Traição virtual existe?

  • Uma leitora me fez o seguinte questionamento: as mulheres consideram a masturbação ou o sexo virtual traição? Esclarecendo melhor, se seus maridos recorrem mais à sites pornôs na internet do que a elas, isso é considerado traição?
Que a internet revolucionou os padrões de conhecimento mútuo e das trocas afetivas, isso não é mais novidade para ninguém. Hoje, as pessoas já podem vivenciar o sexo virtual e testemunhar a paixão via e-mail. Muitos são os internautas que já viveram, vivem ou desejam experimentar essa nova forma de comunicação e de aproximação. Nas salas de bate-papo, mais especificamente, milhares de encontros virtuais acontecem a todo instante em todo mundo, e têm revolucionado os hábitos, as relações afetivas, o casamento e a vida sexual de muita gente. Há quem passe horas navegando nesse mar sem fronterias, perdendo até a noção do tempo enquanto permanece conectado, só despertando para a realidade quando recebe a conta telefônica. A antiga forma de aproximação - através da troca de olhares e da descoberta do outro tendo como referêcia a aparência física (cor da pele, dos olhos, dos cabelos), o timbre de vóz, o jeito de se expressar, de se vestir -, foi substituída pelo sistema on-line de comunicação e pelo contato virtual. Ao contrário do amor romântico, vale mais o jeito de ser do outro (a personalidade, o que pensa e o que diz). Com esse novo canal de comunicação, ficamos livres da ditadura da beleza. As pessoas querem se comunicar e há carência de canais de expressão. A internet chegou para preencher essa lacuna, apesar de ter como características marcantes a interface, a virtualidade e a interatividade. Nas relações que nascem da rede, a novidade é você se interessar por alguém que nunca viu e que acabou de conhecer. Como a troca de informações se dá pela linguagem escrita, as sensações e emoções só podem ser concretizadas por meio do texto. Há casos de pessoas casadas que entraram neste jogo audacioso, como quem começa uma brincadeira, e seduzidas pelo texto do interlocutor virtual acabaram mudando de endereço, de cama e de parceiro. Com a identidade preservada - já que a maioria se apresenta com um nickname - os internautas extravasam a sua libido pela rede. Logo no primeiro contato a conversa pode tomar contornos eróticos, e para os amantes que dispõem de câmeras instaladas nos computadores, há grande chance de viverem um romance tórrido incrementado pelo sexo virtual. É o orgasmo a longa distância, que pode acontecer com um desconhecido. Com um mundo de possibilidades ao seu alcance nas pontas dos dedos, as pessoas estão trocando muita gente real por estranhos virtuais e realizando seus desejos mais íntimos embarcando numa aventura cibernética. Mas não se pode negar que a rede é também uma porta aberta para a infidelidade conjugal. A fronteira entre o real e o imaginário, a razão e a emoção é bem tênue, e o indivíduo quando menos espera, pode atravessá-la. De repente, um inocente bate-papo pode terminar num motel. Com relação a pergunta da leitora, o problema não está em o marido acessar sites pornográficos e/ou se masturbar ao ver casais em ação. Assistir cenas eróticas, sozinho ou acompanhado, é uma prática saudável, popular e acessível também as mulheres. Chega, inclusive a ser recomendado por terapeutas de casais para quebrar a rotina. Não há nada de anormal nisso. A masturbação é apenas uma forma de obter prazer sozinho. Ela não impede nem diminui o desejo que ele sente pela mulher. Muitas vezes, até aumenta o desejo dele. Agora se ela percebe que o companheiro dá mais atenção a tela do computador e só consegue se satisfazer dessa maneira e não tem interesse pelo sexo, provavelmente está com algum problema na relação a dois. Foi-se o tempo em que transar era sinônimo de contato físico, penetração, beijos e carícias. Um simples acesso a internet e uma webcam podem oferecer prazeres e sensações que antes só eram possíveis entre quatro paredes. O chamado cybersexo é uma forma de masturbação muito comum em salas de bate-papo, comunidades ou sites de relacionamentos, que a cada dia atraem mais adeptos e curiosos. Os solteiros não são os únicos atraídos pela transa virtual. Muitos casais veêm nesses contatos uma forma de sair da rotina e de estimular a imaginação. Como a internet está cada vez mais popular, muito mais corações estarão conectados via e-mail em todo mundo, procando uma revolução nos modelos de comunicação e expressão e uma reviravolta nos mecanismos de aproximação, de conquista, de sexo e sedução. O sexo virtual já é uma realidade na vida de muitos internautas (casados ou não), e com a rede mundial de computadores nasce também um novo estereótipo de homem traído: o corno virtual. A pior traição é a que nasce do coração. Muitas mulheres casadas possuem amantes no mundo virtual, e algumas acabam se envolvendo emocionalmente. Como a maioria dos chatters brasileiros é composta por homens, tendo como fonte pesquisas realizadas pelo Ibope, as mulheres continuam sendo vítimas em potencial da infidelidade, ainda que de forma virtual. Mas para os homens, números, porcentagens e estatísticas não servem de consolo quando o assunto é traição. Uma evidência de que a guerra dos sexos está longe de acabar e que o relacionamento entre homens e mulheres não pára de surpreender.

