REPORTAGEM | O Outro Lado do Sexo

Quando vira vício, a busca pelo prazer se torna escravidão. Ana, advogada, chegou a se prostituir para ter sexo rápido. Mariano, mesmo transando 20 vezes por dia, queria mais. Eles contam seu drama ao PINK HOT SEX. Do imperador Calígula ao ator Michael Douglas, e mais recentemente o astro Ron Wood, guitarrista dos Rolling Stones, que seriam viciados em sexo, conhecemos rasteiramente o perfil do dependente sexual: o sujeito que não consegue passar um dia sem ter suas fantasias realizadas, busca prazer incansavelmente, coleciona aventuras eróticas. Compulsão sexual, dependência de sexo, transtorno sexual não-especificado ou impulso sexual excessivo são algumas definições da literatura médica para o problema discutido desde relatos da Antigüidade, mas ainda pouco estudado. Em que ponto um comportamento sexual vigoroso atravessa a linha que separa o prazer da dependência? 'Ter vida sexual exuberante não significa ser dependente', diz o psiquiatra Aderbal Vieira Jr., da equipe do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 'O que chamamos de dependência não-química, na falta de denominação melhor, começa a se manifestar quando a pessoa sofre algum prejuízo em diversas áreas da vida.'
As dependências não-químicas mais freqüentes atualmente, de acordo com dados do Proad, são o vício em jogos, internet, compras e sexo. Se você sonha em fazer sexo numa caverna da Capadócia ou no banheiro da balada mais próxima, não há o que temer: 'As fantasias colorem a vida. O dependente, no entanto, perde a liberdade de escolha', diz Vieira. A seguir, dois ex-dependentes sexuais -um homem e uma mulher- contam como essa incapacidade de autonegociação os levou a momentos desesperadores. Ambos freqüentam, ainda hoje, os Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), grupo que tem como princípio de reabilitação os 12 passos do Alcoólicos Anônimos (AA), adaptados à questão sexual. 'Sem sexo, eu ficava maluca, totalmente descontrolada'Ana*, 45 anos, advogada. Vim de um lar desestabilizado pela violência. Meu pai era alcoólatra, uma pessoa boníssima, mas que se tornava agressivo e batia na minha mãe quando bebia. Ele era culto, oficial da Polícia Militar, trabalhava muito. Quando poderia estar com os filhos, ele se afastava, por ressaca moral. Minha maneira de conquistar seu afeto -e de competir com minhas irmãs- era mostrando boas notas.
Ele me estimulava, tanto que prosperei e sempre fui independente financeiramente. Fui também uma garota cheia de libido. Meus seios começaram a crescer aos 11 anos, e fazia algumas brincadeiras com os garotos da escola -deixava que eles pegassem nos meus peitos. Perdi a virgindade cedo, aos 14. Quando uma irmã se casou grávida, meu pai disse que ela deveria ter se espelhado no meu exemplo. Mal sabia ele quanta água já havia passado por baixo dessa ponte. 'Acordei com um estranho no motel, e à tarde já estava na cama com outro homem' Casei aos 21 anos. Meu primeiro marido era alcoólatra como meu pai e ainda por cima usava drogas. Eu já sabia disso, mas acreditava que meu amor seria suficiente para consertá-lo. Eu sofria violência física, verbal, moral, sexual. Quando montei meu escritório de advocacia, ele não perdia a chance de dizer: 'Você é o 'macho' da casa, tá cheia de dinheiro. Pra que vou trabalhar?'. Mesmo assim, nossa vida sexual era intensa. Tínhamos relações quase todos os dias, mas muitas delas forçadas. Várias vezes, quando bêbado, ele me agrediu fisicamente e depois quis fazer sexo. Eu me anulava, e acreditava que, uma vez desejada, uma vez amada. Se ele estivesse satisfeito, eu estaria bem. Aos 28 anos, conheci um homem que mexeu comigo -e mexe até hoje.
Acredito que meu padrão de dependência sexual começou a se manifestar mais fortemente a partir desse relacionamento. Ele era meu colega na faculdade. Um cara bonito, introspectivo, noivo, o que atiçava meu espírito de competição. Brinquei com ele dizendo que era o genro que minha mãe adoraria ter. Não demorou para transarmos -e foi maravilhoso. Foi o único homem que, até hoje, me deu prazer: eu não precisava me transformar em mulher fatal para seduzi-lo. Tive orgasmos com outros homens, mas nunca com a mesma intensidade que esse amante provocava. No meio desse caso, me separei. Mas, como meu amante não deixava a noiva, passei a ter outros rolos também. E acabei me casando de novo, com outro homem violento. Logo que nos conhecemos, ele me bateu, no meio de uma discussão, em um bar. Percebi, tempos depois, que o problema estava em mim, que atraía pessoas com o mesmo padrão de comportamento. Eu precisava de alguém para tentar consertar, tentar sanar a relação frustrada de meus pais. Esse segundo marido me evitava sexualmente. E, no período em que fui casada com ele, meu caso com o antigo amante pegou fogo. Nossa necessidade de transar era fora do comum. Fazíamos sexo no carro, no motel, em lugares públicos.
O ponto crucial da nossa história sempre foi sexual, embora eu alimentasse a fantasia romântica de me casar com ele, mas ele jamais quis se separar. Depois de cinco anos, nos afastamos, por vontade dele -disse que eu era pegajosa, ciumenta, e que não estava pronto para um relacionamento sério. Foi então que minha busca por sexo a qualquer custo se intensificou. Sentindo-me rejeitada pelo amante e pelo meu marido, saía à caça. Era uma espécie de vingança, e quem acabava machucada e agredida era eu. Quando sentia falta de sexo, acontecia o que chamo de 'disparada de gatilho'. Uma coisa descomedida. Cheguei a ter três homens num só dia. Acordei no motel com um cara com quem havia saído na noite anterior. À tarde, um rapaz que eu conhecia -e cuja mulher, minha amiga, estava grávida- me ligou e fomos transar. À noite, tive mais um encontro, dessa vez com uma pessoa da minha família, um primo. 'Cheguei a ficar numa esquina e saía com os caras sem nem cobrar nada' Fui várias vezes para a cama com desconhecidos com quem cruzava em ônibus, em bares. Cheguei a me vestir de prostituta e ir para uma esquina. Eu nem cobrava. Fazia isso para ter sexo rápido.
Comecei a transar também com mulheres. Tive um caso com uma funcionária do meu escritório durante dois anos. Namorei até um presidiário, que conhecia da época da faculdade. Eu ia semanalmente ao presídio, nos dias de visita íntima, e a sensação de transar numa cela me deixava excitadíssima. Uma das poucas taras que não realizei foi transar com um travesti. Nem sei com quantos homens dormi nessa época. Foram mais de 100, com certeza. E, muitas vezes, deixei de usar camisinha. Fiz o exame de HIV há um ano e, graças a Deus, deu negativo. Sem sexo, eu ficava maluca, descontrolada. Essas crises afetavam outras áreas: eu descontava na comida, tinha alucinações à noite, criava fantasias sexuais o tempo todo, ficava perturbada, não conseguia me concentrar no trabalho. Até meu cabelo caía! Eu pensava no meu ex-amante sem parar, achava que morreria se não tivesse aquele homem! Corri risco de vida várias vezes, dirigindo de madrugada, alcoolizada. Apesar do perigo, essas situações me fascinavam, era uma adrenalina grande. Trair meu marido me dava prazer, e para isso tinha inúmeras desculpas: curso à noite, chá de cozinha, uma tia que morreu, problemas com clientes.
