Masturbação está relacionada ao equilíbrio interno

Obter a satisfação sexual sozinho pode se tornar hábito ou vício; especialista afirma que distância entre os termos está ligada ao emocional.
Fiquei refletindo sobre a masturbação por causa de um paciente de 16 anos que me contava de sua excessiva tensão, acompanhada de dificuldades para adormecer, sono entrecortado, repleto de sonhos associados aos seus problemas diurnos.

Como tensão e tesão são palavras muito próximas, e como a tensão é o oposto do relaxamento, estado que frequentemente ocorre após a satisfação sexual, a conversa derivou para esse lado.

Dizia-me ele que imediatamente após sua única relação sexual ''completa'', ou seja, na qual houve penetração, sentiu-se ''leve'', aliviado e que, quando se masturba - ele o faz frequentemente - não tem a mesma sensação de alívio.

O garoto descrevia sentir-se melhor, um pouco aliviado, mas que se percebia ainda muito tenso após a masturbação.

Não se pode associar a diferença de reações entre o seu ato ''completo'' e a satisfação solitária à existência de um conteúdo afetivo, pois sua iniciação sexual ocorreu com uma prostituta.

Bem, se não é isso, se sua relação sexual não estava associada a uma paixão, a um amor, ou a uma fantasia amorosa, qual é o complicador? Teoricamente a descarga orgástica deveria oferecer-lhe um nível de satisfação muito próximo quando praticasse a masturbação.

Ocorre que esse jovem tem de si uma auto-imagem muito depreciativa; é muito inteligente e tem consciência disso, mas apresenta dificuldades de relacionamento social, justamente por ser muito questionador, reprime seus sentimentos agressivos, por considerar que não tem o direito de magoar as pessoas e por estar acima do peso imagina que ninguém do sexo oposto vá interessar-se por ele.

Sua auto-estima, portanto, está em baixa. Ora, vamos considerar estes aspectos, aqui apresentados esquematicamente: se sua auto estima está rebaixada, isso significa que ele não se percebe como alguém que tem direito de usufruir de umas tantas coisas que lhe dariam satisfação, como dizer uns tantos desaforos, como é próprio dos adolescentes, a uma irmã que o provoca, ou a sair para a balada com um grupo de jovens de sua idade, ou a ter sexo não-pago.

Não nos esqueçamos que foi-se o tempo que os meninos eram, necessariamente, levados à ''zona'' pelo pai ou por um tio - agora a coisa está mais liberada, mas não para ele.

Por que? Porque não se sente capacitado a conquistar uma jovem e desfrutar com ela de uma relação amorosa que resulte em intimidades sexuais. Mas quando se paga, quando se procura uma prostituta, adquire-se um bem do qual podemos desfrutar plenamente - estas são as regras do mercado da sociedade capitalista. Podemos pensar, portanto, que neste caso, ocorre uma relação de compra e venda que valida a satisfação e que autoriza o prazer.

A masturbação, por prescindir deste elemento, é apenas parcialmente satisfatória, pois se fosse o contrário, não sustentaria a premissa básica de seu funcionamento psíquico: que ele não merece coisas boas. Mais uma vez podemos ver como sexo e psiquismo estão intimamente ligados. Se não há equilíbrio interno, não há também satisfação sexual plena.

Yara Monachesi - psicóloga e psicoterapeuta

Pesquisa revela que casais deixam sexo de lado por cansaço

Somando alguns anos de convivência, com a correria do trabalho, o cuidado com os filhos, com a casa e as contas a pagar, tudo vira prioridade diante da vida sexual de um casal.

Uma pesquisa norte-americana comprovou que a maior parte de quem vive nessa rotina está cansada demais para o sexo.

Cerca de 600 famílias participaram do estudo, e o resultado foi que 60% de pais e mães que trabalham tiveram redução na libido.

Segundo a psicóloga do Portal Educação, Denise Marcon, a rotina corrida e exaustiva é um fator que diminui a frequência de relações sexuais.

Contudo, a especialista alerta que o sexo é fundamental para a manutenção de um relacionamento saudável.

O casal precisa manter o companheirismo e, com certeza, o diálogo sobre o assunto para que o casamento não venha a se desgastar no decorrer do tempo, levando em consideração que o sexo é um elemento fundamental para o vínculo do casal — reforça.

A pesquisa também atestou que 25% dos casais chegaria a trocar o atual emprego por um que rendesse menos dinheiro se, em contrapartida, trouxesse mais flexibilidade a suas vidas.

Não deixe a relação esfriar

Não permita que a rotina ocupe todo o tempo do casal. Procure reservar um tempo na agenda para as relações;

Crie oportunidades para que o casal tenha contato em situações de lazer, não só na rotina e obrigações do dia a dia, cultivando momentos a dois como passeios, cinema ou sair para dançar;

Exercite a mente com pensamentos estimulantes ou eróticos durante momentos diversos do dia: pensar em sexo é um grande afrodisíaco;

Hábitos de vida saudáveis (dieta balanceada, atividade física) ajudam, pois, além de manterem a pessoa mais disposta, ajudam a evitar ou controlar doenças como diabetes, dislipidemia e hipertensão arterial, que podem ser prejudiciais à saúde sexual;

Para a mulher, ser cortejada é importante durante toda a sua vida, mesmo após anos de relacionamento. Enviar flores, mensagens pelo celular com demonstrações de carinho ou intenções apimentadas também ajudam no estímulo sexual;

Manter o hábito de pegar na mão, abraçar, beijar, trocar carícias, mesmo que o objetivo não seja o ato sexual em si. Tais atitudes contribuem para manter a intimidade;

Caso note uma brusca mudança sua em relação ao sexo, mesmo que seja comportamental, é imprescindível procurar ajuda médica.


GRANDE REPORTAGEM: "Carlos Castro pagava a rapazes mais novos para ter sexo"

Carlos Ferreira na loja da familia em Lisboa
Carlos Ferreira, que nos anos 70 criou o travesti Guida Scarllaty, conta ao i o lado obscuro de Carlos Castro, com casos de subornos, traições e vinganças.
Carlos Ferreira criou o primeiro clube com travestis profissionais - o Scarllaty Clube - nos anos 70 e foi o primeiro a dar emprego a Carlos Castro em Portugal. Hoje é um homem amargurado pelas traições do cronista. Na loja da família, em Lisboa, recebe o i sem roupas da Guida, porque nunca sai à rua de cara pintada. Enquanto não há clientes descreve Castro como um homem "sem talento para o espectáculo de travesti", que "fazia tudo para levar a água ao seu moinho" e que "pagava a rapazes para ter sexo". Nas amizades, como nos amores e nos engates, Castro, para Carlos Ferreira, era como "uma aranha": "construía a teia para depois apanhar a vítima".

Foi a primeira pessoa a dar emprego a Carlos Castro em Portugal. Como era ele na altura?
Estávamos em 1975. O Carlos tinha chegado havia uns meses a Portugal, vivia entre Coimbra e a Figueira da Foz e vinha a Lisboa aos fins-de-semana. Eu já tinha aberto o Scarllaty Clube: o primeiro café-concerto onde se apresentou espectáculos de travestis profissionais. O Carlos apareceu-me lá numa noite como cliente: era uma pessoa simples e afável. Como muitos que regressavam das ex-colónias, estava a chegar ao país sozinho e sem nada.

E como é que lhe pede emprego?
Um dia chega-me com a ideia de concorrer à Visita da Cornélia. Incentivei-o - "vai lá que sempre ganhas umas massas" -, emprestei-lhe o guarda-roupa. É a partir daí que ficamos mais íntimos.

