Como paquerar na web sem correr riscos

  • Não exponha sua vida logo de cara. Seja reservada(o) e espere o(a) outro(a) se mostrar primeiro
  • Desconfie de pessoas que falam pouco sobre sua vida pessoal
  • Se for possível, confira as informações passadas pelo(a) pretendente
  • Depois de alguns contatos via bate-papo, o telefone pode ser uma boa alternativa para ganhar mais intimidade
  • Por motivos de segurança, não é ideal fornecer o telefone fixo. Prefira o celular
  • No dia do primeiro encontro, marque em um lugar público onde tenha movimentação de pessoas
  • Informe para algum amigo ou familiar o horário e o local do encontro com o(a) estranho(a)

Quem deseja namorar sério pode usar a internet a seu favor, diz psicóloga


Procurar namorado pela internet pode ser uma alternativa eficaz para quem tem certeza de que deseja um compromisso sério. Esta é a opinião da psicóloga Lidia Weber, professora da disciplina de Relacionamento Amoroso – Teoria e Pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na opinião de Lidia, que já realizou estudos sobre o uso da internet por crianças e jovens, quem vai a um site de relacionamento quer um relacionamento. "Se você só quer beijos, abraços ou sexo casual, é muito mais fácil conseguir, não precisa recorrer a esse tipo de recurso." Nesta entrevista, a psicóloga avalia a utilidade dos sites de relacionamento e o comportamento de quem os acessa.

Por que, na opinião da senhora, é crescente a procura das pessoas por sites de relacionamento amoroso?
Porque atualmente os relacionamentos estão efêmeros, confusos, sem definição. Temos pesquisas que relatam que existe uma confusão entre ficar e namorar, o que é compromisso e o que não é. Você não sabe nem se está namorando. Fizemos um estudo para saber por que as pessoas vão buscar agências de casamento. Descobrimos que não são pessoas mal amadas e nem mal resolvidas, elas possuem características interessantes. Elas buscam um estilo de amor diferente, mais maduro, um amor pragmático. São pessoas que sabem que querem um compromisso e que buscam parceiros que possam oferecer isso no lugar certo. Está cada vez mais complicado estabelecer um relacionamento. Na vida real já está difícil definir se existe um compromisso, então as pessoas buscam alternativas.

Mas podemos dizer que é uma estratégia que funciona?
Quem vai a um site de relacionamento quer um relacionamento. Se você só quer uns beijos e uns abraços ou um sexo casual, é algo muito mais fácil de conseguir e não precisa recorrer a esse tipo de recurso. Dados antropológicos mostram que são os iguais que se atraem e não os opostos. Segundo estudos, em 85% de todas as relações são encontradas quatro variáveis que sempre são as mesmas: nível socioeconômico, educacional, religião e raça. Não quer dizer que opostos não podem se atrair, só que dentro do conceito estatístico eles são sempre exceção. Então se você escreve o que você quer e encontra isso, há uma grande chance de funcionar.

As pessoas estão mais interessadas em um relacionamento sério?
No fim das contas, as pessoas querem um compromisso em que você tenha uma exclusividade pelo menos por certo tempo. O ser humano quer encontrar um parceiro amoroso, é uma das coisas mais importantes. E sabemos que isso faz melhorar outras esferas da vida.

O contato físico perdeu o valor?
Quando vemos a teoria de comunicação não-verbal, sabemos que 65% do conteúdo que você fala é não-verbal. Se esse conteúdo for uma emoção ou um sentimento, 93% é não-verbal. Como alguém consegue se apaixonar pela internet? A internet é fascinante e o ser humano é um ser da palavra escrita. Além disso, na web, temos o anonimato, que permite que você se abra com mais facilidade. É difícil, olho no olho, dizer que você gosta muito de alguém. Há manifestações de carinho que você vê muito mais na internet do que na vida real. Quando a gente telefona para alguém para ler uma poesia? Nesse sentido, mesmo não sendo tímido, o contato virtual é facilitador. Isso aproxima.

O que muda com o fato de a paquera acontecer pela internet?
Pode ser um caminho mais curto para encontrar um parceiro. Na internet as pessoas investigam um pouco mais, podem checar as informações passadas. E se não gostar do pretendente, o fora também é mais fácil. A conquista pela internet ainda mostra que é preciso adquirir novas habilidades. Enquanto na vida real a gente sabe perceber que uma pessoa está mentindo se desvia o olhar para cima ou para baixo, na web é preciso pensar de outra forma para ver se a pessoa está mentindo no verbal escrito. Guardar mensagens pode ser uma boa alternativa para ver se a pessoa está sendo coerente com o que diz, por exemplo.

Existe algum problema se uma pessoa só consegue encontrar namorados pela web?
Tudo que é exagerado não é bom. Enquanto ferramenta, não dá para dizer que a internet é horrível ou maravilhosa, é mais uma forma de encontrar parceiros. Mas ela pode ser um risco se for a única maneira de uma pessoa conseguir se relacionar com alguém. Você não pode substituir o espaço real pelo virtual. Nem a webcam funciona bem. Ainda não podemos ter filhos e nem manter um casamento virtualmente.

É mais rápido conseguir um namorado usando sites de relacionamento?
A internet facilita porque você se abre mais, conversa várias vezes por dia. Outra característica é que a internet é viciante, ela recompensa seu comportamento imediatamente. Você escreve um e-mail e espera uma resposta, acorda e a primeira coisa que faz é ligar o computador. Na vida real isso é mais complicado, você não acorda de madrugada para ligar para outra pessoa. São várias características interessantes, é uma área de pesquisa importante.

Os usuários normalmente alegam que é melhor saber mais sobre uma pessoa antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Não parece que a lógica está invertida?
Realmente inverteu-se a lógica que achava que o natural é o flerte e o cortejar, quando você olhar de longe e faz gestos de flerte que são multiculturais. O primeiro indicador para uma paquera era a aparência. Na internet, a pessoa pesquisa um perfil, mas tenho a impressão que a aparência ainda é importante, principalmente para os homens. É um flerte virtual, mais pragmático. Isso economiza tempo. Às vezes, só no terceiro encontro você vai descobrir que a pessoa mora do outro lado da cidade, ou vai descobrir que ele é casado, ou que ele é fumante e você tem alergia a cigarro. Corre-se o risco de você perder alguma coisa mais importante. Você descarta um fumante que poderia ter um monte de características boas, por exemplo. O perfil não pode ser tão restrito. É preciso ter um olhar um pouco mais amplo.

A senhora acredita que no futuro isso será uma tendência?
Claro. Eu acho que isso já esta acontecendo. A internet não vai sumir. É uma linguagem, um espaço. Temos que criar forma de esse espaço satisfazer o que a gente precisa. Seja para buscar um artigo ou achar um parceiro amoroso. Talvez surjam sites um pouco mais precisos, que verifiquem a veracidade do que as pessoas dizem. Ou que para se cadastrar as pessoas tenham que ter alguma prova que autentique os dados, que comprove o que ela estão dizendo.

Portugueses mais abertos para assuntos sobre sexo

Especialistas defendem, no entanto, que os protugueses se mantêm mais conservadores nos comportamentos. Eventos como o Salão Erótico são sobretudo vistos como forma de a indústria pornográfica se apresentar à sociedade.


Os portugueses têm hoje mais facilidade em falar de sexo, mas não têm a mesma abertura mental nos comportamentos. No dia em que o programa do V Salão Erótico de Lisboa foi apresentado, dois conhecidos séxologos explicaram ao DN como é que os portugueses encaram o sexo e o que os motiva a visitar um evento como este.

Vasco Prazeres, por exemplo, não hesita sequer em afirmar que "hoje em dia o discurso público sobre a sexualidade é manifestamente maior do que há duas ou três décadas". Contudo, o séxologo tem mais dúvidas "sobre se as pessoas têm mais abertura para a sexualidade ou se, nessa matéria, estaremos a regredir".

