Sexo de verão

O ingresso da primavera determina a desfolhada das várias camadas de vestuário, acumuladas pelo inverno na defesa das intempéries, e tal e qual como sucede com a eliminação das folhas da camisa que protege a espiga de milho. Releve-se o que nisto se contém de excessivamente simbólico, e atente-se no que se manifesta de mais significativo. Coincidindo com o período do ano em que se precipita a multiplicação das espécies, este despojamento de vestes prossegue em ritmo crescente até ao pino do Estio, atingindo o apogeu na quadra balnear que por convenção se inicia agora, e que se prolonga até à entrada do outono.

A sensatez aconselha porém a que, motivada pelo afã de mostrar os seus encantos, a massa humana não se atreva em demasia a reduzir as áreas cobertas do físico. Algumas beldades nórdicas, geneticamente amplas de envergadura, preparando-se para o achamento em férias do mítico latin lover, correram já aos ginásios desde princípios de março, a fim de desbastar as suas banhas. A essas, e de modo muito particular, se recomenda a modéstia na exposição ao sol meridional de amplas regiões da anatomia que lhes cabe, não vá exprimir-se em zero, ou quando muito na conquista de um caquético desdentado, a sua venatória empresa de amazonas.

Sendo o erotismo, já o deveríamos ter aprendido, a distância entre dois corpos, espanta como através da oferta sem limites se convertem os candidatos ao cumprimento do preceituado no Kama Sutra, ou à pura performance essencial, em vítimas dos seus exageros. E já não se fala da abundância de refegos, nem da profusão de ossos, mas daquela simples exibição que transforma num ápice o desejo, sentimento apontado ao infinito, na posse que, sabendo a verdade, em suma se torna escassamente divertida.

Lembramo-nos da anedota dos dois maluquinhos, fugidos do manicómio, que se abeiram de um campo de nudistas. Trepa um deles aos ombros do outro, encarregado de reportar o que se descortina para além do alto muro. E à pergunta do de baixo, "O que vês?, homens ou mulheres?", responde o vigia no maior dos desapontamentos, "Como queres tu que eu perceba?, estão todos nus!".

Mário Cláudio

Sexualidade feminina: entenda transformações trazidas pela maturidade

A forma como a mulher lida com a sua sexualidade muda com a maturidade
Primeiro, elas odeiam os meninos, depois, passam a querer conquistá-los. Aí vem a fase das descobertas, da busca pelo prazer e, finalmente, a maternidade. Com a chegada da menopausa, outra quebra: a mulher passa a ter milhares de questionamentos e, com isso, acaba tendo que reaprender a lidar com sua vida sexual.

Diferentemente dos homens, que não sofrem grandes alterações hormonais ao longo da vida, as mulheres enfrentam mudanças biológicas drásticas com o passar dos anos, o que, fatalmente, impacta sua sexualidade e a forma como lida com o parceiro.
Confira algumas destas transformações e veja também o que os especialistas indicam para que a mulher tenha uma relação saudável com o próprio corpo, em busca do prazer em todas as fases da vida.

Dos 15 a 25 anos: segundo Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta sexual e de casais do instituto H. Ellis, essa é a fase em que a mulher tem mudanças significativas no corpo. "Começa até antes dos 15, quando ela sai de um corpo infantil para um corpo de mulher. É um período de adaptação, que coincide com a fase de descoberta, em que ela vai entender como o corpo responde aos estímulos sexuais."
Ela explica que, como todo início, essa fase é marcada pela adaptação. "Juntos, os parceiros devem buscar como conduzir o outro para terem mais prazer na intimidade", explica.

O sexólogo e ginecologista obstetra do Hospital e maternidade São Luiz, Francisco Carlos Anelo, reforça que essa mudança já começa a partir da primeira menstruação, e lembra que, preferencialmente, a iniciação sexual deve ser marcada pela afetividade. "O mais indicado, neste sentido, é que ela tenha um vínculo com o parceiro, pois isso demonstra respeito pelo próprio corpo."

Ele enfatiza que a mulher que inicia a vida sexual de forma desregrada, corre mais riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis ou engravidar precocemente. Segundo ele, as estatísticas mostram que adolescentes que ficam grávidas cedo tendem a repetir o erro e acabam gerando filhos indesejados.

Dos 25 a 35 anos: de acordo com a observação clínica da terapeuta Margareth, essa é a fase que, de um modo geral, a mulher começa a sentir a necessidade de viver a da maternidade. Além disso, a mulher passa a experimentar novidades em outros aspectos da vida, especialmente no trabalho ou na estrutura familiar - geralmente, quando sai de casa e passa a dividir o teto com outro alguém.
Para Margareth, a palavra de ordem para manter a vida sexual em dia é "administrar o tempo": "ela precisa dar conta de todos os papeis que passa a exercer na vida, e é fundamental que aprenda a preservar um tempo para a intimidade com o parceiro.

Sobre a questão da maternidade, Anelo lembra que o casal pode vivenciar uma redução da atividade sexual em nome das atribuições que um bebê traz à rotina. "O homem tem que entender que, mesmo que a mulher não queira ter relação, ela precisa de carinho, é um momento feliz, pois ela provavelmente está grávida do homem que ama". Ele recomenda que os casais não deixem de namorar nessa fase, ainda que os beijos não evoluam para uma relação sexual, apenas para manter a chama acesa.

Dos 35 a 45 anos: é nessa fase que começa a queda lenta e gradual dos níveis de hormônios sexuais femininos, que culmina com o fim do ciclo menstrual, cessando a capacidade de reprodução. "A partir dos 40 anos, ela já não ovula com intensidade e tem a diminuição dos hormônios, o que faz com ela possa ter uma perda grande da libido", explica Anelo.
As transformações do corpo também começam a ficar mais evidentes: "começam as primeiras rugas, cabelos brancos", lembra Margareth. "Ela tem que aprender a enxergar que isso não tira o seu poder de sedução, que ela pode sim fazer com que seu corpo responda de forma sensual ao seu parceiro", reforça.
A especialista indica também que a mulher busque orientação psicológica para que consiga vencer todos os novos desafios que a idade impõe, atravessando essa fase de mudanças da maneira mais confortável possível.

Dos 45 a 55 anos: o início da menopausa varia muito de mulher para mulher, mas Margareth afirma que o período de maior incidência é entre os 48 e 52 anos. Calores, alterações hormonais e um longo período de questionamento psicológico se iniciam. "Muitas mulheres sofrem, pois relacionam isso à uma perda de um símbolo relacionado ao feminino - a capacidade de se reproduzir, quando na verdade ela pode enxergar isso como uma fase de maior liberdade", observa.
Ela acredita que as mudanças só podem comprometer a sexualidade feminina quando a mulher deixa de buscar orientação, seja de ordem física ou emocional.

Anelo explica que, com a chegada da última menstruação, a mulher sofre um luto, ou seja, uma perda que deve ser trabalhada. "Ela percebe que está envelhecendo", pontua. A dica, neste sentido, é buscar reacender o calor sexual por meio do carinho. "Muitas vezes o casal não tem tempo para se beijar, e, com isso, diminui a freqüência sexual. O toque é importante em qualquer faixa etária, então, o casal tem que tentar resgatar esse vínculo de afetividade."

A partir dos 55 anos: enquanto a menopausa traz certos incômodos no aspecto sexual da mulher, como a perda da lubrificação, dores e desconforto, a maturidade também traz coisas boas. "Com o passar do tempo, a tendência é que a mulher aprenda a chegar à sensação de prazer mais rapidamente", afirma Margareth.