O que o levou a abrir o Scarllaty Clube?
Começou por ser um acidente de percurso do 25 de Abril. Estudava Belas-Artes e deixei-me de teatrices, até para fazer a vontade à minha mãe. Decidi: "Prefiro ser um bom espectador do que um canastrão no palco." Começo a trabalhar em decoração de interiores com o J. Pimenta [empresário da construção civil] e dá-se o 25 de Abril. O Pimenta e os engenheiros vão para o Brasil, eu fico com uma comissão de trabalhadores atrás. Um dia arrumei tudo numa caixa e fui embora. Andei um ano e tal desempregado, tinha algum dinheiro e é aí que penso abrir o Scarllaty.

Como é que as pessoas olhavam para o clube?
O timing ajudou-nos. As mentalidades abriram-se, as pessoas saíram à rua. Éramos a grande novidade. E a crítica, que era óptima, ajudou a construir a casa: durante dez anos houve sempre filas à porta.

Hoje já não se olha para o espectáculo de travesti dessa maneira...

Porque os travestis começaram a vir para a rua vestidos de mulher. Não se via o que se vê hoje no Conde de Redondo, em Lisboa. Esses rapazinhos com vontade de ser mulher, mas sem nenhum talento para representar, rebentaram com o estatuto do travesti como um espectáculo digno.

Quem entrava nesses espectáculos não era logo conotado com o mundo gay?
Só os grandes actores na época é que tinham currículo para se apresentarem vestidos de mulher. Um gajo desconhecido que se apresentasse assim em palco levava logo um chapão. Cheguei a convidar o Herman para terminar um número comigo e ele recusou, achando que era perigoso. Eu tinha noção dos riscos que ia correr. Nas entrevistas, perguntavam-me sempre se era ou não homossexual. E dizia: estou aqui como actor de travesti, a minha vida privada é a minha vida privada. Sempre fui como sou hoje: visto um par de calças antes de sair do camarim e saio de cara lavada.

Carlos Castro já tinha experiência nestes shows?
O que ele contava é que tinha escrito umas poesias. Reconheço que ele adorava aqueles espectáculos, mas não posso dizer que tivesse talento para os fazer. Deixei-o participar em números pequenos, que não prejudicavam o show. Passado três anos, quando chega a altura de fazer o Good-bye Chicago, é que a porca torce o rabo.

Despediu-o?
Ele precisava de fazer um trabalho de marcação, dançado. Estava a duas semanas de estrear e como ele não chegava lá há um dia em que tenho de o encostar à parede. Como ele ficou muito triste, tentei arranjar uma solução e convido-o então para ser o relações públicas do clube. Um dia apresentei-o à Maria Elvira Bento, da "Nova Gente". É aí que ele começa a mandar umas bocas, com o pseudónimo Daniela.

E deixou de vez o espectáculo?
Ainda fez tentativas noutras casas, mas foram fiascos atrás de fiscos.

Quando é que o despede do Scarllaty?
O Carlos nunca soube separar a condição de homossexual da vida profissional. Foi o que aconteceu na relação com o fotógrafo e, provavelmente, o que aconteceu com o Renato. Quando ele já só estava a trabalhar como relações públicas do Scarlatty, há um dia em que chego mais cedo e o encontro com um rapazinho que tinha conhecido na rua. No meu clube havia rigor e profissionalismo, não havia namoricos e engates.

Nunca mais voltaram a falar?
A nossa relação teve altos e baixos, até ele me ter feito umas partidas horríveis.

Que partidas?
De 1998 a 2006 vivi no Algarve e fui director da "Magazine do Algarve". E aí o Carlos voltou a aproximar-se. Ele não era um homem inteligente - porque se o fosse tinha tido uma outra vida -, mas era esperto. Precisava de ter visibilidade no Algarve, tinha algumas portas fechadas em Lisboa e viu ali um furo. Ele só se chegava às pessoas quando tinha interesse nelas. Durante algum tempo escreveu para lá uma página, mas começou a ser enjeitado e tive de lhe dizer que tinha de suspender a colaboração. É claro que ele ficou ofendidíssimo. Durante esse tempo, pediu--me para o apresentar a uns presidentes de câmara pois queria fazer uns espectáculos de moda. Até que um dia descubro que usou o meu nome para negociar um espectáculo. Tudo nas minhas costas. Sei que subornou chefes de divisão - oferecendo parte das receitas - para lhe conseguirem espectáculos numa altura em que não havia verbas para isso.

Depois disso ele fez uma homenagem à Guida Scarlatty num espectáculo...

Quando tinha interesse, ele fazia tudo para levar a água ao seu moinho. Hoje estava aos beijos consigo, amanhã era capaz de lhe espetar a faca nas costas.

Sempre foi assim?
No início não, mas nos últimos anos ele estava convencido de que era a grande star do jornalismo. De cronista ele não tinha nada, de mexeriqueiro sim. Cronista é um jornalista que sabe escrever bem, era uma Vera Lagoa, que mexia os cordelinhos da sociedade. Ele não mexia.

Ele já não tinha influência, ao contrário do que o Renato acreditava?
Creio que nunca teve. A Ana Salazar ou o Augustus convidavam-no para determinados eventos porque era mais uma página que saía nas revistas. Temos de ser lógicos: posso até não gostar do trabalho que faz, mas se me publicitar...

Essa influência só existia na cabeça dele?
Ele era muito pouco realista. Criou um mundo naquela cabeça. E nesta fase final da vida era muito atormentado. Talvez pela solidão, talvez por nunca ter conseguido alguém que o tivesse amado verdadeiramente, tornou-se uma pessoa com sentimentos muito mesquinhos. Fez mal a muita gente. E era um mal que nem sequer podia terminar em tribunal: eram aquelas intrigazinhas. Repare que ele no mundo gay nem foi muito chorado: a maior parte das pessoas não gostava dele pelo seu comportamento moral, pela cagança com que se assumia. A mim nunca me conseguiu afectar, apesar de ter voltado a fazer sacanices.

Que sacanices eram essas?
Em 2006 fui viver para o Brasil e, quando voltei, ele escreveu uma crónica a dizer que a monstra tinha vindo corrida, que tinha feito vigarices, que estava na miséria e teve de aceitar o contrato do Mister Gay para sobreviver. Quando uma pessoa cospe na sopa de quem lhe deu a mão é muito triste. Pode ir ao lar onde está a minha mãe e ela conta-lhe quantas vezes lhe pagou almoços e jantares sem eu saber, numa altura em que ele gastava o dinheiro todo com a rapaziada.

Carlos Castro pagava a prostitutos?
Ainda recentemente pagava a rapazes para ter sexo. Enfiava um barrete de lã, punha uns óculos e ia para o engate. Ele não era o único: é muito usual entre os homossexuais mais velhos. Um gay de 60 anos sem uma relação estável, quem é que vai com ele se não for por um interesse qualquer? Esta é a realidade, não vale a pena escondê-la. No caso dele ainda era pior porque nem sequer gostava de pessoas da idade dele. E, ainda por cima, ele era definidamente passivo e não gostava de gays, nem de bissexuais. Tinha de ser um hetero, de preferência que nunca tivesse tido relações com outro homem, isso para ele era a coroa de glória. Quem é que aos 60 tem um rapaz de 20? Não é por acaso que existem saunas gay e anúncios nos jornais: há clientela a recorrer a prostitutos. Da mesma forma que um hetero de 50 ou 60 anos recorre a prostitutas.