A maior abertura reflecte-se a outro nível também. "Que nós todos pensamos muito em sexo, não tenho qualquer dúvida", diz este médico e sexólogo, explicando, de seguida, que "isso já acontecia antes, não é de agora". Diferente é em relação à prática. "Aí, se formos ver, já há estudos para todos os gostos", adianta, explicando que é por isso mais complicado dizer se os portugueses serão viciados em sexo. "O que existe é a dependência sexual, mas isso já é outra coisa", conclui (ver caixa).

Já quanto às possíveis motivações de uma visita a um salão erótico, como aquele que abre portas de hoje a uma semana na FIL, em Lisboa (ver texto secundário), Vasco Prazeres acredita que muitas pessoas se movem sobretudo pela curiosidade. Mas admite que a presença de cada vez mais mulheres nestes eventos - que antes tinham nos homens o seu principal público-alvo - se deve em grande parte à maior abertura da sociedade portuguesa para o tema da sexualidade.

"Agora estes eventos inserem-se sobretudo num maior mediatismo do sexo e até da própria comercialização das actividades a ele ligadas", salienta Vasco Prazeres, dando como exemplo a indústria dos filmes eróticos e pornográficos, dos acessórios sexuais e dos estimulantes, entre outros.

Tal como Vasco Prazeres, também o psiquiatra e sexólogo Francisco Allen Gomes crê que eventos como os salões eróticos são uma forma de a indústria se apresentar à sociedade. "Não é muito diferente da apresentação de um filme. Os protagonistas dão entrevistas, falam com as pessoas e dizem que gostaram muito do seu papel", diz o especialista.

Já em relação à mentalidade da população, Allen Gomes acredita igualmente que "os portugueses se sentem mais à vontade para falar de sexo". Contudo, recorda que "o que hoje traz mais movimento já não é a reivindicação de determinados direitos, pois isso está mais estabelecido". "Aquilo a que assistimos é às minorias que procuram o seu espaço", assevera.

Por outro lado, Francisco Allen Gomes acrescenta ainda que é "sobretudo pela curiosidade, pela fantasia e pelo querer ver ao vivo aquilo que muitas vezes vêm em filmes" que muitas pessoas acabam por visitar um evento erótico. "E sempre é mais saudável do que aqueles velhos teatrinhos de antigamente, só para homens, e onde de vez em quando entrava um casal que logo saia a meio", acrescenta.

Sexo, poder e gastronomia



De mala na mão e destino incerto, chega um cearense em São Paulo. Pára num bar e come duas coxinhas. Sem dinheiro, paga com seu trabalho, lava a louça e limpa o chão. O dono do boteco lhe ensina os segredos da cozinha. Mas, as demais artimanhas, Raimundo Nonato (João Miguel) atribui ao talento culinário, representado na estrela tatuada em seu braço. O protagonista melhora a coxinha do bar e atrai mais fregueses. Uma parábola brasileira acerca do poder é apresentada pelo filme Estômago.

“O cara acabou de chegar da roça e quer salário, benefício...”. O quartinho inóspito no fundo do bar e a comida “gratuita”, não resolveriam os problemas de Nonato. Até que conquista pelo sabor de seu tempero, o alecrim que põe na carne de panela, um novo restaurante, cujo dono zelava pela alta culinária e ambiente familiar.

As coxinhas do velho emprego se transformaram em uma paixão, Íria (Fabíola Nascimento), a prostituta que ele conquista pelo estômago e pede em casamento. Ela não sabe cozinhar, mas adora comer. “Se eu soubesse cozinhar igual a você, eu tava em outra vida.” A meretriz tem fome desde que nasceu: “desde que eu nasci não passou mais.”

Com trilha sonora suave, o filme exprime nos sons três prazeres da vida postos em cena: comida, sexo e poder. Entre assovios, violinos, violões, flautas, acordeom, sax, piano, violoncelo e outros, os prazeres são saciados repetida e incansavelmente.

Em narrativa alinear, do começo para o fim e do fim para o começo, o filme vai revelando a trajetória do cozinheiro em ascensão que acabou indo para a cadeia.

Na cidade cearense onde nasceu São Raimundo Nonato, as mães que morrem ao dar à luz transmitem, por costume, o nome do santo aos filhos. Não poderia ser diferente, a mãe dele morreu no parto, o médico “no apuro da situação enfiou a faca na barriga dela e tirou o moleque vivinho”, eis aí mais um Raimundo Nonato.

Porém, na cadeia nome de santo não iria funcionar. E foi então que ele adotou o nome de Nonato Canivete. Não pegou! Lá, chamaram-no de Alecrim, porque gostava do tempero, “essa erva, mais pimenta-do-reino melhora qualquer comida.” Cozinheiro como se identificava, seus temperos favoreceram o carisma e a posição entre os companheiros de cela, rendendo-lhe poderes e novos aliados.

“Hoje é carne moída, ontem foi picadinho, anteontem bife. Quer dizer, aproveitar bem aproveitadinho a carne eles sabem. Isso é coisa de quem entende o dia-a-dia da cozinha.” Sexta-feira deveria ser peixe, “já que chegam os peixes frescos no mercado.” Mas na cana não tem peixe. “Bicho na comida tem, bicho é todo dia.” Mas o Alecrim dá um jeito.

Em vez do que se vê na maioria dos filmes que apresentam a realidade das penitenciárias de forma chocante e dolorosa, no filme Estômago, sob direção de Marcos Jorge, a vida na instituição aparece reproduzindo as relações de poder da sociedade na qual se insere, de forma divertida e hilariante. E se alguém manifesta o descontentamento logo se ouve um “vai pro hotel” ou “manda chamar o garçom”. Se as formigas entram pelo nariz e atrapalham o sono: “mastiga e engole”. Ou então frita com farinha bem refogadinha, “vai ficar uma delícia. Tem até proteína”. A comida de Nonato temperava o sofrimento.

Programa para iPhone mede desempenho sexual na cama

O desempenho sexual sempre é uma das maiores curiosidades das pessoas após uma boa noite. Para responder como foi a atuação durante o sexo, Taylor Bayotuh criou um software que mede se alguém é bom na cama.


O programa, da Apple, chamado de Love Vibes fará a análise do desempenho capturando as vibrações do aparelho. O software leva em consideração inclusive as condições da cama para o resultado.

Antes de começar o sexo, a pessoa precisa selecionar qual é a firmeza do colchão que será usado. Depois disso, é só colocar o iPhone no colchão e deixar que ele identifique as vibrações levando em consideração também variações, paixão e duração.


A Apple aprovou o projeto que já está sendo vendido no site da empresa de produtos tecnológicos por US$ 1,99.

Psicóloga aborda o sexo após os 60 anos

“Sexualidade na Terceira Idade” é o tema da palestra a ser proferida pela psicóloga Eliany Mariussi hoje, às 20 horas, na Sala Joubert de Carvalho da Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, Maringá. Preconceitos que levam à negação da sexualidade dos mais velhos e tabus que envolvem a prática sexual serão abordadas pela profissional. “Basicamente o preconceito vem da comparação com o sexo jovem, o que não tem sentido. Devemos sempre lembrar que somos seres sexuados e que a sexualidade é vivida até os últimos dias de vida”, diz Eliany.

De acordo com a psicóloga, a negação da sexualidade entre os idosos passa pela dificuldade em assumir que os pais também têm vida sexual ativa. Segundo Eliany, de maneira mais ampla a vivência do sexo tem relação direta com o estímulo da capacidade sensorial de cada um, com a vazão dos cinco sentidos. “É desenvolver o gosto pela vida, curtir as coisas boas”, diz ela.

Sexualidade e idade: A sexualidade na terceira idade, as mutações físicas normais, efeitos das doenças ou invalidez


Quem disse que você é velho demais para fazer sexo?
A sexualidade na terceira idade é freqüentemente vista e baseada em velhos estereótipos privado de significados, como também é associada a disfunção ou insatisfação. Os estereótipos de que as pessoas idosas não são atraentes fisicamente, não têm interesses por sexo ou são incapazes de sentir algum estímulo sexual, ainda são amplamente difundidos. Estes estereótipos, unidos a falta de informação, induzem a gente a uma atitude pessimista em tudo que se refere ao sexo na velhice.

