Sexo, drogas e venda de seguros: firma alemã envolvida em escândalo

Termas de Gellért, em Budapeste: cenário da orgia
Jornal alemão divulga novas acusações contra seguradora que promoveu orgia para premiar seus melhores corretores. Tabloide afirma ter imagens com cenas de consumo de cocaína em viagens de funcionários da empresa.

 Sexo, drogas e venda de seguros: firma alemã envolvida em escândalo

 Depois que uma seguradora alemã admitiu ter contratado prostitutas para premiar seus melhores representantes de vendas, foram divulgadas novas acusações contra a empresa. A edição desta terça-feira (24/05) do tabloide alemão Bild afirma possuir fotos e vídeos contendo cenas de consumo de cocaína ocorridas em pelo menos duas viagens promovidas para funcionários da empresa.

As imagens mostram, segundo o diário, corretores do grupo consumindo cocaína em uma viagem a Palma de Mallorca em setembro de 2010. Há também imagens similares de uma viagem a Dubai em março do mesmo ano. "Demitiríamos representantes nossos que reconhecidamente tenham consumido drogas ilegais em uma de nossas viagens“, afirmou ao Bild o porta-voz da Ergo, Alexander Becker.

Festa para os 100 melhores

A seguradora Hamburg Mannheimer, hoje incorporada ao grupo Ergo, premiou seus 100 melhores representantes de venda com uma grande festa, regada a sexo e álcool nas Termas de Gellért, histórica casa de banhos em Budapeste. A Ergo admitiu que cerca de 20 prostitutas participaram da orgia, realizada em 2007 mas que só veio a público semana passada. A empresa cogita, por isso, denunciar criminalmente os responsáveis pelo evento.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Sede do grupo Ergo, em DüsseldorfA noite teria custado 83 mil euros, informou o presidente do conselho de direção da Ergo, Torsten Oletzky, ao semanário Der Spiegel. O executivo disse ser tudo “inacreditavelmente embaraçoso” para a empresa. "Tal evento aconteceu dentro de uma viagem de três dias", informou Oletzky, sem divulgar mais detalhes sobre a festa. Ele admitiu que o evento foi “um erro grosseiro” e já na época um "claro abuso" contra as regras da corporação.

Muitos representantes de vendas autônomos que participaram da viagem ainda hoje trabalham para a Ergo, lembrou Oletzky. "Vai ser difícil reconstruir quem fez o que nessa viagem. Além disso, a participação em tais eventos não é motivo para se tirar consequências pessoais. Pode-se condenar tal coisa moralmente, mas o que é grave é o fato de que os então gestores de nossa empresa organizaram tal coisa", complementou, afirmando que eles já teriam deixado o grupo.

Moças recebiam carimbo

Participantes da festa em Budapeste disseram ao jornal Handelsblatt, que as prostitutas eram marcadas por pulseiras. "As moças usavam pulseiras vermelhas e amarelas. Umas eram recepcionistas, e as outras poderiam cumprir todos os desejos", afirmou um convidado da orgia. As mais atraentes usavam pulseiras brancas e eram reservadas para os membros da diretoria e para os melhores corretores.

Ao lado das termas foram montadas camas de dossel adornadas com tecidos. "Qualquer um podia ir para uma das camas com uma das moças e fazer o que quisesse", recordou um participante. "As mulheres recebiam um carimbo no braço depois do encontro. Assim podia-se ver qual moça foi requisitada mais vezes", citou o Handelsblatt.

MD/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

Escritora argentina pretende actualizar o «Kama Sutra»

O «Kama Sutra» é dividido em sete livros que abarcam a vida sexual do homem médio. Já os kama sutras de Alicia Gallotti, de 58 anos, somam o dobro de volumes, e a autora argentina diz que vai lançar o 15º.

É que, enquanto a educação sexual sânscrita é para todos, os leitores de Gallotti são divididos em grupos mais específicos. Há um guia sexual ilustrado para mulheres heterossexuais, outro para lésbicas, um terceiro para homens que se deitam com homens, etc.

A segmentação parece a das revistas com as quais os livros convivem nas bancas de jornal, onde também são vendidos. E vendem: foram mais de 1 milhão de cópias em 14 países de língua latina.

A escrivã do desejo geral não é formada em ciências biológicas ou sexologia.

Após chegar a Barcelona, exilada da ditadura argentina, na década de 1980, Gallotti foi trabalhar para um meio de comunicação social. Respondia o correio sentimental de uma revista. Escrevia sobre sexo para a «Playboy» espanhola. Mas o ofício, diz, não era para ela.

Largou o jornalismo, fundou e, em seguida, faliu uma agência matrimonial. «Vi que precisava de escrever.»
Meses depois, estreava-se na literatura, com um título sobre o poder mágico dos cristais. Mas o sexo pulsava dentro da sua cabeça. «Era o que eu queria ler e não lia.»

Em 1999, terminou um catálogo de posições eróticas que queria chamar «Tudo o que Você Queria Saber Sobre Sexo e Tinha Vergonha de Perguntar». O editor achou o nome longo e pouco explicativo. Sugeriu «Kama Sutra». Ela relutou. «Mas aceitei. E pensei no livro como uma versão contemporânea, com menos filosofia.»

Se invocar a obra que mais lembra sexo é marketing declarado, o que os seus livros guardam do original? «Naturalidade. Tive de adicionar senso comum para que o livro fizesse sentido hoje.»

Que o digam, por exemplo, as alusivas imagens do «Kama Sutra para Lésbicas».

