Problemas no sexo...?

Estresse e até pressão para ser feliz atrapalham na cama. Faça o teste e saiba como melhorar sua relação.

Jantar romântico, juras de amor e uma noite de dar inveja até mesmo aos mais fiéis praticantes do Kama Sutra: esse é o sonho de muitos casais para o Dia dos Namorados perfeito. Transformar o plano em realidade, no entanto, nem sempre é algo fácil na vida real. Estresse, cansaço e até mesmo a sensação de obrigação de satisfazer o parceiro podem ser obstáculos à felicidade sexual. Mas não precisa se desesperar: um teste simples pode te mostrar o caminho das pedras — ou melhor, do lençol.

Segundo Carmita Abdo, coordenadora do Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o primeiro passo para ter uma vida sexual plena é identificar as dificuldades.

>> PARA MULHERES: Faça o teste aqui

“O questionário aponta ao paciente onde estão os obstáculos que atrapalham a vida sexual de cada um. Muitas vezes a pessoa não se sente feliz na hora do sexo, mas não identifica onde está o problema. Já atendi mulheres que reclamam que não têm orgasmo, mas o problema começava antes. Ela, na verdade, não tinha lubrificação e, por isso, sentia dor e a falta do orgasmo era a consequência”, diz.

>> PARA HOMENS: Faça o teste aqui

Na versão feminina, as perguntas avaliam desejo, satisfação, preliminares, excitação, orgasmo e até dor na hora da relação. O teste dos homens avalia, além disso, ereção e ejaculação. Mas atenção: o questionário não deve ser respondido pelo casal. O ideal é que cada um faça seu teste isoladamente. “É importante que as respostas sejam sinceras. Quando se faz o teste a dois, as pessoas ficam com medo de magoar, de admitir que têm uma dificuldade ou outra, e isso altera o resultado”, alerta Carmita.

A dica então é fazer o teste antes de encontrar o namorado(a), marido, mulher, ‘amigo colorido’ ou seja lá com quem você vai comemorar o Dia dos Namorados. Esse pode ser o melhor presente.

“Em muitos casos, a pessoa vai perceber que só de identificar a dificuldade, ela mesma já vai poder resolver o problema sozinha. Não vai nem precisar de ajuda médica”, anima Carmita.

Expectativas e reclamações diferentes

Ana e Caio fizeram sexo. Ele adorou. Ela nem tanto. Também poderia ser o contrário. Segundo especialistas, nem sempre o sexo que é ótimo para um é bom para o outro. Assim como as expectativas, as reclamações de homens e mulheres também são diferentes.

“Assim como a maioria das mulheres deseja perder dois quilos, grande parte dos homens deseja aumentar o pênis”, diz o sexólogo Amaury Mendes. “Mas para as mulheres o tamanho não faz diferença no desempenho e sim como ele conduz a relação sexual”.

Já entre as mulheres, a maior autocrítica é a falta de desejo, diz Carmita. “Em relação aos parceiros, a maior reclamação feminina é o pouco investimento nas preliminares. Já os homens dizem que elas são lentas”.

Dar para receber: autoestima e empatia levam a maior satisfação sexual

Está na hora de você começar a pensar em ser um ser humano melhor: segundo um novo estudo, pessoas que se comunicam melhor e compreendem as emoções de outras pessoas são mais propensas a ter uma vida sexual satisfatória.

O estudo analisou dados de cerca de 3.200 pessoas, com idades entre 18 a 26 anos, que foram examinados entre 2001 e 2002.

Segundo os pesquisadores, os atributos pessoais como a autoestima e a autonomia também desempenharam um papel no prazer e na saúde sexual. A saúde sexual inclui o bem-estar sexual, e o prazer sexual é uma parte importante desse bem-estar.

“Como as pessoas interagem e sua capacidade de escutar uns aos outros e levar em conta a perspectiva do outro pode realmente influenciar o sexo”, afirma a pesquisadora Adena Galinsky.

Os participantes responderam perguntas destinadas a avaliar seus níveis de estima, autonomia e autoempatia, juntamente com a sua saúde sexual e satisfação.

A autonomia é definida como a força para seguir suas convicções pessoais, mesmo quando elas vão contra a sabedoria convencional (e que normalmente aumenta com a idade, conforme os adolescentes entram na idade adulta).

Autoestima é uma crença em si mesmo e no seu valor, que também aumenta com a idade. A empatia é a capacidade de entender a perspectiva do outro, ver as coisas do seu ângulo e entender e responder às suas emoções.

O estudo descobriu que os homens eram mais propensos a terem mais orgasmos durante o sexo, com 87% afirmando isso em comparação com 47% das mulheres no estudo.

Os homens também tinham tendência maior de gostar de fazer sexo oral na sua parceira. “A realidade é que a maioria dos homens jovens gosta de participar de atividades em que o objetivo é dar prazer ao parceiro”, disse Galinsky.

Quando os pesquisadores compararam os atributos de personalidade com três medidas de satisfação sexual (frequência de orgasmo, nível de prazer em dar e receber sexo oral) descobriram que níveis mais elevados de autoestima, autonomia e empatia eram associados com maior prazer sexual em mulheres.

Nos homens, só a empatia teve um impacto. A autonomia só foi positivamente correlacionada com a frequência do orgasmo, enquanto a maior autoestima estava ligada ao prazer de dar sexo oral.

