violência, poderiam ser resolvidos mais facilmente.

Um estudo intitulado "Violência no negócio do sexo" revela que a falta de regulamentação é um grande problema para profissionais do sexo e estabelecimentos do gênero.

"Em outra profissão, os trabalhadores obtêm contratos que determinam claramente o que será feito, o preço e quanto tempo deve levar. No negócio do sexo, atualmente, esse não é o caso", conta à swissinfo.ch Eva Büschi, professora da Escola de Trabalho Social da Universidade de Ciências Aplicadas do Noroeste da Suíça.


Um problema, segundo a pesquisadora que entrevistou agenciadores e profissionais do sexo, é que os agenciadores temem ser enquadrados na lei que proíbe a promoção da prostituição.


O estudo revela que a violência é uma realidade diária na profissão. Ela ocorre entre clientes, agenciadores e trabalhadoras, e entre elas mesmo.


No entanto, a pesquisadora diz que os agenciadores tendem a minimizar o problema, que consideram como um estigma social.

Abordagem pragmática

Já que a prática legal da prostituição gera um faturamento estimado em 4,4 bilhões de dólares por ano, Eva Büschi diz que a profissão deve ser abordada de forma pragmática, garantindo as melhores condições possíveis às trabalhadoras.


Pius Segmüller, bem conhecido no país por suas convicções cristãs (membro do Partido Democrata Cristão, foi durante quatro anos chefe da Guarda Papal), disse à swissinfo.ch que, embora considerasse pessoalmente a prostituição imoral, quando foi comandante da polícia de Lucerna (centro), entre 2002 e2006, teve de lidar com implicações práticas.


"Cedo ou tarde temos que dar o devido reconhecimento ao negócio do sexo para evitar que caia na criminalidade. Não podemos acabar com a profissão mais antiga do mundo relegando -a ao submundo", disse.


Segundo o ex-comandante da polícia, a prostituição é praticada de forma mais segura em clubes ou bordéis do que na rua. "Quanto mais legal, mais fácil é ficar de olho."

Condições de trabalho

Para Eva Büschi, condições adequadas de trabalho são um fator essencial contra a violência dos clientes, assim o acordo entre cliente e profissional do sexo poderia ser claramente definido desde o início.


Segmüller acha que os estabelecimentos de sexo deveriam se unir em uma associação que procurasse implementar as normas e que ajudasse na cooperação entre os diversos agentes envolvidos.


"Essa é a única maneira de realmente acabar com a violência e outros problemas", disse.


Enquanto os agenciadores reclamam que estão sendo estigmatizados, Segmüller diz que, em alguns casos, a culpa é mesmo deles. Alguns ganham muito dinheiro com prostitutas, pagando-as mal e oferecendo péssimas infraestruturas.

Autorização

Autoridades de Nidau, no cantão de Berna, já introduziram condições para a concessão de autorização para os futuros estabelecimentos de sexo. A ação está sendo considerada como um possível modelo para o resto do país.


Os estabelecimentos têm que garantir que as mulheres estão declaradas como profissionais do sexo e não como turistas, e que não estão ilegais no país. Também devem distribuir para elas folhetos nos seus próprios idiomas informando seus direitos e deveres - principalmente que são obrigadas a declarar seus ganhos à Receita Federal suíça.


Os estabelecimentos não podem cobrar um preço muito alto pelos quartos nem por taxas extras. Além disso, as profissionais do sexo devem poder ter acesso ilimitado aos centros de aconselhamento.


A Polícia pode fazer visitas sem aviso prévio aos estabelecimentos para verificar se as regras estão sendo cumpridas, e caso contrário exigir seu fechamento.

Profissionalização

O estudo propõe a profissionalização do métier para ajudar a tirar o estigma das prostitutas e traçar mais facilmente uma linha divisória entre o que é legal e o que é ilegal.


Seria mais difícil, tanto para os proprietários de bordéis como para os clientes, exercer pressão sobre as trabalhadoras, o que por sua vez lhes daria proteção extra e tornaria mais fácil enfrentar os problemas.


"Quanto maior a pressão sobre as trabalhadoras do sexo, maior é o risco que correm, por exemplo, aceitando um cliente bêbado ou prestando serviços sem preservativo", explica Eva Büschi.


Segmüller gostaria que fossem feitos exames de saúde, pois as doenças afetam tanto as prostitutas como seus clientes.


Mas para ele a sociedade - em particular na forma como as pessoas são educadas – precisa alertar as futuras profissionais do sexo sobre os perigos de se prostituir.


"Você está se vendendo, entregando-se a alguém. E embora a maioria dos envolvidos tentem negá-lo, isto é um peso difícil de carregar."


Eveline Kobler e Etienne Strebel

HUC avançam este mês com as operações de mudança de sexo

Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) vão iniciar este mês o programa de cirurgias de mudança de sexo. Segundo António Reis Marques, diretor do Serviço de Psiquiatria dos HUC, adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS, “as primeiras quatro pessoas que serão submetidas a esta cirurgia, na unidade de Coimbra, já foram selecionadas.


A decisão dos HUC de avançar com este tipo de cirurgia foi tomada no passado mês de março, depois de o único cirurgião que as realizava em Portugal, Décio Ferreira, ter deixado o serviço público de saúde.


Para desenvolver este programa foi criada nos HUC a Unidade de Cirurgia Reconstrutiva Genito-Urinária e Sexual, que reúne 15 especialistas de vários serviços.


De acordo com Reis Marques, a equipa que desenvolverá este programa de cirurgias integra três ginecologistas, três urologistas, três cirurgiões plásticos e ainda especialistas da área da Psiquiatria e da Endocrinologia.

