Ideia de que opostos se atraem é mito, diz terapeuta sexual

Especialistas dão dicas para manter relacionamentos. Para professora, relacionamento ´não tem nada de místico´.

Os opostos se atraem é um ditado antigo o suficiente para parecer eterno. De acordo com especialistas, a frase famosa pode não passar de um lugar comum, ainda mais se comparada aos efeitos da similaridade e da proximidade sobre os relacionamentos.

Tendemos a escolher quem está por perto, parecido com a gente. Achamos que é coisa do destino, que somos o ´Sr. e a Sra. Perfeitos um para o outro´, quando, na verdade, estamos mais para o ´Sr. Conveniente´ e a ´Sra. Ali na esquina´. Não tem nada de místico, afirma Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia da Open University, na Inglaterra.

Do ponto de vista antropológico, a ideia é semelhante. Não existe instinto nem predestinação genética ou biológica quando escolhemos um parceiro. O que existe é uma adaptação necessária de acordo com o ambiente e a situação econômica, explica Volker Sommer, antropólogo especializado em reprodução sexual e professor da University College of London (UCL). Diante de um público de cerca de 150 pessoas, os dois especialistas participaram de um debate no Museu de História Natural, em Londres, na sexta (27), sobre por que certos relacionamentos duram e outros não.

Mesmo com os altos índices de infidelidade, separação e divórcio, além de muita gente vivendo sozinha, adoramos um romance, a ideia de um relacionamento, de uma história de amor, segundo Meg. Há quem diga que os relacionamentos amorosos são a nova religião, que nos dão um sentido de identificação, de pertencimento. Mas é um paradoxo: queremos pertencer, mas queremos manter a nossa liberdade num relacionamento. É aí que entra o conflito.

Não à toa damos tanta importância a ´dicas´ alheias, segundo a terapeuta. É só olhar as revistas, com regras para conquistar alguém, regras para manter um relacionamento, regras para o sexo perfeito. Somos encorajados a mostrar uma imagem perfeita e colocamos uma expectativa muito grande em cima do outro também. A frustração vem quando nos damos conta de que estamos lidando com uma pessoa real, com virtudes e vícios. Ou quando há uma quebra do acordado entre as partes, ou seja, alguém pula a cerca.

A falta de comunicação e diálogo entre o casal é a principal causa do fim de um relacionamento, aponta Meg. Quando começamos a quantificar: ´eu fiz isso tantas vezes e você não´, é o indício de que não está funcionando, porque não estamos mais pensando no parceiro como uma pessoa livre que tem os seus desejos e sonhos. Sommer concorda: São dois indivíduos com interesses que nem sempre batem. Nós fazemos compromissos e o segredo é tentar ser feliz dentro desse compromisso.

Evolução

A nossa sociedade, por uma questão cultural, determina que os nossos relacionamentos sejam monogâmicos, isto é, envolvam apenas duas pessoas. Leis, inclusive, proíbem a poligamia, quando há mais parceiros no meio da história. Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade, argumenta Meg.

No início da evolução dos primatas, explica, havia mais liberdade sexual. Sem estratificação, tanto as fêmeas quanto os machos se relacionavam com quem quisessem. Quando desenvolvemos o cérebro maior do que o dos nossos ancestrais, houve uma mudança de comportamento. O cérebro representa apenas 3% do peso do nosso corpo, mas consome 20% da energia que produzimos. Isso significa que precisamos de comida de boa qualidade. As fêmeas já não davam conta de conseguir comida para manter o seu metabolismo e o do bebê e, então, passaram a depender do macho.

Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade.

Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia

Para que a coisa fluísse bem, as fêmeas precisavam cooperar. Numa sociedade de macacos, as fêmeas sincronizam o seu ciclo menstrual. Todo mundo menstrua, fica fértil e infértil simultaneamente. A competição entre os machos acaba, porque eles não correm nenhum risco de perder parceiras e, assim, podem sair juntos para buscar alimento, diz Sommer. A comida servia de moeda de troca para obter sexo. As mulheres podiam usar a sua fertilidade para trocar sexo por carne para si e o seu bebê. E os homens estariam mais propensos a isso se tivessem a paternidade garantida.

Uma grande mudança aconteceu quando surgiu a agricultura, entre 13 mil e 15 mil anos atrás. Os machos passaram a controlar a sexualidade e a fertilidade das fêmeas. Virou uma sociedade patriarcal. Para atrair as fêmeas, os machos mantinham uma área confortável, com alimentos. Então, era basicamente o cara rico dizendo: ´fique comigo porque tenho muitos recursos´. Ou era assim ou era na base da força. Aquele que não tivesse muitos recursos lutava com os adversários para conseguir a fêmea.

Tamanho físico

Em sociedades de macacos, o tamanho físico ajuda a definir o tipo de relacionamento. Sommer explica que uma fêmea e um macho com o mesmo tamanho têm grande predileção pela monogamia. Exemplo são os gibões, os únicos macacos monogâmicos: escolhem um(a) parceiro(a) e ficam com ele(a) até o fim. Se um macho for muito maior do que a fêmea, como os gorilas, a tendência é de poliginia (quando um macho se relaciona com mais de uma fêmea). Se olharmos para os humanos, os machos são 20% mais altos e mais pesados que fêmea, ou seja, sem grande diferença. Você até pode querer ter mais mulheres e querer sair lutando contra os concorrentes para conseguir mais algumas. Mas não dá, você não é um gorila, brinca.

Assim como em outras espécies, a aparência física também importa para os humanos. Quando escolhemos um parceiro, acreditamos que estamos fazendo as nossas próprias escolhas com base nos sentimentos. No entanto, estamos só preenchendo um questionário, afirma o antropólogo Sommer.

Liberdade sexual para os homens

Fazer sexo fora do casamento e ter quantas parceiras quiser é um comportamento com o qual 18,7% dos caminhoneiros ouvidos pela Foco – apenas homens – concordam. O índice revela uma grande complacência com a livre prática sexual masculina, inclusive fora do casamento, resultado obtido pela pesquisa para a pergunta: “Homens podem fazer sexo com outras pessoas, fora do casamento e terem quantas parceiras quiserem?”

Quando a mesma pergunta refere-se à mulher, no entanto, apenas uma fatia (9,04%) correspondente à metade daquele grupo de entrevistados aceita a idéia de mulheres liberais, com multiparceiros sexuais. A complacência com a livre prática masculina é particularmente elevada nos estados do Norte e Nordeste (26%) e cai para níveis de 12% a 15% nas regiões de baixo no mapa (Centro-oeste, Sudeste e Sul).

