ATRIZ BRUNA FERRAZ DÁ DICAS DE SEXO

Aos 26 anos, Bruna Ferraz - que iniciou sua carreira no extinto Teste de Fidelidade - não resistiu ao terceiro convite para protagonizar um filme pornográfico. "Sou atriz pornô há apenas dois meses. Já havia sido convidada para participar de filmes, mas agora não consegui recusar por causa do cachê que foi bem alto", contou. Entretanto, a morena não teve de fazer grandes esforços para atuar. "Gosto de fazer sexo até demais", explica. Não é à toa que suas cenas com Júlia Paes, a ex-namorada de Thammy, no longa-metragem A garota da web sex ficaram picantes e pra lá de excitantes. "Consegui ter prazer nas gravações, porque tenho manha com as câmeras", diz. O sexo homossexual não é problema para ela, aliás, é umas das opções praticadas por Bruna. "Adoro beijar a três. Já transei com um homem e uma mulher, mas gosto mesmo de ver meu parceiro fazendo sexo com outra", afirma. Para deixar uma mulher com tesão durante a transa, a atriz aconselha a tratá-la com muito carinho, fazer carícias bem devagarinho e dar beijos aqui e ali. "Com meu jeitinho já dei prazer a mulheres que diziam não gostar de sexo lésbico", diz. O sexo oral, segundo Bruna, fica ainda mais gostoso quando há brincadeiras com leite condensado e mel. E para enlouquecer um homem na cama, a dica da morena é comandar sem deixar de ser manhosa. "Os homens ficam loucos de tesão quando eu gemo fazendo caras e bocas". Mas, o anal é a prática de sua preferência. "Sinto tanto prazer quando eu sinto o pênis lá dentro", afirma. Bruna diz que o segredo para um anal delicioso é caprichar nas preliminares, porque o tesão vem à tona. "As melhores posições são ficar de quatro ou de lado. Usar gel facilita, porque quando você se dá conta já rolou". A atriz ainda conta como levá-la ao êxtase. "Gosto de comandar, mostrar ao outro o que quero. Apesar de adorar transar de quatro, prefiro ficar em cima. E o que me deixa excitada é quando o parceiro fala besteiras e me chupa durante o sexo", diz.

SEXO SAUDAVEL TRÁZ FELICIDADE AO CASAL

Médicos e psicólogos já têm recomendado a prática de sexo para beneficiar a saúde, principalmente a mental. Não é para menos. Eles afirmam que, além de ser um delicioso relaxante, aliviando o estresse e recompondo as energias, o sexo ajuda a afastar a depressão e estimula a mente, aumentanto o ânimo e a auto-estima. Isso sem contar os efeitos positivos que traz à beleza do corpo, pois se mostra um excelente exercício físico. A explicação dos especialistas é que o sexo modifica toda a química do corpo, uma vez que provoca a liberação de diversas substâncias. Dentre elas está a famosa endorfina, proteína que atua no cérebro, estimulando mecanismos que controlam o humor, a resistência ao estresse e à dor, além de ser responsável pelas sensações de prazer e bem-estar. O sexo é, ainda, uma ótima opção para aliviar as tensões e descarregar as energias, aumentando o metabolismo do corpo, trazendo disposição durante o dia todo. O médicos também enfatizam os efeitos da prática sexual na prevenção com relação à algumas doenças. Eles explicam que quem costuma reprimir o desejo tem um risco maior de sofrer com doenças psicossomáticas como úlceras, infartos, asma brônquica e estresse. A não ser que seja uma opção deliberativa, em que a pessoa naturalmente canalizará a energia sexual para outras atividades.Quanto à beleza, não há dúvidas. Com a contínua contração dos músculos, como os do abdômen, bubum e pernas, a musculatura se fortalece e, portanto, o corpo fica muito mais bonito. A prática também ajuda a queimar em torno de três a dez calorias por minuto, em uma média de 100 calorias por relação, segundo os conhecedores do assunto. Outra vantagem, para a alegria das mulheres, é o combate às celulites, pois a circulação sangüínea é estimulada. Se você pensa que os efeitos param por aí, engana-se. Os benefícios também se estendem às mamães grávidas e aos seus respectivos bebês. Assim afirma o ginecologista e obstreta José Bento, do Hospital Albert Einsten, em São Paulo, num DVD sobre gestação, recentemente lançado. Nele, o médico explica que o feto sente os efeitos positivos, no momento da prática do sexo. Isso porque as endorfinas liberadas passam para o bebê através do cordão umbilical, produzindo sensações prazerosas para o pequenino. Segundo José Bento, o ato promove, ainda, a vascularização na região pélvica da mãe, liberando mais sangue para o bebê, fazendo-o sentir-se muito bem. As contra-indicações vão apenas em casos de sangramentos e placenta baixa.

NUDISMO NAS NUVENS

Todos os passageiros viajarão nus, mas não poderão tirar roupa antes de entrar no avião. A agência de turismo alemã OssiUrlaub começou a organizar um tipo especial de voo, no qual os passageiros ficam sem roupas dentro do avião. Segundo noticia, os nudistas poderão reservar lugares para o dia de 5 de Julho, num voo de Erfurt (centro da Alemanha) até à ilha de Usedom, no Mar Báltico, por 499 euros. Se a experiência resultar, o empresário Enrico Hess, responsável pela iniciativa, vai poderá criar voos especiais com outros destinos. Segundo Hess, «na antiga Alemanha Oriental o nudismo era um modo muito apreciado de se passar as melhores semanas do ano». «Agora, queremos criar esta oportunidade por cima das nuvens. Todos os passageiros viajarão nus, mas não poderão tirar a roupa antes de entrar no avião. Por razões de segurança, o piloto e a equipa de bordo vão viajar vestidos», disse Hess.

237 RAZÕES PARA FAZER SEXO

Desejo carnal, aliviar uma enxaqueca ou mesmo a vontade de transmitir uma doença ao parceiro, estão entre as 237 razões para fazer amor citadas num estudo que questiona o estereótipo das diferenças entre homem e mulher relativamente ao sexo. Homens e mulheres partilham afinal das mesmas motivações para ter relações sexuais, segundo uma pesquisa publicada no Archives of Sexual Behavior. Vinte das 25 principais razões apontadas pelos participantes eram iguais para os dois sexos, destacando-se, no primeiro lugar, a atracção física, seguida do desejo de ter prazer e de sentir-se bem. O estudo foi realizado junto de 1.549 estudantes entre os 18 e 22 anos da Universidade do Texas e baseia-se nas respostas a um questionário que detalhava 237 razões que levam as pessoas a fazer amor. Demonstrar afeição A necessidade de «exprimir amor» e «demonstrar afeição» figuram igualmente entre os dez primeiros motivos para ter relações sexuais, tanto por parte dos homens como das mulheres. Esta dimensão sentimental é, no entanto, mais referida pelas mulheres, que posicionam estes motivos nos 4º e 5º lugar da lista, do que pelos os homens (5º e 8º lugar). Estudo: as diferenças entre homens e mulheres «Este estudo desmonta o estereótipo segundo o qual os homens fazem amor por puro desejo carnal, ao contrário das mulheres que são sobretudo motivadas pelos sentimentos», sublinharam os autores da pesquisa, Cindy Meston e David Buss, professores de psicologia da Universidade do Texas. Os investigadores começaram por pedir a 444 homens e mulheres entre os 17 e 52 anos que elaborassem uma lista de razões pelas quais, na sua opinião, as pessoas fazem amor. As 237 seleccionadas foram mais tarde submetidas aos 1.549 estudantes de psicologia que participaram no inquérito. «Descobrimos que as pessoas também fazem amor por razões absolutamente espantosas», salientou Cindy Meston. Sentir-se próximo de Deus... Os participantes indicaram, por exemplo, que tinham relações secxuais por «aborrecimento», para «ter uma promoção», «celebrar uma ocasião especial», «fazer desaparecer uma enxaqueca» ou ainda «sentir-se mais próximo de Deus». A psicóloga mostrou-se surpreendida por esta última razão. «A maior parte dos estudos referem que as pessoas religiosas experimentam muitas vezes problemas com a sua sexualidade», comentou, acrescentando que algumas teorias estabelecem uma ligação estreita entre o sexo e a fé religiosa. Desejo de infectar alguém com uma doença sexualmente transmissível Alguns dos motivos para fazer amor eram também «muito chocantes» como «o desejo de infectar alguém com uma doença sexualmente transmissível», adiantou a psicóloga. Procriar é a 55ª razão O desejo de procriar apareceu apenas na 55ª posição da lista de motivos para ter relações sexuais. As razões do estudo Conhecer melhor os motivos que levam as pessoas a fazer amor deve permitir melhorar a educação sexual, elaborar estratégias mais eficazes para combater a transmissão da SIDA e de outras doenças venéreas e conceber melhores tratamentos psiquiátricos para as que têm problemas sexuais, explicou ainda Cindy Meston.