Mulheres fazem sexo por status social e até vingança, diz livro

Mulheres fazem sexo para quê? Essa é fácil, para procriar e sentir prazer, oras. Esse é o discurso combinado e aceito pela sociedade, certo? Mas a bem da verdade é que elas descobriram (faz algum tempo) novas utilidades e ganhos com sua prática.


É o que reafirma e prova o livro "Por Que as Mulheres Fazem Sexo", da dupla de psicólogos Cindy Meston e David Buss. De acordo com os pesquisadores, uma imensa gama de interesses está embutida na "modalidade", desde seu uso para conquistar status social, vingança e serve até como moeda de troca para determinados serviços (ficou curioso?).


O livro traz descrições detalhadas das relações sexuais reais de mulheres; os motivos que as levam a fazer sexo; e a teoria que explica por que cada um desses motivos está presente na psicologia sexual delas.


A incrível constatação deixa aberto e mais rico o diálogo a respeito da sexualidade humana, principalmente do ponto de vista feminino, um tabu que aos poucos tem sido quebrado. A cada pesquisa sobre o tema, parece mais plausível de se aceitar que sexo está ligado diretamente à questão de "interesses", e nem por isso deva ser encarado como algo negativo, sujo ou errado.


Muitas vezes são negócios, outras tanto apenas prazer, e claro que com amor também acontece. Seja como for, mulheres fazem sexo, e não há nenhum mal nisso.

Sexo é obra da natureza

O sexo é uma necessidade vital da espécie humana e de todos os animais que possuem a reprodução sexuada. Se um indivíduo não fizer sexo, ele não morre. Entretanto, se a humanidade perder o gosto pelas atividades sexuais, a nossa espécie morre. A relação sexual é a única forma natural de se conseguir que a gravidez aconteça. E isto faz desta função essencial, diferente de todas as outras. Enquanto cada pessoa é capaz de assumir suas necessidades no que diz respeito à respiração, nutrição, locomoção, crescimento, higiene, a reprodução sexuada exige que haja a cooperação dos dois parceiros de sexos diferentes. Por isso temos que ser capazes de atrair, conquistar e estimular sexualmente um ao outro.


Os humanos não fazem mais sexo, apenas, conforme a natureza manda, mas também de acordo com os sentimentos, emoções e valores que cada um adquiriu durante sua vida, em função da história da sexualidade. Nos anos 80, mais um fato acontece no mundo chacoalhando os conceitos, os valores e as condições de vulnerabilidade que o comportamento sexual das pessoas podiam colocá-las com o surgimento da aids.

Neste momento, diante de uma doença que podia ser transmitida sexualmente e que estava matando milhares de pessoas, os governos se mobilizaram para o combate à aids. O diálogo sobre sexualidade tornou-se uma necessidade e um novo olhar para a educação sexual foi exigido. Assim a orientação sexual passou a ser preconizada não só pelos profissionais da área da saúde, mas também pela área da educação, pois esta ação tem se mostrado cada vez mais eficazes na prevenção não só em relação às DST/aids, mas também para atender a necessidade de diminuir o índice de gravidez não planejada na adolescência. Nesta década, a abordagem da orientação sexual evolui bastante, e passa a ser trabalhada não como um mecanismo de controle, mas, principalmente, como um instrumento de percepção de que o sexo é inerente à vida do ser humano e que a sexualidade não é um aspecto isolado da personalidade.

A sexualidade é muito mais do que a genitalidade, ela é também uma questão de cidadania, pois envolve valores, crenças e atitudes que diz respeito ao ser humano como um todo - social, político, educacional, religioso, biológico, psicológico e a sua história. A sexualidade é a expressão de como cada um entende e interpreta seus direitos e deveres para consigo e com o grupo social a qual pertence, em relação a sua condição de gênero, a sua função reprodutiva, a sua disposição sexual e a sua capacidade de se relacionar afetivo e sexualmente com uma outra pessoa.


A autora, Maria Helena Vilela,
é educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan - www.kaplan.org.br

Como convencer sua parceira a topar sexo a três

Fantasia da maioria dos homens, o ménage a trois (ou sexo a três) ainda é cercado de tabus –principalmente, por parte das mulheres. Afinal, como persuadir aquela namorada ciumenta a aceitar mais uma garota na cama com vocês, quando você não pode nem olhar para o lado na balada?
A tarefa é difícil, mas não é impossível. O UOL Comportamento conversou com vários especialistas e ouviu algumas sugestões valiosas que, se não servirem para que ela aceita a proposta de cara, pelo menos farão com que a sua mulher pense na possibilidade com carinho:


Nada de abordar o tema na cama, logo após a transa. A mulher terá a impressão de que você não gostou da performance dela e precisa de mais estímulo. Aborde o assunto bem longe do quarto, de preferência em um jantar, durante uma conversa picante. "Sexo a três somente é possível para casais que considerem essa proposta dentro de seus valores morais, individuais e a dois", diz o terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Martins Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade. "Uma boa preparação é começar a frequentar casas de swing e observar como as pessoas se comportam", exolica a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini,coordenadora do Projeto Afrodite de Sexualidade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


O homem pode, também, falar sobre o tema sem envolvê-la -quando uma transa a três aparecer em um filme que vocês estão assistindo, por exemplo. Não pergunte, de cara, se a mulher toparia. De acordo com a reação da mulher ao ver a prática de sexo a três, o homem poderá saber se é possível tocar no assunto sem que ela se assuste.


