«Kamasutra» lidera a lista dos livros mais pirateado de 2009

O famoso «manual» sobre comportamento sexual foi o título mais descarregado ilegalmente durante o ano de 2009. A lista inclui mais dois livros sobre sexo.

O livro «Kamasutra» lidera a lista dos livros mais pirateados em 2009, via partilha de ficheiros BitTorrent. A informação é avançada pelo site «Freakbits».

Este «manual», com direito a bolinha vermelha, faz parte de uma lista que inclui ainda mais dois livros sobre sexo e erotismo: «The Complete Idiot`s Guide to Amazing Sex», na terceira posição e na sexta «Before Pornography - Erotic Writing In Early Modern England».

Qualquer um destes títulos foi descarregado entre 100.000 e 250.00 vezes durante o ano de 2009.

Até no reino dos downloads ilegais a literatura sobre sexo é rainha.
Baixe aqui todas as posições do Kamasutra com modelos reais

Conheça, abaixo, a lista completa dos livros mais pirateados em 2009:
1. Kamasutra, de Vatsyayana
2. Adobe Photoshop Secrets
3. The Complete Idiot`s Guide to Amazing Sex, de Sari Locker
4. The Lost Notebooks of Leonardo da Vinci
5. Solar House - A Guide for the Solar Designer
6. Before Pornography - Erotic Writing In Early Modern England, de Ian Frederick Moulton
7. Twilight - Complete Series, de Stephenie Meyer
8. How To Get Anyone To Say YES - The Science Of Influence, de Kevin Hogan
9. Nude Photography - The Art And The Craft, de Pascal Baetens
10. Fix It - How To Do All Those Little Repair Jobs Around The Home

Livro conta história da arte erótica ocidental

A paixão em possuir o corpo do amante é tão antiga como o mundo. O desejo pela intimidade, pelo erótico e pelo sensual foi e sempre será inspiração para os artistas.


Uma mostra da grande marca deixada pelo desejo carnal na História da Arte do Ocidente está no livro que acaba de chegar às livrarias, 69 histoires de désir (69 histórias de desejo, em livre tradução). Trata-se de um museu do imaginário erótico do pesquisador francês Jean-Manuel Traimond.

Por meio de diversos gêneros e suportes artísticos, de lenços a fotografias, passando por gravuras, esculturas e cerâmicas, Traimond esboçou suas "69 histórias de desejo" ocidentais com 69 peças, em alusão à posição sexual. O estudioso apresenta as variações da prática do sexo, com imagens que vão do sexo oral até a entrega prévia ao orgasmo, em obras que estão na História da Arte da França, Alemanha e Espanha.

As "69 histórias de desejo", da Editora Electa, relatam quais são as paixões carnais que se repetem eternamente na Humanidade, apresentando as obras em fotos e maquetes. Algumas delas, como os Vasos de figuras vermelhas da etapa de pintura negra da Grécia Antíga (século VI a.C., Museu do Louvre, Paris), que exibe motivos com masturbação de e por homens, servem para que o autor se questione "gozavam gregos e romanos de mais liberdade sexual que nós?".

Para Traimond, "a arte erótica ocidental sempre circulou entre estes dois pólos: a carne e o cilício, dom Carnal e dona Quaresma, ensinar e esconder".

Em "69 histórias de desejo" sobram mais as imagens do desejo masculino em outra demonstração de que a tradição histórica e cultural outorgou maior liberdade à inspiração do artista homem para expressar seus desejos carnais do que às mulheres artistas, que foram mais recatadas até final do século 19 e o início do século 20. Este intervalo marcou a produção da obra, na qual existem mais peças anônimas que realizadas por mulheres e na qual se vê que o "politicamente correto" também influenciou na História da Arte, inclusive nas estampas mais lascivas e provocantes.

Em seu livro, o autor rompe com a habitual apresentação cronológica dos tratados de História da Arte e, em sua seleção, há obras também de artistas vivos como David Hamilton, Jean-Robert Iposutéguy, Eric Fischl, Milo Manara e Tom Wesselmann.

Não poderiam faltar, quando o tema é a sexualidade, nomes consagrados como Pablo Picasso, Lucas Cranach, o Velho, Miguel Ángel, Tiziano Vecellio, Caravaggio, Rubens, Rembrandt, Diego Velázquez, Ingress, Édouard Manet, Gustave Coubert, Gustav Klimt, Amedeo Modigliani, Auguste Rodin, Balthus, René Magritte, Robert Mapplethorpe e Marcel Duchamp.

Revista traz declarações profanas de Tiger Woods ainda jovem


Jogador Tiger Woods estampa capa da revista 'Vanity Fair' de fevereiro Foto: Reprodução

Como se já não bastasse o recente escândalo de adultério, agora Tiger Woods vai ter de lutar contra o próprio passado.


Em entrevista à edição italiana da revista Vanity Fair de fevereiro, Buzz Bissinger, vencedor do prêmio Pulitzer, trouxe à tona declarações do jogador de golfe, 33, quando ainda tinha 21 anos de idade.

Segundo Bissinger, Woods fez uma "série de comentários profanos" sobre mulheres, sexo e atletas que agora "dão uma prova substancial de quem é o verdadeiro Tiger Woods".

"Não consigo entender como tantas mulheres atraentes saem com jogadores de basquete e de baseball. É porque, você sabe, as pessoas sempre dizem que homens negros têm o p... grande", disse Tiger em entrevista à Bissinger, publicada pela revista QG em 1997.

Woods, a quem Bissinger chama de "viciado em sexo", também falou na ocasião sobre o fato de lésbicas serem "mais rápidas" no sexo do que homens gays, uma vez que mulheres "sempre optam pelo 69".

Para Bissinger, essa foi a única entrevista honesta de Woods até hoje, já que depois, o jogador sempre teve o controle rígido de sua assessoria de imagem.

Qual é a sua personalidade erótica: a Exploradora

É difícil acompanhar a sua passada sexual num reino onde não existem tabus: acessórios eróticos, sexo anal, fetiches, experiências com mais de uma pessoa, nada lhe mete medo. É a eterna aprendiz de espírito aberto e não julga os outros no que toca a tendências. Não se poupa a horas de pesquisa na Internet por novas técnicas e acessórios, até para agradar ao parceiro. A curiosidade é o seu motor sexual: só se contenta quando já domina com mestria a nova técnica, para passar logo à experiência seguinte. Não está à espera que sejam os outros a fazê-la sexualmente feliz. Por tudo isto, o seu amante tem de ser tão intenso, ou pelo menos tão aberto à experiência, quanto você ou rapidamente perderá o posto de liderança no seu coração.


