Global Volatility Drives Demand for European Residence Programs
-
Brexit, Bolsonaro, and the ongoing anti-government protests in Hong Kong
are all contributing towards a significant spike in interest in the
Portugal Gol...
Em Berlim, o mercado do sexo se adapta à crise
Posted on 8/05/2009 by UNITED PHOTO PRESS
Nos bordéis alemães, legalizados no país desde 2002, a crise financeira faz aumentarem os "descontos" oferecidos para manter os clientes.
Nos bordéis alemães, legalizados no país desde 2002, a crise financeira faz crescer os "descontos" oferecidos para manter os clientes.
Na Alemanha, a crise afeta a prostituição, uma atividade legal e próspera no país. Mas, algumas casas noturnas aplicam o conceito de "descontos", como uma solução milagrosa em Berlim.
Um folheto distribuído em toda a capital alemã atrai a população. Uma casa noturna, Schönefeld, situada em frente ao aeroporto de Berlim, oferece um pacote com "tudo incluído": bebidas, buffet e jantar à vontade. Sem mencionar TV a cabo, para não se perder nenhum jogo de futebol. E, em julho, um especial "churrasco com salsichas à vontade". Durante o dia o pacote custa € 70. A tarifa sobe para 100 euros durante a noite.
Vender o corpo é uma atividade legal na Alemanha, onde as prostitutas têm os mesmos direitos que os outros trabalhadores, incluindo a segurança social e seguro-desemprego. Existem cerca de 450.000 no país, incluindo os 22.000 profissionais (homens e mulheres), em Berlim. O comércio sexual está enraizado na moralidade sexual após liberação de 1968. A prática da intensiva do FKK (Freie Kultur Koper), a cultura do corpo livre, ou nudismo liberado por uma "comunhão com a natureza", abriu as portas para a legalização da profissão.
Prostitutas que trabalham na rua representam apenas 3% do total. A grande maioria das práticas são realizadas em bordéis, casas de massagens e residências privadas. A demanda continua forte, mas o número de prostitutas aumentou, devido ao desemprego e à medida que mais e mais pessoas estão voltando a exercer a mais velha profissão do mundo, explica Detlef Marion, da organização alemã de defesa das prostitutas Hydra. Daí a dura concorrência na atualidade.
Redução das tarifas reduz a qualidade do serviço
"Gina", uma romena de 21 anos, vestindo um minishort, se candidatou para trabalhar no Schönefeld. A legalização da prostituição, decidida em 2002, reduziu a atividade criminosa relacionada com o ambiente, a máfia, sem eliminá-la. Como "Gina", elas somam dezenas por semana a se apresentar em busca de trabalho. "As meninas ganham entre 100 e 250 euros por jornada", explica o proprietário. Um sinal da prosperidade do clube Schönefeld é sua intenção de abrir em breve um novo "wellness" (bem-estar), com spa, piscina, hidromassagem e pista de dança gigante.
Os estabelecimentos mais luxuosos não estão dispostos a reduzir seus preços, apesar de uma queda nas receitas. "Isso não mudaria nada", afirma o proprietário do Monrouge, instalado atrás de seu bar. "Não podemos lutar contra a indústria do sexo. Taxas mais baixas afetam a qualidade do nosso serviço e nossa imagem", diz comandante da casa.
Os funcionários do seu estabelecimento estão reclamando de uma queda na renda dos últimos seis meses. "Os clientes já não querem pagar para extras ", diz Katharina, funcionária da Romênia. Temos de ser mais empreendedoras para convencer os clientes. "Agora, Katharina faz horas extras como garota de programa, após sair de seu serviço no Monrouge, para completar o seu mês. Mas ela diz que nunca iria trabalhar em uma casa como a de Schönefeld. Ela acha que suas companheiras irão sofrer uma "verdadeira escravatura."
