Global Volatility Drives Demand for European Residence Programs
-
Brexit, Bolsonaro, and the ongoing anti-government protests in Hong Kong
are all contributing towards a significant spike in interest in the
Portugal Gol...
Pornô na vanguarda da web
Posted on 3/02/2010 by UNITED PHOTO PRESS
No mundo dos sites adultos, clones do YouTube e do Second Life são lucrativos.
O fenômeno do X-tube
Não tão distante da efervescente cena de empresas de web 2.0 da baía de São Francisco está a cidade de San Fernando, também na Califórnia. Apelidada de San Pornando, devido ao grande número de sites e produtoras pornográficas instaladas por lá, a cidade pode servir como inspiração para as sempre inovadoras empresas da região do Silicon Valley.
O site de vídeos eróticos X-tube, por exemplo, dá acesso gratuito a boa parte de seu acervo, mas, para se manter, cobra alguns centavos de seus usuários de acordo com a duração do vídeo.
Outro problema superado pelos sites para adultos é o controle de material com direitos autorais protegidos. “Criamos o nosso próprio software para varrer a internet em busca de fotos nossas que estão sendo publicadas sem autorização. O programa encontra as fotos e nós tomamos as providências jurídicas”, diz Jason Tucker.
Tecnologia à parte, o pessoal de San Pornando aplicou na prática uma das teorias do jornalista e guru da web Chris Anderson: a diversificação da cauda longa. Os sites eróticos investem em gêneros cada vez mais específicos com dezenas de categorias e, assim, podem cobrar pelo conteúdo divulgado mesmo que a audiência não seja grande. Isso é possível graças ao baixíssimo custo para entrega do conteúdo. “Uma das razões para o sucesso da indústria pornográfica na internet é que seus produtos, essencialmente imagens, são produzidos sob medida para a distribuição digital”, diz Frederick Lane, autor de Obscene Profits, ainda sem versão em português.
A concorrência de empresas grandes contra pequenos produtores locais que oferecem conteúdo gratuito não assusta muito os gigantes já estabelecidos por décadas na indústria pornô. “Qualquer um pode pegar uma filmadora e algumas modelos para fazer um vídeo. Mas quando você age como amador, produz algo amador. As empresas que realmente estão lucrando com esse negócio mantêm o foco na qualidade e não no lixo”, afirma Larry Flynt. Será?
A produtora Congent/Benger criou um hotsite sobre o documentário Porndemic (www.cogentbenger.com/docs/porndemic ). Também dá para baixar o filme na íntegra, com legendas em inglês, pelo Google Vídeos, no endereço http://tinyurl.com/porndemic
Enquanto gravadoras e estúdios se digladiam com a internet, uma indústria milenar vem ganhando bilhões com a inovação. “Escolhemos a diversificação em vez de lutar uma batalha que já está perdida. Vamos sempre incorporar tecnologia ao que estamos fazendo.”
A frase, que poderia ser de qualquer diretor de gravadora ou estúdio de cinema, foi dita na verdade por Larry Flynt, lenda viva do mercado de revistas masculinas e ícone da luta pela liberdade de expressão. Flynt é um dos muitos empreendedores do mercado de diversão para adultos que embarcaram de cabeça nas tecnologias da web e têm alcançado bons resultados.
Ok, vários dos sites com conteúdo pornográfico são repletos de software nocivo e propaganda indesejada. Só que no meio dessas armadilhas há um mercado que movimenta 5 bilhões de dólares por ano e dita tendências que, cedo ou tarde, podem ser incorporadas pelo resto da web. “O vídeo por streaming, os sistemas de pagamento online, o gerenciamento de gargalos, a remuneração por publicidade baseada nos cliques ou na exposição dos anúncios começaram nos sites pornográficos”, afirma Jason Tucker, CEO da Falcon Enterprises, uma das maiores distribuidoras de fotos eróticas da rede.
