Musa do tapa-sexo se prepara para atacar novamente no Carnaval 2009

Viviane Castro já fechou contrato para posar nua e para desfilar na Portela. Uma das cenas inesquecíveis do carnaval carioca 2008 não pertenceu a nenhum desfile de escola de samba, mas a uma musa e sua fantasia. Ou melhor, à ausência de fantasia. É assim que Viviane Castro, a dona do menor tapa-sexo do mundo, de apenas 3,5cm, é lembrada, e promete sê-lo por muitos carnavais ainda. Ela já prepara sua volta para o Carnaval 2009 – depois da festa de Momo, ela voltou para sua cidade em Goiânia. Viviane acaba de assinar para ser capa da revista Sexy Premium especial de carnaval. O ensaio deve ser feito no final de novembro, e deve ser publicado em fevereiro do ano que vem. Para fazer bonito, a modelo já providenciou a troca de suas próteses de silicone. Agora, no lugar dos 250ml, ela ostenta 400ml em cada seio. Ela também marca presença no desfile das escolas de samba carioca, onde vai desfilar pela Portela. Mas, ao contrário do que todos imaginam, a musa já avisa que vem vestida. “Só desfilei com tapa-sexo pela São Clemente porque encarnava uma índia, na Portela é outra história”, avisa.

Amores múltiplos

Histórias de portugueses que assumem o fim da exclusividade e vivem relações abertas com vários parceiros. Sem fidelidade e sem enganos. Lara e Jorge estão juntos há 12 anos. Logo no início da relação, descobriram que não sentem ciúmes e que ficavam felizes por ter outros relacionamentos. Alex tem uma namorada há oito meses e, embora não ande à procura de outros relacionamentos, não exclui essa possibilidade. Michael vive sozinho, mas mantém, actualmente, três relações. Ana vive com o companheiro e tem duas namoradas, uma delas deverá ir viver com o casal e formar um "V" aberto. "Se um pai tem um filho e, depois, nasce um segundo filho, o amor que tinha pelo primeiro não fica diminuído. E se nascer um terceiro filho, o pai vai amar os três, sem que o amor por cada um diminua. Nós somos capazes de amar várias pessoas em simultâneo, sem que isso signifique dividir o amor", defende Lara. Jorge, o companheiro, concorda: "Há menos stresse na relação porque não há a pressão de sermos tudo para a outra pessoa". Lara e Jorge são predominantemente heterossexuais, embora ambos já tenham tido experiências com pessoas do mesmo sexo.
Família alargada e aberta As várias relações que mantêm não colocam em causa a sua união e gostariam de alargar a família a outros elementos. Foi o que aconteceu, durante algum tempo, com outro casal. Viviam em casas próximas e partilhavam as suas vidas e as suas camas, mas uma mudança de cidade ditou o afastamento. "A situação ideal era que mais pessoas entrassem para a nossa família e que partilhássemos tudo, sexo incluído", sublinha Jorge. O casal gostaria de ter filhos e de os educar no seio desse modelo de família alargada. Alex considera que "não há satisfação plena com uma pessoa", pelo que está sempre aberto à possibilidade de ter várias relações em simultâneo. "Cada pessoa desperta uma faceta diferente", explica este brasileiro de 31 anos a residir em Portugal há sete. "Se tudo na Natureza é cíclico, porque há-de o amor ser eterno?", questiona. Ana percebeu muito cedo que era capaz de amar várias pessoas ao mesmo tempo. Mais: que ficava feliz se o companheiro também o fizesse. Essa descoberta permitiu que ambos aprofundassem uma vivência que sai dos parâmetros da tradicional exclusividade monogâmica, mas que, aparentemente, resulta: estão juntos há 15 anos. E até resistiu a uma revelação que poderia ser fatal para um casal convencional - ela descobriu que, afinal, é lésbica.
Sexo não define relação Os rótulos são manifestamente estreitos para compreender um estilo de vida que desafia algumas das mais enraizadas tradições da nossa sociedade. Ela sente-se lésbica, mas não prescinde da sua relação com Miguel, porque considera que não é o sexo ou a atracção e intimidade físicas que definem uma relação. Diz que é o "desejo e a capacidade de fazer planos em comum, a longo prazo" que caracterizam uma relação. E é uma relação que tem com Miguel, que considera seu companheiro, não obstante ser lésbica. Ele, por seu lado, também mantém relações com outras mulheres, algumas das quais também já se relacionaram, de forma íntima, com Ana, mas tal "não é obrigatório".
De casal para "V" aberto Miguel também já partilhou as parceiras de Ana. O que não acontece agora. Ela tem duas namoradas. Uma delas vai mudar-se lá para casa e constituir um "V" (relação em que apenas um dos elementos se relaciona intimamente com os outros dois). Um "V" aberto, o que significa que todos têm liberdade de se relacionarem com outros parceiros exteriores à constelação. Ana, Miguel e outra mulher já viveram num "V" fechado ou em polifidelidade (fiéis entre si), mas este modelo não colhe as preferências do casal. Confuso? A rede pode ainda ser mais complexa. O limite é o tempo. "O meu coração é elástico, mas o tempo não. Por isso, não começo relações de que depois não posso cuidar", sublinha esta activista de poliamor ou da não monogamia responsável, como prefere designar. Na sua opinião, a prática consentida de relações múltiplas e simultâneas "retira o peso excessivo do sexo numa relação". "Podemos ter uma pessoa com quem nos queremos relacionar para o resto da vida, mas o sexo não é bom. Se for possível ter sexo com outra pessoa, com total honestidade e sem magoar ninguém, é muito melhor", garante. Embora encarado sem tabus, o sexo não define as relações, muito menos os sentimentos. Michael confessa ainda amar duas das mulheres com quem se relacionou no passado. Uma delas é mãe de um dos seus filhos e uma das suas melhores amigas. "Amo-a e não temos sexo há muitos anos." Noutros casos, a relação passa pela cama. Actualmente, relaciona-se de forma íntima com três mulheres - todas sabem que não são exclusivas. Afirma que sente amor por todas, mas assume que o sentimento não é igual, porque o "amor constrói-se, solidifica-se com o tempo".
Gestão dos ciúmes Mesmo assumindo que o amor não se divide, antes multiplica-se, a questão dos ciúmes não é fácil de gerir. Ana assume-os, mas entende que são uma manifestação do medo de se perder o outro e não um sinal de posse. "Consegui desconstruir o sentimento de posse associado ao ciúme e percebi que, no meu caso, significa o medo de perder, que surge quando me sinto insegura". Para Lara, o facto de o companheiro encontrar outras pessoas com quem se sente bem a partilhar a sua intimidade é motivo de alegria. "Sinto prazer ao ver que as pessoas de quem gosto estão bem", garante. "Escolho todos os dias estar com Jorge tendo a liberdade de saber o que é amar outras pessoas. E com ele passa-se a mesma coisa. Dá-me mais confiança saber que ele, tendo a liberdade de estar com outras pessoas, escolhe todos os dias estar comigo. "O resultado é uma relação mais sólida, profunda e verdadeira, asseguram.