Seria capaz de iludir um rapaz de 21 anos?
Não tenho dúvida de que ele lhe terá feito muitas promessas com a intenção de lhe dar a volta.
Mas o Renato dava troco, tinha atitudes carinhosas para com ele...
A ansiedade do Carlos em ter alguém ao pé dele deixava-o cego. Cego sobretudo pela necessidade de se assumir perante toda a gente com aquele boneco ao lado. Ele mandava qualquer coisa para a frente para segurar as pessoas. Na relação com o fotógrafo não foi diferente: o Luís começou a andar com o Carlos pelo proveito que podia tirar. Ele nem era fotógrafo, era marujo, e era dali que vinha o ordenado. Um dia, o Carlos Castro chegou a casa e encontrou a casa vazia. O Luís namorava com uma rapariga e já não devia aguentar mais aquilo.

Do que conhecia do Carlos, era possível ele estar numa relação sem sexo?Não acredito, pelo menos a partir de certa altura. Se calhar foi em Nova Iorque que o confronto se deu porque o Renato já estava mais envolvido. O Carlos era como uma aranha: construía a teia e depois punha a mão e a vítima caía. Sabia atacar nos momentos precisos. Conheci muitos casos, também com amigos, em que se ele só confronta as pessoas à última hora.

Mas ele não forçaria uma relação sexual?
Não tinha autoridade nem corpo para isso. Ele inebriava, aliciava, até as pessoas cederem por dinheiro ou conveniência.

Ele não era de relações fixas?
Nunca conseguiu ter uma relação porque tinha um comportamento muito obsessivo. Era muito aventureiro e atrevido. Uma coisa era o TT Club, uma casa de strip-tease em Campo de Ourique, onde cheguei a ir com ele. Aí paga-se e ninguém tem nada a ver com isso. Mas ele arriscava muito cá fora. Uma vez andou atrás de um segurança na torre das Amoreiras e aquilo não correu bem. Um dia o segurança quis dar-lhe uma tareia. Começou a fugir dele no centro comercial e eu atrás. Contaram-me que nesta última fase estaria mais comedido, mas houve alturas em que o vi arriscar demasiado: levava pessoas para casa dele que nem que me pagassem eu levaria.

Como era ele em relação aos amigos? Também tentava assediá-los?
Não. Ele não gostava de gays nem de rapazes versáteis que em termos sexuais tanto pudessem ser o activo como o passivo.

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Sinal de trânsito na Holanda mostra cena de sexo


Semáforo erótico. / Foto: Reprodução


Um sinal de trânsito em Nimwegen, na Holanda, chamou mais a atenção dos pedestres do que o normal. Isso porque, em vez do tradicional bonequinho verde, apareciam dois bonecos em posição erótica.

Quando o sinal voltava a ficar vermelho, o homenzinho do sinal tinha uma ereção. A mudança arrancou muitas risadas dos holandeses. O departamento de transportes da cidade ainda está investigando como hackers conseguiram acessar o sistema e alterar as imagens.



Quando o sinal fica vermelho, o bonequinho tem uma ereção / Foto: Reprodução


Músicas para fazer sexo, segundo homens e mulheres.

Sempre pensei muito nesse assunto e tive a curiosidade de saber qual tipo de música os lindos e as lindas preferem ouvir na hora do sexo.

Agora você para e me fala: “Mas Carol, isso é relativo, tem momentos que prefiro ouvir uma musica mais calma, outros to no clima selvagem e quero ouvir algo mais pesado…” Eu concordo com você, mas se fosse assim, seria praticamente impossível escrever sobre isso!

O que quero mostrar pra vocês é que existe certa preferência musical entre homens e mulheres.

Vamos ao que interessa:

Ao todo, 3700000 pessoas responderam a enquete, sendo 2100000 homens e 160000 mulheres. Dentre 9 estilos que se destacaram, os mais citados foram R&B, trip hop e rock.

Tanto homens quanto mulheres, preferem ouvir algo no estilo trip hop. Pra quem não sabe, trip hop é basicamente uma música eletrônica em downtempo, que carrega um mix de vários estilos musicais como hip hop, r&b, house, rock psicodélico e tem como principais instrumentos teclados, toca-discos, samplers, metais e instrumentos de corda.

As principais músicas citadas de trip hop foram:

Lovage – Strangers on a train http://www.youtube.com/watch?v=QKEvJ_SSX3s
Hooverphonic – Mad about you http://www.youtube.com/watch?v=0cWggYivjh8
Team Sleep – Ever ( Foreign flag) http://www.youtube.com/watch?v=90z4vJ69kwM
Massive Attack – Teardrop http://www.youtube.com/watch?v=u7K72X4eo_s

Esse estilo musical é sensual, as musicas possuem letras envolventes e acho que todos deveriam fazer sexo uma vez na vida com um belo playlist de trip hop

Outro estilo bacana para se fazer sexo é o R&B. Tem uma pegada mais blues, jazz e soul music e a maioria das musicas citadas foram calminhas, a maioria mais pop, propicias para um strip tease ou uma lap dance.

Principais cantores, segundo tuiteiros:

Robin Thicke – Lost without you http://www.youtube.com/watch?v=0DdCoNbbRvQ
Marvin Gaye – Let´s Get it On http://www.youtube.com/watch?v=BKPoHgKcqag
George Michael – Careless Whisper http://www.youtube.com/watch?v=OSRLDskFhvc
Uma pequena observação minha: Lost without you do Robin Thicke deixa qualquer clima pegando fogo.

Há quem prefira também a lounge music, que nada mais é uma musica eletrônica com batidas e vocais suaves. Esse estilo normalmente dá um Q a mais em um ambiente, seja um restaurante, motel, bares e por isso é considerado “neutro” nessa história toda.

Por ultimo, mas não menos importante, o nosso querido e amado rock. Seja ele alternativo, hard, progressivo…

Esse estilo teve 16 músicas citadas pelos tuiteiros. De Deftones até The Cure, passando por Muse, Kings of Leon, Pixies, Metallica, Led Zeppelin…

Os homens preferiram músicas com o ritmo e os vocais um pouco mais agitados e as mulheres deram preferência para músicas mais românticas, com letras que demonstrassem carinho para com o parceiro.

Normalmente as músicas conduzem o sexo de uma maneira mais bacana, te envolvem mais e ainda de quebra dão aquele climão manero na hora de surpreender o parceiro com uma dancinha no colo, num strip ou mesmo num poledance.

E convenhamos, transar ao som de forró, pagode e sertanejo ninguém merece né?

Sexo em grupo é mais comum do que se imagina, diz autora

Cantora e dançarina Gretchen, que também atua
no filme pornô "La Conga Sex"
A psicanalista e escritora Regina Navarro Lins tem causado burburinho na cama das pessoas. Seus livros "A Cama na Rede" e "Se Eu Fosse Você" gozam de muita reputação, e despertam a curiosidade de diversos leitores e talvez até discussões (que podem ser positivas, naturalmente) entre casais que se mostrem insatisfeitos com a atual vida sexual.

Com muitos anos de experiência ouvindo as angústias de pessoas entre 13 e 80 anos, percebeu que as questões relacionadas a amor e sexo eram algumas das que mais despertavam o mal-estar entre os pacientes.

Com uma ideia muito legal, manteve por anos o site Cama na Rede, onde anomimamente os internautas respondiam às perguntas sobre suas intimidades, como se elas já haviam sido infieis, gostariam de experimentar sexo a três e se sonhavam com algum fetiche.

Antenada com os sintomas da cultura e o desejo da sociedade em ler e descobrir de tudo relacionado ao sexo e amor, a psicanalista concedeu entrevista à Livraria da Folha e revela o que tem observado do desejo sexual íntimo de homens e mulheres brasileiros.
Livraria da Folha: Para o público no geral, alguns números vistos no livro "A Cama na Rede, podem até ser surpreendentes. Mas para você, que acompanha os desejos de homens e mulheres há algum tempo, ficou surpresa com algum resultado específico?