Os elementos para esse tipo de análise foram obtidos pelo formato do questionário aplicado. Além de perguntados sobre suas opiniões relativas ao comportamento sexual, foi solicitado aos motoristas emitir uma graduação de valor sobre os diversos temas pesquisados: “Concorda totalmente? Concorda pouco? Discorda pouco? Discorda totalmente?”. Essa graduação foi obtida também pela solicitação da freqüência com que cada fato ocorre na vida do caminhoneiro: “Sempre? Muito? Às vezes? Pouco? Nunca?”.

Não pode

A pesquisa comprovou que há um amplo convencimento dos caminhoneiros (99,6%) de que meninos e meninas não podem praticar sexo, mesmo se por desejo próprio. Essa discordância da livre prática sexual na infância é, conforme o relatório, “um ponto favorável no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes”. Mas há uma ressalva, porém: a idade limite que esses homens consideram como sendo de “criança” é o ponto que os coloca em conflito direto com o Estatuto da Criança. Nas respostas dos pesquisados está implícito que essa idade limite seria inferior à legal.

“Quando se referem a crianças, (os caminhoneiros) falam de idade inferior a 10 anos. Já os adolescentes, na percepção de 13,4% dos caminhoneiros, podem praticar sexo com quem desejarem, da mesma forma que os meninos (13%) e as meninas (11,1%) menores de 18 anos”, informa o relatório. Para o ECA, a infância termina no dia anterior aos 14 anos; daí até completar 18 anos e obter a maioridade é a adolescência.

A grande maioria dos caminhoneiros (70%) acha que as adolescentes entram para a prostituição sem ser obrigadas. Essa avaliação é mais rigorosa com o sexo masculino: 97% consideram que os garotos não são obrigados a se prostituir. Essa visão do problema aumenta a dificuldade do enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, observam os analistas, pois isenta caminhoneiros da responsabilidade ao transferir a culpabilidade para os menores: “fazem porque querem”.

Crianças em mais de 50% de prostíbulos nas estradas

Sexo também depende de intimidade psicológica

Há situações onde, embora nada tenha prejudicado o impulso sexual biológico (libido ou tesão), não há motivação para motivar comportamento sexual.

A motivação sexual representa a vontade de comportar-se sexualmente de acordo com as necessidades pessoais. Implica na iniciativa, na receptividade ou nas duas coisas. É a disposição de se aproximar de outra pessoa com intenções sexuais, vontade de tomar iniciativa ou aceitar a iniciativa da outra.

Pode haver situações onde, embora nada tenha prejudicado o impulso sexual biológico (libido ou tesão), não há motivação sexual para iniciar o comportamento sexual, com essa pessoa ou nestas circunstâncias.

Algumas ideias culturais fazem parte do psíquico da pessoa desde tenra idade até sempre, dando-lhe a falsa impressão que são ideias exclusivamente suas. Ser receptivo sexualmente para uma pessoa fina, rica, poderosa, artista, importante, influente etc, são qualidades culturalmente desejadas sem que a pessoa saiba bem porque.

Há momentos, principalmente nas fantasias eróticas, em que a pessoa se permite uma motivação sexual com pessoas e em circunstâncias que, fora da fantasia, não teria se permitido. As mulheres são convidadas culturalmente a viver o sexo de forma livre e desinibida, a serem disponíveis às investidas dos rapazes. O medo da pessoa de ser considerada não inserida no contexto, retrógrada ou qualquer outro suborno cultural com que se pretenda desprezar à desejável autonomia de princípios, acaba contribuindo para uma falsa aspiração sexual, um falso desejo emancipado da fisiologia sexual.

Quando o parceiro é avaliado de forma negativa e a intimidade psicológica não é estabelecida, quando há sentimentos de mágoa, decepção e incompreensão, normalmente perde-se a motivação sexual.

As decepções no relacionamento são fortes responsáveis por essa perda, muito embora a pessoa frustrada possa continuar sentindo as manifestações de seu impulso sexual e não, exatamente, orientado para seu par. Essa situação é a receita eficaz para a traição conjugal; perda da motivação, aspiração sexuais com permanência de impulsos sexuais normais.

Para que um casal continue a ter motivação sexual recíproca é preciso que suas identidades sexuais não sejam conflitantes. No ser humano maduro a vontade de ter relacionamento sexual reflete sempre algum tipo de apreço pelo par, mas o sentimento de compatibilidade sexual é fundamental.

Assim, tendo em vista a importância do casal partilhar a mesma tonalidade sexual, muitas pessoas perdem a motivação sexual porque não se sentem à vontade com o perfil sexual de seu par. É por isso que alguns casais, apesar de manifestarem reciprocamente um grande apreço, não estão sexualmente satisfeitos.

Eliane Marçal - psicóloga clínica e hipnoterapeuta

Flávio Gikovate: “Sim, a traição pode salvar um casamento”

Poucos assuntos rendem tanto quanto a traição. Seja ela cometida pelo homem ou pela mulher – o que está cada vez mais comum nos dias de hoje, com o estreitamento das diferenças comportamentais entre os dois sexos.

Mas, apesar de muitos pontos de vista e argumentos contra e a favor, o tema ainda não é consenso nem mesmo entre os especialistas. Será, por exemplo, que uma traição poderia de alguma forma salvar um casamento em crise? Para o o psiquiatra Flávio Gikovate, especialista em relacionamentos, essa hipótese se torna viável quando a traição for sexual e não sentimenal.

Convidado do canal Discovery Home & Health, que estreia no próximo dia 7 uma série com depoimentos reais e dramatizados de casos de traição, o psiquiatra deu na terça-feira (31), na Casa do Saber, em São Paulo, uma palestra sobre o tema central da série da tv a cabo, chamada "Traidores".

Durante a uma hora e meia de conversa com jornalistas e convidados, Gikovate defendeu basicamente a concepção de que sexo e amor são coisas separadas. Sendo assim, daria para encarar a traição de duas formas diferentes: a emocional e a sexual.

É um ponto de vista bem masculino, diriam muitas, mas os argumentos do psiquiatra fazem sentido, considerando que assim como mulheres e homens são diferentes um dos outros, eles também são diferentes entre si. Ou seja, nem todo homem trai. E nem toda mulher é apenas vítima de traição.