Anelo lembra também que, com o passar dos anos, a mulher passa a ter um entendimento maior do próprio corpo: "o que faz com que ela passe a direcionar o toque e o carinho do parceiro com mais facilidade."

O especialista acredita que a vida sexual pode ser prolongada por muitos anos, contrariando quem acha que sexo é só para os jovens. "A própria mídia reforça este conceito de que a não existe vida sexual na velhice".

Ele afirma que é preciso quebrar este paradigma e partir em busca de hábitos saudáveis em nome de uma sexualidade bem resolvida: redução do tabagismo e do álcool e uma dieta rica em cálcio são alguns dos fatores positivos que influenciam essa meta.

Além disso, as atividades físicas são fundamentais. "A atividade aeróbica, como caminhada e hidroginástica, faz com que a mulher perca massa gorda. Já a anaeróbica a ajuda a ganhar massa muscular e combater a osteoporose."

A ideia é que a mulher mantenha o nível de autoestima elevado, outro fator imprescindível para uma vida sexual saudável. "Para nos relacionarmos, é preciso gostar de nós mesmos. A partir do momento em que a mulher passa a gostar do corpo dela, ela vai entender que tem um poder de sedução e terá vontade de se relacionar independentemente da idade."

A verdade sobre o sexo e os jovens na geração atual

Não é preciso ser nenhum gênio para saber que a geração de hoje é muito mais avançada do que a passada – incluindo no sexo.

Então, se eles já não estão contentes com mais nada, e querem sempre mais, o que será do sexo daqui para frente? Tem que quebrar tabus, avançar a linha, para ser excitante? E agora que quase todos os tabus já foram quebrados, as pessoas com menos de 40 anos vão perder o interesse no sexo?

Erica Jong, que escreve sobre sexo, diz que em toda parte há sinais de que o ato tenha perdido seu “frisson” de liberdade. O sexo é menos picante quando não é proibido? O sexo em si pode não ter morrido, é claro, mas parece que a paixão sexual está quase.

É exagero dizer que a sociedade já não tem mais como avançar em matéria de sexo e perdeu o “frisson” por ele? O texto de Erica possui alguns críticos, como a escritora Erin Gloria Ryan, que acusa Erica de focar no pessoal de meia-idade, não nos jovens reais, e ignorar a descoberta de uma geração totalmente nova e fascinada pelo sexo.

Também, a escritora Tracy Clark-Flory chama o texto de Jong de apenas o mais recente em uma longa história de argumentos sobre como o sexo está sendo corrompido ou destruído.

Porém, há algo que Erica fala que deve ser levado em consideração. Ela não é a primeira a notar que casais – e mesmo solteiros – de todas as gerações encontram-se em uma espécie de “estagnação sexual”, perseguindo uma nova emoção, porque a última tinha se tornado entediante.

Agora que a grande nuvem digital proporciona todas as possíveis combinações eróticas, qual o próximo tabu que alguém deve quebrar, além de um tipo de rejeição desafiadora da exploração sexual?

As preocupações de Erica Jong podem ser corretas, mas ela está errada em algo: não há nenhuma “reação contra o sexo”, pelo menos não geral. Mulheres jovens não estão virando as costas para o sexo, mas se estão tendo prazer é outra história – será que estão encontrando a emoção estremecedora que costumavam ter ou querem ter?

Enquanto o pornô não está tão em alta, a erótica digital e gratuita (muitas vezes retratando os próprios usuários) tornou-se um passatempo padrão. Vendas de brinquedos sexuais continuam a subir e muitos desses compradores têm menos de 40 anos.

Ou seja, não há indicação de que mulheres mais jovens estão fazendo sexo com menos frequência. Mas também é verdade que há nostalgia de um povo com menos de 40 anos de uma época que eles nem viveram.

As pessoas cultuam ídolos que não eram de seu tempo, como Audrey Hepburn e Marlena Dietrich. Meninas de 18 anos dedicam tempo a ver fotos glamourosas de modelos do início dos anos 1960. A stripper retro Dita von Tease é um ícone de estilo mais de uma década depois de ter feito sucesso.

Mulheres jovens não estão rejeitando o sexo; estão desejando o glamour que costumava cercá-lo. Sexo agora está em todos os lugares e “não representa” mais nada. Já se foi a época em que o sexo era grande coisa…

Encontros sexuais sem remorso ou culpa ainda existem, mas as pessoas mais jovens parecem divididas. Elas gostam da liberdade, mas querem as melhores partes de épocas passadas, também. Elas querem que a sedução, a incerteza, a busca, não necessariamente a monogamia missionária; mas luvas brancas, pérolas e flerte com um uísque em um bar interessante não parece muito mais envolvente do que shots de Red Bull e vodka e uma rapidinha no estacionamento?

Há ainda outra coisa a considerar: uma certa quantidade de desilusão com o sexo não é tendência, é biologia. Nossos cérebros são projetados para procurar novidades. A quantidade de novidade que cada um de nós procura depende da nossa própria química. Quando não obtemos novidade o suficiente, ficamos entediados.

A geração sexual de hoje torna possível para todos nós obter qualquer forma de novidade sexual que desejar, a qualquer momento que quiser. Se você trabalhasse em uma sorveteria, e pudesse tomar todo o sorvete que quisesse, o que aconteceria logo no segundo dia de trabalho? Sim, você ia enjoar de sorvete.

Romances eróticos prejudicam vida sexual

Desde sempre que os romances eróticos, com cenas escaldantes de sexo entre um casal desnudado e apaixonado, são uma leitura acessível com um preço apelativo para quem se quer distrair. No entanto, investigadores chamam agora a atenção para o impacto do comportamento dos protagonistas dos contos na vida de um casal real.
De acordo com a psicóloga Susan Quilliam, estas histórias influenciam os erros modernos, tais como o sexo sem protecção, a gravidez não desejada, expectativas demasiado elevadas na vida sexual e amorosa.
No estudo publicado pelo Journal of Family Planning & Reproductive Health Care, Quilliam escreveu que «apenas 11,5% dos romances estudados mencionavam o uso de preservativo, mas nesse cenário, a heroína geralmente recusava a ideia de o usar porque não queria 'barreiras' entre ela e o herói».

Assim, foi possível estabelecer uma correlação entre os leitores mais ávidos por este tipo de literatura e uma atitude negativa em relação ao uso do preservativo.

A autora do estudo assinala que os mais fanáticos destes romances chegam a ler um livro a cada dois dias. Isso deveria ser preocupante, no seu entender, uma vez que a educação sexual de muitas mulheres se traduz em algumas horas em toda a sua vida, pelo que a leitura quotidiana destas novelas podem substituir a fonte de informação sobre sexo e relações para muitas adolescentes, criando falsos estereotipos.

Um dos exemplos presentes nestes livros referido por Quilliam é o facto de nestas histórias o homem salvar a mulher de algum perigo e esta entregar-se absoluta e permanentemente a relações sexuais perfeitas e multiorgásmicas e onde a concepção de um filho é visto como a consolidação da relação amorosa.

Segundo a autora, é importante explicar às mulheres que a sua primeira vez pode não ser completamente perfeita e que a penetração não assegura o orgasmo, embora com «afecto e sentido de humor» as coisas possam melhorar.

Pesquisa revela que homens preferem carinho, enquanto as mulheres querem sexo

Uma pesquisa realizada com casais dos Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Japão e Brasil revelou que os atos de carinho, como beijos e abraços, são mais importantes para os homens que para as mulheres. Os participantes da pesquisa têm de 40 a 70 anos de idade.

