Sexo ainda é tabu na medicina

Pesquisa inédita revela que médicos recém-formados desconhecem assuntos ligados a sexualidade e negligenciam tema nas consultas.

Como anda a sua vida sexual? A pergunta, fora de contexto, é capaz de constranger não somente aos mais pudicos.

Segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a maioria dos médicos recém-formados não tem conhecimento suficiente para abordar ou simplesmente orientar suas pacientes quando o assunto é sexo.

Teresa Barroso, médica obstetra, coordenadora do ambulatório de qualidade de vida da faculdade, mensurou este gargalo. Entrevistou mais de 150 profissionais recém-formados, na esperança de encontrar o ponto de partida de tal déficit. Os resultados da estatística revelam que a fragilidade na relação médico-paciente vai muito da demanda ou mediação feita pelos planos de saúde.

"Eles reconhecem que não sabem abordar a sexualidade com as pacientes. Apenas 22,7% dos entrevistados afirmam ter conhecimento e confiança para orientar. Por mais absurdo que pareça, o sexo ainda é tabu na medicina."

A defasagem é admitida por especialistas que trabalham tanto no sistema público quanto no privado. O que une ambos profissionais é a falha na formação, aponta Teresa. Na visão da obstetra, são raros os cursos de medicina que incluem a sexualidade na grade de aulas.

"É um tema com abordagem rasa. O fundamental é conhecer as doenças sexualmente transmissíveis, fazer papanicolaou e prevenção contra câncer de mama. O que foge ao básico, é autodidatismo ou interesse pessoal desses profissionais."

Eternos caretas?
A pesquisa espelha uma realidade próxima a tragetória da especialista. Teresa concluiu o curso de medicina em meados dos anos 80. Naquela época, questionar a vida sexual das pacientes não era constrangedor, mas invasivo. Algumas mulheres, porém, abandonavam o ceticismo e procuravam ajuda de especialistas. Reconhecendo a própria incompetência no assunto, a médica buscou cursos de formação depois de conquistar o diploma.

"Sentia vergonha de ter demorado tanto tempo para procurar esse tipo de complementação. Saí da faculdade em 1986, só terminei minha especialização em sexualidade em 2004."
Na avaliação da Professora associada e livre docente do departamento de obstetrícia da Unifesp, Mary U. Nakamura, o problema se arrasta na medicina brasileira.

"Antigamente não existia esse tipo de questionamento por parte das mulheres. Hoje, a demanda é real, e exige informação, capacitação multidisciplinar."
Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e obstetra, foi um dos residentes que forneceu subsídio a tese de Teresa. Formado em uma das faculdades mais concorridas do Brasil, Rosa viu seu diploma perder a força ao ser indagado por uma paciente sobre libido e dor durante a penetração.

"O conhecimento que tive na formação é raso e quase inexistente. Na faculdade, a sexualidade nem é abordada. Durante a especialização em ginecologia, área que deveria ter uma orientação maior, o assunto é tratado rapidamente. Em três anos temos 8 horas para aprender sobre sexualidade."

Com o avanço da demanda - ter prazer passou a ser um direito, e não exceção - Rodrigo investiu em cursos e atualizações sobre o tema. A própria Unifesp oferece aulas no ambulatório de sexualidade.
"Você sente a importância e o desamparo das pacientes quando começa a atender. Só que a essa altura, já é praticamente por sua conta e risco", recorda o ginecologista.

A ineficiente capacitação é agravada pelo tempo das consultas médicas. O atendimento em série, se já não permite que o médico enxergue o paciente à sua frente, torna ainda mais improvável a proximidade e confiança que antecedem ao diálogo e exposição de dúvidas possivelmente constrangedoras.

"Em relação aos perigos de DST e gravidez inesperada todo ginecologista tem conhecimento, sabe fazer. O tempo com a paciente não permite uma conversa aberta, abrangente. Os problemas de convênio e atendimento deterioraram ainda mais a relação", acredita Rosa.

Sexo para todos
A sexualidade é pré-requisito para qualidade de vida, defende a professora Mary. Para a educadora, é fundamental que as faculdades incluam a temática na formação dos profissionais.

"É uma área multidisciplinar. Todo médico deve questionar a vida sexual, a libido de seus pacientes, ou, ao menos entender que a vida sexual pode ser chave para muitos diagnósticos.

Reclamações como baixa libido ou dor durante a relação sexual não apenas sinalizam problemas no organismo, como impõe uma serie de contra-indicações medicamentosas, afirma Teresa Barroso. Antidepressivos, remedios para tratar o diabetes reduzem o apetite sexual dos pacientes. Se o tema não é abordado, o tratamento resolverá um problema e acentuará outro.

"É importante perceber que a sexualidade pode mascarar um tratamento que possivelmente seria eficaz. O dever de um cardiologista não é apenas salvar seu paciente de um infarto fulminante. É papel dele, após a recuperação, orientar depois de quanto tempo ele está apto a ter relações sexuais. Nada disso é feito. Temos endócrinos que prescrevem remédios para diabéticos. Essa população sofre alteração na sua sexualidade, mas nada se fala sobre o assunto."

Sexo : Riscos da desinformação

O assunto continua sob a névoa do tabu. Nem tanto como no passado. Mas ainda não falamos em sexo explicitamente com a naturalidade que deveríamos falar. E textos e imagens, em termos pedagógicos sérios, não são tantos quanto os pornográficos, principalmente na internet.


 Desde quando ouvimos falar pela primeira vez em sexo que o assunto é tratado com reservas, sob a tutela da censura. No âmbito religioso, uma prática considerada pecaminosa, na maioria das vezes. O sexo não é abordado como deveria ser na família e na escola. Ou seja, o tema é marcado pela pecha do proibido, do imoral.


 Quando adentramos na puberdade, idade em que os hormônios sexuais provocam as mudanças mais expressivas em nosso corpo e em nossa mente no que tange a sexualidade, ainda somos ignorantes sobre o assunto. Quando muito, mal informados, que chega a ser pior que ignorar de vez. E a culpa dessa perigosa desinformação deve ser imputada, principalmente, aos pais e educadores em geral. São dessas pessoas que esperamos as informações mais responsáveis e isentas sob esse tema tão relevante para a vida de todos nós.


 O sexo é essencial e vital. Nenhum de nós existiria, por óbvio, se nossos pais não tivessem se relacionado sexualmente. Envolver em tabu uma prática que pode gerar a vida e nos preconceitos dele decorrentes é uma atitude insipiente, irresponsável e insensata. O resultado dessa conduta é o que se constata no cotidiano: o aumento das gravidezes precoces e indesejadas, do contágio pelas doenças sexualmente transmissíveis, das práticas sexuais criminosas como é a pedofilia e da intolerância que leva homofóbicos a agredir e até matar homossexuais.


Negar, propositalmente, informações pertinentes sobre sexualidade a quem precisa tê-las para se proteger dos riscos inerentes à sua prática é um ato reprovável e perigoso sobre todos os aspectos. Tentar esconder de nossos filhinhos ou filhinhas o que eles precisam saber no tempo certo sobre sexo, sob o pretexto de que devem cultivar a inocência por mais tempo, ou ainda por achar que sexo não é assunto entre pais e filhos, é uma bobagem que atesta incompetência e preconceito para lidar com o questão e os expõe a uma vulnerabilidade que pode lhes provocar danos irreparáveis e até por em risco a vida deles.