Para entender o ponto central da palestra de Gikovate, vale abrir um espaço para a definição que ele deu, logo no início, para a diferença entre amor e sexo e do por que eles não andam necessariamente juntos. O amor, segundo ele, é uma experiência interpessoal, ou seja, que precisa de mais alguém além de nós mesmos para acontecer. Nosso primeiro contato com esse sentimento acontece ainda no útero e, desde o nascimento, não conseguimos mais nos desfazer dele, da necessidade de sentir-se amado. O amor, tanto o materno quanto o matrimonial, presupõe a sensação de paz, harmonia e aconchego.

“Na linguagem do filósofo alemão Schopenhauer, por exemplo, o amor é um prazer negativo que nasce como remédio para uma dor de desamparo. Ou seja, a sensação de incomplitude que existe em cada um de nós se alivia com o amor. Por isso não consigo conceber a idéia de amor próprio, amor por si mesmo. O amor é sempre interpessoal”, afirmou Gikovate.

Já o sexo, diz, é puramente pessoal. Sexo é prazer, é satisfação momentânea e física. E isso se consegue sozinho, sem a ajuda de ninguém. “Ternura e tesão são coisas diferentes. Por isso a traição sexual e sentimental são coisas diferentes”, define o psiquiatra. A traição sexual, segundo ele, é mais comum nos homens no que nas mulheres por uma razão muito simples: o homem tem o desejo visual muito mais intenso e aguçado do que as mulheres.

Mas isso não significa que todos os homens, por terem esse instinto, são capazes de trair. O que leva o indivíduo a transformar esse desejo físico que ele sente por alguém em fato ou não é a sua percepção moral ou sua maturidade sentimental.

Para o psiquiatra, existem dois tipos de pessoas nesse sentido moral, e aí se englobam homens e mulheres. O primeiro é o que ele define como tipo intolerante à frustração e, consequentemente, mais egoísta e imaturo emocionalmente. São aquelas pessoas que dificialmente se entregam a um amor verdadeiro porque amar envolve o risco de sofrimento e a imaturidade emocional dessas pessoas as permite lidar com isso, eles não suportam o “não”.

Parecem pessoas mais frias, porque em geral sentem menos remorso pela traição, realmente se preocupam menos com o sentimento dos outros. Nos homens, esse perfil é o do típico cafajeste e nas mulheres, são aquelas mais exibidas, que gostam de provocar e despertar desejo no homem, mesmo que ela não tenha coragem de levar a traição às vias de fato. Ela sente prazer apenas em ser desejada.

O segundo tipo Gikovate chama de pessoas mais generosas. São mais tolerantes e cheios de culpa –o oposto do egoísta, às vezes nao trai porque não vai conseguir depois lidar com a culpa. Esse tipo de homem também sente desejo por outras mulheres, é aquela questão instintiva, da natureza. Ele olha, deseja e pode até fantasiar, mas é difícil que ele cometa realmente a traição.

Ou, se acontecer, é aquele tipo que está infeliz e insatisfeito no casamento e, numa viagem de trabalho sozinho acaba se envolvendo por uma noite com uma mulher que conhece no hotel em que está hospedado, seja ela uma profissional do sexo ou não.

E essa é a traição puramente sexual, o cara provavelmente nem lembra direito da noite, havia bebido mais do que o normal e usou o sexo como uma válvula de escape – porque, ao contrário das mulheres, eles conseguem separar com mais facilidade o sexo do sentimento, o desejo do amor.

Mas então, com tudo isso dito, a qual conclusão se chega? É possível então afirmar que uma traição, se for sexual, pode ajudar a salvar um casamento? É possível recuperar a confiança no parceiro depois de uma experiência dessas? “Eu acho que a traição pode, sim, trazer algum benefício para uma relação porque ela abre a possibilidade de diálogo. E um casamento que chegou ao ponto de haver uma traição claramente estava sendo negligenciado nesse aspecto de troca entre os cônjuges.

De repente pode até melhorar a vida sexual daquele casal, que poderia estar morta – isso é comum, por exemplo, depois que se tem filhos. Quanto a perdoar, recuperar a confiança, essa sem dúvida é a parte mais difícil e é por isso que nessa hora os casais buscam a ajuda de profissionais, fazem terapia. Porque a recuperação da confiança depende também muito da autocrítica daquele que foi traído, de ele assumir sua parcela de responsabilidade.

Nenhum indivíduo fica infeliz num casamento sozinho, isso é impossível. Então um (senão os dois lados) estavam negligenciando a relação. Se esse for o problema e a traição tiver sido sexual, eu acredito, sim, que pode ser superada. Já a traição sentimental, no meu ponto de vista, é muito mais difícil de ser superada. A questão deixou de ser apenas física.

Passou a envolver uma terceira pessoa. E, nesses casos, mesmo que o sujeito se separe para ficar com a amante por quem havia se apaixonado, pela minha experiência em 35 anos de consultório posso afirmar: dificilmente essa segunda relação dá certo.”

Lea T diz que vai mudar de sexo na Tailândia

Modelo famosa em todo mundo já teve que ouvir que transexualismo é coisa de prostituta.

A modelo brasileira Lea T. esteve na manhã desta quarta-feira (1) no programa Mais Você, de Ana Maria Braga, na Globo, e falou muito sobre sua carreira e sua condição de transexual.

A top model se prepara para fazer uma operação de mudança de sexo em julho, na Tailândia.

A entrevista foi marcada por emoção e Lea chegou até a chorar com as palavras da apresentadora.

- Estou disposta a enfrentar a operação. Vou fazer na Tailândia porque lá eles são muito bons e fazem muitas cirurgias de mudança de sexo.

Lea T faz ensaio fotográfico só de biquíni no Rio

Lea, filha do ex-jogador Toninho Cerezo, contou para a apresentadora sobre todo o processo de se descobrir uma transexual e que ainda adolescente não sabia exatamente o que era.

- Eu já me sentia diferente. É difícil para um adolescente entender [o que é o transexualismo]. Ninguém sabia explicar. Ouvia falar que um transexual era prostituta.

A modelo conta que começou a sair para festas aos 17 anos com amigos na Europa e que lá era tudo mais misturado e aberto. Assim, começou a entender melhor sua questão. Segundo Lea, seus amigos a aconselharam a procurar um médico.

- Fui diagnosticada e chorei muito. Aí caiu a ficha. O médico entendeu na hora e um psicólogo fez os testes. Eles disseram que eu deveria fazer uma terapia para me aceitar.

Em todo esse processo, Lea contou tudo para sua família.