O estudo realizado pelo Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana (EUA), entrevistou mais de mil casais de cinco países diferentes, sendo que os casais entrevistados estão juntos entre um e 51 anos, e tem mais, 50% dos casais que responderam essa pesquisa estão juntos pelos últimos 25 anos!

Quando perguntados sobre o grau de felicidade no relacionamento e na vida sexual, os homens que recebem mais beijos e carícias são cinco vezes mais felizes que aqueles que apenas se importam com sexo. Já para as mulheres, a descoberta pode ser mais surpreendente: demonstrações de afeto têm pouquíssimo impacto na sua felicidade.

A vida sexual vai melhorando conforme o tempo tanto para os homens como para as mulheres, mas nos primeiros 15 anos do relacionamento as mulheres estão menos satisfeitas com o sexo que os homens.

“Os primeiros 15 anos de um relacionamento podem ser emocionalmente desgastantes para as mulheres, enquanto elas estão cuidando dos filhos. À medida que os filhos crescem, elas estão sob menos pressão e conseguem aproveitar mais”, afirma Julia Heiman, autora do estudo.

A grande surpresa é essa: os homens ficaram mais felizes e satisfeitos com carinhos, beijos, abraços, e também pelo simples fato de saber que suas companheiras curtiram o sexo e tiveram orgasmos, enquanto as mulheres pouco se importaram com carícias e ficaram felizes com a relação sexual.

Sexo pela manhã faz bem ao humor

Receita infalível para combater o mau humor matinal: sexo antes de levantar. Pesquisadores americanos disseram que fazer amor ao despertar deixa seu dia muito mais animado.


O responsável pela sensação de bem-estar é a liberação da substância oxitocina (ligada ao sentimento de conexão entre o casal), cujos efeitos duram o dia inteiro.


Ótimo incentivo para programar o despertador para dez minutinhos mais cedo. Falta energia? A posição de conchinha é perfeita. Não requer esforço e evita preocupações com o mau hálito matinal, o inchaço dos olhos e o cabelo desarrumado.

Site mostra em um mapa onde você acabou de fazer sexo.

O I Just Made Love faz isso. O serviço usa o mesmo conceito do Foursquare.

A grande maioria das pessoas gosta de fazer sexo, isto é um fato. Tudo bem, tem gente que gosta mais do seu iPad ou prefere ficar 36 horas consecutivas jogando World of Warcraft, mas estas são exceção. Sendo assim, por que não contar pra todo mundo que você fez sexo?

O I Just Made Love faz isso. O serviço usa o mesmo conceito do Foursquare, e você pode fazer um check-in no local onde acabou de ter a relação sexual. O serviço é bem completo, para uma proposta que só serve para divertir. Entre outros detalhes, você pode selecionar o local onde a relação aconteceu (casa, hotel, motel, ao ar livre, dentro do carro e até em um barco), se usou camisinha ou não, se foi a primeira vez e até dar uma nota para a parceira. Tudo de forma anônima.

O serviço usa um mapa do Google para mostrar o termômetro de atividades sexuais nas diferentes regiões do mundo, e permite diversos filtros de busca. Você pode fazer a pesquisa por cidades, bairros, países e continentes. Os check-ins podem ser feitos pelo seu computador ou através de dispositivos móveis, como o iPhone e smartphones Android, via aplicativo.

O mundo da tecnologia se divide em dois grupos distintos. O primeiro grupo é composto pelos desenvolvedores de produtos e serviços que melhoram a nossa vida. Já o segundo se destina a apresentar soluções feitas apenas para nos divertir. E, estranhamente, o segundo grupo tende a ser mais criativo. O I Just Made Love é uma prova disso.

O que falar durante o sexo para aumentar a intimidade e acelerar o orgasmo

Converse com o bonitão durante a transa. Não, não estamos sugerindo uma DR. A ideia é falar (e ouvir) sacanagem. "Se os dois curtirem, esse estímulo pode acelerar o orgasmo", afirma a sexóloga Jussânia Oliveira. Ele nem vai reclamar que você fala demais...

Falar é excitante

Muita gente esquece que existe uma maneira de apimentar os momentos a dois que não exige nenhum apetrecho: uma conversa bem sexy. "Falar sobre sexo antes, durante e depois da relação ajuda a criar intimidade entre o casal e a estreitar o relacionamento, além de tornar a transa mais divertida e lúdica", diz a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello. O segredo é que vocês dois estejam de acordo sobre o tema e as palavras. Assim, ninguém sai do quarto ofendido - pelo contrário!

Sua introdução

Apesar de as mulheres estarem mais desinibidas hoje em dia, algumas ainda são conservadoras na hora de abrir a boca. É o seu caso? Realizar esse tipo de fantasia com um parceiro fixo é bem mais tranquilo. Criar uma situação e se envolver nela também. "Coloque uma lingerie legal e fique na penumbra. Isso ajuda a criar um clima", sugere Carla. A sua imagem vai ajudar que ele mesmo solte o verbo e faça um elogio aqui, outro ali. Outra ideia é aproveitar quando seu querido viaja para bater um papo fumegante por telefone, que dá mais liberdade para extravasar. Conforme o clima avançar, passem para uma webcam.

Escolha bem as palavras

"Para começar, prefira conteúdos relacionados à atividade sexual aos pessoais", recomenda Jussânia. Por exemplo: em vez de pedir que ele a chame por algo mais forte, pergunte o que ele quer que você faça. É um jeito de mostrar que está a fim de falar. Repetir as palavras que ele mesmo disser vai ajudar a destravar a língua. "E você também pode ler livros eróticos para aperfeiçoar o vocabulário."

A desinibida

Você estava acostumada a recitar um repertório de baixarias com seu namorado, mas agora está sozinha no mercado. É o primeiro encontro com um novo pretê e deu vontade de falar? Vá pelas beiradas e preste atenção nos sinais que ele passa para não acabar com a noite. "Fique atenta ao jeito como ele a pega para beijar", diz Jussânia. Fale algo picante e veja a reação. E, claro, respeite seus limites. Se ele se empolgar demais e achar que você é a Bruna Surfistinha, há o risco de, em vez de aumentar a excitação, você acabar perdendo o tesão

Cientistas sabem o que é que querem as mulheres

O que é realmente importante para as mulheres na cama?

Não só os homens mas também os cientistas têm procurado uma resposta para esta pergunta. Há uma infinidade de opiniões diferentes de ambos os sexos. Os autores de um novo livro, famosos neurologistas americanos, argumentam que o mecanismo do desejo sexual de mulheres e homens é muito diferente.

Em um livro recém lançado nos EUA com o título " Um bilhão de maus pensamentos" (A Billion Wicked Thoughts), os famosos cientistas, os neurologistas Ogi Ogas e Sai Gaddam argumentam que o cérebro feminino é muito mais complexo do que o de um homem quando se trata da escolha de um parceiro sexual. Para suas descobertas, eles usaram os dados estatísticos de bilhões de consultas relacionadas ao sexo do motor de busca Dogpile, que combina resultados de pesquisa de Google, Yahoo e Bing, sua própria experiência na sexologia e psicologia, bem como as mais recentes evidências científicas sobre as diferenças da atividade cerebral masculina e feminina.

Todo mundo tem um sistema de alarme ligado a partes específicas do cérebro, que analisa os sinais e dá um comando para responder. Sistema de sinalização sexual masculina é mais visual, portanto, os homens obtêm prazer visando o orgasmo de mulher, de que muitas mulheres estão bem cientes e, portanto, simulam-no. Segundo os cientistas o cérebro feminino funciona como uma "agência de detectives", examinando e repetidamente calculando todas as qualidades de um parceiro para determinar se o homem merece sua atenção. "A mulher quer saber se haverá uma próxima vez, se o homem é responsável, e se ele vai voltar para ela", disse Ogas em uma entrevista a CNN.