Lamentavelmente, as religiões insistem em abominar o assunto na tentativa vã de tapar o sol da realidade com uma peneira rasgada. É claro que conceitos de moralidade precisam ser pregados desde que as pessoas passam a tomar consciência da questão. Mas que esses conceitos não tomem o rumo do preconceito, e que sob o pretexto de cercear por cercear se atropele o bom senso, a lógica, a vida como ela é. Tentar incutir na cabeça de um jovem que explode em desejo sexual que o sexo foi destinado somente para a reprodução das espécies sexuadas, é perda tempo. O instinto sexual é forte, arrebatador, por vezes. A vida está cheia (mesmo!) de gente que se paramenta de vestal, fantasia-se de santo, que praticou ou pratica atos sexuais muito além dos aceitáveis, como a pedofilia, o abuso de incapazes etc. Esses sim, abomináveis, que devem ser combatidos e punidos com rigor.


O falso moralismo, os dogmas descabidos, e a insipiência para contextualizar o comportamento humano no conceito de sua natureza podem causar danos físicos e psicológicos. Os desvios preconceituosos que muitos querem travesti de moralidade pode chegar a extremos (proibir/desaconselhar o uso de camisinha, por exemplo) que clamam por uma contestação direita e rigorosa, uma verdadeira grita em uníssono por parte daqueles que têm o dever de tentar evitar que isso aconteça.


O sexo faz parte da vida desde o seu momento zero. Do sublime instante em que o espermatozóide de nosso pai penetra no óvulo de nossa mãe e se dá o milagre da concepção. Mas faz parte – e como faz! – do cardápio de prazeres – e que prazeres! – que nosso corpo pode nos presentear. Ora, senhoras e senhores, meninos e meninas, pergunto aos que reafirmam a função única de procriação do sexo: se o sexo fosse destinado somente à reprodução das espécies sexuadas , por que é tão prazeroso? Por que nos provoca tanto bem-estar quando atingimos o orgasmo? Por que somos tão acometidos do desejo dessa prática que, quando nos limites do saudável, faz bem à saúde? Neste contexto, salvo outras opções como as de caráter religioso (voto de castidade) ou abstinência por outras razões, não há motivos para desperdiçarmos esse gozo que o sexo pode proporcionar. Mesmo porque, em alguns casos, essa tentativa de romper com as leis naturais incita e excita ainda mais à luxúria. Porque, quando não o sublimamos, quanto menos o praticamos mais sentimos falta dele.

Sexo saudável faz bem a quem o pratica . Se com amor, ainda melhor.

Viriato Moura Médico especialista em ortopedia, traumatologia, medicina do esporte e do trabalho, Diretor-presidente do Complexo Hospitalar Central, Presidente da Academia de Medicina de RO e Membro da Academia de Letras de Rondônia. Presidente da Regional de RO da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Apresenta aos domingos (11 horas) o programa Viva Porto Velho, na RedeTV!. É colaborador dos portais Rondonotícias e Gente de Opinião. Contato através do e-mail: viriatomoura@globo.com

Primeiro site com domínio xxx estreia online

Aprovado pela ICANN (Corporação da Internet para a Atribuição de Nomes e Números) em março deste ano, o domínio .xxx já possuía vários registros, porém, nenhum deles havia colocado conteúdo no ar.
Mas a espera acabou. Na semana passada, o site Casting foi o primeiro a estrear usando um endereço baseado no domínio segmentado para o conteúdo erótico.

Mantido pela empresa Really Useful, o Casting sugere ser uma agência de recrutamento para modelos interessadas em trabalhar em filmes pornográficos. Na prática, é um site erótico como tantos outros, que cobra pelo acesso ao seu conteúdo.
De acordo com o blog TechRadar, um mês a aprovação do formato .xxx, cerca de 200 mil serviços já haviam feito a reserva de seus endereços junto à ICANN.
Isso pode criar no futuro uma nova região na internet, espécie de Red Light District online.
O valor da assinatura de um domínio .xxx é de 60 dólares por ano, contra cerca de 10 dólares de um domínio tradicional, como o .com ou .net.

Muita pornografia pode causar disfunção erétil?

Há algum tempo, existe nos Estados Unidos uma acalorada discussão sobre o quanto a pornografia está modificando as relações sexuais. Com a internet, os jovens têm livre acesso à pornografia cada vez mais cedo. Com isso, estariam encarando o sexo de forma diferente – e, às vezes, prejudicial aos relacionamentos “reais”. Não se trata de uma discussão moralista.

Qualquer pessoa com a mente aberta sabe que assistir de vez em quando àquele filminho pornô com (ou sem) o parceiro serve para apimentar o sexo. Ou simplesmente ajudar no prazer solitário. Mas será que o consumo extremo de pornografia por parte de adolescentes e jovens adultos – o que costuma acontecer mais com os meninos – não constroi em suas mentes um cenário diferente da realidade?

Há algum tempo, li no site Salon o artigo de uma psicóloga que dizia o seguinte:
Mulheres não costumam gritar nem gemer tanto numa relacão sexual e, na maioria das vezes, não têm orgasmos escandolosos como nos filmes. Será que quando começarem a transar com suas namoradas, esses meninos não vão achar que há alguma coisa estranha? Talvez sintam até que suas performances não estão boas e desenvolvam algum tipo de insegurança. (…) A grande maioria das mulheres também não aprecia ser tratada como um objeto, nem ser humilhada ou destratada, como ocorre em alguns roteiros de filmes pornográficos. Será que esses meninos vão achar o sexo com suas namoradas sem graça?

Agora a discussão tomou o seguinte rumo: a pornografia pode causa disfunção erétil?
Um grande número de jovens cosumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, diz uma das matérias mais lidas do mês de julho na revista Psychology Today.

Segundo a reportagem, uma pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter uma performance sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta deste homem à dopamina, um neurotransmissor. A dopamina está por trás do desejo, da motivação – e dos vicios. Ela rege nossa busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então esta seria a causa do não desejo, da não ereção, para muitos homens.

A carta de um leitor é um exemplo interessante do problema:
Muitos homens jovens, e eu me incluo neste grupo, estão vivendo um círculo vicioso: entre um relacionamento e outro, nos voltamos para a pornografia. Ficamos nisso por longos períodos, até ficarmos viciados e começarmos a falhar esporadicamente. Quando me aparece uma garota legal, não consigo ficar bem com ela, não “funciono” bem longe da forma com que as coisas são feitas na pornografia que costumo ver. Pra mim, sexo é aquilo. Então, o relacionamento sofre, não vai a lugar algum – e acaba. E volto à pornografia, por consolação. E o ciclo continua, com relacionamentos cada vez mais curtos e fases de pornografia mais longas.

Tenho medo de onde isso vai me levar. Tenho medo de nunca conseguir me relacionar de verdade com uma mulher. Conheço muitos caras que gostam de suas mulheres, mas não conseguem se sentir atraídos por elas por muito tempo. Às vezes elas não ajudam mesmo. Mas muitas vezes são eles que não conseguem se dar bem com mulheres “normais”. Homens são seres que precisam de experiências sexuais intensas. (…) A pornografia é artificial como uma droga poderosa, que nos dá esse pico sexual alto e o alívio rápido. Infelizmente, como toda droga, o custo é alto. E a verdade é que nunca teremos tudo que queremos num relacionamento quando interagimos apenas com mulheres em 2D”.