De acordo com o terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, quando o casal já pode conversar sobre o que pensa a respeito do sexo a três (e concorda com a nova busca), ainda precisará tomar algumas decisões: quando, com quem e quais são os limites para cada um e para o casal. "Uma das regras comuns é a proposta de apenas fazer sexo, sem a possibilidade de um relacionamento afetivo. Se algum sentimento surgir, o casal se afasta da pessoa em questão", afirma o terapeuta. Outra regra é não buscar a pessoa escolhida sem a presença do parceiro. "Nunca proponha aquela amiga bonitona dela. Sua namorada vai passar a acreditar que você tem interesse e que pode ser trocada", diz a ex-garota de programa Vanessa de Oliveira, autora de "100 Segredos de uma Garota de Programa" (Matrix Editora). Se ela propor à amiga, não diga de cara "sim".



Responda que vai pensar e disfarce o entusiasmo. Há casais que optam por prostitutas, justamente para evitar vínculos. Outro cuidado fundamental: usar preservativo –sempre!– e trocá-lo quando mudar de parceira. Evite, ainda, realizar a experiência na própria cama do casal, que é um lugar somente dos dois. Um motel é mais impessoal e menos comprometedor.



Para Vanessa de Oliveira, autora do livro "100 Segredos de uma Garota de Programa", uma maneira de tentar convencê-la é explicar o quanto a experiência é excitante para você –e que, portanto, deseja compartilhá-la com a pessoa mais importante de sua vida... Ou seja, ela. "O ménage pode ser uma boa maneira de testar formas novas de sentir prazer", afirma. Diga isso a ela, fale que a moça também vai poder se divertir –e muito! E garanta, ainda, que, na hora da transa, você dará mais atenção a ela do que à outra. “Mulheres são competitivas. Nunca procure por essa variação sexual como forma de tratar um problema entre o casal. O sexo a três não vai fazer um relacionamento que era ruim ficar bom.



"A experiência do sexo entre três pessoas pode reforçar a cumplicidade do casal”, diz o terapeuta Oswaldo Rodrigues. Homem e mulher ficam mais próximos e mais abertos a viver novas fantasias. Na cama, a relação ganha pimenta extra. Diga tudo isso a ela –e comprometa-se, de verdade, a adotar a fidelidade como estilo de vida. "Se você tem a sorte de ter uma namorada que topa ménage, para que fazer a burrice de traí-la?", questiona Vanessa de Oliveira, ex-garota de programa que lançou o livro "100 Segredos de uma Garota de Programa".



Lembre-se que há o risco de a prática se tornar uma constante entre o casal. "Se a frequência das transas a três é grande, o relacionamento pode virar um namoro a três, já que o casal não consegue mais obter a prazer a dois", explica o sexólogo Claudio Picazio, de São Paulo. E, homens, estejam preparados para possíveis cobranças... Várias mulheres entendem a realização de fantasias sexuais como uma prova de amor. E, claro, exigem correspondência. Não se assustem, portanto, se ela sugerir a prática com outro homem. Você pode até não topar, mas se reagir mal, poderá ofendê-la. Afinal, se você se sente inferiorizado ou desrespeitado com uma proposta dessas, ela também deveria ter se sentido? Não crie essa dúvida na cabeça de uma mulher.

Dia do Sexo comemora-se hoje, dia 6/9

Um trocadilho com o dia 6 do mês 9, numa campanha de marketing de uma marca de preservativos brasileira, deu origem à comemoração do Dia do Sexo.         
Tudo começou com uma campanha de marketing da marca de preservativos brasileira Olla, que sugeria a implementação do Dia Mundial do Sexo a 6 de setembro de 2008. O dia, que remete para um trocadilho entre o dia 6 e o mês 9, é agora um sucesso que não cai em esquecimento e, pela Internet, corre mesmo um "Manifesto Pelo Dia do Sexo", que não é ainda oficialmente previsto na constituição brasileira.


"Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia dos namorados. No meio de tantas datas comemorativas no nosso calendário oficial, por que não criarmos um dia em homenagem àquilo que deu origem a tudo: o Sexo?", lê-se no manifesto, mais uma vez impulsionado pela Olla.

No Facebook e no Twitter, o "Dia do Sexo" move centenas de comentários, sendo que a marca de preservativos promove um "Consultório Sem Vergonha" online, onde os internautas podem participar e deixar as suas questões a partir das 21h.



Francês condenado por não fazer sexo com a mulher

Tribunal de Nice
Ele alegou fadiga, por causa do trabalho. Ela insistiu em querer relações sexuais, mas, sem sucesso, o caso acabou em tribunal num processo de divórcio. O homem foi condenado e terá agora de pagar 10 mil euros de indemnização.


caso deu-se no sudoeste de França. Uma mulher pediu o divórcio alegando a ausência de relações sexuais durante anos com o marido.


Jean-Louis G, um francês, de 51 anos, residente em Nice, explicou ao juiz que sofria de "uma fadiga crónica causada pelos horários de trabalho", o que fez com que as relações sexuais "se tivessem espaçado com a passagem do tempo".

Segundo a edição deste sábado do jornal "Le Parisien", o tribunal não aceitou as alegações de Jean-Louis G e concordou com a tese da esposa queixosa de que a ausência de sexo contribuiu para a deterioração da relação do casal, originando a separação.

A sentença condenou o francês a pagar 10 mil euros à esposa.

Jornal lista 10 videos mais polêmicos de sexo com celebridades

Video de Kim Kardashian com o ex-namorado foi avaliado em 18 milhões de libras.


O tabloide inglês The Sun decidiu refrescar a memória dos leitores ávidos pelas notícias das celebridades e elegeu os 10 videos mais polêmicos que exibem famosos nas suas intimidades. A lista foi inspirada no video em que a socialite americana Kim Kardashian aparece fazendo sexo com o ex-namorado, o rapper Ray J. Os 39 minutos de video alcançaram milhões de visualizações na internet e chegaram a ser avaliados em 18 milhões de libras.



Veja a galeria de fotos do ranking!


