O prazer do sexo tântrico

Imagine um ambiente sensual. Tapetes, almofadas espalhadas pelo chão, musselines e sáris indianos... Tudo nos tons de vermelho, laranja, púrpura e açafrão, cores que despertam os sentidos e estimulam a energia sexual. Lençóis macios perfumados e salpicados de pétalas. No ar, o aroma de almíscar, sândalo e jasmim. Numa bandeja, frutas e flores... Velas aromáticas flutuantes deslizando sobre a água. Outras em castiçais, criando uma iluminação suave e dando um ar de mistério e sensualidade a esse espaço sagrado. Sagrado??? Sim, isto mesmo! Para o tantrismo, antiga filosofia indiana que surgiu há cerca de 5 mil anos, o sexo é sagrado e a sexualidade é vista como expressão natural do ser humano.

Atualmente, o contato erótico para os ocidentais é sinônimo de performance, onde o pênis grande e ereto é um verdadeiro troféu para o homem. Atingir o orgasmo é a única meta da relação sexual; sendo esse um grande desafio para muitas mulheres. Mudar essa visão pode favorecer uma vida sexual mais plena e prazerosa para ambos. Assim, adotar a prática tântrica é dizer sim ao prazer mais profundo e transcendental que se possa imaginar.

A base dessa filosofia é o auto-conhecimento. Isso inclui o desenvolvimento da consciência de si mesmo, assim como dos sentidos, que, a princípio, são utilizados para um verdadeiro encontro autoerótico. A pessoa aprende que é responsável pelo próprio prazer através de rituais de respiração consciente, auto-toque, contemplação e aceitação do corpo como fonte de prazer e auto-reflexão. Assim, ela estará preparada para o encontro com o outro. Nessa relação, ela se concentra nas sensações prazerosas e aproveita cada momento integralmente.

Dessa forma, a pessoa se liberta das lembranças negativas do passado assim como do temor do desempenho, responsável pela grande ansiedade que a impede de usufruir uma relação mais prazerosa. Esse encontro de corpo e de alma é possibilitado por vários rituais que os parceiros vivenciam juntos. Dentre esses, podemos citar a meditação, que induz à calma e à concentração; a dança divina, onde o casal pode ir deixando os movimentos fluírem, expressando alegria em todos os níveis; o beijo tântrico, que harmoniza e equilibra as energias cósmicas masculina e feminina e a massagem tântrica, onde as mãos se conectam com os níveis físico, emocional e espiritual do outro.

Assim é a preparação para o ato propriamente dito, que por si só é um ritual de união mística onde se vivenciam muitas e prolongadas sensações de prazer; e o orgasmo nada mais é que uma consequência natural, podendo até mesmo ocorrer mais de uma vez.

No sexo tântrico, você aprende a respirar conscientemente, acalmando a mente e a se entregar a carícias espontâneas durante as preliminares, desenvolvendo, dessa forma, a criatividade. Nesste momento, você pode sentir a força erótica interior fluir através dos sentidos. E depois do êxtase vivenciado com um abraço e um beijo profundo, experienciar uma gostosa sensação de paz e plenitude!

Experimente! E ... Muito prazer para vocês!!!

Mãe de jornalista fez sexo "brutal" com Strauss-Kahn

Em entrevista à revista "L'Express", Anne Mansouret, mãe da jornalista francesa Tristane Banon, alegada vítima de Strauss-Kahn, admitiu ter, ela própria, feito "sexo consentido" e "brutal" com o ex-diretor do FMI.

O caso do ex-diretor do FMI-Fundo Monetário Internacional adquire novos contornos. Desta vez quem diz ter tido relações sexuais com Dominique Strauss-Kahn, neste caso consentidas e "brutais", é a conselheira regional socialista Anne Mansouret, mãe da jornalista Tristane Banon, uma das alegadas vítimas do ex-diretor do FMI. O encontro terá acontecido no escritório da OCDE em Paris.
A surpreendente revelação foi feita por Anne Mansouret numa entrevista à revista francesa "L'Express". Segundo a conselheira regional socialista, a relação ocorreu em 2000, três anos antes do incidente com a sua filha, e foi de comum acordo.

"Predador obsceno", disse ela

O encontro terá acontecido no escritório de Paris da OCDE- Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, na qual Strauss-Kahn era conselheiro especial do secretário-geral.
Mansouret disse que, de facto, foi "sexo consentido", mas acrescentou que Strauss-Kahn "agiu com a brutalidade de um soldado". A mãe de Tristane Banon acusou o ex-diretor do FMI de "não querer agradar mas sim dominar" e comportar-se como "um vilão obsceno".
O incidente com a filha de Mansouret terá ocorrido três anos depois, durante uma entrevista com o ex-diretor do FMI, tendo Tristane Baon descrito Strauss-Kahn como um "macaco tarado". Tendo conseguido ver-se livre de DSK, Banon terá ligado à mãe que foi ao encontro da filha do lado de fora do apartamento onde decorreu a entrevista.
De acordo com o site noticioso "MyFoxNY", a ex-mulher de Strauss-Kahn e melhor amiga de Manrouret, Brigitte Guillemette, chegou a confrontá-lo após o incidente com Banon, tendo DSK admitido o episódio, acrescentando: "não sei o que aconteceu comigo. Dormi com a mãe... e fiquei louco quando vi a filha".
Questionada por investigadores, Guillemette negou tudo. A ex-mulher de DSK vai depor em tribunal contra Anne Mansouret, por difamação.

