Sexo no Carnaval

É impossível não perceber a sensualidade solta e a excitação brilhando no olhar das pessoas durante o Carnaval. Desejo de beijar, de fazer sexo, mas com muita urgência; afinal, o tempo é limitado. À pergunta: “Você já fez sexo com algum(a) desconhecido(a) no Carnaval? Como foi?” obtive várias respostas no meu site. Selecionei algumas:

“Foi inesquecível. Começamos no sábado de Carnaval e repetimos no domingo, na segunda e na terça. Depois, ele voltou para a cidade dele e nunca mais nos vimos. Vou guardar para sempre essa ótima recordação.”; “O sexo em si foi ótimo. Mas eu me senti culpada, preocupada com a imagem que ele ficou de mim. Acho que não valeu a pena, todas as vezes que ele me procurou depois, foi só pra transar.”; “Foi ótimo. Trocamos um beijo no baile e fomos para um motel. Para dizer a verdade, eu nem sabia o nome dela. Quando acordamos é que conversamos um pouco. Acho que me apaixonei naquela noite; estamos juntos há sete meses.”; “Quando a bebedeira passou, me senti mal, um pouco vazia. Acho que foi porque não me lembrava bem o que tinha dito ou feito.

Para ser sincera, eu não me lembrava bem da pessoa com quem passei uma noite no motel.”; “Foi delicioso, louco, e quer saber, acho que foi o melhor sexo que já fiz nesses meus 40 anos. Pena que não voltou a acontecer, eu queria ter repetido outras vezes. Às vezes, tenho vontade de encontrá-lo, mas não sei nem aonde.”; “Foi muito legal e gostoso e o melhor foi que me casei com ela e estou vivendo muito feliz.”; “A gente se conheceu no baile, num clube da cidade em que moro. Ela estava de férias e, acho que por não conhecer ninguém, logo que começamos a dançar me puxou para passear no jardim. Fizemos sexo no gramado, atrás de umas árvores. Foi emocionante.

Nunca mais a vi, mas penso sempre nela.”; “A sensação foi muito estranha. Quando acordei percebi que havia um homem desconhecido na minha cama. Aí vieram as culpas, o medo de ele me achar uma mulher fácil. Quanto à transa, na verdade não me lembro de nada. Acho que eu tinha bebido muito.”; “Foi a primeira vez que fiz esta loucura, e não me arrependo. Me apaixonei naquele instante. Depois disso fomos nos conhecendo aos poucos. Ele dizia que eu o tinha enfeitiçado. Isto aconteceu há seis anos, e ainda estamos juntos até hoje.”

Pelos relatos acima, observamos que o Carnaval funciona como um período em que homens e mulheres dão uma trégua à censura que se impõem durante o ano.

Há mais coragem para experimentar o sexo casual e tudo ser esquecido na quarta-feira de cinzas.

O ciúme é diferente para mulheres e homens?

Pesquisa norte-americana aponta que há homens que consideram a infidelidade emocional mais angustiante do que a sexual.

Pesquisas já divulgaram que o ciúme masculino é diferente do feminino. O deles seria mais ligado à infidelidade sexual e o das mulheres à infidelidade emocional. Porém, um novo estudo norte-americano revela que não é somente o gênero masculino ou feminino que influencia o tipo de ciúme, a personalidade e o histórico de cada um são decisivos para o sentimento aparecer ou não.

Anteriormente, estudos revelaram que a maioria dos homens sentia mais ciúme quando o assunto era a traição sexual, enquanto as mulheres sofriam mais com a traição emocional. A teoria se mantinha principalmente por duas justificativas: o homem se preocupava mais com o sexo porque não tinha como ter certeza absoluta sobre a paternidade de seus filhos, e a mulher, por outro lado, se ocupava mais com o lado emocional por querer um parceiro que estivesse comprometido a criar uma família.

Entretanto, os autores da nova pesquisa, a dupla de cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, Kenneth Levy e Kristen Kelly, questionaram a explicação, principalmente por constatar a existência de um número considerável de homens que consideram a infidelidade emocional mais angustiante do que a sexual.

Os pesquisadores suspeitavam que o que mais influenciava os indivíduos a terem mais ou menos ciúmes em relação aos diferentes tipos de infidelidade era a conexão emocional que tinham com o parceiro ou parceira e o perfil de cada um, independentemente do gênero.

Para eles, algumas pessoas são mais seguras da importância de seus relacionamentos enquanto outras tendem a desconsiderar a necessidade de ter uma estreita relação amorosa. Estas, afinal, foram as características mais importantes a serem consideradas para compreender o ciúme da traição sexual ou emocional, hipótese confirmada com a pesquisa.

O estudo descobriu que aqueles que dispensam relacionamentos mais íntimos e priorizam mais a liberdade, sendo eles homens ou mulheres, ficavam muito mais chateados com a infidelidade sexual. Em contrapartida, aqueles mais ligados a relações amorosas achavam a infidelidade emocional mais dolorosa.

Nem cá nem lá

Para o especialista em relacionamentos amorosos, o psicólogo Ailton Amélio da Silva, professor do Instituto de Psicologia da USP, em São Paulo, esta nova descoberta não invalida a primeira, que relaciona o ciúme ao gênero masculino e feminino. “Cada uma destas características é contribuinte para entender o ciúme. É possível que ambas estejam corretas”, afirma.

