Virgens - Procuram-se !

Segundo o dicionário Houaiss a palavra virgindade significa condição de quem nunca teve relação sexual. Mas será que isto está relacionado diretamente ao rompimento de uma simples pelinha chamada hímen? O tema está na moda e hoje, é comum ouvir falar em garotas que leiloam a própria virgindade. Já outras se dizem virgens, mas topam fazer filmes pornôs somente com sexo anal. E tem ainda aquelas que fazem cirurgia plástica e como num passe de mágicas voltam a ser virgens... Tais comportamentos confundem ainda mais a definição do que é ser virgem. Existem outras formas de prazer, como por exemplo, o sexo anal. Uma pessoa que não fez sexo vaginal, mas teve uma penetração anal, não pode mais ser considerada virgem, pois houve uma relação sexual, independente da forma como ela aconteceu. Assim, manter o hímen está ligado mais à preocupação que as mulheres têm em desempenharem um papel imposto pela sociedade e pela mídia.Ser virgem está novamente na moda, isso é um fenômeno passageiro, assim como o sexo anal foi moda há algum tempo e hoje não é mais uma preocupação. Não existe uma única definição, a virgindade está mais na cabeça de cada um do que no próprio conceito em si. Se uma pessoa quer reconstruir o hímen para voltar a ser “inocente” novamente, sem chances, pois não é uma simples cirurgia que vai apagar o seu passado sexual.
Na verdade a virgindade começa no himem de alguma forma, é como se fosse um selo de garantia. No entanto ai é onde entra a analise do todo, o que em esoterismo chamamos de alinhamento harmonico, mente, corpo e espirito. Porque se voce ainda é virgem de corpo, mas, não é de mente, o espirito vai sentir sim esse desequilibrio. Quando o Mandamento nos fala, "Não pecar contra a castidade", ele na verdade se refere a castidade da alma e não só do corpo. Assim como reconstituir o himem não faz voltar a ser virgem, simplesmente aderir a uma religião com roupas longas, Biblia na mão e rezar todo dia, não vai surtir efeito, se o a mente não estiver limpa pra que isso seja refletida na alma. Quando analisamos o Arcano 6 do Tarô percebemos que ele está muito bem conectado ao aracano 15 dos desejos, pecados e fornicação, não só no presente temporal, mas, tambem num passado que gerou desejos e paixões, como tambem num futuro, onde a pessoa mesmo se dizendo convertida, ainda sentira remorços e indecisão na alma pensando se ela foi mesmo perdoada ou se seu ser já ta limpo.Na verdade sexo não é sujeira por sua essencia em sí, o que faz ser um ato sujo é justamente a conotação que damos a ele. Assim o que qubra essa força do Arcano 15 é justamente o arcano 8, que tambem se reflete no 17, que é quando a pessoa pesa os prós e os contras, passando a partir daí a acreditar num futuro mais limpo, belo e iluminado.
Agindo nele o Arcano 17 da Esperança, do amor e da fé.Hoje em dia ser virgem se tornou até uma coisa vergonhosa especialmente nas cidades grandes, onde as meninas querem se enturmar e serem as grls do momento que pegam e se envolvem com o maior numero de garotos possivel. Assim elas querem ser mulher logo, e o resto que se dane! Mas, por incrivel que pareça ainda tem um numero razoavel de meninas que se valorizam e que não entregam sua virgindade com facilidade, tanto algumas ligadas a religião, como as especiais que ainda acreditam no amor.Uma moça me disse sobre sua avaliação de virgindade que se a mulher demora de perde-la, não existe a garantia de valorização da mulher, assim como quem investe nas bolsas, mesmo em ações de empresas grandes, não terá garantias que lá na frente na vá se desvalorizar tudo, com uma crise do sistema financeiro mundial. Bem, eu expliquei que a virgindade não pode e não deve ser avaliada assim como um titulo de captação de recursos ou investimento. Ela está mais pra valores espirituais e naturais. Ela é como se fosse um Patrimonio Natural, uma Amazonia por exemplo, que com o passar do tempo fica mais e mais valiosa.A parte do Desejo Sexual entra conjunto a Jupiter e Mercurio no novo ano, bem harmonicos, o que quer dizer que muitas menininhas vão repensar seus valores, se valorizando mais e esperando coisas melhores do futuro com a Dadiva do amor que elas preferirão aguardar.

Liberdade sexual ou sexo sem afeto ?

Não havendo necessidade de forçar o gesto ele será espontâneo, uma conseqüência natural, e não uma imposição. E o espontâneo não causa incerteza, culpa, medo, mal estar, ansiedade.A revolução sexual liberou os costumes, questionou os papéis tradicionais, dissolveu muitos preconceitos morais e eliminou grande parte dos conflitos, transformações benéficas não podemos negar.Mas, para muitas pessoas, o saldo dessa experiência acabou provocando efeitos devastadores: criou barreiras contra o amor, o carinho, a intimidade, e a continuidade do relacionamento.As pessoas, magoadas na luta por um relacionamento mais significativo, acabaram vestindo a couraça do distanciamento, da frieza, do medo. Foram defesas criadas para proteção, já que, desta forma, ficou mais difícil ferir-se, decepcionar -se.Encarar o sexo despojado de envolvimento, um sexo que apenas reforça a negação dos sentimentos e do conhecimento mútuo, onde não se respeita o próprio limite e o limite do outro, faz com que as pessoas cultivem o hábito de um prazer efêmero e ilusório na tentativa de preencher um vazio, uma "falta", que nunca é preenchida.Aí está a tragédia: pessoas sedutoras, explorando a sede de intimidade, ou carência de outro ser humano. E mais, pessoas que satisfeitas fisicamente, continuam ansiando pelo encontro verdadeiro, pela continuidade, por uma relação mais inteira.
Nos "tempos de liberação" que vivemos, ainda existe o conflito entre a necessidade de se defender até que nasça o sentimento, e a vontade de se entregar sem reservas. E os tropeços acontecem quando se tenta encontrar o elo de ligação entre esses dois pólos. Sem carinho, sem conhecimento prévio, "sintonia emocional", o sexo pode fazer mal pois não consegue suprir o vazio, e a insatisfação vem à tona com uma força ainda maior depois do ato sexual.Sexo sem afeto, sem a segurança de gostar e estar sendo gostado pelo que se é, como pessoa inteira, e não só pelo prazer que se pode proporcionar, é apenas sedução, exploração, manipulação.Um escudo contra a solidão, um hábito, correndo ainda o risco de se tornar uma "arena" na qual se dá vazão a tudo menos ao amor. Desta forma ele pode ser válvula de escape para a ansiedade, necessidade de afirmação, compensação para sentimentos de rejeição, etc. Infelizmente, constata-se que a incessante procura do sexo pelo sexo, pode acabar se tornando apenas numa maneira de se evitar um relacionamento, mais profundo e gratificante, conseqüência natural da ligação entre duas pessoas que se gostam, se "curtem", se admiram, e se desejam.

