Clube espanhol lança campanha com zumbis e sexo para atrair sócios

O Getafe lançou uma campanha polêmica para atrair novos sócios. Em um vídeo pra lá de nonsense, o clube da capital espanhola, “primo pobre” do Real Madrid, mistura zumbis, mulheres seminuas e, claro, sexo.
O comercial conta a história de um doador de esperma que, ao chegar a uma clínica, recebe um filme erótico sobre o clube espanhol onde aparecem “zumbis sensuais”. A ideia seria facilitar a doação de esperma para que, no futuro, o estádio da equipe se encha com sócios do Getafe. José António Cuétera, diretor de marketing do clube espanhol, classificou o vídeo como “polêmico, mas muito bom”.
“Temos que contar uma ação, mover uma massa social de torcedores para semear sócios do Getafe pelo mundo de uma forma simpática.

O objetivo é criar um sentimento, não há público específico, só aquele que tenha bom humor. Somos nove mil sócios, mas temos de ser mais”, afirmou Ángel Torres, criador da campanha, em declarações publicadas pelo “Diário de Notícias”de Portugal.


Sexo na gravidez só traz benefícios para a mulher e o casal

Sexo é sempre um assunto colocado como tabu pela sociedade.

Quando associado à gravidez, momento em que a mulher está em um momento de plenitude e fragilidade, o tema ganha outras vertentes e é reprimido por questões sociais e psicológicas. Segundo especialistas, sexo na gravidez só traz benefícios para a mulher e o casal.

“Além de preservar a auto estima da mulher também estimula o relacionamento do casal”, explica Renata Weltman, médica assistente do ambulatório de ginecologia e obstetrícia do hospital Santa Helena.Segundo a médica, o sexo na gravidez depende fundamentalmente de como o casal se relaciona. “Tudo depende de como o casal encara a sexualidade e a situação”, conta.

As alterações físicas da mulher durante a gestação também refletem quando a libido – desejo da mulher em praticar sexo. Segundo Renata é normal que seja decrescente a libido da mulher. “O normal é que o desejo da mulher em praticar sexo diminua pelas mudanças físicas, por ela se sentir feia, porém há casos em que ele aumenta”, explica a médica.

Conta indicação
Apesar de trazer benefícios o sexo nem sempre pode ser praticado durante a gestação por motivos médicos. Quando a paciente apresenta sangramentos, placenta com inserção baixa ou bolsa rota – rompimento prematuro da bolsa, que pode causar o nascimento antecipado e até mesmo levar a morte do bebê.

Ele não quer transar?

Ao contrário do que diz a lenda, homens não estão sexualmente disponíveis todo o tempo. As mulheres casadas sabem disso, as namoradas sabem disso, até as amantes, depois de algum tempo, descobrem que é assim.

Não estou falando da ansiedade do primeiro encontro, quando o sujeito, muitas vezes bêbado, acha que tem de improvisar uma performance que supere, ou pelo menos iguale, as incontáveis proezas sexuais que ele, desde os 14 anos, ouviu narradas por amigos e inimigos.

Não.

O objeto do meu interesse é a falta de desejo no interior da relação, quando o livro chegou à página 50 ou 100, quando as coisas estão tranquilas, e, subitamente, aquele sujeito que costumava jogar a mulher na parede e embasbacar-se com seu corpo nu parece mais propenso a jogar-se no sofá e abrir um livro – ou apertar, sem pressa, os botões do controle remoto.

Vocês sabem do que se trata.

Acho que toda relação tem esses períodos de castidade involuntária. Em alguns casos, a escassez de sexo será a marca do esgotamento e do fim. Em outras, apenas uma calmaria temporária que desperta, pelo período da sua duração, enorme inquietação em quem está a bordo.

São esses intervalos de abstinência involuntária que me interessam.

Eles são chatos para todo mundo, mas especialmente para os homens. Nessas ocasiões, as mulheres reagem como se os parceiros estivessem, propositalmente, recusando algo a que elas têm direito. A ausência de sexo seria uma espécie de crueldade masculina, uma punição ostensiva ou inconsciente e, talvez pior, um tipo de negligência e abandono. Esses sentimentos femininos são extremamente dolorosos, mas, provavelmente, infundados. Eles se baseiam na percepção de que os homens funcionam sexualmente como as mulheres – o que, absolutamente, não é verdade.

As mulheres podem transar sem sentir desejo. São fisicamente capazes de tomar parte em uma transa mesmo sem estarem excitadas. É uma possibilidade anatômica que elas exercem quando acham necessário – por carinho, por pena, por ambição, por medo ou, simplesmente, para poder dormir em paz.

Por isso, eu acho, elas se abatem tanto quando os homens negam sexo. É como se eles estivessem recusando um gesto de carinho solidário que toda mulher ou namorada afetuosa é capaz de oferecer. Eu já ouvi mulheres reclamando: “Ele nem tenta! Será que ele acha que toda vez que a gente transou eu estava louca de vontade?”

Esse tipo de generosidade faz todo sentido entre pessoas que se gostam, mas ela é fundamentalmente estranha ao universo masculino - pela simples razão de que ereções não se produzem por pena, carinho ou necessidade econômica, embora cada uma dessas coisas, no contexto adequado, possa contribuir.

Homens são incapazes de doar – ou vender - sexo porque, literalmente, o sexo não pertence a eles da mesma forma como pertence às mulheres. Não existe para os homens a possibilidade de uma relação sexual completa sem que eles sintam desejo pela parceira. Mesmo as drogas contra impotência só funcionam nessa condição. Elas potencializam o desejo, não o substituem.

O que se faz, então, quando se entra num período desses de calmaria e falta de sexo?

A primeira providência, eu acho, é não hostilizar o parceiro. Lembre-se: ele não pode resolver o seu problema da mesma forma como você resolveria o dele se a situação fosse inversa. É uma impossibilidade.

Outra dica que já me serviu: ponha-se bonita, de preferência provocante, e saia com ele por aí. Numa calmaria dessas, marquei com a namorada de encontrar amigos num restaurante. Ela chegou linda, com as pernas de fora, e me deixou todo orgulhoso. Enquanto almoçávamos, percebi que, na mesa ao lado, havia três garotas lésbicas que não tiravam os olhos dela. Estavam fascinadas com a minha namorada e, de alguma forma, o desejo delas acendeu o meu. A calmaria doméstica se encerrou naquela mesma noite, em grande estilo.

A última coisa prática que eu tenho a dizer sobre isso: desligue a TV ou, dependendo do namorado, tire do ar as redes sociais. Eu fico hipnotizado diante de qualquer filme. Sei que há caras por aí que não conseguem mais desgrudar do Facebook. Você não pode exigir que o seu homem esteja em riste, mas pode lembrar a ele que aparatos viciantes não ajudam. Se ele, sistematicamente, se recusar a desligar a TV ou largar do Twitter, mesmo diante de uma crise, estará sinalizando uma escolha – que pode não ser por você.

Mas, francamente, acho que essas crises são mais emocionais do que práticas.

