O QUE DEFINE O SEXO É O CROMOSSOMO

Ao contrário de muitas lendas, o PH ácido não influencia no sexo do bebê. É menino ou menina? Essa é a pergunta que fica na cabeça de todo o casal quando sabe que a mulher está grávida. Mas quem realmente define o sexo do bebê é o pai, com o seu cromossomo Y. O embrião leva um cromossomo do pai e outro da mãe.

As mulheres são portadoras dos cromossomos XX, e os homens XY. Com a ejaculação, o pai libera espermatozóides X e Y. Se o Y chegar primeiro, é homem. Se for o X, nasce outra mulher. Na ejaculação, são liberados de dois a quatro mililitros de sêmen, o que varia de 200 a 400 milhões de espermatozóides. Apenas um espermatozóide consegue penetrar a membrana do óvulo e fecundá-lo.

Um fator que pode dificultar a fecundação é o PH ácido da vagina. Na ejaculação, muitos espermatozóides morrem ao entrarem em contato com a acidez. São muitos os casos de mulheres que necessitam de acompanhamento médico para reverter o processo e conseguir engravidar.

SEXO E CHOCOLATE AUMENTAM CAPACIDADE CEREBRAL

Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral. A tese é defendida no livro Teaching Yourself: Training Your Brain (Ensine você mesmo: treine seu cérebro, em tradução livre), que será publicado em janeiro na Grã-Bretanha. Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas. Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo. De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico. No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo. "Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida", explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster. Os autores aconselham os leitores a seguirem um "conceito de vida" chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental. E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida. "Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido", aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas. Ainda na lista das atividades para estimular a "massa cinzenta", os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.

QUAL A SUA FANTASIA NA HORA DO SEXO?

Imaginar-se na cama com dois homens, outra mulher ou fazer-se de prostituta... os devaneios eróticos são comuns, saudáveis e expressam muito de nós mesmos. Foi o dramaturgo Nelson Rodrigues quem disse certa vez que, se cada um soubesse o que o outro faz na cama, ninguém se cumprimentaria mais. Já pensou se formos além e colocarmos na mesa o que cada um ‘pensa’ em fazer na cama? Ah, aí sim, coisas verdadeiramente inconfessáveis fariam ruborizar os mais devassos! Outras vezes a fantasia é até algo banal. O simples fato de se imaginar, logo mais à noite, na cama com seu namorado, já é uma forma de fantasiar. A questão é: todas as pessoas têm as suas próprias fantasias. Dentro de nossas cabeças, há muito espaço para soltarmos nossas amarras e nos levarmos por nossos mais secretos desejos. Confesse para si mesma, você já se pegou, vez ou outra, imaginando-se na cama com alguém com quem não “deveria” ou numa situação da qual se envergonharia de contar até para a amiga mais íntima. E você adorou! Quando se trata de imaginação, os limites deixam de existir. Com eles vão por água abaixo vários quesitos dos chamados moral e bons costumes. Afinal, quem vai ficar sabendo? Quem vai julgar? O psicólogo Claudecy Souza, terapeuta sexual, concorda: “Na fantasia, podemos fazer e ser o que desejarmos, sem precisar pedir autorização a ninguém, como se fosse o nosso cinema particular”. Por isso fantasiar é uma boa forma de esquentar relações que andam mornas. Compartilhar com o parceiro algumas das suas idéias e ouvi-lo dizer as dele estimulam ainda mais a imaginação e a criatividade. E, se todos os envolvidos concordam, por que não colocar em prática? Lembre-se apenas de uma coisa: “Há um longo caminho entre deixar uma fantasia no terreno da imaginação e colocá-la em prática. Algumas delas devem ficar apenas na mente. Outras não. E quem decide isso? As pessoas envolvidas”. O conselho é da educadora sexual Laura Muller, autora do livro Quinhentas perguntas sobre sexo. Há ainda um outro lado dessa história que é pouco falado: a possibilidade de auto-análise. Fantasia diz respeito a desejos internos, de modo simbólico e inconsciente. “Muita gente tem vontade de fazer algo “diferente” e, em boa parte dos casos que analisamos, há um desejo reprimido de sair do convencional, de experimentar coisas diferentes que, por causa da repressão ou crenças não se faz. Mas é na fantasia que tais pessoas se soltam, já que não há punição e não fará mal a ninguém”, explica Claudecy. Isso não significa, entretanto, que, na chamada vida real, você faria tudo o que lhe parece excitante. “O que vale saber é o porquê de tais vontades e práticas, e que tipo de sentimento você tem logo após”, completa Claudecy. Aliás, o legal da fantasia é mesmo pensar por que, afi- nal, esta ou aquela cena imaginada nos atrai. O que ela fala sobre nós mesmas? Que mistério nos revela sobre nossa própria sexualidade? Algumas são tão comentadas que podemos dizer que já fazem parte do senso comum. E, assim como os sonhos, podemos interpretar seus significados. É preciso levar em conta sua própria história, que momentos de sua vida você associa a essas fantasias, com que freqüência e intensidade elas aparecem em seus pensamentos. Elas podem ir de um rápido vislumbre a uma verdadeira compulsão – caso em que é recomendável procurar ajuda terapêutica. Conheça a seguir as fantasias mais recorrentes segundo terapeutas sexuais: Ménage à trois. Pense no seu passado amoroso e responda: de todos os namorados que você já teve, quantos não expressaram o desejo de fazer sexo a três? Nove entre dez homens acham a idéia de ir para a cama com duas mulheres o máximo. Já as mulheres tendem a se empolgar em fazer uma vontade do parceiro ou simplesmente experimentar algo inusitado. Há por trás dessa fantasia uma mostra de segurança sexual, afinal, imaginar seu parceiro com outra sem se sentir ameaçada é sinal de que você “se garante”. No livro Sexo no cativeiro: Driblando as armadilhas do casamento, a autora Esther Perel comenta que incluir outras pessoas na relação é uma forma de atiçar o desejo. Em primeiro lugar, você está reconhecendo um fato óbvio, mas que a maioria de nós prefere não lembrar: ele não é indiferente às outras mulheres. Saber brincar com a idéia de que outra pessoa é atraente para o seu namorado sem que isso se torne um insulto para você é sinal, no mínimo, de maturidade. Lembre-se, na prática as coisas podem ser um pouco diferentes. “Relações sexuais a três normalmente implica uma alta dose de ciúme”, afirma Laura Muller. Você está preparada? Certas mulheres se sentem tão inseguras com a idéia que se incomodam até mesmo com o fato dos homens terem essa fantasia. Mas os terapeutas garantem que esse desejo é normal e que ele não deve ser interpretado pela parceira como um desinteresse na relação. Os brutos também amamBeijinhos, abraços, carícias, palavras melosas... Os homens sabem que as mulheres gostam de preliminares longas e caprichadas. Levando isso em conta, seu parceiro se esmera em delicadezas sutis. E você aí, secretamente sonhando com um homem que chega tomando as rédeas da situação e partindo logo para a ação, sem nem pedir licença? Pode ser apenas vontade de variar, mas também uma fantasia que fale sobre desejos reprimidos. Pessoas que se sentem tímidas e inseguras, com dificuldade de expressar-se sexualmente, podem ansiar por alguém que aja impulsivamente, tomando as decisões por ela. Isso vale até para casos de fantasiar (ou sonhar) com estupros e outras situações de violência física. É claro que nenhuma mulher desejaria passar por uma experiência dessas, no entanto, algo radical pode fazer parte apenas de seu imaginário.