O casamento de pessoas do mesmo sexo

A possibilidade dos casamentos de pessoas do mesmo sexo foi recentemente rejeitada na AR devido ao bloqueio do PS/PSD. Como o assunto, em breve, irá voltar à ribalta, entendemos abordar algumas questões.Na história do casamento cruzam-se duas lógicas: a do sagrado e a do profano. Quanto à primeira, que nas sociedades ocidentais vai perdendo relevância, nada temos a acrescentar porquanto se enquadra nas convicções religiosas de cada um. Já quanto à segunda, as coisas são distintas uma vez que o Estado, pela mão das forças políticas e religiosas tende a impor regras sob a forma de lei, a tal ponto de o casamento e a sua irmã, a herança, constituirem peças essenciais do ordenamento jurídico.O casamento do ponto de vista legal, do Estado, é um contrato, com grandes semelhanças com um contrato de sociedade e que visa regulamentar os direitos e os deveres das partes contratantes, tendo como principal atenção, a propriedade e a sua transmissão, mormente em relação aos filhos. Quando se constitui um contrato de sociedade, que tem as devidas incidências patrimoniais, que estatui sobre a transmissão das partes sociais ou a alienação de bens, o Estado não exige que os sócios sejam um par heterossexual, nem sequer que seja um conjunto de duas pessoas, existindo mesmo a figura de sociedade unipessoal, fórmula imaginosa de limitação das responsabilidades assumidas por uma pessoa.
A figura do adultério, condição de rescisão do contrato de casamento (a que se dá o nome de divórcio) tende apenas a ser um argumento que uma das partes utiliza quando o entende, sabendo-se, na prática, da vulgar existência de actos e situações de adultério unilateral e bilateral, a que a sociedade não dá relevo nem, muitas vezes, os próprios membros do casal valorizam. Uma vez que a médio prazo, a rescisão do contrato de casamento deixará de necessitar a apresentação de causas específicas e culpados, cessará também a intrusão do Estado na vida afectiva das pessoas através da alegação do adultério.A íntima e ancestral ligação entre o Estado e as entidades zeladoras da moral (igrejas, sacerdotes, etc) tende a reduzir-se, por um lado, à medida em que a cidadania impõe direitos universais e, por outro, que o Estado desvaloriza o apoio das religiões, face ao papel assumido por outras instâncias de controlo das consciências, como os media. Assim, num contrato de casamento, a relação pessoal entre as partes contratantes, os seus afectos, tal como a forma e com quem exercem a sua sexualidade deixam de ser relevantes; dessacralizado o casamento, a tradição jurídica que vem legislando sobre o contrato, apenas quando efectuado entre pessoas de sexo diferente, passa à categoria de facto histórico.A homossexualidade, como se sabe, era tolerada no mundo greco-romano, como uma opção individual. O cristianismo introduziu a ideia de que a mesma seria uma aberração, da mesma maneira que considerou os ateus como animais que só se interessavam pelos prazeres da carne.
A punição surgiu, quanto mais não seja, porque uma ligação homossexual não produz descendência, assunto importante em tempos de elevada mortalidade infantil, curta longevidade e de grande necessidade de trabalho braçal. O controlo populacional permitido fazia-se com a neutralização da possível reprodução, através do ingresso na vida eclesiástica, onde os ricos, com um dote adequado, enfiavam os filhos que pudessem atrapalhar a unidade do património; e onde os pobres colocavam os rebentos (para servir os ricos, naturalmente) de modo conveniente para a redução do número de participantes na parca alimentação familiar. Nessas épocas mais recuadas, já as uniões de facto eram frequentes e objecto de outra tolerância, porque a ausência da bênção religiosa ou estatal não constituía óbice à reprodução humana e adequada oferta de força de trabalho.Apesar de severamente proibida, a homossexualidade vingou clandestinamente na vida eclesiástica, que nunca foi um modelo de castidade. Mais recentemente, elementos da sucursal vaticana em Portugal divertiam-se na Madeira (Ponta de S. Lourenço, caso padre Frederico), enquanto o cardeal Ratzinger, valente arcanjo homofóbico, emitia, nos anos 80, instruções para o encobrimento de crimes de pedofilia cometidos por padres. Também entre soldados e marinheiros, submetidos a longos períodos de afastamento de mulheres, o ambiente se tornou propício ao desenvolvimento das relações homossexuais, estando a presença de militares, ligada à tolerância gerada em S. Francisco durante e após a guerra de 1939/45.
Actualmente, a reprodução humana tende a ser dificultada pela relação de trabalho, monopolizadora das atenções de cada indivíduo, que retardan a idade dessa reprodução e onera brutalmente os custos inerentes à existência de filhos. Por outro lado, nos países desenvolvidos, as necessidades de mão de obra, são mais rentáveis se cobertas pela imigração de países de natalidade mais forte, que portanto, exportam uma mão de obra adulta e com a formação necessária de acordo com as carências do importador e que não será paga por este.Neste contexto, até existe uma base económica para a aceitação de ligações entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que está assegurada a reprodução da mão de obra. E, assim sendo, estão criadas as condições para que essas ligações afectivas se exprimam livremente e sem constrangimentos, não se diferenciando assim, das ligações entre pessoas de sexo diferente.Mais importante, porque se refere à vida das pessoas, é o direito elementar de cidadania que atribui a cada um a livre expressão dos seus sentimentos e do exercício da sua sexualidade, sem que dai resultem dificuldades negadas às pessoas heterossexuais, como o direito à transmissão de bens gerados em comum, o direito de aquisição em comum de propriedade imobiliária (ou aluguer), o direito de receber pensão por morte do companheiro/a, o direito de adoptar crianças. Neste último capítulo, é particularmente cínico admitir-se que um casal de pessoas do mesmo sexo não será, à partida, capaz de acarinhar e educar convenientemente uma criança, uma vez que ninguém questiona se um casal heterossexual tem capacidade para tratar devidamente uma criança, mesmo que filho biológico.Quanto às pessoas de direita, confirmamos com toda a sinceridade que a homossexualidade não é contagiosa tal como o aborto não tem efeitos retroactivos. Estejam descansados. 2 - O carácter autoritário do PS/PSD A propósito dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, evidenciou-se o carácter totalitário dos partidos políticos, mormente do PS como partido do poder absoluto. Assim, deputados com opinião distinta do gang dirigente foram obrigados a votar de acordo com a orientação do referido gang e todos acataram obedientemente, tementes da perda dos privilégios inerentes à função. Todos, com a meritória excepção de Manuel Alegre, pois o dirigente da JS que também votou a favor das moções, foi objecto de uma permissão específica do fuhrer Pinto de Sousa.Sobressai deste episódio que se pretende que os deputados sejam meros papagaios, que soletrem as ordens do dono evidenciando-se assim a total falta de real independência do deputado enquanto representante dos eleitores. Porque é assim, nenhum se lembra de sair à rua para falar com a população que o elegeu, vivendo refugiados e acantonados em cima das alcatifas dos corredores do poder, replicando o que lhes deixam ou encomendam para dizer. A multidão paga da mesma moeda, revelando um olímpico desprezo pelo mandarinato, percebendo implicitamente que se vive numa falsa democracia.

