Como agir depois da primeira noite de sexo com ele

Você conhece um cara, sai com ele algumas vezes. Gosta do papo, do jeito, das roupas, até da maneira como dirige. Uma noite, vão jantar, depois dançar, um beijo aqui, outro mais quente ali. Trocam carinhos por baixo da mesa. Resultado: uma noite de sexo olímpico, delicioso e inesquecível. Para ter certeza de que essa noite maravilhosa de amor vai se repetir muitas vezes, descobrimos o que eles querem que a mulher faça - ou deixe de fazer - pós-sexo.

Em primeiro lugar: pegar leve

Os dois estão deitados, e você quer falar alguma coisa bonitinha no ouvido dele. Mas o fato é que nada do que você diga vai desviar a atenção de sua única preocupação: "Será que ela quer mais? Quando estarei pronto para a ação novamente? E se eu não conseguir?" Você também pode estar considerando se deve colocar a mão lá, para mostrar interesse... Não necessariamente. Alguns homens ficam fisicamente sensíveis por algum tempo depois do clímax, e o toque da sua mão não vai ser muito agradável naquele momento. Então, é bom não forçar. Conte como foi deliciosa a primeira vez. Se ele quiser mais, vai saber como pedir.

Tudo bem tirar a maquiagem

Algumas de vocês ficam tímidas na hora dos preparativos para dormir, na primeira noite em que estão com um cara. Claro que não precisam vestir aquele pijamão de flanela, nem colocar rolinhos no cabelo ou melar o rosto com cremes. Mas, se gosta de dormir com uma camiseta, tudo bem. Tire a maquiagem, também. Se prefere dormir no lado da cama em que ele está, faça cócegas, peça a vaga com jeitinho (a menos que estejam na casa dele; aí o cavalheiro tem o direito de escolher).

Um excitante despertar

Não interessa quantas vezes vocês chegaram lá ontem à noite. Alguns homens gostam de fazer sexo logo cedo, porque já acordam prontos para a ação. E pode apostar como nessa primeira manhã não vai ser diferente. Então, prepare-se. Se preferir, dê uma corrida ao banheiro antes do seu Tarzan acordar, escove os dentes, enfim, faça o que quiser e volte pé ante pé. Agora, se não estiver a fim, elogie muito a performance da noite anterior. Assim, ele não vai ficar decepcionado.

Uma longa ducha

Um cara precisa de alguns minutos sozinho para descomprimir, encontrar as meias embaixo da cama. Ele precisa de algum tempo pela manhã sem ninguém olhando, sem ter de falar uma frase inteligente ou romântica. Se estiverem na sua casa, ele certamente vai querer reconhecer o terreno, mexer nos livros da estante, bisbilhotar os porta-retratos. Dê a ele esse tempo: fique um pouco mais no chuveiro.

Nada de sair correndo

Grande parte do constrangimento pós-sexo é não saber se fica ou se vai embora. Se você dorme a noite toda, o cara pode se sentir incomodado. Se vai embora de táxi, ele talvez se magoe. O ideal é sentir o clima. Se achar que é melhor bater em retirada, diga que tem um compromisso marcado para dali a uma hora. Assim, podem namorar mais um pouco, sem embaraços.

Uma despedida inesquecível

Se o homem disser que tem de ir embora por causa de um compromisso ou algo assim, nunca se mostre decepcionada. Mesmo que ele queira zarpar no meio da noite, não demonstre que está desapontada (você pode, é claro, julgá-lo com severidade e decidir que não quer vê-lo nunca mais). No começo do relacionamento, o homem pode pular fora, se sentir que a mulher já está querendo prendê-lo. Então, aproveite para ser irresistível na despedida.

Sexo oral provoca aumento de casos de câncer de garganta

O consumo excessivo de álcool e tabaco sempre foi apontado por médicos especialistas como os maiores causadores de câncer de garganta. No entanto, nos casos de pessoas com menos de 50 anos, um fator se mostra muito mais frequente: o sexo oral. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, o vírus HPV – que pode ser transmitido por relações sexuais, inclusive sexo oral - atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.

Na Europa, outras pesquisas também apontam um fenômeno semelhante. A Inglaterra identificou aumento dos casos de câncer de garganta devido ao HPV. O mesmo ocorre na Suécia, onde o índice subiu de 25% para 90% nos últimos 30 anos.

Tumores

No Brasil, não há números específicos sobre câncer de garganta, mas os casos de tumores da boca cresceram consideravelmente. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), foram registrados 14 mil novos casos em 2010.

“O aumento no número de casos de câncer de boca e garganta está ligado ao vírus HPV, sobretudo em jovens sem histórico de alcoolismo ou tabagismo”, explica Hézio Jadir Fernandes Júnior, oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.

Segundo Fernandes, a divulgação deste tipo de pesquisa aponta uma evolução na compreensão da doença, mas não altera o conceito de tratamento e diagnóstico. “Ela é muito importante especialmente para conscientizar a população sobre os riscos de se contrair o vírus”.

Prevenção

De acordo com o médico oncologista, o método de prevenção básica é evitar ter relações sexuais de risco. “Se a pessoa frequentemente realiza sexo oral sem proteção, com vários parceiros, ela deve realizar alguns exames de avaliação. Caso seja identificada a presença do vírus, é possível realizar um tratamento antiviral”.

De acordo com Fernandes, um passo importante para o futuro seria uma campanha de vacinação massiva para meninas entrando na puberdade. “Imunizar estas pessoas, antes de elas entrarem em seu período de atividade sexual seria muito importante”.

Sintomas

Alguns sintomas podem ser identificados em pessoas que começaram a desenvolver a doença. Um deles é o surgimento de nódulos no pescoço, alteração na voz ou dificuldade para se alimentar. “Uma observação atenta da boca também é muito importante. Manchas ou sangramentos que não são curados em duas semanas podem ser um indício da doença”, explica o oncologista. “Neste caso a pessoa deve passar por uma biópsia”.

Cirurgia da próstata não significa fim da vida sexual para homem

Segundo a especialista Lorraine Grover, muitos homens acreditam que a cirurgia resultaria na diminuição do apetite sexual, impotência e consequente traição da mulher

É muito comum que se pense que uma cirurgia de próstata significa automaticamente o fim da vida sexual para os homens. No entanto, de acordo com o Centro da Próstata de Londres, este quadro não é verdadeiro. Segundo os pesquisadores, a maioria dos homens tem condições de continuar com a vida sexual depois do procedimento.

Segundo a especialista Lorraine Grover, muitos homens acreditam que a cirurgia resultaria na diminuição do apetite sexual, impotência e consequente traição da mulher. Contudo, a médica que trabalha há mais de 17 anos com pacientes com problemas de próstata, afirma que na maioria das vezes essa preocupação não condiz com a realidade.

— Em média, oito em 10 homens que passam por cirurgia de próstata continuam a ter vida sexual depois — revela.

Conforme a médica, além dos medicamentos, o aconselhamento psicossexual também é importante para que o homem retome a sua vida sexual. Este tratamento, além de garantir que o paciente fique confiante depois da cirurgia, é importante para reintroduzir a intimidade do casal, reconhecer e superar medos em relação à performance sexual e mostrar o significado do sexo no relacionamento.

Manchester United contrata padre para falar de "ética sexual" aos jogadores

Alex Ferguson preocupado com Ryan Giggs
e o restante plantel.
John Boyers já trabalhava com a formação do Manchester United, mas agora vai estar mais próximo dos craques seniores, depois dos escândalos sexuais com Giggs e Rooney.