Tenha cuidado para não atingir órgãos vitais no seu frenesi de novidade sexual.

Melhor partido: Outro Explorador, pois ninguém compreende o seu à-vontade sexual como ele. Ou um Viciado em Risco, com quem partilha o gosto por quebrar regras.

Pecados decifrados: luxúria

Não foi por falta de aviso. Os anjos do Senhor alertaram o patriarca Abraão: os pecados de Sodoma e Gomorra haviam passado dos limites. Mas a população das duas cidades às margens do Mar Morto fizeram ouvidos de mercador. Continuaram suas práticas libidinosas que, por sinal, deram origem à palavra sodomia - em bom português, sexo anal. O jeito foi despejar do céu toneladas de enxofre - o cheiro do coisa-ruim, dizem os que já sentiram - e eliminar a luxúria do mapa.

Se das duas cidades cananeias não sobraram rastros, o mesmo não se pode dizer do pecado que fez Deus destruí-las. O medo de virar cinza parece não ter assustado a humanidade, sempre às voltas com as tentações da carne. No último dia da série sobre os sete pecados capitais, especialistas contam ao Correio por que homens e mulheres veem no sexo muito mais que uma razão para procriar.

Ao contrário do que muita gente pensa, não houve civilização que exaltasse a luxúria como virtude. Nem os ares frescos fálicos encontrados em Pompeia - outra cidade soterrada pelo enxofre de um vulcão - podem ser considerados sinais de liberação sexual. Eram mais representações da fertilidade. Os gregos, por exemplo, achavam normal a pederastia, já que os adolescentes eram "a própria personificação do belo", mas condenavam o "sexo pelo sexo". Os xeiques do oriente, como bem descrevem as Mil e uma noites, tinham seus haréns. Só que a poligamia é considerada mais uma questão cultural do que propriamente sexual.

Mas se recriminava a libido em excesso, por baixo dos lençóis nenhuma civilização escapou dos desejos promíscuos. Na Suméria, no Egito, em Roma, na Grécia, os bordéis sempre existiram. O orador grego Demóstenes explicava, três séculos antes de Cristo, a necessidade desses lugares, originados dos templos da deusa da fertilidade: "As cortesãs, nós a temos para o prazer. As esposas, para ter uma descendência legítima e uma fiel guardiã do lar".

Mulheres
Para as mulheres, aliás, a luxúria foi algo historicamente negado. Ao mesmo tempo em que a sociedade romana mostrava dar pouca importância ao fato de seu herói varonil Caio Júlio César ter sido amante do rei da Bitínia, a etiqueta republicana era clara: as matronas deviam servir seus maridos, mas sem nunca, jamais, demonstrar qualquer tipo de prazer. Mesmo no casamento, aquelas que desafiavam as leis, como Júlia, filha de César e mulher do general Pompeu, eram ridicularizadas. Por demonstrar publicamente o carinho que tinha pelo marido, ela virou motivo de chacota. E houve quem atribuísse a esse "pecado" o fato de Júlia ter morrido no parto.

"Primeiro de tudo, vamos à grande dificuldade, que é a de definir luxúria", diz o psicólogo neozelandês Philip Shelton, autor de um livro sobre o assunto (Lust, não publicado no Brasil). Para São Tomás de Aquino, explica o especialista, qualquer ato carnal que não visasse à procriação estaria condenado a entrar no rol dos sete pecados. "Mas a ciência não entende dessa forma. Eu, pelo menos, não. Quem, hoje, ainda pode acusar um casal de namorados de ser pecaminoso por fazer sexo antes do casamento?", questiona.

Na opinião de Shelton, o que mais se aproxima da luxúria como abominação social é a compulsão que pode fazer mal a alguém. "No caso dos 'viciados em sexo', a quem estão fazendo mal? A eles mesmos. Porque perdem completamente o domínio da própria vontade. É como comer demais quando se já está de estômago cheio. Devorar uma barra de chocolate pode ser delicioso, mas algumas pessoas comem não uma, mas duas, três, quatro, mesmo sem saber o que estão fazendo. E depois sofrem com isso", diz.

Autor de um livro homônimo ao de Shelton, o psicanalista norte-americano Michael Eigen associa a luxúria à necessidade de se mostrar dominante. "Tradicionalmente, a ligação da luxúria ao pecado é porque envolve o problema do controle. Como algo que tira alguém de controle, o sentimento pode violar os direitos dos outros", diz. Uma de suas manifestações mais degradantes, por exemplo, seria o estupro. Assim como o psicólogo neozelandês, porém, ele explica que a definição de luxúria é extremamente complexa, passando por questões culturais, sociais, históricas e biológicas.

Há uma década, cientistas da Universidade de Wilkes, nos Estados Unidos, decifraram o lado biológico da luxúria. E provaram: pelo menos moderamente, ela faz bem à saúde. Os psicólogos provaram que pessoas que fazem sexo - casual ou não - uma ou duas vezes por semana ganham um reforço poderoso no sistema imunológico. Eles chegaram à conclusão medindo níveis de imunoglobina A, anticorpo encontrado nas mucosas do organismo.

Dos 111 participantes da pesquisa, os que afirmaram fazer sexo nessa dosagem tiveram um incremento de 30% nos níveis do antígeno, um dos mais eficientes contra a gripe. Ao mesmo tempo, porém, quando a frequência aumentou para três ou mais vezes semanais, a taxa de imunoglobina A foi menor que a dos celibatários. "Acho que as pessoas inseridas nesse grupo de sexo muito frequente podem ser obsessivas ou estar envolvidas em relacionamentos pobres, o que causa a elas uma quantidade grande de ansiedade. E o estresse faz o antígeno cair", palpita um dos autores da pesquisa, o psicólogo Carl Charnetski. Ou seja, como pregava São Tomás de Aquino, excesso de luxúria não faz bem a ninguém.