FAZER SEXO FREQUENTE AJUDA NA SAUDE DOS CASAIS

Fazer sexo é uma das atividades preferidas da humanidade. E os benefícios dessa prática vão muito além do prazer entre quatro paredes. Aparência mais jovial, maior auto-estima, relaxamento do corpo e da mente, melhora da circulação sangüínea e da respiração são alguns dos muitos efeitos positivos proporcionados pela atividade sexual freqüente e segura. E o melhor de tudo: é sem contra-indicações. “Adrenalina, endorfina, ocitonina e serotonina são substâncias liberadas em níveis elevados durante o ato sexual e têm atuação sobre o sistema cardiovascular, ósseo e hormonal. No cérebro, agem como aditivo, proporcionando as sensações de prazer e relaxamento”, diz o cardiologista Ruy de Souza Barbosa Júnior, coordenador do serviço de cardiologia e da emergência cardiológica do Hospital Balbino. Durante a relação sexual, as freqüências cardíaca e respiratória se elevam, favorecendo a oxigenação dos tecidos e reforçando o sistema imunológico. “Com o aumento da irrigação sangüínea, o cérebro libera substâncias vasodilatadoras, que facilitam a distribuição do sangue no coração. Por isso, a probabilidade de problemas cardíacos, que ocorrem devido ao entupimento das artérias, diminui”, explica Ruy. Com a prática do ato sexual também é comum a melhora do sono, do humor e de dores crônicas. “Mas se a pessoa não tem vida sexual ativa e também não faz nenhum outro tipo de exercício físico, existe um fator de risco e uma predisposição à doença cardiovascular”, destaca o médico. PELE MAIS BONITA O sexo seguro é, também, um aliado da beleza. “A pele fica mais irrigada pelos vasos sangüíneos e, como a transpiração é mais intensa durante a relação sexual, os poros se abrem, facilitando a eliminação de toxinas. É por isso que a pele fica mais viçosa e rejuvenescida. Ocorre uma limpeza de pele natural”, explica a dermatologista Christiane Gonzaga. Não é à toa que a fisioterapeuta Luana Lobo, 27 anos e o universitário Eduardo Rozzo, 26, que vivem um relacionamento estável há um ano, recebem elogios dos amigos. “Temos uma vida sexual saudável e muito feliz, e isso se reflete em nossa aparência. Estamos sempre sorridentes e com uma luminosidade a mais na pele e nos cabelos”, revela a moça.Pessoas sexualmente ativas lidam de forma mais otimista com os problemas do dia-a-dia. É o que afirma a psicóloga Márcia Fraga Sampaio. “O prazer é fundamental para o bem-estar psíquico e é uma válvula de escape para o estresse. Potencializa a criatividade, a auto-estima e relaxa. Mas sem amor, respeito e maturidade, feito com culpa ou ansiedade, não proporciona os mesmos efeitos”, destaca Márcia. Mesmo com tantos benefícios, é sempre bom lembrar: use a camisinha. HÁBITOS SAUDÁVEIS DÃO MAIOR VIGOR SEXUAL Uma relação sexual consome, em média, 700 calorias por hora, quase a mesma energia que se gasta para andar de bicicleta, caminhar ou jogar vôlei. Só no momento do orgasmo são 160 calorias a menos. O aumento das atividades cardíaca e respiratória é outro fator relevante. O coração pode atingir até 150 batimentos por minuto. A média normal é de 60 a 90 batimentos. Portanto, além de prazeroso, o sexo pode ser um complemento para manter a forma física. Mas isso não significa que dá para trocar exercícios por sexo. “Quem tem hábitos saudáveis, não fuma nem bebe em excesso, pratica esportes e alimenta-se bem, tem maior vigor sexual”, diz a nutricionista Cíntia Teixeira de Souza e Silva. De acordo com a especialista, uma dieta equilibrada contribui para o bom desempenho sexual. Já as refeições calóricas diminuem a disposição. Popularmente conhecidos como afrodisíacos, alguns alimentos prometem estimular o apetite sexual. Ovos de codorna, amendoim, pimenta e ostras são exemplos. Mas ainda não há comprovação científica sobre seus efeitos. “São alimentos quentes e potencializam algumas sensações porque aceleram o metabolismo. Por serem fortes, devem ser consumidos em pouca quantidade”, avisa Cíntia.

AMOR E IRRACIONALIDADE

Em um de seus mais belos ensaios, Max Weber afirmou que a maior força irracional da vida é o amor sexual. O problema é que as duas partes dessa força, amor e sexo, foram culturalmente separadas a partir do momento em que regulamentaram as relações sexuais em favor do casamento. E, devido ao caráter fundamentalmente ético e não propriamente afetivo dessa instituição, com imposição de direitos e deveres sobre os sentimentos dos cônjuges, esse amor, sem a sua raiz, procurou formas de existir na arte, na literatura ou em qualquer criação humana que lhe permitisse marcar sua diferença dos outros amores: do amor fraterno, do amor materno, do amor filial, do amor à pátria, de tantos amores, enfim, que têm direito aos seus objetos. Sem ter direito ao seu, mas com profundas esperanças de reencontrá-lo, esse amor desejou ser o mais belo de todos os amores, e conseguiu. Por isso a palavra erotismo, que poderia valer para todos, ele conquistou apenas para si. Arte e literatura que chamamos de eróticas trataram exclusivamente desse amor. Em troca, receberam a sexualidade que, por ser de impossível desaparecimento, embora não pudesse ser vivida pelos corpos amantes, ganhou outra vida, embelezando e desenvolvendo-se nas pinturas, nas esculturas, nas palavras, onde tantas vezes passou dissimulada, fingindo ser maçã, anjo, curvas, cores, versos, rimas ou apelos de cartas sem destinatário. Enquanto isso, afastado desse amor, que até em formas incorpóreas tentou cultivá-lo, o sexo foi atacado pelo que de mais utilitarista apareceu neste mundo. Sob repressão, quanto mais força demonstrou e mais se aproximou da brutalidade e da violência, mais foi tratado como mera necessidade fisiológica. Desse modo, foi presa fácil de toda tentativa de comercialização voltada para transformá-lo não em objeto de consumo e sim em consumidor. Isso mesmo: o sexo não é objeto de consumo; ele é consumidor. Sem maiores dificuldades, descobriu-se que não passa de uma força inocente, dessas que podem ser enganadas por quem se dispuser a enganá-lo. Daí porque o provocam, o atiçam. Ele tem de ser transformado numa força como a sede e a fome para ficar indefeso, para que possa, mais do que desejar, consumir. É a função da pornografia. Acontece que esse resultado da comercialização dos objetos não afetivos do sexo não ocorreu num mundo vazio de valores. Por mais imperativas que sejam, as regras comerciais não são absolutas nem esgotam as possibilidades da vida. Para todos os valores não contábeis dos homens, sejam religiosos, humanísticos, artísticos ou valores existenciais em geral, a pornografia representou em maior ou menor medida uma intolerável degradação da condição humana. Isso porque a pornografia significou sobretudo despertar, desenvolver e satisfazer o sexo completamente afastado das suas origens afetivas. Dessa forma, contribuindo para marginalizá-lo ainda mais, acabou por marginalizar a si mesma. E, na tentativa de apresentar-se de acordo com valores que não lhe dizem respeito e cansou de desrespeitar, procurou vestir-se de erotismo sem ter nada a ver com ele. Não é arte, porque não passa de práticas de excitação; muito menos amor, razão de ser do erotismo, porque jamais o cultiva, embora queira seu nome para fins comerciais. No confronto entre o destino cultural do amor e do sexo, a dura avaliação: o amor levou a sexualidade para o erotismo e a pornografia contribuiu para eliminar a afetividade do sexo. Nos dias de hoje, se for possível fazer alguma coisa por eles, que seja lhes dar o direito de viverem culturalmente unidos. Em nós, seus portadores, essa desunião gerou tensões e sofrimentos que causaram danos muitas vezes irreparáveis, incuráveis. Foi uma penitência talvez muito severa, embora em favor do nada desprezível desejo de viver em ordem em grupos ou sociedades. Enfim, vale pequena reflexão em torno do inspirado título do idílio de Mário de Andrade: Amar, verbo intransitivo. Pois é nessa intransitividade, nessa ausência total de objetos, que essa potência, o amor, aparece. Pode ser despertado por alguém ou por alguma coisa, pelo que lhe der objeto, pelo que lhe der transitividade, mas que jamais será seu criador, sua origem. É assim o amor desse título. Sua fonte é a nossa animalidade em toda sua inocência sexual, em toda sua pureza. Dividi-lo, dando às suas partes diferentes destinos culturais, é correr o risco de vê-las corrompidas. Se o amor, por obra e graça de suas possibilidades de intelectualização, pode escapar por meio do erotismo; o sexo, sem as mesmas possibilidades, não escapou de corromper-se, vítima que foi da pornografia. Mas quem, depois de tudo, ainda o deseja em forma pura, que é a sua forma afetiva, original, não deve esquecer o seu nome completo, erótico e antipornográfico: amor sexual.

