Ondas de celulares prejudicam vida sexual?

Ondas de celulares prejudicam vida sexual?
Coelhos foram usados em pesquisa que testa efeito dos
celulares no comportamento sexual masculin.o
Não é de hoje que cientistas investigam o efeito das ondas eletromagnéticas de aparelhos celulares no cérebro das pessoas. Mas um grupo de pesquisadores do Japão decidiu investigar um outro possível efeito colateral dos aparelhos: no comportamento sexual masculino.

A ideia da equipe da Escola de Medicina de Tokushima era testar se a exposição contínua ás ondas afetava de alguma forma esta região específica masculina.

É claro que arrumar cobaias humanas que aceitassem ter um celular colocado próximo aos seus testículos seria um tanto quanto difícil – então a equipe decidiu analisar os efeitos primeiro em coelhos.

Seu estudo, com o auto-explicativo nome de “Efeitos da exposição a um aparelho celular no comportamento sexual de coelhos machos adultos: um estudo observatório”, utilizou 18 animais divididos em três grupos.

Seis animais tiveram aparelhos ligados (800 MHz) próximos à sua região genital durante oito horas diárias, por um período de 12 semanas. Outros seis tiveram aparelhos desligados colocados próximos e o restante dos coelhos ficou sem telefones.

Após o período, seis fêmeas foram levadas sucessivamente às gaiolas dos machos, e o comportamento copulatório foi registrado, incluindo níveis de testosterona, dopamina e cortisol.

Os cientistas analisaram as características de cada copula, observando os momentos em que os coelhos chegavam ao ponto de “exaustão sexual”. Apesar de não notar diferença alguma nos níveis hormonais dos coelhos com aparelhos celulares, os cientistas afirmam que eles “ficavam sexualmente exauridos antes”.

A análise, publicada no específico International Journal of Impotence Research. “poderia ter algumas implicações práticas” – segundo os pesquisadores.

Indústria do sexo escapa à crise mas sucumbe à pirataria

É um dos raros sectores que não tem razão de queixa da crise. A indústria do sexo não sente qualquer baixa por causa da recessão, mas está a ser muito afectado por outro fenómeno: o da pirataria.

O director do Salão Erótico de Lisboa garante que a pirataria dos filmes pornográficos, é a maior ameaça ao negócio nos dias que correm. Na abertura do evento, Juli Simon disse à agência Lusa «este sector (sexo) é mais afectado pela pirataria do que pela crise económica».

O responsável avançou que quando há crises a indústria do sexo cresce porque se sai menos de casa e o sexo é uma alternativa, contribuindo para o crescimento do cinema para adultos, mas na actual conjuntura «o problema não é claro» devido à pirataria.

A crise parece que também não vai afectar, na opinião do responsável, o Salão Erótico de Lisboa, que já tem «uma actividade muito consolidada» e «uma agenda». Juli Simon confessa ter «mais medo da praia do que da crise».

«No ano passado diziam que a crise poderia afectar o salão, mas crescemos em número de visitantes», adiantou. Entre hoje e domingo, o público, por 20 euros por pessoa, pode entrar num universo onde o sexo não conhece fronteiras: espectáculos eróticos, aulas de striptease, área gay, exibição de filmes e até sessões de swingers.

Este ano, o salão é «mais interactivo» e tem «mais actividades para que os visitantes possam participar em concursos, debates, conferências e apresentação de livros», disse Juli Simon.

As «grandes novidades» da edição deste ano são os espectáculos eróticos masculinos, a estreia a nível mundial de um filme português para adultos em 3D e o mundial de futebol erótico, disputado por actrizes em lingerie.

O visitante pode ainda encontrar, na «rua do prazer», todo o tipo de «brinquedos» e produtos eróticos. Na primeira tarde de abertura o público era maioritariamente masculino e as poucas mulheres estavam acompanhadas pelos maridos ou namorados.

Uma nova revolução sexual para as mulheres

Chamado de Viagra feminino, medicamento será vendido com receita.

No ano em que a pílula anticoncepcional completa 50 anos, uma nova revolução sexual feminina promete chegar às farmácias de todo o mundo. Chamada de "Viagra" feminino, a droga flibanserina foi desenvolvida pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim e será analisada, no próximo mês, pelo órgão governamental norte-americano que regulamenta a comercialização de alimentos e medicamentos (FDA). Especialistas brasileiros acreditam que, até o final deste ano, o medicamento estará circulando no país, onde 51% das mulheres sofrem com disfunção sexual.

Assim como o Viagra masculino, que originalmente foi produzido para tratar doenças do coração, o estimulante cor de rosa também surgiu por acaso. Projetado para ser um antidepressivo, teve como efeito colateral o aumento de libido nas mulheres. Testes já foram realizados com mais de 5.000 mulheres dos EUA, Canadá e países na Europa. O resultado foi aumento do desejo sexual e da frequência das relações, além de melhor satisfação no sexo.

Revolução também é o nome que o sexólogo Gérson Lopes, coordenador do Departamento de Medicina Sexual do Hospital Mater Dei, dá ao novo remédio. "Esse medicamento é uma grande esperança para o problema de disfunção sexual nas mulheres. Está movimentando o mundo todo", destaca. Segundo ele, a droga age no cérebro, aumentando o desejo. "A disfunção é quando mecanismos de inibição superam os de excitação. O que a flibanserina faz é equilibrar a balança", explica. O especialista lembra, ainda, que o medicamento é recomendado para as mulheres que sofrem com baixa de libido, não sendo adequado para as que querem "turbinar" o desejo.

A psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Hospital das Clínicas de São Paulo, Carmita Abdo, também tem boas expectativas sobre o novo "Viagra". "É um medicamento que tem tudo a ver com a mulher contemporânea, pois ela deseja ter prazer no sexo e não somente ser uma parceira", destaca. Mas ela alerta que o remédio não é uma solução mágica. "Nos casos em que não existe mais amor, por exemplo, a droga não irá ajudar", diz.

Em Belo Horizonte, as mulheres aprovaram o Viagra cor de rosa. Para a auxiliar de laboratório, Marina Silva, 22, a descoberta é uma conquista histórica. "O Viagra aumentou a qualidade de vida dos homens. Então esse traz a mesma oportunidade para as mulheres. A pílula já trouxe ganhos, agora o sexo poderá ser feito com prazer ao quadrado", afirma.