Em 1998, aos 35 anos, meu segundo casamento acabou depois de cinco anos. Suas crises de violência contra mim se tornavam cada vez mais freqüentes e a única saída foi a separação. Eu já havia reencontrado o amante havia alguns meses, ele me ligou dizendo que tinha sonhado comigo, que sentia minha falta. Atendi prontamente, como um fumante que não consegue abandonar o vício. Voltamos a transar loucamente. Muitas vezes deixei de trabalhar para encontrá-lo. Soltei as rédeas do meu negócio, largando tudo na mão dos empregados. Perdi clientes e acabei fechando o escritório. Quando não estava com o amante, continuava nas 'disparadas de gatilho'. Fui ficando endividada, desmotivada. Lembrei dos grupos de apoio a dependentes. Conhecia os 12 passos dos Alcoólicos Anônimos, por causa do meu pai, e procurei o Mada [Mulheres que Amam Demais Anônimas], pensando que meu problema era dependência afetiva. Ali, me aconselharam a participar do Dasa [Dependentes de Amor e Sexo Anônimos]. Foi o que me salvou. Há dois anos, freqüento os dois grupos, e faço psicoterapia. Nesse tempo, percebi que, no fundo, o que eu queria era aquele amor romântico, caseiro, de novela.
Buscava o sexo para suprir a rejeição. Digo que tenho duas personalidades: sou uma 'puta doutora' ou uma 'doutora puta', mas a imagem que cultivo socialmente é a de boa moça. Minha relação com meu amante não está resolvida. Ainda nos vemos de vez em quando, ele nunca se casou. Mas entendi que ele não está comigo porque não quer. Simples assim. Hoje, estou namorando um rapaz interessante, tranqüilo, que conheci no metrô. Ele tem um perfil diferente dos homens pelos quais sempre me senti atraída. É gentil, trabalha e paga suas contas, é solteiro, tem 34 anos, uma graça! Estamos no começo do namoro, mas quero apostar num relacionamento saudável. Também não tenho mais necessidade de ser aprovada por um homem, pois estou investindo em mim, na minha qualidade de vida. Faço um curso de pós-graduação, retomei o trabalho em casa, captei novos clientes e planejo viagens que sempre imaginei, mas nunca fiz, por ter colocado o sexo acima de tudo.'
'Deixei de comprar comida para gastar com prostitutas'Mariano*, 39 anos, funcionário públicoEu era muito pequeno, mas lembro de uma babá ter me molestado sexualmente. Tinha uns 3 anos, fui morar com meus bisavós e essa moça, uma espécie de governanta, era quem me dava banho. Ela pedia para ver meu pênis, perguntava se estava duro e o introduzia em sua vagina. Não lembro das cenas claramente, nem sei se alguém de casa chegou a desconfiar do que acontecia. Eu simplesmente não sabia o que estava acontecendo, o que era aquilo, e também não sei até que ponto essa experiência influenciou minha vida sexual adulta. Fui uma criança solitária e sem amigos. Minhas diversões eram gibis, revistas de futebol e masturbação. Me masturbava compulsivamente, mais de 20 vezes por dia, até o colchão ficar encharcado de suor. Foi assim até os 15 anos, quando um amigo me levou a um passeio pela avenida do Estado, em São Paulo, e pela primeira vez fiz sexo com uma prostituta. A partir dali, todo dinheiro que conseguia gastava com programas. Aos 20 anos, me casei. Fui um marido fiel, porque era feliz com ela. Isso não quer dizer que minha compulsão diminuiu. Fazíamos sexo várias vezes por dia, todos os dias. Chegamos a transar 20 vezes num dia só. Ela sabia que era fora do comum, mas não reclamava, porque queria muito engravidar. E tivemos um filho. Mas o casamento se desgastou e chegou ao fim.
Solteiro de novo, aos 27 anos, voltei às garotas de programa -todos os dias. Procurava mulheres em boates e em anúncios de revistas de encontros. Queria experimentar louras, morenas, negras, índias, altas, baixas. Nunca fui dado a fetiches específicos, sadomasoquismo ou coisa parecida. Minha grande fantasia era estar com o maior número de mulheres que pudesse. Estabelecia uma 'meta'e a perseguia: 'Hoje quero uma negra de seios avantajados, hoje quero uma oriental, hoje quero uma mulher que tenha pêlos nas pernas'. Nesse período viajei três vezes para a Europa -França, Holanda, Itália, Inglaterra, Bélgica. Tinha interesse em conhecer outras culturas, mas era inevitável procurar experiências sexuais em cada nova cidade. Tinha a fantasia de transar com uma mulher numa vitrine de Amsterdã. Realizei. Era fascinado por mulheres louras de olhos azuis, o que me levou à Dinamarca. Minha situação financeira ia de mal a pior. Além das viagens, gastava tudo o que ganhava com prostitutas, em São Paulo. Quando ficava sem grana, pedia emprestado a amigos ou recorria a financeiras. Cheguei a ficar sem comprar comida: não me importava com o que comer, só pensava em sexo. No trabalho, conseguia cumprir minhas obrigações, mas passava o tempo todo pensando no final do expediente, como alguém que espera ansiosamente a happy hour para tomar uma cerveja com os amigos.
Quando ficava um dia sem transar, tinha crises de abstinência: suava, sentia dores no corpo. Uma vez, até desmaiei no trabalho. Ficava indisposto, perdia a capacidade de raciocínio. Eram sintomas parecidos com os de quem tem dependência química, embora não fosse o caso. Nunca usei drogas e sempre bebi moderadamente. Uma dessas crises durou 20 dias. Eu estava totalmente sem dinheiro, absurdamente endividado com três financeiras e com vários conhecidos. Quis vender um vale-transporte de dez unidades para um colega de trabalho. Ele sabia que eu vivia atrás de prostitutas e disse que não compraria o passe, pois, mais do que de dinheiro, eu precisava de ajuda.Até aquele dia, eu achava que podia continuar vivendo daquele jeito, mas a conversa com esse colega foi um alerta. Senti que aquela loucura por sexo não era mesmo normal. Já havia lido uma reportagem sobre o Dasa [Dependentes de Amor e Sexo Anônimos] numa revista. Procurei os telefones e, no dia seguinte, fui à primeira reunião. Ali, encontrei homens e mulheres com histórias como a minha, e percebi que era mesmo doente por sexo.Isso foi em outubro de 1999. São quase dez anos de Dasa, porque o processo de recuperação foi lento.
Comecei a a seguir a programação dos 12 passos, que é parecida com a dos Alcoólicos Anônimos. Eles ficam um dia sem beber, a gente fica um dia sem sexo, e assim por diante. Durante o tratamento, comecei a me interessar pelas mulheres de um jeito mais normal, não só pensando em sexo. Nessa fase, fiz dois testes de HIV e, felizmente, não contraí o vírus, apesar de ter praticado sexo sem proteção algumas vezes. Na época, achava que, se contraísse o vírus, era só procurar mulheres que também fossem positivas. Na verdade, acreditava que minha vida já estava perdida. Há cinco anos, conheci minha atual companheira, numa rotisserie perto de casa. Trocamos telefones e começamos a namorar. Com ela, tenho uma vida sexual equilibrada, sem dependência, sem obrigações. Não faço mais sexo para tentar preencher um vazio. Ela conhece a minha história e, até pelo fato de ser psicóloga, entende os problemas que enfrentei. Aos poucos, sanei minhas dívidas, e descobri prazeres que havia deixado de lado ou nunca havia experimentado. Coisas simples, como viajar, ir ao cinema, ouvir música, fazer caminhadas com minha mulher ou simplesmente estar entre amigos.'