O Manchester United quer manter os jogadores na linha, longe dos escândalos dos tablóides ingleses, e encontrou uma solução curiosa, no mínimo. Por decisão de Alex Ferguson, a partir da próxima época o reverendo John Boyers vai estar também mais por perto dos jogadores da equipa sénior para lhes ensinar "ética sexual", nas palavras do próprio ao "Daily Mail".

O reverendo já aconselhava as equipas de formação do Manchester United, desde 1992, de modo a formar os jovens jogadores. "Tento prepará-los para a vida adulta, em assuntos como a amizade, a ética sexual, o bullying e o racismo", explicou, em declarações ao jornal britânico.

Giggs e Rooney criticados por traírem as mulheres

Recentemente, os tablóides ingleses revelaram que Ryan Giggs, 37 anos, terá tido vários 'casos' fora do matrimónio (incluindo um, durante 8 anos, com a cunhada...) e o veterano jogador tem sofrido inúmeras críticas.

Wayne Rooney, 25 anos, também foi criticado depois de se descobrir que o avançado terá pago a prostitutas por sexo, enquanto a mulher estava grávida.

O reverendo John Boyers não referiu casos particulares, mas disse que ajudará os jogadores no que for necessário. "Ajudo espiritualmente em todo o clube e as pessoas já me conhecem e confiam em mim, por isso abrem-se e falam comigo sobre a vida, sobre os problemas", disse.

"Já tivemos muitas situações no futebol, desde escândalos de droga a escândalos financeiros e a escândalos de comportamentos, que comprovam que há de facto muito valor em ter aconselhamento religioso". Alex Ferguson também parece achar que sim...

OMS lança alerta sobre epidemia da AIDS entre parceiros do mesmo sexo

Nesta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma inédita série de recomendações e diretrizes para o enfrentamento lançou da AIDS na comunidade formada por gays, bissexuais e homens que fazem sexo com homens.

O alerta vem acompanhado da preocupação de que entre este grupo os casos de novas infecções vem crescendo em países desenvolvidos e sobretudo nas áreas em desenvolvimento.

OMS chega a afirmar que homossexuais tem 20 vezes mais chances de se infectar com o HIV do que homens heterossexuais. O documento contem 21 recomendações e é voltado para a comunidade, políticos, profissionais de saúde e organizações não governamentais de todo o mundo.

Aos governantes, a  OMS sugere que sejam criadas leis contra a discriminação e ações de promoção dos Direitos Humanos, a fim de proteger o direito à Saúde e promover aos homossexuais e transexuais serviços de atendimento mais inclusivos; Aos funcionários da área da Saúde, a OMS recomenda que promovam o teste e orientação, além do tratamento de portadores de HIV com linfócitos CD4 abaixo de 350, conforme protocolo de 2010. Para as comunidades, é pedido o aumento das campanhas in loco de prevenção, com o preservativo, na comunidade gay. E para os portadores do HIV pede-se que usem a camisinha e não escondam a sua sorologia de seus parceiros sexuais.

A vulnerabilidade dos homossexuais por conta do preconceito foi lembrada no documento que lembra que a homossexualidade é criminalizada em mais de 70 países, impactando diretamente no atendimento médico de pessoas com orientação sexual diferente. "Não podemos reverter a propagação da infecção por HIV no mundo se não forem atendidas as necessidades particulares desses grupos da população", afirmou Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de HIV/Aids da OMS.

A multiplicidade de parceiros, o desdém com a doença por causa dos tratamentos que diminuíram a mortalidade do vírus e a transmissibilidade aumentada por conta do sexo anal também são apontadas como fatores para a retomada do crescimento da AIDS na comunidade homossexual.

Depois de uma queda na epidemia entre homens que fazem sexo com homens, entre 1996 e 2000 de 5% ao ano, as taxas de infecção do HIV entre homens que praticam sexo com outros homens voltou a crescer em 3,3% ao ano entre 2000 e 2005. Na América Latina, por falta de uso do preservativo, estima-se que metade dos novos casos surja entre parceiros do mesmo sexo.

Conheça 7 tipos de sexo que você precisa ter

Diversificar os tipos de transa elevarão sua vida íntima a um novo nível de prazer. Está esperando o que para escolher qual delas experimentar já esta noite com o gato?

1. Preliminares caprichadas
"Além de prazerosas, elas reforçam a intimidade entre o casal", garante a sex trainer Rita Rostirolla. Segundo a educadora sexual Laura Muller, tais carícias são essenciais para a mulher sentir prazer na penetração e para o homem ter um orgasmo mais intenso.

Como curtir: é preciso diminuir o ritmo e prestar atenção a cada toque e sensação. Beije o moço de forma prolongada e suave. Assim ele entenderá que não precisa ter pressa. Aproveite o momento para descobrir o que o corpo dele pode oferecer e explore cada cantinho com carinhos, beijos, mordidas, lambidas...

2. Prêmio imediato
A rapidinha merece ter seu espaço garantido na vida a dois. "O gostoso nesse tipo de sexo é o fato de ele demonstrar um desejo incontrolável, que não pode esperar", defende a sexóloga Carla Cecarello. Só não vale fazer disso um hábito, praticado mesmo quando se tem uma noite toda disponível.

Como curtir: vá para o ataque - e para a penetração, sem demora! Se o tempo for muito curto, não há necessidade nem de se despirem totalmente. Saias e vestidos são mais práticos, mas a única regra é se divertir em velocidade máxima.

3. Sela paz
A adrenalina liberada durante uma briga pode ser muito excitante. Daí não ser incomum que discussões acaloradas acabem na cama. "É válido, desde que não seja uma fuga dos problemas", alerta a sexóloga Carla Cecarello. O ideal é que o sexo seja uma comemoração da paz recém-estabelecida.

Como curtir: se durante a briga sua raiva virou tesão, arrisque tascar um beijão no moço. Isso tem tudo para acabar deliciosamente bem, mas se ele ainda estiver bravo, pode não topar partir para o abraço. Se depois de solucionado o problema você quiser uma transa para lá de intensa, experimente torturá-lo, "rondando" as partes íntimas dele com carícias, mas sem tocá-las de verdade...

4. Pecado original
Por mais gostosa que seja a rotina, ela cansa. Por isso, criatividade é tão na vida sexual. Para manter a chama acesa é preciso entregar-se aos seus impulsos e desejos e fazer um sexo mais selvagem de vez em quando. "Aqui vale tudo, desde que não fira nenhum dos dois", lembra Laura Muller. Então, esqueça as regras e trate apenas de seguir as vontades de seu corpo.

Como curtir: mande um torpedo para o bonitão, revelando suas intenções para mais tarde. Ele, na certa, ficará aceso rapidinho! "Abusar de um vocabulário erótico dá um tom mais selvagem à relação", garante a consultora de artes sensuais Fernanda Pauliv. A sex trainer Rita Rostirolla dá outra sugestão: usar lugares diferentes da casa para uma transa inusitada. Tapete da sala, balcão da cozinha, banheiro...

5. Desejo de aconchego
Às vezes, nada melhor do que sexo para nos dar sensação de acolhimento quando estamos tristes ou tensos. "Homens precisam gozar para relaxar; e mulheres precisam relaxar para gozar", defende Rita. Por isso, transas reconfortantes funcionam melhor para eles. Porém, carinho, sobretudo se estamos fragilizadas, não faz mal a ninguém.

