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Brexit, Bolsonaro, and the ongoing anti-government protests in Hong Kong
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Partido do Sexo apimentou eleição australiana
Posted on 8/22/2010 by UNITED PHOTO PRESS
Candidatos defendem liberdade sexual, eutanásia e até droga de qualidade nas baladas.
Eles não têm chance de eleger o primeiro-ministro. Nem é provável que elejam parlamentares. Mas, apesar de nanico, é o Partido do Sexo que esquentou as eleições na Austrália, ocorridas neste sábado (21). Cheio de trocadilhos nas propostas, o grupo defende ideias ousadas e prazer em primeiro lugar.
Pesquisa mostra pequena vantagem do governo
No seu manifesto, o Partido do Sexo diz que é “uma resposta política às necessidades sexuais da Austrália no século 21”.
- É uma tentativa para restaurar o equilíbrio entre privacidade sexual e publicidade sexual, distorcido por ativistas moralistas e políticos pudicos.
Para a professora Anne Twomey, da Faculdade de Direito da Universidade de Sydney, “o partido não tem chances de ganhar um assento ou influenciar politicamente” o Parlamento.
- É um partido minoritário que se colocou no papel de trazer mais diversão a uma eleição muito chata.
As pesquisas mostram o partido Trabalhista, da atual primeira-ministra Julia Gillard, poucos pontos à frente da coalizão conservadora liderada por Tony Abbot.
Partido quer “droga de qualidade” nas baladas
Legalização geral do aborto, eutanásia e descriminalização das drogas são alguns dos temas polêmicos defendidos pelo Partido do Sexo.
O grupo quer ainda a liberação de heroína para usuários cadastrados no sistema de saúde.
Preocupados com a segurança dos australianos, o partido tem outra proposta polêmica: a instalação de tendas-laboratório em raves e festivais de música para testar a qualidade das drogas consumidas no local.
Pudor, aliás, não existe no partido. Seu slogan é “where you come first”, que em inglês é um trocadilho que significa tanto “onde você vem em primeiro lugar” quanto “onde você goza primeiro”.
"Propostas de arrebentar"
O partido defende total liberdade sexual, casamento gay e fim da censura a conteúdos pornográficos. Também quer mais controle aos pedófilos e mais educação sexual nas escolas.
O pacote de propostas é chamado “jerk choices”, que significa “escolhas de arrebentar”, mas também faz um trocadilho com a palavra “jerk”, em à referência ao termo inglês chulo usado para "masturbação".
Um dos candidatos é o pintor Tim Sheen, conhecido como "Pricasso". Ele ficou famoso por fazer pinturas usando o próprio pênis como pincel.
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