Mulheres fazem sexo por status social e até vingança, diz livro

Mulheres fazem sexo para quê? Essa é fácil, para procriar e sentir prazer, oras. Esse é o discurso combinado e aceito pela sociedade, certo? Mas a bem da verdade é que elas descobriram (faz algum tempo) novas utilidades e ganhos com sua prática.


É o que reafirma e prova o livro "Por Que as Mulheres Fazem Sexo", da dupla de psicólogos Cindy Meston e David Buss. De acordo com os pesquisadores, uma imensa gama de interesses está embutida na "modalidade", desde seu uso para conquistar status social, vingança e serve até como moeda de troca para determinados serviços (ficou curioso?).


O livro traz descrições detalhadas das relações sexuais reais de mulheres; os motivos que as levam a fazer sexo; e a teoria que explica por que cada um desses motivos está presente na psicologia sexual delas.


A incrível constatação deixa aberto e mais rico o diálogo a respeito da sexualidade humana, principalmente do ponto de vista feminino, um tabu que aos poucos tem sido quebrado. A cada pesquisa sobre o tema, parece mais plausível de se aceitar que sexo está ligado diretamente à questão de "interesses", e nem por isso deva ser encarado como algo negativo, sujo ou errado.


Muitas vezes são negócios, outras tanto apenas prazer, e claro que com amor também acontece. Seja como for, mulheres fazem sexo, e não há nenhum mal nisso.

Sexo é obra da natureza

O sexo é uma necessidade vital da espécie humana e de todos os animais que possuem a reprodução sexuada. Se um indivíduo não fizer sexo, ele não morre. Entretanto, se a humanidade perder o gosto pelas atividades sexuais, a nossa espécie morre. A relação sexual é a única forma natural de se conseguir que a gravidez aconteça. E isto faz desta função essencial, diferente de todas as outras. Enquanto cada pessoa é capaz de assumir suas necessidades no que diz respeito à respiração, nutrição, locomoção, crescimento, higiene, a reprodução sexuada exige que haja a cooperação dos dois parceiros de sexos diferentes. Por isso temos que ser capazes de atrair, conquistar e estimular sexualmente um ao outro.


Os humanos não fazem mais sexo, apenas, conforme a natureza manda, mas também de acordo com os sentimentos, emoções e valores que cada um adquiriu durante sua vida, em função da história da sexualidade. Nos anos 80, mais um fato acontece no mundo chacoalhando os conceitos, os valores e as condições de vulnerabilidade que o comportamento sexual das pessoas podiam colocá-las com o surgimento da aids.

Neste momento, diante de uma doença que podia ser transmitida sexualmente e que estava matando milhares de pessoas, os governos se mobilizaram para o combate à aids. O diálogo sobre sexualidade tornou-se uma necessidade e um novo olhar para a educação sexual foi exigido. Assim a orientação sexual passou a ser preconizada não só pelos profissionais da área da saúde, mas também pela área da educação, pois esta ação tem se mostrado cada vez mais eficazes na prevenção não só em relação às DST/aids, mas também para atender a necessidade de diminuir o índice de gravidez não planejada na adolescência. Nesta década, a abordagem da orientação sexual evolui bastante, e passa a ser trabalhada não como um mecanismo de controle, mas, principalmente, como um instrumento de percepção de que o sexo é inerente à vida do ser humano e que a sexualidade não é um aspecto isolado da personalidade.

A sexualidade é muito mais do que a genitalidade, ela é também uma questão de cidadania, pois envolve valores, crenças e atitudes que diz respeito ao ser humano como um todo - social, político, educacional, religioso, biológico, psicológico e a sua história. A sexualidade é a expressão de como cada um entende e interpreta seus direitos e deveres para consigo e com o grupo social a qual pertence, em relação a sua condição de gênero, a sua função reprodutiva, a sua disposição sexual e a sua capacidade de se relacionar afetivo e sexualmente com uma outra pessoa.


A autora, Maria Helena Vilela,
é educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan - www.kaplan.org.br

Como convencer sua parceira a topar sexo a três

Fantasia da maioria dos homens, o ménage a trois (ou sexo a três) ainda é cercado de tabus –principalmente, por parte das mulheres. Afinal, como persuadir aquela namorada ciumenta a aceitar mais uma garota na cama com vocês, quando você não pode nem olhar para o lado na balada?
A tarefa é difícil, mas não é impossível. O UOL Comportamento conversou com vários especialistas e ouviu algumas sugestões valiosas que, se não servirem para que ela aceita a proposta de cara, pelo menos farão com que a sua mulher pense na possibilidade com carinho:


Nada de abordar o tema na cama, logo após a transa. A mulher terá a impressão de que você não gostou da performance dela e precisa de mais estímulo. Aborde o assunto bem longe do quarto, de preferência em um jantar, durante uma conversa picante. "Sexo a três somente é possível para casais que considerem essa proposta dentro de seus valores morais, individuais e a dois", diz o terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Martins Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade. "Uma boa preparação é começar a frequentar casas de swing e observar como as pessoas se comportam", exolica a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini,coordenadora do Projeto Afrodite de Sexualidade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


O homem pode, também, falar sobre o tema sem envolvê-la -quando uma transa a três aparecer em um filme que vocês estão assistindo, por exemplo. Não pergunte, de cara, se a mulher toparia. De acordo com a reação da mulher ao ver a prática de sexo a três, o homem poderá saber se é possível tocar no assunto sem que ela se assuste.


De acordo com o terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, quando o casal já pode conversar sobre o que pensa a respeito do sexo a três (e concorda com a nova busca), ainda precisará tomar algumas decisões: quando, com quem e quais são os limites para cada um e para o casal. "Uma das regras comuns é a proposta de apenas fazer sexo, sem a possibilidade de um relacionamento afetivo. Se algum sentimento surgir, o casal se afasta da pessoa em questão", afirma o terapeuta. Outra regra é não buscar a pessoa escolhida sem a presença do parceiro. "Nunca proponha aquela amiga bonitona dela. Sua namorada vai passar a acreditar que você tem interesse e que pode ser trocada", diz a ex-garota de programa Vanessa de Oliveira, autora de "100 Segredos de uma Garota de Programa" (Matrix Editora). Se ela propor à amiga, não diga de cara "sim".



Responda que vai pensar e disfarce o entusiasmo. Há casais que optam por prostitutas, justamente para evitar vínculos. Outro cuidado fundamental: usar preservativo –sempre!– e trocá-lo quando mudar de parceira. Evite, ainda, realizar a experiência na própria cama do casal, que é um lugar somente dos dois. Um motel é mais impessoal e menos comprometedor.



Para Vanessa de Oliveira, autora do livro "100 Segredos de uma Garota de Programa", uma maneira de tentar convencê-la é explicar o quanto a experiência é excitante para você –e que, portanto, deseja compartilhá-la com a pessoa mais importante de sua vida... Ou seja, ela. "O ménage pode ser uma boa maneira de testar formas novas de sentir prazer", afirma. Diga isso a ela, fale que a moça também vai poder se divertir –e muito! E garanta, ainda, que, na hora da transa, você dará mais atenção a ela do que à outra. “Mulheres são competitivas. Nunca procure por essa variação sexual como forma de tratar um problema entre o casal. O sexo a três não vai fazer um relacionamento que era ruim ficar bom.