Segundo Ailton, o que ocasiona o ciúme possui influências biológicas, pessoais e até culturais. “O ciúme é um fenômeno complexo, com vários determinantes”, diz. “Depende de muitos fatores, desde culturais a pessoais. Dependendo do tipo de amor que envolve duas pessoas, por exemplo, um indivíduo pode ser mais ou menos inseguro. Há muitas variáveis”, completa.

O psicólogo Vinícius Farani, mestre em Família na Sociedade Contemporânea, de Salvador, Bahia, alega que a identidade de cada indivíduo está realmente mais vinculada às razões do ciúme do que o gênero, mas não é possível separar as duas explicações. “Antigamente, a questão dos gêneros estigmatizava bastante o comportamento. Hoje, no entanto, é difícil identificar se um comportamento é restrito ao homem ou não. A segurança ou a insegurança, qualquer que seja, pode vir de ambos os sexos”, completa.
Renata Losso

Não importa a idade e o sexo, o sedentarismo deve ser evitado

O sedentarismo não faz bem a ninguém, não importa a idade ou o sexo. Estudos mostram que à prática regular de algum tipo de atividade física entre pessoas na faixa acima dos 50 anos de idade fazem bem ao organismo e melhoram o condicionamento físico, a saúde mental e o bem-estar geral da saúde.

A atividade física ainda aumenta a capacidade de trabalho e a proporciona maior satisfação no desempenho das tarefas diárias. Além de impedir o aparecimento de doenças crônicas que surgem, principalmente neste período da vida, como o diabetes, a obesidade e a hipertensão.

“Algumas pessoas acreditam que por estarem com idade ditas ‘avançadas’ não têm mais possibilidade de entrar em forma. Hoje, por meio de vários estudos, sabe-se que isso não procede. A cada dia mais pessoas aderem a um estilo de vida mais ativo”, alerta o educador físico e tutor do Portal Educação, Diesi Ventura.

É importante ressaltar que quando o indivíduo começa uma rotina diária destinada à prática de atividade física, com pouco tempo gera um círculo virtuoso de vontade do indivíduo em se manter ativo.

Controle a sua vida sexual pela Internet

Um novo site ainda em versão beta vai permitir a cada utilizador monitorizar a sua atividade sexual, o que demonstra o interesse crescente das pessoas em conhecerem os seus padrões de comportamento, afirmou esta sexta-feira o designer Manuel Lima, segundo informa a Lusa.

«Cada vez mais estamos interessados em conhecer os nossos padrões de comportamento», disse, em Matosinhos, o português Manuel Lima, considerado uma das 50 pessoas mais criativas do Mundo em 2009.

Manuel Lima, que trabalha em Inglaterra como designer de interactividade da Nokia, deu como exemplo o Bedpost (http://www.bedposted.com/ ), uma aplicação na Web ainda acessível apenas a testadores convidados, que permite a cada um visualizar a sua actividade sexual, depois de introduzir dados sobre duração e satisfação de cada relação.

O autor do projecto «Visual Complexity» realçou que a visualização da informação deixou de ser uma área meramente académica e passou a ser utilizada como meio de comunicação social e de utilização individual.

«A visualização é cada vez mais uma ferramenta para desvendar padrões nas redes sociais online», salientou, notando que o crescimento desta área poderá estar a fazer emergir uma nova ciência.

Manuel Lima reconheceu que, contudo, ainda falta teoria que sustente a visualização de informação como ciência, bem como uma taxonomia e critérios e entidades que façam a avaliação de projectos.

O designer destacou a diversidade de áreas de conhecimento presentes nos mais de 700 projectos já reunidos no site http://www.visualcomplexity.com/ demonstrativa da importância que a visualização da informação tem para as várias ciências.

Depois da conferência de hoje na Escola Superior de Artes e Design (ESAD), Manuel Lima será sábado o principal orador do encontro TEDX Porto, que vai reunir no edifício da Alfândega 300 especialistas e entusiastas da criatividade, tecnologia, entretenimento e design.

Sexo Seguro: Lady Gaga lança linha de preservativos

Lady Gaga vai lançar uma linha de preservativos, mas vindo da intérprete de Bad Romance, não é qualquer tipo de camisinha, não!

A loira com seu estilo excêntrico fez parceria com o fashionista Jeremy Scott, que já tem uma linha dele com a marca de preservativos Proper Attire, de acordo com o site do canal MTV.

- Não é complicado, é também uma questão de estilo. - declarou Lady.

Há pouco tempo atrás Gaga afirmou em entrevista que queria fazer o sexo seguro virar tendência, e esse já é um grande passo em sua nova missão, não é mesmo? As camisinhas são vendidas com três texturas diferentes: lisa, de bolinhas ou com listras.

Tiger Woods seguirá com tratamento contra vício em sexo e continua afastado do golfe

"Eu sinto muito". Essas foram as palavras mais repetidas pelo golfista Tiger Woods em sua primeira coletiva de imprensa após o escândalo sexual em que se envolveu.