Em geral, por trás da inapetência do sujeito estão acontecimentos no trabalho, frustrações íntimas, tensões que estão se montando dentro dele sem que você (ou ele mesmo) perceba. O tempo e uma atmosfera relaxada costumam ajudar a dissipar essas nuvens.

Às vezes, acho que períodos assim, embora não sejam legais, podem ser úteis. Eles forçam os casais a uma relação mais carinhosa, mais terna, que, frequentemente, fica de lado em benefício da sensualidade. Na falta de sexo, os homens tendem a se desdobrar em outros tipos de demonstração de afeto. Eu já me peguei mais meigo e atencioso nesses períodos. É uma forma de compensar que tem virtudes e seus benefícios.

Se nada disso parecer uma solução ou um consolo (ups!), lembre do mantra: não somos perfeitos, nem em sexo nem em nada. Gostar significa, necessariamente, aturar imperfeições. Às vezes é falta eventual de sexo, às vezes é coisa pior. Em geral, tudo se resolve. Quando não, há sempre o mundo, vasto mundo, a nos oferecer novas rimas e soluções.

IVAN MARTINS

Sexo evoluiu por dar resistência a parasitas, afirma estudo

Experimentos com vermes e bactérias dão mais peso a uma teoria que explica a origem da reprodução sexual. É a primeira vez que se faz um estudo em laboratório da coevolução entre parasita e hospedeiro para testar as vantagens evolutivas do sexo.

Uma população que se reproduz sem sexo, duplicando todos seus genes, cresce no dobro da rapidez de outra que pratique a coisa, pois não são necessários dois indivíduos para procriar como na reprodução sexual. Essa aparente ineficiência do sexo está envolta em mistério.

Os experimentos feitos por Levi Morran e colegas da Universidade de Indiana (EUA). publicados na "Science", mostraram que o sexo permitiu ao verme milimétrico da espécie Caenorhabditis elegans produzir prole geneticamente diversa e mais resistente à bactéria causadora de doenças Serratia marcescens.

"Não sei dizer por que ninguém tentou esse estudo em particular antes do meu grupo. O campo da biologia evolutiva está só agora começando a explorar a coevolução experimental, a prática de permitir que múltiplas espécies evoluam conjuntamente no laboratório, como uma ferramenta de pesquisa", disse Morran à reportagem.

O Caenorhabditis elegans pode ser hermafrodita ou macho. Numa população selvagem, entre 20% e 30% são machos. Mas, na presença da bactéria parasita coevoluindo, a frequência de reprodução via sexo passa a ser quase 90%. Os que fazem sexo com outros indivíduos apresentaram mais resistência.

Peça em que atriz usa bandeira como tapa-sexo causa polêmica



Espetáculo está em cartaz na Coréia do Sul.

Espetáculos teatrais causam polêmica desde que começaram a ser encenados. Desta vez a confusão foi em solo sul-coreano, mais precisamente em Seil, onde um diretor foi criticado após uma das atrizes de sua peça usar uma espécie de tapa sexo com a bandeira do Japão estampada.

De acordo com o próprio diretor, a intenção que ele teve ao usar a bandeira foi comemorar a libertação da Coreia do domínio japonês, que ocorreu entre os anos 1910 e 1945.

Ainda segundo o artista, a performance será exibida até o final de agosto.

Concordo com Sandy: sexo anal dá prazer sim’, diz Melão

‘Concordo com Sandy: sexo anal dá prazer sim’, diz Melão

Renata Frisson, a Mulher Melão, vai posar para a revista "Playboy" na próxima semana, em São Paulo. Segundo a funkeira, será a primeira vez que ela vai posar totalmente nua, e está muito ansiosa. “Nas minhas fotos eu quero muito glamour e riqueza. Quero muito ouro, muita joia. Quero ficar com cara de rica e poderosa. O tema do ensaio vai ser a minha música, ‘Você quer’. Canto que a mulher quer carro importado, joia... Por isso, vou ter tudo nas fotos”.

A funkeira contou que um empresário milionário de São Paulo que ela não conhece fez um "agradinho" quando ficou sabendo que ela iria posar para a revista. “Ele deixou à disposição um jatinho particular, um helicóptero e uma Ferrari para eu usar para as fotos. Ai, vou amar entrar em uma Ferrari. Gosto de coisas boas”, diz.

“Gosto de jantar em bons restaurantes, beber vinho chique e andar com muitas joias. Mas se tiver que comer em um podrão na esquina, também como”. Quando perguntada que tipo de namorado gosta, a morena garante que o importa é a química, e não o que está dentro da carteira. “Já namorei empresário rico que me deu um bracelete de diamantes de 55 mil reais, mas também já namorei pobre que morava em favela e não tinha dinheiro nem para andar de ônibus. Para mim, o que importa é a química bater”.

Renata adorou o ensaio de Adriane Galisteu para a edição de aniversário da revista, mas diz que vai fazer algo muito diferente no quesito depilação. “Não me sinto bem com muito pelo. Nas partes íntimas, vou fazer o bigodinho de Hitler, pois acho bem sexy, e na perna vou deixar a coxa cabeluda e depilar a canela”, conta. Melão não está com medo de, como aconteceu com Galisteu, ter alguma entrevista bombástica em sua revista e acabar perdendo o foco das fotos. “Não tenho medo disso, pois sei que o povo me ama e está louco para me ver toda peladinha na revista. Achei a entrevista da Sandy o máximo. Finalmente ela abriu a boca. Concordo com ela: sexo anal dá prazer sim”.

Uma conversa com os pais – gravidez na adolescência

Na adolescência não se deve fazer sexo, muito menos, as meninas”. Este é um mito que caiu e, muitos pais ainda não se deram conta. A pesquisa UNESCO em 2004 já identificava a média da idade da primeira relação sexual dos meninos por volta dos 14 anos e das meninas entre 15 e 16 anos.

O sexo é uma função natural do ser humano que desperta na adolescência. Nesta fase, o corpo já consegue reagir aos estímulos sexuais, se excitar e provocar o desejo de ir mais adiante - transar. No momento, a realização do sexo é extremamente prazerosa e gratificante, independente do fato de ter sido realizado com ou sem segurança. Isto só começa a preocupar depois do fato consumado e passada a euforia da excitação. É muito difícil para o ser humano conseguir se negar a fazer sexo quando há estímulo e oportunidade de se seguir adiante.

Mas, nossos adolescentes não são, apenas, um corpo! O adolescente é uma pessoa que tem uma determinada vivência, valores, crenças, e expectativas. Por outro lado, o sexo não é só prazer: é entrega e responsabilidade com a prevenção de gravidez e DST/Aids.

E meus queridos pais, esta oportunidade existe! Mas, num ambiente liberal, numa idade em que os hormônios estão em alta e a curiosidade sexual é grande, esperar que nossos filhos resistam à motivação de fazer sexo é esperar que eles sejam super-homens e as meninas supermulheres!