Regina Navarro Lins: Eu já esperava a maioria dos resultados, mas houve alguns que me surpreederam. Para mim já estava claro que muita gente deseja fazer sexo a três, pois havia recebido diversas mensagens sobre isso. Mas nunca pensei que o percentual chegasse a 77%. Outro resultado que me surpreendeu foi o fato de 75% acreditarem ser possível ser feliz sem ter um par amoroso. Isso é ótimo, porque na nossa cultura aprendemos que só é possível viver bem se formarmos um casal, o que leva muita gente procurar desesperadamente um par. É fundamental que as pessoas desenvolvam a capacidade de viver bem sozinhas, até mesmo para poderem fazer melhores escolhas amorosas. Apesar de a maioria dos casamentos serem insatisfatórios é comum as pessoas o defenderem. Causou surpresa 80% dizerem que o casamento não é o melhor caminho para a vida a dois. Alguns resultados só vieram confirmar o que digo sempre: 72% declararam que já foram infieis; 72% acreditam que com o tempo o tesão pelo parceiro (a) diminui; 63% já amou duas pessoas ao mesmo tempo; 88% afirmam que os homens se desesperam quando broxam; 74% já transaram com uma pessoa casada; 91% já viveram alguma decepção amorosa.

Livraria da Folha: Em uma análise geral, encontram-se rastros que indiquem que a sociedade é machista?

Regina Navarro Lins: Existem muitos rastros. Desde que o sistema patriarcal se instalou, há cinco mil anos, a sociedade é profundamente machista. Apesar de a maioria dos homens ainda perseguir o ideal masculino da nossa cultura - força, ousadia, sucesso, poder, nunca falhar -, eles estão começando a se sentir exaustos. Há algum tempo já se discutem em todo o mundo os prejuízos da busca dessa masculinidade. Os prejuízos do machismo são muitos. Poucos homens conseguem experimentar a intimidade emocional com a mulher, em vez de somente a sexual. Não é de se estranhar, então, o resultado de um importante estudo sobre sexualidade realizado, nos Estados Unidos, que mostrou que quase a metade de homens e mulheres americanos sofrem de disfunção sexual.

Muitas mulheres, por conta de tanta repressão, ainda têm dificuldades no sexo, mas não resta dúvida de que os estereótipos tradicionais de masculinidade inibiram a capacidade de prazer sexual do homem. Demonstrar ternura, se entregar relaxado à troca de prazer com a parceira é difícil. Perder o controle ou falhar é uma ameaça constante, tornando o sexo uma experiência ansiosa e limitada. Na pesquisa, que está no livro "A Cama na Rede", 75% afirmam que o machão está em baixa. Isso é verdade; as mentalidades estão mudando. O homem machão está perdendo o prestígio. Ainda bem. Isso é bom para a mulher e principalmente para ele próprio. Quanto mais autônoma e livre de estereótipos, mais a mulher valoriza o homem sensível, que não tenha vergonha de chorar, de ficar triste, que fale dos seus sentimentos e aceite seus próprios fracassos. Muitos homens já estão concordando com John Lennon: "Não está na hora de destruirmos a ética do macho?... A que nos levaram todos esses milhares de anos?"
Livraria da Folha: No secreto, qual o verdadeiro desejo da mulher? Ela gosta de transar e gostaria de ser mais "desencanada"?

Regina Navarro Lins: Embora no século 20 a moral sexual tenha sofrido grandes transformações e homens e mulheres não acreditem conscientemente que o ato sexual seja um grande pecado, no inconsciente os antigos tabus ainda persistem. Muitos ainda sofrem com seus desejos, fantasias, medos, culpas, frustrações. Estamos no meio de um processo de uma profunda mudança das mentalidades, que se iniciou com os movimentos de contracultura das décadas de 60/70. Até então a mulher deveria ser casta e passiva. Uma herança do século 19, no qual muitas teorias foram criadas afirmando que só o homem tinha prazer sexual.

O prazer da mulher seria, apenas, o de ter e criar os filhos. Considerava-se marca da feminilidade a mulher não gostar de sexo. Isso melhorou um pouco no século 20, mas as mulheres foram condicionadas à ideia de que sexo e amor têm que caminhar juntos, o que é um grande impedimento para sua vida sexual. Hoje, você encontra mulheres que ainda carregam culpa em relação ao sexo, e outras que já se liberaram e buscam viver intensamente o prazer. Muitas declaram que gostariam de ter coragem para ousar mais no sexo, de pôr em prática suas fantasias. Uma fantasia muito comum nas mulheres é a de transar com dois homens ao mesmo tempo e de fazer sexo em grupo.

Livraria da Folha: Os que não realizam as fantasias sexuais, como tentar uma posição ou algo diferente, ou fazer sexo a três, realizam como suas pulsões? Por meio de pornografia?

 
Três livros publicados pela editora Taschen são dedicados exclusivamente a uma parte da anatomia feminina


Regina Navarro Lins: A repressão sexual é um conjunto de interdições, permissões, valores, regras estabelecidas pelo social para controlar o exercício da sexualidade. Ela faz com que muita gente reprima seus desejos menos convencionais ou desista do sexo e fique quieta no seu canto. No Ocidente o sexo é visto como algo muito perigoso. A condenação do sexo surgiu, com o patriarcado restringindo-se, no início, às mulheres, para dar ao homem a certeza da paternidade. No cristianismo a repressão sexual generalizou-se. O padrão moral tornou-se, em tese, o mesmo para homens e mulheres, embora na prática houvesse maior condescendência para com o homem. A repressão não é apenas algo que vem de fora, submetendo as pessoas.

As proibições e interdições externas são interiorizadas, convertendo-se em proibições e interdições internas, vividas sob a forma de vergonha e culpa. A questão é que quando a repressão é bem-sucedida, já não é sentida como tal e a aceitação ou recusa por um determinado tipo de comportamento é vivido como se fosse uma escolha livre da própria pessoa. A doutrina de que há no sexo algo pecaminoso é totalmente inadequada, causando sofrimentos que se iniciam na infância e continuam pela vida afora.

O psicanalista Wilhelm Reich considera que as enfermidades psíquicas são a consequência do caos sexual da sociedade, já que a saúde mental depende da potência orgástica, isto é, do ponto até o qual o indivíduo pode se entregar e experimentar o clímax de excitação no ato sexual. José Ângelo Gaiarsa afirmava que uma explicação possível para haver tanta repressão reside no fato de que, quanto mais o indivíduo vai ampliando, aprofundando e diversificando sua vida sexual - e isso significa transgredir -, mais coragem ganha para fazer outras coisas, questionar outros valores. Começa a viver com maior vontade e decisão. Pode começar a se tornar perigoso. Então, não deve ser à toa nem por acaso que as forças repressoras de todas as épocas se voltaram tão sistemática e precisamente contra a sexualidade humana.

Outra semana tive a prova de como o sexo é visto como perigoso ao participar ao vivo do programa Sem Censura, da TV Brasil, para falar dos livros A Cama na Rede e Se eu fosse você. Logo no início, a apresentadora Leda Nagle me perguntou sobre os resultados da pesquisa que deram origem aos livros. Quando eu disse que me surpreendeu o fato de 77% terem declarado desejar fazer sexo a três, ela me impediu de continuar falando sobre isso. Alegou ser 16.30h e estarmos numa TV pública. Penso ser necessário refletirmos sobre esse absurdo. Não tenho dúvida de que essa repressão que impede de se conversar livremente sobre sexo é nociva. Além de tantos prejuízos causados à vida íntima das pessoas, ela está entre as causas da violência e dos crimes sexuais.