Se bem que, com uma saúde razoável e um partner disponível, a maior parte dos anciãos continuam a ter relações sexuais mesmo aos 80/90 anos.
Esta constatação é substituida por numerosos estudos que demonstram que um vasto percentual de indivíduos com idade superior aos 65 anos, não só continuam a atividade sexual, mas também, geralmente são satisfeitos do sexo e de seus paceiros. A maioria das pessoas idosas desejam e são em grau de usufruir de uma vida sexual satisfatória. Uma atividade sexual regular ajuda a manter a habilidade no sexo. Com o passar do tempo, todavia, é possível constatar uma certa diminuição de resposta aos estímulos. Este fenômeno é relacionado ao processo normal de envelhecimento.

SEXUALIDADE: as mutações físicas devido a idade
As mudanças que intervém na fisiologia sexual de um indivíduo em idade avançada, podem afetar, seja a função erétil que a ejaculação. Essas alterações não devem ter algum impacto funcional em relação ao usufruto subjetivo de um encontro sexual. Porém, o conhecimento do fato que essas mudanças não são disfunções e que uma assistêcia pra corrigir as praticas sexuais, pode ser indispensável para prevenir tal ocorrência devido a ansiedade ou medo de falhar.

Os homens freqüentemente percebem algumas mudanças distintivas como:
Prolongamento do tempo necessário para haver uma ereção completa. A ereção pode não ser assim firme ou ampla como nos últimos anos precedentes. Uma diminuição do tempo em manter a ereção antes da ejaculação. Uma redução da força de ejaculação e um aumento de duração da fase refratária. Uma percepção mais limitada do fato que a ejaculação está para vir. A perda de ereção depois de um orgasmo pode ser mais rápido, ou então precisa de mais tempo para obter outra ereção. Alguns homens podem necessitar de uma maior estimulação manual.

Pessoas idosas que ignoram as mudanças normais das funções sexuais próprias do envelhecimento e que por falta de informação, adota atitudes erradas em relação a atividade sexual na terceira idade, pode ser influenciada pelo fenômeno de ansiedade da expressão sexual. Em particular relevância nas pessoas idosas, é o temor e a ansiedade que podem resultar em interpretações negativas das alterações na estrutura genital e na resposta sexual, próprio da idade.

Apesar disto, com o passar do tempo se manifestam uma variedade de alterações nas respostas sexuais e estas modificações devem ser compreendidas pelo ancião.
Quando o homem envelhece, o fenômeno da impotência* parece acentuar-se, especialmente em homens acometidos de problemas cardíacos, diabetes e hipertensão.
(*Impotência é a incapacidade masculina em conseguir e manter uma ereção suficientemente vigorosa para haver uma relação sexual.

SEXUALIDADE: os efeitos das doenças ou invalidez
Embora as doenças e a invalidez possam afetar a sexualidade, mesmo nas mais sérias condições não devem impedir que o indivíduo tenha uma vida sexual satisfatória.

Disfunções cardíacas
Muitas pessoas que sofreram ataques cardíacos, temem que o fato de haver relações sexuais possa causar outros ataques. Esse risco é muito baixo, seguindo as orientações de seu médico. Muita gente pode recomeçar a atividade sexual depois de um periodo de tempo variável entre 12 e 16 semanas após ter sofrido um ataque.

Diabetes
Muitos homens sujeitos ao diabetes não tem problemas, mas é uma das poucas doenças que na realidade pode causar impotência.

Artrite
Dores articulares devido a artrite, podem limitar a atividade sexual. Tratamentos cirúrgicos ou medicinais podem aliviar as dores. Em alguns casos, os medicamentos podem diminuir o desejo pelo sexo. Exercícios físicos, repouso, banhos quentes e mudanças de posição durante o ato sexual, pode ajudar.

Sexpo – Feira do Sexo Gallagher Convention


Obama e John MacCain, na obra de Pricasso
Obama e John MacCain, na obra de Pricasso
Junho de 1991. Lá se vão quase vinte anos desde que o último presidente branco da África do Sul – Frederik Willem De Klerk – revogou o regime do Apartheid, que separava brancos de negros.
Corredores e stands concorridos durante a Sexpo
Corredores e stands concorridos durante a Sexpo

Em abril de 1994 as primeiras eleições democráticas conduziram Nelson Mandela à presidência da República. Mesmo depois de tanto tempo, eu tinha a impressão de que Johanesburgo ainda vivia um comportamento muito conservador, tornando as pessoas reclusas. Some-se a isso a influência do introvertido comportamento britânico de muitos descendentes que vivem na África do Sul.
Analise comigo: aqui a maioria das pessoas dorme cedo. Chega a ser pecado ligar pra alguém depois das 8 da noite. Restaurante aberto depois das dez? Quase impossível. Serviços de entrega nesse horário? Não conheço. Casais de namorados andando pelas ruas ou se beijando em público? É raro.
Enfermeiras, dançarinos e fetiches em Johannesburgo
Enfermeiras, dançarinos e fetiches em Johannesburgo
Mas qual não foi minha surpresa ao visitar a Sexpo – Feira do Sexo – nos últimos dias? A fila pra entrar no Gallagher Convention Centre, um dos maiores do país, dava voltas no quarteirão. Pessoas de todos os sexos, de todas as idades e tendências esperavam felizes (o termo correto em inglês seria “excited”) para entrar no Pavilhão (como diria o jornalista Agamenon Mendes Pedreira: “sem trocadilho, por favor”) de 12 mil metros quadrados e visitar os quase 400 concorridos stands montados no local.
“Sexo é um estilo de vida, não importa se você é conservador ou não. Johanesburgo está abraçando esta causa”, explicou um dos organizadores da Feira à reportagem da Rede Record.
Logo na entrada vimos uma exposição de quadros e estatuetas sensuais. É claro que o artista contratou uma modelo escultural para desfilar entre os objetos de arte. A cada pose da moça, centenas de máquinas e celulares piscavam os flashs em direção à modelo. Entre as obras, havia um busto de Mandela. Pode parecer exagero meu, mas a sensação que tive é que Madiba, como o eterno líder sul-africano é chamado aqui, sorria discretamente. Veja na foto se estou mentindo.
Mulheres com o corpo pintado dão entrevista durante a Sexpo
Mulheres com o corpo pintado dão entrevista durante a Sexpo
O que mais chamou atenção das mulheres estava no portão principal do Centro de Convenções: uma escultura de gelo de dois metros de altura, em forma de pênis. As moças sul-africanas, incluindo nossa produtora, tiravam fotos abraçadas com aquele “negócio”. Não ouso publicar a imagem aqui. Acho que Johanesburgo está me deixando conservador também.
Lá dentro o que predominavam eram animação e descontração. Pessoas felizes, sorridentes, se esbarravam nos enormes corredores. Entrei num stand só com camisinhas animadas. Algumas traziam gracinhas impressas do tipo “Não deixe secar”. Outras vinham com signos do Zodíaco e as respectivas características sexuais de cada um. Cada uma em formato de cartão de visitas. Por dentro o preservativo. Na embalagem, nomes e dados do indivíduo. Ou seja, quem ganhava um cartão, levava de brinde o preservativo.
Uma cabine com vários headphones disponíveis convidava o visitante a ouvir relatos de fantasias eróticas vividas por anônimos. Pelos risinhos e outras expressões de surpresa dos ouvintes, imaginei que as histórias eram curiosas. Como havia muito o que conhecer, este repórter preferiu não ouvir os detalhes das gravações. Juro que não foi por conservadorismo. Era tempo curto mesmo.
Outra infinidade de atrações aguardava o público: distribuidores de vinhos atraíam os que não dispensam uma boa uva antes de namorar. Academias de ginástica mostravam exercícios que melhoram o desempenho sexual. Laboratórios mostravam pílulas que prometem potência além do normal. Moças e rapazes vestidos com trajes provocantes cruzavam o caminho dos freqüentadores a toda hora. Uma boate de strip-tease dentro da feira levou milhares de casais a o
Modelo e Mandela
Modelo e Mandela
cupar as mesas. Terapeutas montaram suas macas e faziam massagens nas visitantes que pagassem o equivalente a 40 reais. Era preciso tirar a roupa. E as clientes ficavam nuas, à vista de quem passava pelos corredores. Não havia constrangimento.
O artista Pricasso em ação
O artista Pricasso em ação
Mas uma das atrações que mais chamou atenção foi o intrépido Pricasso, um senhor cinqüentão que pinta rostos de anônimos e famosos utilizando o órgão sexual. Primeiro ele tira uma foto do cliente e o computador imprime o desenho numa folha de papel. Depois, Pricasso passa o pênis na bandeja de tintas e colore a moldura. Tudo isso com dezenas de curiosos em volta do stand. Nada mais autêntico.
Tinha espaço para assunto sério também. Palestras promovidas por um fabricante de preservativos davam dicas sobre sexo seguro. Assunto de extrema importância no país que tem onze por cento da população contaminada pelo vírus HIV. O mesmo problema atinge um terço das mulheres grávidas no país. As sessões eram sempre concorridas.
E como sexo não é tudo, os organizadores montaram a Capela do Amor, onde dezenas de casamentos foram realizados por um reverendo de Johanesburgo. Ao pedirmos autorização para filmar um dos casais, a noiva lembrou que não tinha contratado ninguém para fazer imagens e nos pediu cópias da fita.