Um ciclo para lembrar o rei do sexo

Seus filmes tinham títulos apimentados como Senta no Meu Que Eu Entro na Tua, mas, para além de todo o folclore, Ody Fraga foi mais do que o diretor que ostentava a reputação de ‘rei do sexo’ - e isto num meio como a Boca do Lixo, onde não faltavam pretendentes ao posto, já que o assunto, ali, não era exatamente de forma a causar espanto ou desconforto. O sexo fazia parte do feijão com arroz produzido nos cinemas daquela região paulistana. Nascido em Santa Catarina, em 1927, Ody Fraga morreu aos 60 anos, em São Paulo. Mais do que rei da pornochanchada - e, depois, do filme de sexo explícito -, a verdadeira etiqueta que poderia ser colada a ele seria a de ‘ideólogo da Boca’. Um ciclo na Sala Cinemateca resgata esta figura cuja importância talvez não seja tanto artística, mas comercial. Não se deve descartar, no entanto, que seus filmes venham a proporcionar descobertas. E, de qualquer maneira, eles ocupam um capítulo destacado na história do cinema paulista.O mais interessante é que o jovem Ody Fraga e Silva chegou a ingressar num seminário, para agradar aos pais, que queriam que ele fosse pastor. Apaixonado por teatro, ele largou os estudos religiosos e foi para o Rio, onde trabalhou no Serviço Nacional do Teatro e ganhou reputação como dramaturgo. Fazia crítica de cinema (como ghost writer) e colaborava no suplemento literário do jornal A Manhã - de certo um saudosismo da época em que foi, em Florianópolis, um dos fundadores da revista literária Sul, considerada a mais importante de Santa Catarina.Como um homem com esta formação foi parar na pornochanchada e no sexo explícito? Ody Fraga começou no cinema como roteirista, escrevendo Conceição - thriller policial de Hélvio Souto, com Norma Bengell, em 1960. Dois anos mais tarde, ele próprio dirigiu Vidas Nuas, que só foi finalizado em 1967, pelo produtor A.P. Galante - e é considerado por muita gente o marco zero da pornochanchada. Ody Fraga escreveu novelas para televisão, mas em 1973 voltou definitivamente para o cinema, estabelecendo-se na Boca. Com sólida formação cultural, rapidamente se transformou numa espécie de diretor de diretores - fazendo observações, trocando idéias ou dando sugestões (e até assinando) os roteiros.Até sua morte, em 1987, participou de cerca de 60 filmes, em múltiplas funções. Com Macho e Fêmea, em 1974, introduziu uma inovação - um distribuidor associou-se à produção, garantindo o circuito exibidor. Seguiram-se obras como Adultério, as Regras do Jogo; O Sexo Mora ao Lado; Reformatório das Depravadas; Palácio de Vênus; A Fúria do Mar; A Filha de Calígula - pois Ody Fraga, além de tudo, estava sempre em sintonia com o que se fazia no exterior, não perdendo a chance de dar continuidade ao polêmico Calígula, de Tinto Brass, produção da Penthouse com Helen Mirren integrando a dissoluta corte do imperador romano! Nestes filmes pode-se ter uma súmula das grandes estrelas da Boca - Helena Ramos, Vera Fischer, Matilde Mastrangi, Nicole Puzzi, Neide Ribeiro, Daniele Ferreti, e a própria Geórgia Gomide. A exemplo da chanchada carioca nos anos 50 - com sua estética da paródia que os críticos estudam hoje como manifestações de resistência cultural à dominação de Hollywood -, a pornochanchada, em São Paulo, vem sendo mapeada e analisada com uma seriedade desconhecida antes, muito provavelmente devido ao preconceito. Havia lá, também, uma resistência do cinema à censura do regime militar. Política não podia, sexo, sim. Ele era escancarado, senão escrachado. Neste processo, uma figura como Ody Fraga é muito importante.

Stasi usava prostitutas para espiar turistas

A Stasi, polícia secreta da antiga Alemanha Oriental, usava prostitutas como espias, instruindo-as a extrair informações de turistas ocidentais e membros do governo socialista, segundo revela um documentário do canal alemão MDR. Em «Sexo no socialismo» são revelados documentos e depoimentos que provas esta tese, embora a prostituição fosse uma prática proibida pelo regime da altura, podendo mesmo ser punida com cinco penas até cinco anos de prisão. Uma das revelações foi feita por um ex-oficial da polícia secreta, afirmando que as candidatas tinham entre 20 e 30 anos de idade, eram solteiras, bonitas e tinham «convicção patriótica». As mulheres actuavam principalmente durante as duas feiras internacionais na cidade de Leipzig, quando centenas de turistas e homens de negócios do lado ocidental da Alemanha visitavam a cidade. Muitas das informações eram obtidas nas Honigfallen, «armadilhas de mel». Os relatórios das espias eram detalhados, sendo que algumas delas chegaram mesmo a ganhar compensações em dinheiro por colaborarem com a Stasi.

O Sexo Em Tese

Ana Lopes é antropóloga, nasceu no Porto e vive em Vila do Conde. Em Inglaterra, fez uma tese de doutoramento, na Universidade de East London, sobre os direitos e a organização laboral na indústria do sexo. É uma activista e reconhecida internacionalmente como especialista na matéria. Trabalhou quatro anos em linhas eróticas e como dançarina de “strip-tease”. Fundou, e é hoje presidente honorária, do sindicato britânico internacional “Union of Sex Workers”. No ano de 2006, regressou a Portugal e editou o livro “Trabalhadores do Sexo, Uni-vos”, tendo por base a sua tese.
O que a levou a Trabalhar na industria do sexo? Ana Lopes - O interesse nasce com a antropologia. O antropólogo tem curiosidade em conhecer o que as pessoas fazem ou deixam de fazer no seu quotidiano. A indústria do sexo é vasta, é omnipresente, diariamente somos confrontados com ela. Eu tinha curiosidade de conhecer esse mundo. Um dia apercebi-me que existia, ainda existe, abuso dos direitos dos trabalhadores do sexo, que os torna vulneráveis. Os telejornais reproduzem frequentemente a violência, abusos e mortes não explicadas. As pessoas têm interesse sobre o tema, mas desconhecem a realidade.

Madonna abre seu diário sexual com Guy Ritchie para revista

O passado sexual de Madonna é velho conhecido dos admiradores e daqueles que sempre torceram o nariz para a cantora. Entretanto, em sua mais recente entrevista, a rainha do pop abriu sua vida sexual ao lado do marido, Guy Ritchie . Ela conta à revista “Elle” inglesa de maio o que nunca falou antes. À publicação, Madonna revelou que suas “relações sexuais com Guy Ritchie são incríveis”. A declaração foi feita em momento propício, já que rumores de que o casal está em crise estampam tablóides e revistas de fofoca. A cantora contou ainda que mesmo nas noites mais quentes eles não deixam de pensar em trabalho. Ritchie e Madonna dormem com seus telefones Blackberrys embaixo de seus travesseiros de tão viciados em trabalho que são.“Nos deitamos lado a lado com nossos BlackBerrys debaixo do travesseiro. Isso não é falta de romantismo, é ser prático”, afirmou a cantora à revista que já está nas bancas inglesas. “Tenho certeza que muitos casais fazem o mesmo”.O marido certo “Tinha de casar com alguém que fosse tão difícil quanto eu. Guy é uma pessoa difícil. Casei com um desafio, caso contrário, estaria desmotivada”, confessou Madonna, que resumiu as qualidades do marido. “Guy pode ser o que for, menos chato”.Segundo Madonna, Guy Ritchie é exigente quanto à sua feminilidade. “Sempre estive confortável com meu lado masculino. Mas aprendi a ser mais feminina, mas vulnerável e estou confortável com isso”.Beckham e regime Na entrevista, a cantora ainda comenta sobre os casamentos de alguns ingleses: "Posh (Victoria Beckham) e Becks devem ser mais interessantes. Até mesmo Camilla e (o príncipe) Charles"; e sobre seu vício em exercícios físicos: "Sou maníaca por máquinas (de exercícios). Nunca vou diminuir meu ritmo, ficar em casa e engordar".No final deste mês de abril, Madonna lança seu 11º álbum, " Hard Candy ".