Interesse juvenil por sexo se dá cada vez mais cedo

Curiosidade, carência afetiva, preocupação em ter ao invés de ser e influência midiática. Estes são alguns fatores que, segundo profissionais da educação, saúde e psicologia, vêm influenciando o comportamento infanto-juvenil de forma a torná-lo cada vez mais precoce quando o tema é sexo. Desta forma avalia a pediatra Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo, especialista na área de medicina de adolescentes, que aposta nesses fatores como contribuintes para afloramento dos sentimentos sexuais. Segundo Alda, a manifestação da sexualidade está mais liberada nos dias atuais. Diferente de décadas atrás, em que a mulher já iniciava a vida sexual aos 12 ou 13 anos, mas com a finalidade de constituir família. “Hoje, essas crianças convivem com a sexualidade interna, mas a presença do erotismo em tudo em que se vê e que se ouve aguça ainda mais a curiosidade inerente do ser, em especial dessa faixa etária”. A professora de língua portuguesa e literatura, Silvana Alves dos Santos, que atua essencialmente em turmas de adolescentes na Escola Estadual Presidente Médici, vai ainda mais longe. Para ela, o comportamento das crianças atualmente não condiz com a faixa etária.
“Passei a ouvir de alunos da quinta série conversas relacionadas a sexo. Isso há alguns anos era comum ouvir de estudantes do primeiro ano (ensino médio). E isso é preocupante”, avalia. Hoje, segundo Silvana, já se tornou comum abordar crianças de 12 anos grávidas em sala de aula. “Este ano, aqui na escola, eu já vi umas três alunas pelo menos. E isso é reflexo desse comportamento precoce”. Conforme ela, durante a rotina em sala de aula, os alunos não pensam em outra coisa que não esteja relacionado ao sexo – namoro, beijo, transa, camisinha. “Eles só falam e pensam nisso o tempo todo”, reforça. Para a psicopedagoga, que está se especializando em psicanálise, Débora de Souza, tanto a criança, como o adolescente vivem num contexto social totalmente influenciador. Segundo ela, a televisão, apesar de exibir o termo de não-recomendável, está ali e a criança assiste normalmente, sem nenhum impedimento dos pais a programas com apelos sexuais. “O culto ao corpo nas novelas, filmes e propagandas é uma constante. A curiosidade na criança é natural, entretanto os pais não encaram essa situação com naturalidade”, explica. A pesquisa Mosaico Brasil, patrocinada pela indústria farmacêutica Pfizer, que detalha hábitos sexuais de moradores do Centro-Oeste, aponta que a discussão sobre a sexualidade nos lares deixou de ser um tabu para famílias locais. Divulgado em setembro, o estudo mostra que 60% das famílias tratam livremente sobre sexo.
No entanto, a psicopedagoga acredita que a maioria das pessoas, principalmente no ambiente familiar, ainda trata o sexo como algo nojento, feio e proibido. “As pessoas devem considerar o sexo como algo natural, mas sem banalizar o ato”, diz. Conforme a psicopedagoga, outro fator preponderante é a falta de educação dos próprios pais quanto ao assunto. Na casa da estudante Bianca Santiago, de 14 anos, por exemplo, o diálogo entre seus pais e ela, segundo a adolescente, não existe. “As minhas dúvidas, as minhas alegrias, os meus medos, eu conto tudo para as minhas amigas”, revela. “Minha mãe não confia em mim, e tudo que eu quero fazer, que acho legal, tem que ser escondido”, diz Bianca, de mão dada a outro estudante.