SEXO NA INTERNET

A lei não só não sorri. Coíbe o incentivo. Mas a internet consegue ser um planeta à parte da jurisdição. Sites que anunciam escorts - mulheres, raparigas, moças, garantidas como serem maiores de 18 anos, todas vistosas, boas, boazonas, abençoadas pela natureza ou pela cirurgia plástica, fêmeas prontas para fazer sexo a troco de ‘massa’ que não é o esparguete, são muito mais do que se imagina. Nessas páginas onde o sexo feminino é uma montra evidente de festa carnal, na maioria das vezes, o panorama não passa de um espectáculo anatómico que evoca um talho de barro. Seios ao léu, bocas e pernas e ventres abertos. Basta clicar, escolher a beldade, o cardápio afrodisíaco e telefonar. É sempre a própria que atende e nunca nenhum funcionário do site. O elo de ligação entre ambos é rudimentar: ela paga para anunciar e ele anuncia. O procedimento dispensa manuais. Quando alguém decide recorrer a este calibre de serviço resta-lhe duas opções: preencher um formulário. Escrever o nome. Contacto. Data de nascimento. Preferência sexual. Se beija mais acima, ou mais baixo, se o beijo é completo ou se morre a meio, se inclui massagens com ou sem água, se usa brinquedos que não brincam. Etc. Basta enviar as informações para um email e em breve receberá resposta. Também há a hipótese de ligar para um telemóvel, já que telefones fixos e moradas são inexistentes. Em quase todos os sites, a escort sujeita-se a uma entrevista que visa uma selecção obrigatória. Criaturas menos bonitas, com peitos a tocar o chão, ficam de fora. MICHELLYNão foi o caso. Michelly calça 37 e é dotada com 38 de busto sem silicone. Tem 23 anos. Mede 1,60 cm e pesa 50 kg. Está disponível sol a sol. É loura e brasileira . É uma escort. Faz préstimos sem restrições. A pagantes. À hora. Atende homens e casais. Em hotéis ou no seu apartamento no coração de Lisboa. Mulher com um cesto cheio de experiência. Moça de palavra. Conforme o combinado, abre a porta de um quinto andar onde recebe os clientes e relata a sua história. O que motivou uma jovem carioca deixar a praia de Ipanema e vir para Portugal abraça o substantivo: “Grana”. Não foram as baladas de Tony Carreira ou a cabana, perto da praia, cantada por José Cid, que impulsionaram a sua decisão. ~Mas o dinheiro. O emprego de telefonista que tinha na cidade maravilhosa, de maravilhoso tinha nada. Uns amigos brasucas residentes em Lisboa sugeriram-lhe que mudasse de vida e de ares. Aceitou o desafio. Em vez de falar ao telefone, fala directamente com os interessados. Deita-se com eles. Não se arrepende. Lembra-se do efeito dos cifrões. Em semanas gordas ganha entre 1500 a 2000 mil euros, e nas forretas aufere menos, mas nunca inferior a duas notas de quinhentos. Mensalmente investe cerca de mil euros para anunciar em sites específicos da área que lhe interessa; sexo em troca de vil metal. “Eu anuncio no Portal Privado, no Apartadox e no Momentos de Prazer, e estou bastante satisfeita com os resultados”. Recebe excelentes retornos. Os espertos telefonam-lhe. Marcam. Vão. Voltam. Vezes sem conta. A internet é mais célere do que jornais e detém o fabuloso detalhe de chegar a milhões de pessoas a um ritmo hilariante. A web, continua a sonhar Michelly, é um céu infinito de potenciais clientes. Os cortinados do quarto são tal e qual a cor de um céu bem-disposto, próximo de um azul-turquesa que recorda Tânger. Um espelho, grande, enorme, alarga a dimensão de um espaço justo. Três telemóveis à cabeceira. No centro, a cama, de propósito, com tamanho royal queen. Os pés de Michelly calçados com sandálias de saltos altíssimos pisam a colcha como se estivessem no calçadão do Leblon. A máquina fotográfica dispara às claras. Não é só a juventude que dispensa o anonimato. É a forma como encara o que considera ser “profissão passageira”, iniciada há um ano e meio. Recebe dúzias de mensagens escritas para continuar activa nos ditos sites. Nem sempre, mas há ocasiões em que surgem promoções. Contudo, neste tipo de comércio, há menos saldos do que regras. “Um mês” é o tempo mínimo para anunciar. O preçário varia, apesar da tabela estar quase ela por ela. Um anúncio simples não excede os 120 euros. Se quiser desfrutar de um destaque, ser a primeira da fila, pagará à parte outro montante. “Não é caro”. Nem é uma hora de suor. Oscila entre 50 a 80 euros, conforme o posicionamento do relevo. No acto do pagamento recebe uma factura/recibo, uma espécie de comprovativo que lembra uma factura de um jantar. O preço das fotografias que estampilham o seu corpo equivale a 80 euros. “Eu não me oponho a isso”. A imagem é o que conta mais. É a gota principal que induzirá o guloso a decidir. Nos sites escolhidos por Michelly para propagar a sua actividade e publicitar os contornos do seu físico está fora de questão que seja um amigo a tirar as fotos ou que ela as traga de álbuns de casa. A sessão fotográfica centra-se nas mãos dos responsáveis dos sites. Ela pousa e paga. Os fotógrafos cumprem o dever e os webmasters tornam-se proprietários das fotografias. “Nos Momentos de Prazer eles dão-me uma cópia num CD, nos outros não”. A jovem acha normal. Não quer saber que outras voltas poderão dar esses retratos. Nem se rala que uma cópia é uma mera reprodução e que jamais será comparada aos originais. Além do mais, e isso é o que conta, Michelly fez uma jura. Em Dezembro vai largar este estilo de vida. O marido, um português ciumento, não gosta que toquem na sua “Maria”. Mas lá se aguenta. É ele que vigia se algum homem mais abestalhado vem com outras pretensões. Roubar. Matar. Tratar mal. “O nosso apartamento é bem aqui de frente...”. O macho de sentinela, quiçá, três quinze dias seguidos, representa uma coitada segura profilaxia para antever fregueses tarados. “Mas tudo isto acabará em breve”. Michelly não esquece o bilhete de avião, ainda por comprar, que no final do ano levará o casal ao Brasil. Não ficarão na rua. Michelly já comprou casa. Duas. FÁTIMACompletou vinte e oito anos na quadra dos santos populares. Não é casada, nunca teve filhos, vive com a mãe. Fátima não se chama Fátima. Não mora na zona da Avenida dos Aliados, mas é nessas imediações que alugou um T1 para receber clientes. Não quis revelar o seu nome verdadeiro, muito menos que lhe divulgássemos uma vírgula do rosto. “A nossa sociedade não entenderia”. Que uma secretária de uma multinacional tivesse uma actividade completamente diferente da oficial. “O dinheiro é importante, mas não é só esse factor que me estimula”. Sexo com desconhecidos abrasa a ardência. A clandestinidade inflama prazer. A existência dupla afasta o tédio. E ainda por cima, é verdade, e ninguém esquece, a conta bancária sobe aos Alpes. É um casamento perfeito, com a agravante, estupenda, de não ter que costurar meias a marido nenhum. “Estou em dois sites, mas não digo quais são”. O máximo que adianta é que os considera os melhores porque são aqueles que mais proveito lhe têm dado. “Recebo muitos telefonemas”. Quem desembolsa são os ávidos. Ela lida com outras preocupações. A renda do apartamento e os mil e duzentos e cinquenta euros em anúncios na net. “Sei que é muito, mas não há outra solução”. Para se alcançar uma frutífera carteira de candidatos a amantes fixos ou fugazes é imprescindível investir. E o investimento corresponde a duas publicidades diárias. Se assim não fosse o Nokia não se fartava de tocar. Médicos, construtores civis, engenheiros, empresários, estudantes endinheirados discam os seus nove algarismos. Assentam encontros. Taxados à hora. Com limitações de horário: “Só trabalho a partir das seis da tarde e até às três da manhã, excepto fins-de-semana e feriados”. Sábados, domingos e dias santos está livre até que os ponteiros dêem a volta inteira ao relógio.No sentido oposto ao norte, bem na Margem Sul, Paulo e Jorge, não são ingleses, mas primam pela pontualidade. www.acompanhanteslux.com foi a chave que dois amigos de longa data, jovens que ainda estão longe dos trinta anos, descobriram, após um valente chumbo à maldita matemática, para fortalecer as finanças. Laborioso? Construir um site? Esqueçam. É fácil, sobretudo se estamos diante de peritos em informática e publicidade. Depois, para se montar uma empresa não é preciso muita mobília. Dois PC portáteis. Um par de cadeiras. Um carro. E conhecimentos. Pois. Uma acompanhante, se contente, puxa outra. “Não ficámos ricos”. Nem retrocederam a pobres. Vinte escorts escolheram este site para difundirem os seus dotes. “O custo por mês, que é o mínimo para anunciar, ronda os 90 euros. Com um destaque o total fica em 150 euros”. Factura? Recibo? É câmbio directo. As raparigas pagam e eles divulgam. Nada na manga. Sobre a questão das fotografias encontraram duas formas para a resolver: “São tiradas pelos nossos fotógrafos no nosso estúdio, e custam 90 euros, ou se as anunciantes preferirem podem