Eurocopa-2008: Sexo ou futebol?

A metade dos europeus fãs do futebol preferem assistir a uma partida importante a manter relações sexuais mas, atrás desta média, escondem-se variações significativas segundo o país, afirma um estudo do instituto britânico Sirc, Social Issues Research Centre encomendado pelo grupo japonês Canon, patrocinador da Eurocopa 2008. A bola rolando em campo tem a preferência de 72% espanhóis, de 67% noruegueses, 64% holandeses, 62% alemães, 61% britânicos, 54% suíços, segundo a sondagem. Em revanche, apenas 17% dos torcedores portugueses declaram que preferem "ver a partida", seguidos de 25% dos italianos, 27% dos franceses e 30% dos belgas, revela a pesquisa realizada com 2000 adeptos do esporte. Para 60% dos torcedores europeus, o futebol é "como uma religião", de acordo com o estudo.

Chef sugere greve de sexo para levar homens a cozinhar

O badalado chefe britânico Jamie Oliver afirmou que as mulheres deveriam fazer greve de sexo para obrigar seus parceiros a começar a cozinhar. A declaração de Oliver foi feita durante uma sessão de perguntas e respostas com o público no festival literário Hay-on-the-Wye, na cidade de Powys, no País de Gales. "Os homens são muito simples. Eles fazem tudo por sexo. Por isso, a melhor maneira de fazer os homens entrar na cozinha é se recusar a fazer sexo até que eles comecem a cozinhar", disse o chef. Além disso, Oliver afirmou ainda que "as melhores chefs do mundo são mulheres". Hábito Durante o encontro, o chef descreveu ainda sua surpresa ao iniciar as filmagens do seu mais recente programa de televisão, filmado em Roterdã, e descobrir que várias famílias não sabem cozinhar. O chef, que virou celebridade internacional graças ao seu programa de TV - e que ganhou notoriedade na Grã-Bretanha com suas campanhas por uma alimentação mais saudável nas escolas - disse que está tentando fazer com que as famílias entendam que o ato de cozinhar pode tornar a vida mais simples e reduzir o custo da alimentação. "Estou vivendo com famílias que não têm o hábito de cozinhar em suas vidas e quero que elas se apaixonem pela cozinha", afirmou Oliver. "As pessoas perderam a noção de que a comida é algo importante. As crianças deveriam poder sair da escola e saber preparar um prato simples", disse. Porcos Durante o festival, Jamie Oliver também indicou que sua próxima campanha será por uma melhoria nas condições de criação de porcos. Em janeiro, um documentário feito por Oliver sobre a indústria do frango, que mostrava o processo de criação das aves, foi transmitido por um canal de televisão britânico para incentivar a criação solta dos animais. De acordo com o chef, a opção pelos suínos se deve a escolha de sua própria audiência. Segundo ele, outros planos incluíam campanhas para melhorar o processo de criação de gado e da produção de leite.

Onde pára o desejo sexual?