Martha Mendonça

GRANDE REPORTAGEM: Angola, Luanda; Os tortuosos caminhos que levam à prostituição


Migração para as cidades de jovens do campo sem
qualquer preparação profissional é uma das causas
que leva à prostituição
São duas da manhã e o largo Rio de Janeiro, no bairro Mártires de Kifangondo, regista a presença de dezenas de pessoas, com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos, em busca de diversão. Umas são prostitutas, que oferecem todo o tipo de serviço, e outros são clientes que, perante a grande oferta, só têm de escolher. Aqui, a realidade da prostituição está à mostra, mas o quotidiano destas trabalhadoras do sexo é cruel e geralmente duro de enfrentar.

A maioria caiu na prostituição por razões económicas. Mas no largo Rio de Janeiro encontramos algumas jovens com bom nível académico e intelectual, que dizem “estar na vida” porque precisavam de dinheiro, por estarem sem trabalho.

Estudiosos do assunto apontam factores socio-económicos e psicológicos. Falta de emprego, migração para os grandes centros urbanos de jovens do campo sem qualquer preparação profissional, mães solteiras com dificuldade em manterem o filho ou os filhos, também são apontadas como razões que levam à prostituição.

Por factores psicológicos entende-se as carências afectivas e traumas que marcam a infância e a adolescência das pessoas.No entanto, o Jornal de Angola fez uma incursão ao mundo da prostituição em Luanda e constatou que nem sempre são os factores socio-económicos e psicológicos que estão na origem deste fenómeno.

Pelas ruas da capital angolana encontrámos estudantes do ensino médio e superior, jovens de família com boa educação e até mesmo algumas mulheres que são ou já foram casadas e que enveredaram por esta vida apenas para experimentarem uma fantasia e depois acabaram por ficar.

Razões apontadas

As raparigas de saltos altos e roupas exíguas oferecem sexo atrás de sexo. Entre elas destaca-se Maria, 26 anos, uma jovem que nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC). A instabilidade político-militar na RDC levou Maria, como é tratada entre os amigos, a imigrar, em 2008, para Angola, em busca de segurança e de melhores condições de vida.

Chegou a Angola através da província da Lunda-Norte e posteriormente a Luanda, em busca de trabalho, entusiasmada pelas belas histórias de Angola ser um “el-dorado”. No terreno, a realidade que lhe surgiu foi bem diferente. Perante as dificuldades em arranjar emprego e incentivada pelas suas compatriotas que há muito viviam em Luanda, acabou a prostituir-se.

A nossa reportagem encontrou-a em companhia de duas colegas de profissão, no largo Rio de Janeiro, que ao cair da noite é invadido por dezenas de mulheres, na sua maioria da RDC, que oferecem sexo para todos os gostos e bolsos. Maria e as colegas, com idades entre os 20 e os 47 anos, vestidas com calções curtos, mini-saias e tops, exibem o que têm de melhor para atrair quem quer e pode pagar os prazeres da carne.

Chegar à conversa com estas mulheres não é difícil, porque para elas todos são clientes. Para as congolesas democráticas, nem mesmo o factor língua dificulta a comunicação com um potencial cliente. “Por dia posso ter dois ou três clientes, depende muito da procura”, conta Maria, enquanto acena para um carro que vai a passar.

 O potencial cliente, a partir do seu carro, observa as prostitutas como quem quer escolher aquela que satisfaça mais os seus apetites.

 “O negócio é rentável. Para pagar bem depende do trabalho que faço ao cliente. Mas é muito difícil encontrar um que pague o preço justo”, explicou, acrescentando que cobra por uma hora o equivalente a 100 dólares. Maria justifica que esta foi a forma que encontrou para evitar meter-se no mundo da droga e organizar a sua vida.

“A minha vida sempre foi difícil na RDC, por isso tive que fugir para Angola. Mas como não tenho emprego, prostituo-me”, justificou, acrescentando que “o dinheiro é bom, maravilhoso, mas se uma pessoa se envolver com drogas, acaba com a sua vida, por isso prostituo-me, apesar de reconhecer que também aqui corro o risco de contrair uma doença sexualmente transmissível”, disse.
Sexo no carro
No interior de alguns carros, estacionados em locais estratégicos, pouco visíveis, nota-se o movimento de actos sexuais. Passados dez minutos, reparamos que uma moça desce de uma viatura ajeitando uma minúscula saia, enquanto o cliente arranca com o carro a toda a velocidade, para não ser visto por alguém conhecido.

A jovem, que mais tarde ficamos a saber chamar-se Katy, tem 21 anos, 1,70 m, cabelos ondulados até à cintura fina, e seios fartos.Em conversa com a nossa reportagem, conta que numa terça-feira do ano passado, ela e uma amiga, Solange, leram um livro sobre prostituição e a outra comentou que gostaria de ser prostituta por um dia.

As duas amigas decidiram, então, que num fim-de-semana iam pôr o seu plano em prática. No dia seguinte, saíram para comprar duas saias de couro, uma vermelha e outra preta, e dois tops transparentes, que deixavam à mostra os seios.“Queríamos tanto fazer essa experiência, mas apenas uma vez só, para não nos viciarmos”, explicou Katy. Chegou o sábado, o dia combinado, e as duas amigas caíram na noite.

O local escolhido foi o largo Rio de Janeiro, onde as encontrámos a exibir a sua sensualidade para os potenciais clientes. Escolheram o local por ser distante do sítio onde residem, em Viana.“Chegámos aqui e fomo-nos juntando às outras que encontrámos. Passada uma hora, conseguimos dois clientes, que nos levaram para uma pensão na Samba”, disse Katy, acrescentando que nessa noite cobraram cada uma cinco mil kwanzas por hora.

Quase um ano depois, Katy e Solange ganharam o gosto ao dinheiro e continuam a prostituir-se pelas ruas de Luanda, contando que já têm, até, clientes fixos, que ligam para sessões de sexo em grupo.

“É a vida. Temos que fazer alguma coisa para sobreviver.Feliz ou infelizmente, escolhemos a prostituição. Mas se me aparecer uma oportunidade para deixar esta vida, eu deixo”, disse, acrescentando que enquanto a sua sorte não muda, vai continuar na prostituição, mas sempre com cuidado, usando camisinha para não contrair doenças.“Hoje, os meus clientes são de várias camadas sociais e de diferentes níveis socioeconómicos”, disse.

Bairro Futungo

Do largo Rio de Janeiro, a nossa reportagem partiu para outro ponto da cidade, mais concretamente no bairro Futungo. Informações recolhidas no local levaram-nos até um edifício moderno. Lá chegados, o prédio chamou a nossa atenção pelo movimento, um corrupio de homens a entrar e a sair.

 A fachada, comum e bem cuidada, esconde o que se passa lá dentro.No interior, homens fumam e bebem em companhia de dezenas de prostitutas.

Os clientes pagam cervejas às moças e um valor em dinheiro a troco de sexo. Elas, com vestidos decotados, circulam de um lado para o outro oferecendo os seus serviços. Tudo pode ser feito ali em quartos bem mobilados.