"A experiência do sexo entre três pessoas pode reforçar a cumplicidade do casal”, diz o terapeuta Oswaldo Rodrigues. Homem e mulher ficam mais próximos e mais abertos a viver novas fantasias. Na cama, a relação ganha pimenta extra. Diga tudo isso a ela –e comprometa-se, de verdade, a adotar a fidelidade como estilo de vida. "Se você tem a sorte de ter uma namorada que topa ménage, para que fazer a burrice de traí-la?", questiona Vanessa de Oliveira, ex-garota de programa que lançou o livro "100 Segredos de uma Garota de Programa".



Lembre-se que há o risco de a prática se tornar uma constante entre o casal. "Se a frequência das transas a três é grande, o relacionamento pode virar um namoro a três, já que o casal não consegue mais obter a prazer a dois", explica o sexólogo Claudio Picazio, de São Paulo. E, homens, estejam preparados para possíveis cobranças... Várias mulheres entendem a realização de fantasias sexuais como uma prova de amor. E, claro, exigem correspondência. Não se assustem, portanto, se ela sugerir a prática com outro homem. Você pode até não topar, mas se reagir mal, poderá ofendê-la. Afinal, se você se sente inferiorizado ou desrespeitado com uma proposta dessas, ela também deveria ter se sentido? Não crie essa dúvida na cabeça de uma mulher.

Dia do Sexo comemora-se hoje, dia 6/9

Um trocadilho com o dia 6 do mês 9, numa campanha de marketing de uma marca de preservativos brasileira, deu origem à comemoração do Dia do Sexo.         
Tudo começou com uma campanha de marketing da marca de preservativos brasileira Olla, que sugeria a implementação do Dia Mundial do Sexo a 6 de setembro de 2008. O dia, que remete para um trocadilho entre o dia 6 e o mês 9, é agora um sucesso que não cai em esquecimento e, pela Internet, corre mesmo um "Manifesto Pelo Dia do Sexo", que não é ainda oficialmente previsto na constituição brasileira.


"Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia dos namorados. No meio de tantas datas comemorativas no nosso calendário oficial, por que não criarmos um dia em homenagem àquilo que deu origem a tudo: o Sexo?", lê-se no manifesto, mais uma vez impulsionado pela Olla.

No Facebook e no Twitter, o "Dia do Sexo" move centenas de comentários, sendo que a marca de preservativos promove um "Consultório Sem Vergonha" online, onde os internautas podem participar e deixar as suas questões a partir das 21h.



Francês condenado por não fazer sexo com a mulher

Tribunal de Nice
Ele alegou fadiga, por causa do trabalho. Ela insistiu em querer relações sexuais, mas, sem sucesso, o caso acabou em tribunal num processo de divórcio. O homem foi condenado e terá agora de pagar 10 mil euros de indemnização.


caso deu-se no sudoeste de França. Uma mulher pediu o divórcio alegando a ausência de relações sexuais durante anos com o marido.


Jean-Louis G, um francês, de 51 anos, residente em Nice, explicou ao juiz que sofria de "uma fadiga crónica causada pelos horários de trabalho", o que fez com que as relações sexuais "se tivessem espaçado com a passagem do tempo".

Segundo a edição deste sábado do jornal "Le Parisien", o tribunal não aceitou as alegações de Jean-Louis G e concordou com a tese da esposa queixosa de que a ausência de sexo contribuiu para a deterioração da relação do casal, originando a separação.

A sentença condenou o francês a pagar 10 mil euros à esposa.

Jornal lista 10 videos mais polêmicos de sexo com celebridades

Video de Kim Kardashian com o ex-namorado foi avaliado em 18 milhões de libras.


O tabloide inglês The Sun decidiu refrescar a memória dos leitores ávidos pelas notícias das celebridades e elegeu os 10 videos mais polêmicos que exibem famosos nas suas intimidades. A lista foi inspirada no video em que a socialite americana Kim Kardashian aparece fazendo sexo com o ex-namorado, o rapper Ray J. Os 39 minutos de video alcançaram milhões de visualizações na internet e chegaram a ser avaliados em 18 milhões de libras.



Veja a galeria de fotos do ranking!


Entre as mulheres que aparecem na lista estão a também socialite Paris Hilton, a atriz Pamela Anderson e a cantora Jennifer Lopez. Nem mesmo o vocalista da banda Limp Bizkit, Fred Durst, conseguiu se livrar dessa.

Vale destacar que se o ranking fosse feito no Brasil, não poderia ficar de fora o video em que a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli aparece fazendo sexo no mar com o então namorado Tato Malzoni em uma praia da Espanha, em 2006. Lembra deste?

Confira a lista completa!

1. Paris Hilton e o ex-namorado Rick Salomon em um quarto de hotel

2. Pamela Anderson e o ex-marido, Tommy Lee, durante a lua-de-mel do casal em 1998. Em 2005, Pamela surgiu em outro video com o vocalista da banda Poison, Bret Michaels.

3. A modelo inglesa Katie Price, conhecida como Jordan, apreceu em cenas calientes com o namorado Dane Bowers.

4. A ex-enfermeira e atual modelo inglesa Abi Titmuss foi filmada com o namorado, o ex-apresentador John Leslie e uma mulher desconhecida em 2000.

5. A lua-de-mel de Jeniffer Lopez e Ojani Noa caiu na web, mas sua exibição foi, rapidamente, vetada pela justiça americana.

6. Kendra Wilkison, famosa por ter namorado o fundador da Playboy, Hugh Hefner, por cinco anos, apareceu em um video erótico filmado na época em ela ainda não estava com o oitentão.

7. Verne Troyer, o anão dos filmes de Austin Powers, filmou suas intimidades com a namorada Ranae Shrider, em 2008.

8. O ator Colin Farrel processou a coelhinha da Playboy Nicole Narain pela publicação do video em que o casal aparece fazendo sexo, em 2006, e ganhou a causa.

9. O vocalista da banda Limp Bizkit ganhou milhões de dólares pela fita em que aprece fazendo sexo com uma garota desconhecida. Todos os sites que publicaram o video foram obrigados a indenizar o cantor.

10. O ator americano Dustin Diamond tentou ressuscitar sua carreira com um video erótico em 2007. Mas o video é tão ruim que o plano parece ter falhado.

Posição sexual tradicional pode facilitar a gravidez

Se você já se sente preparada para ser mãe mas o teste ainda não deu positivo, deve se lembrar que um casal fértil pode levar até um ano para engravidar. No entanto, se você está disposta a contar com toda e qualquer ajuda, pode experimentar mudar a posição na hora do sexoDe acordo com o ginecologista Eduardo Motta, especialista em reprodução humana da Unifesp, não há provas científicas da existência de uma posição mais eficiente para engravidar. Mas, por experiência, muitos médicos recomendam o tradicional papai e mamãe. "A posição ideal seria aquela em que o espermatozóide fica mais represado no fundo da vagina, e o famoso papai e mamãe proporciona isso", diz Eduardo.



O ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery, autor de "Mulher: um Projeto sem Data de Validade" (Integrare Editora) e outros livros relacionados ao tema, concorda. Segundo ele, a posição papai e mamãe favorece, anatomicamente, a fisiologia da fecundação. "Para a mulher engravidar, o espermatozóide precisa percorrer um caminho que, ao homem, corresponde à aproximadamente 10 quilômetros de nado". Se as águas estiverem turbulentas, fica mais difícil alcançar o objetivo final, o útero. O período fértil da mulher significa águas calmas. "Fora desse período, fica ainda mais difícil do espermatozóide chegar".