Educação antes, sexo depois

A educação sexual não antecipa o início da vida sexual activa. Em alguns casos, adia esse momento, mesmo que a idade mais frequente para a primeira vez seja aos 14 anos, entre eles, e aos 15, entre elas. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado com jovens do ensino secundário, em que foram inquiridos mais de 2600, dos quais, 42 por cento disseram ser sexualmente activos. Maior parte (74%) usa preservativo e está informado sobre a sida, mas os conhecimentos sobre outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) são poucos. Os resultados do estudo «A Educação sexual dos Jovens Portugueses: Conhecimentos e Fontes» foram apresentados esta quinta-feira no Instituto de Ciências Sociais (ICS) de Lisboa, responsável pela sua realização em parceria com a Associação Para o Planeamento Familiar (APF). «O grande objectivo do estudo é avaliar como está a educação sexual nas escolas pelo lado dos destinatários», explicou Duarte Vilar, da APF, ao lado de Pedro Moura Ferreira, do ICS. «Conseguimos aplicar o questionário em 63 escolas em todos os pontos do país», disseram os investigadores, revelando que foram consultados 2621 jovens de turmas dos 10º e 12º anos, 41% eram rapazes e 59% raparigas. Sobre o facto de não terem sido inquiridos alunos do 11º ano disseram: «Queríamos entrevistar jovens que tinham acabado de passar do 3º ciclo para o secundário, que nos podiam dar uma visão sobre o que tinha sido o seu terceiro ciclo, e, por outro lado, queríamos entrevistar jovens que já estavam no final do secundário, que nos podiam dar uma visão sobre o que tinha sido uma educação sexual no secundário». O que sabem e não sabem No cômputo geral, os resultados foram considerados satisfatórios. «A maioria dos jovens acertou na maioria das questões», disse Pedro Moura Ferreira. «Isto pode autorizar-nos a dizer que maior dos jovens terão níveis satisfatórias de educação sexual», vincou Duarte Vilar. Mas se a maioria dos jovens sabe a função do preservativo (93%), o que é a menstruação (87%) ou as probabilidades de contagio de sida (83%). Há temas em que os conhecimentos revelam níveis «insuficientes»: período fértil e gravidez (49%), onde podem ser adquiridos contraceptivos (48%), a toma da pílula (27%) ou doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia (27%) e sífilis (21%). Vamos falar sobre sexo, mãe? Segundo o estudo, os jovens colocaram os amigos no topo das pessoas com quem falam sobre sexo (entre 50% e 70% diz recorrer a eles de acordo com os diversos temas). As mães surgem a seguir (40%), antes dos namorados/as (entre 20% e 30 %) e dos professores, que também surgem como fonte de informação para 30%, mas apenas em temas como sida, infecções sexualmente transmissíveis, contracepção e violência. Mais residual é o papel do pai com quem 30% diz falar (mas apenas sobre DST, contracepção e violência) e os profissionais de saúde, a que disseram recorrer entre 15 e 18%. Na escola, durante o 3º ciclo, a educação sexual é mais abordada na disciplina de Ciências Naturais (60%). Depois surge a Formação Cívica (28%), os colóquios e outras actividades extra-curriculares (12%) e ainda a educação religiosa (5,5%). Já no ensino secundário, a informação parece ser mais escassa. Apenas 40% dos jovens diz que estes temas são tratados em Biologia, 16% em actividades extra-curriculares e 8% em Filosofia. Fim de um «mito» Mas o destaque dos especialistas incide sobre o «quebrar do mito» de que mais educação sexual se traduziria em experiências mais precoces, de forma especial entre os rapazes. Apesar de tudo, «em ambos os sexos, níveis elevados de educação sexual estão associados a um envolvimento mais tardio em relações sexuais», lê-se no estudo. A perda da virgindade acontece em idades próximas entre rapazes e raparigas. Dos 40% dos inquiridos que disseram ter tido relações, a idade mais frequente para a primeira experiência aconteceu aos 14 anos, entre os eles, e aos 15, entre elas.

3 em 7 jovens fizeram sexo antes dos 17

Sexualidade. Primeiro inquérito sobre estudantes do secundário revela que grande parte iniciou a actividade sexual antes dos 18 anos, o que é verdade sobretudo nas raparigas. Mas também indica desconhecimento sobre contracepção e gravidez Rapazes iniciam actividade aos 14 e raparigas aos 15 Três em cada sete alunos do 10.º e 12.º anos já fizeram sexo. E são mais as raparigas que os rapazes a afirmarem ter iniciado a prática sexual. Isto, apesar de os estudantes do sexo masculino terem a primeira relação sexual aos 14 e as do sexo feminino aos 15, segundo o inquérito "A educação sexual dos jovens portugueses: conhecimento e fontes", que hoje será divulgado. Este estudo indica que os portugueses iniciam a actividade sexual cada vez mais cedo. A primeira relação sexual é um dos temas abordados no inquérito às relações amorosas, comportamentos sexuais e prevenção dos estudantes do ensino secundário de todo o País. E indicia que a geração actual tem a primeira relação sexual mais cedo, entre os 14 e 15 anos, além de que não se notam grandes diferenças em termos de comportamento sexual entre os alunos e as alunas do secundário. Refira--se que o Inquérito Nacional Saúde e Sexualidade de 2007 indicava que, em média, os homens tinham a primeira relação aos 17,28 e as mulheres aos 19,35. O inquérito, coordenado por Pedro Moura Ferreira, investigador do Instituto de Ciências Sociais, e Duarte Vilar, sociólogo e presidente da Associação para o Planeamento da Família (APF), é o primeiro trabalho realizado em Portugal sobre esta área e será apresentado a partir de hoje no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e Empresas (ISCTE). Duarte Vilar diz que o inquérito confirma uma série de dados que tinham constatado na intervenção que a APF tem junto das escolas e que há uma melhoria em termos de educação sexual dos jovens com 18 ou menos anos. No entanto, existem temáticas que têm sido descuradas, nomeadamente ao nível de uma abordagem mais ampla das infecções sexualmente transmissíveis. Os estudante revelam grande desconhecimento, embora haja 66% a dizer que já discutiram a prevenção destas doenças. E também se nota desconhecimento no que diz respeito à forma como usam os contraceptivos e como se previne uma gravidez indesejada. Entre as alunas do secundário que iniciaram a actividade sexual, 2,4% já engravidaram e, entre os rapazes sexualmente activos, 2,6% dizem que as parceiras engravidaram. Apenas 43% destas gravidezes resultaram num nascimento, 63% fizeram uma interrupção voluntária e, as restantes, tiveram um aborto espontâneo. A maioria dos inquiridos diz ter relações com os namorados e 28,5% afirmam ter tido relações ocasionais, dos quais 32% mais do que três vezes. E, entre estes últimos, 80% indicaram ter usado o preservativo. Mais de metade dos jovens (60%) nunca sentiu necessidade de recorrer a alguém para pedir ajuda para resolver um problema relacionado com a sexualidade. Os que o fizeram tinham dúvidas sobre os assuntos relacionados com o corpo (36%), o risco de engravidar (33%), o início das relações sexuais (16%) e os problemas afectivos (15%). E 74% dos inquiridos bateram à porta dos amigos.