O sucesso da anual Feira do Sexo em Johanesburgo animou os organizadores. Houve um aumento de vinte por cento no número de visitantes, em relação ao ano passado. Com casa cheia todos os dias e previsão de faturamento equivalente a oito milhões de Rands, cerca de um milhão de dólares, o evento pode ter um dia a mais a partir do próximo ano. Ao invés dos atuais 4 dias de duração, os coordenadores estudam a possibilidade de estender para 5 dias, em 2010. Cada ingresso vendido este ano custou o equivalente a 50 reais, por cabeça. Nada mau para uma exposição que reuniu quase quinze mil pessoas por dia. Além da ex-conservadora Johanesburgo, a Sexpo tem edição também na paradisíaca Cidade do Cabo. Acho que me enganei. O conservadorismo aqui não é tão grande. Agora vou chamar o país de África do Sexo.

O Amor atrapalha o Sexo

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon.


"Teu artigo sobre amor deu o maior auê..." - me diz uma delas. "Aquele das mulheres raspadinhas também...
Aliás, que que você tem contra as mulheres que 'barbeiam' as partes?" - questiona a outra. "Nada... - respondo - acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas 'partes' dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney - lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo..." Uma delas (solteira e lírica) me diz: "Sexo e amor são a mesma coisa..." A outra (casada e prática) retruca: "Não são a mesma coisa não..." "Sim, não, sim, não" - nasceu a doce polêmica ali à beira-mar.

Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor.

Comecei perguntando a amigos e amigas sua opinião. Ninguém sabe direito. As duas categorias se trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais "sutis" defendem o amor, como algo "superior". Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta.

Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.

O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo. Sexo é contra a lei, no fundo de tudo. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos.

Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre sem tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão à posteriori pelos prazeres do sexo. O amor vem depois. O sexo vem antes.

No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento. No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam.

O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições; não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade.

O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece. Existe amor com sexo, claro, mas nunca gozam juntos.

Amor é propriedade. Sexo é posse. Amor é a lei; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em "doação". Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo.

Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio ou veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também - tudo dependendo das posições adotadas. Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do "outro"; o sexo, no mínimo, precisa de uma "mãozinha". Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mais sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não - é mais realista.

Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade.

Amor muitas vezes é uma masturbação. Sexo, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós. O sexo vem dos outros. Não somos vítimas do amor; só do sexo. "O sexo é uma selva de epilépticos" (Nelson Rodrigues) ou "o amor, se não for eterno, não era amor" (NR). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge.

O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói - quando acaba a valentia, ele vem e come.

Eles dizem: "Faça amor, não faça a guerra." Sexo quer guerra.

O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.

O sexo sempre existiu - das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provençais do século 12 e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã.

Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem - o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo.

O amor domado protege a produção, sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controlá-lo é programá-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias. Não há "saunas relax" para o amor, onde o sujeito entre e se apaixone. No entanto, em todo bordel, finge-se um "amorzinho" para iniciar. O amor está virando um hors-d'oeuvre para o sexo.

O problema do amor é que dura muito, já o sexo dura pouco. Amor busca uma certa "grandeza". O sexo sonha com as partes baixas. O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade. Com camisinha, há "sexo seguro", mas não há camisinha para o amor. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é a lei. Sexo é a transgressão. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo o sonho dos casados.

A (O) amante sacia nossa fome de verdade, mata nossa nostalgia da animalidade. Sexo precisa da novidade, da surpresa. O grande amor só se sente no ciúme (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo de esquerda (ou não, dependendo do momento político.
Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta).
E, por aí, vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá
ARNALDO JABOR

Toda mulher guarda um desejo sexual secreto. Confira!

Esse desejo, ela pode ter o prazer de realizar ou não. Todo mundo fantasia o tempo todo - e não só sobre sexo, garantem os especialistas. Que mulher não é capaz de imaginar, em detalhes, a roupa, o cabelo e a maquiagem que vai usar na próxima festa? E, claro, ela pode pensar também no homem que encontrará lá e de que maneira eles vão se aproximar, se beijar, e o que vai rolar na madrugada... "Fantasiar é a capacidade que nós temos de inventar mentalmente coisas ou situações: é o que se chama sonhar acordado", diz o psiquiatra e sexólogo Ronaldo Pamplona, autor do livro Os 11 Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana (Ed. Kondor).


Na esfera sexual, a necessidade de fantasiar pode ser ainda maior porque a imaginação compensa a impossibilidade de realizar todos os desejos sexuais, seja por alguma limitação cultural, inibição individual, seja por escolha consciente. Por exemplo: uma mulher pode decidir não transar com o chefe porque ele é casado, mas imaginar a transa não tira pedaço. Resumindo: cada um pode fantasiar o que quiser, o que não pode é realizar tudo. Nossos valores morais impõem limites. Ou então é o parceiro que recusa.

O poder erótico das fantasias
Na cama, o conselho é soltar a imaginação, pois, como diz a psicoterapeuta Rosely Gomes, "a fantasia é um tempero para a libido". Mas há quem se trave pelo excesso de autocensura: existem pessoas que não conseguem admitir seus desejos nem para si próprias.


E se der vontade de botar em prática? Ótimo, vá em frente! Mas não sem antes tentar descobrir se aquele seu plano genial tem alguma chance de agradar ao parceiro. Assim evitará incidentes como este: "Cheguei do trabalho, ela estava na cozinha só de avental e salto alto. Comecei a rir da situação, e ela ficou superchateada. Foi broxante para ambos," diz o comerciante Orlando, 38 anos, casado.

Os limites da fantasia
Conversar com o parceiro a respeito de seus desejos é fundamental
Intimidade e cumplicidade valem ouro, pois ajudam o casal a conversar e brincar a respeito das fantasias, na cama ou fora dela. Seja qual for o seu estilo, lembre-se de que a diversidade humana é imensa - nem sempre o outro vai topar o que você quer. Pamplona comenta essas diferenças: “Uma mulher foi a um bordel com o namorado para realizar a fantasia dela: comandar a transa dele com uma prostituta. E gostou. Já outra queria ser lambida na parte interna da coxa, mas o marido, conservador, achava pornográfico”. É um caso semelhante ao do empresário Ernesto, 44 anos, divorciado: "Quando eu era casado, contei para minha mulher que já tinha ido a um peep show. Então ela me convidou para repetirmos a dose juntos e eu não quis. Fui pego de surpresa pela curiosidade dela e não conseguia me imaginar vendo um strip ao seu lado! Nunca mais tocamos no assunto".