NAO EXISTE PECADO DO LADO DEBAIXO DO EQUADOR

A nudez sempre esteve presente nas artes, mesmo com toda a censura e o moralismo marcantes na cultura brasileira diante de um processo de colonização em que a Igreja sempre exerceu forte poder sobre os corpos e as mentesAté os anos 50 do século passado, no Brasil, a nudez gerava escândalos. Tínhamos um teatro e uma literatura ainda bem-comportadas. Mas nem tanto. Nelson Rodrigues, nosso anjo pornográfico, causou escândalos com suas peças “imorais”. Na literatura tivemos Adelaide Carraro, Cassandra Rios, Hilda Hilst... No cinemas, uma série de diretores ousados cutucaram o cão com vara curta.Tivemos, ainda nos anos 50, o filme “Os Cafajestes”, de Ruy Guerra, no qual Norma Benguel aparece nua em várias cenas, muitas delas frontais. “Hair”, baseado no filme homônimo de Milos Forman, foi adataptado para o teatro. A peça, encenada no Brasil, exibiu várias cenas de nudez. Sônia Braga mostrou toda a sua beleza, sem pudor, em vários momentos. Em plena ditadura militar, as pornochanchadas reinaram livremente. Sexo, sacanagem e muito humor. As sessões eram tão disputadas quanto às adocicadas chanchadas dos anos 50/60.Na passagem dos 70 para os 80 do século passado, duas peças marcaram o imaginário de uma geração: “Macunaíma”, de Antunes Filho, e “Trate-me Leão”, montagem coletiva do Asdrubal Trouxe o Trombone. “Trate-me Leão”, com Luís Fernando Veríssimo, Hamilton Vaz Pereira e Regina Casé, foi um retumbante sucesso no apagar das luzes da ditadura militar. A peça mostrava toda a insatisfação de um grupo de jovens diante de uma sociedade burguesa e opressora. A nudez dos atores buscava o homem puro, sem máculas, numa das quadras mais complexas da nossa história.A peça definiu uma atitude frente à vida. A ausência de personagens adultos em cena é total e fundamental. Jovens perambulam, depois de uma semana de terno e gravata, em busca do prazer. Vários cenários entrecortam o espetáculo - ambiente familiar, escola, metrô e, por fim, uma praia deserta no litoral brasileiro. Ora o ânimo entre os jovens é pesado, ora alegre. Problemas de grana, amores desfeitos, felicidade passageira. Jovens em busca de um futuro menos cinzento. A nudez pontua algumas cenas, colocada diante dos problemas comuns à juventude da época: a liberdade de grana, a liberdade do corpo.Nudez e purezaOutro grande marco do teatro brasileiro foi “Macunaíma”. Baseado na rapsódia de Mário de Andrade, a peça foi montada pela grupo de Arte Pau Brasil. Apresentada no Brasil e no exterior, o espetáculo teve vida longa. Inovador em termos de engenharia teatral, o nu em Macunaíma era de uma forte pureza. O corpo nu dos atores e atrizes pontuava, muitas das cenas, representando, em vários momentos, a própria natureza.Símbolo do brasileiro - como aponta João Etienne Filho -, Macunaíma é um herói que, de tanto penar na terra sem saúde e com muita saúva, se aborreceu de tudo, foi-se embora e “banza solitário pelo céu”. Havia imoralidade em Macunaíma, pornografia? Em nenhum momento. A nudez e o sexo livre entre os índios - ele era filho da tribo dos tapanhumas - se contrapõe com a modernidade do início do século.“Macunaíma nasceu no fundo da mata-virgem, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Fez coisas de sarapantar”, retratava Mário de Andrade. Com as cunhãs, Macunaíma era pura diversão. Sexo sem video-taipe. O corpo era livre. O sexo também. Em São Paulo, quando foi resgatar seu talismã, o muiraquitã famoso, Macunaíma viu na cidade coisas perturbadoras. As cunhãs ensinaram que sagüi-açu era elevador, que os piados eram as buzinas e as máquinas, que para ele eram tamanduás, eram automóveis. Macunaíma pensou: os homens é que eram máquinas e as máquinas é que eram homens.O sexo foi definhando. Então, o herói não achou mais graça nessa terra. Cismou ainda meio indeciso, sem saber se ia morar no ceú ou na ilha de Marajó. Plantou uma semente de cipó e subiu para o céu. Como narra Mário de Andrade, ao final da jornada do herói de nossa gente:— A tribo se acabara, a família virara sombras, a maloca ruíra minada pelas saúvas e Macunaíma subira pro céu, porém ficara o uraí do séquito daqueles tempos de dantes em que o herói fora o grande Macunaíma imperador. E só o papagaio em silêncio do Uraricoera preservava do esquecimento os casos e a fala desaparecida. Só o papagaio conservava no silêncio as frases e feitos do herói.A peça de Antunes Filho ainda ecoa com toda a força neste 2007. Como a própria rapsódia de Mário de Andrade - cheia de nossos signos e símbolos, alguns perdidos diante de um processo colonizador que perdura até os dias de hoje. Mas nem santo, nem homem nesta terra põe fim a uma rica cultura brasileira mesclada por índios, africanos e europeus. O povo brasileiro, afinal, é persistente. Inclusive, no sexo.Sexo sem pecado?Na nossa América o erotismo permeou a arte. Sexo sem pecado é como ovo sem sal - disse o cineasta Luís Buñuel. Nudez, sacanagem, filmes pornôs. Pecados artísticos povoaram nosssas mentes e corações. Nelson Rodrigues afirmou em muitas de suas entrevistas: “Sexo é o que restou da pré-história, do vil passado do homem”. O erotismo se encontra na poesia lírica, na pintura, na dança, no cinema. Penetra na fantasia, no sonho, no vago sentimento do inacessível. Os Cantos de Salomão e a poesia trovadoresca são mais eróticos do que o Kama Sutra. O erotismo está mais no sugerir do que no mostrar totalmente. Como no barroco, no claro-escuro, na promessa do idílio, no mistério a ser desvendado, na repetição do ato de amor como se fosse sempre a primeira vez.Os poetas sabem disso muito bem. Manuel Bandeira: “Deixa teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem; as almas nem sempre”. Mário Quintana: “Amar é mudar a alma de casa”. Lygia Fagundes Telles: “Vocação é ter a felicidade de ter como ofício a paixão”. Desafiando o moralismo, quase sempre de origens questionáveis, o indivíduo se afirma em relação à sociedade. As reações são freqüentes e, mais das vezes, previsíveis. Alheio a elas, o erotismo rompe, reivindica, transgride.Os SertõesJosé Celso Martinez Corrêa sempre foi um transgressor. Desde sua montagem de “O Rei da Vela”, de 1967, pelo Oficina, de Oswald de Andrade, Corrêa transgride. A montagem teve repercussão nacional, marcando seu nome na cena teatral. Oswald fez em “O Rei da Vela” uma ácida crítica ao decantado liberalismo. Personagens caricatos, repletos de cinismo e hipocrisias foram um prato cheio para as transgressões de Zé Celso. O mesmo ocorreu quando o diretor lançou mão de “O Balcão”, do também transgressor Jean Genet. A peça causou escândalos.Agora, com “Os Sertões“ atualiza suas críticas quanto o moralismo vigente no processo civilizatório brasileiro. Crítica que foca também aspectos da cultura, da política, da economia e até das relações sociais em um mundo globalizado. Por exemplo, em “Os Sertões” a secretaria de Estado do governo Bush, Condoleza Rice, e o apresentador de tevê Sílvio Santos são alvos de deboche. Ambos, dentro da paródia criada por Zé Celso, são ridiculizados por suas posições políticas e morais. José Celso não mudou. E nem mudará. Sua leitura do mundo será sempre de um artista irrequieto, independente do momento histórico. Um artista da ruptura e da desconstrução.