Ajuda da gravidade


Segundo Malcolm, se a gravidade colaborar é melhor ainda. "Se a mulher está deitada de costas pra baixo, a vagina serve como um tobogã para o espermatozóide alcançar o colo do útero", diz ele. "Quando a mulher fica de pé, por exemplo, está em uma posição em que o útero fica para cima e a barriga para baixo, tornando mais fácil para o sêmen descer", completa.


Segundo o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, especialista em reprodução humana da Clínica FGO, em São Paulo, a posição realmente colabora para o útero "sugar" o sêmen depositado na vagina. Mas, segundo ele, a posição papai e mamãe pode não beneficiar as mulheres com útero fora da posição habitual. "Para mulheres com útero retroverso, a melhor posição é deitada de bruços", diz. A relação sexual não precisa ser necessariamente nesta posição: o que vale é ficar deitada de bruços por algum tempo depois.

De acordo com Eduardo Motta, o hábito comum de se levantar e ir ao chuveiro logo depois do sexo também pode dificultar a concepção "Se ficar deitada por aproximadamente 40 minutos depois do sexo, a mulher facilita a migração do espermatozóide para dentro do útero", diz. O ginecologista Flávio Garcia de Oliveira concorda. Como o sêmen demora por volta de 30 minutos para se liquefazer, o ideal é permanecer um tempo deitada.



Outros fatores

Segundo o ginecologista e obstetra Gustavo Kröger, especialista em reprodução humana da Clínica Genics de Medicina Reprodutiva e Genômica, em São Paulo, não há realmente uma posição ideal para a mulher engravidar com maior facilidade. "Há orientações gerais a serem seguidas para a saúde melhorar e a gestação possa acontecer mais facilmente, mas nenhuma posição aumenta a possibilidade da gravidez", diz. "O ideal é que o sexo seja confortável para a mulher", completa. E saber do que pode dificultar a chegada da gravidez, como fumar e ter o peso muito acima ou muito abaixo do indicado.


Ainda, de acordo com o obstetra Mario Burlacchini, do Hospital das Clínicas de São Paulo, não é necessário levar em consideração a posição sexual. "Se a mulher for fértil, de qualquer maneira ela irá engravidar", diz. Mas a frequência influencia. "Se o casal tiver relações sexuais apenas uma vez por mês, fica mais difícil. Se estiver em busca da gravidez, é melhor ter de duas a três vezes por semana", afirma. Segundo o especialista, problemas de fertilidade possíveis de vir à tona não serão superados pela posição sexual. "O que vai ajudar mesmo é estar tranquila no momento", comenta.


Para ele, o casal que deita na cama querendo ter um filho acaba direcionando a relação sexual para a futura gravidez, mas isto não pode se tornar uma obrigação. "Senão o sistema límbico, responsável pelas emoções, é capaz de bloquear a gravidez", diz. Mario aconselha ficar mais ligada às questões básicas de saúde e fertilidade do que atenta somente à posição sexual. E relaxar. Mas tentar com o papai e mamãe de vez em quando mal não faz.

GRANDE REPORTAGEM: Sexo, vingança e vergonha na rede - expostas por seus ex, dão o troco na justiça

O roteiro é clássico: homens apaixonados e encantados com a beleza das parceiras pedem para fotografá-las durante a transa. A relação acaba e, em um ataque de fúria ou de ciúme, eles disparam e-mails com as imagens eróticas para familiares, amigos e colegas delas. Até pouco tempo, esses homens seguiam impunes no Brasil. Agora, a primeira geração de mulheres que denunciou esses crimes começa a ganhar processos contra seus algozes na Justiça.



A jornalista Rose Leonel, 41 anos, tomava café da manhã em um resort em Foz do Iguaçu quando o celular tocou. Era janeiro e ela estava pronta para curtir o terceiro dia de férias na piscina do hotel. “Rose, o que está acontecendo?”, disse um amigo do outro lado da linha. A pergunta era um alerta e, ao mesmo tempo, uma cobrança. Naquela manhã, dezenas de pessoas em Maringá, no Paraná, onde ela morava e trabalhava, receberam um e-mail com fotos da jornalista nua. O rosto dela era familiar a todos. Rose comandava um programa de televisão e uma coluna social em um jornal da cidade. Mas o resto do corpo era uma novidade apresentada pelo ex-namorado, o empresário Eduardo Gonçalves da Silva, com quem ela rompera dois meses antes. Rose aparecia sem roupas em fotos compiladas com capricho em uma apresentação de slides anexada na mensagem. Os destinatários eram colegas de trabalho e amigos do casal. O título do e-mail, uma brincadeira sórdida: “Apresentando a colunista social Rose Leonel — Capítulo 1”.

Ela levantou da mesa e começou a andar pelos corredores do hotel enquanto o amigo descrevia os detalhes da mensagem: closes dela seminua, os seios à mostra. As legendas das fotos davam a entender que aquilo era o “portfólio” de uma garota de programa. O e-mail virou assunto em todas as rodas de conversa da cidade. Rose diz ter perdido o chão. Explicou ao amigo que semanas antes, descobriu nos e-mails do ex-namorado um plano para desmoralizá-la (ela tinha a senha dele). Logo após o término da relação, ele contratou um técnico para manipular fotos dela nua, criar uma apresentação de slides e mandá-la de um e-mail com remetente anônimo. “Como registrei uma queixa, não imaginava que essas fotos fossem vazar. Só pensava em me isolar”, diz Rose. Assim que desligou o telefone, ela foi para o quarto.


Trancou a porta, ajoelhou no chão e chorou. “Eu me perguntei por que aquilo estava acontecendo. Me sentia fraca, ingênua e impotente. Comecei a pensar no tamanho do estrago que aquela mensagem faria na minha vida, na minha família, nas minhas amizades, no meu emprego.” O telefone celular tocava insistentemente. As amigas se solidarizavam com ela. Com o passar das horas, no entanto, homens desconhecidos começaram a ligar. Faziam gracejos, diziam vulgaridades e queriam saber, entre outros detalhes, quanto Rose cobrava por um programa. Quando ela criou coragem para acessar seus e-mails, encontrou um recado do chefe: “Não importa o que você faça entre quatro paredes, não traga isso para o trabalho”.



Eduardo e Rose namoraram por quatro anos até ela decidir deixá-lo, em outubro de 2005, após ele a ter pedido em casamento. “Ele começou a maltratar meus filhos nas minhas costas: gritava, humilhava. Desconfiei do caráter e do suposto autocontrole emocional dele. Não podia casar com uma pessoa assim.” Rejeitado e inconformado, Eduardo partiu para o ataque virtual contra a ex-namorada, que durou três anos e meio. Disparava e-mails com fotos dela nua em sequência, nomeando os arquivos como “Capítulos 2, 3, 4...”. Além das fotos íntimas, colocava montagens feitas com imagens pornográficas, em que apenas o rosto era o de Rose. Para completar o assédio, fornecia os telefones dela: pessoal, do trabalho e dos dois filhos da jornalista, na época, pré-adolescentes. Depois de um primeiro processo que ela moveu contra ele na Justiça, Eduardo pagou uma multa de R$ 3 mil para ela e foi liberado. Saiu do litígio revigorado e retomou os ataques com mais força, chegando a segui-la pela cidade de carro.