Outra diferença, segundo os cientistas, é que para o cérebro masculino lançar o desejo sexual, é preciso apenas um sinal visual. As mulheres devem analisar uma combinação de elementos, e têm que envolver significativamente mais áreas do cérebro. Fazia sentido a partir de uma perspectiva evolutiva. No início da Humanidade a boa escolha do homem assegurava a sobrevivência das crianças. A mulher precisava de mais tempo para se certificar de que ele não seria cruel, infiel, ou negligente, que ele será capaz de protegê-la e seus filhos. A longo prazo, uma fêmea exigente sempre ganhou.

O "software" embutido nas áreas do cérebro responsáveis pela libido também é importante. A este respeito os homens são simples também. Cérebro masculino é "projetado" de modo que qualquer imagem visual ou tátil pode causar excitação. Pode ser um certo tipo de sapato ou pé, ou cheiro. Os homens formam um conjunto de fetiches que liga seu "botão" sexual. E só muitas poucas mulheres têm um fetiche e, geralmente, é uma história, ou um tema romântico, ou estrela de cinema.

"Desejo sexual masculino é gerido por um interruptor, enquanto que no sexo feminino é controlado por um conjunto de botões, semelhante ao que está na cabine do Air Force F-1", comentou Gaddam. Ogas brincou que erótica do homem é individual, enquanto a de mulheres — social. Ele explicou que os homens, por exemplo, preferem assistir à pornografia na solidão, e as mulheres em redes sociais muitas vezes trocam de fofocas sobre a vida privada dos seus ídolos, e lêem mais histórias eróticas, em vez de assistir à pornografia.

Os autores dão a descrição dos interesses para compará-los a partir de um site de namoro. Um homem escreve: cheerleaders em faculdades, cheerleaders do Havaí, belas garotas de biquíni, as garotas bronzeadas de biquíni, fotos nua, aconselhamento cristão na contenção da luxúria. Uma mulher escreve: Orlando Bloom, histórias de vampiros, vestidos da Cinderela, fofocas sobre Orlando Bloom, Legolas e erotismo heterossexual. Interesses do homem aqui são claros, pragmáticos e transparentes, enquanto a mulher fantasia sobre Orlando Bloom e sua personagem de "O Senhor dos Anéis" — Legolas.

Com base da análise de perfis de usuário em sites de pornografia, os pesquisadores descobriram que muito mais escasso público feminino consiste principalmente em "socialmente agressivas" aventureiras, normalmente propensas à relações bissexuais.

Os homens preferem continuar a ver a pornografia envolvendo mulheres jovens, mas há um aumento significativo na demanda de vídeos envolvendo mulheres com idade entre 40, 50 e 60. Isto sugere que os homens modernos considerem as mulheres "de idade" mais atraentes. Os autores explicam o fato de que as mulheres maduras cuidem melhor de si mesmas, têm maior auto-estima e não hesitam em enviar sinais visuais para os homens.

Os cientistas também argumentam que é quase impossível inventar uma droga para aumentar libido feminino semelhante a Viagra. "Sistema sexual" feminina funciona de forma independente em dois níveis — físico e mental. Ela pode estar pronta fisicamente, mas ao mesmo tempo mentalmente "desligada".

Este estudo pode levar a uma conclusão muito importante — por incrível que pareça, em termos de interação sexual homens são mais gerenciáveis ​​e previsíveis do que as mulheres. Afinal, para transformar um homem é suficiente empurrar um botão, enquanto que com as mulheres é uma história completamente diferente. Para transformá-las envolvem-se muitos fatores, alguns dos quais os homens desconhecem. É por isso que as mulheres ainda permanecem um mistério para os homens.

Sexo na rua é bom: partilhe e conheça os locais ideais para rapidinhas

O site Lovingplaces.com dá-lhe a localização de mais de 7 mil locais em 37 países para fazer amor fora de casa.
Em Portugal já há 209, de norte a sul.
Sexo. Sexo ao ar livre. Sexo. Agora que temos a atenção do caro leitor, passamos a explicar do que se trata. Não se preocupe, não foi uma mera armadilha para que nos desse atenção: este texto é mesmo sobre sexo. Na verdade, sobre sítios ideais para a prática do amor fora de portas, experimentados e recomendados por pessoas de todo o mundo.

Chama-se Lovingplaces.com e com a ajuda do Google Maps é possível encontrar bons locais para sexo rápido e urgente. Não se esqueça que provavelmente o fará ao ar livre ou dentro do carro - óleos de massagem e velas estão fora de questão.

Neste site não só é possível descobrir locais como adicionar os que quiser (e que já tenha experimentado), com comentários para que os casais depois de si saibam exactamente o que os espera. Mirones, ladrões, ar fresco, ervas venenosas ou observações tão pirosas como "dá para ver todas as estrelas do céu" ou "tem uma vista linda para o mar". Depende de cada um. Cada lugar pode ter um comentário de quem experimentou, grau de privacidade e paisagem.

Como se isso não bastasse, o site disponibiliza a aplicação para iPhone e Android, para que possa decidir para onde ir mesmo em cima do acontecimento. Se não for o orgulhoso dono de nenhum destes objectos, não se preocupe: o loving places também tem Twitter, para que esteja sempre a par das últimas descobertas geográfico-sexuais.

Este site é baseado no espanhol Mis Picaderos, que conseguiu que Espanha tenha já uns redondos 7180 locais para sexo fora de casa.

São 7975 locais em 37 países diferentes. Portugal está em segundo lugar, com 209 sítios. Seja o 210.o e partilhe com os restantes utilizadores aquela clareira tão linda onde quase foi apanhado pela polícia em posições constrangedoras.

http://www.lovingplaces.com/

Sexo com pessoas do mesmo sexo

Uma geração de mulheres e homens enxerga as experiências eróticas como algo mais fluido, menos delimitado. Sem culpa (e também sem alarde), eles se entregam a relações com alguém do mesmo sexo – podendo voltar ao universo hétero no momento seguinte, até casando e tendo filhos.

Pode parecer moderninho demais, um comportamento de gueto, algo distante da nossa realidade. Nem tanto assim. Se você perguntar a amigos na faixa dos 20 aos 35 anos sobre relações eróticas entre iguais vai notar que homens e mulheres estão transitando mais livremente entre os sexos. Haverá quem diga que nunca manteve relação homossexual, mas já pensou em experimentar. Outros admitirão que trocaram carícias intensas com alguém do mesmo sexo sem que isso significasse uma mudança na orientação sexual. Estamos falando de adultos que, sem culpa ou juízo de valores, se permitem fazer o teste e repetir a dose. São bissexuais? Não necessariamente, dizem os especialistas.

A bissexualidade estaria ganhando novas faces? Essas e outras perguntas aguçam o debate e ajudam a entender que há uma tendência se consolidando. “Como hoje não é mais um bicho de sete cabeças se declarar homossexual, a sociedade está mais tolerante e as pessoas se permitem conhecer o desconhecido, o que é saudável”, diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade.