Entre as mulheres que aparecem na lista estão a também socialite Paris Hilton, a atriz Pamela Anderson e a cantora Jennifer Lopez. Nem mesmo o vocalista da banda Limp Bizkit, Fred Durst, conseguiu se livrar dessa.

Vale destacar que se o ranking fosse feito no Brasil, não poderia ficar de fora o video em que a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli aparece fazendo sexo no mar com o então namorado Tato Malzoni em uma praia da Espanha, em 2006. Lembra deste?

Confira a lista completa!

1. Paris Hilton e o ex-namorado Rick Salomon em um quarto de hotel

2. Pamela Anderson e o ex-marido, Tommy Lee, durante a lua-de-mel do casal em 1998. Em 2005, Pamela surgiu em outro video com o vocalista da banda Poison, Bret Michaels.

3. A modelo inglesa Katie Price, conhecida como Jordan, apreceu em cenas calientes com o namorado Dane Bowers.

4. A ex-enfermeira e atual modelo inglesa Abi Titmuss foi filmada com o namorado, o ex-apresentador John Leslie e uma mulher desconhecida em 2000.

5. A lua-de-mel de Jeniffer Lopez e Ojani Noa caiu na web, mas sua exibição foi, rapidamente, vetada pela justiça americana.

6. Kendra Wilkison, famosa por ter namorado o fundador da Playboy, Hugh Hefner, por cinco anos, apareceu em um video erótico filmado na época em ela ainda não estava com o oitentão.

7. Verne Troyer, o anão dos filmes de Austin Powers, filmou suas intimidades com a namorada Ranae Shrider, em 2008.

8. O ator Colin Farrel processou a coelhinha da Playboy Nicole Narain pela publicação do video em que o casal aparece fazendo sexo, em 2006, e ganhou a causa.

9. O vocalista da banda Limp Bizkit ganhou milhões de dólares pela fita em que aprece fazendo sexo com uma garota desconhecida. Todos os sites que publicaram o video foram obrigados a indenizar o cantor.

10. O ator americano Dustin Diamond tentou ressuscitar sua carreira com um video erótico em 2007. Mas o video é tão ruim que o plano parece ter falhado.

Posição sexual tradicional pode facilitar a gravidez

Se você já se sente preparada para ser mãe mas o teste ainda não deu positivo, deve se lembrar que um casal fértil pode levar até um ano para engravidar. No entanto, se você está disposta a contar com toda e qualquer ajuda, pode experimentar mudar a posição na hora do sexoDe acordo com o ginecologista Eduardo Motta, especialista em reprodução humana da Unifesp, não há provas científicas da existência de uma posição mais eficiente para engravidar. Mas, por experiência, muitos médicos recomendam o tradicional papai e mamãe. "A posição ideal seria aquela em que o espermatozóide fica mais represado no fundo da vagina, e o famoso papai e mamãe proporciona isso", diz Eduardo.



O ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery, autor de "Mulher: um Projeto sem Data de Validade" (Integrare Editora) e outros livros relacionados ao tema, concorda. Segundo ele, a posição papai e mamãe favorece, anatomicamente, a fisiologia da fecundação. "Para a mulher engravidar, o espermatozóide precisa percorrer um caminho que, ao homem, corresponde à aproximadamente 10 quilômetros de nado". Se as águas estiverem turbulentas, fica mais difícil alcançar o objetivo final, o útero. O período fértil da mulher significa águas calmas. "Fora desse período, fica ainda mais difícil do espermatozóide chegar".

Ajuda da gravidade


Segundo Malcolm, se a gravidade colaborar é melhor ainda. "Se a mulher está deitada de costas pra baixo, a vagina serve como um tobogã para o espermatozóide alcançar o colo do útero", diz ele. "Quando a mulher fica de pé, por exemplo, está em uma posição em que o útero fica para cima e a barriga para baixo, tornando mais fácil para o sêmen descer", completa.


Segundo o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, especialista em reprodução humana da Clínica FGO, em São Paulo, a posição realmente colabora para o útero "sugar" o sêmen depositado na vagina. Mas, segundo ele, a posição papai e mamãe pode não beneficiar as mulheres com útero fora da posição habitual. "Para mulheres com útero retroverso, a melhor posição é deitada de bruços", diz. A relação sexual não precisa ser necessariamente nesta posição: o que vale é ficar deitada de bruços por algum tempo depois.

De acordo com Eduardo Motta, o hábito comum de se levantar e ir ao chuveiro logo depois do sexo também pode dificultar a concepção "Se ficar deitada por aproximadamente 40 minutos depois do sexo, a mulher facilita a migração do espermatozóide para dentro do útero", diz. O ginecologista Flávio Garcia de Oliveira concorda. Como o sêmen demora por volta de 30 minutos para se liquefazer, o ideal é permanecer um tempo deitada.



Outros fatores

Segundo o ginecologista e obstetra Gustavo Kröger, especialista em reprodução humana da Clínica Genics de Medicina Reprodutiva e Genômica, em São Paulo, não há realmente uma posição ideal para a mulher engravidar com maior facilidade. "Há orientações gerais a serem seguidas para a saúde melhorar e a gestação possa acontecer mais facilmente, mas nenhuma posição aumenta a possibilidade da gravidez", diz. "O ideal é que o sexo seja confortável para a mulher", completa. E saber do que pode dificultar a chegada da gravidez, como fumar e ter o peso muito acima ou muito abaixo do indicado.


Ainda, de acordo com o obstetra Mario Burlacchini, do Hospital das Clínicas de São Paulo, não é necessário levar em consideração a posição sexual. "Se a mulher for fértil, de qualquer maneira ela irá engravidar", diz. Mas a frequência influencia. "Se o casal tiver relações sexuais apenas uma vez por mês, fica mais difícil. Se estiver em busca da gravidez, é melhor ter de duas a três vezes por semana", afirma. Segundo o especialista, problemas de fertilidade possíveis de vir à tona não serão superados pela posição sexual. "O que vai ajudar mesmo é estar tranquila no momento", comenta.