Muito abatido, o atleta pediu desculpas à esposa Elin Nordegren e aos fãs por ter sido infiel em seu matrimônio e ter maculado a sua imagem perante todo o mundo. Woods também anunciou que voltará para a clínica na qual está realizando tratamento intensivo contra a sua compulsão por sexo.

O jogador disse ainda que tem intenção de voltar ao golfe, mas não tão cedo, descartando um possível retorno ainda este ano, e aproveitou para atacar os paparazzi que vêm perseguindo sua esposa, filhos e familiares nos meses que seguiram o escândalo. "Por favor, os deixem em paz", pediu.

"Eu espero ver meus companheiros de golfe no campo. Por fim, há muitas pessoas nesta sala e em casa que acreditaram em mim. Hoje eu quero pedir a ajuda de vocês. Eu peço que achem espaço nos seus corações para um dia acreditar em mim novamente. Obrigado", finalizou Tiger Woods, deixando o púlpito da coletiva de imprensa para dar um emocionado abraço em sua mãe, Tida

Médico explica como é feito o diagnóstico e o tratamento da compulsão sexual

O 'rehab' do sexo virou moda entre as celebridades que pulam a cerca, entre elas o jogador de golfe Tiger Wood. Para o psiquiatra Alexandre Saadeh, especialista em sexualidade pela Universidade de São Paulo, o tratamento para compulsivos sexuais é demorado, mas pode ter bons resultados se for feito com um acompanhamento médico criterioso.

Estima-se que até 6% da população tenha algum tipo de compulsão sexual, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Para ser caracterizada como compulsiva sexual, a pessoa precisa ter, além de uma obsessão por sexo, a sensação de culpa e falta de controle sobre seu desejo.
" É preciso fazer uma boa análise de cada caso para ver se a pessoa realmente tem um problema ou se a história de ser viciado em sexo é só uma desculpa para uma traição "
O tratamento, explica Saadeh, é feito como qualquer outro tipo de compulsão como a de compras ou por comida. Na reabilitação, o paciente passa por uma triagem feita por um psiquiatra, que vai definir que tipo de tratamento é o melhor para o caso. O médico pode recomendar a psicoterapia, medicamentos como antidepressivos, ou até mesmo a internação em um centro psiquiátrico.
- É preciso fazer uma boa análise de cada caso para ver se a pessoa realmente tem um problema ou se a história de ser viciado em sexo é só uma desculpa para uma traição - diz Saadeh.
Para o psiquiatra, é importante que o paciente passe por etapas que ajudam a mudar seu comportamento. Entre elas assumir o problema, explicar para si mesmo e para os outros o que e porque aquilo aconteceu, pedir desculpas e virar a página para seguir em frente.

Musa com tapa-sexo pequeno leva bronca do presidente da Vila


Rio - Pouco antes de entrar na Avenida, uma das musas da Vila Isabel, Raíssa Miure, de 21 anos, quase foi barrada pelo presidente da Escola, Wilson Vieira Alves, o Moisés. Ao fazer os últimos ajustes na fantasia, ela foi interrompida pelo dirigente por causa do tamanho do seu tapa-sexo: "Bota uma po#$% nessa bu*$#@ senão você não sai na Escola", gritou o presidente, exaltado.

Ao ser questionado sobre o incidente, Moisés disse: "Aqui nós temos regras, temos critério e não gosto deste tipo de exposição nos destaques".

Apesar da bronca, Raíssa não se mostrou preocupada em não desfilar:

"Estou tranquila. Isso são os imprevistos do Carnaval. Vai ver eu estou ofuscando alguma mulher e tem alguém incomodado com isso", disse a musa, que fez questão de mostrar a letra F destacada no seu bumbum.

"É uma homenagem a um jogador da Seleção. Ele pediu para eu homenageá-lo". Ao ser perguntada se ele estaria na Sapucaí, ela negou:

"Ele está na Europa", finalizou.

Animais revelam que é possível sobreviver sem sexo

Têm menos de um milímetro e eram considerados uma aberração da evolução biológica, pois não fazem sexo há cerca de 30 milhões de anos e os biólogos não conseguiam entender o motivo. Estes minúsculos animais aquáticos, os rotíferos da classe Bdelloidea, teoricamente deveriam estar extintos. Mas um estudo revelou o engenhoso método que utilizam para sobreviver e passar a vida assexuadamente: secam e conseguem escapar de parasitas ao serem levados pelo vento para zonas seguras.

Teoricamente, a reprodução sem sexo teria até vantagens, segundo Christopher Wilson e Paul Sherman, da Universidade Cornell (EUA). Para os autores desta pesquisa, publicada na revista Science, «a reprodução sexual reduz a eficiência da transmissão de genes por até 50%, perturba combinações favoráveis de genes, espalha doenças e é energeticamente custosa». Mas apesar de tudo isso, menos de 1% dos animais são totalmente assexuados.
 
Muitos biólogos explicam o triunfo do sexo na evolução usando a hipótese da Rainha Vermelha. O nome é uma alusão à personagem do livro de Lewis Carroll, que declara que «é precisa correr muito para ficar no mesmo lugar».
 
No caso da evolução, isso significa que um organismo precisa de encontrar meios para evoluir conjuntamente com os seus parasitas e predadores. Há uma constante corrida armamentista entre uns e outros, que têm que «correr» para se adaptar às novas armas do adversário.