O sucesso resultou num ritmo de lançamento de quase um título por ano. Todos com desenhos de posições - muitas das quais ela não viu e diz não conceber.

Eles só pensam em sexo? Errado. Só pensam em comer e dormir

Não, os homens não pensam só em sexo; na verdade, segundo uma nova pesquisa, eles pensam muito mais em comer e dormir.

O atual estereótipo é de que os homens pensam em sexo constantemente e as mulheres raramente pensam sobre isso. Mas não foi exatamente o que o novo estudo encontrou.

A pesquisa concluiu que o número médio de pensamentos sobre sexo de homens em idade universitária é de 18 vezes por dia. Já as mulheres pensam nisso 10 vezes por dia.

A novidade foi que os homens também pensam em comida e sono proporcionalmente mais do que as mulheres. Em outras palavras, não há nada de especial no homem pensar mais em sexo do que a mulher; eles pensam mais do que elas em qualquer coisa relacionada à saúde.

Há poucas pesquisas confiáveis sobre a frequência com que homens e mulheres têm pensamentos sexuais. A maioria dos estudos pede que as pessoas lembrem todo o seu dia ou semana e fale quantos pensamentos sobre sexo tiveram, um método muito sujeito a falhas.

Ao invés disso, os pesquisadores pediram a 163 mulheres e 120 homens na faculdade para transportar pequenos “contadores”, assim, eles não seriam tendenciosos a pensar em sexo.

Os estudantes foram informados de que responderiam questões sobre pensamentos relacionados com a saúde. 60% dos estudantes tinham que clicar no contador sempre que pensassem em sexo. Outros foram instruídos a registrar seus pensamentos sobre comida e sono.

Houve uma ampla variedade no número de pensamentos sexuais, desde participantes que registraram um pensamento por dia, até um participante do sexo masculino que registrou 388 pensamentos em um dia (nesses 388, ele teve um pensamento sexual a cada 158 segundos).

Em média, os homens pensaram sobre sexo um pouco mais de uma vez a cada hora e as mulheres, cerca de metade disso. No entanto, os homens não prestaram mais atenção ao sexo do que à comida e ao sono.

Segundo os pesquisadores, essa diferença pode ser porque os homens são mais conscientes de seu estado físico em determinado momento, ou pode ser que eles sejam mais confortáveis em registrar seus pensamentos.

Por exemplo, as mulheres se importam com estereótipos. Algumas indicaram em questionários que se preocupavam com o que os outros pensavam sobre elas. Essas eram menos propensas a relatar pensamentos sobre alimentos ou sexo, mas isso não ocorria com os pensamentos sobre dormir, não tão sujeitos aos estereótipos.

A descoberta sugere que as mulheres, mas não os homens, são influenciadas por preocupações sociais sobre o que elas pensam ou (admitem pensar). O estudo também tem outras limitações, incluindo o fato de que as pessoas tendem a não ter pensamentos isolados.

Porém, para ampliar a pesquisa, restringida a estudantes universitários, os pesquisadores já têm estudado adultos com idades entre 25 ou mais, com o objetivo de “chegar à verdade das histórias sobre diferenças entre os sexos que são ouvidas na cultura popular”. Quem sabe mulher pense em sexo tanto quanto o homem… Só não admita

Para especialistas, o poder aviva a intenção de cometer crimes sexuais

Sexóloga Sharon O'Hara
A lista de homens poderosos cujas carreiras foram abaladas por um escândalo sexual é muito grande para ser apresentada na íntegra, mas é possível citar alguns expoentes como o ex-presidente americano Bill Clinton, o ex-presidente israelense Moshe Katsav e o astro do golfe Tiger Woods.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Interncional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, se juntou a este grupo de homens que, estando no auge do poder e das suas carreiras, enfrentam a possibilidade de ruína por causa de um escândalo sexual.

Muitos deles conseguiram se livrar dos inquéritos. Por sua parte, o francês Strauss-Kahn garante que todas as acusações de agressão sexual apresentadas contra ele por uma camareira de um hotel nova-iorquino são falsas.

No entanto, a sexóloga Sharon O'Hara afirma que existem inúmeros casos de homens com um voraz apetite sexual cujas vidas foram arruinadas por este distúrbio.

"Tratamos de muitos astros de Hollywood que enfrentam este problema e relatam frequentemente a impressão de estar passando por um túnel", disse O'Hara, que há 20 anos de dedica ao tratamento de pessoas viciadas em sexo e adverte que esta compulsão pode resultar em atitudes criminosas.

"Trata-se de uma qualidade psicopata: 'Eu faço o que quero, quando quero, pois sou muito poderoso'", explicou. "As questões sempre tratam de poder", acrescentou.

A relação entre sexo e poder ficou evidente nesta terça-feira, quando o herói dos filmes de ação e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, admitiu ter tido um filho fora do casamento com uma de suas funcionárias. A "pulada de cerca" provocou o fim do seu casamento de 25 anos com Maria Shriver - membro da família Kennedy.

O'Hara afirma que os viciados em sexo e os agressores sexuais são grupos patológicos distintos. No entanto, os comportamentos por vezes podem coincidir.

Já o especialista Robert Weiss, autor de um livro sobre o assunto, afirma que os homens no topo do poder são particularmente adeptos deste tipo de comportamento.

"Acontece com homens de um elevado intelecto. Uma sensação de impunidade combinada com pouca precaução e uma constante pressão pelo sucesso podem deixá-los emocionalmente suscetíveis ao ponto de perderem tudo o que conseguiram com muito esforço", analisa.