Para ele, o casal que deita na cama querendo ter um filho acaba direcionando a relação sexual para a futura gravidez, mas isto não pode se tornar uma obrigação. "Senão o sistema límbico, responsável pelas emoções, é capaz de bloquear a gravidez", diz. Mario aconselha ficar mais ligada às questões básicas de saúde e fertilidade do que atenta somente à posição sexual. E relaxar. Mas tentar com o papai e mamãe de vez em quando mal não faz.

GRANDE REPORTAGEM: Sexo, vingança e vergonha na rede - expostas por seus ex, dão o troco na justiça

O roteiro é clássico: homens apaixonados e encantados com a beleza das parceiras pedem para fotografá-las durante a transa. A relação acaba e, em um ataque de fúria ou de ciúme, eles disparam e-mails com as imagens eróticas para familiares, amigos e colegas delas. Até pouco tempo, esses homens seguiam impunes no Brasil. Agora, a primeira geração de mulheres que denunciou esses crimes começa a ganhar processos contra seus algozes na Justiça.



A jornalista Rose Leonel, 41 anos, tomava café da manhã em um resort em Foz do Iguaçu quando o celular tocou. Era janeiro e ela estava pronta para curtir o terceiro dia de férias na piscina do hotel. “Rose, o que está acontecendo?”, disse um amigo do outro lado da linha. A pergunta era um alerta e, ao mesmo tempo, uma cobrança. Naquela manhã, dezenas de pessoas em Maringá, no Paraná, onde ela morava e trabalhava, receberam um e-mail com fotos da jornalista nua. O rosto dela era familiar a todos. Rose comandava um programa de televisão e uma coluna social em um jornal da cidade. Mas o resto do corpo era uma novidade apresentada pelo ex-namorado, o empresário Eduardo Gonçalves da Silva, com quem ela rompera dois meses antes. Rose aparecia sem roupas em fotos compiladas com capricho em uma apresentação de slides anexada na mensagem. Os destinatários eram colegas de trabalho e amigos do casal. O título do e-mail, uma brincadeira sórdida: “Apresentando a colunista social Rose Leonel — Capítulo 1”.

Ela levantou da mesa e começou a andar pelos corredores do hotel enquanto o amigo descrevia os detalhes da mensagem: closes dela seminua, os seios à mostra. As legendas das fotos davam a entender que aquilo era o “portfólio” de uma garota de programa. O e-mail virou assunto em todas as rodas de conversa da cidade. Rose diz ter perdido o chão. Explicou ao amigo que semanas antes, descobriu nos e-mails do ex-namorado um plano para desmoralizá-la (ela tinha a senha dele). Logo após o término da relação, ele contratou um técnico para manipular fotos dela nua, criar uma apresentação de slides e mandá-la de um e-mail com remetente anônimo. “Como registrei uma queixa, não imaginava que essas fotos fossem vazar. Só pensava em me isolar”, diz Rose. Assim que desligou o telefone, ela foi para o quarto.


Trancou a porta, ajoelhou no chão e chorou. “Eu me perguntei por que aquilo estava acontecendo. Me sentia fraca, ingênua e impotente. Comecei a pensar no tamanho do estrago que aquela mensagem faria na minha vida, na minha família, nas minhas amizades, no meu emprego.” O telefone celular tocava insistentemente. As amigas se solidarizavam com ela. Com o passar das horas, no entanto, homens desconhecidos começaram a ligar. Faziam gracejos, diziam vulgaridades e queriam saber, entre outros detalhes, quanto Rose cobrava por um programa. Quando ela criou coragem para acessar seus e-mails, encontrou um recado do chefe: “Não importa o que você faça entre quatro paredes, não traga isso para o trabalho”.



Eduardo e Rose namoraram por quatro anos até ela decidir deixá-lo, em outubro de 2005, após ele a ter pedido em casamento. “Ele começou a maltratar meus filhos nas minhas costas: gritava, humilhava. Desconfiei do caráter e do suposto autocontrole emocional dele. Não podia casar com uma pessoa assim.” Rejeitado e inconformado, Eduardo partiu para o ataque virtual contra a ex-namorada, que durou três anos e meio. Disparava e-mails com fotos dela nua em sequência, nomeando os arquivos como “Capítulos 2, 3, 4...”. Além das fotos íntimas, colocava montagens feitas com imagens pornográficas, em que apenas o rosto era o de Rose. Para completar o assédio, fornecia os telefones dela: pessoal, do trabalho e dos dois filhos da jornalista, na época, pré-adolescentes. Depois de um primeiro processo que ela moveu contra ele na Justiça, Eduardo pagou uma multa de R$ 3 mil para ela e foi liberado. Saiu do litígio revigorado e retomou os ataques com mais força, chegando a segui-la pela cidade de carro.


Ao todo, ela moveu quatro processos na Justiça contra ele. Em junho de 2010, Eduardo foi condenado a cumprir pena de um ano, 11 meses e 20 dias de detenção e, durante esse tempo, teria de entregar R$ 1,2 mil mensais à ex-namorada. Ele recorreu da sentença e perdeu. Está proibido de ficar a menos de 500 metros de Rose e dos filhos dela. Em outro processo que ela ganhou, teve de entregar os computadores para as investigações. A última ação movida por Rose ainda corre na Justiça. O valor das indenizações conseguidas por ela pode parecer baixo perante a devastação que Eduardo causou. Mas a vitória da jornalista é simbólica em um país onde os autores desse tipo de ataque ficavam impunes. Rose é uma das primeiras brasileiras a ganhar na Justiça processos contra um ex-amante que a humilhou na internet.