Quem mais sabe sobre sexo, mais tarde inicia as relações

Os conhecimentos em educação sexual não antecipam o início das relações sexuais e são mesmo um factor que leva ao seu adiamento, conclui o estudo A Educação Sexual dos Jovens Portugueses: conhecimentos e fontes, que hoje é apresentado em Lisboa e foi elaborado pela Associação para o Planeamento da Família (APF) e o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Mais de metade dos alunos inquiridos, todos do ensino secundário, nunca tiveram relações sexuais. Os jovens com melhores conhecimentos na área começam com maior segurança a sua actividade sexual, dizem ter menos medo e maiores graus de satisfação durante a sua primeira experiência e são também os que menos vezes se sentem pressionados a iniciar a sua actividade sexual, diz Duarte Vilar, sociólogo e presidente da APF, confirmando-se pela primeira vez num estudo português uma tendência que já tinha sido encontrada em estudos internacionais, nota. A amostra foi de 2621 alunos de 63 escolas secundárias de vários pontos do país, com idades que andam entre os 15 e os 19 anos, inquiridos entre Novembro do ano passado e Março deste ano, mas que não é representativa desta população a nível nacional. Na sua prática diária, Margarida Albergaria, professora coordenadora de Promoção para a Saúde na Escola Secundária de Miraflores (região de Lisboa), nota que estes conteúdos não aguçam o interesse em experimentar mas sim um interesse em saber mais. Nesta escola, onde existe um gabinete de apoio ao aluno, a professora constata que quanto "mais informados, mais criteriosos são nas suas escolhas". A directora executiva do Movimento para a Defesa da Vida, Graça Mira Delgado, defende que tudo tem a ver com o que se entende por educação sexual. A responsável do movimento, que até 2005 deu acções sobre o tema nas escolas, está convencida de que a educação sexual que se limita a veicular "informação científica sobre contracepção pode antecipar a actividade sexual"; mas quando inclui também aspectos da formação da personalidade, então "aí concordo que não antecipa porque responsabiliza". O problema é que, na sua opinião, "muitas escolas limitam-se a passar informação". Outro dos mitos que caem com este estudo é o de que a maioria destes jovens têm relações sexuais, diz Duarte Vilar. Se é verdade que a idade da primeira relação tende a ser antecipada - no grupo dos que são sexualmente activos, os rapazes começam sobretudo aos 15 e as raparigas aos 14 -, mais de metade (58 por cento) ainda não se iniciou. Pedro Moura Ferreira, coordenador da investigação no ICS, nota que não estamos a falar "da juventude portuguesa, mas da parte mais bem-sucedida dos percursos escolares". A média de início da actividade sexual (incluindo os que não são activos) rondaria os 16 anos nas raparigas e 17 nos rapazes, nota. Duarte Vilar diz que o estudo denota "falhas importantes [de conhecimento] sobre quase tudo o que se refere à contracepção, excepto o preservativo", assim como as infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a gonorreia - a excepção é a sida. Em geral, são as raparigas que têm mais conhecimentos sobre sexualidade (56 por cento, contra 47,5 por cento no caso deles). Daniel Sampaio crítico Isabel Loureiro, ex-coordenadora da Rede Nacional das Escolas Promotoras de Saúde, afirma que alguns dados do estudo revelam dificuldade em fazer a ponte da teoria com a prática. "É ridículo que 48 por cento não saiba onde pode adquirir contraceptivos." Mas nota um alargamento de conteúdos que deixou de se cingir ao fisiológico e aborda temas como os sentimentos dos adolescentes e o desejo sexual. A também professora de Promoção para a Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública, em Lisboa, constata que, se a maior parte dos jovens não vai aos serviços de saúde, então têm que ser estes a ir até às escolas. Nos 7.º, 8.º e 9.º anos, a maioria dos conteúdos é abordada na disciplina de Ciências Naturais (60 por cento) e, no secundário (do 10.º ao 12.º), em Biologia (40 por cento), mas começa a notar-se a importância "das áreas curriculares não disciplinares", especialmente em Formação Cívica e actividades como colóquios. Daniel Sampaio, psiquiatra que em Setembro do ano passado cessou funções à frente do Grupo de Trabalho de Educação Sexual, diz que, "da parte dos ministérios da Educação e da Saúde, não houve vontade de pôr em prática o que foi aprovado". O grupo de trabalho defendeu, entre outras medidas, que, no secundário, as escolas devem ter gabinetes de apoio e que os estabelecimentos devem ter coordenador para a área da Educação para a Saúde. O assessor de imprensa do Ministério da Educação, Rui Nunes, responde que "as recomendações estão a ser cumpridas". Dados de 2006, que esperam actualização, apontam para cerca de 850 professores coordenadores a trabalhar na área da saúde e 57 por cento das escolas com gabinetes de apoio ao aluno a funcionar. Neste inquérito, só cinco por cento dos alunos dizem ter ido a um gabinete da escola.

Sexo com benefícios

Não, não se trata daquela história de que sexo emagrece, melhora a circulação e libera hormônio do bem-estar. Estou me referindo ao mundo dos negócios. A pesquisa Donne e Qualità della Vita (Mulheres e Qualidade de VIda) feita com 540 universitárias italianas revelou que 18% delas aceitariam ''trocar'' sexo por ''avanços'' na carreira. 62% delas responderam que não sabiam opinar e 20% disseram estar fora de qualquer tipo de envolvimento com propósito ''profissional''. As interessadas em ''progredir'' têm como alvos favoritos os homens com poder na mídia (18%), influentes no no mundo dos negócios (15%), professores (13%), jogadores de futebol (12%), estilistas (9%), aristocratas (6%), magnatas russos (10%) e ricaços árabes (4%). Ainda, 54% delas não descartaram a possibilidade de se envolver com algum famoso só por interesse. Pena que essa mentalidade está longe de ser exclusiva das italianas

