Solange F.
O dinheiro e a potência
'Andei pensando', diz Thunder com sua voz estentórea a Pedro. 'Sobre o dilema sinistro de Henry, personagem de Philip Roth em O Avesso da Vida: A Virilidade ou a Morte?'
'É um tema fascinante', diz Pedro.
Henry tem que fazer sua escolha. Tem um problema no coração que o obriga a tomar um remédio que o fez impotente, logo ele, um escravo dos sentidos.
A alternativa é uma cirurgia com boas chances de matá-lo.
Que fazer?
'Penso em mim', diz Thunder. 'Se me coubesse a escolha, optaria pelo risco da cirurgia. A impotência é uma morte em vida. Uma agonia servida em gotas. Não poder entrar numa mulher que se oferece a você. É completamente contra a natureza. Vê-la em sua nudez esplêndida e não ter nada a fazer. Prefiro o pelotão de fuzilamento. Mil vezes ser um mendigo potente do que um milionário impotente.'
'A vida vai além do sexo', diz Pedro. 'O sexo é uma ilusão escravizadora. Marco Aurélio, o rei-filósofo, disse em suas Meditações que o sexo é uma mistura de fluidos de duas pessoas em posição ridícula.'
'Devia ser broxa ele', diz Thunder, sem nenhuma consideração para com o monarca que simbolizou o sonho de Platão de um governante sábio. Um intelectual francês escreveu um dia que a morte de Marco Aurélio deixara a humanidade órfã. 'Pessoas com nome duplo são muitas vezes esquisitas.'
Pedro sabia que não havia base científica nenhuma para as palavras de Thunder sobre pessoas de nome duplo como Marco Aurélio, mas sabia também que era impossível tirar algo de sua cabeça imensa e teimosa, nos últimos tempos adornada com uma barba hemingwayana que ele julgava impressionar as mulheres por dar a ele um suposto ar de escritor.
'O homem sábio domina o sexo, e não é dominado por ele', diz Pedro. 'Você precisa parar de ler literatura oriental', diz Thunder. 'Essa história de om, meditação transcendental, ioga. Tudo bobagem. Felicidade é você poder entrar numa mulher bela e infelicidade é não poder. Basicamente isso. O milionário impotente. Quanto ele daria de sua fortuna por uma noite de sexo?'
"Chip do sexo" implantado no cérebro
CAMISETA COM CONVITE AO SEXO CRIA POLÈMICA EM MILÃO
Um convite ao sexo estampado em uma camiseta para ser usada no Natal é a nova polêmica do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, conhecido em todo o mundo por suas inusitadas campanhas publicitárias. Toscani foi selecionado pela Prefeitura de Milão, junto com outras 29 celebridades italianas (designers, estilistas, jornalistas, médicos, esportistas, entre outros), para criar uma camiseta com mensagem de Natal para ser vendida em todas as lojas do shopping da Via della Spiga. Habituado a provocar, Toscani não pensou em censura e fez um convite ao sexo em linguagem coloquial para a sua camiseta preta com a frase escrita em branco: "E' Natale? Scopiamo?", em edição limitada, vendida a 60 euros (cerca de R$ 156). "Papai Noel existe..." foi a frase escolhida pelo estilista Roberto Cavalli. Na mesma linha, os outros optaram por mensagens que falam da magia do Natal - "sonhamos juntos" ou "um bom Natal sereno", por exemplo. O lucro obtido com a venda das camisetas, no centro da capital italiana da moda, será destinado a fundações ajudadas pelos clubes Milan e Internazionale. Como ocorreu em outras ocasiões, a mensagem natalina de Toscani acabou chocando o país e deixou a prefeita de Milão, Letizia Moratti, envergonhada. "Espero que a prefeita não fique com raiva", disse Tiziana Maiolo, assessora do setor de Moda da Prefeitura de Milão, responsável pela idéia das camisetas. "Eu