SEXO DE PRIMEIRA

Com que lingerie eu vou? Posso falar palavrão? Pega mal transar menstruada? Em noites de estréia com um novo parceiro, perguntas como essas são inevitáveis. Aqui, as respostas Nem sempre o sexo de uma primeira vez é de primeira. Afinal, amantes que ainda não têm muita intimidade desconhecem as preferências do parceiro e aí bate aquela insegurança. Glene Rodrigues, ginecologista e professora de etiqueta sexual, e Claudia Matarazzo, consultora de etiqueta e autora do livro Amante Elegante - Um Guia de Etiqueta a Dois (Melhoramentos), dão dicas para não melar seu grande encontro por conta de micos - seus ou dele.A noite vai ser boa• Ao escolher que lingerie usar, lembre-se de que esconder pode ser muito mais estimulante do que mostrar. Uma peça de seda bem cortada causa mais sensações do que um óbvio fio dental expondo pontinhos de celulite, por exemplo.• Depilação em dia, cabelo cheiroso, axilas limpas e hálito puro é básico. Se você sair do trabalho ou da faculdade direto para os braços de seu amor faça, no banheiro, uma higiene rápida nas axilas, pés e vagina com água e sabão.• Não exagere no álcool e nas drogas. Em estado alterado, o risco de vexame é alto.E vai rolar a festa• Desligue o celular: qualquer interrupção, principalmente nas preliminares, faz a mulher voltar à estaca zero.• Usar camisinha é sinal de respeito com o outro e com você. No sexo casual, se ele se recusar a colocar preservativo, seja firme e objetiva. Se vocês já estão saindo e a transa é apenas uma questão de dias aproveite para encaixar o assunto nos bate-papos, com naturalidade.• Se ele estiver com cheirinho desagradável convide-o sutilmente para tomar um banho com você.• Na primeira noite é melhor evitar ousadias, como posições inusitadas, e não exagerar nos gritos e gemidos. Preste atenção às reações: se ele parecer mais preocupado do que entusiasmado, contenha-se.• Há quem ache os palavrões estimulantes. Se você é assim, vá devagar e sinta a reação dele.• Não faça da cama um divã de analista. Nada de recordar amores passados!• Transar menstruada não é gafe desde que você avise o parceiro - se ele topar, tudo bem. Tire o absorvente no banheiro (e nunca na frentedele), faça uma higiene íntima e deite sobre uma toalha para não manchar o lençol. Ou melhor: transe no chuveiro.• Se ele falhar, nunca dê risada. Como, em geral, os homens se sentem na obrigação de justificar-se, ouça-o com atenção e diga que mais tarde vocês podem tentar novamente.Foi bom, meu bem?• Paga o motel quem convida. Mesmo assim, um cavalheiro nunca deve deixar que a mulher dê seu próprio cheque ou cartão. Se for o caso, ele paga e depois vocês se acertam.• Tudo bem ligar no dia seguinte. Só não pegue no pé. Se a noite foi boa faça a outra pessoa saber disso. É um passo para outros encontros maravilhosos. Ainda que não role, você, pelo menos, não vai ficar com a sensação de que deixou de fazer algo pela sua felicidade.

SEXO NA CABEÇA

Está comprovado pela ciência: 90% das pessoas têm sexo na cabeça o tempo todo. Verdade. Então, eu sou absolutamente normal. Certo? Errado. Eu não tenho caspa. Aí você me pergunta: “O que tem a ver a caspa com o sexo?” Tudo, respondo. Isso mesmo. Estou falando daquelas coisinhas brancas e nojentas que se espalham nos ombros de pessoas igualmente nojentas, feito flocos de neve. Segundo os cientistas da americana Procter & Gamble, as capas fazem sexo. Ou melhor, os fungos causadores da caspa, cujo nome científico é Malassezia globosa. Esta “descoberta do século 21”, só foi possível pois estudiosos conseguiram seqüenciar o DNA dos fungos. E constataram a presença de genes ligados ao acasalamento. No trabalho, para voyeur nenhum botar defeito, os pesquisadores cultivaram 10 litros de fungos, o bastante para provocar caspa nas cabeças de 10 milhões de pessoas. Que nojo!O artigo médico foi publicado pela revista especializada americana PNAS. Ou seja, além de permanecerem no couro cabeludo dos humanos sem permissão e sem pagar aluguel, os fungos também transam o tempo todo. Você tem caspa? Então pode estar acontecendo uma orgia na sua cabeça neste exato momento! Agora fico pensando... se os fungos podem influenciar seus hospedeiros, o comportamento dos compulsivos (e sem o menor critério) por sexo podem ter alguma explicação "científica". Nem que seja esta, a dos fungos.

MULHERES PROCURAM CURSO PARA AUMENTAR A RELAÇÃO SEXUAL

Um casamento anulado por falta de sexo virou notícia no mundo inteiro no início deste mês. A história de uma norte-americana que conseguiu a anulação do casamento na Justiça, alegando que o marido não fez sexo com ela nenhuma vez durante dois anos, deixou as mulheres perplexas e receosas. No Brasil, o Código Civil também prevê a possibilidade de dissolução ou anulação do casamento caso o ato sexual não seja consumado. Para evitar uma separação por falta de sexo e “esquentar” o relacionamento a dois, as mulheres estão recorrendo a ajuda profissional. São cursos, com diferentes abordagens e metodologias, que prometem ensinar massagem sensual, sedução, pompoarismo (técnica milenar de contração voluntária dos músculos circunvaginais), kama sutra, jogos e brincadeiras eróticas, sem contar o indefectível strip-tease. Auto-proclamada pioneira no ensino das artes sensuais, a empresária Nelma Penteado afirma que mais de 1 milhão de alunas passaram por seus cursos nos 14 anos em que atua nessa área, com uma média de 8 mil por mês. “A mulher passou a questionar mais a sexualidade, reivindicar uma relação dentro do que quer. Mas a auto-estima é a base, não adianta aprender uma técnica se não tem uma auto-estima.” Segundo a professora de pompoarismo e segredos da sedução Stella Alves, além do crescente interesse de mulheres por cursos que abordam temas ligados ao sexo, o perfil das interessadas também está cada mais amplo. “No inicio de minha carreira, a maioria das mulheres que freqüentavam meus cursos ia escondida. Hoje, mãe leva filha, sogra acompanha a nora, filho presenteia a mãe, enfim todos estão compreendendo o quanto a sexualidade é importante na vida de todo mundo.” Conhecendo o orgasmo - Casada há 12 anos, a dona-de-casa Andréia Alves, 33 anos, disse que só começou a sentir prazer depois que passou a praticar técnicas sensuais. “Passei os quatro primeiros anos do casamento sem saber o que era orgasmo. Minhas amigas comentavam, mas eu até evitava entrar na conversa delas.” O curso de pompoarismo foi o primeiro dos vários cursos de sensualidade que Andréia fez, depois aprendeu massagem e jogos sensuais. "Aos poucos, comecei a sentir prazer e a dar prazer, passando a ter uma vida sexual melhor. Minha auto-estima também começou a melhorar. Deixei de ser estressada.” “Sempre fui gordinha, por isso, mostrar corpo [no início do casamento] nem pensar. Lingerie nova era inútil. Mas passei a me amar, me aceitar como sou, chamar mais atenção. Sou gordinha ainda, não tenho preconceito do meu corpo, sou uma gordinha sensual. Meu marido estranhou no começo, mas tivemos essa abertura através desses cursos e informações”, disse a dona-de-casa. Ela contou que foi acrescentando novidades à relação aos poucos. “Massagem sensual e tailandesa eu treinava nele [no marido], brincava. Comecei a comprar óleo diferente, creme e ele começou a se empolgar. As coisas estão funcionando lá em casa, tem que fazer para receber, levar novidade para o casamento.” “Com o strip-tease foi mais difícil porque não tinha segurança. Eu já tinha mais auto-estima, mas ficava preocupada com aquelas manobras todas, medo de ele rir de mim. Fui fazendo aos poucos. Num dia dançava um pouquinho e parava. Ele foi admirando meu jeito, minha performance, fazendo brincadeiras. Fui me soltando e deu certo. "Arquivo pessoal - Vanusa começou a ter problemas de auto-estima após a gravidez. A dona-de-casa Vanusa da Silva, 25 anos, passou a se ter problemas no casamento após a gravidez, há um ano e meio. “Meu corpo mudou, engordei um pouco e sentia muita vergonha. Não conseguia dormir com meu marido, tinha muito ciúmes dele, fui ficando neurótica mesmo. Para termos alguma intimidade, era com a luz apagada e olhe lá. Até que ele virou para mim e disse que a nossa situação precisava mudar.” Vanusa fez um workshop de um dia inteiro, no início do ano. “Foi maravilhoso porque toca no auto-estima, dá dicas de massagem, de strip-tease. No mesmo dia comprei um cremezinho de chocolate antes de ir para casa e a partir dali começou a melhorar. Agora, sempre faço uma surpresa. A mulher precisa se valorizar. Para mim, melhorou tudo, até minha relação com o resto da família, com minha filha.” Alguns cursos existentes - Existem vários cursos ligados à sexualidade disponíveis no mercado. Em geral, são realizados em um dia, por quatro ou oito horas. Alguns são ministrados por profissionais com formação específica; outros, por professores intitulados autodidatas. - Massagem sensual/tailandesa: ensina a explorar alguns pontos mais sensíveis do corpo do parceiro, por meio do toque, além de dar dicas sobre como preparar o ambiente e tipos de cremes e óleos usar. - Intimidade e Jogos Sensuais: discute tabus, crenças limitantes, a sexo verbal, entre tantas outras práticas de sexo e brincadeiras íntimas. - Pompoar: os exercícios ajudam a fortalecer os músculos pubococcígeo (que sustentam os órgãos internos). Além de desenvolver a qualidade dos orgamos vaginais, ajudam a prevenir o prolapso de bexiga, a incontinência urinária e o afrouxamento da região pélvica, que ocorre com a idade e com partos sucessivos. - Kama sutra: abordagem sobre o mais famoso livro de posições eróticas existente. - Mulher diamente - workshop que ensina a mulher a cuidar de aspectos importantes da vida dela – profissional, sexual, pessoal e espirirual. - Strip-tease: ensina a arte de tirar a roupa de maneira sensual. Dicas para "esquentar" a relação. - Massagem sensual: deixe a luz do ambiente aconchegante e deite o parceiro, primeiro de bruço e depois de frente. Faça a massagem com um creme apropriado, depois passe em você mesma. Refaça toda a massagem, só que com o corpo, não com as mão. A tendência é que o cansaço passe rapidinho. - Rala e rola: dar uma atenção extra aos mamilos do parceiro pode ser interessante. Uma dica é passar um gel que esfrie e assoprar para ficarem gelados. Em seguida, faça carinhos quentes com a lingua e a boca. - Kit tortura: monte um "kit tortura”, composto de uma venda, falsas algemas (de pelúcia ou lenço de seda) para imobilizar as mão, uma pluma (ou pena) . Amarre o parceiro e vende seus olhos. Use sua criatividade para passar a pluma pelo corpo dele. - Strip-tease: faça caminhos pela casa com bilhetinhos "post it" com frases descrevendo coisas picantes e eróticas que você gostaria de fazer nele ou que gostaria que ele fizesse em você. Aguarde por ele próximo ao ultimo bilhete com roupa sensual e uma linda lingerie por baixo e faça um strip-tease. - Sherlock Holmes: passe géis comestíveis de vários sabores pelo seu corpo. Entre os seios, no pescoço, coxas, pés e outras partes. Se ele descobrir quantos sabores diferentes você usou, ele ganha um brinde. - Perfume sexy: sempre que você souber ou pressentir que vai rolar o sexo com seu parceiro, use um perfume exclusivo para essas ocasiões. Com o tempo, ele ficará condicionado e irá associar esse perfume ao sexo. - O poder das orelhas: os lóbulos das orelhas e a parte atrás do ouvido são poderosas zonas erógenas. Estimule essa região com a ponta da sua língua combinados com uma respiração ofegante e frases eróticas ou gemidos. - virando sobremesa: O chocolate contém uma substância natural que eleva a libido. Brinque de “sobremesa” com seu parceiro. Compre em um sex shop uma tinta corporal comestível de chocolate ou adquira no supermercado uma bisnaga de calda de chocolate. Passe um pouco de chocolate em alguma área do seu corpo que você quer que ele lamba. Depois reveze com ele.