A hipótese dos cientistas é de que os indivíduos empáticos são mais sensíveis às necessidades do parceiro, e assim dão início a um ciclo de feedback positivo. Isso pode ser especialmente importante para o prazer das mulheres, uma vez que as ajuda a quebrar barreiras de comunicação e exploração sexual (já que, tradicionalmente, as mulheres são mais inibidas no quarto).

Lady Gaga diz que sexo faz o mundo girar

A cantora Lady Gaga, que lançou recentemente o CD Born This Way, disse em entrevista que sexo é uma inspiração para todos.

"Sexo é uma inspiração para todos e eu acho que não há uma canção que tenha sido escrita que o sexo não faça parte. É isso que faz o mundo girar. Eu não sei se sexo a três faz o mundo girar, mas acredito que seja divertido", disse a cantora.

Em entrevista recente, a cantora admitiu ter feito sexo com a três no passado.

A cantora Lady Gaga foi a principal atração da Parada Gay europeia, a Europride 2011, que aconteceu neste sábado (11) em Roma, na Itália. Mais de 500 mil pessoas foram prestigiar o discurso de Gaga, que defendeu os direitos da comunidade LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros) no mundo. As informações são do jornal italiano Corriere Della Sera.

Para a cantora, "não é apenas uma festa, e não apenas uma manifestação pacífica. Estamos aqui hoje para defender o amor. Quero agradecer as pessoas bonitas que vi aqui hoje em Roma. É uma honra para mim ser a representante de vocês na Europride".

Sob os aplausos da multidão, Lady Gaga agradeceu ao prefeito Gianni Alemanno e à estilista Donatella Versace: "hoje todos os meus sonhos se tornaram realidade na Itália". Escoltada pela Polícia, ela chegou com sua equipe em duas vans pretas à Praça da República, no centro da cidade, e subiu ao palco por volta das 21h.

Saber ouvir melhora vida sexual

Não será uma surpresa para a maioria das mulheres, mas nem sempre esta teoria é entendida pelos parceiros do sexo masculino. Agora, um estudo norte-americano vem provar que um homem capaz de ouvir e conversar tem maior probabilidade de ter uma vida sexual feliz.

Os homens que sabem comunicar e ouvir têm mais probabilidade de conseguir satisfazer a sua parceira feminina e de fazê-la atingir o clímax, revela o estudo que analisou respostas de jovens adultos. Este é o primeiro estudo a encontrar uma sólida relação entre o bem-estar psicológico dos parceiros e a sua vida sexual.

A equipa da Escola de Saúde publica Johns Hopkins Bloomberg (Baltimore, EUA), liderada pela investigadora Adena Galinsky, revela que o prazer sexual de uma mulher está diretamente ligado à empatia que sente pelo parceiro. Nos casos em que os homens mostram empatia criam um “ciclo de feedback” positivo que aumenta o prazer da mulher.

O estudo indica também que as mulheres que têm mais autoestima e uma maior independência tem níveis mais altos de prazer sexual.

Por fim, a equipa descobriu que os jovens do sexo masculino têm maior probabilidade de atingir o clímax: nove em cada 10 atinge o orgasmo sempre que tem relações, enquanto isso apenas acontece em 47 por cento das mulheres.

A pesquisa analisou a resposta de 3.237 indivíduos, com idades entre os 18 e os 26 anos, que participaram num estudo realizado anteriormente intitulado “Sexual health is more than the absence of sexually-transmitted infection”.

A investigadora Galinsky e a sua equipa estão agora a realizar um estudo que envolve o prazer sexual em homens e mulheres mais velhos.

Clique AQUI para aceder à página do estudo.

30% dos portugueses faz sexo mais de uma vez por dia

Como está a vida sexual dos portugueses? Para responder a esta questão, o Salão Erótico do Algarve, que se realiza de 9 a 12 de Junho, em Portimão, promoveu um inquérito online, através da sua página Internet, ao qual responderam mais de mil pessoas.
30% dos que responderam ao inquérito promovido pelo Salão Erótico do Algarve têm relações sexuais mais de uma vez por dia, enquanto 32% refere uma frequência de 4 a 6 vezes por semana.

De acordo com o mesmo inquérito, o sexo oral é também uma prática comum: 98% diz-se praticante contra apenas 2% que não o fazem. Curiosamente, os que referem não ser adeptos são homens, uma vez que a totalidade das mulheres confirmou a prática de sexo oral. Por outro lado, 65% das mulheres e 60% dos homens dizem fazer sexo anal. No entanto, 39% do total de participantes no inquérito refere não ser adepto deste ato.

A masturbação é uma prática a que amplamente ambos os sexos recorrem. 82% dos inquiridos refere que se satisfaz sozinho, uma taxa superior nos homens (86%) mas não muito distante da relativa às mulheres (74%). 100% dos homens diz ter contacto habitual com pornografia, uma percentagem que nas mulheres se situa nos 94%. No total 97% dos participantes responderam ver pornografia.

O Salão Erótico do Algarve quis ainda saber qual a posição preferida dos portugueses na hora de praticar sexo e a posição de balança lidera com 26%, seguindo-se a de missionário (23%), elevador (17%), colher (15%). Em geral os portugueses não são tão adeptos de posições como arco-íris ou borboleta. Enquanto as mulheres preferem posições como Elevador, Balança e Colher (21% cada), os homens optam por Balança (29%), Missionário (23%) e Elevador (15%).