não censuro ninguém." De acordo com Tiziana, a camiseta pode ser criticada por quem bem entender. Mas, em hipótese alguma, deve ser considerada uma blasfêmia ou algo que tire o prestígio do Natal. "É a linguagem de hoje, usada pelos jovens, que passa, inclusive, na televisão", justificou. "Eu não escolhi nenhuma das frases da campanha. Seja como for, todo o lucro será doado à caridade." A representante do Parlamento europeu Cristiana Muscardini, do partido de direita Aliança Nacional, disse ter ficado desconcertada com a mensagem do fotógrafo. "O que será que estão pensando de nós na Europa?", questionou Cristiana, ao considerar a mensagem inquietante. "Se está se referindo ao ato sexual, ou ao ato de limpeza na casa ou nas ruas, é reducionista fazer apenas no Natal." Toscani justificou sua campanha ao dizer que, em Milão, as pessoas estão mais frias e se esquecem das relações humanas e de sua importância. Por isso, ele deseja um Natal de sexo à cidade. "É dedicada à Milão", afirmou Toscani. "Assim, engessada, não se goza mais". O polêmico fotógrafo ficou conhecido por assinar inúmeras campanhas da Benetton, como a dos doentes de Aids agonizantes, dos cadáveres de mafiosos, o padre e a freira apaixonados, as camisinhas coloridas, ou os dois cavalos fazendo sexo. Recentemente, ele ganhou as páginas dos jornais do mundo inteiro com a campanha que estampava uma foto, frente e verso, da modelo francesa anoréxica Isabelle Caro nua para publicidade da marca Nolita. Por conta da fotografia de Toscani, o drama da anorexia voltou à tona na Itália com os outdoors - proibidos, no final de outubro, pelo conselho de auto-regulamentação publicitária por violar o código de conduta do setor - colocados em várias cidades do país. A foto de Toscani com a modelo francesa sensibilizou alguns sobre o problema, mas também recebeu críticas de associações que a consideraram exagerada. Rapidinhas são ótimas para fazer a adrenalina fluir
Primeiro era aquela vontade louca de namorar em qualquer lugar, a qualquer hora. Depois, veio a preocupação e a ternura com o barrigão imenso da mulher. Até que os tempos de cólica — e de choros — chegaram. Manter a paixão só não foi um desafio maior porque Ian Kerner é o terapeuta sexual de maior sucesso dos Estados Unidos. Após o nascimento de Owen, 5 anos, e Beckett, 2, ele ganhou experiência prática para escrever seu sexto livro, Love in time of Colic (algo como “Amor nos Tempos de Cólica”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil, à venda nos EUA a partir de 2009). Nesta entrevista, Ian fala sobre sexo pós-paternidade com conhecimento de causa. E dá dicas práticas para não deixar o desejo desaparecer.9 razões médicas para se fazer sexo
Há quem diga que o mundo gira em torno dele. Verdade ou não, ninguém discute que, além de perpetuar a espécie, o sexo é a grande fonte de deleite da humanidade. E, mais do que isso, quem se dedica a essa prática como se fosse uma prazerosa modalidade esportiva ainda conquista outras benesses para o corpo e para a mente. Talvez você questione: afinal, quantas transas por dia, semana ou mês são necessárias para garantir tanta saúde assim? Não há resposta. “Até porque quantidade não tem a ver com qualidade”, diz o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo. Desde que o casal se sinta bem com uma relação diária ou semanal, o organismo já vai tirar proveito. Mas, diante dos bons efeitos que apontaremos a seguir, talvez você não pense duas vezes para intensificar sua atividade entre os lençóis.
Sexualidade com mais amor!
