Espanholas oferecem serviço doméstico sexual

Trabalho mistura atividades como cozinhar, lavar e passar com atividades eróticas.
A crise econômica global pode estar ajudando a impulsionar uma nova modalidade de trabalho na Espanha, os serviços domésticos eróticos, que no país ganharam o nome de porno-chachas. O trabalho é uma mistura de serviços de limpeza, cozinha, lavar e passar com atividades eróticas. No último mês foram oferecidos nos jornais e na internet mais de 750 mil anúncios de empregadas que oferecem o serviço. Apenas na última sexta-feira, 3.360 anúncios ofereciam propostas como "gostaria de conhecer moça que goste de se exibir enquanto realiza tarefas domésticas. Pago por hora." Ofertas como esta chamaram a atenção de especialistas em atividades relacionadas com a prostituição, como a ONG Amunod, que trabalha com projetos de reintegração social de prostitutas. "Nunca vimos uma coisa assim. Estão inserindo ofertas de trabalho encobertas como serviço doméstico que incitam à prostituição. Há gente se aproveitando das pessoas necessitadas por causa da crise", disse à BBC Brasil a presidente da ONG, Teresa López.
A Espanha é um dos países mais afetados pela crise econômica mundial, e a taxa de desemprego no país chega perto de 20%. Queixa A Amunod foi a primeira a prestar queixa policial contra anunciantes dos serviços domésticos eróticos. A denúncia já provocou a retirada de vários anúncios em páginas de classificados e foi feita para demonstrar que os empregadores tentam explorar mulheres desempregadas com ofertas de prostituição. Alguns anunciantes, inclusive, avisam que não pagam ou pagam pouco. Eles propõem casa e comida em troca de sexo ou que as empregadas façam os serviços domésticos com pouca ou nenhuma roupa, pagando 20 ou 30 euros (cerca de R$ 53 a R$ 80) por hora. Segundo estimativas da Associação Espanhola de Prostíbulos, o novo serviço tem atraído principalmente mulheres espanholas que jamais haviam exercido a prostituição. "Isso para nós é um fenômeno surgido da crise. Nos últimos 15 anos não tínhamos nem 5% de espanholas neste mercado e agora elas já representam 30%", disse à BBC Brasil o diretor da associação, Roberto Doval. Ele afirma que a possibilidade de exercer a prostituição de forma livre e escondidas da sociedade faz com que muitas mulheres espanholas estejam aceitando mais a atividade de serviço doméstico erótico.
"Se você soubesse da quantidade de casadas e com filhos que atendem a estes anúncios se surpreenderia. Tem gente que não consegue pagar as contas no fim do mês e se vê aflita. Em 30 anos neste negócio nunca tinha visto algo assim", afirmou Doval. A prostituição movimenta cerca de 20 bilhões de euros (aproximadamente R$ 53 bilhões) por ano na Espanha, 2% do PIB nacional, segundo estatísticas do Ministério da Igualdade. Desde o fim do ano passado, o número de anúncios de prostitutas na imprensa e internet cresceu 50% mas, apesar do aumento na oferta, empresários da prostituição esperam queda de 40% nos lucros em 2009, como reflexo da crise mundial.

Sexo «tipo» rodízio na Alemanha

Na Alemanha a prostituição está legalizada mas, mesmo assim, parece haver limites ao negócio. Para combater a crise, surgiu um novo tipo de bordel que oferece, em troca de um valor fixo (70 euros), «sexo ilimitado». Ou seja, «tipo rodízio». A notícia é avançada pelo site da BBC. Os anúncios publicitários a estes espaços fizeram levantar um coro de protestos, lê-se na mesma notícia. Incluindo o próprio secretário de Justiça do Estado de Baden-Württemberg, Ulrich Goll, que se mostrou indignado: «Se levarmos o anúncio a sério, podemos concluir que há uma violação da dignidade humana das prostitutas que lá trabalham». Várias entidades de defesa dos direitos humanos e até representantes da Igreja também já criticaram este tipo de oferta. Polícia no terreno Perante as criticas e as suspeitas de que haveria uso de prostitutas «ilegais» levou a polícia a realizar uma grande operação, no passado domingo. Mais de 700 polícias passaram a pente fino vários bordeis, em quatro cidades alemãs. Foram detidas 10 pessoas. Dois dos espaços foram fechados por falta de condições sanitárias e um por «prostituição forçada». Os bordeis «Pussy Club» são os principais defensores da nova fórmula de negócio e o slogan é claro: «Sexo com todas as mulheres, quantas vezes quiser e como quiser».

Máquinas de sexo

festa

A Justiça do Rio de Janeiro liberou um Guia Turístico, onde as mulheres cariocas são apresentadas como “máquinas de sexo”. O Guia diz também que elas são “bundudas e gostosas”.

Para se ter uma idéia, um dos trechos do livro diz: “As popozudas são máquinas de sexo. Elas malham, vestem calças apertadas que entram no bumbum, pintam o cabelo de louro e fazem de tudo para ficarem lindas. Bom investimento, já que o motel é sempre uma possibilidade com estas gatas…se você também é sarado”.

O guia, que é editado em inglês, também afirma que as mulheres acima de 30 anos gostam de se divertir, dançar e beber. Resumo da ópera: o Guia vende sexo, vende as mulheres cariocas, como se todas fossem de “programa”.

A Advocacia Geral da União tentou proibir o Guia, alegando que o texto viola a dignidade humana e expõe o povo brasileiro à situação vexatória, mas a Justiça carioca decidiu ontem que pode divulgar isso, sim senhor!