Sexo colaborativo na internet

Um dos instintos humanos mais fortes é o sexual. Nascemos, nos reproduzimos e morremos. Aí, o sexo se torna a base de tudo para muita gente. Muita gente só pensa em sexo, só quer saber de sexo. Mas antes da ninfomania, as pessoas têm que passar pela perda da virgindade, o começo de tudo, afinal, todos nascemos virgens.Com a internet, surgiu um mundo aberto de possibilidades. E tem quem use a internet até pra conseguir perder a virgindade. Uma coisa que já foi tão natural (que deve ser tão natural para alguns); que às vezes acontece de repente, sem nem perceber já foi; que às vezes precisa de uma situação especial; outras acontece mediante pagamento de alguns trocados... Mas desde que a internet surgiu, a virgindade passou a ser algo adquirido ou mostrado para as pessoas na grande rede, sem mais nem menos.Mostrado sim. É só procurar por aí que a virgindade das pessoas está escancarada. Seja em detalhes de como foi o ato, seja em vídeo mesmo, pra todo mundo ver. Como se não bastasse, tem virgindade que simplesmente continuaria existindo caso não fosse a internet promover o ato em si da fornicação.O pior aconteceu quando monetarizaram o ato mais forte dos seres humanos. Sim, o pior aconteceu quando leiloaram uma virgindade. Faz tanto tempo que eu nem lembro bem quem foi a primeira pessoa que fez isso.
Sei que foi uma menina e que foi um escândalo na sociedade. "Onde já se viu isso?" "No meu tempo não era assim", e outras dessas foram ditas pelas vovós por aí.Alguns exemplos são destaque.Uma estudante britânica que cursava o primeiro ano de política social na Universidade de Bristol promoveu um leilão para conseguir se formar na faculdade. Isso mesmo, a menina tinha muitas dívidas e não ia conseguir terminar a faculdade. Para poder terminar a faculdade, resolveu leiloar sua virgindade. De acordo com seu site, os lances chegaram a quase R$ 46 mil. A mãe da menina, Jenny, disse à BBC que preferia que a filha não fizesse isso, mas que "ela é uma adulta. Nós dissemos a ela que preferíamos que ela não levasse isso adiante".Já pelos lados de baixo do globo, uma outra estudante, dessa vez no Chile, também fez a mesma coisa. A menina ligou para uma rádio pedindo que a ajudasse. A menina precisava de dinheiro para terminar os estudos em filosofia numa universidade particular e para visitar seus familiares no Peru. À rádio, ela disse: "A idéia me assusta, dá medo encontrar uma oferta boa e, se é que vou me atrever, estar com alguém que não conheço, mas quando há necessidade, há necessidade..."Mas tem quem leiloe sua virgindade por outros motivos. A ex-participante do BBB da Itália, Raffaella Fico, de 20 anos, anunciou mês passado que venderia sua virgindade por um milhão de euros. Ela diz que precisa de dinheiro para pagar seus estudos de atuação e comprar um apartamento. Em entrevista à revista Chi, ela fez até um trocadilho interessante, se levarmos em conta a língua portuguesa: "Quero ver se alguém desembolsa esta soma para me ter".
Ela ainda completou: "estou ansiosa para saber quem é que vai arrumar o dinheiro para me levar para a cama. Eu não sei o que é sexo, nunca fiz". A mãe de Raffaella destaca um aspecto positivo na filha: "ela é devota e reza todas as noites".Como disse Sandy, que já viu sua virgindade sendo tema de discussões pelo Brasil afora, virgindade "é de cada um, é uma coisa que ninguém precisa falar, ninguém precisa saber, cada um cuida da sua vida". Tanto é que uma senhora de 105 anos, Clara Meadmore, até hoje simplesmente não fez sexo. Nascida na cidade de Glasgow, na Escócia, a velhinha se orgulha de ainda ter cabelo, diz não precisar de dentadura e acredita que o segredo de sua longa vida é nunca ter feito sexo. "Eu sempre estava ocupada fazendo outras coisas e nunca tive tempo de pensar em sexo", disse Clara. Mas não é só o sexo feminino que tem sua virgindade como destaque na internet. Um jovem de 25 anos, que não identifiou seu nome, fez o site http://www.ajudeumvirgem.com/ para que os internautas o ajudem a perder a virgindade. Funciona assim: uma amiga prometeu que se ele fizesse um site que tivesse 5 milhões de acessos até o fim desse ano, ela faria esse favor.
O anônimo ainda continua em seu site: "eu sempre fui um cara meio tímido e a idade foi chegando. Para dizer a verdade, não estou nem um pouco feliz com isso, como dá pra imaginar".Ele conta que até quase perdeu a virgindade quando tinha uma namorada, mas que acabou não conseguindo, "ela me deixou por um cara que tinha mais grana do que eu. Eu não me acho um cara feio, só não levo jeito para essas coisas". Mas e no caso de ele não conseguir? Sim, tem um combinado, claro. Se ele não conseguir vai virar empregado dela por um mês.A campaha começou no dia 5 de outubro e até o momento (sexta-feira, 10 de outubro de 2008, 22h00) foram quase 594 mil acessos. Se continuar nesse ritmo, alguém vai ser mais feliz com ajuda da grande rede. Em seu perfil no orkut, em cinco dias, ele já recebeu mais de 36 mil recados.Em tempos em que a internet se mostra cada vez mais livre e colaborativa, parece ser o primeiro caso em que todo mundo pode ajudar alguém a perder a virgindade. É uma nova forma de pensar a união de "sexo forçado" com o mundo virtual.