trazer fotos, mas neste caso nós certificamo-nos que a fotografia corresponde à anunciante”. Em ambas as situações há uma condição sine qua non; as fotos não são muito explícitas”. Não por pudor. Se as escorts demonstrassem tudo e mais alguma coisa, os clientes não teriam tempo para telefonar, muito menos para o encontro. Resolveriam a larica do prazer a solo. O cunho de anunciantes é invariável. Brasileiras, na esmagadora maioria. E algumas portuguesas, quase todas originárias da Linha do Estoril. “São betas que utilizam esta estratégia para manter uma boa qualidade de vida”. Paulo e Jorge não se importam se são ‘tias’ ou lavadeiras. O importante é que não haja chatices. Além do mais, este ‘job’ não será eterno. Os jovens não só não gostam de Pitágoras. Estão marrecos de viver em Portugal. Não foi o destino que não quis que as perguntas enviadas por email a alguns sites ficassem por responder. Foi uma escapadela para não falarem sobre o que incomoda: se estão inscritos nas Finanças e se passam qualquer tipo de factura. Houve quem elegesse o silêncio, outros, apesar de simpáticos, roeram a corda, um caso em que as respostas chegaram incompletas, já que ficaram em branco as questões relacionadas com a existência, ou não, de recibos verdes ou brancos. Poderíamos tê-las publicado com uma condição: não se falaria das Finanças. É claro que falamos. A nesgas do fecho de esta edição o telefone trouxe uma voz masculina. Disse que o projecto nasceu há três anos. Que possui uma equipa de cinco funcionários. Que tem à volta de sete mil visitantes diários. Que conta, em média, com 40 anunciantes, espalhadas entre Lisboa, Porto, Madrid e Barcelona. Que é um site visto em noventa países. Em termos de facturação recebe cerca de oito mil euros. A voz masculina tem nome, mas não se diz, tal como os palavrões. Denomina-se “ApartadoX”. “Tudo começou com uma brincadeira” lembra o mentor do projecto cuja identidade fica oculta por um escopo: a mentalidade lusa é um comboio de preconceitos. Ele não desejaria que a sua reputação nadasse no esgoto. A ideia do site encetou com uma brincadeira, mas a brincadeira medrou. Até um analfabeto faz as contas e a soma cheira a lucro. “Não”. A mesma voz defende que o site ainda não ganhou a dimensão suficiente para dizer que se trata de um “negócio da China”. Mas, segue a laringe: “Com o andar do negócio será. É essa a aposta”. Enquanto o negócio não é da China, os custos, garante, andam primos dos gastos. “Nem todas as anunciantes pagam”. As escorts de Espanha não largam um cêntimo. Não é bondade; são estratégias para difundir a projecção internacional. As acompanhantes do Porto, por exemplo, se optarem por um destaque, nada lhes é cobrado. Não é por simpatia pelo Pinto da Costa. É uma maneira de atrair. Quanto às fotografias, de facto, nunca serão à borla e jamais ficarão na posse das escorts. “A maioria das vezes as anunciantes pagam-nas a nós, mas também podem pagar aos fotógrafos”. Lucro? Nem aqui. Imaginem. O responsável do ApartadoX assegura que o custo que os fotógrafos cobram é tal e qual aquele que as escorts suportam. A arma desenrascada para evitar que alguma moça use essas imagens na concorrência fica no papel: “Elas assinam um termo de responsabilidade de cedência de imagem ao nosso site”. E abrem os cordões à bolsa."SÃO 'CIBER PROXENETAS'. SÃO ARTISTAS. SE AS ANUNCIANTES QUISEREM RECLAMAR NÃO HÁ NINGUÉM PARA RESPONSABILIZAR"Elisabeth Butterfly, 36 anos, é licenciada na área de Ciências e fez dois mestrados. Por prazer decidiu ser uma “escort upscale”.- Qual é a sua designação de escort?- É uma pessoa que faz companhia. Neste caso referimo-nos à companhia feminina profissional, e por tal deve sugerir alguém que esteja bem preparada, a vários níveis, não só o físico.- Não basta um belo par de pernas?- Essa ideia funciona na óptica da prostituição, mas nem todas as escorts são prostitutas, embora as pessoas tenham dificuldade em lidar com essa realidade. - O que é preciso?- Deve ter uma boa cultura geral, falar um par de línguas, estar bem informada, manter-se actualizada em termos de moda, cuidar da saúde e do corpo. Além de isso, deve ser uma comunicadora por excelência, ter conhecimentos de alguns aspectos, como por exemplo, protocolo e relações públicas.- O escorting é uma profissão?- É definitivamente uma profissão. Na maior parte dos casos, as acompanhantes, em Portugal e no Mundo, prostituem-se. - Quando e qual foi a razão que a impulsionou a decidir? - Há um par de anos, acabara de vir de Paris, onde passei pela indústria de moda e publicidade. Era modelo fotográfico de uma agência conhecida, e reformei-me cedo, como acontece com todas as profissionais do sector. Tinha passado os trinta, e apeteceu-me fazer qualquer coisa “selvagem”. - É correcto pressupor que só poucas pessoas saibam dessa actividade?- É correcto pressupor que me orgulho desta actividade, mas não sou tonta ao ponto de pensar que todos a compreendem de forma adulta e inteligente. A Butterfly é um pouco como o Batman e outros heróis. Quando veste as asas fá-lo numa “butteroom” e, apenas, para ir salvar homens de desejos que os martirizam, se não forem atendidos. - Recorre a sites para acompanhantes?- Eu sou uma “upscale”, a web é um dos meios centrais à minha comunicação de imagem. Estou em cerca de 180 sites espalhados pelo Mundo, e em mais de 600 links. Em Portugal, só em dois; Escort Club cujo custo anual é de 25 euros, e o Prazer Sublime, que é um projecto feito por escorts independentes para escorts independentes. É gratuito e respeita coisas como a saúde e a condição feminina das profissionais. - Em tempos, classificou os sites que anunciam escorts de “cibers proxenetas”. Porquê?- A classificação ainda se mantém, não houve nada que a alterasse. Use-se o exemplo do “ApartadoX”, para citar apenas um. Estão ali perto de uma centena de anunciantes brasileiras. Por um anúncio mensal pagarão, no mínimo, mais de 100 euros. Façam as contas ao ano... Contudo, nos sites, em geral, não está identificada a empresa... Duvido muito que existam contribuições fiscais. Mas além dos anúncios, os sites mais conhecidos vendem toda a espécie de soluções às escorts; como a fotografia ou o filme promocional. Usam os conteúdos em áreas pagas pelos visitantes, como, por exemplo, o “berlaites” do “Portal Privado”. São “ciber proxenetas” por tudo isso. Organizaram-se marginalmente, são “artistas”. Se as anunciantes quiserem reclamar não há ninguém para responsabilizar porque não existe organização e o nome individual na web vale o que vale... - Qual é a sua opinião concreta?- São maus, em termos gráficos. Comunicam mal. Além disso, estão-se nas tintas para o respeito pela saúde dos outros, embora alguns assumam gestos demagógicos, e coloquem dísticos do tipo “use o preservativo”, “não à pedofilia”, etc. Contudo, em nenhum dos casos emerge a ideia do compromisso real pela defesa da saúde e condição feminina. Em todos os sites, as mulheres são anunciadas como carne de talho. Não os aconselho às escorts. - Que conselhos daria às escorts?- Para se mudarem para um blogue e para se promoverem nos directórios. É o que eu faço e o que faz a Paula Lee, para dar outro exemplo de sucesso na web e no escorting.- Quais são os seus blogues?- Em termos de actualização diária, o “sargento pimenta” é obrigatório (http://sgtpeppers.wordpress.com). Para efeitos de informação profissional, www.elisabethbutterfly.com, em inglês. Para o mesmo efeito, em português, estou em http://elizabeth-butterfly.blogspot.com. Dos sites mais antigos, salvou-se um, que não tive coragem de apagar. O meu site de curiosidades antropológicas, www.freewebs.com/boxbox, que faz um voo picado sobre o escorting, as escorts, e os clientes. Podia indicar outros, mas creio que estes já são mais do que a conta suficiente. O google pode dar mais caminhos para outros espaços Butterfly.MENU DE PREÇOSNum hotel, Michelle cobra 150 euros/ hora; 100 euros se o encontro é na sua casa. Um fim-de-semana custa 2000 euros. Fátima leva 120 euros/hora no apartamento; num hotel, 160 euros/hora. Um fim-de-semana ronda os 2500 Euros. Elizabeth Butterfly cobra em casa 140 euros/hora. Em hotéis, só de cinco estrelas, 500 euros/hora. Pernoitar, 2200 euros. De sábado a segunda-feira, em Londres, uma hora custa 400. Em hotéis de luxo, doze horas equivalem 3500 euros. Um dia inteiro, 5000 euros e um fim-de-semana 12000 euros. COMO SE MONTA UMA EMPRESAOs ‘empresários’ dos sites não investem muito para montar o negócio. Basta um computador e alguma sapiência informática, e alguém que tire fotografias das anunciantes (até pode ser o próprio). O www.acompanhantes-lux.com, por exemplo. Dois sócios, no caso muito jovens, que se juntaram para ganhar ‘umas coroas’ num apartamento, com dois computadores. Conheciam uma primeira anunciante, as restantes vieram por arrasto.