Sexo com aspirador de pó dá cadeia

Definitivamente, não consigo mais entender este mundo, viu?! Um rapaz trabalhador, de 29 anos, cujo nome não foi divulgado, foi denunciado essa semana pela vizinha e acabou preso. O caso aconteceu nos EUA, no Estado de Michigan. A frustrada da vizinha declarou à polícia que no lava-rápido onde o moço trabalhava, aconteciam "atividades suspeitas" e que devia ir imediatamente ao local para checar. Lá foram os ocupados policiais do Michigan chegar a denúncia da dona-estraga-prazeres. Chegando lá, os policias se depararam com a deprimente cena: o lavador de carros praticando um sexo alucinante com um aspirador de pó! O rapaz acabou atrás das grades. Esse negócio de transar com aspirador de pó deve ser muito bom mesmo, pois em março um outro eletrotarado, um polonês mestre-de-obras, foi flagrado nu, em um hospital infantil da Inglaterra, revirando os olhinhos com as, literalmente, chupadas de um simpático aspirador. Será que esse povo não tem medo de perder o bigulinho, não, hein? Ou será que o tesão é maior?E outro caso, em 2007, deu muito o que falar. O artista circense Daniel Blackner, que se apresentava no Festival Fringe de Edimburgo, na Escócia, foi levado às pressas para o hospital "engatado" com um aspirador de pó. Isso mesmo. O anãozinho introduziu seu pés no cano e não conseguiu mais tirá-lo. O incidente aconteceu quando Blackner - apelidado de "Capitão Dan, o Anão Demoníaco" -, do Circo de Horrores, preparava um espetáculo que consistia em atravessar o cenário com seu pênis dentro de um tubo do aspirador, segundo noticiou, na época, a agência Press Association. Acontece que o cano estava rachado e ele usou um "pouquinho" de cola. Blackner já era conhecido por suas apresentações excêntricas, mas, na ocasião, deixou muita mulher com uma pulga atrás da orelha, descrentes da história da cola. Afinal, que pênis é esse que fica entalado hein? Ou melhor, anãozinho bem-dotado este. Muitas disseram que pagariam para vê-lo do jeito que veio ao mundo só para ver o também famoso membro do moço.Agora, que isso tudo é bizarro é, mas que mal tem?

Filme polémico e eventualmente chocante

Há um filme em Portugal que não estreou até agora, porque a sua versão integral não agrada a alguns dos que já o viram. Paulo Branco que é o produtor, disse a Raquel Freire, a realizadora, que "Desde 'Branca de Neve', de João César Monteiro, que não tinha tantas dores de cabeça com o filme". Amoral, violento são alguns dos adjectivos que já foram atribuídos a "Veneno Cura", mas Raquel Freire garante que o filme lhe saiu das entranhas. Sexo, violência e morte são temas abordados a partir de uma perspectiva muito intimista. Estreou esta semana na sua versão integral no International Film Festival de São Paulo, e na versão integral que Raquel Freire defende. Será que Portugal e a Europa o vão ver sem cortes? É a questão que fica no ar. Porque sugestões nesse sentido já foram feitas, para amenizar as cenas eventualmente chocantes, entre as quais se conta a morte de uma criança, um aborto, um parto, uma violação doméstica e o sexo em bordéis.

O sexo nas Arábias

Tal como à mulher de César, às mulheres árabes não basta serem sérias, têm também de parecê-lo. O que no Iémen equivale a prisão domiciliária. Mas, por entre as maravilhas e os horrores de uma cultura milenar, descubro que, “afinal, havia outra!” As injustiças revoltam-me. Por causa disso, uma vez fugi da escola primária e fui esconder-me num bosque de mimosas, o que me valeu reguadas, mas também a descoberta de uma revista pornográfica escondida no tronco oco de uma árvore. Nessa altura, ao folhear a revista, a primeira coisa que me ocorreu foi que as lições de educação sexual da minha mãe eram incompletas. Olhando agora as mulheres tapadas por um luto perpétuo, penso que, aqui, os ensinamentos da minha mãe de há 30 anos atrás seriam pornográficos.
Acho injusto que as mulheres estejam trancadas em casa em nome da virtude, enquanto os maridos se entregam, sem censura, aos seus vícios. Em Sana, tal como no resto do Iémen, a partir da hora de almoço os homens pouco mais fazem do que mascar ‘qat’. É nesta droga que a maioria gasta boa parte do ordenado. Outros, consoante as posses, têm várias mulheres. E elas? Podem votar, sair para os mercados, ir à mesquita, tomar chá em casa de amigas ou familiares e passear na rua com os seus amos. Pouco mais. As novas gerações também vão à escola, viajam de autocarro e têm telemóvel. Li numa revista que os namoros são através dos chats da internet. Nem os meus bisavós namoravam de tão longe. E quando se casam os rapazes só conhecem os olhos das raparigas. A tolerância que tenho para com outras culturas acaba onde começa o meu respeito pelo ser humano. Em protesto contra a condição das mulheres árabes, e sufocada de calor, tiro para sempre o lenço da cabeça e dirijo-me ao guarda da Embaixada do Sultanato de Omã, onde vou pedir um visto. Só daqui a dez dias. Estamos no fim do Ramadão e todos os serviços da capital estão fechados, o que me obriga a rever planos. Depois da polícia turística me recusar a autorização para seguir por terra para norte devido a 'instabilidade política', decido passar uns dias em Hodeida, na costa do Mar Vermelho, e ir de avião para Mascate. A viagem pelas montanhas de Djebel Haraz até Hodeida é um calvário. Nunca antes tinha sentido este tipo de medo, misto de vertigem e de angústia. Mas também nunca antes tinha passado tangentes a desfiladeiros tão altos que deixo de ouvir, guiada por dois motoristas suficientemente doidos para trocarem de lugar com o autocarro em andamento. As ondas do Mar Vermelho não me consolam. Ao segundo dia, arrisco ir até Zabid, onde o italiano Pier Paolo Pasolini filmou as suas ‘Mil e Uma Noites’, nos anos 70. A cidade faz parte da lista do Património Mundial da UNESCO, mas está degradada e em ruínas, o que, quanto a mim, não retira beleza às casas e monumentos, arquitecturas inesperadas encafuadas em ruelas poeirentas. De entre as preciosidades, o estrelato vai para a casa onde se passa o filme de Pasolini, salas assombradas por uma luz que se desfragmenta nos vitrais coloridos. Ao sair, sou arrastada por um grupo de raparigas que me querem levar a conhecer a noiva. O Ramadão acabou há dois dias, chegou a época dos casórios. Num barracão com música em altos berros, onde os homens não podem entrar, vejo, pela primeira vez, o rosto destapado de mulheres com olhos e bocas pintados, vestidos vaporosos, sandálias de salto alto. Com a boca aberta de espanto e as mãos cheias de pevides, penso: afinal, havia outra! E vou-me embora aliviada no que respeita à vida sexual das iemenitas. Em relação ao medo – de regresso a Sana – não sinto qualquer espécie de alívio, a não ser o de saber que esta é a minha última viagem de autocarro no Iémen. A cidade passou de noctívaga a diurna, movimenta-se, é real. Houve momentos em que me senti numa capital--fantasma. Olho por uma última vez para Bab al Yemen, as portas da Sana antiga, Veneza sobre areia, segundo Pasolini. Na mala levo perfumes e tecidos exóticos, souvenirs de ocasião. Os meus desejos? Acabar com a discriminação sexual, perder vários medos e, já que é para pedir… um queijo de Azeitão com broa de milho e vinho tinto alentejano.