Suíços criam vagas especiais para quem quer fazer sexo dentro do carro


A cidade de Zurich, na Suíça, inaugurou uma série de vagas voltadas para os casais que usam o carro com outra utilidade, além de levá-los de um lugar a outro.

Quem quiser 'namorar' dentro do veículo agora conta com mais privacidade nos novos locais.

A ideia surgiu após inúmeros moradores reclamarem da situação no Red Light District - local conhecido como ponto de prostituição. "Éramos obrigados a ver todo tipo de cena de dia ou à noite", conta um morador ao site Orange News.

"Não temos como nos livrar da prostituição, mas podemos ao menos controlá-la", disse um policial local.

Parasitas, nosso muito obrigado por ter dado origem ao sexo

Agradeça a todos os patógenos e parasitas do mundo: sem eles, o sexo não poderia existir tal como conhecemos hoje. Um novo estudo descobriu que, em organismos que se reproduzem tanto sozinhos quanto com um parceiro, a escolha pela reprodução sexuada é motivada pela corrida pela sobrevivência entre o hospedeiro e o patógeno.
Sem a presença de um patógeno, a tendência é que o organismo hospedeiro se reproduza assexuadamente. Isso porque, quando ameaçado por um patógeno em constante evolução, o ser hospedeiro necessita de parceiros sexuais para também evoluir.

Na tentativa de explicar o motivo pelo qual os animais escolheram a reprodução sexuada ao invés da assexuada, os cientistas sugeriram a “Hipótese da Rainha Vermelha”, que diz que quando um predador se desenvolve, a sua presa tem que evoluir conjuntamente para se manter viva. Se parar de buscar a evolução, ela morre.

A reprodução sexual permite que um organismo misture e combine seus genes com outro, facilitando a evolução e aumentando as defesas contra invasores. Estudos de campo mostraram que, em estado selvagem, caracóis que se reproduzem tanto assexuadamente como sexualmente escolhem a via sexual com mais frequência quando há muitos parasitas no ambiente.

Como a pesquisa ocorreu fora do laboratório, é difícil ter a certeza que outros fatores não influenciaram o resultado. Por isso, pesquisadores fizeram o teste da “Rainha Vermelha” para descobrir se a ideia da coevolução gerar a reprodução sexuada diretamente é verdadeira.

Uma população de lombrigas foi modificada de modo que algumas se reproduziam assexuadamente e outras podiam usar apenas o sexo para se reproduzir. Um terceiro grupo – no qual cerca de 20% a 30% se reproduz sexualmente – foi deixado na forma selvagem.

As lombrigas que se reproduzem sexualmente sobreviveram tanto em contato com bactérias sexuadas quanto assexuadas. As lombrigas assexuadas sobreviveram em contato com bactérias que não podiam evoluir. Quando elas encontraram bactérias que se reproduzem sexualmente, entretanto, houve um massacre de lombrigas.

Tudo indica que se a espécie assexuada de lombrigas se encontrasse com bactérias que evoluem geneticamente, elas poderiam ser levadas à extinção em menos de 20 gerações, o que é incrivelmente rápido.
Não precisa torcer para que parasitas continuem infestando humanos: mesmo que todos os patógenos perigosos desaparecessem, o ser humano continuaria se reproduzindo através do sexo. Mas o estudo sugere que muito, muito tempo atrás, foram os parasitas, bactérias e vírus que levaram nossos antepassados a se acasalarem.

O estudo não comprova que a coevolução com os parasitas foi a razão do surgimento do sexo – mas pode ser a explicação para sua a evolução.

Sexo de verão

O ingresso da primavera determina a desfolhada das várias camadas de vestuário, acumuladas pelo inverno na defesa das intempéries, e tal e qual como sucede com a eliminação das folhas da camisa que protege a espiga de milho. Releve-se o que nisto se contém de excessivamente simbólico, e atente-se no que se manifesta de mais significativo. Coincidindo com o período do ano em que se precipita a multiplicação das espécies, este despojamento de vestes prossegue em ritmo crescente até ao pino do Estio, atingindo o apogeu na quadra balnear que por convenção se inicia agora, e que se prolonga até à entrada do outono.

A sensatez aconselha porém a que, motivada pelo afã de mostrar os seus encantos, a massa humana não se atreva em demasia a reduzir as áreas cobertas do físico. Algumas beldades nórdicas, geneticamente amplas de envergadura, preparando-se para o achamento em férias do mítico latin lover, correram já aos ginásios desde princípios de março, a fim de desbastar as suas banhas. A essas, e de modo muito particular, se recomenda a modéstia na exposição ao sol meridional de amplas regiões da anatomia que lhes cabe, não vá exprimir-se em zero, ou quando muito na conquista de um caquético desdentado, a sua venatória empresa de amazonas.

Sendo o erotismo, já o deveríamos ter aprendido, a distância entre dois corpos, espanta como através da oferta sem limites se convertem os candidatos ao cumprimento do preceituado no Kama Sutra, ou à pura performance essencial, em vítimas dos seus exageros. E já não se fala da abundância de refegos, nem da profusão de ossos, mas daquela simples exibição que transforma num ápice o desejo, sentimento apontado ao infinito, na posse que, sabendo a verdade, em suma se torna escassamente divertida.