SEXO, MENTIRAS E ESCÂNDALO POLITICO

O Presidente dos Estados Unidos da América envolvido com uma estagiária da Casa Branca. A notícia começou por ser um fogacho que depressa se tornou num incêndio de dimensões épicas e que ia custando a Bill Clinton o segundo mandato da sua presidência. Foi há dez anos que o nome Monica Lewinsky passou a ser conhecido em todo o mundo.Há exactamente dez anos, no dia 17 de Janeiro de 1998, um site informativo norte-americano, o Drudge Report, dava conta que a revista “Newsweek” estaria a investigar a história de um alegado envolvimento entre o Presidente Bill Clinton e uma estagiária da Casa Branca. Os rumores foram-se adensando até que no dia 26 de Janeiro o Presidente se viu forçado a vir a público explicar, com todas as letras, que nunca tinha mantido nenhuma relação sexual com aquela mulher sobre quem se falava, uma tal de Miss Lewinsky.Pura mentira. Meses depois, a verdade veio ao de cima. As relações sexuais entre Bill e Monica não só tinham acontecido – ainda que, aparentemente, só sob a forma de sexo oral – como foram praticadas na Sala Oval da Casa Branca. A verdade não se ficou a saber pela boca de Lewinsky, que foi corrida da Casa Branca para o Pentágono quando se percebeu que o envolvimento entre ela e o Presidente andava a exceder a relação estritamente profissional. A verdade soube-se por Linda Tripp, a amiga republicana a quem Monica confessou o seu envolvimento com Clinton e que não soube estar calada. Tripp gravou as confissões da estagiária e entregou-as ao procurador Kenneth Starr, lançando aquilo que veio a ficar conhecido no mundo inteiro como o “escândalo Lewinsky”. O segundo mandato de Bill Clinton ficou manchado pelo caso - tal como o vestido que Monica Lewinsky apresentou em tribunal com uma nódoa de sémen presidencial - depois de Starr ter levado o caso à Justiça, obrigando Bill Clinton a admitir ter mantido com Monica Lewinsky uma “relação física imprópria”. No mesmo dia em que fez esta confissão em tribunal, o Presidente admitiu perante a nação ter-se envolvido numa relação “imprópria” com a estagiária, durante o período do seu internato (de Novembro de 1995 a Abril de 1996), sob o olhar simultaneamente gélido e clemente da mulher Hillary. O Presidente esteve a ponto de perder o cargo por perjúrio (falso testemunho) e obstrução à justiça, mas acabou por ser absolvido pelo Senado.Monica: a estagiária mais famosa do mundoDepois do escândalo rebentar, Monica entrou de rajada no anedotário norte-americano e na cultura pop mundial. A estagiária mais famosa do mundo admitiu que só sobreviveu ao frenesim dos media através da terapia do “tricot” e passado pouco tempo criou a sua própria colecção de malas de senhora, que vendia através da Internet. O negócio acabou por fechar em 2004.Por entre fotografias esporádicas na imprensa que davam conta do seu aumento de peso e do seu desequilíbrio emocional, Monica ainda fez algumas aparições públicas, nomeadamente no programa Saturday Night Live, fazendo um cameo como “ela própria”, como indica a Wikipedia.Depois da publicação do livro “My Life”, a autobiografia de Bill Clinton, em 2004, Monica disse a um tablóide britânico: “Ele [Bill Clinton] podia ter feito as coisas bem, mas não fez. Ele é um revisionista da história. Ele mentiu… [Ele deu a entender que eu é que me lancei para cima dele. Como se eu tivesse sido o ‘buffet’ e ele simplesmente não tivesse conseguido resistir à ‘sobremesa’). Não foi assim. Foi uma relação mútua, mútua a todos os níveis, desde que começou até ao fim...”Dez anos depois do escândalo, onde está e o que faz Monica Lewinsky? As últimas notícias dizem que terá terminado (Dezembro de 2006) um mestrado em Psicologia Social na London School of Economics, para onde foi estudar em Setembro de 2005. A sua tese de mestrado, igualmente de acordo com informações disponibilizadas na Wikipedia, levou o título In Search of the Impartial Juror: An exploration of the third person effect and pre-trial publicity.Por seu lado, Bill Clinton, que já ultrapassou a fasquia dos 65 anos e foi submetido a uma operação de implantação de um “bypass”, arrisca-se agora a voltar à Sala Oval, mas desta vez pelo braço da mulher, a candidata democrata Hillary Rodham Clinton. O tempo tudo apaga, e hoje em dia o casal parece mais unido que nunca, em torno um do outro e em torno da candidatura de Hillary, a quem Bill define como “a pessoa certa para o cargo” de Presidente dos Estados Unidos.

INGLESA FEZ SEXO COM MAIS DE 50 HOMENS

Um programa de televisão britânico mostrou a declaração de uma jovem de 18 anos que afirmou ter tido relações sexuais com mais de 50 homens desde que perdeu a virgindade, aos 16. O programa faz parte da série de documentários Sex...With Mum and Dad do canal de televisão BBC 3, que visa promover o sexo seguro e a confiança para se falar mais abertamente de sexo entre a família. Os episódios trazem duas histórias de jovens que relatam suas experiências, dúvidas e tendências sexuais à seus pais, que por sua vez, também dividem suas intimidades com os filhos. Sexo na adolescência . No programa da quarta-feira, a jovem Cheryl Tunney, de Dagenham, no leste da Inglaterra, confessou suas experiências sexuais à sua mãe. A pedido da sexóloga, as duas tiveram que colocar no papel a quantidade de homens com quem haviam tido relações sexuais e a inicial de cada um deles. Enquanto a mãe da jovem, Debbie, de 45 anos, listou três homens, a lista da menina tinha mais de 50, dos quais 36 ela lembrava o primeiro nome. "A quantidade realmente parece demais para apenas dois anos", disse Cheryl durante o programa. A jovem afirmou ter "conhecido" a maioria dos parceiros através de sites na internet como a rede de relacionamentos online Bepo, que tem mais de 11 milhões de usuários. "Desde os 14 anos, eu e minhas amigas matamos aula e vamos para o internet café para ficar paquerando", confessou Cheryl. Segundo ela, muitos dos parceiros pediram para ter relações sexuais com ela sem preâmbulos. Ela afirmou ainda que não usou camisinhas em várias das relações. A produção do programa agendou testes para verificar se ela estava contaminada com e os resultados foram todos negativos. "Isso é muito estranho, como isso foi acontecer?", disse. "Eu não quero mais sair transando por aí", confessou a jovem durante o programa. Impacto positivo. Durante as sessões com a sexóloga Maria Schopman, Cheryl declarou que começou o comportamento promíscuo porque se sentia sozinha depois da separação dos pais, há três anos, e não conseguia expressar seus sentimentos. No final do documentário, mãe e filha afirmaram que se arrependem em revelar os detalhes de suas vidas íntimas em público, mas Cheryl disse estar "um pouco nervosa" sobre as reações das pessoas. "O programa teve um impacto positivo na relação entre eu e minha mãe", declarou. "Nem ela e nem eu queremos que eu fique tendo relações com vários homens, então nos damos bem melhor", concluiu.