Luana Piovani surpreende ao mostrar seios e falar de sexo em peça

Luana Piovani estreou seu primeiro monólogo, Pássaro da Noite. Dado Dolabella garante: "O texto é tão maravilhoso que a nudez fica em segundo plano. Fiquei vidrado na história. Chega um momento em que você esquece do peito. Não é uma exposição gratuita".Os seios em questão são da namorada do ator, Luana Piovani, que estreou seu primeiro monólogo, Pássaro da Noite, quarta-feira, no Teatro do Leblon. Dado estava lá e, como outros convidados, viu a atriz se despir parcialmente em cena, com transparências reveladoras.Não é novidade para ele. Talvez esquecendo de que é para o público, o ator acredita que ninguém irá ao teatro apreciar o que a Playboy nunca conseguiu estampar em suas páginas.Não, Luana garante que não está em negociação com a revista, mas em cena, faz muito mais do que tirar a roupa. Despe-se dos pudores. Provocante, sua personagem passeia a mão pelo sexo na lingerie aparente, garantindo que a peça está umedecida.Mais: descreve o tamanho do membro de um dos parceiros, Alfredo, avantajado. Para ela, o que interessa mesmo no homem é o "falo". Um de seus parceiros era cego, ela revela. Manipulou-o e fez sexo oral nele no elevador. Depois do expediente, sexta-feira, às 18h, diz Luana na pele da secretária perdida num fim de noite, ela entra no banheiro.Em instantes, está diante de uma carreira. Sim, cocaína. "Nariz é para cheirar, garganta é para sorver", sentencia. Nada disso é páreo para outra revelação do texto de José Antonio de Souza: quando criança, ela tinha a mania de levar o dedo a determinada parte do corpo e cheirá-lo.Em cena, de frente para a platéia, leva a mão até as nádegas, por dentro da lingerie, traz o dedo ao nariz e propõe que todos deveriam sentir os aromas íntimos uns dos outros antes de iniciar uma conversa.Erotismo, nudez e, claro, no fim do espetáculo, colegas de profissão que estavam na platéia saudaram o desprendimento da atriz e comentaram os seios à mostra em tempos de manifesto contra a nudez liderado pelo ator Pedro Cardoso."Luana está deslumbrante, não é apelação. Ela deu a cara a tapa e não levou tapa nenhum", avaliou o ator Claudio Heinrich. "Adorei, na arte não há barreiras, é proibido proibir", disse Emílio Orciollo Netto.Já Marco Antônio Gimenez conta que se identificou com o texto. "Ele aborda temas do cotidiano de muitos jovens hoje em dia, como a doideira dela e a tomada de consciência. O nu não me chamou atenção, Luana está de peito aberto", avalia.Diretor da peça e responsável por apresentar a personagem à atriz, Marcus Alvisi vai mais longe. "Ela é uma mulher no limite da vida. Quando há substância, tudo se justifica: até 'cagar' em cena pode". Cabe à própria Luana a palavra final. "Está no contexto. Não é um strip-tease da Luana. Faço porque cabe, quero, posso. A personagem vai se revelando". Como ela, desta vez, Luana mais do que nunca.À procura das asas do desejoA febre de monólogos no teatro nacional só é justificada pelos custos reduzidos de produção, que possibilitam ganhos maiores. Não é todo ator que segura a responsabilidade de entreter a platéia sozinho.No caso de Luana, além de estar só em cena por uma hora, não há cenário. É necessário, portanto, que a platéia encontre um texto que queira acompanhar, com interesse, até o fim. Não é o que acontece com o escrito por José Antonio de Souza.As citações sexuais soam por vezes apelativas, como se o autor quisesse se apoiar em escritores que souberam fazer uso do erotismo ¿ caso de Hilda Hilst ¿, sem possuir, contudo, a habilidade deles.Diante do material, Marcus Alvisi conduz Luana num equilíbrio delicado entre fragilidade e força, e a atriz se sai bem, ainda mais se levarmos em conta que o texto faz uso de uma linguagem poética ora baseada em rimas, ora em frases de suposto impacto como "E toda véspera é renascimento neste corpo de mulher".Falta ao pássaro em questão as verdadeiras asas do desejo. Quem sabe numa próxima ocasião a atriz acerte na procura do que dizer.