A prática de sexo durante o período menstrual parece não ser um problema para a larga maioria dos portugueses que responderam a este inquérito. 65% das mulheres e 55% dos homens não vêem qualquer problema. Apesar de nenhum dos inquiridos ter referido ter uma orientação homossexual, 44% das mulheres diz-se preferencial mas não exclusivamente heterossexual ou seja, preferem relações com homens mas não fecham a porta ao envolvimento no feminino. Nos homens, esta taxa desce para 32%, já que 60% se classifica exclusivamente heterossexual. A bissexualidade é a opção de 15% das mulheres e 8% dos homens.

Chineses criam 'robô do sexo' que reconhece e conversa com o dono

Shaanxi (China) - A empresa chinesa Love Sex Company anunciou a criação de um 'robô do sexo' que poderia reconhecer e até conversar com seu dono.

Com 1,52 m, o robô tem pele e músculos semelhantes aos reais, feitos de gel de silicone que reveste um esqueleto de metal moldado a partir de um esqueleto humano, conta o site Orange News.

A gerente da empresa, Li Jian, disse que os robôs foram criados para executivos que, por trabalharem demais, não têm tempo para conhecer a mulher ideal.

Os clientes podem escolher o tipo de rosto e corpo do robô, programado para reconhecer o rosto de seu dono e capaz de manter uma conversa com ele, ou ela, podendo escolher a língua.

O robô - que custa cerca de R$ 8 mil - ainda pode ser controlado para realizar posições diferentes e algumas partes do corpo são, inclusive, maleáveis, contou a gerente.

A boneca atraiu multidões de curiosos quando foi exposta em uma exibição de sexo e cultura, em Xi'an, na província Shaanxi.

TV também é cultura: programas sobre sexo ajudam as pessoas a discutirem mais o assunto

Nos EUA, o seriado Sex and the City ensinou mais do que marcas famosas que você deve usar para estar na moda; os episódios realmente levaram as pessoas a conversar mais sobre questões de saúde sexual, mesmo que não tivessem essa intenção.

Pesquisadores americanos entrevistaram 243 estudantes universitários com idade média de 20 anos, e descobriram que eles eram duas vezes mais propensos a discutir questões sexuais com seus parceiros depois de ver uma conversa semelhante na série.

No estudo, os cientistas mostraram uma das três versões de um episódio de Sex and The City, editado especialmente para a ocasião. Em uma versão, as personagens Samantha e Miranda conversam com amigos, médicos e parceiros sexuais sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) clamídia e HIV.

Outros participantes assistiram a uma versão do mesmo episódio que incluía cenas sobre HIV e clamídia, mas não as que os personagens discutiam o assunto com os outros. Um terceiro grupo de participantes viu um episódio completamente diferente de Sex and the City, sem relação com doenças sexualmente transmissíveis.

Os participantes responderam um questionário depois de assistir ao episódio, e outro duas semanas depois. 46% das pessoas que viram a discussão sobre DSTs conversaram com seu parceiro sobre o assunto nas próximas duas semanas, em comparação a 21% das pessoas que viram o episódio sem discussão, e 15% dos que assistiram um episódio diferente.
Curiosamente, os três grupos disseram que era improvável que discutissem DSTs com seus parceiros. Mas depois do episódio, eles se mostraram mais propensos a desencadear uma conversa relacionada ao sexo.

Segundo Emily Moyer-Guse, pesquisadora do estudo, esse efeito de comportamento é muito substancial depois de ver apenas um episódio de um programa de TV. “Quando os participantes viram os personagens demonstrando confiança e navegando com sucesso nessas conversas difíceis, isso lhes deu um “script” social para seguir em suas próprias vidas. Eles sentiram que tinham a capacidade de falar sobre essas questões difíceis”, diz.

Sex and The City não continua sendo gravado – mas talvez alguns canais ainda transmitam o seriado. Porém, a pesquisa nos faz pensar: será que outros filmes sobre sexo, ou outros temas delicados, também ajudam as pessoas na comunicação, a discutirem mais abertamente tais tópicos?

Ideia de que opostos se atraem é mito, diz terapeuta sexual

Especialistas dão dicas para manter relacionamentos. Para professora, relacionamento ´não tem nada de místico´.

Os opostos se atraem é um ditado antigo o suficiente para parecer eterno. De acordo com especialistas, a frase famosa pode não passar de um lugar comum, ainda mais se comparada aos efeitos da similaridade e da proximidade sobre os relacionamentos.

Tendemos a escolher quem está por perto, parecido com a gente. Achamos que é coisa do destino, que somos o ´Sr. e a Sra. Perfeitos um para o outro´, quando, na verdade, estamos mais para o ´Sr. Conveniente´ e a ´Sra. Ali na esquina´. Não tem nada de místico, afirma Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia da Open University, na Inglaterra.

Do ponto de vista antropológico, a ideia é semelhante. Não existe instinto nem predestinação genética ou biológica quando escolhemos um parceiro. O que existe é uma adaptação necessária de acordo com o ambiente e a situação econômica, explica Volker Sommer, antropólogo especializado em reprodução sexual e professor da University College of London (UCL). Diante de um público de cerca de 150 pessoas, os dois especialistas participaram de um debate no Museu de História Natural, em Londres, na sexta (27), sobre por que certos relacionamentos duram e outros não.

Mesmo com os altos índices de infidelidade, separação e divórcio, além de muita gente vivendo sozinha, adoramos um romance, a ideia de um relacionamento, de uma história de amor, segundo Meg. Há quem diga que os relacionamentos amorosos são a nova religião, que nos dão um sentido de identificação, de pertencimento. Mas é um paradoxo: queremos pertencer, mas queremos manter a nossa liberdade num relacionamento. É aí que entra o conflito.