Lembramo-nos da anedota dos dois maluquinhos, fugidos do manicómio, que se abeiram de um campo de nudistas. Trepa um deles aos ombros do outro, encarregado de reportar o que se descortina para além do alto muro. E à pergunta do de baixo, "O que vês?, homens ou mulheres?", responde o vigia no maior dos desapontamentos, "Como queres tu que eu perceba?, estão todos nus!".

Mário Cláudio

Sexualidade feminina: entenda transformações trazidas pela maturidade

A forma como a mulher lida com a sua sexualidade muda com a maturidade
Primeiro, elas odeiam os meninos, depois, passam a querer conquistá-los. Aí vem a fase das descobertas, da busca pelo prazer e, finalmente, a maternidade. Com a chegada da menopausa, outra quebra: a mulher passa a ter milhares de questionamentos e, com isso, acaba tendo que reaprender a lidar com sua vida sexual.

Diferentemente dos homens, que não sofrem grandes alterações hormonais ao longo da vida, as mulheres enfrentam mudanças biológicas drásticas com o passar dos anos, o que, fatalmente, impacta sua sexualidade e a forma como lida com o parceiro.
Confira algumas destas transformações e veja também o que os especialistas indicam para que a mulher tenha uma relação saudável com o próprio corpo, em busca do prazer em todas as fases da vida.

Dos 15 a 25 anos: segundo Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta sexual e de casais do instituto H. Ellis, essa é a fase em que a mulher tem mudanças significativas no corpo. "Começa até antes dos 15, quando ela sai de um corpo infantil para um corpo de mulher. É um período de adaptação, que coincide com a fase de descoberta, em que ela vai entender como o corpo responde aos estímulos sexuais."
Ela explica que, como todo início, essa fase é marcada pela adaptação. "Juntos, os parceiros devem buscar como conduzir o outro para terem mais prazer na intimidade", explica.

O sexólogo e ginecologista obstetra do Hospital e maternidade São Luiz, Francisco Carlos Anelo, reforça que essa mudança já começa a partir da primeira menstruação, e lembra que, preferencialmente, a iniciação sexual deve ser marcada pela afetividade. "O mais indicado, neste sentido, é que ela tenha um vínculo com o parceiro, pois isso demonstra respeito pelo próprio corpo."

Ele enfatiza que a mulher que inicia a vida sexual de forma desregrada, corre mais riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis ou engravidar precocemente. Segundo ele, as estatísticas mostram que adolescentes que ficam grávidas cedo tendem a repetir o erro e acabam gerando filhos indesejados.

Dos 25 a 35 anos: de acordo com a observação clínica da terapeuta Margareth, essa é a fase que, de um modo geral, a mulher começa a sentir a necessidade de viver a da maternidade. Além disso, a mulher passa a experimentar novidades em outros aspectos da vida, especialmente no trabalho ou na estrutura familiar - geralmente, quando sai de casa e passa a dividir o teto com outro alguém.
Para Margareth, a palavra de ordem para manter a vida sexual em dia é "administrar o tempo": "ela precisa dar conta de todos os papeis que passa a exercer na vida, e é fundamental que aprenda a preservar um tempo para a intimidade com o parceiro.

Sobre a questão da maternidade, Anelo lembra que o casal pode vivenciar uma redução da atividade sexual em nome das atribuições que um bebê traz à rotina. "O homem tem que entender que, mesmo que a mulher não queira ter relação, ela precisa de carinho, é um momento feliz, pois ela provavelmente está grávida do homem que ama". Ele recomenda que os casais não deixem de namorar nessa fase, ainda que os beijos não evoluam para uma relação sexual, apenas para manter a chama acesa.

Dos 35 a 45 anos: é nessa fase que começa a queda lenta e gradual dos níveis de hormônios sexuais femininos, que culmina com o fim do ciclo menstrual, cessando a capacidade de reprodução. "A partir dos 40 anos, ela já não ovula com intensidade e tem a diminuição dos hormônios, o que faz com ela possa ter uma perda grande da libido", explica Anelo.
As transformações do corpo também começam a ficar mais evidentes: "começam as primeiras rugas, cabelos brancos", lembra Margareth. "Ela tem que aprender a enxergar que isso não tira o seu poder de sedução, que ela pode sim fazer com que seu corpo responda de forma sensual ao seu parceiro", reforça.
A especialista indica também que a mulher busque orientação psicológica para que consiga vencer todos os novos desafios que a idade impõe, atravessando essa fase de mudanças da maneira mais confortável possível.

Dos 45 a 55 anos: o início da menopausa varia muito de mulher para mulher, mas Margareth afirma que o período de maior incidência é entre os 48 e 52 anos. Calores, alterações hormonais e um longo período de questionamento psicológico se iniciam. "Muitas mulheres sofrem, pois relacionam isso à uma perda de um símbolo relacionado ao feminino - a capacidade de se reproduzir, quando na verdade ela pode enxergar isso como uma fase de maior liberdade", observa.
Ela acredita que as mudanças só podem comprometer a sexualidade feminina quando a mulher deixa de buscar orientação, seja de ordem física ou emocional.