Anne Hathaway teria confessado preferência pelo sexo anal

A atriz Anne Hathaway, uma das estrelas de “O Diabo veste Prada”, teria confessado à revista “Esquire” que sua preferência na cama é pelo sexo anal. Anne teria dito que toda mulher deveria experimentar e, se não fizesse, estaria perdendo algo maravilhoso. A moça ainda teria contado que a penetração anal fazia se sentir feminina de um modo muito especial. Para completar, Hathaway teria salientado que, para a primeira vez, é muito importante encontrar um parceiro de confiança.

Grazi fala sobre sexo e amor: "Vale tudo"

Grazi Massafera não consegue separar sexo de amor, como revelou em segredo ao PINK HOT SEX. E a atriz completa: "Se você está com quem ama e tem certeza daquilo, vale tudo.""Não condeno quem faz sem amor, mas não consigo. Sexo pra mim só com amor, é um complemento do amor. A mulher bem amada é diferente", continua Grazi. A atriz namora Cauã Reymond e já revelou que sente ciúme quando vê o amado em cenas calientes com outras atrizes na TV. Feliz com o romance, ela declara: "Agora só falo de casamento na presença dele. Quero três filhos. Tendo um casal, o terceiro é brinde."

Chefs indicam receitas afrodisíacas para esquentar o sexo

Elaborar um cardápio afrodisíaco, garantem os sexólogos, pode se tornar uma divertida preliminar, principalmente se os pratos forem feitos a dois. Para a nutróloga Tamara Mazaracki, os alimentos afrodisíacos estão mais ligados à imaginação do que seu efeito no organismo, muitas vezes por conta de seu formato ou aroma, mas nem por isso deixam de causar excitação. A lista é grande: ostras, camarão, chocolate, morangos, champagne, pimenta, gengibre, manjericão, noz-moscada, aniz e alcaçuz são apenas alguns dos mais populares.
" As ostras são ricas em zinco, um mineral ligado à produção de testosterona "

- As ostras são ricas em em zinco, um mineral ligado à produção de testosterona. Pesquisas recentes mostraram que ostras, assim como mexilhões e mariscos, contêm ácido aspártico e N-metil-D-aspartato, dois compostos que propiciam a liberação de hormônios sexuais como a testosterona e o estrogênio. Só que pesquisadores ainda não determinaram se há quantidade suficiente desses compostos nos frutos do mar para realmente fazer alguma diferença - explica a especialista.

Sem dúvida, o chocolate pode ser um poderoso afrodisíaco, principalmente para as mulheres. Pesquisadores do Instituto de Neurociência em San Diego, na Califórnia, descobriram que o chocolate contém um neurotransmissor chamado anandamida, que se liga a receptores no cérebro e causa euforia e relaxamento.

- Diz a lenda que o imperador asteca Montezuma bebia 50 taças de chocolate todo dia para melhorar sua capacidade sexual. O chocolate contém feniletilamina e serotonina, duas substâncias químicas que causam bem-estar que ocorrem naturalmente no corpo e são liberadas pelo cérebro quando estamos felizes ou apaixonados. Ou seja, o doce causa a mesma euforia que sentimos quando estamos apaixonados.

" O chocolate contém feniletilamina e serotonina, duas substâncias químicas que causam bem-estar que ocorrem naturalmente no corpo e são liberadas pelo cérebro quando estamos felizes ou apaixonados "
Para melhorar a vida sexual, a nutróloga sugere a inclusão de ervas aromáticas nas receitas do dia-a-dia, pois os temperos ativam a circulação sangüínea e podem melhorar o fluxo de sangue dos órgãos sexuais. Em uma pesquisa realizada em Chicago, no Smell and Taste Treatment and Research Foundation, foi descoberto que aromas distintos podem estimular a excitação sexual e que o aroma do alcaçuz aumentou em 13% o fluxo sangüíneo para o pênis.

A chef Manoela Zappa, do curso Prosa na Cozinha, garante que metade do sucesso de um prato afrodisíaco está em sua montagem. Ela, que dá aulas mensais de culinária afrodisíaca no sex shop Madame Blanchye, aposta nos pratos coloridos e picantes.

Excessos pode ter efeito contrário

Tamara Mazaracki lembra que antes do sexo, o ideal é se alimentar sem encher demais o estômago. Isso evita a sensação de letargia que muitas vezes acompanham as refeições mais elaboradas.

- Comer demais acaba com a libido. Uma refeição leve à base de proteínas marinhas, como peixes e frutos do mar, uma salada regada com um bom azeite, uma taça de vinho seco, e uma bela sobremesa no final, tipo morangos com chantili, ou uma musse de chocolate é o ideal. Depois é só namorar muito - ensina a médica.

Por último, nada de exagerar na bebida alcoólica:

- O álcool é um clássico exemplo de alimento considerado afrodisíaco por muita gente, mas que quase sempre causa um efeito oposto ao desejado. Uma pequena quantidade diminui a inibição e aumenta a disponibilidade para o ato sexual, mas quem exagera sente o efeito contrário - diz Tamara, enfatizando que no homem as bebidas alcoólicas podem prejudicar a ereção e, nas mulheres, os drinks a mais inibem o orgasmo.

Namorada teme que Lindsay Lohan perca o interesse por ela

"Ela ama sexo, e Samantha fica com medo de não conseguir satisfazê-la", diz uma fonte. Mesmo com as freqüentes declarações de Lindsay Lohan de que está cada vez mais envolvida com a namorada, Samantha Ronson, a DJ ainda alimenta uma certa insegurança. De acordo com a edição online de quarta-feira (24) revista britânica Closer, Samantha pretende ficar o máximo de tempo possível com a atriz para que elas aprofundem ainda mais o namoro. “Lindsay ama sexo, e Samantha fica com medo de não conseguir deixá-la satisfeita por muito tempo”, afirmou uma pessoa próxima das garotas. Depois de terem sido vistas aos beijos e de não se desgrudarem, elas assumiram o romance recentemente, em conversa com um DJ americano. “Estamos juntas há um bom tempo”, disse Lohan, que contou estar morando com Samantha desde o mês de maio.

Para as mulheres: O que é "fazer tudo na cama?"

