Erro em de selo americano anuncia sexo pelo telefone

WASHINGTON - As pessoas que tentaram entrar em contato com um número federal para solicitar um selo comemorativo foram direcionadas a uma linha de sexo pelo telefone por causa de um erro gráfico que o governo diz que seria muito caro corrigir.

O cartão que anuncia o selo comemorativo contém dois números incorretos. Então, ao invés de 1-800-782-6724, ele mostra o número 1-800-872-6724. As pessoas que ligarem para o segundo número irão acessar o serviço "Ligações Íntimas" e ouvir uma voz suave confirmar: "fale apenas com as garotas que o excitam" por US$1.99 o minuto.

Os selos Duck (pato), que custam US$15 cada, são necessários para se caçar a ave migratória. O governo usa quase todo o lucro para comprar terrenos e ampliar o Sistema de Refúgio da Vida Selvagem Nacional. Em 2006 e 2007, os selos Duck geraram quase US$22 milhões. O selo deste ano, ilustrado com um par de patos do norte, foi disponibilizado a partir do dia 1º de julho com validade até 30 de junho do próximo ano. O erro não será corrigido até a coleção do próximo ano.

Hoje não, minha querida

A terapeuta americana diz que, ao contrário do que se pensa, a falta de desejo sexual no casamento é tão comum entre os homens quanto entre as mulheres. "O estereótipo de que o homem tem um apetite sexual inesgotável e a mulher sente ‘dor de cabeça’ não corresponde à verdade". A psicóloga americana Michele Weiner Davis trabalha como terapeuta de casais há mais de vinte anos. Especialista em salvar casamentos em crise, escreveu sete livros sobre o assunto e se tornou uma celebridade da TV americana ao participar regularmente de programas como o da apresentadora Oprah Winfrey.
Michele diz que um dos problemas mais comuns levados a seu consultório é a falta de desejo sexual de um dos cônjuges. Ela sustenta que, ao contrário do que reza o senso comum, a perda da vontade de fazer sexo é tão comum entre os homens quanto entre as mulheres. Esse é o tema central de seu novo livro, The Sex-Starved Wife: What to Do When He’s Lost Desire (A Esposa Faminta de Sexo: o que Fazer Quando Ele Perde o Desejo), lançado há pouco nos Estados Unidos. Michele falou de seu consultório, no Colorado.
O que a levou a escrever um livro para mulheres insatisfeitas com a vida sexual no casamento? Ao escrever meu livro anterior, The Sex-Starved Marriage (O Casamento Faminto de Sexo, ainda inédito no Brasil), em que relato os problemas vividos pelos casais quando um dos cônjuges tem mais interesse em sexo do que o outro, dediquei alguns poucos parágrafos às mulheres que sentem mais desejo do que o parceiro. A resposta das leitoras a esse trecho do livro foi entusiástica. Elas me agradeciam porque, antes do livro, acreditavam que só acontecia aos homens querer mais sexo que a parceira. Essa foi a minha motivação: mostrar a elas que não estão sozinhas.
É comum que um dos cônjuges queira fazer sexo com mais freqüência que o outro? Esse é um dos problemas que surgem com maior freqüência nos consultórios dos terapeutas. Acredito que um em cada três casais vive essa situação. Ao contrário do que muita gente pensa, o número de mulheres que reclamam da escassez de sexo é praticamente igual ao de homens.
A idéia de que o homem está sempre pronto para o sexo é falsa? Sem dúvida. O estereótipo de que o homem tem um apetite sexual inesgotável e a mulher sente "dor de cabeça" não corresponde à verdade. Essa imagem popular está relacionada à idéia de que o homem precisa estar sempre disposto ao sexo para ser másculo. Isso é um mito. Pela minha experiência como terapeuta, posso afirmar que inúmeras mulheres se sentem insatisfeitas com a baixa freqüência sexual no casamento. Uma pesquisa que realizamos com mais de 1 000 mulheres mostrou que 60% delas desejam sexo pelo menos tanto quanto – se não mais que – o marido. A maioria das pessoas não acredita que é possível um homem não querer fazer sexo. Essa idéia deturpada torna o problema muito mais complexo do que quando o insatisfeito é o homem.
Por que a insatisfação sexual é um problema mais complexo no caso das mulheres? Em primeiro lugar, porque não se discute o assunto. Há muita vergonha. A mulher, por achar que é impossível um homem não ter vontade de fazer sexo, acredita que a culpa é dela. Pensa que não é atraente ou sexy o bastante, que está muito gorda ou muito magra. Como também não quer embaraçar o marido, mantém silêncio sobre sua insatisfação. O homem, por sua vez, se sente envergonhado e não procura ajuda. A falta de sexo freqüentemente se torna um segredo entre os dois.
Os homens evitam falar sobre sua vida sexual? Se sua vida sexual não está indo bem, eles não falam. É muito constrangedor para um homem dizer que não sente vontade de fazer sexo, porque a cultura ocidental associa a masculinidade ao grau de interesse em sexo. Acredita-se que, quanto mais interessado no assunto, mais homem ele é.
Por que alguns homens se desinteressam por sexo? Há muitas razões para que eles se desinteressem por sexo. Costumo dividi-las em três categorias. A primeira é a das razões biológicas, quando a queda no desejo sexual se deve a alguma doença. Pode ser diabetes, problemas cardíacos ou alterações no sistema endócrino, como diminuição na produção de testosterona. Nessa categoria também incluo efeitos colaterais do uso de alguns medicamentos, do excesso de álcool, do uso de drogas ou tranqüilizantes e obesidade. A segunda categoria é a das causas emocionais, em que se enquadram problemas como stress, depressão, dificuldades para lidar com o próprio corpo, experiências afetivas anteriores ruins ou ainda alguma disfunção sexual, como a ejaculação precoce. A terceira categoria abrange os problemas vividos no relacionamento com a mulher.
Problemas de que tipo? Quando pergunto aos homens a que atribuem a perda do desejo, curiosamente, a maioria faz as mesmas reclamações que as mulheres na mesma situação. Eles dizem que sua mulher é muito crítica, que ela não lhe faz elogios, que existem questões mal resolvidas na relação que se arrastam há semanas ou meses. Muitos homens dizem que, quando não se sentem emocionalmente próximos de sua mulher, não têm vontade de fazer sexo com ela. As questões ligadas ao relacionamento afetivo com a mulher têm muito mais impacto no desejo masculino do que as pessoas imaginam.
Quanto a aparência da esposa influi no desejo do marido? Influi muito. Seria bom se os homens sempre achassem sua mulher atraente, independentemente de ela ter engordado ou deixado de se cuidar. Mas a vida não funciona assim. Estamos falando de uma questão biológica. Os seres humanos foram programados para se reproduzir e a atração física, que é instintiva, desempenha um papel importante nesse processo. Cuidar do corpo e manter-se atraente também é um modo de a mulher mostrar que se importa com o parceiro. Não estou fazendo apologia da preocupação excessiva com o espelho, mas manter a forma é fundamental, inclusive para estar saudável para o sexo. O homem é muito sensível ao estímulo visual. Portanto, se a mulher quer que ele sinta mais desejo por ela, é bom que preste atenção na aparência.
É comum que o motivo do desinteresse sexual do marido seja a existência de uma amante? Sim. Traição é uma desconfiança comum entre as mulheres nessa situação, e infelizmente muitas delas estão certas. Uma relação extraconjugal, embora provoque certa empolgação no homem, demanda dele tempo e energia para marcar encontros, esconder-se, contar mentiras. Além de sentirem culpa, os maridos infiéis muitas vezes se mantêm tão ocupados tentando ocultar seu comportamento que se esquecem do sexo com a esposa. Até porque suas necessidades sexuais e afetivas estão sendo atendidas fora do casamento. As mulheres devem ficar atentas aos sinais da infidelidade. Quais são os sinais da infidelidade masculina? Interesse repentino no trabalho, viagens mais freqüentes do que o normal, mudanças na aparência e ausências inexplicáveis são alguns sinais. Somem-se à lista: segredo sobre a fatura do cartão de crédito ou sobre as ligações no celular, cheiros incomuns nas roupas, má vontade para incluir a mulher nas atividades cotidianas, dificuldade para olhar em seus olhos e atitude defensiva quando ela o questiona. Alguns desses indícios, somados, podem significar que ele está tendo um caso.
As mulheres que sentem falta de mais sexo traem o marido? Sim. No começo da privação sexual, elas se sentem magoadas com o parceiro. Depois, passam a sentir raiva. Por causa dessa reação, o homem fica ainda mais distante dela. É um comportamento circular: quanto mais ele evita o sexo, mais brava ela fica e mais ele se afasta. Muitas mulheres acabam tendo um caso porque acreditam que esse é o único caminho para se sentirem desejadas e felizes. Na nossa pesquisa, 37% das mulheres que diziam sentir falta de sexo no casamento tiveram ou chegaram perto de ter uma relação extraconjugal.
Há mais homens hoje com pouca vontade de fazer sexo ou somente agora as mulheres estão falando nisso? As duas suposições são verdadeiras. Os meios de comunicação dão mais espaço para discutir temas relacionados a sexo do que há alguns anos. As mulheres assistem a programas e seriados na TV, como o popular Sex and the City, e começam a se sentir mais confortáveis para falar sobre o assunto. Por outro lado, nunca os homens reclamaram tanto da vida atribulada que levam. Eles estão mais estressados e às vezes não encontram tempo para se dedicar ao relacionamento. Quando se prioriza a relação com a parceira, o primeiro aspecto a se beneficiar é o sexual.
Por que o homem resiste a mudar seu comportamento quando percebe que a mulher está insatisfeita? Quem tem pouco desejo na relação muitas vezes não percebe que está privando seu parceiro de sexo. É comum o homem pensar que sua mulher está reclamando à toa. Diz que existe alguma coisa errada com ela e a faz se sentir uma ninfomaníaca. A mulher, por sua vez, sente-se feia, sozinha e pouco amada. Acredito que os homens nessa situação realmente não se dão conta de quanto estão magoando a mulher, especialmente porque a maioria delas espera que ele tome a iniciativa na cama. A grande diferença entre os gêneros é a forma de encarar o problema. Quando uma mulher tem pouco desejo e seu marido pede a ela que busque ajuda, ela tenta. Vai ao médico, procura ler sobre o assunto, fala com alguém. Quando é o homem que está nessa posição, raramente faz algo para mudar. É muito frustrante para uma mulher pedir a seu marido que procure ajuda para resolver um problema e ouvir uma recusa.
Se o homem resiste a mudar, há algo que a mulher possa fazer? Sim, mas ela precisa entender que não pode deixá-lo se sentir controlado. Os homens são avessos à idéia de que alguém lhes diga o que fazer. É mais eficiente agir como se estivesse pedindo um favor. Costumo dizer às minhas pacientes para não criticá-los, mas contar a eles o que elas sentem. É só usar sempre a primeira pessoa. Em vez de acusá-lo de não querer ir ao médico porque não liga para os seus sentimentos, é melhor falar que se sente magoada quando ele recusa a sua sugestão. Faz toda a diferença. Mas ela tem de ser específica, deixar claro que sexo é importante em sua vida. Não custa reforçar que também é preciso ser amorosa, escolher o momento mais adequado para tocar no assunto, ter paciência e reforçar os pequenos sinais de progresso com elogios.
É possível resolver o problema da falta de desejo masculino sem sacrificar o casamento? Sim, certamente. Em primeiro lugar, é preciso discutir o assunto, concordar que há um problema e tentar encontrar uma solução comum para ele. O casal deve ter foco: fazer exames médicos para se certificar de que não há nenhuma doença, procurar a ajuda de um especialista, conversar. Se não tentar resolver a questão, seu destino mais provável é o divórcio. A pessoa com pouco desejo sexual é quem regula a freqüência do sexo no casamento, já que tem poder de veto. No caso do homem, ele espera que a mulher aceite sem reclamar a freqüência que ele impõe. A mulher se sente muito frustrada e, em algum momento, chega à conclusão de que não vai passar o resto de sua vida dessa forma. Então, acaba encontrando outra pessoa ou pedindo o divórcio.
Como evitar o desinteresse sexual de um dos parceiros? Em primeiro lugar, o casal deve estabelecer uma boa vida sexual como prioridade. É preciso ter consciência da importância que o sexo tem no casamento e dedicar tempo para praticá-lo. Flertar com o parceiro, ser romântico, fazer um esforço para manter o clima são atitudes fundamentais. Falar sobre sexo também ajuda.