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Perguntamos aos internautas qual é o mais grave dos sete pecados capitais. Confira o resultado:
Inveja 36,40% (83 votos)
Ira 17,98% (41 votos)
Soberba 14,04% (32 votos)
Preguiça 10,96% (25 votos)
Avareza 10,53% (24 votos)
Luxúria 7,02% (16 votos)
Gula 3,07% (7 votos)

Sexo, respeito e diversidade

Com 30 anos de experiência em psicologia da sexualidade, o professor da Universidade de Salamanca, na Espanha, Félix López Sánchez, coordenou duas teses de doutorado sobre homossexualidade. Mas foi a partir da convivência com a dificuldade das pessoas de lidarem com o tema, considerado ainda polêmico, que escreveu o livro "Homossexualidade e Família - Novas Estruturas", que chega traduzido ao Brasil.

A intenção do autor é ajudar as famílias a aceitarem os filhos e filhas homossexuais, assim como auxiliar os próprios homossexuais, para que também se aceitem e saibam que podem ter suas famílias e filhos. Embora seja heterossexual, o seu envolvimento com esse assunto é tamanho que Félix, de 64 anos, foi nomeado presidente de honra da associação dos homossexuais de Salamanca.


"É importante que a orientação diferente do desejo e dos afetos não nos afaste, o bonito é a diversidade", diz o autor. A sua formação acadêmica, com especialização no Canadá, não transformou o conteúdo de seu livro em algo teórico. Pelo contrário, Félix fala sobre homossexualidade de maneira simples, direta e muito prática.

Foi com entusiasmo que ele respondeu às perguntas desta entrevista por email. E não deixou de comentar sobre o quanto ficou encantado pelo País e pelo povo brasileiro, quando esteve em São Paulo anos atrás. "Vocês têm outras tradições e isso os fazem cheios de vitalidade", afirma. "As pessoas daí são abertas, confiáveis, acolhedoras e carinhosas."

Apesar da maior liberalidade social, por que existe ainda tanta dificuldade para assumir a sexualidade, especialmente na família?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Porque nos apoiamos sobre uma tradição, a judeu-cristã, na qual a sexualidade é vista como perigosa, um impulso a controlar e reprimir.

Qual seria a origem do medo irracional da homossexualidade?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Acredito que religiosos e religiosas sempre viram a homossexualidade como uma ameaça, pois homens e mulheres eram separados para evitar a tentação sexual. É provável que esta seja uma das causas para as igrejas temerem tanto a homossexualidade. Outra possível origem refere-se à confusão que se faz entre sexualidade humana e procriação, considerando-se a homossexualidade como um desvio, por não estar direcionada à procriação.

Por que mitos sobre homossexualidade ainda permanecem na sociedade?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Como existe ainda muita ignorância sobre a questão, muitos acabam recorrendo aos mitos e crenças religiosas infundadas. O mais grave é que uma parte importante da sociedade e algumas instituições poderosas, como as igrejas cristãs, consideram que a homossexualidade é uma doença ou um desvio. Esse é o principal problema.

Em qual idade a homossexualidade começa a ser percebida pela pessoa?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Podem surgir manifestações na primeira infância, mas não necessariamente. O mais comum é que a orientação do desejo se consolide na adolescência. Há casos, porém, em que aparece depois. Existem também pessoas cuja orientação do desejo parece mudar ao longo da vida adulta, especialmente as mulheres, mais flexíveis com relação a esse tema, assim como em outros.

Pensar em suicídio é comum durante o período de conflitos que envolvem a descoberta da homossexualidade?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Mais que comum, eu diria que se dá com certa frequência, mas a causa não é a homossexualidade. A causa está no fato de as pessoas serem socializadas como heterossexuais e, ao descobrirem a homossexualidade, se sentem raras, deslocadas, em conflito. Por isso o correto seria expor, se me permite, a pergunta deste modo: a falta de aceitação familiar, escolar e social dos homossexuais pode levar algumas dessas pessoas a pensar em suicídio? E a resposta seria sim. A homofobia é a responsável por fazer com que algumas pessoas pensem em tirar suas vidas.

Como a dificuldade de se aceitar como homossexual e a rejeição familiar refletem na vida de alguém?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Os reflexos disso podem ser muito graves, de acordo com o grau de repúdio e a vulnerabilidade da pessoa homossexual. E a lista é bem grande. Numa ocasião em que eu falava com um grupo da terceira idade sobre esse tema, um senhor de 80 anos se levantou para contar que, quando fazia o serviço militar em Madri, um soldado homossexual foi tão pressionado e dificultaram tanto a sua vida que ele se atirou nos trilhos do metrô para se matar.

Como a família deveria agir ao receber a notícia sobre a homossexualidade do(a) filho(a)?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - O ideal seria que as famílias aceitassem com naturalidade. Ou, pelo menos, que reagissem bem depois da surpresa ou sofrimento inicial. Hoje em dia, na Espanha, a maioria dos pais reage inicialmente com surpresa e sofrimento, mas depois acaba aceitando bem seus filhos e filhas homossexuais. Este é o desafio para o futuro.

Está crescendo o número de famílias homoparentais. A negação desse novo tipo de família, formada por casais homossexuais, pode gerar problemas?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Por causa da dificuldade de aceitação, esses casais acabam vivendo em alguma região da cidade, onde se sentem mais respeitados. Daí surgem os guetos, como resultado da homofobia.

Entre os dois gêneros de homossexuais, qual sofre ou sente mais dificuldade para assumir sua condição? O que os diferenciam?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - As diferenças são muito parecidas das que existem entre homens e mulheres. É mais provável, por exemplo, que os homens recorram à pornografia, paguem por sexo, sejam agressores sexuais, etc. As lésbicas, assim como as mulheres heterossexuais, tendem a ter menos companheiras. Mas essas particularidades se devem também à diferente socialização das mulheres e dos homens.

A bissexualidade é mais comum do que se imagina? E por que os bissexuais são alvo de desprezo duplo, tanto de heterossexuais como de homossexuais?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Não são raras as pessoas bissexuais. Essa orientação sexual pode se apresentar como real e estável, mas também como passageira, como uma transição ou, inclusive, como uma forma de rejeição à homossexualidade. A bifobia, que é a rejeição da bissexualidade, pode acontecer até entre homens homossexuais, por acreditarem que estabelecer uma relação afetiva e sexual com o sexo oposto seja deslealdade, covardia ou irresponsabilidade. Mas não há razão para isso. Essas pessoas deveriam ser aceitas como são, tanto pelos heterossexuais como pelos homossexuais.