A dona de casa Áurea Ramos, 47, também gostou da novidade. Ela acredita que, para as mulheres que sofrem com a disfunção, o "Viagra" feminino trará novas chances de prazer. "Se não existir contraindicação para mim, eu estou dentro", garante.

Nos consultórios
Disfunção é a principal queixa

A disfunção sexual é uma das principais queixas das mulheres no consultório, segundo a ginecologista e sexóloga Stany Rodrigues. Ela explica que em 80% dos casos, há questões psicológicas envolvidas, mas um problema acaba desencadeando outro. “A mulher pode acumular mais um tipo de disfunção, pois a falta de desejo, por exemplo, pode levar ao vaginismo e à dor na relação”.

O problema pode acontecer por diversos motivos, explica a psiquiatra Carmita Abdo. “A doença acomete pessoas de todo o mundo e está muito relacionada aos novos padrões sexuais e às exigências aos quais as mulheres são submetidas”, afirma a psiquiatra.

Segundo Carmita, existem cinco principais tipos de disfunção: falta de desejo sexual, ausência de excitação, dor na relação, dificuldade em obter orgasmo e vaginismo, que é a contração involuntária dos músculos da vagina. Todas essas situações dificultam ou impedem a relação sexual e trazem sofrimento para as mulheres. O diagnóstico deve ser verificado com um profissional, alerta a psiquiatra. “Não é porque a mulher deixa de ter desejo algumas vezes que ela tem disfunção”, diz.

Stany lembra que algumas mulheres recorrem a outros estimulantes, como o gel lubrificante, mas explica que esse tipo de produto atua no local e, não, no cérebro, como o “Viagra” feminino.

“Hoje não!”

Não há dúvidas de que o sexo é uma das coisas mais prazerosas da vida, transcendendo o caráter reprodutivo, além de representar um traço primitivo do instinto animal no ser humano. Mas diversos fatores influenciam a prática sexual para que ela seja plena e satisfatória tanto para o homem quanto para a mulher. Quando algo está errado, do ponto de vista psicológico ou orgânico, eis que surgem as disfunções sexuais, sendo as mulheres as principais vítimas.

Estima-se que pouco mais de 40% das mulheres apresentem algum tipo de disfunção sexual. Entre as principais estão a falta de orgasmo ou anorgasmia, diminuição da libido ou do desejo sexual, disfunção da excitação, vaginismo (contração involuntária da musculatura da vagina, impedindo a penetração ou causando dor durante o coito).

“A dor no ato sexual é muito frequente e às vezes se resolve clinicamente de maneira muito simples, com o uso de algum creme vaginal. Outras são mais complexas e pode ser instituída uma psicoterapia”, comenta Maria Bernardete Sousa, professora do curso de Medicina e pró-reitora de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Há três anos, ela comanda um levantamento sobre disfunção sexual nas mulheres natalenses e sobre o que elas acreditam ser uma vida sexual saudável.

Durante muito tempo na história da humanidade, a mulher teve o prazer sexual reprimido, limitando-se à função da reprodução, da perpetuação da espécie. Aos homens, sempre foi dado o aval da liberdade no sexo, o papel de predador de fêmeas.

Um exemplo disso é o fato de o rapaz ser estimulado desde cedo a ter suas primeiras experiências sexuais, enquanto das meninas espera-se (ou esperava-se?) o recato e a virgindade.

Para a professora Maria Bernardete não houve tantos avanços nessa área. “A despeito de a mulher ter se tornado muito mais liberada, desse ponto de vista delas terem o início da vida sexual cada vez mais precoce, de ela ser mais aberta do ponto de vista do relacionamento, a gente observa que a disfunção feminina ainda continua do mesmo jeito, pouco discutida”, avalia. Para ela, falta mais ações governamentais e políticas públicas que tratem disso.

Transtornos sexuais

Apesar de a disfunção sexual feminina atingir cerca de 45% das mulheres brasileiras, faltam dados clínicos sobre o problema e não há uma disciplina específica sobre o tema no curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Aborda-se a sexualidade do ponto de vista reprodutivo e não do ponto de vista da subjetividade das relações. Para reverter essa situação e promover o debate sobre a saúde sexual, a pró-reitora de Pesquisa da UFRN, Maria Bernardete Sousa está à frente de uma pesquisa realizada com mulheres de vários bairros de Natal.

“Nossos indicadores vêm ou do exterior ou dos estados das regiões Sul e Sudeste. Faltam dados da nossa região, particularmente aqui do Estado. A outra questão que a gente tinha era, em posse desses dados, estabelecer algumas políticas públicas”, diz Maria Bernardete.

O tabu que a sociedade tem sobre sexo acaba colocando a discussão sobre o prazer sexual de escanteio. Segundo a pró-reitora, que também é professora do curso de Medicina da UFRN, até mesmo entre médicos clínicos, como urologistas e ginecologistas, o assunto não é abordado.

“Normalmente, você vai para um desses dois clínicos para ver a saúde do órgão reprodutivo, mas não o lado subjetivo de sua relação com o seu parceiro. Transformar isso numa coisa natural como deve ser dentro da Medicina, que ainda não é, pois existe ainda um pouco de tabu e isso é pouco desenvolvido na formação dos médicos atualmente”, analisa a acadêmica.

Pesquisa

O objetivo do levantamento feito pela pró-reitora de Pesquisa e um grupo de alunos colaboradores foi investigar o que as mulheres entendem por saúde sexual, o que elas imaginam de viver de forma “sexualmente saudável”. Segundo Maria Bernardete, a primeira coisa que vinha à cabeça das entrevistadas era a prevenção. Dois termos tiveram grande expressão: Aids/DSTs e camisinha.

Foram pesquisadas 150 mulheres atendidas pelo SUS; 77,7% alegaram ser casadas ou com relação estável, 49,3% delas cursaram o ensino médio e 44,7% o ensino fundamental, 84,6% eram da faixa-etária entre 19 e 46 anos de idade.