A maioria dos nossos filhos está só no quesito sexo. Todas as pesquisas sobre comportamento sexual dos jovens que tenho acesso mostram os pais como uma das últimas opções na busca de informações sobre sexo, e em contra partida, os sites eróticos e os que abordam a sexualidade, são cada vez mais procurados pelos jovens. A falta de diálogo com os pais é um ponto forte na vulnerabilidade dos adolescentes à gravidez na adolescência! Os estudos mostram que as meninas que conversam com seus pais sobre sexo, engravidam menos na adolescência do que aquelas que não têm esta mesma oportunidade.

A adolescência apronta armadilhas difíceis de serem vencidas pelos jovens. Vários fatores contribuem para isto, mas, principalmente, em relação à gravidez, é muito importante que os adultos de sua confiança encarem a realidade atual da sexualidade na adolescência e promovam o diálogo como alguém que sabe ouvi-lo de verdade e respeite seus valores e atitudes. Seguem algumas dicas para os pais que queiram experimentar criar o movimento do “chega-te”:

• Comente ou leia uma matéria sobre gravidez na adolescência com seu filho ou sua filha e pergunte se isto acontece entre os amigos deles;

• OUÇA a opinião deles;

• Conte para eles o que significava na sua época de adolescente, uma garota ficar grávida e o que acontecia com o casal adolescente;

• FALE a sua opinião, justificando o seu ponto de vista e ao mesmo tempo preenchendo lacunas do pensamento deles;

• Leve sua filha ao ginecologista e apóie o uso do método contraceptivo indicado;

• Estimule seu filho a usar a camisinha, pois, esta é a única forma dele ter o controle sobre sua paternidade;

• Fale dos seus sonhos profissionais em relação a eles, mostrando sua expectativa. Mas também ouça e respeite o sonho deles, ajudando-os a enxergar as vantagens e desvantagens que ainda não consigam ver.

• Descubra e realize alguma coisa que você e seu filho(a) gostam de fazer juntos;

• Conheça os amigos, ficantes e namorados e, os deixe lhe conhecer também.

• Promova as informações sobre sexualidade e contracepção que os jovens precisam saber. Se não souber como conversar, indique a leitura de artigos. “Chega-te” e Boa sorte!



* MARIA HELENA VILELA – sexóloga e diretora do Instituto Kaplan
www.kaplan.org.br

Filha de Raúl Castro felicita transexual que se casará com um gay

Mariela Castro, diretora do Cenesex
Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) e filha do presidente cubano, Raúl Castro, felicitou nesta sexta-feira um transexual que trabalhou nessa instituição e que se casará na ilha com um gay no sábado, para fazer coincidir o casamento com o 85º aniversário de Fidel Castro.

"Estou muito contente que se case, não exatamente com um heterossexual como ela queria, mas parece que encontrou o amor de sua vida e o vai celebrar e nós lhe desejamos muitas felicidades", afirmou Mariela a jornalistas ao se referir a Wendy Iriepa, que foi submetida a uma cirurgia de mudança de sexo e trabalhou no Cenesex até julho passado.

Iriepa, 37 anos, e Ignacio Estrada, um homossexual soropositivo de 31 anos que é membro do grupo independente Observatório LGBT, se conheceram em maio e decidiram se casar.

Em junho passado o Observatório LGBT organizou uma incomum e reduzida "marcha-passeio" pelo Dia do Orgulho Gay, à margem da política e da estratégia de trabalho do Cenesex.

Iriepa, que era parte da equipe de trabalho dessa instituição, alegou que pediu sua renúncia após ter "problemas" com Mariela devido a sua relação com Estrada, que foi considerado como um "dissidente".
Mariela insistiu que deseja "muitas felicidades" para Iriepa, e ressaltou que todo o trabalho do Cenesex "foi para isso, para o bem-estar e a felicidade de suas companheiras".

Fazer sexo virtual é saudável?

Não existe nenhum estudo, mas especialista alerta que quando o jovem só se relaciona virtualmente pode ser sinal de problemas.
 
Para quem ainda não está tão habituado com a internet e com a revolução que ela provoca no comportamento das pessoas, falar sobre sexo virtual pode parecer até estranho. Já para os jovens é um tema bem mais recorrente do que se possa imaginar.

Estudo feito com jovens canadenses e divulgado pela France Presse mostra que eles estão ''digitalizando'' sua vida afetiva. Uma grande parcela de jovens está trocando o contato físico pelos teclados e monitores de computador. Conforme o estudo, 87% dos jovens pesquisados em 150 colégios e universidades do Canadá, reconheceram ter sexo virtual através de mensagens instantâneas, webcams ou telefones.

No Brasil não há um estudo sobre o tema, mas, como os brasileiros estão entre os que mais usam a internet no mundo, os números e o comportamento não devem ser muito diferentes.

O computador, para as novas gerações, tem sido um ótimo instrumento para a busca de informação, pesquisa e também de relacionamento. Na adolescência a maioria dos jovens inicia sua vida amorosa e sexual. E é aí que começa o problema. É uma fase cheia de dúvidas, de medos e insegurança, que todos passam.

Garotos e garotas que têm dificuldades de conversar, de namorar, de ter amizades, escondidos atrás do monitor, soltam-se no teclado do computador. É uma forma de se sentirem mais seguros. Muitas vezes o garoto ou a garota se tranca no quarto e cria um mundo paralelo ao do restante da casa. É preciso estar atento a isso.

O problema, na verdade, ocorre quando o jovem só consegue se expressar e ter um relacionamento virtual. Vencer a timidez não é uma tarefa fácil, mas é preciso ultrapassar essa barreira. Uma boa forma é se obrigar a sair mais, criar um círculo de amigos. Para os tímidos o computador e a internet podem ser um bom caminho para iniciar as amizades, mas não podem ser um fim e sim o começo.

Márcio D. Menezes, cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Sexo ainda é tabu na medicina

Pesquisa inédita revela que médicos recém-formados desconhecem assuntos ligados a sexualidade e negligenciam tema nas consultas.

Como anda a sua vida sexual? A pergunta, fora de contexto, é capaz de constranger não somente aos mais pudicos.

Segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a maioria dos médicos recém-formados não tem conhecimento suficiente para abordar ou simplesmente orientar suas pacientes quando o assunto é sexo.

Teresa Barroso, médica obstetra, coordenadora do ambulatório de qualidade de vida da faculdade, mensurou este gargalo. Entrevistou mais de 150 profissionais recém-formados, na esperança de encontrar o ponto de partida de tal déficit. Os resultados da estatística revelam que a fragilidade na relação médico-paciente vai muito da demanda ou mediação feita pelos planos de saúde.

"Eles reconhecem que não sabem abordar a sexualidade com as pacientes. Apenas 22,7% dos entrevistados afirmam ter conhecimento e confiança para orientar. Por mais absurdo que pareça, o sexo ainda é tabu na medicina."

A defasagem é admitida por especialistas que trabalham tanto no sistema público quanto no privado. O que une ambos profissionais é a falha na formação, aponta Teresa. Na visão da obstetra, são raros os cursos de medicina que incluem a sexualidade na grade de aulas.