Anelo explica que, com a chegada da última menstruação, a mulher sofre um luto, ou seja, uma perda que deve ser trabalhada. "Ela percebe que está envelhecendo", pontua. A dica, neste sentido, é buscar reacender o calor sexual por meio do carinho. "Muitas vezes o casal não tem tempo para se beijar, e, com isso, diminui a freqüência sexual. O toque é importante em qualquer faixa etária, então, o casal tem que tentar resgatar esse vínculo de afetividade."

A partir dos 55 anos: enquanto a menopausa traz certos incômodos no aspecto sexual da mulher, como a perda da lubrificação, dores e desconforto, a maturidade também traz coisas boas. "Com o passar do tempo, a tendência é que a mulher aprenda a chegar à sensação de prazer mais rapidamente", afirma Margareth.

Anelo lembra também que, com o passar dos anos, a mulher passa a ter um entendimento maior do próprio corpo: "o que faz com que ela passe a direcionar o toque e o carinho do parceiro com mais facilidade."

O especialista acredita que a vida sexual pode ser prolongada por muitos anos, contrariando quem acha que sexo é só para os jovens. "A própria mídia reforça este conceito de que a não existe vida sexual na velhice".

Ele afirma que é preciso quebrar este paradigma e partir em busca de hábitos saudáveis em nome de uma sexualidade bem resolvida: redução do tabagismo e do álcool e uma dieta rica em cálcio são alguns dos fatores positivos que influenciam essa meta.

Além disso, as atividades físicas são fundamentais. "A atividade aeróbica, como caminhada e hidroginástica, faz com que a mulher perca massa gorda. Já a anaeróbica a ajuda a ganhar massa muscular e combater a osteoporose."

A ideia é que a mulher mantenha o nível de autoestima elevado, outro fator imprescindível para uma vida sexual saudável. "Para nos relacionarmos, é preciso gostar de nós mesmos. A partir do momento em que a mulher passa a gostar do corpo dela, ela vai entender que tem um poder de sedução e terá vontade de se relacionar independentemente da idade."

A verdade sobre o sexo e os jovens na geração atual

Não é preciso ser nenhum gênio para saber que a geração de hoje é muito mais avançada do que a passada – incluindo no sexo.

Então, se eles já não estão contentes com mais nada, e querem sempre mais, o que será do sexo daqui para frente? Tem que quebrar tabus, avançar a linha, para ser excitante? E agora que quase todos os tabus já foram quebrados, as pessoas com menos de 40 anos vão perder o interesse no sexo?

Erica Jong, que escreve sobre sexo, diz que em toda parte há sinais de que o ato tenha perdido seu “frisson” de liberdade. O sexo é menos picante quando não é proibido? O sexo em si pode não ter morrido, é claro, mas parece que a paixão sexual está quase.

É exagero dizer que a sociedade já não tem mais como avançar em matéria de sexo e perdeu o “frisson” por ele? O texto de Erica possui alguns críticos, como a escritora Erin Gloria Ryan, que acusa Erica de focar no pessoal de meia-idade, não nos jovens reais, e ignorar a descoberta de uma geração totalmente nova e fascinada pelo sexo.

Também, a escritora Tracy Clark-Flory chama o texto de Jong de apenas o mais recente em uma longa história de argumentos sobre como o sexo está sendo corrompido ou destruído.

Porém, há algo que Erica fala que deve ser levado em consideração. Ela não é a primeira a notar que casais – e mesmo solteiros – de todas as gerações encontram-se em uma espécie de “estagnação sexual”, perseguindo uma nova emoção, porque a última tinha se tornado entediante.

Agora que a grande nuvem digital proporciona todas as possíveis combinações eróticas, qual o próximo tabu que alguém deve quebrar, além de um tipo de rejeição desafiadora da exploração sexual?

As preocupações de Erica Jong podem ser corretas, mas ela está errada em algo: não há nenhuma “reação contra o sexo”, pelo menos não geral. Mulheres jovens não estão virando as costas para o sexo, mas se estão tendo prazer é outra história – será que estão encontrando a emoção estremecedora que costumavam ter ou querem ter?

Enquanto o pornô não está tão em alta, a erótica digital e gratuita (muitas vezes retratando os próprios usuários) tornou-se um passatempo padrão. Vendas de brinquedos sexuais continuam a subir e muitos desses compradores têm menos de 40 anos.

Ou seja, não há indicação de que mulheres mais jovens estão fazendo sexo com menos frequência. Mas também é verdade que há nostalgia de um povo com menos de 40 anos de uma época que eles nem viveram.

As pessoas cultuam ídolos que não eram de seu tempo, como Audrey Hepburn e Marlena Dietrich. Meninas de 18 anos dedicam tempo a ver fotos glamourosas de modelos do início dos anos 1960. A stripper retro Dita von Tease é um ícone de estilo mais de uma década depois de ter feito sucesso.

Mulheres jovens não estão rejeitando o sexo; estão desejando o glamour que costumava cercá-lo. Sexo agora está em todos os lugares e “não representa” mais nada. Já se foi a época em que o sexo era grande coisa…

Encontros sexuais sem remorso ou culpa ainda existem, mas as pessoas mais jovens parecem divididas. Elas gostam da liberdade, mas querem as melhores partes de épocas passadas, também. Elas querem que a sedução, a incerteza, a busca, não necessariamente a monogamia missionária; mas luvas brancas, pérolas e flerte com um uísque em um bar interessante não parece muito mais envolvente do que shots de Red Bull e vodka e uma rapidinha no estacionamento?

