Primeiro vem o sexo, depois o amor

Posted on 8/10/2012 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE

Miley Cyrus
Vocês lembram da Miley Cyrus em 2008? Ela andava para cima e para baixo mostrando, orgulhosa, o seu anel da pureza. O acessório funcionava como uma espécie de promessa pública – ao usá-lo, a cantora prometia que continuaria virgem até o dia em que se casasse. Alguns anos se passaram, Miley conheceu um bonitão chamado Liam Hemsworth, o anel da pureza nunca mais foi visto e, só depois, eles ficaram noivos. Por que eu contei toda essa história?

É que um novo estudo, feito na Universidade de Montreal, afirma que não adianta lutar contra a corrente: primeiro vem o sexo e depois o amor. Pesquisadores descobriram, basicamente, que o sentimento de pertencimento que definimos como ‘amor’ é gerado pela mesma região do cérebro responsável por seus impulsos sexuais. E, apesar de amor e sexo serem coisas diferentes, ali no seu cérebro eles podem se sobrepor – e o que era só desejo se transforma em algo a mais.

Para chegar a estas conclusões, os cientistas usaram a técnica de ressonância magnética e descobriram que tanto o amor quanto o desejo ativam a região conhecida como o estriato. Mas enquanto o sexo impacta a área conhecida como estriato ventral, o amor ativa o estriato dorsal – associada, também, com o vício em drogas.

No meio do caminho, em uma área chamada de ínsula cerebral, estes sentimentos se encontram – e é bem na ínsula que nossas intenções se ‘materializam’. Em outras palavras, o amor vira um conceito mais ‘sólido’ em nossas mentes.

A conclusão? Desejo sexual pode se transformar em amor – e os dois sentimentos dificilmente conseguem ser separados.

Mas muita calma nessa hora. Não estamos defendendo que as pessoas devem se entregar por aí, sem maiores reflexões, em busca de um amor de verdade. O desejo real precisa existir e permanecer.

E, para os corações românticos que estão se imaginando se a história de ‘amor a primeira vista’ é balela, os cientistas de Montreal afirmam que o normal é se apaixonar e querer consumar o amor. “Você não vai querer ficar jogando palavras cruzadas quando está com quem ama”, conclui um dos responsáveis pela pesquisa, Jim Pfaus.