Vejo muitas mulheres, na verdade a maioria delas afirmando que fazem tudo na cama. Por outro lado a maioria dos meus amigos, por coincidência namorados/maridos/comedores de conhecidas que alegam "fazer tudo" reclamando que a mulher é puritana ou simplesmente deixando-a de lado para procurar uma "profissionau do sequissu" para fazer as coisas ditas mais pesadas, em alguns dos casos amigas já falaram que fariam com eles caso pedissem, de qualquer forma não é o tema. A pergunta é: voce mulher, quando diz que faz tudo na cama, voce quer dizer o que exatamente? E porque as mulheres que não "fazem tudo" dizem que fazem? Seria propaganda enganosa, medo da concorrencia ou simplesmente realmente de coração achar que não faz tudo? alguma já se considerava ultramegaexperiente e depois de sair com um cara pensou "epa isso eu nem sabia que existia?" e não quis fazer? O PINK HOT SEX foi á procura de respostas, vamos a elas...
ANA LUISA 27,Enfermeira - SÃO PAULO Eu não faço tudo na cama. Mas faço tudo que eu gosto..rs KkKk E como você já sabe, eu não faço propaganda enganosa. Eu não tenho problemas em contar as minhas experiências, mas nada que seja uma propaganda... pelo menos não vejo dessa forma. Talvez porq não seja a minha intensão. Só que, sexo não é igual!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É como beijo, as vezes o beijo combina. As vezes, as duas pessoas beijam de um modo diferente e quando se beijam acabam criando um outro estilo de beijo. Entendeu?! Eu tenho umas taras... eu chamo de vícios sexuais. Meu vício eu carrego para qualquer relacionamento que tiver. Mas o sexo, pode ser diferente. Tipo, eu sou tarada... adoro transar em uma noite, em um dia, 2 vezes ou 3 vezes se der... Com o meu atual namorado, só fizemos amor duas vezes no mesmo dia, uma única vez. Todas as outras vezes uma única vez apenas. Nossa!! Quando eu estou com muito tesão, quero mais... e nada acontece. Eu sinto prazer no sexo anal, mas ele não curte. Disse uma vez pra mim, que faria apenas para me agradar... nunca dei o fofi(como diz a minha amiga) pra ele. E nem tenho vontade. Já com o meu ex (pai do meu filho), nossa!! Se eu não regulasse, ele queria todo dia e se duvidar só isso. Relacionamentos sexuais são complexos, e variam de parceiro para parceiro. Temos tendências a certas coisas, mas as vezes a falta de confiança ou tesão atrapalham... ou anulam!! RAQUEL SOARES 29, Bancária - LISBOA Fazer tudo na cama pra mim seria serviço completo! à um tempo atrás eu só fazia sexo vaginal e oral com nojo...mas de uns tempos pra cá, aprendi fazer sexo anal e gostei e faço sexo oral e me sinto excitada com isso.. sei lá pq mudei de uns tempos pra cá! Acho q cansei de ser puritana, de reprimir minhas vontades e esconder meus desejos, e resolvi soltar tudo pra fora! Hoje, me considero uma mulher completa na cama..tb, esse negócio de completo vai muito da combinação do casal -de repente eu gosto de uma coisa, mas o meu parceiro não gosta... e vice-versa...tem q deixar a coisa rolar naturalmente, sem medos e sem vergonha pra tudo ficar mais gostozo... deixar as fantasias soltas... Acho q isso é é ser completo e se completar na cama! Só q tem uma coisa q eu to na maior cobrança com meu parceiro e ele não aceita : quero fazer sexo na menstruaçãoe ele não quer!(Bom! mas isso já um assunto para o outro fórum...)

Como seduzir o leitor

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A americana Katryn Caskie escreve romances históricos recheados com amor e sexo. Ela é best-seller no Brasil e nos EUA com seus “romances sentimentais”Histórias românticas, heroínas inteligentes e heróis maravilhosos, encantadores diálogos e um enredo intrigante. A americana Kathryn Caskie é uma estrela desse gênero. O lançamento dos dois últimos livros de Kathryn - “Como seduzir um duque” e ”Como conquistar um conde” -, apresentados na Bienal Internacional do Livro de São Paulo (realizada em agosto passado), foi recebido como um maiores acontecimentos do evento. Em termos de presença e interesse do público, diga-se de passagem. Acontecimento, logicamente, ignorado pela grande mídia. Discreta, Kathryn reuniu no estande da editora Nova Cultural dezenas de leitores e falou a jornalistas, numa entrevista coletiva, sobre seu processo de criação. Kathryn fez questão de frisar que escreve tanto para o público masculino, como para o feminino. Questões de gênero, afinal, são coisas do passado. Reforça que todos os seus livros têm um final feliz, como em qualquer conto de fadas. “Isso ajuda muito” - explicou. Os heróis de Kathryn enfrentam muitos desafios, passam por momentos difíceis, mas ao final da trama sempre encontram a felicidade. “Acho que o ´final feliz´ é o que atrai o público”, reitera. Respondeu a muitas perguntas, algumas debochadas. Uma repórter chegou a lhe perguntar como se encontra um ´príncipe encantado´. Ela respondeu com um sorriso maroto. Depois, desfechou: “Leia o meu livro que você encontrará a resposta”.

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Aliás, o território dos seus livros é repleto de príncipes encantados, condes desesperados, mas sedutores. “As mulheres gostam do final feliz”, repete. E explica: “Quando chegam em casa cansadas, exaustas em conseqüência da pressão cotidiana, querem ler minhas aventuras, querem relaxar. Minha literatura é de entretenimento. Feita para o leitor ou a leitora relaxar, fugir dos problemas cotidianos”. Tudo é imaginação? Pelo menos, Katryn diz que não. Seu trabalho, segundo ela, é fruto de muita pesquisa, inclusive histórica. Considera-se uma grande leitora, tantos dos romances do século XIX, XX e XXI, quanto dos livros de História. “Tenho uma leitura muito vasta e muita coisa levo para os meus romances”, afirma. Revela que sua casa - construída há 200 anos - é repleta de livros. Mesmo assim, não aponta influência de ninguém. Cita “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, como um dos seus livros prediletos. Mas diz que não foi de maneira nenhuma influenciada por Austen. Influência Além de uma ávida leitora, Katryn gosta muito de filmes baseados em romances históricos. E os folhetins franceses? Aprecia, mas os deixa de lado quando escreve suas histórias. “O importante é o sentimento, o amor, o sexo, temas universais. Por isso, alcanço sucesso tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos. Os relacionamentos difíceis, complicados, cheios de peripécias dão o tom dos meus romances”. Fórmulas de escrita, segundo Kathryn, não existem. Cada livro é um livro. As histórias não ser repetem. Confessa, entretanto, que sua maneira de escrever é “engraçada, bem humorada, deliciosa”. Explica que quando aborda um determinado período histórico o aproxima dos dias atuais - “para que os leitores se sintam mais próximos da realidade”. Mesmo com uma radical adaptação, assinala que sua pesquisa é exaustiva. E conta com um auxílio precioso: sua irmã, que é historiadora. “Ela revisa meus originais e não deixa passar possíveis erros históricos”. Outro ponto importante na sua escrita - apesar dos amores, paixão, sexo, sedução - é o tratamento dado à família, também um eixo central dos seus livros. “Acho que as pessoas gostam de ler, saber sobre famílias. O comportamento de outras famílias em determinados contextos desperta o interesse do leitor”, explica. Também escreve sobre os agregados, os funcionários da casa, as empregadas. Todos são personagens, protagonistas ou coadjuvantes. “Uma empregada pode se apaixonar pelo filho de um casal rico e importante, ou vice-versa. Não é?” E o sexo? Os livros de Katryn são repletos de sexo. Coisa natural. Segundo ela, isso também está dentro do que chama de “questões universais”. O que ocorre tanto na estrutura do drama, da comédia e da tragédia. Tudo tem sexo. Mas toda trama, diz, tem que ter um final feliz. Pelo menos no seu caso. “Ora, um romance sobre um crime termina com a solução do crime e a prisão do assassino. O mesmo ocorre com os meus romances, minhas tramas de amor, família e sexo. O final tem que ser feliz”. Ela diz não se importar com o olhar da universidade, dos acadêmicos, sobre a sua obra, nem com as críticas. Jornalista, redatora de roteiros para TV e autora de vários romances históricos, Katryn já ganhou prêmios da revista norte-americana “Romantic Times” e se orgulha de figurar na lista de best-sellers do jornal USA Today. “Não guardo mágoas da crítica. Aliás, a academia não me critica. Tem inclusive amigas na universidade que gostam dos meus livros. A única crítica que recebi foi de um professor. Um homem que acho até que nunca leu nenhum dos meus livros”. Sobre o Brasil, pouco conhece. Só sabe notícias do País através do sucesso dos seus livros. “Fico feliz que os brasileiros apreciem minha literatura”. Achou o povo caloroso, hospitaleiro e pretende visitar o Brasil com mais freqüência. Desconhece, também, os escritores brasileiros. “Nunca tive a oportunidade de ler”. Nem Paulo Coelho? “Mas, por favor, quem é Paulo Coelho?, indagou. O repórter explicou que os livros de Paulo Coelho vendem como água em todo o planeta e tratam, quase todos, de questões espirituais - com pitadas, também, de sexo e esoterismo. Ela ficou empolgada. Prometeu que vai ler Mr. Coelho.