Disputa sexual faz homens morrer cedo

  • Em humanos e em muitas outras espécies, o macho envelhece mais rápido e morre antes do que a fêmea. Uma nova pesquisa realizada na Inglaterra sugere que isso acontece em função da intensa competição sexual, informou nesta sexta-feira o site LiveScience.com

Cientistas compararam espécies monogâmicas com espécies poligâmicas, em que cada macho copula com várias fêmeas. Há uma tendência natural de que a competição por fêmeas em espécies monogâmicas seja menor quando comparada às espécies poligâmicas. Depois de investigar cerca de 30 espécies diferentes de vertebrados, os pesquisadores Tim Clutton-Brock e Kavita Isvaran, da Universidade de Cambridge, descobriram que, quanto mais poligâmica é a espécie, mais rápido os machos vão envelhecer, morrendo antes do que as fêmeas.Os pesquisadores explicaram que, como a competição entre machos por sexo é intensa, cada exemplar tem menos tempo para procriar. Dessa forma, não há fortes incentivos de os machos desenvolverem uma longevidade, já que não há descendentes para proteger. Visto que os homens envelhecem mais rápido e morrem antes que as mulheres, essas descobertas sugerem que "no momento em que a fisiologia humana se desenvolveu, talvez durante a Idade da Pedra, a procriação poligâmica fosse normal", justificaram os cientistas.

9 situações, em que você pode conseguir tudo da mulher!

  • Tentando novamente conquistar o sexo, mas sempre escuto dela: “Estou de mau humor? Sabes, você não é o único fracassado. Muitos iniciantes, verdadeiros cavalheiros tiveram este problema também. E assim, aqui estão 9 situações, em que você pode conseguir tudo da mulher!

Depois da briga “Da discussão nasce a verdade”, disse Sócrates. Disse, mas não terminou de falar. Revelamos a você a definição do “sexo pacificador”, ou sexo, que começa quando termina a discussão. Por exemplo, numa polémica esquentada com uma moca, você sente como que o sangue esquenta e o coração se explode do peito. No auge do conflito, você deve aproveitar para fazer a paz. Beije-a forte, tira-lhe a roupa e abrace-a com muita paixão. Mesmo se você excedeu-se no zelo, acalme a sua namorada, enxugue as lágrimas dela e faz sexo com ela.

Casualidade ou “perdeu a cabeça” Qualquer acontecimento de alegria, também pode por a menina numa determinada condição. Por exemplo, ela acaba de tirar uma boa nota no exame, recebeu o aumento do vencimento no trabalho, encontrou o seu brinquedo de infância, ou ela teve outro momento de alegria, “tanta alegria que não cabe em si”. Esteja atento, e não intimide-se – envie a sua energia por esse caminho.

Stress Stress, é também emoção, e da mesma forma aumenta a o desejo sexual dela. Se a sua amiga comporta-se como uma galinha sem cabeça, é sinal que, ela considere a sua proposta sobre o sexo completamente admissível.

Ciúmes Você fica um pouco nervoso com a frieza da sua namorada. Para resolver isto, é só flirtar e paquerar outra moca. Vendo que, você pode ser levado por outra, ela o assegura com desejo e habilidade. Mas na tentativa de fazer ciúmes para a sua namorada, não vai longe, tudo tem seu limite.

Dia “14” As mulheres estão mais aptas para o sexo no memento da ovulação. Assim arrisque neste dia.

Na discoteca Bebida Alcoólica. Uma dose pequena pode despertar emoções positivas nas meninas. Desta forma, a sua chance será maior para seduzir a sua amiga, por exemplo durante a dança romântica que acaba com o beijo. Mas aqui você deve lembrar que tudo tem de ser moderado.

Filme erótico Muitas meninas não gostam de filmes pornográficos, sobretudo violentos e declarados. Todavia, uma cena de amor fogosa pode provocar uma influência positiva na sedução. Eles podem ajudar a sua namorada a sentir a sua energia sexual.

Amor a distância “Obstáculo no amor, somente o fortalece” – disse Shakespeare. A relação na distância e um excelente aspecto para a sua vida sexual. Vocês sempre passam o tempo separados, com saudades um do outro, telefonando algumas vezes para conversarem. Por isso, quando chega o momento do encontro, a vossa paixão e o desejo já estarão cada vez mais forte, do que durante o encontro rotina do dia-a-dia.

Abstinência Quanto mais a mulher viver sem o sexo, mais ela o deseja. Se a tua nova amiga estiver por algum tempo na solidão, significa que ela estava a procura de um namorado correspondente, e ele era você. Como você vê, as mulheres querem sexo com mais frequência, então deite fora todas as dúvidas e seja mais ousado.

Fazer sexo em publico na praia

Se pretende praticar jogo de amor na praia de mar, tome muito cuidado, diz a edição “Turist.ru”. Não se trata da precaução , antes de mais verifica se os seus actos não serão escandalosos e não estarão a infringir a lei. Por exemplo na Grécia fazer amor na praia tem uma pena de 2 ou 3 anos de prisão . Alguns paises do Oriente Médio tem uma condenação mais rigida, os amantes da praia podem ser a pedrados, e o tribunal pode impor uma multa e depois deportar . Na semana passada, de acordo com o “FactNews”, numa das praias do Milão, perto do aeroporto internacional, um ucraniano de 32 anos e a conterrânea dele de 47 anos, encontrando-se em estado de embriaguez, decidiram praticar o sexo na praia em publico. Eles foram presos e acusados de não obedecerem as ordens dos policias e por estarem embriagados. Estão a espera de serem julgados pelo tribunal em Milão nesta segunda-feira. Mas, se por acaso, resolver fazer sexo na praia lembre que na areia alem de você existe uma variedade de animais. Aconselhamos de não esquecerem duma toalha ou duma cama, e seria até melhor fazer isso em pé.