- Meu pai ficou bravo porque falei antes para minha mãe e irmãs. Fui em casa e expliquei, mas meu pai não estava. Ele ficou sabendo e ficou chateado porque não falei diretamente para ele. Mas meu pai já notava. Ele me escreveu uma carta falando para eu ficar tranquila que estava tudo bem.

Ainda sobre a operação, a top model - que já tem próteses de silicone de 1,5 litro nos seios - revela que não espera nada demais para o pós-cirurgia. Disse que sabe que sua vida não vai mudar radicalmente.

- [Após a operação] Você será uma transexual que se operou e não uma mulher, você nasce mulher. A operação é algo que não vai me fazer uma grande diferença, o importante é o meu trabalho. Não espero nascer de novo. Sou muito pé no chão. Vou continuar sendo o Léo que virou Lea.

Ana Maria Braga também quis saber como é o relacionamento da mulher com os homens.

- É difícil relacionamentos com homens porque homem é muito preconceituoso.

Lea T. vai prender pênis para trás para desfilar

A modelo brasileira com fama internacional Lea T. prepara-se para desfilar de biquini no próximo Fashion Rio, em junho.

A transexual concedeu entrevista à revista Serafina, do jornal Folha de São Paulo, na qual falou sobre os novos impantes de silicone nos seios, 300 ml, e também que não vê problema em esconder o órgão sexual.

- [...] Conheço vários segredinhos das trans mais velhas que dão supercerto. É o básico, a gente prende pra trás ...

Ela revelou ainda à reportagem da revista que pretende fazer a cirurgia de mudança de sexo, mas não agora.
Lea T. ficou famosa como modelo na Europa e revelou que assumiu a opção sexual depois de visitar vários psiquiatras.

Fui a vários psiquiatras até entender quem eu era. Um dia, decidi contar para minha família: Sou transexual. Não é uma tara, nem uma fase.

Depois disso, conquistou uma campanha mundial da marca Givenchy e ficou famosa, com direito a fotos para a revista Vogue francesa e entevista para Oprah Winfrey.

Lea T. é filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo e foi um dos destaques da última São Paulo Fashion Week. Os jornalistas se acotovelaram para conseguir uma frase da modelo, que não deu um pio.

Homens de poder fazem sexo com maior frequencia, diz pesquisa

Enquanto o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional espera por julgamento em Nova York, depois de ser acusado de assédio sexual, o “Spiegel Online” conversa com o sócio-biólogo holandês Johan Van der Dennen sobre a relação entre sexo e poder. Os homens poderosos, segundo Van der Dennen, “simplesmente pegam aquilo que desejam”.

Pergunta: Pessoas em posição de poder fazem sexo com as secretárias; atacam camareiras de hotel ou pelo menos são acusadas disso, e dormem com a babá. Há uma percentagem maior de pessoas hiper-sexualizadas entre os homens poderosos ou é simplesmente mais fácil ficar sabendo de seus lapsos porque são tão visíveis?
Van der Dennen: Os dois podem ser verdade. Homens de poder têm uma libido hiperativa se comparados com homens “normais”, mas também estão mais dispostos a apostar que não vão ter problemas por suas atividades sexuais em qualquer lugar e tempo. O poder é um grande afrodisíaco, como diria Kissinger. Homens poderosos quase automaticamente esperam que outras pessoas atendam às suas demandas. O sexo é apenas parte desse jogo. Mulheres poderosas também têm apetite sexual maior do que a média.

Pergunta: Será que Clinton, Berlusconi, Strauss-Kahn e Schwarzenegger fariam o mesmo se não estivessem em posição de poder? Ou será que o próprio poder leva as pessoas a fazerem tais coisas?
Van der Dennen: Indubitavelmente, os homens que eventualmente atingem posições de poder têm fortes ambições nesta direção e de fato certa irresponsabilidade ou falta de escrúpulos. Mas, na minha opinião, é a própria posição de poder que deixa os homens arrogantes, narcisistas, egocêntricos, paranoicos, despóticos, hiper-sexuais e querendo cada vez mais poder, apesar de haver exceções a esta regra. Homens poderosos em geral têm um olhar atento para a beleza e atração feminina, e as mulheres, em geral, são atraídas por homens poderosos, de sucesso, famosos e ricos. Toda mulher “disposta” confirma o poder do homem poderoso.

Pergunta: O que acontece com a empatia, o cuidado e, sobretudo, com a razão na cabeça dessas pessoas?
Van der Dennen: O sexo e o intenso desejo sexual masculino já existiam nesta terra milhões de anos antes de os humanos evoluírem algum sentido de razão e sensibilidade. Todo ato sexual envolve alguma regressão, na qual a empatia, a razão etc. são temporariamente suspensas. Isso é válido, acho eu, não apenas para os homens de poder.

Pergunta: O psicólogo Satoshi Kanazawa da Universidade de Canterbury, descobriu que homens de sucesso fazem sexo com maior frequência e com mais parceiros. Será que é um comportamento evolucionário adaptativo?
Van der Dennen: Não apenas Kanazawa, mas dezenas de outros estudos encontraram esta relação. Uma análise evolucionária interessante do elo entre sexo, poder e poligamia foi apresentado em 1986 por Laura Betzig em seu livro “Despotism and Differential Reproduction: A Darwinian View of History” (em tradução livre, “despotismo e a reprodução diferencial: uma visão darwiniana da história”). Com entusiasmo desenfreado, machos poderosos usaram seu poder em serviço do sucesso reprodutivo.

Pergunta: O que o senhor acha que esses homens precisam pensar sobre si mesmos no momento em que estão prestes a fazer sexo “proibido”?
Van der Dennen: Não é especulativo demais pensar que os homens de poder vivem em um mundo por demais sexualizado e erotizado. Não apenas eles esperam ter sexo toda vez que sentem vontade, mas também esperam que as mulheres estejam sempre dispostas a fornecer esse serviço e gostar. Eles são completamente egocêntricos e oportunistas e simplesmente pegam aquilo que querem. Provavelmente, é uma surpresa total quando alguém não obedece. A proibição e a estranheza da transgressão tornam o sexo ainda mais atraente.

Pergunta: O senhor não quer dizer que todo mundo que sobe ao topo está em risco de se tornar um estuprador?
Van der Dennen: Não necessariamente. A maior parte dos homens de poder não precisa forçar o ato sexual, porque têm sexo consensual com muito mais frequência do que seus irmãos menos afortunados. O que não exclui a possibilidade de alguns homens de poder o fazerem pela “aventura”, ou para ver como conseguem se safar. Virtualmente todos os estudos de estupro mostram que os estupradores são homens jovens, sem poder e desacreditados.