Fazer sexo pode matar

O sexo é uma actividade saudável, no entanto, pode causar danos cerebrais. Foi a esta conclusão que chegou o médico que elaborou o relatório de uma mulher, de 35 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) depois de ter relações sexuais, segundo noticia a CBS. No entanto, não se assuste porque os danos cerebrais são pouco habituais. Para que tal aconteça, é necessária a combinação de vários factores que, em condições normais, raramente acontecem ao mesmo tempo. «O coito produziu um adormecimento no lado esquerdo da cara da mulher, transtornos na fala e dificuldades em mover o braço esquerdo», afirmou o professor de neurologia da Universidade de Chicago, José Biller, que adiantou que a vitima estava a ter um ataque de pânico. Derivado do ataque, a mulher sofreu um derrame cerebral. Os médicos que a assistiram implementaram-lhe um cateter de modo a tentar solucionar o problema. Segundo relatam, foi uma decisão delicada e arriscada. No entanto, a rapidez da intervenção permitiu à mulher recuperar rapidamente, tendo perdido apenas alguma mobilidade na mão esquerda.

Não preciso de ter um pénis para ser um homem

Há 15 anos, era uma mulher. Agora, é um homem. Actor e produtor pornográfico, Buck Angel é a personagem principal da curta-metragem Schwarzwald: The Black Party, de Richard Kimmel, que passa hoje 27 de Setembro no Cinema São Jorge, no âmbito do Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico "Olá, sou Buck Angel, o homem com vagina." É assim que ele se apresenta no seu site pornográfico. Nos EUA é uma estrela porno. Na Europa é conhecido nos circuitos alternativos dos clubes de sexo gay. Nasceu em Los Angeles há 38 anos. Trabalhou como manequim quando era mulher e sempre se sentiu preso num corpo que não era o seu. Até descobrir que podia mudar de sexo, viveu em permanente revolta e chegou a tentar o suicídio. Hoje é um homem, mas nunca quis operar os órgãos genitais. Nem acha que isso seja importante. A conversa decorre ao telefone, uma vez que o actor não vai estar presente no festival. Desde que atende até que desliga, a cordialidade e a voz de adolescente são a marca de Buck Angel. Isso e a preocupação em sublinhar que é um homem. Transexual no género e pansexual na orientação, ele desafia todas as convenções. É uma pessoa e uma personagem. Não se lhe conhece outro nome que não seja o que usa como actor. "Buck é um nome forte, de macho, como eu", diz. Angel é o apelido da sua mulher. Há cerca de dois anos decidiu ir viver para o Iucatão, no México. É mais fácil ser pornógrafo no México do que nos EUA? Sem dúvida. Estava a tornar-se difícil continuar o meu trabalho como pornógrafo. O governo de Bush não me interessa, acho que deu cabo dos EUA. Estavam de olho em tudo o que eu fazia e criaram leis sobre obscenidade que praticamente lhes permitem entrar em minha casa e prender-me. Há dezenas de julgamentos nos EUA por causa de vídeos que o governo considera obscenos. Mas eles não dizem o que é a obscenidade. É uma palavra em que cabe muita coisa, portanto, sem uma definição clara, podem levar a tribunal quem quiserem. É assustador, é nazi. Sou um criativo, não posso viver num país que me limita através das leis. Acha que a mudança de governo que se anuncia para os EUA vai ser positiva para o seu trabalho? Estou desejoso que Obama vença as eleições e espero que sim, que ele mude muita coisa nos EUA. Se perder, vou ficar em estado de choque. Pensa regressar? Nunca. Só vou aos EUA para votar. Tenha uma vida maravilhosa aqui. Os seus vizinhos no Iucatão sabem que vive da pornografia? Tenho uma vida recatada e viajo muito. As pessoas querem saber, claro, e a minha empregada diz-lhes apenas que trabalho na indústria do cinema. Não quero que se saiba, ninguém tem nada a ver com isso. O mais engraçado é que vou ao ginásio e algumas pessoas reconhecem-me. Mas, como toda a gente tem receio de meter conversa com quem trabalha na indústria do sexo, nunca me dizem nada. Tem orgulho no que faz? Muito. Se alguém me perguntar directamente, respondo. Quantas vezes por semana vai ao ginásio? Umas cinco vezes, desde há dez anos. Não é possível ser actor porno sem estar em boa forma. Quando me tornei homem, era importante ter um aspecto muito masculino e musculado. Era essa a imagem que eu tinha do que é ser homem. As pessoas hoje olhem para mim, ficam espantadas e perguntam-se: "Como é que ele já foi uma mulher?" A sua masculinidade preocupa-o? É passado. Sou um homem a 100 por cento. Às vezes, posso ter aquilo a que se chama intuição feminina, porque vivi muitos anos como mulher. Mas, de resto, sinto-me muito confortável, não me importo que haja quem me chame mulher. Sei que sou um homem. É por isso que não quer fazer a operação de mudança de sexo? Exactamente, não preciso de ter um pénis para ser um homem. O que importa é a forma como me sinto em relação a mim, não a forma como os outros acham que devo parecer ou me devo sentir. Se tivesse feito a operação, não a estaria a fazer por mim. Seria só para mostrar aos outros. Todos os homens que sentem desconforto com a minha imagem estão apenas a pensar naquilo que tenho entre as pernas, em mais nada. Como é que a sua transformação aconteceu? Nasci mulher e vivi grande parte da minha vida como mulher. Era uma "maria-rapaz". Só queria andar de calças, jogar futebol, fazer coisas de rapaz. Por isso, tive muitos problemas com drogas e álcool na adolescência. Não era feliz. Mas naquela época ninguém falava de transexualidade. Como era mulher e me sentia atraído por mulheres, achavam que era lésbica. Qual era a reacção dos seus pais? Levaram-me a vários psicoterapeutas, mas eu desistia sempre e bebia muito, envolvia-me em confusões. Agora que olho para trás, sinto-me muito triste por eles. Não sabiam como lidar comigo. Eu estava fora de controlo, cheguei a tentar o suicídio várias vezes. Quando me apareceu a menstruação e começaram a crescer os peitos, nem queria acreditar. Queria ser um rapaz, os rapazes não têm nada disto. Acho que nunca morri porque estava destinado a contar a história da minha vida e a poder ajudar outras pessoas com o mesmo problema. Como é que descobriu a possibilidade de mudar de sexo? Foi através de um documentário. Estava no cinema com um amigo e de repente uma mulher transforma-se em homem. Pensei: "Como é que nunca ninguém me disse que isto era possível?" Depois fui a uma livraria gay, encontrei um pequeno livro sobre transexuais, que era apenas sobre homens que se tornam mulheres [male to female, ou MtF, na designação inglesa], não havia nada sobre mulheres que se transformam em homem [female to male, FtM]. No livro estava o contacto de um médico em Los Angeles que dava injecções de hormonas a homens. Liguei-lhe, ele disse-me que nunca tinha trabalhado com FtM, mas, mesmo assim, marquei consulta. Foi um homem fantástico. Ele