Já ouviu falar no Speed dating?

Cada participante tem a possibilidade de conhecer entre 10 a 18 pessoas do sexo oposto em encontros com duração de 4 minutos. O primeiro encontro de 2010 no nosso país, é já no dia 20...

O Speed Dating é um conceito de encontros «a alta velocidade» criados com o objectivo de criar amizades ou, perferencialmente, descobrir a cara-metade.

Muito em voga nos EUA, e popularizado em séries televisivas como «Friends», o speed dating tem regras bem estabelecidas.

Cada participante tem a possibilidade de conhecer entre 10 a 18 pessoas do sexo oposto. Os encontros têm uma duração de 4 minutos e no final dos mesmos, cada participante deverá decidir se deseja ou não manter o contacto com a outra pessoa.

Se houver um interesse mútuo entre dois participantes, a empresa organizadora fornece a ambos os contactos de cada um.

Dia 20 de Janeiro, irá realizar-se no Caffé Magnólia do Campo Pequeno, em Lisboa, o primeiro encontro Speed dating de 2010.

Existem duas faixas etárias para este evento: 25-35 anos e 35-45 anos. O preço para a inscrição é de 26 Euros e inclui a oferta de uma bebida.

A empresa organizadora é a Big Eventos, proprietária do site Speed Party, que organiza festas, eventos e viagens para pessoas descomprometidas.

A empresa anuncia «uma noite bastante divertida e preenchida com muita interacção... com inúmeras possibilidades de se fazerem novas amizades ou, quem sabe, de se conhecer alguém especial...»

Em actividade há mais de quatro anos, o Speedparty já realizou 45 eventos Speed Dating, tendo proporcionado mais de 9.000 encontros entre pessoas descomprometidas.

Para obter mais informações aceda ao site Speed Party.

Veja uma reportagem sobre Speed Dating no Brasil

Formigas reproduzem-se e vivem sem fazer sexo

Rainhas da espécie 'Mycocepurus smithii' reproduzem-se sem fertilização e os machos estão ausentes durante a reprodução.


É um dos exemplos mais raros de auto-suficiência no mundo animal: existe uma espécie de formiga que se reproduz sem precisar dos machos. A assexualidade do insecto - de nome científico Mycocepurus smithii - foi confirmada por um grupo de cientistas norte-americanos e brasileiros. A formiga dispensa a fertilização para conseguir aumentar a espécie, como acontece com a maioria dos seres vivos, explica um estudo publicado na revista PLoS ONE.

"Animais completamente assexuados são relativamente raros, o que faz desta uma formiga muito interessante", diz Christian Rabeling, um finalista de Ecologia, Evolução e Comportamento, na Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

"As espécies assexuadas não misturam os seus genes por recombinação, por isso espera-se que acumulem perigosas mutações ao longo dos tempos. Estas espécies extinguem-se mais depressa que outras. Não costumam persistir durante muito tempo, ao longo da linha evolucionária de tempo", acrescenta o cientista.

Os insectos como vespas, formigas e abelhas, estão habituados à vida quotidiana sem precisar dos machos. As suas colónias são geridas por grupos de fêmeas estéreis, comandadas por uma rainha que põe os ovos. Apesar disso, todos os insectos que vivem em sociedade têm a capacidade de produzir machos que se irão espalhar pelo mundo para fertilizar novas rainhas e propagar a espécie. Já as rainhas da Mycocepurus smithii reproduzem-se sem fertilização e os machos parecem ser completamente ausentes na reprodução.

Estudos anteriores destas formigas, que habitam as zonas de Porto Rico e Panamá, apontavam para que estes insectos fossem completamente assexuados. Um estudo em particular, de Ulrich Muller (que também está envolvido na confirmação da formiga assexuada) e de Anna Himler (da Universidade do Arizona, EUA), mostra que as formigas se reproduziram em laboratório, sem precisarem de machos e que nenhum tipo de stress conseguiu induzir a produção de machos.

Os cientistas acreditam que alguns espécimes de formigas macho encontradas no Brasil nos anos 60 poderiam ser Mycocepurus smithii. Isto é, se existem machos desta espécie é sinal que - pelo menos de tempos a tempos - estas formigas se reproduziam sexualmente. Mas Rabeling decidiu analisar os machos e descobriu que estes pertenciam a um familiar chamado Mycocepurus obsoletus.

Foi então estabelecido que os machos da espécie M. smithii não existiam. Ao dissecar as rainhas, o cientista descobriu que os seus reservatórios de esperma estavam vazios. Rabeling e os seus colegas concluíram, então, que desde as espécies do Norte do México, até ao Brasil e Caraíbas, eram assexuadas.

Robô do sexo faz companhia…e não só

Washington - Roxxxy foi como foi baptizado o primeiro robô do sexo, a invenção que promete revolucionar o mercado do entretenimento erótico.

Tem 1,73 metros de altura, pesa 54 quilos e quem a adquirir poderá ainda adequar o tamanho dos seios a gosto, mudar a cor do cabelo e a cor da pele. O toque da pela assemelha-se a uma mulher de carne e osso e até tem uns toques de inteligência…artificial diga-se.

O primeiro robô do sexo fala de carros, futebol, «não cozinha, não aspira, mas ocupa-se de tudo o resto», disse ironicamente o criador, Douglas Hines, na apresentação do protótipo, que estará à venda nos EUA e Europa a partir da próxima semana.

