Londres fecha bordéis, e prostitutas lucram através de telefonemas

Posted on 8/10/2012 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE


As típicas cabines telefónicas vermelhas de Londres são palco de uma verdadeira competição internacional. Mas ali os corpos não estão expostos seguindo o lema olímpico de «mais rápido, mais alto, mais forte» (citius, altius, fortius, em latim). As pernas e os dorsos femininos oferecem mais prazer e melhores preços.

A disputa é entre «a brasileira elegante», «a deusa italiana», «a modelo africana» e «a oriental quente» para atrair a atenção de quem entra para telefonar e encontra um cardápio extenso para os adeptos do turismo sexual.

O aumento da prostituição em Londres por conta da aglomeração de pessoas na sede dos Jogos preocupou as autoridades britânicas, que desde o início do ano tem agido.

A polícia da região de Newham, onde se concentram a maioria dos estádios e ginásios da competição fechou 80 bordéis desde Março passado, mas negou que a razão fossem os Jogos Olímpicos. «Era uma procura da vizinhança», foi a justificação oficial em comunicado à imprensa.

O presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, não escondeu o jogo de gato e rato. «Estamos determinados a interromper esse comércio sexual e tráfico humano durante os Jogos», disse.

O alvo principal é as máfias que agem na cidade misturando drogas e sexo. Segundo as autoridades locais, as mais perigosas são a da Albânia, África Ocidental e do Sudeste Asiático.

A prostituição é legalizada em Inglaterra, mas lucrar com o sexo alheio e manter um bordel são proibidos. Em bairros mais distantes da «família olímpica», as casas de prostituição continuam abertas e sem pressão policial sobre elas.