A naturalidade é maior para falar no assunto e também na busca do par. A mulher se dispõe mais do que o homem à nova experiência. Faz isso sem alarde, porque não precisa se autoafirmar como os adolescentes que se engalfinham no shopping, garotos com garotos. Mas por que elas querem ter prazer em companhia feminina? Solidão? Há menos homens disponíveis? Eles estariam tão acuados, por questões sociais e emocionais, a ponto de ter a masculinidade balançada, e com pouco apetite? Nada disso. “Uma pessoa não deseja outra do mesmo sexo só por estar carente ou desiludida com o oposto. A descoberta surge com a oportunidade e advém da maturi dade”, diz Maria Helena.

A explicação para a investida nessa sea ra está ligada, segundo ela, à queda do pre conceito. Quando ele diminui ou sai da jogada, rompem-se barreiras internas. Tudo fica mais fácil; a aceitação é maior. Uma mulher que revela desejo a outra já não espera ser julgada, mesmo que não seja correspondida.

“Mulheres têm um histórico de companheirismo e carinho, o que contribui para que essas relações aconteçam”, afirma o sexólogo e apresentador de TV Jairo Bouer. Amigas viajam juntas, divertem-se, trocam confidências, associam-se na compra de bens durá veis e às vezes dividem o namorado. No meio de tanta par ceria, po dem descobrir que se completam num patamar além do convencional. “É algo normal, sempre existiu. O que mu dou foi a coragem da sociedade para encarar o tema e se arriscar”, diz o psiquiatra Alexandre Saadeh, profes sor da PUC de São Paulo.

Ele lembra que, quando existiam colégios internos só de meninos ou de meninas, era comum a iniciação com alguém do mesmo sexo. De pois, nunca mais tocavam no assunto, um motivo de ver gonha. “Hoje, a experimentação ocorre mais tarde.”  

Pesquisador afirma: trocar compras por sexo ajuda a economizar

Economizar dinheiro quase sempre está associado a viver com menos qualidade e diversão. E é essa uma das razões pelas quais muita gente acaba gastando mais do que pode.

Um livro lançado pela editora Saraiva, "As 100 melhores ideias para gastar com inteligência", propõe soluções que pretendem superar essa contradição. O autor, o britânico Richard Templar, deu o subtítulo "Como gastar menos sem parecer pão-duro", numa tentativa de mostrar que a vida pode ser boa mesmo com cortes no orçamento.

Entre as dicas, ele lembra que uma pechincha de R$ 50 não é uma pechincha se você não precisa mesmo do produto. Serão apenas R$ 50 a mais de seu orçamento que vai gastar sem necessidade.

Outra sugestão é ficar algumas noites sem ir à balada. Mas ninguém quer ficar em casa e sem vida social. Templar sugere que convide os amigos, prepare bebidas, peça que cada um leve algo para comer. Assistam a um jogo de futebol ou à final de um reality show. Revezem as casas, para mudar o cenário.

Richard Templar escreveu diversos livros de desenvolvimento pessoal e profissional, baseado no comportamento humano. Com mais de 30 anos de experiência no mundo dos negócios, desempenhou funções de gestão em muitas empresas.

"As 100 melhores ideias para gastar com inteligência"
Ricard Templar

Polêmica: como falar de poligamia com seu parceiro?

Falar sobre infidelidade com seu parceiro pode ser uma tarefa difícil. Um dos lados pode ficar com a cabeça quente ou levar mágoas da discussão. Mas, ao contrário da crença popular, é possível discutir temas como monogamia, poligamia, sexo e traição de uma maneira racional e aberta com seu parceiro – sem ferir alguma das partes.

Um tema ainda muito engessado e que várias pessoas evitam discutir é o da monogamia. O jornalista Dan Savege é um fervoroso crítico dessa opção sexual. Para ele, a monogamia funciona com alguns casais, mas para outros ela não é a escolha ideal.

Crer que o homem anseie uma relação monogâmica pode ser precipitado, de acordo com Savege. Já foi aceito em nossa sociedade que o homem tivesse amantes e acesso a prostitutas. A revolução feminina, ao invés de permitir que as mulheres também pudessem se relacionar com vários homens, teria reprimido a liberação sexual com a instituição dos casamentos igualitários e monogâmicos – que por esse mesmo motivo, muitas vezes acaba de maneira desastrosa.

Algumas pessoas não esquentam a cabeça com relações que envolvam várias pessoas, mas para outras essa é uma situação difícil de engolir. Caso você tenha feito uma proposta de poligamia para seu parceiro é essencial não pressionar ou jogar a responsabilidade em cima de quem não aceitou o relacionamento não convencional. Para algumas mulheres, é mais fácil dizer “sim” do que “não, eu não quero isso, vamos tentar outra coisa” justamente pela opressão que elas temem sofrer.

Há mulheres felizes em ter pequenos casos enquanto o marido está viajando. A diferença é no modo em que o casal vê isso. Pode variar de “não diga nada” e “eu não quero saber” para “traga ele para casa para apimentar nossa relação”.

Parece óbvio que os parceiros tenham que falar sobre suas expectativas de exclusividade sexual ou a falta dela e descobrir uma maneira de relação que funcione para ambos. Isso parece simples, mas tem gerado debates improdutivos sobre o que as mulheres desejam, o que os homens precisam, o que é certo, o que é errado e o que é normal. Não seria mais fácil aceitar o fato de que cada relacionamento é único e funciona de maneira diferente?

Alguns convictos na poligamia consideram as relações monogâmicas ilusórias, inseguras e chatas. Mas insistir na questão com quem não concorda com ela pode não ser produtivo, já que pode reabrir feridas de pessoas que já foram traídas e não gostaram nada disso (quem não tem lembranças sobre infidelidade é muito sortudo ou deve ter menos de 15 anos de idade).

Um dos maiores problemas é a forma como as pessoas estão acostumadas a enxergar a situação. Quem já sofreu com a infidelidade pode se tornar inseguro por isso e passar a enxergar quem convive com as relações múltiplas como uma pessoa pervertida. Não precisamos desejar uma relação poligâmica, mas é importante aceitar quem vive com ela. Todos merecem respeito, sejam monogâmicos, poligâmicos ou alguma coisa entre isso, certo?

GRANDE REPORTAGEM: Livro usa a ciência para responder a dúvidas sobre amor

Em algum momento, todo mundo já quis ter uma fórmula para escolher o melhor parceiro, para chegar a um pretendente e para decidir manter ou terminar um relacionamento. Mas o que aprendemos é que, para as coisas do coração, não há regra nem ciência.

Não é o que pensa a médica Luisa Dillner, autora do livro Os números do amor (BestSeller), recém-lançado no Brasil. Ela decidiu aplicar o princípio da “medicina baseada em evidências” ao amor. Ou seja, reuniu as últimas pesquisas científicas para responder a perguntas de leitores sobre tópicos como qual a melhor cantada, quando ter a primeira relação sexual com um parceiro e como evitar o tédio nos relacionamentos longos.

A dra. Dillner, que escreve a coluna Love by Numbers no jornal britânico The Guardian, diz que não se conformava com o “achismo” dos conselheiros amorosos. Perguntava-se: “Como essas pessoas podem dizer que isso é melhor? Que provas têm?”

Contra o que ela considera amadorismo, Luisa oferece pesquisas, números, médias, tendências. Mas deixa para o leitor a tarefa de concluir o que fazer – se seguir a maioria ou fugir à regra. É por isso que ela afirma que seu livro não é de auto-ajuda.

Selecionei três perguntas do livro para compartilhar com vocês. Depois de lê-las, o que vocês acham: a ciência é melhor conselheira no amor do que a intuição?