O que nos faz sentir desejo? E o que pode acabar com ele? Como é diferente o desejo de mulheres e homens? O nascimento de um filho pode afectá-lo? O nascimento de um filho não deixa nada no sítio. Tudo se altera na vida da mãe, do pai, da família, do casal. Sobretudo quando se trata do primeiro. Não é só um filho que nasce, são novas pessoas que nascem enquanto pais e mães, com uma nova identidade, com novas responsabiliddes, com novos sentimentos, com novos cansaços, dúvidas e receios. Assim sendo, é óvio que a vida sexual também será afectada, desde logo porque as rotinas se alteram, o tempo não estica e a disponibilidade que se tem para o sexo fica reduzida. O que não quer dizer que desapareça e muito menos que não nos faça falta, mesmo que o desejo pareça ter-se esvaído. Muitas mulheres sentem que o seu desejo sexual diminui na fase do pós-parto - e não se trata apenas de pós-parto imediato, mas sim de vários meses após o nascimento do bebé. Tudo no corpo da mulher acontece com fim de proteger o bebé, tanto na gravidez, como no parto e no pós-parto. O aumento da produção de progesterona faz com que a sexualidade seja um pouco posta de lado. No livro Inteligência Hormonal, do ginecologista e terapeuta sexual Eliezer Berenstein, a prolactina é apontada como grande responsável pela quebra de desejo sexual feminino no pós-parto. Esta hormona, fundamental na amamentação, tem vários efeitos, como a ausência de lubrificação vaginal, mesmo quando há excitação, a diminuição das sensações físicas e alguma fadiga, tudo sintomas que contribuem para a diminuição do desejo. Esta pode ser uma resposta biológica para evitar gravidezes muito próximas. Mas nem só a biologia e a logística familiar explicam a pouca predisposição das mulheres para o sexo no período pós-parto. Culturalmente, a maternidade tem sido sempre afastada da sexualidade e uma mãe comporta uma ideia de pureza que, por vezes, afasta o desejo e a erotização. Esse afastamento tanto pode ser sentido tanto pela mulher como pelo homem. Um problema? A falta de desejo só passa a ser um problema quando é encarada como tal, sobretudo no contexto de uma relação estável. Quando é sentida apenas por um, como acontece frequentemente, a forma como o outro reage é crucial. Os homens queixam-se mais da falta de desejo das mulheres do que da própria, mas até esse indicador pode ser afectado por preconceitos culturais que vêem a masculinidade como um sinónimo de desejo constante. «A forma como o outro reage à diminuição do desejo é fundamental na forma como se supera essa fase», afirma Ana Beato. «Não existe "normalidade" e o que pode parecer um problema só o é porque o parceiro assim o entende. Ou seja, a mesma frequência de relações para um casal pode ser satisfatória e prazerosa e para outro ser um problema.» A complexidade do desejo feminino Ana Beato clarifica que o desejo das mulheres não é menor do que o dos homens, simplemente é diferente porque é mais afectado por factores exteriores do que o deles: «Após a gravidez e o parto, é frequente haver uma diminuição no desejo sexual das mulheres. Há mais flutuações no desejo feminino, até porque elas têm muito mais alterações hormonais ao longo da vida e o desejo é condicionado pelas hormonas sexuais. A produção de testosterona, nos homens, é muito mais estável.» Mas o desejo também se joga, e muito, na cabeça. E nesse aspecto, também as mulheres são muito mais complexas e sujeitas a flutuações. «Para uma mulher, o desejo não ocorre descontextualizado, ela não dissocia o contexto em que se encontra da predisposição para o sexo, enquanto o desejo masculino é muito mais independente de outras variáveis», explica Ana Beato.Factores como o cansaço, o local em que se encontra, a rotina ou falta de surpresa, o stresse, o estado de humor, a qualidade da relação no momento condicionam o desejo feminino. «Uma mulher dificilmente desvaloriza o facto de se ter aborrecido com o companheiro, é difícil estar predisposta para uma relação sexual se está chateada com ele por algum motivo» exemplifica a terapeuta. «O desejo feminino está associado a inúmeras variáveis e depende de um equilíbrio a vários níveis», acrescenta. Um estudo demonstrou, por exemplo, que após quatro anos numa relação estável o desejo feminino tende a ter uma quebra, enquanto que os homens não sentem este declínio. O que não quer dizer que sintam que a sua vida sexual é satisfatória, simplesmente o seu desejo não é afectado pela insatisfação que possam sentir, enquanto que o desejo feminino é. «O desejo feminino sofre flutuações até ao longo de um mês», explica Ana Beato. «A resposta sexual do homem é, sem dúvida muito mais estável e previsível». A importância da comunicação Na opinião da terapeuta Ana Beato, o importante numa relação estável, seja após o nascimento de um bebé ou em qualquer fase da vida, é que haja uma boa base de comunicação e diálogo. «Numa relação tudo depende da forma como cada um encara as diferenças que vão aparecer. Nem sempre vão estar os dois com vontade ao mesmo tempo. Mas tem de haver uma boa comunicação para que não haja falsas atribuições. E é isto que falha em muitos casos: ele sente-se falhado porque ela já não o deseja ou ela pensa que ele tem outra relação porque já não a deseja como antes e começa a haver problemas de relacionamento. Quando há problemas sexuais, geram-se desconfortos e pode instalar-se um sofrimento individual muito grande. E, afinal, talvez tudo pareça pior e mais grave do que na realidade é porque, simplesmente, não se conversou o suficiente. O corpo e a auto-estima Estar bem consigo própria é uma das variáveis que também surge associada ao desejo. E pode ser outro dos factores que contribui para a quebra de desejo no pós-parto. O corpo mudou muito e por vezes a auto-estima é afectada. Se uma mulher não se sente bem no seu corpo, também não se sente desejável e isso condiciona a sua vontade e o seu à-vontade. «Se não se sente bonita, atraente, isso vai condicionar a forma como está com o seu companheiro», explica Ana Beato. «Habitualmente, por razões culturais, as mulheres valorizam mais o facto de serem desejadas do que sentirem desejo. Mas é tão importante desejar como ser desejado para uma sexualidade satisfatória. Transmitir ao outro o seu desejo é tão importante como senti-lo, tem de haver feed-back e uma riqueza na comunicação verbal e não verbal», acrescenta. Em termos físicos, a forma como decorrreu o parto é também fundamental para o restabelecimento de uma sexualidade prazerosa. «Há mulheres que precisam de mais tempo do que outras, algumas precisam de muito tempo de reabilitação», afirma a terapeuta. Na sua opinião, muitos casais não estão preparados para a verdadeira revolução que acontece nas suas vidas com a chegada de um bebé. «Ficam tão centrados no seu papel de pais que se esquecem que há uma relação entre os dois da qual é preciso cuidar», alerta Ana Beato. Alimente o seu desejo Há muitos factores que potenciam o desejo, sobretudo o feminino.
  • Tome nota: o cheiro o toque, que deve estar presente em todas as situações, não apenas como antecedente de uma relação sexual o envolvimento, o investimento afectivo na relação os preliminares o efeito surpresa