A MULHER SEXUALMENTE LIVRE

Tenho insistido no fato de que a indústria pornográfica tem nos imposto um modelo de mulher que está fundado no fingimento. Têm um comportamento sexual que, mesmo falso, seria o dos sonhos dos homens: aceitam todo o tipo de prática, têm uma postura geral de submissão (ajoelham-se para fazer sexo oral neles), dão demonstrações ruidosas de prazer, especialmente quando são penetradas. Isso tanto na penetração vaginal como anal. Dizem várias vezes que estão gozando, de modo que estariam tendo orgasmos fáceis em qualquer destas circunstâncias. A submissão chega ao extremo quando elas oferecem a face para que os homens ejaculem. Não dão sinais de estarem tendo prazer tão intenso quando são os homens que fazem sexo oral nelas. Isso parece ser apenas uma das preliminares, e que acontece sempre de forma um tanto rápida (exceção talvez ao sexo oral que elas fazem neles, mais demorado e cheio de sofisticações). É tudo muito diferente da vida real, onde homens e mulheres gostam muito dos prolongados beijos na boca, nas carícias manuais por sobre a roupa, da descoberta delicada e pausada das partes dos corpos que vão se mostrando aos poucos. Tudo sempre intercalado com beijos na boca e também em outras partes da cabeça e pescoço. A realidade é que a grande maioria das mulheres se excita mais facilmente por meio da estimulação do clitóris do que da penetração vaginal ou anal. Os beijos mais ardentes são parte essencial do processo de entrar no clima erótico. São o sinal de que se pode ir adiante. É o modo como o tom romântico caminha para o erótico, completamente diferente. Sim, porque o erótico é mais grosseiro, mais rude, mais "mamífero" e um pouco mais vulgar. Isso é verdade também na realidade e é assim que tem que ser porque a atmosfera romântica encaminha mais na direção da ternura do que do tesão. A descrição que faço certamente está prejudicada pelos meus olhos masculinos e pelos erros que cometo na empreitada de tentar penetrar na forma como sente uma outra pessoa - e tão diferente, ao menos neste aspecto, como é a mulher com relação ao homem. Mas a impressão que tenho é a de que as mulheres de verdade, e que são verdadeiramente livres do ponto de vista sexual, vão, aos poucos, se entregando à excitação que toma conta delas à medida em que são tocadas. As mulheres são muito sensíveis aos estímulos tácteis, de modo que aquelas que não têm medo e nem freios de outra ordem (ligados, como regra, ao desejo de controlar a relação) vão entrando num clima de entrega, de se deixarem perder naquele amontoado de sensações. Vão se abrindo. Isso pode ou não vir acompanhado de manifestações ruidosas, sendo fato que um volume maior de ruídos não indica obrigatoriamente maior intensidade de sensações. As mulheres são particularmente sensíveis à estimulação clitoridiana justamente porque lá se encontram terminações nervosas em grande concentração, o que provoca a máxima intensidade da excitação determinada pelos estímulos tácteis. O mesmo não acontece durante a penetração vaginal, órgão essencialmente reprodutor e pobre em terminações nervosas (se a vagina fosse muito inervada, as dores do parto seriam insuportáveis, já que nesta ocasião terá que passar um feto cujo diâmetro da cabeça é de cerca de 15cm). É claro que existem estímulos eróticos que derivam de aspectos simbólicos e não apenas da estimulação nervosa. Assim, uma mulher pode gostar de se sentir penetrada - possuída, como se dizia antigamente - pelo homem que ela gosta. Este é o momento para reafirmar que todo este processo de se descontrair e de se descontrolar, de se entregar de corpo e alma à estimulação sexual, costuma acontecer apenas quando a mulher está transando com um parceiro que seja pessoa amada; ou então, amiga e conhecida o suficiente para que possa se estabelecer um clima de confiança e segurança a ponto dela se soltar da forma que descrevi. Assim, ainda que o amor não participe intensamente da hora da transa, o fato do parceiro sexual ser o objeto do amor e da confiança aumenta muito as chances de uma mulher conseguir a proeza de se deixar levar por sua excitação sexual. Acredito que algumas mulheres aprendam a lidar com sua sexualidade de uma forma tão serena e segura que consigam se deixar "embriagar" pela excitação erótica mesmo com um parceiro que mal conhecem. Porém, são poucas. Aliás, são poucas as mulheres que querem efetivamente aprender a serem assim: tão donas de si e de sua sensualidade. A maioria prefere mesmo o relacionamento com parceiro sentimental. Isso tem a ver também com o que acontece no final, quando homens e mulheres saem deste estado de êxtase solitário (sim, porque a intensidade erótica muito intensa nos faz presos a nós mesmos e sem condição de olhar muito para o parceiro) e sentem muito prazer em encontrar a seu lado aquele a quem amam. É bom registrar com ênfase que o vazio relacionado com o fim da relação sexual talvez seja até maior no homem que na mulher. Ou seja, os rapazes que evitam o sexo sem compromisso estão mesmo é pensando no buraco no estômago que irão sentir no final. Enfim, o que quero passar é que a mulher sexualmente livre "viaja" corajosamente em suas sensações de excitação, experimenta ou não orgasmos (o que não é tão importante quanto se pensa) e depois gosta mesmo é de "aterrisar" no ombro do companheiro querido.