A boneca insuflável foi concebida para agradar ao seu «companheiro» moldando-se por isso aos seus gostos. «Ela sabe aquilo de que o utilizador gosta. Se ele gosta de Porshes, ela também gosta. Se ele gosta de futebol, ela também gosta», sublinhou Hines. A Roxxxy pode ligar-se à Internet (em wireless) para descarregar actualizações.

O custo deste novo brinquedo está entre 7000 e 9000 dólares (4855 e 6242 euros), dependendo da versão que se escolher (Wendy Selvagem, aFarrah Frígida, reservada e tímida, a matriarcal Martha Madura ou a Susana S & M são algumas das versões disponíveis).

A inspiração para criar a Roxxxy remonta ao ataque terrorista de 11 de Setembro. «Um amigo meu morreu no 11 de Setembro. Prometi a mim mesmo que iria criar um programa que guardasse a sua personalidade, e isso acabou por originar a fundação da True Companion e da Roxxxy», explicou Hines.

Rótulos vs orientação sexual

Ter uma experiência com alguém do mesmo sexo significa que a pessoa tem orientação bissexual?

– Nosso objetivo não é criar rótulos. Defendemos que as pessoas sejam felizes sem a rigidez da orientação sexual – responde o sexólogo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

– Minha sexualidade é circunstancial. Não gosto de me impor barreiras. Hoje eu fico mais com meninos, mas se achar uma menina que me interesse eu fico também – assume o estudante Juliano**, 22 anos.

– Acho que são duas coisas diferentes. Ter experimentado algo com alguém do mesmo sexo não caracteriza alguém como bissexual. O que vai caracterizar é a pessoa ter o desejo frequente não só de sexo, mas de amor, de poder se apaixonar, por ambos os sexos – avalia a psicóloga Shirley Stamou.

A sexóloga Regina Navarro Lins vai adiante:

– Estamos caminhando para uma sociedade com tendências à androgenia. O objeto do amor não será mais o sexo oposto e sim a pessoa, não importa se homem ou mulher – teoriza a autora.

Até mesmo cientistas já engrossaram o coro dos sexólogos e psicanalistas, provocando polêmica. O italiano Umberto Veronesi, por exemplo, afirma que o ser humano caminha para a bissexualidade como uma evolução natural das espécies. De acordo com sua tese, dentro de algumas décadas, a humanidade será definida como bissexual. A explicação, segundo ele, está ligada inclusive a mudanças hormonais. Homens e mulheres estariam perdendo suas características específicas e se transformando em indivíduos sexualmente ambíguos.

Se a liberdade traz ganhos, também pode causar confusão para muitos. A terapeuta de família e sexóloga Jerusa Figueiredo acredita que o amor foi reduzido ao desejo e essa fragilidade de valores leva à liberação das vivências sexuais.

– Vivemos numa sociedade onde tudo é permitido, e as pessoas não estão sabendo se comportar dentro desse contexto – critica.

O debate sobre a baixa na libido

Desde que o Viagra apareceu em cena, uma década atrás, a indústria farmacêutica procura algo similar para as mulheres – o que é chamado jocosamente, por certos pesquisadores, de “viagra cor-de-rosa”.


As companhias vêm testando uma série de potenciais produtos que incluem sprays nasais, pílulas, adesivos para a pele e injeções – todos projetados para melhorarem o desempenho sexual feminino. No próximo ano uma indústria farmacêutica alemã espera conseguir o aval do FDA (orgão que controla os medicamentos) americano para uma dessas drogas. E vários médicos já indicam, por conta própria, que mulheres tomem injeções de testosterona para tratar o “problema”.

Alguns psicólogos até concordam com essas promessas. Normalmente trabalhando junto às indústrias farmacêuticas, como consultores e analistas, esses profissionais estão ansiosos para adotar novas técnicas de tratamento para o baixo desejo sexual feminino.

Outros, entretanto acham que trazer tratamentos terapêuticos baseados em fármacos para um problema complexo é um absurdo. Para esses, os esforços para um novo medicamento – e mesmo para o diagnóstico do problema como doença – representa a transformação em patologia de uma variação natural do corpo feminino para que alguém lucre com isso.

Barreiras metológicas

Estudos mostram que, em média, 40% das mulheres americanas apresentam sinais de transtornos sexuais relacionados com o desejo. (saiba mais sobre o assunto aqui)

Mas um dos problemas enfrentados pelos pesquisadores é saber como medir a complexidade dos transtornos sexuais, diz o psicólogo Leonard Derogatis, professor associado da Escola de Medicina Jonhs Hopkins. No caso dos homens, exemplifica o pesquisador, eles funcionam quase como uma máquina, com botões de ligado e desligado, enquanto as mulheres seriam máquinas muito mais complexas do que isso.

Outra questão, diz Derogatis é sobre não haver um “padrão ouro” para o problema. Até então não há escalas que possam medir o nível do problema. Derogatis, entretanto, trabalha em uma escala designada “Entrevista de Diagnóstico do Interesse Sexual Feminino”, com a qual ele espera cobrir uma lacuna na problemática. O estudo que resultou nessa escala foi publicado no periódico Journal of Sexual Medicine em 2008.