Há ainda outra coisa a considerar: uma certa quantidade de desilusão com o sexo não é tendência, é biologia. Nossos cérebros são projetados para procurar novidades. A quantidade de novidade que cada um de nós procura depende da nossa própria química. Quando não obtemos novidade o suficiente, ficamos entediados.

A geração sexual de hoje torna possível para todos nós obter qualquer forma de novidade sexual que desejar, a qualquer momento que quiser. Se você trabalhasse em uma sorveteria, e pudesse tomar todo o sorvete que quisesse, o que aconteceria logo no segundo dia de trabalho? Sim, você ia enjoar de sorvete.

Romances eróticos prejudicam vida sexual

Desde sempre que os romances eróticos, com cenas escaldantes de sexo entre um casal desnudado e apaixonado, são uma leitura acessível com um preço apelativo para quem se quer distrair. No entanto, investigadores chamam agora a atenção para o impacto do comportamento dos protagonistas dos contos na vida de um casal real.
De acordo com a psicóloga Susan Quilliam, estas histórias influenciam os erros modernos, tais como o sexo sem protecção, a gravidez não desejada, expectativas demasiado elevadas na vida sexual e amorosa.
No estudo publicado pelo Journal of Family Planning & Reproductive Health Care, Quilliam escreveu que «apenas 11,5% dos romances estudados mencionavam o uso de preservativo, mas nesse cenário, a heroína geralmente recusava a ideia de o usar porque não queria 'barreiras' entre ela e o herói».

Assim, foi possível estabelecer uma correlação entre os leitores mais ávidos por este tipo de literatura e uma atitude negativa em relação ao uso do preservativo.

A autora do estudo assinala que os mais fanáticos destes romances chegam a ler um livro a cada dois dias. Isso deveria ser preocupante, no seu entender, uma vez que a educação sexual de muitas mulheres se traduz em algumas horas em toda a sua vida, pelo que a leitura quotidiana destas novelas podem substituir a fonte de informação sobre sexo e relações para muitas adolescentes, criando falsos estereotipos.

Um dos exemplos presentes nestes livros referido por Quilliam é o facto de nestas histórias o homem salvar a mulher de algum perigo e esta entregar-se absoluta e permanentemente a relações sexuais perfeitas e multiorgásmicas e onde a concepção de um filho é visto como a consolidação da relação amorosa.

Segundo a autora, é importante explicar às mulheres que a sua primeira vez pode não ser completamente perfeita e que a penetração não assegura o orgasmo, embora com «afecto e sentido de humor» as coisas possam melhorar.

Pesquisa revela que homens preferem carinho, enquanto as mulheres querem sexo

Uma pesquisa realizada com casais dos Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Japão e Brasil revelou que os atos de carinho, como beijos e abraços, são mais importantes para os homens que para as mulheres. Os participantes da pesquisa têm de 40 a 70 anos de idade.

O estudo realizado pelo Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana (EUA), entrevistou mais de mil casais de cinco países diferentes, sendo que os casais entrevistados estão juntos entre um e 51 anos, e tem mais, 50% dos casais que responderam essa pesquisa estão juntos pelos últimos 25 anos!

Quando perguntados sobre o grau de felicidade no relacionamento e na vida sexual, os homens que recebem mais beijos e carícias são cinco vezes mais felizes que aqueles que apenas se importam com sexo. Já para as mulheres, a descoberta pode ser mais surpreendente: demonstrações de afeto têm pouquíssimo impacto na sua felicidade.

A vida sexual vai melhorando conforme o tempo tanto para os homens como para as mulheres, mas nos primeiros 15 anos do relacionamento as mulheres estão menos satisfeitas com o sexo que os homens.

“Os primeiros 15 anos de um relacionamento podem ser emocionalmente desgastantes para as mulheres, enquanto elas estão cuidando dos filhos. À medida que os filhos crescem, elas estão sob menos pressão e conseguem aproveitar mais”, afirma Julia Heiman, autora do estudo.

A grande surpresa é essa: os homens ficaram mais felizes e satisfeitos com carinhos, beijos, abraços, e também pelo simples fato de saber que suas companheiras curtiram o sexo e tiveram orgasmos, enquanto as mulheres pouco se importaram com carícias e ficaram felizes com a relação sexual.

Sexo pela manhã faz bem ao humor

Receita infalível para combater o mau humor matinal: sexo antes de levantar. Pesquisadores americanos disseram que fazer amor ao despertar deixa seu dia muito mais animado.


O responsável pela sensação de bem-estar é a liberação da substância oxitocina (ligada ao sentimento de conexão entre o casal), cujos efeitos duram o dia inteiro.


Ótimo incentivo para programar o despertador para dez minutinhos mais cedo. Falta energia? A posição de conchinha é perfeita. Não requer esforço e evita preocupações com o mau hálito matinal, o inchaço dos olhos e o cabelo desarrumado.

Site mostra em um mapa onde você acabou de fazer sexo.

O I Just Made Love faz isso. O serviço usa o mesmo conceito do Foursquare.