Casal esquenta o relacionamento com 101 dias de sexo

O jornalista norte-americano Douglas Brown vibrou quando sua mulher, Annie, o fez uma proposta um tanto inusitada: transar diariamente, por 101 dias consecutivo. O objetivo era, segundo reportagem publicada na revista VIP, voltar a esquentar o relacionamento, um tanto morno pela convivência e pelo árduo trabalho que gira em torno de criar duas crianças pequenas. A experiência acabou virando um livro "101 Dias de Sexo", e parte dos relatos podem ser conferidos na internet. A primeira transa aconteceu em um quarto de hotel, de forma descontraída, como se fosse um preparativo para o que viria a acontecer. Depois de tantos dias de aventuras, o final, no entanto, foi mais morno do que ambos esperavam. "Os dois estão estranhos. Aliviados, sim, e confusos. Parece que a ficha ainda não caiu, eles conseguiram o feito, mas não houve fogos de artifício ou a entrega de um diploma. Enquanto falam essas bobagens um para o outro, surge a idéia de transar mais uma vez, para quebrar o número redondo. Então Douglas e Annie completam 101 dias de transas seguidas", conta o relato.

Os dez Mandamentos do Sexo Ecológico

A filial mexicana da associação ambientalista Greenpeace lançou os dez mandamentos do sexo ecológico. Num documento publicado na Internet que, segundo a agência EFE se tornou o conteúdo mais visto do site da ONG, o «Guia Greenpeace para um sexo amigo do meio ambiente», é apresentado aos cibernautas com o slogan «ser verde nunca foi tão erótico» e começa com uma das recomendações mais elementares: «apague as luzes». O segundo conselho remete para os alimentos afrodisíacos e recomenda «frutas da paixão... Livres de pesticidas». «Quando consumir guaraná, amoras, framboesas, cerejas ou outros frutos afrodisíacos, certifique-se que sejam orgânicos», diz o documento. «Amor a qualquer preço?» A Greenpeace propõe aos amantes que apoiem projectos sustentáveis produção de óleos e sabonetes biodegradáveis «com aromas que enlouquecem a paixão», em vez de consumir com a mesma finalidade «ostras e mariscos», porque estão em vias de extinção. Embalagens recicladas são a sugestão para guardar preservativos e outros acessórios no quarto. Ah, e no que diz respeito a acessórios, só os que não sejam fabricados com PVC, um material que gera «alguns dos produtos químicos mais tóxicos que existem: dioxinas e furanos». Já os lubrificantes deverão ser à base de água, e não de petróleo, e lembra que a saliva é o melhor lubrificante natural. Sabia que pode poupar água se, em vez de tomar banho sozinho, o fizer a dois? A Greepeace recomenda banhos eróticos e ecológicos, assim como roupa interior orgânica. O último ponto, não menos importante, recomenda que «faça amor, não guerra», e se for na cama, certifique-se que a madeira é legal.