Mostre ao mundo... você acabou de fazer sexo!

Apesar de bizarro, esta é uma boa idéia. Um mapa de todo o mundo que mostra em tempo real as pessoas que acabaram de fazer sexo. Qualquer pessoa pode ir lá e, sem nenhum cadastro, pode deixar registrado seu ato sexual. Se você acabou de fazer sexo, não deixe de dizer ao mundo, anonimamente, claro.

E se... humanos tivessem só um sexo?

Esqueça a briga pelo controle remoto e a fila para disputar o buquê de noiva. Ignore a passeata do orgulho gay e o Dia Internacional da Mulher. Abstenha-se de qualquer papo cujo objetivo seja discutir a relação a dois e deixe de lado aqueles livrinhos que promovem a conciliação entre o universo feminino e o masculino. Afinal, na sociedade do sexo único, todo mundo nasce igualzinho e ninguém faz sexo. As pessoas se auto-reproduzem. Para garantir a sobrevivência da espécie o novo humano seria fisicamente parecido com a mulher. Isso porque o aparelho reprodutor delas é mais completo que o deles: além do útero, onde o feto se desenvolve, elas têm glândulas mamárias, que garantem alimento ao recém-nascido. “E são os hormônios femininos que permitem a gestação”, diz Carlos Alberto Petta, professor de ginecologia da Unicamp. Mas, no lugar de um óvulo ou um espermatozóide com 23 cromossomos, o novo humano teria um “nóvulo” com 46 cromossomos. Com a carga genética completa, ele não precisaria de um parceiro para lhe fecundar e os seres simplesmente não fariam sexo. O presidente da Associação Médica Brasileira de Sexologia, José Carlos Riechelmann, acredita que as mudanças seriam ainda mais radicais no assunto comportamento. Palavras como casal e amor não constariam do dicionário dessa sociedade. É que, em última instância, ao procurarmos uma namorada, nosso objetivo é levar nossa carga genética adiante. Mensagens apaixonadas e flores não passam de um ritual para apagar a luz e rolar na cama. O ser de sexo único não entraria nessa porque não precisaria de um parceiro para ter filhos. Diga aí, que tal a vida sem sexo, comédia romântica e jantar à luz de velas? Além de chato, isso pode ser perigoso. Os seres auto-suficientes estariam em perigo de extinção por causa de sua pequena variabilidade genética. O sexo com fins reprodutivos é uma poderosa ferramenta evolutiva. É que a reprodução sexuada garante a troca de genes entre os parceiros e, portanto, permite a variabilidade genética de seus descendentes. “Sem sexo, os seres seriam clones uns dos outros e estariam extremamente frágeis às alterações do meio”, esclarece Nilda Maria Diniz, professora do Departamento de Biologia da Universidade de Brasília (UnB). Então, trate de conciliar as diferenças...
Mais Eva do que Adão O humano de sexoúnico seria parecido coma mulher de hoje Nem tão feminina Nós não teríamos o hormônio testosterona, abundante nos homens e que, nas mulheres, está ligado à libido sexual. Assim, o ser de sexo único teria poucos pêlos e voz fina. Já o corpo seria musculoso, resultado das atividades físicas diárias Coisa da sua cabeça O ciclo reprodutivo seria muito parecido com o que conhecemos. Tudo começaria com o hipotálamo e a glândula hipófise liberando hormônios que seriam levados pela corrente sanguínea até o “clonário” Casa de clone No lugar de dois ovários, um “clonário”. Ali se desenvolveriam as células reprodutivas. Elas já estariam “fecundadas” quando atingissem a maturação Ponto Zero Sem precisar copular, o novo ser humano não teria necessidade de prazer sexual. Não haveria clitóris, zonas erógenas ou ponto G No automático Se não houvesse um anticoncepcional para impedir a auto-reprodução, teríamos um filho por ano. O remédio poderia atuar no hipotálamo, impedindo o início do ciclo gestacional, ou no “clonário”, impedindo que o “nóvulo” se desenvolvesse Sem YO “nóvulo” teria 46 cromossomos e nenhum Y. Sem muitas trocas genéticas seríamos clonezinhos de nossas mães. Quer dizer, pais. Quer dizer, pães. Enfim, do(a) nosso(a) gerador(a)