A grande maioria das pessoas gosta de fazer sexo, isto é um fato. Tudo bem, tem gente que gosta mais do seu iPad ou prefere ficar 36 horas consecutivas jogando World of Warcraft, mas estas são exceção. Sendo assim, por que não contar pra todo mundo que você fez sexo?

O I Just Made Love faz isso. O serviço usa o mesmo conceito do Foursquare, e você pode fazer um check-in no local onde acabou de ter a relação sexual. O serviço é bem completo, para uma proposta que só serve para divertir. Entre outros detalhes, você pode selecionar o local onde a relação aconteceu (casa, hotel, motel, ao ar livre, dentro do carro e até em um barco), se usou camisinha ou não, se foi a primeira vez e até dar uma nota para a parceira. Tudo de forma anônima.

O serviço usa um mapa do Google para mostrar o termômetro de atividades sexuais nas diferentes regiões do mundo, e permite diversos filtros de busca. Você pode fazer a pesquisa por cidades, bairros, países e continentes. Os check-ins podem ser feitos pelo seu computador ou através de dispositivos móveis, como o iPhone e smartphones Android, via aplicativo.

O mundo da tecnologia se divide em dois grupos distintos. O primeiro grupo é composto pelos desenvolvedores de produtos e serviços que melhoram a nossa vida. Já o segundo se destina a apresentar soluções feitas apenas para nos divertir. E, estranhamente, o segundo grupo tende a ser mais criativo. O I Just Made Love é uma prova disso.

O que falar durante o sexo para aumentar a intimidade e acelerar o orgasmo

Converse com o bonitão durante a transa. Não, não estamos sugerindo uma DR. A ideia é falar (e ouvir) sacanagem. "Se os dois curtirem, esse estímulo pode acelerar o orgasmo", afirma a sexóloga Jussânia Oliveira. Ele nem vai reclamar que você fala demais...

Falar é excitante

Muita gente esquece que existe uma maneira de apimentar os momentos a dois que não exige nenhum apetrecho: uma conversa bem sexy. "Falar sobre sexo antes, durante e depois da relação ajuda a criar intimidade entre o casal e a estreitar o relacionamento, além de tornar a transa mais divertida e lúdica", diz a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello. O segredo é que vocês dois estejam de acordo sobre o tema e as palavras. Assim, ninguém sai do quarto ofendido - pelo contrário!

Sua introdução

Apesar de as mulheres estarem mais desinibidas hoje em dia, algumas ainda são conservadoras na hora de abrir a boca. É o seu caso? Realizar esse tipo de fantasia com um parceiro fixo é bem mais tranquilo. Criar uma situação e se envolver nela também. "Coloque uma lingerie legal e fique na penumbra. Isso ajuda a criar um clima", sugere Carla. A sua imagem vai ajudar que ele mesmo solte o verbo e faça um elogio aqui, outro ali. Outra ideia é aproveitar quando seu querido viaja para bater um papo fumegante por telefone, que dá mais liberdade para extravasar. Conforme o clima avançar, passem para uma webcam.

Escolha bem as palavras

"Para começar, prefira conteúdos relacionados à atividade sexual aos pessoais", recomenda Jussânia. Por exemplo: em vez de pedir que ele a chame por algo mais forte, pergunte o que ele quer que você faça. É um jeito de mostrar que está a fim de falar. Repetir as palavras que ele mesmo disser vai ajudar a destravar a língua. "E você também pode ler livros eróticos para aperfeiçoar o vocabulário."

A desinibida

Você estava acostumada a recitar um repertório de baixarias com seu namorado, mas agora está sozinha no mercado. É o primeiro encontro com um novo pretê e deu vontade de falar? Vá pelas beiradas e preste atenção nos sinais que ele passa para não acabar com a noite. "Fique atenta ao jeito como ele a pega para beijar", diz Jussânia. Fale algo picante e veja a reação. E, claro, respeite seus limites. Se ele se empolgar demais e achar que você é a Bruna Surfistinha, há o risco de, em vez de aumentar a excitação, você acabar perdendo o tesão

Cientistas sabem o que é que querem as mulheres

O que é realmente importante para as mulheres na cama?

Não só os homens mas também os cientistas têm procurado uma resposta para esta pergunta. Há uma infinidade de opiniões diferentes de ambos os sexos. Os autores de um novo livro, famosos neurologistas americanos, argumentam que o mecanismo do desejo sexual de mulheres e homens é muito diferente.

Em um livro recém lançado nos EUA com o título " Um bilhão de maus pensamentos" (A Billion Wicked Thoughts), os famosos cientistas, os neurologistas Ogi Ogas e Sai Gaddam argumentam que o cérebro feminino é muito mais complexo do que o de um homem quando se trata da escolha de um parceiro sexual. Para suas descobertas, eles usaram os dados estatísticos de bilhões de consultas relacionadas ao sexo do motor de busca Dogpile, que combina resultados de pesquisa de Google, Yahoo e Bing, sua própria experiência na sexologia e psicologia, bem como as mais recentes evidências científicas sobre as diferenças da atividade cerebral masculina e feminina.