O que dizer sobre grupos religiosos que se unem para boicotar ações sociais, como leis que punem a discriminação contra gays?

FÉLIX LÓPEZ SÁNCHEZ - Os crentes que usam Deus neste tema tomam o nome de Deus em vão, o que é muito grave. As coisas hoje estão mais claras: a orientação do desejo homossexual e bissexual é saudável, compatível com a saúde pessoal e social. Pode-se dizer que aceitar essa orientação é, para algumas pessoas (os homossexuais e bissexuais), uma condição necessária à sua saúde emocional e afetiva. Parece-me um grande delito não conceder às pessoas o direito de viver sua vida na diversidade.

Paris, cidade-luz vermelha

A cidade-luz é a capital do turismo sexual amador "hardcore". Pelo preço de um copo de uísque pratica-se no centro da cidade sexo em grupo em dezenas de bares e discotecas.

Com dezenas e dezenas de bares, discotecas, banhos turcos e saunas nocturnas especializadas, Paris é actualmente a capital mundial da pornografia mais crua e do turismo sexual amador para todos os gostos. Em alguns anos, a capital francesa perdeu o lado glamour elegante do passado e transformou-se no paraíso do sexo livre, onde, pelo preço de um copo de uísque - geralmente a partir de 20 euros, dependendo da sofisticação do local -, se praticam todas as panóplias dos "desvios" heterossexuais, homossexuais, sadomasoquistas, transexuais, exibicionistas, voyeurs...


As orgias e misturas de casais, por vezes descontroladamente embrulhadas com homossexuais e travestis, são o pão-nosso das noites quentes de muitas e bem pouco discretas caves parisienses. Os lupanares decadentes, púnicos e caríssimos do quarteirão "vermelho" de Pigalle, na zona norte da cidade, já passaram definitivamente à história. Neste bairro, as célebres casas profissionais de prostitutas e de striptease encontram-se às moscas e em risco de falência. A Paris do frisson extremo, obsceno e imoral, pulula de gente "normal" e amadora, e é agora no centro histórico da cosmopolita metrópole - no Marais, nos Halles, no Quartier Latin, nas ruelas dos Campos Elísios, na Bastilha...

Sexo gratuito
O renovado hardcore parisiense constata-se por exemplo no 41, na rua Quincampoix, entre o Marais, o Châtelet e os Halles. Este é um dos mais antigos locais échangistes de Paris, a dois minutos a pé do Centro Pompidou. A nova patroa - Jeanne, de cerca de 40 anos, que comprou a casa há um ano à sua fundadora, Denise Lascène - define-a sem papas na língua como "uma discoteca livre, onde se f... (faz sexo)".

Tal como acontece em praticamente todos os locais do género, no 41 não se paga bilhete à entrada. Aqui, cada bebida custa 22 euros e fazer sexo gratuito em grupo depende das afinidades momentâneas e da disposição da clientela que calha na rifa.

Jean, um turista belga, é um habitué - diz que viaja uma vez por mês no TGV de Bruxelas até Paris "apenas para 'isso'". São duas da madrugada de um sábado deste mês de Dezembro e as coisas "sérias" estão a começar. Uma vistosa rapariga morena de lábios carnudos pintados de vermelho vivo, com pouco mais de 30 anos, inicia uma felação na pequena pista de dança a um homem um pouco mais velho que, garantirá mais tarde, é o seu namorado.

De olhos semicerrados faz a seguir o mesmo a outros que a rodeiam, incluindo Jean. Recusa ir além do sexo oral e todos os presentes aceitam com respeito os limites que ela impõe. "Gosto muito disto, de fazer sexo em público, mas não aceito a penetração porque tenho medo que alguns deles não use preservativo", diz. Os homens, cerca de meia dúzia, passam-lhe com as mãos por onde querem.

"Ça, c'est Paris"
Tudo acelera pouco depois: numa salinha iluminada por uma ténue e estranha luz violeta, contígua à pista circular da discoteca, três mulheres seminuas estão "ao monte", nos amplos sofás de cor vermelha, com diversos homens; na escadaria da retaguarda do bar, iluminada com pequenas luzes vermelhas indirectas vindas do solo, um travesti entra em acção; na saleta do primeiro andar, também usada como sala de fumo e onde são ininterruptamente projectados filmes pornográficos, uma rapariga é despida enquanto outra a beija e acaricia... Diversos homens assistem. Um deles masturba-se à vista de toda a gente e exclama, a rir: "Ça, c'est Paris! (Isto é Paris!)."

A patroa está animada e tranquila a servir ao balcão do bar, ao lado do marido e sócio, da mesma idade. Por enquanto, o casal não necessita de ir às salas animar a sessão, como faz habitualmente quando, explica Jeanne, "os clientes não atam nem desatam". Nesta noite, aliás, junto ao balcão do bar, uma mulher de 50 anos deixa que lhe beijem os seios nus...

Jean está agora na diminuta sala mais obscura dos sofás e, surpresa!, revela-se um voyeur. Acende uma pequena lâmpada de bolso e dirige a luz para os sexos, "para ver melhor", diz. O segurança, que controla a passagem para este local onde decorrem os bacanais mais hardcore, encolhe os ombros. "É um cliente habitué, nunca cria problemas, fica satisfeito por o deixarmos ver e se ninguém protestar deixamo-lo em paz", explica.

Quatro milhões de preservativos
No entanto, o 41 - a designação é o número da porta - é considerada a mais soft discoteca 'livre' de Paris. É conhecida como sendo uma espécie de local iniciático para este tipo de práticas. Talvez seja verdade, porque a cidade-luz está transformada num gigantesco bordel, com dezenas de locais muito 'indecentes' e, por vezes, também demasiado sujos, que atraem uma numerosa clientela vinda do mundo inteiro. Ao contrário do 41, os nomes da maioria deles são sugestivos: Cupidon, 2+2, Pluriel, Chris et Manu, Cléopatre, Arena...