Ao todo, ela moveu quatro processos na Justiça contra ele. Em junho de 2010, Eduardo foi condenado a cumprir pena de um ano, 11 meses e 20 dias de detenção e, durante esse tempo, teria de entregar R$ 1,2 mil mensais à ex-namorada. Ele recorreu da sentença e perdeu. Está proibido de ficar a menos de 500 metros de Rose e dos filhos dela. Em outro processo que ela ganhou, teve de entregar os computadores para as investigações. A última ação movida por Rose ainda corre na Justiça. O valor das indenizações conseguidas por ela pode parecer baixo perante a devastação que Eduardo causou. Mas a vitória da jornalista é simbólica em um país onde os autores desse tipo de ataque ficavam impunes. Rose é uma das primeiras brasileiras a ganhar na Justiça processos contra um ex-amante que a humilhou na internet.


No Brasil, ainda não existem números oficiais da quantidade de casos desse tipo. Um único advogado mineiro, especializado em Direito virtual, diz que já trabalhou em cerca de 20 ações. “Os processos são novos e aumentaram com o crescimento das redes sociais”, diz Alexandre Atheniense. “Há uma falsa impressão de impunidade e anonimato no meio virtual que motiva esses homens a partir para ação.” Histórias como a de Rose se repetiram tantas vezes na última década no mundo todo que os casos ganharam um nome específico: revenge porn. O termo, de origem popular, quer dizer: “pornografia de vingança”, em inglês. Foi registrado pela primeira vez em 2007, no Urbandictionary.com; um dicionário colaborativo.
Casos de revenge porn costumam ter uma origem comum. Homens se dizem encantados com a beleza das parceiras e pedem para realizar fantasias com elas. Encaram as fotos ou filmes como celebração. Criam cumplicidade, propõem um segredo para ficar só entre os dois. A fantasia parece um desejo inofensivo. Quando são rejeitados ou traídos, a adoração vira ódio e, num ataque de ciúme ou raiva, colocam as imagens na rede. Repetem as agressões como forma de se manterem ligados à ex, já que têm dificuldade em seguir em frente sem ela.


“Soube por um amigo que meu ex enviou fotos minhas nua, com os seios à mostra,
aos meus colegas de trabalho”
– Rose Leonel, jornalista, 41 anos
Segundo o psicólogo americano John Grohol, especialista em comportamento online e fundador do site PsychCentral.com, homens que fazem revenge porn não sabem como abrir mão do relacionamento e, por isso, partem para a vingança. “Essas pessoas têm propensão à mentira, dificuldade em lidar com a raiva, falta de remorso, impulsividade e instabilidade emocional, com episódios de ansiedade e até de pensamentos paranoicos”, afirma o psicólogo.


Quando Rose conheceu Eduardo, ele parecia um cavalheiro. “Abria portas, puxava a cadeira para eu sentar.” Além de educado, parecia equilibrado. O perfil combinava com o seu sucesso nos negócios: Eduardo era dono de uma loja e presidente de um shopping center de Maringá. Durante os quatro anos de relação, não perdeu o controle nenhuma vez. Isso só aconteceu após o término do namoro, quando ordenou, entre xingamentos e ameaças, que ela voltasse para ele.


Foi esse homem atencioso, portanto, que pediu para fotografar a namorada em uma noite de paixão, quando o casal já levava dois anos juntos. A ideia soou estranha aos ouvidos de Rose, ela nunca tinha ouvido falar desse tipo de fantasia. Ele insistiu. Para tranquilizá-la, Eduardo prometeu guardar o cartão de memória da câmera no cofre do escritório. “Topei porque aquilo parecia importante para ele”, diz. “Eduardo era o homem da minha vida.” O pedido ficou frequente e a prática virou rotina.


Em outro quarto fechado, longe de Maringá, uma história parecida marcou a vida da pedagoga Bruna*, 31 anos, de Belo Horizonte. Ela tinha 22 anos, se preparava para terminar o mestrado em Educação e namorava o técnico em informática Rodrigo* havia um ano, quando ele pediu para bater fotografias dela na cama. Bruna não aceitou de primeira. Mas ele insistiu e ela cedeu. Fizeram as primeiras imagens enquanto transavam e deixavam-nas na câmera. Depois, sob o pretexto de visualizar melhor as imagens, Rodrigo pediu permissão para passá-las para o computador. Fingia apagá-las assim que terminavam de vê-las.



Em agosto de 2003, Bruna terminou o namoro, depois de ele também a ter pedido em casamento. “Não tinha mais certeza se ele era o homem certo.” O ex esperou o dia do aniversário de namoro para começar os ataques virtuais. Invadiu a conta de e-mail de Bruna e enviou fotos íntimas dela para toda a sua lista de contatos — sempre fingindo ser ela. Em um dos golpes que mais a feriu, ele enviou fotos para o júri do mestrado um dia antes de ela defender sua dissertação. Em fevereiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais ordenou que ele pagasse a ela R$ 50 mil como indenização pelos danos causados. O advogado dele agora tenta provar que Rodrigo não tem dinheiro para arcar com a quantia estipulada. Quanto à sentença, ele não tem mais espaço para recorrer.


Editora Globo
DEPOIS DA SENTENÇA, ROSE SE DIZ COM UMA "NOVA IDENTIDADE"

Tanto Rose quanto Bruna dizem que os dias que se seguiram ao ataque dos ex-namorados foram desesperadores. Fontes de Rose ligavam para pedir a demissão dela no jornal. “Virei a Geni da cidade. As pessoas não percebiam que eu era a vítima ali”, diz. Em Maringá, uma cidade com cerca de 350 mil habitantes no interior do Paraná, a história criada por Eduardo colou. Em dois meses, Rose estava desempregada. Para Bruna, na época do escândalo com 23 anos, a traição criou um fantasma na vida profissional. “Todas as vezes em que entregava meu currículo, temia que me questionassem sobre as fotos.” Ela se sentia culpada por ter posado e achava que não seria capaz de argumentar que era uma vítima e não o algoz da situação. Entrou em depressão. Em quatro meses, perdeu dez quilos.

Os e-mails chegavam a colegas, secretárias e professores da faculdade em que ela estudava. Os mais próximos ofereceram apoio, mas quem tinha pouca intimidade se afastou de vez. “As pessoas ficaram constrangidas por mim.” Bruna não quis falar sobre o assunto nem com as amigas mais chegadas. Comentava o caso apenas em casa, onde todos sofriam.

Oito anos depois, Bruna não precisa de esforço para lembrar o dia em que tudo desabou. “Cheguei em casa à noite e, por volta das 23h, tentei verificar meus e-mails. A senha estava bloqueada. Abri minha segunda conta e encontrei o recado de um colega me perguntando por que eu estava enviando aquelas fotos. ‘Que fotos?’, perguntei, e ele me encaminhou a mensagem. Gelei. Naquele momento, todas as pessoas da minha agenda tinham aquelas imagens em seus computadores. Chorei muito. Chamei meus pais e choramos juntos.” Ela nunca tentou falar com o ex para pedir explicações. “Depois do que ele fez, vi que não havia mais humanidade nele.”