Dezenove mil formas de fazer sexo

Chega ao mercado livreiro um livro com a mais completa compilação das fantasias sexuais modernas. Angelina Jolie está lá, assim como a cunhada, o vizinho, o vagão do trem, as trigêmeas...
Espartilho, cinta-liga, máscaras. Eu e dois homens estranhos. Plateia? Não descarto, mas um lugar reservado talvez fosse melhor. Se houvesse uma segunda mulher, também seria uma bela experiência. Não acho que viraria lésbica por causa disso. Sem falar que o homem entre nós duas ficaria maluco. Uma travessura eu já fiz: um namorado me levou a um prostíbulo. Pedi permissão à dona, pagamos, me vesti a caráter e encenamos. Ele era meu cliente. Foi inesquecível. Acho que fantasio muito porque sou curiosa. Mas não conto nem para minhas melhores amigas. As pessoas são muito preconceituosas. Já me separei de um homem que não era criativo e não fazia nenhum esforço para realizar minhas fantasias. Ele dizia que não tinha, mas era mentira, claro. Todo mundo tem, mas a maioria esconde. O relato da paulistana Roberta, de 36 anos, advogada, ilustra uma certeza: o debate público sobre a sexualidade é cada vez mais natural, mas as fantasias sexuais permanecem tabu. Ela própria não quis se identificar. Os desejos secretos misturam prazer e dor, realização e sofrimento e embaraçam quem os experimenta. Por isso é raro ter um vislumbre desse pedaço da intimidade humana. Agora, porém, escancarou-se uma janela. Durante cinco anos, o psicanalista inglês Brett Kahr pesquisou fantasias sexuais. Coletou tantos relatos que ficou conhecido na Grã-Bretanha como "o homem das 19 mil fantasias sexuais". Os depoimentos foram tomados no consultório, nas ruas e pela internet e depois organizados por temas e padrões. No livro Sexo e psique (Editora Best-Seller), que será lançado no Brasil no fim deste mês, Kahr transcreve mil relatos de homens e mulheres. Eles vão de vontades corriqueiras e totalmente realizáveis a transgressões ligadas a incesto, violência, escatologia e necrofilia. A estrutura lembra o famoso Relatório Hite (de 1976, atualizado em 2004), no qual a sexóloga Shere Hite expôs pela primeira vez e com total crueza os hábitos e as fantasias sexuais das mulheres americanas. Kahr sentou-se "numa ruela escondida de Londres, com um divã e cadeiras aconchegantes" e, como Hite, ouviu o que parecia inconfessável. Seu relato nos leva a um mundo de incestos e perversões que o dramaturgo Nélson Rodrigues, uma espécie de patrono da libido oculta brasileira, reconheceria de imediato como seu, ainda que os devaneios sejam ingleses. "Existem dois tipos de fantasia: aquelas mais festivas, que revelamos com orgulho aos amigos de bar, e outras, que vêm das profundezas de nossa mente, que muitas vezes não revelamos nem aos companheiros ou muito menos a estes", afirma. Para começar, explica Kahr, tais fantasias entranhadas na mente não têm nada a ver com o que somos na realidade. Cidadãos pacatos e civilizados podem simular violência sexual com a companheira e passar a vida sem fazer mal a uma mosca. Um homem heterossexual pode se excitar com a ideia de uma relação com outro homem e não por isso ter uma tendência homossexual. Uma mulher independente e bem-sucedida pode se imaginar submissa e humilhada sem deixar de ser o que é. Aquela que se imagina penetrando o marido com um pênis de borracha certamente não gostaria de vê-lo com outro homem. No livro, há uma paciente que fantasia ser torturada por Saddam Hussein, mas Kahr especula que ela fugiria se ele aparecesse perto dela - e não só porque ele está morto. Kahr perguntou aos pesquisados por que eles fantasiam. As respostas mais comuns foram: as fantasias me ajudam a aliviar o tédio, me animam quando estou deprimido, me deixam fazer sexo com pessoas com quem eu não poderia fazer sexo, me permitem explorar pensamentos e atividades sexuais diferentes, s me ajudam a ficar excitado com meu(minha) parceiro(a). Alguns dizem que não conseguem se controlar: elas simplesmente surgem. Outros garantem preferir as fantasias ao ato sexual real. Segundo Kahr, homens e mulheres fantasiam igualmente, e a impressão generalizada de que há fantasias genuinamente femininas ou masculinas não se confirmou em seu trabalho. A publicitária mineira Carla, de 29 anos, acredita, porém, que, para as mulheres, as fantasias são ainda mais importantes. Não ficamos excitadas de forma tão rápida e prática quanto os homens. Falar sobre isso, inventar situações na hora do sexo é sempre bom. Já transei usando apenas botas, criando um clima sensual. Também fantasio sobre lugares públicos, como o elevador, a praia. Pensar nisso funciona como uma bela preliminar. Algumas fantasias existem desde sempre, mas os tempos modernos trouxeram - além de liberdade de praticá-las - novos ingredientes para a imaginação. Um deles é o sexo virtual. Um grande número de pessoas pesquisadas por Kahr disse se excitar mais com a sugestão do sexo pela internet, por meio de texto ou vídeo, do que com o contato físico. Outra inovação é a diversidade de celebridades que aparecem nas fantasias dos britânicos. Da realeza aos usuais Brad Pitt e Angelina Jolie, eles povoam a imaginação sexual dos entrevistados - mas numa frequência menor que o volume de informações que temos sobre eles sugeriria. A colega de trabalho ou o vizinho estão mais presentes nas fantasias que qualquer famoso. Ou a família, como no caso do dentista carioca Fábio, de 41 anos, casado há sete: Penso sempre em ter relações com minha cunhada. Fazer sexo com a irmã da própria mulher deve remontar a alguma ascendência primata, em que um único macho alfa copulava com as fêmeas do bando. Como não dá para realizar, me satisfaço vendo furtivamente pedacinhos daquela moça proibida entre camisolas larguinhas num domingo de manhã. Já dá o que pensar. A impossibilidade engrandece a fantasia. É o que diz a sexóloga carioca Regina Navarro Lins, que trabalha com o tema em suas pesquisas pela internet: "O conceito de fantasia é extremamente amplo. Há quem considere fantasia aquilo que não pode passar do desejo. Outros correm atrás da realização". Ela diz que a fantasia do momento é o sexo a três. Homens preferem com duas parceiras. Mulheres gostariam de experimentar variações. "Na pesquisa que fiz com 1.634 internautas, 80% disseram que fantasiam com o ménage à trois. E quase 30% já haviam realizado, o que é um número bem alto", diz. Num dos últimos capítulos do livro, Kahr responde a perguntas práticas. As fantasias devem ser compartilhadas? Seria recomendável encenar ou realizar as fantasias com nossos parceiros? A tudo, afirma que não há respostas definitivas. "Não há limites para o que podemos imaginar e desejar no campo sexual", diz. O psicanalista diz que desbravar o tema foi para ele um verdadeiro trabalho de antropologia: "Foi como se eu esbarrasse numa tribo distante e isolada, esperando que, através da minha jornada de pesquisas, eu chegasse a uma ideia do que constitui a sexualidade humana. Mas, se as fantasias são boas ou más, posso dizer apenas que podem nos levar a orgasmos mais potentes".