Pergunta: O que é necessário para se sentir poderoso: o status social basta? Ou é preciso ter dinheiro também? Fama?
Van der Dennen: O poder é como se fosse onívoro. O poder tende a se correlacionar com a saúde e fama e sucesso e com acesso sexual a parceiros mais numerosos e variados. A única coisa que é realmente necessária para você se sentir poderoso é submissão do outro.

Pergunta: O que mais o poder faz com as pessoas?
Van der Dennen: Essencialmente, o poder corrompe, com o perdão do clichê.

Atriz pornô diz que fez sexo a três com Strauss-Kahn

A atriz de filmes pornôs Michelle Conti, de 38 anos - conhecida pelo nome artístico de Natasha Kiss - afirmou que o ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn teve relações sexuais com ela e uma outra amiga ao mesmo tempo.

Michelle ainda revelou que encontrou Strauss-Kahn outras vezes após o sexo a três.

A estrela disse que tinha até um apelido para se referir ao ex-diretor - Genghis Khan -, mas insistiu em dizer que ele sempre foi "gentil e meigo". "Ainda me lembro de seus carinhos", contou. As informações são do jornal The Sun.

Michelle disse que só está contando agora para defender as acusações de que Strauss-Kahn teria atacado a camareira de um hotel. "Ele não é nenhum cachorro raivoso. Dominique não precisa estuprar uma mulher. Se ele quiser, pode simplesmente pagar uma acompanhante", afirmou.

Lady Gaga fala do sketch sobre sexo a três

Como foi noticiado, este fim-de-semana Lady Gaga, Justin Timberlake e Andy Samberg entraram num sketch sobre sexo a três, no programa Saturday Night Live.

A propósito da brincadeira, a cantora de 25 anos, revelou em entrevista que é algo que já experimentou, mas não quis adiantar pormenores: «umm, bom, sim, já experimentei. Não quero revelar muito mais. Só posso dizer a verdade.»

Quando lhe perguntaram se os homens que se envolvem nesse tipo de fetiche são obrigatoriamente bissexuais (especificamente o tema do sketch), Gaga respondeu: «Não. Se for a três não faz mal.»

Lady Gaga disse ainda que não foi fácil para o próprio Justin Timberlake abordar o assunto do sketch. Gaga recordou o episódio: «O Justin disse, tipo 'umm, então, umm, temos uma ideia para um sketch, e umm, bom, não sou nada bom nestas coisas. É melhor ser o Andy a explicar-te'.»

«Então o Andy chegou (...) e finalmente lá consegui perceber. Foram tão queridos.»

Sexo, drogas e venda de seguros: firma alemã envolvida em escândalo

Termas de Gellért, em Budapeste: cenário da orgia
Jornal alemão divulga novas acusações contra seguradora que promoveu orgia para premiar seus melhores corretores. Tabloide afirma ter imagens com cenas de consumo de cocaína em viagens de funcionários da empresa.

 Sexo, drogas e venda de seguros: firma alemã envolvida em escândalo

 Depois que uma seguradora alemã admitiu ter contratado prostitutas para premiar seus melhores representantes de vendas, foram divulgadas novas acusações contra a empresa. A edição desta terça-feira (24/05) do tabloide alemão Bild afirma possuir fotos e vídeos contendo cenas de consumo de cocaína ocorridas em pelo menos duas viagens promovidas para funcionários da empresa.

As imagens mostram, segundo o diário, corretores do grupo consumindo cocaína em uma viagem a Palma de Mallorca em setembro de 2010. Há também imagens similares de uma viagem a Dubai em março do mesmo ano. "Demitiríamos representantes nossos que reconhecidamente tenham consumido drogas ilegais em uma de nossas viagens“, afirmou ao Bild o porta-voz da Ergo, Alexander Becker.

Festa para os 100 melhores

A seguradora Hamburg Mannheimer, hoje incorporada ao grupo Ergo, premiou seus 100 melhores representantes de venda com uma grande festa, regada a sexo e álcool nas Termas de Gellért, histórica casa de banhos em Budapeste. A Ergo admitiu que cerca de 20 prostitutas participaram da orgia, realizada em 2007 mas que só veio a público semana passada. A empresa cogita, por isso, denunciar criminalmente os responsáveis pelo evento.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Sede do grupo Ergo, em DüsseldorfA noite teria custado 83 mil euros, informou o presidente do conselho de direção da Ergo, Torsten Oletzky, ao semanário Der Spiegel. O executivo disse ser tudo “inacreditavelmente embaraçoso” para a empresa. "Tal evento aconteceu dentro de uma viagem de três dias", informou Oletzky, sem divulgar mais detalhes sobre a festa. Ele admitiu que o evento foi “um erro grosseiro” e já na época um "claro abuso" contra as regras da corporação.

Muitos representantes de vendas autônomos que participaram da viagem ainda hoje trabalham para a Ergo, lembrou Oletzky. "Vai ser difícil reconstruir quem fez o que nessa viagem. Além disso, a participação em tais eventos não é motivo para se tirar consequências pessoais. Pode-se condenar tal coisa moralmente, mas o que é grave é o fato de que os então gestores de nossa empresa organizaram tal coisa", complementou, afirmando que eles já teriam deixado o grupo.

Moças recebiam carimbo

Participantes da festa em Budapeste disseram ao jornal Handelsblatt, que as prostitutas eram marcadas por pulseiras. "As moças usavam pulseiras vermelhas e amarelas. Umas eram recepcionistas, e as outras poderiam cumprir todos os desejos", afirmou um convidado da orgia. As mais atraentes usavam pulseiras brancas e eram reservadas para os membros da diretoria e para os melhores corretores.

Ao lado das termas foram montadas camas de dossel adornadas com tecidos. "Qualquer um podia ir para uma das camas com uma das moças e fazer o que quisesse", recordou um participante. "As mulheres recebiam um carimbo no braço depois do encontro. Assim podia-se ver qual moça foi requisitada mais vezes", citou o Handelsblatt.

MD/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

Escritora argentina pretende actualizar o «Kama Sutra»

O «Kama Sutra» é dividido em sete livros que abarcam a vida sexual do homem médio. Já os kama sutras de Alicia Gallotti, de 58 anos, somam o dobro de volumes, e a autora argentina diz que vai lançar o 15º.