A grande novidade dos últimos anos é, no entanto, a multiplicação de espaços exclusivamente para homossexuais, do mesmo tipo impúdico dos que são frequentados maioritariamente por heterossexuais. No Marais, as noites começam geralmente em restaurantes e bares propriedade de homossexuais - por exemplo no caro Bouledogue, na rua Rambuteau, ou, ao lado, no Connectable, na rua dos Archives - e depois prolongam-se até de manhã em discotecas com ambientes incríveis. Aqui, nestas discotecas, os porteiros têm um 'olho' especial para impedir a entrada a quem não é homossexual. "É reservado a homos", dizem secamente aos heterossexuais que ousam apresentar-se à porta.

O belíssimo bairro do Marais é hoje reputado por ter o maior número de estabelecimentos homossexuais do mundo - de simples cafés a lojas de roupas, passando por salões de cabeleireiros, de beleza e de massagens, saunas ou bares e discotecas. O Expresso testemunhou no local que, na rua Vieille du Temple, até nos hotéis é recusada a entrada a clientes heterossexuais.

De acordo com informações fidedignas, existirão hoje, em Paris, cerca de meia centena de bares e discotecas com backrooms exclusivos para práticas de sexo live amador homossexual em grupo, a larga maioria instalada no Marais. O fenómeno - ao qual clientes vindos do mundo inteiro dão uma amplidão particular - inquieta as autoridades, devido aos riscos de propagação da sida. Diz-se que em alguns desses locais faz-se sexo sem protecção. "Nestes sítios consomem-se quatro milhões de preservativos por ano e no meu bar, no Quetzal, oferecemos um preservativo a cada cliente juntamente com a primeira bebida", informa Jean-François Chassagne, igualmente presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Gay de Paris. O Quetzal, situado igualmente no Marais, a escassos metros da Câmara de Paris, presidida por Bertrand Delanoë, homossexual assumido, é um dos mais antigos e afamados da capital francesa. É habitualmente frequentado por artistas, intelectuais e diplomatas. "As autoridades deveriam controlar melhor todos os locais, porque os preservativos esgotam às vezes ao princípio da noite e isso é de facto perigoso", reconhece Chassagne.

O mesmo acontece nos estabelecimentos muito frequentados por travestis, como no Folies Pigalle, junto ao famoso cabaret Moulin Rouge, onde, de madrugada, os distribuidores automáticos de preservativos estão frequentemente vazios. Aqui, os casais heterossexuais são bem-vindos porque contribuem para animar partys de sexo hardcore especiais, nos bastidores ou nas latrinas da imensa discoteca onde tudo começa por vezes também na pista de dança.

"Aberta a tudo"
Alguns proprietários destas discotecas especiais aconselham os neófitos, e sobretudo os turistas, a prepararem-se mentalmente antes de visitarem os seus animados locais. "Não se vem a um sítio destes como quando se vai visitar a Torre Eiffel", avisa Jeanne. "No mínimo, acrescenta a dona do 41, as pessoas devem informar-se previamente, para não ficarem escandalizadas ou porque nalguns bares pratica-se sexo ao vivo em grupo sem condições de higiene, num ambiente de decadência e sem respeito designadamente pelo que as mulheres querem."

O asseio é de facto um problema - por exemplo, no 41, na "sala das orgias" vêem-se, às quatro da manhã, lenços de papel sujos um pouco por todo o lado.

Mas Jeanne tem razão sobre a necessidade da informação prévia. De facto, existem certas caves em Paris que, em princípio, são - ou deveriam ser... - completamente proibidas a não iniciados. É o caso do Keller's, numa rua com o mesmo nome, no bairro da Bastilha, onde nada adverte, à porta, que aí se pratica o sadomasoquismo. No entanto, para entrar no Keller's não é necessário ir equipado com chicotes, cabedais ou algemas - todo o equipamento é fornecido pela casa.

No 41 só não se aceitam sadomasoquistas. "Temos uma clientela sobretudo heterossexual, mas aceitamos as lésbicas, gays e travestis e, claro, os bissexuais", informa a patroa. Jeanne diz ser "aberta a tudo". Mas reconhece ser exagerado que o Marais seja hoje em dia um "bairro exclusivo de homossexuais".


Daniel Ribeiro do Expresso

Sapatos são melhores que sexo, diz Madonna


Se tivesse que escolher, com o que você ficaria: um par de sapatos maravilhosos ou uma sessão de sexo quente? Madonna prefere os sapatinhos.

Foi o que revelou ao site Pop Crunch o famoso designer de sapatos Jimmy Choo. Ela teria confessado a ele a preferência pelas suas criações em detrimento de momentos sensuais com o homem da sua vida.

– Pelo menos você sabe que os sapatos vão durar a vida toda – brincou Choo.


Governo aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo


O governo português aprovou esta Quinta-feira, em Conselho de Ministros, a proposta de Lei que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. A proposta será entregue até final de Dezembro na Assembleia da República.


O diploma vai ser discutido no Parlamento, em Janeiro de 2010. A aprovação pela Assembleia da República deverá estar garantida, contando com os votos favoráveis do PS, do PCP e do Bloco de Esquerda.

Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência, disse em conferência de imprensa que a intenção é acabar com uma “discriminação social”, eliminando as barreiras jurídicas que impedem o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, e falou num “grande avanço na sociedade portuguesa”. Considerou ainda que o tema foi já "largamente discutido" e que o governo tem "legitimidade democrática" para legislar sobre a mesma, excluindo a hipótese de um referendo ou de qualquer "perturbação social".

A adopção fica de fora desta alteração legislativa, considerando o executivo que não tem mandato político para avançar com esta medida, por não constar do seu programa de governo. Silva Pereira precisou que adopção não consiste em “satisfazer um direito dos adoptantes”, mas “da realização do interessa das crianças”.

Para o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão, estamos na presença de uma “certa engenharia ideológica” para reinventar “uma estrutura milenária que deve ser melhorada e actualizada, mas mantida na sua identidade estrutural”.

Recentemente, o presidente da CEP, D. Jorge Ortiga, condenava o que classificou como uma “verdadeira campanha ideológica” que pretende a legalização das uniões homossexuais e já levou à “banalização” do aborto.