Sexo anal entre elas | Pouco falado, muito praticado

Ele não é divulgado nem muito discutido. Quando falamos dele, normalmente é com amigas íntimas, e com certo tom de brincadeira, para disfarçar o constrangimento. Apesar disso, muitas lésbicas fazem ou sentem curiosidade em fazer. Percebo que falar de sexo anal entre lésbicas ainda é um tabu. Talvez por ser mais íntimo que a penetração vaginal, talvez por carregar um certo tom de “submissão”, herdado do sexo anal heterossexual, e talvez por ainda ser considerado um pecado grave por muitas religiões - e isso fica no nosso inconsciente. Ser lésbica e ainda praticar sodomia (sim, sexo anal entre mulheres também é chamado de sodomia) seria um dos atalhos mais curtos pro inferno. A prática de sexo anal entre garotas, apesar disto tudo, é bastante comum. Atrevo-me a dizer, até, que é mais fácil uma mulher permitir ter o ânus penetrado pelos dedos da parceira do que pelo pênis de um homem, pois o desconforto que pode acontecer durante o início da penetração é bem menor.O começo...Quando o casal resolve praticar sexo anal, é fundamental que as duas estejam bem confortáveis e com muito tesão. O ânus não é tão elástico quanto a vagina e pode sofrer algumas fissuras quando a penetração não é realizada com cuidado. Lubrificação é essencial, seja com muita saliva, ou com lubrificantes como KY. Uma alternativa para aumentar a excitação, ajudar a relaxar e lubrificar ao mesmo tempo é, na hora do sexo oral, estimular o ânus da parceira com os dedos ou mesmo com a língua (prática conhecida como cunete), penetrando-o só quando você perceber que ela está “pronta”. Algumas posições podem ser mais confortáveis que outras, e isso varia de mulher pra mulher, portanto, só testando para saber...Não podemos esquecer nunca da higiene. Praticar sexo anal e principalmente, o cunete, sem um bom banho antes é quase inconcebível... Para muitas, realizar uma lavagem do canal retal antes (é, é feio, eu sei), vulga “chuca” (pergunte ao seu amigo gay, ele já fez ou pelo menos sabe como fazer), pode dar mais conforto e segurança na hora da penetração e evitar alguns constrangimentos. Lembrando que a repetição frequente desta prática não é muito recomendada por alguns médicos.Dedos ou acessórios?Depois da estimulação, chega a hora da penetração. O mais usual, confortável e lógico é realizá-la inicialmente com um ou dois dedos. Combinar o sexo oral com a penetração anal pode ser enlouquecedor, e daí pra frente a imaginação pode rolar solta. Mas nunca, nunca esqueça que, uma vez que você penetrou o ânus com os dedos, jamais deve voltar a penetrá-lo na vagina de sua parceira (ainda bem que temos duas mãos...). Antes, lave bem as mãos e as unhas e, se possível, use “dedeiras”, que são feitas do mesmo materialdas luvas cirúrgicas, mas que só são colocadas em um dedo por vez.Além dos dedos, podemos usar acessórios no sexo anal. Dildos e vibradores comuns podem ser penetrados tanto no ânus como na vagina. E ainda existem alguns que permitem a penetração dos dois ao mesmo tempo (é, pois é...), e outros feitos especialmente para a pentração anal. A recomedação, neste caso, é utilizar preservativos nos acessórios e tomar muito mais cuidado com a lubrificação e na hora da penetração, pois o objetivo da transa (na maioria das vezes, claro) é obter prazer, e não dor.Existe orgasmo anal?Sim, é possível atingir o orgasmo somente com a penetração anal, pois a região é uma das mais sensíveis do corpo humano. Alguns gays podem discordar desta afirmação, e já vi discussões acaloradas a respeito. Mas a ciência admite a existência do orgasmo anal, e muitas mulheres também, então...Uma vez que nos sentimos seguras e confortáveis com relação ao sexo anal, as possibilidades de dar e obter prazer multiplicam-se. Tabu ou não, é gostoso e tem muitas adeptas. Introduzí-lo nas suas práticas sexuais só depende do seu desejo, da sua criatividade e da sua parceira.

"Não gosto muito de falar sobre sexo", diz Sandy

O tema sexo não é dos preferidos da cantora Sandy, 25, para um bate-papo. Mas ela revelou que, quando amigos falam sobre o assunto, ela participa também. A declaração foi dada durante gravação do programa de entrevista "Irritando Fernanda Young", que vai ao ar à meia-noite deste domingo (25), no canal pago GNT, informou a emissora, ao Pink Hot Sex. "Não gosto muito de falar sobre sexo para não me expor, mas quando em uma roda de amigos estão falando sobre o assunto, eu participo também", disse a cantora. Durante a entrevista, Sandy disse que sente saudades de Junior, irmão com quem fez dupla até o fim do ano passado. Ela continua morando na casa dos pais, em Campinas. Já o irmão mora na capital paulista. Arrependida Durante a conversa, Young pediu desculpas a Sandy por já ter falado mal dela no passado. "Eu não culpo quem fala mal de mim. O que eu exponho na mídia não é tudo aquilo o que eu sou", disse a cantora. Sandy falou ainda sobre a carreira solo. "Estou fazendo mil planos. Estou ansiosa para encarar esse desafio; dá ânimo", falou. Sem anunciar data, a cantora contou ainda que tem medo de seu casamento com o músico Lucas Lima, de quem é noiva não dar certo. Ela disse que tem em casa um bom exemplo. "O que vejo na minha casa é um exemplo perfeito de matrimônio. Tenho medo de dar errado na minha vez", afirmou. Faculdade e batom Sandy, que tem 17 anos de carreira, termina no fim do ano o curso de letras. Ela disse também que não sai de casa sem rímel, blush e batom. A pedido de Young, Sandy comentou os escândalos que envolvem Britney Spears, que ficou famosa jovem, assim como ela. "Acho que faltou um pouco de pai e mãe. Os meus pais foram minha estrutura para suportar tudo. Eles colocavam meus pés no chão", disse Sandy, que afirmou que será uma "mãe linha dura".