Livraria da Folha: Para encontrar um dos muitos "equilíbrios" sexuais, mulheres deveriam assistir mais a vídeos eróticos, ou homens deveriam ver menos filmes pornográficos?
Regina Navarro Lins: Não. Não acredito que esta seja a saída para o desencontro sexual entre homens e mulheres. Homens e mulheres fazem sexo em menor quantidade do que necessitam e com muito menos qualidade do que poderiam, se frustrando durante sua própria realização. O pré-requisito básico para haver uma relação sexual satisfatória é a ausência de repressão, vergonha ou medo. Na sociedade hipócrita e moralista em que vivemos, uma sexualidade plena e satisfatória é muito rara, só se observando em alguns poucos casos. Para haver um sexo realmente prazeroso é fundamental que os homens se libertem do mito da masculinidade, e as mulheres do amor romântico e da ideia de que devem corresponder às expectativas do homem. É grande a quantidade de homens que vão para o ato sexual ansiosos em cumprir uma missão: provar que são machos. A preocupação em não perder a ereção é tanta que fazem um sexo apressado, com o único objetivo de ejacular, e pronto.

A mulher, com toda a educação repressora que teve ainda se sente inibida em sugerir a forma que lhe dá mais prazer. Acaba se adaptando ao estilo imposto pelo homem, principalmente por temer desagradá-lo. Fazer sexo mal é isso: não se entregar às sensações e fazer tudo sempre igual, sem levar em conta o momento, a pessoa com quem se está e o que se sente. As pessoas que gostam de verdade de sexo e o sabem fazer bem não têm preconceito, consideram o sexo natural, fazendo parte da vida. A busca do prazer é livre e não está condicionada a qualquer tipo de afirmação pessoal. Então, o sexo é desfrutado desde o primeiro contato, e se cria o tempo todo junto com o parceiro, até muito depois do orgasmo. O único objetivo é a descoberta de si e do outro, numa troca contínua de sensações, em que cada movimento é acompanhado de nova emoção. O ato sexual pode ser uma comunicação profunda entre duas pessoas, e para isso é importante que não se tenha nada planejado, sendo criação contínua em que nada se repete. Sendo assim, o sexo deixa de ser a busca de um prazer individual para se tornar um poderoso meio de transformar as pessoas. E nem é necessário haver amor. O ponto de partida fundamental para uma relação sexual de qualidade é o desejo.

Livraria da Folha: Sobre o sexo "esfriar" depois do casamento, as pesquisas indicam o "mais do mesmo" ou revelam algo novo?

Regina Navarro Lins: O sexo no casamento é o maior problema enfrentado pelos casais. O casamento é o lugar onde menos se faz sexo. A pesquisa feita para o livro A Cama na Rede só confirmou isso: 72% declararam que com o tempo o tesão pelo parceiro diminui. Essa questão só passou a ser problema quando, recentemente, o amor e o prazer sexual se tornaram primordiais na vida a dois e se criaram expectativas em relação a isso. Antes, não se cogitava em realização afetiva e prazer na vida de um casal. Bastava o marido ser provedor e respeitador; a mulher ser boa dona de casa e mãe, que estava tudo certo. Mas como resolver a situação de casais que, após alguns anos de vida em comum, constatam decepcionados terem se tornado irmãos? Alguns dizem que é necessário quebrar a rotina e ser criativo. As sugestões são variadas: ir a um motel, viajar no fim de semana, visitar uma sex-shop. Mas isso de nada adianta. O desejo sexual intenso é que leva à criatividade, e não o contrário. Quando não há desejo, a pessoa só quer mesmo dormir.

Quem se angustia com essa questão sabe que desejo sexual não se força, existe ou não. Não é necessário dizer que existem exceções, e que em alguns casais o desejo sexual continua existindo após vários anos de convívio. Mas não podemos tomar a minoria como padrão. Mesmo que os dois se gostem, a rotina, a excessiva intimidade e a falta de mistério acabam com qualquer emoção. Busca-se muito mais segurança que prazer. Para se sentirem seguras, as pessoas exigem fidelidade, o que sem dúvida é limitador e também responsável pela falta de desejo. A certeza de posse e exclusividade leva ao desinteresse, por eliminar a sedução e a conquista. Familiaridade com o parceiro, associada ao hábito, podem provocar a perda do desejo sexual, independente do crescimento do amor e de sentimentos como admiração, companheirismo e carinho.

Livraria da Folha: Em tempos passados, pensar, abertamente, em sexo já era crime. Atualmente, discute-se sobre e se faz (no Brasil) com inibições pontuais. Logo, qual é o futuro do sexo? Sexo a três e posições além do Kama Sutra tendem a se popularizar também?

Mercado editorial brasileiro aposta em diversas versões do famoso e antigo manual indiano de posições sexuais

Regina Navarro Lins: Daqui a algumas décadas existirão relações duradouras, mas talvez não sejam predominantes. As tendências apontam para o aumento do número de relações do tipo instantâneo e efêmero e do sexo em grupo. A prática do sexo em grupo, conhecida como bacanal ou orgia, é uma das variáveis mais curiosas da sexualidade humana. A Grécia Clássica, berço de nossa civilização, se não inventou a orgia teve seus praticantes mais organizados. O governo subsidiava as chamadas dionisíacas, que constava de um grande banquete aberto a todos. Os participantes se vestiam como ninfas, sátiros, bacantes, etc... e atravessavam a noite realizando jogos eróticos animados pelo vinho que corria livremente. Tais festas rapidamente se transformavam em orgias públicas. Atualmente, frequentemente ignorada, ocultada e reprimida, a prática do sexo em grupo é mais comum do que se imagina. Não é raro casais, homens e mulheres solteiros, e também muitos casados, irem sozinhos experimentar o sexo grupal nos clubes especializados.

O swing - a troca de casais - também se torna cada vez mais comum; chegou à classe média do Ocidente em fins da década de 70, nos EUA, embalada pela revolução sexual, mas sua prática é antiga em outras civilizações. Os esquimós costumavam deixar suas mulheres emprestadas ao vizinho, quando saíam para caçar. O objetivo era a preservação da mulher, que podia não resistir às baixas temperaturas, sem apoio de alguém. A China também tinha o costume, até a Revolução Cultural, de os maridos, quando se ausentavam, alugarem as esposas. Os filhos que nascessem no período pertenceriam àquele que alugara a mulher. No Tibet, na África e no Havaí há registro sobre o costume em questão. Penso que no futuro homens e mulheres poderão buscar a realização de seus desejos sem culpa por se livrarem da submissão à moral que nos foi imposta. Mas não podemos esquecer que os sexy games, que surgirão, também trarão muitas novidades.

Livraria da Folha: Do mesmo modo, a bissexualidade, já defendida por Freud, tende a se desenvolver na sociedade?

Regina Navarro Lins: Penso que sim. As estatísticas mostram que a grande maioria já sentiu, de alguma forma, desejo por ambos os sexos. Nunca se falou tanto em bissexualidade como dos anos 90 para cá. A manchete de capa da revista americana Newsweek de julho de 1995 era: "Bissexualidade: nem homo nem hetero. Uma nova identidade sexual emerge." Na pesquisa feita pelo americano Harry Harlow, mais de 50% das mulheres, numa cena de sexo em grupo, se engajaram em jogos íntimos com o mesmo sexo, contra apenas um por cento dos homens.

