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Ney Matogrosso continua a ser «provocador e provocante»
Posted on 12/11/2009 by UNITED PHOTO PRESS
Ney Matogrosso garantiu que continua a ser «provocador e provocante» e defende que já fez mais, sozinho, pela liberdade sexual no Brasil do que os três milhões de participantes da Parada Gay de São Paulo.
Em entrevista à Agência Lusa, em Santa Maria da Feira, onde, até domingo, é o convidado de honra do Festival de Cinema-Luso Brasileiro, o artista justificou, com essa perspectiva, o porquê de não se sentir culpado por ter recusado os diversos convites para participar na maior parada de orgulho gay do mundo.
«Não gosto de pessoas que se pavoneiam na rua de fio dental, beijando-se em frente a crianças», explicou.
Homossexual assumido e reconhecido como um dos artistas brasileiros que mais contribuiu para a liberdade de expressão sexual, Ney Matogrosso disse que «nunca é elegante alguém ficar a beijar-se diante de outras pessoas», até porque «não há necessidade de se fazer isso em plena avenida», afirma.
Para explicar sua posição, o cantor cita outro episódio que vivenciou recentemente, em São Paulo. «Passei por uma quantidade enorme de meninas de 14 e 15 anos que se beijavam na rua, de mãos dadas, totalmente à vontade. Por um lado, esta coragem de se abraçar em público é uma evolução. Por outro, aquilo foi excessivo e desnecessário», relata.
Quanto à sua postura em palco, Ney Matogrosso procura agora «um equilíbrio» entre a carga sexual dos espetáculos que fazia com plumas e brilhos e a discrição que marca esta fase actual, na qual sobe ao palco em traje escuro, «mais sereno».
«Continuo a ter o meu lado provocador e provocante», garante o cantor. «Ser provocador tem a ver com a minha maneira de olhar o mundo. Eu não me conformo e vou contestando sempre aquilo com que não concordo. Ser provocante já é uma brincadeira sexual com a plateia. É olhar para ela como se fosse a pessoa sobre quem estou a cantar», esclareceu.
«Claro que isso tem sexo», acrescentou. «Não se pode falar de amor sem sexo, porque este não é um amor platônico», sublinhou. «Também é verdade que a minha sexualidade neste momento é muito menos agressiva», admite o artista. «Mas está lá», concluiu.