É que, enquanto a educação sexual sânscrita é para todos, os leitores de Gallotti são divididos em grupos mais específicos. Há um guia sexual ilustrado para mulheres heterossexuais, outro para lésbicas, um terceiro para homens que se deitam com homens, etc.

A segmentação parece a das revistas com as quais os livros convivem nas bancas de jornal, onde também são vendidos. E vendem: foram mais de 1 milhão de cópias em 14 países de língua latina.

A escrivã do desejo geral não é formada em ciências biológicas ou sexologia.

Após chegar a Barcelona, exilada da ditadura argentina, na década de 1980, Gallotti foi trabalhar para um meio de comunicação social. Respondia o correio sentimental de uma revista. Escrevia sobre sexo para a «Playboy» espanhola. Mas o ofício, diz, não era para ela.

Largou o jornalismo, fundou e, em seguida, faliu uma agência matrimonial. «Vi que precisava de escrever.»
Meses depois, estreava-se na literatura, com um título sobre o poder mágico dos cristais. Mas o sexo pulsava dentro da sua cabeça. «Era o que eu queria ler e não lia.»

Em 1999, terminou um catálogo de posições eróticas que queria chamar «Tudo o que Você Queria Saber Sobre Sexo e Tinha Vergonha de Perguntar». O editor achou o nome longo e pouco explicativo. Sugeriu «Kama Sutra». Ela relutou. «Mas aceitei. E pensei no livro como uma versão contemporânea, com menos filosofia.»

Se invocar a obra que mais lembra sexo é marketing declarado, o que os seus livros guardam do original? «Naturalidade. Tive de adicionar senso comum para que o livro fizesse sentido hoje.»

Que o digam, por exemplo, as alusivas imagens do «Kama Sutra para Lésbicas».

O sucesso resultou num ritmo de lançamento de quase um título por ano. Todos com desenhos de posições - muitas das quais ela não viu e diz não conceber.

Eles só pensam em sexo? Errado. Só pensam em comer e dormir

Não, os homens não pensam só em sexo; na verdade, segundo uma nova pesquisa, eles pensam muito mais em comer e dormir.

O atual estereótipo é de que os homens pensam em sexo constantemente e as mulheres raramente pensam sobre isso. Mas não foi exatamente o que o novo estudo encontrou.

A pesquisa concluiu que o número médio de pensamentos sobre sexo de homens em idade universitária é de 18 vezes por dia. Já as mulheres pensam nisso 10 vezes por dia.

A novidade foi que os homens também pensam em comida e sono proporcionalmente mais do que as mulheres. Em outras palavras, não há nada de especial no homem pensar mais em sexo do que a mulher; eles pensam mais do que elas em qualquer coisa relacionada à saúde.

Há poucas pesquisas confiáveis sobre a frequência com que homens e mulheres têm pensamentos sexuais. A maioria dos estudos pede que as pessoas lembrem todo o seu dia ou semana e fale quantos pensamentos sobre sexo tiveram, um método muito sujeito a falhas.

Ao invés disso, os pesquisadores pediram a 163 mulheres e 120 homens na faculdade para transportar pequenos “contadores”, assim, eles não seriam tendenciosos a pensar em sexo.

Os estudantes foram informados de que responderiam questões sobre pensamentos relacionados com a saúde. 60% dos estudantes tinham que clicar no contador sempre que pensassem em sexo. Outros foram instruídos a registrar seus pensamentos sobre comida e sono.

Houve uma ampla variedade no número de pensamentos sexuais, desde participantes que registraram um pensamento por dia, até um participante do sexo masculino que registrou 388 pensamentos em um dia (nesses 388, ele teve um pensamento sexual a cada 158 segundos).

Em média, os homens pensaram sobre sexo um pouco mais de uma vez a cada hora e as mulheres, cerca de metade disso. No entanto, os homens não prestaram mais atenção ao sexo do que à comida e ao sono.

Segundo os pesquisadores, essa diferença pode ser porque os homens são mais conscientes de seu estado físico em determinado momento, ou pode ser que eles sejam mais confortáveis em registrar seus pensamentos.

Por exemplo, as mulheres se importam com estereótipos. Algumas indicaram em questionários que se preocupavam com o que os outros pensavam sobre elas. Essas eram menos propensas a relatar pensamentos sobre alimentos ou sexo, mas isso não ocorria com os pensamentos sobre dormir, não tão sujeitos aos estereótipos.

A descoberta sugere que as mulheres, mas não os homens, são influenciadas por preocupações sociais sobre o que elas pensam ou (admitem pensar). O estudo também tem outras limitações, incluindo o fato de que as pessoas tendem a não ter pensamentos isolados.

Porém, para ampliar a pesquisa, restringida a estudantes universitários, os pesquisadores já têm estudado adultos com idades entre 25 ou mais, com o objetivo de “chegar à verdade das histórias sobre diferenças entre os sexos que são ouvidas na cultura popular”. Quem sabe mulher pense em sexo tanto quanto o homem… Só não admita

Para especialistas, o poder aviva a intenção de cometer crimes sexuais

Sexóloga Sharon O'Hara
A lista de homens poderosos cujas carreiras foram abaladas por um escândalo sexual é muito grande para ser apresentada na íntegra, mas é possível citar alguns expoentes como o ex-presidente americano Bill Clinton, o ex-presidente israelense Moshe Katsav e o astro do golfe Tiger Woods.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Interncional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, se juntou a este grupo de homens que, estando no auge do poder e das suas carreiras, enfrentam a possibilidade de ruína por causa de um escândalo sexual.

Muitos deles conseguiram se livrar dos inquéritos. Por sua parte, o francês Strauss-Kahn garante que todas as acusações de agressão sexual apresentadas contra ele por uma camareira de um hotel nova-iorquino são falsas.

No entanto, a sexóloga Sharon O'Hara afirma que existem inúmeros casos de homens com um voraz apetite sexual cujas vidas foram arruinadas por este distúrbio.

"Tratamos de muitos astros de Hollywood que enfrentam este problema e relatam frequentemente a impressão de estar passando por um túnel", disse O'Hara, que há 20 anos de dedica ao tratamento de pessoas viciadas em sexo e adverte que esta compulsão pode resultar em atitudes criminosas.

"Trata-se de uma qualidade psicopata: 'Eu faço o que quero, quando quero, pois sou muito poderoso'", explicou. "As questões sempre tratam de poder", acrescentou.