trabalhava com MtF há mais de 30 anos e eu fui o primeiro caso de FtM que lhe apareceu. Ensinou-me a injectar testosterona e a partir daí a minha vida mudou por completo. Foi há uns 15 anos. Se nasceu numa grande cidade, como é que nunca teve acesso a essa informação? Há 20 anos era tabu, especialmente para os psiquiatras. Uma das minhas psiquiatras era lésbica e só sabia que eu era lésbica, era só disso que falava. Não tinha conhecimentos suficientes para me dizer que eu me podia transformar num homem. É chocante, mas é verdade. Tive de fazer tudo sozinho. E perdi todas as amigas lésbicas que tinha, elas achavam que eu estava maluco por querer mudar de sexo. Que é que sentiu quando o seu corpo começou a mudar? Foi como se uma pedra enorme me tivesse saído de cima das costas. Sabia que a minha vida ia mudar por completo e foi isso que aconteceu. Antes disso, usava sempre um boné de basebol na cabeça e olhava a medo para as pessoas. Deixei de usar boné, comecei a sentir maior alegria de viver e de conhecer pessoas. Hoje não sou a mesma pessoa que era, mas sou a pessoa que sempre sonhei que viria a ser. A seguir à testosterona fez alguma operação? Ao fim de dois anos a tomar hormonas, encontrei um médico para me remover os seios. Queria ter um peito igual ao dos outros homens. Fui a dez cirurgiões diferentes e todos me diziam que ia ficar com grandes cicatrizes por baixo dos seios e eu não queria, claro. Por fim, encontrei um cirurgião em Beverly Hills que trabalhava com homens que sofrem de ginecomastia, que têm mamas. Ele fez um trabalho muito bom, não deixou uma única cicatriz. E abandonou o álcool e as drogas. Há 18 anos que não toco em nada. É verdade que antes da transformação chegou a ser manequim profissional? Nem sei bem como é que isso aconteceu. Estava algures e veio ter comigo um homem que me tirou uma fotografia e pediu os contactos. E uns dias depois estavam a ligar-me de uma agência de modelos a perguntar se queria ser manequim. Pensei que era uma brincadeira, mas aceitei. Na verdade, não gostava nada daquilo. Maquilhavam-me a cara, obrigavam-me a vestir vestidos, mas eu andava noutro planeta, por causa das drogas. Durou cerca de um ano, depois desisti. Depois disso tornou-se logo actor porno? Ainda trabalhei durante oito anos numa loja de roupa. Depois cansei-me. Comecei a filmar cenas porno de dominação e outros fetiches. Aprendi na Internet. Depois passei a trabalhar para um site com filmes de mulheres transexuais e percebi que a indústria pornográfica não produzia nenhum filme de homens transexuais, como eu. Porquê? A maior parte dos homens transexuais tem vergonha de aparecer e não quer mostrar os órgãos genitais. Mas eu estava tão feliz por ser eu que queria partilhar isso com o mundo. Acho que sou tão sexy como outra pessoa qualquer e há muita gente sexualmente interessada em homens como eu. Nunca me quis transformar num freak [monstro], não queria ser um número de circo. A indústria pornográfica tratava-o assim? No início, tentaram. Uma empresa que me quis contratar disse: "Buck, vamos fazer um filme em que te apresentamos como Buck, o Animal do Circo". E eu perguntei: "Vocês estão completamente doidos?" Acenavam-me com dinheiro, claro, mas eu não queria apenas dinheiro. Para mim, era sobretudo uma questão de orgulho. Por isso é que criou a sua própria empresa de pornografia? Exacto, a Buck Angel Entertainment apareceu como uma resposta ao tratamento que a indústria pornográfica me dispensava. Tudo o que hoje existe relacionado como o nome Buck Angel fui eu que construí. E já conquistei o respeito da indústria que me quis tornar um freak. Ganhei um prémio que nenhum homem como eu alguma vez ganhou na história da indústria pornográfica [Prémio Transsexual Performer of the Year 2007, atribuído pela empresa de pornografia AVN, com sede na Colifórnia]. Diz-se que é um dos actores pornográficos mais bem pagos do mundo. Ainda não sou milionário, mas já estou próximo. Diria que sou provavelmente a mais famosa estrela transexual neste momento. Vê-se como porta-voz dos transexuais? Não, sou porta-voz das pessoas que não encaixam na norma. Nós é que decidimos como é que queremos viver a nossa vida. Nem todos temos de ser heterossexuais, brancos e católicos. Quando faz um filme, está a pensar na dimensão política do seu corpo ou é apenas um negócio? No princípio, era apenas um negócio, mas ao crescer mudou. Claro que ainda é para fazer dinheiro, é com isso que ganho a vida, mas tem também a mensagem de que o sexo é bom e positivo. Quem me vê nos filmes, percebe que estou a gostar de estar ali, não importa que não tenha pénis. Há muitas inibições relacionadas com o sexo, há quem só tenha sexo de porta fechada ou de luz apagada e eu quero mostrar o contrário disso. Como é que funciona a sua produtora? Escolhe com quem quer trabalhar, escreve as histórias? Comecei a fazer filmes pensando em mim, naquilo que eu próprio gostaria de ver. E ainda é assim que trabalho. No início, tinha uma câmara e filmava-me a mim a ter sexo com outras pessoas. Depois, passei a ter operadores de câmara, a elaborar um pouco mais a história, a ter ideias para cenários. É preciso dizer que 80 por cento das pessoas que compram os meus filmes são homossexuais masculinos. Eles não querem ver histórias, querem acção. Por isso, normalmente faço quatro ou cinco cenas diferentes, com quatro ou cinco homens diferentes. Como é ter relações sexuais frente às câmaras? Acho que sou exibicionista. Adoro, sinto-me muito bem e às vezes esqueço-me de que elas estão lá. Nunca finjo, tenho mesmo prazer nos filmes em que apareço. Se o meu parceiro não me agrada e se não existe energia sexual entre nós, não o contrato, porque o resultado seria falso. É como o sexo que se tem com um desconhecido ou exige mais envolvência? É como um encontro ocasional. Não há envolvência. Vamos, temos relações sexuais e tentamos excitar-nos ao máximo. Em quantos filmes já entrou? Acho que em 30. Agora, como viajo muito, só tenho feito dois por ano. No resto do tempo faz animações em discotecas e clubes de sexo? Sim, sobretudo na Europa. Costumo ir ao Hard On e ao Torture Garden, em Londres, e ao Cock Ring, em Amesterdão. Estive há pouco tempo em Toronto e já tenho coisas agendadas para o Brasil. As pessoas gostam de me ver. Recebe muitos e-mails de pessoas com problemas de identidade sexual? Muitos. Acho que sou um modelo para muita gente. Às vezes, escrevem-me adolescentes, com 15 ou 16 anos, e a esses não respondo. Sou pornógrafo, não me sinto à vontade para dar conselhos a menores. Podia arranjar problemas. Considera-se bissexual? Gosto de homens e mulheres, mas não sou bissexual, sou sexual, apenas. Mas é casado. Com uma mulher. Portanto, tem um casamento hetero e no resto da sua vida é pansexual? A minha mulher é muito aberta e muito boa pessoa, não temos problemas com isso.