Aprenda a calcular os melhores dias para ter sexo

A melhor forma para saber quais são os dias do mês em que está mais predisposta para o sexo será por começar a fazer um diário do seu ciclo menstrual onde anota os dias em que se sente especialmente sensual:
Conte o primeiro dia do período como o primeiro do mês menstrual. Comece a registar o seu estado de espírito, nível de sensualidade e vida sexual a partir daí.

Tome nota no seu diário sempre que se masturba, sempre que toma a iniciativa de fazer sexo com o seu companheiro, sempre que fantasia ou sonha com sexo, sempre que tem uma experiência especialmente erótica ou um orgasmo especialmente intenso.

Vá fazendo esse diário durante três meses e compare depois os meses entre si. Tire conclusões acerca de quando, regularmente, se sentiu sensual, ou quando reagiu de forma mais intempestiva e de quando preferia, de longe, ler um bom livro em vez de ter sexo!

Utilize esta informação para destinar algum tempo especialmente para o sexo ou até para planear uma noite ou fim-de-semana erótico ou uma escapadinha com o seu companheiro.

Lita Ford: casamento feliz com sexo anal selvagem

ImagemA entrevista mais estranha de Lita Ford até hoje; ânus fedorentos, engolimento de vespas e sexo com gorilas!”

LITA FORD foi a guitarrista-solo da banda feminina dos anos 70 THE RUNAWAYS, que está prestes a ganhar sua própria cinebiografia estrelando Kristen Stewart de 'Crepúsculo' como a vocalista JOAN JETT. Lita disse que apesar dela gostar da atriz que a interpreta, Scout Taylor-Compton, ela não apoia o filme de modo algum.

Após a separação das Runaways, Lie embarcou em carreira solo, lançando sucessos como 'Kiss Me Deadly' e 'Close My Eyes Forever', um dueto com Ozzy Osbourne. Ela acaba de lançar seu primeiro disco de estúdio em 14 anos, 'Wicked Wonderland'.

Oi Lita. A Bizarre quer conhecer você... intimamente. Que parte de seu corpo fede mais?
"Eu acho que não é minha bunda, porque meu marido (Jim Gillette, ex-líder da banda de glam rock Nitro) não enjoa nunca do meu rabo! Ele ama meu cu. Eu nunca enfiei minha cara lá como ele fez, então talvez Jim seja o cara pro qual você deva perguntar sobre o cheiro da minha bunda. Ele também ama chupar meus dedos do pé".

Se você tivesse que dormir com um animal, qual seria?
"Um gorila, porque Jim meio que parece com um – ele é grande e peludo. E barulhento. Como parte do show dele, ele costumava cantar altas incrivelmente altas, que, quando amplificadas, estilhaçavam taças de cristal espalhadas pelo palco. Meus filhos James e Rocco estão acostumados a nos ouvir trepando, apesar de que essa manhã Rocco perguntou se era lua cheia noite passada, porque ele achou que tinha ouvido lobisomens uivando. Isso era o Jim. Ele parece estar sendo assassinado em nossos momentos mais passionais".

Seus vizinhos se incomodam?
"Nós moramos no Caribe, e nossa casa é longe demais de qualquer outra pra que os uivos sexuais sejam um incômodo. Nós temos um daqueles sistemas de segurança que automaticamente aciona a polícia se for disparado de certo modo, e nós acidentalmente o ativamos com nossa prática amorosa recentemente. Nós temos uma cama realmente robusta, mas estávamos mandando ver tão forte que quebramos algumas das ripas de madeira que dão sustentação ao colchão, e elas caíram com tanta força no chão que o alarme soou. A gente só se deu conta quando os policiais apareceram. Eles levaram numa boa, felizmente. Eles eram meus fãs, então eu dei um CD pra eles".

Você coleciona alguma coisa?
"Porcos de cerâmica. Eu tenho uns 100. Eu adoraria ter um porquinho de verdade. A porra da Paris Hilton acabou de comprar uma daquelas cruzas de miniatura que cabem numa bolsa chamada 'porcos de xícara de chá' e eu estou insanamente enciumada".

Então você curte porcos e 'porking' (nota do tradutor: eufemismo pro ato sexual em inglês). Você já se deparou com um pênis de aparência estranha em suas aventuras sexuais?
"Eu só tenho visto o pau do Jim pelos últimos 16 anos, e fico feliz em dizer que é perfeito. Eu já vi alguns paus estranhos de animais. O pau dos porcos torce na ponta, parece um saca-rolhas".

Saca-pintos até! Você tem algum desses na sua coleção?
"Não, mas eu tinha uma perturbadora coleção de itens que um fã desequilibrado do tipo obsessivo me mandou por um tempo. Ele me postava vídeos dele brincando com facas e machados, e lingerie feminina suja que fediam a esperma e suor. Ele também dizia que ele era o 'pai verdadeiro' de meus filhos, apesar deles terem o nome errado. Nós tivemos que envolver as autoridades nisso pra dar um basta a toda essa coisa louca que ele estava fazendo, porque começou a ficar realmente amedrontador".