"O vício do sexo já afetou algumas personalidades da televisão, política e do entretenimento", acrescentou, citando os exemplos de Bill Clinton e Tiger Woods.

A imagem de Clinton foi marcada pelo escândalo da relação sexual que teve com uma estagiária da Casa Branca, enquanto o casamento de Woods ruiu no ano passado após o atleta ter admitido vários casos extraconjugais.

Os especialistas observam que é muito difícil um político ir para a cadeia por crimes sexuais. Isso porque a maioria deles mudam de comportamento após os escândalos ou porque as vítimas não apresentam ou retiram suas queixas.

No entanto, exceção à regra é o ex-presidente israelense Moshe Katsav, condenado em março a sete anos de prisão por estupro, crime cometido quando ele exercia o cargo de ministro, no fim dos anos 90.

As opiniões sobre o vício sexual não são unânimes, mesmo entre os profissionais de saúde. A Associação Psiquiátrica Americana não reconhece formalmente o problema como uma desordem mental.

O crime sexual também é um abuso de poder

Diz a imprensa que o chefe do FMI saiu nu da casa de banho de um quarto de hotel e tentou, por duas vezes, abusar de uma camareira. Noticiou o DN de quinta-feira ter um psiquiatra, acusado de violação de uma doente, grávida, sido absolvido por, segundo a juíza relatora da sentença, não ter sido fisicamente "muito violento".

Comecemos pelo óbvio: quer Dominique Strauss-Kahn quer João Vilas Boas, ambos suspeitos de obrigarem as suas alegadas vítimas à prática do sexo oral, têm de beneficiar da dúvida sobre os indícios que recaem sobre si. Esperemos pelo trânsito em julgado. É também inteiramente verdade que qualquer homem acusado de uma coisa destas tem enormes dificuldades em defender-se... Mas essa não é a discussão de agora.

As duas histórias têm em comum um ponto relevante: os hipotéticos agressores beneficiavam de uma posição de domínio.

Strauss-Kahn, capaz de decidir o destino financeiro de milhões de pessoas em todo o mundo, habitual residente de uma suite de hotel paga a dois mil euros a noite (como é possível políticos democráticos, que vivem de dinheiros públicos, continuarem placidamente a usufruir destes luxos inúteis?!) não podia deixar de intimidar, de meter medo, a uma rapariga que ali chegou para mudar os lençóis da cama, limpar a sanita e mudar as bebidas do frigorífico.

Vilas Boas, que tratava uma depressão à sua doente, conseguiria, se quisesse, aniquilar a capacidade de resistência psicológica da mulher que tratava, ou seja, poderia obter com violência mental aquilo que a violência física, segundo o tribunal, não lhe deu.

Pedro Tadeu - DN

Número 2 do FMI assume direcção após escândalo sexual com Strauss-Khan


O presidente do FMI terá atacado sexualmente uma
empregada de hotel(Tobias Schwarz/Reuters)


John Lipsky assume interinamente a direcção-geral do Fundo Monetário Internacional.

O socialista francês Dominique Strauss-Kahn foi detido sábado à noite em Nova Iorque, acusado de agressão sexual a uma empregada de um hotel. A mulher do director-geral do FMI, Anne Sinclair, afirmou num comunicado que não acredita nas acusações contra o marido.

John Lipsky irá reunir-se com a cúpula do FMI em Washington, ainda neste domingo. Deverá ser discutido se alguém irá substituir Dominique Strauss-Khan na reunião programada com a chanceler alemã Angela Merkel.

Dominique Strauss-Kahn será ouvido por um juiz que decidirá se ele ficará detido ou sairá em liberdade mediante o pagamento de uma fiança, o que é o mais provável que aconteça, segundo as agências internacionais. A pena máxima para agressão sexual nos Estados Unidos é de 20 anos de prisão. O facto de Strauss-Kahn ser director-geral do FMI não lhe dá imunidade diplomática.

Segundo um porta-voz da polícia nova-iorquina, Strauss-Kahn, até agora um provável candidato à presidência de França pelo Partido Socialista, foi detido no Aeroporto Internacional John F. Kennedy dez minutos antes de embarcar num voo para Paris e está acusado de "actos sexuais criminosos, incluindo tentativa de violação e sequestro".

O New York Times adianta que os incidentes aconteceram neste sábado à tarde, num hotel em Times Square. Segundo diferentes relatos, Strauss-Kahn, de 62 anos, apareceu na casa de banho sem roupa e agarrou a empregada, lançando-a sobre a cama e forçando-a à prática de sexo oral.

Ainda segundo o jornal, ele arrastou a empregada de 32 anos para a casa de banho.

A empregada conseguiu libertar-se e fugiu do quarto, enquanto o economista francês, que é casado com a popular apresentadora de televisão francesa Anne Sinclair, se vestia e dirigia rapidamente para o aeroporto, onde acabaria por ser retirado do avião poucos minutos antes da partida.

O advogado que o representa neste caso já anunciou que o economista "declara-se inocente" de todas as acusações de que é alvo.

Ao entrar no quarto do hotel depois da denúncia, os polícias encontraram o telemóvel do director-geral do FMI e sinais de que ele teria saído apressadamente. Uma fonte policial disse ao New York Times que a investigação descobriu provas que contêm ADN.