"É um tema com abordagem rasa. O fundamental é conhecer as doenças sexualmente transmissíveis, fazer papanicolaou e prevenção contra câncer de mama. O que foge ao básico, é autodidatismo ou interesse pessoal desses profissionais."

Eternos caretas?
A pesquisa espelha uma realidade próxima a tragetória da especialista. Teresa concluiu o curso de medicina em meados dos anos 80. Naquela época, questionar a vida sexual das pacientes não era constrangedor, mas invasivo. Algumas mulheres, porém, abandonavam o ceticismo e procuravam ajuda de especialistas. Reconhecendo a própria incompetência no assunto, a médica buscou cursos de formação depois de conquistar o diploma.

"Sentia vergonha de ter demorado tanto tempo para procurar esse tipo de complementação. Saí da faculdade em 1986, só terminei minha especialização em sexualidade em 2004."
Na avaliação da Professora associada e livre docente do departamento de obstetrícia da Unifesp, Mary U. Nakamura, o problema se arrasta na medicina brasileira.

"Antigamente não existia esse tipo de questionamento por parte das mulheres. Hoje, a demanda é real, e exige informação, capacitação multidisciplinar."
Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e obstetra, foi um dos residentes que forneceu subsídio a tese de Teresa. Formado em uma das faculdades mais concorridas do Brasil, Rosa viu seu diploma perder a força ao ser indagado por uma paciente sobre libido e dor durante a penetração.

"O conhecimento que tive na formação é raso e quase inexistente. Na faculdade, a sexualidade nem é abordada. Durante a especialização em ginecologia, área que deveria ter uma orientação maior, o assunto é tratado rapidamente. Em três anos temos 8 horas para aprender sobre sexualidade."

Com o avanço da demanda - ter prazer passou a ser um direito, e não exceção - Rodrigo investiu em cursos e atualizações sobre o tema. A própria Unifesp oferece aulas no ambulatório de sexualidade.
"Você sente a importância e o desamparo das pacientes quando começa a atender. Só que a essa altura, já é praticamente por sua conta e risco", recorda o ginecologista.

A ineficiente capacitação é agravada pelo tempo das consultas médicas. O atendimento em série, se já não permite que o médico enxergue o paciente à sua frente, torna ainda mais improvável a proximidade e confiança que antecedem ao diálogo e exposição de dúvidas possivelmente constrangedoras.

"Em relação aos perigos de DST e gravidez inesperada todo ginecologista tem conhecimento, sabe fazer. O tempo com a paciente não permite uma conversa aberta, abrangente. Os problemas de convênio e atendimento deterioraram ainda mais a relação", acredita Rosa.

Sexo para todos
A sexualidade é pré-requisito para qualidade de vida, defende a professora Mary. Para a educadora, é fundamental que as faculdades incluam a temática na formação dos profissionais.

"É uma área multidisciplinar. Todo médico deve questionar a vida sexual, a libido de seus pacientes, ou, ao menos entender que a vida sexual pode ser chave para muitos diagnósticos.

Reclamações como baixa libido ou dor durante a relação sexual não apenas sinalizam problemas no organismo, como impõe uma serie de contra-indicações medicamentosas, afirma Teresa Barroso. Antidepressivos, remedios para tratar o diabetes reduzem o apetite sexual dos pacientes. Se o tema não é abordado, o tratamento resolverá um problema e acentuará outro.

"É importante perceber que a sexualidade pode mascarar um tratamento que possivelmente seria eficaz. O dever de um cardiologista não é apenas salvar seu paciente de um infarto fulminante. É papel dele, após a recuperação, orientar depois de quanto tempo ele está apto a ter relações sexuais. Nada disso é feito. Temos endócrinos que prescrevem remédios para diabéticos. Essa população sofre alteração na sua sexualidade, mas nada se fala sobre o assunto."

Sexo : Riscos da desinformação

O assunto continua sob a névoa do tabu. Nem tanto como no passado. Mas ainda não falamos em sexo explicitamente com a naturalidade que deveríamos falar. E textos e imagens, em termos pedagógicos sérios, não são tantos quanto os pornográficos, principalmente na internet.


 Desde quando ouvimos falar pela primeira vez em sexo que o assunto é tratado com reservas, sob a tutela da censura. No âmbito religioso, uma prática considerada pecaminosa, na maioria das vezes. O sexo não é abordado como deveria ser na família e na escola. Ou seja, o tema é marcado pela pecha do proibido, do imoral.


 Quando adentramos na puberdade, idade em que os hormônios sexuais provocam as mudanças mais expressivas em nosso corpo e em nossa mente no que tange a sexualidade, ainda somos ignorantes sobre o assunto. Quando muito, mal informados, que chega a ser pior que ignorar de vez. E a culpa dessa perigosa desinformação deve ser imputada, principalmente, aos pais e educadores em geral. São dessas pessoas que esperamos as informações mais responsáveis e isentas sob esse tema tão relevante para a vida de todos nós.


 O sexo é essencial e vital. Nenhum de nós existiria, por óbvio, se nossos pais não tivessem se relacionado sexualmente. Envolver em tabu uma prática que pode gerar a vida e nos preconceitos dele decorrentes é uma atitude insipiente, irresponsável e insensata. O resultado dessa conduta é o que se constata no cotidiano: o aumento das gravidezes precoces e indesejadas, do contágio pelas doenças sexualmente transmissíveis, das práticas sexuais criminosas como é a pedofilia e da intolerância que leva homofóbicos a agredir e até matar homossexuais.


Negar, propositalmente, informações pertinentes sobre sexualidade a quem precisa tê-las para se proteger dos riscos inerentes à sua prática é um ato reprovável e perigoso sobre todos os aspectos. Tentar esconder de nossos filhinhos ou filhinhas o que eles precisam saber no tempo certo sobre sexo, sob o pretexto de que devem cultivar a inocência por mais tempo, ou ainda por achar que sexo não é assunto entre pais e filhos, é uma bobagem que atesta incompetência e preconceito para lidar com o questão e os expõe a uma vulnerabilidade que pode lhes provocar danos irreparáveis e até por em risco a vida deles.


Lamentavelmente, as religiões insistem em abominar o assunto na tentativa vã de tapar o sol da realidade com uma peneira rasgada. É claro que conceitos de moralidade precisam ser pregados desde que as pessoas passam a tomar consciência da questão. Mas que esses conceitos não tomem o rumo do preconceito, e que sob o pretexto de cercear por cercear se atropele o bom senso, a lógica, a vida como ela é. Tentar incutir na cabeça de um jovem que explode em desejo sexual que o sexo foi destinado somente para a reprodução das espécies sexuadas, é perda tempo. O instinto sexual é forte, arrebatador, por vezes. A vida está cheia (mesmo!) de gente que se paramenta de vestal, fantasia-se de santo, que praticou ou pratica atos sexuais muito além dos aceitáveis, como a pedofilia, o abuso de incapazes etc. Esses sim, abomináveis, que devem ser combatidos e punidos com rigor.