Desequilíbrio sexual significa que, em nível de nossa relação sexual, acontecem fatos que evitam que esta relação com outras pessoas se desenvolva com bem-estar completo para todos os envolvidos, não só para uma pessoa. O desequilíbrio nos ajuda a tomarmos consciência e superar o fato causal, mas se escolhemos ficar nesta relação inconscientemente, sua contínua repetição vai desequilibrando-nos mais ainda até fazer com que nos sintamos mais sem possibilidades, com culpa, medo, vergonha, sozinhos, incompreendidos. Provavelmente se seguimos assim, é porque em algum nível de consciência, estamos desfrutando deste mesmo desequilíbrio. Fisicamente, estes desequilíbrios prejudicam e fazem com que a resposta sexual só aconteça dentro deste desequilíbrio, provocando enfermidades físicas, fixando-se como um padrão de respostas. Sadomasoquismo é um exemplo de desequilíbrio sexual. Homossexualismo, apesar de não ser um desequilíbrio sexual e sim uma escolha a muitos níveis inconscientes, provoca desequilíbrio pelo enfrentamento diante da pressão e preconceito social, que pode terminar em um conflito entre o amor e o físico, chamado HIV.
Sexo, net e casamento
Um fantasma assola as esposas: não mais a vizinha boazona mas uma máquina gélida – o computador. Mais propriamente, a net, em cujas curvas virtuais os maridos derrapam até às quinhentas da madrugada, atrás de conteúdos eróticos e, até, facadas no matrimónio. As alcovas são agora o Explorer, o Firefox, o MSN, o Hi5,Orkut e até o Tube8.
A revista ‘Atlantic’ publicou um ensaio: ‘Será a pornografia adultério?’ Eis a questão: quando um dos cônjuges tem o hábito (geralmente secreto) de assistir a material porno, será que o outro se sente traído? E terá esse direito? Uma pesquisa nos EUA mostrou que só 30% das mulheres já se embrenharam num site erótico, contra 86% dos homens. O ensaio conclui que, bem mais do que as damas, os marmanjos alimentam o desejo com fantasias sexuais conscientes e pormenorizadas. Será mesmo assim? Até 40 anos atrás, a nossa cultura fingia que as mulheres não tinham sequer libido – nasciam mamãs abnegadas e fadas do lar. Ora, é cómodo esquecer que um dia, numa galáxia distante, o parceiro da vida já foi um príncipe encantado inspirador de taquicardias, e não o sapo que hoje ressona no sofá.
Puritanismos a "nú"
A nudez pode ser arte ou protesto, pode significar afeto ou defender causas humanitárias. Tornou-se uma manifestação de liberdade vencedora no mundo de hoje. É, portanto, intrigante que ela esteja sendo contestada agora no Brasil por atores e atrizes. Tudo bem, mas cuidado para não incentivar a censura.
Nudez não é coisa simples. Ela aparece logo nas primeiras páginas da Bíblia e de outros textos fundadores da civilização. Para Adão e Eva, tornar-se consciente da nudez é o resultado da mordida no fruto proibido – e logo eles sentem vergonha, fraqueza e derrota, diante de si próprios e diante de Deus. O grego Homero, no épico Odisséia, descreve os apuros do náufrago Ulisses nu diante da princesa Nausícaa – que no final gostou do que viu. No século XX, em seu esforço para desvendar o inconsciente, Sigmund Freud, pai da psicanálise, disse que o sonho de estar nu em público é comum a todos os homens. Apesar da ligação estreita com vergonha e fragilidade, contudo, não se pode dizer que essas sempre tenham sido as conseqüências da nudez: ao longo da história, em diferentes contextos, o corpo despido também expressou orgulho, desafio ou liberdade. Nas últimas semanas, a discussão sobre o significado da nudez para os brasileiros ressurgiu de onde não se esperava. Quem pôs o tema em circulação foi o ator Pedro Cardoso, em um discurso durante o lançamento de seu novo filme, Todo Mundo Tem Problemas Sexuais. Ele depois fez o assunto render em seu blog.