30 erros que os homens cometem na cama

No sexo, quando o assunto é satisfazer a mulher ou ter um "bom desempenho", os homens mais competitivos podem acabar cometendo erros por causa da ansiedade. Rod Phillips, consultor sexual do Sex and Relationships (www.sex-and-relationships.com) elaborou uma lista com as 30 gafes mais comuns dos homens na hora da transa. Listamos todas aqui, para que o gato possa evitá-las:
1 - Pular as preliminares: ir direto ao ponto às vezes incomoda a mulher.
2 - Beijá-la com força e sem sensibilidade: paixão é sempre bom, mas vá com calma.
3 - Ser muito bruto ao tocar as zonas erógenas: o clitóris é muito mais complexo do que o pênis.
4 - Dizer "não" às carícias: o segundo maior órgão sexual da mulher, depois de sua mente, é a sua pele.
5 - Chupar seus mamilos como um bebê: é divertido, mas é legal antes explorar o caminho pela auréola e pelo resto do seio.
6 - Morder a orelha dela: pode parecer sexy, mas talvez ela não pense o mesmo. Dói.
7 - O famoso "chupão" no pescoço: não recomendado para maiores de 16 anos.
8 - Transar sem fazer a barba: você pode se sentir atraente, mas pinica.
9 - Não se lavar antes do sexo: não precisa exagerar, mas higiene é fundamental.
10 - Esquecer-se que seu corpo também gosta de ser tocado: não economize carícias. Você só tem a ganhar.
11 - Passar os dedos debaixo da roupa íntima dela antes de ela estar pronta: não seja tão ansioso, porque incomoda.
12 - Jogar a camisinha no chão: que falta de glamour. O lugar certo é o lixo.
13 - Ter o clitóris como primeira opção: não é recomendável esquecer-se as regiões próximas a ele.
14 - Parar justamente quando ela pede para não parar: está indo bem, ela está curtindo, continue.
15 - Ser desajeitado ao despi-la: concentre-se e não deixe de beijá-la.
16 - Tirar a própria roupa de forma ridícula: lembre-se de que na sua frente há outra pessoa. Uma linha muito tênue separa o engraçado do patético.
17 - Esperar que ela tenha depilado a virilha: você pode gostar muito, mas para ela pode incomodar e coçar.
18 - Colocar um dedo dentro da vagina antes do tempo certo: a impaciência nunca funciona.
19 - Avançar sem perguntar: não é questão de acabar com o elemento surpresa, mas é preciso saber entender o que o olhar dela diz.
20 - Tentar insistentemente a penetração no escuro sem êxito: ela pode te ajudar, não tenha vergonha.
21 - Achar que ela vai ficar de quatro: essa posição pode fazê-la se sentir como um objeto sexual.
22 - Ir com força: comece com suavidade, e o ritmo será definido entre os dois.
23 - Ejacular muito rápido: ela deve se satisfazer primeiro.
24 - Ejacular ou perder a ereção ao colocar o preservativo: o primeiro é raro e, o segundo, questão de prática.
25 - Não falar com ela depois: pergunte se ela gostou.
26 - Não fazer sexo oral se ela pedir: não seja preguiçoso, pois é muito prazeroso para ela. Se não gosta do odor ou do sabor, podem tomar banho juntos antes.
27 - Tentar convencê-la a fazer sexo oral em você: é desagradável, respeite-a.
28 - Forçar a cabeça dela enquanto ela faz sexo oral.29 - Segurar a cabeça dela também não vale: não é tão ruim quanto o item anterior, mas pode agoniá-la.30 - Ejacular na sua boca sem perguntar: o sêmen não é um manjar.

Sexo com hora marcada: verdades e mentiras do que funciona na hora de engravidar

Quando a professora Caroline Souza, de 31 anos, resolveu que queria ter filhos, encarou a decisão como um verdadeiro projeto. Mudou a alimentação, fez todos os exames possíveis, marcou no calendário os dias em que estaria ovulando e avisou ao Pedro, seu marido, que nas datas com uma estrelinha ele não poderia ficar até tarde no trabalho ou participar do futebol com os amigos.

- Olhando para trás, vejo que fiquei um pouco paranóica. Mas é que eu só pensava em ter um bebê e, como não tinha nada de errado com a minha saúde, não agüentava ver que os dias estavam passando e eu não tinha engravidado ainda. Não cheguei a marcar horas para transar, mas ficava pedindo mil conselhos às amigas grávidas e provoquei umas briguinhas com o Pedro porque ele começou a dizer que quando a gente quer muito uma coisa, ela não acontece - diz Caroline. Felizmente, a espera do casal durou pouco. Oito meses depois da decisão de criar uma família, ela ficou grávida de Arthur, hoje com dois anos.

" Não agüentava ver que os dias estavam passando e eu não tinha engravidado ainda (Caroline Souza) "
Para a médica Maria Cecília Erthal, especialista em fertilidade da Rede D'Or, a história da professora é comum, mas só serve para aumentar o estresse e a ansiedade do casal. Sexo com hora marcada, afirma a médica, é uma das muitas idéias antigas que não se justificam mais nos dias de hoje.

- Se o homem e a mulher estão com a saúde em dia, o ideal é relaxar e conduzir a vida sexual normalmente. Quase 80% dos casais saudáveis engravidam em um período de um ano. O sexo com hora marcada só funciona para mulheres que estão acompanhando a ovulação com ultra-sonografia - explica a especialista.

Ela lembra que truques como o de usar almofadas para levantar o quadril, manter as pernas elevadas ou ficar deitada durante um tempo após o fim da relação são apenas mitos sem muito fundamento. Embora alguns médicos digam que certas posições ajudem na concepção - como a papai-mamãe e a de quatro, nas quais o pênis chega mais perto do colo do útero - não há nada cientificamente comprovado. Apesar do folclore, posições como a da mulher por cima ou do casal sentado também não parecem ter influência. Um espermatozóide saudável, afirmam os médicos, demora menos de dois minutos para chegar às trompas.

- A única dica que é verdadeira é a de não fazer sexo todos os dias. A ejaculação freqüente dilui a quantidade de espermatozóides no sêmen e realmente diminui as chances do homem engravidar sua parceira - diz Maria Cecília. Uma dica do ginecologista Luiz Carlos Dale para aumentar as chances de fecundação é manter relações sexuais em dias alternados todos os meses. Como o espermatozóide sobrevive cerca de 80 horas dentro do útero, sexo a cada dois dias aumenta a probabilidade do espermatozóide alcançar o óvulo.

" Uma mulher que parou de usar anticoncepcionais demora no mínimo de três a seis meses para engravidar. Quem tem menos de 30 anos pode tentar até um ano sem se preocupar (Maria Cecília Erthal) "
Sem estresse Se o casal está saudável, a principal forma de aumentar as chances de engravidar é diminuir o estresse, já que a ansiedade pode desequilibrar certas funções hormonais. Manter uma rotina de exercícios, dormir bem e adotar atividades que aumentem o bem-estar, como a ioga, a acupuntura e as massagens relaxantes, também são indicados. Uma dieta com poucos produtos industrializados e que privilegie pratos com laticínios integrais, verduras ricas em ácido fólico e alimentos ricos em ácidos graxos (salmão, atum,sardinha e frutas oleaginosas) pode ser benéfica.