Derogatis também é contra os críticos que dizem que toda essa discussão não passa de uma grande campanha de marketing para quando chegarem os medicamentos à farmácia. “Ninguém nunca disse que a disfunção erétil masculina era um mito, que estava na cabeça dos homens e que a história havia sido inventada pelas companhias farmacêuticas, então é perfeitamente possível adotar a mesma postura quanto aos problemas femininos”, afirma.

Sheryl Kingsberg, presidente da Sociedade Internacional do Estudo da Saúde Sexual da Mulher, também concorda que as mulheres preciam de mais opções nos tratamentos de seus problemas sexuais. “A prevalência de problemas sexuais femininos é tão grande que tudo o que for feito por elas para ampliar o leque de opções para alivá-las é interessante.”

Kingsberg aponta, entretanto, que não é para todos os casos que o tratamento poderá funcionar. “Se alguém está infeliz com o cônjuge, não há testosterona que irá resolver isso.”

A “medicalização” da sexualidade feminina

Outro time de psicólogos não concorda com intervenções farmacêuticas para esse tipo de problema. “Não é que não haja problemas sexuais”, argumenta Leonore Tiefer, professora de psiquiatria da Universidade de Nova York. “A questão é como você classifica isso, como você decide decide quando isso é um problema e como se organiza para resolvê-lo.”

Tiefer se diz convencida de que as questões físicas são uma porcentagem realmente pequena dos problemas sexuais femininos. A pesquisadora se diz preocupada com os efeitos colaterais desses novos medicamentos, interação com outros tipos de medicação e as consequências a longo prazo para a saúde feminina.

Além disso, Tiefer se diz preocupada com o diagnóstico da falta de libido como uma disfunção, e o seu tratamento com drogas, o que simplesmente apaga as diferenças das respostas sexuais de homens e mulheres, ignora o aspecto relacional do sexo e assume que todas as mulheres podem ser tratadas do mesmo jeito.

“O modelo médico para o problema diz que o funcionamento sexual correto é regular, rotineiro, mensurável, envolve orgasmos e ponto final”, diz Tiefer. “Esse modelo não diz nada sobre a amplitude do prazer, variações entre as pessoas e a diversidade.”

Além disso, ela afirma que pesquisas não mostram que há realmente uma correlação entre níveis de testosterona e desejo.

Leanne Nicholls, psicóloga clínica do projeto inglês Avon and Wiltshire Mental Health Partnership Trust aponta que um estudo publicado no periódico Feminism & Psychology diz que as maiores dificuldades relacionadas com o sexo entre as mulheres tem a ver com problemas no relacionamento (60%) contra apenas 7% de problemas de fundo clínico.

“O mais importante para as mulheres é o fator relacionamento”, diz Nicholls. “É um tanto estranho que sistemas classificatórios biomédicos simplesmente descartem isso.”

Derogatis defende que o tratamento psicológico deve sempre acompanhar um possível tratamento farmacêutico. “Não estamos contra eles [os psicólogos]”, diz Derogatis, enfatizando que as pesquisas estão abertas a colaborações entre psicólogos e médicos. “Queremos fazer isso em conjunto”, finaliza. Mas o debate continua.

Orgasmos genuínos para exportação

Em Cascais, há dez fotos com expressões de Clara Pinto Correia, retratada pelo marido, Pedro Palma.


O fascínio habitava a cabeça de Pedro Palma, jornalista e cartoonista, há muitos anos. "Queria perceber a evolução das expressões da mulher durante o orgasmo até à do sofrimento final, em que parece estar a ser torturada", diz. Pelo caminho atravessou-se-lhe Clara Pinto Correia, com quem se casou. E surgiu a exposição Sexpressions, inaugurada ontem em Cascais: três câmaras, três tentativas, seis mil fotos e os orgasmos no rosto de Clara estão em exibição. A ideia é mais ambiciosa: internacionalizar a mostra.

Ainda que Pedro Palma se mantenha na penumbra do conhecimento sobre a matéria em causa ("não estou totalmente iluminado"), a exposição, diz o autor, "está lindíssima". "Já andam muitos comentários horrorosos na internet, mas nunca foi para expor a Clara. Este foi um projecto para uma exposição, as fotos nem sequer estão à venda", acaba por se defender.

As dez fotografias são o resultado final das cerca de seis mil obtidas em três fases diferentes (uma primeira "desastrosa", uma segunda mais animadora e, uma terceira que "foi de vez"). E a plataforma (exposição), a possível. "A ideia original era fazer um livro muito cuidado e caro. O Paulo Teixeira Pinto [Babel] mostrou interesse, mas não chegámos a um acordo a tempo", explica Pedro. O que não lhes restringiu a ambição: "Estamos à procura de um patrocinador para internacionalizarmos a exposição. Talvez para Madrid, por exemplo", prossegue. Mas, nesse caso, já seguindo a ideia original de uma mostra com 20 fotos (o Centro Cultural de Cascais, que acolhe a exibição até 7 de Fevereiro, não tem espaço). Para já, deu para fazer um catálogo de cem exemplares numerados e assinados.

No trabalho de Pedro Palma e Clara Pinto Correia, garante o jornalista, não há encenações. Foram mesmo cenas de sexo do casal, com três câmaras fixas e muito planeamento para que o corpo de Pedro não travasse a trajectória das câmaras a caminho da cara de Clara. "Por isso é que só poderia ser feito por um casal", justifica. Só a intimidade, defende, poderia garantir a genuinidade que assegura estar retratada em Cascais.