As mulheres pesquisadas consideraram que ter saúde sexual significa ter um parceiro fixo, companheiro e fiel, além de uma relação baseada no amor recíproco. “Nenhuma falou que não tem desejo, que nunca teve orgasmo. Também aplicamos o questionário na materninade Januário Cicco, de forma objetiva, e vimos meninas grávidas de 18 anos que diziam: 'Ai como eu queria sentir isso'; 'Já ouvi falar disso mas não sei como é'. A disfunção nunca aparece quando perguntadas sobre o que saúde sexual”, revela Maria Bernardete.

A pesquisa começou pelos bairros de Felipe Camarão e Bom Pastor, onde a receptividade foi muito grande. Os pesquisadores iam até as casas acompanhados pelos agentes de saúde. Nenhuma mulher deixou de responder o questionário, segundo a pró-reitora. Mas no Tirol, a história foi bem diferente, o oposto: simplesmente ninguém respondeu as perguntas. “Notamos como ainda falta sensibilidade. Por mais discreta que você seja, por mais sigilo que você garanta, não existe uma adesão a esse tipo de investigação. Nos outros bairros, ninguém se recusou a responder.”

A professora comenta ainda que os moradores do Tirol supostamente têm um bom nível de informação, além de serviços disponibilizados. “Eles não vão se preocupar em criar políticas públicas porque já têm acesso ao serviço de saúde; a maioria tem seu plano de saúde, então não existe muito essa preocupação de dar um retorno.”

Aspecto psicológico

Segundo a psicanalista Odete Bezerra, muito mais do que o homem, a mulher é regida pelos aspectos psicológicos, inclusive no sexo. Ela comenta que para atingir um orgasmo com tranquilidade numa relação sexual, tem que estar bem definido dentro da mulher o seu papel de fêmea. Isso na instância do instinto. Caso isso não esteja organizado, há a possibilidade de haver vários distúrbios. “Na construção psíquica da estrutura da mulher, o desejo dela é ser desejada pelo outro. E no homem, é ser o que deseja, ou seja, o ser desejante. Ele é quem deseja ela; e ela deseja ser desejada por ele. Ela vai provocar nele o desejo de desejá-la.”

Ela lembra, porém, que a sexualidade feminina sempre foi marcada por tabu, mito, preconceito, submissão, poder, moeda de troca. Quando o homem pré-histórico começou a se organizar socialmente, percebeu o poder da mulher, por ela ter a “divindade” de gerar filhos, sendo o homem um colaborador desse processo. Foi a partir daí que ele passou a querer dominar esse poder.

Mais à frente, dentro do processo evolutivo, a mulher passou a fazer uso de sua sexualidade não mais pelo poder da procriação, mas pelo poder da sedução. “Ela descobriu que ela seduz. E aí estamos há aproximadamente 100 anos, entrando nesse caminho.”

A opressão ao chamado “sexo frágil” também teve o aval da ciência, na opinião da psicanalista. “Passou-se a afirmar que o clitóris — responsável pelo prazer na mulher — é o pênis. Hoje, a ciência, não sei a do conhecimento ou a de cunho machista, opressor, manipulador, está dizendo que a mulher também tem orgasmo, também ejacula. Aí, ficamos na dúvida se esse também é mais um fator de manipulação “mulher é igual a homem.”

Mas a psicologia apontou as descobertas no campo do prazer feminino, mostrando que a mulher não é apenas detentora da procriação. “Não é só para isso que eu sirvo. Eu sirvo para usar o meu clitóris em meu favor. É bom ter prazer!”

Odete Bezerra indica às mulheres conhecerem seu próprio corpo, percebendo como é bom o toque. “Aí entra a masturbação, que ela tem dificuldade devido ao preconceito, à cultura, à opressão, inclusive religiosa, ao meio em que ela vive. “É importante que eu me autorize. Eu sou dona de mim. Esse gozo é meu antes de ser dele. É o caminho que ela poderá andar para conquistar a liberdade de fazer sexo sem tanta pressão psicológica. Porque o sexo é um prazer físico.”

Isaac Ribeiro

10 descobertas surpreendentes sobre sexo

Os humanos fazem sexo há muito tempo. Depois de tantos milênios, até parece que conhecemos tudo sobre o assunto. Mas estamos longe disso. Pelo menos é o que mostram essas 10 novas descobertas sobre sexo. Confira:

1. Sexo não têm idade.
Mais de 25% de pessoas na terceira idade fazem sexo regularmente – ao contrário do que eles mesmos esperavam quando eram mais novos. Na Nova Zelândia, mais de metade das pessoas com idades entre 75 e 85 anos disse fazer sexo mais de uma vez por mês.

2. Homens fazem sexo por mais tempo.
Não é uma questão de duração de cada transa, mas sim de idade. Homens fazem sexo durante mais anos do que as mulheres (e um grande crédito é o da pílula azul). Quando têm 55 anos, homens possuem mais 15 anos de estimativa de vida sexual, enquanto mulheres possuem apenas 10.

3. Culpa por infidelidade não depende de gênero.
Homens se sentem tão culpados por dormirem com a vizinha quanto mulheres de apelarem para um Ricardão. A diferença é que as mulheres se sentem mais culpadas não pela transa, mas pelo envolvimento emocional, enquanto os caras se sentem mal pelo ato sexual.

4. Por que as mulheres esperam?
Mulheres que não fazem sexo logo no primeiro encontro estão esperando para ver se encontram um parceiro melhor, geneticamente falando, de acordo com pesquisas. Quando homens esperam é para provar que “agüentam um desafio”.

5. O prazer pode ser perigoso.
Homens com a vida sexual bem ativa na faixa etária de 25 a 35 anos possuem risco maior de desenvolver câncer de próstata – especialmente aqueles que se masturbam frequentemente. Mas o risco diminui de acordo com a idade do sujeito e, quando ele atinge 50 anos, a atividade sexual é recomendada para prevenir esse tipo de câncer.

6. Sexo e felicidade andam juntos.
Mas isso não é novidade para ninguém. Uma pesquisa comprovou que pessoas sexualmente satisfeitas são mais felizes, independentemente de sua idade. Só que ainda não se sabe se a felicidade torna o sexo melhor ou se o sexo torna uma pessoa mais feliz.