Moralidade do sexo

“Sem medos – Jornadas contra a homofobia” é o nome da campanha que trouxe o Bloco de Esquerda a S. João da Madeira, na passada sexta-feira, para discutir “a moralidade do sexo – norma sexual e desvio”.Na sessão, que decorreu no auditório do sindicato do calçado do concelho, estiveram presentes representantes da Rede Ex-Aequo – Associação de Jovens Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros, da organização Panteras Rosa e ainda o deputado bloquista José Soeiro. No arranque do debate, o representante do Bloco de Esquerda recordou que, no combate pela igualdade de direitos, o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e trangéneros) conseguiu já algumas conquistas, como “a constituição da própria república”, a proibição da descriminação e a admissão da união de facto. Mesmo assim, sublinha, “a homofobia existe e é uma violência para muita gente”. Uma violência que acontece em casa, de onde muitos jovens são expulsos por gostaram de alguém do mesmo sexo, na escola e na rua, onde são chamados de fufas ou paneleiros. Mas também, vincou o bloquista, na doação de sangue, ainda que a relação homossexual seja protegida, e na elaboração dos próprios direitos, atribuídos de acordo com a orientação sexual, o que, referiu, “constitui uma violação do próprio principio constitucional da igualdade de direitos”. No combate à homofobia, o Bloco de Esquerda apresentou algumas propostas na Assembleia da Republica, também trazidas à sessão pública de sexta-feira. José Soeiro recordou a proposta da educação sexual nas escolas, “uma educação para a emancipação, de combate aos preconceitos”, a proposta para criar o Dia Contra a Homofobia, a 17 de Maio (dia em que, em 1990, a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença), e ainda o direito ao casamento. Um em cada dois homossexuais tenta o suicídio De acordo com Paula Antunes, representante da Rede Ex-Aequo, o número de tentativas de suicídio é três vezes maior nos jovens LGBT. E atira: “um em cada dois jovens tenta efectivamente cometer o suicídio”. A causa principal, adianta, é o isolamento. Daí a constituição, em 2002, da Rede Ex-Aequo que surge pela “necessidade de combater o isolamento”. Paula Antunes está actualmente no projecto de educação da rede, uma iniciativa que visa “colmatar a lacuna que existe na educação sexual”. Para isso, “a rede tem pessoas formadas que se deslocam às escolas para esclarecer questões relativas à LGBT”. Além deste projecto, a rede tem também um observatório de educação que permite, através do preenchimento de um formulário online, “dar voz e reportar todas as situações de descriminação, de qualquer cariz, respeitantes ao tema da orientação sexual e identidade de género que tenham ocorrido em estabelecimentos escolares em Portugal”. A representante da associação de LGBT acrescentou ainda uma situação discriminatória àquelas anteriormente mencionadas por José Soeiro: “se tiver a minha companheira de 10/15 anos internada no hospital não tenho direito a visitá-la porque ela não é da minha família. A união de facto não contempla isso”. “É um direito básico – sublinhou – e uma sociedade que não contempla situações a esse nível é repugnante”. Uma opinião partilhada por Sérgio Vitorino, activista LGBT e membro das Panteras Rosa, uma frente de combate à “LesBiGayTransFobia”. Descobriu-se homossexual nos anos 90, altura em que a homossexualidade era considerada uma doença. “Cresci a chamar-me paneleiro. Sabem o que é chegar ao espelho e dizer – eu sou paneleiro?”. “Mas hoje – afirmou – não tem que ser assim, há associações, há um movimento em Portugal”. Apesar disso, lamentou, continua a haver clandestinidade. E avança com números: “cerca de 90 por cento dos homossexuais do nosso país continua a viver uma vida dupla, continua no armário e a viver mal a sua sexualidade”. E mais, atirou, “as expressões de ódio vêm muitas vezes de homossexuais porque não têm auto estima”. As jornadas contra a homofobia do Bloco de Esquerda seguem agora para o Porto (em data a confirmar), numa sessão que contará com a presença do sexólogo Júlio Machado Vaz. Braga, Oeiras, Setúbal, Santarém e Lisboa são as cidades que se seguem. Os encontros são abertos ao público.

Site israelense propõe sexo entre árabes e judeus como solução para conflito

Jerusalém - Faça amor e não faça guerra é o que defende o site israelense de pornografia amadora "Parpar1", que propõe o sexo entre árabes e judeus como solução alternativa para o interminável conflito do Oriente Médio. "Nos jornais, lemos sempre sobre guerra, ataques, assassinatos... Se as pessoas fizessem mais sexo, pensaria menos no conflito", disse à Agência Efe Shay Malul, programador de informática de 44 anos e co-proprietário do negócio.Em prol deste objetivo, www.Parpar1.com oferece imagens estimulantes com atores nascidos no Oriente Médio, que receberam títulos como: "Milícia Talibã", "Tremor Árabe", "Orgasmo Judeu" ou "Sexo no Exército" nas quais, entre outras coisas, se pode ver judeus e árabes em cenas pornográficas.Cenas lascivas entre as dunas do deserto, mulheres nuas cobertas apenas por um lenço beduíno que só deixa aparecer os olhos, judias se masturbando ao lado de cartazes que apontam para o Egito e para a Jordânia, e outras muitas imagens provocadoras tentam excitar a imaginação e fomentar, neste site, o "sexo intercultural"."Gravamos de forma profissional homens e mulheres que não são atores profissionais. Isto é sexo real: sem maquiagem e sem silicone, é como ver seu vizinho", explica Malul.Cenas de sexo adornadas com a bandeira azul e branca com a estrela de Davi ou a Mesquita de al-Aqsa, uniformes do Exército israelense, kefiyas (lenços palestinos) e outros símbolos nacionais e religiosos judeus e islâmicos contrastam com a espiritualidade e a religiosidade próprias da Terra Santa.Malul e seu sócio, Avi Levy, iniciaram o negócio em 2001 e estão orgulhosos de terem encontrado o que consideram um lucrativo nicho de mercado.Segundo eles, a cada dia, entre 20 mil e 50 mil pessoas pagam para ver as centenas de vídeos do "Parpar1"."Nos filmes, só havia americanos, alemães, indianos, ingleses, mas não israelenses, pois é muito difícil encontrar meninas aqui que estejam dispostas. É um país muito pequeno, com sete milhões de habitantes, e todos se conhecem", diz Malul, dizendo que, no início foi difícil lidar com as reservas das israelenses.Mas, logo, encontraram candidatas e menos ainda lhes custou encontrar aspirantes masculinos dispostos a participar dos vídeos.Agora contam com 80 mulheres e 200 homens que protagonizam as cenas amadoras, e a página dispõe de novos filmes na rede a cada semana.A página, sem dúvida, conseguiu chamar a atenção no Oriente Médio e, segundo seus proprietários, causa sensação não só em Israel, mas também em muitos países árabes como Síria, Egito e países do Golfo, além de Irã, Estados Unidos e vários europeus."Em Israel, todos os homens nos conhecem. Todo o mundo sabe o que é o Parpar1", afirma Malul, que prefere não dar informação sobre o volume de negócio.Por 250 shekels ao mês (US$ 75), os clientes têm acesso aos filmes nos quais o sexo busca relaxar a tensão regional e substituir com "cenas belas" as fortes imagens de um conflito que já dura mais de seis décadas, segundo os promotores.A mistura de culturas e nacionalidades, temperada com a excitação decorrente do fato de que elas se enfrentam, é o "gancho" em que aposta o "Parpar1", embora seus proprietários reconheçam que definitivamente a chave de seu êxito é, simplesmente e ingenuamente, a exibição de sexo explícito."No final, não importa se o que se vê são árabes, judeus, mexicanos ou italianos. Todo o mundo é igual, é preciso deixar de lado as diferenças e as religiões", diz Malul, orgulhoso do sucesso de seu negócio. Ele afirma que "se consegue fazer alguém ter orgasmo", já se sente feliz.Seja pela excitação da novidade ou pelo atrativo de conhecer intimamente o inimigo, a questão proposta pelo "Parpar1" parece ter mais êxito que muitas outras iniciativas de paz.