Muitos homens, porém, contam as fantasias para as parceiras esperando que elas queiram realizá-las ou, então, que também revelem as suas. E aí elas podem mesmo surpreender pela criatividade. "As fantasias femininas são muito diversificadas", diz Pamplona, "enquanto as dos homens são mais recorrentes. A maioria sonha em fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo e se excita muito ao vê-las transando." O especialista garante que a imaginação erótica faz bem ao corpo e à alma, para homens e mulheres.


Zona de risco
Observe as situações em que sua imaginação não está ocorrendo de maneira saudável e permanece trancada em preconceitos ou conflitos que atravancam a sexualidade.

Fazer sexo com um... pensando em outro
Nesse caso, a fantasia não está a favor de uma vida sexual prazerosa, e sim escamoteando um conflito que precisa ser resolvido.

Forçar a barra
Deixar de levar em conta o desejo do outro pode trazer constrangimento (quando seu par não se excita com aquilo). Desrespeitar limites é perigoso: não faça nem se submeta a práticas que envolvem coerção, humilhação ou violência (física ou psíquica) para si ou para o parceiro.

Trocar o real pelo imaginário
A idéia é potencializar a vida sexual, e não fugir dela. Substituir a realidade pela fantasia resultará em ansiedade e frustração. O sexo fica na cabeça e a realização nunca acontece. Segundo Pamplona, é comum isso ocorrer com homossexuais ou bissexuais ainda inseguros em assumir seus desejos.


Amor, sexo e morte


Desde a Antiguidade, o amor é cantado em verso e prosa. Inspira os poetas e enseja a ideia de que de dois se possa fazer um. Foi mesmo essa a primeira história da psicanálise: uma história de amor que deu lugar ao conceito de transferência. Lacan comenta que Freud o descreve como sendo o fundamento e a base do mundo. No entanto, o próprio Freud não construiu uma só teoria sobre o amor. Há versões sobre o amor também na cultura, mas é desde a leitura herdeira dos ensinos de Freud e Lacan que a psicanálise as aborda.

Por ocasião do seminário sobre Os Escritos Técnicos de Freud, Lacan destacou três paixões do ser: amor, ódio, ignorância. Um alerta para a necessidade de considerar a presença dos três na dimensão da transferência. Até então, a ignorância não era nomeada entre os componentes primários da transferência, no entanto, as duas possibilidades do amor e do ódio não se engendram na transferência sem essa terceira paixão. Sabemos, desde Freud, que o sujeito que entra em análise coloca-se sempre na posição daquele que ignora. Freud põe ênfase nas vicissitudes mais evidenciadas da experiência da análise, amplamente conhecidas e alvo, muitas vezes, de chistes espirituo-sos, em que o analista transforma-se no amado supremo e no agredido predileto, tributário da relação com o outro, através desse lugar que é o do analista. Dinâmica essencialmente aberta, sempre por se restabelecer, em que o saber falha, traído/revelado pelos equívocos, quando a verdade se pluraliza, dando lugar à variedade da verdade, abrindo para a inovação.

Freud defendeu que os seres humanos não têm na sexualidade apenas a obtenção de prazer, mas a veem ao mesmo tempo como um fardo e uma tentação. Além disso, o grande mestre da psicanálise nos ensinou que a morte é o corolário do sexo, dado que só os seres sexuados morrem, que “a vida empobrece quando a mais alta aposta no jogo da vida, a própria vida, não pode ser arriscada”.

Na clínica psicanalítica pode-se ver com clareza estes elementos agirem sobre o sujeito. Amor, sexo, morte chegam a se avizinhar quase como sinônimos e, com cada um, de um modo singular.

Das relações entre os três termos que compõem o título, a existente entre sexo e morte configura-se como um tema clássico em psicanálise. A junção desses dois termos está associada a um avanço de Freud com relação à sua teoria das pulsões. Já no campo lacaniano, está ligada às elaborações do mestre francês sobre o gozo, de modo que o amor é uma resposta, mas não é uma solução. Nas palavras de Octavio Paz, “(...) por ser temporal, o amor é, simultaneamente, consciência da morte e tentativa de fazer do instante uma eternidade. (...) Não nos livra da morte, mas nos faz vê-la cara a cara.” O amor surge como fruto de uma perda, perda de uma sexualidade natural, de um sexo animal. O amor vem, então, em socorro da relação sexual que não há. Mas o que quer dizer não há relação sexual? No Seminário 20 – Mais, ainda, Lacan coloca a impossibilidade da relação sexual ao falar do engano do amor, dizendo que “não há relação sexual”. Este brutal aforismo diz o que não pode ser dito: não há..., não proporção, não encaixe, não complementaridade. Mas, obviamente, isto não exclui a existência de relações sexuais.

Entre o sexo perdido e o amor inventado está a palavra. Se o ser falante opera o sexual com as palavras é porque a sexualidade não é de nenhum modo natural. A sexua-lidade está capturada nas palavras. Para aqueles que não creem no efeito da palavra, e ainda assim se dizem psicanalistas, Lacan adverte: “As pulsões são o eco no corpo, do fato de que há um dizer.” Para nós, psicanalistas, que trabalhamos com a palavra, ele propõe um ato analítico em que o desejo possa passar ao amor sem reduzir-se às insígnias de um ideal narcísico.

E, se na clínica psicanalítica a tríade amor, sexo, morte se descortina linguageira no divã, mostrando toda sua singular dimensão, é porque na vida cotidiana essa mesma dimensão se revela nos encontros e desencontros, nos amores e desamores, com indomável força pulsional.

Estes temas tão atuais quanto envolventes serão discutidos nas Jornadas de 25 anos da Maiêutica Florianópolis – Instituição Psicanalítica, que comemora com trabalho o percurso institucional na psicanálise, e que será realizada no auditório da Fecomércio nos dias 16 e 17 de outubro. Participarão dos debates, psicanalistas convidados de Florianópolis, Cuiabá, Curitiba, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Está confirmada também a presença de Donaldo Schüler, mitólogo e literato, que fará a conferência Orfeu e Eurídice.

* Psicanalistas, membros da Maiêutica Florianópolis – Instituição Psicanalítica

As 19 leis mais esquisitas sobre sexo


No passado distante ou no presente, governos criam leis impossíveis, extravagantes, estúpidas, engraçadas. A variedade é grande, proporcional à capacidade criativa dos legisladores. Festeje: no Brasil, a lei sexual mais influente – fora as criminais de estupro e violência – é básica e abrange casos de atentado ao pudor.


No passado

Graduadas em prostituição
- No Tibete, uma lei milenar exigia que as mulheres se prostituíssem. Assim, imaginava-se que elas ganhassem experiência sexual antes do casamento. No início do século 20, depois da invasão chinesa, e de uma onda de violências sexuais, a lei, naturalmente, expirou.

Ruim para ambas as partes
- Já os hunos puniam estupradores com castração. Mulheres que tinham dois homens eram divididas em duas — cada um ficava com uma parte, ainda que não fosse exatamente viva.

Boca no trombone
- A imperatriz chinesa Wu Hu, da dinastia Tang, inventou uma lei bem específica sobre sexo oral. Para ela, a mulher denotava sua inferioridade ao presentear o homem com felação – o popular boquete. Os caras é que tinham que usar a boca para beijar o clitóris. Por isso, Wu Hu insistia que, antes de qualquer reunião com homens, que eles manifestassem, oralmente, o seu apreço. A imperatriz abria o robe com que recebia os visitantes e eles tinham de ficar de joelhos e lamber suas partes íntimas. É irresistível especular que deve ter surgido daí a expressão “wu-huuuuu” — porque a imperatriz era gostosa e a maioria das pessoas intimadas a beijar as intimidades dela achava aquilo um “negócio da china”.

Castigo fecal
- Os teutões – povos germânicos que, no ano 100 A.C., viviam, entre outras regiões, onde hoje fica a Dinamarca – puniam as acusadas de prostituição afogando-as em excrementos. Detalhe sobre as mulheres da tribo dos teutões (teutonas, certo?): cometeram suicídio coletivo quando capturadas e dominadas pelo Império Romano.