No Brasil, ainda não existem números oficiais da quantidade de casos desse tipo. Um único advogado mineiro, especializado em Direito virtual, diz que já trabalhou em cerca de 20 ações. “Os processos são novos e aumentaram com o crescimento das redes sociais”, diz Alexandre Atheniense. “Há uma falsa impressão de impunidade e anonimato no meio virtual que motiva esses homens a partir para ação.” Histórias como a de Rose se repetiram tantas vezes na última década no mundo todo que os casos ganharam um nome específico: revenge porn. O termo, de origem popular, quer dizer: “pornografia de vingança”, em inglês. Foi registrado pela primeira vez em 2007, no Urbandictionary.com; um dicionário colaborativo.
Casos de revenge porn costumam ter uma origem comum. Homens se dizem encantados com a beleza das parceiras e pedem para realizar fantasias com elas. Encaram as fotos ou filmes como celebração. Criam cumplicidade, propõem um segredo para ficar só entre os dois. A fantasia parece um desejo inofensivo. Quando são rejeitados ou traídos, a adoração vira ódio e, num ataque de ciúme ou raiva, colocam as imagens na rede. Repetem as agressões como forma de se manterem ligados à ex, já que têm dificuldade em seguir em frente sem ela.


“Soube por um amigo que meu ex enviou fotos minhas nua, com os seios à mostra,
aos meus colegas de trabalho”
– Rose Leonel, jornalista, 41 anos
Segundo o psicólogo americano John Grohol, especialista em comportamento online e fundador do site PsychCentral.com, homens que fazem revenge porn não sabem como abrir mão do relacionamento e, por isso, partem para a vingança. “Essas pessoas têm propensão à mentira, dificuldade em lidar com a raiva, falta de remorso, impulsividade e instabilidade emocional, com episódios de ansiedade e até de pensamentos paranoicos”, afirma o psicólogo.


Quando Rose conheceu Eduardo, ele parecia um cavalheiro. “Abria portas, puxava a cadeira para eu sentar.” Além de educado, parecia equilibrado. O perfil combinava com o seu sucesso nos negócios: Eduardo era dono de uma loja e presidente de um shopping center de Maringá. Durante os quatro anos de relação, não perdeu o controle nenhuma vez. Isso só aconteceu após o término do namoro, quando ordenou, entre xingamentos e ameaças, que ela voltasse para ele.


Foi esse homem atencioso, portanto, que pediu para fotografar a namorada em uma noite de paixão, quando o casal já levava dois anos juntos. A ideia soou estranha aos ouvidos de Rose, ela nunca tinha ouvido falar desse tipo de fantasia. Ele insistiu. Para tranquilizá-la, Eduardo prometeu guardar o cartão de memória da câmera no cofre do escritório. “Topei porque aquilo parecia importante para ele”, diz. “Eduardo era o homem da minha vida.” O pedido ficou frequente e a prática virou rotina.


Em outro quarto fechado, longe de Maringá, uma história parecida marcou a vida da pedagoga Bruna*, 31 anos, de Belo Horizonte. Ela tinha 22 anos, se preparava para terminar o mestrado em Educação e namorava o técnico em informática Rodrigo* havia um ano, quando ele pediu para bater fotografias dela na cama. Bruna não aceitou de primeira. Mas ele insistiu e ela cedeu. Fizeram as primeiras imagens enquanto transavam e deixavam-nas na câmera. Depois, sob o pretexto de visualizar melhor as imagens, Rodrigo pediu permissão para passá-las para o computador. Fingia apagá-las assim que terminavam de vê-las.



Em agosto de 2003, Bruna terminou o namoro, depois de ele também a ter pedido em casamento. “Não tinha mais certeza se ele era o homem certo.” O ex esperou o dia do aniversário de namoro para começar os ataques virtuais. Invadiu a conta de e-mail de Bruna e enviou fotos íntimas dela para toda a sua lista de contatos — sempre fingindo ser ela. Em um dos golpes que mais a feriu, ele enviou fotos para o júri do mestrado um dia antes de ela defender sua dissertação. Em fevereiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais ordenou que ele pagasse a ela R$ 50 mil como indenização pelos danos causados. O advogado dele agora tenta provar que Rodrigo não tem dinheiro para arcar com a quantia estipulada. Quanto à sentença, ele não tem mais espaço para recorrer.


Editora Globo
DEPOIS DA SENTENÇA, ROSE SE DIZ COM UMA "NOVA IDENTIDADE"

Tanto Rose quanto Bruna dizem que os dias que se seguiram ao ataque dos ex-namorados foram desesperadores. Fontes de Rose ligavam para pedir a demissão dela no jornal. “Virei a Geni da cidade. As pessoas não percebiam que eu era a vítima ali”, diz. Em Maringá, uma cidade com cerca de 350 mil habitantes no interior do Paraná, a história criada por Eduardo colou. Em dois meses, Rose estava desempregada. Para Bruna, na época do escândalo com 23 anos, a traição criou um fantasma na vida profissional. “Todas as vezes em que entregava meu currículo, temia que me questionassem sobre as fotos.” Ela se sentia culpada por ter posado e achava que não seria capaz de argumentar que era uma vítima e não o algoz da situação. Entrou em depressão. Em quatro meses, perdeu dez quilos.

Os e-mails chegavam a colegas, secretárias e professores da faculdade em que ela estudava. Os mais próximos ofereceram apoio, mas quem tinha pouca intimidade se afastou de vez. “As pessoas ficaram constrangidas por mim.” Bruna não quis falar sobre o assunto nem com as amigas mais chegadas. Comentava o caso apenas em casa, onde todos sofriam.