7. Extensores de pênis podem até funcionar.
Você já cansou de receber aqueles e-mails de “aumente seu pênis, pergunte-me como”, mas , de acordo com a Universidade de Turin, alguns tipos de extensores de pênis podem realmente funcionar. Um extensor que “puxava” o membro gradualmente conseguiu aumentar o membro de algum voluntário da pesquisa cerca de dois centímetros (quando não estava ereto).

8. O ponto G pode não existir.
O famoso ponto G, o ponto erógeno máximo que seria localizado em algum lugar misterioso da vagina, pode não existir. Um estudo afirma que ele seria apenas fruto da imaginação.

9. Excitação tem cheiro.
O cheiro do suor de um homem é diferente do normal quando ele está excitado – e, segundo pesquisas, as mulheres conseguem perceber a diferença.

10. Sexo pode significar espiritualidade e não pecado.
Mas todo cuidado é necessário. A espiritualidade tem grande efeito na vida sexual das pessoas, especialmente de mulheres – efeito maior do que o álcool ou do que a impulsividade. Um estudo mostrou que pessoas mais espiritualizadas fazem sexo mais vezes e com mais parceiros. Mostrou também que boa parte dessas relações são feitas sem preservativos.


Cavaco Silva decidiu hoje promulgar a lei que permite casamentos entre o mesmo sexo

Cavaco Silva decidiu hoje promulgar a lei que permite casamentos entre o mesmo sexo, argumentando que o momento de crise que o país enfrenta acarreta uma responsabilidade que "tem que se sobrepor a uma convicção pessoal".

Cavaco Silva decidiu hoje promulgar a lei que permite casamentos entre o mesmo sexo, argumentando que o momento de crise que o país enfrenta acarreta uma responsabilidade que “tem que se sobrepor a uma convicção pessoal”.

O Presidente da República lamentou que não tenha havido um combate político para alcançar um consenso partidário, mas que face à “grave” crise que o país atravessa “importa promover a união dos portugueses e não dividi-los”.

Cavaco Silva lamentou mesmo que o Parlamento português não tenha aprovado uma solução jurídica mais consensual para as uniões entre homossexuais e com um nome diferente do casamento.

"Bastava ter olhado para as soluções jurídicas encontradas em países como a França, a Alemanha, a Dinamarca ou o Reino Unido, que, como é óbvio, não são discriminatórias e respeitam a instituição do casamento enquanto união entre homem e mulher", sublinhou Cavaco Silva.

Cavaco Silva assumiu-se contra o casamento homossexual e remeteu para esses países em que a união entre pessoas do mesmo sexo não é classificada de “casamento” e “não me parece honestamente que se possa classificar esses países de retrógrados”.

O Presidente da República acrescentou que mesmo que vetasse a lei, ela seria novamente votada e passaria. Por isso, “não devo contribuir para arrastar inutilmente este debate”.

Recorde-se que este diploma teve origem numa proposta do Governo e foi aprovado pelo Parlamento em votação final global no dia 11 de Fevereiro com os votos favoráveis do PS, BE, PCP e PEV e contra do CDS-PP.

No PSD houve liberdade de voto e seis deputados abstiveram-se, enquanto os restantes votaram contra a alteração da noção de casamento estabelecida no Código Civil.

Actriz britânica acusa Polanski de abuso sexual

Roman PolanskyA actriz britânica, Charlotte Lewis, acusa o realizador de a ter obrigado a ter relações sexuais com ele, num apartamento em Paris, quando ela tinha 16 anos.

O incidente terá acontecido em 1982, quatro anos depois de Polanski ter fugido dos Estados Unidos porque temia que um juiz da Califórnia enviasse para a prisão, justamente por ter abusado de uma rapariga de 13 anos. Situação que conheceu recentemente novos desenvolvimentos, quando o realizador, de nacionalidade francesa, foi detido na Suiça a pedido das autoridades norte-americanas, quando se ia participar num festival de cinema.

Mas voltando a Paris e ao caso de Charlott Lewis. Segundo a actriz, «o senhor Polanski abusou de mim da pior maneira possível, quando eu tinha apenas 16 anos». Ainda assim, quatro anos mais tarde, em 1986, Lewis protagonizou um filme de Polanski - Piratas.

Lewis não forneceu detalhes do suposto encontro mas afirma que «há semelhanças» com o caso de 1977 - Polanski terá dado champanhe e Quaaludes (comprimidos para dormir) a Samantha Geimer antes de a violar e sodomizar. Polanski, no caso de Samantha, admitiu-se culpado de sexo ilegal.

Lewis não relatou o incidente à autoridades francesas na altura, e disse que só o fez agora para fornecer informações adicionais ao juiz que insiste no pedido de extradição de Polanski para os Estados Unidos.
A actriz é representada pela advogada de celebridades Gloria Allred, que também representa uma das mulheres que alega ter tido um caso com jogador de golfe Tiger Woods.

Allred, numa conferência de imprensa em Los Angeles, disse que espera que as alegações da sua cliente tenham impacto sobre a condenação de Polanski, que está sob prisão domiciliária em Gstaad, na Suíça, e que mantém os advogados a lutarem contra a extradição para os Estados Unidos.

O advogado de Polanski, Chad Hummel, não quis comentar este novo caso.

Charlotte Lewis fez a sua estreia no cinema com Piratas, mais tarde participa numa série de televisão para adolescentes, protagonizou ao lado de Eddie Murphy, O Menino de Ouro e foi capa da Playboy.

Sexo atrasa agenda oficial de Sarkozy

O presidente francês Nicolas Sarkozy e a Primeira Dama Carla Bruni terão chegado atrasados a um encontro com um chefe de Estado porque decidiram ter um momento de prazer antes da agenda oficial.

Pelo menos é o que supostamente a ex-modelo italiana terá confidenciado a Michelle Obama na recente visita oficial aos Estados Unidos.

De acordo com relatos da imprensa norte-americana, após ter admitido que o casal chegou atrasado porque quis fazer sexo antes de um encontro oficial, Bruni terá tentado saber se a Primeira Dama americana já teria passado por uma situação semelhante, ao que a mulher de Obama, embaraçada, respondeu que não.

Benzema terá ficado fora do Mundial devido a escândalo sexual

Karim Benzema, o jogador do Real Madrid, não consta da lista de pré-convocados para a equipa francesa, mas o técnico Raymond Domenech chamou Franck Ribéry, Sydney Govou e Ben Arfa. O que têm os quatro atletas em comum? O facto de estarem envolvidos num escândalo de pedofilia.