Todo mundo tem um sistema de alarme ligado a partes específicas do cérebro, que analisa os sinais e dá um comando para responder. Sistema de sinalização sexual masculina é mais visual, portanto, os homens obtêm prazer visando o orgasmo de mulher, de que muitas mulheres estão bem cientes e, portanto, simulam-no. Segundo os cientistas o cérebro feminino funciona como uma "agência de detectives", examinando e repetidamente calculando todas as qualidades de um parceiro para determinar se o homem merece sua atenção. "A mulher quer saber se haverá uma próxima vez, se o homem é responsável, e se ele vai voltar para ela", disse Ogas em uma entrevista a CNN.

Outra diferença, segundo os cientistas, é que para o cérebro masculino lançar o desejo sexual, é preciso apenas um sinal visual. As mulheres devem analisar uma combinação de elementos, e têm que envolver significativamente mais áreas do cérebro. Fazia sentido a partir de uma perspectiva evolutiva. No início da Humanidade a boa escolha do homem assegurava a sobrevivência das crianças. A mulher precisava de mais tempo para se certificar de que ele não seria cruel, infiel, ou negligente, que ele será capaz de protegê-la e seus filhos. A longo prazo, uma fêmea exigente sempre ganhou.

O "software" embutido nas áreas do cérebro responsáveis pela libido também é importante. A este respeito os homens são simples também. Cérebro masculino é "projetado" de modo que qualquer imagem visual ou tátil pode causar excitação. Pode ser um certo tipo de sapato ou pé, ou cheiro. Os homens formam um conjunto de fetiches que liga seu "botão" sexual. E só muitas poucas mulheres têm um fetiche e, geralmente, é uma história, ou um tema romântico, ou estrela de cinema.

"Desejo sexual masculino é gerido por um interruptor, enquanto que no sexo feminino é controlado por um conjunto de botões, semelhante ao que está na cabine do Air Force F-1", comentou Gaddam. Ogas brincou que erótica do homem é individual, enquanto a de mulheres — social. Ele explicou que os homens, por exemplo, preferem assistir à pornografia na solidão, e as mulheres em redes sociais muitas vezes trocam de fofocas sobre a vida privada dos seus ídolos, e lêem mais histórias eróticas, em vez de assistir à pornografia.

Os autores dão a descrição dos interesses para compará-los a partir de um site de namoro. Um homem escreve: cheerleaders em faculdades, cheerleaders do Havaí, belas garotas de biquíni, as garotas bronzeadas de biquíni, fotos nua, aconselhamento cristão na contenção da luxúria. Uma mulher escreve: Orlando Bloom, histórias de vampiros, vestidos da Cinderela, fofocas sobre Orlando Bloom, Legolas e erotismo heterossexual. Interesses do homem aqui são claros, pragmáticos e transparentes, enquanto a mulher fantasia sobre Orlando Bloom e sua personagem de "O Senhor dos Anéis" — Legolas.

Com base da análise de perfis de usuário em sites de pornografia, os pesquisadores descobriram que muito mais escasso público feminino consiste principalmente em "socialmente agressivas" aventureiras, normalmente propensas à relações bissexuais.

Os homens preferem continuar a ver a pornografia envolvendo mulheres jovens, mas há um aumento significativo na demanda de vídeos envolvendo mulheres com idade entre 40, 50 e 60. Isto sugere que os homens modernos considerem as mulheres "de idade" mais atraentes. Os autores explicam o fato de que as mulheres maduras cuidem melhor de si mesmas, têm maior auto-estima e não hesitam em enviar sinais visuais para os homens.

Os cientistas também argumentam que é quase impossível inventar uma droga para aumentar libido feminino semelhante a Viagra. "Sistema sexual" feminina funciona de forma independente em dois níveis — físico e mental. Ela pode estar pronta fisicamente, mas ao mesmo tempo mentalmente "desligada".

Este estudo pode levar a uma conclusão muito importante — por incrível que pareça, em termos de interação sexual homens são mais gerenciáveis ​​e previsíveis do que as mulheres. Afinal, para transformar um homem é suficiente empurrar um botão, enquanto que com as mulheres é uma história completamente diferente. Para transformá-las envolvem-se muitos fatores, alguns dos quais os homens desconhecem. É por isso que as mulheres ainda permanecem um mistério para os homens.

Sexo na rua é bom: partilhe e conheça os locais ideais para rapidinhas

O site Lovingplaces.com dá-lhe a localização de mais de 7 mil locais em 37 países para fazer amor fora de casa.
Em Portugal já há 209, de norte a sul.
Sexo. Sexo ao ar livre. Sexo. Agora que temos a atenção do caro leitor, passamos a explicar do que se trata. Não se preocupe, não foi uma mera armadilha para que nos desse atenção: este texto é mesmo sobre sexo. Na verdade, sobre sítios ideais para a prática do amor fora de portas, experimentados e recomendados por pessoas de todo o mundo.

Chama-se Lovingplaces.com e com a ajuda do Google Maps é possível encontrar bons locais para sexo rápido e urgente. Não se esqueça que provavelmente o fará ao ar livre ou dentro do carro - óleos de massagem e velas estão fora de questão.

Neste site não só é possível descobrir locais como adicionar os que quiser (e que já tenha experimentado), com comentários para que os casais depois de si saibam exactamente o que os espera. Mirones, ladrões, ar fresco, ervas venenosas ou observações tão pirosas como "dá para ver todas as estrelas do céu" ou "tem uma vista linda para o mar". Depende de cada um. Cada lugar pode ter um comentário de quem experimentou, grau de privacidade e paisagem.