Como curtir: caso seu parceiro esteja com problemas, seja carinhosa. Ofereça uma massagem ou um cafuné. Dê beijinhos e vá acariciando o corpo dele sem forçar a barra. Agora, se é você quem está precisando de um ombro, peça a ele ajuda para relaxar com algum carinho que goste.

6. Show de estímulos
Você pode até achar difícil se masturbar na frente de seu parceiro, mas saiba que isso pode ser bom para os dois! "Os homens são extremamente visuais", ressalta Carla. Por isso, adoram fazer sexo com a luz acesa e ver cada movimento seu. Tocar-se na frente dele é uma ótima forma de ensiná-lo a lhe dar mais prazer.

Como curtir: deixe a luz total ou parcialmente acesa. Capriche na lingerie e abuse do contato visual. Então, toque seu próprio corpo sem pudores, permitindo que o bonitão aprecie cada detalhe. Vai fazer sexo oral? Deixe que ele se delicie assistindo suas habilidades!

7. Poder é querer
Há dias em que a gente acorda mais mandona e, em outros, mais submissa. Na cama, a mesma regra se aplica. Para Laura, brincar de mandar ou de obedecer às ordens e aos desejos do parceiro pode ser muito prazeroso e divertido, pois mexe com nossas fantasias.

Como curtir: quer que ele domine na cama hoje? "Sugira uma fantasia, como ficar imóvel e não tocá-lo enquanto ele usa e abusa de você vendada", sugere Rita. Mas se nesta noite é você quem manda, deixe bem claro que ele só pode tocá-la quando você permitir.

Mulher Melancia diz que gosta de uns tapinhas na hora do sexo

O quinto ensaio nu de Andressa Soares, a Mulher Melancia, vem com uma entrevista pra lá de picante, na Sexy de julho. A funkeira falou sobre sexo, vaidade e sobre posar nua mais uma vez.

Confira algumas declarações da morena, que é dona de um bumbum de 118 centímetros:

Tapinha na hora do sexo: "Pode. Às vezes me dão uns tapas bem fortes e eu nem sinto".

Posição preferida: "Ah, a clássica: de quatro".

Transa inesquecível: "Foi em uma praia na Barra da Tijuca, em cima de umas pedras. Tinha tomado um vinho, desci com o cara para um píer e nem ligamos se tinha alguém vendo".

Parte que mais gosta em seu corpo: "Gosto da bunda e das coxas. E gosto de ver. Não posso ver um espelho que olho primeiro a bunda, depois o resto.

Ensaio na 'Sexy': "Este é meu ensaio mais ousado e bonito, sem ser vulgar. Se for meu último, fechei com chave de ouro".

'Desde que me assumi, a minha vida tornou-se verdadeira'

Ricky Martin tinha seis anos quando começou a trabalhar. Hoje, com mais de 60 milhões de discos vendidos, é um fenómeno de vendas. Em 2010 assumiu ser homossexual, e diz ter renascido como um homem livre. No dia 23 traz a digressão Musica+Alma+Sexo ao Pavilhão Atlântico. Antes falou com o SOL

O meu ‘portunhol’ está muito bom, obrigada», brinca logo no início da conversa telefónica directamente de Miami, EUA, onde vive. Para logo depois esclarecer que, na verdade, precisa de praticar mais, até porque fará questão – tal como fez no anterior concerto em Lisboa – de se dirigir ao público nacional em português.

Ricky Martin regressa a Portugal quatro anos depois do primeiro concerto cá, para apresentar o álbum de originais Musica+Alma+Sexo. As expectativas que traz são muito elevadas: «O concerto em Lisboa foi dos melhores da minha vida. O Pavilhão Atlântico estava completamente cheio e as pessoas tinham uma energia muito intensa e cheia de paixão. Estava toda a gente muito alegre e a dançar».

Depois de Porto Rico, Canadá, EUA, México e Turquia – perna da tournée que impossibilitará que esteja presente no baptizado do filho de Cristiano Ronaldo – no dia 23 Ricky Martin estará em Lisboa. O músico porto-riquenho subirá ao palco vestido por Giorgio Armani, tal como toda a equipa de músicos e bailarinos, para uma hora e 45 minutos de um espectáculo «muito energético, erótico, musical, muito teatral e com arranjos musicais renovados», onde não faltarão os seus maiores sucessos, como ‘Maria’, ‘Livin’La Vida Loca’, ‘She Bangs’ e ‘La Copa de la Vida’, bem como os temas do mais recente trabalho.

Passaram seis anos desde o último álbum de originais, Life, mas Ricky Martin diz ter necessitado deste tempo. «Pude estar mais tranquilo, escrever o meu livro, compor música, estar com os meus filhos e recuperar forças. Este álbum é muito real, honesto, livre, latino, romântico… É um álbum que definitivamente apresenta um homem sem dramas».

Muita coisa mudou na vida do cantor nos últimos seis anos. Sonhava ser pai e poder «reviver a relação linda que tive e tenho com o meu pai». Assim, em Agosto de 2008, recorrendo a uma barriga de aluguer, foi pai de Valentino e Matteo. «Cada família é diferente e eu sou pai e mãe», disse à data. Foram os filhos a grande alavanca para que, em Março de 2010, revelasse ao mundo o seu maior segredo: é homossexual.

Com apenas um comunicado no seu site, dissipou dúvidas de anos: «Tenho orgulho em dizer que sou homossexual e afortunado. Sinto-me abençoado por ser quem sou. Estes anos em silêncio e reflexão fizeram-me mais forte e recordaram-me que a aceitação tem de vir de dentro». Assim que escreveu estas palavras desfez-se em lágrimas, sentiu-se livre. Já não aguentava mais, era demasiado doloroso e não queria que os filhos crescessem numa mentira. «Não é uma opção sexual, não se escolhe ser homo ou heterossexual. É a natureza e é preciso aceitá-la. Para mim foi muito difícil pois cresci a ouvir que eram emoções más, do diabo. Isso cria muito ódio. Sentimos que somos pessoas más. A partir do momento em que me assumi, ganhei auto-estima, felicidade e dignidade. Tudo na vida se tornou verdadeiro».

Claro que nada o obrigava a assumir algo privado perante o mundo, mas Ricky Martin sentiu que devia usar a sua influência mundial para ajudar outros como ele a assumirem-se e assim viverem em paz. «Muitos rapazes me contactam agora, até do Médio Oriente, a agradecerem e a dizerem que agora entendem melhor a vida. A minha carreira é pública, portanto se não contasse ao mundo, seria só uma meia verdade e eu queria o meu respeito mas também o do meu público».

Sete meses depois de se assumir, Ricky Martin foi ao programa de Oprah Winfrey confessar que estava a viver uma fase muito feliz: «Estou numa óptima relação. O amor acontece quando menos se espera e eu não estava à procura de nada», disse sobre a sua relação com Carlos González Abella, com quem tenciona casar.

Nascido para os palcos

Enrique Martin Morales nasceu na véspera de Natal de 1971, em San Juan, Porto Rico, filho de um psicólogo e uma contabilista. Tinha apenas seis anos quando começou a trabalhar como modelo infantil e em pequenas participações em publicidade e peças de teatro. Era acólito e foi no coro da igreja que se aventurou no canto e, após duas tentativas mal sucedidas, conseguiu entrar na boys band juvenil Menudo. «Para mim foi normal começar cedo, porque eu tinha mesmo muita vontade de ser artista e, como queria tanto, os meus pais apoiaram-me e ajudaram-me. Não imagino uma vida diferente para mim», disse ao SOL.