Entretanto, quando o anonimato é garantido a proporção de homens bissexuais aumenta a um nível quase idêntico. Marjorie Garber, professora da Universidade de Harvard, que elaborou um profundo estudo sobre o tema, compara a afirmação de que os seres humanos são heterossexuais ou homossexuais às crenças de antigamente, como: o mundo é plano, o sol gira ao redor da terra. E pergunta: "Será que a bissexualidade é um 'terceiro tipo' de identidade sexual, entre a homossexualidade e a heterossexualidade - ou além dessas duas categorias?" Acreditando que a bissexualidade tem algo fundamental a nos ensinar sobre a natureza do erotismo humano, ela sugere que em vez de hetero, homo, auto, pan e bissexualidade, digamos simplesmente "sexualidade'". Quando trabalhamos com as tendências devemos ficar atentos aos sinais. Há algum tempo que se observa a bissexualidade nas adolescentes. Não é raro encontrarmos meninas que se apaixonam por outras meninas, independente do fato de também namorar rapazes.

Livraria da Folha: E com isso, como ficam os casamentos? Aliás, qual a relação de amor e sexo?

Regina Navarro Lins: O amor é uma construção social. O amor romântico, pelo qual todos anseiam, passou a fazer parte do casamento recentemente. Antes, as pessoas se casavam por interesses econômicos da família. Esse tipo de amor é calcado na idealização do outro; propõe a fusão entre os amantes e a ideia de que os dois se completando nada mais vai lhes faltar. Traz expectativas próprias como a de que quem ama não se relaciona sexualmente com mais ninguém. Mas o amor romântico não resiste ao dia-a-dia do casal. A idealização não consegue ser mantida, porque na convivência você é obrigado a enxergar os aspectos que você não gosta no parceiro. E aí vem o desencanto.

Felizmente, esse tipo de amor está saindo de cena, levando com ele a exigência de exclusividade, uma das suas principais características. Vivemos um período de grandes transformações no mundo, e, no que diz respeito ao amor, o dilema atual parece se situar entre o desejo de simbiose com o parceiro e o desejo de liberdade, sendo que este último começa a predominar. Na pesquisa do livro A Cama na Rede, 75% acreditarem ser possível ser feliz sem ter um par amoroso e 80% disseram que o casamento não é o melhor caminho para a vida a dois. No futuro menos pessoas vão desejar se fechar numa relação a dois. As pessoas podem vir a ter relações estáveis com várias pessoas ao mesmo tempo, escolhendo-os pelas afinidades. Talvez, quem sabe, uma para ir ao cinema e teatro, outra para conversar, outra para viajar, a parceria especial para o sexo, e assim por diante. A ideia de que um parceiro único deva satisfazer todos os aspectos da vida pode se tornar coisa do passado.

Livraria da Folha

Entenda relação da boca com o sexo

As principais razões pelas quais uma pessoa se incomoda com a boca da outra são os cheiros e gostos; excitação é influenciada a partir do gostar.
A boca é um meio muito importante no relacionamento afetivo e sexual. Ela produz um dos mecanismos mais importantes do contato afetivo e erótico: o beijo, responsável por uma série de mensagens neurológicas e químicas que transmitem sensações táteis, excitação sexual e percepções de proximidade, motivação e euforia. Muitas pessoas compreendem que o primeiro beijo decide o futuro do relacionamento e que um beijo ''ruim'' descarta o(a) candidato(a).

O beijo facilita a produção de ocitocina, controlando a produção de cortisol. Portanto, beijar é bom para combater estresse. Apesar disso, algumas pessoas o consideram não higiênico devido a suas características psicopatológicas, mesmo que não se desenvolvam a ponto de ser necessária uma intervenção psiquiátrica.

A boca convive com muitas bactérias e vírus, é verdade. Mas preocupar-se com isso em pessoas saudáveis é algo psicopatológico e que limita muitos casais nas atividades afetivo-erótico-sexuais.

As principais razões pelas quais uma pessoa se incomoda com a boca da outra são os cheiros e gostos. Gostar é algo muito importante no que se refere à excitação sexual.

Gostar ou não gostar de cheiros da boca pode impedir um relacionamento sexual. Então, na história de vida anterior ao sexo genital, se o cheiro/gosto da boca normal (com cheiros de boca) houver sido associada a emoções negativas, a preferência por uma boca com cheiro de ''hortelã'' pode ter sido desenvolvida e daí para frente o cheiro natural da boca e saliva nunca serão aceitas. Então, reclamar do mau hálito diz respeito a preferências estabelecidas anteriormente que não diziam respeito à excitação sexual.

Claro que outras doenças sexualmente transmissíveis podem ocorrer quando a boca é usada em beijos comuns (boca-boca) além do sexo oro-genital: herpes, gonorréia, clamídia e sífilis. O sexo oral no pênis, denominado felação, preocupa mais quando se menciona a possibilidade de transmissão de HIV, em especial com a ejaculação dentro da boca.

As maiores chances de contaminação ocorrem quando a boca apresenta lesões na mucosa e cáries. O oposto não encontra respaldo em pesquisas quantitativas, mas é percebida como uma possibilidade preocupante. Portanto, é mais possível que uma pessoa que receba ejaculação na boca possa ser contaminada com HIV do que o homem que ejacule ser contaminado.

Oswaldo M. Rodrigues Junior - psicólogo e terapeuta sexual

Meninas são estimuladas muito cedo para o sexo, alerta livro


Sutiã para crianças de seis anos reabre polêmica
da "adultização" de crianças. Pierre Duarte/Folhapress

As meninas estão sendo forçadas a crescer cada vez mais rápido. Cedo demais, elas estão sendo superestimuladas, superexpostas e supersensualizadas. Esse é o alerta do livro "Que Está Acontecendo com Nossas Garotas?".

No Brasil, a mais recente polêmica sobre o tema é a venda de sutiãs com enchimento que imitam o formato dos seios para meninas de seis anos, como conta a Folha em reportagem.

Para a britânica Maggie Hamilton, que escreveu o livro, há um prejuízo evidente para a vida de crianças que queimam etapas de seu desenvolvimento: a explosão precoce de ansiedades, sentimentos de rejeição, abusos sexuais e baixa autoestima. "As nossas garotas se sentem isoladas. Acreditam que os adultos não se importam com elas."

As famílias precisam ficar atentas a esses sinais, que podem resultar em adultos desajustados. Nem sempre essa preocupação surge no lar. Dados assustadores mostram, por exemplo, a procura por cirurgias plásticas em adolescentes, como a colocação de silicone nos seios.

Divulgação
"Pequena Miss Sunshine" aborda concurso de beleza para crianças

No cinema, a exploração da sensualidade de crianças já foi retratada. É o caso de "Pequena Miss Sunshine", um dos destaques do Oscar em 2007.

A atriz-mirim Abigail Breslin (na época com 10 anos), que despontou no suspense "Sinais" (2002), interpreta a garota Olive, que atravessa o deserto com sua família disfuncional, em uma kombi amarela com defeito, até a Califórnia onde será disputado um concurso de beleza para crianças.

O pai da garota é Richard (Greg Kinnear), que dá palestras de autoajuda e parece encarnar a obsessão da América pelo sucesso material e o desprezo por quem não se encaixa nesse perfil. Para ele, o mundo se divide em vencedores e perdedores, e só crianças magras conseguem o sucesso. O problema é que o seu pai Edwin (ator veterano Alan Arkin), viciado em heroína, não é bem um exemplo de êxito.

Personalidade nem sempre revela sexualidade

Pelo contrário, a personalidade vai se constituindo e se desenvolvendo à medida em que crescemos e nos relacionamos com diversas pessoas.

O que somos, isto é, nossa forma de pensar, sentir e agir, influi, sim, na visão que temos da sexualidade e de todas as questões ligadas a ela, como é o caso da masturbação, do corpo, da relação sexual, da diversidade sexual etc. Influi, ainda, na forma como agimos em relação a isto tudo e na forma de vivermos a nossa sexualidade.