MULHERES SEXO VERDADES MENTIRAS

O que é verdade ou mentira quando o assunto é sexo? Laura (Julia Lemmertz), uma documentarista bem sucedida e realizada em sua profissão, depois de vinte anos de um casamento morno, descobre o verdadeiro prazer do sexo com outro homem.Laura desvenda seus próprios desejos e decide investigar o que pensam e sentem as outras mulheres, e como elas lidam com sua sexualidade, ao mesmo tempo em que se joga de cabeça numa relação da qual ela diz só querer o prazer. Até o dia em que ela sente falta de algo mais além de orgasmos e coloca o amante contra a parede.

SEXO, FERIAS & LIVROS

Janeiro é mês de férias e de colocar em prática uma das resoluções recorrentes em listas de fim de ano: pôr a leitura em dia. Aproveitando o clima de descontração e as noites mais quentes do verão, a sugestão de especialistas em sexualidade é apostar em obras que informam e dão asas à imaginação. Segundo o sexólogo Amaury Mendes Junior, ler sobre sexo é importante, principalmente para as pessoas que têm mais reservas em relação ao sexo: - Como sexo não se aprende na escola e nem em casa, a literatura sobre sexualidade pode enriquecer o relacionamento, pois desmistifica velhos conceitos enraizados que enrijecem as relações e empobrecem o prazer de compartilhar uma cumplicidade saudável - revela. Abaixo o preconceito. Para Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor da PUC-SP, ler sobre sexualidade ajuda a desmistificar o sexo e acabar com preconceitos:
- Ler um bom livro que aborde sexo e erotismo de forma elaborada e clara faz com que o toque pornográfico se perca, além de contribuir para uma visão menos estereotipada, normativa e preconceituosa sobre o tema - afirma.

Porém, todos esses benefícios se confirmam apenas se a leitura for bem escolhida, diz Jussânia Oliveira, terapeuta sexual da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana:

- É preciso ter cuidados com manuais que parecem receita de bolo. Temos de lembrar que quando nos referimos à sexualidade humana, existem particularidades de cada um. O que funciona para um não necessariamente agrada a todos. Daí a necessidade de se descobrir para identificar o que é mais prazeroso e fugir de comportamentos estereotipados - diz a terapeuta. Veja as dicas dos especialistas para rechear sua literatura de férias com erotismo e sensualidade: "'Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo', de Nelson Rodrigues: definitivamente é esse o 'meu clássico', pois trata de sexo, afeto e comportamento humano sem afetação", diz Alexandre Saadeh. O especialista indica ainda como leitura "Porcos com Asas", de Marco L. Radice e Lidia Ravera, que marcou sua transição da adolescência para a vida adulta; "O Sorriso Etrusco" de José Luis Sampedro, para pessoas que estão na terceira idade; e "Noites Felinas", de Cyril Collard, que tem tema homossexual. "Meu clássico em sexologia e erotismo refere-se ao livro de Ashley Montagu, intitulado 'Tocar, O significado humano da pele'. O autor e professor de Harvard escreveu mais de 60 livros sobre antropologia, amor e sexualidade, e explica nesta obra a arte sensorial da aproximação sexual entre os seres humanos que foi deixada de lado em algum momento da história da humanidade, fazendo com que os indivíduos tivessem dificuldade na formação de vínculos nos dias atuais", revela Amaury Mendes Junior, sexólogo. "Gosto muito do livro 'No Jardim do Desejo', da editora Mandarim, que trata das fantasias sexuais femininas e de como tirar o melhor proveito delas. Como em minha prática clínica observo uma maioria de mulheres que conhece bem pouco sua sexualidade, acredito ser um livro que traz grandes benefícios, facilitando não somente a reflexão, mas a possibilidade de mudanças comportamentais, com conseqüente aumento de seu prazer", diz a terapeuta sexual Jussânia Oliveira. "Meu exemplar do 'Kama Sutra: A arte hindu do amor', de Vatsyayana, é ainda do ano de 1980, mas esta obra é muito antiga e trata-se de um clássico no erotismo. Eu recomendo versões completas para se ter uma idéia mais ampla do real significado histórico do texto, mesmo hoje, ainda válido em grande parte com as devidas adaptações para a nossa época histórica", afirma Silvério da Costa, doutor em psicologia social e filósofo. Eliano Pellini, ginecologista e chefe do setor de Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC, indica três livros como leitura obrigatória: 'Afrodite', de Isabel Allende, publicado pela editora Bertrand Brasil, que ensina que o prazer está nos sentidos e não nos genitais; 'A Casa dos Budas Ditosos', da editora Objetiva e de autoria de João Ubaldo Ribeiro, um monólogo em voz de mulher sobre descobertas sexuais e experiências afetivas e sexuais; e 'A entrega', de Toni Bentley, também da Objetiva, que traz uma conversa franca sobre sexo anal". "Um livro que li recentemente é "Casamento, missão quase impossível", de Eduardo Ferreira-Santos. Na obra, ele ressalta como é difícil a convivência entre o casal e ensina a importância da comunicação para o relacionamento", Sylvia Marzano, diretora do Instituto Isexp - Centro de Conhecimento da Sexualidade Humana.

SIMONE, SARTRE E O SEXO

No dia em que passam cem anos sobre o nascimento de Simone de Beauvoir (1908-1986) - emblemática figura do feminismo, da literatura e do pensamento franceses -, fala-se mais da companheira de Sartre e da singular "relação aberta" deste casal lendário do que da intelectual; da sua sexualidade do que do relevante legado romanesco, memorialístico, filosófico e ensaístico.O livro de Hazel Howley, Tête-à-Tête. Beauvoir et Sartre (Grasset, 2006) - já disponível em Portugal -, confirma o interesse voyeurista do público e dos investigadores sobre a tão cobiçada quanto escarnecida relação anti-convencional de um casal que jamais se casou. Sartre e Beauvoir, respeitando o pacto amoroso vitalício imposto pelo primeiro e aceite pela segunda, só se separarão na morte, não obstante a contingência das ligações, mais ou menos apaixonadas, mantidas com terceiros e seus perversos efeitos colaterais.Tendo atravessado quase toda a história do século XX, Simone de Beauvoir queria ser o "Castor de guerre", segundo a expressão de Danièle Sallenave - que acaba de lhe consagrar uma biografia -, e escolheu um destino, movida pela necessidade de fazer "triunfar a liberdade sobre a necessidade".Nunca teve, porém, lê-se em La Force des Choses (1963) a ilusão de transformar a condição feminina - o que, em grande parte, conseguiu -, porque considerava que esta dependia do "futuro do trabalho no mundo", tendo, por isso, evitado "encerrar-se naquilo que se chama feminismo". Se foi existencialista, foi-o à sua maneira, divergindo do autor d'A Náusea quanto a um ponto essencial; a doutrina da justificação: "Não foi porque ela escolheu Sartre que ela se tornou Simone de Beauvoir, foi por se ter tornado Simone de Beauvoir que ela escolheu Sartre", sublinha Sylvie le Bon de Beauvoir.Se, para o autor de O Ser e o Nada, não havia salvação possível, Beauvoir, salienta Éric Deschavanne, acreditava, como forma de justificação, na criação, na "possibilidade de inventar a vida" e de, para ela, conquistar um sentido", considerando que "as mulheres, mais do que os homens, têm necessidade de ter um céu sobre as suas cabeças."O Segundo Sexo (1949), escrito na perspectiva da moral existencialista, valeu-lhe, todavia, a condenação da maior parte dos intelectuais conservadores franceses, homens e mulheres - católicos, protestantes, comunistas. Ingrid Galster recorda-o, em Le Deuxième Sexe de Simone de Beauvoir, lembrando que os ataques visavam também Sartre, autor "perigoso" desde Le Mur. Vendo uma mulher, à beira de entrar na década de 50, referir-se à "sensibilidade vaginal", ao "espasmo clitoridiano" e ao "orgasmo masculino", não só Camus ficou em fúria, como muitos outros homens. O católico François Mauriac escreveria, então, numa carta a Roger Stéphane, esta frase repugnante: "Aprendi muitas coisas sobre a vagina e o clítoris da sua patroa." Estavam, em causa, na época, temas tão polémicos como a liberdade da mulher, a maternidade, a educação, o parto sem dor, o aborto, o adultério, a frigidez, o divórcio, a prostituição, respondendo O Segundo Sexo às inquietudes do momento com o célebre aforismo: "Não nascemos mulheres, tornamo-nos mulheres." A pensadora de Pour une Morale de l'Ambiguïté (1947) não só é a primeira a elaborar uma crítica sistemática de Freud no âmbito da teoria feminista, como a defender que a feminilidade tem origem em estruturas sociais, antecipando, em mais de 20 anos, aquilo que viria a ser uma das questões centrais do feminismo da segunda vaga: igualdade/diferença. La Vieillesse (1970), livro no qual Simone analisa, como poucos, o envelhecimento, dir-se-ia um prolongamento das suas ideias filosóficas e políticas. Não se esqueça, porém, a obra romanesca da autora de A Convidada (1943), de O Sangue dos Outros (1945) ou de Une Mort très douce (1964) e a notável criadora de Memórias de Uma Menina Bem Comportada, A Força da Idade, A Força das Coisas e Balanço Final (1958-1972).No estilo rigoroso, por vezes impiedoso, que adopta no romance, Simone de Beauvoir escreve sobre mulheres de espírito delirante, convidando-nos, segundo Kristeva, a "singularizar a política e a politizar o singular". É impossível não a ver como a impulsionadora de uma mutação antropológica que esteve à frente do seu tempo ao encarnar uma filosofia política da liberdade interior.