No final da última reunião magna dos Bispos, o Arcebispo de Braga afirmara que “não basta ter um número no programa eleitoral, não basta que em campanha se tenha abordado a questão uma vez ou outra, parece-nos que é fundamental reflectir e que os nossos órgãos saibam legislar, tendo presente aquilo que o povo pensa ou o povo quer", disse.

O Pe. Manuel Morujão refere que “um tema tão estruturante para a sociedade como o casamento e a família daí resultante” deveria ter sido alvo de uma discussão aprofundada, “para ver quais são as consequências para a estrutura fundamental da sociedade, que é a família”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, este responsável considera que a decisão do governo terá “graves consequências”, porque “a família fica afectada quando se tomam decisões que alteram a sua estrutura básica”, promovendo “um tipo de casamento que não é autêntico e genuíno”.

O porta-voz da CEP assegura que a Igreja manterá, neste assunto, a postura que tem assumido ao longo dos últimos meses. “Em assunto tão importante, devemos saber estar livres de partidarismos - mesmo até para além de opções religiosas, indiferentes ou ateias - porque aqui está em causa a estrutura da própria sociedade, pelo que deveríamos ultrapassar querelas partidárias”, completa.

Admitindo que “todas as pessoas devem ser tratadas com respeito”, o Pe. Morujão observa que o casamento entre pessoas do mesmo sexo diz respeito a “uma minoria”.

Questionado sobre a forma como o processo foi conduzido, o secretário da CEP escusou-se a fazer “juízo de intenções”, mas lembrou que havia outros “problemas e desafios na sociedade actual que mereceriam, eles sim, uma atenção prioritária, “como o desemprego, a precariedade do trabalho, o endividamento, a situação económica em que as pessoas vivem”.

O comunicado final da última Assembleia Plenária da CEP assumia a “pública rejeição” dos Bispos face aos “projectos para legalizar as uniões entre pessoas homossexuais concedendo-lhe o estatuto de casamento”, recusando que “este tipo de uniões possa ser equiparado à família estavelmente formada através do casamento entre um homem e uma mulher”.

“Tal constituiria uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela da própria sociedade. Todo o respeito é devido a todas as pessoas, também às pessoas homossexuais, mas este respeito e compreensão não podem reverter na desestruturação da célula base da sociedade, que é a família baseada no verdadeiro casamento”, defende a CEP.

«Não»
Já no início deste ano, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmara a sua oposição a qualquer lei que “equipare as uniões homossexuais ao casamento das famílias constituídas na base do amor entre um homem e uma mulher”.

Numa Nota Pastoral intitulada “Em favor do verdadeiro casamento”, a CEP lamentara o que considera ser uma “tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa”.

O documento rejeita que “a união entre pessoas do mesmo sexo possa ser equiparada à família estavelmente constituída através do casamento entre um homem e uma mulher". O mesmo é afirmado em relação "a uma lei que permita a adopção de crianças por homossexuais”. “Tal constituiria uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equilíbrio”, afirmam os Bispos.

“A família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade única, inconfundível e incomparável, sem misturas nem confusões com outras formas de convivência”, pode ler-se.

A Nota reafirma que estas posições são aceites pelas diferentes culturas e civilizações, pela revelação judaico-cristã “e assim o reconhece implicitamente a nossa Constituição da República e explicitamente o Código Civil Português”.

Em conclusão, os Bispos defendem “a necessidade de iniciativas que ajudem as famílias estavelmente constituídas a superar os problemas económicos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educação dos filhos e que favoreçam a sua importância na vida social”.

Agência ECCLESIA

Nos EUA, escândalo sexual derruba carreira esportiva


Escândalos sexuais, como o que abate agora o golfista Tiger Woods, costumam ser cruéis para esportistas americanos. Carreiras foram abreviadas, contratos publicitários foram perdidos e vidas privadas invadidas nos últimos anos.

Antes de Woods, o atleta mais notório envolvido em um escândalo desse tipo era Kobe Bryant, o astro do Los Angeles Lakers, um dos times mais populares do basquete da NBA.

Em 2003, o armador foi acusado de estupro de uma garota de 19 anos --meses depois acabou absolvido. Mas ele admitiu que havia feito sexo consensual com a moça. Como já era casado, a imagem de Kobe ficou arranhada para os padrões da publicidade americana, e ele perdeu contratos que tinha com o McDonald's e com a Nutella.

Outro astro do basquete que perdeu dinheiro por causa de infidelidade foi Magic Johnson. Quando ele anunciou que tinha o vírus HIV, em 1991, viu seus patrocínios minguarem --depois disso, conseguiu um novo apenas em 2003.

Segundo publicitários americanos, o que afetou a imagem do atleta não foi a Aids, mas o fato de ter admitido que contraiu o vírus em frequentes relações extraconjugais.

O futebol americano, o mais popular esporte dos EUA, está repleto de escândalos sexuais que mexeram nas carreiras e na conta bancária de seus atletas.

Em 2000, Mark Chmura, do Green Bay Packers, foi acusado de envolvimento com a babá de seus filhos, que tinha na época 17 anos. Acabou absolvido nos tribunais, mas teve seu contrato rescindido pela equipe meses depois do caso.

Por frequentar um clube de "strip" em Atlanta, acusado pelo governo americano de fraude, lavagem de dinheiro e prostituição, o running back Terrell Davis, que era então um dos destaques do Denver Broncos, um dos grandes da NFL, viu sua carreira ser abalada.

Logo depois do incidente, ele perdeu o patrocínio pessoal das sopas Campbell's.

Love boat

Em 2005, foi a vez de quase um time inteiro de futebol americano ser massacrado pelo comportamento sexual "inadequado". Nada menos do que 17 jogadores do Minnesota Vikings, incluindo suas maiores estrelas, ganharam as manchetes por promoverem uma orgia em um iate. Quatro deles acabaram processados.

Mesmo sem maiores implicações financeiras, escândalos amorosos foram expostos na mídia de forma acintosa.

Depois de um affair com a cantora Madonna, o astro do baseball Alex Rodrigues, do New York Yankees, viu sua esposa pedir o divórcio e boa parte da sua fortuna, com ampla cobertura dos tabloides.

Um caso no golfe feminino também virou famoso.

Também em 2005, Jackie Gallagher-Smith foi acusada por seu caddie (o responsável por manusear os tacos dos golfistas) de sedução.