O falso moralismo, os dogmas descabidos, e a insipiência para contextualizar o comportamento humano no conceito de sua natureza podem causar danos físicos e psicológicos. Os desvios preconceituosos que muitos querem travesti de moralidade pode chegar a extremos (proibir/desaconselhar o uso de camisinha, por exemplo) que clamam por uma contestação direita e rigorosa, uma verdadeira grita em uníssono por parte daqueles que têm o dever de tentar evitar que isso aconteça.


O sexo faz parte da vida desde o seu momento zero. Do sublime instante em que o espermatozóide de nosso pai penetra no óvulo de nossa mãe e se dá o milagre da concepção. Mas faz parte – e como faz! – do cardápio de prazeres – e que prazeres! – que nosso corpo pode nos presentear. Ora, senhoras e senhores, meninos e meninas, pergunto aos que reafirmam a função única de procriação do sexo: se o sexo fosse destinado somente à reprodução das espécies sexuadas , por que é tão prazeroso? Por que nos provoca tanto bem-estar quando atingimos o orgasmo? Por que somos tão acometidos do desejo dessa prática que, quando nos limites do saudável, faz bem à saúde? Neste contexto, salvo outras opções como as de caráter religioso (voto de castidade) ou abstinência por outras razões, não há motivos para desperdiçarmos esse gozo que o sexo pode proporcionar. Mesmo porque, em alguns casos, essa tentativa de romper com as leis naturais incita e excita ainda mais à luxúria. Porque, quando não o sublimamos, quanto menos o praticamos mais sentimos falta dele.

Sexo saudável faz bem a quem o pratica . Se com amor, ainda melhor.

Viriato Moura Médico especialista em ortopedia, traumatologia, medicina do esporte e do trabalho, Diretor-presidente do Complexo Hospitalar Central, Presidente da Academia de Medicina de RO e Membro da Academia de Letras de Rondônia. Presidente da Regional de RO da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Apresenta aos domingos (11 horas) o programa Viva Porto Velho, na RedeTV!. É colaborador dos portais Rondonotícias e Gente de Opinião. Contato através do e-mail: viriatomoura@globo.com

Primeiro site com domínio xxx estreia online

Aprovado pela ICANN (Corporação da Internet para a Atribuição de Nomes e Números) em março deste ano, o domínio .xxx já possuía vários registros, porém, nenhum deles havia colocado conteúdo no ar.
Mas a espera acabou. Na semana passada, o site Casting foi o primeiro a estrear usando um endereço baseado no domínio segmentado para o conteúdo erótico.

Mantido pela empresa Really Useful, o Casting sugere ser uma agência de recrutamento para modelos interessadas em trabalhar em filmes pornográficos. Na prática, é um site erótico como tantos outros, que cobra pelo acesso ao seu conteúdo.
De acordo com o blog TechRadar, um mês a aprovação do formato .xxx, cerca de 200 mil serviços já haviam feito a reserva de seus endereços junto à ICANN.
Isso pode criar no futuro uma nova região na internet, espécie de Red Light District online.
O valor da assinatura de um domínio .xxx é de 60 dólares por ano, contra cerca de 10 dólares de um domínio tradicional, como o .com ou .net.

Muita pornografia pode causar disfunção erétil?

Há algum tempo, existe nos Estados Unidos uma acalorada discussão sobre o quanto a pornografia está modificando as relações sexuais. Com a internet, os jovens têm livre acesso à pornografia cada vez mais cedo. Com isso, estariam encarando o sexo de forma diferente – e, às vezes, prejudicial aos relacionamentos “reais”. Não se trata de uma discussão moralista.

Qualquer pessoa com a mente aberta sabe que assistir de vez em quando àquele filminho pornô com (ou sem) o parceiro serve para apimentar o sexo. Ou simplesmente ajudar no prazer solitário. Mas será que o consumo extremo de pornografia por parte de adolescentes e jovens adultos – o que costuma acontecer mais com os meninos – não constroi em suas mentes um cenário diferente da realidade?

Há algum tempo, li no site Salon o artigo de uma psicóloga que dizia o seguinte:
Mulheres não costumam gritar nem gemer tanto numa relacão sexual e, na maioria das vezes, não têm orgasmos escandolosos como nos filmes. Será que quando começarem a transar com suas namoradas, esses meninos não vão achar que há alguma coisa estranha? Talvez sintam até que suas performances não estão boas e desenvolvam algum tipo de insegurança. (…) A grande maioria das mulheres também não aprecia ser tratada como um objeto, nem ser humilhada ou destratada, como ocorre em alguns roteiros de filmes pornográficos. Será que esses meninos vão achar o sexo com suas namoradas sem graça?

Agora a discussão tomou o seguinte rumo: a pornografia pode causa disfunção erétil?
Um grande número de jovens cosumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, diz uma das matérias mais lidas do mês de julho na revista Psychology Today.

Segundo a reportagem, uma pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter uma performance sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta deste homem à dopamina, um neurotransmissor. A dopamina está por trás do desejo, da motivação – e dos vicios. Ela rege nossa busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então esta seria a causa do não desejo, da não ereção, para muitos homens.

A carta de um leitor é um exemplo interessante do problema:
Muitos homens jovens, e eu me incluo neste grupo, estão vivendo um círculo vicioso: entre um relacionamento e outro, nos voltamos para a pornografia. Ficamos nisso por longos períodos, até ficarmos viciados e começarmos a falhar esporadicamente. Quando me aparece uma garota legal, não consigo ficar bem com ela, não “funciono” bem longe da forma com que as coisas são feitas na pornografia que costumo ver. Pra mim, sexo é aquilo. Então, o relacionamento sofre, não vai a lugar algum – e acaba. E volto à pornografia, por consolação. E o ciclo continua, com relacionamentos cada vez mais curtos e fases de pornografia mais longas.

Tenho medo de onde isso vai me levar. Tenho medo de nunca conseguir me relacionar de verdade com uma mulher. Conheço muitos caras que gostam de suas mulheres, mas não conseguem se sentir atraídos por elas por muito tempo. Às vezes elas não ajudam mesmo. Mas muitas vezes são eles que não conseguem se dar bem com mulheres “normais”. Homens são seres que precisam de experiências sexuais intensas. (…) A pornografia é artificial como uma droga poderosa, que nos dá esse pico sexual alto e o alívio rápido. Infelizmente, como toda droga, o custo é alto. E a verdade é que nunca teremos tudo que queremos num relacionamento quando interagimos apenas com mulheres em 2D”.

Martha Mendonça

GRANDE REPORTAGEM: Angola, Luanda; Os tortuosos caminhos que levam à prostituição


Migração para as cidades de jovens do campo sem
qualquer preparação profissional é uma das causas
que leva à prostituição
São duas da manhã e o largo Rio de Janeiro, no bairro Mártires de Kifangondo, regista a presença de dezenas de pessoas, com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos, em busca de diversão. Umas são prostitutas, que oferecem todo o tipo de serviço, e outros são clientes que, perante a grande oferta, só têm de escolher. Aqui, a realidade da prostituição está à mostra, mas o quotidiano destas trabalhadoras do sexo é cruel e geralmente duro de enfrentar.

