Salão Erótico: «No sexo não há crise»

Posted on 11/01/2008 by UNITED PHOTO PRESS

A edição 2008 do Salão Erótico Internacional de Lisboa (SIEL) abriu portas no Pavilhão 4 da FIL na sexta-feira à tarde. São três dias em que se pode «esperar tudo», segundo a organização, que adianta: «No sexo não há crise». Juli Simon, o director do evento, que está pelo quarto ano consecutivo na capital portuguesa, disse ao PortugalDiário que a afluência inicial foi acima do que esperava. «Depois das 14h, quando o salão abriu, estávamos 15 por cento acima do número de visitantes do ano passado. É muito significativo». Este ano, o salão abre apenas durante três dias, menos um do que nos outros anos. Em cada um deles são esperadas 10 mil pessoas, em média. «A expectativa é alcançar os 30 mil visitantes», apontou Juli Simon. Quem se deslocar à FIL tem à disposição «cerca de 50 expositores e uma centena de artistas a trabalhar nos espectáculos», disse o director do evento. «Quem vier aqui pode esperar tudo. Tudo aquilo que quer ver e tudo aquilo que nunca imaginou que ia ver. Temos shows de todos os géneros. Masculinos, femininos, étero, gays, transexuais. Há um cantinho para tudo e para todos», acrescentou o realizador de filmes pornográficos e porta-voz do SIEL2008, Sá Leão. Toque brasileiro Este ano, o evento conta com um país convidado, o Brasil. «O que entendemos é que cada país tem os seus próprios sonhos e formas de viver a sexualidade. A forma de abordar a sexualidade pelos esquimós não é a mesma que a dos indonésios, a dos portugueses, franceses ou mexicanos. Acreditamos que tentar atrair maneiras diferentes de viver o erotismo seria interessante», explicou Juli Simon. As mulheres também têm este ano mais espaço dedicado, ainda que a maioria dos visitantes seja do sexo masculino. «Elas aqui tem uma oferta variada, deste sessões de tuppersex, que é explicar o uso dos brinquedos eróticos e outros produtos, até strippers masculino», frisou o organizador. Sã Leão, mostrou-se entusiasmado com a edição deste ano, onde além das funções de porta-voz assume também a responsabilidade de animar o Estúdio X. Neste espaço, os visitantes podem assistir ao processo de produção de um filme para adultos. Além de muitos visitantes, durante as primeiras horas, os pontos de venda também registaram muito movimento e o marasmo económico mundial não passou nos torniquetes, segundo a organização. «Aqui qualquer coisa relacionada com o sexo e o erotismo pode comprar-se. Desde livros, quadros, brinquedos a roupa. O nível de vendas é o mesmo do ano passado, o que significa que, apesar da crise, ao nível do sexo as pessoas continuam a consumir», disse Juli Simon, rematando: «No sexo não há crise».