Catherine Millet fala sobre sexo e ciúmes na Flip

Libertina escritora francesa conta sobre o ciúme que sentiu do marido. Domingo (5) foi o último dia da Festa Literária Internacional de Paraty.

Foto: Reprodução

A escritora e crítica de arte francesa de Catherine Millet, autora do livro 'A vida sexual de Catherine M.', emque contava em detalhes sua vida de 'serial lover'. Na mesa 'As sem-razões do amor', com a participação de Maria Rita Kehl, fala sobre sexualidade e a crise de ciúmes do marido, com quem vive um relacionamento aberto, e que rendeu o livro 'A outra vida de Catherine M.'

A psicanalista Maria Rita Kehl precisou se conter para não transformar a mesa As sem-razões do amor numa sessão de psicanálise: Cathérine Millet é um prato cheio para qualquer divã. É verdade que, em alguns momentos, Maria Rita não resistiu à tentação de enveredar por um jargão ligeiramente fora de lugar, cheio de “interditos” e “recalcados”, o que me parece uma forma involuntária de fugir do assunto que, afinal de contas, realmente interessa nos livros da escritora: as suas aventuras sexuais. Ainda assim, Cathérine, cuja expressão angelical não cansa de me impressionar depois do que li, disse coisas interessantíssimas, a propósito de seus dois livros, A vida sexual de Cathérine M. (surpeendentemente esgotado: me parece que a editora comeu mosca) e A outra vida de Cathérine M. (Jour de souffrance, no original). Exemplos: “A minha crise de ciúme passou quando me dei conta de que ela me dava um prazer masoquista.”

“Não existe ciúme verdadeiro que não seja sexual. A crise não teve nada a ver com amor, sentimento que não estava em questão na minha relação.”

“Sempre tive um duplo olhar sobre as coisas: quando eu tinha relações sexuais, eu via os meus parceiros, mas também via a mim mesma na cena. Isso cortava um pouco o meu prazer, porque penso que o prazer sexual intenso depende de um abandono total. Mas talvez esse outro olhar que me acompanha sempre seja, justamente, o olhar do escritor.”

“Pratiquei muito sexo grupal, em clubes ou com grupos de amigos, mas continuei tendo meus tabus. Justamente imaginar Jacques Henric fazendo amor com outra mulher era algo inconcebível. Mas era nisso que eu pensava quando me masturbava.”

“Não escrevo para me curar de alguma coisa, mas para me desembaraçar de mim mesma. A escritura apaga a memória primária das coisas, a ponto de eu não ter mais certeza de ter vivido tudo aquilo sobre o que escrevi.”

“A liberdade sexual foi algo natural para mim, entrei nela como num jardim cheio de flores perfumadas. Meus pais brigavam muito, e minha mãe tinha um amante. Desde cedo percebi que a família não era um valor absoluto. Então não se tratou de uma transgressão contra pais tradicionais”.

Estou grávida da minha namorada

Um casal de lésbicas de São Paulo pode ser o primeiro a registrar os filhos com o nome de duas mães.

Bruno Miranda

FRUTOS DO AMOR - Adriana, grávida de sete meses, recebe o carinho de sua companheira, Munira, na cama do casal. As duas geraram os bebês juntas.

Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso.

Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal.

O sonho de ter filhos era antigo para as moças de 20 e poucos anos que se conheceram em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A decisão de namorar sério foi influenciada por esse interesse em comum. Em poucos meses, estavam dividindo um apartamento e fazendo planos. Algum tempo depois, Adriana descobriu no ginecologista que seu útero estava ameaçado por uma doença que já lhe tinha arrancado um ovário: a endometriose. “Fiz tratamento desde os 18 anos”, diz Adriana. “Na época, achavam que era cólica menstrual e medicavam com morfina. Quando descobriram, já tinha perdido o ovário direito. E as dores continuavam.” O médico disse a ela que uma gravidez reduziria o problema em 80% e ainda lhe daria a chance de ter um filho antes que o útero ficasse inválido.

Apesar do relacionamento ainda recente, Munira e Adriana aceitaram a ideia e procuraram um especialista em reprodução humana no Hospital Santa Joana para fazer a inseminação artificial. “A gente achava que iria comprar esperma, levar para casa e aplicar com uma seringa”, diz Munira. Os planos mudaram quando o novo médico descobriu que Adriana só tinha metade do ovário esquerdo e já não podia engravidar com os próprios óvulos. Ele sugeriu que Munira cedesse os seus. Se usassem o sêmen de um homem de mesmos traços que Adriana, o filho seria parecido com as duas mães.

As duas moças se animaram com a possibilidade de ter um filho que tivesse um pouco de cada uma. Ainda hoje, Adriana se emociona ao contar essa parte da história. Tinha sido muito dolorido receber a notícia de que não poderia ter filhos do seu próprio sangue, e o gesto de Munira foi mais que bem-vindo. “Foi a maior prova de amor que ela poderia me dar.”