A maioria caiu na prostituição por razões económicas. Mas no largo Rio de Janeiro encontramos algumas jovens com bom nível académico e intelectual, que dizem “estar na vida” porque precisavam de dinheiro, por estarem sem trabalho.

Estudiosos do assunto apontam factores socio-económicos e psicológicos. Falta de emprego, migração para os grandes centros urbanos de jovens do campo sem qualquer preparação profissional, mães solteiras com dificuldade em manterem o filho ou os filhos, também são apontadas como razões que levam à prostituição.

Por factores psicológicos entende-se as carências afectivas e traumas que marcam a infância e a adolescência das pessoas.No entanto, o Jornal de Angola fez uma incursão ao mundo da prostituição em Luanda e constatou que nem sempre são os factores socio-económicos e psicológicos que estão na origem deste fenómeno.

Pelas ruas da capital angolana encontrámos estudantes do ensino médio e superior, jovens de família com boa educação e até mesmo algumas mulheres que são ou já foram casadas e que enveredaram por esta vida apenas para experimentarem uma fantasia e depois acabaram por ficar.

Razões apontadas

As raparigas de saltos altos e roupas exíguas oferecem sexo atrás de sexo. Entre elas destaca-se Maria, 26 anos, uma jovem que nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC). A instabilidade político-militar na RDC levou Maria, como é tratada entre os amigos, a imigrar, em 2008, para Angola, em busca de segurança e de melhores condições de vida.

Chegou a Angola através da província da Lunda-Norte e posteriormente a Luanda, em busca de trabalho, entusiasmada pelas belas histórias de Angola ser um “el-dorado”. No terreno, a realidade que lhe surgiu foi bem diferente. Perante as dificuldades em arranjar emprego e incentivada pelas suas compatriotas que há muito viviam em Luanda, acabou a prostituir-se.

A nossa reportagem encontrou-a em companhia de duas colegas de profissão, no largo Rio de Janeiro, que ao cair da noite é invadido por dezenas de mulheres, na sua maioria da RDC, que oferecem sexo para todos os gostos e bolsos. Maria e as colegas, com idades entre os 20 e os 47 anos, vestidas com calções curtos, mini-saias e tops, exibem o que têm de melhor para atrair quem quer e pode pagar os prazeres da carne.

Chegar à conversa com estas mulheres não é difícil, porque para elas todos são clientes. Para as congolesas democráticas, nem mesmo o factor língua dificulta a comunicação com um potencial cliente. “Por dia posso ter dois ou três clientes, depende muito da procura”, conta Maria, enquanto acena para um carro que vai a passar.

 O potencial cliente, a partir do seu carro, observa as prostitutas como quem quer escolher aquela que satisfaça mais os seus apetites.

 “O negócio é rentável. Para pagar bem depende do trabalho que faço ao cliente. Mas é muito difícil encontrar um que pague o preço justo”, explicou, acrescentando que cobra por uma hora o equivalente a 100 dólares. Maria justifica que esta foi a forma que encontrou para evitar meter-se no mundo da droga e organizar a sua vida.

“A minha vida sempre foi difícil na RDC, por isso tive que fugir para Angola. Mas como não tenho emprego, prostituo-me”, justificou, acrescentando que “o dinheiro é bom, maravilhoso, mas se uma pessoa se envolver com drogas, acaba com a sua vida, por isso prostituo-me, apesar de reconhecer que também aqui corro o risco de contrair uma doença sexualmente transmissível”, disse.
Sexo no carro
No interior de alguns carros, estacionados em locais estratégicos, pouco visíveis, nota-se o movimento de actos sexuais. Passados dez minutos, reparamos que uma moça desce de uma viatura ajeitando uma minúscula saia, enquanto o cliente arranca com o carro a toda a velocidade, para não ser visto por alguém conhecido.

A jovem, que mais tarde ficamos a saber chamar-se Katy, tem 21 anos, 1,70 m, cabelos ondulados até à cintura fina, e seios fartos.Em conversa com a nossa reportagem, conta que numa terça-feira do ano passado, ela e uma amiga, Solange, leram um livro sobre prostituição e a outra comentou que gostaria de ser prostituta por um dia.

As duas amigas decidiram, então, que num fim-de-semana iam pôr o seu plano em prática. No dia seguinte, saíram para comprar duas saias de couro, uma vermelha e outra preta, e dois tops transparentes, que deixavam à mostra os seios.“Queríamos tanto fazer essa experiência, mas apenas uma vez só, para não nos viciarmos”, explicou Katy. Chegou o sábado, o dia combinado, e as duas amigas caíram na noite.

O local escolhido foi o largo Rio de Janeiro, onde as encontrámos a exibir a sua sensualidade para os potenciais clientes. Escolheram o local por ser distante do sítio onde residem, em Viana.“Chegámos aqui e fomo-nos juntando às outras que encontrámos. Passada uma hora, conseguimos dois clientes, que nos levaram para uma pensão na Samba”, disse Katy, acrescentando que nessa noite cobraram cada uma cinco mil kwanzas por hora.

Quase um ano depois, Katy e Solange ganharam o gosto ao dinheiro e continuam a prostituir-se pelas ruas de Luanda, contando que já têm, até, clientes fixos, que ligam para sessões de sexo em grupo.

“É a vida. Temos que fazer alguma coisa para sobreviver.Feliz ou infelizmente, escolhemos a prostituição. Mas se me aparecer uma oportunidade para deixar esta vida, eu deixo”, disse, acrescentando que enquanto a sua sorte não muda, vai continuar na prostituição, mas sempre com cuidado, usando camisinha para não contrair doenças.“Hoje, os meus clientes são de várias camadas sociais e de diferentes níveis socioeconómicos”, disse.

Bairro Futungo

Do largo Rio de Janeiro, a nossa reportagem partiu para outro ponto da cidade, mais concretamente no bairro Futungo. Informações recolhidas no local levaram-nos até um edifício moderno. Lá chegados, o prédio chamou a nossa atenção pelo movimento, um corrupio de homens a entrar e a sair.

 A fachada, comum e bem cuidada, esconde o que se passa lá dentro.No interior, homens fumam e bebem em companhia de dezenas de prostitutas.

Os clientes pagam cervejas às moças e um valor em dinheiro a troco de sexo. Elas, com vestidos decotados, circulam de um lado para o outro oferecendo os seus serviços. Tudo pode ser feito ali em quartos bem mobilados.