Sinto atração por homens convencionalmente bonitos que têm egos enormes e tenho medo de nunca encontrar alguém com quem possa ter um relacionamento sólido. Os homens por quem me interesso saem correndo quando percebem que eu gostaria de ter um relacionamento duradouro com eles. Será que os homens com egos grandes conseguem amar alguém além de si mesmos?

A maioria das mulheres sente atração por homens bonitos – nenhum mistério até então. O problema é o ego tamanho família. Embora uma boa percepção de si mesmo seja vantajosa, qualquer coisa que beire o narcisismo não propicia um relacionamento sólido. As pesquisas mostram que quem ama demais a si mesmo, por mais fascinante que seja e por mais interessado que pareça no início, em geral acha que no próximo bar encontrará alguém ainda melhor para a sua imagem. Os homens que você descreve (e também há mulheres assim) não mudam de comportamento quando envolvidos em um relacionamento, porque não veem nenhuma vantagem nisso. Eles certamente não querem intimidade. Eca!

Pesquisadores da University of Georgia realizaram um estudo para ver se as pessoas narcisistas alguma vez pensaram que seus parceiros estavam menos interessados do que eles no relacionamento. Entrevistaram 154 estudantes do sexo feminino que estavam envolvidas em um relacionamento, pedindo-lhes para listar razões pelas quais seus parceiros poderiam estar mais ou menos comprometidos com elas.

As que alcançaram mais pontos na escala de narcisismo tinham duas vezes mais dificuldade de imaginar motivos pelos quais o parceiro poderia estar infeliz, em comparação com motivos pelos quais ele poderia estar satisfeito. Elas se sentiam muito bem no relacionamento, por mais infeliz que o parceiro estivesse. Mas isso acontece principalmente porque elas não conseguem imaginar como alguém poderia estar menos do que encantado por elas.

Esse tipo de pessoa pode mudar? Talvez somente em filmes de Hollywood: ao levar um tiro ou sofrer uma hemorragia cerebral, quando estão lutando pela vida, percebem que foram egoístas e estúpidos e se transformam em companheiros dedicados. Mas eu não contaria com isso.

Você não é capacho, para gostar de homens egocêntricos. Esses homens são populares. São atraentes porque acreditam imensamente em si mesmos e têm personalidades sociáveis. Porém, não querem um relacionamento de fato, preferem um caso rápido. Eles talvez nem compreendam quanta dor provocam, estando tão envolvidos consigo mesmos. Embora não seja culpa sua achar esse tipo atraente, você pode usar o freio. Cuide de permitir que o relacionamento cresça no próprio ritmo, partindo da atração inicial, passando pelo “isso é absolutamente fascinante”, e chegando à realidade de ser um casal. Um compromisso não é uma coisa que uma pessoa normal assuma depois de apenas alguns encontros. Os pesquisadores da University of Denver criaram uma escala para medir o grau de compromisso, dividindo-o em: dedicação (quero fazer este relacionamento funcionar para nós dois), limitação (por que procurar outra pessoa se tenho você?) e satisfação. Descobriram que os casais podem estar profundamente comprometidos, porém não muito satisfeitos com o relacionamento. Portanto, mesmo que haja um compromisso, ainda é preciso se esforçar pela felicidade mútua.

É provável que você encontre o homem certo para um relacionamento duradouro e saberá quando isso acontecer porque ele se comportará como quem está comprometido. Portanto, seja mais seletiva. Procure um homem normal – a maioria deles é realmente capaz de amar alguém além de si mesmo.

Há quatro semanas conheci um rapaz no casamento de uma amiga e nos divertimos demais, dançando e bebendo juntos. Naquela noite, fomos para a cama e, embora de manhã ele tenha dito que iria telefonar, não telefonou. Eu não queria que fosse só uma ficada. Você acha que ele não gostou de irmos para a cama tão depressa?

Você pode telefonar para ele perguntar. Sexo no primeiro encontro não exclui a possibilidade de uma vida de felicidade conjugal. Mas se você está perguntando se é uma boa ideia transar no primeiro encontro, a resposta é não. A menos que esteja havendo um bombardeio e você ache que não haverã amanhã.

Essa abordagem rígida é uma questão de autopreservação, porque sexo no primeiro encontro costuma ser influenciado por um dos três fatores: bebida, drogas ou desespero. O sexo não é um atalho para cimentar um relacionamento. A menos que você tenha um doutorado em causar prazer sexual, não irá se tornar mais desejável como parceira se for para a cama com alguém que você conhece há algumas horas. É raro haver prazer e pode ser embaraçoso depois.

Um ficante espera que o relacionamento termine antes do meio-dia do dia seguinte. Esse sexo sem compromisso é bom se os dois estão de acordo, mas as pessoas não costumam combinar isso antes. Uma pesquisa de opinião realizada pela parceira Observer/ICM, envolvendo mil britânicos, descobriu que em 2008 mais da metade deles tinha ficado só por uma noite, mas outras pesquisas obtiveram resultados entre 10 e 50%. Quando existe a percepção de que todo mundo está transando com todo mundo imediatamente, a realidade é diferente. Uma enquete da MORI envolvendo 1790 adultos mostrou que a maioria esperou de uma a três semanas para transar com o parceiro atual. De acordo com a mesma pesquisa, só um entre dez homens e 3% das mulheres transam no primeiro encontro.

Você se arrependeria se não fosse para a cama com ele? Um estudo da Arizona State University sobre arrependimentos eternos de 120 homens e mulheres mostrou que muito mais homens do que mulheres se arrependem de não terem “forçado a barra para transar” com alguém. As mulheres têm uma mistura equilibrada de arrependimento sobre com quem ficaram e com quem não ficaram. Talvez isso aconteça porque algumas mulheres, entre elas você, acham que sexo é mais do que uma atividade recreativa.

Com isso não quero dizer que sexo não possa ser uma atividade recreativa, mas a opinião pública ainda é contrária a essa ideia. Uma pesquisa recente da Sheffield University com 46 mulheres entre 20 e 83 anos, realizada pela doutora Sharon Hinchliff, descobriu que 90% delas achava errado o sexo sem compromisso e que ele era praticamento mais por necessidade do que por liberação sexual. Algumas mulheres mais jovens eram ainda mais severas do que as mais velhas, e somente 10% das mulheres admitiram ter ficado uma única vez com alguém e reprovavam a prática tanto quanto as que não o fizeram. As opiniões dos homens provavelmente não menos rígidas. Outra pesquisa de opinião pública vem de um questionário da Texas Tech University, publicado no Personal Relationships. Esse estudo com 148 homens e 148 mulheres descobriu que, embora mulheres e homens desprezassem quem transa no primeiro encontro, pensavam igualmente mal de homens e mulheres, o que representa algum progresso.

Portanto, aparentemente transar no primeiro encontro ainda é objeto de um estigma que Sex and The City não dissipou. Mas, isso não dá a seu ficante o direito de pensar mal de você – afinal, ele também estava lá.

Os opostos se atraem? Minha namorada adora viagens e ópera e, politicamente, tende para a direita. Viajar é uma boa, detesto ópera e sempre fui de esquerda. Nós nos damos muito bem, mas será que essas diferenças não ficarão importantes com o passar do tempo?