Sua tese surge meio deslocada em um tempo em que a nudez em suas várias formas – como os biquínis com tecido insuficiente para fazer uma gravata-borboleta – parece ter vencido. Mas ele atacou com força, sustentando que toda a indústria do entretenimento no Brasil (inclusive revistas masculinas como Playboy, publicada pela Editora Abril, que edita VEJA) estaria tomada por uma mentalidade "pornográfica", que força os artistas a se expor e assim os degrada. A nudez está em toda parte. Está em novelas como A Favorita e Pantanal e em quase todos os filmes em cartaz com censura acima de 16 anos. O recém-lançado Entre Lençóis tem os atores Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira quase pelados todo o tempo. Alguns atores aproveitaram a oportunidade para revelar que despir-se diante das câmeras envolve sempre uma dose de aflição. Ninguém, entretanto, endossou o discurso de Cardoso, cuja ira se mostrou, afinal, isolada entre os seus colegas.
"Não acho que essa cor vistosa, que é a nudez, possa ser retirada da nossa palheta. Eu passei por constrangimentos
ao longo da minha
carreira e muitas
vezes estava vestida"
Maitê Proença, 50, protagonizou vinte filmes e dois ensaios de capa para revista masculina |
Entre os apoios óbvios que Cardoso recebeu está o de Graziella Moretto, atriz e sua namorada, que afirmou desconhecer ator ou atriz que não se sinta "pessoalmente aviltado com a tênue linha que hoje nos separa da pornografia". Outras atrizes, que já se expuseram bem mais que ela, como Maitê Proença e Claudia Ohana, admitem que já se sentiram constrangidas, mas não necessariamente em cenas de nudez. Não deixa de ser intrigante que essa questão esteja sendo discutida no Brasil nos dias atuais. Quando a nudez é aceitável? Quando ela é ofensiva? E quem decide isso? Uma varredura cultural e histórica sobre essas questões nos leva a conclusões surpreendentes. É errada a idéia de que a "evolução da mentalidade", como dizia a geração que adorava tirar a roupa nos anos 60, vai sempre na direção de mais para menos roupa, de menor para maior permissividade. Cada cultura em cada era tem sua própria etiqueta e suas formalidades. Pruridos somem e reaparecem tempos depois. Essa é uma das graças da civilização.
O Brasil está vivendo uma fase mais recatada? Talvez não seja uma fase. Para o antropólogo Roberto DaMatta, a tese de que o Brasil do biquíni e do Carnaval é particularmente permissivo em relação à nudez é enganosa. Do ponto de vista de sua disciplina, explica ele, o uso de roupas, ou a falta delas, responde a certas molduras ou rituais. No Carnaval, por exemplo, ninguém está realmente nu enquanto estiver coberto com algum elemento alegórico – ainda que seja a purpurina. E o regulamento da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro é um eloqüente exemplo das sutilezas envolvidas nas definições da nudez: um destaque pode desfilar com seios, nádegas e tudo o mais à mostra. Mas, se deixar cair o tapa-sexo, comete falta grave e sua escola perde pontos. "A fronteira entre a nudez aceitável e a obscena é uma dessas questões que não têm solução pronta", diz DaMatta.
Tampouco na história da arte as demarcações são claras. Obras-primas universais foram objeto de censura em diferentes épocas. Pouco antes da conclusão das pinturas da Capela Sistina, um dos assessores do papa Paulo III advertiu Sua Santidade de que as imagens do Juízo Final criadas por Michelangelo eram mais adequadas a uma taverna do que a uma capela. Assim, em 1558, véus e folhas de parreira foram acrescentados a elas – e só retirados em restaurações recentes. A célebre Vênus de Milo, que incorpora o ideal de beleza feminina da antiga Grécia, também já foi alvo de repúdio: em meados do século XIX, foi objeto de um processo num tribunal alemão e "condenada" como imoral. Meses atrás, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconni demonstrou que o pedigree de uma obra de arte não basta para pô-la a salvo de reservas: ele mandou encobrir o seio de uma figura alegórica pintada por Giovanni Battista Tiepolo no século XVIII, pois o quadro adorna a sua sala.