Dá ou desce (bem fundo)
- Na Roma antiga, havia as virgens vestais. O voto de uma delas durava 30 anos. A que fizesse sexo antes disso poderia ser presa. A pena era ser enterrada viva.

Pés pelas mãos
- Na Espanha do século XVII, ninguém – a não ser o marido – poderia ver os pés de uma mulher. Peitos, tudo bem, mas, os pés eram considerados lascivos e deveriam ser cobertos na presença de qualquer outro homem que não o marido.

- Também no Império Romano, os estupradores que cometiam o crime pela primeira vez tinham seus testículos esmagados entre duas pedras. Era um método bem efetivo de impedir a reincidência.

Pelamor de Deus
- Nos primórdios do cristianismo, a igreja proibia que se fizesse sexo às quartas, sextas e domingos. Por quê? Porque sim.

Só mudar o grito
- Uma prostituta francesa, no século XVIII, podia ser poupada de punições se tivesse intenção de se juntar à ópera.

É fogo, viu!
- Na antiga cidade de Pompéia, não se podia tingir o cabelo nas cores vermelho, azul ou amarelo. Essas cores indicavam que a cidadã poderia ser uma meretriz. Moças de família poderiam ficar queimadas na sociedade se tingissem o cabelo nessas cores. No fim, como se sabe, acabou todo mundo queimado, independente da cor do cabelo.

Sem meter o nariz onde não é chamado
- O Egito antigo é pioneiro nas leis punitivas para crimes sexuais. Seis mil anos atrás, um homem acusado de estupro era castrado. No caso de mulher adúltera, arrancava-se o nariz dela.

As que valem hoje

Decote legal
- “Seios femininos”, de acordo com a Suprema Corte do Arizona, não podem ser legalmente classificados como “partes íntimas”.

De perder a cabeça
- Na Indonésia, a pena para masturbação é decapitação. Ou seja: se você tem cabelos nas mãos, não precisa se preocupar com a cabeça. Nenhuma delas.

Na moto, não, please
- Em Londres é ilegal praticar sexo em uma motocicleta estacionada. Se você quiser transar com a moto andando, ok, problema seu.

Dançar sem roupa – denuncie
-No estado norte-americano de Illinois, a lei proíbe muito sobre sexo. Por exemplo, você não pode dançar nu e, também, não pode ficar de barraca armada em público. Faz sentido – ou não.

Usar bigode – denuncie também
- No estado de Indiana, nos Estados Unidos, é ilegal usar bigode se o portador tem “tendência a habitualmente beijar outros seres humanos”.

Presuntos em paz
- É ilegal fazer sexo com um cadáver em qualquer parte dos Estados Unidos.

Trair e roçar não pode começar
- Em Hong Kong, uma mulher traída tem permissão para matar seu marido adúltero – desde que seja com as próprias mãos. A amante do marido, no entanto, pode ser morta da maneira que a chifruda achar conveniente.

A truta é treta
- No estado norte-americano de Minessota é terminantemente proibido a qualquer homem fazer sexo com um peixe vivo, dentro ou fora da água fria.

Como você pode notar, quando a assunto é sexo, tem lei esquisita a dar com pau.

Sexo? Hoje não, querido


A falta de excitação sexual feminina costuma ser explicada basicamente por fatores psicológicos. Traumas, culpas, desentendimentos com o parceiro, sabotagens despertadas pela rotina. Ou ainda por fatores culturais. O principal deles é a angústia de estar fora dos padrões de beleza, de não corresponder à imagem da mulher dos sonhos. Pouco se sabe até hoje sobre as limitações físicas que podem comprometer o prazer. Em raros casos o problema é atribuído ao baixo nível do hormônio estrógeno no organismo. Agora um outro fator desponta como um possível responsável pelo problema: o colesterol alto.


Segundo uma pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine, mulheres com colesterol alto apresentam pontuação mais baixa em questionários que avaliam o Índice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI). Elas relataram menos excitação, orgasmo, lubrificação vaginal e satisfação sexual do que as mulheres com índices normais de colesterol.

No grupo das mulheres com colesterol alto, 32% tiveram pontuação tão baixa que podem ser consideradas portadoras de disfunção sexual. O índice foi de apenas 9% entre as voluntárias com colesterol normal.

A pesquisa foi realizada por Katherine Espósito, da Seconda Università degli Studi, em Nápoles, na Itália. Mais de 500 mulheres que ainda não haviam entrado na menopausa participaram do estudo. Entravam no grupo do colesterol alto as que tinham LDL (o colesterol ruim) acima de 160 mg/dL; HDL (o colesterol bom) abaixo de 50 mg/dL ou triglicérides acima de 150 mg/dL.

Há muito tempo está provado que homens com excesso de colesterol e outras gorduras no sangue podem ter dificuldades de ereção. Isso ocorre porque o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos pode reduzir o fluxo de sangue no tecido erétil.

Nas mulheres, porém, é bem mais difícil comprovar a relação entre colesterol alto e disfunção sexual. A equipe de Katherine partiu do princípio de que a excitação feminina depende em grande parte do aumento do fluxo sanguíneo nos genitais. Decidiu investigar e concluiu que existe mesmo uma relação entre as duas coisas.

“Esse estudo sugere que há uma forte conexão entre a excitação sexual feminina e doenças orgânicas da mesma forma como ocorre nos homens”, disse à Revista NewScientist o urologista Geoffrey Hackett, da Holly Cottage Clinic, no Reino Unido. “Atualmente, isso sequer é considerado.”

Perguntei a opinião do cardiologista Raul Dias dos Santos Filho, diretor da Unidade Clínica de Dislipidemias do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. “Nunca tinha visto dados como esses”, disse. “Um único estudo é capaz de mostrar uma associação entre as duas coisas. Mas não comprova que o colesterol alto seja de fato uma das causas da disfunção sexual feminina”, afirmou.

Só o tempo - e mais pesquisas - poderão esclarecer se essa é mesmo uma boa pista para ajudar a explicar tantas histórias de insatisfação na cama.

A mais ampla pesquisa sobre sexo já realizada no Brasil mostrou que 20% das mulheres raramente têm orgasmo. O estudo Mosaico Brasil, conduzido pela professora Carmita Abdo no ano passado e financiada pela empresa Pfizer, ouviu 8,2 mil homens e mulheres com mais de 18 anos em dez capitais.


O trabalho comprovou que a insatisfação sexual é mais comum entre as mulheres. Segundo o estudo, 31% das brasileiras se dizem insatisfeitas. Entre os homens, o índice é de 26%.

Quando os médicos atendem mulheres com disfunção sexual eles não investigam se elas têm colesterol alto. “Hoje isso nem passa pela cabeça deles”, diz Santos Filho.

Mesmo que não tenha qualquer queixa sexual, toda mulher deve controlar seus níveis de colesterol. Boa parte das mulheres não dá a devida atenção a isso. As mais jovens acham, erroneamente, que só as mais velhas precisam dosar os níveis de colesterol.

As que descobrem que estão com colesterol alto, acham que não vão morrer disso e descuidam do tratamento. “As mulheres controlam menos o colesterol do que os homens”, diz Santos Filho. “Isso é péssimo”.

Se algum dia ficar comprovada a influência do colesterol na qualidade de vida sexual, talvez as mulheres enxerguem uma boa razão para mantê-lo sob controle.

O desafio da fumante

Há um mês estamos acompanhando a luta da funcionária pública Ana Rita Conde Lopes Guida, de 56 anos, para abandonar o cigarro. Ela fuma desde os 11 anos. Só decidiu parar depois que a lei antifumo foi aprovada no estado de São Paulo.

Na última semana, Ana continuou fumando cerca de seis cigarros por dia. Sentiu vontade de fumar principalmente nos momentos de stress. Ana atende o público numa repartição. Diz que frequentemente ouve xingamentos. “É horrível ter de dizer amém para tudo”, afirma. “Quando alguém me xinga e não posso revidar pego o cigarro e vou dar umas tragadas na rua”, diz. “Se não fizer isso, enlouqueço”.