“Estamos mudando a natureza da internet e remodelando o futuro da humanidade”, diz Brian Shuster, presidente do Red Light Center.com, uma espécie de Second Life pornô que atingiu a marca dos 4 milhões de usuários registrados em 2009. Os depoimentos de Tucker, Flynt e Shuster fazem parte do surpreendente documentário Porndemic, do diretor canadense Robin Benger. O filme mostra como as distribuidoras de conteúdo para adultos estão prontas para invadir celulares, combater a pirataria online e experimentar novas formas de interação digital — sempre inovando e alcançando altos lucros.
Android com conteúdo adulto
O mercado pornográfico digital envolve cifras de fazer inveja a muita startup do Silicon Valley. Recentemente, a editora da tradicional revista Penthouse comprou o serviço Adult Friend Finder por 500 milhões de dólares. A rede social para quem procura por sexo casual está longe de ser o único case de sucesso da web só para maiores de 18 anos. “Na Europa e na Ásia, a venda de vídeos e de fotos eróticas para celulares já é um grande negócio”, diz Tucker. Prova dessa popularidade é o lançamento do Mikandi, plataforma que servirá como uma loja só para conteúdo adulto dentro do sistema operacional Android. Com planos para se espalhar para outros sistemas, a Mikandi oferece uma base para produtores venderem vídeos e aplicativos apimentados.
Outro bom exemplo de distribuição sofisticada de conteúdo para adultos é o mundo virtual Red Light Center. Lá, avatares praticam as mais variadas modalidades sexuais e experimentam drogas capazes de alterar o metaverso. Embora sejam polêmicas, experiências como essa vêm ganhando a aceitação de um público mais amplo, incluindo as mulheres. “Soldados que estão servindo no exterior usam o Red Light Center rotineiramente para interagir com suas namoradas”, diz Shuster. O empreendedor afirma que as novidades do pornô digital não vão parar por aí. “Em dez anos, prevemos o uso do tele-touch, roupas especiais com sensores que reproduzem o toque do parceiro que está longe.”
O fenômeno do X-tube
Não tão distante da efervescente cena de empresas de web 2.0 da baía de São Francisco está a cidade de San Fernando, também na Califórnia. Apelidada de San Pornando, devido ao grande número de sites e produtoras pornográficas instaladas por lá, a cidade pode servir como inspiração para as sempre inovadoras empresas da região do Silicon Valley.
O site de vídeos eróticos X-tube, por exemplo, dá acesso gratuito a boa parte de seu acervo, mas, para se manter, cobra alguns centavos de seus usuários de acordo com a duração do vídeo.
Outro problema superado pelos sites para adultos é o controle de material com direitos autorais protegidos. “Criamos o nosso próprio software para varrer a internet em busca de fotos nossas que estão sendo publicadas sem autorização. O programa encontra as fotos e nós tomamos as providências jurídicas”, diz Jason Tucker.
Tecnologia à parte, o pessoal de San Pornando aplicou na prática uma das teorias do jornalista e guru da web Chris Anderson: a diversificação da cauda longa. Os sites eróticos investem em gêneros cada vez mais específicos com dezenas de categorias e, assim, podem cobrar pelo conteúdo divulgado mesmo que a audiência não seja grande. Isso é possível graças ao baixíssimo custo para entrega do conteúdo. “Uma das razões para o sucesso da indústria pornográfica na internet é que seus produtos, essencialmente imagens, são produzidos sob medida para a distribuição digital”, diz Frederick Lane, autor de Obscene Profits, ainda sem versão em português.
A concorrência de empresas grandes contra pequenos produtores locais que oferecem conteúdo gratuito não assusta muito os gigantes já estabelecidos por décadas na indústria pornô. “Qualquer um pode pegar uma filmadora e algumas modelos para fazer um vídeo. Mas quando você age como amador, produz algo amador. As empresas que realmente estão lucrando com esse negócio mantêm o foco na qualidade e não no lixo”, afirma Larry Flynt. Será?
Porndemic na web
A produtora Congent/Benger criou um hotsite sobre o documentário Porndemic (www.cogentbenger.com/docs/porndemic ). Também dá para baixar o filme na íntegra, com legendas em inglês, pelo Google Vídeos, no endereço http://tinyurl.com/porndemic