SEXO E CASAMENTO

A cultura ocidental tem produzido pessoas mais andróginas: homens emotivos; mulheres executivas. E esta condição passou a trazer situações conflitantes para os casais. Pensemos em um exemplo dos consultórios de terapia: um casal que se forma, namora e casa, como esperamos que façam. E, como todos também fazem, não conversam sobre as expectativas reais de como seriam quando casados. Moldado por novos formatos, o homem aprendeu comportamentos tidos como desejáveis pelo discurso feminino. Gosta de cozinhar, fazer um carinho diferente. E assim iniciou uma competição que não percebera. Não percebe que quando deseja preparar uma receita especial, está ocupando o espaço dela. Comportamentos como este podem alimentar sentimentos negativos. Nestas condições, o sexo passa a ser mais um ponto para o casal discutir. Ainda é comum as mulheres se afastarem do sexo e homens exacerbarem a necessidade do sexo. Então, ele passa a usar a internet, a masturbação para se satisfazer. E a crise surge (crise que já existia, mas não era reconhecida): a mulher ‘descobre’ atos sexuais do marido sem a presença dela. E exige que ele se trate, resolva a ‘compulsão sexual’. Baseado no projeto de vida que fizera, ele irá se dedicar a mudar: psicoterapia intensiva com foco no comportamento patológico que parece atrapalhar o casal. A mulher, contudo, questiona as causas reais do distanciamento: ele não complementa o que ela necessita: ser objeto de dedicação dela. Ela precisa de alguém que cuide dela e se deixe cuidar. Que insanidade é essa de tomar posse da cozinha? Ele tem o comportamento esperado de um adulto jovem que divide o mundo com a mulher, que se emociona, cuida... E ela ainda deseja um homem à semelhança daqueles de gerações anteriores. É experimentando as situações que o casal conseguirá saber que a realidade que conseguem produzir não é a que de fato querem. Conversar e produzir um contrato de casamento é necessário, mas aprender a reformular o contrato, lidando com as frustrações advindas de diferenças, é o mais importante.

LIBIDO - FORÇA ERÓTICA QUE VAI ALÉM DO SEXO

Libido é uma fábrica de energia que o corpo produz. Essa palavra vem do latim que significa desejo ou anseio. É uma força de alta voltagem erótica vai muito além do sexo, ela é reciclável, circula pelo seu corpo, estimula experiências prazerosas. Em suma, move o mundo.A polivalência da libido começa no dicionário. Existem no Aurélio duas definições para essa palavra. Na primeira, é sinônimo de instinto e desejo sexual. Na segunda, predomina o conceito psicanalítico e o significado se amplia: libido é a energia motriz de todos os instintos de vida e da atividade criadora humana.Embora a libido não se restrinja ao ato sexual, ela o inclui, pois ele está na lista dos instintos básicos de sobrevivência. Comer e beber mantêm os seres vivos. Agredir ou fugir são mecanismos primordiais de defesa. E sem sexo a espécie seria extinta.É verdade que o ser humano é um animal libidinoso, mas com uma grande diferença em relação ao restante da fauna: a inteligência. Ao longo da evolução, adquiri-se a capacidade de relacionar sexo a afeto. É com base nos hábitos e valores que se escolhe o que fazer com a energia libidinal: ler jornal, escalar uma montanha, descobrir uma nova vacina... Ou praticar sexo. Por prazer, e não apenas para procriar.Podemos dizer que o cérebro é um órgão sexual por excelência - é ele que nos permite experimentar o prazer. Os neurotransmissores noradrenalina, dopamina e serotonina participam ativamente desse processo, que tem a ver não só com a excitação erótica, mas também com bem-estar. A serotonina, por exemplo, ajuda a regular o sono, o apetite, as funções cognitivas, o humor e a produção de hormônios sexuais. Mas a saúde depende do equilíbrio dessas substâncias - excesso de serotonina diminui a libido. Os hormônios também são decisivos. A testosterona, um hormônio masculino, está presente em homens e mulheres, mas, neles, em quantidade maior. Ela estimula o desejo sexual. Nas mulheres, predomina o estrôgenio. Sua produção tem início na puberdade e decresce a partir da menopausa - o que tende a diminuir a lubrificação vaginal e alterar o humor.

SEXO DE PLÁSTICO

Vagina em lata é o que oferece o endereço virtual. Mas quem preferir, pode adquirir também, pela módica quantia de € 69,90, boca ou ânus enlatados. É a era do sexo de plástico - e em lata. Honesto e seguro, mas também impessoal e solitário. Bom, Ubaldo se perguntava para que diabos alguém iria comprar uma fragrância de vulva. Aí está a resposta. O cara vai lá, compra o Vulva Original (nome do perfume) e uma vagina em lata. E o usa onde? Isso mesmo, na vagina de plástico, mas com cheirinho de verdade. Pronto, é só se concentrar (muiiiito), fechar os olhinhos e entregar-se ao prazer. As vantagens do sexo em lata, além de preservar a saúde, são as mais variadas. Você pode transar com sua latinha perfumada em praticamente todos os ambientes que desejar. É só ter cautela e espírito aventureiro. Será a realização de suas fantasias mais loucas. Por exemplo, se sua tara foi transar em público, vai poder. Mas seja esperto. Leve sempre consigo um blazer ou uma blusa de lã. E mantenha a vagina à mão. No avião, vai ser fácil. E podem proibir, como aconteceu com a Singapore Airlines. E acabou essa coisa de fazer malabarismo escondido no banheiro. Na cabine telefônica, moleza. Telefone no ombro, segure o blazer na altura do tórax e mande ver na latinha. Pode até gritar! Quem passar, vai achar que está brigando com a mulher. No trabalho, um ardente desafio. Sempre tem uma ou outra que a gente fica de olho, não é mesmo? Mantenha o foco na tetéia e, sem esquecer a blusa, aproxime bem a cadeira da mesa. Uma vez cercado de cuidados, trace a latinha. Pura diversão. Entretanto, meu conselho é manter sempre a latinha como estepe. Nunca, jamais a transforme em “oficial”. Aí já é loucura mesmo. Guarde-a para aqueles dias em que a namorada está na TPM ou mesmo “naqueles dias”, para quando brigarem, para as afamadas dores de cabeça, para viagens, períodos de seca e entretenimento. Agora, fique atento. Se você começar a procurar mais a latinha do que a parceira, é sinal de que alguma coisa está errada na sua relação conjugal. Ou com você mesmo. Procure imediatamente um terapeuta de casais ou um psiquiatra. Para uma outra parcela de homens, a latinha não basta. Eles querem o conjunto completo. São os adeptos das conhecidas bonecas infláveis, cada vez mais modernas e diversificadas. Neste caso, contudo, nem Freud explica. Esta semana mesmo, um americano foi detido na cidade de Cesar Rapids, no Estado de Iowa (EUA), após ser flagrado deitado ao lado de uma boneca inflável, com as calças abaixadas, em um banheiro público de um prédio comercial. Craig S. McCullough, 47 anos, foi indiciado por exposição indecente e má-conduta e conduzido para a cadeia do condado de Linn. O Japão é um dos países que amargam os maiores índices de solidão do mundo. É de lá que veio, no começo do ano, a história de Ta-Bo, um engenheiro de 45 anos. Em plena idade do lobo, Ta-Bo não tem esposa, namorada, amante ou sequer amizade colorida com nenhuma de suas amigas. É heterossexual e declara que, como tal, gosta mesmo é de mulher. De plástico. Sua tara por esta “espécie” resultou em algo impressionante. Do porte de Guinness Book. Em sua casa, em Tóquio, o japonês mantém nada menos do que 100 bonecas love dolls (em português bonecas do amor). Em dez anos, ele gastou cerca de US$ 170 mil para montar seu harém de silicone. Por mais estranho que possa nos parecer, Ta-Bo é apenas um entre milhões de adeptos desta opção de prazer. É que, no Japão, as real dolls, como também são chamadas, viraram uma verdadeira febre. Prova disso foi um outro spam que chegou em meu e-mail. Pelo enunciado, vi que poderia ser algo engraçado. Mas não imaginava que fosse tanto. Digamos, no mínimo, bizarro. Cliquei e o que vi foi realmente espantoso. Há todo o tipo de mulher – de plástico – lá: morenas, negras, japonesas, loiras, ruivas, jovens, muito jovens, magras, gordas etc... Celine, Amanda, Mai, Ângela e suas amigas enchem os olhos dos solitários. Stacy, por exemplo, ostenta um belo piercing na língua. Os modelos mais sofisticados têm pele de silicone e corpo todo articulado. Umas soltam algo parecido com um gemido na hora da penetração. A vantagem do material utilizado nestas bonecas modernas é que, caso você seja do tipo animadinho na cama, elas não correm o risco de sair voando pela janela do quarto, se furadas.Este “ser” também não vai te amolar, discutindo relação, e muito menos estourar o cartão de crédito. Não vai encher o saco para ir ao shopping ou almoçar domingo na sogrona. Não vai envelhecer, engordar ou enrugar. Por outro lado, esqueça essa coisa de cafuné, sedução, beijinho e vem cá meu nêgo. Falando nisso, vem da mesma fábrica o Charlie. Um exemplar de macho, totalmente siliconado. É de chorar de rir. Charlie é estiloso, tem aquela barriga que as meninas chamam de tanquinho e cabelos pretos. No site, aparece numa típica posição de macho: com o controle remoto nas mãos. Alguém deve ter achado isso sensual. Enfim, para elas, não há opções. Vão ter de se contentar com o Charlie. Loucura? Então veja isso para finalizar a conversa. Como nem só de seres solitários e humanos vive o comércio, um francês teve uma idéia genial. Possivelmente inspirado nesta modinha das real dolls, o designer criou a hot doll. Isso mesmo. Se você tem um cachorrinho taradinho, daqueles que não podem ver uma visita em casa que vai logo atacando pernas alheias, esta é a solução. Para adestrar o apetite sexual do bichinho, a cachorra-boneca é fabricada nos tamanhos pequeno e grande, é feita de plástico e coberta com uma fina camada de gel para garantir um "toque suave". Então, para o fim do constrangimento doméstico, hotdoll é a solução. “Homens usam bonecas infláveis quando não conseguem se controlar, então por que não para os cachorros?", disse o idealizador Clement Eloy. O dono também pode usar um spray com "odor de fêmeas" no brinquedo para atrair o cachorro.