A relação entre sexo e poder ficou evidente nesta terça-feira, quando o herói dos filmes de ação e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, admitiu ter tido um filho fora do casamento com uma de suas funcionárias. A "pulada de cerca" provocou o fim do seu casamento de 25 anos com Maria Shriver - membro da família Kennedy.

O'Hara afirma que os viciados em sexo e os agressores sexuais são grupos patológicos distintos. No entanto, os comportamentos por vezes podem coincidir.

Já o especialista Robert Weiss, autor de um livro sobre o assunto, afirma que os homens no topo do poder são particularmente adeptos deste tipo de comportamento.

"Acontece com homens de um elevado intelecto. Uma sensação de impunidade combinada com pouca precaução e uma constante pressão pelo sucesso podem deixá-los emocionalmente suscetíveis ao ponto de perderem tudo o que conseguiram com muito esforço", analisa.

"O vício do sexo já afetou algumas personalidades da televisão, política e do entretenimento", acrescentou, citando os exemplos de Bill Clinton e Tiger Woods.

A imagem de Clinton foi marcada pelo escândalo da relação sexual que teve com uma estagiária da Casa Branca, enquanto o casamento de Woods ruiu no ano passado após o atleta ter admitido vários casos extraconjugais.

Os especialistas observam que é muito difícil um político ir para a cadeia por crimes sexuais. Isso porque a maioria deles mudam de comportamento após os escândalos ou porque as vítimas não apresentam ou retiram suas queixas.

No entanto, exceção à regra é o ex-presidente israelense Moshe Katsav, condenado em março a sete anos de prisão por estupro, crime cometido quando ele exercia o cargo de ministro, no fim dos anos 90.

As opiniões sobre o vício sexual não são unânimes, mesmo entre os profissionais de saúde. A Associação Psiquiátrica Americana não reconhece formalmente o problema como uma desordem mental.

O crime sexual também é um abuso de poder

Diz a imprensa que o chefe do FMI saiu nu da casa de banho de um quarto de hotel e tentou, por duas vezes, abusar de uma camareira. Noticiou o DN de quinta-feira ter um psiquiatra, acusado de violação de uma doente, grávida, sido absolvido por, segundo a juíza relatora da sentença, não ter sido fisicamente "muito violento".

Comecemos pelo óbvio: quer Dominique Strauss-Kahn quer João Vilas Boas, ambos suspeitos de obrigarem as suas alegadas vítimas à prática do sexo oral, têm de beneficiar da dúvida sobre os indícios que recaem sobre si. Esperemos pelo trânsito em julgado. É também inteiramente verdade que qualquer homem acusado de uma coisa destas tem enormes dificuldades em defender-se... Mas essa não é a discussão de agora.

As duas histórias têm em comum um ponto relevante: os hipotéticos agressores beneficiavam de uma posição de domínio.

Strauss-Kahn, capaz de decidir o destino financeiro de milhões de pessoas em todo o mundo, habitual residente de uma suite de hotel paga a dois mil euros a noite (como é possível políticos democráticos, que vivem de dinheiros públicos, continuarem placidamente a usufruir destes luxos inúteis?!) não podia deixar de intimidar, de meter medo, a uma rapariga que ali chegou para mudar os lençóis da cama, limpar a sanita e mudar as bebidas do frigorífico.

Vilas Boas, que tratava uma depressão à sua doente, conseguiria, se quisesse, aniquilar a capacidade de resistência psicológica da mulher que tratava, ou seja, poderia obter com violência mental aquilo que a violência física, segundo o tribunal, não lhe deu.

Pedro Tadeu - DN

Número 2 do FMI assume direcção após escândalo sexual com Strauss-Khan


O presidente do FMI terá atacado sexualmente uma
empregada de hotel(Tobias Schwarz/Reuters)


John Lipsky assume interinamente a direcção-geral do Fundo Monetário Internacional.

O socialista francês Dominique Strauss-Kahn foi detido sábado à noite em Nova Iorque, acusado de agressão sexual a uma empregada de um hotel. A mulher do director-geral do FMI, Anne Sinclair, afirmou num comunicado que não acredita nas acusações contra o marido.

John Lipsky irá reunir-se com a cúpula do FMI em Washington, ainda neste domingo. Deverá ser discutido se alguém irá substituir Dominique Strauss-Khan na reunião programada com a chanceler alemã Angela Merkel.

Dominique Strauss-Kahn será ouvido por um juiz que decidirá se ele ficará detido ou sairá em liberdade mediante o pagamento de uma fiança, o que é o mais provável que aconteça, segundo as agências internacionais. A pena máxima para agressão sexual nos Estados Unidos é de 20 anos de prisão. O facto de Strauss-Kahn ser director-geral do FMI não lhe dá imunidade diplomática.

Segundo um porta-voz da polícia nova-iorquina, Strauss-Kahn, até agora um provável candidato à presidência de França pelo Partido Socialista, foi detido no Aeroporto Internacional John F. Kennedy dez minutos antes de embarcar num voo para Paris e está acusado de "actos sexuais criminosos, incluindo tentativa de violação e sequestro".

O New York Times adianta que os incidentes aconteceram neste sábado à tarde, num hotel em Times Square. Segundo diferentes relatos, Strauss-Kahn, de 62 anos, apareceu na casa de banho sem roupa e agarrou a empregada, lançando-a sobre a cama e forçando-a à prática de sexo oral.

Ainda segundo o jornal, ele arrastou a empregada de 32 anos para a casa de banho.

A empregada conseguiu libertar-se e fugiu do quarto, enquanto o economista francês, que é casado com a popular apresentadora de televisão francesa Anne Sinclair, se vestia e dirigia rapidamente para o aeroporto, onde acabaria por ser retirado do avião poucos minutos antes da partida.

O advogado que o representa neste caso já anunciou que o economista "declara-se inocente" de todas as acusações de que é alvo.

Ao entrar no quarto do hotel depois da denúncia, os polícias encontraram o telemóvel do director-geral do FMI e sinais de que ele teria saído apressadamente. Uma fonte policial disse ao New York Times que a investigação descobriu provas que contêm ADN.

Dominique Strauss-Kahn ocupou diversos cargos de governação em França e apareceu nalgumas sondagens como o socialista mais bem posicionado para vencer o actual Presidente francês, Nicolas Sarkozy, nas próximas eleições, o que tem feito dele um provável candidato à presidência francesa pelo Partido Socialista.