Vários tipos de justificativa são apresentados quando uma obra de arte com figuras nuas é censurada – do simples pudor até as teorias mais complicadas. Um argumento clássico é o de que o "nu artístico", ao contrário do "nu vulgar", não desperta sensações carnais no espectador. Esse argumento foi desmontado pelo crítico inglês Kenneth Clark. "Se um nu deixa de despertar no espectador um vestígio de sentimento erótico, por menor que seja, ele não é apenas arte ruim como falsa moral", escreveu Clark. Mais recentemente, a crítica americana Camille Paglia sustentou que a grande arte não se mistura apenas ao erotismo, mas, em certas ocasiões, também à pornografia – quando explora "as forças extremas do instinto e da sexualidade atuando por baixo das convenções sociais".
Na segunda metade do século XX, um novo fenômeno despontou com os movimentos hippie e beatnik: a nudez como forma de protesto social. Nos anos 80, os protestos envolvendo pessoas nuas passaram a fazer parte do repertório de entidades humanitárias. A ONG americana Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), por exemplo, opõe-se ao uso de peles na indústria da moda conclamando ativistas e celebridades a tirar a roupa em suas manifestações. Mais recente ainda é a chamada Naked Charity (caridade nua). Todos os anos, pelo menos 100 calendários beneficentes com pessoas nuas são lançados nos Estados Unidos e na Europa, para ajudar menores carentes, pesquisas de combate ao câncer ou desabrigados por desastres naturais. "Esses calendários são uma provocação aos códigos, em que pessoas exibem corpos fora dos padrões estéticos valorizados, e por isso chamam atenção", diz o antropólogo José Carlos Rodrigues, da PUC do Rio de Janeiro. No Brasil, uma entidade de apoio a crianças com câncer chamada Graacc produziu, em 2006, um calendário com onze voluntárias, de 50 a 81 anos, todas seminuas. Foram vendidas 10 000 unidades. A atração pelo nu é explorada ainda pelo fotógrafo americano Spencer Tunick, que roda o mundo fotografando grupos de pessoas peladas. Em 2002, ele conseguiu atrair 400 voluntários nus no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Recentemente, levou uma legião aos Alpes suíços, para protestar contra o aquecimento global.
Em seu blog, Pedro Cardoso sustenta que a nudez da televisão e dos filmes, na verdade, é uma deturpação de todas as manifestações legítimas da nudez, da arte real às passeatas para proteger os animais. Ela seria algo assim como uma forma de dominação imposta pelo "sistema" – e por isso deveria ser banida. Nesse ponto, seu pensamento se aproxima do de feministas americanas como Andrea Dworkin e Catherine McKinnon, que atacaram a indústria pornográfica sustentando que ela era um fator de escravização política e econômica da mulher. "A pornografia", dizia McKinnon, "institucionaliza a supremacia masculina." No começo dos anos 90, essas feministas conseguiram inclusive a aprovação de uma lei no estado de Indiana, banindo qualquer tipo de material que mostrasse "a subordinação gráfica e sexualmente explícita de mulheres, em palavras ou imagens". A lei foi contestada na Suprema Corte americana, que a declarou inconstitucional, por ferir o direito básico de liberdade de expressão. Essa tem sido a diretriz da corte em julgamentos semelhantes desde o fim da década de 50 – a exemplo da história da liberação do filme Os Amantes, de Louis Malle. Ainda que resulte em produtos ofensivos, ou até repugnantes para certos grupos, diz o tribunal, a liberdade de expressão deve ser preservada, pois é um dos pilares da democracia. Outro exemplo clássico dessa linha de atuação é a vitória de Larry Flynt, dono da revista pornográfica Hustler, em processo movido por um pastor alvo de uma paródia sórdida, em que perdia a virgindade em incesto com sua mãe. O que pode haver são restrições – impedindo que a pornografia, por exemplo, circule em qualquer lugar ou atinja as crianças.