Margareth tem 35 anos e começou a prostituir-se para satisfazer as suas necessidades económicas. Um dia decidiu que tinha chegado o momento, vestiu-se de forma provocante e vulgar, e foi para um local frequentado por prostitutas. O plano era misturar-se entre elas e, quem sabe, conseguir um “cliente” para realizar a sua fantasia. Conseguiu. A prostituta, que um dia quis ser médica, diz que não gosta do que faz e preferia arranjar um emprego normal. Certo dia, estava no local do costume, quando apareceu um cliente.

Depois de acordarem o preço a pagar, foram para um parque de estacionamento localizado nas imediações. Chegados ao local, ela exigiu o pagamento antecipado. Enquanto aguardava que o cliente lhe entregasse o dinheiro, ele retirou uma pistola e apontou-a à cabeça dela.

“Apontou-me a pistola à cabeça e exigiu que lhe entregasse todo o dinheiro que já tinha feito. Disse que não me fazia mal, mas eu fiquei aterrorizada e entreguei-lhe todo o dinheiro que tinha comigo”, explicou, acrescentando que desde esse dia exige sempre aos clientes que paguem primeiro e deixa o dinheiro com uma amiga prostituta.

Jornal de Angola

GRANDE REPORTAGEM: Amor sem escalas

De um lado, 24 solteirões do Primeiro Mundo; do outro, 80 chicas sul-americanas. Nosso colaborador viajou até Medellín, na Colômbia, para presenciar o inusitado encontro promovido por um site de relacionamentos e descobriu que, ao contrário do que dizia Nelson Rodrigues, o dinheiro nem sempre compra o amor verdadeiro.

Quando fui convidado pelo site Amolatina.com para acompanhar um tour romântico que juntaria usuários americanos e latinas solteiras em Medellín, na Colômbia, eu esperava de tudo – ou quase tudo. Mas aquilo não. Aquilo era demais. A cena: cercados por balões e vários homens e mulheres de meia-idade, três casais dançam ao som de rumba no meio de um salão de festas. Elas, colombianas jovens e elétricas, desesperadas por agradar. Eles, os gringos – um advogado texano de 2 metros de altura, um canadense de 63 anos e movimentos artríticos e um sujeito de Miami na casa dos 40, que sorri e manobra sua cadeira de rodas ao ritmo da companheira. Sob as ordens do animador, cada uma das moças recebe um balão. Vence quem estourá-lo primeiro contra o corpo do parceiro em um abraço vigoroso. O público vai à loucura. É o momento em que a acompanhante do homem na cadeira de rodas decide apertar o balão entre suas próprias costas e a nuca de seu companheiro, que agora gargalha e engasga porque ela, na gana pela vitória, empurra o único terço funcional de seu corpo para fora da cadeira. Ele resiste, suas mãos firmes nas rodas, e, quando tudo está prestes a ruir, inclusive a dignidade humana, ouvese um estouro vindo de outro casal. A tarde foi salva.

Estamos no domingo, o terceiro dia do evento batizado de Romance Tour, e 24 homens com média de idade de 45 anos estão desde sexta-feira espalhados pela área social do Hotel Casa Victoria, tentando entreter ou ser entretidos por mais de 80 mulheres colombianas. Cada um deles pagou 1 687 dólares mais a passagem aérea pela chance de “conhecer garotas ilimitadamente” no saguão do hotel durante quatro dias. Elas, por outro lado, encararam 8 horas de ônibus entre Bogotá e Medellín para concorrer à sorte grande de agarrar um gringo. A maioria dessas mulheres caminha pela meia-idade com muitos quilos a mais, alguns filhos e nenhum diploma universitário.

TRÊS SOLTEIRÕES E UM REPÓRTER

Sexta-feira, 4 de junho, 20 horas. Mal chego ao hotel e já me junto a três integrantes da tour. Eles são criaturas arquetípicas do grupo. Com seu brinco na orelha esquerda e um fraco por camisas floridas, Tony é uma mistura de William H. Macy com Steve Buscemi. Foi contratado pela agência porque mora em Medellín. Bill, o canadense da gincana, mora em Toronto e trabalha com seguros. Foi casado por 20 anos, e seu divórcio supostamente sairia dali a quatro meses. Charles é um negro de 2 metros nascido no Caribe e morador do Brooklin desde a adolescência. Dá aulas particulares de matemática. Nós quatro seguimos para uma lanchonete chamada Hooters. Lá, a conversa gira em torno do que esperar e como agir na viagem. Tony leva 20 minutos para dissuadir o canadense da ideia de se casar imediatamente com uma local e levá-la para casa. Eu já podia antever o verdadeiro drama do evento: gringos de meia-idade prestes a embarcar voluntariamente em uma série de encontros embaraçosos com latinas que nem falam inglês.

O site Amolatina.com funciona como mediador entre usuários americanos e agências colombianas que reúnem as meninas em grandes bancos de dados. As mulheres não ganham nada com o sistema, não podem ver fotos dos homens pelo site e apenas lutam pela possibilidade de fisgar um “gringo”. Os usuários masculinos é que pagam por cada interação com as meninas. Um e-mail sai por 7 dólares. Parte dessa verba é repassada às agências locais. É um sistema que abre espaço para fraudes. Algumas agências locais mantêm um banco de mulheres falso, e sabe-se lá quem fica encarregado de responder às mensagens. Segundo Larry Cervantes, manager-editor da Anastasia International, empresa à qual a Amolatina pertence, o site tenta tirar constantemente esses parasitas do sistema. Alguns usuários já haviam percebido o embuste e nem gastavam mais dinheiro com mensagens. Por isso, preferiam investir nas viagens. É bem mais econômico. Isso fica claro quando Tony “Macy” pergunta ao canadense quanto havia gasto com mensagens e que benefícios elas trouxeram. Envergonhado, o canadense confessa ter recebido “alguma felicidade” ao torrar 3 000 dólares no ano passado.

Na manhã de sábado, pouco antes do social, Larry reúne os homens em uma palestra sobre como se comportar. “Não beba a água!” “Se uma mulher te convidar para ir até a casa dela para conhecer a família, não vá!” “Se o taxista não ligar o taxímetro, não entre!” “Se você achar que a primeira garota que conheceu é a mulher da sua vida, não conte com isso!” Depois de apavorar a todos, Larry escreve na lousa as palavras gracias e por favor e sugere que todos usem as expressões abundantemente, o que eles fazem nas situações mais inadequadas. “Eu sou o Bill, obrigado” era o que diriam ao se apresentar.

O BAILE

O mais difícil é me acostumar com a ideia de que estou com os gringos e. portanto, sou um deles. E, pior, um gringo jovem, magro e, segundo mamãe, atraente. As colombianas devem me olhar e pensar que tenho algum defeito grave na genitália para estar andando com esses caras. Esse fato me ataca especialmente nas horas precedentes ao primeiro social, quando Nina, a organizadora russa, bonita e sádica, me adorna o pulso com uma pulseira fluorescente que diz “AMOLATINA 2010”.
Finalmente as mulheres chegam. As médias de idade e de tecido adiposo no lobby aumentam consideravelmente. Em sua maior parte são corpulentas e estão intensamente maquiadas para disfarçar as marcas de seus 40, 50 anos. Poucas têm dentições admiráveis. E, depois da longa viagem, elas estão amassadas, cansadas e ansiosas. Admito, porém, que há algumas joias no meio daquela eau de toilette e sabão de coco. Elas serão as primeiras a ir embora.