Dominique Strauss-Kahn ocupou diversos cargos de governação em França e apareceu nalgumas sondagens como o socialista mais bem posicionado para vencer o actual Presidente francês, Nicolas Sarkozy, nas próximas eleições, o que tem feito dele um provável candidato à presidência francesa pelo Partido Socialista.

Esta não é, no entanto, a primeira controvérsia em que se vê envolvido. Em Outubro de 2008 foi obrigado a pedir publicamente desculpa por ter mantido uma relação com uma economista do FM que era sua subordinada. Um inquérito interno ilibou-o das suspeitas de assédio sexual e abuso de poder, apesar de ter sido repreendido por conduta imprópria pelo conselho superior do FMI.

O FMI marcou uma reunião de emergência para discutir a situação para este domingo em Washington.

Choque em França

A notícia está a provocar grande comoção em França, onde a detenção terá fortes repercussões políticas quando falta menos de um ano para as presidenciais. A secretária-geral do PS francês, Martine Aubry, emitiu esta manhã um comunicado a afirmar que a detenção atingiu "como um raio" a política nacional e pediu ao partido para se manter "unido". Apesar de se declarar "estupefacta" com a acusação, Aubry lembra que DSK, como é conhecido em França, tem direito à presunção de inocência.

Já antes, a socialista Segolene Royal, que já anunciou a intenção de se voltar a candidatar à presidência, garantiu que "não vai aproveitar o que aconteceu em benefício próprio", sublinhando que Strauss-Kahn e a sua família devem ser respeitados.

Mas Marine Le Pen, líder da Frente Nacional e possível candidata do partido de extrema-direita às eleições, deixou claro que a corrida para as presidenciais se alterou irremediavelmente. "Este caso e estas acusações marcam o fim da pré-campanha de Strauss-Kahn e vão certamente levar o FMI a exigir a sua demissão", afirmou.

A UMP, o partido do Presidente Nicolas Sarkozy, mostrou-se mais contido. O ministro do Comércio, Pier Lellouche, afirmou que DSK "tem o direito à presunção de inocência", mas considerou que, a confirmar-se a veracidade das alegações, "será desastroso". Já o deputado da UMP, Renaud Muselier, referiu-se ao caso como "um desastre para a imagem da França" que irá "mudar completamente o jogo das presidenciais".

Investigadores encontram ligação entre opção sexual e cancro

Investigadores encontram ligação entre opção sexual e cancro

Uma nova investigação reforça a ideia de que a orientação sexual pode determinar outras questões de saúde. Cientistas da Universidade de Boston, EUA, afirmam que o cancro e a qualidade de vida após o tratamento da doença são influenciados pelo facto de a pessoa ser homossexual ou heterossexual, avança o site HypeScience.

Os cientistas descobriram que os homens homossexuais têm 1,9 vezes mais probabilidades do que os heterossexuais de ter tido cancro. Os investigadores também descobriram que mulheres lésbicas e bissexuais são duas vezes mais propensas que as mulheres heterossexuais a terem um estado de saúde mau ou muito mau após a cura da doença.

No entanto, os resultados não significam necessariamente que ser homossexual ou bissexual aumenta o risco de cancro, alerta a líder do estudo, Ulrike Boehmer, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Boston.

“Para quem trabalha directamente com pessoas em recuperação de cancro, esses resultados são importantes porque indicam que diferentes acções devem ser tomadas no atendimento a doentes do sexo masculino e feminino”, diz.

“Por exemplo, agora sabemos que os profissionais de saúde daqui para frente devem ser melhor aconselhados a avaliar cuidadosamente as suas pacientes lésbicas e bissexuais”, afirma.
O novo estudo foi feito com base em dados de saúde da década de 2000. As 7252 mulheres e os 3690 homens tinham sido diagnosticados com cancro quando adultos.

Os investigadores não encontraram uma diferença no número de casos de cancro entre lésbicas e mulheres heterossexuais, mas descobriram que os homens homossexuais tinham quase duas vezes mais probabilidade de ter tido cancro do que os heterossexuais.

Por outro lado, as mulheres lésbicas e bissexuais eram de 2 a 2,3 vezes mais propensas a apresentar um estado de saúde “mau” ou “muito mau” após sobreviver ao cancro do que mulheres heterossexuais. No entanto, não houve diferença desse tipo na comparação entre as opções sexuais dos homens.

Embora o estudo não tenha analisado as causas para estes resultados, há uma série de explicações possíveis, de acordo com Boehmer.

Os homens homossexuais, por exemplo, são mais propensos a serem VIH positivo. E quem é portador do vírus da sida, possui um risco mais elevado para cancro anal, do pulmão, do testículo e linfoma de Hodgkin.

Outra possível razão é que a percentagem de fumadores, significativamente mais elevada entre os homossexuais, ressalta Ronit Elk, Director de Controlo e Prevenção do Cancro da Sociedade Americana de Cancro, que não esteve envolvido no estudo.

“Há toda uma série de variáveis, mas sabemos que a taxa de tabagismo é enorme”, assegura. Fumar aumenta o risco de uma série de cancros, incluindo o do pulmão e da garganta.

De facto, um estudo publicado em 2009 na revista especializada Controle do Tabaco mostrou que 37% das mulheres homossexuais e 33% dos homens homossexuais são fumadores, comparados com 18% das mulheres heterossexuais e 24% dos homens.

Porém, além dessas estatísticas, Boehmer alerta que mais estudos ainda são necessários para verificar se um número maior de homens gays efectivamente recebem diagnósticos de cancro do que de homens heterossexuais, ou se os gays simplesmente sobrevivem mais à doença do que os heterossexuais.