Esse é, aliás, o limite para a nudez em sociedades como a americana – ou a brasileira. Controlá-la para impedir que atrapalhe o desenvolvimento de crianças faz sentido. "A exibição de conteúdo erótico na televisão, ainda que eventual, pode afetar as crianças mais do que se imagina", diz o psicanalista Joel Birman. "Elas são seduzidas sem perceber, e o resultado pode até mesmo ser traumático." Bani-la para satisfazer adultos melindrosos ou puritanos é um erro (e não é descabido lembrar que a vida ascética costuma ser uma marca dos grandes autoritários – como Hitler ou Stalin). Mais vale a filosofia expressa – com a ironia e o exagero típicos dos modernistas, é claro – por Carlos Drummond de Andrade no poema Em Face dos Últimos Acontecimentos: "Oh! sejamos pornográficos / (docemente pornográficos). / Por que seremos mais castos / Que o nosso avô português?".
Trecho do livro "Sexo no Capitólio", de Jessica Cutler
Sexo é atividade gratuita favorita de britânicos
As 'bobagens' que Jolivaldo Freitas transformou em livro
Falar de sexo, em pleno século XXI, ainda é tabu. Não para Jolivaldo, que sabe falar de assunto polêmico como esse, sem chocar, sem bloquear o interlocutor. "Vulgar – Brincando de Sexo & Outras Bobagens", é um livro feito para brincar e ao mesmo tempo para nos guiar pela seriedade do tema e nos instigar a encarar a vida com um sorriso largo, como faz seu escritor, que tira do sério até os mais sisudos. Após prisão por sexo, hotel de Dubai oferece "guia"
Um dos mais populares hotéis à beira mar de Dubai está oferecendo a seus cliente um "guia de etiqueta", depois que um casal britânico foi condenado por manter relação sexual na praia, próximo ao hotel, informa nesta quarta o jornal britânico The Times. O guia, que sugere que os clientes podem ser presos ao se exibirem publicamente de maneira inadequada, é deixado nas mesas do Hotel Madinat Jumeirah, durante as refeições. Os hóspedes devem ser discretos aos expressar afeto publicamente, diz o hotel, com nada mais do que um beijo no rosto. Caso contrário, o turista torna suscetível a uma intervenção policial. Os britânicos Michelle Palmer e Vince Acors foram presos no mês passado, "por fazer sexo fora do casamento e ofender a decência pública". A detenção aconteceu em um hotel próximo ao aeroporto de Dubai. Os turistas foram condenados a três meses de prisão e a pagar uma multa de 200 libras, além disso, serão deportados de Dubai após cumprir a pena. Só no ano passado, outros 230 britânicos foram detidos nos Emirados Árabes. Sexo, amor e traição
A infidelidade está aumentando nos casamentos? Esta pergunta é um dos maiores desafios no estudo científico do casamento, e ajuda a explicar por que estudos diferentes geram estimativas variadas dos índices de infidelidade nos Estados Unidos.Mas diversos novos estudos sugerem surpreendentes mudanças no panorama marital. A infidelidade parece ter aumentado, particularmente entre homens mais velhos e casais mais novos. O mais notável, no entanto, é que as mulheres mais jovens parecem trair tanto quanto os homens."Se você quer saber se a infidelidade está aumentando, não perceberá mudanças tão notáveis de longe", disse David C. Atkins, professor de pesquisa do Centro de Estudo da Saúde e Comportamentos de Risco da Universidade de Washington. "Mas amplie a imagem e analise as traições por gênero e idade e você enxergará mudanças significativas".PesquisaAs informações mais consistentes sobre a infidelidade vêm da Pesquisa Social Geral, patrocinada pela Fundação Nacional de Ciência e baseada na Universidade de Chicago, que usa uma amostra representativa nacional para acompanhar as opiniões e o comportamento social dos americanos desde 1972. A pesquisa mostra que em qualquer ano, cerca de 10% das pessoas casadas (12% dos homens e 7% das mulheres) dizem ter tido relações sexuais fora do casamento.