Era uma vez... a fidelidade

A tese da psicanalista e sexóloga carioca Regina Navarro Lins vem escorada nos 35 anos de atendimento a casais. Mais do que uma tese, Regina defende um novo modelo de relação amorosa a partir dos sinais que chegam de seus pacientes - seja no consultório, no jornal, nos programas de TV ou de rádio e nas palestras que faz pelo País. Ela exemplifica esses sinais.“Os sinais estão aí pra quem quiser ver. Outro dia um ator surpreendido beijando uma mulher respondeu para o paparazzo que amava a namorada, mas que isso não impedia de beijar outra. Quer mais? Quando a gente liga a TV e vê que a novela das 8h trás cenas de amor a três como aconteceu em Duas caras (novela da Globo que retratou a relação entre Dália, Bernardinho e Heraldo) ou vai ver a Marilda com seus dois amores na Grande família (seriado da Globo) você vê que o poliamor já está chegando.”Não atire pedras ainda... a autora não acha que é pra já. Ela mesma precisou amadurecer muito o tema para viver uma relação sem pacto de exclusividade, mas quer saber: tá dando certo. Ela e o terceiro marido, o romancista paulistano Flávio Braga moram juntos há oito anos e não se cobram tanto quanto nas relações anteriores. “Há um pacto de respeito e amor mútuo, mas o que o outro faz quando não está comigo não importa”, diz Regina, sem culpa, até porque isso não impede que a família - sendo dois filhos dos casamentos anteriores e o neto - se dêem bem.Juntos, os dois escritores lançam Amor a três (Ed. BestSeller, R$ 19,90). Ele fez a ficção: duas histórias sobre momentos em que o afeto e o prazer derrotaram as determinações sociais e onda a bissexualidade entra no lugar do par tradicional formado por homem e mulher. Ela analisa as histórias com base na contemporaneidade dos fatos e conclui que o amor romântico - aquele inventado pela sociedade patriarcal do sec. XII para garantir que a herança seria deixada para o primogênito e o nome da família iria ser preservado (à custa de muita briga, ciúme e traições) - está morrendo graças ao politicamente correto.“Por incrível que pareça a era do politicamente correto fez muita gente sair do armário, ao mesmo tempo que coíbe o preconceito alheio e daí surge uma nova mentalidade, mais preocupada com o individual; que busca uma relação especial, mas vai focar na personalidade do outro, independente dele ser homem ou mulher”, analisa Regina.Casamento x sexoNão há nada mais brochante do que o casamento, segundo os números da psicoterapeuta. “Pra cada homem que perde o tesão pela esposa há pelo menos quatro mulheres que deixaram de desejar seus maridos e dão início a uma relação de irmandade, sem desejo e com sexo ocasional.”Segundo Regina isso acontece porque o casamento tradicional não é uma relação amorosa, é um contrato social que se presta a uma simbiose, a uma dependência emocional mútua, onde a paixão tende a dar lugar a um sentimento mais fraterno, como de irmãos. “Mas essa nova geração não vai aceitar viver sob padrões tão antiquados. As famílias estão em franca mudança. Isso vem acontecendo desde a época em que se admitiu o divórcio, que veio depois da pílula e liberou a sexualidade. Agora elas estão questionando os valores dessa sociedade patriarcal e recriando suas relações onde o masculino e o feminino não são tão diferentes e nem seguem os estereótipos.”Otimista convicta, a psicoterapeuta garante que estamos mudando pra melhor, se livrando de preconceitos bobos e que foram ensinados como certos - como ciúme, alma gêmea, amor eterno. “Talvez não nossos filhos, mas nossos netos vivam numa sociedade muito mais solidária e livre”, anuncia Regina.É, mas não pense que a parte analítica é a que mais aparece no livro. Nas histórias picantes contadas por Flávio não falta sexo - a dois, a três, a quatro...na cama, na praia, num barco. Na realidade são dois livros em um: um de ficção erótica, outro sobre a revolução sexual que está chegando aí.

A substituta

A crônica abaixo foi baseada numa pequena notícia publicada no site da BBC Brasil, com o título curioso: “Japoneses solitários buscam amor e sexo com bonecas”. A história contada foi a do engenheiro Ta-Bo, de 45 anos, que tem dezenas de bonecas de silicone. Ele faz parte de um grupo cada vez maior de japoneses que desistiram de ter um relacionamento com uma mulher de verdade e passaram a buscar amor e sexo em bonecas de silicone. A fábrica Orient, no leste de Tóquio, produz 80 bonecas por mês. No começo, há 30 anos, a produção era voltada para homens com deficiências físicas. Agora, quase todos os clientes são homens solteiros. A maior parte tem mais de 40 anos. Especialistas dizem que o mercado para bonecas de silicone, que tem o corpo do mesmo tamanho e forma que uma mulher de verdade, surgiu nos Estados Unidos, nos anos 90, e depois se espalhou para o Japão.
Ta-Bo, este é seu nome. Sempre fora tímido. A criação numa cultura que valorizava o trabalho árduo, a honra e o cumprimento do dever deram-lhe um polimento emocional circunspecto. Adulto, tornou-se quase um recluso. Homem de hábitos espartanos e metódicos. Podia parecer amável com seu rosto que nunca transparecia uma expressão hostil. Amigos, nenhum. Conhecidos, alguns. Homem de inteligência acima da média, formou-se em engenharia eletrônica. Dedicado ao trabalho, galgou postos e alcançou relativo sucesso profissional, pelo menos o suficiente para ter um amplo apartamento, carro, viagens. Nunca se casou. Sua relação mais próxima era com os pais, com quem, depois de adulto, manteve contato quase que protocolar, pois permaneceram na pequena cidade onde nascera e ele pouco os visitava. Morava numa dessas megalópoles que se estendem quilômetros em todas as direções em forma de ruas, avenidas e construções. Aos quarenta e cinco anos, nunca tivera uma relação estável com qualquer mulher. Sua primeira vez, aos 20, aconteceu num prostíbulo da Tailândia em viagem de férias. Um dia, por acaso, descobriu uma fábrica especializada em bonecas. Bonecas era uma concessão: eram quase mulheres, tamanha a perfeição e o esmero nos detalhes. As mais sofisticadas tinham um mecanismo que simulava a respiração, e até aquecimento interno que dava à pele de silicone uma textura muito próxima do real. Mesmo as mais simples custavam uma pequena fortuna. Ta-Bo descobriu que muitos homens solitários como ele tinham ganhado (ou comprado), por bem dizer, a felicidade. Havia até um clube para troca de informações e questões práticas, como, por exemplo, manter as bonecas-amantes sempre perfeitas e limpas. Informação não confirmada por ele: havia quem fizesse troca de esposas-bonecas. Assunto tabu e proibido na associação, mas rumores davam conta de que alguns transgressores o faziam. A compra de bonecas era simples, mas cercada de discrição por motivos óbvios. Bastava ligar para um número e imediatamente um catálogo seria enviado ao pretenso comprador. A lista era completa. Havia negras, mulatas, orientais, morenas, ruivas, brancas. E ainda se podia montar um modelo exclusivo: bastava enviar as medidas e características. Ta-Bo perdeu-se um pouco entre aquelas beldades, mas logo se decidiu por duas orientais. Deu-se conta de sua inexperiência e comprou manuais clássicos sobre sexo que seriam seus livros de cabeceira: um Kama Sutra, um Ananga-Ranga e uma coleção de gravuras Shunga. Em pouco tempo sua coleção aumentou e tornou-se um expert no clube. Quando deste relato, possuía 26 mulheres. Era assim que as chamava. De fato, uma sala foi especialmente adaptada em seu grande apartamento. Um guarda-roupa com roupas de todo tipo, gavetas com jóias e um grande sofá em forma de “U” no qual estavam as moças. A vida transcorreu feliz por um bom par de anos. Passado um tempo de relativa tranqüilidade, Ta-Bo percebeu que algumas de suas preferências começaram a gerar ciúmes. Marina era sua preferida, mas gostava igualmente da Cíntia, Maria, Cláudia, Adriana, Verbena, Luzia, Ling-Ling... Para “sair” com qualquer delas à sala de estar, era preciso um ritual. Convite, flores, um vinhozinho que ninguém é de ferro. Disfarçado, chegou a dar uns passeios de carro com sua preferida. Mas percebeu que se formava um motim entre as demais noivas. Tentou argumentar que amava todas igualmente, mas não houve acordo. Avultava uma greve. Ou todas ou nenhuma. Estava dividido. Como escolher? Decidiu-se por sorteio, era justo, pareceu-lhe. Sofreria, pois imaginava: sair com Marina sempre que quisesse estava fora de questão e geraria outro angu-de-caroço e ele, homem de modos rijos e comedimento, não toleraria aquelas excessivas demonstrações emocionais femininas que vivenciara. Além do mais, ele não se permitiria quebrar o novo pacto ou sua autoridade masculina e honra seriam questionadas, isso era que não.