RELATO VERDADEIRO DE UMA MÉDICA. O SEXO VIRTUAL NÃO TEM LIMITES

Acabei de fechar a webcam. Estava me mostrando para o meu mais novo admirador. Ele pediu que eu tirasse toda a minha roupa e soltasse o cabelo antes de sair. Dei um sorriso, levantei-me da cadeira e despi minha lingerie rosa. Viu meus seios pequenos, minha barriga lisinha e, finalmente, os pêlos que não quer que eu raspe mais. Passei os dedos entre os pequenos lábios e deixei que um deles entrasse, tudo de maneira cinematográfica, para que ficasse excitado. As pessoas pensariam que sou uma vadia ou uma garota de programa. Mas sou uma mulher madura, profissionalmente bem colocada. E casada. Poderia ser sua colega de trabalho, sua namorada ou sua mulher. Sei que sou interessante, meiga e com um corpo bastante atraente. Não me realizo sexualmente no meu casamento e também sei que meu marido continua procurando outras. A traição acontece enquanto não decido o que fazer com nossos muitos anos de convivência. Mostrar-me é o meu refúgio, de uma maneira paradoxal. Uma câmera que me leva ao mundo consegue ao mesmo tempo me deixar isolada dele, restrita aos meus desejos. Sou uma mulher que gosta de sexo. Na adolescência era tímida e, para compensar, criava histórias na minha cabeça em que era desejada e possuída pelos garotos de quem gostava. Até me casar e mesmo depois de alguns anos sempre tive um comportamento sexual “dentro dos padrões”. Sentia que era um tanto sem emoção, mas não tinha estímulo para ousar, o que acabou surgindo ao descobrir que era traída. Rompi também os laços de fidelidade e tento experimentar tudo o que nunca me permiti. Fazer sexo pela câmera é apenas uma dessas coisas. Só me mostro para homens que eu conheço e que sei que têm capacidade de me fazer gozar diante de uma webcam ou depois que a desligo, numa masturbação. É especialmente bom ouvir (ou ler) sobre o tesão que eu consigo causar. Dizem desde frases como “você é uma mulher maravilhooooosa” a palavras chulas. Isso tudo vai aumentando meu desejo e melhorando a performance diante da tela. Começo sempre com uma lingerie insinuante e quase sempre termino sem ela, jogada num canto do quarto. Cada uma delas produz uma personagem diferente, mais vadia ou mais recatada no início. Os papos tornam-se picantes em volta de algum detalhe dela, ou simplesmente fluem da minha imaginação. Coloco a câmera em ângulos que sei que adoram. Se muito perto dos seios, ficam com a sensação de quase tocá-los. Mas a visão predileta sempre está entre as coxas, quando apóio minhas pernas sobre a mesa do computador. Porém, só a imagem não segura a cena. Primeiro tento excitá-los contando minhas vontades, descrevendo o que estou sentindo, e finalmente pergunto o que querem que eu faça. Algumas vezes eu nem dou chance: faço o que estou a fim e quase sempre são as melhores transas virtuais. Se não estou com vontade naquela hora, posso optar por apenas fazer o inverso: mando que tirem a roupa e se mostrem para mim. Eu é que fico de espectadora. Se eu poderia fingir que estou tendo prazer? Claro. Mas qual é a graça em mentir só para agradar? Sabem que podem confiar em mim. Comecei tudo isso com um amante que estava sempre ocupado. Para não ficarmos sem nos ver, ele me pediu que usasse o Messenger. Ensinou-me a relaxar, a me masturbar diante da câmera e até a gozar com ele assistindo a tudo. Ia escrevendo palavras obscenas ou coisas que me levariam ao orgasmo se sussurradas no meu ouvido. Eu retribuía enfiando os meus dedos onde ele desejava e depois lambendo-os como se fosse uma parte dele. Isso o deixava com vontade de sair do escritório e me encontrar. Contava que acabava se satisfazendo no banheiro, quando não acontecia ali mesmo, na frente do computador. Além dele, tive outro que me mandava umas fotos íntimas antes, para que eu fosse ficando molhada. Algumas eram dele mesmo. Adorava ver minha bunda, quase sempre de fio dental. Dizia que era redondinha, convidativa. Com ele vivi uma situação constrangedora diante de uma amiga. Ela sabia que nós conversávamos pelo Messenger, mas não sabia que eu tirava a roupa para ele. Um dia, enquanto ela me visitava, ele estava online e quis conhecê-la. Contei discretamente para minha amiga que mulheres. Combinamos então de fazer insinuações como se pudesse haver algo a mais entre nós duas. Ele perguntou se a minha amiga sabia o que nós fazíamos pela cam. Eu respondi que sim e disfarcei. Em seguida disse que precisava desligar. Eu não conto minhas aventuras para ninguém, nem mesmo para minha melhor amiga. As mulheres costumam julgar esse tipo de comportamento, até que façam o mesmo. A única vez em que transportei meu desejo para o casamento foi com um homem que conheci num bate-papo. Fizemos sexo por telefone assim que nos conhecemos. Nós nos vimos apenas duas vezes e nunca sequer nos beijamos, mas ele despertava em mim um tesão quase incontrolável. Um dia cometi a loucura de abrir minha cam para ele enquanto meu marido dormia no quarto ao lado. Ele começou a me contar todas as experiências excitantes em casas de swing de uma forma tão erótica que acabei saindo nua, como estava diante da cam, e acordei meu marido para que ele fizesse sexo comigo. Mas, apesar de dispor do meu corpo dessa maneira aparentemente segura, já chorei várias vezes depois. Nem sempre os homens conseguem esconder que estou sendo “usada”. Algumas vezes, depois de satisfeitos, simplesmente dizem que precisam sair. Repetem o famoso mito de virar-se de costas e dormir, só que de uma maneira muito mais contundente. Não sei se deixo transparecer que estou me sentindo frágil naquele dia e então percebo que não há espaço para cumplicidade nesse tipo de relação. Não é permitido que se compartilhem problemas e frustrações. Sexo é sexo: não é amizade e muito menos amor. Sonho em encontrar a fusão disso tudo, mas procuro não ter ilusões. Não nego que me apaixono por quem me envolvo, mas não conseguiria que fosse de outra forma. Aprendo aos poucos a não revelar meus sentimentos, apenas isso. Eles têm medo de que minha paixão posso prejudicá-los em seus casamentos, em suas vidas pessoais. Sei que a única prejudicada muitas vezes sou eu, por ousar ter o que jamais conseguirei: a visão masculina do sexo. Agora estou envolvida com um executivo, muito ocupado também. Acredito que ele tem cam, mas se recusa a mostrar-se para mim. Sempre que pode, me vê no fim da tarde. Ele é diferente dos outros. Não se preocupa em me excitar, em me elogiar. Diz que sou lasciva e sei o que fazer. Muitas vezes é direto: manda um e-mail falando para eu não perder tempo e já aparecer nua diante da câmera. Gosta de me fazer submissa e me deixa enlouquecida. Usa sua imaginação para me contar fatos eróticos e os relembra quando estou diante da cam. Deixa-me à vontade para me masturbar, para dar o meu showzinho. Muitas vezes já falei com meu marido por telefone enquanto me mostrava nua para ele. A sensação de deslealdade com um e de compromisso com o outro me torna uma mulher de vida dupla. A excitação do meu admirador quando isso acontece nos une ainda mais. Percebe que a cada dia pertenço mais a ele, a seus caprichos. E tenho ido sempre mais longe em busca de prazer: arrisco fazer strip mesmo quando sei que meu marido poderá chegar em casa e me ver. O que poderia acontecer se eu fosse pega? Eu apanharia ou ele faria sexo comigo? Dor ou prazer? Os dois, penso... O perigo me deixa mais voluptuosa, desregrada. Eu me imagino como uma vagabunda que não tem qualquer pudor e só assim consigo liberar meus instintos. Também foi com ele que vivi uma das situações mais prazerosas. Não sei se parte dela, a que ele me contou, é verdade. Ele precisava sair do Messenger porque teria uma reunião na sua sala. Perguntei se não queria que eu continuasse ali, só me masturbando para ele ver. Queria testar sua capacidade de concentração no trabalho. Ele topou. Continuei, então, nua e provocante. Pouco depois me perguntou se poderia me mostrar para seus colegas. Disse que sim. Fiquei algum tempo exibindo o meu sexo, o meu tesão, imaginando como aqueles caras estariam enlouquecidos sob os ternos, ávidos por fazer sexo com uma mulher deitada sobre suas mesas. Não sabia quem eram e aquilo me deixava mais e mais excitada. Imaginei-me, por fim, dentro daquele escritório, sendo penetrada por todos. Fechei a cam. Depois perguntei se era verdade que eles estavam lá me vendo. Sua afirmativa não me convenceu, já que sua imaginação é o que me torna uma depravada. Acho que nunca vai me contar. Dessa última vez, pediu que eu comprasse um vibrador e me masturbasse diante dele. Vou fazer. Essa é a regra do jogo. Poder tudo, fazer tudo, segundo ele. Coisas que, pelo menos diante de uma câmera, nunca terão limite...