Cinco anos depois, em 1989, o cantor abandonou a banda para perseguir uma carreira a solo. Ainda tentou a sorte como actor, mas em 1991 lançou o CD de baladas românticas, Ricky Martin. Seguiu-se Me Amaras, mas foi apenas com o terceiro álbum que chegou o sucesso planetário. O cantor abandonou as baladas românticas e entregou-se à fogosidade dos ritmos latinos. O single ‘Maria’, de A Medio Vivir, foi n.º 1 em inúmeros países latinos, mas também em Espanha, França e Bélgica. No Brasil, foi tema da novela da Globo Salsa e Merengue. «Se me pedem conselhos o que digo é que é preciso trabalhar muito para atingir o sucesso».

O álbum seguinte, Vuelve, confirmou o sucesso, com o tema oficial do Mundial 98, ‘La Copa de la Vida’. Chegaram os primeiros prémios e o coroar deu-se com a exibição na entrega dos Grammy, onde estava nomeado para o prémio de melhor álbum do ano. A plateia terminou de pé. Na Entertainment Weekly escreveu-se que «as suas calças de cabedal e uma versão ‘electro-pélvica’ de ‘La Copa de la Vida’ foi o único momento interessante de uma aborrecida cerimónia».

Quando começa a trabalhar no álbum seguinte – primeiro em inglês e castelhano – as expectativas eram muito altas. O primeiro single, ‘Livin’La Vida Loca’ subiu a n.º 1 em mais de 15 países, da Índia ao México, e vendeu mais de 22 milhões de cópias. O mundo estava rendido ao bambolear sexy de ancas do porto-riquenho.

Ainda assim, os trabalhos que se seguiram não atingiram o mesmo sucesso e desde 2005 que Ricky Martin não lançava um álbum de originais. Musica+Alma+Sexo saiu no início do ano e o primeiro single tem versões em inglês e castelhano – ‘The Best Thing About Me is You’ e ‘Lo Mejor de mi Vida eres Tú’. A primeira com Joss Stone, a segunda com Natalia Jimenez.

Foi no período que antecedeu este álbum que o homem que tem mais de 60 milhões de discos vendidos, um Grammy e quatro Grammys latinos escreveu a sua biografia, Me, e resolveu os fantasmas da sua vida.

Sex symbol, amado e desejado por mulheres e homens, começaram a surgir rumores de que seria homossexual. Numa entrevista, Ricky ripostou: «Se fosse gay por que não o admitiria? Sou um homem normal. Adoro mulheres e sexo». Mas as dúvidas persistiam. Até porque Ricky Martin continuava a somar namoradas, como a apresentadora de televisão mexicana Rebecca de Alba, com quem teve uma longa relação. Pensou ser bissexual. «Vivia a minha verdade ideal, não podia pensar outra coisa – e isso gerou muito conflito dentro de mim. Mas não era uma mentira, a minha mente dizia-me que era o certo. Estive perto de me casar várias vezes».

Desde pequeno sentia atracção pelo mesmo sexo, mas uma sociedade profundamente religiosa reprimia-lhe esses sentimentos. Aos 21 anos teve o seu primeiro grande amor por um homem e ponderou trocar tudo por ele. A mãe percebeu o que se passava e perguntou-lhe se estava apaixonado por um homem. Quando Ricky confirmou, esta e o pai disseram-lhe: «Abraça-nos filho, amamos-te igual e só queremos que sejas feliz. O amor vem de dentro».

Com a aprovação dos pais, e os pequenos Valentino e Matteo, havia chegado o momento de começar a viver. «Estou muito agradecido e feliz com tudo o que atingi na vida e que fez de mim quem sou. A minha vida hoje é muito melhor do que era antes».

Raquel Carrilho
SOL

Mestrado sobre relações em casa de alterne

O sonho de uma vida melhor acaba muitas vezes numa casa de alterne, onde sexo não entra. O combinado é levar os clientes a beber, fingindo gostar de os ouvir, mas também aqui a crise assombra o negócio.

As relações que se estabelecem entre as mulheres ("alternadeiras") e os clientes foram objecto de uma investigação de Lira Dolabella para a sua tese de mestrado, tema a que voltará em breve para o seu doutoramento.

Durante meses, a investigadora frequentou casas de alterne em Lisboa e conversou com estas mulheres, tendo testemunhado que a maioria são brasileiras, existindo ainda outras nacionalidades, além da portuguesa.

Em declarações à agência Lusa, Lira Dolabella disse que estas mulheres "entram em Portugal em busca de novas oportunidades, uma vida diferente".

"Quando chegam, começam a trabalhar em sub empregos, na restauração ou a cuidar de idosos. Ganham muito pouco e ficam frustradas. Nessa altura, há sempre uma amiga de uma amiga que trabalha na noite e que apresenta esse mundo", disse.

No início, contou, essas mulheres ficam "chocadas, depois habituam-se e já não querem outro tipo de vida".

A idade das mulheres que a investigadora mais encontrou neste trabalho não vai além dos 35 anos, embora tenha encontrado mais velhas.

Lira Dolabella tem dificuldade em desenhar um perfil das "alternadeiras" em Portugal, encontrando diferentes origens geográficas, umas têm filhos e outras não, além de diferentes níveis de escolaridade.
Uma coisa têm em comum: não são e nem gostam que as confundam com prostitutas. "A actividade sexual não é permitida dentro das casas de alterne, não há prostituição", afirmou.

Estas mulheres, pormenorizou, diferenciam-se da prostituição e estão mesmo proibidas de sair com clientes durante as horas em que trabalham nestas casas.

A sua função, contou, é "entreter os clientes, levando-os a consumir bebidas alcoólicas e a oferecerem-nas às alternadeiras".

Apesar de, normalmente, beberem muitas bebidas alcoólicas, estas mulheres têm "estratégias" para não se embebedarem, que podem passar por entornar o copo ou, de uma forma simulada, despejar o seu conteúdo sem que o cliente veja.

O ganho destas mulheres provém das comissões com as bebidas. Lira Dolabella não conseguiu apurar o vencimento mensal médio, mas sabe que "é muito". E exemplifica com o preço do champanhe que pode chegar aos 80 euros por garrafa.

O sexo não entra nestas contas. E fica fora das portas destas casas. No entanto, Lira Dolabella apurou que há relações que se prolongam e essas sim envolvem relações sexuais.

"Algumas destas mulheres têm uma relação que, muitas vezes, começa com um cliente. É uma espécie de namorado que lhes proporciona conforto financeiro, ainda que este se apresente como o pagamento de jantares, ajudas na renda da casa ou viagens", disse.

Normalmente, avançou, são clientes frequentes, com estabilidade financeira, que procuram a mesma mulher para uma relação extra-matrimonial e que são, para as "alternadeiras", um objectivo de trabalho.

A investigadora identificou igualmente que estas mulheres preferem esconder a sua actividade, por causa do estigma.

A crise já deixa as suas marcas nestas casas. À investigadora, algumas mulheres disseram que, no passado, o dinheiro corria muito mais nestas casas, que estavam sempre cheias, ao contrário dos dias de hoje.