Como se isso não bastasse, o site disponibiliza a aplicação para iPhone e Android, para que possa decidir para onde ir mesmo em cima do acontecimento. Se não for o orgulhoso dono de nenhum destes objectos, não se preocupe: o loving places também tem Twitter, para que esteja sempre a par das últimas descobertas geográfico-sexuais.

Este site é baseado no espanhol Mis Picaderos, que conseguiu que Espanha tenha já uns redondos 7180 locais para sexo fora de casa.

São 7975 locais em 37 países diferentes. Portugal está em segundo lugar, com 209 sítios. Seja o 210.o e partilhe com os restantes utilizadores aquela clareira tão linda onde quase foi apanhado pela polícia em posições constrangedoras.

http://www.lovingplaces.com/

Sexo com pessoas do mesmo sexo

Uma geração de mulheres e homens enxerga as experiências eróticas como algo mais fluido, menos delimitado. Sem culpa (e também sem alarde), eles se entregam a relações com alguém do mesmo sexo – podendo voltar ao universo hétero no momento seguinte, até casando e tendo filhos.

Pode parecer moderninho demais, um comportamento de gueto, algo distante da nossa realidade. Nem tanto assim. Se você perguntar a amigos na faixa dos 20 aos 35 anos sobre relações eróticas entre iguais vai notar que homens e mulheres estão transitando mais livremente entre os sexos. Haverá quem diga que nunca manteve relação homossexual, mas já pensou em experimentar. Outros admitirão que trocaram carícias intensas com alguém do mesmo sexo sem que isso significasse uma mudança na orientação sexual. Estamos falando de adultos que, sem culpa ou juízo de valores, se permitem fazer o teste e repetir a dose. São bissexuais? Não necessariamente, dizem os especialistas.

A bissexualidade estaria ganhando novas faces? Essas e outras perguntas aguçam o debate e ajudam a entender que há uma tendência se consolidando. “Como hoje não é mais um bicho de sete cabeças se declarar homossexual, a sociedade está mais tolerante e as pessoas se permitem conhecer o desconhecido, o que é saudável”, diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade.

A naturalidade é maior para falar no assunto e também na busca do par. A mulher se dispõe mais do que o homem à nova experiência. Faz isso sem alarde, porque não precisa se autoafirmar como os adolescentes que se engalfinham no shopping, garotos com garotos. Mas por que elas querem ter prazer em companhia feminina? Solidão? Há menos homens disponíveis? Eles estariam tão acuados, por questões sociais e emocionais, a ponto de ter a masculinidade balançada, e com pouco apetite? Nada disso. “Uma pessoa não deseja outra do mesmo sexo só por estar carente ou desiludida com o oposto. A descoberta surge com a oportunidade e advém da maturi dade”, diz Maria Helena.

A explicação para a investida nessa sea ra está ligada, segundo ela, à queda do pre conceito. Quando ele diminui ou sai da jogada, rompem-se barreiras internas. Tudo fica mais fácil; a aceitação é maior. Uma mulher que revela desejo a outra já não espera ser julgada, mesmo que não seja correspondida.

“Mulheres têm um histórico de companheirismo e carinho, o que contribui para que essas relações aconteçam”, afirma o sexólogo e apresentador de TV Jairo Bouer. Amigas viajam juntas, divertem-se, trocam confidências, associam-se na compra de bens durá veis e às vezes dividem o namorado. No meio de tanta par ceria, po dem descobrir que se completam num patamar além do convencional. “É algo normal, sempre existiu. O que mu dou foi a coragem da sociedade para encarar o tema e se arriscar”, diz o psiquiatra Alexandre Saadeh, profes sor da PUC de São Paulo.

Ele lembra que, quando existiam colégios internos só de meninos ou de meninas, era comum a iniciação com alguém do mesmo sexo. De pois, nunca mais tocavam no assunto, um motivo de ver gonha. “Hoje, a experimentação ocorre mais tarde.”  

Pesquisador afirma: trocar compras por sexo ajuda a economizar

Economizar dinheiro quase sempre está associado a viver com menos qualidade e diversão. E é essa uma das razões pelas quais muita gente acaba gastando mais do que pode.

Um livro lançado pela editora Saraiva, "As 100 melhores ideias para gastar com inteligência", propõe soluções que pretendem superar essa contradição. O autor, o britânico Richard Templar, deu o subtítulo "Como gastar menos sem parecer pão-duro", numa tentativa de mostrar que a vida pode ser boa mesmo com cortes no orçamento.

Entre as dicas, ele lembra que uma pechincha de R$ 50 não é uma pechincha se você não precisa mesmo do produto. Serão apenas R$ 50 a mais de seu orçamento que vai gastar sem necessidade.

Outra sugestão é ficar algumas noites sem ir à balada. Mas ninguém quer ficar em casa e sem vida social. Templar sugere que convide os amigos, prepare bebidas, peça que cada um leve algo para comer. Assistam a um jogo de futebol ou à final de um reality show. Revezem as casas, para mudar o cenário.

Richard Templar escreveu diversos livros de desenvolvimento pessoal e profissional, baseado no comportamento humano. Com mais de 30 anos de experiência no mundo dos negócios, desempenhou funções de gestão em muitas empresas.

"As 100 melhores ideias para gastar com inteligência"
Ricard Templar