Prazeres solitários

No mundo real e no virtual, a sedução é um dos principais componentes do jogo do amorA sedução - que também integra este jogo que é a condição humana - encontra espaço no mundo virtual, embora transporte para a tela os elementos do mundo real. Os exemplos estão nos sites de relacionamentos onde as pessoas utilizam “nick names” (nomes de guerra), na maioria das vezes, fazendo referência aos “padrões impostos pela mídia tradicional”, como explica a psicóloga Milene Chaves de Almeida, que pesquisa como são construídas as relações afetivas a partir da Internet.“A gente constata que está sendo criado um processo de sociabilidade”, explica. Para a psicóloga, esta relação vai além da simples visualidade, proporcionado a aparição de afetividade e prazer. No entanto, adverte: o sexo virtual é vivido de forma menos intensa que o sexo “real”, devido à ausência do outro.No chamado sexo virtual, a pessoa não tem o contato corpo-a-corpo com a outra. A sedução, elemento que está bastante ligado ao feminino, acontece no mundo ´on line´ a partir dos apelos visuais ou das palavras. ´A sedução sempre é mais singular e sublime do que o sexo, e é a ela que atribuímos preço maior´, destaca o filósofo francês, Jean Baudrillard.´No sexo virtual há maior uma flexibilidade de expressão do desejo´, revela a psicóloga, acrescentando que nem tudo pode ser vivido nas relações ´ on line´. É que a rede traz o nível de realidade da nossa sociedade. As pessoas quando estão conectadas levam consigo toda a carga construída no mundo dito real. Tanto isso é verdade que, os próprios sites colocam advertências para aqueles que faltarem com respeito. Isso significa dizer que as pessoas quando estão ´on line´ não ficam livres das regras sociais.´Enquanto a rede propicia uma maior flexibilidade de expressão dos desejos, termina esbarrando no limite que é o outro´, assinala Milene Chaves. Mas tanto na Internet, quanto no mundo real, existe a necessidade da sedução. E para satisfazer o seu desejo é preciso que o outro permita. “A pessoa não pode pensar só em si”, esclarece a psicóloga, por isso, cai por terra o pensamento de que tudo é possível na rede. Ou seja, que a pessoa pode ter todos os seus desejos satisfeitos.Relações fluídasO sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, afirma que para amar “é preciso ter coragem”, considerando os relacionamentos atuais ´fluídos´, sem compromissos. Atribui essa atitude ao medo que as pessoas têm de se aproximarem uma das outras. Para Bauman, amar seria como assinar um cheque em branco. Assim, poucas pessoas estariam dispostas a dar este voto de confiança tanto a si próprias como ao outro.O comportamento de procurar relações no mundo virtual é para o sociólogo polonês, uma maneira encontrada pelas pessoas de fugirem de responsabilidade de um vínculo afetivo mais forte. Elas estariam temendo o sofrimento. Assim enveredam pelo mundo virtual com o objetivo de construir relações que podem ser “deletadas”, sem grandes prejuízos, a qualquer momento. Segundo Bauman, que investiga a questão no livro ´Amor Líquido´, não existe nada mais fácil do que apertar a tecla “delete” e, com isso, terminar um “namoro virtual” que não passa, na maioria vezes, de alguns minutos ou horas no computador.Neste sentido, vale lembrar que as relações virtuais são muito rotativas. A pessoa pode começar uma relação com diversas pessoas que podem estar a milhares de quilômetros. O que vale é preencher a necessidade de ´companhia´ naquele momento. No outro dia, a pessoa pode procurar para continuar uma história que durou apenas alguns instantes.Conforme Milene Chaves, tanto no relacionamento ´on line´ ou ´off line´, que ela chama de face a face, existe o componente da afetividade. A rede passa a ser uma forma de facilitar a interação entre as pessoas. ´É um espaço de encontro e as pessoas constróem laços afetivos a partir desses encontros virtuais´, mesmo que sejam usados personagens representados pelos ´nick names´ .Em alguns casos, a utilização dos personagens são quase terapêuticos, isto é, a pessoa cria coragem para se mostrar quando no mundo real sente bloqueios. Muitas pessoas acabam usando as experiências ´on line´ como forma de exercitar a afetividade e a sexualidade. É o caso das pessoas tímidas. Este primeiro contato virtual pode acabar facilitando o face a face, servindo para diminuir a ansiedade do encontro.A psicóloga esclarece que está falando de casos dentro dos padrões considerados normais de comportamento da sexualidade humana. Nestes casos, as experiências no mundo virtual podem ajudar no encontro face a face, revela Milene Chaves.Jean Baudrillard, chama a atenção para o que ele tacha de ´prazer solitário´. Isto é, o prazer intermediado pela máquina que, na sua opinião, jamais será completo, atentando para a frustração. A psicóloga fala das limitações da afetividade vividas no mundo virtual, admitindo faltar o toque, o encontro para a realização das fantasias encontradas no mundo real.As palavras e o olhar, quando utilizados na ´web cam´, funcionam como os principais ingrediente do jogo da sedução. No entanto, ressalta a psicóloca, que a da sexualidade, de uma maneira geral, envolve a fantasia, o jogo, o lúdico, independente, de ser na internet ou no mundo real.Medo do outroO receio de quem está por trás da tela constitui outro elemento que os internautas do prazer levam do mundo real. É comum, quando se entra num site de relacionamento, uma das pessoas perguntar, se é possível ligar a ´web cam´. A psicóloga revela que este medo é natural e está presente também nas relações face a face, porque é próprio do ser humano o medo do desconhecido, seja uma pessoa ou uma nova situação que surge.A rede traz uma sensação de segurança devido à garantia do anonimato. Assim, dificulta o compromisso. No mundo virtual, é bem mais fácil e seguro as traições. É o caso de pessoas casadas, por exemplo. Existe também a facilidade de acesso e essas relações que causam menos ansiedade. No entanto, não significa que as relações sejam menos intensas e não exista afetividade. A prova é que muitas ´acabam em casamentos´, afirma Milene Chaves.É inegável que a rede permita uma diminuição das regras facilitando uma maior exposição das pessoas. No mundo virtual, as pessoas dão asas à imaginação e passam a viver seus personagens. ´Só que esta fantasia tem sempre algo do sujeito´, observa a psicóloga.As fantasias e os próprios ´nick names´ acabam sendo tirados do mundo real. ´Vivemos numa sociedade da imagem´ e na web as pessoas acabam levando elementos da mídia tradicional, que estabelece alguns padrões. Todos têm que ser magros e jovens, como se a felicidade só existissem para essas pessoas, explica.Existe também a questão do fetiche, representados por elementos padronizados: a lingerie preta, sapato alto e a boca vermelha. Estes são alguns elementos padrões fazem com que alguns internautas mintam nos seus perfis, criando personagens dentro dos padrões impostos pela da sociedade da imagem. Na web, é também mais fácil tentar de novo a mesma relação, após um ´fora´ o que seria difícil no mundo real. Basta um novo ´nick nam

Sexo é obra da natureza

A reprodução sexuada exige a cooperação de dois parceiros de sexos diferentes. Por isso, temos que ser capazes de atrair, conquistar e estimular sexualmente um ao outro. Para que algumas espécies fossem capazes de se reproduzir, entre elas a humana, a natureza as fez sexuadas, criando no organismo uma necessidade vital - o sexo. Se um indivíduo não transa, ele não morre. Entretanto, se a humanidade perder o gosto pelo ato sexual, a nossa espécie morre. A relação sexual é a única forma natural de se conseguir que a gravidez aconteça. E isto faz desta função essencial, diferente de todas as outras. Enquanto cada pessoa é capaz de atender sozinha suas necessidades no que diz respeito à respiração, nutrição, locomoção, crescimento e higiene; a função reprodutiva exige a participação do homem e da mulher. Mas isto a gente só soube há pouco tempo! Evolução sexualHá milhares e milhares de anos atrás, na idade da pedra, não se sabia que era fazendo sexo que se engravidava. E por isso a sábia natureza fez do sexo irresistível! Era só o homem sentir o cheiro do cio no ar, que o sexo acontecia. Exatamente como todos os outros animais que se reproduzem desta forma. Mas, evoluímos, descobrimos de onde e como vêm os bebês e aculturamos a função sexual desenvolvendo novas formas de atração e relacionamentos para atender a evolução social e econômica.Hoje, qual é o homem que consegue reconhecer pelo cheiro que a mulher está no cio (ovulando)? Com o hábito de tomar banho, perfumar-se e vestir-se, por exemplo, ela deixou de exalar no ar este odor característico, da mesma forma que se tornou capaz de ser estimulante e se estimular sexualmente fora do seu período fértil. Pois, ao longo de nossa existência, introduzimos símbolos e rituais que chamamos de erotismo e/ou romantismo – estimulantes afetivos e sexuais que despertam o desejo, torna o outro irresistível e provoca a atração sexual, independente do processo reprodutivo.É a roupa que se veste, a forma do corpo, as palavras amorosas ou sensuais, as promessas que são feitas, o jeito de ser, olhar, acariciar, valorizar, se portar diante do ser desejado. Esta revolução cultural transformou a vida sexual dos humanos, fazendo com que o sexo deixasse de ser praticado apenas, conforme a natureza manda, mas também de acordo com os sentimentos, emoções e valores que cada um adquiriu durante sua vida – a sexualidade. Uma peculiaridade humana que tornou cada pessoa única em sua forma de se expressar e viver sexualmente.
Sexualidade: uma expressão culturalA sexualidade é construída de acordo com os interesses sociais, religiosos e econômicos vigentes. Durante milhares de anos o sexo livre era o natural! Ninguém pertencia a ninguém e o que imperava era a lei da natureza; homens e mulheres se acasalavam, procriavam e cuidavam de suas crianças dentro de um sistema tribal. A fertilidade era concebida como um dom feminino e os filhos, apenas uma cria que precisava de cuidados e proteção até serem auto-suficientes para se alimentar e se defender.Com o passar do tempo veio a escassez de alimento. O homem teve que abandonar a sua vida nômade e se estabelecer num pedaço de terra e domesticar os animais. Neste momento, percebendo os acontecimentos no cotidiano, a magia da maternidade foi desvendada e os filhos viraram uma questão de sangue. O homem, observando as ovelhas, percebeu que para haver a reprodução tinha macho na história! E mais, que um único macho era capaz de emprenhar mais que uma fêmea num mesmo espaço de tempo. Em um momento social e econômico no qual as colônias agrícolas se expandiam, gerando a necessidade cada vez maior de mão de obra – Quanto mais filhos melhor! O homem assume o comando do patrimônio, da família e, particularmente, da mulher. A qual em matéria de sexo, a partir daí, só era permitido com o seu proprietário. Uma marcante inversão da natureza humana, e o início do tabu do desejo sexual feminino e da fidelidade, inclusive em caso de viuvez.Esta foi uma condição árdua para a mulher, e para isto teve que sofrer castigos, confinações para que se atingisse o objetivo: garantir a legitimidade dos filhos. Mais adiante as religiões, e em particular a católica, adquirem força na formação e valorização das pessoas, consagrando o casamento e difundindo o sexo, exclusivamente para a reprodução, como uma doutrina. Qualquer prática sexual que se chocasse aos dogmas da igreja era uma heresia, pecado. Isto valia tanto para as mulheres como para os homens. E os tribunais da inquisição não perdoavam, oprimiam e condenavam, construindo um legado de traumas e medos para confirmar a sublimação sexual e a submissão da mulher. Muitos interesses sociais e econômicos se transformaram neste último século, e com a evolução científica, desmistificaram crenças e quebraram tabus. Hoje, as pessoas podem obter a satisfação sexual, com direito a escolha de ter ou não um filho, além de manter a saúde sexual. No entanto, ainda não conseguimos nos livrar por completo desta herança cultural. Sexualidade e cidadaniaComo parte integrante do desenvolvimento da personalidade de todo o indivíduo, a sexualidade é moldada e expressa concretamente nas relações que a pessoa estabelece desde a mais tenra idade, com ela mesma e com pessoas que lhe são significativas. A sexualidade é construída por três elementos primordiais: o potencial biológico, o processo de sociabilização e a capacidade psico-emocional que cada pessoa desenvolve para equacionar o conflito entre aquilo que o seu corpo pede e o que a sua sociedade permite. Neste equacionamento duas estruturas mentais são importantes: a capacidade adaptativa e a capacidade cognitiva. Ambas são responsáveis pela aprendizagem dos códigos de comportamento sociais e pela incorporação de valores embutidos neles.Desta forma, a sexualidade, além de ser uma expressão cultural da função sexual, é também uma questão de cidadania, pois envolve valores, direitos e atitudes que diz respeito ao ser humano como um todo – social, político, educacional, religioso, biológico, psicológico e a sua história. A sexualidade é a forma de como cada um entende e interpreta seus direitos e deveres para consigo e com o grupo social a qual pertence, em relação a sua condição de gênero, a sua função reprodutiva, a sua disposição sexual e a sua capacidade de se relacionar afetivo e sexualmente com uma outra pessoa.A consciência deste fato foi a motivação que inspirou o Ministério da Educação a inserir a Orientação sexual nos Novos Parâmetros Curriculares como tema transversal.