Sandra Moutinho/Lusa

Prostituição: Associação europeia lança campanha

A organização Lóbi Europeu de Mulheres (LEM) lançou ontem em Bruxelas uma campanha de sensibilização para a “violência” da prostituição, que inclui um pequeno filme provocador, com o qual espera abalar as “certezas” de muitos homens.

A campanha, intitulada “Juntos por uma Europa livre de prostituição”, que tenciona chegar a todos os Estados-membros da União Europeia, exorta os cidadãos, governos nacionais e UE a tomarem ações concretas com vista a pôr fim ao que a LEM denuncia como “tolerância da sociedade” face à exploração sexual e económica das pessoas que caem na prostituição”.

“Do nosso ponto de vista, o sistema da prostituição espelha a desigualdade, é um local onde a violência e a opressão estão dissimuladas pela da imagem distorcida de uma igualdade, através de uma troca comercial”, apontou Rada Boric, do Lóbi Europeu de Mulheres.

Para contrariar esta “imagem distorcida”, o realizador belga Patrick Jean realizou um vídeo “provocador” de um minuto, o principal símbolo da campanha, no qual se vê um homem prostituto a receber em sua casa uma série de mulheres, que deixam dinheiro em cima da mesa, como pagamento pelos seus favores sexuais.

Patrick Jean explicou que a ideia surgiu em vários debates com outros homens, muitos dos quais consideravam a prostituição um fenómeno natural, invocando a liberdade das mulheres em venderem o seu corpo.

“Nessas conversas eu dizia-lhes para se colocarem na pele de uma prostituta. O que sentiriam se tivessem de fazer sexo, e «aquele» sexo, com 10, 15 mulheres desconhecidas, pelas quais não sentiam qualquer atração?”, disse, justificando assim um vídeo concebido para abalar “as certezas” de muitos homens.

A organização disponibiliza o vídeo no seu sítio de Internet (http://www.womenlobby.org/ ), em 18 línguas, entre as quais o Português, mas espera que venha a ser passado em canais televisivos de vários países europeus.

“Queremos chamar a atenção não tanto para a violência em torno da prostituição e na prostituição, mas para a violência que a prostituição constitui em si mesma”, sintetizou Grégoire Théry, administrador de uma organização não-governamental, Sawa.

Alteração cerebral explica prática do bareback, destaca Folha de S.Paulo

Durante o 7º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, pesquisadores relacionaram o comportamento de risco ao HV a uma alteração cerebral dos sistemas de risco e prazer. Confira a notícia na íntegra a seguir..

Neurociência explica comportamento de risco sexual extremo

Por que alguém participa de uma orgia sexual sem camisinha que inclui sabidamente participantes contaminados com o HIV? É o que estudos de neurociência vem tentando explicar.

As convenções de "barebacking", também conhecidas como "roletas-russas sexuais", reúnem dois grupos de participantes (a maioria homens): os infectados com o vírus HIV e os não infectados.

O primeiro grupo é conhecido como "gift givers". Os que "dão presentes", em tradução literal. Eles estão dispostos a infectar outras pessoas com o HIV. Ou seja, entregar o "presente".

A segunda categoria é conhecida como "chasers": os caçadores do vírus HIV.

As convenções, marcadas por meio de fóruns na internet, exigem que todos fiquem nus e façam sexo em público. "Para quem faz parte dessas reuniões, é só o prazer que importa. Todos nós temos um mecanismo que nos faz avaliar se um comportamento vale a pena ou não. Para essas pessoas, sempre vale", diz Alexandre Saadeh, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

Em palestra no "7º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções", que acaba hoje, em Gramado (RS), o psiquiatra apresentou uma abordagem científica para explicar a prática.

Prazer e perigo

Para o especialista, trata-se de uma alteração no sistema de recompensa do cérebro -o responsável por nos fazer sentir prazer.

"No cérebro, a região responsável pela sensação de perigo é muito próxima à do prazer. Então, existe uma interferência", explica Saadeh.

"O mecanismo que leva à roleta-russa sexual é a excitação do perigo. É a mesma que faz alguém querer fazer sexo na rua ou no avião. A diferença é que, no primeiro caso, existe uma exacerbação extrema", diz o psiquiatra.

Para Saadeh, com os avanços da medicina, os participantes já não encaram a aids como uma doença mortal.

Eles sabem que, se contaminados, poderão viver por muitos anos se usarem o coquetel contra o vírus. Por isso, passam a encarar a infecção de uma maneira positiva.

"Ser contaminado com o HIV representa o fim do medo. Como eles já estão infectados com o maior dos temores, acreditam que podem transar sem camisinha livremente", diz Saadeh, que também coordena o Amtigos (Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual)

Só homens

Para o pesquisador, o fato de a prática ser mais masculina evidencia diferenças cerebrais em relação ao comportamento sexual. "A composição cerebral do homem aumenta sua tendência a essas compulsões pelo prazer."

O tema é tabu nos consultórios. "Os pacientes relutam em falar. Só é possível abordar o tema depois de estabelecer uma forte relação de confiança", disse Saadeh.

Sintomas de HIV-Aids

Ainda que muito a Medicina tenha avançado no estudo da AIDS, e talvez por isso mesmo, pessoas há que estão tomando menos ou nenhum cuidado quando praticam o ato sexual.

O advento do Viagra, possibilitando aos mais idosos fazerem sexo com mais facilidade tem contribuído para o aumento dessa doença.

Tanto assim é que foi constatado o acréscimo dessa doença em mulheres de mais idade – fiéis aos seus maridos. A causa é simples: eles ingerem o Viagra e procuram parceiras mais jovens sem usarem proteção alguma. Chegam à casa ainda sob o efeito do mesmo e, irresponsavelmente têm relações com suas esposas.

Espero que este artigo informe a todos - principalmente aos que pertencem à faixa etária mencionada retro - para que tomem os cuidados necessários em casos que tais.

Saiba quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV e quais doenças definem a AIDS (SIDA)


Ao contrário do que muita gente pensa, ser portador do HIV não é igual a ter AIDS (SIDA). Para o diagnóstico de AIDS é preciso além da presença do vírus, a coexistência de doenças pela imunossupressão.

O HIV age infectando e destruindo os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual e os pacientes podem permanecer assintomáticos por muitos anos. Isto significa que algumas pessoas podem ter HIV durante anos e não desenvolver AIDS (SIDA).

A AIDS (SIDA) surge quando o número de linfócitos está muito baixo e a quantidade de vírus no sangue está muito alta. Com poucos linfócitos, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando susceptível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.

Na verdade, o HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade está nas infecções oportunísticas, ou seja, aquelas que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico para se desenvolver.

Porém, o HIV em alguns casos pode também causar sintomas. Logo após a contaminação pelo vírus, podemos ter um quadro chamado de infecção aguda pelo HIV, que nada tem a ver com AIDS. É um quadro semelhante a qualquer virose comum.

Neste texto vou falar sobre os 2 quadros clínicos causados pelo HIV:

a.) Infecção primária ou aguda pelo HIV
b.) AIDS (SIDA)

a.) INFECÇÃO AGUDA PELO HIV
Chamamos de infecção aguda pelo HIV o quadro viral que surge dias após o paciente ter sido contaminado pelo vírus. Uma grande quantidade de sinais e sintomas podem estar associados à infecção aguda pelo HIV. Muitos deles, sintomas inespecíficos que ocorrem comumente em uma gama de outros quadros infecciosos, como pode-se ver na figura ao lado (clique para ampliar).