O tema (sexo) é prenhe de mitos. Serão todos os orgasmos genuínos "Fingidos? De jeito nenhum". Existe, então, o ponto G? "Não acredito nisso. O único que conheço é o da aeronáutica [força G]. Mas talvez a foto final, com a Clara a fumar relaxada, seja afinal o ponto G..."

Melhore sua performance com a dieta do sexo

Não há dúvidas: o sexo rejuvenesce, provoca bons sentimentos, fortalece a união e libera hormônios que melhoram a saúde como um todo. E de quebra, ainda emagrece! Tudo de bom, não é mesmo? Mas se as coisas não estão tão acesas assim para você e seu parceiro, saiba que existem várias maneiras de turbinar a performance na cama. Uma delas começa pela mesa. Isso mesmo!

Há comprovação científica: escolhendo bem os alimentos, podemos obter substâncias que são altamente benéficas para o organismo e o coração e, consequentemente, para suas relações sexuais, já que são capazes de aumentar o fluxo de sangue, inclusive nos órgãos sexuais.


Conheça a dieta do sexo, que pode ajudar a maximizar a biologia e a química do seu corpo e fortalecer seu relacionamento.

Ómega 3: Salmão e nozes são alguns dos alimentos que contêm o ácido gordo docosahexaenóico (DHA), uma substância que faz as artérias produzirem mais óxido nítrico e potencializa os orgasmos.

Chocolate: Em forma de cacau puro, esta iguaria tem uma substância chamada flavonóide, capaz de aumentar os níveis de óxido nítrico no nosso organismo, que, por sua vez, dilata as artérias e tem efeito especialmente para pessoas acima de 50 anos. Os flavonóides estão presentes em outros alimentos, como o vinho, o chá preto e o sumo de uva concentrado.

Tribulus Terrestris: Estudos mostram que esta erva natural – largamente usada por atletas – pode ter efeito benéfico para homens e mulheres com a queda de libido. Ela aumenta a produção de hormônios luteinizantes (que regulam a secreção da progesterona na mulher, entre outras funções, e aumenta a produção de testosterona) o que provoca um efeito afrodisíaco. Pode ser usada em tratamentos para infertilidade feminina, impotência e baixa de libido. Pode ser encontrada facilmente em casas que vendem suplementos alimentares ou casas de alimentos naturais.

Suco de Uva: Os polifenóis, que têm propriedades antioxidantes, estimulam as células endoteliais a liberar óxido nítrico, que ajuda não apenas a prevenir doenças cardiovasculares, mas a manter a saúde dos vasos sanguíneos e o equilíbrio da pressão arterial.

A catuaba, o amendoim e os ovinhos de codorna – que ganharam fama de afrodisíacos ao longo dos anos e são até chamados de “Viagras naturais” não têm nada que comprove a sua eficácia, mas possuem alto poder energético, o que pode valer para os mais magrinhos.

Alimentos facilmente encontrados no supermercado também são forte aliados: a maçã pode ser usada para melhorar o hálito; os aspargos são ricos em vitamina E, que favorecem o trabalho dos hormônios. A banana contém a enzima bromelina, que aumenta a libido masculina. O repolho aumenta o fluxo sanguíneo (mas não é muito recomendado por outros efeitos colaterais...). O aipo contém androsterona, um hormônio liberado com o suor masculino, que excita as mulheres. O figo é rico em aminoácidos, que aumentam a libido. As ostras são ricas em zinco, que contribuem para a produção de testosterona. E a noz moscada aumenta a atividade sexual.

Em compensação, há alimentos que atrapalham na cama, como comidas gordurosas e bebidas alcoólicas – que apesar de darem aquela animadinha básica, diminuem a circulação nas extremidades do corpo. É, isso mesmo que você está pensando...

Parlamento português aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

A  proposta do Governo que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado no Parlamento. É um "momento histórico", segundo o primeiro-ministro José Sócrates. O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado no Parlamento, ao início da tarde de hoje, sexta-feira, com os votos favoráveis do PS, BE, PCP, e PEV.

O PSD e o CDS-PP votaram contra. Também as deputadas do Movimento Humanismo e Democracia (independentes mas eleitas nas listas do PS), Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda, votaram contra a proposta do Governo.  Sete deputados do PSD abstiveram-se, tendo o partido dado liberdade de voto aos membros da sua bancada.

O diploma do Governo permite o casamento homossexual mas exclui a possibilidade de adopção por casais homossexuais, tendo esta questão estado no centro do debate parlamentar. O BE acusou mesmo o Executivo de criar um "imbróglio jurídico" ao violar o artigo 13.º da Constituição, que "garante o princípio da igualdade e, em consequência, que ninguém pode ser descriminado por razão da sua orientação sexual". Na votação estavam presentes 224 dos 230 deputados: 94 do PS, 78 do PSD, 21 do CDS-PP, 16 do BE, 13 do PCP e 2 do PEV.

"Um momento histórico"
O primeiro-ministro, José Sócrates, que participou no debate no Parlamento mas não esteve presente na votação, afirmou que é “um momento histórico” para a Assembleia da República no combate à "discriminação e injustiça". "Damos um passo da maior importância no sentido de combater a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa", disse, afirmando a sua satisfação por liderar o PS "no sentido de fazer aquilo que um humanista deve fazer", ou seja, "combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se nos atingisse a nós próprios". "É um momento histórico para a Assembleia da República e estou muito satisfeito por ter participado", destacou o primeiro-ministro.
 