Site aponta no mapa pessoas em busca de sexo casual nos EUA

Mashup relaciona dados dos classificados Craigslist e banco de imagens do Google Maps. Um novo mashup (ferramenta que utiliza fontes múltiplas de informação na internet) do Google aponta no mapa as pessoas em busca de sexo casual nos Estados Unidos. O site hookupmaps indica a localização dos anunciantes da seção Casual Encounters (encontros casuais) do site de classificados Craigslist, no Google Maps. O projeto, desenvolvido pelo engenheiro de informática Josh Liptzin, de São Francisco, permite filtros por cidade, idade, data, foto e interesses (homem procura mulher, mulher procura mulher, etc.). As áreas são apontadas com um coração exibindo o número de anunciantes na região. Informações e links para os anúncios são colocados ao lado do mapa, que oferece as mesmas possibilidades de visualização do Google Maps: mapa, satélite e híbrido. – Eu via os anúncios no Craigslist e achava eles tão 1996. Então eu decidi dar uma melhorada na interface – disse Liptzin ao site da Wired. Para criar a página, o programador fez um sistema que rastreia as informações da Craigslist e integra com os mapas online. O resultado é a exibição constante e atualizada dos anúncios nos Estados Unidos. Conforme o Liptzin, desde o lançamento, na sexta-feira passada, mais 10 mil pessoas visitaram o site, e não são apenas curiosos ou voyeurs. – Boa parte do tráfego está retornando – Liptzin, sugerindo que a taxa de volta ao site demonstra que as pessoas estão fazendo bom uso, na prática, do mashup. O alvo de Liptzin é expandir o serviço para outras regiões do Craigslist.

Jovens preferem sexo em praia, diz estudo

Os becos e as praias são os locais preferidos pelos jovens para fazer sexo, segundo uma pesquisa realizada entre a Universidade de Granada e a Veracruzana do México que estuda o mapa do amor urbano de um ponto de vista antropológico. Os resultados da investigação foram publicados na revista "Joven es", do Instituto Mexicano da Juventude. O estudo analisa, pela primeira vez, a maneira como os casais de jovens de apaixonados se apropriam dos espaços públicos para a "prospecção erótico/amorosa sobre suas próprias fronteiras corporais e imaginárias", informou hoje a Universidade de Granada, no sul da Espanha. Segundo o levantamento, os becos, seguidos de praias e parques, são os locais preferidos pelos jovens para as experiências amorosas, sem deixar de lado outros espaços como cinemas, pontes e portos. Para a investigação foi feita uma pesquisa com 156 jovens mexicanos (sendo 57% homens) com idades entre 17 e 28 anos. Os resultados são "extrapoláveis a qualquer país do âmbito ibero-americano", afirmou Genaro Aguirre, responsável do projeto sob a direção de Antolín Granados e Gunther Dietz, do departamento de Antropologia e Trabalho Social da Universidade de Granada. Segundo Aguirre, a investigação permitiu constatar as maneiras como os jovens não só se apropriam de lugares públicos para dar a eles um novo significado, "mas também como lhes atribuem um valor simbólico quando a emoção transborda e ultrapassa os umbrais admissíveis, alcançando um grau erótico-sexual". O uso que os jovens fazem dos cantos de uma cidade para praticar sexo, ou simplesmente viver o que o autor denomina de "experiências amorosas", não tem relação com a classe social à qual pertencem, já que todos dizem usar os espaços públicos para esse fim. A investigação também revelou quais são os "agentes de mediação amorosa" preferidos pelos jovens: as músicas românticas, seguidas dos filmes e, muito de longe, da poesia.

Musa do tapa-sexo se prepara para atacar novamente no Carnaval 2009

Viviane Castro já fechou contrato para posar nua e para desfilar na Portela. Uma das cenas inesquecíveis do carnaval carioca 2008 não pertenceu a nenhum desfile de escola de samba, mas a uma musa e sua fantasia. Ou melhor, à ausência de fantasia. É assim que Viviane Castro, a dona do menor tapa-sexo do mundo, de apenas 3,5cm, é lembrada, e promete sê-lo por muitos carnavais ainda. Ela já prepara sua volta para o Carnaval 2009 – depois da festa de Momo, ela voltou para sua cidade em Goiânia. Viviane acaba de assinar para ser capa da revista Sexy Premium especial de carnaval. O ensaio deve ser feito no final de novembro, e deve ser publicado em fevereiro do ano que vem. Para fazer bonito, a modelo já providenciou a troca de suas próteses de silicone. Agora, no lugar dos 250ml, ela ostenta 400ml em cada seio. Ela também marca presença no desfile das escolas de samba carioca, onde vai desfilar pela Portela. Mas, ao contrário do que todos imaginam, a musa já avisa que vem vestida. “Só desfilei com tapa-sexo pela São Clemente porque encarnava uma índia, na Portela é outra história”, avisa.