Todas as mulheres têm o ponto G

No estudo, publicado na revista New Scientist os cientistas italianos afirmam ter realizado, pela primeira vez, ultra-sonografias que comprovam a existência do ponto G - uma área que, quando estimulada, pode proporcionar às mulheres orgasmos intensos. O ginecologista Emmanuele Jannini o ponto G se localiza entre a vagina e a uretra, mas até agora havia poucas evidências sobre a existência do ponto . Os exames inéditos revelaram claras diferenças anatômicas entre mulheres que disseram ter atingido orgasmo vaginal e outras que não vivenciaram a experiência. Este tipo de orgasmo é atingido pelo estímulo da parede vaginal, sem a fricção simultânea do clitóris.
Nos testes, os especialistas realizaram um ultra-som para visualizar a uretra e a vagina de nove mulheres que tiveram orgasmos vaginais envolvendo o ponto G e de outras 11 que nunca sentiram o ápice do prazer sexual nesta região. Os exames das mulheres do primeiro grupo acusaram um claro espessamento do tecido uretrovaginal, que seria associado ao orgasmo vaginal. Para Jannini, a descoberta "significa que mulheres sem qualquer sinal visível do espessamento desta área (que se convencionou chamar de ponto G) não são capazes de ter orgasmo vaginal". "Pela primeira vez, é possível determinar por um método simples e barato se uma mulher tem o ponto G ou não", diz Jannini. O médico já havia encontrado pontos relacionados ao aumento da função sexual na área entre a vagina e a uretra. Esses locais liberariam a PDES, uma enzima que, nos homens, processa óxido nítrico e possibilita a ereção. No entanto, a equipe não havia conseguido ligar a presença desses pontos ao orgasmo vaginal. O estudo gerou controvérsias. Alguns especialistas desafiam a teoria de que mulheres que não atingiram orgasmo vaginal não têm o ponto G. "O estudo é intrigante, mas não significa necessariamente que mulheres que não têm orgasmo não têm o ponto G", diz Beverly Whipple, da Universidade de Rutger, de Nova Jersey - que, junto com uma equipe de médicos, cunhou o termo ponto G em 1981. Estudos conduzidos pela equipe americana sugerem que todas as mulheres descrevem alguma espécie de sensibilidade na área onde o ponto G estaria localizado. Whipple diz que o próximo passo é pedir às mulheres que se estimulem sexualmente e repitam os exames, já que a área pode inchar com a pressão física. "Futuros exames poderiam revelar que todas as mulheres têm o ponto G", diz a pesquisadora.

Sexo em público na Rússia é proibido?

No final do Fevereiro um grupo de jovem visitou o Museu estatal Timiryazev de Biologia em Moscou. Em vez de atentamente estudar o mamute e outras exposições eles entraram numa sala do museu, agrupado em pares e começaram a fazer o sexo. Alguns deles nem se quer queriam saber de caução. Os outros gravavam tudo em câmara de foto. As fotos do Museu de Biologia espalharam durante a noite na Internet Russa, enquanto o próprio evento se tornou um tópico quente da discussão em blogs russos. Esse acto vulgar foi feito pelo grupo de arte Voina (Guerra) que tem tal popularidade, devido a realização de actos chocantes ou escandalosos, como por exemplo, a festa de funeral no metrô de Moscou onde eles colocaram uma mesa no trem e começaram a beber e comer, em frente de outros passageiros. Os membros do grupo fizeram sexo no museu não por falta de outro lugar onde ir. Isto foi a forma de expressão artística do grupo.
Alguns participantes desse evento público eram estudantes do Departamento da Filosofia da Universidade estatal de Moscou que, tiveram posteriormente problemas com os seus estudos. Os estudantes violaram a regra da moralidade humana universal. O que mais eles violaram? Por mais incrível que possa parecer, mas é verdade. As leis russas não têm nenhuma cláusula para proibir o sexo em público. O Código Administrativo associa o crime como uma conduta insignificante e desordenada que exprime desrespeito franco à sociedade, acompanhada por palavras obscenas em público, molestamento ofensivo aos cidadãos, bem como destruição de propriedade e dano. Assim, se a conduta desordenada que exprime desrespeito franco à sociedade não é acompanhada por palavras obscenas em público, não causa importunação ofensiva aos cidadãos, bem como destruição de propriedade e dano, ele não é crime. Assim como a maioria dos Russos dizem: “Tem direito aquele que tem mais direitos. Se for um caso exclusivo, há um artigo no Código Penal.” Quanto ao Artigo acima citado 20.1 do Código Administrativo. Na prática “a conduta desordenada que exprime desrespeito franco à sociedade” às vezes é simplesmente chamado um crime insignificante e, é punido com uma multa ou detenção de mais de 15 dias.
Para resumir e concluir, não há nenhuma lei na Rússia que directamente proíbe o sexo ou nudez em lugares públicos. As leis em outros países, interpretam questões de moralidade pública, conduta obnóxia e acções sexuais mais rigorosas e verbosas do que a lei russa. Mas todos os países diferenciam-se na explicação das razões por que o sexo em público deve ser proibido. Por exemplo, há vários anos a Grã-Bretanha aprovou a lei sobre o comportamento sexual que proibisse o sexo em lugares públicos, inclusive nos territórios privados se os peões poderiam ver isto. Mas os Britânicos poderiam fazer sexo no banheiro só com a porta fechada. Na Holanda o sexo em parques públicos foi recentemente permitido. Há que fazê-lo a tarde e longe de crianças. Ninguém deve fazer desordem ou incomodar os outros por perto. Mas Holanda é Holanda. A gente pode fazer muita coisa lá.

Sexo, sexo, sexo...

A cena inicial – uma mulher se masturba assistindo a um pornô – sugere coisas que “Deite Comigo” (Lie With Me,Canadá,2007/Europa) não leva até o fim: erotismo apimentado e aprofundamento psicológico. Baseado no romance de Tamara Faith Benger, o filme do diretor Clement Virgo centra foco no relacionamento de Leila (Lauren Lee Smith) e David (Cris Balfour). Ela é uma baladeira promíscua, que enfrenta a separação dos pais e vê nele a possibilidade de rompimento de um círculo vicioso. Ele faz o tipo certinho que encontra nela um universo infinito de novas descobertas. Os dois se conhecem em uma festa, quando David e sua namorada observam Leila e um homem fazendo sexo atrás da casa, e esta percebe que está sendo observada pelo casal. A atração é logo de cara. Logo, estão se relacionado de maneira fogosa. Para eles, tudo é relacionado ao sexo, e a descoberta da sexualidade um pelo outro. Mas, um turbilhão de sentimentos toma conta dos dois e, eles começam a ter necessidades e desejos que vão alem do lado físico. O filme não é ousado e grotesco como os trabalhos de Larry Clark e Catherine Breillat. Por outro lado, não mergulha na reflexão sobre o sexo como forma de ligação entre dois jovens perdidos.