Porra. Saindo de coisas nojentas que você tinha no correio, qual a coisa mais nojenta que você já teve na sua boca?
"Eu tomei um gole duma garrafa de água um dia desses e senti algo raspando minha bochecha, e então eu cuspi. Era uma vespa viva que tinha caído na minha bebida. Ainda bem que não me picou. Eu fiquei bem, assim como a vespa, que voou aparentemente ilesa".

Ela vai se gabar disso no bar dos insetos, contando papo sobre como recebeu oral da Lita Ford.
"Há! Poderia ter dado tão errado se eu tivesse sido picada e minha garganta inchasse. Por sorte, eu nunca tive um acidente sério ou fui severamente machucada. Meu pai morreu em 1988, e minha mãe em 1990, e eu acho que eles estão me observando e protegendo".

Então você acredita em fantasmas, ou num pós-morte?
"Sim, acredito. Eu sou muito intuitiva também – eu tenho estado certa tantas vezes quando eu tenho um mau pressentimento sobre coisas que Jim agora apenas confia em meus instintos até mesmo sem questioná-los. Nós estamos estranhamente em sintonia um com o outro em geral – quando eu estava esperando nosso primeiro filho, Jim ganhou peso também, como uma gravidez fantasma. Ainda que eu tenha ganho apenas 11 kg, Jim ganhou 27 kg!"

Lita Ford com sua família
Lita Ford com sua família

Finalmente, a pergunta clássica da Bizarre: se você tivesse que escolher entre bestialismo, coprofilia ou necrofilia, qual você escolheria e por que?
"Necrofilia. Alice Cooper fez uma canção sobre transar com uma garota morta chamada 'Cold Ethyl'. Eu vou fazer um show com ele em breve, então talvez eu pergunte se podemos fazer um novo vídeo pra ela, comigo interpretando o personagem principal 'parada congelada', “fazendo amor sob a luz do refrigerador”.
O filho mais novo de Lita, Rocco, de 8 anos, nos conta o quão bizarro é ter uma mãe estrela do rock.
“É incrível sair em turnê com a mãe e o pai – eu visito países no estrangeiro e como comidas loucas como cascavel e crocodilo, e eu estou aprendendo bateria. Meus pais estão sempre fazendo sexo barulhento, mas eu não me importo – eles estão só fazendo o que eles curtem. Se você quiser saber, eu estava brincando fora do ônibus da turnê uma vez e ele estava balançando tanto que eu tenho certeza que eles quebraram o eixo traseiro.”
Para mais informações sobre Lita Ford, visite Litaxx.tv/lita.

Educação sexual: saiba como falar abertamente sobre sexo em casa, com os pais

Há quem morra de vergonha de sequer pronunciar a palavra sexo perto dos pais. E há quem aprenda sobre masturbação, menstruação, primeira vez, DSTs, gravidez e muito mais com eles. Acredite, a galera deste segundo time está mais bem parada. Falar abertamente, sem tabus - e em casa - é o melhor caminho para desenvolver uma sexualidade sem noias, dizem especialistas.
- Se rola vergonha de abordar o assunto, procure um gancho no dia a dia, como uma cena de novela em que o pai flagrou a filha dormindo com o namorado em casa - ensina o sexólogo Marcos Ribeiro, consultor do Ministério da Saúde e da Unesco. - Se a timidez não deixar, comece explorando outros temas, para criar confiança.

http://oglobo.globo.com/fotos/2010/02/01/01_MHG_sexo_educação_.jpgJá imaginou sua mãe falando que não se importaria se você perdesse a virgindade? E se seu pai encomendasse um bolo para comemorar a sua primeira menstruação? Que tal se eles te comprassem camisinhas e ainda liberassem a casa para você e sua (seu) namorada(o)? Conheça as histórias de garotos e garotas que passaram por essas experiências - e, ao contrário de muita gente travada, acham tranquilo falar sobre isso.
Se tiver que acontecer...


Quando o namoro de Mariana Moraes, de 16 anos, começou a ficar sério, sua mãe, Edma, a chamou para conversar e mandou na lata: "Ficaria triste se você perdesse um braço, uma perna, mas não o hímen".
- Não posso impor a hora certa, mas quero acompanhá-la não apenas na parte física e médica, senão também na psicológica e emocional - explica Edma. - Se eles tiverem que transar, vão transar, mas acho que ainda é cedo...
Viva a menstruação!
Se normalmente é a mãe que acompanha a vida sexual da filha, no caso de Anna Paula Mendes foi um pouco diferente. Desde sua primeira menstruação, seu pai Ronaldo teve uma participação intensa na hora de informar a filha.
- Peguei um absorvente da mãe dela, coloquei na bolsa de maquiagem da Anna, e ela levou para a escola durante uns seis meses. - ri Ronaldo. - Quando aconteceu, comprei uma torta na doceria e fomos cantar parabéns.
No mesmo dia, o pai sentou com a menina para conversar sobre sexo.
Sexo na Juventude  Ana Paula Mendes eo pai Fotos Gustavo Stephan Agência Globo- Ele perguntou se eu tinha alguma dúvida, e eu disse que não, por vergonha, mas ele continuou me explicando sobre masturbação, relações sexuais etc. - recorda Anna.
Ela fugiu do assunto até os 15 anos, quando começou a namorar. Hoje, aos 16, reconhece a importância do diálogo com o pai.
- Não achava que as meninas da minha idade faziam sexo, mas depois vi que não era uma realidade tão distante. Hoje me sinto pressionada pela maioria das minhas amigas que já perderam a virgindade - ela diz.
Ronaldo, que é presbítero evangélico, procura tranquilizá-la:
- Passo para a Anna que, quando acontecer, será uma coisa natural. Se ela se envolver com um menino, não vou ficar vigiando. Sei que vai depender muito da cabeça dos dois descobrir o que é o amor e o que eles querem.