Parlamento aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo
Bolo de casamento e champanhe no exterior do Parlamento
 
Festejos nas galerias e exterior do Parlamento
As muitas pessoas que encheram as galerias do Parlamento para assistir à discussão das propostas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo suspiraram de alívio e algumas abraçaram-se após a aprovação do projecto do Governo.

Dado que estas manifestações são proibidas dentro das instalações da Assembleia, os defensores do acesso ao casamento por casais homossexuais manifestaram-se com palmas, enquanto desciam a escadaria do Parlamento. Algumas dezenas de pessoas reuniram-se depois na rua para celebrarem com um brinde o alargamento do casamento a pares homossexuais.

Diplomas BE, PEV e PSD chumbados 
O Parlamento chumbou os diplomas do BE e do PEV que legalizavam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e incluíam a adopção e o projecto do PSD para a criação da união civil registada. Os diplomas do BE e do PEV tiveram os votos contra do CDS-PP, do PSD e da maioria dos deputados do PS, a quem tinha sido imposta disciplina de voto.

A bancada do PCP absteve-se, assim como o deputado social-democrata Pedro Duarte. Oito deputados socialistas votaram a favor, tal como o deputado do PSD José Eduardo Martins. Os deputados socialistas que foram autorizados pela direcção parlamentar a quebrar a disciplina de voto foram os deputados independentes Miguel Vale de Almeida, João Galamba e Inês de Medeiros, o líder da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, e os deputados Sérgio Sousa Pinto, Jamila Madeira e João Soares.

O diploma do PSD para a instituição da união civil registada foi igualmente 'chumbada' com os votos contra do PS, BE, PCP, PEV, alguns deputados do CDS-PP e do social-democrata José Pacheco Pereira. Abstiveram-se oito deputados do CDS-PP e três do PSD.

Votaram favoravelmente a união civil registada o PSD, o CDS-PP e as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia. Dezenas de deputados de todas as bancadas do PS, PSD e CDS-PP anunciaram no final das votações que irão entregar declarações de voto.

Esquerda chumba proposta de referendo
A proposta de referendo sobre o casamento homossexual, contida numa petição subscrita por mais de 90 mil cidadãos, foi chumbada pelas bancadas de esquerda - PS, PCP, BE e PEV. PSD, CDS-PP e as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia (Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda) votaram a favor. Abstiveram-se três deputados do PSD.

Casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em sete países

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é permitido em cinco países europeus, além do Canadá, da África do Sul e de cinco estados norte-americanos. Alguns países já permitem a adopção e assistência à fecundação e outros (Israel e Japão) reconhecem casamentos realizados no estrangeiro.

Se o Presidente da República promulgar o projecto aprovado esta sexta-feira na Assembleia da República, será removido da Constituição a referência que o casamento é entre pessoas de sexo diferente. Em caso de veto, o diploma voltará ao Parlamento.


Em Julho, o Tribunal Constitucional rejeitou a união civil entre duas mulheres, invocando a ausência desta referência na Constituição para autorizar união entre pessoas do mesmo sexo

Este projecto vem, na opinião de José Sócrates, "combater a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa", considerando que se deve "combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se nos atingisse a nós próprios".

Segundo o primeiro-ministro, esta é uma medida que visa modernizar o país, após ter sido descriminalizado a prática de aborto há dois anos.

A homossexualidade era considerada crime em Portugal até 1992. As uniões civis entre pessoas do mesmo sexo são reconhecidas desde 2001. Estão reconhecidos direitos legais, fiscais e de propriedade, embora não seja permitida a aquisição de nome ou a atribuição de pensão de conjuge, entre outros direitos conferidos pelo casamento.

O projecto que autorizava a adopção por casais homossexuais foi "chumbado".

Legislação na Europa
A Holanda autoriza, em 2001, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, com deveres e direitos iguais aos dos casais heterossexuais, como a adopção.

Os casamentos entre pessoas do mesmo sexo foram legalizados na Bélgica em 2003, mesmo entre estrangeiros desde que um dos conjuges seja foram de nacionalidade ou resida no país.

A Espanha autorizou, em 2005, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, reconhecendo-lhes o direito de adoptar.

A Noruega autoriza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo desde 1993 e, a partir de 2008, a adopção e a assistência à fecundação. A Suécia autorizou o casamento homossexual em 1995 e permite, desde o ano passado, que a cerminónia se realize na igreja.

No continente americano, o Canadá legalizou o casamento homossexual em 2005 e pessoas do mesmo sexo podem casar em cinco dos 50 estados dos EUA: Iowa, Connecticut, Massachusetts, Vermont e New Hampshire.

Os Estados de Israel e Japão reconhecem os casamentos realizados no estrangeiro.

A África do Sul é o único país a legalizar, em 2006, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, num continente em que 38 dos 53 países têm leis que penalizam a homossexualidade.

Fazer sexo traz vários benefícios à saúde, confirma estudo

Pesquisadores americanos estão chamando a atenção para os benefícios das relações sexuais para a saúde. Segundo um estudo que será publicado no Journal of Sexual Medicine, nos Estados Unidos, pessoas que praticam com frequência a atividade vivem mais, são menos propensas a terem doenças cardíacas e correm menos risco de desenvolver câncer. O levantamento também afirma que mulheres com vida sexual ativa sentem menos os efeitos da menopausa.