Laranjinha Poderoso fala de sexo na balada

  • Ele não é um remédio, mas um personagem. Muito fofo, diga-se de passagem. Passagem, aliás, por aquele seu bar predileto. Mesmo na noite de domingo a domingo, ele tem uma função nobilíssima, considerando um assunto que ainda é tabu: motivar homens a buscarem tratamento para disfunção erétil. Isso é um trabalho para o Laranjinha Poderoso!
Produto do laboratório Medley, terceira colocado no ranking brasileiro das indústrias farmacêuticas, ele é o astro da nova etapa de uma bem sucedida campanha criada pela agência Arteria, com veiculação pela New Ad, pioneira em mídia indoor no Brasil. Com frases como "Beba com moderação. Ame com segurança. Conquiste com poder", o Laranjinha tem como missão ir onde o povo, principalmente do sexo masculino, está: nos bares. Fortaleza é a primeira cidade em 2008 a receber o Laranjinha Poderoso, estampando em boards nos banheiros masculino e bolachas de chopp das mais badaladas casas. A ação, que contempla também promotoras, atingirá cerca de 150 mil pessoas. As próximas praças a receber o nosso herói serão Recife e Salvador.Com esta campanha, a NewAd, autora da primeira peça do segmento no mundo a ganhar o famoso Leão em Cannes, em 2006, inova falando sobre saúde de maneira leve e direta.Mais informações em www.laranjapoderoso.com.br

"O sexo não é só uma relação entre o pénis e a vagina"