Brasileiras preferem chocolate a compras ou sexo

A Unilver fez uma pesquisa em 13 países para a realização da campanha de Axe e chegou a um conclusão inédita: as mulheres consideram o chocolate mais irresistível do que sexo e do que ir as compras. Com a ajuda do instituto Datosclaros, a empresa ouviu mais de 3,5 mil mulheres entre 18 e 35 anos da Argentina, Brasil, México, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Austrália, Filipinas e Índia. E, para 83,6% das participantes, o chocolate é uma tentação difícil de resistir. Na listas de prazeres irresistíveis das mulheres brasileiras estão também as compras (83,1%), um buquê de flores (76,4%) e um bom jantar (75,1%). O sexo aparece em quinto lugar, com 73,3% dos votos. Na preferência mundial, o chocolate aparece em primeiro lugar com 69,1%, seguido das compras com 67,9% dos votos.

Sexo para menores na sala de aula e dentro de casa

Vai longe o tempo em que as famílias proibiam conversas referentes a sexo na sacrossanta sala de estar. Os filhos que se virassem. Em geral, as descobertas eram compartilhadas na rua, com os amigos ou colegas de escola. Hoje, encarar o assunto com clareza e naturalidade é de vital importância para a própria segurança dos jovens.No caso dos pequenos, livros, jogos, fantoches e bonecos ajudam os pais na hora de esclarecer curiosidades básicas, como as diferenças de gêneros ou como se dá o nascimento dos bebês. Por sua vez, aqueles que atravessam as turbulentas fases da puberdade e adolescência devem ser alertados sobre aids, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos, afetividade nos relacionamentos, diferenças e preconceitos.A escola tem papel complementar na formação desses jovens. Mas, como observa a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, Centro de Estudos da Sexualidade Humana - instituição que capacita educadores por meio de jogos, palestras, cursos, oficinas e projetos de prevenção a doenças e gravidez precoce -, apesar de o assunto constituir um dos temas optativos propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), conta-se nos dedos as escolas particulares que tratam da educação sexual em sala de aula."A escola é o ambiente propício para a aprendizagem, por reunir pessoas significativas para esses jovens." Um desses colégios é o Bandeirantes: Maria Helena tem um canal direto com os alunos através de um serviço de orientação sexual por e-mail, o SexTips "O usuário envia suas dúvidas, recebe as respostas, com garantia de sigilo sobre sua identidade."Mesmo que não recebam orientação sexual na sala de aula, os jovens têm acesso à informação pela mídia e outros canais. Ainda assim, arriscam-se no que diz respeito à prática sexual, pois não têm a devida percepção de segurança. Basta ver os altos índices de adolescentes grávidas, ranking liderado pelo Estado do Maranhão, com 30,20%, seguido de Bahia, 29,86%, e Tocantins, 27,94% (dados do Instituto Kaplan). A educadora arrisca algumas justificativas para o fato de os jovens não se protegerem nas relações:No caso dos meninos, correr riscos faz parte da afirmação da masculinidade. Também tem aqueles que abrem mão da camisinha por acharem que não vão saber usar na hora e, por isso, vão pagar mico na frente da garota. Já as meninas se arriscam para não perderem o namorado. Além disso, o imediatismo é próprio da idade e sexo é relacionado ao prazer. Em casa, é fundamental conversar desde cedo. "Se tivesse filhos pequenos, falaria para eles sobre o uso da camisinha. Os pais têm idéias errôneas: acham que se falarem vão estimular a prática do sexo." A melhor idade para tratar do assunto, segundo Maria Helena, é quando a criança começa a perguntar. Por volta dos 4, 5 anos, tem início a fase dos porquês, especialmente quando vêem uma grávida. Cuidado para não dar uma aula científica! Vale usar livros, bonecos e fantoches - no caso destes últimos, desde que os pais saibam criar histórias.

Grandes atletas a se envolverem em confusões sexuais

Apesar do escândalo, Ronaldo não foi o único e não será o último grande atleta a se envolver em confusões sexuais. Veja 8 casos curiosos: Micah Richards: O jogador inglês filmou a si próprio e a um colega fazendo sexo com uma adolescente. A filmagem teria sido feita com a câmera de um telefone celular em um banheiro de hotel na cidade de Manchester. O vídeo foi vendido para um tablóide sensacionalista da Inglaterra. Ashley Cole: O jogador do Chelsea foi descoberto traindo a esposa com uma cabeleireira. Como forma de punição, a esposa, Cheryl Cole, decidiu fazer seis meses de greve de sexo. Ashley Young: Foi mais "brando" no escândalo. Ele foi flagrado masturbando-se na web. Kieron Dyer: Dyer foi acusado de estupro, juntamente com outro colega de time. Ele negou a notícia, afirmando que foi ao hotel onde aconteceu o estupro, com outras pessoas, e que reservou vários quartos em seu nome. Kobe Bryant: Foi acusado de estupro em 2003, mas em 2004 a acusadora acabou abandonando o caso. Kobe hoje é um dos mais bem sucedidos jogadores de basquete do mundo. Naoya Kikuchi: Foi demitido do seu clube, após admitir que fazia sexo com uma garota de 15 anos. Como este tipo de ato é proibido no Japão, Naoya foi obrigado a sair do país, tentando a sorte na Alemanha. John Terry: Não perdeu a condição de ídolo Inglês, apesar de ter sido filmado bêbado, mantendo relações sexuais com uma garota. Francesco Totti: Foi fotografado mantendo relações sexuais com uma garota, mas acabou pagando 50 mil euros ao fotógrafo para que não as entregasse para a sua noiva.