O médico Irwin Goldstein, editor-chefe da publicação, afirma que, quando as pessoas descobrem os benefícios físicos do sexo, pensam: "Meu Deus! A atividade sexual é a coisa mais importante a se fazer. Os seres humanos foram realmente feitos para isso". Goldstein também é diretor de medicina sexual do Hospital Alvarado, em San Diego, California.

O artigo, que analisa uma década de estudos sobre sexo e saúde, foi produzido pelo pesquisador Stuart Brody, que concluiu que a atividade traz uma série de benefícios. "A evolução recompensa comportamentos que aumentam as possibilidades da propagação de um gene com sucesso, ou seja, o ato da reprodução", explicou o cientista.

A pesquisadora Beverly Whipple, autora do artigo Os benefícios para a saúde da expressão sexual, publicado em 2003, completa o apontamento de Brody dizendo que todos os tipos de atos sexuais estão associados a uma vida mais saudável. A cientista ressaltou, entretanto, que é difícil analisar se o sexo torna as pessoas mais dispostas ou se pessoas mais dispostas fazem mais sexo. "É a mesma situação do ovo e da galinha", disse a cientista, que também atua como professora emérita de psicologia na Rutgers University, em New Jersey, nos EUA. Confira, abaixo, uma lista de benefícios que o sexo pode trazer para a saúde, segundo uma série de estudos realizados na Grã-Bretanha, Suécia, Estados Unidos, França, Alemanha e Nigéria:

- Vida mais longa
- Menor risco de doenças cardíacas
- Boa pressão arterial
- Menos chances de desenvolver câncer de mama
- Alívio de dores
- Controle de peso
- Melhores níveis de testosterona
- Diminuição dos efeitos desagradáveis da menopausa
- Espermatozóides saudáveis

Viagra natural ajuda no desempenho sexual masculino



Uma das principais preocupações da vida de um homem é a sexual. Manter a ereção, não fazer feio, entre outros pensamentos, não saem da cabeça da ala masculina quando o assunto é sexo.

Os mais desesperados apelam para o famoso “comprimido azul” (Viagra) para evitar qualquer queda no rendimento.


No entanto, o que muitos não sabem é que existem maneiras naturais de dar um upgrade no desempenho sexual. Em entrevista a revista Nova, a endocrinologista especializada em medicina ortomolecular Maria do Carmo Sobral listou alguns alimentos afrodisíacos para ajudar na hora H.

Para fortalecer o desejo e aumentar a produção de esperma, o atum é uma ótima opção. Com nutrientes como zinco, selênio, vitaminas B3 e B12, e ômega 3, o peixe é considerado rei dos alimentos sensuais.

Bom para o desempenho na cama, o aroma do alcaçuz aumenta o fluxo sanguíneo para o pênis em 13%. A eficiência da planta foi comprovada por pesquisas neurológicas.

Outra indicação foi o gengibre que possui poderosas propriedades estimulantes. A principal função é prolongar a ereção do homem e com isso a relação sexual.

«Kamasutra» lidera a lista dos livros mais pirateado de 2009

O famoso «manual» sobre comportamento sexual foi o título mais descarregado ilegalmente durante o ano de 2009. A lista inclui mais dois livros sobre sexo.

O livro «Kamasutra» lidera a lista dos livros mais pirateados em 2009, via partilha de ficheiros BitTorrent. A informação é avançada pelo site «Freakbits».

Este «manual», com direito a bolinha vermelha, faz parte de uma lista que inclui ainda mais dois livros sobre sexo e erotismo: «The Complete Idiot`s Guide to Amazing Sex», na terceira posição e na sexta «Before Pornography - Erotic Writing In Early Modern England».

Qualquer um destes títulos foi descarregado entre 100.000 e 250.00 vezes durante o ano de 2009.

Até no reino dos downloads ilegais a literatura sobre sexo é rainha.
Baixe aqui todas as posições do Kamasutra com modelos reais

Conheça, abaixo, a lista completa dos livros mais pirateados em 2009:
1. Kamasutra, de Vatsyayana
2. Adobe Photoshop Secrets
3. The Complete Idiot`s Guide to Amazing Sex, de Sari Locker
4. The Lost Notebooks of Leonardo da Vinci
5. Solar House - A Guide for the Solar Designer
6. Before Pornography - Erotic Writing In Early Modern England, de Ian Frederick Moulton
7. Twilight - Complete Series, de Stephenie Meyer
8. How To Get Anyone To Say YES - The Science Of Influence, de Kevin Hogan
9. Nude Photography - The Art And The Craft, de Pascal Baetens
10. Fix It - How To Do All Those Little Repair Jobs Around The Home

Livro conta história da arte erótica ocidental

A paixão em possuir o corpo do amante é tão antiga como o mundo. O desejo pela intimidade, pelo erótico e pelo sensual foi e sempre será inspiração para os artistas.


Uma mostra da grande marca deixada pelo desejo carnal na História da Arte do Ocidente está no livro que acaba de chegar às livrarias, 69 histoires de désir (69 histórias de desejo, em livre tradução). Trata-se de um museu do imaginário erótico do pesquisador francês Jean-Manuel Traimond.