Os opostos só se atraem nos ímãs. A pesquisa sobre relacionamentos diria que está definitivamente provado que o semelhante atrai o semelhante. O termo “acasalamento preferencial” se refere à ideia de que existe um padrão sistemático na maneira como os indivíduos escolhem um parceiro, e a maioria parece escolher alguém com quem se assemelhe. Ao mensurar esse fenômeno, a maioria dos pesquisadores comparou as características de um parceiro com as de outro. Foi descoberto que os parceiros em geral compartilham crenças religiosas e políticas e têm idades próximas. Eles são muito semelhantes em escolaridade, inteligência e opinião sobre o que é importante na vida. A maioria dos indivíduos procura alguém com uma aparência tão boa ou tão sem graça quanto a sua própria (à exceção dos ricos que, naturalmente, são todos bonitos). Nossa escolha de parceiro é parcialmente justificada pelo conjunto de pessoas que conhecemos. No trabalho, na academia, na festa de um amigo, provavelmente iremos encontrar pessoas como nós.

Contudo, talvez você conheça a expressão “o amor é cego”, que sugere a possibilidade de alguém se apaixonar por qualquer um, se tiver a chance de conhecê-lo. No entanto, os psicólogos afirmam que isso é temporário: depois de três meses, você recupera a visão e, em geral, termina a relação. Existe um impulso muito forte de encontrar semelhanças em alguém que consideramos atraente, mesmo que elas não existam. Um estudo pequeno e não muito científico realizado na década de 80 pela University of Maine pediu a sessenta homens que respondessem a um questionário atribuindo pontos ao grau de semelhança de uma mulher com eles próprios. Os que consideraram a mulher atraente tiveram uma probabilidade duas vezes maior de achá-la notavelmente semelhante a eles mesmos, em comparação com os que não se sentiam atraídos por ela. Outro estudo da University of Notre Dame, publicado no periódico Personal Relationships, recrutou casais de estudantes universitários com média de idade em torno dos 20 anos. Os pesquisadores perguntaram aos 301 entrevistados o quanto eles se pareciam com sua caras-metades. Perguntaram ainda sobre a capacidade de cada um para sentir proximidade emocional com o outro, sobre seu grau de autoconfiança e se achavam que o parceiro os compreendia. O resultado mostrou que os casais que se sentiam mais próximos eram aqueles com maior probabilidade de pensar que o parceiro era idêntico a eles, mesmo quando obtinham resultados muito diferentes nos testes psicológicos.

Ainda que discordando em algumas áreas, inclusive religião, vocês podem ter um excelente relacionamento. As diferenças podem ficar menos importantes em função de suas personalidades. Um estudo da Iowa University, publicado no Journal of Personality and Social Psychology, investigou 291 pares de recém-casados que haviam namorado durante três anos e meio e descobriu que, em um relacionamento firme, eram as semelhantes de personalidade (por exemplo, a franqueza ou a compassividade) que mantinham os casais felizes e os ajudavam a relativizar as diferenças, como o gênero musical preferido para tocar no rádio do carro. Em geral, os casais parecem se ligar em função de semelhanças muito superficiais e depois veem se isso funciona. Você, por outro lado, pode ter escolhido com mais sabedoria: as semelhanças em suas personalidades são o que tornará a felicidade duradoura.

Letícia Sorg

"Vida a dois: Sexo em dia no seu casamento"

O sexo é um dos elementos mais importantes no casamento, contudo, nem sempre é mantido em dia. Saiba como manter a sua vida sexual em alta.

Tempo a dois

Tirem, todos os dias, um tempinho só para os dois. Nem sempre é fácil, é certo, mas é importante que tentem programar algum tempo para a vossa intimidade. Namorar é fundamental para manter viva a chama da paixão.

Criatividade é palavra de ordem

Não tornem a vossa vida sexual numa vida monótona, para isso já bastam outras circunstâncias do dia-a-dia. Sejam criativos, inovadores e ousados. Podem comprar jogos eróticos, ler livros sobre o assunto e ver filmes … enfim, a vossa imaginação não tem limites, usem-na!

Contrariar a preguiça

A inércia é um dos principais obstáculos ao arranque da relação sexual quando, na maior parte das vezes, o desejo e a disposição até lá estão.

Pensem que, como muitas coisas na vida, só custa começar porque depois … vai valer, e muito, a pena.

GRANDE REPORTAGEM: Falar de sexo sem tabus

Com certeza, essa não será nem a primeira nem a última vez que você vai ler uma matéria sobre a "primeira vez". O assunto não é virgem mesmo, mas ainda sobram léguas de águas mal discutidas por aqui, principalmente entre quatro paredes. Não do quarto, mas da sala de estar. O ponto em questão é: será que a família moderna já aprendeu a lidar com essas delicadezas? Levando em conta os pais atuais que viveram a liberação sexual, teoricamente a resposta deveria ser sim.

Muitos até foram usuários da máxima hippie: "Não tome banho e tome pílula". Depois dos Beatles, Rollig Stones nada foi o mesmo, nem o hímen. Será?

NOVAS PREOCUPAÇÕES.

Na verdade, essa carga histórica dos anos 60 chegou ao sofá na sala das melhores famílias. Com isso, a visão familiar em torno da "primeira vez" também se deslocou. "A perda da virgindade já foi assimilada. A preocupação de agora é com a falta de afetividade e de valores nesse crescimento afetivo dos filhos", afirma a psicóloga e terapeuta familiar Silvia Fontes.Você conversa sobre sexo com seus filhos? Como aborda? Outro receio: filho ou filha podem não saber lidar com as conseqüências psicológicas e físicas da vida sexual. Será que vão conseguir se refazer em caso de término de namoro? E há, ainda, a gravidez, a Aids...

A escolha do parceiro correto e a tal da "hora certa" são outros causadores de cabelos brancos. E aqui se escancara a contradição: para todas essas questões, é preciso conversa. Papo franco, sem medo e sem expressões de censura ou receio. Contudo, surpreendente, para a geração dos pais modernos falta naturalidade na hora de botar a sexualidade na mesa. Segundo pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Futura - com 400 entrevistas na Grande Vitória - os pais conversam sobre drogas, violência, educação e o futuro dos filhos, mas sexo continua sendo um tabu para muitos deles. Entre os filhos, 42,03% disseram não se sentir à vontade para engrenar esse tipo de conversa em casa.

DESPREPARO

Não admira que o jovem brasileiro seja o segundo no mundo entre os que perdem a virgindade mais cedo. Entre os garotos, a prática começa aos 14. Entre as meninas, aos 15, segundo dados do Ministério da Saúde. Em compensação, o país fica em sétimo lugar quanto à utilização da camisinha nessa primeira relação. Pudera. quase metade dos jovens afirma não ter planejado a primeira relação, e a maioria assumiu não estar preparada para a experiência. Só 20,2% dos homens e 39,5% das mulheres se achavam prontos. A psicóloga, sexóloga e terapeuta familiar Christina Werner arrisca uma razão: "Sobra informação, mas faltam as figuras que ensinam os limites". Adivinha quem são? Os pais, os responsáveis pela educação dos desejos dos filhos. "O autocontrole do jovem é construído quando ele é criança e recebe o autocontrole externo, passado pelos pais. Só assim os filhos aprendem a refletir sobre a hora e maneira certas de iniciar a vida sexual", conclui a psicóloga. Limites, sim. Mas, como lembra a ginecologista e sexóloga Denise Galveas Terra, não adianta discutir o assunto apenas para efeito de informação, para prevenir doenças ou uma gravidez precoce. "Os filhos também precisam sentir o companheirismo dos pais, inclusive nas emoções e descobertas típicas do corpo e da vida sexual".