Sonhos sexuais são analisados em pesquisa canadense


O grande escritor George Bernard Shaw disse que às vezes você vê coisas e se pergunta: "Por quê?". E às vezes sonha com coisas e a pergunta muda para "Por que não?". E essa frase cai como uma luva quando se trata dos sonhos molhados ou "as festinhas de embalo do meu inconsciente". Agora uma pesquisa canadense, conduzida pelo médico Antonio Zadra da Universidade de Montreal, resolveu focar em mais de 3,5 mil relatos de sonhos eróticos de homens e mulheres e verificar a diferença entre os dois.
O resultado, divertidíssimo, mostrou que 8% dos sonhos diários têm pitadas de sexo, sejam elas o ato em si, propostas de sexo, beijos ardentes, fantasias ou masturbação. E não há diferença de ocorrência entre homens ou mulheres. Aliás, ambos os sexos reportaram que chegam a um orgasmo real em 4% de seus sonhos. Alguns dados até mesmo batem com o que acontece no mundo desperto:

Em 4% dos sonhos eróticos femininos, o "parceiro" chega ao orgasmo. Nenhum homem sonhou com isso. Ou seja, agora as mulheres podem dizer que nem em sonho eles se preocupam com o prazer delas.

20% das mulheres sonha com seu próprio parceiro, enquanto na turma masculina, esse número fica em apenas 14% dos casos.

Celebridades e pessoas públicas aparecem em mais que o dobro dos sonhos femininos quando comparados aos sonhos masculinos.

Já sexo grupal onírico aparece duas vezes mais nos machos do que nas mocinhas.

Segundo o médico, esse resultado mostra que os sonhos refletem as diferenças entre os sexos em suas necessidades em relação a desejos, fantasias e atitudes no tocante à sexualidade. Ou seja, seu sonho vai refletir as preocupações e estado do mundo desperto. E antes que você pergunte, o estudo não trouxe em que número do jogo do bicho você deve jogar se sonhar com uma orgiazinha.

Mães lésbicas: contar ou não contar?

Quando a culpa não fala mais alto.

Recebi, de uma leitora, uma pergunta sobre um assunto que andava pensando em comentar: “As mães homossexuais”. Contar ou não contar a nossas filhas que somos lésbicas?

Ao enviar a resposta a essa leitora, decidi que realmente devia escrever sobre isso, já que, segundo ela, há diversos textos falando sobre filhas homossexuais, mas nunca sobre pais gays e mães lésbicas.

Ressaltei para ela que não pretendia dar nenhum conselho, mas emitir a minha opinião e contar meu caso pessoal.

Transcrevo, a seguir, um trecho da resposta que dei a essa leitora:

“Como esperar confiança de um/a filha, se não confiarmos nela? Como querer que ela se abra para você, contando as angústias, pedindo conselhos, se não fazemos o mesmo?

Eu sempre fui absolutamente sincera com o meu filho desde que ele se entende por gente. Quando ele perguntava se ia tomar injeção, eu dizia que sim. Se ele perguntasse se ia doer, eu dizia que poderia doer sim, mas que depois ia passar, ele ia ficar bom e faríamos aquele passeio desejado. Eu sempre tive essa atitude, pois nunca desejei que ele perdesse a confiança em mim. Falei (e ainda falo) sobre todas as coisas, com sinceridade, para que ele se sinta à vontade para fazer o mesmo comigo.

Sou mãe dele, mas também sou amiga e quero que ele sinta o mesmo.

Muitas pessoas (inclusive muitas de nós) encaram a homossexualidade como algo associado exclusivamente ao sexo, portanto, ficam em dúvida se contam ou não aos filhos. Afinal, jamais comentaríamos com eles as nossas posições preferidas, ou os “brinquedos” que temos nas gavetas de nossas mesinhas de cabeceira.

Acontece que a homossexualidade envolve muito mais que apenas sexo. Envolve afetividade, postura diante da vida e da sociedade. Envolve nossos próprios conflitos, nossos medos. Envolve possíveis situações constrangedoras a serem enfrentadas. É muita coisa importante para ser escondida das pessoas que são tão importantes (se não as mais importantes) para nós.

Ao nos negarmos a discutir isso com nossas filhas, estamos, de certa forma, excluindo-as de nossas vidas e isso, não é, absolutamente, justo com elas, nem conosco.

Sempre tive a preocupação com o fato de meu filho vir a sofrer preconceito por minha causa, por uma “escolha” de vida minha. Contudo, depois de muitos anos, eu cheguei à conclusão que isso faz parte do aprendizado da vida dele. Ele (agora com 15 anos) chegou para mim no outro dia e disse que não tem o menor problema em relação a isso. “Se algum colega se afastar de mim por conta disso, não merece ser meu colega.”