Charles me interpela. Pergunta se eu tenho alguma dica para pegar colombianas. Meu cérebro repete “Dinheiro, dinheiro, dinheiro”, mas consigo sugerir que ele dance. Ele adora a ideia. Estremeço. Eu serei a causa de sua ruína. Ali está aquele homem enorme que, na noite anterior, em 1 hora, bebeu duas margaritas, um tequila sunrise e, ato contínuo, devorou sozinho uma porção de onion rings. Se ele dançar, coisas ruins sucederão. Eu não poderia estar mais enganado. Na pista vazia, o Professor provoca um fascínio que só acidentes automobilísticos e ônibus espaciais são capazes de despertar. Em seus braços, as latinas demonstram sentir, aninhadas naquela compleição de ursos, um conforto que jamais encontrariam no rebolado travado dos outros. Elas se entregam ao calor caribenho do Professor com os olhos fechados, em êxtase. Mas ele é exceção.

Passa 1 hora, e o cenário permanece o mesmo: muitos dos homens encolhem-se contra as paredes como meninos de 5a série no baile escolar. As mulheres começam a bufar de impaciência. Tony “Macy” parece um capitão de navio em chamas. Ele corre até mim, agarra meu ombro e grita: “Você precisa nos ajudar! Estamos com poucos homens, e as mulheres estão ficando irritadas! Precisamos da sua ajuda! Vamos lá, fale com elas, tire-as para dançar, faça alguma coisa!” Então eu as entrevisto.
Contadas pelas mulheres, suas motivações são as mais puras. Querem conhecer homens diferentes, carinhosos e carentes para fugir de homens colombianos que batem, xingam e traem. Dinheiro? Elas juram que nem pensam nisso.

CERIMÔNIA DO ADEUS
A noite cai, e o encontro segue em marcha lenta. Um terço das mulheres desaparece para nunca mais voltar. Alguns dos gringos saem em encontros solo, mas não demoram a retornar sozinhos ao lobby. Eles se preparam para sair em grupo. Seguindo recomendações de porteiros, recepcionistas, taxistas e outros funcionários interessados no bem-estar do turista americano, tocamos para um lugar chamado Mango’s. Um bar enorme e atulhado de objetos de temática country: cabeças de búfalo, pistolas, cartazes de procurados, selas de cavalos, cavalos inteiros empalhados etc. Enquanto os americanos criam raízes nas mesinhas de madeira, uma repórter de TV de Miami, peruana crescida na China, dança para aliviar as tensões de um dia de trabalho cobrindo o evento. Seria a única a se mexer no salão deserto não fossem as dançarinas e os dançarinos que rebolavam de collants sobre o balcão. Foi ali, entre drinks e o compasso da música latina, que tive minha epifania: tudo precisava se tornar um circo para agradar aos americanos.

Na tarde de domingo, confirmei a tese. “É deprimente. É como um show”, desabafa Kevin, um discreto (e agora frustrado) australiano. Ele está desolado. De todos os homens do grupo, apenas dois tinham se dado bem. Um deles era o cara que todos chamavam de “El Gordo” pelas costas, que já havia combinado tudo previamente com uma colombiana com a metade de seu tamanho e logo no primeiro dia hospedou-a no quarto dele. Passavam as manhãs como um casal de muitos anos, comendo omeletes em silêncio com os olhos no vazio. O outro era um jovem negro, alto, atraente e com carreira sólida em um serviço social de auxílio a criancinhas do governo federal americano. Ele também entrara no tour apenas para consolidar uma relação duradoura com uma modelo incrível. Não estava mais entre nós. Ao fim do primeiro social, ele preparara uma mala e partira para a casa dela. Não voltou a tempo de receber meus cumprimentos.

MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS

O Amolatina.com é um dos sites controlados pela empresa russa Anastasia International, que nasceu em 1993 de uma parceria entre uma russa e um americano que se conheceram e se casaram por meio de um serviço semelhante ao que oferecem hoje. Entre os sites de relacionamento “étnico” da empresa, o ponta de lança, AnastasiaDate.com, oferece tours e assessoria para obtenção de vistos e para aluguel de apartamentos em cidades russas. Há dois sites mais recentes que oferecem o sistema de comunicação (cobrado por mensagem enviada), mas não organizam os tours românticos ainda. Seus nomes são autoexplicativos: africabeauties.com e asianbeauties.com. Mas não pense que a Anastasia está sozinha no mercado: ela é apenas umas das centenas de empresas que realizam arranjos românticos internacionais. A diferença é que os sites do Anastásia estão entre os mais bem cotados segundo o internationallovescouts.com, que ranqueia serviços online de relacionamento.

Ela quer transar com cem

Jornalista corre atrás da meta de transar com cem homens em um ano, uma média de dois por semana. Em um blog, publica relatos e vai fazendo as contas.

Letícia Fernandez é o pseudônimo de uma jornalista de 30 anos, moradora de São Paulo, que tem uma meta: transar com cem homens em 2011. Suas experiências são narradas no blog Cem homens em um ano, que em julho atingiu 25 mil page views diários. Ela conversou com a PLAYBOY.

Por que isso?
Porque sexo é bom. Sei que parece simples, mas às vezes a gente se esquece disso. Cem homens em um ano dá uma média de dois por semana. É mais a ideia de estar sempre pronta pra próxima.

Com quantos você já transou até agora?
28.

Vai atingir a meta?
Dificilmente. Os homens reclamam das mulheres, que elas ficam fazendo charminho, mas eles são iguais ou piores. Esse ano, um cara veio me perguntar se eu faria um boquete nele mesmo ele estando saindo com outra garota. O que eu tenho a ver com a vida dele quando ele não está comigo? Esse tipo de comentário me broxa.

Dos homens com quem você transou, algum broxou?
Sim, dois. O 17 e o 26. Mas eu não ligo. Basta fazer outras brincadeiras e tudo fica bem. O 17, por exemplo, me masturbou e fez um sexo oral incrível.

Você rejeitaria um homem se ele tivesse pau pequeno?
Não, eu rejeito homem com problema de higiene ou canalha, desse tipo que faz piadinha machista e tosca. Um pau grande é mais bonito de olhar, mas vou te dizer que a melhor transa do ano foi com o número 3, e ele tem o pau pequeno.

Se um leitor quiser se somar à sua estatística, o que ele deve fazer?
Todos os dias recebo e-mails de leitores querendo isso. Se dependesse deles, minha meta seria de 365 homens no ano. Não há fórmula, mas eu sei o que não se deve fazer: mandar foto de pau duro; enviar simplesmente o link de uma rede social para eu ver as fotos; escrever uma mensagem com erros de português; dar uma de bonzão dizendo que faz ou acontece. Afinal, quem faz e acontece sou eu.