Margareth tem 35 anos e começou a prostituir-se para satisfazer as suas necessidades económicas. Um dia decidiu que tinha chegado o momento, vestiu-se de forma provocante e vulgar, e foi para um local frequentado por prostitutas. O plano era misturar-se entre elas e, quem sabe, conseguir um “cliente” para realizar a sua fantasia. Conseguiu. A prostituta, que um dia quis ser médica, diz que não gosta do que faz e preferia arranjar um emprego normal. Certo dia, estava no local do costume, quando apareceu um cliente.

Depois de acordarem o preço a pagar, foram para um parque de estacionamento localizado nas imediações. Chegados ao local, ela exigiu o pagamento antecipado. Enquanto aguardava que o cliente lhe entregasse o dinheiro, ele retirou uma pistola e apontou-a à cabeça dela.

“Apontou-me a pistola à cabeça e exigiu que lhe entregasse todo o dinheiro que já tinha feito. Disse que não me fazia mal, mas eu fiquei aterrorizada e entreguei-lhe todo o dinheiro que tinha comigo”, explicou, acrescentando que desde esse dia exige sempre aos clientes que paguem primeiro e deixa o dinheiro com uma amiga prostituta.

Jornal de Angola

GRANDE REPORTAGEM: Amor sem escalas

De um lado, 24 solteirões do Primeiro Mundo; do outro, 80 chicas sul-americanas. Nosso colaborador viajou até Medellín, na Colômbia, para presenciar o inusitado encontro promovido por um site de relacionamentos e descobriu que, ao contrário do que dizia Nelson Rodrigues, o dinheiro nem sempre compra o amor verdadeiro.

Quando fui convidado pelo site Amolatina.com para acompanhar um tour romântico que juntaria usuários americanos e latinas solteiras em Medellín, na Colômbia, eu esperava de tudo – ou quase tudo. Mas aquilo não. Aquilo era demais. A cena: cercados por balões e vários homens e mulheres de meia-idade, três casais dançam ao som de rumba no meio de um salão de festas. Elas, colombianas jovens e elétricas, desesperadas por agradar. Eles, os gringos – um advogado texano de 2 metros de altura, um canadense de 63 anos e movimentos artríticos e um sujeito de Miami na casa dos 40, que sorri e manobra sua cadeira de rodas ao ritmo da companheira. Sob as ordens do animador, cada uma das moças recebe um balão. Vence quem estourá-lo primeiro contra o corpo do parceiro em um abraço vigoroso. O público vai à loucura. É o momento em que a acompanhante do homem na cadeira de rodas decide apertar o balão entre suas próprias costas e a nuca de seu companheiro, que agora gargalha e engasga porque ela, na gana pela vitória, empurra o único terço funcional de seu corpo para fora da cadeira. Ele resiste, suas mãos firmes nas rodas, e, quando tudo está prestes a ruir, inclusive a dignidade humana, ouvese um estouro vindo de outro casal. A tarde foi salva.

Estamos no domingo, o terceiro dia do evento batizado de Romance Tour, e 24 homens com média de idade de 45 anos estão desde sexta-feira espalhados pela área social do Hotel Casa Victoria, tentando entreter ou ser entretidos por mais de 80 mulheres colombianas. Cada um deles pagou 1 687 dólares mais a passagem aérea pela chance de “conhecer garotas ilimitadamente” no saguão do hotel durante quatro dias. Elas, por outro lado, encararam 8 horas de ônibus entre Bogotá e Medellín para concorrer à sorte grande de agarrar um gringo. A maioria dessas mulheres caminha pela meia-idade com muitos quilos a mais, alguns filhos e nenhum diploma universitário.

TRÊS SOLTEIRÕES E UM REPÓRTER

Sexta-feira, 4 de junho, 20 horas. Mal chego ao hotel e já me junto a três integrantes da tour. Eles são criaturas arquetípicas do grupo. Com seu brinco na orelha esquerda e um fraco por camisas floridas, Tony é uma mistura de William H. Macy com Steve Buscemi. Foi contratado pela agência porque mora em Medellín. Bill, o canadense da gincana, mora em Toronto e trabalha com seguros. Foi casado por 20 anos, e seu divórcio supostamente sairia dali a quatro meses. Charles é um negro de 2 metros nascido no Caribe e morador do Brooklin desde a adolescência. Dá aulas particulares de matemática. Nós quatro seguimos para uma lanchonete chamada Hooters. Lá, a conversa gira em torno do que esperar e como agir na viagem. Tony leva 20 minutos para dissuadir o canadense da ideia de se casar imediatamente com uma local e levá-la para casa. Eu já podia antever o verdadeiro drama do evento: gringos de meia-idade prestes a embarcar voluntariamente em uma série de encontros embaraçosos com latinas que nem falam inglês.

O site Amolatina.com funciona como mediador entre usuários americanos e agências colombianas que reúnem as meninas em grandes bancos de dados. As mulheres não ganham nada com o sistema, não podem ver fotos dos homens pelo site e apenas lutam pela possibilidade de fisgar um “gringo”. Os usuários masculinos é que pagam por cada interação com as meninas. Um e-mail sai por 7 dólares. Parte dessa verba é repassada às agências locais. É um sistema que abre espaço para fraudes. Algumas agências locais mantêm um banco de mulheres falso, e sabe-se lá quem fica encarregado de responder às mensagens. Segundo Larry Cervantes, manager-editor da Anastasia International, empresa à qual a Amolatina pertence, o site tenta tirar constantemente esses parasitas do sistema. Alguns usuários já haviam percebido o embuste e nem gastavam mais dinheiro com mensagens. Por isso, preferiam investir nas viagens. É bem mais econômico. Isso fica claro quando Tony “Macy” pergunta ao canadense quanto havia gasto com mensagens e que benefícios elas trouxeram. Envergonhado, o canadense confessa ter recebido “alguma felicidade” ao torrar 3 000 dólares no ano passado.

Na manhã de sábado, pouco antes do social, Larry reúne os homens em uma palestra sobre como se comportar. “Não beba a água!” “Se uma mulher te convidar para ir até a casa dela para conhecer a família, não vá!” “Se o taxista não ligar o taxímetro, não entre!” “Se você achar que a primeira garota que conheceu é a mulher da sua vida, não conte com isso!” Depois de apavorar a todos, Larry escreve na lousa as palavras gracias e por favor e sugere que todos usem as expressões abundantemente, o que eles fazem nas situações mais inadequadas. “Eu sou o Bill, obrigado” era o que diriam ao se apresentar.

O BAILE

O mais difícil é me acostumar com a ideia de que estou com os gringos e. portanto, sou um deles. E, pior, um gringo jovem, magro e, segundo mamãe, atraente. As colombianas devem me olhar e pensar que tenho algum defeito grave na genitália para estar andando com esses caras. Esse fato me ataca especialmente nas horas precedentes ao primeiro social, quando Nina, a organizadora russa, bonita e sádica, me adorna o pulso com uma pulseira fluorescente que diz “AMOLATINA 2010”.
Finalmente as mulheres chegam. As médias de idade e de tecido adiposo no lobby aumentam consideravelmente. Em sua maior parte são corpulentas e estão intensamente maquiadas para disfarçar as marcas de seus 40, 50 anos. Poucas têm dentições admiráveis. E, depois da longa viagem, elas estão amassadas, cansadas e ansiosas. Admito, porém, que há algumas joias no meio daquela eau de toilette e sabão de coco. Elas serão as primeiras a ir embora.