A inesperada ausência de Karim Benzema do Mundial 2010 está a dividir a opinião pública francesa. E as razões para a não escolha do treinador dos gauleses tem dado aso para especulações.

O jogador do Real Madrid terá tido relações sexuais com Zahia Dehar, uma prostituta que envolveu, pelo menos, outros três futebolistas franceses num escândalo sexual: Franck Ribéry (do Bayern de Munique), Sydney Govou (do Lyon), e Ben Arfa (do Olympique de Marselha).

Benzema já foi ouvido pela polícia a propósito da investigação policial a decorrer sobre o caso, uma vez que, quando teve sexo com a jovem, ela ainda era menor de idade. O merengue alegou, em sua defesa, que não sabia a idade da prostituta, hoje com 18 anos.

Zahia escreveu uma carta ao seleccionador, pedindo que não penalizasse os jogadores no processo de escolha da equipa nacional, mas não o gesto não surtiu efeito para Karim.

Ataque pessoal ou não, a verdade é que Ribéry, Govou e Arfa vão defender as cores da bandeira francesa na África do Sul, apesar de estarem igualmente envolvidos no caso, o que pode dar a entender que o técnico não quer assuntos que possam perturbar a concentração no Mundial.

Por sua vez, Domenech explicou, dadas as fortes críticas, que a escolha nada tinha a ver com a vida privada dos jogadores.

VERA ESTEVES

Maioria das portuguesas está muito satisfeita sexualmente

Metade das mulheres masturbou-se na adolescência e 31% fazem-no para lidar com o stresse.
 
Metade das mulheres portuguesas masturbou-se regularmente na adolescência e cerca de um terço continua a fazê-lo para lidar com o stresse. Entre as que têm uma relação estável, 55% revelam-se altamente satisfeitas com a sua vida sexual.

Estas conclusões resultam de duas investigações que visavam aprofundar o conhecimento sobre a sexualidade das portuguesas e foram apresentadas, ontem, ao 10.º Congresso da Federação Europeia de Sexologia, a decorrer até amanhã no Porto.

O estudo conduzido por Sandra Vilarinho, que envolveu 497 mulheres em relações estáveis, concluiu que mais de metade se sente muito satisfeita no que diz respeito ao prazer sexual, sendo o bem- -estar na relação conjugal determinante para 25% das inquiridas. Seis em cada dez tiveram desejo ou interesse sexual "quase sempre" ao longo do mês anterior ao inquérito. A autora concluiu que as mulheres sexualmente mais satisfeitas revelam maior autoconfiança, alegria e serenidade.

O objectivo da investigação conduzida por Ana Alexandra Carvalheira era compreender a ligação entre masturbação e a resposta sexual das mulheres, um tema que tem sido pouco estudado pela ciência do sexo. Para isso, a sexóloga desenvolveu um inquérito, distribuído por correio electrónico, que foi respondido por 3687 portuguesas, com uma média de 29 anos, maioritariamente com formação superior e de orientação heterossexual.

Trata-se de uma amostra não representativa da população portuguesa, mas que serviu para perceber melhor os comportamentos e as atitudes face à masturbação, uma prática associada a um funcionamento sexual satisfatório, designadamente por facilitar o orgasmo e interacções mais gratificantes com o parceiro. A investigadora sublinha que a masturbação significa melhor saúde sexual.

Entre as inquiridas, um quinto nunca se auto-estimulou durante a adolescência, 27% disseram que raramente o fizeram e metade respondeu positivamente (com alguma e muita frequência). Relativamente à última vez que tal aconteceu, um terço referiu ter sido na semana anterior.

Os resultados quanto às razões que levam as mulheres a masturbar-se incluem dados curiosos: 31% usam-na para aliviar o stresse, 20% para ajudar a dormir, 13% quando têm muita actividade sexual e 8% quando não têm parceiro. A procura de prazer sexual é, porém, a motivação da grande maioria (65%).
Se é verdade que três em cada quatro se sentem bem e relaxadas depois da auto-estimulação, também é significativo que 10% reportem sentimentos de culpa e 15% de vergonha, o que significa, na perspectiva da investigadora, que a masturbação é percepcionada como estigmatizante.

HELENA NORTE

A verdade sobre os efeitos de uma vida sexual ativa

A revista Época desta semana traz como reportagem de capa a declaração do Ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão, indicando a prática sexual no combate à hipertensão. Leia a seguir os principais benefícios do sexo destacados pela revista e a nota na seção Fala, Mundo, informando que o Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pretende reverter os tristes números da epidemia no país da próxima copa com uma campanha de incentivo ao teste de HIV em massa.

O cenário estava montado para mais uma modorrenta cerimônia oficial de Brasília: o lançamento da campanha nacional de combate à hipertensão, realizado na segunda-feira. Mas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, encontrou uma forma de apimentar o evento. Sentado ao lado do deputado federal (e médico) Darcísio Perondi (PMDB/RS), Temporão enumerou hábitos que ajudam a prevenir a doença crônica que é um dos maiores desafios da saúde pública brasileira e mundial.

“Dançar faz bem para reduzir a hipertensão. E fazer sexo também. O Perondi estava brincando aqui que eu ia propor – além de cinco porções diárias de frutas, legumes e verduras – transar cinco vezes por dia.”

Rindo, meio titubeante, Temporão emendou: “Não, isso não me parece razoável. Por semana, seria melhor”. E prosseguiu: “Fazer sexo ajuda. Dancem, façam sexo, mantenham o peso, mudem o padrão alimentar. Atividade física regular é fundamental. E, principalmente, meçam sua pressão arterial com regularidade”. Estava criado o fato da semana.

Ao falar de sexo dessa forma, Temporão conquistou uma proeza midiática. O tema árido de saúde pública, que normalmente chama pouca atenção, espalhou-se rapidamente pela internet, ganhou vários minutos de exposição na TV e nos jornais. Virou conversa de bar e de consultório. Cardiologistas relatam ter ouvido de vários pacientes a pergunta: “Sexo é bom mesmo para o coração, doutor?”.