Quanto à pior qualidade de vida relatadas por lésbicas e bissexuais sobreviventes de cancro, o “stress das minorias” poderia ser o grande factor envolvido, segundo Boehmer.

O “stress das minorias” sugere que as pessoas num grupo minoritário – incluindo as mulheres que são lésbicas ou bissexuais – sofrem discriminação ou violência, o que pode afectar negativamente a sua saúde psicológica. No entanto, não foram verificados indícios de “stress das minorias” entre os homens gays.

“Não é que as mulheres lésbicas ou bissexuais sejam mais deprimidas do que as heterossexuais”, diz Linda Ellis, directora-executiva da Iniciativa de Saúde Lésbica em Atlanta, Geórgia, EUA, entidade que não esteve envolvida no estudo. “Porém, sair do armário para cada nova pessoa, desde a nova enfermeira da clínica de químio até aos membros do grupo de apoio ao cancro, demanda uma energia que pacientes em recuperação de cancro muitas vezes não têm”, explica.

Além disso, não é incomum que lésbicas ou mulheres bissexuais tenham rompido relações com a família, o que enfraquece o grupo natural de apoio em horas difíceis como uma doença grave como o cancro.

Associações exigem legalização de trabalhadores do sexo

Um grupo de associações e investigadores que combatem o tráfico de seres humanos para exploração sexual e laboral solicitou uma audiência a várias entidades para que os trabalhadores do sexo sejam reconhecidos legalmente, bem como os seus direitos.

As audiências foram solicitadas à Secretaria de Estado da Igualdade, à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, num documento subscrito por cinco organizações e vários investigadores e activistas.

Salomé Coelho, da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), disse à Agência Lusa que o mote para esta acção foi uma campanha de prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), promovida pelo Alto Comissariado para a Saúde, cujas destinatárias são mulheres que prestam serviços sexuais e seus clientes.

“Consideramos que esta campanha cumpre uma lacuna até então existente, sendo de saudar a sua promoção e divulgação”, disse.

Os subscritores lamentam, contudo, algumas críticas à campanha e aproveitam as mesmas para lembrar que «muitas das pessoas mais afectadas pelo VIH/SIDA são não só as mulheres trabalhadoras do sexo, como também outras mulheres grandemente infectadas por via dos companheiros com quem mantêm relacionamentos sexuais, supostamente exclusivos”.

Através destas audiências agora solicitadas, os subscritores querem ajudar os decisores para que, se a actividade for regulamentada, os trabalhadores do sexo sejam ouvidos.

Estes trabalhadores do sexo “têm de ser reconhecidos legalmente e ter direitos sociais”, disse Salomé Coelho.

Esperma pode ser um anti-depressivo natural

Sabia que o esperma tem propriedades anti-depressivas? Segundo um estudo do psicólogo Gordon G. Jr. Gallup, publicada na revista Archieves of Sexual Behavior (Arquivos do Comportamento Sexual), tem sim.

O professor da Universidade Estadual de Nova Iorque em Albany acompanhou 293 estudantes americanas em 2002 e concluiu que aquelas que faziam sexo sem preservativo apresentavam menores níveis de depressão do que aquelas que usavam o preservativo sempre ou geralmente e também daquelas que não faziam sexo.

Como a diferença entre quem não fazia sexo e aquelas que usavam protecção não foi significativa, atribuir a felicidade ao sexo estava excluído.

Gordon Gallup afirma que «o plasma seminal deve controlar e manipular o sistema reprodutivo feminino para trabalhar de acordo com o melhor interesse do doador, o homem». É possível encontrar no plasma hormonas como estrogénio, prostaglandinas e ocitocina. Os dois primeiros têm sido associados a menores níveis de depressão, enquanto a ocitocina é conhecida pela hormona do amor, por favorecer o contacto social.

O investigador conta ainda que num recente estudo, não publicado, descobriu que as mulheres podem sofrer quando ficam sem esperma. De acordo com o cientista, as mulheres em relacionamentos estáveis que tinham relações sexuais desprotegidas foram muito mais devastadas e negativamente afectadas depois de uma separação do que aquelas que faziam uso de preservativos.

Kirstie Alley fala sobre vida amorosa no “The Ellen DeGeneres Show”

A atriz contou que exigia de seus namorados duas horas de sexo por dia.

 Kirstie Alley falou abertamente sobre sua vida amorosa durante entrevista com a apresesentadora Ellen DeGeneres nesta quinta-feira (5). A atriz, de 60 anos, contou que exigia duas horas de sexo por dia de seus ex-namorados e ainda brincou com a apresentadora dizendo que essas duas horas não eram suficientes para satisfazer suas necessidades. As informações são do jornal britânico “Daily Mail”.

Depois da entrevista, a atriz tentou se explicar pelo Twitter: “O que eu quis dizer na Ellen era que mesmo que você faça sexo por duas horas por dia, ainda restam 22 horas do dia para estar com ele. Então é bom que ele seja uma pessoa incrível."

Ainda de acordo com a publicação, Kirstie disse que não tem um relacionamento sério há mais de 10 anos e que este foi o melhor período da sua vida por ter muita liberdade. No entanto, fontes dizem que ela está à procura de um novo amor. “Ela está pronta para encontrar um namorado."