Amores múltiplos

Histórias de portugueses que assumem o fim da exclusividade e vivem relações abertas com vários parceiros. Sem fidelidade e sem enganos. Lara e Jorge estão juntos há 12 anos. Logo no início da relação, descobriram que não sentem ciúmes e que ficavam felizes por ter outros relacionamentos. Alex tem uma namorada há oito meses e, embora não ande à procura de outros relacionamentos, não exclui essa possibilidade. Michael vive sozinho, mas mantém, actualmente, três relações. Ana vive com o companheiro e tem duas namoradas, uma delas deverá ir viver com o casal e formar um "V" aberto. "Se um pai tem um filho e, depois, nasce um segundo filho, o amor que tinha pelo primeiro não fica diminuído. E se nascer um terceiro filho, o pai vai amar os três, sem que o amor por cada um diminua. Nós somos capazes de amar várias pessoas em simultâneo, sem que isso signifique dividir o amor", defende Lara. Jorge, o companheiro, concorda: "Há menos stresse na relação porque não há a pressão de sermos tudo para a outra pessoa". Lara e Jorge são predominantemente heterossexuais, embora ambos já tenham tido experiências com pessoas do mesmo sexo.
Família alargada e aberta As várias relações que mantêm não colocam em causa a sua união e gostariam de alargar a família a outros elementos. Foi o que aconteceu, durante algum tempo, com outro casal. Viviam em casas próximas e partilhavam as suas vidas e as suas camas, mas uma mudança de cidade ditou o afastamento. "A situação ideal era que mais pessoas entrassem para a nossa família e que partilhássemos tudo, sexo incluído", sublinha Jorge. O casal gostaria de ter filhos e de os educar no seio desse modelo de família alargada. Alex considera que "não há satisfação plena com uma pessoa", pelo que está sempre aberto à possibilidade de ter várias relações em simultâneo. "Cada pessoa desperta uma faceta diferente", explica este brasileiro de 31 anos a residir em Portugal há sete. "Se tudo na Natureza é cíclico, porque há-de o amor ser eterno?", questiona. Ana percebeu muito cedo que era capaz de amar várias pessoas ao mesmo tempo. Mais: que ficava feliz se o companheiro também o fizesse. Essa descoberta permitiu que ambos aprofundassem uma vivência que sai dos parâmetros da tradicional exclusividade monogâmica, mas que, aparentemente, resulta: estão juntos há 15 anos. E até resistiu a uma revelação que poderia ser fatal para um casal convencional - ela descobriu que, afinal, é lésbica.
Sexo não define relação Os rótulos são manifestamente estreitos para compreender um estilo de vida que desafia algumas das mais enraizadas tradições da nossa sociedade. Ela sente-se lésbica, mas não prescinde da sua relação com Miguel, porque considera que não é o sexo ou a atracção e intimidade físicas que definem uma relação. Diz que é o "desejo e a capacidade de fazer planos em comum, a longo prazo" que caracterizam uma relação. E é uma relação que tem com Miguel, que considera seu companheiro, não obstante ser lésbica. Ele, por seu lado, também mantém relações com outras mulheres, algumas das quais também já se relacionaram, de forma íntima, com Ana, mas tal "não é obrigatório".
De casal para "V" aberto Miguel também já partilhou as parceiras de Ana. O que não acontece agora. Ela tem duas namoradas. Uma delas vai mudar-se lá para casa e constituir um "V" (relação em que apenas um dos elementos se relaciona intimamente com os outros dois). Um "V" aberto, o que significa que todos têm liberdade de se relacionarem com outros parceiros exteriores à constelação. Ana, Miguel e outra mulher já viveram num "V" fechado ou em polifidelidade (fiéis entre si), mas este modelo não colhe as preferências do casal. Confuso? A rede pode ainda ser mais complexa. O limite é o tempo. "O meu coração é elástico, mas o tempo não. Por isso, não começo relações de que depois não posso cuidar", sublinha esta activista de poliamor ou da não monogamia responsável, como prefere designar. Na sua opinião, a prática consentida de relações múltiplas e simultâneas "retira o peso excessivo do sexo numa relação". "Podemos ter uma pessoa com quem nos queremos relacionar para o resto da vida, mas o sexo não é bom. Se for possível ter sexo com outra pessoa, com total honestidade e sem magoar ninguém, é muito melhor", garante. Embora encarado sem tabus, o sexo não define as relações, muito menos os sentimentos. Michael confessa ainda amar duas das mulheres com quem se relacionou no passado. Uma delas é mãe de um dos seus filhos e uma das suas melhores amigas. "Amo-a e não temos sexo há muitos anos." Noutros casos, a relação passa pela cama. Actualmente, relaciona-se de forma íntima com três mulheres - todas sabem que não são exclusivas. Afirma que sente amor por todas, mas assume que o sentimento não é igual, porque o "amor constrói-se, solidifica-se com o tempo".
Gestão dos ciúmes Mesmo assumindo que o amor não se divide, antes multiplica-se, a questão dos ciúmes não é fácil de gerir. Ana assume-os, mas entende que são uma manifestação do medo de se perder o outro e não um sinal de posse. "Consegui desconstruir o sentimento de posse associado ao ciúme e percebi que, no meu caso, significa o medo de perder, que surge quando me sinto insegura". Para Lara, o facto de o companheiro encontrar outras pessoas com quem se sente bem a partilhar a sua intimidade é motivo de alegria. "Sinto prazer ao ver que as pessoas de quem gosto estão bem", garante. "Escolho todos os dias estar com Jorge tendo a liberdade de saber o que é amar outras pessoas. E com ele passa-se a mesma coisa. Dá-me mais confiança saber que ele, tendo a liberdade de estar com outras pessoas, escolhe todos os dias estar comigo. "O resultado é uma relação mais sólida, profunda e verdadeira, asseguram.

Interesse juvenil por sexo se dá cada vez mais cedo

Curiosidade, carência afetiva, preocupação em ter ao invés de ser e influência midiática. Estes são alguns fatores que, segundo profissionais da educação, saúde e psicologia, vêm influenciando o comportamento infanto-juvenil de forma a torná-lo cada vez mais precoce quando o tema é sexo. Desta forma avalia a pediatra Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo, especialista na área de medicina de adolescentes, que aposta nesses fatores como contribuintes para afloramento dos sentimentos sexuais. Segundo Alda, a manifestação da sexualidade está mais liberada nos dias atuais. Diferente de décadas atrás, em que a mulher já iniciava a vida sexual aos 12 ou 13 anos, mas com a finalidade de constituir família. “Hoje, essas crianças convivem com a sexualidade interna, mas a presença do erotismo em tudo em que se vê e que se ouve aguça ainda mais a curiosidade inerente do ser, em especial dessa faixa etária”. A professora de língua portuguesa e literatura, Silvana Alves dos Santos, que atua essencialmente em turmas de adolescentes na Escola Estadual Presidente Médici, vai ainda mais longe. Para ela, o comportamento das crianças atualmente não condiz com a faixa etária.
“Passei a ouvir de alunos da quinta série conversas relacionadas a sexo. Isso há alguns anos era comum ouvir de estudantes do primeiro ano (ensino médio). E isso é preocupante”, avalia. Hoje, segundo Silvana, já se tornou comum abordar crianças de 12 anos grávidas em sala de aula. “Este ano, aqui na escola, eu já vi umas três alunas pelo menos. E isso é reflexo desse comportamento precoce”. Conforme ela, durante a rotina em sala de aula, os alunos não pensam em outra coisa que não esteja relacionado ao sexo – namoro, beijo, transa, camisinha. “Eles só falam e pensam nisso o tempo todo”, reforça. Para a psicopedagoga, que está se especializando em psicanálise, Débora de Souza, tanto a criança, como o adolescente vivem num contexto social totalmente influenciador. Segundo ela, a televisão, apesar de exibir o termo de não-recomendável, está ali e a criança assiste normalmente, sem nenhum impedimento dos pais a programas com apelos sexuais. “O culto ao corpo nas novelas, filmes e propagandas é uma constante. A curiosidade na criança é natural, entretanto os pais não encaram essa situação com naturalidade”, explica. A pesquisa Mosaico Brasil, patrocinada pela indústria farmacêutica Pfizer, que detalha hábitos sexuais de moradores do Centro-Oeste, aponta que a discussão sobre a sexualidade nos lares deixou de ser um tabu para famílias locais. Divulgado em setembro, o estudo mostra que 60% das famílias tratam livremente sobre sexo.
No entanto, a psicopedagoga acredita que a maioria das pessoas, principalmente no ambiente familiar, ainda trata o sexo como algo nojento, feio e proibido. “As pessoas devem considerar o sexo como algo natural, mas sem banalizar o ato”, diz. Conforme a psicopedagoga, outro fator preponderante é a falta de educação dos próprios pais quanto ao assunto. Na casa da estudante Bianca Santiago, de 14 anos, por exemplo, o diálogo entre seus pais e ela, segundo a adolescente, não existe. “As minhas dúvidas, as minhas alegrias, os meus medos, eu conto tudo para as minhas amigas”, revela. “Minha mãe não confia em mim, e tudo que eu quero fazer, que acho legal, tem que ser escondido”, diz Bianca, de mão dada a outro estudante.