Cliente compra celular, e acha fotos pornôs de funcionários de loja

Aparelho de última geração continha 49 imagens 'impróprias'. 'Fiquei revoltada', diz estudante que comprou aparelho.Uma moradora de Cairns, na Austrália, teve uma surpresa desagradável ao ligar seu telefone celular de última geração pela primeira vez. Ela descobriu que o aparelho já havia sido usado para fotografar uma sessão de sexo entre dois funcionários da loja onde o aparelho foi comprado. "Fiquei revoltada, é nojento imaginar o que eles fizeram com esse aparelho", afirmou a estudante ao jornal australiano "The Cairns Post". "O que teria acontecido se esse aparelho tivesse sido vendido para uma criança, disse a jovem, que não teve sua identidade revelada. Ela tentou ainda vender o aparelho - com as fotos inclusas - pela internet, mas o site eBay não permitiu o anúncio por causa do conteúdo pornográfico. De acordo com a estudante, o aparelho tinha 49 fotografias gravadas, a maioria de uma funcionária do sexo feminino. Havia também uma foto de um funcionário do sexo masculino, nu. Um porta-voz da rede de lojas Dick Smith Electronics afirmou que a empresa está investigando o incidente, e os funcionários serão punidos. A loja ofereceu também o reembolso do valor pago pelo aparelho telefônico, e está debatendo com a cliente o pagamento de uma indenização.

Carol Miranda aceita filmar pornô e já começa na próxima semana

Sobrinha de consideração de Gretchen começa a rodar filme no fim de semana. Carol Miranda topou. Mas em partes. Depois de receber uma proposta de R$ 500 mil da produtora "Sexxxy World" para ter sua primeira transa em frente às câmeras, a sobrinha de consideração de Gretchen aceitou fazer o pornô.

Mas não vai perder a virgindade no longa-metragem, de 90 minutos.A MC assinou a proposta para filmar "Fiz Pornô e Continuo Virgem" na sexta-feira, 19, e já grava sua primeira participação no próximo fim de semana, em São Paulo. De acordo com sua assessoria de imprensa, Carol só aparece em uma cena e só fará sexo anal no filme, cujo tema são os anos 80.


O interesse por Carol surgiu depois que a produtora promoveu uma pesquisa em seu site para saber quais mulheres o brasileiro queria ver estrelando filmes pornôes. A sobrinha de Gretchen ficou em segundo, perdendo apenas para a modelo Viviane Araújo.

Internautas procuram menos sexo e mais sites de relacionamento na web

Se há alguns anos grande parte dos internautas procurava pornografia na Internet, hoje em dia, os sites mais visitados são os de relacionamento e redes sociais, como o Orkut, MySpace. Ferramentas de conversação, como o MSN, e de opinião, como blogs, também estão entre os mais acessados. A alteração do perfil do internauta está no livro “Click: O que milhões de pessoas fazem online e porque isso importa”, de Bill Tancer. Pelos dados do autor, que analisou os hábitos de 10 milhões de usuários da Internet, há uma década, pornografia respondia por 20% de todas as pesquisas feitas na web. Atualmente, essa busca corresponde a 10%. E a queda é mais acentuada no grupo de jovens entre 18 e 24 anos. E essa baixa amargada pelos sites de sexo também acontece em solo nacional. A jornalista e professora de jornalismo online Ângela Grossi de Carvalho destaca que, segundo dados do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), 40 a 45% dos internautas brasileiros acessam conteúdo para lazer. Nesse universo, entram as redes de relacionamento, de música, entre outros. Para a especialista, que também é doutoranda em tecnologia da informação, o interesse em sites com conteúdo pornográfico tem caído por conta da rigidez na fiscalização. “Além disso, somente 23% das residências do Brasil possuem acesso à Internet, o que restringe a busca por pornografia”, pondera. Dados do Cetic apontam que a maioria dos usuários acessa a Internet com mais freqüência de lan houses ou cyber cafés, lugares não muito confortáveis para visitar sites pornôs.Outra razão para esta mudança de comportamento pode estar no próprio internauta. “Ele está se conscientizando de seu papel na rede”, aponta Carvalho. “Ele passa a ser um produtor de informações também. Diferente de mídias como o rádio, a televisão e o jornal, a Internet propicia isso. Há uma disseminação de blogs. O usuário busca que sua comunidade se desenvolva na rede”, observa. O operador de crédito Ricardo Luchini, 20 anos, conta que já chegou a ficar 12 horas conectado. “Foi o meu recorde. Mas costumava passar de cinco a seis horas todos os dias”, conta. As muitas horas eram dedicadas a conversas com amigos pelo MSN, “fuçadas” no Orkut e em jogos online. Na adolescência, confessa que visitou sites de conteúdo “adulto”. Depois que passou a trabalhar, as horas dedicadas à Internet foram reduzidas à metade. “Não tenho mais paciência para ficar tanto tempo assim”, conta. Os sites procurados também mudaram. Agora, Luchini conta que prefere acompanhar notícias, portais de esportes. Mas conta que continua visitando as redes sociais. “É mais fácil para reunir os amigos, conversar. E também mais barato”, avalia.Para o estudante universitário Thiago Nassif, 21 anos, a economia também é um dos atrativos da Internet. Ele conta que chega a ficar quanto horas conectado todos os dias. “Sou de Ribeirão Preto e como viajo pouco para lá, acabo usando o MSN para conversar com meus amigos. Até minha mãe fez um para conversar comigo”, conta.

“O Ronaldo não é viciado em sexo”

Afinal, pode ser só fama sem proveito. Quem desmistifica Cristiano Ronaldo é Letizia Filippi, a actual conquista do craque do Manchester. A modelo italiana revelou numa recente entrevista que, afinal de contas, o ‘puto maravilha’ não é nada viciado em sexo como já tantas vezes se escreveu. "Não me parece que isso seja verdade. O Ronaldo é um rapaz querido, engraçado e cavalheiro", disse Letizia, que conheceu Ronaldo em Julho. A modelo esclareceu ainda que a relação com o jogador português está a crescer a olhos vistos de dia para dia e revelou que acredita ser a mulher que Cristiano Ronaldo andava à procura. "Ele liga-me todos os dias e acredito que eu seja a primeira mulher que ele realmente ama. Ainda não sei se estou verdadeiramente apaixonada por ele, mas sei que gosto muito de estar perto do Ronaldo", adiantou a modelo, de 30 anos, que ainda não se considera a namorada do craque. "Ele chama-me Amorinio, que quer dizer amorzinho e eu chamo--lhe bebé. Ele ri-se e responde-me: eu não sou nenhum bebé."