Ronaldo e os travestis: uma questão de instinto

Como ensina a teoria evolucionista, na nossa vida ancestral os machos bem dotados das chamadas aptidões "darwinianas" (habilidades como caçador-provedor) podiam ter várias fêmeas, e alguns machos sem essas características nenhuma. As fêmeas nunca tiveram dificuldades de ter parceiros sexuais - procriação. Já os machos tinham que competir entre si pela possibilidade de possuir e manter suas fêmeas e passar seus genes para as próximas gerações. " Uma mulher se oferecendo, uma mulher fácil para o sexo, é instintivamente muito difícil de resistir " Essa disputa por fêmeas criou um módulo na mente do homo sapiens macho que julga uma fêmea disponível uma oportunidade absolutamente indispensável. É esse módulo instintivo que age na mente masculina fazendo com que homens que imaginamos poderem ter as mulheres mais lindas, mais difíceis e efetivamente as têm ou tiveram, como o Ronaldo, Hugh Grant e outros, acabem se seduzindo pela facilidade das mulheres que se oferecem nas ruas. Uma mulher se oferecendo, uma mulher fácil para o sexo, é instintivamente muito difícil de resistir. As mulheres não desenvolveram este módulo cerebral, pois nunca tiveram dificuldade de encontrar parceiros para o sexo, em última análise, passar sua herança genética. Experimentos em que modelos mulheres se ofereciam a estudantes universitários para sexo casual tiveram 75% de aceitação por estes alunos, sendo que os que não aceitavam diziam ter encontros com namoradas já marcados e tentavam adiar o encontro. Quando o experimento foi feito com os gêneros invertidos, nenhuma mulher aceitou o convite. " O travesti é uma simulação mais disponível ainda que uma prostituta " Mas nessa altura, cabe um pergunta óbvia no caso do Ronaldo: por que ele escolheu travestis? Levando-se em conta que Ronaldo não é homossexual, o travesti que se prostitui é por definição uma simulação mais disponível ainda que uma prostituta, digamos, regular. O travesti, por ser apenas uma simulação, precisa ser mais atrevido, mais sedutor, mais fácil do que uma mulher de verdade, e é nesse módulo masculino descrito acima que o travesti investe, e pelo jeito consegue seu objetivo. Os homens que fazem programas com travestis não querem sempre ter uma relação em que são passivos. Não são homossexuais ou bissexuais, necessariamente. Mas é tão fácil para nossa mente se deixar enganar por uma simulação às vezes tão grotesca? Faça o seguinte exercício: imagine uma pessoa que você não tem nenhuma simpatia. Talvez alguém que você odeie mesmo. Agora se concentre e legitimamente pense que você é o pai ou a mãe desta pessoa. Repare que se você investir seus sentimentos nessa simulação, você passa a ter uma maior benevolência em relação a ela. É o poder da simulação. É o poder do sexo

Rosto atraente é o que reforça traços típicos de cada sexo

Uma equipe internacional de psicólogos deu um passo intrigante para responder a pergunta que intriga cirurgiões plásticos, modelos e, no fundo, quase todo mundo: qual a "receita" de um rosto bonito? Com novos experimentos, eles mostraram que a beleza facial parece estar relacionada ao reforço das características de cada sexo. Ou seja: as mulheres com os rostos mais perfeitos são as de face mais feminina, enquanto os homens bonitões são os de cara mais máscula. Na pesquisa, coordenada por Anthony C. Little, da Universidade de Stirling (Reino Unido), a beleza é representada pela medição matemática da simetria facial -- grosso modo, ela representa quão regular é o rosto, ou seja, se não há desigualdades entre uma metade da face e a outra. Acontece que a simetria parece reforçar as características de cada sexo: rostos muito simétricos também são muito femininos ou muito masculinos, dependendo do indivíduo envolvido. O resultado está num artigo na revista científica de acesso livre "PLoS One", que pode ser lida de graça on-line. Os pesquisadores dizem ter demonstrado o efeito num grande grupo multicultural e até multiespécie -- afinal, no estudo foram usados tanto pessoas de origem européia e africana quanto macacos resos (Macaca mulatta). Por incrível que pareça, os bichos conservam as mesmas diferenças gerais entre a cara dos sexos que existem entre seres humanos. Adeus, Leonardo di Caprio? Antes de entrar nos detalhes da pesquisa e de suas implicações, uma dúvida deve estar na cabeça de muita gente: mas e Leonardo di Caprio? Kaká? E toda a imensa lista de galãs cobiçados pela carinha de menino, quase feminina? Little explica: "Na verdade, eu mesmo já publiquei trabalhos mostrando que as mulheres tendem a preferir homens com rostos femininos, ou com aparência mais neotênica [juvenil]. O que acontece é que as mulheres preferem homens mais masculinos nas horas em que os bons genes podem ser importantes -- quando sua fertilidade chega ao máximo, por exemplo". A relação entre simetria do rosto (e do corpo em geral, lógico) e a boa qualidade genética é proposta há tempos. Resumidamente, pode-se dizer que um rosto simétrico é sinal de que está tudo em ordem no organismo, já que para tê-lo é preciso não ter deformidades de origem genética e escapar de infecções por parasitas, por exemplo. A conexão com o reforço das características sexuais também é esperada, principalmente entre os homens, porque os hormônios sexuais, principalmenta a testosterona (masculina), são capazes de dar uma derrubada no sistema de defesa do organismo. Se mesmo assim o rosto continua altamente simétrico, é sinal de que a pessoa possui genes tão bons que nem a bagunça hormonal é capaz de afetá-la. Jogo de cartas É aí que entra o experimento de Little e companhia. Usando europeus, africanos e macacos resos, eles criaram uma série de "rostos compostos", um deles representando alta simetria e outro baixa simetria, em ambos os sexos. Depois, pediram a dezenas de estudantes universitários que escolhessem a face mais masculina e a mais feminina entre as várias amostras. (Quem quiser participar de experimentos semelhantes pode visitar o site do pesquisador, em inglês, no endereço http://www.alittlelab.com/). O resultado parece bater o martelo na associação entre simetria e feminilidade ou masculinidade: em quase 70% dos casos, as pessoas identificavam como mais masculino ou feminino o rosto mais simétrico -- e isso funcionou, em parte, até entre os macacos resos. Segundo Little, a preferência das mulheres por rostos mais masculinos acontece também quando elas estão em busca de relacionamentos de curto prazo ou quando já têm um parceiro, mas querem, digamos, diversificar um pouco. "Então, pode ser que elas prefiram o lado carinhoso dos machos com traços femininos mas mudem e passem a buscar homens mais masculinos quando podem adquirir bons genes para seus filhos. Desse jeito, elas ganham o melhor dos dois mundos", afirma ele.