  • Homens e mulheres, prestem atenção: o desafio do próximo milénio é fazer-vos entender o papel da estimulação da zona do clítoris durante o coito. Isto pode parecer estranho a alguns (e a algumas, que sempre se julgaram menos do que as outras), mas, na maior parte dos casos, a penetração não basta para fazer uma mulher ver estrelas. Palavra de Marta Crawford, sexóloga sem medo de palavras como clítoris, vagina, pénis, fellatio, cunnilingus. Pronuncia-as com à-vontade porque nada do que é humano, desde que praticado entre adultos e consentido, lhe é estranho. Está tudo, com suficiente detalhe e desenhos educativos, em “Viver o Sexo com Prazer, um guia da sexualidade feminina” e resumido nesta entrevista. Para ler e aprender...
Depois de ‘Sexo Sem Tabus’, escreve ‘Viver o Sexo com Prazer, um guia da sexualidade feminina’. Porquê? Era o plano da editora: um livro mais genérico, dirigido aos dois sexos, um dirigido às mulheres, outro aos homens e um aos jovens. Porquê primeiro o da sexualidade feminina? Porque a masculina é um tema mais batido, sempre se viu a sexualidade sob o prisma masculino, as mulheres estavam lá mas tinham o papel secundário do filme. Era suposto acompanharem o homem no prazer que ele deveria ter. Embora isto seja de um tempo muito antigo, o facto é que muitos casais ainda funcionam assim. Sem prazer feminino? Os casais têm relações, com regularidade ou não, e muitas mulheres não têm prazer nas relações sexuais, mas acabam por participar para manter o equilíbrio do casal. O que digo é que é possível ter-se prazer na sexualidade, mas se calhar é preciso trabalhar algumas coisas para não ser um frete. A sexualidade masculina é mais simples? Não, o prazer feminino é talvez mais contextual, implica uma série premissas, ao nível da relação com o corpo, questões da vida, da casa, dos afectos, o que não significa que as mulheres só funcionem sexualmente quando estão muito apaixonadas, mas têm de se sentir bem na situação, são menos imediatas. No caso masculino, a estimulação é muito mais rápida. Não são necessários tantos estímulos para que um homem atinja uma certa excitação ou queira iniciar uma relação sexual e chegue até ao fim. Já a mulher reage na maior parte das vezes a uma estimulação directa da zona genital, mas são necessárias outras condições. Porque razão oferecer um vibrador a uma mulher pode considerar-se uma ofensa?_ Os brinquedos sexuais parecem uma coisa para as mulheres pervertidas, que não têm parceiros ou não ficam satisfeitas com eles. No mercado existem objectos que permitem à mulher obter níveis de prazer mais elevados, nomeadamente quando, nas relações sexuais com os seus parceiros, não há uma estimulação clitoriana. O coito não basta? Estou numa espécie de campanha para tornar claro que o que não é frequente é as mulheres atingirem o orgasmo só através do coito. O_orgasmo vaginal é um mito. Mas as mulheres sentem-se anormais se isso não acontece. O propósito é o orgasmo vaginal, através do coito. Freud falou nisso: as mulheres que atingiam o orgasmo através da estimulação clitoriana seriam imaturas. Enganou-se. Mesmo porque o fundo da vagina não tem grande sensibilidade, a maior parte desta está na zona anterior, nos primeiros centímetros da entrada e na zona clitoriana. O clítoris tem mais sensores nervosos, mais até do que o pénis, e tem apenas essa função: na maior parte das mulheres, é a zona que lhes dá maior prazer, mesmo que a estimulação não seja lá em cima mas ao lado. O_que pode acontecer quando não há estimulação clitoriana? Saturação e querer despachar o assunto. É o que acontece quando se entende que aquilo que é uma coisa óbvia – estimular durante o coito – não faz parte. Ou então que a mulher é uma coitada pois não consegue atingir o orgasmo de outra forma. Não é verdade, a mulher não é uma coitada porque precisa de estimulação nessa zona. Há mulheres que sentem muito prazer com a penetração. Claro. O que digo é que com a maior parte, 90 por cento, isso não acontece. O sexo não é só uma relação pénis/vagina. Isso é do tempo em que a sexualidade tinha a ver com a procriação. Elas queixam-se nas consultas? Há muitas que dizem sentir-se incompletas, pensam que talvez fosse diferente com outra pessoa. Pode ser um problema ao nível do casal, alguns funcionam sexualmente melhor do que outros, mas também tem a ver com comunicação e habilidade do parceiro. O que dá prazer ao homem pode não ser o que dá maior prazer à mulher. Não há aqui há um desencontro fundamental? A sexualidade tem sido vista à luz do prazer masculino – por isso se considera que o coito é a forma eleita de dar prazer aos dois. Mas, se continua a insistir-se na mesma fórmula, a mulher nunca sentirá prazer. Porque a obsessão em atingir esse orgasmo é tal que se despreza a estimulação de outros sítios. Então é que mulher perde a competência para chegar lá. Os preliminares não ajudam? Muitos casais dizem ‘nós fazemos um período de preliminares e depois passamos ao coito, ao sexo’, ou seja, a mulher já está excitada e esse grau de excitação devia continuar até conseguir atingir o orgasmo. Muitas vezes isso não acontece. Porquê? As mulheres passam por muitos altos e baixos na sua capacidade de excitação, lubrificam mais num certo período, depois deixam de lubrificar e é preciso voltar de novo a um tipo de estimulação mais particular, mais fininho ou mais intenso. É um jogo para o qual é preciso ter disponibilidade. Também é_importante que a mulher perceba como é que o corpo vai respondendo à estimulação, seja genuína e diga aquilo que quer. Muitas mulheres não têm muito prazer mas já estão saturadas e só querem é que a relação termine, que o parceiro ejacule. O clítoris pode ser o tal sininho ao som do qual se diz a missa? Há mulheres que detestam ser tocadas directamente no clítoris mas o que é certo é que indirectamente sentem prazer. O clítoris é a única parte do corpo da mulher sem outra função além de dar-lhe prazer. Há que conjugar as diversas formas de obter prazer no jogo amoroso. Não há uma eleita. Não sei se o clítoris é o sininho ou o tal botão mágico mas facilita. O tamanho do pénis do parceiro importa? Pensar que um pénis grande é garantia de muito prazer feminino é um mito. De facto, se homem não for habilidoso e atencioso às necessidades da parceira, de nada lhe vale um pénis grande. Pode impressionar a mulher e levá-la a fantasiar – também pode ser assustador...– mas terá pouco interesse se o homem não souber usá-lo. O ponto G existe mesmo? Supostamente, o ponto G, uma espécie de anel esponjoso de tecido eréctil, fica a três ou quatro centímetros da entrada anterior da vagina, por baixo do osso púbico, junto à zona da uretra. Há mulheres que referem ter muito prazer com a estimulação desta zona. É assim tão importante? Sou um bocado céptica em relação a tudo o que é vendido nas revistas cor-de-rosa como o novo santo Graal, primeiro o clítoris, depois os multiorgasmos... no fundo obstáculos que fazem a mulher sentir-se sempre abaixo do exequível. Agora cria-se outro patamar em que a mulher para ter um prazer extraordinário tem de ter um Ponto G e anda tudo à procura dele. O pénis não toca no Ponto G, mas o Ponto G quer ser estimulado ou através da masturbação ou de um vibrador especial. Andar à procura até pode ser engraçado, mas não faz sentido centrarmo-nos no ponto G só porque alguém vendeu o ‘produto’, nem julgar que as mulheres que não o têm são piores do que as outras. As revistas cor-de-rosa também falam muito de sexo anal. Antes não se falava de sexo anal, mas sempre se praticou. Quando as mulheres estavam menstruadas ou grávidas optavam pelo sexo anal. Também as que não queriam perder a virgindade o faziam, o que tem o seu lado cómico... mais uma vez, o sexo lícito é o sexo vaginal. Há a ideia de que o ânus tem a ver com sujidade ou com a homossexualidade. Falar abertamente de sexo anal faz com que as pessoas não tenham medo de pensar sobre isso e até se disponham a experimentar de uma forma que não crie prejuízo. Como as pessoas não me vêem exactamente como alguém pervertido, suponho que pensem ‘se ela fala é porque há outra perspectiva’. O sexo anal não é mais uma fantasia masculina? Penso que as mulheres que fazem sexo anal gostam, mas é importante que cada casal o faça de uma forma satisfatória para os dois e não só para o homem. Esse é o truque em relação a seja o que for. Há mulheres que não gostam de fazer fellatio, só que os homens gostam muito e elas não estão ali para tirar-lhes o prazer. Mas elas também gostam de cunnilingus. Tem de fazer-se o contraponto. Há casais que fazem tudo, há casais que só gostam de fazer uma coisa e não outra. Tudo bem, é a maneira de funcionar daquele casal, não tem de existir um menu e fazer-se o “check list”. Ou seja, cada um sabe de si? É mais: na sexualidade cada coisa vale por si, um beijo, um abraço, não é preciso ir até ao fim. Só que as pessoas estão preocupadas em atingir o orgasmo, que dura mais ou menos dez segundos – é contar até dez e já passou – que não usufruem do resto, das massagens, dos beijos. O orgasmo é bom, mas só pelos dez segundos mais vale comer um gelado. [risos.] Em ‘Viver o Sexo Com Prazer’, refere-se a uma paciente que sentiu o primeiro orgasmo aos 36 anos através da masturbação. Era uma mulher que nunca tinha masturbado. Tinha dificuldades na relação sexual com o parceiro, não experimentava prazer mas dor. Tudo era no sentido negativo. O que aconteceu? No início, a terapia é muito orientada para a sensualidade, mais genérica. Programam-se sete sessões de 15 em 15 dias. Ela levou algum tempo até que acontecesse. Sentia-se ridícula a masturbar-se. Mas acabou por criar um ambiente especial na sala, estava sozinha, os filhos dormiam. Quando aconteceu ela não sabia o que era aquilo. Não disse ao marido. Ele só soube durante a terapia. Depois ela começou a sentir umas coisinhas. Ela, que não sentia absolutamente nada, começou a sentir uma certa excitação. Nunca tinha usado lubrificantes, começou a usá-los. Para uma mulher que não lubrifica a relação coital é do pior que pode haver, a fricção é dolorosa. E quanto ao sexo oral? Há homens que pensam que o cunnilingus é só lamber... Pois... se calhar também há homens incompetentes. Isto não é contra eles. É dizer-lhes ‘abanem-se lá’. Eles passam a vida a dizer que as mulheres não querem ter relações sexuais, mas se calhar é porque eles são incompetentes, não porque elas são frígidas, termo que já nem sequer existe. Temos de elaborar um bocadinho mais. Pensar ‘o que é que se está a passar?’. E o que é que se está a passar? Se eles souberem ouvir e ver elas tornam-se mais disponíveis. O que acontece é as mulheres dizerem ‘ele só quer é aquilo’. Se ela sabe que ele só quer aquilo, então ele fica sem nada. São as pequenas atenções que fazem com que uma pessoa tenha mais desejo. Tudo o que já está completamente estipulado e que não surpreende acaba por cansar. Há homens que parecem não gostar muito de estimular oralmente as mulheres... E há a atitude francamente machista de sentido oposto que é as mulheres acharem, em relação ao fellatio: ‘é uma coisa que eles gostam e eu faço porque eles gostam; não me importo’, mas em relação ao cunnilingus pensam: ‘mete-me nojo ou acho que ele não vai gostar – dizem que tem um cheiro qualquer a peixe –, o melhor é não fazer.’ Ora, há mulheres que têm grande prazer nisso porque é uma estimulação muito directa, que vai directamente aos sítios, estimula a zona clitoriana, as virilhas... Quando há conjugação da estimulação oral e digital, as mulheres têm muito prazer. Naturalmente, não é uma lambidela de alto a baixo durante um minuto. Deve haver da parte da mulher um incentivo a que o parceiro, ou parceira, continue. Há uma quase genérica resistência à utilização do preservativo no sexo oral. É uma ideia corrente e errada a de que não se apanham doenças no sexo oral e é difícil passar a ideia de que tem de se usar o preservativo. Há muitos jovens, e não só, que ainda pensam “como ele (ou ela) é bonito, não tem doenças”. Depois da menopausa, as mulheres também pensam que ficam imunes, associam não engravidar a não apanhar doenças. Mas há uma série de doenças que são transmitidas através do sexo oral, portanto tem de se utilizar o preservativo. Obviamente que, numa relação de confiança e alguma regularidade entre um casal que se entenda como estável, não é preciso usar, embora o sexo oral seja mais frequente em relações ocasionais, como primeira forma de abordagem. É preciso usar o preservativo. Torna tudo mais higiénico e até evita alguns constrangimentos, relacionados com lubrificação excessiva, sabores que se consideram desagradáveis ou a ejaculação na boca da parceira quando ela não gosta. É ridículo não usar preservativo. Mas é complicado, nomeadamente no caso do cunnilingus. Sim, pode ser complicado, se pensarmos que podíamos estar a fazer outra coisa qualquer. Mas uma toalhinha de látex, um bocado de papel aderente, uma luva cortada ou o preservativo cortado permite que se faça à vontade pois não há transmissão de doenças e isso torna-nos mais livres. Qual é o mal? Até é divertido. O que diz às mulheres que fingem ter prazer quando não têm? São elas que perdem porque o parceiro, normalmente, tem. Da parte feminina, o fingimento faz com que eles repitam exactamente o mesmo procedimento e não aprendam. Há a ideia de que eles ficam chateados se lhes disserem. Outras receiam que se transforme numa obsessão, que se disserem ‘não consigo atingir o orgasmo’ eles ficam ali a insistir e é uma pressão para a mulher aquela ideia de que tem de ter um orgasmo em cada relação. Há mulheres frígidas ou homens incompetentes? Há mulheres e homens que são pouco habilidosos. Também não vou dizer que todas as mulheres estão completamente disponíveis para dar prazer aos homens. Mas há uma premissa de que ‘sexo é coito’. ‘Prazer só no coito.’ ‘O coito é suficiente para a mulher atingir o orgasmo.’ Os homens correspondem a estes parâmetros porque é mais fácil, eventualmente gostam mais que haja uma relação coital e também não dá muito trabalho. Mas é preciso dar aqui uma grande volta e encontrar novas formas de dar prazer um ao outro. Dizia-se que as mulheres eram frígidas. Talvez fossem mal estimuladas. Uma mulher satisfeita vai decerto procurar ter relações sexuais mais frequentemente. Terceira idade significa necessariamente o fim do sexo? A sexualidade na terceira idade sempre foi vista como uma coisa pouco própria. Ninguém imagina os avós ou os bisavós na cama. Mas não tem de ser pouco própria. E não é. Não é porque se tem mais quilos ou celulite que o sexo não pode acontecer. O sexo não tem prazo de validade desde que o casal tenha vontade e disponibilidade para continuar a explorar o próprio corpo. Há alterações físicas e fisiológicas que, de alguma forma, podem comprometer a sexualidade tradicional, a tal coital, e então ‘se não há penetração, acabou-se a minha vida sexual.’ Porquê? Não há outras maneiras de obter prazer? Há. Mas, se na minha cabeça a única forma de sexo é aquela, tudo o resto fica aquém e é desnecessário. Voltamos à história dos dez segundos de orgasmo. O que é então o sexo? É muito mais do que uma relação pénis/vagina. É comunicação, conseguir uma liberdade na relação de forma a dar e receber, é ter espaço para a ternura, para a sensualidade. Repare que a definição da OMS nem sequer refere a relação coital, o que é interessante. Mas esta troca entre as pessoas é essencial para o bem estar dos seres humanos. Diz-se que somos cada vez mais sociedades sem Deus. Não temos ainda vergonha do olhar Dele? É uma vergonha que nos chega através da educação. Mesmo se não há tantos católicos praticantes, mesmo que não pratiquemos, sentimo-nos todos católicos ou, pelo menos na nossa infância e juventude, herdámos essa forma de pensar católica. Eu tive uma instrução católica bastante intensa e penso que caridade, dar e receber são princípios básicos do catolicismo. Não se pode repudiar a homossexualidade, por exemplo. Não se pode dizer que é uma coisa do demo. As pessoas não escolhem ser homossexuais. Ninguém tem nada a ver com isso, desde que sejam dois adultos e os dois queiram. Como é que, com essa educação católica intensa, acaba por escolher o caminho da Sexologia? O meu percurso foi muito normal. Fiz o curso não perspectiva de ser psicóloga, trabalhei primeiro como actriz. Só nos últimos anos me apaixonei pelo curso de Psicologia. Porque a parte prática era mais ou menos como estar num palco. No último ano tínhamos de fazer o estágio académico e surgiu a hipótese de fazê-lo, no Hospital Júlio de Matos, na área da Sexologia. Fui influenciada por um colega que agora também é sexólogo. Fui e já não saí. Primeiro comecei a assistir, depois a ter os meus próprios casos. A minha tese final foi sobre trasnsexualidade, uma realidade muito difícil. Desde que fez o programa ‘AB..Sexo’ na TV, costuma ser abordada na rua? O tipo de abordagem é para confirmar se sou a Marta Crawford – quando não e maquilho sou uma rapariga discreta e ando sempre de óculos escuros – ou esclarecer alguma dúvida. Bocas foleiras nunca ouvi. Uma vez, um senhor seguiu-me até ao interior de uma loja para expor o seu problema. Tentei fazer-lhe ver que aquele não era o sítio indicado, mas ele continuou, ainda por cima em voz muito alta, porque era surdo.