Decisão tomada, era preciso fazer alguns exames e começar o tratamento hormonal para estimular os ovários de Munira e sincronizar os ciclos menstruais das duas. Os óvulos de Munira deveriam estar prontos para a inseminação artificial (em laboratório) na mesma época em que o útero de Adriana estivesse pronto para fixar os embriões. Munira se queixava dos percalços do tratamento. De abril a agosto do ano passado, as injeções diárias na barriga, a oscilação de humor que parecia uma TPM constante, a ultrassonografia vaginal toda semana, o acúmulo de líquido no corpo e o ganho de peso eram o preço que ela tinha de pagar pela bênção de ser mãe. Em breve, seria a vez de Adriana suportar a gravidez.

Quando essa fase chegou, Munira diz ter sentido em seu corpo muitos dos sintomas da gravidez da companheira. “Parecia que eu tinha ficado grávida também.” Ela diz ter sentido enjoos, estrias que nunca haviam existido, mau humor, dores nas costas, dor nas pernas, cansaço de dia, insônia de noite e até desejos estranhos. Fernando Prado, o ginecologista das duas, diz não ter explicação para essa sintonia. Ele não descarta que Munira possa até mesmo ter leite quando os bebês nascerem.

Dos exames à gravidez, todo o processo funcionou até melhor que o esperado. “Eu não imaginava que daria certo de primeira”, diz Prado. Segundo ele, a chance de uma inseminação desse tipo vingar é de 50%, levando em consideração a idade das pacientes e outras condições de saúde. Como Adriana ainda tinha miomas no útero por causa da endometriose, imaginou que seria preciso retirá-los antes. Mas eles nem fizeram cócegas. Para ajudar, em vez dos dez a 15 óvulos esperados após o tratamento hormonal, Munira rendeu mais de 20.

A legislação brasileira não é a única que permanece lenta diante das mudanças na ciência e na sociedade. A chef americana Cat Cora, que comanda um programa de culinária na TV, está passando por transtorno semelhante ao das brasileiras. Ela mantém um relacionamento estável há dez anos e já tem dois filhos gerados por sua companheira, Jennifer. O segundo filho foi feito por fertilização in vitro com óvulos de Cat, mas ela foi impedida pela lei americana de registrá-lo diretamente no cartório como a segunda mãe. Foi preciso entrar com um pedido de adoção para garantir direitos e deveres de mãe sobre ele. “É injusto, mas é a lei”, disse Cat. Agora, Jennifer está grávida de novo, e Cat engravidou pela primeira vez. Desta vez, ambas retiraram óvulos para a fertilização in vitro, formando embriões que foram transferidos para as duas barrigas. Ainda não se sabe de qual delas é o DNA do bebê que vai nascer de cada uma. Para todos os óvulos, foi usado sêmen do mesmo doador anônimo. Assim, as crianças serão irmãs também por parte de pai.

Na Espanha, a legislação é mais aberta. Com base em uma lei do Código Civil de 2005 que iguala em direitos e deveres a união estável de homossexuais ao casamento heterossexual, no final do ano passado o governo espanhol permitiu que um casal de mulheres gerasse um bebê por fertilização in vitro, usando um doador de sêmen anônimo, e o registrasse no nome das duas. Ambas são oficialmente consideradas mães biológicas porque uma doou os óvulos e a outra gestou o feto em sua barriga – exatamente como fizeram Adriana e Munira. O presidente da Comissão Nacional de Reprodução Humana Assistida do Ministério da Saúde e do Consumo da Espanha, Augusto Silva, diz que a lei garante direitos iguais a casais de qualquer gênero. “Não estamos estabelecendo uma obrigação. Mas deve ficar claro que a permissão que demos a essas mulheres vale para todos.” Silva diz que a Comissão está trabalhando pela modificação da lei de assistência reprodutiva para que não haja mais dúvidas de que, onde há casamento, há o direito à reprodução assistida.

Munira poderia ter seus direitos de mãe reconhecidos de forma mais fácil. Bastaria entrar com uma ação para adotar seus próprios filhos. Com a jurisprudência construída desde 2006, é provável que ela ganhasse uma ação desse tipo. Mas não é isso que ela e Adriana querem. Sua expectativa é ganhar a ação da maternidade e dar origem a uma jurisprudência para favorecer casos como este no Brasil. Embora não sejam ativistas, Munira e Adriana dizem que ficariam orgulhosas de abrir caminho para outros casais homossexuais. Se perderem o caso, ficarão tristes. Mas a derrota não terá efeito nenhum na forma como pretendem criar seus filhos. “Registrando ou não, elas serão mães dessas crianças”, diz a advogada Maria Berenice. “Juiz nenhum vai apagar o que já existe.”