Não à toa damos tanta importância a ´dicas´ alheias, segundo a terapeuta. É só olhar as revistas, com regras para conquistar alguém, regras para manter um relacionamento, regras para o sexo perfeito. Somos encorajados a mostrar uma imagem perfeita e colocamos uma expectativa muito grande em cima do outro também. A frustração vem quando nos damos conta de que estamos lidando com uma pessoa real, com virtudes e vícios. Ou quando há uma quebra do acordado entre as partes, ou seja, alguém pula a cerca.

A falta de comunicação e diálogo entre o casal é a principal causa do fim de um relacionamento, aponta Meg. Quando começamos a quantificar: ´eu fiz isso tantas vezes e você não´, é o indício de que não está funcionando, porque não estamos mais pensando no parceiro como uma pessoa livre que tem os seus desejos e sonhos. Sommer concorda: São dois indivíduos com interesses que nem sempre batem. Nós fazemos compromissos e o segredo é tentar ser feliz dentro desse compromisso.

Evolução

A nossa sociedade, por uma questão cultural, determina que os nossos relacionamentos sejam monogâmicos, isto é, envolvam apenas duas pessoas. Leis, inclusive, proíbem a poligamia, quando há mais parceiros no meio da história. Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade, argumenta Meg.

No início da evolução dos primatas, explica, havia mais liberdade sexual. Sem estratificação, tanto as fêmeas quanto os machos se relacionavam com quem quisessem. Quando desenvolvemos o cérebro maior do que o dos nossos ancestrais, houve uma mudança de comportamento. O cérebro representa apenas 3% do peso do nosso corpo, mas consome 20% da energia que produzimos. Isso significa que precisamos de comida de boa qualidade. As fêmeas já não davam conta de conseguir comida para manter o seu metabolismo e o do bebê e, então, passaram a depender do macho.

Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade.

Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia

Para que a coisa fluísse bem, as fêmeas precisavam cooperar. Numa sociedade de macacos, as fêmeas sincronizam o seu ciclo menstrual. Todo mundo menstrua, fica fértil e infértil simultaneamente. A competição entre os machos acaba, porque eles não correm nenhum risco de perder parceiras e, assim, podem sair juntos para buscar alimento, diz Sommer. A comida servia de moeda de troca para obter sexo. As mulheres podiam usar a sua fertilidade para trocar sexo por carne para si e o seu bebê. E os homens estariam mais propensos a isso se tivessem a paternidade garantida.

Uma grande mudança aconteceu quando surgiu a agricultura, entre 13 mil e 15 mil anos atrás. Os machos passaram a controlar a sexualidade e a fertilidade das fêmeas. Virou uma sociedade patriarcal. Para atrair as fêmeas, os machos mantinham uma área confortável, com alimentos. Então, era basicamente o cara rico dizendo: ´fique comigo porque tenho muitos recursos´. Ou era assim ou era na base da força. Aquele que não tivesse muitos recursos lutava com os adversários para conseguir a fêmea.

Tamanho físico

Em sociedades de macacos, o tamanho físico ajuda a definir o tipo de relacionamento. Sommer explica que uma fêmea e um macho com o mesmo tamanho têm grande predileção pela monogamia. Exemplo são os gibões, os únicos macacos monogâmicos: escolhem um(a) parceiro(a) e ficam com ele(a) até o fim. Se um macho for muito maior do que a fêmea, como os gorilas, a tendência é de poliginia (quando um macho se relaciona com mais de uma fêmea). Se olharmos para os humanos, os machos são 20% mais altos e mais pesados que fêmea, ou seja, sem grande diferença. Você até pode querer ter mais mulheres e querer sair lutando contra os concorrentes para conseguir mais algumas. Mas não dá, você não é um gorila, brinca.

Assim como em outras espécies, a aparência física também importa para os humanos. Quando escolhemos um parceiro, acreditamos que estamos fazendo as nossas próprias escolhas com base nos sentimentos. No entanto, estamos só preenchendo um questionário, afirma o antropólogo Sommer.

Liberdade sexual para os homens

Fazer sexo fora do casamento e ter quantas parceiras quiser é um comportamento com o qual 18,7% dos caminhoneiros ouvidos pela Foco – apenas homens – concordam. O índice revela uma grande complacência com a livre prática sexual masculina, inclusive fora do casamento, resultado obtido pela pesquisa para a pergunta: “Homens podem fazer sexo com outras pessoas, fora do casamento e terem quantas parceiras quiserem?”

Quando a mesma pergunta refere-se à mulher, no entanto, apenas uma fatia (9,04%) correspondente à metade daquele grupo de entrevistados aceita a idéia de mulheres liberais, com multiparceiros sexuais. A complacência com a livre prática masculina é particularmente elevada nos estados do Norte e Nordeste (26%) e cai para níveis de 12% a 15% nas regiões de baixo no mapa (Centro-oeste, Sudeste e Sul).

Os elementos para esse tipo de análise foram obtidos pelo formato do questionário aplicado. Além de perguntados sobre suas opiniões relativas ao comportamento sexual, foi solicitado aos motoristas emitir uma graduação de valor sobre os diversos temas pesquisados: “Concorda totalmente? Concorda pouco? Discorda pouco? Discorda totalmente?”. Essa graduação foi obtida também pela solicitação da freqüência com que cada fato ocorre na vida do caminhoneiro: “Sempre? Muito? Às vezes? Pouco? Nunca?”.