Falta de sexo coloca missões espaciais em risco

Os astronautas, apesar de serem profissionais com grandes capacidades, não são robots, são seres humanos com desejos e vontades que precisam ver satisfeitos. A não satisfação dessas necessidades pode chegar mesmo a interferir com o rendimento laboral, defende um conselheiro da NASA. Este responsável, segundo noticia o site «ADN.es» pediu que se olhasse para o sexo cósmico com a mesma importância com que se olha para as necessidades fisiológicas, principalmente nas missões mais longas e que exigem muitos dias de permanência no espaço. Jason Kring também advertiu a agência espacial para a necessidade de realizarem mais investigações sobre o desenvolvimento de um embrião humano em condições de gravidade zero, especialmente se existem intenções de, nos próximos 30 anos, instalarem um colónia em Marte. «Tal como a fome e a sede, o sexo é uma necessidade biológica básica» O conselheiro da agência espacial optou por tornar estas advertências públicas porque considera que a NASA não tem fundos suficientes destinados à fisiologia humana no espaço, num momento em que as necessidades sexuais e reprodutivas fora da Terra podem ser cruciais, como a viagem a Marte que se está a estudar, com dois ou três anos de duração. Numa entrevista concedida ao periódico britânico Sunday Telegraph o médico Jason Kring comentou que «tal como a fome e a sede, o sexo é uma necessidade biológica básica». A proposta de Kring é que os astronautas consigam «aliviar-se tendo um colega como amante» para dessa forma suavizarem a frustração sexual. Sexo no espaço pode ser menos agradável Kring foi ainda mais longe e afirmou que a falta de sexo em missões longas pode mesmo pôr em causa o sucesso da missão devido a tensões sexuais que podem resultar em dispersões cerebrais. A NASA responde e explica que o sexo no espaço pode ser muito complicado e muito menos agradável que na Terra. O sexo em gravidade zero tem efeitos secundários como, suores, queda de pressão e enjoos. A somar a todos estes efeitos secundários a eficácia da pílula é menor no espaço, o que aumenta o risco de gravidezes.

Pesquisa indica que beijo funciona como termômetro do relacionamento nas mulheres

Parte do jogo de sedução, o beijo é mais do que uma demonstração de carinho e desejo. Para 60% das mulheres, o primeiro contato com os lábios do futuro parceiro é uma poderosa ferramenta para prever o sucesso ou o fracasso daquele relacionamento, indica uma pesquisa feita pela Universidade de Albany, no Canadá, com quase dois mil estudantes. Mas se para as mulheres o beijo na boca é um prazer indispensável, para os homens o ato já não tem tanta importância. Os homens, ao contrário delas, costumam beijar para expressar o desejo sexual, afirmam os pesquisadores, enquanto o sexo feminino prefere usar o beijo para avaliar como anda a relação.

Resultado parecido foi encontrado pelo sexólogo Amaury Mendes Junior, que em entrevista com cerca de 200 casais descobriu que 70% dos homens evitam o beijo na boca durante a relação sexual. Para o médico, a falta de beijos ou a incompatibilidade neste quesito podem ser a raiz de problemas como a falta de orgasmo nelas, e a impotência e a ejaculação precoce nos parceiros.

- O beijo cria o vínculo. A grande maioria dos homens entrevistados que apresenta ejaculação precoce ou disfunção erétil tem dificuldade de expressar a afetividade e o carinho desta forma. Além disso, beijar pode ser um fator essencial para os homens e mulheres atingirem o orgasmo. Tanto a mucosa labial como a mucosa genital são inervadas pela medula, porém a mucosa labial está mais próxima do cérebro, recebendo os estímulos sexuais de uma maneira mais eficaz. A boca tem o mesmo potencial erótico que a região genital - afirma o sexólogo.

" O beijo libera oxitocina, substância que estimula a sensação de união com o outro, e diminui os níveis de cortisol, responsável pela sensação de estresse "


Além do vínculo, o beijo tem o importante papel de definir e fortalecer a compatibilidade do casal. Além dos ferormônios, hormônios também conhecidos por serem responsáveis pelo "cheiro do amor", o aroma imperceptível que serve para atrair o sexo oposto, o beijo também libera oxitocina, substância que estimula a sensação de união com o outro, e diminui os níveis de cortisol, responsável pela sensação de estresse.

Outro estudo, feito pela Universidade de Lafayette, nos Estados Unidos, indica que a quantidade de testosterona presente na saliva masculina teria impacto no desejo sexual feminino. Quanto maior o número de beijos, mais prazer sentiria a mulher, acreditam os pesquisadores.

Diferença entre os sexos

A pesquisa feita no Canadá apontou grandes diferenças no valor que homens e mulheres dão ao beijo. Enquanto 85% das mulheres garantem que não fariam sexo sem antes beijar o parceiro em potencial, apenas 50% dos homens afirmaram o mesmo. Além disso, metade dos homens disse que beijam com o intuito de levar a mulher para a cama, enquanto apenas 30% das mulheres disseram que o ato de beijar está sempre associado à relação sexual.

O estudo também mostrou que eles dão mais valor aos beijos de língua, enquanto para elas o tipo de beijo é menos importante do que a quantidade. E, enquanto eles dão mais importância ao ato de beijar após uma discussão, elas preferem investir nos beijos quando estão se sentindo mais relaxadas.

Fetiches fazem parte da vida sexual saudável, afirmam especialistas

A advogada Cristina Almeida, de 32 anos, adora homens com ombros largos e mãos fortes, e só consegue ter relações sexuais com parceiros que se encaixam neste perfil. Já para a administradora de empresas Laura Gomes, de 38, nada mais excitante do que sexo em locais públicos.