Segundo o caddie, Jackie o usou como um "doador de esperma", já que só tinha interesse nele para engravidar. Seu marido era infértil.

Sexo seguro com sabor


Costuma-se dizer que fazer sexo com preservativo é como comer “rebuçados com papel”.

Eis que agora podemos dizer que fazer sexo com preservativo é como comer tarte de carne, mas sem carne. É algo muito semelhante às empadas do Pingo Doce: bonitas por fora, mas sem carne por dentro.

Gostei da ideia da Mastersdirect, mas bom, bom… era exportarem o conceito para Portugal e fazer preservativos com sabor a cozido à Portuguesa. Iam ver como a vida sexual dos portugueses melhorava em três tempos…

Muito além dos "cinco contra um"


Indústria investe para que a masturbação cruze a adolescência.

Apesar da liberdade sexual de que gozamos (por que não?) hoje, a masturbação ainda é encarada de viés. Há quem diga que é coisa de adolescente e que deveria ser abandonada assim que a vida sexual ativa começa. A masturbação ainda é associada ao insucesso - só pratica quem não consegue transar. Besteira. Com ou sem parceiro, homens e mulheres continuam mandando ver no solo.

Você pode se masturbar pra sempre, mas é na adolescência que se desenvolvem as melhores técnicas: Tim Maia, descascador declarado até o fim da vida, dizia que o negócio é sentar na mão esquerda até ela adormecer, para achar que é outra pessoa que está batendo. Isso é para os meninos. Mas que menina nunca descobriu os prazeres do chuveirinho no banheiro? Mas será que as habilidades só se desenvolvem na puberdade, que depois a curiosidade acaba e a masturbação vira um negócio burocrático? Há um mercado do sexo inteiro lutando contra isso.

Apesar de a masturbação ser um assunto mais delicado para as mulheres, são elas que têm as melhores opções. Os famosos vibradores são, sem dúvida, a mais comum delas. Vários deles não têm nada de comum. Uns têm formato e textura de um pênis real, outros têm até um alongador externo, que funciona como estimulador do clitóris.

As mulheres que gostam de colecionar objetos fofos têm a opção até de formatos incomuns, como golfinhos, ou estampas de desenhos animados, como a Hello Kitty. Para as mais discretas, eles vêm até disfarçados de caneta ou pincel de blush. Hoje em dia, até calcinha vibratória já existe, evitando o constrangimento de carregar um falinho na bolsa.

Mas e para os homens? Sem dúvida, este é um mercado ainda a se explorar. Quando se pensa em acessórios de masturbação para o sexo masculino, é comum o estranhamento. E é dureza se excitar com aquelas bonecas com boca de caçapa, não é não? A verdade é que existem outras opções, muito mais criativas.

O mercado erótico dispõe hoje dos chamados "masturbadores". São produtos, em geral feitos de um material que imita a pele humana chamado de cyberskin, em formatos de vagina e ânus. Os formatos dos brinquedos variam, de acordo com a preferência do cliente. Alguns simulam diversas posições sexuais, enquanto outros trazem tipos diferentes de formato, com lábios maiores ou menores.

A brincadeira, ainda incipiente, pode render. Esqueça o papo de malefícios da masturbação, que causa espinhas ou impotência. Se conhecer sexualmente é um passo essencial na vida e pode trazer muito mais prazer no futuro.

Sexo e luxo se unem no design de Betony Vernon, criadora de joias eróticas


Ela circula em festas com Dita Von Teese e divulga suas coleções com fotos próprias, em que exibe um corpo sensual e cabelos vermelhíssimos. Já criou um clube fechado para reunir clientes em quartos de hotéis europeus e hoje carrega uma assinatura de luxo – suas peças chegam a custar US$ 3 mil.

Conheça as criações de Betony Vernon
Betony Vernon é a designer de joias que todo apreciador de arte erótica gostaria de ter. Desde 2001, quando criou a sua linha Paradise Found, ganhou adeptos das suas peças belíssimas e - ainda assim - utilitárias. Todas estão a serviço do prazer. Nos anéis, as pérolas são também instrumentos de massagem, e as peças se encaixam nas mãos para gestos totalmente libidinosos.

Betony nasceu nos Estados Unidos e se mudou para Florença depois de se graduar em história da arte. Na Itália, trabalhou como modelo até se focar no design de joias. Emplacou colaborações com Missoni, Gianfranco Ferre e o desinger de sapatos Alain Tondowski e, no ano passado, comandou uma série de programas curtos na MTV italiana, em que recomendava em voz pausada, estendida languidamente sobre um divã, o melhor uso das partes erógenas do corpo.

Além de louvar o sexo como um ritual, as coleções de Vernon costumam esconder seu propósito de olhos desavisados. Podem ser usadas também fora do quarto, e Betony é frequentemente vista usando suas criações nos eventos em que comparece.

A sex shop Coco de Mer, que tem lojas em Londres e Los Angeles, é uma das redes a comercializar as joias da artista. Através do site, é possível adquiri-las também do Brasil. Em Paris, quem vende as coleções de Vernon é a Colette.

Coco de Mer

Homens ganham direito de ser prostitutos nos Estanos Unidos


Os homens ganharam o direito de se prostituírem e até de manterem relações sexuais com pessoas do mesmo sexo no Estado de Nevada, Estados Unidos da América (EUA), após o Conselho de Saúde ter criado legislação para o efeito. .


A prostituição encontra-se legalizada no Nevada desde 1971, porém em alguns lugares, como o Shay Lady Ranch, os homens estavam ainda impedidos de se dedicarem a esta actividade, pois a lei obrigava todos os envolvidos no negócio do prazer a realizar exames ginecológicos - o que só era viável para as mulheres - para detectar doenças sexualmente transmisíveis.

No entanto, esta sexta-feira Bobbi Davis, a proprietária do rancho, solicitou ao Conselho de Saúde que permitisse que os prostitutos fossem submetidos a exames à uretra. Bobbi contou a ajuda da organização American Civil Rights Union, que luta pelos direitos das minorias nos EUA.

A Associação de Bordéis do Nevada já reagiu a esta iniciativa, condenando, para surpresa de muitos, a intenção de Bobi. 'Trabalhámos durante muitos anos para tornar a o negócio da prostituição aceitável aos olhos da população do Nevada. Receamos agora que os nossos esforços tenham perdido alguma da sua força, depois daquilo que Bobbi Davis fez', afirmou Flint, um porta-voz.