Não pode

A pesquisa comprovou que há um amplo convencimento dos caminhoneiros (99,6%) de que meninos e meninas não podem praticar sexo, mesmo se por desejo próprio. Essa discordância da livre prática sexual na infância é, conforme o relatório, “um ponto favorável no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes”. Mas há uma ressalva, porém: a idade limite que esses homens consideram como sendo de “criança” é o ponto que os coloca em conflito direto com o Estatuto da Criança. Nas respostas dos pesquisados está implícito que essa idade limite seria inferior à legal.

“Quando se referem a crianças, (os caminhoneiros) falam de idade inferior a 10 anos. Já os adolescentes, na percepção de 13,4% dos caminhoneiros, podem praticar sexo com quem desejarem, da mesma forma que os meninos (13%) e as meninas (11,1%) menores de 18 anos”, informa o relatório. Para o ECA, a infância termina no dia anterior aos 14 anos; daí até completar 18 anos e obter a maioridade é a adolescência.

A grande maioria dos caminhoneiros (70%) acha que as adolescentes entram para a prostituição sem ser obrigadas. Essa avaliação é mais rigorosa com o sexo masculino: 97% consideram que os garotos não são obrigados a se prostituir. Essa visão do problema aumenta a dificuldade do enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, observam os analistas, pois isenta caminhoneiros da responsabilidade ao transferir a culpabilidade para os menores: “fazem porque querem”.

Crianças em mais de 50% de prostíbulos nas estradas

Sexo também depende de intimidade psicológica

Há situações onde, embora nada tenha prejudicado o impulso sexual biológico (libido ou tesão), não há motivação para motivar comportamento sexual.

A motivação sexual representa a vontade de comportar-se sexualmente de acordo com as necessidades pessoais. Implica na iniciativa, na receptividade ou nas duas coisas. É a disposição de se aproximar de outra pessoa com intenções sexuais, vontade de tomar iniciativa ou aceitar a iniciativa da outra.

Pode haver situações onde, embora nada tenha prejudicado o impulso sexual biológico (libido ou tesão), não há motivação sexual para iniciar o comportamento sexual, com essa pessoa ou nestas circunstâncias.

Algumas ideias culturais fazem parte do psíquico da pessoa desde tenra idade até sempre, dando-lhe a falsa impressão que são ideias exclusivamente suas. Ser receptivo sexualmente para uma pessoa fina, rica, poderosa, artista, importante, influente etc, são qualidades culturalmente desejadas sem que a pessoa saiba bem porque.

Há momentos, principalmente nas fantasias eróticas, em que a pessoa se permite uma motivação sexual com pessoas e em circunstâncias que, fora da fantasia, não teria se permitido. As mulheres são convidadas culturalmente a viver o sexo de forma livre e desinibida, a serem disponíveis às investidas dos rapazes. O medo da pessoa de ser considerada não inserida no contexto, retrógrada ou qualquer outro suborno cultural com que se pretenda desprezar à desejável autonomia de princípios, acaba contribuindo para uma falsa aspiração sexual, um falso desejo emancipado da fisiologia sexual.

Quando o parceiro é avaliado de forma negativa e a intimidade psicológica não é estabelecida, quando há sentimentos de mágoa, decepção e incompreensão, normalmente perde-se a motivação sexual.

As decepções no relacionamento são fortes responsáveis por essa perda, muito embora a pessoa frustrada possa continuar sentindo as manifestações de seu impulso sexual e não, exatamente, orientado para seu par. Essa situação é a receita eficaz para a traição conjugal; perda da motivação, aspiração sexuais com permanência de impulsos sexuais normais.

Para que um casal continue a ter motivação sexual recíproca é preciso que suas identidades sexuais não sejam conflitantes. No ser humano maduro a vontade de ter relacionamento sexual reflete sempre algum tipo de apreço pelo par, mas o sentimento de compatibilidade sexual é fundamental.

Assim, tendo em vista a importância do casal partilhar a mesma tonalidade sexual, muitas pessoas perdem a motivação sexual porque não se sentem à vontade com o perfil sexual de seu par. É por isso que alguns casais, apesar de manifestarem reciprocamente um grande apreço, não estão sexualmente satisfeitos.

Eliane Marçal - psicóloga clínica e hipnoterapeuta

Flávio Gikovate: “Sim, a traição pode salvar um casamento”

Poucos assuntos rendem tanto quanto a traição. Seja ela cometida pelo homem ou pela mulher – o que está cada vez mais comum nos dias de hoje, com o estreitamento das diferenças comportamentais entre os dois sexos.

Mas, apesar de muitos pontos de vista e argumentos contra e a favor, o tema ainda não é consenso nem mesmo entre os especialistas. Será, por exemplo, que uma traição poderia de alguma forma salvar um casamento em crise? Para o o psiquiatra Flávio Gikovate, especialista em relacionamentos, essa hipótese se torna viável quando a traição for sexual e não sentimenal.

Convidado do canal Discovery Home & Health, que estreia no próximo dia 7 uma série com depoimentos reais e dramatizados de casos de traição, o psiquiatra deu na terça-feira (31), na Casa do Saber, em São Paulo, uma palestra sobre o tema central da série da tv a cabo, chamada "Traidores".

