Especialista explica comparação entre sexo e chocolate

Posted on 1/16/2015 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE

Doce oferece bem-estar, mas não substitui prazer sexual. 

Não é a toa que desde os tempos antigos o chocolate vem sendo usado como afrodisíaco, e até hoje faz parte dos jogos de sedução entre os casais. O doce, que costuma ser associado ao prazer sexual, possui compostos - como a dopamina, a serotonina e a feniletilamina - que oferecem sensação de bem-estar e afastam a ansiedade.

Segundo a terapeuta transpessoal e especialista em sexualidade humana, Antonieta Mazon, por esse motivo é tão comum as pessoas associarem o chocolate ao sexo. "As características de sabor e de prazer do doce justificam a associação com os jogos amorosos. Assim como o sexo, o chocolate é saboroso, agradável e seu gosto convida ao deleite", compara a especialista.

No entanto, apesar das comparações, Antonieta afirma que a sensação oferecida pelo chocolate não substitui o prazer atingido no ato sexual. A terapeuta explica que a resposta sexual humana, que resulta no orgasmo, consiste numa atividade neurobiológica que envolve, em uma de suas fases, um conjunto de compostos químicos, dos quais fazem parte a serotonina, a feniletilamina e a dopamina. Por isso, muitas vezes este alimento apetitoso acaba se tornando a compensação para relações que se acabam ou, até mesmo, para amores não correspondidos.

"As fontes que explicam as sensações de bem-estar, tanto no chocolate como no sexo, são as mesmas. No entanto, apesar da ingestão de chocolate poder aumentar a concentração de feniletilamina no sangue, dificilmente atingirá o patamar de prazer e bem-estar proporcionado no orgasmo", esclarece Antonieta.

CHOCOLATE NÃO AUMENTA LIBIDO

A terapeuta ainda explica que o chocolate está mais relacionado à fonte de bem-estar e prazer do que com a libido, que pode ser entendida como a energia do desejo. "No entanto, sabemos que uma das grandes fontes do desejo sexual é a fantasia. Por isso, relacionamos este doce à libido, pois uma vez atingido o desejo, teremos como consequência o prazer", compara Antonieta.

A especialista acredita que a sensação oferecida pelo chocolate pode substituir a falta de sexo, mas somente numa fase inicial. Isso acontece porque a feniletilamina controla, entre outras funções, a passagem da fase do desejo sexual para a fase seguinte, da emoção e do afeto propriamente dito. Essa substância tem um efeito muito positivo sobre o corpo e, de tão poderosa, pode se tornar um vício.



"O problema é que o organismo humano desenvolve naturalmente a tolerância aos efeitos da feniletilamina e, com o passar do tempo, torna-se necessário maior quantidade do composto para provocar o mesmo efeito. Sendo assim, se continuarmos a ingerir demasiadamente o chocolate, correremos o risco de desenvolver outros problemas pelo excesso de açúcares e calorias", alerta a especialista.

VOCÊ PREFERE CHOCOLATE A SEXO?

A empresa Unilever realizou recentemente um estudo em 13 países, incluindo o Brasil, para descobrir o que é irresistível para mulheres. A pesquisa mostrou que as brasileiras são as maiores fãs maiores fãs do doce: 83,6% das participantes colocam o chocolate no topo da lista. O sexto só apareceu em quinto lugar, com 73,3% dos votos.

Antonieta Mazon considera que o sexo para a mulher está muito relacionado ao afeto, que envolve cuidado e atenção. Portanto, para o público feminino o ato sexual é processual, e não um ciclo com começo, meio e fim. "Eu acho que essas e outras divergências da sexualidade feminina e masculina, muitas vezes não dialogadas, impedem que a mulher desfrute mais do prazer sexual. Ela prefere por vezes abster-se do prazer, a ter que expor suas preferências sexuais ao parceiro. Creio que é aí que entra o chocolate como uma fonte de prazer. Apesar de oferecer prazer com muito menos intensidade, envolve um investimento pessoal também muito menor", sugere a terapeuta.

CHOCOLATE USADO NO SEXO

Alguns casais, para apimentar a relação, apostam em novidades na cama. Muitos fazem uso do chocolate durante o sexo oral, por exemplo. A boa notícia é que a prática não envolve nenhum malefício, desde que sejam tomados os cuidados necessários.

"As pessoas devem adotar as devidas precauções higiênicas, como em toda prática de sexo oral. Além dessas, é preciso observar a temperatura adequada do chocolate, a fim de evitar que aquilo que deveria ser uma fantasia saborosa e prazerosa não se torne um banho de água fria no ambiente, ou até mesmo um acidente mais sério, com queimaduras pelo corpo", ensina Antonieta.