Estudo analisa a melhor hora para fazer sexo

Um estudo encomendado por uma empresa norte-americana que vende produtos voltados para o prazer mostra que a maioria dos adultos fazem sexo a noite, mas boa parte preferia manter relações durante o dia.
Intitulado «Great American Sex Survey», o estudo indica que 52% dos adultos nos Estados Unidos preferem sexo à noite, 47% optam pela madrugada e 33% citam a manhã como o melhor horário para manter relações sexuais.

Os adeptos do sexo à tarde representam 21% das mais de mil pessoas entrevistadas.

Contudo, 48% dos entrevistados afirmam que na maioria das vezes fazem sexo de madrugada, 45% à noite, 26% pela manhã e 13% à tarde. Segundo Kat Van Kirk, da Adam&Eve, especialista em sexologia, esse diferenciação entre o horário preferido e aquele no qual é feito o sexo, é baseado nas condições de vida relacionadas com o trabalho.

«Se fossemos examinar o nosso relógio biológico e hormonal, a maior excitação acontece pela manhã e à tarde, tanto para homens quanto para mulheres», diz Kirk. «Infelizmente, hoje o sexo é regido pela agenda. Ele acontece quando temos tempo e não quando o nosso corpo deseja», completa.

Pornô com Marilyn Monroe vai a leilão; cenas mostram sexo e masturbação

Tem seis minutos, é preto e branco, e mostra Marilyn Monroe a masturbar-se com um vibrador e fazendo sexo com um homem. O polémico curta-metragem pornográfica, filmada em 1946-47, vai agora a leilão, na Argentina, tendo por base de licitação 350 mil euros.
A curta-metragem é um dos bens que será licitado na primeira Feira Internacional de Colecionador Cinematográfico de Buenos Aires, em 7 de Agosto, e tem gerado enorme burburinho, até porque só é conhecida uma única cópia, gravada em oito milímetros da produção amadora.
O filme estava era posse de um colecionador espanhol, que entretanto morreu, e tem gerado inúmera controvérsia. Foi descoberta e revelada ao Mundo pelos herdeiros do colecionador, em 1997.
Além das vozes que dizem que a estrela platinada na produção para adultos não é Marilyn, há quem defenda (incluindo o American Film Institute) que também poderá ser uma hipotética irmã gémea da atriz de ‘Os Homens Preferem as Loiras’.
No entanto, e segundo o jornal ‘Folha de São Paulo’, a identidade da atriz no filme terá sido confirmada por diversas fontes e até o FBI terá chegado a essa conclusão após uma investigação. No filme, Marilyn, que teria menos de 20 anos (e ainda não era famosa), na altura da rodagem, aparecerá com jóias que foram usadas pela estrela na época, em outros eventos sociais.
Apesar de muito antiga, o curta-metragem estará em ótimo estado e haverá já duas propostas milionárias para a sua aquisição.

Não existe canção sem influência de sexo, diz Lady Gaga

Lady Gaga é a maior artista pop do momento. Com o seu charme particular, letras fáceis de memorizar e trajes ultrajantes, a estrela mais controversa do universo pop é famosa por encantar e chocar em medidas quase iguais.

Nascida Stefani Joanne Angelina Germanotta, Lady Gaga tem um motivo para o seu sucesso: o facto de carregar a alma da sua tia, Joanne Germanotta, que morreu com lúpus.

«Eu acredito mesmo que tenho dois corações e duas almas no meu corpo, e que estou a viver o resto da vida e da bondade da minha tia - ela morreu virgem, sem nunca ter experimentado todas essas coisas que todos amamos nas nossas vidas», diz Gaga.

Apesar de Gaga fazer as manchetes dos jornais tanto pelas suas letras quanto pelo seu sentido estético - especialmente o infame vestido de carne que causou revolta entre os grupos de direitos dos animais -, ela tem sido saudada como a celebridade mais influente, com um recorde de dez milhões de fãs no Twitter.

Em entrevista a jornalistas em Colónia, na Alemanha, explicou por que acredita que o sexo faz o mundo girar, contou como a digressão a deixou falida, o motivo pelo qual o seu afilhado, Zachary, o filho de Elton John, não precisará de nenhum conselho dela e explicou como sempre se sentiu famosa.

O prazer do sexo tântrico

Imagine um ambiente sensual. Tapetes, almofadas espalhadas pelo chão, musselines e sáris indianos... Tudo nos tons de vermelho, laranja, púrpura e açafrão, cores que despertam os sentidos e estimulam a energia sexual. Lençóis macios perfumados e salpicados de pétalas. No ar, o aroma de almíscar, sândalo e jasmim. Numa bandeja, frutas e flores... Velas aromáticas flutuantes deslizando sobre a água. Outras em castiçais, criando uma iluminação suave e dando um ar de mistério e sensualidade a esse espaço sagrado. Sagrado??? Sim, isto mesmo! Para o tantrismo, antiga filosofia indiana que surgiu há cerca de 5 mil anos, o sexo é sagrado e a sexualidade é vista como expressão natural do ser humano.

Atualmente, o contato erótico para os ocidentais é sinônimo de performance, onde o pênis grande e ereto é um verdadeiro troféu para o homem. Atingir o orgasmo é a única meta da relação sexual; sendo esse um grande desafio para muitas mulheres. Mudar essa visão pode favorecer uma vida sexual mais plena e prazerosa para ambos. Assim, adotar a prática tântrica é dizer sim ao prazer mais profundo e transcendental que se possa imaginar.

A base dessa filosofia é o auto-conhecimento. Isso inclui o desenvolvimento da consciência de si mesmo, assim como dos sentidos, que, a princípio, são utilizados para um verdadeiro encontro autoerótico. A pessoa aprende que é responsável pelo próprio prazer através de rituais de respiração consciente, auto-toque, contemplação e aceitação do corpo como fonte de prazer e auto-reflexão. Assim, ela estará preparada para o encontro com o outro. Nessa relação, ela se concentra nas sensações prazerosas e aproveita cada momento integralmente.

Dessa forma, a pessoa se liberta das lembranças negativas do passado assim como do temor do desempenho, responsável pela grande ansiedade que a impede de usufruir uma relação mais prazerosa. Esse encontro de corpo e de alma é possibilitado por vários rituais que os parceiros vivenciam juntos. Dentre esses, podemos citar a meditação, que induz à calma e à concentração; a dança divina, onde o casal pode ir deixando os movimentos fluírem, expressando alegria em todos os níveis; o beijo tântrico, que harmoniza e equilibra as energias cósmicas masculina e feminina e a massagem tântrica, onde as mãos se conectam com os níveis físico, emocional e espiritual do outro.

Assim é a preparação para o ato propriamente dito, que por si só é um ritual de união mística onde se vivenciam muitas e prolongadas sensações de prazer; e o orgasmo nada mais é que uma consequência natural, podendo até mesmo ocorrer mais de uma vez.

No sexo tântrico, você aprende a respirar conscientemente, acalmando a mente e a se entregar a carícias espontâneas durante as preliminares, desenvolvendo, dessa forma, a criatividade. Nesste momento, você pode sentir a força erótica interior fluir através dos sentidos. E depois do êxtase vivenciado com um abraço e um beijo profundo, experienciar uma gostosa sensação de paz e plenitude!

Experimente! E ... Muito prazer para vocês!!!