SEXO INVADE REALITY SHOW

A estação norte-americana CNBC estreou, na passada quinta-feira, o último delírio em matéria de reality shows. Doze candidatas a actrizes porno têm de protagonizar cenas de sexo explícito num novo programa intitulado ‘America’s Next Porn Star’. As concorrentes são fechadas numa mansão em Los Angeles e têm de mostrar o que valem para chegar à final: a vencedora arrecadará cerca de sete mil euros e um contrato com um estúdio cinematográfico.‘America’s Next Porn Star’ vai para o ar uma vez por mês, durante cinco meses, e as 12 candidatas sujeitam-se a várias provas. Têm, por exemplo, de fazer striptease para os membros do júri, posar para fotos sensuais e participar em cenas de sexo explícito com actores já experimentados no mundo da pornografia. Cada programa tem a duração de uma hora e a apresentação está a cargo de Kirsten Price, uma antiga estrela ‘Playboy’.Para manter o picante, a estação tem à disposição das concorrentes uma mansão, em Los Angeles, com 20 quartos. As candidatas a um lugar nos filmes pornográficos têm várias origens e são elas Kylee Reese, Sienna West, Bobbie Starr, Naomi Cruise, Holly West, Audrey Bitoni, Carolyn Rese, Rachel Roxxx, Savanaah Gold, McKenzee Miles, Alexis Texas e Alexis Love. Pode ser que algum destes nomes passe a figurar na lista das melhores actrizes porno. Cenas inéditas e momentos que não foram exibidos pela televisão podem ser vistos em exclusivo pelos telespectadores interessados no site próprio dedicado ao programa (www.americas nexthotpornstar.com). Basta, para isso, fazer uma assinatura, por cerca de sete euros. MULHERES DOMINAMOs reality shows que exploram a beleza feminina são os mais populares e também os mais vistos nos Estados Unidos da América. No topo da lista surge ‘America’s Next Top Model’, um concurso exibido em 2003 que elegia novas candidatas a modelo e pagava mesmo as necessárias operações plásticas para ‘vender’ as mais belas. No mesmo ranking, destacam-se outros programas originais, como ‘Amazing Race’, que promovia a disputa entre pessoas de diferentes ascendências, e ‘The Bachelor’, um concurso – já adaptado pela TVI – em que uma rapariga se sujeitava a namorar com um noivo odioso só para conquistar determinada quantia de dinheiro. Apesar de, há alguns anos, alguns críticos mais elitistas terem vaticinado o fim dos reality shows, estes formatos mantêm-se no ar e cada vez estão mais purados. As grandes novidades são agora ‘Kitchen Nightmares’, um concurso que põe à prova a falta de jeito de algumas pessoas para a arte da culinária, e ‘Dirty Jobs’, um programa que obriga os candidatos a praticarem os trabalhos que mais ninguém quer fazer.

LONDRES INAUGURA EXPOSIÇÃO PARA ADULTOS

Londres inaugura exposição proibida para menores. O centro cultural Barbican de Londres, a cidade onde tudo, ou quase tudo, parece permitido, inaugura na próxima sexta-feira uma provocativa exposição sobre a relação milenar entre a arte e o sexo, que será proibida para menores de 18 anos. Esculturas romanas, gravuras eróticas japonesas, miniaturas indianas, obras de Rembrandt, Fragonard, Schiele e Picasso, um filme de Andy Warhol com uma cena de sexo oral, pinturas em seda chinesas: mais de 250 obras do mundo inteiro serão exibidas em "Seduced: Art and Sex from Antiquity to Now" ("Seduzido: Arte e Sexo da Antiguidade até Hoje"). "Nós os convidamos ao prazer de ser seduzidos pela arte que tem abordado através da história temas sexuais", afirma o texto na entrada da mostra, que os organizadores garantem ter como objetivo "provocar, mas não chocar". "Nunca antes no mundo se havia feito algo assim", disse Martin Kemp, um dos curadores da mostra, que levou cinco anos de trabalho e implicou uma organização "logística extraordinária", já que as obras e objetos de arte vieram de todas a partes do mundo. "A exposição é atrevida, mas não pornográfica", insistiu Kemp. "Mostra como as diferentes culturas têm expressado na arte este tema básico da humanidade: o sexo", explicou. "Em troca, a pornografia é unidimensional, não explora as relações humanas", disse. A mostra do Barbican, que estará aberta ao público até 8 de janeiro, inclui esculturas romanas elaboradas há 2.000 anos, de bacanais e ninfas acossadas por sátiros - um tema que depois foi retomado por Picasso y Rodin, no fim do século XIX - um afresco encontrado em um bordel de Pompéia de casais fazendo amor, uma pintura a óleo de Francis Bacon e fotografias fetiches de Robert Maplethorpe. "Nossa meta era apresentar uma exposição que busca confrontar o público, mas queríamos que também fosse íntima: queríamos tratar o sexo como uma emoção vinculada à excitação do visual", explicou Marina Wallace, outra curadoras da mostra, que integra as comemorações de 25 anos deste popular centro cultural londrino.