Gravidez a duas As lésbicas Adriana e Munira serão mães biológicas dos mesmos bebês. Os embriões formados com os óvulos de uma delas estão se desenvolvendo na barriga da outra

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Doador de sêmen O casal de moças foi a um banco de sêmen e procurou na ficha de doadores anônimos um que se parecesse com Adriana: pele morena, cabelo encaracolado

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Coleta dos óvulos Munira tomou hormônios injetáveis durante dez dias para estimular a produção de vários óvulos naquele mês. No consultório, o médico extraiu mais de 20 óvulos maduros dos seus ovários

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Fertilização Dois dias depois, o médico retirou os óvulos do corpo de Munira e selecionou cinco. No laboratório, dentro de uma placa de vidro, injetou um espermatozoide do doador anônimo em cada óvulo

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Transferência de embriões Três dias depois, os embriões já estavam prontos para ser transferidos para o útero da mãe. Neste caso, de Adriana. O médico escolheu os três melhores embriões para introduzir nela pela vagina

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Gravidez Doze dias depois, Adriana fez um exame de sangue e confirmou o sucesso de dois embriões: estava grávida de gêmeos

10 dicas para dar um upgrade na vida sexual

Ao dizer o "sim" no altar, o casal consuma uma vida em conjunto. O "felizes para sempre", porém, pode encontrar seus percalços com o passar do tempo.
Especialistas reforçam a necessidade de cada um manter seu espaço, mas também deixam claro que é imprescindível buscar objetivos a dois. E o diálogo franco é a saída para realizar os pequenos ajustes na relação, inclusive, no âmbito sexual. "Quando o sexo não vai bem, a primeira coisa a fazer é ter uma conversa para falar das insatisfações e propor um acordo para melhorar", afirma a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello. O descompasso entre quatro paredes é apontado como a principal causa do término de relacionamentos.
Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2006, dão conta de que houve um aumento de 7,7% nos divórcios em relação ao ano anterior. E esse acréscimo denota uma mudança no comportamento feminino nas últimas décadas. Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostrou que os divórcios subiram mais de cinco vezes desde 1980. A causa apontada é a influência das novelas da Rede Globo, já que as transmissões da emissora foram expandidas para 98% dos municípios do País na década de 1990.Com tantos relacionamentos fracassados, a rotina sexual acaba se transformando num fantasma que ronda a cabeça das mulheres.
Reinventar a intimidade é o primeiro passo de uma relação saudável e duradoura. "Sexo tem que ser uma brincadeira gostosa", afirma a personal sex trainer Fátima Moura. "Se o casal estiver sempre recriando o básico, a rotina acaba virando novidade", diz Fátima.Mas o ritmo de vida agitado exige, muitas vezes, horas extras no trabalho, além dos cuidados com os filhos e com a casa. As mulheres acabam, então, deixando de lado os momentos para curtir a sós com o parceiro. Esse é um comportamento que deve ser banido da vida a dois. "É preciso reservar tempo para o casal", fala a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos. "Eles não devem deixar de existir como marido, esposa e amante para priorizar os filhos", afirma a especialista.Portanto, ao menos uma vez por semana, vale deixar os filhos com uma pessoa de confiança para namorar. "Transar em diferentes lugares da casa esquenta a relação", diz Carla Cecarello.A personal sex trainer, por sua vez, aconselha provocar os sentidos do parceiro. "A mulher deve preparar o ambiente para o sexo com perfumes, vinho, música e finalizar com uma massagem erótica.
" Já Marina Vasconcellos acredita que criar um clima gostoso é o primeiro passo para uma transa de sucesso. "No meio do dia, mandar mensagens carinhosas por SMS ou email, por exemplo, são estimulantes. À noite, o casal pode sair para dançar ou ir a um show porque o retorno para casa terá um ambiente harmonioso e propício para o sexo", acredita Marina.Quem busca aventura e quer inovar na cama, ainda pode procurar brinquedinhos eróticos. Mas a atenção na escolha é algo relevante. "Há uma grande rejeição pelos homens em relação a vibradores em formato de pênis porque eles se sentem ameaçados", afirma Carla. "Criar uma competição só vai prejudicar ainda mais a vida sexual." Dê preferência, portanto, para artigos "mais inofensivos". Existe uma gama de produtos, como géis, estimuladores de clitóris e esponjas vibratórias para o banho.Se há um consenso de que a vida sexual não tem lá mais aquele clima ardente, é importante buscar alternativas para retomar o fogo de outrora. Para isso, os especialistas listaram 10 dicas incendiárias. Confira:
1. Deixar os filhos com alguém para ter a casa só para os dois e namorar à vontade. Explore todos os cômodos da casa para fazer sexo, a cama deve ser a última opção;
2. Deixar a vergonha de lado e conversar sobre sexo com mais frequência;
3. Cuidar do corpo, pois se a mulher está feliz consigo, ela se sente segura e poderosa para ousar na cama;
4. Buscar informações e novidades para apimentar a transa. Pode ser um livro erótico para ser lido a dois ou filme para servir de inspiração;
5. Varie as posições sexuais. O papai-e-mamãe é infalível, mas experimentar outras pode trazer um prazer jamais sentido até então;
6. O orgasmo não deve ser visto como objetivo final. Curta o corpo do parceiro, toque-o, massagei-o. O clímax vai chegar e será nada mais do que a consequência das preliminares;
7. Técnicas novas surpreendem o parceiro. Para não cair no ridículo, adapte-as a sua realidade e grau de timidez. O pompoarismo colabora com a conscientização corporal, o striptease provoca o parceiro por meio da visão e a massagem erótica estimula as zonas erógenas;
8. Mostrar a ele como gosta de ser tocada. O parceiro não tem a obrigação de saber o que dá mais prazer à mulher. Guie-o;
9. Surpreender o homem é sempre excitante para ele. Espere-o em casa com uma bela maquiagem, roupa sexy e jantar a luz de velas. A cama será o destino final;
10. Acrescente diversão ao sexo. Busque brinquedinhos eróticos, como géis que esquentam ou esfriam, estimuladores de clitóris ou esponjas vibratórias para o banho a dois.