Esta não é, no entanto, a primeira controvérsia em que se vê envolvido. Em Outubro de 2008 foi obrigado a pedir publicamente desculpa por ter mantido uma relação com uma economista do FM que era sua subordinada. Um inquérito interno ilibou-o das suspeitas de assédio sexual e abuso de poder, apesar de ter sido repreendido por conduta imprópria pelo conselho superior do FMI.

O FMI marcou uma reunião de emergência para discutir a situação para este domingo em Washington.

Choque em França

A notícia está a provocar grande comoção em França, onde a detenção terá fortes repercussões políticas quando falta menos de um ano para as presidenciais. A secretária-geral do PS francês, Martine Aubry, emitiu esta manhã um comunicado a afirmar que a detenção atingiu "como um raio" a política nacional e pediu ao partido para se manter "unido". Apesar de se declarar "estupefacta" com a acusação, Aubry lembra que DSK, como é conhecido em França, tem direito à presunção de inocência.

Já antes, a socialista Segolene Royal, que já anunciou a intenção de se voltar a candidatar à presidência, garantiu que "não vai aproveitar o que aconteceu em benefício próprio", sublinhando que Strauss-Kahn e a sua família devem ser respeitados.

Mas Marine Le Pen, líder da Frente Nacional e possível candidata do partido de extrema-direita às eleições, deixou claro que a corrida para as presidenciais se alterou irremediavelmente. "Este caso e estas acusações marcam o fim da pré-campanha de Strauss-Kahn e vão certamente levar o FMI a exigir a sua demissão", afirmou.

A UMP, o partido do Presidente Nicolas Sarkozy, mostrou-se mais contido. O ministro do Comércio, Pier Lellouche, afirmou que DSK "tem o direito à presunção de inocência", mas considerou que, a confirmar-se a veracidade das alegações, "será desastroso". Já o deputado da UMP, Renaud Muselier, referiu-se ao caso como "um desastre para a imagem da França" que irá "mudar completamente o jogo das presidenciais".

Investigadores encontram ligação entre opção sexual e cancro

Investigadores encontram ligação entre opção sexual e cancro

Uma nova investigação reforça a ideia de que a orientação sexual pode determinar outras questões de saúde. Cientistas da Universidade de Boston, EUA, afirmam que o cancro e a qualidade de vida após o tratamento da doença são influenciados pelo facto de a pessoa ser homossexual ou heterossexual, avança o site HypeScience.

Os cientistas descobriram que os homens homossexuais têm 1,9 vezes mais probabilidades do que os heterossexuais de ter tido cancro. Os investigadores também descobriram que mulheres lésbicas e bissexuais são duas vezes mais propensas que as mulheres heterossexuais a terem um estado de saúde mau ou muito mau após a cura da doença.

No entanto, os resultados não significam necessariamente que ser homossexual ou bissexual aumenta o risco de cancro, alerta a líder do estudo, Ulrike Boehmer, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Boston.

“Para quem trabalha directamente com pessoas em recuperação de cancro, esses resultados são importantes porque indicam que diferentes acções devem ser tomadas no atendimento a doentes do sexo masculino e feminino”, diz.

“Por exemplo, agora sabemos que os profissionais de saúde daqui para frente devem ser melhor aconselhados a avaliar cuidadosamente as suas pacientes lésbicas e bissexuais”, afirma.
O novo estudo foi feito com base em dados de saúde da década de 2000. As 7252 mulheres e os 3690 homens tinham sido diagnosticados com cancro quando adultos.

Os investigadores não encontraram uma diferença no número de casos de cancro entre lésbicas e mulheres heterossexuais, mas descobriram que os homens homossexuais tinham quase duas vezes mais probabilidade de ter tido cancro do que os heterossexuais.

Por outro lado, as mulheres lésbicas e bissexuais eram de 2 a 2,3 vezes mais propensas a apresentar um estado de saúde “mau” ou “muito mau” após sobreviver ao cancro do que mulheres heterossexuais. No entanto, não houve diferença desse tipo na comparação entre as opções sexuais dos homens.

Embora o estudo não tenha analisado as causas para estes resultados, há uma série de explicações possíveis, de acordo com Boehmer.

Os homens homossexuais, por exemplo, são mais propensos a serem VIH positivo. E quem é portador do vírus da sida, possui um risco mais elevado para cancro anal, do pulmão, do testículo e linfoma de Hodgkin.

Outra possível razão é que a percentagem de fumadores, significativamente mais elevada entre os homossexuais, ressalta Ronit Elk, Director de Controlo e Prevenção do Cancro da Sociedade Americana de Cancro, que não esteve envolvido no estudo.

“Há toda uma série de variáveis, mas sabemos que a taxa de tabagismo é enorme”, assegura. Fumar aumenta o risco de uma série de cancros, incluindo o do pulmão e da garganta.

De facto, um estudo publicado em 2009 na revista especializada Controle do Tabaco mostrou que 37% das mulheres homossexuais e 33% dos homens homossexuais são fumadores, comparados com 18% das mulheres heterossexuais e 24% dos homens.

Porém, além dessas estatísticas, Boehmer alerta que mais estudos ainda são necessários para verificar se um número maior de homens gays efectivamente recebem diagnósticos de cancro do que de homens heterossexuais, ou se os gays simplesmente sobrevivem mais à doença do que os heterossexuais.

Quanto à pior qualidade de vida relatadas por lésbicas e bissexuais sobreviventes de cancro, o “stress das minorias” poderia ser o grande factor envolvido, segundo Boehmer.

O “stress das minorias” sugere que as pessoas num grupo minoritário – incluindo as mulheres que são lésbicas ou bissexuais – sofrem discriminação ou violência, o que pode afectar negativamente a sua saúde psicológica. No entanto, não foram verificados indícios de “stress das minorias” entre os homens gays.

“Não é que as mulheres lésbicas ou bissexuais sejam mais deprimidas do que as heterossexuais”, diz Linda Ellis, directora-executiva da Iniciativa de Saúde Lésbica em Atlanta, Geórgia, EUA, entidade que não esteve envolvida no estudo. “Porém, sair do armário para cada nova pessoa, desde a nova enfermeira da clínica de químio até aos membros do grupo de apoio ao cancro, demanda uma energia que pacientes em recuperação de cancro muitas vezes não têm”, explica.

Além disso, não é incomum que lésbicas ou mulheres bissexuais tenham rompido relações com a família, o que enfraquece o grupo natural de apoio em horas difíceis como uma doença grave como o cancro.