Oito anos depois, Bruna não precisa de esforço para lembrar o dia em que tudo desabou. “Cheguei em casa à noite e, por volta das 23h, tentei verificar meus e-mails. A senha estava bloqueada. Abri minha segunda conta e encontrei o recado de um colega me perguntando por que eu estava enviando aquelas fotos. ‘Que fotos?’, perguntei, e ele me encaminhou a mensagem. Gelei. Naquele momento, todas as pessoas da minha agenda tinham aquelas imagens em seus computadores. Chorei muito. Chamei meus pais e choramos juntos.” Ela nunca tentou falar com o ex para pedir explicações. “Depois do que ele fez, vi que não havia mais humanidade nele.”

“Amigos e professores que viram as fotos de uma transa ficaram constrangidos por mim. Em casa, todos sofriam” – Bruna*, pedagoga, 31 anos

A família procurou o advogado mineiro Atheniense para tentar impedir Rodrigo de continuar a mandar os e-mails e tocar um processo. Ele logo os alertou do maior entrave jurídico nesse tipo de caso. “É muito difícil comprovar a autoria do ataque”, disse Atheniense. Como os e-mails partiam da caixa particular de Bruna, ficava ainda mais difícil provar que não foi ela quem enviou as mensagens. A defesa de Rodrigo falhou quando ficou provado que os ataques partiam do local de trabalho dele. O dado que o incriminou foi o IP de sua máquina, uma espécie de carteira de identidade dos computadores. Ele é essencial para derrubar o anonimato de criminosos como Eduardo e Rodrigo.

O que o IP não faz, no entanto, é apagar as fotos que já circulam na rede. Essas se espalham com uma velocidade vertiginosa e obrigam as mulheres vítimas de revenge porn a travarem uma segunda batalha: a de tentar limpar sites e bloquear mecanismos de busca. “Não é uma tarefa fácil”, afirma Emerson Wendt, diretor do Gabinete de Inteligência da PCRS, uma das poucas dedicadas ao tema no país. “Quanto mais se espera para tomar uma atitude, mais difícil é retirar o material da rede”, diz. “Mesmo que fique indisponível por um determinado período, sempre tem alguém que copia e replica as imagens.” Por isso, o delegado aconselha as vítimas a reagirem em duas frentes, denunciando o ataque às autoridades e pedindo aos sites para que tirem o conteúdo do ar.

Abalada pela exposição, Bruna fez terapia e tenta até hoje se livrar de um pensamento que a persegue. “Parece que eu fiz algo errado”, diz. Depois de Rodrigo, conseguiu namorar novamente e chegou a se casar. Pouco antes da cerimônia, sentiu que precisava dividir a história com o futuro marido. “Ele não lidou bem. Me cobrava por eu ter topado as fotos e ficava inquieto com a lentidão da Justiça, sobre a qual eu não tinha nenhum controle”, afirma. Foi o começo de uma mágoa que marcou o relacionamento. Menos de um ano depois, estavam separados. “Não foi só culpa dele. Eu também tinha questões que me travavam, ainda não sabia confiar”, diz. Ela diz ainda ter dúvidas sobre o melhor momento para dividir o passado com o atual namorado. “Eu me pergunto inclusive se vou contar.”

“Minha filha chorava e meu filho arrumava briga na escola. Por causa da perseguição,
ele mudou de país” – Rose Leonel
As sentenças judiciais, muito mais que o dinheiro, ajudam a cicatrizar feridas como a de Bruna. Quando conversou com Marie Claire pela primeira vez, ela descreveu sua rotina — uma vida praticamente analógica. Os e-mails eram reduzidos ao trabalho. A internet, um território temido que ela preferia evitar. Contou não usar MSN e redes sociais. Na segunda conversa, no entanto, descreveu uma vitória. “Consegui fazer um perfil de Facebook”, disse, entusiasmada com a conquista. “O fato de a Justiça tê-lo condenado me fez sentir mais leve, mais livre.” No mínimo uma vez por mês, ela rastreia a internet à procura do seu nome, com medo do que o Google possa mostrar na tela do computador.

Essa é uma realidade que Rose, a jornalista de Maringá, tem o desprazer de ver toda vez que digita o seu nome no site de buscas. As fotos ainda estão na rede e custam muito dinheiro e tempo para desaparecer. De tudo o que passou, o que mais a marcou foi o sofrimento dos filhos, que trocaram de escola e até de país. A filha, hoje com 14 anos, chorava escondida no banheiro enquanto o irmão, três anos mais velho, comprava brigas com os colegas de classe, revoltado com a perseguição. Pedia que Rose o deixasse a um quarteirão da escola nova, para adiar o momento em que descobririam o nome de sua mãe. A pressão foi tanta que o garoto foi viver com o pai na Europa, há três anos. Rose o viu apenas uma vez, no ano passado. Quanto ao ex, ela perdeu o contato. Marie Claire o procurou para ouvir sua versão da história, mas seu advogado disse que ele não dá entrevistas sobre esse assunto.

Rose está aliviada. “Tive minha imagem destruída e sinto como se a condenação tivesse limpado meu nome”, afirma. Enquanto se recupera, ela faz planos de criar uma entidade que ajude brasileiras que sofrem na mão de ex-namorados ou ex-maridos vingativos. Quer dar a elas o apoio que não teve.

Letícia González

Bonn instala parquímetro para cobrar imposto de prostitutas

A cidade de Bonn, no oeste da Alemanha, implantou uma forma inusitada de cobrar imposto de prostitutas na rua: adaptou um parquímetro para cobrar "imposto sexual diário".


 A prostituição é regulamentada na Alemanha, e existem diferentes regras tributárias, dependendo da região. Mas com o caixa eletrônico de imposto sexual, Bonn é pioneira. Outras cidades já consideraram a ideia "interessante".