Conheça a mulher que tem 200 orgasmos em apenas um dia

Um jovem britânica está entediada com a sua vida sexual porque tem 200 orgasmos por dia. O chacoalhar de um trem em seus trilhos, o rugir de um secador de cabelos, o zumbido de uma copiadora são todas razões suficientes para fazer que Sarah Carmem tenha um orgasmo. A moça de 24 anos sofre da Síndrome da Excitação Sexual Permanente (SESP), que aumenta o fluxo sanguíneo nos órgãos sexuais. “Algumas vezes eu faço tanto sexo para tentar me acalmar que eu acabo ficando enfastiada dele. E os homens com os quais durmo não parecem se esforçar muito porque eu alcanço o clímax muito fácil”. Sarah, de Londres, desenvolveu SESP depois de tomar antidepressivos aos 19 anos. Ela acredita que os medicamentos são responsáveis pelo seu problema. “Em apenas poucas semanas eu comecei a ficar mais e mais excitada e durante mais tempo e eu passei a ter orgasmos sem fim”, ela disse. “Eu comecei na cama onde as sessões de sexo duravam horas e meu namorado ficou impressionado com a quantidade de orgasmos que eu tinha. Então começou a acontecer depois do sexo. Eu começava pensando sobre o que nós tínhamos feito na cama e ficava ruborizada, então eu ficava excitada e atingia o clímax. Em seis meses eu estava tendo 150 orgasmos em um dia e hoje são 200”, ela completou. Carmen disse que a síndrome da qual ela sofre faz com que ela tenha orgasmos a qualquer hora do dia. “Qualquer coisa pode me excitar. Mesmo secadores de cabelo causam pulsos através de meu corpo”, ela disse. “Como uma esteticista eu tenho que usar ferramentas que vibram o tempo todo para micro dermo-abrasão e elas, às vezes, me excitam.” “Se eu fico nervosa eu tenho menos chance de ficar muito excitada. Por isso algumas vezes eu tento me estressar e me preocupo para controlar meus orgasmos.” “Alguns dos meus clientes sabem do meu problema. Mas com novos clientes é difícil de explicar.” Eu já estive no meio de um tratamento quando tive um orgasmo e tive que continuar. Eu estava fazendo uma depilação-biquini e você deve se concentrar muito para manter suas mãos muito firmes, e as minhas tremem um pouco quando tenho um orgasmo. Eu tive que fingir que tive uma câimbra no meu pé e fiquei ali me contorcendo no mesmo lugar e segurando meus gemidos até que terminasse”, ela completou.

'Já fiz sexo em todos os 50 estados norte-americanos', diz Eva Mendes

Atriz conta que sua pior transa foi no Alasca. Depois de causar tititi ao posar nua para uma campanha de perfume, agora Eva Mendes causou furor com declarações quentíssimas sobre sua vida sexual. "Já fiz sexo em todos os 50 estados norte-americanos", disse ela, segundo o blog "Celebitchy". A atriz garante que essas 50 vezes não foram com 50 pessoas diferentes. "A maioria foi durante viagens, quando eu era mais nova", contou. Onde teve a melhor transa? Arizona e Colorado. "Talvez tenha sido o ar puro, o silêncio ou o céu desses lugares. Só sei que foi muito, muito bom". E o pior sexo? "Foi no Alasca. Adoraria ter uma nova chance por lá", disse Eva, que, junto com o namorado, o produtor George Augusto, está lançando uma linha de roupas de cama para uma loja de departamento americana. O "Celebitchy", aliás, levanta a lebre: seria isso tudo puro marketing para vender lençol?

Lançada biografia dos GunsN´Roses detalhes íntimos da banda

Existe um sem-número de biografias do Guns N'Roses, em geral com o carimbo de não-autorizada, mas nunca um gunner da formação original veio a público contar detalhes tão íntimos da história do grupo, como fez agora Slash em sua autobiografia. “Fez” é modo de dizer, porque quem se encarregou de extrair toda a história do guitarrista foi o jornalista e escritor Anthony Bozza, que já tem no currículo livros sobre os polêmicos Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe, famoso por uma fita de sexo que circula na internet com a atriz Pamela Anderson, e o rapper Eminem. E o subtítulo Parece exagerado, mas não significa que não aconteceu, já dá pistas do conteúdo de Slash.

Isso porque o guitarrista, que tem cobras como animais de estimação, mantém um padrão de vida estranho até mesmo para um rockstar.

– Fizemos edições por telefone de qualquer lugar onde ele se encontrasse no mundo, entre três e oito da manhã. Acho que não vi a luz do dia nos últimos dois meses de trabalho – conta Bozza ao Jornal do Brasil, de Los Angeles.

Ele garante que Slash leu e aprovou cada parágrafo. Melhor assim, porque as 450 páginas do livro realçam uma vida regada a sexo, drogas e rock'n'roll.

Filho de artistas, Slash se considera fruto de uma criação liberal, e, com 13 anos, já tinha fumado maconha e feito sexo com uma “ficante”. Natural que, ao se transformar em guitarrista, fosse parar numa banda como o Guns N'Roses, nos anos de ouro do hard rock oitentista.

– Tivemos que tirar algumas coisas, porque poderiam ferir terceiros, mas tudo que escrevemos é verdade – acredita o autor. – O Slash é um cara muito aberto sobre o seu uso de drogas e quis ser bem honesto sobre isso.

É possível ler (e imaginar) passagens curiosas, como a que Slash flagra o sisudo vocalista do Metallica, James Hetfield, recebendo sexo oral de uma fã mais atirada. Ou quando confirma a história segundo a qual Axl Rose decide transar com a namorada em pleno estúdio para registrar os gritos dela na música Rocket queen, do primeiro álbum da banda. Há também as menos agradáveis: Slash foi procurado pela polícia, teve problemas cardíacos por causa do vício em heroína – hoje aparentemente controlado – e viu amigos morrerem de overdose bem ao seu lado, por mais de uma vez.

Nota-se em todo o texto que o cuidado maior foi na hora de citar a relação (e as desavenças) com Axl Rose.

– Eles estiveram envolvidos em processos judiciais por 11 anos, mas resolveram as pendências. Ele teve cuidado com o que disse por causa disso. Além do mais, o Axl tem um histórico de processos bem grande – explica Bozza.

O que não impediu que Slash deixasse bem claro como os excessos de estrelismo de Axl é que colocaram o Guns N'Roses no buraco. No auge da megalomaníaca turnê dos álbuns Use your illusion, Axl ficava sempre separado da banda, e, depois dos shows, bancava festas faraônicas para celebridades. Isso depois de se atrasar para as apresentações em cerca de, no mínimo, uma hora, o que em geral resultava em quebra-quebras e mais processos por parte dos organizadores. Com o tempo, Axl manipulou tudo para que o Guns N'Roses passasse a ser – legalmente – uma banda de sua propriedade, e os integrantes meros contratados. Foi a senha para Slash dar o fora, sem dizer adeus.

Hoje à frente do Velvet Revolver, que procura um substituto para o vocalista Scott Weiland, Slash parece estar pegando leve. Casado e com dois filhos, “só” mantém o hábito de fumar um baseado e continua bebendo e usando cocaína “socialmente”.

– Ele estava totalmente limpo durante o processo de escrever o livro – garante Bozza.

Mas, espera aí. Se ele precisa de um vocalista, e Axl Rose não consegue manter uma formação intacta à frente do Guns, não seria óbvio o retorno da formação clássica?

– Não acho que isso aconteceria, mas coisas estranhas têm ocorrido – despista Bozza, a despeito de Slash, no livro, deixar claro, falando em tom de comunicado aos fãs, que esse retorno jamais vai acontecer.