- Normalmente, uma mulher que parou de usar anticoncepcionais demora no mínimo de três a seis meses para engravidar. Quem tem menos de 30 anos pode tentar até um ano sem se preocupar. Já quem tem mais de 30 deve procurar um especialista para ver se está tudo certo com seu corpo - resume a médica da Rede D'Or.

TV faz bem ao cérebro e mal ao sexo

Ao contrário do que prega o senso comum, a TV não faz mal às crianças. Pelo menos é o que garantem os economistas Matthew Gentzkow (que, aos 33 anos, não tem TV em casa) e Jesse Shapiro, da University of Chicago Graduate School for Business, em estudo publicado no Quarterly Journal of Economics. Ao analisar dados de uma série de pesquisas, eles chegaram à conclusão que a televisão pode ter efeito positivo nas habilidades cognitivas das crianças. Segundo os economistas, a TV permitiu que crianças americanas de casas onde não se falava inglês tivessem um melhor desempenho escolar. A TV pode até não fazer mal às crianças, mas eles podem impedir que novas crianças sejam feitas. E o Brasil é usado como exemplo dessa idéia. Segundo outro estudo, coordenado pela economista italiana Eliana La Ferrara, da Universidade Bocconi, de Milão, a TV ajudou a diminuir as taxas de fertilidade de nosso país. A economista diz que o estudo prova que acesso às telenovelas da Globo a partir dos anos 70 foi determinante para a queda do número de filhos por família. Segundo ela, as novelas costumam mostrar famílias pequenas, “em parte porque os programas retratam versões idealizadas da vida da classe média e alta, mas também porque os espectadores teriam dificuldade de acompanhar famílias grandes com muitos personagens”. Não sei avaliar a seriedade do estudo, nem o conhecimendo da economista sobre a realidade brasileira. Mas ela parece estar desprezendo um fato óbvio: ver TV tira o tempo de outras atividades, como o sexo. Portanto, é um tanto óbvio que ela indiretamente derrube a taxa de natalidade.

Cinco verdades e cinco mentiras sobre o sexo

Elas circulam por e-mails e pelas rodinhas de amigas, estão no imaginário popular e são corroboradas pelos clichês, mas a verdade é que não passam de mentiras.Conheça algumas das inverdades mais comuns quando o assunto é sexo: Para uma boa transa é preciso “estar no clima”?Por cansaço, pela clássica dor de cabeça, ou por qualquer outro motivo, você às vezes sente que não vai rolar. O primeiro passo para combater essa falsa convicção é parar de duvidar do próprio poder de excitação. “Concentre-se nas sensações que seu corpo produz e verá como os apelos físicos passarão a se sobrepor aos obstáculos mentais”, diz a sexóloga Darcy Luadzers.Vibrador vicia“A única maneira de se tornar dependente desse acessório é acreditar que só ele a levará ao orgasmo”, esclarece a terapeuta sexual Yvonne Fulbright. “Para garantir que não vai se condicionar a um único ritmo e intensidade, use o aparelhinho apenas de vez em quando, como parte do repertório da transa, e não como recurso para finalizá-la”, sugere.Papai-e-mamãe é puro tédioTudo bem que essa posição não esteja no topo da lista das mais selvagens, mas ela é uma das melhores em termos de benefícios. Segundo Darcy, além da intimidade que esse tipo de contato sexual proporciona, ele ajuda a amplificar suas sensações. “Como o homem faz a maior parte do serviço, você pode se entregar à experiência com luxúria em vez de se preocupar com a própria performance”, diz.Difícil ter orgasmo numa rapidinha“Você não precisa de uma transa de duas horas para ter um orgasmo — basta estar excitada”, diz Yvonne. Em geral, todo casal tem uma posição facilitadora, aquela que garante o clímax. Então, no lugar de diversificar os movimentos, se quiser chegar lá em minutos, pule direto para a técnica que melhor a estimula e a mantenha em um ritmo constanteO “menino” dele é frágil“A reclamação mais freqüente é que as mulheres temem agarrá-lo ou sugá-lo com mais vigor”, diz Yvonne. Durante a masturbação ou o sexo oral, envolva o pênis dele com as mãos e/ou a boca (tomando cuidado com os dentes) e não se esqueça de realizar movimentos para cima e para baixo. Só evite gestos muito bruscos e dobrá-lo demais na hora da penetração, porque aí, sim, existe o risco de machucar o gato.Verdades:- O pênis pode ficar “ralado” durante uma sessão de sexo selvagem. - Se a mulher estiver relaxada e excitada, consegue atingir o clímax com sexo anal. - Masturbação também não vicia. - Cada rala-e-rola consome, em média, 200 calorias. - Casar favorece a vida sexual — pesquisas mostram que os casados transam mais do que os solteiros.

Especialista derruba mito sobre a freqüência das relações sexuais

Uma pesquisa global sobre o comportamento sexual realizada pela Universidade de South Wales, na Austrália, revelou que os portugueses e brasileiros estão entre os povos que fazem sexo com mais freqüência no mundo. Segundo o levantamento, 75% dos portugueses e 62% dos brasileiros, afirmaram, em 2007, que faziam sexo uma ou mais vezes por semana, enquanto globalmente apenas 54% dos homens e mulheres deram a mesma resposta. Para a terapeuta sexual Regiane Garcia Rodrigues, não há uma resposta certa para a questão de freqüência de relações sexuais em um casamento ou namoro. Tudo depende do desejo de cada um. “Se o casal tem poucas relações por semana, mas se sente feliz e satisfeito, tudo bem”, pondera a especialista. Agora, se a pessoa está se ressentindo pelo número de transas ter diminuindo em comparação ao início do romance, deve entrar em cena a improvisação.Acessórios como óleos de massagens, camisinhas estimulantes e outros artigos picantes podem ajuda a esquentar o sexo e aumentar os dias de prazer.

