Sexo Casual: Fazer ou Não Fazer?

Posted on 7/24/2014 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE

Sexo casual faz bem à saúde desde que seja feito para a obtenção de prazer.

A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Nova York e de Cornell, publicado no “Social Psychology and Personality Science”. A pesquisa foi feita com 371 estudantes em que 42% admitiu ter tido alguma relação sexual fora do relacionamento.

O estudo apontou que os estudantes que dormiam com diferentes parceiros reportaram um grande nível de bem-estar depois do sexo. O estudo foi coordenado por Zhana Vrangalova, da Universidade de Cornell, que também já fez uma pesquisa, recentemente, mostrando que sexo casual causa depressão.

Para o pesquisador não há controvérsia, só uma complementação. Se for feito pelas razões certas, como a busca pelo prazer, trará benefícios, caso contrário, se for feito numa situação de vingança ou insegurança, pode causar depressão.

Para a neuropsicóloga e sexóloga Sônia Eustáquia Fonseca o Sexo Casual ganhou espaço a partir da década de 50/60, com o advento da pílula anticoncepcional. Com o passar dos anos a relação sexual desatrelou-se da concepção e ganhou definitivamente o status de obtenção do prazer.

O sexo casual sai das casas de prostituição e deixa de ser “profano” e se expande entre homens e mulheres como uma relação natural, com finalidades orientadas para o prazer. No entanto, segundo a sexóloga, embora esse tipo de relação seja cada dia mais comum, a ausência de compromisso entre duas pessoas ainda é um pouco perturbadora para alguns. Seja porque ela é realizada declaradamente para buscar só o prazer, seja porque aparentemente ameaça a organização familiar.

“A ausência de um compromisso que certamente levaria, mesmo que em longo prazo, a um casamento, deixa sem um “nome aceitável” esse novo jeito de homens e mulheres, jovens ou não, de se relacionar”, afirma.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, para Sônia Eustáquia o Sexo Casual não é sinal de imaturidade afetiva. “O sexo casual é a consequência natural do status de “ficar”. A partir do momento em que o “ficar” ganhou espaço sociocultural, e onde não há delimitação das ações afetivas sexuais e as carícias ganharam ampla liberdade, a relação sexual pôde fazer parte ou não dessa modalidade de expressão dos afetos e sensualidade”, diz.

Para a sexóloga a falta de compromisso é em si mesmo boa e prazerosa. “Mais ou menos comparada àqueles dias de férias, onde não somos cobrados dos horários e não precisamos usar o relógio, dentre outras coisas gostosas. O sexo casual nos remete a liberdade, alegria e prazer. Visto por esse ângulo ele é bom e lícito, podendo ser recomendado sem contraindicações. Deixo apenas uma pequena recomendação: assim como as férias acabam, ele também tem um prazo de validade e deve chegar ao fim quando o casal se apaixona e deseja formar uma família”, afirma Sônia Eustáquia.