Atualmente, Kirstie está participando do programa “Dancing with the Stars”. No ano passado, ela teve seu próprio reality show, no qual documentou sua batalha para perder peso. Na época, ela chegou a pesar mais de 100kg e disse que ficou quatro anos sem namorar ninguém por causa disso. Visivelmente mais magra, a atriz já foi vista saindo de casas noturnas nesta semana. Confira a entrevista:


Produto que conta calorias queimadas durante o sexo começa a ser vendido no Brasil

Manter a boa forma exige disciplina, determinação e a prática de exercícios físicos. No entanto, pipocam fórmulas milagrosas para perder peso, dietas radicais e uma infinidade de alternativas para quem quer enxugar as gordurinhas extras sem esforço.

Pensando na grande quantidade de pessoas que não gostam do ambiente das academias e que pretendem emagrecer mesmo assim , surgiu o Sex Counter, um brinquedinho erótico que promete apimentar o sexo - e com isso fazer com que os praticantes queimem mais calorias – e fornecer informações sobre o ato sexual.

O Sex Counter trata-se de um anel peniano –usado para retardar a ejaculação e estimular o prazer - , que além de cumprir suas funções básicas, ainda contabiliza o número de penetrações, o tempo gasto no ato sexual e a quantidade de calorias queimadas durante o sexo.

O produto começou a ser vendido no país recentemente. A sexshop Loja do Prazer, uma das principais empresas no ramo erótico do Brasil, já comercializa a novidade.

Nem todos os homens jovens querem mais sexo

Por incrível que pareça, uma nova pesquisa descobriu que a maioria dos homens jovens não desejam fazer mais sexo do que já fazem.

Aliás, de acordo com o levantamento, feito com homens australianos, 12% dos entrevistados entre 16 e 24 anos disseram que gostariam de fazer menos sexo – o maior índice entre todas as faixas etárias.

“Embora seja uma minoria, o número é representativo. É interessante ainda perceber que entre todas as idades, são os jovens que mais gostariam de reduzir a frequência de suas transas”, comenta Juliet Richter, professora de Saúde Sexual da Universidade de Nova Gales do Sul, de Sydney, Austrália. “É a desconstrução do mito do rapaz que não faz sexo o suficiente e se desespera para consegui-lo”.

Richter e uma equipe de pesquisadores de toda Austrália entrevistaram cerca de 4,3 homens heterossexuais e 4,4 mil mulheres entre 16 e 64 anos.

Apenas 31% dos homens na faixa etária mais nova (de 16 a 24 anos) disseram que gostariam de transar mais, novamente a porcentagem mais baixa do que qualquer outro grupo. Richter ressalta que um levantamento anterior, de cinco anos atrás, chegou a resultados semelhantes.

“Pode bem ser que eles não estejam aguentando o pique das garotas da mesma idade, que estão loucamente apaixonadas e muito empolgadas”, supõe.

A pesquisa não incluiu jovens gays.

Mais previsível, a pesquisa descobriu que 57% dos homens entre 35 e 44 anos queria mais sexo em comparação com apenas 28% das mulheres, enquanto 14% delas desejavam menos transas.

Metade dos homens com idade entre 55 e 64 anos gostaria de ter mais atividades sexuais enquanto apenas 27% das mulheres na mesma faixa etária possuía a mesma vontade.

“A explicação evolucionista é que as mulheres só estão interessadas ​​em sexo quando há a possibilidade de engravidar. Uma explicação social inclui vários fatores, como falta de tempo, pressão e cansaço”, conta Richter. “Afinal de contas, sexo é uma atividade de lazer”.

Saiba quando "sexo virtual" vira doença

Pessoas que ''precisam'' desta forma de estimulação, e deixam outras atividades para se dedicarem a sexo virtual, já fazem uso patológico.
 
Existem psicopatologias que fazem uso do mecanismo chamado sexo virtual, produzindo situações de dependência emocional desses mecanismos. Assim, o problema já existe, apenas faz uso da tecnologia. Não é o mecanismo do sexo virtual que é o problema.

Pessoas que ''precisam'' desta forma de estimulação, e por conseguinte deixam outras atividades para se dedicarem a sexo virtual, já fazem uso patológico. Um agravante é que o bem-estar e prazer obtidos com essas situações são percebidos como validando o ato de usar a internet como meio correto. O organismo se equivoca e não permite uma correção de rumos, sempre considerando que se houve prazer, a ação foi correta.

Quando uma pessoa aprende que fazendo uso constante da internet com objetivos de se estimular eroticamente e apenas com a excitação sexual decorrente já se satisfaz, será um problema nos relacionamentos reais.

Será um problema quando o relacionamento real é percebido como mais exigente, para o qual se tem que despender mais tempo e energia (banhar-se, vestir-se melhor, sair de casa, ira até o ponto de encontro, conversarem, jantarem, irem a outro lugar para beber e dançar, e várias horas depois, talvez, irem para a cama). E patológico quando a pessoa perde o controle sobre essas percepções de necessidade imperiosa, para a qual deixa tudo o mais de lado para se dedicar à comunicação erótica via computador.

Outras formas de patologia se expressam quando a pessoa percebe que pode fazer uso do computador para expressar as formas ilegais ou imorais da necessidade sexual. Aqui entram a pedofilia, zoofilia, etc.

Todo comportamento humano pode ser mudado!

Quando a utilização do meio informático para obter prazer sexual se encontra num grau que esteja atrapalhando a vida profissional, familiar, social, é necessário mudar de atitude e comportamento. Mudar exige reconhecer o que está errado.

O tratamento pode ser feito com psicoterapia comportamental cognitiva que se propõe, exatamente, a processar mudanças no comportamento explícito e na compreensão cognitiva que dá aquelas ordens.