Durante a uma hora e meia de conversa com jornalistas e convidados, Gikovate defendeu basicamente a concepção de que sexo e amor são coisas separadas. Sendo assim, daria para encarar a traição de duas formas diferentes: a emocional e a sexual.

É um ponto de vista bem masculino, diriam muitas, mas os argumentos do psiquiatra fazem sentido, considerando que assim como mulheres e homens são diferentes um dos outros, eles também são diferentes entre si. Ou seja, nem todo homem trai. E nem toda mulher é apenas vítima de traição.

Para entender o ponto central da palestra de Gikovate, vale abrir um espaço para a definição que ele deu, logo no início, para a diferença entre amor e sexo e do por que eles não andam necessariamente juntos. O amor, segundo ele, é uma experiência interpessoal, ou seja, que precisa de mais alguém além de nós mesmos para acontecer. Nosso primeiro contato com esse sentimento acontece ainda no útero e, desde o nascimento, não conseguimos mais nos desfazer dele, da necessidade de sentir-se amado. O amor, tanto o materno quanto o matrimonial, presupõe a sensação de paz, harmonia e aconchego.

“Na linguagem do filósofo alemão Schopenhauer, por exemplo, o amor é um prazer negativo que nasce como remédio para uma dor de desamparo. Ou seja, a sensação de incomplitude que existe em cada um de nós se alivia com o amor. Por isso não consigo conceber a idéia de amor próprio, amor por si mesmo. O amor é sempre interpessoal”, afirmou Gikovate.

Já o sexo, diz, é puramente pessoal. Sexo é prazer, é satisfação momentânea e física. E isso se consegue sozinho, sem a ajuda de ninguém. “Ternura e tesão são coisas diferentes. Por isso a traição sexual e sentimental são coisas diferentes”, define o psiquiatra. A traição sexual, segundo ele, é mais comum nos homens no que nas mulheres por uma razão muito simples: o homem tem o desejo visual muito mais intenso e aguçado do que as mulheres.

Mas isso não significa que todos os homens, por terem esse instinto, são capazes de trair. O que leva o indivíduo a transformar esse desejo físico que ele sente por alguém em fato ou não é a sua percepção moral ou sua maturidade sentimental.

Para o psiquiatra, existem dois tipos de pessoas nesse sentido moral, e aí se englobam homens e mulheres. O primeiro é o que ele define como tipo intolerante à frustração e, consequentemente, mais egoísta e imaturo emocionalmente. São aquelas pessoas que dificialmente se entregam a um amor verdadeiro porque amar envolve o risco de sofrimento e a imaturidade emocional dessas pessoas as permite lidar com isso, eles não suportam o “não”.

Parecem pessoas mais frias, porque em geral sentem menos remorso pela traição, realmente se preocupam menos com o sentimento dos outros. Nos homens, esse perfil é o do típico cafajeste e nas mulheres, são aquelas mais exibidas, que gostam de provocar e despertar desejo no homem, mesmo que ela não tenha coragem de levar a traição às vias de fato. Ela sente prazer apenas em ser desejada.

O segundo tipo Gikovate chama de pessoas mais generosas. São mais tolerantes e cheios de culpa –o oposto do egoísta, às vezes nao trai porque não vai conseguir depois lidar com a culpa. Esse tipo de homem também sente desejo por outras mulheres, é aquela questão instintiva, da natureza. Ele olha, deseja e pode até fantasiar, mas é difícil que ele cometa realmente a traição.

Ou, se acontecer, é aquele tipo que está infeliz e insatisfeito no casamento e, numa viagem de trabalho sozinho acaba se envolvendo por uma noite com uma mulher que conhece no hotel em que está hospedado, seja ela uma profissional do sexo ou não.

E essa é a traição puramente sexual, o cara provavelmente nem lembra direito da noite, havia bebido mais do que o normal e usou o sexo como uma válvula de escape – porque, ao contrário das mulheres, eles conseguem separar com mais facilidade o sexo do sentimento, o desejo do amor.

Mas então, com tudo isso dito, a qual conclusão se chega? É possível então afirmar que uma traição, se for sexual, pode ajudar a salvar um casamento? É possível recuperar a confiança no parceiro depois de uma experiência dessas? “Eu acho que a traição pode, sim, trazer algum benefício para uma relação porque ela abre a possibilidade de diálogo. E um casamento que chegou ao ponto de haver uma traição claramente estava sendo negligenciado nesse aspecto de troca entre os cônjuges.

De repente pode até melhorar a vida sexual daquele casal, que poderia estar morta – isso é comum, por exemplo, depois que se tem filhos. Quanto a perdoar, recuperar a confiança, essa sem dúvida é a parte mais difícil e é por isso que nessa hora os casais buscam a ajuda de profissionais, fazem terapia. Porque a recuperação da confiança depende também muito da autocrítica daquele que foi traído, de ele assumir sua parcela de responsabilidade.

Nenhum indivíduo fica infeliz num casamento sozinho, isso é impossível. Então um (senão os dois lados) estavam negligenciando a relação. Se esse for o problema e a traição tiver sido sexual, eu acredito, sim, que pode ser superada. Já a traição sentimental, no meu ponto de vista, é muito mais difícil de ser superada. A questão deixou de ser apenas física.

Passou a envolver uma terceira pessoa. E, nesses casos, mesmo que o sujeito se separe para ficar com a amante por quem havia se apaixonado, pela minha experiência em 35 anos de consultório posso afirmar: dificilmente essa segunda relação dá certo.”