No entanto, nosso jeito de ser, nossa personalidade, não é algo que nos é dado pronto, que recebemos ao nascer.

Pelo contrário, a personalidade vai se constituindo e se desenvolvendo à medida em que crescemos e nos relacionamos com diversas pessoas. Tem a ver, também, com a forma como a humanidade, ao longo da história, foi encarando este assunto até os dias de hoje.

Assim, o que somos é fruto das relações pessoais presentes, da cultura e da história. Esta é uma visão histórico-social da formação do psiquismo humano. ''Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas'', diz Gonzaguinha numa de suas músicas.

Durante nossa infância e adolescência, a maneira como nossos pais, amigos, irmãos e professores tratavam as questões ligadas ao corpo e ao sexo, e o modo como eles reagiam às nossas atitudes e perguntas levaram-nos a formar ideias positivas ou negativas a respeito, e, sem dúvida, influenciaram e influenciam a maneira como encaramos a sexualidade.

Também nossa formação religiosa, a mídia e a cultura na qual estamos inseridos, paulatinamente, vão determinando quais valores e normas vamos adotar, e portanto, nossos pensamentos e sentimentos.

Daí a importância e a necessidade de nos reeducarmos sexualmente, de buscarmos uma revisão constante da maneira de pensar, para que possamos chegar a ser sujeitos de nossa sexualidade, com liberdade e responsabilidade.

Estamos passando por processos de transformação e revisão no que diz respeito a vários comportamentos sexuais, assim como em relação a algumas leis que são decisivas no campo da sexualidade, tais como: a união civil homossexual, a criminalização da homofobia e a questão do aborto.

A experiência com Grupos de Estudo sobre Educação Sexual, que vem sendo desenvolvida desde 1995, na UEL, tem mostrado que as pessoas que se dispõem a ler sobre o tema, a refletir, debater em grupo e rever o seu modo de pensar e sentir, acabam mudando a sua forma, muitas vezes, repressora e negativa, de encarar o sexo e modificando o seu comportamento e, assim, passam a colher os resultados disto na vida pessoal e profissional.

Vemos, desse modo, a importância e a responsabilidade que temos na educação das crianças e jovens, em todas as áreas, sobretudo, a moral e a sexual. Se quisermos indivíduos autônomos, preocupados em criar relações interpessoais sadias e menos conflituosas, com vistas à cooperação e ao respeito mútuo, é fundamental creditarmos um peso considerável ao papel da educação.

Mesmo na terceira idade ainda podemos continuar revendo o que pensamos e sentimos; isto significa crescimento pessoal e uma vivência mais saudável e feliz.

Outras perspectivas teóricas sobre o desenvolvimento da personalidade veem, de modo diferente, a formação da mesma. No caso da psicanálise, credita-se grande influência às relações paternas e maternas infantis (nos primeiros anos de vida) na formação da personalidade e, consequentemente, na forma adulta de vivenciar a sexualidade.

Às vezes, é necessário terapia para superar bloqueios; contudo, a educação sexual pode ajudar, em muitos casos, na superação de traumas e visões negativas em relação ao sexo.

Mary Neide Damico Figueiró e Solange Maria B. Mezzaroba, psicólogas e doutoras em Educação

Esperma age como antidepressivo natural

Publicado na revista Scientific American um artigo sobre o estudo que conclui que o esperma age como um remédio natural para depressão.

Sim, fazer sexo faz bem para o corpo e a mente, mas o caso aqui não se trata de uma questão emocional, mas sim, fisiológica.

Segundo o estudo, feito pela Gallup and Rebecca Burch, em conjunto com o psicólogo Steven Platek, da Universidade de Liverpool, é possível que o esperma atue sobre as mulheres como um antidepressivo natural.

Aparentemente, logo que o esperma é absorvido pela vagina, ele age sobre os hormônios femininos.

O semen masculino é rico em componentes químicos como neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores, entre eles a serotonina, um dos mais famosos e conhecidos antidepressivos, e oxytocic, conhecido como o hormônio da confiança e do amor.

Boa notícia, mas nem por isso devemos esquecer a camisinha.

Sexo seguro é sempre a melhor escolha.

Relação com o sexo é descoberta por fases na infância

Freud afirma que a sexualidade infantil se desenvolve através de quatro fases: oral, anal, fálica, latência e genital.

A descobertas de Freud sobre a sexualidade infantil provocaram espanto na sexualidade conservadora do final do século XIX, pois nesta época a criança era vista como símbolo de pureza, um ser assexuado. Ao longo dos anos, a sociedade vem, pouco a pouco, se familiarizando e compreendendo as diferentes formas de expressão da sexualidade infantil. Sexualidade que evolui, com etapas de desenvolvimento que Freud denominou de fase oral, anal, fálica, latência e genital.

Encontramos pais que se espantam ao se defrontarem com filhos se masturbando, ou que explicam com meias verdades as clássicas perguntas infantis sobre a origem dos bebês. Sexualidade na criança nasce masculina-feminina, macha ou fêmea, futuramente que será homem ou mulher. Durante a infância ocorre desenvolvimento de jogos corporais aonde as crianças vão se descobrindo e amadurecendo.

Reconhecida como um instinto que as pessoas nascem expressando-se de formas distintas de acordo com as fases do desenvolvimento que são: fase oral; fase anal; fase fálica e período de latência. Na fase oral de 0 a 1 ano a região do corpo com maior prazer na criança é a boca, onde entra em contato com o mundo. É por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de alimentar proporciona satisfação ao bebê.

Fase anal de 2 a 4 anos, período que a criança passa a adquirir controle dos esfíncteres - a zona de maior satisfação é a região do anus; descobre que pode controlar as fezes que sai de seu interior, oferecendo-o à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. É aí que a criança começa a ter noção de higiene; fases de birras.

Fase fálica de 4 a 6 anos - a atenção da criança volta-se para a região genital. Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis e defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas teorias sexuais infantis, imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste momento que a menina tem medo de perder o seu pênis. Surge aí o complexo de Édipo, em que o menino apresenta atração pela mãe e se rivaliza com o pai, e na menina ocorre o inverso.

Fase de latência de 6 a 11 anos. Este período caracteriza-se pelo deslocamento da libido da sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares.

Fase genital, a partir de 11 anos. Início da adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. Adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais da infância para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta.

Eliane Marçal - psicóloga clínica e hipnoterapeuta

No sexo, Rihanna diz que gosta de apanhar


Em entrevista para a “Rolling Stone”, Rihanna revelou algumas de suas preferências sexuais. A cantora disse que, apesar de ser bastante independente, é submissa na cama.

“Eu trabalho duro e tomo muitas decisões todos os dias, então na intimidade eu prefiro ser a garota”, contou.


Ela também disse que gosta de ser amarrada e de apanhar, mas que prefere não usar objetos para isso.

A cantora, de 24 anos, afirmou: "Usar chicote ou corda é muito planejado. Você precisa parar e procurar a coisa. Eu prefiro que eles usem as mãos".

Liberte a sua criatividade

No filme De Pernas Pro Ar, a personagem de Ingrid Guimarães é Alice, uma executiva que decide se unir à vizinha para investir no mercado erótico, o que lhe rende sucesso financeiro, além de novas e divertidas descobertas.

Fora das telas, a indústria do sexo também anda agitada e vem atraindo cada vez mais atenção de homens e mulheres interessados em viver novas experiências e - por que não dizer - conhecer desejos e limites do próprio corpo.

Prova disso é que o Brasil sedia a quarta maior feira erótica do mundo, a Erótika Fair, que ocorre na próxima semana, de 7 a 10 de abril, em São Paulo.