Por meio de diversos gêneros e suportes artísticos, de lenços a fotografias, passando por gravuras, esculturas e cerâmicas, Traimond esboçou suas "69 histórias de desejo" ocidentais com 69 peças, em alusão à posição sexual. O estudioso apresenta as variações da prática do sexo, com imagens que vão do sexo oral até a entrega prévia ao orgasmo, em obras que estão na História da Arte da França, Alemanha e Espanha.

As "69 histórias de desejo", da Editora Electa, relatam quais são as paixões carnais que se repetem eternamente na Humanidade, apresentando as obras em fotos e maquetes. Algumas delas, como os Vasos de figuras vermelhas da etapa de pintura negra da Grécia Antíga (século VI a.C., Museu do Louvre, Paris), que exibe motivos com masturbação de e por homens, servem para que o autor se questione "gozavam gregos e romanos de mais liberdade sexual que nós?".

Para Traimond, "a arte erótica ocidental sempre circulou entre estes dois pólos: a carne e o cilício, dom Carnal e dona Quaresma, ensinar e esconder".

Em "69 histórias de desejo" sobram mais as imagens do desejo masculino em outra demonstração de que a tradição histórica e cultural outorgou maior liberdade à inspiração do artista homem para expressar seus desejos carnais do que às mulheres artistas, que foram mais recatadas até final do século 19 e o início do século 20. Este intervalo marcou a produção da obra, na qual existem mais peças anônimas que realizadas por mulheres e na qual se vê que o "politicamente correto" também influenciou na História da Arte, inclusive nas estampas mais lascivas e provocantes.

Em seu livro, o autor rompe com a habitual apresentação cronológica dos tratados de História da Arte e, em sua seleção, há obras também de artistas vivos como David Hamilton, Jean-Robert Iposutéguy, Eric Fischl, Milo Manara e Tom Wesselmann.

Não poderiam faltar, quando o tema é a sexualidade, nomes consagrados como Pablo Picasso, Lucas Cranach, o Velho, Miguel Ángel, Tiziano Vecellio, Caravaggio, Rubens, Rembrandt, Diego Velázquez, Ingress, Édouard Manet, Gustave Coubert, Gustav Klimt, Amedeo Modigliani, Auguste Rodin, Balthus, René Magritte, Robert Mapplethorpe e Marcel Duchamp.

Revista traz declarações profanas de Tiger Woods ainda jovem


Jogador Tiger Woods estampa capa da revista 'Vanity Fair' de fevereiro Foto: Reprodução

Como se já não bastasse o recente escândalo de adultério, agora Tiger Woods vai ter de lutar contra o próprio passado.


Em entrevista à edição italiana da revista Vanity Fair de fevereiro, Buzz Bissinger, vencedor do prêmio Pulitzer, trouxe à tona declarações do jogador de golfe, 33, quando ainda tinha 21 anos de idade.

Segundo Bissinger, Woods fez uma "série de comentários profanos" sobre mulheres, sexo e atletas que agora "dão uma prova substancial de quem é o verdadeiro Tiger Woods".

"Não consigo entender como tantas mulheres atraentes saem com jogadores de basquete e de baseball. É porque, você sabe, as pessoas sempre dizem que homens negros têm o p... grande", disse Tiger em entrevista à Bissinger, publicada pela revista QG em 1997.

Woods, a quem Bissinger chama de "viciado em sexo", também falou na ocasião sobre o fato de lésbicas serem "mais rápidas" no sexo do que homens gays, uma vez que mulheres "sempre optam pelo 69".

Para Bissinger, essa foi a única entrevista honesta de Woods até hoje, já que depois, o jogador sempre teve o controle rígido de sua assessoria de imagem.

Qual é a sua personalidade erótica: a Exploradora

É difícil acompanhar a sua passada sexual num reino onde não existem tabus: acessórios eróticos, sexo anal, fetiches, experiências com mais de uma pessoa, nada lhe mete medo. É a eterna aprendiz de espírito aberto e não julga os outros no que toca a tendências. Não se poupa a horas de pesquisa na Internet por novas técnicas e acessórios, até para agradar ao parceiro. A curiosidade é o seu motor sexual: só se contenta quando já domina com mestria a nova técnica, para passar logo à experiência seguinte. Não está à espera que sejam os outros a fazê-la sexualmente feliz. Por tudo isto, o seu amante tem de ser tão intenso, ou pelo menos tão aberto à experiência, quanto você ou rapidamente perderá o posto de liderança no seu coração.


Tenha cuidado para não atingir órgãos vitais no seu frenesi de novidade sexual.

Melhor partido: Outro Explorador, pois ninguém compreende o seu à-vontade sexual como ele. Ou um Viciado em Risco, com quem partilha o gosto por quebrar regras.

Pecados decifrados: luxúria

Não foi por falta de aviso. Os anjos do Senhor alertaram o patriarca Abraão: os pecados de Sodoma e Gomorra haviam passado dos limites. Mas a população das duas cidades às margens do Mar Morto fizeram ouvidos de mercador. Continuaram suas práticas libidinosas que, por sinal, deram origem à palavra sodomia - em bom português, sexo anal. O jeito foi despejar do céu toneladas de enxofre - o cheiro do coisa-ruim, dizem os que já sentiram - e eliminar a luxúria do mapa.