Mãe de jornalista fez sexo "brutal" com Strauss-Kahn

Em entrevista à revista "L'Express", Anne Mansouret, mãe da jornalista francesa Tristane Banon, alegada vítima de Strauss-Kahn, admitiu ter, ela própria, feito "sexo consentido" e "brutal" com o ex-diretor do FMI.

O caso do ex-diretor do FMI-Fundo Monetário Internacional adquire novos contornos. Desta vez quem diz ter tido relações sexuais com Dominique Strauss-Kahn, neste caso consentidas e "brutais", é a conselheira regional socialista Anne Mansouret, mãe da jornalista Tristane Banon, uma das alegadas vítimas do ex-diretor do FMI. O encontro terá acontecido no escritório da OCDE em Paris.
A surpreendente revelação foi feita por Anne Mansouret numa entrevista à revista francesa "L'Express". Segundo a conselheira regional socialista, a relação ocorreu em 2000, três anos antes do incidente com a sua filha, e foi de comum acordo.

"Predador obsceno", disse ela

O encontro terá acontecido no escritório de Paris da OCDE- Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, na qual Strauss-Kahn era conselheiro especial do secretário-geral.
Mansouret disse que, de facto, foi "sexo consentido", mas acrescentou que Strauss-Kahn "agiu com a brutalidade de um soldado". A mãe de Tristane Banon acusou o ex-diretor do FMI de "não querer agradar mas sim dominar" e comportar-se como "um vilão obsceno".
O incidente com a filha de Mansouret terá ocorrido três anos depois, durante uma entrevista com o ex-diretor do FMI, tendo Tristane Baon descrito Strauss-Kahn como um "macaco tarado". Tendo conseguido ver-se livre de DSK, Banon terá ligado à mãe que foi ao encontro da filha do lado de fora do apartamento onde decorreu a entrevista.
De acordo com o site noticioso "MyFoxNY", a ex-mulher de Strauss-Kahn e melhor amiga de Manrouret, Brigitte Guillemette, chegou a confrontá-lo após o incidente com Banon, tendo DSK admitido o episódio, acrescentando: "não sei o que aconteceu comigo. Dormi com a mãe... e fiquei louco quando vi a filha".
Questionada por investigadores, Guillemette negou tudo. A ex-mulher de DSK vai depor em tribunal contra Anne Mansouret, por difamação.

Suíços criam vagas especiais para quem quer fazer sexo dentro do carro


A cidade de Zurich, na Suíça, inaugurou uma série de vagas voltadas para os casais que usam o carro com outra utilidade, além de levá-los de um lugar a outro.

Quem quiser 'namorar' dentro do veículo agora conta com mais privacidade nos novos locais.

A ideia surgiu após inúmeros moradores reclamarem da situação no Red Light District - local conhecido como ponto de prostituição. "Éramos obrigados a ver todo tipo de cena de dia ou à noite", conta um morador ao site Orange News.

"Não temos como nos livrar da prostituição, mas podemos ao menos controlá-la", disse um policial local.

Parasitas, nosso muito obrigado por ter dado origem ao sexo

Agradeça a todos os patógenos e parasitas do mundo: sem eles, o sexo não poderia existir tal como conhecemos hoje. Um novo estudo descobriu que, em organismos que se reproduzem tanto sozinhos quanto com um parceiro, a escolha pela reprodução sexuada é motivada pela corrida pela sobrevivência entre o hospedeiro e o patógeno.
Sem a presença de um patógeno, a tendência é que o organismo hospedeiro se reproduza assexuadamente. Isso porque, quando ameaçado por um patógeno em constante evolução, o ser hospedeiro necessita de parceiros sexuais para também evoluir.

Na tentativa de explicar o motivo pelo qual os animais escolheram a reprodução sexuada ao invés da assexuada, os cientistas sugeriram a “Hipótese da Rainha Vermelha”, que diz que quando um predador se desenvolve, a sua presa tem que evoluir conjuntamente para se manter viva. Se parar de buscar a evolução, ela morre.

A reprodução sexual permite que um organismo misture e combine seus genes com outro, facilitando a evolução e aumentando as defesas contra invasores. Estudos de campo mostraram que, em estado selvagem, caracóis que se reproduzem tanto assexuadamente como sexualmente escolhem a via sexual com mais frequência quando há muitos parasitas no ambiente.

Como a pesquisa ocorreu fora do laboratório, é difícil ter a certeza que outros fatores não influenciaram o resultado. Por isso, pesquisadores fizeram o teste da “Rainha Vermelha” para descobrir se a ideia da coevolução gerar a reprodução sexuada diretamente é verdadeira.

Uma população de lombrigas foi modificada de modo que algumas se reproduziam assexuadamente e outras podiam usar apenas o sexo para se reproduzir. Um terceiro grupo – no qual cerca de 20% a 30% se reproduz sexualmente – foi deixado na forma selvagem.

As lombrigas que se reproduzem sexualmente sobreviveram tanto em contato com bactérias sexuadas quanto assexuadas. As lombrigas assexuadas sobreviveram em contato com bactérias que não podiam evoluir. Quando elas encontraram bactérias que se reproduzem sexualmente, entretanto, houve um massacre de lombrigas.

Tudo indica que se a espécie assexuada de lombrigas se encontrasse com bactérias que evoluem geneticamente, elas poderiam ser levadas à extinção em menos de 20 gerações, o que é incrivelmente rápido.
Não precisa torcer para que parasitas continuem infestando humanos: mesmo que todos os patógenos perigosos desaparecessem, o ser humano continuaria se reproduzindo através do sexo. Mas o estudo sugere que muito, muito tempo atrás, foram os parasitas, bactérias e vírus que levaram nossos antepassados a se acasalarem.

O estudo não comprova que a coevolução com os parasitas foi a razão do surgimento do sexo – mas pode ser a explicação para sua a evolução.

Sexo de verão

O ingresso da primavera determina a desfolhada das várias camadas de vestuário, acumuladas pelo inverno na defesa das intempéries, e tal e qual como sucede com a eliminação das folhas da camisa que protege a espiga de milho. Releve-se o que nisto se contém de excessivamente simbólico, e atente-se no que se manifesta de mais significativo. Coincidindo com o período do ano em que se precipita a multiplicação das espécies, este despojamento de vestes prossegue em ritmo crescente até ao pino do Estio, atingindo o apogeu na quadra balnear que por convenção se inicia agora, e que se prolonga até à entrada do outono.

A sensatez aconselha porém a que, motivada pelo afã de mostrar os seus encantos, a massa humana não se atreva em demasia a reduzir as áreas cobertas do físico. Algumas beldades nórdicas, geneticamente amplas de envergadura, preparando-se para o achamento em férias do mítico latin lover, correram já aos ginásios desde princípios de março, a fim de desbastar as suas banhas. A essas, e de modo muito particular, se recomenda a modéstia na exposição ao sol meridional de amplas regiões da anatomia que lhes cabe, não vá exprimir-se em zero, ou quando muito na conquista de um caquético desdentado, a sua venatória empresa de amazonas.

Sendo o erotismo, já o deveríamos ter aprendido, a distância entre dois corpos, espanta como através da oferta sem limites se convertem os candidatos ao cumprimento do preceituado no Kama Sutra, ou à pura performance essencial, em vítimas dos seus exageros. E já não se fala da abundância de refegos, nem da profusão de ossos, mas daquela simples exibição que transforma num ápice o desejo, sentimento apontado ao infinito, na posse que, sabendo a verdade, em suma se torna escassamente divertida.