Britney Spears está proibida de fazer sexo

O pai da Britney Spears, depois de virar administrador de toda a grana da filha, Jamie Spears segue coordenando a moça. A última do cara beira o surreal. Bitchney Spears, mundialmente conhecida pela sua volúpia, está proibida de fazer sexo! Isso mesmo, S-E-X-O. De acordo com a revista Now, Jamie Spears proibiu a filha de manter qualquer contato sexual durante os próximos seis meses. O cara acha que a cantora estava em crise por causa do seu envolvimento com homens. Segundo ele, a filha se deixa envolver demais quando está namorando. Jamie quer a filha totalmente focada na turnê mundial que ela vai fazer no início de 2009. O pai também está querendo resguardar a filha de se envolver com aproveitadores, como paparazzis, seguranças e outros menos cotados. Afinal, o que está em jogo é o futuro da família a carreira de Britney. Agora, como será que o cara vai fiscalizar isso? Estranho. Muuuito estranho. Drogas e trago estão liberados. Sexo, nem pensar! Rehab sexual pra Bitchney já!

Mulheres relatam desencontros sexuais e amorosos em blogs e viram sucesso na internet

Elas começaram timidamente, apenas testando o terreno, e aos poucos perceberam que a internet pode ser uma ferramenta poderosa para se livrar de inibições, desabafar e dar (ou receber) conselhos. A escritora Rennata Alarcon garante que seu blog sobre relacionamentos virou uma válvula de escape não só para ela, mas para milhares de mulheres brasileiras.

- Dá um alívio perceber que você não é a única mulher passando por problemas amorosos - garante Rennata, que transformou acaba de transformar seu blog no livro "Homens idiotas que você precisa (ou não) conhecer antes de morrer".

Embora garanta que o livro não tem nada a ver com auto-ajuda, ela afirma que a mensagem principal do trabalho é incentivar a auto-estima nas mulheres que sofrem porque ainda não encontraram o parceiro ideal.

- Comecei o blog sem saber se ia continuar com aquilo ou não e a resposta foi incrível. Recebi tantos emails de homens e mulheres que se identificaram comigo e com minhas histórias que resolvi dar continuidade ao que escrevo. Pelo blog, consigo ajudar inúmeras pessoas - diz a autora, que agora trabalha como conselheira amorosa em São Paulo.

Ela garante que a troca de informações com os colegas do mundo virtual foram fundamentais para que ela encarasse os relacionamentos de forma mais tranqüila.

" Dá um alívio perceber que você não é a única mulher passando por problemas amorosos "

- A minha visão foi mudando com certeza, pois comecei a dar mais valor para certas coisas que antes não ligava e comecei a entender que homens perfeitos não existem, assim como nós, mulheres, não somos perfeitas! Hoje encaro as coisas de uma maneira mais leve, por isso não discuto e não "encano" tanto com bobeiras. Os homens reclamam que as mulheres estão fáceis demais, e elas acham que eles sempre não querem nada sério e só querem sexo. Percebi que os homens não precisam mais se esforçar para conquistar a mulher, por isso acabam dando pouco valor aos relacionamentos em geral - completa.

Alter ego para falar de sexo

A estudante de comunicação Fernanda Lizardo preferiu criar um personagem para poder escrever sobre sexo sem ter que lidar com críticas ou preconceito. O blog Sexto Sexo começou como uma forma de lidar com a solidão e a saudade da família, e se tornou um ponto de encontro para quem gosta de histórias picantes sempre escritas do ponto de vista feminino.

- Escolhi escrever sobre sexo porque é um assunto pelo qual sempre tive muita curiosidade. Quem não me conhece pode achar que só penso nisso, mas na verdade, sou bem tradicional, do tipo que quer um namorado legal, que quer construir uma família. Não é porque escrevo um blog sobre sexo que sou mais fácil que outras mulheres - revela Fernanda, que no dia-a-dia se considera tímida, fala com voz suave e garante que sua mãe é uma de suas maiores fãs.

O sucesso da estudante é tanto que ela já vive recebendo idéias de amigos, que não hesitam em contar para ela seus encontros sexuais. Mas nem sempre a vida de blogueira é fácil.

- Agora que estou solteira, descobri que nem sempre os homens aceitam mulheres que escrevem abertamente sobre sexo. Uns morrem de ciúmes, outros temem aparecer em uma das histórias. Mas acho que o pior mesmo é quando saio com alguém que sabe do blog e o cara vai logo pedindo ou perguntando para virar personagem dos posts - revela.

Rico Mansur nega ser "playboy" e diz que é viciado em sexo

O empresário e jogador de pólo Rico Mansur é um dos maiores conquistadores do Brasil. A lista de seus romances é extensa, e inclui nomes como Gisele Bündchen, Letícia Birkheuer, Luana Piovani e a atual, Isabelli Fontana. Em entrevista ao PINK HOT SEX, Mansur fala sobre suas armas de sedução e diz que é "viciado em sexo". Mesmo sendo visto quase diariamente em festas e boates, Mansur nega o título de "playboy". "Playboy é o bon vivant que gosta de gastar o dinheiro da família e vive num mundo de festas. Claro que gosto de sair à noite, mas por causa disso sou playboy?", questiona Rico, sócio de diversos estabelecimentos na noite paulistana. Sobre suas conquistas, afirma que aprendeu a usar seus atributos. "É fato, gosto de mulher bonita. Comigo não tem essa de beleza interior. Sem beleza exterior, não rola".
Ele ainda afirma que é fiel quando namora, porque "o constrangimento da traição não compensa". Mansur se diz viciado em sexo. "Tem gente que não faz tanta questão, mas para mim é um vício saudável, não acho que enjoa. Se tem tesão pela parceira, onde está o problema?". O jogador de pólo não divulga o valor de seus patrocínios - a cerveja Itaipava, o sorvete Häagen Dazs e a barra de cereais Nature Valley - mas afirma que "os patrocinadores estão felizes, porque divulgo as marcas em todos os eventos sociais de que participo". Ele também se compara a David Beckham: "Eu não faço questão de ser o melhor jogador de pólo do Brasil, mas de estar entre os melhores. Como Beckham, que não é o Ronaldinho, mas construiu em torno de si uma imagem vitoriosa e com glamour. Se ele estiver usando uma roupa legal, posso querer comprar uma igual. Algum problema nisso?".