- Sinto muito mais prazer quando existe o medinho de ser descoberta. É algo de que gosto desde a adolescência e que nem sempre foi bem visto pelos meus namorados. Felizmente, meu marido adora - brinca.

A explicação para o desejo das duas mulheres pode ser encontrado no recém-lançado "Dicionário de Fetiches", escrito por Agni Shakti (Editora Matrix). O livro traz a definição de centenas de fetiches - entre eles o desejo por homens mais velhos, a vontade de dominar e a preferência por práticas que ficam entre o prazer e a dor - para desmitificar um termo que ainda costuma ser associado a tabus.

" Cada pessoa vai ter os seus fetiches e, contanto que ele não faça mal à sua saúde ou a do outro, é algo natural "


A palavra fetiche quer dizer feitiço, e significa um objeto que incita algum tipo de desejo sexual. E embora o termo esteja associado a práticas pouco convencionais, segundo especialistas, todos temos fetiches que são indispensáveis para a nossa saúde sexual.

- Cada pessoa vai ter os seus e, contanto que ele não faça mal à sua saúde ou à do outro, é algo natural e saudável - explica a terapeuta sexual Mariana Maldonado, que apresenta o programa de rádio "Palavra de Mulher", na Rádio Tupi, e é direcionado para mulheres que querem esclarecer suas dúvidas sobre sexo. Entre os fetiches das ouvintes, os mais comuns são os por lingeries sensuais, sexo em locais públicos e partes específicas do corpo masculino.

Como nem sempre é fácil se abrir sobre preferências sexuais específicas, a terapeuta sexual lembra que é importante abordar o assunto quando já existe uma boa intimidade entre o casal.

- Falar sobre fetiches e fantasias pode ser difícil, já que envolve sentimentos, valores e o medo do julgamento. As mulheres muitas vezes temem a avaliação masculina. Por isso, é sempre bom sondar as opiniões do outro e falar de um jeito claro sem forçar uma barra. Mulheres com valores mais rígidos podem se fechar se o homem insistir com certas idéias logo no inicio da relação - acredita a especialista.

A sexóloga Jaqueline Lopes, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) concorda.

- Embora as pessoas hoje estejam mais informadas e esclarecidas sobre sexo, cada um tem seu limite. Se um não quer, o outro não deve insistir - avalia Jaqueline.

" Falar sobre fetiches e fantasias pode ser difícil, já que envolve sentimentos, valores e o medo do julgamento. As mulheres muitas vezes temem a avaliação masculina "


Quando o desejo vira distúrbio

O psicólogo Alexandre Saade, especialista em sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), afirma que, à medida que a liberdade e a confiança aumentam no relacionamento, a conversa sobre fetiches vai ficando mais fácil.

- Os homens costumam ser mais ligados aos fetiches do que as mulheres. Muitas vezes, quando querem satisfazer um desejo, se fixam naquilo e podem acabar pressionando a parceira. Alguns, inclusive, vão procurar a satisfação de outra forma, com uma prostituta, por exemplo. Mas, em nenhum caso, a mulher deve se sentir obrigada a fazer algo que não quer apenas para agradar ao homem. Não é saudável e não é garantia de nada - frisa o psicólogo.

Quando o desejo por certos objetos sai do controle ou se torna obrigatório para aproveitar o sexo, é hora de procurar ajuda profissional.

- No fetichismo, o indivíduo passa a depender daquele prazer específico para se sentir excitado. Uma coisa é o homem gostar que a parceira use salto alto durante a relação. Mas se ele só consegue sentir prazer se ela estiver com o salto, é hora de procurar um especialista - completa Mariana Maldonado.

Carol enfurece Igreja

A última edição da revista ‘Playboy’, na qual a actriz Carol Castro aparece seminua e com um terço nas mãos, continua à venda nas bancas apesar de a igreja católica ter conseguido junto dos tribunais interditar a sua comercialização. Três dias depois dos juízes terem ordenado à ‘Playboy’ brasileira para se abster de fazer novas tiragens que incluam a polémica fotografia, a revista continua à venda e a empresa que a edita assegura que ainda não foi notificada pelos tribunais. Ainda assim, as organizações religiosasesperam que a revista acate a sentença do tribunal, que deu provimento parcial a uma petição do grupo católico Juventude pela Vida, o qual exigia que a revista fosse retirada das bancas por conter uma fotografia que, na sua opinião, ofende os fiéis. No entanto, o juiz só proibiu a distribuição de 'novas revistas', sob pena de uma multa diária de 418 euros. ACTRIZ NÃO COMENTA A ‘Playboy’ brasileira fotografou a curvilínea actriz da rede Globo Carol Castro em vários cenários do estado da Baía numa sessão inspirada nas personagens dos livros do escritor Jorge Amado. As fotos são consideradas das mais arrojadas de sempre da publicação, pois há inclusivamente imagens de nus frontais. Carol Castro ainda não comentou a polémica.