O sintoma mais comum é a febre (38ºC a 40ºC), que ocorre em mais de 80% dos casos.

Também muito comuns são:
• Faringite sem aumento da amígdalas e sem presença de pus ( leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE )
• Manchas vermelhas na pele (rash) que ocorrem 48 a 72h após o início da febre e costumam durar entre 5 e 8 dias. Este rash costuma se apresentar como lesões arredondadas, menores que 1 cm, avermelhadas, com discreto relevo e distribuídas pelo corpo, principalmente no tórax, pescoço e face. Também podem acometer solas dos pés e palmas das mãos.
• Aumento de linfonodos (ínguas) principalmente em axilas e pescoço.
• Dores articulares, musculares e cefaléia (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE)

Em 10% dos casos pode-se ter também aumento de fígado e/ou baço, úlceras orais, anais e genitais, diarréia e vômitos (podendo levar ao emagrecimento de até 5 kg).

A úlceras parecem estar relacionadas ao ponto de entrada do vírus nas mucosas, semelhante ao que ocorre na sífilis (leia: SINTOMAS DA SÍFILIS). Úlceras orais indicam contaminação por sexo oral ativo e a úlceras anais por sexo anal passivo. Do mesmo modo, também pode haver úlceras vaginais e penianas.

Existem também casos descritos de hepatite, pneumonia e pancreatite (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA) causados pela infecção aguda do HIV.

Em raros casos também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

Tipicamente os sintomas de infecção aguda pelo HIV iniciam-se entre 2 e 4 semanas após a exposição. Porém, já foram descritos casos com até 10 meses de intervalo.

Como se pode notar, são todos sintomas inespecíficos e nenhum deles consegue definir o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV. Mais importante que os sintomas em si, é o tempo de intervalo entre o comportamento de risco (sexo sem preservativos ou compartilhamento de agulhas) e o aparecimento dos mesmos.

De qualquer modo, o diagnóstico não é clínico já que várias doenças têm o mesmo quadro, sendo necessário a realização das sorologias ou da pesquisa do vírus para confirmação (leia: SOROLOGIA PARA HIV / AIDS. COMO E QUANDO TESTAR ?).

Os pacientes na fase aguda do HIV apresentam carga viral elevadíssima estando portanto altamente contagiosos neste momento (leia: SAIBA COMO SE PEGA E TRANSMITE HIV E AIDS (SIDA)).

O quadro de infecção aguda pode durar até 2 semanas, depois desaparece e o HIV fica silenciosamente alojado no corpo por muito tempo.

b.) SINTOMAS DA AIDS (SIDA)
O término da infecção aguda costuma coincidir com a positivação da sorologia pela produção de anticorpos específicos contra o HIV; ou seja, quando a infecção aguda termina, os exames de sangue pesquisando o HIV já costumam estar positivos. Nesta fase, a carga viral (contagem de vírus circulante no sangue) cai e se estabiliza em níveis baixos durante muitos anos.

O HIV ataca principalmente as células de defesa chamadas de linfócitos CD4. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS) é um quadro de imunossupressão e infecções oportunistas devido aos níveis baixos de linfócitos CD4.

Chamamos de infecção oportunista aquelas que ocorrem aproveitando-se da queda no nosso sistema imunológico. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em doentes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve a imunossupressão.

Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo HIV e:
1.) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
2.) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
• Candidíase pulmonar ou traqueal
• Candidíase de esôfago (leia: O QUE É A CANDIDÍASE ?)
• Câncer de colo uterino invasivo (leia: HPV
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
Sintomas e vacina)
• Coccidioidomicose disseminada (uma infecção fúngica)
• Criptococose extra-pulmonar (também infecção fúngica)
• Criptosporíase intestinal (doença parasitária)
• Citomegalovírus (doença viral)
• Encefalopatia do HIV (lesão cerebral pelo HIV)
• Herpes simples crônica (mais de 1 mês de duração) ou disseminada (leia: DST - HERPES LABIAL E GENITAL)
• Histoplasmose disseminada (infecção fúngica)
• Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária)
• Sarcoma de Kaposi (neoplasia típica da AIDS) (leia: SARCOMA DE KAPOSI)
• Linfoma de Burkitt
• Linfoma do sistema nervoso central (leia: O QUE É UM LINFOMA ?)
• Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (infecção bacteriana)
• Tuberculose disseminada (leia: SINTOMAS DE TUBERCULOSE)
• Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (também chamado Pneumocystis jirovecii)
• Pneumonias recorrentes (leia: QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PNEUMONIA ? )
• Leucoencefalopatia multifocal recorrente (doença viral que ataca o cérebro)
• Sepse pela bactéria salmonela (leia: O QUE É SEPSE E CHOQUE SÉPTICO ?)
• Toxoplasmose cerebral (leia: TOXOPLASMOSE
Sintomas, IgG e tratamento)
• Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV

Qualquer paciente que apresente uma das doenças acima, provavelmente apresenta alguma deficiência imunológica, pois são problemas que não costumam surgir em pacientes saudáveis. As doenças listadas acima são típicas de pacientes com imunossupressão, não necessariamente por AIDS. Sua presença, porém, indica obrigatoriamente a investigação do HIV, caso não haja uma causa óbvia para a imunossupressão, como por exemplo, uso de drogas imunossupressoras ou quimioterapia.

Não existe um quadro clínico único da AIDS. O quadro clínico vai depender do tipo de doença que se desenvolver e os órgãos afetados. Se você me perguntar qual os sintomas da AIDS, eu vou responder, depende.

A imunossupressão além de facilitar o surgimento de infecções, também aumenta a frequência de neoplasias malignas. Cânceres como o de colo uterino (leia: SINTOMAS DO HPV E CÂNCER DO COLO DO ÚTERO) se tornam extremamente agressivos e linfomas são muito mais frequentes na AIDS que em pessoas sadias. Outros como o Sarcoma de Kaposi são típicos de imunossuprimidos, principalmente em homossexuais (leia: SARCOMA DE KAPOSI).

As doenças mais típicas da AIDS são a candidíase de esôfago, a tuberculose (que na forma pulmonar pode ocorrer também em pessoas sem HIV), o sarcoma de Kaposi, a toxoplasmose cerebral, a pneumonia pelo fungo P. carinii e a citomegalovirose.

Aquela imagem do paciente com AIDS, caquético, cheio de lesões de pele e candidíase oral, já não é mais tão comum. O tratamento avançou muito nos últimos

anos e boa parte dos doentes mantém seus níveis de CD4 elevados, impedindo a ocorrência de infecções oportunistas. Os pacientes já são diagnosticados mais precocemente e o tratamento costuma ser iniciado antes de fases muitos avançadas da doença.

Mas o HIV ainda não tem cura e ainda mata. Na verdade, quem leva ao óbito não é o HIV, mas sim as infecções oportunísticas e neoplasias secundárias a imunossupressão.

(*) Pedro Pinheiro é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002 com reconhecimento de diploma pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Título de Nefrologista reconhecido pelo colégio português de nefrologia. Médico Nefrologista coordenador da Clínica Ribadial Fresenius, Santarém. Médico nefrologista do Hospital de Setúbal, Portugal.