Se das duas cidades cananeias não sobraram rastros, o mesmo não se pode dizer do pecado que fez Deus destruí-las. O medo de virar cinza parece não ter assustado a humanidade, sempre às voltas com as tentações da carne. No último dia da série sobre os sete pecados capitais, especialistas contam ao Correio por que homens e mulheres veem no sexo muito mais que uma razão para procriar.

Ao contrário do que muita gente pensa, não houve civilização que exaltasse a luxúria como virtude. Nem os ares frescos fálicos encontrados em Pompeia - outra cidade soterrada pelo enxofre de um vulcão - podem ser considerados sinais de liberação sexual. Eram mais representações da fertilidade. Os gregos, por exemplo, achavam normal a pederastia, já que os adolescentes eram "a própria personificação do belo", mas condenavam o "sexo pelo sexo". Os xeiques do oriente, como bem descrevem as Mil e uma noites, tinham seus haréns. Só que a poligamia é considerada mais uma questão cultural do que propriamente sexual.

Mas se recriminava a libido em excesso, por baixo dos lençóis nenhuma civilização escapou dos desejos promíscuos. Na Suméria, no Egito, em Roma, na Grécia, os bordéis sempre existiram. O orador grego Demóstenes explicava, três séculos antes de Cristo, a necessidade desses lugares, originados dos templos da deusa da fertilidade: "As cortesãs, nós a temos para o prazer. As esposas, para ter uma descendência legítima e uma fiel guardiã do lar".

Mulheres
Para as mulheres, aliás, a luxúria foi algo historicamente negado. Ao mesmo tempo em que a sociedade romana mostrava dar pouca importância ao fato de seu herói varonil Caio Júlio César ter sido amante do rei da Bitínia, a etiqueta republicana era clara: as matronas deviam servir seus maridos, mas sem nunca, jamais, demonstrar qualquer tipo de prazer. Mesmo no casamento, aquelas que desafiavam as leis, como Júlia, filha de César e mulher do general Pompeu, eram ridicularizadas. Por demonstrar publicamente o carinho que tinha pelo marido, ela virou motivo de chacota. E houve quem atribuísse a esse "pecado" o fato de Júlia ter morrido no parto.

"Primeiro de tudo, vamos à grande dificuldade, que é a de definir luxúria", diz o psicólogo neozelandês Philip Shelton, autor de um livro sobre o assunto (Lust, não publicado no Brasil). Para São Tomás de Aquino, explica o especialista, qualquer ato carnal que não visasse à procriação estaria condenado a entrar no rol dos sete pecados. "Mas a ciência não entende dessa forma. Eu, pelo menos, não. Quem, hoje, ainda pode acusar um casal de namorados de ser pecaminoso por fazer sexo antes do casamento?", questiona.

Na opinião de Shelton, o que mais se aproxima da luxúria como abominação social é a compulsão que pode fazer mal a alguém. "No caso dos 'viciados em sexo', a quem estão fazendo mal? A eles mesmos. Porque perdem completamente o domínio da própria vontade. É como comer demais quando se já está de estômago cheio. Devorar uma barra de chocolate pode ser delicioso, mas algumas pessoas comem não uma, mas duas, três, quatro, mesmo sem saber o que estão fazendo. E depois sofrem com isso", diz.

Autor de um livro homônimo ao de Shelton, o psicanalista norte-americano Michael Eigen associa a luxúria à necessidade de se mostrar dominante. "Tradicionalmente, a ligação da luxúria ao pecado é porque envolve o problema do controle. Como algo que tira alguém de controle, o sentimento pode violar os direitos dos outros", diz. Uma de suas manifestações mais degradantes, por exemplo, seria o estupro. Assim como o psicólogo neozelandês, porém, ele explica que a definição de luxúria é extremamente complexa, passando por questões culturais, sociais, históricas e biológicas.

Há uma década, cientistas da Universidade de Wilkes, nos Estados Unidos, decifraram o lado biológico da luxúria. E provaram: pelo menos moderamente, ela faz bem à saúde. Os psicólogos provaram que pessoas que fazem sexo - casual ou não - uma ou duas vezes por semana ganham um reforço poderoso no sistema imunológico. Eles chegaram à conclusão medindo níveis de imunoglobina A, anticorpo encontrado nas mucosas do organismo.

Dos 111 participantes da pesquisa, os que afirmaram fazer sexo nessa dosagem tiveram um incremento de 30% nos níveis do antígeno, um dos mais eficientes contra a gripe. Ao mesmo tempo, porém, quando a frequência aumentou para três ou mais vezes semanais, a taxa de imunoglobina A foi menor que a dos celibatários. "Acho que as pessoas inseridas nesse grupo de sexo muito frequente podem ser obsessivas ou estar envolvidas em relacionamentos pobres, o que causa a elas uma quantidade grande de ansiedade. E o estresse faz o antígeno cair", palpita um dos autores da pesquisa, o psicólogo Carl Charnetski. Ou seja, como pregava São Tomás de Aquino, excesso de luxúria não faz bem a ninguém.

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Perguntamos aos internautas qual é o mais grave dos sete pecados capitais. Confira o resultado:
Inveja 36,40% (83 votos)
Ira 17,98% (41 votos)
Soberba 14,04% (32 votos)
Preguiça 10,96% (25 votos)
Avareza 10,53% (24 votos)
Luxúria 7,02% (16 votos)
Gula 3,07% (7 votos)