Sexualidade igual a sexo?

“Sexualidade na Adolescência: riscados com fama e com proveito” foi o tema da conferência sobre educação sexual dirigida aos 9º anos da Secundária João da Silva Correia. O ciclo prossegue nos dias 7, 14, 21 e 29, com palestras dirigidas aos 7º e 8º anos. O que é a sexualidade? Será o mesmo que sexo? A pergunta abriu o tema da sexualidade na adolescência, trazido por Vítor Ferreira à Escola João da Silva Correia, numa conferência que decorreu na manha desta quarta-feira. Para obter respostas, o conferencista, professor de Biologia e coordenador de projectos da Organização Não Governamental (ONG) “A Comunidade contra a SIDA”, optou por escrever a palavra ‘sexualidade’ num quadro e dar asas aos saberes de adolescentes de 14 e 15 anos. Orgasmo, masturbação, sexo, afecto, amor, preconceito, crescimento, preservativo, adrenalina, gravidez, suor, corpo, responsabilidade, foram algumas das palavras que os alunos disseram associar ao conceito de sexualidade. Mas então a sexualidade é o mesmo que sexo? A pergunta impõe-se pela associação quase imediata da plateia entre sexualidade e prazer. Vítor Ferreira não responde, dá mais uma vez a oportunidade aos adolescentes de darem a sua opinião. Parecem concordar que não é o mesmo, mas tendem a encaminhar sempre as respostas para o lado sexual. “A relação sexual é uma componente da sexualidade, a sexualidade não se esgota no sexo”, explica o professor. “E então para vocês qual é o órgão mais importante da sexualidade?”. Um adulto responderia provavelmente o cérebro. Mas a resposta daquela plateia de adolescentes foi mais uma vez voltada para o sexo: pénis e vagina. A conferência prosseguiu com a abordagem de temas como o planeamento familiar e os diversos métodos contraceptivos disponíveis. Questionados sobre os métodos que conhecem, os adolescentes provaram ter um conhecimento “alargado” do tema, referindo uma boa parte deles. As dúvidas prenderam-se sobretudo com o uso de espermicidas, as consequências da pílula do dia seguinte e o recurso à laqueação, nas mulheres, e à vasectomia, nos homens. “Que humilhante”, comentava, baixinho, um dos alunos quando ouviu a palavra vasectomia. “Tanto a vasectomia como a laqueação são hoje reversíveis e são métodos quase 100 por cento garantidos”, revelou Vítor Ferreira. “Menos mal”, ouviu-se. “Educação Sexual deve ser avaliada” Para Vítor Ferreira, a Educação Sexual não só deve fazer parte do currículo escolar como também “deve ser sujeita a avaliação”, uma avaliação qualitativa, à semelhança do que se passa na formação cívica. “Neste momento há um esforço por parte do Ministério de Educação em garantir uma média de uma sessão por mês na área da Educação para a Saúde. Mas sem formação efectiva dos docentes e sem materiais fica um pouco ao sabor das escolas”, alerta o docente. Em relação à temáticas que mais interessam aos adolescentes, Vítor Ferreira salienta o planeamento familiar a as doenças sexualmente transmissíveis. Temas que deveriam, defende, ser abordados em trabalhos de turmas e não numa situação esporádica como é o caso, por exemplo, de uma palestra. “Uma conferência tem o valor que tem, não se cria empatia com os alunos. E a empatia é fundamental e decisiva para haver abertura e confiança que permita aos adolescentes colocar questões”, sublinha. Já Ana Cardoso, presidente da Associação de Pais, responsável pela organização deste ciclo de conferências, defende que a educação sexual deveria começar em casa. “Ainda é um tema tabu, pouco trabalhado dentro de casa”, lamenta. Por isso, há que recorrer às escolas para falar com os adolescentes e alertá-los. Os próximos encontros estão marcados para os dias 7 e 21 com os 7º anos e para os dias 14 e 28 com os 8º.