O divertido campeonato de sexo imaginário

O pessoal disputa quem finge o melhor orgasmo

Air Sex World Championship / Reprodução

É o que eu sempre falo: a capacidade do ser humano para inventar não tem limites. Por exemplo, quem será que inventou o air guitar, aquela modalidade onde as pessoas FINGEM tocar guitarra, e que tem até campeonatos ao redor do mundo?

Quando a gente acha que nada vai superar essa, eis que surge... o air sex!

E não, não tem nada a ver com transar no banheiro do avião. O air sex é a modalidade onde as pessoas fingem fazer sexo. Em público. Na frente de muitas pessoas. E são filmadas, fotografadas e devidamente registradas para a posterioridade. E competem entre si. Tipo... quem finge melhor que está fazendo sexo. Estou atonita até agora.

O campeonato mundial está rolando atualmente nos Estados Unidos. Se você estiver no Texas no próximo sábado pode participar da etapa de Austin, por exemplo. O "coito imaginário" dura dois minutos e tem trilha sonora escolhida pelo competidor - que sobe ao palco vestido, logicamente, porque air sex é um esporte família.

Tá duvidando de mim? Super entendo, eu também achei que essa história de air sex era brincadeira. Mas os caras tem até site, onde vocês podem ver mais fotos e ler pérolas como: "a hora de perder sua air virginity é agora". Corre lá e dê boas risadas!

Sete cursos para se dar bem com o sexo feminino

Quer garantir bom resultado na performance? Aposte no curso de sexo tântrico. Sendo uma pessoa apresentável, agradável e com um bom papo, e ainda dominando as 11 habilidades básicas masculinas, você já está com meio caminho andado para fazer com que a moçoila se interesse por sua pessoa. Acontece que, se tiver algumas outras aptidões, a coisa pode ficar ainda mais memorável.
Confira a lista: Curso de gastronomia: saber preparar na cozinha algo além de arroz com ovo cozido já é um diferencial interessante.
Convidar a guria para sua residência e preparar um delicioso risoto de queijo brie com prosciutto de Parma e rúcula, já vai dar outra impressão à noite e você seguramente vai sair como um cara descolado e independente.
Curso de enologia: você não precisa se tornar aqueles chatos que ficam discorrendo durante horas sobre o tipo de uva utilizada no vinho, seu método de cultivo e colheita, e nem precisa fazer aquele ritual de decantação na hora de servir, mas saber escolher o vinho certo, de uma boa safra e pedi-lo na temperatura adequada é um desses diferenciais que mostram o quanto sofisticado e exigente você é. Sem contar que pode dar um porre na menina, não é mesmo?
Curso de massagem: hoje em dia existe uma série de regras e legislação para você cursar e praticar profissionalmente a milenar arte da massagem, mas ainda assim não há quem resista a uma boa pegada nas costas ou nos pés. E, por ser algo que mexe com a troca de energia e físico, imagine o fim da brincadeira.
Curso de dança: saber dançar vários ritmos e não somente se chacoalhar numa danceteria também pode ajudá-lo a se dar bem com o público feminino.
Só o fato de você ter a condução e a pegada na dança, mostra à sua parceira que tipo de homem você é, além de funcionar como uma fantástica forma de sedução.
Curso de mergulho: muitas moças adoram caras que se aventuram em esportes radicais, mas o mergulho ainda tem aquela aura de mistério e romance envolvendo estar em outro mundo, com vida, sons e paisagens diferentes. E o mais legal nisso tudo é que não é caro e dá para se fazer a dois!
Curso de vôo livre ou paraquedismo: se você faz o tipo com a cabeça nas nuvens, o vôo livre, seja em asa-delta ou parapente, vai não só te dar muita adrenalina como assunto para muitas histórias emocionantes sobre como viu o mundo lá de cima. Existem escolas espalhadas no Brasil inteiro, mas tome cuidado para não fazer como aquele padre e se amarrar em um monte de bexigas só para virar notícia.
Curso de sexo tântrico: o Tantra é uma filosofia oriental em que a mulher é encarada como divindade e sua prática adia ao máximo o orgasmo com o objetivo de obter prazer prolongado. Quem pratica com fervor, acha o máximo. E, pelo jeito, pode ajudar os mais apressadinhos a entender que o prazer dela é tão ou mais importante quanto o seu.

Padre escreve manual de sexo pra casais casados

Fiquei sabendo da existência do ''Kama Sutra Católico'' pelo Mauri, amigo meu, que ouviu um taxista falar sobre a obra. O tal taxista queria ler o livro porque a mulher dele não gostava da referida prática. Pra compensar, como ela não falava (nem fazia) sobre sexo, ele ''não discutia problemas do Terceiro Mundo com ela''. O cara era um doido, mas deu uma dica interessante.

Sexo como você não conhece - para casais casados que amam Deus foi escrito pelo padre polonês Ksawery Knotz, que pretende acabar com as atitudes excessivamente conservadoras de muitos fiéis.

A obra já é um sucesso de vendas na Europa. As primeiras 5 mil cópias sumiram das prateleiras em poucas semanas. Para o sacerdote, o sexo no casamento deveria ser ''apimentado, surpreendente e cheio de fantasia''.

Quer mais? Dá uma lida nesse trecho do livro:

''Algumas pessoas, quando escutam falar no caráter sagrado do sexo no casamento, imaginam imediatamente que esse tipo de sexo tem que ser desprovido de alegria, brincadeiras e posições atraentes. Cada ato — um tipo de carícia, uma posição sexual — com o objetivo de excitar é permitido e agrada a Deus''.