Por coincidência, o conselho de Temporão veio na mesma semana em que o Superior Tribunal de Justiça derrubou a patente do Viagra, o que deve baratear um dos remédios responsáveis pela extensão da vida sexual dos idosos.

Parece animador que uma atividade prazerosa – a mais prazerosa oferecida pelo corpo humano – seja fonte de saúde. Normalmente, cuidar da pressão, assim como de outros aspectos de longo prazo da saúde, é sinônimo de privar-se de prazeres, não cultivá-los. O ministro inovou. Mas não inventou a roda: a Organização Mundial da Saúde diz desde 2000 que sexo de qualidade é um dos quatro pilares de uma vida saudável.

“Foi uma jogada de marketing genial”, diz Carlos Alberto Machado, diretor do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Se ele não tivesse falado sobre sexo, o tema da hipertensão não teria merecido nem notinha nos jornais.”

Segundo levantamento feito pela revista, os efeitos do ato sexual em nossa saúde ainda não foram totalmente esclarecidos. Mas há várias pistas.

Como o sexo mexe com seu corpo

1-Cérebro: A região responsável pelas emoções é ativada quando a pessoa se aproxima do parceiro. Começa uma troca de informações químicas entre o cérebro, os órgãos dos sentidos e os sexuais.

2-Testículos ou ovários: Recebem a informação do cérebro e aumentam a produção de testosterona - que favorece a liberação de dopamina no cérebro, elevando ainda mais o desejo sexual. Na mulher, a testosterona produzida nos ovários é depois convertida em estrógeno.

3-Rins: As glândulas suprarrenais que ficam sobre os rins liberam adrenalina no sangue. Isso aumenta a frequência cardíaca e estimula a circulação.

4-Coração e circulação: Quando a pesoa fica excitada, as células dos genitais liberam óxido nítrico. Isso favorece a dilatação dos vasos sngíneos e aumenta o fluxo de sangue.

5-Cérebro, de novo: Nesse ciclo, o cérebro libera endorfina (hormônio capaz de aliviar sensações dolorosas) e oxitocina (que fortalece o vínculo afetivo). Depois do orgasmos, libera serotonina (responsável pelo bem-estar).

Os benefícios do sexo no longo prazo...

Saúde mental: Cientistas sugerem que a atividade sexual reduz a ansiedade, alivia o estresse e contribui para a autoestima. Pessoas sexualmente ativas também parecem ser menos vulneráveis à depressão e ao suicídio.

Combate à dor: A endorfina, produzida pelo cérebro durante o sexo, é o maior analgésico natural do corpo humano. Sua ação se prolonga após o ato sexual. Ela pode ajudar a aplacar dores crônicas nas articulações, dores de cabeça, cólicas...

Proteção cardiovascular: O sexo é um exercício eróbico. Eleva os batimentos cardíacos, como ocorre nas atividades físicas moderadas. As artérias se dilatam, o que aumenta a absorção do oxigênio.

Musculatura trabalhada: Uma relação sexual não equivale exatamente a um treino de musculação bem feito. Dependendo das posições escolhidas, porém, é possível trabalhar as cozas, o dorso e o abdome.

Sono dos anjos: O orgasmo favorece o relaxamento muscular. Provoca bem-estar e exaustão, que facilita o sono profundo. E o bom sono é crucial para a saúde.

Imunidade reforçada: Alguns pesquisadores sugerem que fazer sexo uma ou duas vezes por semana fortalece o sistema imune, Dessa forma, o sexo ajudaria o corpo a combater resfriados e outras infecções.

Menstruação regular: Estudos das Universidades Stanford e Colúmbia revelaram que mulheres que fazem sexo pelo menos uma vez por semana têm ciclos menstruais mais regulares.

Próstata: Médicos sugerem que o câncer possa ser provocado por vírus. A ejaculação freqüente seria um meio de eliminar da próstata concentrações grandes de vírus.

Longetividade: Orgasmos freqüentes têm sido relacionados ao aumento da longetividade. A explicação seria os benefícios do sexo para o coração e a imunidade

Controle do peso: Uma relação sexual consomo, em média, 100 calorias. O esforço pode ser equivalente a um trote a 7,5 hm por hora. E é bem divertido.

Zuma contra a aids

O presidente da áfrica do Sul, Jacob Zuma, resolveu deixar para trás a reputação de despreocupado em relação à aids e lançou uma campanha de combate à doença.

O governo espera submeter a exames de HIV, 30% da população em 15 meses e reduzir à metade o número de novos infectados em 2010.

Prejudicada por anos de descaso, a África do Sul é um dos países mais afetados pela aids - 5,7 milhões (12% da população) possuem o vírus. Com 20 filhos e cinco mulheres, Zuma disse que seu último teste deu negativo.

Novo livro revela estranha vida sexual de Gandhi

Obra está a provocar sensação, mas autor diz que entender a sexualidade do 'mahatma' é crucial para compreender a personalidade.



Passados 62 anos da sua morte, Mohandas K. Gandhi continua a fascinar os leitores em todo o mundo. Mas uma nova biografia do mahatma ("grande alma") está a causar sensação na Índia e Reino Unido, por abordar a sexualidade do fundador da Índia moderna.

Em inglês, o título do livro é Gandhi, Naked Ambition (Gandhi, Ambição Nua), mas a ideia do autor, o historiador Jad Adams, não foi a de contar episódios picantes da vida sexual do mahatma, mas tentar explicar a personalidade.

Gandhi casou aos 13 anos e sabe-se que a sua mulher, Kasturba, não era feliz. O ambicioso político fez um voto de castidade antes dos 30 anos e, afirma Adams, não há razões para duvidar que o voto foi cumprido. Obcecado com a pobreza, a roupa minimalista, o vegetarianismo e a abstinência sexual, o criador da política de não-violência fez experiências na área sexual que os seus contemporâneos acharam radicais. A tese do livro é a de que estas obsessões foram uma distracção do essencial.

Gandhi criou comunidades, ashram, onde havia separação entre homens e mulheres. As pessoas dedicavam-se totalmente ao projecto e uma das obrigações era a castidade, mesmo entre casais. Para provar a possibilidade de viver sem sexo, o próprio Gandhi submetia-se a estranhas experiências que chocaram os dirigentes do movimento independentista, incluindo Jawaharlal Nehru, o primeiro presidente da Índia. Gandhi dormia frequentemente nu ao lado de mulheres jovens ou com as mulheres de outros membros do ashram, os quais não podiam dormir com as própria mulheres (isso causou protestos).