Chocolate ou Sexo ?

  • Esta foi uma das perguntas de uma pesquisa feita por uma revista semanal, entre os seus leitores. Os mais experientes, esperavam a resposta óbvia, mas, para seus espantos, a resposta que venceu foi o chocolate. Foi então realizada outra entrevista, pedindo para que fossem enumerados os principais motivos. Confira as respostas:

1. O chocolate satisfaz mesmo quando amolece.2. Você pode comer chocolate no carro sem ser interrompido pela policia.3. Você pode comer chocolate na frente da sua mãe.4. Se você morder com força, o chocolate não grita e não reclama.5. Duas pessoas do mesmo sexo podem comer chocolate juntas sem serem chamadas por nomes feios.6. Chocolate não reclama que você o comeu muito rápido.7. Você pode pedir chocolate a alguém sem levar um tapa na cara.8. Chocolate não deixa pelos na sua boca.9. Você não precisa mentir para o chocolate.10. O chocolate não liga se você é virgem ou não.11.Você pode comer chocolate quando está menstruada.12. Você pode comer chocolate em qualquer dia da semana.13. Um bom chocolate é fácil de se encontrar.14. Você nunca é muito jovem ou muito velho para comer chocolate. Basta que seu médico não descubra...15. Quando você come chocolate os vizinhos não ouvem.16. O tamanho do chocolate não importa, apenas o prazer que ele proporciona.17. O chocolate sempre cheira bem.18. Não dói comer chocolate pela primeira vez.19. Você pode levar o chocolate na bolsa.20. Você pode comer chocolate à vontade que nunca vai engravidar.21. Chocolate não transmite Aids ou outra DST.22. Você não precisa usar camisinha pra comer chocolate.23. Se o seu filho lhe vir comendo chocolate, não vai ficar fazendo perguntas constrangedoras.24. Ninguém termina um casamento por falta de chocolate.25. Você não precisa esperar quase uma hora pra comer outro chocolate.26. Depois de comer, não precisa ficar abraçado com a embalagem a noite inteira. UM HISTÓRIA DE AMOR (confirmando o que se disse sobre o chocolate):Uma loura gostosíssima ia-se jogar ao mar no porto de Santos, quando apareceu um marinheiro:- Moça, não faça isso!!!- Vou jogar-me na água! Minha vida é uma droga!- Por que você não vem comigo e pensa melhor? Meu navio está indo para a Europa, e lá, você pensa melhor e decide... Que tal?A loira achou boa proposta, mas disse que não tinha dinheiro para a passagem. O marinheiro respondeu:- Não tem problema. Você vem clandestinamente. Vou escondê-la nesse bote e tenho a certeza de que ninguém virá importuná-la...- Durante duas semanas, ele a visitava todas as noites, levava-lhe comida e bebida, e, depois, fazia amor com ela.- Mas um dia, o Capitão fez uma inspeção nos botes e encontrou a loura. E ela, sem saída, contou-lhe a verdade.- Olha, eu estou aqui, porque um marinheiro me escondeu. E estou indo para a Europa... Todas as noites ele me traz comida, e, em agradecimento, eu transo com ele... Ainda falta muito para chegarmos à Europa?