Ana e outros fumantes vão começar a participar de uma “terapia intensiva” com a psicóloga do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria Estadual de Saúde.

9 razões médicas para se fazer sexo


Descubra os motivos apontados pela ciência para manter uma vida sexual ativa. Ela ajuda a proteger o coração e até aliviar as dores. Além de sinônimo de prazer, o sexo também é bom para a saúde. Isso mesmo! A prática, além de prazerosa, promete trazer alguns benefícios para o seu corpo. Ficou curioso(a)? Confira aqui quais são!


Protege o coração e combate a dor

Há quem diga que o mundo gira em torno dele. Verdade ou não, ninguém discute que, além de perpetuar a espécie, o sexo é a grande fonte de deleite da humanidade. E, mais do que isso, quem se dedica a essa prática como se fosse uma prazerosa modalidade esportiva ainda conquista outras benesses para o corpo e para a mente. Talvez você questione: afinal, quantas transas por dia, semana ou mês são necessárias para garantir tanta saúde assim? Não há resposta. “Até porque quantidade não tem a ver com qualidade”, diz o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo. Desde que o casal se sinta bem com uma relação diária ou semanal, o organismo já vai tirar proveito. Mas, diante dos bons efeitos que apontaremos a seguir, talvez você não pense duas vezes para intensificar sua atividade entre os lençóis.

1. Proteção cardiovascular

O coração pode até sair ganhando de verdade quando um sexo mais caliente marca presença no dia-a-dia. “Durante a relação sexual, como em um exercício físico moderado, há um aumento temporário do trabalho cardíaco e da pressão arterial”, explica o cardiologista José Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Para preservar as artérias, contudo, é preciso suar a camisa no mínimo 30 minutos diários cinco vezes por semana. “E nem todo mundo consegue fazer sexo com essa duração e freqüência”, observa o especialista. Então, a mensagem é somar às noites intensas uma corrida ou caminhada no parque pela manhã, por exemplo. Recado à turma que tem hipertensão descontrolada ou doença coronariana: consulte o médico. Nesses casos, tanto o coração pode atrapalhar o sexo quanto ele pode atrapalhar um coração com problemas.

2. Um remédio contra a dor

Durante o bem-bom, o corpo fabrica uma porção de substâncias, entre hormônios e nurotransmissores. Uma delas é a endorfina, a mesma que dá as caras quando se pratica um exercício físico por alguns minutos. Essa molécula capaz de aliviar as sensações dolorosas é descarregada para valer no ápice da relação, o orgasmo. “Ela é o maior analgésico do nosso corpo”, afirma a médica Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. E sua ação se prolonga após o ato sexual. Os especialistas estão começando a acreditar que, somada ao trabalho da ocitocina - outro hormônio liberado na hora do gozo -, a endorfina ajuda a aplacar dores crônicas na cabeça e nas juntas.

Acaba com o estresse e eleva a auto-estima

3. Um basta ao excesso de estresse

Ninguém precisa ser cientista para saber que uma boa transa apaga a quase inevitável tensão do dia-adia. Mas saiba que até os pesquisadores estão cada vez mais interessados nesse potencial, que é maior quanto mais intenso for o sexo. Um estudo da Universidade de Paisley, na Escócia, constatou: os voluntários que faziam questão da penetração respondiam melhor a situações estressantes. “A atividade sexual diminui o nível de ansiedade”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade de São Paulo (USP). “Só se deve tomar cuidado para não transformar o sexo a dois numa mera descarga de estresse”, lembra a psicóloga Ana Canosa, da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. É que, nesse caso, vira algo mecânico, quase obrigatório, sem envolvimento emocional. Aí não tem graça - e nem tanto efeito.

4. Auto-estima lá em cima

Qual o órgão do seu corpo que mais se aproveita de uma extenuante sessão a dois? Ele mesmo, o cérebro. Ora, lá se encontra o verdadeiro terminal do prazer. Quem agrada constantemente essa central de instintos e emoções ganha uma baita massagem no ego. “A auto-estima melhora porque o indivíduo se sente desejado pelo outro”, resume a psicóloga Ana Canosa, de São Paulo. E não pense que essa guinada no astral se deve apenas ao orgasmo. “As preliminares também são fundamentais, sobretudo para a mulher, que precisa ser tocada e beijada. A excitação promove uma maior liberação de hormônios, aumentando o tamanho do canal vaginal e as chances de chegar ao orgasmo”, diz o ginecologista e obstetra Francisco Anello, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Ou seja, tudo que antecede a penetração tem o seu valor para o corpo e para a mente dos parceiros. É claro que a relação não se restringe ao momento de catarse. “Mas sem orgasmo não se usufrui de todo o bem-estar após aquele acúmulo de tensão”, diz Ana.

Queima calorias e reforça as defesas

5. Mais prazer, menos gordura

Para manter a forma, homens e mulheres podem se dirigir a uma quadra de futebol, a uma piscina ou, por que não, a uma cama. Ora, o sexo é saboroso esporte de dupla. É óbvio que não dá para pensar em eliminar a barriga de chope ou definir a silhueta apostando apenas nisso. Mas ele não deixa de ser um aliado da queima de pneus. “O esforço de uma atividade sexual equivale, em média, a um trote a 7,5 quilômetros por hora”, calcula o cardiologista José Lazzoli. “Dependendo da intensidade da relação, é possível queimar de 100 a 300 calorias”, contabiliza Anello.

6. Defesas reforçadas

Fazer sexo uma ou duas vezes por semana tornaria o sistema imune mais preparado para entrar em combate. É o que sugerem pesquisadores americanos que compararam amostras da saliva de pessoas sexualmente ativas com as de voluntários que pouco se aventuravam na cama. Eles concluíram o seguinte: quem transava com certa freqüência abrigava mais anticorpos. O resultado, no entanto, ainda carece de um consenso entre os médicos. Isso porque, para muitos deles, uma defesa mais a postos não seria fruto da atividade sexual em si. “Há, sim, trabalhos mostrando que pessoas felizes têm melhor resposta imunológica. E a atividade sexual sem dúvida traz felicidade e qualidade de vida”, pondera Joaquim Claro.

Fortalece os músculos e aumenta a lubrificação

7. Músculos fortalecidos

Não dá para elevar o quarto à condição de academia, mas a atividade entre quatro paredes exige o esforço de alguns grupos musculares. Tudo depende, por exemplo, das posições na hora agá, mas é possível trabalhar as coxas, o dorso e o abdômen. No caso das mulheres, a relação ainda cobra a movimentação dos músculos da vagina. “Há um aumento do fluxo sangüíneo para a região”, conta a fisioterapeuta especialista em urologia Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista. “Durante o orgasmo, por exemplo, há uma contração dos músculos pélvicos”, diz. Quando unida a exercícios específicos para aumentar o controle da própria vagina, a relação ajudaria a tonificar sua musculatura, diminuindo o risco de problemas como a incontinência urinária.

8. Lubrificação nota 10

Essa é para as mulheres que se aproximam da menopausa ou já atravessam o período marcado pela derrocada do hormônio feminino. Um dos principais reflexos da queda de estrogênio é a falta de lubrificação na vagina - um problema bastante comum, que leva à secura nessa região. “Mas aquelas que, após essa fase, mantêm relações sexuais tendem a apresentar menos atrofia do órgão genital”, conta a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Já as mulheres que raras vezes se divertem com o companheiro não só sofrem mais com o incômodo como também podem sentir mais dores durante a penetração.

Sono tranquilo

9. Para dormir pesado

Sim, uma noite tranquila também depende de uma cama movimentada. O que o casal costuma comprovar na prática a medicina sabe explicar: “A relação favorece o relaxamento muscular”, afirma o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano. Isso porque, graças ao orgasmo, o corpo recebe uma enxurrada de substâncias que não demoram a agir, fazendo com que o indivíduo sinta uma mistura de bem-estar e exaustão. “O sono costuma vir depressa depois de um sexo mais vibrante”, observa Marzano. Mas, caro leitor, aguarde mais um pouco antes de rumar ao quarto.