Lea T diz que vai mudar de sexo na Tailândia

Modelo famosa em todo mundo já teve que ouvir que transexualismo é coisa de prostituta.

A modelo brasileira Lea T. esteve na manhã desta quarta-feira (1) no programa Mais Você, de Ana Maria Braga, na Globo, e falou muito sobre sua carreira e sua condição de transexual.

A top model se prepara para fazer uma operação de mudança de sexo em julho, na Tailândia.

A entrevista foi marcada por emoção e Lea chegou até a chorar com as palavras da apresentadora.

- Estou disposta a enfrentar a operação. Vou fazer na Tailândia porque lá eles são muito bons e fazem muitas cirurgias de mudança de sexo.

Lea T faz ensaio fotográfico só de biquíni no Rio

Lea, filha do ex-jogador Toninho Cerezo, contou para a apresentadora sobre todo o processo de se descobrir uma transexual e que ainda adolescente não sabia exatamente o que era.

- Eu já me sentia diferente. É difícil para um adolescente entender [o que é o transexualismo]. Ninguém sabia explicar. Ouvia falar que um transexual era prostituta.

A modelo conta que começou a sair para festas aos 17 anos com amigos na Europa e que lá era tudo mais misturado e aberto. Assim, começou a entender melhor sua questão. Segundo Lea, seus amigos a aconselharam a procurar um médico.

- Fui diagnosticada e chorei muito. Aí caiu a ficha. O médico entendeu na hora e um psicólogo fez os testes. Eles disseram que eu deveria fazer uma terapia para me aceitar.

Em todo esse processo, Lea contou tudo para sua família.

- Meu pai ficou bravo porque falei antes para minha mãe e irmãs. Fui em casa e expliquei, mas meu pai não estava. Ele ficou sabendo e ficou chateado porque não falei diretamente para ele. Mas meu pai já notava. Ele me escreveu uma carta falando para eu ficar tranquila que estava tudo bem.

Ainda sobre a operação, a top model - que já tem próteses de silicone de 1,5 litro nos seios - revela que não espera nada demais para o pós-cirurgia. Disse que sabe que sua vida não vai mudar radicalmente.

- [Após a operação] Você será uma transexual que se operou e não uma mulher, você nasce mulher. A operação é algo que não vai me fazer uma grande diferença, o importante é o meu trabalho. Não espero nascer de novo. Sou muito pé no chão. Vou continuar sendo o Léo que virou Lea.

Ana Maria Braga também quis saber como é o relacionamento da mulher com os homens.

- É difícil relacionamentos com homens porque homem é muito preconceituoso.

Lea T. vai prender pênis para trás para desfilar

A modelo brasileira com fama internacional Lea T. prepara-se para desfilar de biquini no próximo Fashion Rio, em junho.

A transexual concedeu entrevista à revista Serafina, do jornal Folha de São Paulo, na qual falou sobre os novos impantes de silicone nos seios, 300 ml, e também que não vê problema em esconder o órgão sexual.

- [...] Conheço vários segredinhos das trans mais velhas que dão supercerto. É o básico, a gente prende pra trás ...

Ela revelou ainda à reportagem da revista que pretende fazer a cirurgia de mudança de sexo, mas não agora.
Lea T. ficou famosa como modelo na Europa e revelou que assumiu a opção sexual depois de visitar vários psiquiatras.

Fui a vários psiquiatras até entender quem eu era. Um dia, decidi contar para minha família: Sou transexual. Não é uma tara, nem uma fase.

Depois disso, conquistou uma campanha mundial da marca Givenchy e ficou famosa, com direito a fotos para a revista Vogue francesa e entevista para Oprah Winfrey.

Lea T. é filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo e foi um dos destaques da última São Paulo Fashion Week. Os jornalistas se acotovelaram para conseguir uma frase da modelo, que não deu um pio.

Homens de poder fazem sexo com maior frequencia, diz pesquisa

Enquanto o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional espera por julgamento em Nova York, depois de ser acusado de assédio sexual, o “Spiegel Online” conversa com o sócio-biólogo holandês Johan Van der Dennen sobre a relação entre sexo e poder. Os homens poderosos, segundo Van der Dennen, “simplesmente pegam aquilo que desejam”.

Pergunta: Pessoas em posição de poder fazem sexo com as secretárias; atacam camareiras de hotel ou pelo menos são acusadas disso, e dormem com a babá. Há uma percentagem maior de pessoas hiper-sexualizadas entre os homens poderosos ou é simplesmente mais fácil ficar sabendo de seus lapsos porque são tão visíveis?
Van der Dennen: Os dois podem ser verdade. Homens de poder têm uma libido hiperativa se comparados com homens “normais”, mas também estão mais dispostos a apostar que não vão ter problemas por suas atividades sexuais em qualquer lugar e tempo. O poder é um grande afrodisíaco, como diria Kissinger. Homens poderosos quase automaticamente esperam que outras pessoas atendam às suas demandas. O sexo é apenas parte desse jogo. Mulheres poderosas também têm apetite sexual maior do que a média.