Adorei esse cara!

Loucura, sexo e mutilação de Lars Von Trier chocam críticos de Cannes

O mestre do escândalo dinamarquês Lars Von Trier conseguiu mais uma vez: deixou em estado de choque a plateia de críticos de Cannes com seu novo filme, "Antichrist" ("Anticristo"), um suspense sobre amor e loucura que abusa de cenas de sexo explícito e mutilação. Willem Dafoe e a francesa Charlotte Gainsbourg adicionam performances poderosas ao filme, que conta a história de um casal que se isola em um chalé distante para tentar superar a morte do filho bebê.

A primeira cena é um close-up em câmera lenta de penetração sexual, que evolui para uma dramática sequência de violência e termina com uma chocante visão de Gainsbourg extirpando seu clitóris com uma tesoura.

"Isso é um pesadelo sobre culpa, sexo e outras coisas", resumiu o diretor, de 53 anos, falando para uma platéia visivelmente chocada e hostil sobre seu novo filme, que concorre com outras 19 produções pela Palma de Ouro.

Von Trier, que no ano 2000 saiu de Cannes com a Palma de Ouro por "Dançando no Escuro", explicou que o filme foi como uma terapia para ele, depois do colapso nervoso que sofreu dois anos atrás, e que considera o mais importante de sua carreira.

Qustionado sobre o porquê de ter produzido um trabalho visualmente tão violento, o diretor não pensou duas vezes: "Eu não acho que deva uma explicação a ninguém. Fiz (o filme) para mim mesmo".

"É a mão de Deus", acrescentou, com um sorriso sarcástico. "E eu sou o melhor diretor do mundo!".Imagens do imaginário gótico, referências a perseguições de bruxas na Idade Média e alucinações apavorantes de animais falantes se combinam para criar uma atmosfera de assombro e escuridão ao longo do filme.

Os críticos de Cannes se dividiram entre reações de amor e ódio a "Antichrist".

"Era insuportável. Eu odiei. É misógino, e vai ser um escândalo", comentou Victor Saint-Macary, do estúdio Gaumont, que assistiu à premiére nesta segunda-feira.

Outros, como o suíço Marc Bahud, estavam extasiados."É fascinante, algo de total beleza", elogiou. "É muito, muito louco. Há algumas coisas muito difíceis. Mas é assim mesmo. É a exploração de uma alma torturada". Perguntado sobre por quê decidiu incluir no filme a cena mais perturbadora de todas - a mutilação genital de Gainsbourg -, Von Trier respondeu que "não mostrar isso para mim seria como mentir. Veio naturalmente". Von Trier insiste que não é um misógino, e que apenas acha a sexualidade feminina "assustadora".

Juliana Paes diz não ter dúvidas sobre sexo

Juliana Paes levou o público ao delírio diante da sexóloga Laura Müller na gravação do “Altas horas”.

Zé Paulo Cardeal / Divulgação / TV Globo

Questionada por Serginho Groisman a fazer uma pergunta para Laura, a Maya de “Caminho das Índias” fez cara de sabida e provocou. “Não, não tenho nenhuma dúvida. Não preciso”, disse soltando uma gargalhada logo depois. A espontaneidade de Juliana não parou por aí. Ela ainda contou que quer se livrar do cigarro, mas não consegue. “Sempre pensei em parar de fumar, mas nunca tive determinação suficiente, nunca me empenhei de verdade”, entregou: “Mas não acho que fumar tenha glamour nenhum. Fumar é o maior mico.”

Expo sexo na África do Sul

A Sexpo, na Cidade do Cabo, é o maior evento do mundo na área

Sexpo, na Cidade do Cabo, África do Sul - Foto EPA

A Cidade do Cabo, na África do Sul, já abriu as portas da Sexpo 2009, a maior feira da especialidade em todo o Mundo. Aliás, segundo a agência EPA, o conceito destes eventos nasceu mesmo na África do Sul. Milhares de visitantes podem conhecer as últimas novidades do mundo do erotismo, espalhadas por mais de 150 expositores e, ainda, ver actuações de verdadeiras estrelas do mundo do sexo. Veja tudo sem pudores aqui

Parque dedicado ao sexo causa polêmica na China

Boneca gigante decora a entrada do parque temático Love Land, em Chongqing

Boneca gigante decora a entrada do parque temático "Love Land", em Chongqing

Um parque dedicado ao sexo que abrirá em outubro, na cidade chinesa de Chongqing, já está causando polêmica. Segundo publica nesta sexta o jornal China Daily, uma estátua da parte inferior do corpo feminino colocada no arco de entrada do parque tem sido o principal alvo de críticas.

O parque, criado e dirigido por Lu Xiaoqing, se chamará Love Land (Terra do Amor, em tradução livre). "Na China, o sexo é um tema tabu e as pessoas realmente necessitam ter mais informações sobre o assunto", disse o criador do parque, de acordo com a agência Ansa.

Uma policial, que trabalha em frente ao parque, disse ao jornal chinês que se sente desconfortável ao olhar para a estátua. "Me sinto incomodada", disse Liu Daiwei. Já um jovem chinês ouvido pelo China Daily elogiou a criação e garantiu que visitará o parque. "Quero aprender mais sobre sexo e melhorar minha qualidade de vida", declarou o morador da província de Henan.

O parque terá esculturas nuas de ambos os sexos, mostras fotográficas, exposições permanentes sobre HIV e sobre o uso apropriado de preservativos.