A feira promete apresentar novidades para apimentar até as relações mais mornas. Calcinha vibratória, gel para massagem, canetas com líquidos comestíveis, lingeries e vibradores de última geração são alguns dos acessórios expostos no evento. "Hoje em dia tem vindo muito casal que não tem coragem de ir ao sex shop", explica a presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual, Paula Aguiar.

Muitos produtos que chegavam com um ano de atraso no Brasil hoje são lançados simultaneamente em outros lugares do mundo. Todos estão disponíveis para a compra na feira. "A grande tendência mundial são os vibradores para casal", diz Paula.

ECONOMIA - No Brasil, o setor movimenta, anualmente, cerca de R$ 1 bilhão. E, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual, a comercialização de produtos eróticos cresceu 16% em 2010 com relação ao ano anterior.

NOVOS ARES - A rotina, velha inimiga dos relacionamentos, pode minguar casamentos e também fazer diminuir o prazer sexual.

A grande solução para o problema é a criatividade, segundo o terapeuta sexual e autor do livro O Prazer Secreto, Celso Marzano. "O segredo é fantasiar, criar rituais eróticos. Não precisa ser nada muito elaborado, mas uma dança, uma brincadeira com frutas ou criar situações que você não fazia."

Tirar alguns minutos do dia para pensar em sexo também pode ser bastante eficiente. "Pare para pensar o que vai fazer para ele e para ela. Namore todo dia, beije, se envolva, dedique-se ao outro", aconselha o especialista.

Os brinquedinhos são um plus nessa história. "Fazem aumentar o desejo e a sedução, porque ajudam a resgatar as sensações", diz. Agora é com você: use a criatividade e ative seus cinco sentidos.

DESTAQUES - Calcinha Club Vibe (sob consulta), da OhMiBod, vibra de acordo com som ambiente. Tem sete modalidades de vibração e pode ser conectada ao iPod ou MP3.

A pomada Tailandesa da Adão e Eva Toys (R$ 12) é própria para massagem e tem ação adstringente.

O aparelho Sqweel tem linguinhas que simulam o sexo oral (R$ 350).

A Pheros Ball (R$ 4,80) , da Inside Cosméticos, é uma esfera gelatinosa para massagem, que derrete com o calor do corpo.

Para quem curte sabores no ato sexual, a dica é a caneta beijável Doces Delírios (R$ 8,20 cada), da Inside Cosméticos, nas opções morango, menta e chocolate. O Tenga Cupp tem o poder de simular posições sexuais, além da penetração anal e vaginal (R$75).

"Sexo é uma delícia, é vital", diz Cléo Pires em entrevista

Cléo Pires está no papel
Estela em 'Araguaia'


A atriz falou sobre relação com o pai, sexo, drogas, e uso de brinquedos eróticos.


Em entrevista neste domingo (3) ao jornal "Diário de S. Paulo", a atriz Cléo Pires falou sobre assuntos polêmicos como sua relação com seu pai Fábio Jr, sexo, drogas, além da polêmica em torno de sua participação no programa "Amor & Sexo", onde insinuou que gostava de fazer sexo anal.

"E se eu gostasse? Qual seria o problema? No mundo em que eu vivo, quando se fala de sexo anal, que eu saiba, as mulheres adoram, nao é um esforço. Claro que tem uma ou outra que usa sempre o clichê 'Falei pra ele que depois que a gente casar eu dou', mas acho supernatural as mulheres gostarem, não só os homens", diz a intérprete de Estela em "Araguaia".

Atriz comentou ainda sobre o uso de brinquedinhos eróticos. "Gata, você tem que conhecer bem seu corpo, saber o que te dá prazer! Quer saber? Eu amo sex shop! Quando estou estressada, faço a festa numa dessas lojas e renovo meu estoque de brincadeirinhas. Sexo é uma delícia, é vital. Acho engraçado as pessoas ficarem cheia de pudores com isso...", destacou.

Sobre experiências com drogas, Cléo se limitou a dizer que "já viveu tudo o que quis. Tudo o que eu tenho vontade de fazer eu faço, eu procuro meios para poder fazer. Sempre foi assim".

A atriz comentou sobre sua relação com o pai, Fábio Jr. "Olha...está como sempre foi. A gente sempre foi mais afastado e isso nunca foi um problema. Nosso amor sobrevive e cresce nesse esquema. É que meu pai Orlando (Moraes, marido de Glória Pires) chegou muito cedo na minha vida. Então, não tive espaço para cobrar a ausência do Fábio", disse. Ela também disse que a relação entre ele e Orlando é civilizada. "Eles não são amigos, nunca foram, mas se respeitam".

Galinha muda de sexo e vira galo

A mãe natureza é realmente fascinante, mas nem sempre estamos preparados para tudo o que ela nos oferece. Que o diga um casal do Reino Unido, que viu a sua galinha “Gertie” transformar-se no galo “Bertie“.

O casal, de idade já avançada, Jeanette e Jim Howard, não conseguiu esconder o espanto quando a sua Gertie, uma das duas galinhas que o casal possui, começou a desenvolver algumas características típicas de um galo. Por altura do Inverno, Gertie começou a pôr menos ovos, ganhou mais penas e ficou mais encorpada.

Como o animal manteve uma aparência saudável Jeanette não se mostrou muito preocupada, até ao momento que a galinha começou a tentar cantar e ganhou um papo e uma crista.

“Alguns dias depois ouvi-a a tentar cantar. No início não conseguia muito bem, mas agora canta muito bem”, disse.

Jeanette revelou que ainda não tem a certeza se Gertie realmente mudou de sexo, mas “para todos os efeitos, ela agora é um galo”, rebaptizado Bertie.

Este não é um fenómeno inédito na natureza. Segundo especialistas as mudanças aparentes de sexo nas galinhas não são totalmente incomuns, havendo registo de o facto ocorrer em uma em cada 10 mil aves femininas.

Muitas mulheres sofrem de “tristeza” pós-sexo

Supostamente um momento de prazer para as pessoas, um novo pequeno estudo descobre que, na verdade, o pós-sexo causa tristeza em muitas mulheres.

O estudo envolveu mais de 200 jovens australianas, porém mais pesquisas são necessárias para verificar se os resultados são os mesmos em outras faixas etárias e localidades.

Segundo a pesquisa, uma em cada três mulheres jovens se sente triste depois do sexo em algum momento de suas vidas. 10% disseram que muitas vezes, ou quase sempre, se sentem tristes após o sexo.

Os pesquisadores afirmam que, sob circunstâncias normais, a fase de resolução da atividade sexual, ou o período logo após o sexo, provoca sensações de bem-estar, juntamente com o relaxamento físico e psicológico.

No entanto, indivíduos que experimentam disforia pós-coito (tristeza após o sexo) podem expressar seus sentimentos imediatos após a relação sexual em termos de melancolia, choro fácil, irritabilidade, ansiedade ou sensação de inquietação.

Como mulher é complicada demais, os pesquisadores ainda não sabem explicar a causa desses sentimentos. Uma das entrevistadas que afirmou se sentir “triste” após o sexo disse que esses sentimentos não são ligados aos seus sentimentos de amor e afeto por seu parceiro.

Uma teoria dos cientistas é de que abuso sexual em algum momento da vida das mulheres pode causar sentimentos de culpa, vergonha e perda em futuros encontros sexuais. No entanto, a pesquisa encontrou apenas uma correlação moderada entre o abuso sexual e decepção pós-sexo.

Segundo os pesquisadores, isso sugere que outros fatores, como predisposição biológica, podem ser mais importantes. O próximo passo do estudo é observar as características emocionais das mulheres, e como elas vêem a si mesmas, para checar se a personalidade contribui para a depressão entre quatro paredes.

 Natasha Romanzoti