Pergunta: Será que Clinton, Berlusconi, Strauss-Kahn e Schwarzenegger fariam o mesmo se não estivessem em posição de poder? Ou será que o próprio poder leva as pessoas a fazerem tais coisas?
Van der Dennen: Indubitavelmente, os homens que eventualmente atingem posições de poder têm fortes ambições nesta direção e de fato certa irresponsabilidade ou falta de escrúpulos. Mas, na minha opinião, é a própria posição de poder que deixa os homens arrogantes, narcisistas, egocêntricos, paranoicos, despóticos, hiper-sexuais e querendo cada vez mais poder, apesar de haver exceções a esta regra. Homens poderosos em geral têm um olhar atento para a beleza e atração feminina, e as mulheres, em geral, são atraídas por homens poderosos, de sucesso, famosos e ricos. Toda mulher “disposta” confirma o poder do homem poderoso.

Pergunta: O que acontece com a empatia, o cuidado e, sobretudo, com a razão na cabeça dessas pessoas?
Van der Dennen: O sexo e o intenso desejo sexual masculino já existiam nesta terra milhões de anos antes de os humanos evoluírem algum sentido de razão e sensibilidade. Todo ato sexual envolve alguma regressão, na qual a empatia, a razão etc. são temporariamente suspensas. Isso é válido, acho eu, não apenas para os homens de poder.

Pergunta: O psicólogo Satoshi Kanazawa da Universidade de Canterbury, descobriu que homens de sucesso fazem sexo com maior frequência e com mais parceiros. Será que é um comportamento evolucionário adaptativo?
Van der Dennen: Não apenas Kanazawa, mas dezenas de outros estudos encontraram esta relação. Uma análise evolucionária interessante do elo entre sexo, poder e poligamia foi apresentado em 1986 por Laura Betzig em seu livro “Despotism and Differential Reproduction: A Darwinian View of History” (em tradução livre, “despotismo e a reprodução diferencial: uma visão darwiniana da história”). Com entusiasmo desenfreado, machos poderosos usaram seu poder em serviço do sucesso reprodutivo.

Pergunta: O que o senhor acha que esses homens precisam pensar sobre si mesmos no momento em que estão prestes a fazer sexo “proibido”?
Van der Dennen: Não é especulativo demais pensar que os homens de poder vivem em um mundo por demais sexualizado e erotizado. Não apenas eles esperam ter sexo toda vez que sentem vontade, mas também esperam que as mulheres estejam sempre dispostas a fornecer esse serviço e gostar. Eles são completamente egocêntricos e oportunistas e simplesmente pegam aquilo que querem. Provavelmente, é uma surpresa total quando alguém não obedece. A proibição e a estranheza da transgressão tornam o sexo ainda mais atraente.

Pergunta: O senhor não quer dizer que todo mundo que sobe ao topo está em risco de se tornar um estuprador?
Van der Dennen: Não necessariamente. A maior parte dos homens de poder não precisa forçar o ato sexual, porque têm sexo consensual com muito mais frequência do que seus irmãos menos afortunados. O que não exclui a possibilidade de alguns homens de poder o fazerem pela “aventura”, ou para ver como conseguem se safar. Virtualmente todos os estudos de estupro mostram que os estupradores são homens jovens, sem poder e desacreditados.

Pergunta: O que é necessário para se sentir poderoso: o status social basta? Ou é preciso ter dinheiro também? Fama?
Van der Dennen: O poder é como se fosse onívoro. O poder tende a se correlacionar com a saúde e fama e sucesso e com acesso sexual a parceiros mais numerosos e variados. A única coisa que é realmente necessária para você se sentir poderoso é submissão do outro.

Pergunta: O que mais o poder faz com as pessoas?
Van der Dennen: Essencialmente, o poder corrompe, com o perdão do clichê.

Atriz pornô diz que fez sexo a três com Strauss-Kahn

A atriz de filmes pornôs Michelle Conti, de 38 anos - conhecida pelo nome artístico de Natasha Kiss - afirmou que o ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn teve relações sexuais com ela e uma outra amiga ao mesmo tempo.

Michelle ainda revelou que encontrou Strauss-Kahn outras vezes após o sexo a três.

A estrela disse que tinha até um apelido para se referir ao ex-diretor - Genghis Khan -, mas insistiu em dizer que ele sempre foi "gentil e meigo". "Ainda me lembro de seus carinhos", contou. As informações são do jornal The Sun.

Michelle disse que só está contando agora para defender as acusações de que Strauss-Kahn teria atacado a camareira de um hotel. "Ele não é nenhum cachorro raivoso. Dominique não precisa estuprar uma mulher. Se ele quiser, pode simplesmente pagar uma acompanhante", afirmou.

Lady Gaga fala do sketch sobre sexo a três

Como foi noticiado, este fim-de-semana Lady Gaga, Justin Timberlake e Andy Samberg entraram num sketch sobre sexo a três, no programa Saturday Night Live.

A propósito da brincadeira, a cantora de 25 anos, revelou em entrevista que é algo que já experimentou, mas não quis adiantar pormenores: «umm, bom, sim, já experimentei. Não quero revelar muito mais. Só posso dizer a verdade.»

Quando lhe perguntaram se os homens que se envolvem nesse tipo de fetiche são obrigatoriamente bissexuais (especificamente o tema do sketch), Gaga respondeu: «Não. Se for a três não faz mal.»

Lady Gaga disse ainda que não foi fácil para o próprio Justin Timberlake abordar o assunto do sketch. Gaga recordou o episódio: «O Justin disse, tipo 'umm, então, umm, temos uma ideia para um sketch, e umm, bom, não sou nada bom nestas coisas. É melhor ser o Andy a explicar-te'.»

«Então o Andy chegou (...) e finalmente lá consegui perceber. Foram tão queridos.»