“Amigos e professores que viram as fotos de uma transa ficaram constrangidos por mim. Em casa, todos sofriam” – Bruna*, pedagoga, 31 anos

A família procurou o advogado mineiro Atheniense para tentar impedir Rodrigo de continuar a mandar os e-mails e tocar um processo. Ele logo os alertou do maior entrave jurídico nesse tipo de caso. “É muito difícil comprovar a autoria do ataque”, disse Atheniense. Como os e-mails partiam da caixa particular de Bruna, ficava ainda mais difícil provar que não foi ela quem enviou as mensagens. A defesa de Rodrigo falhou quando ficou provado que os ataques partiam do local de trabalho dele. O dado que o incriminou foi o IP de sua máquina, uma espécie de carteira de identidade dos computadores. Ele é essencial para derrubar o anonimato de criminosos como Eduardo e Rodrigo.

O que o IP não faz, no entanto, é apagar as fotos que já circulam na rede. Essas se espalham com uma velocidade vertiginosa e obrigam as mulheres vítimas de revenge porn a travarem uma segunda batalha: a de tentar limpar sites e bloquear mecanismos de busca. “Não é uma tarefa fácil”, afirma Emerson Wendt, diretor do Gabinete de Inteligência da PCRS, uma das poucas dedicadas ao tema no país. “Quanto mais se espera para tomar uma atitude, mais difícil é retirar o material da rede”, diz. “Mesmo que fique indisponível por um determinado período, sempre tem alguém que copia e replica as imagens.” Por isso, o delegado aconselha as vítimas a reagirem em duas frentes, denunciando o ataque às autoridades e pedindo aos sites para que tirem o conteúdo do ar.

Abalada pela exposição, Bruna fez terapia e tenta até hoje se livrar de um pensamento que a persegue. “Parece que eu fiz algo errado”, diz. Depois de Rodrigo, conseguiu namorar novamente e chegou a se casar. Pouco antes da cerimônia, sentiu que precisava dividir a história com o futuro marido. “Ele não lidou bem. Me cobrava por eu ter topado as fotos e ficava inquieto com a lentidão da Justiça, sobre a qual eu não tinha nenhum controle”, afirma. Foi o começo de uma mágoa que marcou o relacionamento. Menos de um ano depois, estavam separados. “Não foi só culpa dele. Eu também tinha questões que me travavam, ainda não sabia confiar”, diz. Ela diz ainda ter dúvidas sobre o melhor momento para dividir o passado com o atual namorado. “Eu me pergunto inclusive se vou contar.”

“Minha filha chorava e meu filho arrumava briga na escola. Por causa da perseguição,
ele mudou de país” – Rose Leonel
As sentenças judiciais, muito mais que o dinheiro, ajudam a cicatrizar feridas como a de Bruna. Quando conversou com Marie Claire pela primeira vez, ela descreveu sua rotina — uma vida praticamente analógica. Os e-mails eram reduzidos ao trabalho. A internet, um território temido que ela preferia evitar. Contou não usar MSN e redes sociais. Na segunda conversa, no entanto, descreveu uma vitória. “Consegui fazer um perfil de Facebook”, disse, entusiasmada com a conquista. “O fato de a Justiça tê-lo condenado me fez sentir mais leve, mais livre.” No mínimo uma vez por mês, ela rastreia a internet à procura do seu nome, com medo do que o Google possa mostrar na tela do computador.

Essa é uma realidade que Rose, a jornalista de Maringá, tem o desprazer de ver toda vez que digita o seu nome no site de buscas. As fotos ainda estão na rede e custam muito dinheiro e tempo para desaparecer. De tudo o que passou, o que mais a marcou foi o sofrimento dos filhos, que trocaram de escola e até de país. A filha, hoje com 14 anos, chorava escondida no banheiro enquanto o irmão, três anos mais velho, comprava brigas com os colegas de classe, revoltado com a perseguição. Pedia que Rose o deixasse a um quarteirão da escola nova, para adiar o momento em que descobririam o nome de sua mãe. A pressão foi tanta que o garoto foi viver com o pai na Europa, há três anos. Rose o viu apenas uma vez, no ano passado. Quanto ao ex, ela perdeu o contato. Marie Claire o procurou para ouvir sua versão da história, mas seu advogado disse que ele não dá entrevistas sobre esse assunto.

Rose está aliviada. “Tive minha imagem destruída e sinto como se a condenação tivesse limpado meu nome”, afirma. Enquanto se recupera, ela faz planos de criar uma entidade que ajude brasileiras que sofrem na mão de ex-namorados ou ex-maridos vingativos. Quer dar a elas o apoio que não teve.

Letícia González

Bonn instala parquímetro para cobrar imposto de prostitutas

A cidade de Bonn, no oeste da Alemanha, implantou uma forma inusitada de cobrar imposto de prostitutas na rua: adaptou um parquímetro para cobrar "imposto sexual diário".


 A prostituição é regulamentada na Alemanha, e existem diferentes regras tributárias, dependendo da região. Mas com o caixa eletrônico de imposto sexual, Bonn é pioneira. Outras cidades já consideraram a ideia "interessante".


O equipamento, um parquímetro adaptado, foi instalado na zona de prostituição da cidade no fim de semana. O bilhete diário de imposto custa seis euros e vale das 20h15 às 6h. Segundo a prefeitura de Bonn, em três noites foram arrecadados 264 euros. Segundo estimativas, uma em cada duas profissionais do sexo utilizou o caixa automático para comprar o bilhete de imposto.



Segundo a porta-voz da prefeitura de Bonn, Monika Frömbgen, o movimento de prostituição na rua onde foi instalada máquina, longe do centro da cidade, não é grande. Em média, cerca de 20 mulheres oferecem serviços sexuais na única rua onde a prostituição é permitida em Bonn, a Immenburgstrasse, onde foi instalado o único caixa para recolhimento do imposto.



O município instituiu o imposto sexual no início de 2011. Segundo a prefeitura, a arrecadação anual com a contribuição deve chegar a 200 mil euros por ano. "Até onde sabemos, existem 200 prostitutas em Bonn, das quais umas 20 trabalham nas ruas, mas certamente há casos não declarados, que trabalham em casa", diz Frömbgen. A dificuldade de cobrar imposto das garotas de programa na rua levou à instalação do caixa eletrônico.



Associações de prostitutas são contra
A Aliança de Serviços de Aconselhamento para Profissionais do Sexo (Bufas, do alemão) rejeita o "tratamento fiscal diferenciado" e também o bilhete de imposto diário. "Nós somos contra essas regras especiais e a favor da igualdade entre todos os trabalhadores, inclusive na arrecadação de impostos", diz Beate Leopold, funcionária do centro de aconselhamento Cassandra em Nürnberg, associada à Bufas. Segundo ela, as prostitutas deveriam, como qualquer outro trabalhador, pagar imposto de renda individual.



A prefeitura de Bonn não vê problema em seu imposto sexual e no bilhete eletrônico. "Os municípios têm liberdade para decidir sobre os próprios impostos e nós estamos legalmente autorizados a cobrar essa taxa", disse Frömbgen. Quem for flagrado sem o bilhete de imposto pode pagar multa.


A medida serviu para regulamentar o comércio do sexo na cidade, depois de muitos protestos de moradores, explica Frömbgen. A área de prostituição, que fica ao lado de um sex shop e de um estacionamento público, foi reduzida a um trecho da rua e a atividade é proibida durante o dia. Além disso, a cidade construiu cabines de madeira, que podem ser utilizadas pelas mulheres e seus clientes.

Saiba por que elas se apaixonam e eles querem mais

Sexo é um dos assuntos mais interessantes que existem.