Lembramo-nos da anedota dos dois maluquinhos, fugidos do manicómio, que se abeiram de um campo de nudistas. Trepa um deles aos ombros do outro, encarregado de reportar o que se descortina para além do alto muro. E à pergunta do de baixo, "O que vês?, homens ou mulheres?", responde o vigia no maior dos desapontamentos, "Como queres tu que eu perceba?, estão todos nus!".

Mário Cláudio

Sexualidade feminina: entenda transformações trazidas pela maturidade

A forma como a mulher lida com a sua sexualidade muda com a maturidade
Primeiro, elas odeiam os meninos, depois, passam a querer conquistá-los. Aí vem a fase das descobertas, da busca pelo prazer e, finalmente, a maternidade. Com a chegada da menopausa, outra quebra: a mulher passa a ter milhares de questionamentos e, com isso, acaba tendo que reaprender a lidar com sua vida sexual.

Diferentemente dos homens, que não sofrem grandes alterações hormonais ao longo da vida, as mulheres enfrentam mudanças biológicas drásticas com o passar dos anos, o que, fatalmente, impacta sua sexualidade e a forma como lida com o parceiro.
Confira algumas destas transformações e veja também o que os especialistas indicam para que a mulher tenha uma relação saudável com o próprio corpo, em busca do prazer em todas as fases da vida.

Dos 15 a 25 anos: segundo Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta sexual e de casais do instituto H. Ellis, essa é a fase em que a mulher tem mudanças significativas no corpo. "Começa até antes dos 15, quando ela sai de um corpo infantil para um corpo de mulher. É um período de adaptação, que coincide com a fase de descoberta, em que ela vai entender como o corpo responde aos estímulos sexuais."
Ela explica que, como todo início, essa fase é marcada pela adaptação. "Juntos, os parceiros devem buscar como conduzir o outro para terem mais prazer na intimidade", explica.

O sexólogo e ginecologista obstetra do Hospital e maternidade São Luiz, Francisco Carlos Anelo, reforça que essa mudança já começa a partir da primeira menstruação, e lembra que, preferencialmente, a iniciação sexual deve ser marcada pela afetividade. "O mais indicado, neste sentido, é que ela tenha um vínculo com o parceiro, pois isso demonstra respeito pelo próprio corpo."

Ele enfatiza que a mulher que inicia a vida sexual de forma desregrada, corre mais riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis ou engravidar precocemente. Segundo ele, as estatísticas mostram que adolescentes que ficam grávidas cedo tendem a repetir o erro e acabam gerando filhos indesejados.

Dos 25 a 35 anos: de acordo com a observação clínica da terapeuta Margareth, essa é a fase que, de um modo geral, a mulher começa a sentir a necessidade de viver a da maternidade. Além disso, a mulher passa a experimentar novidades em outros aspectos da vida, especialmente no trabalho ou na estrutura familiar - geralmente, quando sai de casa e passa a dividir o teto com outro alguém.
Para Margareth, a palavra de ordem para manter a vida sexual em dia é "administrar o tempo": "ela precisa dar conta de todos os papeis que passa a exercer na vida, e é fundamental que aprenda a preservar um tempo para a intimidade com o parceiro.

Sobre a questão da maternidade, Anelo lembra que o casal pode vivenciar uma redução da atividade sexual em nome das atribuições que um bebê traz à rotina. "O homem tem que entender que, mesmo que a mulher não queira ter relação, ela precisa de carinho, é um momento feliz, pois ela provavelmente está grávida do homem que ama". Ele recomenda que os casais não deixem de namorar nessa fase, ainda que os beijos não evoluam para uma relação sexual, apenas para manter a chama acesa.

Dos 35 a 45 anos: é nessa fase que começa a queda lenta e gradual dos níveis de hormônios sexuais femininos, que culmina com o fim do ciclo menstrual, cessando a capacidade de reprodução. "A partir dos 40 anos, ela já não ovula com intensidade e tem a diminuição dos hormônios, o que faz com ela possa ter uma perda grande da libido", explica Anelo.
As transformações do corpo também começam a ficar mais evidentes: "começam as primeiras rugas, cabelos brancos", lembra Margareth. "Ela tem que aprender a enxergar que isso não tira o seu poder de sedução, que ela pode sim fazer com que seu corpo responda de forma sensual ao seu parceiro", reforça.
A especialista indica também que a mulher busque orientação psicológica para que consiga vencer todos os novos desafios que a idade impõe, atravessando essa fase de mudanças da maneira mais confortável possível.

Dos 45 a 55 anos: o início da menopausa varia muito de mulher para mulher, mas Margareth afirma que o período de maior incidência é entre os 48 e 52 anos. Calores, alterações hormonais e um longo período de questionamento psicológico se iniciam. "Muitas mulheres sofrem, pois relacionam isso à uma perda de um símbolo relacionado ao feminino - a capacidade de se reproduzir, quando na verdade ela pode enxergar isso como uma fase de maior liberdade", observa.
Ela acredita que as mudanças só podem comprometer a sexualidade feminina quando a mulher deixa de buscar orientação, seja de ordem física ou emocional.

Anelo explica que, com a chegada da última menstruação, a mulher sofre um luto, ou seja, uma perda que deve ser trabalhada. "Ela percebe que está envelhecendo", pontua. A dica, neste sentido, é buscar reacender o calor sexual por meio do carinho. "Muitas vezes o casal não tem tempo para se beijar, e, com isso, diminui a freqüência sexual. O toque é importante em qualquer faixa etária, então, o casal tem que tentar resgatar esse vínculo de afetividade."

A partir dos 55 anos: enquanto a menopausa traz certos incômodos no aspecto sexual da mulher, como a perda da lubrificação, dores e desconforto, a maturidade também traz coisas boas. "Com o passar do tempo, a tendência é que a mulher aprenda a chegar à sensação de prazer mais rapidamente", afirma Margareth.

Anelo lembra também que, com o passar dos anos, a mulher passa a ter um entendimento maior do próprio corpo: "o que faz com que ela passe a direcionar o toque e o carinho do parceiro com mais facilidade."

O especialista acredita que a vida sexual pode ser prolongada por muitos anos, contrariando quem acha que sexo é só para os jovens. "A própria mídia reforça este conceito de que a não existe vida sexual na velhice".

Ele afirma que é preciso quebrar este paradigma e partir em busca de hábitos saudáveis em nome de uma sexualidade bem resolvida: redução do tabagismo e do álcool e uma dieta rica em cálcio são alguns dos fatores positivos que influenciam essa meta.

Além disso, as atividades físicas são fundamentais. "A atividade aeróbica, como caminhada e hidroginástica, faz com que a mulher perca massa gorda. Já a anaeróbica a ajuda a ganhar massa muscular e combater a osteoporose."

A ideia é que a mulher mantenha o nível de autoestima elevado, outro fator imprescindível para uma vida sexual saudável. "Para nos relacionarmos, é preciso gostar de nós mesmos. A partir do momento em que a mulher passa a gostar do corpo dela, ela vai entender que tem um poder de sedução e terá vontade de se relacionar independentemente da idade."