Blogueiros brasileiros abrem seus acervos de experiências sexuais em bom português

Que todo mundo gosta de saber da intimidade alheia já é uma verdade comprovada pelos vários reality shows da televisão mundial. Mas essa curiosidade vai além e abre campo para uma espiadinha ainda mais íntima: a da vida sexual de pessoas normais. Uma busca pela internet revela vários blogs onde transas reais são descritas em seus mínimos detalhes. Narcisismo e exibicionismo podem mover esses blogueiros a dividir virtualmente suas experiências sexuais, mas eles não teriam razão de existir, e talvez nem existissem, não fosse a já conhecida parcela voyeur de seus leitores. Alguns aliam ainda uma vocação política. Acompanhe.Se contos eróticos já fazem sucesso, a boa pitada de realidade dessas histórias é o principal atrativo para quem acessa as páginas. São histórias sobre as mais diversas situações: pegações em banheiros públicos e saunas, a fofa primeira vez de um cara e até uma artística transa no jardim do Louvre. Como cada blog reflete a personalidade de seu dono, ele pode ser mais safadinho ou não. Conferimos alguns bem picantes e outros mais românticos.Identificado como Ronaldo, um brasileiro que vive em Paris solta o verbo e relata suas vivências cheias de tesão no blog “Minhas aventuras sexuais”. Ele é ousado e já fez sexo no banheiro do Sesc de Curitiba (PR) com um homem de 45 anos de nome desconhecido. “Nunca conversamos, não sei o nome dele e ele não sabe o meu, e eu nem tava a fim de saber e acho que nem ele”, escreve. De suas vivências francesas, as mais picantes ficam por conta de uma massagem profissional e uma arriscada transa em um jardim em frente ao museu mais famosos do mundo, o Louvre. As idas semanais dele à sauna também ganharam a internet e podem ser conferidas por quem bem quiser. Jägger é um paranaense de 32 anos que revela um apuro de texto que dá gosto de ler em “30 dias”. Ele une elegância e português correto para falar sobre suas aventuras pelo mundo do sexo sem compromisso em lugares públicos. Sem medo de ser julgado, ele se revela mestre da boa língua e conta que já fez sexo oral em um mendigo de Jundiaí, repetiu a dose dentro do carro de um rapaz que conheceu no bate-papo e fez de novo dentro de uma igreja (!!!!). Em “Sexolândia”, o paulistano de 34 anos Prazer anal (nickname do blogueiro) “chupa a cobra e mostra o pau” de um moço que conheceu no cinemão e com quem voltou a se encontrar. Ele também lembra de uma perigosa experiência com um assaltante da região da Estação da Luz, em São Paulo, onde quase foi a vítima e trocou o prazer por arrependimento. Em sua lista entram ainda um vendedor de frutas e um deficiente mental e uma nada cheirosa cena com uniformes de jogadores de futebol. Do Piauí, “Homensx3” mostra sua tara por vizinhos ao contar a história de seu envolvimento com dois deles: um policial militar e outro que costumava beber muito e acabar em suas garras. O blogueiro de 19 anos não deixa muito claro se ainda é casado ou não, mas conta uma aventura com sua mulher e outros homens. Peões de obra e sexo na boate também estão devidamente presentes em suas experiências.Nem só de pegação forte vivem os blogs eróticos. A primeira transa de Vilser Jr., do “Blog do Vilser”, é um relato cheio de romantismo e momentos fofos. Ele conta, por exemplo, de suas dúvidas e medos antes de iniciar sua vida sexual. O mesmo clima de quase inocência está também em “Um diário gay”, do paulistano Gay Boy. Ele discute questões como a falta de orientação sexual que os gays enfrentam por não poderem conversar com seus pais sobre o assunto, masturbação e a maniqueísta divisão entre ativos e passivos.

Vídeo com supostas cenas de sexo de Jimi Hendrix será lançado

A Vivid Entertainment, uma empresa de produtos para adultos, informou que deve lançar uma fita com cenas de sexo protagonizadas pelo músico e cantor Jimi Hendrix (1942-1970). Músico Jimi Hendrix teria sido filmado fazendo sexo com duas mulheres em hotel. As imagens teriam sido tomadas há cerca de 40 anos em um quarto de hotel. A filmagem mostra Hendrix em vários atos sexuais com duas mulheres, segundo comunicado divulgado pela Vivid. A companhia informou ter consultado diversos especialistas para se certificar da autenticidade da filmagem. Hendrix morreu de overdose. Representantes do legado do músico não quiseram comentar o caso. A Vivid Entertainment é responsável pelo lançamento de fitas com cenas de sexo de outras celebridades. A atriz Pamela Anderson já esteve em um dos vídeos da companhia.

Caso Ronaldo: "atletas flagrados sexualmente" superaram escândalos

Escândalos sexuais, como o de Ronaldo, são comuns no mundo do esporte. E, em casos mais ou menos cabeludos do que o do brasileiro, os envolvidos deram a volta por cima, tanto em termos esportivos quando comerciais. Kobe Bryant, astro dos Lakers, um dos principais times da NBA, foi acusado de estupro em 2003. Na época, tinha patrocinadores de peso, como Nike, Coca-Cola e Mc'Donalds. No início, todos eles se calaram, como acontece agora com Ronaldo. A acusadora de Kobe acabou abandonando o caso, em 2004, e ele hoje é o segundo jogador da NBA com mais contratos publicitários - faturou US$ 16 milhões com isso apenas no ano passado. O futebol também parecia ser coisa do passado quando o jogador japonês Naoya Kikuchi, então com 22 anos, admitiu que fazia sexo com uma garota de 15 anos - no seu país, manter relações com menores é crime. Seu clube, o Jubilo, o dispensou. A federação japonesa o suspendeu. Mas Kikuchi conseguiu emprego num time da segunda divisão da poderosa Alemanha. Na Inglaterra, os tablóides não se cansam de escancarar os diversos escândalos envolvendo astros do futebol. Recentemente, o zagueiro John Terry, do Chelsea, foi flagrado, em fotos e vídeo, bêbado, vomitando e fazendo sexo com uma garota em uma festa. Isso não tirou sua condição de líder do time e membro da seleção inglesa. Na Itália, um caso recente de extorsão, como Ronaldo diz sofrer agora, envolveu jogadores famosos, como Totti. O craque da Roma teria pago 50 mil euros de um fotógrafo que ameaçava enviar fotos para a sua então noiva com ele fazendo sexo com outra mulher. Totti foi campeão do mundo em 2006 e segue sendo um dos mais bem pagos do futebol italiano.