Todos gostam de falar sobre ele e de fazê-lo, e o assunto sempre causa arrepios, dores de cabeça e confusão. Mas os cientistas não sabiam, até pouco tempo, o que acontecia exatamente com o cérebro durante a atividade sexual.


Todavia, pesquisadores da universidade norte-americana Rutgers descobriram que 30 diferentes áreas cerebrais são ativadas durante o orgasmo, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail desta terça-feira (30).


Dois minutos após o ápice sexual, o cérebro ativa áreas relacionadas a recompensas, segundo notaram os cientistas. A pesquisa, que contou apenas com mulheres, destacou que o cérebro feminino ativa pontos do sistema nervoso que bloqueiam a dor, assim elas sentem apenas prazer.


Sabe-se também que durante o ato sexual há muita ocitocina envolvida, e este é o hormônio "do amor", que nos faz confiar nas pessoas e que diminui nossas defesas, como lembrou o especialista em saúde sexual Arun Ghosh. Como as mulheres produzem mais desse hormônio, tornam-se mais propensas a se apaixonar - principalmente depois do sexo.


 Diferentemente delas, os homens recebem apenas uma descarga de prazer com o orgasmo. "O principal hormônio envolvido no prazer masculino é a dopamina, que pode ser viciante", contou o médico, justificando por que muitos homens sofrem de compulsão sexual.


Outros benefícios
Manter uma vida sexual ativa e regular pode trazer outros benefícios à saúde. Segundo cientistas da Universidade de Princeton (EUA), o sexo pode ajudar no nascimento de células cerebrais que, tradicionalmente, morrem conforme envelhecemos. Por melhorar a oxigenação cerebral, o sexo ajuda na prevenção da demência.


O orgasmo também pode ser um analgésico natural, pois bloqueia a transmissão de estímulos dolorosos pela espinha, e os hormônios envolvidos no ato sexual ajudam a prevenir a depressão e melhoram o sono.

Sinead O'Connor procura em seu blog alguém que queira fazer sexo com ela

Intérprete do sucesso 'Nothing Compares 2 U' diz que quer alguém que saiba que ela não está em perfeita forma física.


Sinead O'Connor voltou às manchetes há algumas semanas quando reapareceu em um show na Inglaterra mais rechonchuda e com os cabelos mais compridos. A intérprete do sucesso dos anos 90 "Nothing Compares To You" agora atrai os olhares da mídia para a sua vida sexual.
Aos 44 anos, Sinead procura alguém em seu blog para fazer sexo e que saiba, e aceite, que ela não está em perfeita forma física.

"Minha situação sexual está tão terrível que os objetos inanimados estão começando a ficar tão bons quanto os homens. Estou no meu ápice e estou tendo que viver como uma freira. Isso é muito deprimente", disse no blog.
Sinead se diz tão desesperada por sexo que ela resolveu tomar a atitude de pedir uma ajudinha aos fãs. Ela fornece endereços de correio eletrônico para onde os interessados devem enviar mensagens. "Todos receberão respostas. Já existem literalmente centenas de candidatos. E as mulheres também serão consideradas", prometeu Sinead.

Ronco forte é um sintoma de impotência sexual, diz estudo

O comerciante Fernando Barbosa, de 45 anos, vai para a cama todas as noites com a sua mulher, Patrícia, mas quase sempre acorda sozinho. Cansada de perder o sono no meio da madrugada por causa do ensurdecedor ronco de seu marido, ela migra para o quarto dos filhos do casal. Lá é desconfortável, admite, mas, pelo menos, ela adormece.



Fernando não faz barulho sozinho. Estima-se que 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam, segundo a Associação Brasileira do Sono. E o índice chega a 60% deles e 40% delas, depois dos 60 anos.


Pior: a maioria sofre de apneia, paradas breves e repetidas da respiração no sono, mal que, além de cansaço e irritação, causa doenças circulatórias, pode levar ao infarto, a falhas de memória e à impotência.



Num estudo recente com 30 mil pacientes, médicos da Universidade West Virginia, nos Estados Unidos, constataram que o grupo que dormia cinco horas ou menos tinha risco duas vezes maior de doenças cardiovasculares, em comparação com indivíduos que dormiam as horas recomendadas (cerca de sete). Ficar na cama além da conta também é ruim. Aqueles que dormiam nove horas ou mais aumentavam em 1,57 vezes o risco de sofrer do coração, sobretudo com a idade. E especialistas alertam que as pistas de apneia do sono aparecem ainda na infância.



- Os pais devem estar atentos a crianças que respiram pela boca - alerta a neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. - Quanto mais cedo cuidar, menos chances de complicações.



Para os homens, porém, os médicos fazem um alerta importante: o ronco é um dos sinais mais frequentes de impotência.



Há poucos meses, o professor Evandro Carvalho, de 50 anos, ficou chateado ao ver a sua ereção falhar no ato sexual. Na ocasião, não deu muita importância e atribuiu o seu mau desempenho a um dia estressante na faculdade. Só que, recentemente, ele voltou a falhar em duas situações. Depois de consultar médicos, descobriu que seu desempenho sexual era causado pelas noites mal dormidas:



- Não sabia que o sono fragmentado poderia me deixar impotente.



Mas deixa sim, alerta a médica Dalva Poyares. A pesquisa Episono, do Instituto do Sono/Unifesp, sobre padrão e queixas de sono, mostrou que 17% dos homens se queixaram de disfunção erétil. E quanto mais distúrbios de sono e idade avançada, maior o risco. No estudo, os homens acima de 40 anos e com dificuldade de dormir tinham o dobro de risco de perda de potência sexual. Depois dos 50 anos, a chance quadruplica.


Entre os distúrbios do sono, a apneia é o mais grave. Isso porque a apneia altera a oxigenação e afeta a produção de óxido nítrico, essencial para a ereção. Quem sofre de apneia, desperta com frequência e tem pouca fase REM do sono, quando ocorrem os sonhos e as ereções são espontâneas. E essas ereções ajudam a manter o pênis funcionando bem. É como se fosse um treino, dizem médicos.



Mas apneia tem tratamento. O advogado Francisco Cruz, de 57 anos, acordava sobressaltado, engasgado e com falta de ar à noite. Com diagnóstico de apneia, ele procurou um especialista em sono. Sua qualidade vida melhorou muito, assim como o resultado de seus exames laboratoriais.



- Eu tinha a sensação de que morreria sufocado. Passava o dia cansado, sonolento, sem ânimo - conta Francisco, que já tentou de tudo para deixar de roncar, inclusive tiras adesivas dilatadoras de nariz e novidades como o spray antirronco, vendido livremente em farmácias.



Há quem tente resolver o problema de outra forma. Tradicionais redes de hotéis, como a Crowne Plaza, já testam quarto antirronco para casais. O ambiente tem paredes e camas com materiais que absorvem as altas frequências de sons, travesseiros que impedem que a pessoa se deite de costas e com recheios que criam campo magnético para "abrir as vias respiratórias". Tem também máquina de ruído branco, capaz de emitir frequências sonoras que neutralizam o som indesejado do roncador. A iniciativa de arquitetos é boa, dizem os médicos, mas o ronco segue com os hóspedes quando vão embora.


- Ronco e apneia são doenças e só mudar a arquitetura do quarto não resolve - diz Dalva Poyares, especialista em sono e do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.