A psicoterapia focalizada nessas questões sexuais pode exigir duas consultas de 50 minutos cada, por semana, e levar meses para produzir uma mudança. O paciente só mudará se realmente quiser. Muitas vezes, mesmo querendo, as necessidades exercem grande pressão e força contra a mudança. Por isso, o tratamento, mesmo tendo meios racionais e caminhos reconhecidos, poderá demorar muito mais tempo.

Oswaldo M. Rodrigues Jr. - psicólogo e terapeuta sexual

Schiavone diz que sexo antes de jogo é ótimo

Sempre irreverente, a italiana Francesca Schiavone não hesita em dizer que fazer sexo antes das partidas faz bem ao desempenho dentro de quadra.

A jogadora de 30 anos deu a declaração à revista milanesa Diva e Donna. "Sexo antes de um jogo não é só permitido para uma mulher, é fantástico", afirmou a italiana.

"Os hormônios ficam à flor da pele e o ato traz vantagens de todos os pontos de vista", acrescentou a campeã de Roland Garros.

Schiavone, após terminar sua campanha em Madri, irá a Roma tentar vencer seu primeiro título em casa, antes de tentar defender o Grand Slam.

"Depois de ganhar Roland Garros, acho que consigo suportar muita tensão e ficar mais atenta. Tenho muitos sonhos e um deles é vencer em casa".

GRANDE REPORTAGEM: Conheça 20 mitos ou verdades sobre a gravidez

Basta anunciar que está grávida para a mulher ser bombardeada com uma avalanche de crenças e crendices. Diante de tanta coisa fica até difícil saber no que realmente acreditar.

Pensando em esclarecer as dúvidas das gestantes, o eBand conversou com o ginecologista Gustavo B. Kröger, obstetra da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica, em São Paulo, que não só desmascarou as inverdades que são espalhadas por aí como também deu algumas dicas para as futuras mamães.

Quando a gestante sente muita azia significa que o bebê será cabeludo.
Mito. Azia nos três primeiros meses de gestação são decorrentes do aumento do beta HCG, hormônio produzido pela placenta, sendo que em gestações gemelares esse efeito é maior. Azia da metade da gestação em diante são devidos à ação da progesterona, que aumenta o tempo que o estômago leva para esvaziar, assim como afrouxa as válvulas, favorecendo o refluxo.

Comer chocolate antes da ultrassonografia ajuda na hora de ver o sexo do bebê.
Mito. A identificação do sexo do bebê é melhor após as 20 semanas da gestação, quando os genitais já estão formados e com um tamanho que permite uma melhor visualização. Se o bebê estiver em uma posição fetal que dificulte a visualização e estiver se mexendo pouco, ingerir alimetos doces estimula a movimentação fetal, sendo que após se movimentar, o bebê pode assumir uma posição que facilite a visualização da genitália.

Comer bolacha água e sal alivia o mal-estar e a salivação.
Verdade. A sensação de mal-estar pode melhorar ao ingerir alimentos leves, como frutas e alimentos com pouca gordura, como é o caso das bolachas de água e sal.

O formato da barriga diz qual é o sexo da criança.
Mito. O formato da barriga depende do tamanho do bebê, da posição que ele se encontra dentro do útero, da quantidade de líquido amniótico, do número de bebês, do tamanho e formato da bacia óssea da mulher, e do formato prévio da silhueta corporal da gestante.

Durante a gestação a mulher sente menos desejo sexual.
Meio mito, meio verdade. Depende de como a mulher encara o seu corpo durante a gestação e de como a gestação está afetando o seu bem estar e qualidade de vida, pois o desejo sexual está muito mais associado ao estado emocional da mulher do que à gestação. Dessa forma, há algumas mulheres que, inclusive, afirmam sentir mais desejo, enquanto outras, dizem que sentem menos que o normal, provavelmente por estarem desconfortáveis devido às dores lombares e cólicas que podem ocorrer mesmo em gestações normais.

A penetração pode machucar o bebê.
Mito. O bebê está protegido pelo útero. Em algumas gestações quando, por exemplo, a placenta está na frente do colo uterino (as chamadas de placentas prévias) ou quando há risco de parto prematuro, a penetração é não é indicada.

Sempre após a relação sexual a mulher sente contrações.
Mito. Não necessariamente, mas ter relação sexual pode estimular o útero a ter contrações, por isso nas gestações de risco de parto prematuro a relação sexual é contra-indicada.

Quando o bebê é grande ele só pode nascer de cesariana.
Verdade. Bebês com mais de quatro quilos geralmente nascem por parto cesárea.

Grávidas não podem ter contato com gatos.
Meio mito, meio verdade. Grávidas devem no começo da gestação colher sorologia para toxoplasmose, doença infecciosa decorrente do contato com frutas e verduras mal lavadas e do contato com as fezes de gato. Se elas ainda não entraram em contato com a toxoplasmose são susceptíveis. Em geral a infecção passa por uma gripe ou resfriado, mas durante a gestação pode acarretar em roblemas como malformações nos bebês.

Se houver risco na barriga significa que o bebê será moreno.
Mito. A cor da pele ou do cabelo depende da herança genética recebida dos pais. O escurecimento da linha que corre do umbigo para baixo é decorrente de efeitos hormonais da gestação, o mesmo efeito que pode favorecer o aparecimento de manchas no rosto. Por este motivo a grávida deve se proteger do sol e usar protetor para não favorecer o aparecimento das manchas.