O equipamento, um parquímetro adaptado, foi instalado na zona de prostituição da cidade no fim de semana. O bilhete diário de imposto custa seis euros e vale das 20h15 às 6h. Segundo a prefeitura de Bonn, em três noites foram arrecadados 264 euros. Segundo estimativas, uma em cada duas profissionais do sexo utilizou o caixa automático para comprar o bilhete de imposto.



Segundo a porta-voz da prefeitura de Bonn, Monika Frömbgen, o movimento de prostituição na rua onde foi instalada máquina, longe do centro da cidade, não é grande. Em média, cerca de 20 mulheres oferecem serviços sexuais na única rua onde a prostituição é permitida em Bonn, a Immenburgstrasse, onde foi instalado o único caixa para recolhimento do imposto.



O município instituiu o imposto sexual no início de 2011. Segundo a prefeitura, a arrecadação anual com a contribuição deve chegar a 200 mil euros por ano. "Até onde sabemos, existem 200 prostitutas em Bonn, das quais umas 20 trabalham nas ruas, mas certamente há casos não declarados, que trabalham em casa", diz Frömbgen. A dificuldade de cobrar imposto das garotas de programa na rua levou à instalação do caixa eletrônico.



Associações de prostitutas são contra
A Aliança de Serviços de Aconselhamento para Profissionais do Sexo (Bufas, do alemão) rejeita o "tratamento fiscal diferenciado" e também o bilhete de imposto diário. "Nós somos contra essas regras especiais e a favor da igualdade entre todos os trabalhadores, inclusive na arrecadação de impostos", diz Beate Leopold, funcionária do centro de aconselhamento Cassandra em Nürnberg, associada à Bufas. Segundo ela, as prostitutas deveriam, como qualquer outro trabalhador, pagar imposto de renda individual.



A prefeitura de Bonn não vê problema em seu imposto sexual e no bilhete eletrônico. "Os municípios têm liberdade para decidir sobre os próprios impostos e nós estamos legalmente autorizados a cobrar essa taxa", disse Frömbgen. Quem for flagrado sem o bilhete de imposto pode pagar multa.


A medida serviu para regulamentar o comércio do sexo na cidade, depois de muitos protestos de moradores, explica Frömbgen. A área de prostituição, que fica ao lado de um sex shop e de um estacionamento público, foi reduzida a um trecho da rua e a atividade é proibida durante o dia. Além disso, a cidade construiu cabines de madeira, que podem ser utilizadas pelas mulheres e seus clientes.

Saiba por que elas se apaixonam e eles querem mais

Sexo é um dos assuntos mais interessantes que existem.


Todos gostam de falar sobre ele e de fazê-lo, e o assunto sempre causa arrepios, dores de cabeça e confusão. Mas os cientistas não sabiam, até pouco tempo, o que acontecia exatamente com o cérebro durante a atividade sexual.


Todavia, pesquisadores da universidade norte-americana Rutgers descobriram que 30 diferentes áreas cerebrais são ativadas durante o orgasmo, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail desta terça-feira (30).


Dois minutos após o ápice sexual, o cérebro ativa áreas relacionadas a recompensas, segundo notaram os cientistas. A pesquisa, que contou apenas com mulheres, destacou que o cérebro feminino ativa pontos do sistema nervoso que bloqueiam a dor, assim elas sentem apenas prazer.


Sabe-se também que durante o ato sexual há muita ocitocina envolvida, e este é o hormônio "do amor", que nos faz confiar nas pessoas e que diminui nossas defesas, como lembrou o especialista em saúde sexual Arun Ghosh. Como as mulheres produzem mais desse hormônio, tornam-se mais propensas a se apaixonar - principalmente depois do sexo.


 Diferentemente delas, os homens recebem apenas uma descarga de prazer com o orgasmo. "O principal hormônio envolvido no prazer masculino é a dopamina, que pode ser viciante", contou o médico, justificando por que muitos homens sofrem de compulsão sexual.


Outros benefícios
Manter uma vida sexual ativa e regular pode trazer outros benefícios à saúde. Segundo cientistas da Universidade de Princeton (EUA), o sexo pode ajudar no nascimento de células cerebrais que, tradicionalmente, morrem conforme envelhecemos. Por melhorar a oxigenação cerebral, o sexo ajuda na prevenção da demência.


O orgasmo também pode ser um analgésico natural, pois bloqueia a transmissão de estímulos dolorosos pela espinha, e os hormônios envolvidos no ato sexual ajudam a prevenir a depressão e melhoram o sono.

Sinead O'Connor procura em seu blog alguém que queira fazer sexo com ela

Intérprete do sucesso 'Nothing Compares 2 U' diz que quer alguém que saiba que ela não está em perfeita forma física.


Sinead O'Connor voltou às manchetes há algumas semanas quando reapareceu em um show na Inglaterra mais rechonchuda e com os cabelos mais compridos. A intérprete do sucesso dos anos 90 "Nothing Compares To You" agora atrai os olhares da mídia para a sua vida sexual.
Aos 44 anos, Sinead procura alguém em seu blog para fazer sexo e que saiba, e aceite, que ela não está em perfeita forma física.

"Minha situação sexual está tão terrível que os objetos inanimados estão começando a ficar tão bons quanto os homens. Estou no meu ápice e estou tendo que viver como uma freira. Isso é muito deprimente", disse no blog.
Sinead se diz tão desesperada por sexo que ela resolveu tomar a atitude de pedir uma ajudinha aos fãs. Ela fornece endereços de correio eletrônico para onde os interessados devem enviar mensagens. "Todos receberão respostas. Já existem literalmente centenas de candidatos. E as mulheres também serão consideradas", prometeu Sinead.