Uma lição de vida. Ele escolheu a verdade, a falta de preconceito, o amor, o apoio, a mãe. Fico muito feliz por isso. E desejo a você a mesma felicidade.”

Depois de enviar essa resposta, eu, como boa escorpiana, fiquei remoendo o assunto. Ultrapassando o questionamento das relações entre mãe e filh@, existe um fato que nos inibe a ponto de fazer com que muitas de nós resolvam ocultar nossa homossexualidade (o que é perfeitamente possível, já que, ao contrário do nosso sexo biológico e da cor da nossa pele, por exemplo, não está escrito na nossa testa: “Sou lésbica”): a culpa.

A aceitação dos limites de comportamento impostos pela sociedade como “normais” está diretamente relacionada à culpa que o sujeito considerado “diferente” assimila e mantém dentro de si. A certeza de que “está errado”, ou pior, de que “é anormal”, faz com que ele se conforme com a necessidade de se ajustar a todo custo. O esforço do sujeito “diferente” para se adaptar reforça, para a sociedade, a “certeza” de que ele é um indivíduo “inferior”. Daí, maior será o reforço da culpa para o “diferente” e assim por diante, ad aeternum.

O caminho para se sair desse círculo vicioso está na aceitação que cada um/a tiver de sua “diferença”. Precisamos parar de incorporar a idéia de que esses conceitos sociais são os únicos corretos.

Fico impressionada com a maneira pela qual muitas mulheres falam de sua homossexualidade, quase pedindo desculpas por existirem.

Antes de querermos ser vistas de maneira natural, precisamos ter a certeza de que somos mulheres absolutamente comuns, como as heterossexuais. Temos que nos desvencilhar desse véu de preconceito vestido por nós mesmas, por não questionarmos o suficiente a sociedade opressora que teima em dizer o que fazer, o que vestir, como se portar, como amar.

Entendo que, para muitas pessoas, é difícil mostrar a própria homossexualidade. Há casos em que a pessoa corre riscos mais ou menos sérios. Não julgo ninguém. Penso que cada uma deve fazer o que achar melhor. No entanto, sei que, na maioria dos casos, a reação de quem escuta dependerá da naturalidade e da segurança de quem fala.

Digo isso por experiência própria. Nunca cheguei para alguém e “contei” que era homossexual. Mas todos os que convivem comigo acabam sabendo disso, pois comento com a maior naturalidade sobre meu fim de semana com a minha companheira e meu filho, conto fatos que acontecem conosco, como qualquer um faz no trabalho, por exemplo.

Eu não conseguiria viver me policiando para não deixar escapar nenhuma informação que desmascarasse minha homossexualidade.

A pessoa que encobre sua homossexualidade vive em um estado de tensão constante, pois teme ser “descoberta” e ver sua vida “desabar”. Além disso, ela se sente covarde e desleal para com os seus iguais, pois, para manter o seu disfarce, não poderá reagir diante de comentários preconceituosos a respeito da homossexualidade.

É muito comum gays e lésbicas “não assumidos” ouvirem piadinhas sobre homossexuais e não fazerem nenhum comentário a respeito e até se forçarem a rir com os outros, quando na verdade sentem raiva dos comentários preconceituosos e pejorativos.

Alguns indivíduos homossexuais chegam a se casar com pessoas do sexo oposto para não despertar nenhuma sombra de dúvida sobre sua orientação sexual. Essa situação gera, invariavelmente, sofrimento para todos os envolvidos no engodo.

Não estou disposta a viver assim. Talvez diga isso por ter uma família e um trabalho onde a minha homossexualidade não me causa transtornos sérios. Talvez fizesse diferente em circunstâncias adversas. Não sei. Só sei que revelar a homossexualidade é um ato muito libertador e dividir a vida íntima, a casa, com pessoas (especialmente filhos) que desconheçam (ou finjam que desconhecem) nossa homossexualidade, deve ser extremamente castrador.

Os hindus repetem três vezes a palavra paz: “Shanti, shanti, shanti.” É preciso que se procure a paz com o meio-ambiente, com o outro e consigo mesmo. A falta de uma delas naturalmente afetará a busca das outras. Enquanto não estivermos em paz conosco, não encontraremos a paz com nada, nem ninguém.

Mulher de Tiger Woods teria visitado o atleta em clínica de viciados em sexo


Segundo o site Perez Hilton, Elin Nordegren não terminou o casamento depois de escândalo de Woods com amante.

A mulher do golfista Tiger Woods, Elin Nordegren, teria ido visitá-lo no centro de reabilitação especializado em drogas e comportamentos compulsivos, como jogo e sexo.

De acordo com o site Perez Hilton, a mulher de Woods teria ficado cinco dias com ele e participado do programa de tratamento. "O casamento não acabou. Os dois querem salvá-lo", diz uma fonte.

Tiger Woods perdeu diversas campanhas e contratos depois do escândalo de suas várias traições.

Ouça a mensagem que o golfista deixou para a amante

Viciados em sexo


Tem gente que gosta tanto, mas tanto, de sexo que acaba ficando dependente da coisa. Acredite: a compulsão por transar não é nada divertida.

