Quadrinista Chester Brown revela detalhes de sua relação com prostitutas

Posted on 8/14/2012 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE


O quadrinista canadense de 52 anos cansou de relacionamentos estáveis e resolveu se envolver apenas com prostitutas, como narra na sensível HQ Pagando Por Sexo.

Você aí, responda com honestidade. Quantas vezes já recorreu aos serviços de sexo pago? Nunca, de vez em quando ou sempre? O sensível quadrinista canadense Chester Brown, 52 anos, não tem vergonha de admitir publicamente que só gosta de transar com garotas de programa. Ele conta isso, com detalhes, na HQ Pagando por Sexo (WMF Martins Fontes/R$ 47), o quadrinho mais comentado nos Estados Unidos este ano e o primeiro lugar na lista dos mais vendidos do jornal New York Times.



É que, depois depois do último e traumático relacionamento amoroso, ele decidiu pagar em espécie pela ausência de envolvimento emocional. Assumiu que dali em diante as questões resolvidas seriam apenas referentes às necessidades do corpo.

Pessoal
E mais, gostou tanto da experiência que se candidatou ao Parlamento duas vezes pelo Partido Libertário do Canadá, o único a defender a descriminalização da prostituição. Hoje em dia, a atividade é legalizada naquele país.

“Meus amigos e família ainda me aceitam como eu sou, e estou sendo mais reconhecido por esses dias. Às vezes me pergunto o quanto o pessoal que mora no meu prédio sabe, porque com esse livro eles podem supor o que se passa no meu apartamento e talvez não gostem. Mas se sabem também não disseram nada”, diz.



Profundo
Claro que na vida real, Chester percebeu que não se livraria, tão fácil, do sentimento amoroso. Depois de anos saindo com prostitutas - só no livro são citadas 24 diferentes -, hoje ele tem um envolvimento monogâmico com Denise, a última prostituta com quem transou. Ainda assim, parece ter sérios problemas para definir o envolvimento de ambos.

“Duas pessoas têm um relacionamento sexual monogâmico que já dura anos. Gostam uma da outra (mesmo que não usem a palavra amor) e uma das duas ajuda a outra financeiramente. Como se chama um relacionamento deste tipo?”, indaga.

Honesto, divertido e mais profundo do que parece, Pagando Por Sexo tem arrancado elogios de mestres como Neil Gaiman e Robert Crumb, que escreveu o prefácio da obra e em quem Chester Brown claramente se inspirou.

A intenção escondida aqui é questionar a moral vigente. Ser prostituta diminui o valor da mulher? Não encontrar espaço para o amor significa que o homem não tem sentimentos? A monogamia é fundamental para o ser humano? Vale pensar com Chester.

Bruna Surfistinha dá sua opinião
Claro que Bruna Surfistinha, a ex-prostituta mais famosa do Brasil, vivida no cinema por Deborah Secco, já leu Pagando Por Sexo. E deu sua opinião no site Uol, onde afirma: “Deveria ser leitura obrigatória em todos os prostíbulos!”. A seguir o que ela considera importante na HQ.

Valorização
As meninas sempre aumentam seus aspectos físicos, aproveitando a empolgação do cliente ao telefone.

Vigilância
Todo prostíbulo que se preze tem que ter câmera e seguranças disponíveis.

Tempo é dinheiro
Para muitos caras, sai mais barato ter relações com prostitutas do que manter uma namorada.

O cliente tem razão
Quem paga pela fantasia não quer sinceridade, mesmo que o artifício fique evidente.

As aparências enganam
Ainda no quesito truque, Bruna diz que todas as prostitutas trabalham naqueles dias.