O SEXO QUE ELAS NÃO GOSTAM NA CAMA

Para uma mulher sentir-se completamente realizada na cama, o fundamental é cuidar do lado afetivo na relação. Mesmo no sexo, ela gosta de ser mimada e de receber o amor do seu companheiro. Em algumas situações, os homens se esquecem de que para levar uma mulher às alturas é necessário caprichar nas preliminares. Além disso, outro ponto importante é demonstrar os sentimentos mesmo durante a relação sexual. "Uma das grandes falhas é o homem ignorar as preliminares e partir logo para a penetração", diz a sexóloga e psicóloga Carla Cecarello. A especialista afirma que o homem tem de ter sensibilidade para perceber do que a parceira gosta na hora do sexo. Já a sexóloga Cláudya Toledo enumera os quatros erros cruciais masculinos na "hora H": Dizer palavras grosseirasAo contrário do homem que é estimulado pela visão, a mulher utiliza a audição como uma das formas de excitação. "É na hora da transa que ele deve dizer palavras edificantes, pois é assim que o homem ajuda a construir o relacionamento", afirma Cláudya. A especialista dá a dica a quem não consegue ser romântico ou declamar poemas ao pé do ouvido dela. "Ele deve apenas repetir o nome dela em diferentes entonações, porque isso desperta o desejo da mulher", aconselha. Não tocar a mulherUma das queixas femininas mais freqüentes é a falta de carinho antes do sexo. Muitos dos homens se apressam para alcançar o próprio prazer e se esquecem de que elas têm de ser estimuladas. "A mulher espera ser abraçada, acariciada e tocada. Ela quer o amor sutil e o cultivo do afeto", esclarece Cláudya. Tocar a mulher de maneira grosseira"Alguns homens pensam que ligam a mulher por um botão, que pode ser o clitóris ou o peito. Mas eles não se dão conta de que a energia sexual feminina vem do espírito", diz a especialista. Portanto, o prazer feminino só é completo se há harmonia entre corpo e mente, ou seja, o casal tem de estar bem e feliz. Além disso, as carícias devem ser sempre suaves e delicadas. ExibicionismoOutro fator que compromete a satisfação delas na cama é o homem pensar somente no próprio prazer. O agravante nesse caso é ele mostrar-se à parceira como se fosse um objeto pronto para ser desfrutado no sexo. Embora a insatisfação sexual possa comprometer uma relação, a dica é tentar reverter o jogo e o caminho é manter um diálogo aberto e franco. "A conversa contribui para o crescimento de uma relação", afirma Carla Cecarello. Mas, ela faz um alerta: "isso tem de ser recíproco, para que ele também tenha abertura de dizer o que não vai bem".

UM EXERCÍCIO DE FUTURO SOBRE O AMOR E O SEXO

Fim de ano é tempo de sonhos, projeções e reflexões não apenas para o ano seguinte.

No livro "A cama na varanda", da psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, a autora lançou um capítulo extra este ano, quando a obra completa dez anos, dedicado ao porvir. Em "O futuro que se anuncia", a autora fala sobre poliamor, a nova estrutura familiar, o fim do amor romântico, sexo virtual e diminuição progressiva da fidelidade: novidades com que as mulheres vão ter de se acostumar num futuro breve, acredita a autora. " O amor romântico está saindo de cena, porque traz com ele a idéia de fusão, enquanto as pessoas estão cada vez mais individualistas (Regina Navarro Lins, sexóloga. Para Regina, a insatisfação crescente com os relacionamentos reflete o insucesso da instituição do casamento e da fidelidade. Segundo a autora, o sem número de relações extraconjugais representa o "triunfo da natureza sobre a cultura". E, se hoje, ainda se põe na balança a estabilidade de um relacionamento e a liberdade, a tendência é que o pêndulo aponte, cada vez mais, para a novidade. - Desde a década de 70, vivemos grandes transformações e os valores tradicionais não são mais capazes de dar respostas. As pessoas buscam viver com mais prazer e, se antes tinham de se enquadrar em modelos para serem aceitas, hoje esses padrões estão bem menos rígidos. Uma relação a dois fechada tem a ver com o fato de nossa cultura estimular a busca por alguém que lhe complete. Mas o amor romântico está saindo de cena, porque traz com ele a idéia de fusão, enquanto as pessoas estão cada vez mais individualistas - acredita a especialista. Segundo a autora, as mulheres vão aprender a viver o casamento de outras formas, talvez com parceiros variados, arrisca: "um para viajar, outro para o sexo etc." E essas transformações podem ser bastante positivas. Já para a sexóloga, escritora e terapeuta de casais Maria Helena Matarazzo, apesar de as relações serem cada vez mais efêmeras, no futuro, os casais deveriam procurar pela qualidade de uma relação estável. " Acho que a saída é reaprender a namorar, porque com o avanço feminino, essa etapa se queimou e as conseqüências são frustração e desilusão (Maria Helena Matarazzo, sexóloga) " - Durante a revolução sexual, as mulheres lutaram pela liberdade e pela igualdade. Mas nenhuma revolução atinge os seus objetivos plenamente. Nesses últimos 30 anos, a posição delas na sociedade se transformou, mas a conquista foi mal compreendida. Inicialmente, a idéia era quanto mais, melhor. Elas acreditaram que por meio do sexo iam encontrar o amor e, quando se deram conta de que não era bem assim, começaram a se sentir usadas ou violentadas. Acho que a saída é reaprender a namorar, porque com o avanço feminino, essa etapa se queimou e as conseqüências são frustração e desilusão. O papel da rede nos relacionamentos De acordo com a especialista, para compensar a carência afetiva - que afeta ainda mais as mulheres hoje em maioria em nossa sociedade - criam-se mecanismos de compensação, como a busca de um amor idealizado em filmes ou novelas e o sexo virtual. Cada vez mais popular, essa forma de relacionamento ainda hoje causa polêmica. Para a leitora Zillah Hammer, o mundo virtual cria a prerrogativa de que tudo é possível e dificulta a imposição de limites: - Nesse meio onde tudo é efêmero, instantâneo e artificial, as relações dadas nessas bases, em que alguns dizem até que se conheceram e se casaram, mostram que de fato tudo é possível - diz. Regina Navarro Lins explica que, por ser novidade, a internet não permite previsões muito seguras, mas já está mudando a forma de as pessoas se relacionarem. E o fato de os casais se conhecerem e estabelecerem vínculos afetivos pela rede não significa a extinção do contato físico nas relações: ao contrário, essas duas formas de interação devem ser complementares. No amor e no sexo vale tudo Segundo a escritora Regina Navarro Lins, o poliamor, ou modalidade de relacionamento em que se ama várias pessoas ao mesmo tempo, deve ser melhor aceito e praticado ao longo das décadas. E a busca crescente das pessoas por casas de suingue experiências como o "ménage à trois" mostrariam essa tendência. " Na cultura patriarcal, existe uma maior cobrança para definir o que é do homem e o que é da mulher. Mas hoje, pode-se buscar os dois, o todo (Regina Navarro Lins, sexóloga) " - A bissexualidade também deve aumentar. Na cultura patriarcal, existe uma maior cobrança para definir o que é do homem e o que é da mulher. Mas hoje, pode-se buscar os dois, o todo. É possível que daqui a um tempo a escolha pelo parceiro não seja pelo sexo, mas pelas características - afirma a escritora. A nova família: os meus, os seus e os nossos Se transas, namoros e "ficadas" começam e terminam de forma mais rápida, o mesmo acontece com os casamentos. A multiplicação do número de uniões está formando uma nova estrutura familiar, dizem as especialistas, sem regras e com menos preconceitos: - A tendência no século XXI é que os jovens se casem mais de uma vez, diferentemente dos pais ou avós, e não mais até que a morte os separe, mas sim até que a vida os separe. Eles buscam a união quando querem constituir família, porque existe tanta liberdade sexual, que não há mais necessidade de pressa. Nos Estados Unidos, por exemplo, o índice de divórcio após o primeiro casamento está em torno de 50%. Com isso, as estruturas familiares vão ficando muito complexas, com vários avós e muitos meios-irmãos.