Na casa da enfermeira Mislene Carvalho, 22 anos, é proibido acessar a internet. Ela e o marido, de 28 anos, recentemente trocaram a web por um videogame. A decisão foi resultado de um longo processo que começou há quatro anos, quando Mislene flagrou o companheiro se masturbando diante de um site com filmes pornográficos. “Resolvi investigar se isso acontecia com frequência e me deparei com falsos perfis dele no Orkut e no MSN. Foi um choque: descobri que meu marido se fingia de mulher para transar virtualmente com outros homens!”, conta ela.

Mislene também encontrou uma coleção de vídeos de sacanagem, além de um acervo físico com mais de cem DVDs e incontáveis revistas. O marido argumentava que “homem é assim mesmo”, mas Mislene rebatia dizendo que no caso dele havia um certo exagero. “Ele não saía desses sites! Por causa deles, foi se isolando, até o ponto de parar de vez de ver os amigos, de jogar futebol. Quando tentou parar com o hábito e não conseguiu, reconheceu ‘a coisa’ como problema.” Segundo Mislene, há cinco meses a situação ficou tão grave que o companheiro resolveu procurar um psiquiatra, que diagnosticou nele a compulsão por sexo e lhe receitou terapia e uma combinação de ansiolíticos e antidepressivos. “Depois disso, meu marido queimou todos os vídeos na minha frente, como prova da vontade de superar”, diz Mislene. “Foi o amor que me fez aguentar tudo, além da certeza de que nunca fui traída fisicamente.”

Dependência comportamental

Do ponto de vista clínico, o sexo patológico não é considerado vício – apenas as dependências químicas são. Trata-se de uma dependência comportamental, enquadrada na mesma categoria do desejo exagerado por compras ou por jogo. “A definição de dependência é a perda de controle, com comportamento intenso ou repetitivo. No caso do sexo, o prazer acaba dando lugar aos sentimentos de angústia, insatisfação e tristeza”, diz o psiquiatra Marco Scanavino, coordenador do programa de Impulso Sexual Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Amiti), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Marco explica que os compulsivos sexuais não são movidos por um “querer”, e sim por uma necessidade. Eles perdem a consciência de que seu comportamento possa ser prejudicial à própria imagem (no caso de a pessoa se expor publicamente) ou à saúde. “A impulsividade faz com que o compulsivo se descuide, não use camisinha e transe com vários parceiros”, completa.

Para cada dez homens, há uma mulher

Para cada dez homens que buscam ajuda para se livrar da compulsão, há uma mulher apenas. Considerando-se a população brasileira em idade adulta, a proporção de compulsivos sexuais é de três em cada cem pessoas, segundo dados da psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) da USP. “Esse número considera, obviamente, apenas os doentes em tratamento”, completa a doutora. “Ou seja: com certeza ele é bem maior.” A média de idade em que acontece a procura por ajuda médica é 34 anos. “É preciso lembrar que uma dependência não acontece de um dia para o outro... Ela vai se instalando gradativamente”, diz o psiquiatra Aderbal Vieira Jr., coordenador do programa de Dependência Sexual do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Ninguém chega para mim dizendo: ‘Doutor, acho que estou viciado em sexo, e é tão gostoso!’. A pessoa só reage quando percebe que existem consequências ruins relacionadas aos seus atos.”

A confusão entre vigor sexual e compulsão atrasa a busca por um diagnóstico. Só para ter uma ideia, a comunidade “Sou Viciado em Sexo”, do Orkut, reúne quase 500 participantes que afirmam com orgulho não conseguir parar de transar. Até as celebridades colaboram com os mal-entendidos. A apresentadora Adriane Galisteu, por exemplo, afirmou em uma entrevista, há cinco meses, que vem de uma família de viciados – o pai era fissurado em álcool; o irmão, em drogas; a mãe, em bingo – e disse em tom de piada ter ficado com “a melhor parte”, ou seja, o vício em sexo.

O ator Jack Nicholson vira e mexe justifica sua solteirice com o argumento de que por ser viciado na coisa (detalhe: com diagnóstico médico) não consegue ser fiel a uma mulher só. Apesar de não ser regra, a infidelidade costuma ser comum entre os compulsivos. “A maioria nem tem relacionamentos fixos porque é complicado, então faz sexo com muitos parceiros casuais”, diz o doutor Marco.

E o que há por trás da dependência? Os psiquiatras explicam que há uma influência genética. Se alguém da família, pai ou mãe, sofre desse ou de outro transtorno de impulso, a probabilidade de que ele se manifeste é maior. Outros comportamentos familiares favorecem o desenvolvimento da doença, como o abuso sexual na infância ou adolescência. O compulsivo é tratado por meio de terapia (na qual se investigam as causas do comportamento) e, nos casos mais extremos, são receitados remédios para diminuir a urgência sexual. A terapia é importante porque o que deve ser tratado é o problema em si, não o seu sintoma (no caso, desejo sexual exagerado).



Os sintomas da compulsão

- Transar cada vez mais, buscando uma satisfação que tinha no passado e que parece ser impossível alcançar de novo;
- Na falta de sexo, sentir-se ansioso, inquieto ou com mau humor;
- Dedicar muito tempo e energia à procura e ao exercício de sexo;
- Ter relações familiares, profissionais ou de amizade prejudicadas pela excessiva dedicação ao sexo;
- Tentar controlar seus impulsos e não conseguir.