O orgasmo múltiplo feminino e a sexualidade

Técnica: Para se alcançar o objetivo em questão, a maneira é fazer com que a mulher tenha o maior número de áreas sexuais estimuladas ao mesmo tempo. As áreas principais para a maioria é: boca, peito, anus, vagina, clitóris e bumbum. Como não existe regra, podem haver áreas diferentes para cada mulher, como os pés as mãos, a clavícula, o pescoço, a parte posterior do cotovelo e outras. Em um futuro será descrito como excitar essas áreas menos comuns. A posição:Existem duas posições principais nas quais foram conseguidos bons rendimentos: posição ginecológica, e de quatro. Uma outra alternativa é uma semi-cambalhota, mas essa é mais complicada. Boca:Beijo é fundamental, muito bem conhecido, não cabe a este texto ficar descrevendo uma forma de excitação tão bem difundida Peito:Outra forma de excitação bem conhecida, e uma das mais importantes. As melhores maneiras de excitação são: com os dedos em movimento circular em volta do bico, com os dedos no bico, comumente chamada de sintonia de rádio, e com o lábios, individualmente ou apertando os dois com a mão de forma a tentar chupar os dois ao mesmo tempo. Anus:Muito controvertido, geralmente adorado pelos homens, nem tanto pelas mulheres, é parte fundamental do processo. É muito recomendável que você conheça a pessoa, e faça uma higienização antes dessa fase, depois disso, não há muito problema. Abaixo algumas maneiras de excitação anal: Beijo, beijar a entrada do anus causa excelentes resultados Introduzir a língua, tão eficaz ou melhor que o primeiro item. Deve-se penetrar com a língua o mais fundo possível, para isso, a melhor posição é a de quatro com o peito abaixado, formando um triângulo. Introduzir o dedo, introduzir um dedo, ou mais de um ser for o caso, preferencialmente lubrificado, causa boas sensações, a parte mais sensível é a superior, logo abaixo da vagina, mais ou menos a 3 ou 4 cm do anus. Procure massagear de formas variadas, em círculos, vibrando, pressionando e tente descobrir qual a que fornece melhores resultados. bolas tailandesas, fantástico acessório, são bolinhas plásticas amarradas por uma corda, com uma argola na ponta, que são introduzidas uma a uma no anus. Pode se acondicionar estas dentro de uma camisinha, para uma melhor higiene. A forma recomendada para o uso deste acessório, é ficar puxando a cordinha, como se solta uma pipa, ou puxa-lo até o limite imediatamente antes da bolinha sair do anus, e ai, soltá-la novamente. A medida que o êxtase vai chegando, tira-se as bolas uma a uma, de uma maneira mais ou menos calculada, para que, a última saia junto com o clímax, quando isso acontece, a reação feminina é fortíssima e indescritível. Estas bolas são amplamente vendidas no comércio, podendo ainda ser comprada on line, sua faixa de preço é de R$15,00 tendo três tamanhos principais: pequeno médio e grande; prefira o grande ou médio. Existe ainda o Mega Ball, que são três bolas ao invés de cinco, com um tamanho bem mais avantajado, as bolas normais tem o tamanho de uma uva, as megas tem o tamanho de uma bola de ping-pong, e podem ser usada analmente ou vaginalmente. Tenha o cuidado de lavar a bola ou trocar a camisinha se for tirar a bola do anus e introduzir na vagina. enema, método muito apreciado pelo autor, também conhecido como lavagem intestinal. Existem explicações mais científicas ou menos científicas para o prazer que a mulher sente com o enema, encontram-se páginas na web que tratam somente deste assunto, são as water sports. Muito usado medicinalmente em mulheres grávidas e outros procedimentos cirúrgicos, este método pode ser repugnante e humilhante para uns, e muito admirado por outros, cabe ao leitor a descoberta. O processo consiste em injetar água ou óleo de preferência mineral, no anus da mulher, aguardar pelo menos cinco minutos, e depois faze-la expelir, então repete-se a operação mais duas vezes, ou quantas forem necessárias ou agradável. Durante o processo podem surgir cólicas, se isso acontecer, pare. Alguns gostam de ter orgasmo com o intestino cheio do fluido, outros preferem esvaziá-lo. O equipamento para o enema pode ser um clister, uma ducha ginecológica, um irrigador ou uma seringa bem grande. A capacidade de enchimento varia de pessoa para pessoa, mas a média fica em torno de 400 a 600mL. E a posição adequada para isso é a deitada de lado, de costas ou de quatro, preferencialmente a primeira. Penetração: Outra forma apreciada e detestada é a penetração anal, também bastante conhecida, todavia, não se aplica bem a técnica abordada. Plug anal: plug ou pênis artificial é um bom artifício para excitação anal, causa uma sensação de preenchimento maior. Existem várias formas e preços, com ou sem vibrador, procure escolher um que não seja muito grosso, e que tenha um formato e cor simpáticos. Vagina:Parte fundamental da técnica, todavia, não tão bem explorada, como deveria ser. Abaixo algumas sugestões: Língua: Passar a língua na porta da vagina inicialmente para um pré-aquecimento, e só depois disso colocá-la bem fundo na vagina. Procure de preferência excitar as parte superiores, o mais próximo do Ponto G, que fica na metade do caminho entre a entrada e o colo do útero. Movimente a língua ao máximo, para cima e para baixo, de um lado para o outro e movimentos circulares. Depois de uma excitação vigorosa, pare por 10 segundos, isso vai parecer uma infinidade para a mulher, e vai deixá-la mais propensa a próxima excitação, depois do que retome o processo. Pode-se também intercalar uma penetração profunda com uma superficial, na porta. Distribua beijos por toda a área da vulva. Sugue os grandes e pequenos lábios. Sem dúvida a melhor posição para a penetração vaginal é a de quatro, segura-se a cintura da parceira, com a língua na entrada da vagina, e puxa-se contra o seu rosto com força. Um alternativa que também rende bons resultados é a posição ginecológica. Dedo: Tão excitante quanto a língua, para algumas até melhor, é a excitação da vagina através dos dedos, em condições normais, um ou dois. O número de dedos vai com o gosto da pessoa, mas, um dedo apenas é melhor para acariciar o ponto G, este, como foi dito, fica na metade do caminho entre a entrada da vagina e o colo do útero, na parte de cima logo abaixo da barriga, contudo, você só o vai identificar a diferença na textura da mucosa vaginal após uma boa excitação. Algumas pessoas sentem mais rugosas outras chegam a encontrar uma espécie de fio tensionado, caso o encontre, este é o melhor lugar para acariciar. O movimento ótimo para para ser feito é o movimento em forma de oito, com o centro do oito sobre o ponto G. Alterne movimentos de fricção forte e rápida, com suaves e lentas, mude para carinhos externos e depois para outros profundos chegando até o colo do útero. Clitóris:O clitóris é a parte decisiva da técnica, e existe uma infinidade de formas de excitá-lo. Serão descritas algumas aqui. Massagear o clitóris com um dedo, o polegar ou o indicador, de preferência lubrificado com saliva. Faça movimentos com delicadeza para não doer. Pode-se colocar o clitóris entre o dedo indicador e o maior de todos e fazer movimentos circulares, esta forma é complicada de se executar, mas também tem bons efeitos. Beijar o clitóris, levemente, fortemente, ou alternando, são excelentes maneiras de aquecer uma mulher. Passar a língua: das formas de acariciar o clitóris esta é a mais diversificada. Um dos movimentos de maior sucesso é o que se faz em forma de oito, com o centro do oito sobre o centro clitoriano. Outra forma é o de cima para baixo, e de um lado para o outro. Procure sempre atingir o clitóris pela parte de baixo dele, levantando a pele que o recobre com o auxílio suave das mãos ou dos lábios, esse ponto é o de maior sensibilidade, e provoca efeitos mais rápidos. Outra abordagem é começar os trabalhos com o clitóris fazendo um mínimo toque com a língua ou com os lábios, quanto menor melhor, e a partir daí, aumentar progressivamente. Apertar entre os lábios e chupar-los também causa um bom efeito. Varie sempre a velocidade e intensidade dos movimentos, até achar a forma adequada.

O Sexo e a Histórica Prostituição

A pedofilia, o estupro, o assédio sexual e a exploração sexual profissional são os modelos de prostituição abusiva que contradiz a cidadania e aos princípios religiosos e culturais descentes para a sociedade. Em contrapartida a Legislação não condena a prostituição passiva em que a prostituta, maior de idade presta serviço sexual por um determinado valor e é considerada um objeto ou produto sexual periódico e descartável. São as atividades das chamadas garotas de programas (mulheres, gays e lésbicas) atuantes nas boates, calçadas das ruas ou praças, expostas para vender-se. Nos casos de sexo com criança configura-se a pedofilia, uma prática ascendente no Brasil que levou a instalação de uma CPI para investigar tais autos, presidida pelo senador Magno Malta que taxa o pedófilo com 5% de loucura e 95% de safadeza e vem julgando culpados dessa indecência, onde crianças foram aliciadas pelo próprio tio, por políticos e diversos molestadores, inclusive virtuais. Mais recentemente os jornais amazonenses divulgaram o ato do professor da UFAM de mais de 60 anos de idade que ainda filmava suas relações com as vítimas menores que as molestava, assim como a monstruosidade dos políticos de Roraima feitores da mesma ação.O estupro já não é a causa mais preocupante da sociedade no mundo da prostituição, uma vez que o “sexo fácil e frágil” está ao dispor dos tarados abusadores. Portanto, o sexo forçado se dispersou por métodos continuamente inumanos e criminosos.O molestamento por pressão ou coação sexual é considerado assédio sexual, chantagem por uma solicitação de favores em que a vítima pode prestá-lo em submissão hierárquica ou em prol de benefícios salarial ou cargo/função no trabalho. É comum muitas jovens omitirem tais abusos, pela necessidade de sua sustentação pessoal ou simplesmente pela vaidade de sentirem-se acompanhadas de “filhinhos de papai” ou “coroa endinheirado” para gozar de uma situação indesejada de má fé.Quando o sexo provém de envolvimento profissional, onde o infrator delega poder sobre a vítima como: médico-paciente, professor-aluno, etc., o crime é taxado de exploração sexual profissional. O repúdio desse ato está previsto desde o juramento de Hipócrates a 450 a. C.: “Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. (...)”. Contudo, essa prática é constante e não se limita somente a esse crime, mas provoca homicídios, até.Desde a formação das sociedades primitivas a partir do século V a. C que a prostituição é largamente praticada. Em Atenas as jovens eram recantadas a viverem reservadamente para aprendizagem de boas esposas pelas mães de maneira que seriam submissas aos maridos escolhidos pelos pais, nesse processo começou a surgir o homossexualismo feminino ou lesbianismo, denominação que segundo Mocellin é originada de Lesbos, ilha onde viveu a poetisa Safo que era apaixonada por outra mulher.Nas tragédias antigas é perceptível o ato da prostituição dentro da própria família, basta conhecer um pouco de Édipo rei que chegou a casar-se com a própria mãe com quem teve filhos-irmãos e uma família de incestos. Com esse exemplo conhece-se a endogamia, sistema somente vivido na Índia, já que ainda perpetuam naquele país as sociedades de castas.No Brasil, esse sistema de sociedade nunca existiu, pelo menos previsto em Lei, porém as moléstias são verídicas. Apesar da Constituição não condenar a prostituição, não se pode aceitá-la, uma vez entendida como violência. O sexo deve ser praticado como forma de amor e para reprodução daquele que se julga filho de Deus, não para exaltar ou difamar por esta graça.