Charles me interpela. Pergunta se eu tenho alguma dica para pegar colombianas. Meu cérebro repete “Dinheiro, dinheiro, dinheiro”, mas consigo sugerir que ele dance. Ele adora a ideia. Estremeço. Eu serei a causa de sua ruína. Ali está aquele homem enorme que, na noite anterior, em 1 hora, bebeu duas margaritas, um tequila sunrise e, ato contínuo, devorou sozinho uma porção de onion rings. Se ele dançar, coisas ruins sucederão. Eu não poderia estar mais enganado. Na pista vazia, o Professor provoca um fascínio que só acidentes automobilísticos e ônibus espaciais são capazes de despertar. Em seus braços, as latinas demonstram sentir, aninhadas naquela compleição de ursos, um conforto que jamais encontrariam no rebolado travado dos outros. Elas se entregam ao calor caribenho do Professor com os olhos fechados, em êxtase. Mas ele é exceção.

Passa 1 hora, e o cenário permanece o mesmo: muitos dos homens encolhem-se contra as paredes como meninos de 5a série no baile escolar. As mulheres começam a bufar de impaciência. Tony “Macy” parece um capitão de navio em chamas. Ele corre até mim, agarra meu ombro e grita: “Você precisa nos ajudar! Estamos com poucos homens, e as mulheres estão ficando irritadas! Precisamos da sua ajuda! Vamos lá, fale com elas, tire-as para dançar, faça alguma coisa!” Então eu as entrevisto.
Contadas pelas mulheres, suas motivações são as mais puras. Querem conhecer homens diferentes, carinhosos e carentes para fugir de homens colombianos que batem, xingam e traem. Dinheiro? Elas juram que nem pensam nisso.

CERIMÔNIA DO ADEUS
A noite cai, e o encontro segue em marcha lenta. Um terço das mulheres desaparece para nunca mais voltar. Alguns dos gringos saem em encontros solo, mas não demoram a retornar sozinhos ao lobby. Eles se preparam para sair em grupo. Seguindo recomendações de porteiros, recepcionistas, taxistas e outros funcionários interessados no bem-estar do turista americano, tocamos para um lugar chamado Mango’s. Um bar enorme e atulhado de objetos de temática country: cabeças de búfalo, pistolas, cartazes de procurados, selas de cavalos, cavalos inteiros empalhados etc. Enquanto os americanos criam raízes nas mesinhas de madeira, uma repórter de TV de Miami, peruana crescida na China, dança para aliviar as tensões de um dia de trabalho cobrindo o evento. Seria a única a se mexer no salão deserto não fossem as dançarinas e os dançarinos que rebolavam de collants sobre o balcão. Foi ali, entre drinks e o compasso da música latina, que tive minha epifania: tudo precisava se tornar um circo para agradar aos americanos.

Na tarde de domingo, confirmei a tese. “É deprimente. É como um show”, desabafa Kevin, um discreto (e agora frustrado) australiano. Ele está desolado. De todos os homens do grupo, apenas dois tinham se dado bem. Um deles era o cara que todos chamavam de “El Gordo” pelas costas, que já havia combinado tudo previamente com uma colombiana com a metade de seu tamanho e logo no primeiro dia hospedou-a no quarto dele. Passavam as manhãs como um casal de muitos anos, comendo omeletes em silêncio com os olhos no vazio. O outro era um jovem negro, alto, atraente e com carreira sólida em um serviço social de auxílio a criancinhas do governo federal americano. Ele também entrara no tour apenas para consolidar uma relação duradoura com uma modelo incrível. Não estava mais entre nós. Ao fim do primeiro social, ele preparara uma mala e partira para a casa dela. Não voltou a tempo de receber meus cumprimentos.

MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS

O Amolatina.com é um dos sites controlados pela empresa russa Anastasia International, que nasceu em 1993 de uma parceria entre uma russa e um americano que se conheceram e se casaram por meio de um serviço semelhante ao que oferecem hoje. Entre os sites de relacionamento “étnico” da empresa, o ponta de lança, AnastasiaDate.com, oferece tours e assessoria para obtenção de vistos e para aluguel de apartamentos em cidades russas. Há dois sites mais recentes que oferecem o sistema de comunicação (cobrado por mensagem enviada), mas não organizam os tours românticos ainda. Seus nomes são autoexplicativos: africabeauties.com e asianbeauties.com. Mas não pense que a Anastasia está sozinha no mercado: ela é apenas umas das centenas de empresas que realizam arranjos românticos internacionais. A diferença é que os sites do Anastásia estão entre os mais bem cotados segundo o internationallovescouts.com, que ranqueia serviços online de relacionamento.

Ela quer transar com cem

Jornalista corre atrás da meta de transar com cem homens em um ano, uma média de dois por semana. Em um blog, publica relatos e vai fazendo as contas.

Letícia Fernandez é o pseudônimo de uma jornalista de 30 anos, moradora de São Paulo, que tem uma meta: transar com cem homens em 2011. Suas experiências são narradas no blog Cem homens em um ano, que em julho atingiu 25 mil page views diários. Ela conversou com a PLAYBOY.

Por que isso?
Porque sexo é bom. Sei que parece simples, mas às vezes a gente se esquece disso. Cem homens em um ano dá uma média de dois por semana. É mais a ideia de estar sempre pronta pra próxima.

Com quantos você já transou até agora?
28.

Vai atingir a meta?
Dificilmente. Os homens reclamam das mulheres, que elas ficam fazendo charminho, mas eles são iguais ou piores. Esse ano, um cara veio me perguntar se eu faria um boquete nele mesmo ele estando saindo com outra garota. O que eu tenho a ver com a vida dele quando ele não está comigo? Esse tipo de comentário me broxa.

Dos homens com quem você transou, algum broxou?
Sim, dois. O 17 e o 26. Mas eu não ligo. Basta fazer outras brincadeiras e tudo fica bem. O 17, por exemplo, me masturbou e fez um sexo oral incrível.

Você rejeitaria um homem se ele tivesse pau pequeno?
Não, eu rejeito homem com problema de higiene ou canalha, desse tipo que faz piadinha machista e tosca. Um pau grande é mais bonito de olhar, mas vou te dizer que a melhor transa do ano foi com o número 3, e ele tem o pau pequeno.

Se um leitor quiser se somar à sua estatística, o que ele deve fazer?
Todos os dias recebo e-mails de leitores querendo isso. Se dependesse deles, minha meta seria de 365 homens no ano. Não há fórmula, mas eu sei o que não se deve fazer: mandar foto de pau duro; enviar simplesmente o link de uma rede social para eu ver as fotos; escrever uma mensagem com erros de português; dar uma de bonzão dizendo que faz ou acontece. Afinal, quem faz e acontece sou eu.