A correlação entre o espanador e o sexo

Não há como cruzar estudos para chegar a conclusões divertidas. Chegar a conclusões divertidas é meio caminho andado para sermos capazes de ver as situações sem fanatismos, aplicando-lhes uma dose equilibrada de emoção, bom senso e cinismo. Além do mais, como toda a gente sabe, quando rimos libertamos hormonas que melhoram o nosso humor, por isso não há mesmo assunto nenhum que não mereça uma boa gargalhada. Há dias foi divulgado um estudo que garantia que os homens que ajudam em casa têm «direito» a mais sexo do que aqueles que se sentam no sofá com pantufas, ou aparecem em casa, tarde e a más horas, sempre depois das crianças estarem na cama, evidentemente. A correlação parece lógica, e bastava terem feito a pergunta a uma única mulher para obterem a mesma resposta. Simplesmente, se pegarmos no estudo Global Health Survey, da revista Men's Health, levada a cabo em 20 países, somos informados de que os portugueses são aqueles que praticam sexo com mais frequência. Ora, se há ainda um outro trabalho sério que indica que os machos latinos continuam a ser dos que se empenham em menos tarefas domésticas, e daqueles que menos se ocupam dos filhos, temos que tirar três ilações imediatas: ou os nossos conterrâneos são uns fanfarrões e mentem quanto à frequência, ou as mulheres portuguesas não são ainda capazes de dizer que não, mesmo que andem exaustas e injustiçadas, ou ainda, os rapazes descobriram a pólvora e não mexem uma palha, até porque estão em parte incerta, a contribuir para a estatística de garanhões. O estudo da Global Health, de facto, diz também que os portugueses se situam em 4.º lugar no número de parceiras por ano e naqueles que têm mais experiências extraconjugais. Ficam, porém, apenas em 19.º quando lhes perguntam qual o seu grau de satisfação com a sua vida sexual. Se realmente assim é, dá impressão de que ganhariam mais se em lugar de traidores e infelizes, pegassem mas é no espanador e tratassem de pôr a brilhar o lar, doce lar.

Fóssil mostra 'primeiro animal a fazer sexo'

  • Uma espécie de minhoca de 30 cm de comprimento, que vivia no fundo do mar, pode ter sido o primeiro ser vivo a praticar sexo, há pelo menos 565 milhões de anos, segundo descoberta da paleontóloga Mary Droser, da Universidade da Califórnia Riverside.
A paleontóloga e sua equipe argumentam que o ecossistema da Terra já era complexo muito antes do que se pensava, ainda na Era Neoproterozóica, quando começaram a aparecer os primeiros organismos multicelulares. Até hoje acreditava-se que os primeiros organismos multicelulares eram simples, e que as estratégias atuais usadas pelos animais para sobreviver, se reproduzir e crescer em números só teriam aparecido bem depois, por causa de uma série de fatores, que incluiriam pressões evolucionárias e ecológicas, impostas por predadores e pela competição por alimentos e outros recursos. Mas a paleontóloga encontrou fósseis da Funisia dorothea no deserto do sul da Austrália, que demonstram que o organismo tubular tinha vários meios de crescer e se reproduzir - similares às estratégias usadas pela maioria dos organismos invertebrados para propagação atualmente. Há 540 milhões de anos... A Funisia dorothea crescia em abundância, cobrindo o solo do oceano, durante a Era Neoproterozóica, um período de 100 milhões de anos que se encerrou há cerca de 540 milhões de anos, quando não havia predadores. "O modo como a Funisia aparece nos fósseis mostra claramente que os ecossistemas eram complexos desde muito cedo na história dos animais na Terra - isso é, antes de os organismos desenvolverem esqueletos e antes do surgimento da predação ampla", disse Mary Droser, que descobriu os organismos pela primeira vez em 2005. "Geralmente, os indivíduos de um organismo crescem próximos uns aos outros, em parte, para garantir o sucesso reprodutivo", afirmou a paleontóloga. "Na Funisia, nós estamos muito provavelmente vendo reprodução sexual num antigo ecossistema - possivelmente a primeira ocorrência de reprodução sexual entre animais em nosso planeta." Os fósseis mostram grupos de indivíduos da espécie com aproximadamente a mesma idade, o que sugere uma "ninhada", o que, normalmente, seria fruto de reprodução sexual, afirma a cientista. "Entre os organismos vivos, a produção de ninhadas quase sempre é fruto de uma reprodução sexuada, e muito raramente de reprodução assexuada", disse Droser. Além das ninhadas, o organismo se reproduzia por "brotos", gerando novos indivíduos a partir de pedaços, e cresciam adicionando pedaços às suas pontas. Segundo a paleontóloga Rachel Wood, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, a descoberta mostra que estratégias de desenvolvimento fundamentais já haviam sido estabelecidas nas primeiras comunidades animais conhecidas, há cerca de 570 milhões de anos. "O fato de que a Funisia mostra o crescimento em grupos de indivíduos próximos uns aos outros no solo do mar nos permite inferir que esse organismo também se reproduzia sexualmente, produzindo ninhadas limitadas de larvas", disse a paleontóloga, que não está envolvida no estudo. "Este é o modo como muitos animais primitivos, como esponjas e corais, se reproduzem e crescem hoje em dia. Então, apesar de não conhecermos as afinidades de muitos desses animais mais antigos, nós sabemos que suas comunidades foram estruturadas de modos muito similares aos que existem ainda hoje. " O estudo de Mary Droser foi publicado na edição desta sexta-feira 21 de Março de 2008, da revista científica Science.