Educação antes, sexo depois

A educação sexual não antecipa o início da vida sexual activa. Em alguns casos, adia esse momento, mesmo que a idade mais frequente para a primeira vez seja aos 14 anos, entre eles, e aos 15, entre elas. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado com jovens do ensino secundário, em que foram inquiridos mais de 2600, dos quais, 42 por cento disseram ser sexualmente activos. Maior parte (74%) usa preservativo e está informado sobre a sida, mas os conhecimentos sobre outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) são poucos. Os resultados do estudo «A Educação sexual dos Jovens Portugueses: Conhecimentos e Fontes» foram apresentados esta quinta-feira no Instituto de Ciências Sociais (ICS) de Lisboa, responsável pela sua realização em parceria com a Associação Para o Planeamento Familiar (APF). «O grande objectivo do estudo é avaliar como está a educação sexual nas escolas pelo lado dos destinatários», explicou Duarte Vilar, da APF, ao lado de Pedro Moura Ferreira, do ICS. «Conseguimos aplicar o questionário em 63 escolas em todos os pontos do país», disseram os investigadores, revelando que foram consultados 2621 jovens de turmas dos 10º e 12º anos, 41% eram rapazes e 59% raparigas. Sobre o facto de não terem sido inquiridos alunos do 11º ano disseram: «Queríamos entrevistar jovens que tinham acabado de passar do 3º ciclo para o secundário, que nos podiam dar uma visão sobre o que tinha sido o seu terceiro ciclo, e, por outro lado, queríamos entrevistar jovens que já estavam no final do secundário, que nos podiam dar uma visão sobre o que tinha sido uma educação sexual no secundário». O que sabem e não sabem No cômputo geral, os resultados foram considerados satisfatórios. «A maioria dos jovens acertou na maioria das questões», disse Pedro Moura Ferreira. «Isto pode autorizar-nos a dizer que maior dos jovens terão níveis satisfatórias de educação sexual», vincou Duarte Vilar. Mas se a maioria dos jovens sabe a função do preservativo (93%), o que é a menstruação (87%) ou as probabilidades de contagio de sida (83%). Há temas em que os conhecimentos revelam níveis «insuficientes»: período fértil e gravidez (49%), onde podem ser adquiridos contraceptivos (48%), a toma da pílula (27%) ou doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia (27%) e sífilis (21%). Vamos falar sobre sexo, mãe? Segundo o estudo, os jovens colocaram os amigos no topo das pessoas com quem falam sobre sexo (entre 50% e 70% diz recorrer a eles de acordo com os diversos temas). As mães surgem a seguir (40%), antes dos namorados/as (entre 20% e 30 %) e dos professores, que também surgem como fonte de informação para 30%, mas apenas em temas como sida, infecções sexualmente transmissíveis, contracepção e violência. Mais residual é o papel do pai com quem 30% diz falar (mas apenas sobre DST, contracepção e violência) e os profissionais de saúde, a que disseram recorrer entre 15 e 18%. Na escola, durante o 3º ciclo, a educação sexual é mais abordada na disciplina de Ciências Naturais (60%). Depois surge a Formação Cívica (28%), os colóquios e outras actividades extra-curriculares (12%) e ainda a educação religiosa (5,5%). Já no ensino secundário, a informação parece ser mais escassa. Apenas 40% dos jovens diz que estes temas são tratados em Biologia, 16% em actividades extra-curriculares e 8% em Filosofia. Fim de um «mito» Mas o destaque dos especialistas incide sobre o «quebrar do mito» de que mais educação sexual se traduziria em experiências mais precoces, de forma especial entre os rapazes. Apesar de tudo, «em ambos os sexos, níveis elevados de educação sexual estão associados a um envolvimento mais tardio em relações sexuais», lê-se no estudo. A perda da virgindade acontece em idades próximas entre rapazes e raparigas. Dos 40% dos inquiridos que disseram ter tido relações, a idade mais frequente para a primeira experiência aconteceu aos 14 anos, entre os eles, e aos 15, entre elas.

3 em 7 jovens fizeram sexo antes dos 17

Sexualidade. Primeiro inquérito sobre estudantes do secundário revela que grande parte iniciou a actividade sexual antes dos 18 anos, o que é verdade sobretudo nas raparigas. Mas também indica desconhecimento sobre contracepção e gravidez Rapazes iniciam actividade aos 14 e raparigas aos 15 Três em cada sete alunos do 10.º e 12.º anos já fizeram sexo. E são mais as raparigas que os rapazes a afirmarem ter iniciado a prática sexual. Isto, apesar de os estudantes do sexo masculino terem a primeira relação sexual aos 14 e as do sexo feminino aos 15, segundo o inquérito "A educação sexual dos jovens portugueses: conhecimento e fontes", que hoje será divulgado. Este estudo indica que os portugueses iniciam a actividade sexual cada vez mais cedo. A primeira relação sexual é um dos temas abordados no inquérito às relações amorosas, comportamentos sexuais e prevenção dos estudantes do ensino secundário de todo o País. E indicia que a geração actual tem a primeira relação sexual mais cedo, entre os 14 e 15 anos, além de que não se notam grandes diferenças em termos de comportamento sexual entre os alunos e as alunas do secundário. Refira--se que o Inquérito Nacional Saúde e Sexualidade de 2007 indicava que, em média, os homens tinham a primeira relação aos 17,28 e as mulheres aos 19,35. O inquérito, coordenado por Pedro Moura Ferreira, investigador do Instituto de Ciências Sociais, e Duarte Vilar, sociólogo e presidente da Associação para o Planeamento da Família (APF), é o primeiro trabalho realizado em Portugal sobre esta área e será apresentado a partir de hoje no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e Empresas (ISCTE). Duarte Vilar diz que o inquérito confirma uma série de dados que tinham constatado na intervenção que a APF tem junto das escolas e que há uma melhoria em termos de educação sexual dos jovens com 18 ou menos anos. No entanto, existem temáticas que têm sido descuradas, nomeadamente ao nível de uma abordagem mais ampla das infecções sexualmente transmissíveis. Os estudante revelam grande desconhecimento, embora haja 66% a dizer que já discutiram a prevenção destas doenças. E também se nota desconhecimento no que diz respeito à forma como usam os contraceptivos e como se previne uma gravidez indesejada. Entre as alunas do secundário que iniciaram a actividade sexual, 2,4% já engravidaram e, entre os rapazes sexualmente activos, 2,6% dizem que as parceiras engravidaram. Apenas 43% destas gravidezes resultaram num nascimento, 63% fizeram uma interrupção voluntária e, as restantes, tiveram um aborto espontâneo. A maioria dos inquiridos diz ter relações com os namorados e 28,5% afirmam ter tido relações ocasionais, dos quais 32% mais do que três vezes. E, entre estes últimos, 80% indicaram ter usado o preservativo. Mais de metade dos jovens (60%) nunca sentiu necessidade de recorrer a alguém para pedir ajuda para resolver um problema relacionado com a sexualidade. Os que o fizeram tinham dúvidas sobre os assuntos relacionados com o corpo (36%), o risco de engravidar (33%), o início das relações sexuais (16%) e os problemas afectivos (15%). E 74% dos inquiridos bateram à porta dos amigos.