Segundo Flint, a indústria do sexo pode orgulhar-se de reduzir os casos de clientes que contraem SIDA, depois de recorrer aos serviços de prostitutas. 'Agora corremos o risco de propagar o vírus do HIV, ao deixar que a indústria avance para outras áreas', acrescentou.

Aparelho divulga vibração da cama durante sexo no Twitter


Padrinho de recém-casados no Reino Unido instala "Newly Weds On The Job" e divulga detalhes da intimidade do casal.


Conhecido por ser um local onde as pessoas contam a sua rotina, o Twitter ganhou uma nova função no Reino Unido. A novidade do site de microblog é um sistema que pode identificar quando casais estão praticando sexo.


O aparelho "Newly Weds On The Job" (Recém-casados em atividade) foi instalado na cama de um casal em lua de mel pelo padrinho da união. Com a vibração durante a relação, o perfil do Twitter é atualizado com dados sobre o ato.

Entre os detalhes divulgados no site de microblog estão a frequência, a duração e a intensidade da transa. Ao detectar o começo da relação, o perfil do aparelho é atualizado no Twitter com a frase "They’re on the job" (Eles estão no trabalho), registrando o peso total da cama e o horário.

Já quando a transa é finalizada, a mensagem que aparece é: "They’re off the job" (Eles estão fora do trabalho), com o tempo de duração do ato.

Vem aí a pílula do prazer feminino



A pílula do prazer feminino pode chegar às farmácias até o fim do próximo ano. O remédio pode beneficiar cerca de 10% das mulheres no país, que sofrem de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), caracterizado pela diminuição ou ausência total de libido.

Depois de serem rotuladas de "frígidas" pela sociedade, as mulheres afetadas pelo TDSH terão oportunidade de melhorar a performance na cama e, em consequência, a qualidade de vida. O novo medicamento atua no sistema nervoso central e promete duplicar o número de relações sexuais satisfatórias. Se durante um mês, por exemplo, ela tiver 10 relações sexuais e apenas um orgasmo, esse número, teoricamente, deve pular para dois. O remédio pode ser melhor que o Viagra masculino para quem não encontrou ajuda em outros tratamentos.

O novo medicamento Flibanserin está no que eles chamam de fase 3 de estudos e ainda precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os testes de eficácia, contudo, foram feitos com 5 mil mulheres norte-americanas e europeias e estão próximos da realidade brasileira. Segundo a psiquiatra e professora da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) Carmita Abdo, 6% das mulheres do Brasil em torno dos 20 anos não sentem qualquer desejo, e o número cresce para 20% na faixa de 50 a 60 anos. Carmita coordenou, em 2004, o maior estudo sobre sexualidade no país. Entre os pesquisados, 3,5 mil eram do sexo feminino.

O benefício para as mulheres com TDSH pode ser o resgate da sensação do prazer, que traz mais alegria, autoestima e leveza à vida. A pílula pode ajudar aquelas que fingem dor de cabeça sem ter, que evitam o contato sexual a todo momento e se cobram por não corresponderem ao parceiro. De acordo com Carmita Abdo, muitas vezes a falta de desejo contínuo leva à vergonha, ao constrangimento e ao desgaste da relação.

"Quando definimos a falta de desejo, falamos daquelas que sofrem com isso, que ficam angustiadas. Isso vai gerando uma situação crônica na qual se evita o sexo, o que pode esfriar o relacionamento. A partir do tratamento, ela vai poder recuperar a disposição", ressaltou a especialista. Carmita ainda defende que, para indicar o remédio, o médico descarte outros tipos de problemas psicológicos, hormonais e orgânicos da paciente. Para ela, por exemplo, a falta de desejo sexual não deve ser tratada com Flibanserin quando envolver traumas, mágoas do parceiro, distúrbios de estrogênio ou doenças sexuais.

De acordo com o psiquiatra e gerente médico na área de sistema nervoso central do laboratório produtor do remédio, Demétrio Ortega, a pílula não age como o Viagra, que é tomado antes do ato sexual para aumentar o fluxo de sangue e permitir a ereção do pênis. Ele explicou que as usuárias terão de fazer um tratamento contínuo, de tempo não determinado, por no mínimo 24 semanas. O especialista observa que a continuidade será necessária porque o TDSH é provocado por um desequilíbrio de neurotransmissores cerebrais, particularmente a dopamina, a noradrenalina e a serotonina. Ele completa que o número de orgasmos praticamente duplicou nas mulheres pesquisadas, numa escala de 2,8 para 4,7.

Ortega frisa que a pílula não será tarja preta, embora tenha sido estudado inicialmente para ser apenas um antidepressivo. Ele é um pouco mais flexível que Carmita Abdo em relação ao uso do medicamento, a partir do histórico clínico da paciente. Para Ortega, no entanto, se a ausência de prazer for causada apenas por questões culturais ou religiosas, por exemplo, o melhor é indicar outros tratamentos.

Quem poderá tomar
Mulheres que não têm desejo sexual ou têm de forma muito baixa, por desequilíbrio de neurotransmissores, tais como dopamina, noradrenalina e serotonina
Mulheres que se sentem infelizes por falta de desejo sexual e têm muita dificuldade de chegar ao orgasmo
Mulheres que tomam antidepressivos e ansiolíticos, medicamentos que diminuem a libido
Mulheres que tomam medicamentos para hipertensão arterial e sentem a libido alterada

Quem não deverá tomar
Mulheres que perderam o desejo por raiva do parceiro (a), mas se sentem atraídas por outras pessoas (homens ou mulheres)
Mulheres com problemas hormonais, como diminuição do estrogênio e infecções no órgão genital
Mulheres que viveram situações muito traumáticas

O que será alvo de polêmica
Sexólogas acreditam que em causas secundárias, como questões psicológicas, culturais, religiosas, o remédio não deve ser usado de forma alguma. Há especialistas, no entanto, que veem o remédio como um empurrãozinho para que elas procurem outras terapias, uma vez uma dessas causas pode deixar a mulher muito infeliz.

Fonte: Psiquiatra e gerente médico na área de sistema nervoso central da Boehringer Ingelheim, Demétrio Ortega