NIGÉRIA: Sexo, camiões e HIV

Os camiões de gasolina formam uma longa fila de cinco quilómetros ao longo da estrada que leva a Eleme, no sul da Nigéria, até a refinaria, esperando sua vez de encher os tanques e começar a viagem de volta. Se a viagem for tranquila, um camião de gasolina que parte de madrugada das grandes cidades do norte chega a Eleme, região conturbada e rica em petróleo do delta, ao cair da noite. No dia seguinte, o representante da companhia petrolífera briga para conseguir um “bilhete” para o motorista autorizando a entrega. Com a carga a bordo, os camiões pesados e barulhentos fazem seu caminho do depósito de volta para a estrada. Mas como nem sempre as coisas funcionam como planejado, uma indústria próspera na beira de estrada está a cuidar de camionistas impedidos de continuar viagem, trabalhadores das refinarias, comerciantes de gasolina ou qualquer um à procura de alojamento, bancos, açougueiros, mecânicos, igrejas, restaurantes, lavanderias, salas de projeção de filmes, bancas de telemóveis – e sexo. Mais de 100 mulheres de todo o país trabalham nas pequenas barracas de madeira no centro da comunidade. Por N300 (US$2) por dia elas alugam seus quartos – onde não cabe muito mais do que um colchão, sem electricidade nem água corrente – e cobram um mínimo de N300 por sexo. Eleme, na região sul do estado de Rivers, um dos quatro estados principais do delta, é uma das maiores de uma série de oito estações de caminhões ao longo da rota de 800 km que levam ao norte onde encontra-se sexo comercial. A seroprevalência em Rivers é de 5,4 por cento, acima da média nacional de 4,4 por cento; a maior do país, porém, é a do estado de Benue, no centro da Nigéria, onde a taxa de infecção é de 10 por cento. Rivers, no entanto, está no centro da militância do delta, em que jovens já provaram que querem e podem lutar contra as forças armadas do governo federal para pressionar por uma divisão mais justa das riquezas do país, concentradas principalmente no petróleo e no gás natural da região. SIDA e insegurança C. Okeh, presidente do Comité Nacional de Acção sobre a SIDA de Rivers, teme que esta situação tenha um impacto na resposta ao HIV. No mínimo, “uma situação de crise significa que você não tem tempo para ouvir as mensagens [sobre SIDA] – a preocupação principal é a sobrevivência”, disse ele. Queen Henry é educadora de pares para profissionais do sexo em Eleme e trabalha para uma organização comunitária apoiada pela Associação Saúde da Família, o maior provedor de serviços da SIDA da Nigéria. Para ela, o problema mais urgente é a falta de segurança nesta região. Os soldados estacionados nos estaleiros do rio, onde navios de carga recebem combustível bombeado da refinaria por uma série de canos, cada um da largura da cintura de um homem, decretaram oficiosamente um recolher obrigatório a partir das 21h para o sexo comercial. Colocá-lo em prática tem significado rondas regulares nas barracas, colocando os clientes para fora e batendo nas mulheres que estão fora de seus quartos. Mas a mensagem da SIDA está a ser recebida, os preservativos são baratos e disponíveis, e as trabalhadoras do sexo são organizadas. Para Henry, não há dúvida de que todas as mulheres que ela aborda conhecem, teoricamente, a importância de proteger-se. “Mas o problema é que não estás no quarto com as raparigas quando estão sozinhas com o cliente”, explicou ela. “Por dinheiro, você faz [sem preservativo]; se queres proteger tua vida, não o fazes” foi sua afirmação realista. O discurso de Henry provocou um mini-debate entre as mulheres que tinham-se juntado em volta de seu pequeno quiosque, onde ela vende tônicos e cosméticos. “Duas mil nairas [pouco mais de US$ 17, que algumas mulheres cobram para fazer sexo sem preservativo] não podem curar a doença dentro do meu corpo [como resultado do HIV]. Eu já vi dinheiro [tive muito dele]; eu sou jovem demais para morrer. Não é por causa de [minha ganância] que eu vou estragar minha vida”, disse Patience Orkah, vestida com uma calça preta justa e muito maquiada. Photo: Obinna Anyadike/IRIN Umoru: "Elas me dizem para usar camisinha"Todas as mulheres concordaram, com excepção de Charity Ekiti. “Tudo que sei é se eu [ganho] dinheiro, eu ´dou´”, interrompeu ela. “Se eu [não morrer de SIDA], eu ainda vou morrer. Eu só sei que Deus não vai permitir”. Falando com voz alta e indignada, foi difícil saber se ela estava a falar sério. Mas o que ela deixou claro foi que não se preocupava em usar preservativos com seu namorado: “Não é gostoso assim.” Os preservativos ainda são um problema por causa de homens como Umoru, 36 anos, que tem uma esposa no norte mas trabalha de Eleme como motorista de camião levando gasolina para as cidades do sul. Ele visita sua esposa cada três meses, e neste meio tempo – “só duas ou três vezes” – frequenta as prostitutas, oferecendo-lhes o dobro da tarifa para não usar a camisinha. “Elas me dizem para usar uma, mas eu não consigo com o preservativo.” Ele disse que algumas mulheres recusam o sexo sem protecção, “mesmo por um milhão de nairas”. Mas ele conhece algumas menos exigentes, que são suas parceiras regulares. “Eu tenho medo, mas tudo que acontece é vontade de Deus” é como ele racionaliza o risco. Chinenye Imoh senta a uma mesa sob um guarda-sol o dia todo, distribuindo panfletos informativos da Sociedade Arewa contra o HIV/Sida, uma organização comunitária, a camionistas. Ela já ouviu todo tipo de desculpas, principalmente de camionistas do norte, muçulmanos mais conservadores, onde não se discute tão abertamente sobre sexo, a taxa de analfabetismo é alta e as meninas geralmente saem cedo da escola para casarem-se. “Dizem que [também no passado] as pessoas tornavam-se pele e osso e morriam. Outros dizem “não há doença sem cura”... mas estamos a tentar”, foi sua mensagem optimista.

Pesquisa revela que maioria dos homens não beija durante o sexo

Ele acelera o ritmo cardíaco, aumenta a temperatura da pele, queima em média 12 calorias, ativa 29 músculos e, quando muito intenso, estimula a produção de endorfina, a famosa substância química que dá a sensação de bem-estar. Essas são algumas das reações que o beijo produz no indivíduo, mas uma pesquisa feita no ambulatório de Sexualidade Humana da Clínica Delphos apontou que 70% dos 154 homens avaliados não beijam na boca durante o sexo. O responsável pela análise é o sexólogo Amaury Mendes, que discutirá o tema na XVI Jornada Científica Delphos, no dia 6 de setembro, no Humaitá, Zona Sul do Rio. Mendes fez a pesquisa qualitativa com os pacientes de um ambulatório no Instituto Delphos, onde atende de graça a pessoas de baixa-renda, que ganham até três salário mínimos. As entrevistas foram feitas com os homens, a maioria na faixa dos 40 aos 60 anos, e com problemas sexuais como disfunção erétil, ejaculação precoce e falta de desejo. “A conduta sexual humana deveria respeitar a seguinte ordem: desejo, excitação e, por último, orgasmo. Mas, com a supervalorização do orgasmo, a maioria pula a fase do desejo e vai direto pra a excitação. E aí não tem beijo, abraço, nem carinho. Só que eles se esquecem que o beijo é um fator essencial para se atingir o orgasmo”, diz o sexólogo. Mendes ressalta que, apesar de o estudo ter sido feito com uma parcela da população com menor poder aquisitivo, esse problema também atinge as classes média e alta: “É fato que, quanto maior a renda e o grau de instrução, melhor o desdobramento desse assunto. Porém, o que está em jogo hoje é a questão da falta de tempo e a necessidade emergencial do orgasmo e isso atinge toda e qualquer classe”. A falta de tempo é inimiga do orgasmo O sexólogo explica que o estresse do dia-a-dia, as dificuldades financeiras e a correria do mundo moderno são fatores que impedem o homem de se dedicar à afetividade, às preliminares e, desta forma, o sexo se torna imediatista. A conseqüência é o afastamento dos casais. Segundo Mendes, o beijo é a base para a busca do prazer no sexo. “O beijo está ligado aos nossos cinco sentidos - tato, olfato, visão, audição e paladar –, você olha nos olhos, vê a verdade no outro, cria um vínculo.” Prostitutas não beijam O sexólogo explica que, um bom exemplo de que o beijo representa um compromisso sério é: jamais ser incluído nos programas de prostitutas. Há cerca de um ano ele e sua equipe entrevistaram 28 garotas de programa na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e constataram o que já é lugar comum: “Todas disseram que já aceitaram propostas bizarras, mas não aceitam dar beijo na boca. Muitas delas têm namorado ou tem filho e disseram que, nem pagando, dariam o beijo.” Uma questão biológica De acordo com Mendes, tanto a mucosa labial quanto a genital são enervadas pela medula. A primeira está mais próxima do cérebro e, por isso, recebe os estímulos sexuais de uma maneira mais eficaz. Ambas possuem o mesmo numero de terminações nervosas e, portanto, o mesmo potencial erótico. “Nós fazemos um trabalho, com as pessoas que buscam a terapia sexual, para tentar um recomeço do namoro entre o casal. Claro que usamos medicamentos em alguns casos, mas idéia é que o remédio seja eliminado. Propomos exercícios específicos de sensualidade, procurando desvincular sexo de afeição e estimulando carinho, beijos e, conseqüentemente, a aproximação do casal.”