Outra queixa pouco frequente pode ser desencadeada por sono fragmentado: a sexomnia, ou seja, o hábito de querer fazer sexo dormindo. E o maior problema é que o sonâmbulo nunca se lembra do assédio sexual, o que inclusive pode ter implicações jurídicas (na separação de um casal, por exemplo).



Há também aqueles que se masturbam dormindo. E o número de casos de sexomnia tende a crescer, já que período de sono na população está diminuindo. No Brasil não há estimativa, e quem acha que sofre do problema se sente constrangido em buscar ajuda. No tratamento, são usados medicamentos.



- Ainda desconhecemos a causa da sexomnia, mas é parente do sonambulismo - diz a doutora Dalva.



Segundo especialistas, a quantidade de sono necessária é característica individual, determinada geneticamente. Existe um grupo menor que tem descanso e sono adequados com apenas cinco horas, assim como há indivíduos que precisam de nove horas de sono. Mas a maior parte das pessoas fica bem com sete a oito horas de sono por noite.



A solução para o ronco e apneia dependerá de cada caso. Até porque essas queixas podem ter várias causas, como estreitamento de vias aéreas, relaxamento da musculatura da faringe, hipertrofia de amígdalas, palato alongado, língua volumosa, pescoço largo, queixo e maxila pequenos e excesso de peso.



- Nem todo roncador tem apneia. E a única maneira de esclarecer isto é o exame de polissonografia, que avalia a função respiratória do indivíduo enquanto ele dorme - explica a pneumologista Luciana Palombini, do Instituto do Sono, em São Paulo.



Só depois da consulta, dos resultados dos exames laboratoriais (o mau funcionamento da tireoide e alterações hormonais, por exemplo, causam problemas no sono, lembra a doutora Andrea Bacelar) e da polissonografia pode-se traçar a estratégia de tratamento. Uma opção é o uso de aparelho bucal, em casos leves. Com essa prótese, o ar passa pela garganta mais aberta, e ainda coloca a mandíbula mais à frente, aliviando o ronco.


A medida mais eficaz em casos graves é o uso de máscara nasal durante o sono, as CPAP (sigla em inglês de pressão positiva contínua nas vias aéreas), que aumenta o fluxo de ar, melhorando a respiração. Antes, esses aparelhos eram grandes e desconfortáveis; hoje moldam-se ao rosto e cabem na palma da mão.



Em situações específicas, indica-se cirurgia. Como a moderna faringoplastia, que abre as vias aéreas, impedindo o fechamento da garganta. Apesar de eficaz, não se aplica a todos os casos.



Há ainda os sprays antirronco, compostos de óleos vegetais e hidratantes, que lubrificam pregas vocais e a garganta, mas os médicos duvidam da eficácia.



- Não indico o spray para ninguém, mesmo que diminua o atrito na garganta e o ronco. Ainda assim, o individuo pode ter apneias - comenta Luciana



Na tentativa de acabar com o ronco e a apneia, médicos pesquisam uma pílula para aliviar o estreitamento das vias aéreas, ainda sem muito sucesso. Nos testes em 39 voluntários, a pílula BGC20-0166, que atua melhorando o fluxo de ar, aliviou bastante o sintoma de apneia, mas novos estudos estão sendo realizados para medir a eficácia desse medicamento.

Estudo afirma que existe desejo bissexual

Nova pesquisa da Universidade de Northwestern aponta que bissexuais se sentem atraídos tanto por homens quanto por mulheres.

 Numa espantosa retratação científica, pesquisadores da Universidade Northwestern encontraram evidências de que pelo menos alguns homens identificados como bissexuais são, de fato, atraídos tanto por homens quanto por mulheres.

A revelação não surpreende os bissexuais, que há muito tempo afirmam que a atração muitas vezes não se limita a um único gênero. Mas, durante anos a fio, a questão da bissexualidade tem atormentado os cientistas. Em 2005, um estudo amplamente divulgado, também elaborado por pesquisadores da Northwestern, relatou que “sobre a excitação e a atração sexual, a existência da bissexualidade masculina permanece discutível”.

Essa conclusão indignou homens e mulheres bissexuais, que disseram que ela parecia apoiar a ideia de que homens bissexuais seriam homossexuais enrustidos.

No novo estudo publicado online pela revista Biological Psychology, os pesquisadores adotaram um critério mais rigoroso para seleção dos seus participantes. Para melhorar as chances de encontrar homens sexualmente atraídos tanto por homens quanto por mulheres, os cientistas recrutaram voluntários a partir de espaços virtuais especialmente criados para bissexuais.

Eles também exigiram que os participantes possuíssem experiências sexuais passadas com pelo menos duas pessoas de cada sexo e uma relação amorosa de pelo menos três meses com ao menos uma pessoa de cada gênero.

Por outro lado, no estudo de 2005, os homens foram recrutados via anúncios em publicações gays e alternativas e passaram a ser identificados como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais por meio de respostas a um questionário padrão.

Nos dois estudos, os participantes assistiram a vídeos íntimos de homens e mulheres mantendo relações com parceiros do mesmo sexo, enquanto sensores genitais monitoravam as respostas eréteis. Enquanto o primeiro estudo divulgou que os bissexuais normalmente assemelhavam-se aos homossexuais nas suas respostas, a nova pesquisa descobriu que os homens bissexuais reagiram da mesma maneira tanto para os vídeos entre homens quanto para os vídeos entre mulheres, ao contrário dos homossexuais e heterossexuais que participaram do estudo.

As duas pesquisas também descobriram que os bissexuais relataram excitação subjetiva pelos dois sexos, não obstante as suas respostas genitais.

“Um bissexual poderá dizer: 'sim, e daí?!”', conta Allen Rosenthal, estudante de doutorado na universidade e primeiro autor do estudo desenvolvido pela Northwestern. “Mas isso tornará válida a conduta de muitos bissexuais que ouviram falar sobre o estudo anterior e pensaram que os cientistas não os estavam compreendendo”. O estudo da Northwestern é o segundo publicado neste ano que relata um padrão distinto de excitação sexual entre homens bissexuais.

Em março, uma pesquisa feita publicada em Archives of Sexual Behavior relatou os resultados de uma abordagem diferente para o problema. Assim como no estudo da Northwestern, os pesquisadores mostraram aos participantes vídeos eróticos de parceiros do mesmo sexo e monitoraram tanto as respostas genitais quanto as respostas subjetivas. Mas eles também acrescentaram cenas de homens mantendo relações com mulheres e homens, seguindo a sugestão de que isso poderia agradar aos homens bissexuais.

Os pesquisadores – Jerome Cerny, professor aposentado de psicologia na Universidade do Estado de Indiana, e Erick Kanssen, cientista sênior no Instituto Kinsey – descobriram que os homens bissexuais eram mais suscetíveis de experimentar excitação genital e subjetiva enquanto assistiam aos vídeos do que os heteros ou os homossexuais.

A Dra. Lisa Diamond, professora de psicologia na Universidade de Utah e especialista em orientação sexual, disse que, tomados em conjunto, os dois novos estudos representam um passo significativo para demonstrar que os homens bissexuais possuem um padrão de excitação específico.

“Entrevistei vários pacientes sobre a frustração que eles sentem quando seus próprios familiares pensam que eles estão confusos, em negação ou passando por uma fase”, diz ela. “Essas linhas convergentes de evidência, utilizando-se de métodos e de estímulos diferentes, deram-nos a segurança científica para dizer que isto é algo verdadeiro”.