Quem mais sabe sobre sexo, mais tarde inicia as relações

Os conhecimentos em educação sexual não antecipam o início das relações sexuais e são mesmo um factor que leva ao seu adiamento, conclui o estudo A Educação Sexual dos Jovens Portugueses: conhecimentos e fontes, que hoje é apresentado em Lisboa e foi elaborado pela Associação para o Planeamento da Família (APF) e o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Mais de metade dos alunos inquiridos, todos do ensino secundário, nunca tiveram relações sexuais. Os jovens com melhores conhecimentos na área começam com maior segurança a sua actividade sexual, dizem ter menos medo e maiores graus de satisfação durante a sua primeira experiência e são também os que menos vezes se sentem pressionados a iniciar a sua actividade sexual, diz Duarte Vilar, sociólogo e presidente da APF, confirmando-se pela primeira vez num estudo português uma tendência que já tinha sido encontrada em estudos internacionais, nota. A amostra foi de 2621 alunos de 63 escolas secundárias de vários pontos do país, com idades que andam entre os 15 e os 19 anos, inquiridos entre Novembro do ano passado e Março deste ano, mas que não é representativa desta população a nível nacional. Na sua prática diária, Margarida Albergaria, professora coordenadora de Promoção para a Saúde na Escola Secundária de Miraflores (região de Lisboa), nota que estes conteúdos não aguçam o interesse em experimentar mas sim um interesse em saber mais. Nesta escola, onde existe um gabinete de apoio ao aluno, a professora constata que quanto "mais informados, mais criteriosos são nas suas escolhas". A directora executiva do Movimento para a Defesa da Vida, Graça Mira Delgado, defende que tudo tem a ver com o que se entende por educação sexual. A responsável do movimento, que até 2005 deu acções sobre o tema nas escolas, está convencida de que a educação sexual que se limita a veicular "informação científica sobre contracepção pode antecipar a actividade sexual"; mas quando inclui também aspectos da formação da personalidade, então "aí concordo que não antecipa porque responsabiliza". O problema é que, na sua opinião, "muitas escolas limitam-se a passar informação". Outro dos mitos que caem com este estudo é o de que a maioria destes jovens têm relações sexuais, diz Duarte Vilar. Se é verdade que a idade da primeira relação tende a ser antecipada - no grupo dos que são sexualmente activos, os rapazes começam sobretudo aos 15 e as raparigas aos 14 -, mais de metade (58 por cento) ainda não se iniciou. Pedro Moura Ferreira, coordenador da investigação no ICS, nota que não estamos a falar "da juventude portuguesa, mas da parte mais bem-sucedida dos percursos escolares". A média de início da actividade sexual (incluindo os que não são activos) rondaria os 16 anos nas raparigas e 17 nos rapazes, nota. Duarte Vilar diz que o estudo denota "falhas importantes [de conhecimento] sobre quase tudo o que se refere à contracepção, excepto o preservativo", assim como as infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a gonorreia - a excepção é a sida. Em geral, são as raparigas que têm mais conhecimentos sobre sexualidade (56 por cento, contra 47,5 por cento no caso deles). Daniel Sampaio crítico Isabel Loureiro, ex-coordenadora da Rede Nacional das Escolas Promotoras de Saúde, afirma que alguns dados do estudo revelam dificuldade em fazer a ponte da teoria com a prática. "É ridículo que 48 por cento não saiba onde pode adquirir contraceptivos." Mas nota um alargamento de conteúdos que deixou de se cingir ao fisiológico e aborda temas como os sentimentos dos adolescentes e o desejo sexual. A também professora de Promoção para a Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública, em Lisboa, constata que, se a maior parte dos jovens não vai aos serviços de saúde, então têm que ser estes a ir até às escolas. Nos 7.º, 8.º e 9.º anos, a maioria dos conteúdos é abordada na disciplina de Ciências Naturais (60 por cento) e, no secundário (do 10.º ao 12.º), em Biologia (40 por cento), mas começa a notar-se a importância "das áreas curriculares não disciplinares", especialmente em Formação Cívica e actividades como colóquios. Daniel Sampaio, psiquiatra que em Setembro do ano passado cessou funções à frente do Grupo de Trabalho de Educação Sexual, diz que, "da parte dos ministérios da Educação e da Saúde, não houve vontade de pôr em prática o que foi aprovado". O grupo de trabalho defendeu, entre outras medidas, que, no secundário, as escolas devem ter gabinetes de apoio e que os estabelecimentos devem ter coordenador para a área da Educação para a Saúde. O assessor de imprensa do Ministério da Educação, Rui Nunes, responde que "as recomendações estão a ser cumpridas". Dados de 2006, que esperam actualização, apontam para cerca de 850 professores coordenadores a trabalhar na área da saúde e 57 por cento das escolas com gabinetes de apoio ao aluno a funcionar. Neste inquérito, só cinco por cento dos alunos dizem ter ido a um gabinete da escola.

Sexo com benefícios

Não, não se trata daquela história de que sexo emagrece, melhora a circulação e libera hormônio do bem-estar. Estou me referindo ao mundo dos negócios. A pesquisa Donne e Qualità della Vita (Mulheres e Qualidade de VIda) feita com 540 universitárias italianas revelou que 18% delas aceitariam ''trocar'' sexo por ''avanços'' na carreira. 62% delas responderam que não sabiam opinar e 20% disseram estar fora de qualquer tipo de envolvimento com propósito ''profissional''. As interessadas em ''progredir'' têm como alvos favoritos os homens com poder na mídia (18%), influentes no no mundo dos negócios (15%), professores (13%), jogadores de futebol (12%), estilistas (9%), aristocratas (6%), magnatas russos (10%) e ricaços árabes (4%). Ainda, 54% delas não descartaram a possibilidade de se envolver com algum famoso só por interesse. Pena que essa mentalidade está longe de ser exclusiva das italianas