Se a grávida soprar a nuca do marido enquanto ele dorme passa o enjoo para ele.
Mito. Não há nenhuma forma de se passar enjoo para alguém. O enjoo melhora com alguns cuidados, como evitar muito sal e alimentos gordurosos, evitar deitar logo após a refeição, não consumir chá, café e chocolate.
A grávida não deve passar sabonete nem hidratante nos mamilos.
Mito. A gestante pode passar sabonete e hidratante nos mamilos, mas deve usar o menos possível, evitar banhos muito quentes e muito prolongados, pois gestantes são mais sujeitas a desenvolver irritação na pele.

Os batimentos cardíacos do bebê aceleram quando a mãe fuma.
Verdade. Após a mãe fumar, a nicotina passa para o bebê, o coração desse acelera e tende a se movimentar menos. O fumo na gestação está associado a abortamentos, malformaçoes fetais, menor peso ao nascimento e mais partos prematuros.

A mulher deve tomar bastante cerveja escura para ter mais leite.
Mito. Havia na Inglaterra, antes da Segunda Guerra Mundial, um tipo de cerveja chamada Stout, na qual era adicionada lactose, o açúcar do leite, a "milk stout". Por esse motivo surgiu o mito, porém não tem fundamento nenhum.

Ficar sem se alimentar aumenta o enjoo.
Verdade. Se a gestante ficar sem comer por muito tempo pode aumentar o enjoo e mal-estar. É importante que a gestante se alimente de maneira frequente, com refeições leves e com pouca gordura.

Mulheres grávidas de gêmeos só podem ter relações sexuais até o sétimo mês de gestação.
Mito. Gestações gemelares apresentam maior risco de prematuridade. Em geral, as gestantes não se sentem confortáveis para ter relação pelo maior desconforto causado pelo tamanho da barriga. No entanto, não há uma data certa para se proibir ter relações sexuais independente do número de bebês, e sim o conforto e o risco de parto prematuro de cada gestação.

Não se pode tomar nada diet durante a gravidez.
Meio mito, meio verdade. Alguns estudos com animais mostraram que uso de adoçantes pode estar associados a malformaçoes nos bebês, mas ainda não há pesquisas suficientes para poder proibir o uso. É de bom senso evitar alimento diet, se possível.

Pele de grávida mancha se ficar exposta ao sol.
Verdade. Pode manchar mais que o normal, pois as alterações hormonais associadas à gestação favorecem o aparecimento de manchas.

Durante a gestação o cabelo da volta ao estado natural independente de qualquer tratamento que a mulher tenha feito.
Mito. O que acontece é que alguns tratamentos capilares não podem ser feitos na gestação, assim as mulheres tendem a apresentar o estado natural do cabelo.

Durante a amamentação não há risco de engravidar.
Mito. Geralmente esse efeito acontece apenas nos três primeiros meses após o parto e se a alimentação do bebê for por amamentação exclusiva, mesmo assim não há garantias de que a mulher não engravide um mês após o parto. O mais recomendado é que a gestante converse com seu obstetra para associar algum anticoncepcional.

A Cama na Varanda: A falsa liberdade

Já ouvi muita gente dizer que hoje o sexo é livre, que não há mais nenhuma repressão. Mas apesar das aparências, na vida de cada um, liberdade sexual é objetivo difícil de ser atingido.

O sexo é alvo da maior perseguição na área dos costumes e fonte de grandes sofrimentos. A maioria se reprime e está sempre pronta a criticar o outro por sua conduta sexual. Homens e mulheres padecem por conta das próprias fantasias, desejos, culpas, medos e frustrações sexuais.

O psicanalista W.Reich tinha razão quando, em meados do século 20, denunciou a miséria sexual das pessoas. Ele lutou a vida inteira, apesar dos ataques sofridos, para convencer a todos de que a sexualidade, quando expressa de modo adequado, é a nossa principal fonte de felicidade. E quem é feliz está livre da sede de poder. Ele dizia que, se alguém tem a sensação de uma vida viva, alcança uma autonomia que se nutre das potencialidades do ‘eu’.

Influenciado por essas ideias, surgiu na década de 1960 um movimento de contracultura, que propunha uma cultura erótica onde se pudesse, através da experiência sexual, abrir nova perspectiva para o espírito. O que aconteceu então? O escritor Luiz Carlos Maciel, que viveu intensamente essa época, acredita que o sistema conseguiu anular os esforços desse movimento, reprimindo, absorvendo e distorcendo seus objetivos. Apesar de os preconceitos terem diminuído, a maioria das pessoas não vive o sexo como algo natural, bom, desejável.

Controlar a sexualidade das pessoas significa controlar as pessoas. Esse controle se inicia na infância e continua por toda a vida. Os valores repressores são absorvidos de tal forma que, não percebendo sua existência, as escolhas pessoais, predeterminadas no inconsciente, assumem aparência de escolhas livres. Esse é o grande perigo da repressão sexual e o principal motivo da baixa qualidade do sexo praticado. O psicoterapeuta J.A.Gaiarsa afirma que quanto mais a pessoa amplia, aprofunda e diversifica sua vida sexual, mais corajosa ela se torna. Vive com mais vontade, mais alegria, esperança e decisão. Pode vir a representar perigo do ponto de vista da ordem estabelecida.

Por ser arriscado, muitos renunciam à sexualidade e ficam quietos no seu canto e vão se apagando de vida, de corpo e de espírito. Será que não está na hora de mudar essa mentalidade?