Os novos estudos são relativamente pequenos em tamanho, tornando-se difícil traçar generalizações, especialmente quando homens bissexuais estão se envolvendo em níveis oscilantes de atração sexual, romântica e emocional com parceiros de ambos os sexos. E, claro, os estudos não revelam absolutamente nada sobre padrões de excitação entre mulheres bissexuais. A pesquisa da Northwestern incluiu 100 homens, cuidadosamente classificados entre bissexuais, heterossexuais e homossexuais. A pesquisa publicada pela Archives of Sexual Behavior incluiu 59 participantes, entre os quais 13 bissexuais.

O novo estudo da Northwestern foi parcialmente financiado pelo Instituto Americano de Bissexualidade, grupo que promove a pesquisa e a educação sobre o tema.

Mesmo assim, defensores expressaram impressões diversas em relação à pesquisa. Jim Larsen, de 53 anos, diretor do Bisexual Organizing Project, grupo de apoio com sede em Minnesota, disse que as descobertas poderiam ajudar os bissexuais que ainda lutam para se aceitar.

“É maravilhoso que eles tenham afirmado que a bissexualidade existe”, diz ele. ``Dito isto, eles estão provando algo que nós da comunidade já sabemos.

É insultante. Acho lamentável que alguém duvide de um indivíduo que diga: 'Isso é o que eu sou e quem eu sou’''.

Ellyn Ruthstrom, presidente do Bisexual Resource Center em Boston, compartilha o desconforto de Larsen. “Infelizmente isso reduz a sexualidade e os relacionamentos ao simples estimulo sexual”, diz Ruthstrom. “Os pesquisadores querem enquadrar a atração bissexual em uma categoria. Para ser bissexual você precisa sentir-se igualmente atraído por homens e por mulheres. Isso é uma besteira. Eu amo o fato de que as pessoas encontram maneiras diferentes para expressar a sua bissexualidade”.

Apesar de seus elogios cautelosos à nova pesquisa, Diamond também notou que o tipo de excitação sexual testado durante os estudos é apenas um dos elementos para a orientação e para a identidade sexual. Ela acrescenta que a simples interpretação dos resultados sobre excitação sexual é complicada porque o monitoramento de respostas genitais a imagens eróticas em laboratório não pode replicar a verdadeira interação humana.

“A excitação sexual é algo bastante complexo”, ela explica. “Na vida cotidiana, o fenômeno real é extraordinariamente confuso e cheio de fatores”.

Mulheres com vida sexual ativa envelhecem melhor, diz estudo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) divulgaram neste sábado (27) que o sexo é diretamente relacionado à forma como as mulheres envelhecem.


Após examinar a rotina sexual de 1.235 mulheres entre 60 e 89 anos, os cientistas constataram que a vida sexual ativa aumenta a qualidade de vida e a felicidade, fazendo com que enfrentem melhor a passagem dos anos.

A pesquisa, que foi divulgada pelo jornal The Huffington Post, explicou que embora a atividade sexual decaia conforme a idade aumenta, elas disseram que o sexo na terceira idade pode ser classificado como moderadamente satisfatório até muito satisfatório.



O Professor Wesley Tompson, que liderou a pesquisa, afirmou que manter um alto nível de satisfação sexual pode ser positivo para reforçar outros aspectos positivos do envelhecimento.

Técnica de fertilização aumenta as chances de gestação de meninas

Médicos brasileiros descobriram que um dos métodos de fertilização, empregado em casais com infertilidade masculina, eleva as chances de gestação de meninas.


 O trabalho foi apresentado durante o Congresso Europeu de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), realizado este ano, em Estocolmo, na Suécia.


A técnica, chamada pelos especialistas de super ICSI (injeção intracitoplasmática do espermatozoide morfologicamente selecionado) permite visualizar o espermatozóide com uma resolução de 6600 vezes, e produz embriões com maior probabilidade de estarem geneticamente normais.


“Curiosamente, o procedimento mostrou que a incidência de embriões do sexo feminino também foi expressivamente maior: 64,7% contra 53,8%”, explica Edson Borges, diretor do Fertility, Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo, e um dos responsáveis dos pela descoberta.


A Super ICSI aumenta as chances de fecundação, gravidez saudável e diminui o risco de aborto. Segundo o especialista, não há razão cientifica clara que justifique a prevalência de espermatozoides femininos.


O “achado”, como Borges define a descoberta, não fere a ética médica tampouco abre precedentes para que futuros pais decidam previamente o sexo de seus desejados filhos.


“É interessante, surpreendente e desperta para estudar mais e melhor a fisiologia do espermatozóide. Apenas isso.”


A escolha do sexo do bebê só é permitida quando empregada para prevenir a transmissão de doenças genéticas relacionadas ao sexo, como a hemofilia – prevalente em meninos.


“Somente nesses casos se justificaria selecionar embriões do sexo feminino. No geral, porém, tratam-se apenas de possibilidades. Via de regra, o esperma que carrega o cromossomo X resultará numa criança do sexo feminino e o que carrega o cromossomo Y produzirá um menino. Nossa seleção é feita para garantir embriões saudáveis, que podem resultar numa gestação bem-sucedida. Jamais discriminamos o sexo do bebê”, afirma Borges.


 Assumpto Iaconelli, ginecologista e especialista em fertilização assistida, prega cautela na utilização da técnica. “Esses dados somados trazem importantes implicações éticas. A técnica IMSI (Super ICSI) não deve ser considerada um procedimento de seleção sexual natural. Portanto, não dever ser procurada ou recusada por pacientes cuja intenção é ter uma criança de um sexo específico.”

Livro que apresenta Rio como capital do sexo provoca indignação

Autoridades brasileiras expressaram sua indignação por um livro de ficção publicado nos Estados Unidos que aponta o Rio de Janeiro como "a capital mundial do sexo" e pedirão uma retratação oficial, segundo informou neste sábado o jornal O Globo. O livro Seven days in Rio (Sete dias no Rio, em tradução livre), do americano Francis Levy, publicado pela editora Two Dollar Radio, define ainda a cidade como um lugar onde "o número de prostitutas equivale ao de ratos no metrô de Nova York", o que incomodou as autoridades brasileiras, segundo o periódico.

"Nenhuma brasileira pode ser tratada assim, nem sequer na ficção", afirmou a titular da Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves. Ela afirmou que "o turismo sexual ainda não é uma página virada no Brasil" e disse que buscará, por meio do Ministério das Relações Exteriores, que os EUA adotem medidas para que o autor se retrate. Já o Ministério do Turismo lamentou a publicação e afirmou que os viajantes que chegam ao Brasil com a única intenção de buscar sexo são "criminosos".

Segundo o jornal, o autor 63 anos nunca visitou o Rio de Janeiro nem conhece pessoalmente nenhum brasileiro, mas defendeu seu romance em entrevista por telefone. "Seven days não é uma obra realista, e digo isso logo no prólogo. Por isso, as pessoas não devem se aborrecer com seu conteúdo. E também não vejo problema em escrever sobre um lugar que não conheço", disse ele, que lembrou que Franz Kafka escreveu America sem ter saído da Europa.

Levy, que define Kenny Cantor, o protagonista do livro, como "um palhaço que vive situações surrealistas, como a de conhecer uma família de prostitutas aristocratas que se gabam da profissão", afirmou que o objetivo do obra "não é traçar um perfil do Rio de Janeiro", mas apresentar "o universo da imaginação, do delírio e dos sonhos".