A ciência está interessada em prolongar a sua atividade sexual. O avanço da idade, não há como negar, cria alguns empecilhos que esfriam uma relação aqui, outra acolá. Mas os profissionais de saúde já têm na manga estratégias para contornálos. É o caso da terapia hormonal, que, quando bem receitada, dá aquela força para a vida sexual ativa. No caso das mulheres, a reposição de estrogênio atenua a secura vaginal - e o destaque é o creme à base do hormônio aplicado na vagina. “Ele melhora a lubrificação sem ser absorvido pelo corpo”, diz Francisco Anello. Ou seja, não há efeitos colaterais. Para reerguer a libido do casal, já foi aprovada na Europa a reposição de testosterona na forma de adesivo. “A questão é polêmica, mas estudos mostram que ela dobra o número de relações sexuais”, conta Ruth Clapauch. A terapia com o hormônio masculino é receitada há mais tempo, só que por outras vias, para os homens. O seu objetivo, porém, não é corrigir somente o tesão minguado. “Ela beneficia a massa muscular e alivia a depressão, além de melhorar a vida sexual, mas a indicação deve ser rigorosa”, avalia Joaquim Claro.

Sexualidade: O que leva o sexo a acabar no casamento?

Vários casais têm dificuldades que eles mesmos desconhecem. O que leva o sexo a acabar no casamento? Isso é imaturidade ou o casamento de muito tempo é incompatível com o bom sexo?


"É preciso dedicar tempo, criatividade, e curtir planejar os momentos de ficar junto com o par. Saber que pode ser surpreendido a qualquer momento pelo ser amado, com mimos, atos de sedução é uma delícia. O casamento pode ser uma fonte de sexo garantido e, portanto esse fato pode ser muito estimulante" Resposta: Há várias razões que levam duas pessoas a se casar. O sexo, em muitos casos, não é colocado como prioridade e então um dos dois, ou os dois sabem que algo não vai bem, que não conseguiram se acertar ainda, mas deixam de lado essa questão e seguem em frente com os preparativos da união. É claro que daí há algum tempo, o que já não ia bem, vai piorar.

Não existe uma mudança mágica com o casamento. O que muda a história de um relacionamento sexual de mal para bem resolvido, é investimento pessoal em autoconhecimento, muito diálogo aberto a respeito do que cada um gosta e deseja, clareza dos limites e possibilidades de cada um e do casal. E por fim, conhecendo melhor um ao outro e aceitando quem o outro é nas alegrias e tristezas decorrentes disso, poderão começar a ter reais possibilidades de fazer dar certa a busca do prazer. Alguns casais não conseguem fazer isso sozinhos e precisam da ajuda de um terapeuta de casais, de preferência que trabalhe na área de sexualidade.

De maneira diferente, muitos casais, desde o início investem na sexualidade como algo realmente importante e valorizam esse quesito como fundamental para seguir em frente com o casamento. No entanto, quando o mesmo acontece e começam as novas responsabilidades, uma convivência diária e diferente do que era até então, será preciso uma atenção maior e sensível para continuar fazendo da vida sexual algo estimulante. Isso por que com tantos afazeres, compromissos, estresse, quando se chega em casa, o que mais se quer é relaxar. E o risco, é relaxar também no cuidado consigo e com o outro. Não se pode esquecer do papel de amantes que devemos continuar tendo no casamento. Amantes um do outro.

Portanto, não dá prá ficarem acomodados. Repito, esse é um dos grandes riscos do sexo prazeroso no casamento. Cada um pode ser muito estimulante para o outro, mas se caírem na rotina, não trouxerem novidades, inovações, entram na área de risco do desestímulo. Assim, imaturidade seria pensar que tudo se resolve sem dedicação ou ficar acusando o outro, ou o acaso de todos os problemas. Incompatibilidade entre sexo bom e casamento, pode se tornar realidade se o casal permitir, por falta de investimento um no outro visando o prazer.

É preciso dedicar tempo, criatividade, e curtir planejar os momentos de ficar junto com o par. Saber que pode ser surpreendido a qualquer momento pelo ser amado, com mimos, atos de sedução é uma delícia. O casamento pode ser uma fonte de sexo garantido e, portanto esse fato pode ser muito estimulante. O que tira o encanto é se os dois já souberem, mesmo antes das preliminares começarem, o caminho que será percorrido - sempre a mesma coisa. O orgasmo pode até acontecer. Mas ficará, com certeza, uma ponta de insatisfação, que tende a aumentar e tirar a vontade de transar outra vez. Daí, o sexo vai escasseando mesmo.

Então, mãos à obra. Se vocês querem uma vida sexual estimulante, não basta querer, tem que fazer acontecer!

Impulso ao sexo


O que leva um homem que poderia ter as mulheres que quisesse a estuprar uma menina de 13 anos?


A prisão de Roman Polanski na Suíça, seguindo um mandado judicial expedido nos Estados Unidos, reavivou um caso que andava meio esquecido. Em 1977, o diretor de cinema foi escalado para comandar uma sessão de fotografias com uma modelo de 13 anos na casa de seu amigo Jack Nicholson. Lá, o diretor deu champanhe e sedativos para a menina. Depois disso, de acordo com o depoimento dela, confirmado pelo próprio Polanski, ele fez sexo oral e anal com a garota sem o consentimento dela. Em resumo, estuprou-a. Antes que fosse julgado, fugiu do país e era procurado desde então.


Baixinho e meio narigudo, Polanski nunca foi um homem bonito. Mas àquela altura já era famoso e admirado por alguns sucessos de crítica e público como O Bebê de Rosemary (1968), que lançou Mia Farrow para o estrelato, e Chinatown (1974), com o mesmo Jack Nicholson e Faye Dunaway.

Enfim, ele era um diretor bem-sucedido em Hollywood. Com certeza, mulheres não lhe faltavam. Se quisesse, haveria uma fila de atrizes iniciantes dispostas a se oferecer em troca de um papel em seus próximos filmes. O que leva um homem em tal situação a estuprar uma menina de 13 anos? Delírios de poder talvez? A sensação de que tudo pode? Não sei, não tenho a resposta. Duvido que ele mesmo tenha.

Polanski cedeu a um desejo sem pensar nas consequências. Foi descoberto e não teve coragem de suportar a punição. Não se conhecem outras denúncias de abuso sexual contra o diretor. Em 2003, quando o diretor recebeu um Oscar pelo filme O Pianista, a própria vítima pediu que a acusação fosse retirada. Não que ela o tenha perdoado, mas hoje, mãe de três filhos, simplesmente não suporta a pressão de ver o tema voltar às manchetes dos jornais.

O desejo sexual por adolescentes não é algo antinatural. É tão antigo quanto a própria humanidade. Em algumas sociedades, como certos países muçulmanos que permitem o casamento de adultos com meninas, tal desejo é até mesmo legalmente aceito. Contudo, o ato do cineasta, porém, não pode simplesmente passar em branco.

Ele sabia perfeitamente bem que, nos EUA, assim como no Brasil, sexo com menor de 14 anos é estupro. Mas ele fez ainda pior: a relação não foi consensual e só pôde ser consumada por que a menina estava dopada. É uma atitude inteiramente abjeta.

Intelectuais e cineastas do mundo inteiro, porém, acham que ele não deve ser deportado para os EUA e finalmente submetido a julgamento. Ok, há informações de que o juiz do processo viu no caso uma oportunidade de fazer sua própria fama. Mas Polanski, assim como qualquer outro pedófilo, merece punição severa.
Fábio Santos


Calculadora Sexual desenvolvida pela rede de farmácias britânica Lloyds Pharmacy

O objectivo da calculadora é alterar para os perigos de se fazer sexo sem camisinha. Ajuda a perceber também que quando se faz amor com uma pessoa, que estamos também a herdar um passado.


Os resultados são feitos com base em estatísticas inglesas mas, no entanto, serve para dar uma ideia.
Uma coisa é fácil de analisar. Os homens têm sexo mais mais mulheres, do que as mulheres com homens. Não tinha essa ideia…