OS ROBÒS SERÃO OS MELHORES AMANTES

"Os robôs serão os melhores amantes". Pesquisador diz que os humanos amarão as máquinas com inteligência artificial. Você não se acha bonito para conseguir uma namorada? Acredita ter uma personalidade difícil de aturar? Se você esperar um pouquinho, não terá mais problemas, garante o escocês David Levy, autor do livro Love and Sex with Robots (Amor e Sexo com Robôs), lançado nos Estados Unidos. O pesquisador em inteligência artificial afirma que em 40 anos será possível fazer sexo com robôs e até se casar com um. Eles terão a aparência e a personalidade que você escolher. Serão programados para amar seus donos. A idéia foi a tese de doutorado de Levy na Universidade de Maastricht, na Holanda. Por que as pessoas se apaixonariam e fariam sexo com robôs? David Levy – A curiosidade é um grande motivo, mas o principal é a solidão. Há milhões de pessoas solitárias no mundo porque são tímidas, têm uma personalidade difícil ou não obedecem a padrões estéticos... Elas poderiam ser muito mais felizes se tivessem alguém para amar e para amá-las. Quando o assunto é sexo, os robôs seriam ainda mais especiais para dar prazer físico do que essas bonecas sexuais que já são vendidas. Eles serão capazes de falar, mover os braços, as pernas. Terão emoções artificiais. É possível nos apaixonarmos por máquinas? Levy – Hoje, as pessoas já se apegam a bens materiais e isso se estende a computadores e outros aparelhos eletrônicos. Esse fenômeno, notado por psicólogos nos últimos 20 anos, veio junto com tecnologias que se tornaram imprescindíveis. Esses equipamentos têm um significado especial para nós porque os escolhemos, personalizamos, levamos para muitos lugares. Você vê pessoas lustrando o carro em uma manhã de domingo porque para elas o automóvel é a coisa mais importante da vida. Por que um robô que pode falar com você não seria? O Tamagotchi, aquele bichinho virtual, é um exemplo muito interessante de como é possível nos apegarmos a robôs. Por quê? Levy – No Japão, onde o Tamagotchi foi inventado e onde grande parte deles foi vendida, os maiores clientes eram as mulheres entre 21 e 30 anos. Elas adoravam o Tamagotchi porque tinham de cuidar dele, apertando botões para mostrar que estavam brincando ou alimentando o bichinho quando ele pedia. E o Tamagotchi é impressionantemente simples, aparece em uma pequena tela, não tem forma humana. Isso mostra que a partir desses cuidados pode surgir amor. É mais uma razão para as pessoas se apaixonarem por robôs. Quanto mais eles lembrarem os humanos na aparência, mais as pessoas os acharão atraentes. Será o suficiente para nos apaixonarmos? Levy – As pessoas também se sentem atraídas pelas outras por causa da similaridade de gostos e interesses entre elas. Um robô pode ser programado para ter a personalidade parecida com a de alguém, fazendo com que seja provável que uma pessoa se apaixone por ele. Se daqui a 40 anos os robôs se comportarem de maneira convincentemente humana, será totalmente possível nos apaixonarmos por eles. E a atração sexual? Os feromônios, substâncias químicas liberadas pelo organismo para atrair o sexo oposto, não têm um papel fundamental? Levy – Há muitas empresas que estão desenvolvendo odores artificiais. No futuro, será possível imprimir uma mensagem que alguém lhe enviou com cheiro. Um cartucho, semelhante aos de tinta usadas em impressoras, misturará substâncias e criará vários odores. Os robôs usarão esse mesmo tipo de tecnologia e serão capazes de criar feromônios e cheiros atrativos. O sexo com robôs será melhor que o com humanos porque poderemos programá-los com todos os manuais sexuais. O sexo com robôs terá a mesma qualidade do feito com os humanos? Levy – Os robôs serão ainda melhores porque nós poderemos programá-los com todos os manuais e guias sexuais que já foram escritos. Os robôs serão os melhores amantes do mundo. Será muito difícil psicologicamente para o homem fazer amor com uma mulher quando ele souber que ela já teve a mais fantástica experiência sexual com um robô. Ele ficará preocupado com sua performance, e isso poderá afetá-lo. Em seu livro, o senhor afirma que as pessoas se casarão com robôs. Isso não parece um exagero?Levy – Quando os robôs forem suficientemente atraentes a ponto de as pessoas se apaixonarem por eles, é claro que o próximo passo será algumas pessoas quererem se casar com seus robôs. O senhor acha que a sociedade aceitaria essa idéia? Levy – Haverá muita resistência em um primeiro momento. Mas mudanças sobre a idéia do casamento estão ocorrendo muito mais rápido agora que há cem anos. Imagine você vivendo em 1900 e alguém lhe dizendo que em cem anos homens estariam se casando com homens e mulheres estariam se casando com mulheres. Você diria que isso seria completamente maluco. Olha como as coisas mudaram. Que tipo de tecnologia ainda é preciso desenvolver para criar robôs tão parecidos com os seres humanos?Levy – Acredito que em cinco anos os primeiros robôs sexuais, bastante primitivos, já estarão no mercado. Eles deverão custar entre US$ 15 mil e US$ 20 mil. Basta adicionar às bonecas sexuais tecnologias vibratórias já existentes. A área que mais precisa ser desenvolvida é a da inteligência artificial, principalmente a capacidade de os robôs manterem uma conversa, parte central de qualquer relacionamento humano. Eles também precisam entender o que as pessoas falam. Nos últimos 15 anos, muitas pesquisas foram feitas, mas até os sistemas mais caros ainda não são muito bons. QUEM É O ROBÔ? A robô Repliee (à esq.) e uma estudante japonesa. Aparência quase humana. Não é muito otimista pensar que esses avanços ocorrerão em 40 anos?Levy – O ritmo de evolução da tecnologia se torna mais rápido o tempo todo. Nos próximos 40 anos vamos ter muito mais avanços tecnológicos que nos últimos 40 anos. Há vários grupos trabalhando nisso, principalmente no Japão e nos Estados Unidos. O senhor diz que o relacionamento com robôs trará benefícios sociais. Quais?Levy – A contaminação por doenças sexuais transmissíveis pode ser reduzida porque é possível desinfetar o robô. Se as pessoas fizerem sexo com robôs, evitarão filhos não desejados e não haverá a necessidade de fazer abortos. Os robôs também podem ser uma alternativa para reduzir crimes sexuais. Eu acho que deve ser melhor dar robôs a pedófilos que deixá-los pelas ruas, onde podem encontrar crianças. Mas essa é uma questão para pessoas especializadas em ética e em Direito decidirem. O relacionamento com robôs não afastará mais as pessoas umas das outras? Levy – Talvez sim. Mas quem usará principalmente esses robôs serão pessoas que teriam dificuldades de relacionamento de qualquer maneira. Eu vejo benefícios enormes em possibilitar que todo mundo tenha alguém para amar e ser amado. Será ético desligarmos esses robôs quando enjoarmos deles?Levy – Essa é uma questão muito interessante e, no momento, estou estudando esse assunto: como nós devemos nos comportar eticamente em relação aos robôs. É outro assunto para pensarmos no futuro. O senhor teria um robô sexual?Levy – Eu ficaria muito curioso se nós estivéssemos vivendo daqui a 40 anos e houvesse esse tipo de robô. Eu certamente experimentaria. O senhor se sentiria traído se sua mulher experimentasse também?Levy – Não, de maneira alguma. Seria injusto se eu quisesse saber como é o sexo com robôs e ela não pudesse fazer o mesmo. Mas eu acho que em uma situação como essa é claro que muitas pessoas se sentiriam traídas.