Tem dois blogs : “MD SAÚDE” e Oftalmologia e Saude Ocular .
Membros de sua Equipe: Dra. Renata Campos e Dr. Renato Souza Oliveira

GRANDE REPORTAGEM: Afeganistão é o país mais perigoso para mulheres, revela estudo

O cartaz de uma candidata afegã
ao Parlamento aparece pichado em Herat,
 no oeste do país.
Um estudo realizado pela fundação Thomson Reuters revelou que o Afeganistão é o país mais perigoso para mulheres. A violência, os péssimos serviços de saúde e a pobreza levaram o país árabe para o topo da lista. Em seguida vem a República Democrática do Congo (RDC), na África, por conta do elevado número de estupros, usados como arma de guerra.

A fundação lançou nesta quarta-feira a seção feminina do TrustLaw.org, site que divulga informações legais e oferece amparo legal gratuito. Na lista do TrustLaw Women aparecem ainda a Índia, mencionada pelo tráfico humano e escravidão sexual, o Paquistão, por ataques a ácido contra mulheres e a Somália, que apresenta diversos riscos às habitantes do sexo feminino.

As informações foram reveladas nesta quarta-feira, 15, pelo jornal britânico The Guardian, que publicou números relacionados à violência contra as mulheres nesses países. Na Somália, por exemplo, segundo o diário, 95% das meninas sofrem mutilações genitais, a maior parte quando têm entre 4 e 11 anos.

Na RDC, que o Guardian chama de "capital mundial do estupro" citando a classificação da ONU, 1.152 mulheres são violadas diariamente e 57% das grávidas sofrem de anemia. Outro dado assustador vem da Índia. No país, 44,5% das meninas se casam antes dos 18 anos.

Lá, 50 milhões de mulheres foram consideradas "desaparecidas" nos últimos 100 anos por conta do infanticídio (morte de crianças) e do feticídio (aborto provocado) feminino. O Paquistão, que paga salários 82% menores para mulheres, tem mais de mil casos anuais de "crimes de honra".

Uma em onze

O Afeganistão aparece na pesquisa não apenas como o país mais perigoso para as mulheres em geral, mas também como o pior em três de seis categorias avaliadas (leia mais abaixo). O país tirou notas ruins em saúde, violência não sexual e falta de acesso a recursos econômicos.

O país, mergulhado em um conflito violento pelo menos desde o início das operações em busca do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, morto em 1º de maio, tem altas taxas de mortalidade no momento do parto, acesso limitado a médicos e, segundo a Reuters, uma carência quase total de direitos econômicos. Mulheres afegãs têm uma chance de 1 em 11 de morrer no momento do parto, segundo a Unicef.

"O conflito contínuo, os ataques aéreos da Otan e as práticas culturais combinadas fazem do Afeganistão um lugar muito perigoso para as mulheres", disse à Reuters Clementina Cantoni, colaboradora no Paquistão do Echo, departamento de ajuda humanitária da Comissão Europeia.

Segundo ela, as mulheres que tentam "'levantar a voz' ou assumir cargos públicos para desafiar estereótipos sexuais arraigados" são intimidadas ou assassinadas no país. Clementina cita, entre as proibições impostas às mulheres afegãs, o trabalho na polícia ou como apresentadoras de TV.

Seis riscos

Segundo a Reuters, o TrustLaw pediu a 213 especialistas em gêneros de cinco continentes para fazer um índice de países perigosos em virtude das percepções de perigos e de seis riscos: ameaças para a saúde, violência sexual e não sexual, fatores culturais ou religiosos, falta acesso a recursos e tráfico humano.

Alguns dos especialistas consultados mencionaram ainda questões como a discriminação. "Acho que devemos olhar para todos os perigos que mulheres e meninas enfrentam", disse à agência Elisabeth Roesch. Ela trabalha com a violência de gênero para o International Rescue Committee (Comitê Internacional de Resgate), em Washington.

Para Elisabeth, se uma mulher não tem acesso aos serviços de saúde "porque sua saúde não é uma prioridade, essa pode ser uma situação perigosa, também".

'Capital mundial do estupro'

A República Democrática do Congo (RDC), que ainda se recupera da guerra civil de 1998 a 2003 e da morte de 5,4 milhões de pessoas, tem 400 mil mulheres estupradas por ano. O Guardian cita outra cifra. Segundo o jornal, as mulheres congolesas não são permitidas a assinar documentos legais sem autorização do marido.

Segundo Clementina Cantoni, as estatísticas da RDC são "muito reveladoras". Ela disse que no país, em guerra contínua, o estupro é usado como arma. Há ainda "recrutamento de mulheres como soldadas que também são usadas como escravas sexuais", relata.

A situação se agrava, de acordo com a especialista, porque o governo "é corrupto", os direitos das mulheres são "mínimos" e "na prática, isso significa que há pouca ou nenhuma forma de recorrer à Justiça".

Ranking

As práticas culturais, tribais e religiosas do Paquistão colocam o país em terceiro lugar no ranking divulgado pelo jornal britânico. Segundo a Reuters, entre essas práticas estão ataques com ácido, casamentos forçados - muitas vezes quando as meninas ainda são muito novas - e agressões como apedrejamento e outros abusos físicos.

Em seguida está a Índia, com altos índices de feticídio, infanticídio e tráfico de pessoas. Segundo a agência de notícias, o secretário de Interior do país em 2009 estimou na época que 100 milhões de pessoas, na maioria mulheres e meninas, foram envolvidas em tráfico durante aquele ano.

Para o Guardian, a presença da Índia na lista "foi inesperada", sendo um "país que se desenvolve rapidamente" e caminha para "se tornar uma superpotência".

No quinto lugar a Somália aparece com uma lista de perigos, como altas taxas de mortalidade materna, estupros, mutilação genital feminina, acesso limitado à educação, a serviços de saúde e a recursos econômicos.

O Guardian revela que apenas 7,5% dos assentos no Parlamento são ocupados por mulheres, e que espantosos 9% dão à luz em hospitais ou clínicas.

Também de acordo com o jornal, a ministra da Mulher do país, Maryan Qasim, disse sobre a pesquisa que pensava que a Somália ficaria "em primeiro na lista, não em quinto".

Mulheres e homens traem por motivos diferentes

Você encontra um bilhete de motel no bolso da calça do seu namorado. Era o que você precisava para confirmar a traição. A primeira pergunta que você quer fazer é: por que ele me traiu? Antes de tentar entender o porquê da traição, devemos diferenciar o sexo do amor e descobrir se mulheres e homens traem pela mesma razão.

O médico psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovati, em palestra feita na Casa do Saber, em São Paulo, afirmou que sexo e amor não são fenômenos únicos e iguais, e que é um erro confundir os dois sentimentos. Para o psicoterapeuta, o amor é algo interpessoal, ou seja, precisa de duas ou mais pessoas para existir, precisa da troca. Já o sexo é algo pessoal. “Tanto é pessoal que quando sentimos prazer na hora do sexo, fechamos os olhos” explica.

Para o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, homens e mulheres traem por razões distintas. “Temos diferenças biológicas, o homem possui 30% mais o hormônio testosterona do que a mulher, o que faz com que eles tenham mais libido, mais desejos sexuais. Enquanto as mulheres possuem 10% a mais de ocitocina no organismo, que, entre outras funções, é responsável pelo sentimento de apego e de veiculação afetiva”, afirma.

Por isso, homens traem mais por razões sexuais e mulheres por razões emocionais. “Ternura e tesão são coisas diferentes, a fidelidade sexual é diferente da fidelidade emocional”, lembra Gikovati.