Salão Erótico: «No sexo não há crise»
A edição 2008 do Salão Erótico Internacional de Lisboa (SIEL) abriu portas no Pavilhão 4 da FIL na sexta-feira à tarde. São três dias em que se pode «esperar tudo», segundo a organização, que adianta: «No sexo não há crise». Juli Simon, o director do evento, que está pelo quarto ano consecutivo na capital portuguesa, disse ao PortugalDiário que a afluência inicial foi acima do que esperava. «Depois das 14h, quando o salão abriu, estávamos 15 por cento acima do número de visitantes do ano passado. É muito significativo». Este ano, o salão abre apenas durante três dias, menos um do que nos outros anos. Em cada um deles são esperadas 10 mil pessoas, em média. «A expectativa é alcançar os 30 mil visitantes», apontou Juli Simon. Quem se deslocar à FIL tem à disposição «cerca de 50 expositores e uma centena de artistas a trabalhar nos espectáculos», disse o director do evento. «Quem vier aqui pode esperar tudo. Tudo aquilo que quer ver e tudo aquilo que nunca imaginou que ia ver. Temos shows de todos os géneros. Masculinos, femininos, étero, gays, transexuais. Há um cantinho para tudo e para todos», acrescentou o realizador de filmes pornográficos e porta-voz do SIEL2008, Sá Leão.
Toque brasileiro
Este ano, o evento conta com um país convidado, o Brasil. «O que entendemos é que cada país tem os seus próprios sonhos e formas de viver a sexualidade. A forma de abordar a sexualidade pelos esquimós não é a mesma que a dos indonésios, a dos portugueses, franceses ou mexicanos. Acreditamos que tentar atrair maneiras diferentes de viver o erotismo seria interessante», explicou Juli Simon. As mulheres também têm este ano mais espaço dedicado, ainda que a maioria dos visitantes seja do sexo masculino. «Elas aqui tem uma oferta variada, deste sessões de tuppersex, que é explicar o uso dos brinquedos eróticos e outros produtos, até strippers masculino», frisou o organizador. Sã Leão, mostrou-se entusiasmado com a edição deste ano, onde além das funções de porta-voz assume também a responsabilidade de animar o Estúdio X. Neste espaço, os visitantes podem assistir ao processo de produção de um filme para adultos. Além de muitos visitantes, durante as primeiras horas, os pontos de venda também registaram muito movimento e o marasmo económico mundial não passou nos torniquetes, segundo a organização. «Aqui qualquer coisa relacionada com o sexo e o erotismo pode comprar-se. Desde livros, quadros, brinquedos a roupa. O nível de vendas é o mesmo do ano passado, o que significa que, apesar da crise, ao nível do sexo as pessoas continuam a consumir», disse Juli Simon, rematando: «No sexo não há crise».Virgens - Procuram-se !
Segundo o dicionário Houaiss a palavra virgindade significa condição de quem nunca teve relação sexual. Mas será que isto está relacionado diretamente ao rompimento de uma simples pelinha chamada hímen? O tema está na moda e hoje, é comum ouvir falar em garotas que leiloam a própria virgindade. Já outras se dizem virgens, mas topam fazer filmes pornôs somente com sexo anal. E tem ainda aquelas que fazem cirurgia plástica e como num passe de mágicas voltam a ser virgens... Tais comportamentos confundem ainda mais a definição do que é ser virgem. Existem outras formas de prazer, como por exemplo, o sexo anal. Uma pessoa que não fez sexo vaginal, mas teve uma penetração anal, não pode mais ser considerada virgem, pois houve uma relação sexual, independente da forma como ela aconteceu. Assim, manter o hímen está ligado mais à preocupação que as mulheres têm em desempenharem um papel imposto pela sociedade e pela mídia.Ser virgem está novamente na moda, isso é um fenômeno passageiro, assim como o sexo anal foi moda há algum tempo e hoje não é mais uma preocupação. Não existe uma única definição, a virgindade está mais na cabeça de cada um do que no próprio conceito em si. Se uma pessoa quer reconstruir o hímen para voltar a ser “inocente” novamente, sem chances, pois não é uma simples cirurgia que vai apagar o seu passado sexual.