O QUE DEFINE O SEXO É O CROMOSSOMO

Ao contrário de muitas lendas, o PH ácido não influencia no sexo do bebê. É menino ou menina? Essa é a pergunta que fica na cabeça de todo o casal quando sabe que a mulher está grávida. Mas quem realmente define o sexo do bebê é o pai, com o seu cromossomo Y. O embrião leva um cromossomo do pai e outro da mãe.

As mulheres são portadoras dos cromossomos XX, e os homens XY. Com a ejaculação, o pai libera espermatozóides X e Y. Se o Y chegar primeiro, é homem. Se for o X, nasce outra mulher. Na ejaculação, são liberados de dois a quatro mililitros de sêmen, o que varia de 200 a 400 milhões de espermatozóides. Apenas um espermatozóide consegue penetrar a membrana do óvulo e fecundá-lo.

Um fator que pode dificultar a fecundação é o PH ácido da vagina. Na ejaculação, muitos espermatozóides morrem ao entrarem em contato com a acidez. São muitos os casos de mulheres que necessitam de acompanhamento médico para reverter o processo e conseguir engravidar.

SEXO E CHOCOLATE AUMENTAM CAPACIDADE CEREBRAL

Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral. A tese é defendida no livro Teaching Yourself: Training Your Brain (Ensine você mesmo: treine seu cérebro, em tradução livre), que será publicado em janeiro na Grã-Bretanha. Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas. Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo. De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico. No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo. "Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida", explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster. Os autores aconselham os leitores a seguirem um "conceito de vida" chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental. E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida. "Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido", aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas. Ainda na lista das atividades para estimular a "massa cinzenta", os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.

QUAL A SUA FANTASIA NA HORA DO SEXO?

Imaginar-se na cama com dois homens, outra mulher ou fazer-se de prostituta... os devaneios eróticos são comuns, saudáveis e expressam muito de nós mesmos. Foi o dramaturgo Nelson Rodrigues quem disse certa vez que, se cada um soubesse o que o outro faz na cama, ninguém se cumprimentaria mais. Já pensou se formos além e colocarmos na mesa o que cada um ‘pensa’ em fazer na cama? Ah, aí sim, coisas verdadeiramente inconfessáveis fariam ruborizar os mais devassos! Outras vezes a fantasia é até algo banal. O simples fato de se imaginar, logo mais à noite, na cama com seu namorado, já é uma forma de fantasiar. A questão é: todas as pessoas têm as suas próprias fantasias. Dentro de nossas cabeças, há muito espaço para soltarmos nossas amarras e nos levarmos por nossos mais secretos desejos. Confesse para si mesma, você já se pegou, vez ou outra, imaginando-se na cama com alguém com quem não “deveria” ou numa situação da qual se envergonharia de contar até para a amiga mais íntima. E você adorou! Quando se trata de imaginação, os limites deixam de existir. Com eles vão por água abaixo vários quesitos dos chamados moral e bons costumes. Afinal, quem vai ficar sabendo? Quem vai julgar? O psicólogo Claudecy Souza, terapeuta sexual, concorda: “Na fantasia, podemos fazer e ser o que desejarmos, sem precisar pedir autorização a ninguém, como se fosse o nosso cinema particular”. Por isso fantasiar é uma boa forma de esquentar relações que andam mornas. Compartilhar com o parceiro algumas das suas idéias e ouvi-lo dizer as dele estimulam ainda mais a imaginação e a criatividade. E, se todos os envolvidos concordam, por que não colocar em prática? Lembre-se apenas de uma coisa: “Há um longo caminho entre deixar uma fantasia no terreno da imaginação e colocá-la em prática. Algumas delas devem ficar apenas na mente. Outras não. E quem decide isso? As pessoas envolvidas”. O conselho é da educadora sexual Laura Muller, autora do livro Quinhentas perguntas sobre sexo. Há ainda um outro lado dessa história que é pouco falado: a possibilidade de auto-análise. Fantasia diz respeito a desejos internos, de modo simbólico e inconsciente. “Muita gente tem vontade de fazer algo “diferente” e, em boa parte dos casos que analisamos, há um desejo reprimido de sair do convencional, de experimentar coisas diferentes que, por causa da repressão ou crenças não se faz. Mas é na fantasia que tais pessoas se soltam, já que não há punição e não fará mal a ninguém”, explica Claudecy. Isso não significa, entretanto, que, na chamada vida real, você faria tudo o que lhe parece excitante. “O que vale saber é o porquê de tais vontades e práticas, e que tipo de sentimento você tem logo após”, completa Claudecy. Aliás, o legal da fantasia é mesmo pensar por que, afi- nal, esta ou aquela cena imaginada nos atrai. O que ela fala sobre nós mesmas? Que mistério nos revela sobre nossa própria sexualidade? Algumas são tão comentadas que podemos dizer que já fazem parte do senso comum. E, assim como os sonhos, podemos interpretar seus significados. É preciso levar em conta sua própria história, que momentos de sua vida você associa a essas fantasias, com que freqüência e intensidade elas aparecem em seus pensamentos. Elas podem ir de um rápido vislumbre a uma verdadeira compulsão – caso em que é recomendável procurar ajuda terapêutica. Conheça a seguir as fantasias mais recorrentes segundo terapeutas sexuais: Ménage à trois. Pense no seu passado amoroso e responda: de todos os namorados que você já teve, quantos não expressaram o desejo de fazer sexo a três? Nove entre dez homens acham a idéia de ir para a cama com duas mulheres o máximo. Já as mulheres tendem a se empolgar em fazer uma vontade do parceiro ou simplesmente experimentar algo inusitado. Há por trás dessa fantasia uma mostra de segurança sexual, afinal, imaginar seu parceiro com outra sem se sentir ameaçada é sinal de que você “se garante”. No livro Sexo no cativeiro: Driblando as armadilhas do casamento, a autora Esther Perel comenta que incluir outras pessoas na relação é uma forma de atiçar o desejo. Em primeiro lugar, você está reconhecendo um fato óbvio, mas que a maioria de nós prefere não lembrar: ele não é indiferente às outras mulheres. Saber brincar com a idéia de que outra pessoa é atraente para o seu namorado sem que isso se torne um insulto para você é sinal, no mínimo, de maturidade. Lembre-se, na prática as coisas podem ser um pouco diferentes. “Relações sexuais a três normalmente implica uma alta dose de ciúme”, afirma Laura Muller. Você está preparada? Certas mulheres se sentem tão inseguras com a idéia que se incomodam até mesmo com o fato dos homens terem essa fantasia. Mas os terapeutas garantem que esse desejo é normal e que ele não deve ser interpretado pela parceira como um desinteresse na relação. Os brutos também amamBeijinhos, abraços, carícias, palavras melosas... Os homens sabem que as mulheres gostam de preliminares longas e caprichadas. Levando isso em conta, seu parceiro se esmera em delicadezas sutis. E você aí, secretamente sonhando com um homem que chega tomando as rédeas da situação e partindo logo para a ação, sem nem pedir licença? Pode ser apenas vontade de variar, mas também uma fantasia que fale sobre desejos reprimidos. Pessoas que se sentem tímidas e inseguras, com dificuldade de expressar-se sexualmente, podem ansiar por alguém que aja impulsivamente, tomando as decisões por ela. Isso vale até para casos de fantasiar (ou sonhar) com estupros e outras situações de violência física. É claro que nenhuma mulher desejaria passar por uma experiência dessas, no entanto, algo radical pode fazer parte apenas de seu imaginário.