Outro ponto que favorece os homens na traição exclusivamente sexual é o fato de eles possuírem desejo visual, e a mulher não. “Mulher se excita ao perceber que é desejada, por isso elas se embelezam mais, tudo para serem notadas. Enquanto os homens gostam de olhar o seu objeto de desejo e se excitam visualmente”, comenta Flávio Gikovati.

Uma pesquisa realizada pelo psicólogo Thiago de Almeida com 900 pessoas, dentre elas 356 homens e 544 mulheres de várias faixas etárias, classes sociais e orientações sexuais, mostra que 90% das mulheres se dizem fiéis aos seus companheiros. Entre os homens, esse percentual cai para 60%. O “efeito novidade”, ou o que os cientistas chamam de “efeito Coolidge”, que é uma referência ao ex-presidente norte-americano Calvin Coolidge, diz respeito ao ato de procurar novos parceiros para diferenciar a vida sexual.

A lenda diz que a ex-primeira-dama passeava pela fazenda quando foi informada de que um boi copulava 17 vezes ao dia. Ironicamente pediu que os assessores contassem o fato para Coolidge. Quando foi informado, Coolidge descobriu também que o boi copulava sempre com vacas diferentes: “Contem para minha esposa”, teria dito ele.

O “efeito novidade” apareceu em primeiro lugar nas razões de infidelidade dos homens, com 35,6%. Para elas, ter um parceiro novo é a segunda razão para ser infiel, com 19,7%, perdendo apenas para a vingança de ser traída, que aparece na pesquisa com 33,8%.

Outra razão citada pelos entrevistados é o prazer e o efeito lúdico da conquista, que foi citada por 19,6% dos homens e 11,3% das mulheres. A carência física também foi apontada como razão da “pulada de cerca” de 7,7% dos homens e 15,5% das mulheres.

Problemas no sexo...?

Estresse e até pressão para ser feliz atrapalham na cama. Faça o teste e saiba como melhorar sua relação.

Jantar romântico, juras de amor e uma noite de dar inveja até mesmo aos mais fiéis praticantes do Kama Sutra: esse é o sonho de muitos casais para o Dia dos Namorados perfeito. Transformar o plano em realidade, no entanto, nem sempre é algo fácil na vida real. Estresse, cansaço e até mesmo a sensação de obrigação de satisfazer o parceiro podem ser obstáculos à felicidade sexual. Mas não precisa se desesperar: um teste simples pode te mostrar o caminho das pedras — ou melhor, do lençol.

Segundo Carmita Abdo, coordenadora do Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o primeiro passo para ter uma vida sexual plena é identificar as dificuldades.

>> PARA MULHERES: Faça o teste aqui

“O questionário aponta ao paciente onde estão os obstáculos que atrapalham a vida sexual de cada um. Muitas vezes a pessoa não se sente feliz na hora do sexo, mas não identifica onde está o problema. Já atendi mulheres que reclamam que não têm orgasmo, mas o problema começava antes. Ela, na verdade, não tinha lubrificação e, por isso, sentia dor e a falta do orgasmo era a consequência”, diz.

>> PARA HOMENS: Faça o teste aqui

Na versão feminina, as perguntas avaliam desejo, satisfação, preliminares, excitação, orgasmo e até dor na hora da relação. O teste dos homens avalia, além disso, ereção e ejaculação. Mas atenção: o questionário não deve ser respondido pelo casal. O ideal é que cada um faça seu teste isoladamente. “É importante que as respostas sejam sinceras. Quando se faz o teste a dois, as pessoas ficam com medo de magoar, de admitir que têm uma dificuldade ou outra, e isso altera o resultado”, alerta Carmita.

A dica então é fazer o teste antes de encontrar o namorado(a), marido, mulher, ‘amigo colorido’ ou seja lá com quem você vai comemorar o Dia dos Namorados. Esse pode ser o melhor presente.

“Em muitos casos, a pessoa vai perceber que só de identificar a dificuldade, ela mesma já vai poder resolver o problema sozinha. Não vai nem precisar de ajuda médica”, anima Carmita.

Expectativas e reclamações diferentes

Ana e Caio fizeram sexo. Ele adorou. Ela nem tanto. Também poderia ser o contrário. Segundo especialistas, nem sempre o sexo que é ótimo para um é bom para o outro. Assim como as expectativas, as reclamações de homens e mulheres também são diferentes.

“Assim como a maioria das mulheres deseja perder dois quilos, grande parte dos homens deseja aumentar o pênis”, diz o sexólogo Amaury Mendes. “Mas para as mulheres o tamanho não faz diferença no desempenho e sim como ele conduz a relação sexual”.

Já entre as mulheres, a maior autocrítica é a falta de desejo, diz Carmita. “Em relação aos parceiros, a maior reclamação feminina é o pouco investimento nas preliminares. Já os homens dizem que elas são lentas”.

Dar para receber: autoestima e empatia levam a maior satisfação sexual

Está na hora de você começar a pensar em ser um ser humano melhor: segundo um novo estudo, pessoas que se comunicam melhor e compreendem as emoções de outras pessoas são mais propensas a ter uma vida sexual satisfatória.

O estudo analisou dados de cerca de 3.200 pessoas, com idades entre 18 a 26 anos, que foram examinados entre 2001 e 2002.

Segundo os pesquisadores, os atributos pessoais como a autoestima e a autonomia também desempenharam um papel no prazer e na saúde sexual. A saúde sexual inclui o bem-estar sexual, e o prazer sexual é uma parte importante desse bem-estar.

“Como as pessoas interagem e sua capacidade de escutar uns aos outros e levar em conta a perspectiva do outro pode realmente influenciar o sexo”, afirma a pesquisadora Adena Galinsky.

Os participantes responderam perguntas destinadas a avaliar seus níveis de estima, autonomia e autoempatia, juntamente com a sua saúde sexual e satisfação.

A autonomia é definida como a força para seguir suas convicções pessoais, mesmo quando elas vão contra a sabedoria convencional (e que normalmente aumenta com a idade, conforme os adolescentes entram na idade adulta).

Autoestima é uma crença em si mesmo e no seu valor, que também aumenta com a idade. A empatia é a capacidade de entender a perspectiva do outro, ver as coisas do seu ângulo e entender e responder às suas emoções.

O estudo descobriu que os homens eram mais propensos a terem mais orgasmos durante o sexo, com 87% afirmando isso em comparação com 47% das mulheres no estudo.

Os homens também tinham tendência maior de gostar de fazer sexo oral na sua parceira. “A realidade é que a maioria dos homens jovens gosta de participar de atividades em que o objetivo é dar prazer ao parceiro”, disse Galinsky.

Quando os pesquisadores compararam os atributos de personalidade com três medidas de satisfação sexual (frequência de orgasmo, nível de prazer em dar e receber sexo oral) descobriram que níveis mais elevados de autoestima, autonomia e empatia eram associados com maior prazer sexual em mulheres.

Nos homens, só a empatia teve um impacto. A autonomia só foi positivamente correlacionada com a frequência do orgasmo, enquanto a maior autoestima estava ligada ao prazer de dar sexo oral.

A hipótese dos cientistas é de que os indivíduos empáticos são mais sensíveis às necessidades do parceiro, e assim dão início a um ciclo de feedback positivo. Isso pode ser especialmente importante para o prazer das mulheres, uma vez que as ajuda a quebrar barreiras de comunicação e exploração sexual (já que, tradicionalmente, as mulheres são mais inibidas no quarto).