O NÚMERO 47% - É a porcentagem dos entrevistados, com até 24 anos, que admitem não ter planejado a primeira relação sexual. Entre os maiores de 49 anos, o índice é de 75,8%. Cabeça aberta, só fora de casa Se teoricamente, os pais modernos deveriam ser mais bem resolvidos, por que existe essa contradição? Por que, muitas vezes, a liberdade sexual só chega na filha do vizinho? Afinal, ao mesmo tempo em que existe vergonha de proibir, não há como negar o receio de permitir.Esse quebra-cabeça tem uma razão: as mudanças culturais só influenciam a relação familiar, até certo ponto. "A mudança cultural não determina uma mudança imediata nas decisões do sujeito, porque dentro de cada casa existem valores típicos próprios", ressalta a psicanalista e professora do curso de psicologia da Faesa, Adriana Gonring.Ou seja, a atitude emocional dos pais não se altera na mesma velocidade que o comportamento social. "Eles se incomodam com o tabu que existe em torno do sexo, já que ele não é mais socialmente aceito.

Mas, inconscientemente, eles ainda carregam essa herança construída ao longo dos séculos", esclarece o psicólogo especialista em psicologia Junguiana, Luiz Fernando Magalhães.Resultado: só fora de casa vale o socialmente prescrito. Já dentro, prevalece a atitude emocional paterna, que é disfarçada com racionalismos - gravidez precoce, Aids, o "momento certo"... E nem é preciso dizer que as filhas são as que mais sofrem, pois os valores em torno do corpo feminino têm raízes históricas mais profundas. "Os pais tentam encobrir que têm duas medidas para o mesmo peso. O filho fica à vontade, a filha é retraída. Eles sabem que estão errados, mas não conseguem mudar. Não é racional", conclui Luiz.Você conversa sobre sexo com seus pais? Como o assunto deve ser abordado? .www.gazetaonline.com.br/agazetaCiumento assumido As conversas sobre sexo foram pingadas ao longo dos anos na família Moraes.

As perguntas e a maneira de dar as respostas, também. A clássica história da sementinha ficou mais séria com o passar do tempo, e faz Odilon, 43, aumentar a velocidade de seus passos na sala de estar. O corretor de imóveis é ciumento assumido. E sobre virgindade, ele tem um remédio: "Prefiro nem saber!". É sua esposa Anne, 50, quem cuida dessa parte do ninho. Pela mãe, as filhas Vanessa, 27 - que mora em Salvador, e se casa no fim do ano-, e a estudante Lorrayne, 19, trariam os namorados para dormir em casa. Afinal, ela só se casou depois de anos "juntada" com Odilon. Mesmo assim, ele bate o martelo: em casa, só em quartos se-pa-ra-dos. "Dei a educação. É ela que vai decidir sobre isso [virgindade]. Só não me sinto bem que seja aqui em casa", esclarece Odilon. "Acho papai radical, mas tenho liberdade de falar com minha mãe sobre virgindade e sexo quando eu quiser", diz Lorrayne.Sexo tem sexo Na família Saib, os pais Monica, 42, e Roberto, 43, falam sobre sexo com os filhos, Larissa, 17, e Victor, 19, faz tempo. "Não invado o espaço deles, só tento me manter disponível para todos os assuntos", conta o consultor de seguros. A esposa completa: "Passamos valores e colocamos os limites que são necessários.

Quando minha filha descobrir que é a hora dela, tudo bem. Que seja com a pessoa certa", diz a advogada. Larissa concorda: "Algumas amigas minhas perderam a virgindade porque outras perderam. Isso é carência. Fazem por impulso, por falta de diálogo com os pais". O casal divide tudo com os filhos, da academia à boate. Mas na hora de falar sobre intimidade, o sexo tem sexo: o pai fala com o filho e a mãe, com a filha. "Para tentar diminuir a inibição". Quando o papo extrapola a primeira vez, uma nova pergunta: "Os filhos podem dormir com namorado em casa"? A resposta vem dividida: sim e não. Roberto explica: "Meu filho já trouxe a namorada pra cá. Falei de todos os cuidados, e expliquei que isso não poderia ser para prejudicar nenhum dos dois". E se Larissa quiser trazer um namorado? "Confesso que não me sentiria bem. A gente tenta ser moderno, mas nem sempre consegue". Larissa defende a contradição explicando que "seria a primeira a não se sentir bem com isso".

Além disso, sobra uma velha questão cultural: "Ouço o que os garotos falam de algumas meninas e não quero ouvir o mesmo da minha filha. Por isso, acho que a mulher ainda precisa ser mais recatada", justifica a mãe. Vida sexual dos filhos depende do "modelo" dos pais Segundo especialistas, pode-se dizer que a alfabetização sexual dos filhos se oficializa quando a criança começa a perguntar. Mas na prática, ela começa bem antes disso, baseada no modelo de afetividade e respeito adotado pelos pais. A forma como eles encaram a sexualidade, e o quão bem resolvidos sexualmente eles são, faz toda a diferença, afirma a sexóloga Denise Galveas Terra.Isso evita que o fator carência afetiva contamine a decisão sobre o momento de "perder" a virgindade. "Não basta só falar. O jovem se baseia na conduta moral e afetiva, na relação de amor e respeito dos pais para tomar decisões, incluindo aí a da primeira vez", diz Os abraços e beijinhos dos pais são fundamentais, mas são só o começo. As perguntas (e respostas) sobre sexo, são outro pedaço indispensável. Mas tanto para as palavras, quanto para o carinho, não se deve forçar a barra.

Segundo a psicóloga, sexóloga e terapeuta familiar, Christina Werner, a dica aqui se divide em três: Primeiro: Nenhuma pergunta pode ficar sem resposta.
Segundo: "Só responda o que foi perguntado".
Terceiro: "Antes de responder, pergunte ao filho o que ele sabe sobre o assunto. Partindo daí, fica mais fácil explicar". E como puxar o assunto? Os pais podem iniciar o papo falando de um episódio da vizinhança, ou da novela. Quem nunca teve diálogo pode começar admitindo esse problema. O importante é não ignorar o tema sexualidade. "Eles precisam se mostrar disponíveis para falar sobre isso. Mas tem uma coisa: NÃO devem fazer sermão! Se o filho faz uma pergunta, o pai deve responder. Se não se sentir à vontade, peça para responder mais tarde, e faça isso, sem falta. Outra coisa importante é: nunca se deve mentir", ensina a hebiatra Christiani Laignier.Espontaneidade garante naturalidade Essa é uma história de dois nascimentos separados por 28 anos. Irene Tasso (em cima à esquerda) ficou grávida aos 17. Danielli, 29, (em cima, à direita) teve Isadora no ano passado.

O ponto em comum aqui é que as duas mães são mãe e filha. Era 1976 quando Irene ficou grávida. Ela não se casou. "Tive que parar de estudar e trabalhar mais para manter minha filha. Fui feliz, mas não é fácil. O melhor é engravidar com planejamento", conta. Danielli seguiu o conselho da mãe, só teve a filha seis anos depois de se casar. Suas irmãs, as estudantes Ingrid, 21, (embaixo, à direita) e Monigue, 18, (embaixo, à esquerda) defendem o mesmo modelo de futuro. Quanto ao tema primeira vez: "Virgindade não é hímem, mas pureza. Se ali há felicidade e respeito com os conceitos de moral delas, a decisão fica com elas", garante a mãe. As conversas sobre sexo acontecem em duas direções: entre irmãs, ou com os pais. "Sempre falamos com naturalidade sobre o assunto. Falava sobre as minhas dúvidas e eles explicavam, sem problemas", lembra Danielli.

Aliás, o "livro" mais consultado pelas meninas sempre foi o pai, Christovão, 68, que não tem dedos para falar sobre sexo. "A gente acha que gente mais velha é careta, mas ele sempre teve tranqüilidade pra falar sobre tudo"