Estas situações eram testes para Gandhi provar que o impulso sexual podia ser dominado, impulso esse que o mahatma considerava possuir tremenda força. Segundo explica Adams, citado no Times of India, Gandhi escreveu muito sobre sexo e tinha uma concepção de sexualidade que incluía apenas a penetração e não a mais complexa experiência erótica. Quem participava no movimento nacionalista, afirma o autor, "deviam viver em perfeita castidade, adoptar a pobreza, seguir a verdade e cultivar a coragem".

Segundo o historiador, em diferentes partes da vida, várias coisas obcecaram Gandhi: "Quando foi estudante em Londres, foi o vegetarianismo. Na África do Sul, os esforços para permanecer casto e a criação de comunidades ideais foram mais importantes para ele do que o seu trabalho com os comerciantes indianos".

DN GLOBO

Amor e sexo sobre cadeira de rodas: uma relação delicada

Milhares de pessoas torceram pela primeira noite de amor entre Luciana (Alinne Moraes) e Miguel (Mateus Solano) em Viver a Vida. Até experimentar o sexo na condição de tetraplégica, a personagem foi acometida por inúmeras dúvidas por acreditar que não poderia sentir ou dar prazer ao namorado. Um retrato fiel do que acontece com a maioria dos cadeirantes.

Se as limitações físicas nem sempre são um entrave óbvio, o lado psicológico pode limitar uma relação que tem tudo para ser saudável.

– É maravilhoso e assustador ao mesmo tempo – diz o músico Marcelo Yuca, ex-Rappa, paraplégico após levar três tiros num assalto, há 10 anos. – As barreiras psicológicas são muitas. Durante seis meses, não tive qualquer sensibilidade e acreditava que jamais teria uma vida sexual novamente.

A redescoberta do sexo não foi rápida, e muito menos fácil.

– A cadeira, querendo ou não, causa certo constrangimento. Mas nunca tive problema em me relacionar. Mesmo assim, chega uma hora em que você pensa: "Já tô saindo com essa menina há algum tempo. Em algum momento ela vai querer transar!". Entrava em pânico quando isso acontecia.

Yuca se lembra bem da primeira vez em que teve uma relação sexual após a cadeira de rodas. Com a ajuda da namorada, na época, encontrou novas formas de prazer:

– Quando finalmente transamos, disse: "Opa!". Mas não foi num sentido sexual apenas, foi de estar completamente agradecido àquela mulher que, com sensibilidade e carinho, me devolveu o que eu pensava ter perdido. Costumo dizer que antes dos tiros fazia sexo. Hoje, faço amor – conta ele, aos 43 anos, que namora a advogada Carmela, quase 20 anos mais nova, de Porto Alegre.

Para a fisioterapeuta Sheila Salgado, que trata há mais de 30 anos de portadores de deficiência, a relação entre Luciana e Miguel deveria servir de exemplo para muitos casais: ele não é assistencialista e desperta nela o que despertaria em qualquer mulher, cadeirante ou não.

– As pessoas têm que saber que não vão se relacionar com um cadeirante só para ajudá-lo a se locomover. Mas para amá-lo como pessoa normal que é - opina ela, casada pela segunda vez com um cadeirante: – Meu marido é completamente independente. As dificuldades de uma relação não estão nas limitações físicas, mas na convivência. E isso acontece com quem anda também.

Assim como Yuca, Sheila observa que ainda existe certo preconceito contra as mulheres deficientes.

– Muitas amigas minhas, bonitas, interessantes e inteligentes, estão sozinhas. No Brasil, principalmente, existe um culto exagerado ao corpo perfeito. E o que é diferente nem sempre é bem visto – avalia.

A atriz Vanessa Romanelli, que interpreta Camila em Viver a Vida, sabe bem o que é o preconceito. Numa cadeira de rodas há sete anos, por conta de uma doença genética que causa atrofia espinhal, mas não a perda de sensibilidade, ela não viu dificuldades em ser paquerada, mas hoje sabe distinguir as intenções de quem se aproxima.

– Sei quando o interesse é genuíno e quando vêm até mim com certa pena. Outro dia, um cara me perguntou como eu aguentava estar numa cadeira de rodas. Contei, e ele disse que preferia morrer porque gostava muito do próprio corpo. Pensei: "Será que ele acha que não tenho um corpo?" – conta Vanessa, que comemora o fato de a novela estar proporcionando uma visão diferente. – As pessoas acreditam piamente que somos assexuados, que não temos desejos e vontades.

Acostumado ao assédio feminino desde que apareceu no BBB 2, o modelo Fernando Fernandes, paraplégico após um acidente de carro em 2009, também redescobriu valores além do sexo numa relação:

– Descobri outros prazeres. As dificuldades existem, mas não dá para valorizá-las o tempo inteiro sem ver prazer nas coisas.

Depois de mudar de sexo, filha de Cher aparece com namorada

Getty Images  /Agência

Chaz Bono está feliz da vida depois de sua cirurgia de mudança de sexo, feita em 2009. A filha da cantora Cher apareceu na noite do sábado, 17, com a namorada Jennifer Elia na premiação GLAAD Awards (Aliança Contra a Difamação de Gays e Lésbicas).

Pedofilia versus Homossexualidade

É certamente com a maior estupefacção e surpresa que todos temos vindo a acompanhar as várias declarações de membros da Igreja Católica acerca dos casos recentemente divulgados de abusos sexuais de crianças por parte de membros do clero.

De todos estes, a nível nacional há que salientar as declarações que ouvi na Antena 1 do Cardeal Saraiva Martins, com a sua voz, timbre e dicção tão peculiares..., em que remete os factos para uma maquinação dos media contra a pessoa do Papa, e aproveitando, como habitualmente, para nos confundir chamando para a conversa, o casamento entre pessoas do mesmo género! Mais tarde, e reportando-nos agora ao âmbito internacional, tomei conhecimento das declarações do cardeal Bertone, o número 2 da hierarquia do Vaticano, nas quais pretendia correlacionar a Pedofilia com a Homossexualidade, baseando-se numa ciência que aparentemente só ele conhece, pois toda a literatura científica prova o contrário!

Sabendo nós que a hierarquia da Igreja Católica conta com muitos seres pensantes, cultos e informados, perguntei-me de imediato, como profissional dedicado à Sexologia Clínica, o porquê desta colagem entre a pedofilia e a homossexualidade. Mas como homem que acredita e valoriza os valores Cristãos, perguntei-me de seguida o porquê desta aparente desvalorização dos crimes cometidos por membros da Igreja contra crianças, remetendo-os para uma montagem mediática para atacar o Papa ou desvalorizando-os ao ponto da Conferência Episcopal ter decidido, ao fim de 4 dias de reunião em Fátima, não promoverem a denúncia dos casos que tenham conhecimento às autoridades judiciais! Mas Portugueses, estejam descansados, porque o Cardeal Saraiva Martins declarou que não existem casos em Portugal... O problema é que a minha cabeça "perversa" fugiu logo para o Rio de Janeiro onde se continua a passear impune o Padre Frederico...Mas voltemos à "colagem" entre pedofilia e homossexualidade. Porque é que o Vaticano e seus porta-vozes mentem? Porque é que confundem os povos (facilmente confundíveis e tementes a Deus e à Igreja) com inverdades como estas? Porque é que até preferem admitir que elementos do clero não praticam a castidade, são homossexuais (algo que o establishment do Vaticano tanto repudia, e o cardeal Saraiva Martins apelidou de anormais em Fevereiro de 2009) e como tal ou em consequência de, abusam de crianças, do que dizer a verdade sobre a inexistência de correlação entre pedofilia e homossexualidade?

Porquê? Talvez porque assim matem 2 coelhos de uma só cajadada, ao tentar "ganhar" a guerra (será Santa?) contra os homossexuais e simultaneamente a guerra contra quem os ataca (os media), já que não me consta que tenham iniciado qualquer batalha contra os abusadores sexuais de crianças...Esta é mais uma das muitas páginas negras que a Igreja Católica tem escrito, uma vez mais servindo-se da ignorância popular, do temor a Deus e aos Seus representantes na Terra, do poder que indevidamente ainda tem e cujos Estados e Governos estão muitas vezes à mercê, independentemente da tão proclamado e nunca visível, separação Estado-Igreja.Penso muitas vezes o que aconteceria se Cristo voltasse à Terra. Dantes pensava que a Cúria do Vaticano provavelmente o silenciaria mas hoje penso que não, que morreria de desgosto... E agora, caso alguém se interesse por factos científicos, aqui deixo uma breve explicação sobre o fenómeno da pedofilia e sobre a homossexualidade: Pedofilia:Atracção sexual por crianças pré-púberes, isto é, com 13 anos ou menos. A maioria dos abusos sexuais cometidos por pedófilos é heterossexual, isto é, com crianças do sexo oposto, sendo a maioria destes abusos cometida no seio da família por pais, padrastos, tios, avós, etc) ou por próximos destas (vizinhos, professores, etc).Nem todos os pedófilos são abusadores sexuais (há quem procure ajuda para nunca passar ao acto) assim como existem abusadores sexuais de crianças que não são pedófilos.

O abuso sexual de crianças ou menores dependentes é um crime (artigos 171 e 172 do Código Penal), assim como os actos sexuais com adolescentes (artº 173) e, apesar de estar inscrito na lista de doenças psiquiátricas, o abusador é imputável pelo seu crime na medida em que a passagem ao acto é totalmente consciente e responsável. Homossexualidade:Define-se como a atracção física, emocional e estética entre seres do mesmo sexo. Uma das melhores definições é da autoria de um Português, o Psiquiatra Afonso de Albuquerque: preferência erótica por pessoas do mesmo sexo, tanto nos pensamentos e emoções, como nos comportamentos sexuais, quando está presente a possibilidade de escolha.É uma das variantes da sexualidade humana, retirada em 1973 da lista de doenças psiquiátricas pela APA (Associação Americana de Psiquiatria), logo a seguir do Código Internacional de Doenças (ICD) e em 17 de Maio de 1990 pela Assembleia-Geral de OMS (Organização Mundial de Saúde). Desde os estudos de Alfred Kinsey que se admite que 10% da população seja homossexual. A homossexualidade é apenas uma das 3 orientações sexuais possíveis (hetero, homo ou bissexualidade), não sendo nenhuma delas uma escolha ou opção do indivíduo (ao contrário do que se ouve muitas vezes, infelizmente até por técnicos de saúde!).

Artigo de Opinião de Pedro de Freitas, MD, PhD MédicoSexologista Clínico(American Board of Sexology) Doutorado em Sexologia Clínica(AACS - Maimonides University) Professor Associado(American Academy of Clinical Sexologists)

Cinema erótico, novidades do mercado e sexo ao vivo são atrações em feira

Cinema erótico, novidades do mercado e sexo ao vivo são atrações em feira

São Paulo, 16 abr (EFE).- O cinema erótico, as novidades do mercado e exibições de sexo ao vivo são algumas das atrações da 16ª Erotika Fair, uma feira de negócios que reúne este fim de semana em São Paulo empresas nacionais e estrangeiras da indústria sexual.

Por segundo ano, a feira realiza o "Erotika Vídeo Awards", uma mostra de cinema erótico que premia a produção internacional e local do cinema adulto.

Por dois fins de semanas consecutivos, os pavilhões do Expo Mart Center de São Paulo esperam receber cerca de 20 mil pessoas atraídas pela indústria do sexo.

A Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme), fundada em 2002, apontou que o setor movimentou no último ano negócios no valor de R$ 1 bilhão, um crescimento de 15%.

Bichos de pelúcia com genitais humanos, um jogo de cartas "Trunfo" com valores sexuais, masturbadores masculinos em forma de vagina, bonecas infláveis de cyberskin (material que imita a pele humana), pinturas eróticas, videogames sexuais e peças íntimas femininas extragrandes, são algumas das novidades.

Os vibradores para o público gay, doces e sobremesas eróticos, um bingo sexual para pessoas da terceira idade e uma demonstração de sexo ao vivo com técnicas orientais de erotismo são outras das atrações da peculiar feira.